O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky discursando no Fórum Mundial em Haia.| Foto: EFE/EPA/ Remko de Waal
Há
alguns dias, a resistência ucraniana, que bravamente tenta conter os
avanços expansionistas de Vladimir Putin desde fevereiro do ano passado,
deu início a um novo movimento para tentar reaver os territórios
tomados pelos russos. A contraofensiva avança devagar, mas já deu
mostras de incomodar Putin. Na sexta-feira (16), pela primeira vez, a
Rússia reconheceu um revés, mencionando combates intensos no sul
ucraniano pelo controle das cidades de Rivnopil e Urojaine e admitindo
perda de terreno. Já os ucranianos anunciaram a libertação de algumas
cidades e cerca de 100 km², principalmente na frente sul.
Mesmo que os avanços das tropas ucranianas sejam lentos, eles são
fundamentais: caso consigam mover as tropas russas e reconquistar, ao
menos em parte, os territórios agora ocupados, a Ucrânia fortalecerá sua
posição e mostrará a força da união dos países do Ocidente contra a
descabida guerra iniciada por Putin. Como mencionou o presidente
ucraniano Volodymyr Zelensky em vídeo divulgado também na sexta-feira,
cada metro de terra ucraniana libertado do inimigo é da mais alta
importância.
O sucesso da contraofensiva ucraniana pode ser um passo importante para o fim de uma guerra que jamais deveria ter começado.
É claro que os russos têm vantagem. Putin tem ao seu dispor milhões
de soldados que podem ser mobilizados para os combates, aparato bélico,
munições e armas, incluindo as terríveis armas nucleares. Nesta semana, o
Kremlin começou a enviar para Belarus, país que faz fronteira com a
Ucrânia e é considerado uma peça-chave no conflito, armas nucleares
táticas, aumentando ainda mais a tensão. Governado por Aleksander
Kukashenko desde 1994, Belarus é praticamente uma extensão da Rússia:
foi de lá que as tropas russas entraram no território ucraniano; o país
serve como base para parte do arsenal dos russos. A chegada do armamento
nuclear, portanto, é uma demonstração perigosa de força. As armas
nucleares táticas poderão ser usadas, de acordo com o Kremlin “se houver
uma ameaça à integridade territorial, independência, soberania e
existência do Estado russo” – praticamente as mesmas palavras que Putin
usa para justificar seu delírio expansionista em direção da Ucrânia.
Do outro lado, os ucranianos têm provado possuir uma determinação
exemplar. Mesmo em menor número, têm conseguido defender seu território e
evitar aquilo que os russos esperavam: uma conquista rápida e quase sem
perdas, sem qualquer reação internacional, terminando com a anexação de
novos territórios e a derrubada do presidente Zelensky e sua
substituição por um aliado do Kremlin. Junto com a força do povo
ucraniano, há o apoio das grandes nações ocidentais, que compreendem a
natureza do conflito e seu significado, não apenas para a geopolítica
europeia, mas também para o próprio marco civilizacional da humanidade.
Guerras de conquista territorial já deveriam ser uma página virada na
história, mas ganham sobrevida graças à sanha autocrática de Putin, no
que parece ser a tentativa de refundar um Império Russo.
VEJA TAMBÉM: A agressão russa contra a Ucrânia completa um ano O apoio necessário aos ucranianos e a insensatez de Lula A guerra na Ucrânia e a ameaça nuclear
Mas é verdade que esse apoio internacional não veio sem custos.
As sanções dos europeus contra os russos têm tido grande impacto, em
especial no fornecimento de energia, o que influencia o preço também dos
alimentos e outros itens. O avanço da contraofensiva ucraniana pode
indicar que o sacrifício está tendo resultados e incentiva as nações
ocidentais a redobrarem seus esforços de ajuda militar e financeira para
frear e forçar a retirada das tropas russas. O recuo dos soldados de
Putin pode aumentar também as críticas dos próprios russos contra a
guerra – mesmo com a máquina de propaganda russa empenhada em criar a
ilusão de que a guerra transcorre sem problema, a opinião pública do
país não tem o menor entusiasmo por a invasão da Ucrânia, que já causou a
perda de mais de 100 mil soldados russos e consumiu bilhões de dólares.
Ainda não se sabe ao certo qual será o desfecho de mais essa
contraofensiva ucraniana. Como pontuou o secretário americano da Defesa,
Lloyd Austin, durante reunião da Otan na última quinta (15), “a guerra
é uma maratona, não uma corrida de velocidade”. Que os ucranianos nas
linhas de combate e as nações ocidentais que apoiam a contraofensiva
tenham o fôlego necessário, e enquanto for preciso, para empurrarem os
russos de volta para seus limites territoriais e libertarem os
territórios da Ucrânia injustamente tomados por Putin. O sucesso da
contraofensiva pode ser um passo importante para o fim de uma guerra que
jamais deveria ter começado.
Lula chega a Hiroshima: passagens caras para acompanhar comitivas do presidente.| Foto:
A
passagem aérea do ministro do Itamaraty Eduardo Saboia para Xangai e
Pequim, como integrante da comitiva do presidente Lula, custou R$ 114
mil. Na viagem para o G20, em Nova Delhi, a passagem do ministro Mauro
Vieira (Relações Exteriores), custou R$ 81 mil. O bilhete do ministro
Alexandre Silveira (Minas e Energia) para Nova Iorque custou R$ 82 mil. O
valor médio de 103 passagens de servidores federais para o mesmo
destino ficou em R$ 12 mil.
Os valores são muito acima das passagens pagas no ano passado, até
início de junho, no governo Bolsonaro. Naquela época, a maior passagem
teve o valor de R$ 82 mil, no voo do secretário de Comércio Exterior do
Ministério da Economia, Lucas Ferraz, para Cingapura. Entre os voos mais
caros estavam os da ex-ministra Tereza Cristina, R$ 79 mil, para Teerã
(Irã); e do ex-ministro Bento Albuquerque, R$ 64 mil, para Washington e
Nova York.
Muitas das passagens mais caras em 2023 foram para autoridades que
acompanharam o presidente Lula em suas viagens pelo mundo. O diretor de
Promoção ao Comércio e Agricultura do Itamaraty, Alex Giacomelli, viajou
à China para preparar e participar de eventos de promoção comercial em
Pequim, por ocasião da visita do presidente da república. Sua passagem
custou R$ 80 mil.
O ministro de primeira classe do Ministério das Relações Exteriores
Michel Arslanian viajou a Washington para acompanhar a comitiva do
presidente Lula em fevereiro, com passagem a R$ 78 mil. O preço médio
das 213 passagens de servidores do governo federal para a capital
americana ficou em R$ 8,4 mil.
O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura,
Carlos Goulart, participou da visita presidencial à Pequim para
acompanhar o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, em
reuniões com autoridades. Sua passagem custou R$ 67 mil. Mauricio
Carvalho Lyrio, embaixador do Brasil na Austrália, viajou a Hiroshima
para preparar e participar da comitiva brasileira à Cúpula do G7, com
passagem a R$ 72 mil.
VEJA TAMBÉM: Viagens internacionais do presidente do TCU com assessores custaram R$ 1 milhão Viagens sem comitiva presidencial O
ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pagou R$ 72 mil de passagem para
participar de Reuniões da Cúpula do G20, na Índia. O secretário de
Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, viajou a
Washington, em abril, para representar o ministro Haddad no Spring
Meetings 2023 (Reunião da Primavera) do Fundo Monetário Internacional,
com passagem a R$ 79 mil. O ministro de segunda classe Demétrio Carvalho
fez viagem bem mais curta. Viajou a Santiago do Chile em março para
participar da reunião consular da América do Sul. A sua passagem custou
R$ 75 mil.
Cíntia Araújo viajou a Londres, em março, para tratar do Protocolo de
Intenção com a Embaixada do Reino Unido, com passagem a R$ 72 mil. O
ministro do Itamaraty Guilherme veio a Brasília em maio para participar
de sabatina no Senado Federal. A sua passagem custou R$ 68 mil. O
almirante da reserva Renato Freira foi a São Tomé e Príncipe para
participar da Reunião dos Chefes do Estado-Maior das Forças Armadas da
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, com passagem a R$ 66 mil.
