terça-feira, 2 de maio de 2023

LEIS FRACAS ESTIMULAM A IMPUNIDADE E CRIMES VIOLENTOS NO PAÍS

 

Violência
A culpa não é das armas de fogo. É de leis fracas que geram impunidade

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo


| Foto: Albari Rosa/Arquivo/Gazeta do Povo

Nos dois primeiros meses deste ano, no Distrito Federal, houve em média dezessete ocorrências criminais diárias com faca. Mil e cinquenta casos em dois meses, do Distrito Federal, que tem 3 milhões de habitantes. Dezoito assassinatos.

No ano passado, foram 103 assassinatos com faca no Distrito Federal. No ano anterior, 116. Então tem que fazer uma campanha também, de tirar as facas. De registrar as facas, de ter que pedir licença para autoridade para comprar a faca, não?

Aí eu fui ver os números aqui em Portugal. O total dos homicídios por ano em Portugal inteiro, com veneno, com pau, com pedra, com tiro, com faca, com murro, esgoelando, dá menos de 100 por ano. No Distrito Federal, mais de 100 por ano, só com faca. Portugal tem 11 milhões de habitantes, o Distrito Federal tem 3 milhões.

Como fazem campanha contra arma de fogo, vui ver quantas tem em Portugal. Duas a cada dez habitantes. No Brasil, a cada dez habitantes tem 0,05 arma. O que significa 40 vezes mais arma de fogo per capita em Portugal que no Brasil.

E em Portugal o número de assassinatos é de menos de 100 por ano. Então não é arma de fogo. Então é outra coisa. Aquilo que eu digo: são cérebros que armas as mãos, não é? E são as lei fracas, as leis que propiciam impunidade, as leis que não propiciam castigo depois do crime, que estão no Brasil.

Ficou bem claro que Bolsonaro é o queridinho do agro
Nesta segunda-feira abriu-se o Agrishow, maior evento de tecnologia do agro das Américas, em Ribeirão Preto. E foi aquilo que provavelmente o governo temia. Foi um celebração, uma manifestação pró Bolsonaro, como se fosse um comício. Foi um registro da volta dele, e ficou bem claro que ele é o queridinho do agro. Sei lá, 90% do agro é Bolsonaro. Por isso o ministro da agricultura não foi.

E fica o registro de que o governador de São Paulo, o governador Tarcísio, reafirmou aquilo que ele já pôs em prática. Que quem invade terra, invade propriedade em São Paulo, vai pra cadeia.

O outro lado sobre o conflito entre yanomami e garimpeiros
Para terminar, um registro sobre a verdade entre yanomami e garimpeiros. Porque estão noticiando só um lado (“garimpeiro está matando yanomami”), e eu fui procurar o outro lado. Agora pessoal do garimpo legal diz que yanomami atacaram garimpeiros pra roubar comida, porque os yanomami estão com fome.

O governo fez todo aquele barulho no início, depois deixou os yanomami abandonados e os garimpeiros, idem. Disse que os garimpeiros tinham que sair mas não retirou os garimpeiros. Ao contrário, impediu a retirada, tocando fogo em avião etc.

Então é uma adoção de medidas populistas, emergenciais, sem que houvesse um planejamento e uma logística e daí o resultado: agora tem quatro garimpeiros mortos pela Polícia Federal.


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A CÂMARA DOS DEPUTADOS VAI JOGAR O PAÍS NA CENSURA?

 

Por
J.R. Guzzo – Gazeta do Povo


Sessão da Câmara dos Deputados que aprovou urgência para o PL das Fake News.| Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Os deputados brasileiros têm diante de si neste momento uma escolha perfeitamente clara: ou jogam o país na treva da censura ou mostram que ainda são capazes de defender a liberdade que resta aos cidadãos, e que se vê agredida cada vez mais pelo consórcio formado entre o governo Lula, o Supremo Tribunal Federal e as forças que os apoiam. Podem aprovar a entrega, aos que mandam hoje no Estado, de um sistema para reprimir a livre expressão de ideias – ou dizer “não” à censura legal e hipócrita que querem impor à sociedade. É disso, e só disso, que se trata.

