This too shall pass Boa notícia: apenas 6 anos separam o Zanin ironizado por Moro do Zanin ministro do STF
Por Paulo Polzonoff Jr. – Gazeta do Povo
Cristiano Zanin, o mais novo ministro do STF: ele está assobiando ou é impressão minha?| Foto: Agência Brasil
Se
não me falha a memória e o Google, foi em dezembro de 2016 que o então
poderosíssimo juiz da Lava Jato, Sergio Moro, ironizou as estratégias da
defesa de Lula. Ou seja, do causídico Cristiano Zanin. O episódio
ganhou destaque no Jornal Nacional. As pessoas celebraram aquele momento
simbólico da vitória da Justiça sobre a corrupção. Naquela época,
parecia que o Brasil tinha, finalmente, depois de cinco intermináveis
séculos, tomado prumo. Lula parecia derrotado. Os mais entusiasmados
previam que Moro se tornaria presidente.
Seis anos. É pouco tempo. Quem comprou um carro em 72 prestações deve
ter pagado a última parcela ontem mesmo. Quem celebrava não só a queda
de Lula, mas também a aprovação num vestibular de Medicina, está se
formando. Quem nasceu naquela época conturbada está começando a aprender
a ler. Em seis anos, tivemos o privilégio indiscutível de testemunhar
2190 alvoradas – embora a maioria tenha passado despercebida. E, se não
me falha agora a matemática, a biologia e a calculadora, foram
252.288.000 batidas desse seu coraçãozinho verde-amarelo aí.
Nesses seis anos, Lula foi preso. Bolsonaro levou uma facada – e
depois foi eleito. Um hacker produziu provas ilícitas que o STF (outrora
considerado pelo próprio Lula uma corte acovardada só por seguir a lei)
considerou lícitas. Moro saiu do governo e, logo depois, caiu em
desgraça. A Lava Jato, na prática, acabou. O Brasil ganhou um novo dono,
que tratou de dar seus pulinhos para impor um novo presidente. Lula foi
alçado ao poder por misteriosos guindastes eleitorais. E Zanin, com
aquele seu visual rockabilly e o notório saber jurídico de um Toffoli,
se tornou ministro do Supremo Tribunal Federal. Salvo algum imprevisto,
até 2051.
Possibilidades
Mas fiz questão de botar no título que toda essa reviravolta em
apenas seis anos é uma boa notícia. E não estava sendo irônico, não. É
boa notícia sobretudo para aqueles que acreditam na perenidade desse
lamaçal em que nos encontramos hoje. Claro que entendo que é difícil
engolir não só Lula presidente pela terceira vez, como também ver Zanin
ocupar um trono que deveria sustentar glúteos mais dignos. Mais sábios.
Mas insisto: é boa notícia. É boa notícia porque a caótica política
brasileira mostra que, com um pouco de sorte (ou azar), em seis anos se
vai do inferno ao Palácio do Planalto.
Quem sabe o que acontecerá daqui a seis anos? A briga de Alexandre de
Moraes contra as redes sociais, por exemplo, pode irritar um hacker
militante. Autoridades importantes podem morrer. Algum peão fundamental
no tal do xadrez 4D pode ter uma epifania e mudar de lado. Guerras podem
eclodir. Novas alianças podem ser feitas; velhas alianças, desfeitas.
Líderes improváveis podem surgir. Um meteoro pode cair na Terra.
Se bem que, falando assim, fica parecendo que a vida se resume apenas
à política. Uma tese preguiçosa que estou até cansado de refutar. Então
corrijamos esse equívoco começando a imaginar que, daqui a seis anos,
você que hoje chora por mulher inalcançável poderá estar casado e com
filhos. Poderá estar de férias num país que nunca nem sonhou em visitar
(Nauru, talvez?). Poderá estar num outro emprego. Poderá estar
devidamente convertido e de joelhos diante de Cristo (rezo por isso).
Poderá, inclusive, estar rindo de toda a raiva que você aí deve estar
sentindo hoje. Enfim, a vida é cheia de possibilidades. A vida política
também.
As defesas russas estão organizadas em
camadas e, apesar de meses de contratempos e baixas, mostraram
determinação em continuar guerreando
Por Thomas Gibbons-Neff, Julian E. Barnes e Natalia Yermak – Jornal Estadão
KRAMATORSK, THE NEW YORK TIMES – A patrulha de soldados estava do lado de fora do veículo blindado ucraniano por
apenas alguns minutos quando a linha de árvores à sua frente explodiu
com tiros russos. Os cerca de doze combatentes, enviados para reforçar
uma trincheira, ficaram cercados por horas.
“Nunca vi tanto fogo, de tantas posições”, contou um dos soldados em um relatório de missão obtido pelo New York Times.
Um soldado que lutava pela Ucrânia foi morto e nove ficaram feridos na batalha, que ocorreu em março, perto da cidade ucraniana de Bakhmut. As tropas russas, disse o relatório, mostraram um “alto nível de capacidade e equipamento”.
Um
gato caminha ao lado de um tanque de tropas pró-Rússia em frente a um
prédio danificado na cidade portuária de Mariupol, no sul da Ucrânia, em
19 de abril de 2022 Foto: Alexander Ermochenko/Reuters
A emboscada fez parte de uma operação paciente e disciplinada que
contrastava com as desordenadas táticas russas que marcaram grande parte
do primeiro ano da guerra, iniciada em fevereiro de 2022. Foi uma
demonstração mortal de que os militares russos estavam aprendendo com os
erros e se adaptando às táticas ucranianas, depois de as terem
subestimado grosseiramente.
Colunas blindadas russas, por exemplo, não correm mais para áreas
onde podem ser rapidamente danificadas ou destruídas. Agora as tropas
estão usando mais drones e sondando o terreno para encontrar trincheiras
ucranianas antes de atacar. E o grupo mercenário Wagnermostrou capacidade de superar as defesas ucranianas com uma combinação de táticas aprimoradas e combatentes descartáveis.
Mas as forças de Moscou melhoraram as defesas, a coordenação de
artilharia e o apoio aéreo, estabelecendo uma campanha que pode parecer
muito diferente daquela dos primeiros dias da guerra. Essas melhorias,
dizem as autoridades ocidentais, provavelmente farão da Rússia um
adversário mais difícil, sobretudo porque agora ela está na defesa. Essa
virada defensiva está muito longe do plano inicial da Rússia para uma
invasão em grande escala e a imposição da derrota ucraniana.
Sem dúvida, ao longo de uma linha de frente de aproximadamente 950
quilômetros, as capacidades militares da Rússia continuam desiguais.
Presidiários passaram a fazer parte de suas operações, tendo se
destacado na batalha por Bakhmut, apesar de sua falta de treinamento. A crescente dependência do Kremlin em relação a drones “kamikaze” e bombas planadoras reflete tanto uma escassez de munição quanto uma mudança estratégica inovadora.