VEJA TAMBÉM: Senadores esbanjam dinheiro com banquetes, carrões e combustível para seus aviões Viagens com dois destinos
Alguns servidores de alto escalão fizeram viajem duplas com
passagens de valores ainda mais elevados. O ministro de primeira classe
Sarquis Buainain voou até a Índia para participar de reunião de trabalho
com o presidente do Banco Nacional para Financiar o Desenvolvimento de
Infraestrutura, em Mumbai; e chefiar a delegação do Brasil à 2ª Reunião
de Sherpas do G20, em Kumarakom. A sua passagem custou R$ 133 mil.
O ministro Mauro Vieira esteve em Santo Domingo (República
Dominicana), e seguiu viagem para acompanhar o presidente da República
em viagem oficial à China (Pequim e Xangai). As suas passagens custaram
R$ 129 mil.
Em maio, o ministro de Minas e Energia foi a Toronto (Canadá)
Toronto, participar da Associação de Prospectores e Desenvolvedores e
reuniões com autoridades governamentais e representantes do setor
privado de mineração; e a Houston (EUA), participar da CERAWeek e de
reuniões com representantes do setor privado e autoridades
governamentais. As passagens custaram R$ 97 mil.
VEJA TAMBÉM: Adido militar recebe indenizações acima de R$ 300 mil, com despesas sob sigilo Itamaraty justifica valores altos
O blog enviou ao ministério das Relações Exteriores uma planilha com
as passagens mais caras e perguntou se seriam de classe executiva ou
primeira classe. O ministério respondeu que os bilhetes listados são
referentes a passagens em classe executiva, em casos de servidores
ocupantes de cargo em comissão ou de função de confiança de nível
FCE-17, CCE-17 ou CCE-18 ou equivalentes; ou em casos de chefes de
postos no exterior. Os demais bilhetes foram adquiridos em classe
econômica.
O Itamaraty destacou que o valor informado no campo “passagem”
refere-se à soma dos bilhetes incluídos em cada PCDP que, por vezes,
inclui trechos diversos. “Ou seja, frequentemente, no Portal de Viagens,
o sistema apresenta os gastos totais de viagens com vários destinos
fazendo referência apenas a um único destino”.
O ministério de Relações Exteriores acrescentou que “o presidente
Lula realizou, nos cinco primeiros meses de 2023, visitas a nove países
em três continentes e reuniu-se com 36 líderes estrangeiros, o que
reflete atividade diplomática consideravelmente mais intensa do que a
exercida pela gestão do presidente da República anterior, conforme dados
já divulgados pela imprensa”.
Palavras são muito importantes para
mim. É principalmente com elas que ganho a vida. Palavras descrevem a
realidade. Se não temos palavras adequadas, às vezes a realidade nos
escapa. Examinemos, por exemplo, o termo “sem terra”.
O que é um “sem terra”? Parece evidente: é alguém que não possui
terra. Mas é justo perguntar: e daí? Qual a relevância de usar esse dado
– a falta de propriedade de um pedaço de terra – como único atributo
para descrever alguém?
Afinal, todos nós podemos ser descritos como “sem” alguma coisa.
Há muita gente que não tem imóvel próprio. São os “sem casa”.
Há muitas pessoas que não têm um automóvel. São os “sem carro”. É
provável que a maioria das pessoas não tenha seu próprio jatinho: são os
“sem avião”. Quase nenhum brasileiro tem o seu próprio palácio. São os
“sem palácio”.
Percebam isso: não ter alguma coisa não significa que você tem o
direito de ter aquela coisa. E muito menos que alguém – a sociedade, o
Estado ou outra pessoa – tem a obrigação de te dar aquilo que você não
tem.
Nascemos com direitos naturais. Esses direitos não são nenhum favor
que o Estado nos faz; na verdade, eles são próprios de nossa natureza
humana. Esses direitos naturais, ou fundamentais, incluem o direito à
vida, à liberdade de expressão, o direito de ir e vir, a liberdade de
culto, o direito à autodefesa e o direito à propriedade.
Percebam isso: não ter alguma coisa não significa que você tem o direito de ter aquela coisa
Direito à propriedade de algo que você comprou, ou herdou, ou ganhou, de forma justa e legal.
O fato de alguém se identificar como “sem terra” não cria na
sociedade ou no Estado a obrigação de dar a essa pessoa um lote, um
sítio ou uma fazenda, nem dá a ela o direito de invadir a terra dos
outros e reivindicar sua propriedade.
Um pedaço de terra, uma casa ou um carro não são direitos. Eles são
conquistas – coisas que são obtidas com trabalho, esforço e sacrifícios.
É evidente que aquelas pessoas que, por diversos motivos, têm
dificuldades para ganhar o suficiente para sobreviver devem ser
ajudadas. Mas essa ajuda não é equivalente a uma obrigação, imposta ao
Estado ou à sociedade, de dar a essas pessoas um determinado bem que
elas não têm, mas que desejam.
A única forma sustentável de progresso e desenvolvimento – tanto para
pessoas quanto para nações – é o trabalho. É através do trabalho, da
poupança e do investimento que pessoas e países compram ou constroem
aquilo que necessitam. O respeito à propriedade privada é um elemento
essencial nesse processo.
“Reforma agrária” é um chavão ideológico usado como arma pela
esquerda há muito tempo. Já na década de 1960 Francisco Julião
mobilizava suas “Ligas Camponesas” para promover a agitação
revolucionária no campo, entre uma e outra visita a Fidel Castro. Basta
uma rápida conversa com qualquer apologista dessa “reforma” para
perceber que as ideias por trás dela têm a profundidade de uma piscina
de crianças.
Direito à propriedade de algo que você comprou, ou herdou, ou ganhou, de forma justa e legal
A agricultura moderna – o chamado agronegócio – é uma atividade que
envolve a mecanização e o uso de tecnologia em larga escala, na qual
produtividade e volume são fatores essenciais e que requer constantes
investimentos em pesquisa.
Através da combinação de fatores naturais – solo, água e luz – com o
trabalho duro de empreendedores pioneiros e uma importante ajuda inicial
do Estado (através da Embrapa) o Brasil conquistou liderança mundial na
produção agrícola.
Essa prosperidade agora desperta a inveja de concorrentes e a cobiça
de parasitas, que disfarçam seus verdadeiros interesses – políticos,
monetários e criminosos – com o manto de “movimentos sociais”.
Senador Plínio Valério (PSDB-AM) presidirá a CPI das ONGs; Marcio
Bittar (União Brasil-AC) (à esquerda) será o relator| Foto: Marcos
Oliveira/Agência Senado
Nesta terça-feira (20) ocorre a segunda sessão da CPI das ONGs da
Amazônia, que estava pronta para começar as investigações, quando, por
interferência do Supremo, impôs-se ao Senado a CPI da Covid, que virou a
“CPI do Circo”, com consequências desastrosas para a saúde das pessoas,
até mesmo de vida ou morte.
A CPI das ONGs foi instalada, enfim, na semana passada, e nesta terça
acontece o exame dos requerimentos de convocações. A comissão é uma
sugestão do senador Plínio Valério (PSDB-AM) e pretende investigar o
dinheiro do povo brasileiro, que foi para ONGs desde 2002, e se elas
estão trabalhando contra os interesses do país.
CPMI dos atos de 8 de janeiro
Por falar nisso, a outra CPI, mista, dos atos de 8 de janeiro, não
vai dar em nada. A relatora já disse que foi tentativa de golpe e ponto
final. Que não vai apurar responsabilidades das autoridades. Não vai
apurar as causas, não vai saber por quê. Duvido que apure exatamente os
personagens que praticaram atos de vandalismo, quebrando o patrimônio
público e cometendo crimes. O que vimos foram são aquelas pessoas
idosas, até a senhora que estava cozinhando para os outros no
acampamento, sendo levadas ao presídio e hoje monitoradas com
tornozeleira eletrônica.
Mas há uma CPI no Legislativo de Brasília, do Distrito Federal, que
vai ouvir nesta semana o general Gonçalves Dias, que a tropa do governo
impediu que fosse convocado lá no Congresso. Ele foi convocado pela CPI
local e vai ter que depor.
