Tarcísio Vieira, advogado de Bolsonaro, em sua sustentação oral no TSE.| Foto: Reprodução/YouTube
O tão esperado julgamento de Jair Bolsonaro no Tribunal Superior
Eleitoral, na quinta-feira, foi interrompido ao meio-dia pelo presidente
do TSE, ministro Alexandre de Moraes, sob o argumento de que os
ministros tinham outros compromissos à tarde. Houve tempo para a defesa e
a acusação falarem. A acusação, em nome do PDT, afirma que Bolsonaro
atentou contra as instituições brasileiras e praticou crime de abuso de
poder econômico e político, ao convidar embaixadores para uma preleção
sobre as urnas eletrônicas, dizendo que era preciso haver comprovante do
voto para garantir a credibilidade, se houvesse dúvida. Eu temo que a
eleição municipal continue com urnas sem o comprovante do voto, e fique
sempre a mesma dúvida.
O defensor de Bolsonaro chegou a alegar que nem havia sido no período
eleitoral que ocorreu a reunião. E que Bolsonaro fez o mesmo que o
ministro Edson Fachin, quando ele era presidente do TSE: na mesma época,
convidou os embaixadores para dizer que o presidente do Brasil tinha de
reconhecer o resultado da eleição, ou seja, já insinuando que Bolsonaro
não reconheceria o resultado das eleições – no que se enganou, pois ele
só não passou a faixa.
Na semana que vem teremos a continuação, com o voto do relator,
aquele que foi saudado pelo presidente Lula com tapinhas no rosto, o
ministro Benedito Gonçalves. Ele vai ler seu relatório e está todo mundo
curioso para saber como os ministros vão conseguir tornar Bolsonaro
inelegível. Eu vi nas redes sociais as pessoas dizendo que “estão
crucificando o Bolsonaro” – e acertaram, porque, se o crucificarem,
convertem-no em Cristo e dão mais força à liderança dele. Ele vai como
vítima, como mártir, porque não encontraram sítio de Atibaia, nem
tríplex, nem “Instituto Bolsonaro”, nem dinheiro de empreiteira, nem
dinheiro de Petrobras, nem superfaturamento. Não encontraram nada disso;
sobrou só o cartão de vacina e ter dito para os embaixadores isso e
aquilo.
VEJA TAMBÉM: Próximos dias serão de absurdos no TSE e no STF 8 de Janeiro: CPI local do DF é mais isenta que a CPMI do Congresso Risíveis planos de Lula: a moeda única do Mercosul e o “caminhão popular”
Deputados do DF ouvem Gonçalves Dias Por falar em cartão de
vacina, a ministra Cármen Lúcia está perguntando à CPI mista se o
tenente-coronel Cid será investigado ou testemunha – se ele for
investigado, tem o direito de ficar calado. O general Gonçalves Dias,
que era do Gabinete de Segurança Institucional de Lula, foi ouvido na
Assembleia Legislativa do Distrito Federal, onde também há uma CPI. Ele
disse que não sabe se Anderson Torres, que foi preso e tudo o mais, tem
alguma responsabilidade nisso. E disse que alterou, sim, um relatório
antes de enviá-lo para o Congresso porque o nome dele aparecia lá de
forma indevida, pois ele não sabia das informações enviadas pela Abin.
Afirmou ainda que não facilitou a invasão do Palácio do Planalto, que as
imagens são imprecisas e desconexas, que ele impediu a depredação e
prendeu 182 pessoas. Gonçalves Dias só vai para a CPMI do Congresso em
agosto.
Lula afaga Cuba, e Argentina traz o pires na segunda-feira
O presidente Lula, na quinta-feira, falou num festival de rock no
Campo de Marte, em Paris. Pena que ele se esqueceu de lembrar para o
mundo inteiro que foi lá que um brasileiro fez um avião decolar sozinho
pela primeira vez, e que o Brasil é o campeão de aviação desse mundo.
Depois, Lula se encontrou com o ditador cubano e disse que é preciso
estreitar as relações com Cuba. Vai fazer isso agora, na reunião do Foro
de São Paulo, em Brasília. E na segunda-feira vem a Brasília, de novo, o
presidente da Argentina, Alberto Fernández, pedir dinheiro. O BNDES
está aí pra isso, né? Para compensar o fiasco econômico do governo
socialista num país rico como a Argentina.
A única qualificação de Zanin é ter sido indicado por Lula. E no Brasil distorcido de hoje, isso basta
Por J.R. Guzzo – Gazeta do Povo
Cristiano Zanin e os senadores Randolfe Rodrigues e Davi
Alcolumbre durante sabatina na CCJ do Senado.| Foto: Pedro França /
Agência Senado
O Senado Federal do Brasil deixou, já há muito
tempo, de ser uma das duas casas do Poder Legislativo e se tornou uma
repartição que obedece ao Palácio do Planalto e cumpre todas as ordens
que recebe de lá, sejam elas quais forem. O governo Lula quer alguma
coisa? O Senado está lá para atender, 24 horas por dia. Seu último
serviço foi essa lamentável sabatina que aprovou o advogado pessoal de
Lula, Cristiano Zanin, para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal.
O nome, já de cara, não deveria sequer ter sido apresentado, ou
levado em consideração para o cargo; não teria sido, em qualquer
democracia decente do planeta. Em que país bem-sucedido, o presidente,
primeiro-ministro, rei ou rainha, nomeia o seu próprio advogado para o
tribunal supremo de Justiça? Em nenhum, porque isso seria uma grosseira
violação do princípio segundo o qual os juízes da corte máxima, pelo
menos esses, têm de ser imparciais – uma regra elementar em qualquer
sociedade democrática.
Qual é o “notável saber jurídico” do advogado de Lula? Não se sabe. Não há registro de que exista, no mundo das realidades.
Qual a imparcialidade que se pode esperar de um homem que passou anos
e anos, até outro dia, recebendo e cumprindo ordens do atual
presidente? Não dá. A sabatina no Senado, que faz parte do roteiro
oficial das nomeações para o STF, foi outro desastre. Não foi uma
sabatina, visto que ninguém examinou nada; os senadores faziam de conta
que perguntavam e Zanin fazia de conta que respondia. Seria aprovado
mesmo que falasse em aramaico para a banca examinadora. Lula quis;
pronto, questão encerrada.
Entre as coisas mais inúteis da vida brasileira, hoje em dia poucas
competem com as sabatinas do Senado. Para que montar esse show todo, com
a simulação de que estão sendo tomadas decisões importantes para o
país, se essas decisões não têm importância nenhuma? O nomeado do
presidente estava aprovado antes mesmo de seu nome ser oficialmente
apresentado aos senadores. Nunca foi um candidato; sempre foi um novo
ministro. Quem decidiu tudo foi Lula – e não o Senado. Desta vez,
entretanto, não houve nem um cuidado mínimo com a manutenção das
aparências.
VEJA TAMBÉM: O voto do cidadão só tem valor se receber a aprovação do TSE e do STF Para Moro e Dallagnol a lei é uma; para o “Batatinha”, a lei é outra A Câmara é cúmplice de Lula na vingança contra Dallagnol
A Constituição Federal faz apenas duas exigências para alguém
poder entrar no Supremo: o cidadão tem de ter uma reputação sem manchas e
“notável saber jurídico”. Não é muita coisa; pelo menos isso o
“candidato” deveria ter. Muito bem: qual é o “notável saber jurídico” do
advogado de Lula? Não se sabe. Não há registro de que exista, no mundo
das realidades.