Uma imagem de drone da destruição em Bakhmut, Ucrânia Foto: Tyler Hicks/NYT
“Eles estão tentando encontrar postos de comando na retaguarda de
companhias e brigadas e destruí-los a longa distância, para interromper o
máximo possível a comunicação entre as unidades”, disse Graf,
comandante de uma unidade de drones ucraniana. Quase neutralizada desde a
invasão, a força aérea russa adaptou suas táticas e munições, incluindo
as bombas planadoras, para atacar as forças ucranianas sem arriscar
suas aeronaves.
Autoridades americanas reconhecem que as táticas russas melhoraram.
Mas essas autoridades acreditam, com base em relatórios de inteligência
dos campos de batalha, que o sucesso em Bakhmut foi em grande parte
devido à disposição do grupo Wagner de lançar prisioneiros na batalha,
não importando o custo em vidas.
Mas os soldados em campo viram algo mais acontecendo.
Soldados lutando pela Ucrânia em Bakhmut descreveram uma batalha que
terminou de forma muito diferente de como começara. Os prisioneiros não
eram tão prevalentes. Em vez disso, disseram eles, foram os combatentes
profissionais do grupo Wagner que coordenaram o fogo terrestre e de
artilharia, depois flanqueando as posições ucranianas rapidamente com
equipes menores.
À medida que o território ucraniano encolhia para alguns quarteirões
finais, as forças russas cercaram um prédio controlado por ucranianos
com artilharia. Momentos depois da retirada ucraniana, as tropas russas
já estavam lá dentro.
“Os ucranianos simplesmente não conseguiam acompanhar o ritmo”, disse
um soldado da legião estrangeira. Para combater a estratégia da Rússia,
as forças ucranianas passaram a explodir os edifícios, detonando-os ao
baterem em retirada.
Soldados ucranianos a oeste de Bakhmut após um mês de combates dentro da cidade, 13 de maio de 2023 Foto: Tyler Hicks/NYT
O relatório da missão de março compartilhado com The Times aludiu a esse tipo de inimigo: “Supõe-se que sejam do grupo Wagner”, disse o relatório. “Evidências de serem bem treinados”.
“Usaram ataques e manobras eficazes”, continuou o relatório, descrevendo “soldados russos mais bem equipados”.
Mas as proezas em determinada área ou durante uma única missão ainda
não se traduziram para o conflito mais amplo. E as autoridades
americanas dizem que, embora a Rússia tenha adaptado as táticas, suas
tropas em geral não estão ficando mais sofisticadas.
A maioria dos soldados russos mais experientes morreu no início da
guerra. Aqueles que batalham hoje – incluindo forças menos treinadas,
mobilizadas mais recentemente – têm dificuldade para conduzir operações
ofensivas e coordenar os movimentos de grandes unidades militares. E os
tanques russos, que sofreram baixas significativas ao longo de 2022,
agora muitas vezes são retidos na linha de frente para uso como uma
espécie de artilharia.
“Eles não têm tanques suficientes agora”, disse Graf. “Não têm artilharia suficiente para criar uma barragem de fogo”.
A mudança nas táticas russas pode ser vista tanto pela vigilância de drones quanto das profundezas de uma trincheira ucraniana.
No leste, perto da cidade de Svatove, ocupada pela Rússia, Ruslan
Zubariev, um soldado ucraniano que atende pelo codinome de Predador,
disse que os russos usaram táticas clássicas para tentar romper sua
linha de trincheiras em fevereiro.
Pessoas
assistem ao funeral de Alexander Skobelev, sargento júnior das forças
armadas russas morto durante o conflito Rússia-Ucrânia, em 8 de junho de
2023 Foto: Anton Vaganov/Reuters
“Eles mudaram de tática nos últimos seis meses”, disse ele,
descrevendo um ataque que contou com certo grau de estratégia além da
força bruta.
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Por quatro dias, o bombardeio russo destruiu a folhagem das árvores
para revelar as posições ucranianas. Então, disse ele, os russos
avançaram com um veículo blindado flanqueado por cerca de uma dúzia de
soldados.
Mas, em uma indicação dos limites das melhorias táticas, disse
Zubariev, os russos não tinham dados de inteligência suficientes sobre a
localização das trincheiras ucranianas. Na batalha que se seguiu, que
ele registrou em vídeo, Zubariev, 21 anos, conseguiu conter o ataque
russo quase sozinho.
“Eles fizeram tudo perfeitamente”, disse. “Mas alguma coisa não deu certo para eles. Informações insuficientes, como sempre”.
Ao redor da cidade de Kreminna, onde as forças russas se
entrincheiraram depois de serem empurradas para nordeste em setembro,
ambos os lados se revezam lançando pequenas operações ofensivas, em uma
espécie de dança.
“Os dois lados estão tentando provar ao inimigo que agora vão
avançar”, disse Graf. “E ninguém tem certeza de quem vai avançar e
onde”.
Em torno de Bakhmut, a Ucrânia ganhou território nos últimos dias e
ocupou um terreno importante. As forças russas estão estancando as
perdas e tentando defender a cidade. As tropas russas recorreram a
ex-prisioneiros para cavar trincheiras, uma tática usada pela primeira
vez pelo grupo Wagner, de acordo com um soldado russo capturado
recentemente, que era um ex-presidiário.
Soldados
ucranianos disparam contra fortificações russas dentro da cidade de
Kreminna, Ucrânia, 31 de dezembro de 2022 Foto: Nicole Tung/NYT
As trincheiras russas muitas vezes se mostraram mais bem construídas
do que as ucranianas, disseram soldados ucranianos. O relatório da
missão de março disse que os bunkers eram semelhantes a “buracos de
aranha no estilo do Vietnã” e “tão profundos que não podiam ser
detectados por drones”.
Tais posições defensivas representarão desafios temíveis, disse uma
autoridade americana, e é muito cedo para saber se a Ucrânia conseguirá
superá-los. As defesas russas estão organizadas em camadas e, apesar de
meses de contratempos e baixas, mostraram determinação em continuar
guerreando.
As defesas aéreas da Rússia continuam combativas, assim como sua
capacidade de bloquear rádios e derrubar drones. À medida que as forças
ucranianas avançam, as tropas ficam mais expostas ao apoio aéreo russo.
“O que vai acontecer agora? Ninguém sabe”, disse Zubariev. “Quantas vidas ainda vão se perder? Eles não estão nem aí”. / TRADUÇÃO DE RENATO PRELORENTZOU
Junior Bornelli – fundador da StartSe e Camila Petry Feiler
Com foco em produtividade e no ambiente corporativo, a Apple lança óculos de realidade mista que pode revolucionar o mercado
Apple Vision Pro: os óculos de realidade mista são o novo iPhone?
Depois de 7 anos de rumores acerca do lançamento dos óculos da Apple,
veio aí, nesta segunda-feira, 05, o Apple Vision Pro, oferecendo
realidade mista – aumentada e virtual.