A lei a ser votada na Câmara não se destina a promover a “responsabilidade” e a “transparência” na internet, como diz a propaganda do PT. Ela dá ao governo a autoridade legal de decidir o que o brasileiro pode ou não pode dizer nas redes sociais – o resto da discussão é fraude, pura e simples.

O fato, no mundo das realidades objetivas, é que a esquerda brasileira jamais está do lado da liberdade.

O Sistema Lula diz que o censura criada pela lei será aplicada pela “sociedade”, não pelo governo; não é censura, portanto. É obviamente falso – na prática, é a máquina estatal que vai tomar as decisões. É ela que vai decidir o que é verdade ou mentira no Brasil – e proibir não apenas as fake news, como dizem, mas tudo aquilo que considerar “desinformação”. Que diabo quer dizer isso, “desinformação”? No palavrório da lei, é o que estiver “fora do contexto”, ou for “enganoso” ou passar por “manipulação” – quer dizer, na vida real, tudo o que os censores resolverem vetar.

A verdade oficial do governo Lula, por exemplo, estabelece que Dilma Rousseff sofreu um “golpe”, e não um processo legal de impeachment. Com a nova lei, os “representantes da sociedade” podem punir como culpado de “desinformação” quem falar “impeachment” em vez de “golpe”. Que tal? O governo diz que não vai ser bem assim, é claro, e que a censura será executa com o máximo de honestidade, isenção e critério. Mas vai ser exatamente assim, e daí para baixo.

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A lei vai ser votada dentro das piores práticas do Congresso Nacional – por trapaças variadas, o projeto irá a plenário sem ter passado por estudo ou debate em nenhuma comissão. É insano. A nova lei do ensino médio que o governo Lula acaba de anular, para ficar num caso só, levou mais de vinte anos de discussão para ser aprovada; mas um projeto que atinge diretamente a liberdade de expressão, determinada pela Constituição Federal , vai ser votado na correria.

O fato, no mundo das realidades objetivas, é que a esquerda brasileira jamais está do lado da liberdade. Alguém é capaz de se lembrar, por exemplo, a última vez que Lula falou em favor da liberdade? Já falou sobre tudo, desde que em seu governo haveria “picanha para os pobres”, até que a Ucrânia é responsável pela invasão do seu próprio território, mas de liberdade nada. É mais uma demonstração do que estão pretendendo com a lei da censura.


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PROJETO DAS FAKE NEWS SERVE PARA LULA CONTROLAR AS REDES SOCIAIS

Liberdade de expressão

Por
Sergio Moro – Gazeta do Povo


O presidente Lula e o PT estão entre os apoiadores do PL 2.630.| Foto: EFE/Andre Borges
Escrevo sob a sombra do PL 2.630, com o qual o governo Lula pretende obter o controle sobre o que se posta nas redes sociais. No fim, superadas as discussões técnicas e os detalhes, é disso que trata o projeto.

A boa notícia que o início de semana nos traz é que o risco de aprovação do projeto aparenta ser declinante. Placares informais dos votos dos parlamentares apontam para a rejeição do projeto. O mais provável é que não seja colocado em votação diante das chances de rejeição.

Favoráveis ao projeto estão apenas o PT, partidos satélites e outros partidos que se aproximam sempre de qualquer governo. Como o PT não vê qualquer problema em ditaduras como Cuba, Venezuela e Nicarágua, é natural que não tenha óbices ao PL 2.630.