Zanin não tem um curso de pós-graduação em Direito. Não escreveu
nenhum livro que chamasse a atenção por sua qualidade como exposição de
conhecimentos jurídicos. Não escreveu artigos capazes de chamar a
atenção de ninguém no mundo da advocacia, ou da academia, ou do Sistema
Judicial. Não deu aulas em nenhuma das faculdades de Direito
consideradas “sérias”, em São Paulo ou no Brasil. Não comandou
seminários, nem cursos dos quais alguém se lembre, e nem fez
conferências consideradas importantes – sua única qualificação é ter
sido nomeado por Lula. É, também, a única que realmente vale no Brasil
de hoje.
O tributo será aplicado em cima da energia que for para rede de distribuição (Foto: Envato Elements)
A nova legislação estabelece uma tributação em cima do montante de energia enviado para a rede de distribuição
Por enquanto, a tributação é de 15% em cima da energia excedente
para este ano. No entanto, a previsão é que esse custo aumente
gradativamente até 2029
Apesar do aumento dos encargos, a instalação de sistema fotovoltaico
ainda segue como uma alternativa interessante para os consumidores
Os custos referentes ao sistema fotovoltaico podem
ficar mais caros desde o dia 7 de janeiro com a vigência do Marco Legal
da Geração Distribuída. A nova lei, também conhecida como “taxação do sol”, estabelece que os produtores de energia por
meio de painéis solares conectados à rede (on grid) devem ser cobrados
pelo custo de distribuição à rede elétrica. No entanto, a legislação
traz regras diferentes para quem instalou o sistema antes e depois da
vigência do Marco Legal.
Antes do dia 7 de janeiro, quando o consumo do dia era inferior ao
que foi gerado pelo sistema fotovoltaico, a energia que havia “sobrado”
ia para a rede de distribuição para ser “armazenada” e voltava como “crédito”
para o consumidor. Segundo Lucas Donato, diretor da Pop Energy, empresa
de instalação de painéis solares, esse trabalho de transmissão feito
pelas concessionárias antes não era cobrado dos produtores de energia.
Com a nova lei, essa realidade mudou. Agora, os consumidores que
possuem sistema fotovoltaicos serão “taxados” pelo serviço responsável
pela transmissão de energia até as residências, chamado de Fio B. Para
quem não produz a própria energia, esse custo já está embutido na conta
de luz. “A tarifa (do custo do FIO B) representa uma média nacional de
28% do valor total da conta de energia convencional”, diz Donato.
No entanto, a taxação vai acontecer de forma gradativa para as
pessoas que possuem um sistema fotovoltaico. Para quem instalou o
sistema no imóvel após a vigência da lei, a cobrança começa a ser de 15%
neste ano em cima do custo referente ao serviço do Fio B e deve
aumentar gradativamente até 2029, quando o consumidor pagará 100% do
valor do Fio B. Já para quem instalou antes da vigência da lei, terá um
privilégio: isenção da “taxação do sol” até 2045.
Qual o impacto no bolso?
Como o consumo de energia varia de acordo com a residência, o valor
do aumento do custo na conta de luz para quem tem sistema fotovoltaico
não é fixo. No entanto, há algumas estimativas que ajudam o consumidor a
ter uma ideia do custo, que não deve ser decisivo ao ponto de tirar os
benefícios de quem pretende instalar o sistema. De acordo com Donato, o
aumento para este ano deve ficar em torno de 4% em comparação a quem
aderiu o sistema até o fim do ano passado.
“O impacto vai ser muito pequeno. Alguns clientes comerciais
geralmente não vão ter impacto nenhum porque funcionam mais durante o
dia. Nos imóveis residenciais, vai depender da rotina das famílias”,
acrescenta. Ou seja, se uma família tiver uma rotina mais caseira
durante a noite, o custo referente ao Fio B será maior do que uma
família que com hábitos diurnos, porque de dia ela consome a energia
produzida pelos painéis e à noite, necessita da luz vinda da rede de
transmissão.
Fábio Carreira, CEO da Solfácil, estima que o valor médio na conta de
energia de uma residência no Estado de São Paulo deve ficar em torno de
R$ 49,60 para uma família que consome da rede elétrica – que utiliza as
linhas de transmissão para consumir energia nos períodos em que o
sistema fotovoltaico não produz energia – 300 kWh/mês.
Os custos de energia no Brasil aumentaram em média 183% no acumulado
dos últimos dez anos. As despesas para a instalação do equipamento
variam de R$ 15 mil a R$ 33 mil conforme a média de consumo da
residência. Após o pagamento desse montante, o valor da conta de energia
elétrica pode cair em até 90% – o restante se refere aos custos com
iluminação pública entre outros encargos e tarifas. Segundo Carreira,
apesar da nova lei, o tempo de retorno do investimento (payback)
referente à instalação do sistema acontece entre quatro e cinco anos.
“Mesmo com a nova taxa, a energia solar continua sendo uma
alternativa viável e mais barata em comparação com a energia elétrica
tradicional”, diz Mário Viana, head comercial da Sou Energy, fabricante
de geradores fotovoltaicos. Além disso, devido ao maior acesso à
instalação de painéis solares, a tendência é que os custos dos
equipamentos fiquem mais baratos. “As placas possuem uma vida útil
longa, de pelo menos 25 anos”, acrescenta.
O custo da instalação
Os preços para instalar um sistema fotovoltaico variam de acordo com o
consumo médio de cada família e também da região onde o imóvel se
encontra. Segundo uma simulação realizada pelo Portal Solar, empresa de
franquia de sistema fotovoltaico, o Estado de São Paulo é a região em
que o custo para a instalação dos painéis fica mais alto, com um
investimento médio de R$ 33,7 mil para um consumo médio de R$ 500. O
retorno desse investimento acontece após seis anos.
Na região Norte o custo da instalação fica mais em conta. Em
comparação com o Estado de São Paulo, o consumidor consegue economizar
cerca de R$ 12 mil. “Esse valor médio inclui o pacote completo, desde a
instalação até a compra dos equipamentos”, explica Rodolfo Meyer, CEO do
Portal Solar.
James Cameron diz que submarino do Titanic tinha falhas ‘graves e evidentes’ no projeto
O diretor do filme ‘Titanic’ e especialista
em mergulho criticou com veemência Stockton Rush, o executivo-chefe da
OceanGate, por nunca ter certificado seu submersível turístico como
seguro
Por William J. Broad – Jornal Estadão
THE NEW YORK TIMES – “Nunca tivemos um acidente como este”, disse James Cameron, o diretor vencedor do Oscar de Titanic, na quinta-feira, 22.
O
diretor James Cameron apontou que o submarino tinha falhas graves e
colocou em risco a segurança das pessoas que estavam a
bordo Foto: OceanGate Expeditions / AP
Implosão
Uma implosão no fundo do mar acontece quando as pressões esmagadoras
do abismo fazem com que um objeto oco colapse violentamente para dentro.
Se o objeto for grande o suficiente para acomodar cinco pessoas,
disse Cameron em uma entrevista, “será um evento extremamente violento –
como 10 caixas de dinamite explodindo”.