“Será que hoje é só mais um dia comum como foi dia 09 de janeiro
de 2007?”, questiona Cristiano Kruel, CIO da StartSe, ao relacionar o
lançamento do Apple Vision Pro à data de lançamento do iPhone, que
revolucionou o mercado.
Interação com o mundo físico e virtual
A visão de Kruel se conecta ao que o presidente da Apple, Tim Cook, disse no lançamento:
“Apple Vision Pro nos introduz à computação espacial da mesma
forma que o Mac nos introduziu para a computação pessoal e o iPhone nos
trouxe para a computação móvel.”
Afinal, ele oferece uma experiência tridimensional (3D) para filmes,
reuniões on-line e aplicativos, mas também oferece lentes escuras com
transparência. Assim, o recurso permite contato visual com pessoas no
entorno – o que muda completamente a experiência de uso e diferencia do
óculos de realidade virtual.
Claro que o aparelho também vai oferecer integração completa com
iPhone, Mac e iCloud, permitindo visualizar apps e interfaces dentro do
ambiente que o usuário está.
Controle por olhos, mãos e voz
É o fim do teclado? O aparelho conta com sensores que identificam
movimentos dos olhos, dedos e mãos, facilitando a interação com o
conteúdo, utilizando câmeras integradas dentro e fora do headset. O
desbloqueio será por meio da íris. Há também controle por voz, via Siri.
Mais trabalho, menos jogos
Desde que os óculos VR começaram a se popularizar, o uso estava
focado em games. Agora, com resolução 4K, os óculos da Apple também
projetam imagens enviadas por e-mail e diferentes janelas de programas
em 3D, além de vídeos.
Com isso, parece um dispositivo mais focado em trabalho, onde os
usuários podem projetar uma versão de sua área de trabalho do Mac.
Parceria com a Disney+
O CEO da Disney, Bob Iger, anunciou que o Disney+ estará disponível
no novo Apple Vision Pro, no lançamento. Ele, que considera a ferramenta
como uma “plataforma revolucionária”, disse que a Disney faz prévia de
conteúdos que serão oferecidos em 3D para os óculos da Apple.
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Como funciona o óculos de realidade mista de R$ 50 mil da Microsof
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Quanto vai custar?
Apple Vision Pro tem estrutura de alumínio e tecido. Com autonomia de
até duas horas com bateria externa, as telas usam tecnologia micro OLED
com 23 milhões de pixels. A previsão de lançamento será no começo de
2024 por US$ 3.499.
Óculos de realidade mista: Apple x Microsoft
A Apple, Microsoft e Meta são as bigtechs apostando no setor. No
entanto, a novidade da Apple não concorre diretamente com o Oculus Quest
2 da Meta, mas sim com o Hololens 2 da Microsoft. Isso porque o óculos
da Meta oferece uma experiência para a realidade virtual, enquanto o da
Microsoft também une a experiência do mundo físico e online.
Nós testamos os óculos de realidade mista da Microsoft e te mostramos como funciona. Confira aqui.
Por que importa?
A Apple está apostando que vai romper o status quo mais uma vez.
Depois do iPhone, ela quer se apropriar do universo do trabalho,
ganhando em produtividade, interatividade e conexão. Com hardware forte,
a Apple teve um bom início e deve soltar bons desdobramentos até o
lançamento.
Mas outro sinal relevante, que já tinha sido analisado pela StartSe, é
da possibilidade da Apple comprar a Disney. “E agora o CEO da Disney
aparece no evento mais importante da Apple… veja os sinais!”, diz Junior
Bornelli, fundador da StartSe. Será?
Enquanto a luta por preservar vidas continua à toda,
empreendedores e gestores de diferentes áreas buscam formas de
reinventar seus negócios para mitigar o impacto econômico da pandemia.
São momentos como este, que nos forçam a parar e repensar os
negócios, são oportunidades para revermos o foco das nossas atividades.
Os negócios certamente devem estar atentos ao comportamento
das pessoas. São esses comportamentos que ditam novas tendências de
consumo e, por consequência, apontam caminhos para que as empresas
possam se adaptar. Algumas tendências que já vinham impactando os
negócios foram aceleradas, como a presença da tecnologia como forma de vender e
se relacionar com clientes, a busca do cliente por comodidade,
personalização e canais diferenciados para acessar os produtos e
serviços.
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Advogado do Lula Medo de retaliação do STF deve garantir aprovação fácil de Zanin no Senado
Por Sílvio Ribas – Gazeta do Povo Brasília
Indicado por Lula para o STF, o advogado Cristiano Zanin, travou
duros embates com o ex-juiz Sergio Moro, que o sabatinará agora como
senador.| Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil
Com apenas dois
votos explicitamente contrários na Comissão de Constituição e Justiça
(CCJ) do Senado – os dos senadores Eduardo Girão (Novo-CE) e Magno Malta
(PL-ES) –, o advogado Cristiano Zanin, 47 anos, indicado ao Supremo
Tribunal Federal (STF) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT),
deverá ter seu nome confirmado pelo colegiado nesta quarta-feira (21) e,
em logo em seguida, também pelo plenário da Casa, com igual facilidade.
Essa consagração deve-se à tradição de aprovação das escolhas
presidenciais. Candidatos à Suprema Corte foram barrados na história da
República apenas em 1894, no conturbado governo de Floriano Peixoto. Mas
o principal fator que favorece Zanin é a dependência dos senadores do
STF para impedir sanções legais.
Na atual legislatura, ao menos 35 dos 81 senadores (43% do total)
tiveram ou ainda têm inquérito criminal aberto contra si no STF. Segundo
analistas, isso explica em parte o tom cauteloso adotado pelos
senadores ao sinalizarem seus votos em indicados ao tribunal. Uma parte
dos processos continua em tramitação e aguarda decisões de ministros
para ter algum desfecho. Além disso, há ainda várias ações da área cível
relacionadas a senadores que aguardam análise de membros da Suprema
Corte.
No plenário, a estimativa é de que Zanin tenha no máximo 20 votos
contra sua nomeação, pois parte dos senadores devem votar contra, mas
sem chamar atenção. Assim, além de Malta e de Girão, também devem se
opor à indicação do advogado de Lula os oposicionistas Rogério Marinho
(PL-RN), Cleitinho (Republicanos-MG), Marcos do Val (Podemos-ES), Luiz
Carlos Heinze (PP-RS), Damares Alves (Republicanos-DF), Hamilton Mourão
(Republicanos-RS) e Sergio Moro (União Brasil-PR), com quem o advogado
de Lula se confrontou quando o senador era juiz da Lava Jato.
Advogado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que o indicou
para ocupar vaga do ex-ministro Ricardo Lewandowski, Zanin teve suas
resistências relativas à falta de impessoalidade e de carreira acadêmica
vencidas pelo fato de a Suprema Corte ser o foro privilegiado para
parlamentares federais.