CPI do sítio de Atibaia e do tríplex do Guarujá Todos sabemos que
os processos do presidente Lula foram anulados pelo Supremo Tribunal
Federal (STF). Ele foi condenado na primeira, na segunda e na terceira
instância. Mas anularam o processo desde seu início, lá na 13ª Vara
Federal. Não foi inocentado, não houve absolvição nem transitou em
julgado. Então eu vejo a possibilidade de se fazer uma CPI para
investigar os casos do sítio de Atibaia e do tríplex de Guarujá.
Afinal, por causa da Lava Jato, foram devolvidos quase R$ 7 bilhões,
principalmente da Petrobras, em 43 acordos de leniência, que envolvem R$
24,5 bilhões de corrupção confessa. Portanto, acho que há motivo, sim,
para simplesmente não se jogar uma pá de cal sobre isso e deixar para as
nossas crianças a sensação de que o crime compensa ou de que este é um
país de impunidade.
Conversas no celular do ajudante de ordens de Bolsonaro Gostaria
ainda de recomendar que leiam o diálogo entre e um coronel e um
tenente-coronel que era ajudante de ordens do ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL). Estão fazendo um barulho enorme, mas não querem que as
pessoas leiam, porque quem ler vai chegar à mesma conclusão a que eu
cheguei.
Na conversa, há um coronel que liga paro ajudante de ordens de
Bolsonaro, seu companheiro de farda, e diz: “Ô, Cidão, por favor,
convence o presidente a dar uma ordem”. Mas o ajudante de ordens
responde que o presidente não dará essa ordem. Pronto.
Se pegar a conversa da mulher do ajudante de ordens com a filha do
general Eduardo Villas Boas, vai ver que é uma conversa igual as que
recebemos mil vezes nas redes sociais. Estão fazendo um barulho para
criar uma narrativa. Isso porque na quinta-feira (22) o Tribunal
Superior Eleitoral (TSE) vai julgar uma ação movida por partidos de
esquerda alegando que Bolsonaro cometeu erro eleitoral quando falou com
embaixadores estrangeiros sobre o processo de votação eletrônica
brasileiro sem comprovante de voto.
Outra coisa: lembram da cocaína que foi devolvida porque não havia
ordem para apreendê-la? A decisão do STF dizia respeito a 695 kg da
droga. Até anularam a pena do traficante porque não tinha ordem para
apreender. Pois nos telefones do ajudante de Bolsonaro, onde encontraram
essas mensagens, a ordem era para buscar, se houve, fraude no cartão de
vacina. E não para bisbilhotar conversas.
Por favor, repare nas aspas: “Por que eu queria que o Lula morresse”
Por Paulo Polzonoff Jr. – Gazeta do Povo
Lula, Dino e Alexandre de Moraes: não duvido nada se os deuses do
cerrado criminalizarem a ira divina.| Foto: Joédson Alves/Agência
Brasil
Sei que muita gente vai ler o título e se fazer de
escandalizado, insistindo em ignorar as aspas e o que elas significam.
Então, para ficar bem claro, vou recorrer ao negrito. O título não é um
desejo de que Lula morra; é uma referência a um texto de Hélio
Schwartsman, intitulado “Por que torço para que Bolsonaro morra”, e
sobre o qual já escrevi aqui. Pronto. De volta ao normal, explico que
escrevo este texto, com aquele título, por dois motivos.
O primeiro é para, usando uma variação irônica sobre o mesmo tema,
chamar a atenção para a hipocrisia natural da esquerda. O segundo é para
lançar luz sobre aqueles que, desavergonhados da própria ignorância, só
leem o título deste e de quaisquer outros textos – e deles tiram
conclusões as mais estapafúrdias. Vocês não ficam nem vermelhos, não?
Disse que eram dois os motivos? Minto. Porque sem este terceiro
motivo sequer haveria texto hoje: aproveito a oportunidade para falar
sobre o fato de o ministro da Justiça Flávio Dino ter acionado a Polícia
Federal (cada vez mais com cara de polícia política) contra um pastor
que exortou seu rebanho a pedir que Deus lançasse toda a Sua ira contra
Lula e os ministros do STF. E aqui é aquele momento em que você deve
estar se perguntando: sério que o Dino fez isso? Sério. Ele fez.
E ainda bem que fez. Assim fica mais evidente que a diferença entre
Stalin e o ministro é de apenas algumas centenas de quilos. (Aliás,
parece que Alexandre de Moraes vai ganhar um amiguinho do mesmo e baixo
nível no STF daqui a alguns meses, com a aposentadoria da ministra Rosa
Weber. Mas isso não vem ao caso agora. Por isso os parêntesis). Outro
motivo para, abre aspas, celebrar, fecha aspas, a perseguição de Dino ao
pastor equivocado, equivocadíssimo, é que assim tenho a oportunidade de
falar sobre esse desejo de violência, tanto divina quanto humana, que
permeia os dois lados do tal do espectro político.
Afinal, não se passa uma só semana sem que eu ouça ou leia alguém
dizer que Fulano ou Sicrano poderia muito bem morrer. Ou ser atropelado.
Ou sofrer um derrame. Enfim, que Fulano ou Sicrano bem poderia sofrer
algum castigo físico, seja ele de origem divina ou humana, que o
impedisse de cometer as maldades de que o interlocutor (é, você!) se
sente vítima. E aqui vale um dado que escapa ao furor ideologicamente
puritano de Flávio Dino: o desejo é errado, mas é só desejo. É fé e
esperança mal formuladas e mal direcionadas. Nunca é ação – e que
continue assim. Então pode dormir tranquilo, ministro. Se é que você
ainda é capaz.
Esclarecimentos Para mim o texto já terminou e daqui para frente o
leitor encontrará somente esclarecimentos escritos para satisfazer
aqueles que buscam nas entrelinhas uma prova da perversidade criminosa
do autor. Não vão achar. Podem procurar à vontade, aliás. Mas tragam
cães – cães farejadores que sejam um pouquinho mais inteligentes do que
as autoridades que, se duvidar, neste exato momento estão expedindo uma
ordem para que até Deus deponha na delegacia mais próxima.
O primeiro esclarecimento é este que se segue aos dois pontos: o
pastor Anderson Silva está errado. Teologicamente errado. Assim como
estamos errados todos nós que, em algum momento, em silêncio ou numa
roda de amigos, clamamos pelo sofrimento dos nossos
adversários/inimigos. Afinal, não é assim que funciona a justiça divina.
Pelo menos não é assim que age o Deus em que eu acredito. No mais, e
agora falando mundanamente, quem deseja que males acometam Lula e
ministros do STF pressupõe que esse personagens serão substituídos por
outros personagens, mas desta vez virtuosos. Isso não faz o menor
sentido.
Outro esclarecimento que vale a pena registrar é o que, na primeira
parte do texto, ficou implícito: a esquerda é hipócrita porque a
violência contra os inimigos está na essência da revolução. Repare que,
enquanto o pastor rogou aos Céus por uma solução mágica e violenta para o
nosso problema político, um assessor da ex-presidente Dilma Rousseff
rogou a seus camaradas algo parecido, mas muito mais real. Elias Jabbour
defendeu abertamente a pena de morte para quem discordasse do
comunismo. Esse aí que Flávio Dino tanto ama. E ficou por isso mesmo.
O terceiro e último esclarecimento diz respeito ao título. Novamente.
As aspas estão ali porque realmente penso o contrário do pastor ou do
consequencialista Schwartsman. Desejo a Lula, aos ministros do STF e
Flávio Dino vidas longas. Ou melhor, vidas que durem o suficiente para
que eles reconheçam seus erros, se arrependam e, de alguma forma,
encontrem a redenção. É o que, aliás, desejo a mim mesmo e a todo mundo
que está lendo.