Em 2012, Cameron projetou e pilotou um submersível experimental em
uma região no Oceano Pacífico chamada Challenger Deep. Cameron não
buscou a certificação da segurança da embarcação por organizações da
indústria marítima que prestam tais serviços a várias empresas.
“Fizemos isso conscientemente” porque a nave era experimental e sua
missão científica, disse Cameron. “Eu nunca projetaria um veículo para
levar passageiros e não o certificaria.”
O
diretor James Cameron segura tres estatuetas do Oscar depois de ganhar a
premiação para melhor diretor, melhor filme e melhor edição pelo filme
“Titanic” Foto: Blake Sell/ REUTERS
“Concordo em princípio”, disse Cameron. “Mas você não pode assumir
essa postura quando está colocando clientes pagantes em seu submersível –
quando você tem convidados inocentes que confiam em você e em suas
declarações” sobre a segurança do veículo.
Construção
Como um ponto fraco do projeto do submersível Titan e um possível
sinal de alerta para seus passageiros, Cameron citou sua construção com
compostos de fibra de carbono. Os materiais são amplamente utilizados na
indústria aeroespacial porque pesam muito menos que o aço ou o
alumínio, mas, peso por peso, são mais fortes e rígidos.
O problema, disse Cameron, é que um compósito de fibra de carbono
“não tem resistência à compressão” – o que acontece quando um veículo
submarino mergulha cada vez mais fundo no abismo e enfrenta aumentos
vertiginosos na pressão da água. “Não é para o que foi projetado.”
A empresa, acrescentou, usou sensores no casco do Titan para avaliar o
estado do casco composto de fibra de carbono. Em seu material
promocional, a OceanGate apontou os sensores como um recurso inovador
para o “monitoramento da saúde do casco”.
No início deste ano, um especialista acadêmico descreveu o sistema
como fornecendo ao piloto “tempo suficiente para interromper a descida e
retornar com segurança à superfície”.
Em contraste com a empresa, Cameron chamou o projeto de “um sistema
de alerta” para deixar o piloto do submersível saber se “o casco está se
preparando para implodir”.
Cameron disse que a rede de sensores no casco do submarino era uma solução inadequada para um projeto que ele via como falho.
“Não é como uma luz acesa quando o óleo do seu carro está baixo”,
disse ele sobre a rede de sensores do casco. “Isso é diferente”.
Compras sem cartão ou celular em mãos: conheça o futuro dos meios de pagamentos
Camila Petry Feiler – StartSe
O cartão de crédito deve seguir com um dos principais meio de
pagamento nos próximos anos, mas muita coisa vem mudando — e é preciso
se preparar
Compras sem cartão ou celular em mãos: conheça o futuro dos meios de pagamentos
Os tempos estão mudando rápido demais, com adaptações significativas
que mudam a experiência na Nova Economia ― tanto do público como das
empresas. Por isso, a demanda por meios de pagamentos que facilitem,
diminuam a fricção e garantam segurança seguem em alta. Mas a dúvida que
fica é: e os cartões nessa história?
Quanto os cartões movimentam no mercado?
Os dados da Abecs, associação que representa as empresas de meios
eletrônicos de pagamento, mostram que as compras realizadas com cartões
de crédito, débito e pré-pagos cresceram 36,5% no primeiro semestre de
2022, somando R$ 1,6 trilhão no período.
Houve um impulso da digitalização das transações durante a pandemia
que influenciam este número, além do retorno à normalidade, trazendo
aumento de compras físicas após o isolamento.
Qual o futuro do cartão de crédito, débito e pré-pagos?
Mas muita coisa deve mudar. A Mastercard já anunciou que, a partir de
2028, todos os cartões recém-produzidos emitidos na rede da empresa
devem conter materiais sustentáveis, como plásticos reciclados ou de
origem biológica ― até de milho.
E isso é uma jornada que vem do “reco reco”, passando pela tarja
magnética, onde a gente assinava, chegando ao chip, com base nas
necessidades de adaptação por reconhecimento
Ainda assim, para Leonardo Linares, vice-presidente sênior de
soluções para o cliente da Mastercard Brasil, “o cartão, de forma mais
ampla, vai continuar tendo sua relevância.” Para ele, a escolha vai
depender do cliente e do varejista, dependendo da situação da compra.
Por quê? O cartão construiu um respaldo de segurança para o usuário,
conseguindo trazer mais confiança e trazendo todo um ecossistema para
apoiar em situações de fraude e roubo, por exemplo.
Então, ao fazer uma transação mais alta, a pessoa pode recorrer a
este sistema que dá mais garantias. De acordo com Linares, ele também
pode ser uma solução mais prática, usado em metrôs e em pagamentos com
contactless, por exemplo.
“Quando você vem para o mundo digital, você tem uma nova onda de
inovação que apesar de não ser muitas vezes reconhecida como o cartão ou
plástico físico, é uma experiência que usa toda a infraestrutura e o
arcabouço de cartões”, explica Linares.
O caminho para o digital
E o caminho natural é que “os consumidores tenderão a procurar a
alternativa mais conveniente, com menos fricção e que traga maiores
benefícios”, explica Luis Felipe, CEO da Cateno.
“A digitalização da economia a partir de novidades como Pix,
carteiras digitais, NFC [tecnologia de troca de dados sem fio por
aproximação], WhatsApp e outras formas de pagamento servirá para dar
mais alternativas aos consumidores na hora de pagar”, conta.
Ele sinaliza que em um futuro próximo, será possível fazer compras
sem cartão ou celular em mãos. Inclusive, já existem pesquisas apontando
para isto.
Os dados da Juniper Research apontam que até 2027, espera-se que o
valor dos pagamentos remotos autenticados biometricamente alcance US$
1,2 trilhão globalmente.
“Ainda que os consumidores tenham alguns tipos de restrições em
relação à segurança de novas tecnologias, os pagamentos por aproximação,
ou contactless, estão em crescimento acelerado no Brasil”, afirma Luis
Felipe.
De acordo com informações da Associação Brasileira das Empresas
de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), o volume de transações pelo
sistema NFC aumentou 162% no terceiro trimestre de 2022.
“Já no caso de pagamentos por aproximação envolvendo carteiras
digitais, a tecnologia da criptografia torna as transações altamente
seguras, pois o dado do cartão armazenado na wallet não pode ser usado
mesmo em caso de um eventual vazamento”, explica o CEO.
O destaque é relevante porque as carteiras digitais estão se tornando
a forma preferida dos jovens como meio de pagamento, e as empresas
estão seguindo o exemplo. Inclusive, muitas marcas já estão oferecendo
suas próprias ofertas de wallet. Em algumas regiões, como o Sudeste
Asiático, elas já são mais comuns do que os pagamentos com cartão físico
e devem dominar os pontos de venda em geral.
Por que importa?
Com a definição de dinheiro se expandindo, o cartão é desdobrado para
dar conta dos avanços em um mundo cada vez mais tokenizado e com a
digitalização de tudo. Com finanças cada vez mais conectadas, através do
Open Banking, o papel dos intermediários vai ser de garantir os
melhores caminhos para o usuário, mas também segurança, governança e
acessibilidade.
Do ponto de segurança, Leonardo Linares falou da preocupação com a
inclusão no digital ― como reconhecimento de voz na biometria para quem
tem dificuldade com a fala ou problemas de audição. Porque o avanço
precisa ser também abrangente, inclusive do ponto de vista de mercado e
alcance de novos públicos.