Faço aqui uma confissão. Gostaria muito de só ler coisas boas nas redes sociais. Seria um sonho não ver nelas postagens agressivas ou grosseiras e poder confiar em tudo o que nelas se posta. Se elas fossem uma fonte dinâmica de informação verdadeira e confiável, seria o melhor dos mundos. Aliás, desde 2014, sou uma das principais vítimas de fake news espalhadas pelo PT e por seus aliados. A lista é gigantesca, passando do negacionismo da corrupção na Petrobras às acusações falsas de ligações com a CIA ou o governo norte-americano. Apesar disso, mesmo quando ocupava a posição de ministro da Justiça, jamais defendi conceder ao governo que integrava um poder de censura sobre as redes.

Desde 2014, sou uma das principais vítimas de fake news espalhadas pelo PT e por seus aliados. A lista é gigantesca

Não discordo de que as redes sociais precisam de alguma regulação. Há uma disputa comercial entre elas e a imprensa. O jornalismo profissional se ressente de produzir material e nada receber financeiramente por sua veiculação nas redes sociais ou na internet. Há bons argumentos para ambos os lados e defendo que a questão seja debatida em projeto de lei próprio e específico para que ela não seja contaminada pelo debate sobre a censura nas redes sociais.

Discordo da utilização das redes sociais para disseminar pornografia infanto-juvenil, veicular ameaças ilegais e golpes financeiros ou incitar a prática de violência. Com falhas, as redes sociais já atuam para excluir conteúdos da espécie e reputo razoável que a lei preveja mecanismos para garantir que sejam excluídos. Em relação a este tipo de postagem, é mais improvável termos divergências quanto à sua caracterização como impróprio ou mesmo para reconhecê-lo.

Já ofensas, calúnias e difamações são um problema nas redes, mas essas condutas são criminosas e a legislação penal já as trata como crimes, sendo de se questionar a necessidade de regras especiais aplicáveis às redes sociais.

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Também sou favorável à ampla transparência das redes sociais. Conteúdo promovido ou patrocinado deve ser identificado. Contas automatizadas, inautênticas ou mecanismos artificiais de disseminação deveriam ser suprimidos ou completamente identificados. As regras de automoderação e autocontrole já utilizadas pelas plataformas deveriam ser publicizadas e deve haver mecanismos que promovessem a transparência de sua aplicação. Às plataformas ainda deveriam ser impostas regras que garantissem o espaço para o livre debate público, com respeito à pluralidade de opiniões e com a proibição de concessão de vantagens a conteúdos por motivos político-partidários ou por preferências ideológicas. Nesses aspectos, o PL 2.630 é bem falho.

Mas o grande problema é a pretensão do PL 2.630 de retirar das redes sociais as assim denominadas fake news, ainda que a pretexto de proteger a democracia e o debate público. Em última análise, alguém terá de ser encarregado de definir se uma informação divulgada na rede é ou não verdadeira. O PL 2.630 pretendia resolver isso criando uma misteriosa “entidade autônoma de supervisão” vinculada ao governo, com a atribuição de vigiar as redes sociais e as grandes plataformas. Diante de uma reação negativa da sociedade, o relator do projeto, na última versão, suprimiu o artigo que criava tal entidade. Ao incauto, o problema pode parecer superado, mas na prática o projeto tem um sujeito oculto e indefinido ao qual caberá a tarefa de censurar as redes sociais. Quem será ele? Nem o relator sabe dizer, o que já diz muito sobre o açodamento e a falta de ténica da proposta.