Júri especializado avaliou 8 marcas de pão de queijo congelado vendidas nas redes de supermercado; confira o ranking
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Por Chris Campos
Foram avaliadas às cegas 8 marcas de pão de queijo congelado à venda nas redes de supermercado Foto: DANIEL TEIXEIRA
Pãozinho de queijo é quase unanimidade, certo? Na padaria, no café do
bairro e também no supermercado, na versão congelada – garantia
certeira de estoque em casa para quando bater a vontade da delícia
mineira mais pop deste Brasil. Mas nem sempre a gente acerta na escolha
pela embalagem, pela quantidade no pacote ou pelo preço. Produto
congelado é difícil de avaliar à primeira vista…
Por isso, Paladar convidou um grupo de jurados para testar 8 marcas
de pão de queijo vendidas nas redes de supermercado e te contar quais
são as melhores escolhas. Um teste em que todas as marcas foram assadas
de acordo com as instruções da embalagem. E em que a regra básica dos
testes Paladar, de avaliar produtos de uma mesma categoria, foi mantida.
As 8 marcas de pão de queijo avaliadas eram do tipo “tradicional”, sem
recheio e no tamanho médio – que fica entre as versões coquetel (a
menorzinha de todas) e lanche (a maior delas).
O chef Gustavo Young avalia uma das marcas testadas Foto: DANIEL TEIXEIRA
Jurados e loucos por pão de queijo
Participaram do teste às cegas, Larissa Januário, jornalista e
apresentadora do programa “Jantar o quê?”, no canal Sabor & Arte;
Thiago Gomes, sócio da lanchonte Trem Doido, e o chef Gustavo Young,
dono do Tartapão Panifício Manual. Em comum entre eles, todo um apego ao
nosso bom e velho pão de queijo. Larissa costuma preparar em casa a
receita da família (mineira, claro…). “Como boa cozinheira, faço um pão
de queijo excelente”, conta sem falsa modéstia.
Na lanchonete de Thiago, o pão de queijo de produção própria é
presença garantida em todos os sanduíches servidos na casa. Ele destaca a
qualidade do queijo como o principal requisito para o quitute que ele
consome todos os dias ficar ainda mais irresistível.
Gustavo tinha poucas expectativas com relação aos produtos testados.
Ao final da experiência, se surpreendeu positivamente com algumas
marcas.
O
time de jurados em ação no restaurante Bacuri, onde foi realizado o
teste. A partir da esq., o chef Gustavo Young, a jornalista e
apresentadora Larissa Januário e o empresário Thiago Gomes Foto: DANIEL
TEIXEIRA
Surpresas pelo caminho
O teste revelou ainda algumas peculiaridades, como o fato de os
pãezinhos mais bonitos ao sair do forno terem sido também os mais
gostosos, segundo os jurados. A presença mais marcante de queijo em
algumas das marcas foi decisiva na pontuação. Ao contrário da
expectativa geral, todas as marcas se mostraram bem resolvidas com
relação a sabor e textura após algum tempo fora forno.
Abaixo você confere as três marcas que se destacaram mais neste teste
e, na sequência, a lista de todas as marcas avaliadas em ordem
alfabética.
As 8 marcas de pão de queijo congelado avaliadas no teste de Paladar Foto: DANIEL TEIXEIRA
As melhores marcas de pão de queijo congelado
PRIMEIRO LUGAR – MOMENTO MAMBO
SEGUNDO LUGAR – FORNO DE MINAS
TERCEIRO LUGAR – ST. MARCHE
As 8 marcas na avaliação dos jurados listadas em ordem alfabética
CARREFOUR CLASSIC (R$ 8,59, o pacote com 400 g) Um
pão de queijo branquinho ao sair do forno, com textura que remete a de
um produto com espessante alimentício além do polvilho. O sabor e o
aroma não agradaram.
FORNO DE MINAS (R$ 14,25, o pacote com 400 g) O
nosso vice-campeão ficou pronto em 20 minutos. Foi avaliado pelos
jurados como um pão de queijo de boa aparência, com presença evidente de
queijo na massa, um ótimo aroma, sabor suave e gostoso.
MARICOTA (R$ 3,79, o pacote com 300 g) Após 30
minutos no forno, o pão de queijo ficou muito branco, nem parecia estar
assado, segundo a análise dos nossos jurados. Eles também avaliaram mal o
aroma e o sabor do produto.
MOMENTO MAMBO (R$ 12,98, o pacote com 400 g) O
favorito do ranking desta semana ganhou pontos na aparência douradinha
ao sair do forno e no sabor, considerado próximo ao do produto
artesanal. A presença de queijo na casca também foi bem avaliada.
QUALITÁ (R$ 13,98, o pacote com 400 g) O produto
saiu muito branco do forno, mesmo após o tempo de 30 minutos estipulado
na embalagem. Os jurados apontaram ainda sabor suave e ausência de
aroma.
QUALY (R$ 23,47, o pacote com 375 g) O pão de
queijo ganhou pontos na aparência dourada ao sair do forno. Não cresceu
muito depois de assado. O sabor foi avaliado pelos jurados como
discreto, porém perceptível. O aroma não agradou.
ST. MARCHE (R$ 19,90, o pacote com 400 g) O
terceiro colocado no teste agradou muito pela aparência e pela crocância
da casquinha polvilhada com queijo. A textura foi avaliada como muito
próxima à do produto artesanal e o sabor considerado discreto.
SEARA (R$ 13,75, o pacote com 300 g) Um pão de
queijo que dourou pouco, mas cresceu. Os jurados também apontaram a boa
aparência do produto pronto, uma leve crocância e sabor suave de queijo.
Vamos começar com um exercício de imaginação, talvez um pouco
futurista… Imagine um futuro onde a IA permeia todas as nossas
transações diárias. Com o avanço das tecnologias, esse cenário não é
mais coisa de ficção científica, mas uma realidade iminente. E, nesse
contexto, o que esperar do futuro do ChatGPT e do marketing IA no
varejo?
Bem, os analistas da Insider Intelligence têm algumas previsões interessantes.
A Primeira Fase da Adoção da IA no Varejo
No que diz respeito ao uso da IA no varejo, estamos ainda na fase de “namoro”.
As empresas estão experimentando as possibilidades, mas a
implementação em larga escala ainda não aconteceu. Acredita-se que 2023
será o ano de um avanço significativo nesse sentido. Os varejistas
começarão a integrar o
ChatGPT e outras tecnologias de IA em suas operações em uma escala
maior, gerando impactos significativos nos processos de vendas e
atendimento ao cliente.
Atenção você, varejista, que ainda não usa robôs de automação simples
no WhatsApp…, você já está ultrapassado. A hora que o ChatGPT começar a
fazer esse serviço, você terá muito o que correr atrás. Aqui na agência
temos uma equipe especializada em implementação de robôs de
atendimento, caso queria saber mais, clique aqui pra falar com um
consultor.
Avançando Para o Futuro: IA Generativa
A IA generativa, como o ChatGPT, tem a capacidade de criar novos
conteúdos, conceitos e ideias, o que é um enorme potencial para a
inovação no marketing e no varejo. Nos próximos anos, a IA generativa
será cada vez mais adotada para automatizar e otimizar tarefas de
marketing, como a criação de conteúdo e a personalização de campanhas.
Isso nos leva à nossa próxima previsão…
ChatGPT: A Chave para um Atendimento Personalizado
O ChatGPT é mais do que apenas um chatbot. É uma ferramenta capaz de
entender e se adaptar ao contexto, oferecendo respostas personalizadas
e, por vezes, criativas. Para os varejistas, isso pode significar um
atendimento ao cliente excepcional e personalizado, em qualquer hora e
lugar.
Nos próximos anos, o uso de ChatGPT e tecnologias similares deverá
explodir, permitindo que os varejistas interajam com os clientes de
maneiras totalmente novas.
Imagine se você é dona de uma loja de roupas e via Whatsapp seu
cliente manda algumas fotos. O ChatGPT poderá fazer uma análise do
perfil do cliente e sugerir peças que se encaixam melhor no estilo do
comprador. Devaneio? Não sei! Acho que não. E acho que está mais próximo
do que imaginamos.
Desafios no Caminho da IA no Varejo
Mas, assim como em qualquer “casamento”, existem desafios. Os
varejistas precisarão superar obstáculos técnicos, éticos e de
privacidade. Garantir que as IA sejam treinadas e implementadas de
maneira responsável será crucial. Já estão nascendo empresas
especializadas nesses temas para auxiliar nessa jornada incrível. Eu sou
empolgado a falar do assunto, porque considero a tecnologia GPT tão
revolucionária – ou mais –, do que a invenção da internet.