Ele também destaca o potencial da Inteligência Artificial no combate à
fraude, para entender o momento do cliente e qual a melhor oferta para
ele, e também trazer um ganho significativo do ponto de vista de
facilitar a experiência por meio da internet das coisas, onde a compra
vai ser executada por IA.
E por que isso está no foco? Porque aqueles que conquistarem e
mantiverem a confiança do consumidor, captarão uma parcela mais
significativa dos fluxos de pagamento. E incorporar confiança ganha
camadas complexas por conta da quantidade de dados.
De acordo com o relatório The Future of Payment, da Mastercard,
“até o final da década, as empresas que conquistarem e mantiverem a
confiança de clientes e reguladores terão a oportunidade de
comercializar essa confiança ampliando seus modelos de negócios e se
diferenciando dos concorrentes.”
No fim, o olhar dos players segue dinâmico para entender as
movimentações do mercado, avanços da tecnologia, mas também as
necessidades das pessoas e onde estão as oportunidades pouco exploradas
no meio de tudo isso, garantindo segurança e acesso.
CARACTERÍSTICAS DA VALEON
Perseverança
Ser perseverante envolve não desistir dos objetivos estipulados em
razão das atividades, e assim manter consistência em suas ações. Requer
determinação e coerência com valores pessoais, e está relacionado com a
resiliência, pois em cada momento de dificuldade ao longo da vida é
necessário conseguir retornar a estados emocionais saudáveis que
permitem seguir perseverante.
Comunicação
Comunicação é a transferência de informação e significado de uma
pessoa para outra pessoa. É o processo de passar informação e
compreensão entre as pessoas. É a maneira de se relacionar com os outros
por meio de ideias, fatos, pensamentos e valores. A comunicação é o
ponto que liga os seres humanos para que eles possam compartilhar
conhecimentos e sentimentos. Ela envolve transação entre pessoas. Aquela
através da qual uma instituição comunica suas práticas, objetivos e
políticas gerenciais, visando à formação ou manutenção de imagem
positiva junto a seus públicos.
Autocuidado
Como o próprio nome diz, o autocuidado se refere ao conjunto de ações
que cada indivíduo exerce para cuidar de si e promover melhor qualidade
de vida para si mesmo. A forma de fazer isso deve estar em consonância
com os objetivos, desejos, prazeres e interesses de cada um e cada
pessoa deve buscar maneiras próprias de se cuidar.
Autonomia
Autonomia é um conceito que determina a liberdade de indivíduo em
gerir livremente a sua vida, efetuando racionalmente as suas próprias
escolhas. Neste caso, a autonomia indica uma realidade que é dirigida
por uma lei própria, que apesar de ser diferente das outras, não é
incompatível com elas.
A autonomia no trabalho é um dos fatores que impulsionam resultados
dentro das empresas. Segundo uma pesquisa da Page Talent, divulgada em
um portal especializado, 58% dos profissionais no Brasil têm mais
facilidade para desenvolver suas tarefas quando agem de maneira
independente. Contudo, nem todas as empresas oferecem esse atributo aos
colaboradores, o que acaba afastando profissionais de gerações mais
jovens e impede a inovação dentro da companhia.
Inovação
Inovar profissionalmente envolve explorar novas oportunidades,
exercer a criatividade, buscar novas soluções. É importante que a
inovação ocorra dentro da área de atuação de um profissional, evitando
que soluções se tornem defasadas. Mas também é saudável conectar a
curiosidade com outras áreas, pois mesmo que não represente uma nova
competência usada no dia a dia, descobrir novos assuntos é uma forma
importante de ter um repertório de soluções diversificadas e atuais.
Busca por Conhecimento Tecnológico
A tecnologia tornou-se um conhecimento transversal. Compreender
aspectos tecnológicos é uma necessidade crescente para profissionais de
todas as áreas. Ressaltamos repetidamente a importância da tecnologia,
uma ideia apoiada por diversos especialistas em carreira.
Capacidade de Análise
Analisar significa observar, investigar, discernir. É uma competência
que diferencia pessoas e profissionais, muito importante para contextos
de liderança, mas também em contextos gerais. Na atualidade, em um
mundo com abundância de informações no qual o discernimento,
seletividade e foco também se tornam grandes diferenciais, a capacidade
de analisar ganha importância ainda maior.
Resiliência
É lidar com adversidades, críticas, situações de crise, pressões
(inclusive de si mesmo), e ter capacidade de retornar ao estado
emocional saudável, ou seja, retornar às condições naturais após
momentos de dificuldade. Essa é uma das qualidades mais visíveis em
líderes. O líder, mesmo colocando a sua vida em perigo, deve ter a
capacidade de manter-se fiel e com serenidade em seus objetivos.
Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (Wpp)
Cristiano Zanin e os senadores Randolfe Rodrigues e Davi
Alcolumbre durante sabatina na CCJ do Senado.| Foto: Pedro França /
Agência Senado
Uma das características que mais saltam aos olhos em qualquer governo
petista é a depredação institucional que o partido realiza quando
assume o poder. Ao longo dos 13 anos e meio de sua primeira passagem
pelo Planalto, isso ocorreu das mais diversas formas, do aparelhamento
generalizado à corrupção escancarada. Não haveria de ser diferente neste
terceiro mandato de Lula, para quem todos os poderes da República,
instituições, órgãos de investigação, o que for, existem a serviço não
do Estado, não do cidadão brasileiro, mas do partido e de seu líder
maior. Assim, o fato de o mesmo presidente que no passado indicara um
ex-advogado do PT para a suprema corte repetir a dose, agora com seu
advogado pessoal, só surpreende quem realmente quis ser surpreendido –
temos, aqui, Lula sendo Lula, e nada pode ser mais previsível que isso.
Triste, profundamente triste, é que o Senado tenha se rebaixado ao ponto
de dar seu endosso a esse acinte.
Cristiano Zanin agora está confirmado como o mais novo integrante do
Supremo Tribunal Federal, em substituição a Ricardo Lewandowski. Em um
processo que durou apenas 20 dias entre a formalização da indicação no
Diário Oficial à aprovação definitiva do nome – um recorde que contrasta
com os quase cinco meses que André Mendonça levou para chegar ao
Supremo –, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou Zanin
por 21 votos a 5, enquanto o plenário da casa referendou a indicação por
58 a 18. As razões para sua escolha podem ser facilmente explicadas;
por mais que no campo dito “progressista” haja juristas respeitados em
suas áreas e donos de extensa produção acadêmica (ainda que possamos
discordar de suas ideias), nenhum deles fez o que Zanin fez: convencer
ministros do Supremo a anular as condenações de Lula, fazendo dele um
ficha-limpa apto a disputar e vencer a eleição de 2022. E nada mais que
isso. Se usar uma cadeira no STF como forma de retribuição a seu
advogado não viola frontalmente o princípio da impessoalidade, um dos
cinco que regem a administração pública de acordo com o artigo 37 da
Constituição, então tudo está realmente permitido no Brasil.