Em suas andanças pelos gabinetes antes das sabatinas, o indicado
recebeu apoio em bloco de partidos aliados ao Planalto e de nomes da
oposição, como Carlos Portinho e Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa
Civil do governo de Jair Bolsonaro (PL). O próprio ex-presidente afirmou
que a indicação de ministro do STF é uma “competência exclusiva” do
chefe do Executivo.
Para ter a indicação confirmada pelo Senado, são necessários 41 votos
a favor, mas Zanin pode ter cerca de 20 a mais. As maiores dificuldades
de aprovação no passado recente envolveram as indicações dos ministros
Edson Fachin, por Dilma Rousseff (PT), em 2015, e André Mendonça, por
Bolsonaro (PL), em 2021. Fachin recebeu 52 votos a favor e Mendonça, 47.
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Oposição deve cobrar Zanin por falta de saber jurídico, proximidade com Lula e tráfico de influência
Zanin no STF: o que explica o caminho fácil do indicado de Lula no Senado
Sete motivos para o Senado rejeitar Zanin
Senadores críticos levarão questionamentos à sabatina O senador
Magno Malta (PL-ES), mesmo sendo réu por calúnia movida pelo ministro
Luís Roberto Barroso, do STF, após ter dito em evento público que
Barroso “batia em mulher”, mantém a postura firme de rejeição à
indicação de Zanin. “Medo? Desconheço esse aí, nunca fui apresentado a
ele”, disse o senador à Gazeta do Povo.
Eduardo Girão (Novo-CE), que também adiantou voto contrário ao
indicado de Lula, afirmou estar “apenas cumprindo com o papel de
parlamentar”, prometendo fazer perguntas que achar pertinentes para o
advogado durante a sabatina.
Marcos do Val, que também votará contra a indicação, é o mais recente
alvo de inquéritos no STF, após a determinação do ministro Alexandre de
Moraes de abrir procedimento para apurar suspeita da prática dos crimes
de falso testemunho em transmissão ao vivo, após afirmar que Bolsonaro
tentou coagi-lo a dar um golpe de Estado e, depois, ter desmentido o
fato à Polícia Federal (PF).
Também relatado por Moraes, outro inquérito investiga Moro por suposta interferência na Polícia Federal na gestão de Bolsonaro.
Critérios de reputação e saber jurídico viraram formalidade Em
entrevista coletiva à imprensa do Rio na última segunda-feira (19), o
ministro da Justiça, Flávio Dino, defendeu a indicação de Zanin ao STF e
disse não haver qualquer problema no fato de o advogado ser também uma
pessoa próxima a Lula. “Temos no mundo vários sistemas de indicação de
ministros para as supremas cortes, mas todos têm algo em comum. Nenhuma
autoridade nomeia alguém que seja seu inimigo ou rival político”, disse.
“Após quase 30 dias da indicação do presidente, não surgiu nenhum fato
concreto que diga que o futuro ministro Zanin não tenha o notável saber
jurídico ou não tenha a reputação ilibada, requisitos da Constituição”,
disse.
Para o analista político José Amorim, o processo de confirmação de
Zanin no STF seguirá apenas por mera formalidade. “A base do governo
calcula apoio de cerca de 60 senadores, sendo que Zanin só precisaria de
41 para a aprovação. O próprio presidente da CCJ, Davi Alcolumbre
(União Brasil-AP), já sinalizou que o advogado tem os votos necessários
para a aprovação.
Na reunião prévia da comissão, o senador Veneziano Vital do Rêgo
(MDB-PB), relator da indicação, apresentou o parecer favorável”, disse.
Ele acredita que a votação na CCJ terá o questionamento de
oposicionistas, sobretudo sobre o “notável saber jurídico”. Mas nada
capaz de alterar o resultado final.
Se passar pelo crivo dos senadores, Zanin poderá ficar no STF,
segundo critérios atuais, até 15 de novembro de 2050, quando completará
75 anos. No caso dos ministros do Supremo, a Constituição requer idade
acima de 35 anos e inferior a 70, além dos tais quesitos de “notável
saber jurídico” e “reputação ilibada”.
Segundo o relator da indicação, Zanin “teve atuação na construção e
manutenção de nossa jurisprudência constitucional, por meio da
subscrição de várias reclamações constitucionais, a fim de velar pela
autoridade das decisões da Suprema Corte”.
Briga com o sogro e denúncia de babás De acordo com o jornal O
Globo, Cristiano Zanin está rompido com o sogro, o também advogado
Roberto Teixeira, amigo de Lula por meio de quem conheceu o presidente.
Zanin e Teixeira compartilhavam um escritório de advocacia, mas a
relação entre eles se deteriorou ao longo de 2022. Zanin decidiu
encerrar a sociedade e estabelecer seu próprio escritório com a esposa,
Valeska Teixeira Martins.
As tensões eram motivadas por questões pessoais, mas evoluíram para o
terreno profissional, envolvendo, segundo o jornal, uma batalha pelo
direito a honorários advocatícios no valor de R$ 9,1 milhões
relacionados a processo no qual a emissora de tevê Rede 21, defendida
pela antiga firma de Zanin e Teixeira, buscava indenização da Igreja
Universal do Reino de Deus por inadimplência e quebra de contrato
referentes à venda de direitos de programação.
Além deste episódio, o jornal Folha de S. Paulo revelou em abril que
foram protocoladas duas ações na Justiça em 2017 e uma terceira em março
contra Zanin referentes a três ex-babás dos filhos dele e de Valeska.
Elas ingressaram na Justiça de São Paulo com acusações de danos morais e
condições de trabalho abusivas. Nas ações, advogados relatam que as
trabalhadoras eram ofendidas pela advogada e esposa de Zanin e tratadas
por ela de forma humilhante. Os processos correram em sigilo. Segundo a
Folha de S. Paulo, houve pagamento de indenização no caso de 2017. À
imprensa, Valeska disse que as alegações eram “fabricadas”, com o
objetivo de confundir o zelo de mãe com interesses financeiros e, ao
mesmo tempo, de prejudicar a reputação do seu marido.
O presidente da Petrobras Jean Paul Prates.| Foto: Mauricio Pingo/Petrobras
Embora
queira ser visto como “pai dos pobres”, o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva age mesmo é como pai de alguns empresários escolhidos por ele a
dedo – aqueles que podem lhe dar algo em troca, é claro. A Novonor,
novo nome da antiga Odebrecht, está afundada em dívidas. Uma saída para
ela, de mercado, é permitir a venda de seus 38% na petroquímica Braskem
para a empresa privada Unipar. Entretanto, os petistas radicais querem
aproveitar a oportunidade para “estatizar” a Braskem, aumentando a
participação da Petrobras na empresa para ter mais de 50% do capital.
Lula endossa a venda, porque ela vai ajudar seus “amigos do rei” e
também vai possibilitar o aumento dos tentáculos do Partido dos
Trabalhadores (PT) na economia.
A Braskem é uma petroquímica de atuação global, a joia da coroa da
petroquímica brasileira. 38% dela pertence à Novonor, antiga Odebrecht.