Nenhum governo é confiável para dizer o que é verdade e o que é mentira. Para isso não cabe solução fácil, não existe uma solução milagrosa ou um Deus ex machina. Essa tarefa cabe a cada um, a nós mesmos

Temos um presidente da República campeão em produzir fake news. Destaco apenas algumas pérolas mais recentes. Segundo ele: a Ucrânia é tão culpada pela guerra como a Rússia; os Estados Unidos e a União Europeia incentivam a guerra ao ajudar a Ucrânia a se defender; Cuba, Venezuela e Nicarágua não são ditaduras e a primeira é um paraíso social; os Estados Unidos fomentaram a Lava Jato no Brasil pois as empresas brasileiras estavam ficando competitivas internacionalmente; o autor deste artigo teria ligações com a CIA ou com o FBI e teria “armado” um plano do PCC para figurar como vítima de um sequestro. Pois bem, este mesmo presidente quer criar um órgão vinculado ao seu governo ao qual caberá o poder de dizer o que é verdade e o que é mentira. Dá para confiar? Eu diria que não, que esse governo com um histórico vinculado a tentativas autoritárias de controlar a imprensa – recordemos da tentativa frustrada de criação do Conselho Federal de Jornalismo – não é confiável.

A questão, porém, é ainda mais profunda: nenhum governo é confiável para dizer o que é verdade e o que é mentira. Para isso não cabe solução fácil, não existe uma solução milagrosa ou um Deus ex machina. Essa tarefa cabe a cada um, a nós mesmos. A melhor solução encontrada pela humanidade, em jogo de tentativa e erro, foi o livre intercâmbio de ideias, sem censura estatal, por meio do qual as informações e opiniões puderam ser testadas no grande palco da humanidade e aquelas ruins ou falsas, como a teoria de que o Sol girava em torno da Terra ou de que o comunismo traria liberdade e igualdade para todos, foram jogadas fora. Agora, está na hora de jogar fora o PL 2.630 e sepultar em definitivo a ideia falsa e autoritária de que o governo deve ter algum papel em dizer o que é verdade ou mentira nas redes sociais, na imprensa ou em qualquer meio de comunicação.


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CHAPTGPT É SÓ MAIS DO MESMO?

 

Artigo
Por
Patricia Eliane da Rosa Sardeto – Gazeta do Povo


Em seus poucos meses de vida, o ChatGPT causou furor em todos os setores, desde a tecnologia até a educação.| Foto: Bigstock

ChatGPT é só mais do mesmo? Sim e não. Provavelmente não é a primeira vez que você escuta falar sobre o ChatGPT, mas se for, vale a pena uma breve explicação. O ChatGPT é uma inteligência artificial generativa e não é a única deste tipo, apenas a mais conhecida. Vamos imaginar uma criança, que em termos de conhecimento e aculturação é uma tábula rasa; aos poucos vai recebendo ensinamentos e informações dos seus pais, parentes, professores, amigos, da internet, de modo a formá-la como ser humano “inteligente e civilizado”. O que estamos presenciando em termos de evolução da inteligência artificial é bem parecido.

Em 1950, Alan Turing já previa a capacidade da máquina pensar e de colaborar com o ser humano em atividades que desempenharia muito melhor. Desde então, o estudo e aplicação da inteligência artificial tem avançado no sentido de ensinar a máquina a aprender (é o que chamamos de aprendizagem de máquina – machine learning), isso através de um enorme banco de dados e muito treinamento. Já faz parte da nossa rotina usar mecanismos de busca na internet para encontrar tudo o que precisamos, desde informações triviais como a previsão do tempo até… (diríamos antigamente que o céu é o limite, mas já não podemos mais usar esse ditado popular, pois a questão de limites é um dos maiores desafios da internet).

Cabe a nós moldar essa nova tecnologia da melhor forma possível, porque algo que aprendemos com a história é que não freamos a evolução.

Aqui vem a primeira parte da resposta. Não, o ChatGPT não é mais do mesmo. A máquina aprendeu a aprender e agora gera suas próprias respostas, por isso é uma inteligência artificial generativa. Ela cria, a partir de um banco de dados gigante, e interage com os usuários gerando mais e mais informação e o banco de dados vai aumentando a cada nova interação. É a nossa criança, como uma esponjinha, absorvendo tudo que consegue captar do meio. O que vem pela frente? Um futuro de possibilidades fantásticas, mas também de riscos evidentes. E, na história da humanidade, sempre foi assim a cada nova tecnologia.