A sessão dessa quarta-feira diz pouco sobre Lula e sobre Zanin, mas
diz muito sobre um Senado em que quase três quartos de seus membros se
prestam a esse tipo de imoralidade
Apenas essa agressão explícita ao princípio da impessoalidade já
deveria bastar para que a CCJ, que sabatinou Zanin durante esta
quarta-feira, e o plenário do Senado, que votou a indicação na
sequência, rejeitassem o nome. Mas o advogado também se mostrou estar
muito distante do perfil de que o país necessita em seus ministros da
mais alta corte do Judiciário: duro com a corrupção; defensor da vida e
da família; protetor intransigente das liberdades e garantias
democráticas como elas realmente devem ser entendidas, e não segundo
concepções pessoais equivocadas; e ciente do papel de cada poder,
rejeitando o ativismo judicial. Para ficar em apenas um exemplo desta
quarta-feira, quem haverá de acreditar na defesa da liberdade de
expressão feita durante a sabatina por quem, durante a campanha
eleitoral, não perdia uma oportunidade de pedir censura a críticos de
Lula?
Em 2012, às vésperas de ser julgado por lavagem de dinheiro no
mensalão, o ex-deputado federal petista Paulo Rocha fez uma afirmação
emblemática: “os ministros do Supremo não foram colocados lá para apenar
como estão apenando”. Em outras palavras, ao menos os indicados por
Lula tinham sido “colocados lá” para outra coisa – por esse raciocínio,
exemplar foi Dias Toffoli, que não se declarou impedido de julgar
antigos chefes e, mesmo quando derrotado, ajudou com seu voto a formar
minorias que davam aos condenados direito ao julgamento de embargos
infringentes, muitos dos quais resultaram, depois, em redução de penas
ou anulação de condenações. Com Zanin, é isso que Lula pretende ter:
mais um aliado fiel no Supremo.
A sessão dessa quarta-feira diz pouco sobre Lula (de quem não há
muito mais de novo a se dizer), e pouco também sobre Zanin, mas diz
muito sobre um Senado em que quase três quartos de seus membros se
prestam a esse tipo de imoralidade – especialmente os que foram eleitos
por uma população que certamente viu com revolta mais esta atitude
patrimonialista de Lula. Aplauda-se, por outro lado, a coragem dos 18
parlamentares que souberam dizer “não” a esse absurdo. São os
proverbiais “poucos, mas bons” com quem o Brasil espera poder continuar
contando; que não esmoreçam diante desta derrota e sigam oferecendo à
nação o exemplo que muitos de seus pares não souberam dar.
Advogado Cristiano Zanin passou por sabatinado na CCJ do Senado| Foto: Alessandro Dantas/ PT Senado
Com
Lula, as definições de “fundo do poço” estão sendo atualizadas com
sucesso. Todos os dias. Agora, trata-se da indicação de Cristiano Zanin
para ser ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro. Não bastasse
ter uma ampla maioria de membros da Suprema Corte alinhados a si, Lula
indica seu advogado pessoal para integrar o órgão máximo do nosso
Judiciário. Como aceitar que a Justiça, que deve ser isenta e,
inclusive, julgará muitas questões atinentes à Presidência da República,
seja aparelhada desta forma?
A responsabilidade, porém, não recai apenas sobre Lula. Em uma
democracia constitucional, com poderes independentes entre si, é papel
do Legislativo impor os freios necessários aos desatinos dos outros
Poderes. No entanto, o que vemos hoje é um Senado da República,
responsável pela sabatina e eventual aprovação ou rejeição dos indicados
ao STF pela Presidência, quase inteiramente subserviente às vontades do
Executivo.
A cadeira com viés lulista será renovada por quase 30 anos
adicionais. Fica assim claro, transparente e escrachado o quanto nosso
STF é parcial e político.
Acompanhei pessoalmente no Senado a sabatina do ministro Kassio Nunes
Marques, em 21 de outubro de 2022, e, sinceramente, até me constranjo
ao perceber que acabei de escrever, na oração anterior, a palavra
“sabatina”. Foi apenas uma série de perguntas para “cumprir tabela”: com
mais de trinta senadores inscritos para inquirir, após o quinto senador
da lista fazer suas perguntas (muitas delas sem jamais obterem a devida
resposta), a presidente da sessão, senadora Simone Tebet (MDB/MS),
determinou a abertura do processo de votação, secreto.
Ao que tudo indica, também com Cristiano Zanin o resultado já está
pré-definido. Apesar de até mesmo juristas do quilate de um Ives Gandra
da Silveira Martins ponderarem sobre a falta do constitucional notório
saber do indicado, essa “filigrana jurídica” – como definiu certa vez o
ministro do Supremo Luiz Fux certos ditames constitucionais – não será
empecilho. O consolo nessa história toda? Lula indica para o lugar de um
ministro seu, Ricardo Lewandowski, outro ministro seu, Cristiano Zanin.
O Senado da República, se fosse uma Casa cuja maioria dos seus membros se guiasse pela Constituição, barraria a indicação.
A cadeira com viés lulista será renovada por quase 30 anos
adicionais. Fica assim claro, transparente e escrachado o quanto nosso
STF é parcial e político. Já é mais do que hora de alterar a forma de
indicação dos seus membros e, também, de limitação do escopo da atuação
do Tribunal. É humanamente impossível que onze ministros deem cerca de
100 mil decisões por ano. 100 mil! Algo há de muito errado nesse cálculo
e não é o seu resultado: é preciso fazer urgentemente a simplificação
desta equação, cortando variáveis dispensáveis no STF e que deveriam ser
de responsabilidade de outros Tribunais e órgãos judiciais ou mesmo da
administração pública.
Também é preciso estabelecer mandatos para os ministros da Suprema
Corte: a indicação vitalícia faz mal à instituição, perpetua vícios e
consolida vaidades em intermináveis julgamentos televisionados. Alguns
sugerem dez anos, outros doze anos – outros ainda menos, quatro ou seis.
O fato é que não há, hoje, melhor incentivo para o desvio e o abuso do
que a certeza de vitaliciedade em um cargo.
A impessoalidade como princípio e o notório saber jurídico como
critérios constitucionais, às favas! O aparelhamento petista da máquina
estatal segue a todo vapor.
Se ao menos houvesse um controle sobre suas atividades, Suas
Excelências exerceriam algum tipo de autocontenção. Não é o caso. O
Senado, Casa à qual a Constituição dá a prerrogativa de fiscalizar o
Supremo, é campeão em arquivamento de bem fundamentados pedidos de
impeachments de ministros do Supremo.
O próprio tribunal constitucional já decidiu, por diversas vezes,
impedir investigações sobre atividades suspeitas de seus próprios
membros, como a decisão de Alexandre de Moraes de suspender as
investigações da Receita Federal que envolviam os ministros Gilmar
Mendes e a esposa do ministro Dias Toffoli e a decisão de anular a
delação do ex-governador Sérgio Cabral (RJ), que acusava Toffoli de
vender sentenças, que contou com votos de diversos ministros pela
anulação, inclusive o de Dias Toffoli. O tal inquérito das “fake news”,
até hoje vigente e absurdamente sem prazo para terminar, nasceu da
reação da Corte a uma notícia nada “fake”, segundo defesa da revista
Crusoé, que relacionava uma acusação de corrupção, feita em delação
premiada por Marcelo Odebrecht, ao então presidente do STF, ministro
Dias Toffoli.
VEJA TAMBÉM: CPMI do 8 de janeiro usurpa direito da minoria a investigação Caso Deltan: aos amigos, tudo; aos inimigos, nem mesmo a Constituição Lula, capacho de ditador
Toffoli, aliás, foi advogado do PT. Foi indicado por Lula ao Supremo.