36% dela é da Petrobras, que não tem direito, hoje, a comandar as
operações. Ao mesmo tempo, a Novonor não consegue quitar suas contas que
se agravaram depois da Operação Lava Jato. A Unipar quer comprar os 38%
da Novonor e propôs pagar a dívida de R$ 14 bilhões da antiga
Odebrecht com os bancos, que detém as ações da Braskem como garantia,
segundo informou o Poder360 no último dia 14.
Os petistas radicais querem aproveitar para “estatizar” a Braskem,
aumentando a participação da Petrobras na empresa para ter mais de 50%
do capital
“A Unipar se propõe pagar R$ 10 bilhões aos bancos credores e
renegociar outros R$ 4 bilhões diretamente com as instituições
financeiras, saneando as contas da Novonor”, explicou o noticiário.
“Hoje, a Novonor se esforça para recuperar o equilíbrio em suas
finanças. Por causa das penas impostas pela Lava Jato, a empresa ficou
muito fragilizada. Sem uma injeção de dinheiro como a Unipar propõe,
dificilmente teria como voltar a ser algo próximo do que foi no
passado”, completa o texto do Poder360.
Aí está a “mágica”: a compra de parte da Braskem pela Unipar pode,
indiretamente, patrocinar a volta da Petrobras ao setor químico. Em sua
proposta, a Unipar deixou em aberto a negociação dos 36% da Braskem que
pertencem à Petrobras. Com o aval de Lula, a saída seria os 36% da
Petrobras serem entregues em ativos para a estatal, que poderia voltar a
operar diretamente no setor petroquímico. É um jogo de ganha-ganha para
Lula, o PT e a família Odebrecht.
Lula age mesmo é como pai de alguns empresários escolhidos por ele a dedo – aqueles que podem lhe dar algo em troca, é claro.
Isso também iria desmembrar a Braskem e evitar que a compra da
empresa pela Unipar seja questionada no Conselho Administrativo de
Defesa Econômica (Cade). Iria evitar a instituição de apontar muita
concentração do mercado e deixar o negócio inviabilizado. O
desmembramento decorrente da compra da Unipar também tem a ver com a
presença do Estado incomodar outras empresas no setor.
Devido à desproporção de tamanho entre Unipar e Braskem, há poucas
chances da companhia privada adquirir a Braskem por completo, e como a
Petrobras não vai se desfazer de sua parcela, a Unipar teria de fatiar a
Braskem e, assim, uma parte voltaria para a Petrobras. “A diferença
entre Braskem e Unipar é gritante: em 2021, a primeira registrou receita
líquida de R$ 105 bilhões (a primeira acima dos R$ 100 bilhões), com um
Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na
sigla em inglês) de R$ 30 bilhões. Já a Unipar – que em 2021 teve um ano
que classificou como “excepcional” – teve receita líquida de R$ 6,29
bi, com Ebitda de R$ 3,16 bi”, explicou a Istoé Dinheiro.
Nesse capitalismo de compadrio, com uma eventual estatização da
Braskem, os únicos beneficiados serão o PT e a família Odebrecht.
Apesar de tudo isso, essa parece ser a alternativa menos prejudicial
aos brasileiros, já que a Petrobras também poderia comprar a parte da
Novonor na Braskem e estatizar de vez a empresa. Por pior que pareça, a
estatal tem, inclusive, a preferência na negociação. Sobre isso, o
presidente da estatal, o ex-senador petista Jean Paul Prates, disse que
isso está sendo discutido e que será decidido no devido momento. “Vamos
analisar tudo o que está acontecendo, mas não podemos dizer nada porque,
neste caso, justamente se presta a muita especulação. Temos mantido uma
posição inerte por enquanto, embora internamente a gente esteja
trabalhando”, disse ele.
Porém, apesar do que Prates declarou, a âncora da CNN, Raquel Landim,
revelou que o assunto não está sendo discutido tecnicamente dentro da
Petrobras. “Dentro da empresa, não tem sido tratado no nível de
diretoria nem no conselho de administração”, disse ela ao vivo. “As
pessoas dentro da empresa só estão ouvindo o que ele [Prates] diz pela
imprensa, não está sendo feita uma avaliação estratégica dentro da
companhia”, completou a apresentadora. Ao que tudo indica, essa decisão
será política. Vale lembrar que se trata de um setor que já deu prejuízo
para Petrobras, de modo que é ainda mais absurdo que a área técnica da
estatal não esteja participando das discussões. No passado, os
investimentos realizados sem análise técnica deram prejuízos milionários
à empresa.
VEJA TAMBÉM: Será que o subsídio para carros deve ser a prioridade do governo? Maduro no Brasil: a narrativa do amor perdeu para o ideologia do ódio A jabuticaba chegou nos preços da Petrobras – e com ela o monopólio será ainda maior
Além do mais, a principal beneficiada será a família Odebrecht, que
viu seus negócios indo de mal a pior quando a Operação Lava Jato revelou
sua ligação com os esquemas de corrupção com o PT, liderado por Lula. O
presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, também é um inimigo da Lava
Jato. Vale lembrar que, em março, jornalistas descobriram que ele estava
defendendo, em reuniões fechadas com aliados, que a Diretoria de
Governança e Conformidade era um “entulho da Operação Lava Jato”. Essa
diretoria nasceu em 2014 para evitar fraudes e desvios de recursos para
manter as melhores práticas de gestão. Há um claro conflito de
interesses na complexa transação societária entre a Braskem, a Novonor, a
Unipar e a Petrobras — se ela for realizada apenas para permitir a
volta da Petrobras ao setor químico.
“O que está envolvido aí, no fundo, é o seguinte: a principal força
política no Palácio do Planalto chama-se PT”, comentou William Waack
sobre a questão. “[O partido] vai permitir que esse mercado continue
dividido ou o seu tradicional DNA monopolista fará com que a gente volte
a como era antes?”, perguntou ele.
Mais uma vez, é a política passando na frente da razoabilidade
econômica e do interesse público. Parece ser mais um capítulo do PT
contra a economia popular e o bom senso. Nesse capitalismo de compadrio,
com uma eventual estatização da Braskem, os únicos beneficiados serão o
PT e a família Odebrecht. E, independente do caminho que a Petrobras
irá fazer – se ela vai deixar a Unipar comprar a parte da Novonor para
depois receber os ativos da Braskem via Unipar ou se ela vai comprar
diretamente a parcela da Novonor –, o resultado dessa história será o
Partido dos Trabalhadores aumentando seus tentáculos na economia e no
setor petroquímico. Não parece uma transação que pode acabar bem para os
brasileiros, nem para a economia de mercado.