IA Generativa e o Futuro do Marketing de Conteúdo
Como estrategista de marketing digital, eu vejo um potencial
inigualável na IA generativa. Ela pode transformar a maneira como
criamos e distribuímos conteúdo, permitindo a personalização em massa e
liberando os profissionais de marketing para se concentrarem em
estratégias mais complexas e criativas. No entanto, o caminho não é
totalmente livre de obstáculos. A questão da originalidade do conteúdo
gerado por IA e os direitos autorais associados a ele são pontos a serem
abordados.
O Impacto da IA no Atendimento ao Cliente
Como já vimos anteriormente, os chatbots de IA, especialmente os
avançados como o ChatGPT, têm o potencial de revolucionar o atendimento
ao cliente. Eles podem responder às perguntas dos clientes 24/7, escalar
operações sem a necessidade de contratar mais pessoal, e, mais
importante, eles podem aprender e melhorar continuamente. A tendência é
que a interação com o cliente se torne mais eficiente e personalizada à
medida que a IA se torna mais sofisticada.
Ainda Assim, o Toque Humano é Necessário
Por mais avançadas que as IAs possam ser, acredito que sempre haverá
espaço para o toque humano. O julgamento humano é inigualável quando se
trata de empatia, compreensão e adaptação aos cenários mais variados.
Portanto, acredito que a IA no varejo será mais eficaz como um parceiro,
e não um substituto, para os humanos.
É como eu digo no meu curso de inteligências artificiais (Projeto IA
Power): domine as Inteligências Artificiais ou seja dominado por elas.
Preparando-se para o Futuro da IA no Varejo
Então, como os varejistas podem se preparar para esse futuro dominado pela IA? Aqui estão algumas dicas:
Entender a IA: É fundamental compreender o que a IA pode e não pode
fazer. Isso ajudará os varejistas a identificar as melhores
oportunidades para implementar a IA em suas operações.
Investir em treinamento e educação: A IA é uma ferramenta, e como
qualquer ferramenta, requer conhecimento e habilidade para ser usada
efetivamente. Invista em treinamento e educação para sua equipe.
Estabelecer parcerias estratégicas: Trabalhar com parceiros
tecnológicos que possam fornecer a expertise necessária é uma estratégia
inteligente para quem deseja adotar a IA.
Em conclusão, o futuro do varejo com a IA,
particularmente o ChatGPT, é empolgante. Estou ansioso para ver como
essa revolução se desenrolará e o impacto positivo que pode trazer para o
setor.
Enquanto isso, continue atento para mais análises e conselhos sobre
como navegar neste mundo em constante mudança da IA e do varejo.
Vantagens Competitivas da Startup Valeon
A pandemia do Covid-19 trouxe
consigo muitas mudanças ao mundo dos negócios. Os empresários
precisaram lutar e se adaptar para sobreviver a um momento tão delicado
como esse. Para muitos, vender em Marketplace como o da Startup Valeon se mostrou uma saída lucrativa para enfrentar a crise.
Com o fechamento do comércio durante as medidas de isolamento social
da pandemia, muitos consumidores adotaram novos hábitos para poder
continuar efetuando suas compras.
Em vez de andar pelos comércios, durante a crise maior da pandemia, os consumidores passaram a navegar por lojas virtuais como
a Plataforma Comercial Valeon. Mesmo aqueles que tinham receio de
comprar online, se viram obrigados a enfrentar essa barreira.
Se os consumidores estão na internet, é onde seu negócio também precisa estar para sobreviver à crise e continuar prosperando.
Contudo, para esses novos consumidores digitais ainda não é tão fácil
comprar online. Por esse motivo, eles preferem comprar nos chamados Marketplaces de marcas conhecidas como a Valeon com as quais já possuem uma relação de confiança.
Inovação digital é a palavra de ordem para todos os segmentos. Nesse
caso, não apenas para aumentar as possibilidades de comercialização, mas
também para a segurança de todos — dos varejistas e dos consumidores.
Não há dúvida de que esse é o caminho mais seguro no atual momento. Por
isso, empresas e lojas, em geral, têm apostado nos marketplaces. Neste
caso, um shopping center virtual que reúne as lojas físicas das empresas
em uma única plataforma digital — ou seja, em um grande marketplace
como o da Startup Valeon.
Vantagens competitivas que oferece a Startup Valeon para sua empresa:
1 – Reconhecimento do mercado
O mercado do Vale do Aço reconhece a Startup Valeon como uma empresa
de alto valor, capaz de criar impactos perante o mercado como a dor que o
nosso projeto/serviços resolve pelo poder de execução do nosso time de
técnicos e pelo grande número de audiências de visitantes recebidas.
2 – Plataforma adequada e pronta para divulgar suas empresas
O nosso Marketplace online apresenta características similares ao
desse shopping center. Na visão dos clientes consumidores, alguns
atributos, como variedade de produtos e serviços, segurança e praticidade, são fatores decisivos na escolha da nossa plataforma para efetuar as compras nas lojas desse shopping center do vale do aço.
3 – Baixo investimento mensal
A nossa estrutura comercial da Startup Valeon comporta um baixo
investimento para fazer a divulgação desse shopping e suas empresas com
valores bem inferiores ao que é investido nas propagandas e divulgações
offline.
4 – Atrativos que oferecemos aos visitantes do site e das abas do shopping
Conforme mencionado, o nosso site que é uma Plataforma
Comercial Marketplace que tem um Product Market Fit adequado ao mercado
do Vale do Aço, agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma
proposta diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma
atrativa e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos
consumidores tem como objetivos:
Fazer Publicidade e Propaganda de várias Categorias de Empresas e Serviços;
Fornecer Informações detalhadas do Shopping Vale do Aço;
Elaboração e formação de coletâneas de informações sobre o Turismo da nossa região;
Publicidade e Propaganda das Empresas das 27 cidades do Vale
do Aço, destacando: Ipatinga, Cel. Fabriciano, Timóteo, Caratinga e
Santana do Paraíso;
Ofertas dos Supermercados de Ipatinga;
Ofertas de Revendedores de Veículos Usados de Ipatinga;
Notícias da região e do mundo;
Play LIst Valeon com músicas de primeira qualidade e Emissoras de Rádio do Brasil e da região;
Publicidade e Propaganda das Empresas e dos seus produtos em cada cidade da região do Vale do Aço;
Fazemos métricas diárias e mensais de cada aba desse shopping vale do aço e destacamos:
Média diária de visitantes das abas do shopping: 400 e no pico 800
Média mensal de visitantes das abas do shopping: 5.000 a 6.000
Finalizando, por criarmos um projeto de divulgação e
propaganda adequado à sua empresa, temos desenvolvido intensa pesquisa
nos vários sites do mundo e do Brasil, procurando fazer o
aperfeiçoamento do nosso site para adequá-lo ao seu melhor nível de
estrutura e designer para agradar aos mais exigentes consumidores. Temos
esforçado para mostrar aos srs. dirigentes das empresas que somos
capazes de contribuir com a divulgação/propaganda de suas lojas em pé de
igualdade com qualquer outro meio de divulgação online e mostramos o
resultado do nosso trabalho até aqui e prometemos que ainda somos
capazes de realizar muito mais.
Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (WApp)
Ana Castela: cantora representa a nova geração sertaneja que se orgulha de ser “agro”.| Foto: Divulgação/Maurcio Antonio
Atenção: este conteúdo não é sobre preferências musicais.
No último mês de abril, a cantora sul-mato-grossense Ana Castela
liderou a parada semanal de vídeos do YouTube pela primeira vez,
tornando-se a artista feminina mais ouvida / assistida do Brasil na
atualidade. Esta marca, já alcançada por ela no Spotify, não representa
apenas a confirmação de seu sucesso praticamente instantâneo (Castela
tem só 19 anos e sua primeira gravação data de 2021). Simboliza a
ascensão de uma novíssima geração do cenário sertanejo que se orgulha de
ser “agro” – e já entrou na lista negra da militância contrária a essa
indústria vital para o país.