Zanin, foi advogado de Lula. Apesar de, em debate televisionado ao vivo
para todo o Brasil na campanha, o Lula candidato ter dito que não era
nem prudente, nem democrático um presidente ter amigos seus como
ministros da Suprema Corte, sua primeira indicação como presidente da
República para o STF foi do seu próprio advogado – e amigo. O fundo do
poço, realmente, é mais embaixo para o PT.
O Senado da República, se fosse uma Casa cuja maioria dos seus
membros se guiasse pela Constituição, barraria a indicação. Mais do que
isso: o presidente da Casa de Rui Barbosa teria uma séria conversa com o
presidente da República anteriormente ao envio do nome do seu indicado
para demovê-lo do vexame de fazer proposta tão indecente. Infelizmente,
não foi o que ocorreu: a indicação não só foi feita como deve ser
aprovada. A impessoalidade como princípio e o notório saber jurídico
como critérios constitucionais, às favas! O aparelhamento petista da
máquina estatal segue a todo vapor.
Por Luiz Philippe Orleans e Bragança – Gazeta do Povo
Ruínas da antiga civilização grega, em Atenas.| Foto: Martin Cigler/Wikimedia Commons
Há
diversas maneiras de contar a história. Uns seguem o caminho da
sequência de fatos, outros, das narrativas anacrônicas de conflito de
classes, e um terceiro grupo prefere as teorias de ciclos. Este último
grupo, menos conhecido, é dos mais antigos. Desde Platão, vários autores
descrevem a história das civilizações analisando ciclos. O desafio é
explicar como eles se repetem para que sejam considerados como tal, e
não mera suposição.
A despeito do tempo de vida de cada observador, curto demais para o
acompanhar o longo período de um ciclo, Oswald Spengler, em seu livro “O
Declínio do Ocidente”, de 1918, conseguiu prever, ao analisar ciclos
históricos de longuíssimo prazo, situações políticas que acontecem nos
tempos atuais. Igualmente, meu livro, “Por que o Brasil é um país
atrasado?”, no capítulo “Sucessão de Oligarquias”, menciona o Kyklos de
Platão, que foi aprimorado por Políbio, e um ciclo menor, brasileiro,
que se formou durante as tentativas de se estabelecer repúblicas ao
longo do século 20, e que só resultaram na alternância de poder entre
governos populistas e oligárquicos.
Há um padrão que se repete no início e no final das cinco grandes
etapas históricas nos últimos 2.500 anos e pode servir de prelúdio para
nosso futuro. Entendê-lo é relevante para compreender o momento atual e o
caminho a tomar. Em síntese, o início de cada ciclo é virtuoso e o
fim, repleto de vícios:
Primeiro Ciclo: O início do primeiro ciclo é caracterizado pela
formação da cultura grega no Peloponeso e da cultura etrusca na
península itálica por volta do século 10 a.C. Foram criadas as primeiras
cidades-estado e também surgiram os primeiros reis e tiranos. O final
dessa etapa ocorre 400 anos depois, no século 6 a.C, tanto em Atenas
quanto na península itálica. Os atenienses se revoltaram contra a
tirania de Iságoras, um magistrado corrupto e imoral, que servia mais
aos Espartanos que aos Atenienses, e instauraram a democracia. Em Roma,
os fazendeiros se levantam contra os monarcas etruscos que, hedonistas e
entorpecidos por sua superioridade cultural, abusavam de seu poder. Os
fazendeiros romanos revoltosos de então criam uma república.
Segundo Ciclo: A República Romana, formada inicialmente por
fazendeiros que, contrários a qualquer concentração de poder, formaram
um senado de patrícios com dois cônsules eleitos anualmente. O sistema
era firmemente calcado em valores marciais, sendo que quase todos os
senadores haviam lutado nas batalhas contra os reis etruscos. A
República Romana cresceu e incorporou Atenas e demais cidades do
Peloponeso, além de vastos territórios na península itálica e Europa.
Entretanto, 400 anos depois, o senado já não era mais o mesmo. Os
patrícios se tornaram a minoria e a maioria era de senadores corruptos e
distantes dos valores que formaram a república. Os senadores negavam
pagamento aos exércitos e não se importavam com o bem comum; usando seu
status e poder em benefício próprio. Levantes populares e tentativas de
golpe se tornaram constantes e a república se tornou oclocracia
(governo de facções).
Em síntese, o início de cada ciclo é virtuoso e o fim, repleto de vícios
Terceiro Ciclo: Eis que em 27 a.C surge um líder para restabelecer os
valores da República Romana: Otaviano. Ele se transforma no Primeiro
Imperador Romano por aclamação das diversas facções. Por ironia, ele era
um “imperador republicano”, que não se considerava imperador, mas sim o
primeiro cidadão ou “princeps” – incutindo este título como valor
primordial do Império Romano. Ele inicia um ciclo virtuoso
restabelecendo a estabilidade, a separação de poderes entre senado e
imperador e a integridade das instituições. Adicionalmente, acabou com o
patrimonialismo, moralizou o senado, extirpou os agentes corruptores,
iniciou grandes obras e campanhas militares unificando o império e
estabelecendo diretrizes de conduta dentro do sistema imperial que
perduraram por vários séculos.
Ao final desse ciclo, houve a ascensão do Cristianismo e seu efeito
subversivo do modelo imperial romano. O status quo era calcado
firmemente nos deuses romanos e rituais que unificavam e amarravam o
sistema de confiança, historicamente reforçado em torno do senado, dos
cônsules e dos imperadores romanos, da Pax Romana e da lei e civilização
romana como um todo. Uma vez que o cristianismo substituiu os valores
de base dos romanos no século 4 d.C., toda a organização romana entrou
em colapso; enfraqueceu-se, corrompeu-se e dividiu-se. Os poderes
institucionais passaram a apelar por líderes tirânicos; antíteses dos
valores institucionalizados por Otaviano. Foi no período do “Dominato”,
conceito oposto ao de “Princeps”, que se caracterizou a tirania do
imperador Diocleciano, o último imperador que precedeu a divisão do
império, a perseguição aos cristãos e a invasão dos bárbaros germânicos,
causando o fim do Império Romano Ocidental.
Quarto Ciclo: Do declínio do terceiro ciclo emerge uma onda criadora,
uma nova primavera civilizacional: a dos reinos cristãos. Era o século 5
d.C, início da Idade Média. Nessa era que durou mais de mil anos surgem
os mitos e valores cristãos, os reis, seus títulos e territórios
abençoados pela Igreja, a expansão da cristandade e das grandes
conquistas de territórios além-mar e o nascimento dos Impérios. Em
contrapartida, ao final desse ciclo, novos valores foram introduzidos
por meio da burguesia e de levantes populares. A revolução Gloriosa, na
Inglaterra, no século 17 e as revoluções norte-americana e francesa no
século 18 vieram para materializar ideias nascidas nos séculos
anteriores, antagônicas àquelas formadoras das monarquias tradicionais: a
representação por voto popular, e não por unção divina ou por herança.
Um governo estabelecido por leis escritas e aceitas, e não por costumes e
tradições. A substituição da fé e das crenças por lógica e raciocínio.