Marcel van Hattem (Novo-RS) tem buscado assinaturas para voltar a
pedir a instalação da CPI do Abuso de Autoridade do Judiciário.| Foto:
Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Diz o Regimento Interno da Câmara dos Deputados que a casa só pode
ter cinco Comissões Parlamentares de Inquérito funcionando ao mesmo
tempo. Hoje, existem quatro: do MST, das Lojas Americanas, da
manipulação de resultados no futebol e das pirâmides financeiras com
criptomoedas – a do 8 de Janeiro, por ser uma comissão mista, que também
inclui senadores, não faz parte da conta. E, dos inúmeros assuntos que
mobilizam deputados interessados na última vaga aberta para CPIs, nenhum
é tão importante quanto os abusos de autoridade cometidos por membros
do Poder Judiciário nos últimos tempos. No entanto, apesar de a
composição atual da Câmara ser teoricamente mais à direita ou
conservadora que a anterior, o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) está
enfrentando mais dificuldades para conseguir as 171 assinaturas
necessárias, algo que ele havia obtido rapidamente no ano passado,
quando a CPI só não foi aberta por ter sido requerida muito perto do fim
das atividades parlamentares de 2022.
Mesmo parlamentares que assinaram o requerimento no ano passado estão
relutando em repetir sua atitude neste ano, ou já afirmaram que não o
farão. Fábio Schiochet (União-SC) argumentou que a CPI seria “natimorta”
e que o Senado seria uma instância mais adequada para esse debate;
Vermelho (PL-PR) afirmou que a CPI pode não dar em nada, citando o
exemplo da CPMI do 8 de Janeiro; Carlos Chiodini (MDB-SC) foi ainda mais
incisivo, falando em “farra de CPIs” e defendendo que há temas mais
importantes merecendo a atenção do Congresso, como a reforma tributária.
São argumentos que precisam ser desmistificados, seja por revelarem uma
compreensão equivocada das prioridades do país, seja por deixarem
implícito um certo tom de rendição à difícil realidade que o Brasil
vive, seja por demonstrar um certo desconhecimento acerca do real
serviço que uma CPI do Abuso de Autoridade poderia prestar ao país.
O que seria mais urgente e importante no Brasil que recuperar o valor
da liberdade de expressão e restaurar o império da lei, hoje anulado
pelo triunfo da vontade e da conveniência política?
Não se trata, como já dissemos em outras ocasiões, de responsabilizar
formalmente ministros do Supremo pela maneira como têm colaborado para a
erosão do Estado Democrático de Direito no Brasil – esta, sim, tarefa
que cabe exclusivamente ao Senado, que a Constituição designou como
contrapeso ao STF. Trata-se, isto sim, de recuperar os princípios que
norteiam uma compreensão correta da liberdade de expressão, princípios
esses cuja perda permitiu que, a pretexto de “proteger a democracia”,
fossem utilizados métodos que violam frontalmente essa liberdade. A
caixa de Pandora da censura já se demonstrou dificílima de fechar,
apesar da ingenuidade (na melhor das hipóteses) de ministros que
julgaram ser possível controlar o monstro, cuja soltura justificaram no
passado usando eufemismos como “arco de experimentação regulatória” (na
expressão de Edson Fachin) ou “situação excepcionalíssima” (nas palavras
de Cármen Lúcia, renegando seu “cala a boca já morreu” de 2015).
O que era “excepcionalíssimo” se tornou corriqueiro a ponto de as
decisões que instituem censura prévia, por meio da remoção sumária de
perfis em mídias sociais, já nem mencionarem crimes concretos,
devidamente tipificados no Código Penal, que pudessem justificar
qualquer medida semelhante. Basta, agora, a repetição ad nauseam de
frases de efeito em maiúsculas ou negrito e o uso abundante de pontos de
exclamação para dar ares de “defesa da democracia” a decisões que, na
prática, a solapam – o caso mais recente foi o da censura ao produtor de
conteúdo digital Monark, cujo “crime” fora fazer críticas a Alexandre
de Moraes e ao Tribunal Superior Eleitoral. Elas demonstram que, mesmo
que não tenha havido nenhuma intenção explicitamente autoritária da
parte dos ministros do STF, o fato é que há muito perdeu-se a noção real
do valor da liberdade de expressão e de quais são os seus limites
corretos (pois os há), noção essa soterrada pela confusão conceitual que
tudo transforma em “ataque” e “discurso de ódio”, justificando a
repressão a atitudes que estão longe de caracterizarem os crimes
efetivamente previstos na lei penal brasileira. Como explicou à Gazeta
do Povo o professor de Direito Constitucional Alessandro Chiarottino, a
noção de liberdade de expressão defendida por Moraes em suas decisões
colide frontalmente com o que realmente essa liberdade significa, e os
limites que o ministro impõe a essa garantia básica extrapolam
completamente os limites que o legislador quis estabelecer.
VEJA TAMBÉM: O direito de crítica e a verdadeira ameaça à democracia (editorial de 15 de junho de 2023) O humor amordaçado (editorial de 18 de maio de 2023) O Telegram e o fim da liberdade de debater (editorial de 10 de maio de 2023) O apagão da liberdade de expressão no Brasil (editorial de 30 de agosto de 2021)
Quando é assim, já não se pode falar que persista no Brasil uma
das notas características do Estado de Direito, que é o império da lei. E
esse fenômeno não se verifica apenas na destruição da liberdade de
expressão no país, mas em várias outras decisões judiciais que
extrapolam as leis e códigos processuais, como as prisões abusivas do
pós-8 de janeiro e o escandaloso caso da cassação de Deltan Dallagnol,
em que o Tribunal Superior Eleitoral ignorou o texto da Lei da Ficha
Limpa e inventou uma “inelegibilidade por possibilidade”.
Isso nos traz de volta à alegação do deputado Chiodini para não
assinar o requerimento da CPI. Ainda que as reformas macroeconômicas
sejam essenciais – e ontem mesmo, neste espaço, tratamos da importância
da reforma tributária –, o que seria mais urgente e importante no Brasil
que recuperar o valor da liberdade de expressão e restaurar o império
da lei, hoje anulado pelo triunfo da vontade e da conveniência política?
Que instância seria melhor que o coração do poder, o Legislativo
federal, para expor ao país inteiro, com riqueza de detalhes, o que
realmente significa a garantia constitucional da liberdade de expressão e
como seu sentido real foi deturpado e substituído por uma concepção
arbitrária? Não seria essa a oportunidade que falta para aquelas
parcelas da sociedade e da opinião pública que se omitiram diante dessa
desconstrução, ou até mesmo a aplaudiram, finalmente abrirem os olhos
para os absurdos que têm sido cometidos “em defesa da democracia”?
A omissão dos parlamentares contribuiu em grande parte para que o
Judiciário se hipertrofiasse a ponto de hoje se julgar acima das leis,
dos códigos processuais e da Constituição. Deputados avalizaram absurdos
cometidos contra seus pares, senadores deixaram de cumprir seu papel
constitucional de contrapeso ao Supremo. a CPI do Abuso de Autoridade é
uma chance de iniciar um caminho de retorno à normalidade democrática
perdida. Nada é mais prioritário que isso.