Além de Ana Castela, nomes como Léo & Raphael, Luan Pereira,
Loubet, Adson & Alana e Us Agroboy batem no peito para falar de suas
vivências rurais em faixas que retratam a cultura jovem das cidades do
interior e trazem títulos pró-agronegócio (“Respeita o Agro”, “Hino
Agro”, “A Roça Venceu”, “Agro-Rotina”, “O Agro Nunca Para”, “Agro É
Top”, “Os Menino [sic] da Pecuária”). Como era de se esperar, a turma do
chamado “movimento agronejo” virou um dos alvos preferidos dos
influenciadores de esquerda, sempre prontos para demonizar o setor da
economia responsável por quase metade das exportações brasileiras.
Foi-se o tempo em que as críticas aos cantores sertanejos tinham como
foco seu afastamento das raízes caipiras e a aproximação estética com o
pop internacional. A ordem agora é apontar um suposto conluio entre
produtores rurais, artistas e políticos de partidos de direita. O
objetivo da tramoia? Controlar as rádios, a internet, o circuito de
shows e até as eleições.
Um dos materiais de propaganda mais utilizados pelos teóricos da
conspiração é o trecho de uma entrevista concedida pela empresária
Kamilla Fialho ao podcast ‘Corredor 5’. Apresentado no YouTube pelo
produtor musical carioca Clê Magalhães, o programa é conhecido por
discutir e revelar os bastidores da indústria fonográfica a partir de
conversas com artistas, managers, divulgadores, etc. Ligada ao pop e ao
funk (trabalhou com nomes como Anitta, Naldo e Lexa), Kamilla elogia a
eficiência dos sertanejos no mercado, mas associa seu êxito à riqueza de
quem investe em suas carreiras – segundo ela, fazendeiros e
pecuaristas.
“Eu pago para tocar uma música na rádio e eles compram a rádio”, diz a
empresária, denunciando também uma suposta prática “agro” de pagar para
as emissoras retirarem da programação cantores de outros estilos.
Magalhães dá risada e conta uma história que ouviu de um artista para
quem prestou consultoria no Mato Grosso do Sul: “Sabe o que acontece? O
fazendeiro já é rico há cinco gerações. A vida dele é um tédio. Quando
ele vira sócio de um sertanejo, a vida dele passa a ter graça. Ele
começa a ir para o show, tem camarim”. Como se não existisse diversão
fora da Zona Sul do Rio de Janeiro.
Em outro vídeo viralizado, a infuenciadora Laura Sabino explica que a
ligação entre agronegócio, música sertaneja e a direita se iniciou
quando “os portugueses invadiram estas terras e impuseram um modelo de
produção agroexportador”. Assumidamente marxista, ela costuma listar
suas fontes de informações na descrição de seus conteúdos – no caso,
dados de organizações voltadas para a agricultura familiar e artigos de
professores universitários acadêmicos ligados ao MST.
Até o Peninha tirou sua casquinha. Em um vídeo intitulado “O Advento
do Sertanojo”, o jornalista e escritor Eduardo Bueno afirma em seu canal
que a música sertaneja “apoia o lado mais nojento e conservador do
Brasil” e “está saqueando os cofres públicos”. Também brinca com a frase
imortalizada por Euclides da Cunha no livro ‘Os Sertões’ (1902): “O
sertanejo, antes de tudo, é um bosta”.
“Agro malvadão” “Eu até entendo que uma pessoa com intenções de
fundo político diga que o ‘agro malvadão’ banca os artistas sertanejos. É
a pauta dela, não tem o que fazer. Mas quem não é militante e acredita
nisso está passando para frente informações incorretas e desrespeitando
artistas que trabalham muito”, afirma o jornalista André Piunti. Criador
do pioneiro blog ‘Universo Sertanejo’ e consultor da TV Globo para
assuntos do gênero, Piunti já entrevistou todos os grandes nomes do
cenário e garante: o mercado da música sertaneja é um negócio como
qualquer outro dentro da indústria cultural.
“O segmento movimenta mais dinheiro porque atrai mais público. E quem
investe quer retorno, isso é óbvio. As pessoas veem o meio da música
com uma certa ingenuidade, como se fosse algo puro”, diz. “É claro que
uma empresa de tratores vai patrocinar um evento sertanejo em vez do
Mita [festival de rock alternativo realizado recentemente no Rio de
Janeiro e em São Paulo]. É uma questão de identificação”, completa.
Piunti ainda destaca que os shows no interior do Brasil não são
patrocinados apenas pelo agronegócio. Também há muito investimento em
publicidade vindo dos setores automotivo, farmacêutico e do turismo –
sem contar as cotas compradas pelos fabricantes de bebidas. “Essa
ligação entre o agro e os artistas sertanejos não é tão organizada
quanto as pessoas pensam”, afirma.
Para o jornalista, a nova tendência “agroneja” representa um resgate
da cultura interiorana. Enquanto os sertanejos universitários tiraram o
chapéu da cabeça, a geração atual não só o colocou de volta como ainda
veio a cavalo. Nesse sentido, as letras em exaltação ao agronegócio
também são uma reação à patrulha ideológica (não custa lembrar que o
próprio presidente da República se refere ao setor como “fascista”).
“Imagine você ouvir o tempo todo que o seu pai e o seu avô são os
vilões, os culpados dos problemas do Brasil. Esses jovens cresceram se
sentindo ofendidos”, diz.
“Descobridor” de Ana Castela, o cantor, compositor e empresário
Rodolfo Alessi conta que é comum em entrevistas mencionarem uma possível
ligação entre seu escritório e companhias ligadas ao agro. “Até no
posto de gasolina, esses dias, ouvi um pessoal dizendo que deve ter
alguém pagando para a Ana tocar tanto na rádio”, diverte-se.
Segundo ele, todo o investimento inicial na carreira de Castela foi
realizado com recursos próprios – e até hoje a artista não fez nenhuma
campanha publicitária para produtos produzidos pela indústria do campo.
“Por incrível que possa parecer, não tivemos esse tipo de apoio. Mas é
verdade que exaltamos o agro, por fazer parte da nossa realidade, e
temos princípios mais conservadores, sim”, admite o empresário de vários
nomes da geração “agroneja”
Dinheiro público
Há, no entanto, um aspecto realmente nebuloso envolvendo os artistas
do gênero: os altos valores recebidos para se apresentar em eventos
promovidos por prefeituras de pequenas cidades dos rincões do país. A
chamada “CPI do Sertanejo” (na verdade uma série de investigações do
Ministério Público) descortinou casos como o de Teolândia (BA),
município arrasado por enchentes que em um único evento gastou R$ 1,2
milhão em cachês para cantores sertanejos – R$ 704 mil destinados apenas
para Gusttavo Lima.
Esse tipo de contratação, sem licitação, não é ilegal. Porém está
longe de ser razoável. Piunti concorda e acredita que o impacto negativo
da “CPI” junto à opinião pública vai mudar o mercado a partir deste
ano. “Não por parte dos prefeitos. Mas o artista vai pensar: ‘Se uma
cidade tem 15 mil habitantes e eu cobrar quase R$ 1 milhão de cachê, vai
pegar mal para mim’”, exemplifica.
Perserguição histórica A implicância dos formadores de opinião,
esquerdistas e artistas da MPB com os sertanejos não é nenhuma novidade.
Começou ainda nas décadas de 1960 e 70, quando os cantores populares de
origem mais humilde não eram apenas ridicularizados por gravarem
músicas “cafonas” – também recebiam a pecha de alienados e ufanistas
pelo fato de apoiarem os governos militares.
A partir da segunda metade dos anos 1980, com o termo “música
sertaneja” já disseminado, a perseguição se intensificou. Em um primeiro
momento, por conta de uma suposta diluição da cultura caipira por parte
de astros como Chitãozinho & Xororó, que explodiram em todo o
Brasil adotando uma sonoridade mais produzida, figurinos urbanos e
inovações técnicas em termos de equipamentos de luz e som. Ironicamente,
hoje há quem os considere “sertanejos raiz”.
Mais tarde, em meio aos escândalos de corrupção da breve “era
Collor”, causaram polêmica os encontros entre artistas do gênero e o
ex-presidente em sua residência, a Casa da Dinda. Promovidas em 1992 por
Gugu Liberato, as reuniões contaram com a participação de Zezé Di
Camargo & Luciano, Chitãozinho & Xororó e Sula Miranda, entre
outros nomes menos votados.