É evidente que essas revoluções minaram os valores cristãos do antigo
regime, entretanto, a decadência total do Reinos Cristãos foi
protagonizada por Napoleão, um usurpador jacobino que tiranizou toda a
Europa, invadiu reinados, aprisionou reis e coroou-se imperador usando
os mesmos rituais cristãos reservados a famílias reais fundadoras.
Napoleão falsificou sua legitimidade fazendo com que todas as
instituições e sociedades europeias aceitassem seus títulos, e de seus
familiares, como se sempre tivessem pertencidos a nobreza. Os reinados
cristãos ocidentais que sobreviveram nunca mais foram os mesmos.
Quinto Ciclo: Nessa etapa, o modelo republicano surge legitimado por
constituições, pela separação e limitação de poderes, pela proteção dos
direitos dos cidadãos e pela representação democrática pelo voto. No
cerne dos fundamentos da república surge a figura do cidadão; indivíduo
livre, nato com direitos universais, que elege os melhores dentre seus
pares para representá-lo. Nesse início virtuoso, observou-se a expansão
da propriedade privada, das instituições públicas, do direito, do livre
mercado e do comércio global. Há a valorização da nação, do bem comum e
da civilização com o despertar da cidadania.
Hoje estamos no final desse ciclo. Vemos a petrificação das
sociedades pela burocracia, o surgimento de grandes metrópoles e
sistemas tecnológicos de controle; baixa fertilidade, antagonismo entre a
vida rural e a urbana, crises políticas e desconfiança da tecnologia e
dos sistemas políticos. Cidadãos foram convertidos em massa consumidora.
Representantes da sociedade se transformaram em tiranos. Mais uma vez,
assim como Napoleão marcou o fim do antigo regime, o deboche está cada
vez mais evidente marcando o final do 5º ciclo: a eleição de criminosos
corruptos no comando absoluto de cidadãos.
O Brasil recentemente elegeu seu equivalente a Isagoras de Atenas,
Diocleciano de Roma ou Napoleão da Europa. Isso marca o fim da nossa 7ª
república. Mas esse fato não é isolado, pois ocorre o mesmo em todo
sistema político que compartilha da mesma história descrita acima: na
América Latina, assim como na América do Norte e Europa, esse padrão se
repete: um títere tirânico e corrupto é eleito para controlar os
cidadãos e servir a interesses externos. Biden, Macron, Trudeau e vários
líderes da atualidade validam esse padrão.
Estamos no final desse 5º ciclo e início de um outro, mas qual será a
nova etapa? Já vemos brotando algumas opções: de um lado, uma tirania
tecnocrática, anônima, liderada por fantoches visíveis que controlam
todas as sociedades através da tecnologia. Essa possibilidade já está em
curso com diferentes graus de avanço em vários países.
Entretanto, há outro movimento que também cresce: a revolta da
cidadania contra a tecnologia, contra os sistemas políticos, contra a
supressão da família, da fé, da nação e das liberdades. Essa antítese
cresce à medida que a tirania tecnológica avança. Como um teórico da
conspiração certa vez afirmou, “à medida que nos aproximarmos da
singularidade, do comando central absoluto, atingiremos também o ponto
de maior resistência e antagonismo ao regime totalitário, o que pode
engatilhar uma grande diáspora, um novo ‘big bang’ anti-totalitário,
pela liberdade”.
De volta ao nosso Brasil, acreditarei mais nessa última possibilidade
quando voltar a ver a mobilização do povo nas ruas e nas redes sociais,
agindo contra a criação dos pilares da nova ditadura. Só uma sociedade
organizada consegue derrubar a tirania e encurtar o período de
decadência total, como pode ser verificado ao longo da história. Mas
para que isso aconteça precisamos de mais cidadãos com consciência do
momento em que vivemos. Henry Kissinger, em entrevista sobre como
evitar ou encurtar as etapas negativas dos ciclos, disse: “para
reverter uma tendência é necessário mais que uma proclamação; é
importante compreender qual é a tendência para que se consiga
revertê-la.” Eu sei o que está por vir se a sociedade não se organizar e
voltar se mobilizar, e você?
Artigo Por Diana Furchtgott-Roth The Daily Signal – Gazeta do Povo
Carros movidos a gasolina podem ser reabastecidos em cinco ou dez
minutos em um posto de gasolina. A recarga de um veículo elétrico pode
levar 45 minutos. Se alguém estiver à sua frente na estação de
carregamento, a espera pode dobrar.| Foto: Pixabay
Você está
pronto para o governo tirar seu carro? Os novos regulamentos propostos
sobre emissões de automóveis da Agência de Proteção Ambiental [EPA, na
sigla em inglês] exigem que 60% das vendas de carros novos sejam de
veículos elétricos até 2030 e 67% até 2032, em comparação com menos de
6% que estavam na estrada em 2022 — sem nenhum benefício ambiental.
Quem gosta de veículos elétricos, ou EVs, está com sorte. Mas quem
prefere carros movidos a gasolina verá aumentos significativos em seus
custos, tanto para carros novos quanto para usados.
Alguns preferem carros movidos a gasolina porque são mais acessíveis.
A versão elétrica da versão básica da picape Ford F-150, o veículo mais
vendido nos Estados Unidos, custa US$ 26.000 [R$ 124 mil na cotação
atual] adicionais em relação à movida a gasolina. Os preços básicos de
EV da Tesla começam em US$ 39.000 [R$ 186 mil] para um Modelo 3 e chegam
a quase US$ 100.000 [R$ 478 mil] para um Modelo X — preços muito mais
altos do que a maioria das famílias pode pagar.
Além disso, os carros movidos a gasolina podem ser reabastecidos em
cinco ou dez minutos em um posto de gasolina. A recarga de um veículo
elétrico pode levar 45 minutos. Se alguém estiver à sua frente na
estação de carregamento, a espera pode dobrar. Isso ocorre porque a
maioria das pessoas não quer deixar a bateria do EV ficar abaixo de 20%,
e a taxa de carregamento diminui quando é carregada acima de 80%.
Muitas pessoas que amam seus EVs os recarregam em casa durante a
noite. Mas nem todo mundo tem garagem em casa. Essas pessoas geralmente
precisam confiar em estações de carregamento para seus veículos
elétricos.
Infelizmente, os postos de recarga não são tão comuns quanto os
postos de gasolina. O Departamento de Transportes dos EUA está gastando
mais de US$ 4 bilhões até 2026 na construção de mais estações de
recarga. A Tesla tem sua própria rede de estações de recarga para seus
carros, mas os motoristas de outros veículos terão que contar com
estações de recarga privadas ou fornecidas pelo governo.
A EPA também está planejando novas regras para usinas de energia,
elevando os custos da eletricidade necessária para carregar esses
veículos. Essas regras mais a lei de vendas de EV aumentariam os custos
de direção para os americanos e fortaleceriam a economia da China, que
produz 80% das baterias elétricas do mundo.
Embora 90 a 100 quilômetros de alcance sejam suficientes para a
maioria das viagens, as pessoas compram carros para todas as
circunstâncias, incluindo férias de longa distância e clima frio.
Dependendo das condições climáticas, a maioria dos EVs pode percorrer
apenas algumas centenas de quilômetros antes de precisar de uma carga de
45 minutos ou mais. Viagens longas requerem várias paradas longas ao
longo do caminho. Além disso, as baterias perdem de 20% a 40% de seu
alcance em climas frios. Essa é uma das razões pelas quais apenas 380
residentes de Dakota do Norte escolheram EVs em 2021 e o Alasca tinha
apenas 1.300.