Senador Sergio Moro quer qualificar crime de massacre em escolas e creches Por Gazeta do Povo
O ex-juiz da Lava Jato, senador Sergio Moro.| Foto: Agencia Senado
O
senador pelo Paraná Sergio Moro (União Brasil) apresentou um relatório
ao Projeto de Lei 1880/2023, de autoria do senador Efraim Filho (União
Brasil-PB), que apresenta maior punição para crimes em escolas. O
projeto de lei prevê um novo tipo legal no Código Penal, descrevendo o
crime de “massacre” e punindo atos preparativos à execução do delito. O
texto também criminaliza tanto a incitação quanto a apologia a esse tipo
de crime.
O senador, que é o relator da proposta, apresentou um relatório
afirmando que é necessária a aprovação, ainda mais por conta dos últimos
atentados nas escolas. Ele citou o caso recente em uma escola estadual
em Cambé, no norte do Paraná, a primeira ocorrência de ataque de
agressor armado a escola com vítimas fatais no Estado.
Contudo, o parlamentar apresentou algumas alterações no
projeto. Dentre elas, a modificação da expressão “matar pessoas
indiscriminadamente” por “se o homicídio é cometido contra mais de uma
pessoa, na mesma circunstância e com a intenção de provocar repercussão
social”. Para o senador, é importante que o texto legal permita a
diferenciação de um crime de massacre de outro, com homicídios múltiplos
e direcionados a vítimas específicas, com propósitos individuais.
Moro também propôs equiparar a pena do massacre à sanção imposta ao
latrocínio, em uma medida para cada vítima. Além disso, o senador
paranaense também aumentou a pena para os atos preparatórios. Ele
evidenciou a importância de incluir o crime no rol dos crimes hediondos –
esta classificação só valeria para o massacre em si, e não para os atos
prepatórios, por uma questão de proporcionalidade.
“No nosso entendimento, essa é uma questão de segurança pública
prioritária e compete ao Poder Público implementar medidas que previnam
atentados como esses em nossas creches, escolas ou universidades”,
afirmou. A previsão é que a proposta seja apreciada, de forma
terminativa, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, nas
próximas semanas.
Estátua A Justiça, de Alfredo Ceschiatti, praça dos três poderes, Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF)
Fachada do Supremo Tribunal Federal (STF) com estátua A Justiça,
de Alfredo Ceschiatti, em primeiro plano.| Foto: Marcello Casal
Jr/Agência Brasil
Esta quarta-feira é um dia importante, porque vai ser sabatinado o
advogado de Lula, que ele indicou para ser ministro do Supremo no lugar
de Ricardo Lewandowski. Um ex-advogado do PT já está lá, Dias Toffoli;
agora, é a vez do advogado pessoal de Lula, que não conseguiu a
absolvição, mas conseguiu anular os processos contra o presidente. Zanin
será sabatinado no Senado e depois passará pelo voto secreto dos 81
senadores; ele precisa ter metade mais um, ou seja, com 41 votos ele já
está escolhido. Muita gente está contra, não sei o resultado, mas diria
que há uma leve tendência de que o nome dele seja aprovado.
No dia seguinte, quinta-feira, o TSE já está com as cartas marcadas
para votar pela inelegibilidade de Bolsonaro. Foi aquilo de que livraram
Dilma, naquela sessão do Senado presidida por Lewandowski. Agora, bem
quando Lewandowski vai embora, aparece de novo esse assunto. Mas lá
atrás foi o contrário: embora a Constituição mandasse que o presidente
condenado ficasse inelegível por oito anos, Dilma não teve essa pena,
tanto que foi candidata ao Senado por Minas Gerais em 2018, mas perdeu
para Rodrigo Pacheco – muita gente deve estar pensando que talvez fosse
melhor Dilma ter vencido, não? E ela não estaria hoje em Pequim, lá no
banco do Brics.
Então, na quinta-feira, é possível que o TSE torne Bolsonaro
inelegível ou nos surpreenda absolvendo-o. A absolvição é a coisa mais
sensata, porque ele está sendo acusado de abuso de poder político e
abuso de poder econômico por ter se reunido com embaixadores. Mas
ministros do Supremo e do TSE também se reuniram e chamaram embaixadores
para explicar o sistema eleitoral eletrônico brasileiro. Foi o que
Bolsonaro fez falando com os representantes de países amigos. Ele não
chamou eleitores para convencê-los com seu poder político ou econômico.
Nenhum deles era eleitor no Brasil. O que a lei exige é que o abuso
seja destinado a convencer o leitor, a constranger o eleitor a votar na
pessoa que comete esse abuso. Não é o caso, mas isso vai ser decidido
lá.
VEJA TAMBÉM: Justiça, só com Deus Zanin quer passar de advogado, que ganha milhões, a ministro do STF, que ganha R$ 37 mil Os dilemas de Lula e as estranhas decisões do Judiciário
Enquanto isso, o Supremo vai começar a julgar, daqui a dois dias,
mais um lote de acusados do 8 de janeiro. É a “justiça por lote”. São
julgamentos por via digital, à distância, de denúncias da
Procuradoria-Geral da República sobre aquelas pessoas que foram presas
lá no acampamento, na frente do Quartel-General do Exército, inclusive a
cozinheira que nem saiu da cozinha. O lote de agora tem apenas 45, mas
já são 1.245 que viraram réus – praticamente todo mundo virou réu –,
daqueles 1.390 presos. Nesse grupo de 45 estão Antônio Claudio Alves
Ferreira, aquele sujeito que quebrou o relógio histórico (vi um
igualzinho no Palácio de Queluz, em Lisboa), e William da Silva Lima,
que estava vestindo a toga de um ministro do Supremo quando foi preso.
Há 250 casos que são considerados mais graves; esses seriam julgados até
o fim do ano, e os acusados estão presos.
Aí vocês me perguntam: vão ser julgados na primeira instância? Não,
serão julgados no Supremo. Mas como, se eles não têm foro privilegiado?
Estão naquele inquérito que foi inventado no Supremo, sem pedido do
Ministério Público, tudo muito estranho. Uma advogada me disse que seu
pai está preso há quase meio ano. Não invadiu prédio público, não
quebrou nada, mas está preso porque estava no acampamento. Eu só quero
que seja aplicado o devido processo legal, algo que desapareceu, embora
exista desde 1215, embutido na Magna Carta.
Agronegócio Em reunião com a FPA Por Aline Rechmann – Gazeta do Povo
Em tentativa de aproximação com o agronegócio, ministro do
Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, participou de reunião da Frente
Parlamentar da Agropecuária. Ele defendeu o agro no tema ambiental|
Foto: Divulgação/Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)
O
ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Paulo
Teixeira, admitiu que as exigências na área ambiental feitas por países
da União Europeia são, na verdade, cláusulas de barreira comercial aos
produtos do agronegócio brasileiro.
Teixeira disse que esteve em reunião com uma comissão do Parlamento
Europeu, também nesta terça-feira (20), e debateu os acordos comerciais
com países do bloco. “Em primeiro lugar, vamos prosseguir o debate
[sobre as exportações do Brasil para a União Europeia]. Em segundo,
vamos retirar certas exigências que às vezes se mascaram de exigências
ambientais, mas está muito mais para cláusulas de natureza comercial”,
disse o ministro.