Em setembro daquele ano, Lulu Santos fez um desabafo no ‘Domingão do
Faustão’: “Acho que a música sertaneja foi a trilha sonora dessa malfada
administração. E gostaria que uma fosse embora junto com a outra”. A
declaração ainda é considerada controversa, pois teria revelado o
preconceito dos medalhões da MPB com relação aos novos concorrentes.
Uma trégua, porém, aconteceu na primeira década do novo milênio.
Exatamente durante os governos petistas, quando o agronegócio se
fortaleceu e iniciou uma campanha de marketing permanente para mostrar
seus feitos à sociedade. Zezé Di Camargo se aproximou de Lula, a
“tchurma” carioca da produtora Conspiração lançou o filme ‘2 Filhos de
Francisco’ (com trilha sonora coordenada por Caetano Veloso) e as
primeiras duplas de sertanejo universitário surgiram no cenário – sem
muitos ataques da militância radical. Coincidência, não?
Moraes cria mantra da liberdade de expressão para decisões de censura Por Leonardo Desideri – Gazeta do Povo Brasília
O ministro Alexandre de Moraes tem repetido slogans sobre
liberdade de expressão em suas decisões.| Foto: Montagem com foto do STF
O
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes tem
repetido um mantra sobre liberdade de expressão em diversas decisões de
censura publicadas nos últimos meses. Presente também na decisão da
quarta-feira (14) que censurou o influenciador Monark, o mantra diz,
sempre em negrito e com exclamações:
Liberdade de expressão não é liberdade de agressão! Liberdade de expressão não é liberdade de destruição da Democracia, das Instituições e da dignidade e honra alheias! Liberdade de expressão não é liberdade de propagação de discursos mentirosos, agressivos, de ódio e preconceituosos!
A primeira vez que estes slogans apareceram em uma decisão foi em
junho do ano passado, quando Moraes bloqueou as contas nas redes sociais
do Partido da Causa Operária (PCO). Em julho do mesmo ano, Moraes
retomou o mantra ao mandar prender um homem que fez ameaças a
autoridades. Em setembro, uma decisão que tornou o senador Magno Malta
(PL-ES) réu por declarações contra o ministro do STF Luís Roberto
Barroso também continha as frases de efeito.
Neste ano, em 11 de janeiro, Moraes repetiu o mantra na decisão de
bloquear as redes sociais de diversas personalidades – incluindo Monark e
o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) – que, segundo o ministro, teriam
instigado os atos do 8/1. Em maio, o mantra também apareceu na decisão
que ameaçou suspender o Telegram no Brasil.
O advogado André Marsiglia, especialista em liberdade de expressão,
afirma que slogans desse tipo não cabem em decisões judiciais. “Frases
de efeito convencem pela repetição; decisões judiciais convencem pelo
apuro técnico do fundamento jurídico utilizado”, diz.
Para o especialista em liberdade de expressão Pedro Franco, mestre em
história social da cultura pela PUC-Rio e em estudos interdisciplinares
pela Universidade de Nova York, “Moraes embarcou em uma cruzada
moralista e está com um senso de autoengrandecimento que precisa ser
sustentado de alguma forma” e “a maneira mais eficiente de sustentar
isso é repetindo o slogan”. “É o mantra que ele está usando para
sustentar essa imagem de que ele está fazendo a coisa certa. Porque
valor jurídico não tem nenhum. O único propósito a que essas frases
servem, a meu ver, é o propósito psicológico de autoengrandecimento”,
acrescenta.
Franco recorda que no Brasil, durante a ditadura militar, adotava-se
discurso parecido. “A justificativa da censura era exatamente assim. Só o
palavreado era um pouquinho diferente. É claro que quem usa esse
linguagem são os regimes ditatoriais. Não tem outra definição para isso
aí”, diz.
Um decreto de 1970, por exemplo, dizia que não seriam “toleradas as
publicações e exteriorizações contrárias à moral e aos costumes” e que o
emprego de certos meios de comunicação obedecia “a um plano subversivo,
que põe em risco a segurança nacional”.
A repetição de slogans para fixar conceitos no imaginário da
população é uma das armas propagandísticas de regimes ditatoriais. Na
Coreia do Norte, frases de apoio ao regime costumam ser publicadas em
pôsteres gigantes nas cidades. Essa técnica publicitária costuma até ser
parodiada em obras literárias de ficção científica sobre estados
totalitários, como em “1984”, de George Orwell.
Trecho de “1984”, de George Orwell.VEJA TAMBÉM: Moraes determina que PF tome depoimento de Monark Moraes vê “má vontade” das big techs e volta a defender regulação de redes
Mantra da liberdade de expressão mostra visão deturpada e ditatorial da liberdade de expressão, diz jurista Para
Alessandro Chiarottino, professor de Direito Constitucional e doutor em
Direito pela USP, o mantra da liberdade de expressão revela em Moraes
“um completo desconhecimento do que seja o valor da liberdade de
expressão”.
A pedido da Gazeta do Povo, ele comentou cada um dos três slogans que compõem o mantra da liberdade de expressão de Moraes.
Liberdade de expressão não é liberdade de agressão! Chiarottino:
“Ora, justamente existe a liberdade de expressão para que as pessoas
possam manifestar a sua contrariedade, o seu inconformismo, a sua
indignação, a sua revolta, de maneira pacífica, obviamente, mas de
maneira verbal ou escrita. E essa expressão da indignação, essa
expressão da revolta ou mesmo da raiva, sempre será uma agressão a algum
valor ou a alguma instituição ou a alguma pessoa, mas ela é lícita.
Isso faz parte da democracia, isso faz parte do conceito da liberdade de
expressão.”
Liberdade de expressão não é liberdade de destruição da Democracia, das Instituições e da dignidade e honra alheias! Chiarottino:
“O que não é possível na democracia é o uso da força para a destruição
das instituições democráticas. Mas me é perfeitamente lícito ter e
expressar concepções não democráticas. Não sou daqueles, por exemplo,
que querem proibir os partidos comunistas, os partidos socialistas.
Esses partidos, sem dúvida, expressam e defendem concepções que não são
democráticas. Mas se nós somos democráticos, se nós somos defensores da
democracia, então cabe a nós derrotar essas ideias através do diálogo,
do debate, da demonstração de que elas trariam consequências que nós não
desejamos. Mas não proibir ideias. O que o senhor Alexandre fala aqui é
a negação da democracia.”
Liberdade de expressão não é liberdade de propagação de discursos mentirosos, agressivos, de ódio e preconceituosos! Chiarottino:
“Ter ódio e expressá-lo é lícito na democracia, esteja eu com razão ou
não. Está na própria concepção da democracia que esse sistema é forte o
bastante para deixar todas as ideias virem à tona – desde que de forma
pacífica, evidentemente –, e o livre debate, o livre exame dessas ideias
vão ser suficientes para depurar as ideias ruins e fazer com que só as
ideias boas sobrevivam, mas não através da proibição.”
Para o jurista, o que Moraes está defendendo nesse conjunto de afirmações “é ditadura”.
“São os regimes autoritários que têm essa conformação, que tratam a
liberdade de expressão dessa maneira. São os regimes fascistas, os
regimes socialistas, comunistas, os regimes anteriores às revoluções
liberais, eles que tratavam a liberdade de expressão dessa forma. Isso
nada tem a ver com a concepção liberal de liberdade de expressão. Ele
fala ainda em defesa da dignidade e da honra. Ora, para isso já existem
os instrumentos no Código Penal, no Código Civil, se alguém se sentir
ofendido na sua honra, na sua imagem. Mas o que o senhor Alexandre quer
– proibir as ideias que ele não acha razoáveis, a expressão das ideias
que ele acha inadequadas –, isso é ditadura, pura e simplesmente. Se
implementadas, essas visões do senhor Alexandre de Moraes significariam o
fim do Estado liberal, o fim do Estado de Direito e o fim da
democracia”, conclui.