No entanto, o Departamento de Transporte planeja gastar US$ 26
milhões em estações de recarga em Dakota do Norte, ou US$ 68.000 por EV
registrado. O Alasca, com US$ 52 milhões alocados para estações de
recarga, receberá US$ 40.000 por EV.
As novas estações de carregamento aumentarão a demanda de
eletricidade na rede elétrica, como a Califórnia descobriu em sua
experiência com apagões contínuos. Mas a Califórnia tem uma solução:
para integrar seus EVs em sua frágil rede elétrica, o estado está
propondo um projeto de lei, SB 233, para exigir carregamento
bidirecional em todos os veículos leves e ônibus escolares vendidos no
estado a partir do ano 2027. O carregamento bidirecional significa que,
se a rede precisar de mais eletricidade, ela pode ser retirada da
bateria do carro quando o carro estiver conectado para carregar.
O Hyundai Ioniq 5 e o Ford F-150 Lightning já possuem sistemas de
carregamento bidirecional, permitindo que os proprietários de veículos
elétricos carreguem suas casas com eletricidade de suas baterias de
carro ou forneçam de volta à rede em tempos de escassez. De acordo com a
CarBuzz, “uma bateria EV de 60 kWh pode fornecer energia de backup para
uma residência média dos EUA por dois a três dias”.
A senadora do estado da Califórnia, Nancy Skinner, patrocinadora do
projeto, disse: “EVs são armazenamento de energia sobre rodas. Por que
desperdiçar essa bateria, dado o número de quilômetros que a maioria das
pessoas usa o veículo em um determinado dia? Mas precisamos tornar isso
o mais fácil possível.”
A cobrança bidirecional muda o conceito do direito à mobilidade
pessoal. Se os proprietários de veículos elétricos na Califórnia tiverem
que devolver a eletricidade das baterias de seus carros à rede em
tempos de escassez, eles podem não ter o suficiente para ir ao trabalho
ou à escola ou para outras viagens.
Alguns dizem que as regulamentações sobre emissões de usinas de
energia e a eliminação da maioria dos carros movidos a gasolina nas
estradas reduzirão o aquecimento global. Mas as emissões não serão
reduzidas até que a China, a Índia e a Rússia reduzam suas emissões, o
que não mostram sinais de fazer.
Por exemplo, a fim de produzir baterias para veículos elétricos e
outros componentes, a China está aumentando a construção de usinas
movidas a carvão e, portanto, suas emissões de carbono. Os EUA têm 225
usinas a carvão e a China tem 1.118 (metade de todas as usinas a carvão
do mundo).
Uma pesquisa de Kevin Dayaratna, estatístico-chefe e pesquisador
sênior da Heritage Foundation, mostrou que mesmo a eliminação completa
de todos os combustíveis fósseis dos Estados Unidos resultaria em menos
de 0,2 grau Celsius na redução da temperatura até 2100.
Sob o plano do governo americano, seus cidadãos estariam sacrificando
seus carros, pagando mais pelo transporte e abrindo mão de sua
mobilidade pessoal sem benefícios para o meio ambiente. É hora de acabar
com o roubo.
Diana Furchtgott-Roth é diretora do Centro para Energia, Clima e Meio Ambiente da Fundação Heritage.
Lula estaria negociando saída de Daniela Carneiro do Ministério
do Turismo para abrigar outro nome do União Brasil.| Foto:
Reprodução/Redes sociais
Prossegue a fritura da ministra do Turismo, Daniela do Waguinho –
Waguinho, o marido dela, é o prefeito de Belford Roxo, que é um
município importante da Baixada Fluminense. Eles já conversaram com
Lula, ela disse na quarta que não sai, que ela é indicada pelo
presidente da República. O União Brasil, partido do qual ela está
saindo, quer a vaga para dar a um deputado do Pará, cuja biografia não
fala nada de turismo. Não sei se ele já viajou alguma vez para o
exterior, se sabe como funciona o turismo. O Brasil, com todo esse
potencial, tem menos turistas que a Torre Eiffel. Por quê? Por causa da
insegurança, da sujeira, da bagunça, da desorganização, do barulho…
imaginem, numa praia, o sujeito ligando os alto-falantes do carro,
fazendo barulho para todo mundo. Em qualquer praia de país civilizado,
qualquer um pode escutar a sua música no seu fone de ouvido, mas não
pode fazer barulho e incomodar os outros que estão ao lado dele. Mas
essa já é uma outra questão.
Lula fugiu de dar uma solução. Entre Waguinho e o União Brasil, Lula
preferiu a Europa. Na quarta, esteve com o papa por 45 minutos; com o
presidente da Itália, que é o chefe de Estado; e com a chefe de governo
da Itália, Giorgia Meloni, que é de direita. As fontes italianas dizem
que foi um encontro cordial, que nas três reuniões Lula falou da paz no
mundo, da paz entre Ucrânia e Rússia, e foi embora, rapidíssimo. Ficou
pouco em Roma e já foi para Paris, porque lá haverá um show de rock.
Afinal, Paris é uma festa. Lula vai se encontrar com o ditador de Cuba
às 16h30 desta quinta e estará em uma reunião organizada por Emmanuel
Macron sobre o financiamento de países pobres para protegerem o meio
ambiente. Ele deve voltar no sábado. Não sei se a solução de Lula é
fazer a ministra do Turismo perder a paciência e pedir para sair, mas
ela diz que não sai porque é indicada pelo Lula, é da cota pessoal do
presidente, que tem compromisso com o prefeito de Belford Roxo.
VEJA TAMBÉM: Depois de xingar o agro, Lula usa sucesso do campo para se promover Volta à colônia Lula aprova o arcabouço fiscal, mas recebe advertência do Congresso
Copom mantém Selic em 13,75% O Comitê de Política Monetária do
Banco Central manteve a taxa básica de juros em 13,75%. Ainda não
acharam, portanto, motivos para baixar o custo do dinheiro, para evitar a
inflação. Eu devo dizer que o Banco Central brasileiro, que hoje é
autônomo, independente, foi o primeiro no mundo a sacar que a inflação
subiria. Sacou mais rápido que no Velho Oeste americano, mais rápido que
o Fed e o Banco Central Europeu, percebendo que, como consequência da
pandemia, haveria um empuxo de inflação, uma pressão inflacionária. Nos
Estados Unidos a taxa básica está entre 5% e 5,25%; a Europa tem a taxa
básica mais alta dos últimos 22 anos, que é 4%, e registra inflações
incríveis de 10%, nunca se viu nada igual na Europa.
Tebet dá o tamanho da conta que vamos pagar pelo arcabouço Por
outro lado, como era previsível, a ministra do Planejamento disse que,
para o arcabouço fiscal – o novo nome para romper o teto de gastos, que
foi a melhor lei que saiu do governo Temer, em benefício da sanidade da
economia brasileira – dar certo, é preciso aumentar a receita em R$ 150
bilhões. Claro, ela é política, ela fala bonitinho, só que temos de
traduzir. Posso dizer, então, o que é que isso significa? O arcabouço só
dá certo se cobrarem de nós, pagadores de impostos, mais R$ 150
bilhões. Está bom assim? Mais um estímulo para essa economia de hoje,
que está com os dois pés atrás.