As afirmações foram feitas pelo ministro durante a reunião da bancada
da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), nesta terça-feira (20), da
qual Teixeira participou para falar sobre o anúncio do Plano Safra da
Agricultura Familiar. Ele, no entanto, não adiantou detalhes sobre o
Plano que será lançado em 28 de junho. “O presidente Lula é quem fará o
anúncio”, disse Teixeira à imprensa quando questionado sobre os números
do Plano Safra.
Após declarações críticas ao agro por parte de Lula e acenos do
governo petista ao MST, a presença de Teixeira na reunião da FPA também
foi uma tentativa de construir pontes com a bancada que representa o
setor. Nesse contexto, o ministro disse que o “agro tem alto compromisso
com o tema ambiental”.
Teixeira ainda fez questão de destacar que teria defendido o
agronegócio brasileiro durante a reunião com membros do Parlamento
Europeu que estiveram no Ministério do Desenvolvimento Agrário. “Não
associem o agro a qualquer problema de natureza ambiental. Se tem algum
problema de natureza ambiental no Brasil, é um segmento muito isolado e
que vai diminuir com as ações da sociedade brasileira, do Estado
brasileiro”, relatou Teixeira sobre a reunião que contou com
representantes da Itália, da Áustria, da Finlândia, da Alemanha e da
Holanda, além do embaixador da União Europeia, Ignacio Ybáñez.
VEJA TAMBÉM: Lula vai cobrar de Macron solução para restrições ao acordo do Mercosul com a União Europeia Lula admite que acordo comercial do Mercosul com a UE pode não ser assinado Restrições impostas pela União Europeia
Durante a atual viagem internacional, o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) vai se encontrar com o presidente da França, Emmanuel
Macron, e deve cobrar uma solução para o impasse gerado com a aprovação
de novas restrições ao acordo entre a União Europeia e o Mercosul pelo
parlamento francês.
Em maio, o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, anunciou
que o governo brasileiro e o Mercosul iriam reavaliar o acordo comercial
com a União Europeia após o bloco europeu impor novas condições. “Esse
documento é extremamente duro e difícil, criando uma série de barreiras e
possibilidades, inclusive de retaliação, de sanções”, disse o ministro
sobre as demandas da União Europeia.
O aditivo aprovado pelo parlamento francês ao acordo comercial cria
duras exigências de sustentabilidade aos parceiros sul-americanos, como
impedir que produtos supostamente oriundos de áreas florestais
desmatadas sejam vendidos nos 27 países do bloco europeu, como
commodities agrícolas e pecuárias.
Submarino do Titanic: sons de batida são ouvidos em área de busca, dizem EUA
Aeronave de vigilância que sobrevoa área em
que equipamento submersível desapareceu detectou ‘ruídos subaquáticos’ ,
confirmou a Guarda Costeira dos Estados Unidos
Por Redação – Jornal Estadão
THE NEW YORK TIMES – Uma aeronave de vigilância canadense que procura o submersível Titan, desaparecido noAtlântico Norte enquanto procurava destroços do navio Titanic, “detectou ruídos subaquáticos na área de busca”, informou a Guarda Costeira dos Estados Unidos nesta quarta-feira, 21.
Veículos operados remotamente (ROVs) foram realocados para explorar a
origem dos ruídos, mas os resultados até agora foram negativos, disse a
guarda costeira em um tweet. A Guarda Costeira não detalhou a natureza
ou extensão dos sons detectados, ou como eles foram captados.
A Guarda Costeira disse que a aeronave canadense era um avião de
vigilância P-3, um modelo usado para patrulha marítima e operações de
apoio em todo o mundo. Os dados da aeronave foram compartilhados com a Marinha dos EUA para análise posterior, informou.
Imagem
cedida pela OceanGate Expeditions mostra o submersível Titan na
superfície antes de seguir na expedição em busca do
Titanic Foto: Handout / OceanGate Expeditions / AFP
O Departamento de Segurança Interna, a Guarda Costeira e os militares
canadenses não responderam imediatamente aos pedidos de comentários. A
notícia de ruídos subaquáticos na área de busca foi relatada
anteriormente pela revista Rolling Stone e pela CNN.
Uma equipe internacional de socorristas tem procurado o Titan em uma
área de água maior que Connecticut. Aeronaves dos Estados Unidos e do
Canadá estão examinando a superfície, e boias de sonar estão sondando as
profundezas. Acredita-se que o Titan tenha menos de dois dias de
oxigênio restante na terça-feira.
O submersível que transportava turistas para explorar os destroços do
Titanic desapareceu no oceano Atlântico no último fim de semana.
A embarcação parou de fazer contato no último domingo (18), na costa
do Canadá, e autoridades canadenses e dos EUA intensificaram esforços
numa corrida para localizar o submersível, que na tarde desta terça, 20,
ainda teria cerca de 30 horas de oxigênio, segundo estimativa da Guarda
Costeira americana.
O submersível Titan é operado pela empresa OceanGate Expeditions,
cuja proposta divulgada em seu site é aumentar o acesso do público ao
oceano profundo. O CEO da empresa, Stockton Rush, disse à emissora
americana CBS que o veículo não exige muita habilidade para condução. “É
como se fosse um elevador.”
A empresa cujo submersível desapareceu durante uma expedição para ver
os destroços do Titanic foi alertada sobre a insegurança de seu
maquinário, mas discordou das críticas. Por se tratar de uma inovação,
justificou a companhia, o empreendimento não atenderia aos padrões
atuais de certificação.
O presidente da OceanGate, Stockton Rush, está entre os turistas a
bordo do veículo desaparecido desde o último domingo (18), na costa do
Canadá. A viagem era a quinta missão da “Expedição Titanic” em 2023 —uma
tentativa de aumentar o acesso do público ao oceano profundo, de acordo
com o site da companhia.
Na terça-feira, 20, o presidente do Explorers Club, uma organização sediada emNova York,
enviou aos membros do clube uma carta que dizia que o sonar na área de
busca havia “detectado possíveis ‘sons de batida’, o que implica que a
tripulação pode estar viva e sinalizando” às 2h da manhã, horário local.
O presidente do clube, Richard Garriott de Cayeux, não entrou em detalhes.
Em uma declaração publicada no Twitter na terça-feira, ele disse que
“sinais prováveis de vida foram detectados no local”. Ele acrescentou
que o clube estava trabalhando para obter aprovação para implantar um
veículo operado remotamente na área de busca, capaz de descer a
profundidades de 6 mil metros, ou quase 20 mil pés.
Trevor Hale, porta-voz do clube, recusou-se a fazer comentários sobre
o registro em uma breve entrevista por telefone na manhã de
quarta-feira. Uma das cinco pessoas a bordo do Titan, o explorador britânico Hamish Harding, é membro da diretoria do clube.