Novo PAC Lula veta novas ideias e requenta velhos programas de governos do PT marcados por irregularidades Por Wesley Oliveira – Gazeta do Povo Brasília
Lula realizou reunião ministerial para fazer balanço de seis meses de governo| Foto: Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu a sua reunião
ministerial de balanço de seis meses de gestão nesta quinta-feira (15)
com um veto de novas ideias por parte deus 37 ministros do governo. Por
outro lado, o petista aproveitou para sinalizar que pretende turbinar
velhos programas de gestões do PT, alguns deles marcados por
irregularidades, como forma de marcar o seu terceiro mandato à frente do
Palácio do Planalto.
Na esteira desses antigos programas, Lula prepara para o início de
julho a nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
“Como tínhamos uma quantidade enorme de políticas públicas que tinham
dado certo, a gente resolveu recriar essas políticas públicas. A partir
do dia 2 de julho, vamos lançar um grande programa de obras, um grande
programa para o desenvolvimento nacional, com obra de infraestrutura em
todas as áreas”, disse Lula ao abrir a reunião ministerial.
O PAC foi lançado pela primeira vez em 2007, no segundo mandato de
Lula, buscando consolidar a política desenvolvimentista do PT por meio
do investimento estatal em infraestrutura para “fazer a roda da economia
girar”. Mas apesar de Lula considerar que o programa “deu certo”, um
estudo da Inter.B Consultoria, divulgado em 2016, último ano do governo
da petista Dilma Rousseff, concluiu que o programa era ineficiente, além
de apontar para superfaturamento de obras.
A terceira edição do PAC vem com o mesmo objetivo da primeira: uma
tentativa de Lula de aquecer a economia brasileira em um momento em que
sua popularidade está em baixa e ele tem dificuldades de formar uma base
no Congresso.
Neste primeiro momento, no entanto, o programa de Lula vai retomar
apenas cerca de 3,5% das 14 mil obras que estão paradas em todo o país.
Ou seja, a expectativa do governo é de que o novo PAC tenha como ponto
de partida uma lista de 499 obras e projetos apresentados pelos 27
governadores em uma reunião com Lula em janeiro. Cada estado levou ao
Palácio do Planalto uma relação de empreendimentos prioritários a serem
considerados no novo programa.
“Nós estamos retomando 14 mil obras paralisadas, 4 mil delas em
escolas. Este ano temos R$ 23 bilhões para investir na área de
transporte, ou seja vamos fazer somente neste ano mais do que foi feito
nos últimos quatro anos”, justificou Lula nesta semana.
Se confirmado, o lançamento do PAC 3 vai ocorrer com quase três meses
de atraso em relação à promessa do governo. Inicialmente a ideia era
lançar a nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento no início
de abril, por ocasião do balanço dos primeiros 100 dias de governo. O
pacote, porém, não ficou pronto a tempo.
VEJA TAMBÉM: Aposta de Lula, PAC ficou marcado por suspeitas de fraudes e irregularidades Lula fala em lançar “novo PAC” em julho, com quase três meses de atraso
Outras versões do PAC ficaram marcadas por diversas irregularidades Principal
aposta de Lula para esse ano, o PAC ficou marcado por diversas
suspeitas de fraudes durante os outros governos petistas. Em 2007, ano
em que Lula lançou a primeira versão do programa, o Tribunal de Contas
da União (TCU) chegou a bloquear recursos de 29 obras do PAC por conta
de diversas irregularidades.
À época, a maioria dos problemas encontrados pelo TCU tratavam de
irregularidades nas execuções dos convênios, superfaturamento de preços,
alterações indevidas de projetos e problemas no processo licitatório,
entre outros. Entre as obras do PAC que apresentaram irregularidades
graves estavam as da rodovia BR-163, na divisa entre Mato Grosso do Sul e
Mato Grosso, as da integração do Rio São Francisco, em Pernambuco.
Já em 2011, durante a gestão de Dilma Rousseff, uma outra auditoria
do TCU apontou irregularidades no planejamento e execução do projeto do
Arco Rodoviário, obra de quase R$ 1 bilhão do PAC no Rio de Janeiro.
Além disso, até 2016, apenas 16,8% das pouco mais de 29 mil obras
anunciadas nas duas etapas do PAC haviam sido concluídas no período
previsto.
Agora, Lula tenta desviar das críticas indicando que pretende
“prestar contas para a imprensa brasileira” sobre o andamento da nova
versão do PAC. “A gente vai prestar contas para a imprensa brasileira
daquilo que estamos fazendo e do resolvemos fazer. Nada será escondido.
Nenhuma dificuldade será escondida, nenhum problema será escondido e
tudo aquilo que a gente fizer a gente quer tornar público”, prometeu
Lula durante sua reunião ministerial.
VEJA TAMBÉM: Abandono, atrasos e sobrepreço: o destino das grandes obras do PT Lula promete reeditar o Minha Casa Minha Vida como forma de acenar à classe média
Em outra estratégia de tentar ampliar sua popularidade, o
presidente Lula indicou nesta semana que pretende alterar o programa
Minha Casa Minha Vida para atender o eleitorado da classe média. Como a
Gazeta do Povo mostrou, o petista vem estudando medidas para conter o
desgaste do PT com esse segmento da sociedade.
O governo avalia elevar o valor máximo da residência para atender ao
pedido do mandatário para que famílias com renda mensal de R$ 10 mil ou
R$ 12 mil também possam ter acesso ao programa habitacional. Atualmente,
o limite de renda é de R$ 8 mil por mês.
O Ministério das Cidades, responsável pelo Minha Casa, Minha Vida,
ainda fará os cálculos para saber qual o modelo a ser proposto para a
ampliação do programa para a classe média. A expectativa, no entanto, é
de que com a ampliação seja possível financiar imóveis de até R$ 500
mil.
“Nós precisamos fazer não apenas o Minha Casa, Minha Vida para as
pessoas mais pobres. Precisamos fazer o Minha Casa, Minha Vida para a
classe média. O cara que ganha R$ 10 mil, R$ 12 mil, R$ 8 mil esse cara
também quer ter uma casa e esse cara quer ter uma casa melhor”, disse
Lula.
O Minha Casa, Minha Vida foi criado no segundo governo Lula, em 2009.
Em 2020, a iniciativa foi extinta pela gestão de Jair Bolsonaro (PL) e
uma nova foi lançada, chamada Casa Verde e Amarela, que trouxe
alterações em diversos critérios.
Em fevereiro deste ano, o programa foi retomado pelo governo Lula por
meio de uma medida provisória. A nova versão prevê, entre outras
medidas, foco na população de baixa renda, com reserva de 50% das
unidades do programa para famílias com renda de até R$ 2.640. A faixa
havia sido extinta na versão do governo Bolsonaro.
VEJA TAMBÉM: Senado aprova medida provisória do Minha Casa Minha Vida Ministro diz que Minha Casa Minha Vida terá mais de 15 mil unidades em 2023 Câmara mudou MP que previa contratação de médicos sem o Revalida
Outro programa reeditado por Lula, o Mais Médicos previa
inicialmente a contratação de profissionais formados em países
estrangeiros sem a prova prática do Revalida. O exame é necessário para
validar o diploma no Brasil e poder exercer a profissão no país.
A falta dessa exigência foi inserida na Medida Provisória editada por
Lula para relançar o programa. Deputados da oposição, no entanto,
costuraram um acordo com o governo e retiraram esse trecho durante a
votação da MP pelo plenário da Câmara nesta quarta-feira (14). O texto
ainda precisa passar pelo Senado até o dia 02 de agosto.
“Defendo veementemente a continuação do Revalida, como forma de
garantir a avaliação das competências e conhecimentos dos médicos
formados no exterior que desejam exercer a profissão no país”, afirmou o
deputado Dr. Luiz Ovando (PP-MS).
Já o deputado Dr. Frederico (Patriota-MG) afirmou que manter as
regras atuais do Revalida foi fundamental para aprovar a proposta. “A
gente quer levar qualidade de atendimento aos que precisam e, para isso,
o Revalida é o mínimo”, disse.
O programa Mais Médicos foi criado em 2013 no governo da então
presidente Dilma Rousseff (PT). À época, gerou polêmica já que boa parte
dos médicos vinha de Cuba, em uma parceria com a Organização
Panamericana de Saúde (Opas) que foi amplamente criticada, tanto pela
falta de revalidação do diploma desses médicos para atuar no Brasil,
quanto pela retenção de 75% do salário de cada profissional, que ficava
com a ditadura cubana.