Agora vem a segunda parte da resposta. Sim, o ChatGPT é mais do mesmo! É lógico que estamos diante de uma tecnologia extremamente disruptiva, com uma penetração social assustadora e com um potencial de transformação talvez nunca antes visto. No entanto, é uma nova tecnologia como foi a criação do alfabeto, a roda, a máquina a vapor, a eletricidade, o computador pessoal, a internet, cada uma dessas novas tecnologias no seu tempo proporcionou mudanças paradigmáticas, extinguiu postos de trabalho e criou novos, mudou a organização social, fez repensar a metodologia de ensino, trouxe novas concepções sobre o ser humano, apenas para citar algumas transformações.

Ou seja, estamos vivendo um desses momentos históricos e precisamos ter consciência disso. Cabe a nós moldar essa nova tecnologia da melhor forma possível, porque algo que aprendemos com a história é que não freamos a evolução; ela segue. Assim, precisamos estar no mesmo compasso. Precisamos entender esse novo mundo, nos informar (em fontes confiáveis), discutir muito sobre os impactos dessa nova tecnologia em todos os meios que estamos inseridos, seja na escola, no trabalho, em casa, na nossa rede de amigos, enfim, precisamos conseguir nos posicionar de forma livre e consciente em relação ao uso da inteligência artificial e digo mais, nós adultos precisamos fazer o nosso melhor para conseguirmos ajudar nossas crianças e adolescentes, que estão literalmente “vendidos” nesse novo mundo.

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Implicações da IA na medicina: ChatGPT já faz diagnósticos e é aprovado para residência médica
O ChatGPT e outras tecnologias que ainda vão surgir nos dão a oportunidade de olhar para nós mesmos, como seres humanos, e refletir sobre questões fundamentais sobre nós, a comunidade na qual estamos inseridos, a sociedade que desejamos. Isso porque a inteligência artificial está aprendendo conosco, seres humanos. Se somos preconceituosos, se propagamos a violência, a intolerância, não podemos esperar um padrão diferente da tecnologia.

Por isso, para que a inteligência artificial atue como ferramenta a serviço da humanidade, devemos colocá-la no centro do debate público e cobrar a observância de princípios fundamentais no seu desenvolvimento e aplicação, tais como: transparência, inclusão, responsabilidade, imparcialidade, confiabilidade, segurança e privacidade.

Patricia Eliane da Rosa Sardeto é coordenadora do curso de Direito e líder do Grupo de Pesquisa em Direito e Inovação Tecnológica da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) em Londrina.


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EMPRESAS INVESTEM CADA VEZ MAIS NO MARKETING DIGITAL

 

Gustavo Franco – Especialista e Country Manager da consultoria

Alinhamento de estratégia, utilização de IA e padronização de processos estão entre as citadas por consultoria de performance Labelium

Dados da IAB Internet Advertising Revenue Report: Full Year 2021 indicam que, nos Estados Unidos, os anúncios digitais atingiram 189 bilhões de dólares no ano. O valor aponta um aumento de 35,4% comparando com os resultados de 2020. No Brasil, o cenário não é diferente: segundo dados do Digital AdSpend Brasil, houve um aumento de 12% no investimento publicitário digital no país em 2022.

É neste setor em que atua a Labelium, empresa que desenvolve soluções para a otimização de performance digital para companhias de luxo, moda, beleza e turismo. A consultoria desenha e cria estratégias de marketing online globais, desde o início até a entrega final. Mais de 600 marcas contam com a expertise Labelium, como Dior, Kenzo, Lacoste, Caudalie, entre outras.

Considerando o contexto, o especialista e Country Manager da consultoria, Gustavo Franco, separou 6 dicas para as empresas otimizarem sua presença digital:

Alinhamento de estratégias de branding com performance

“A discussão é acirrada dentro dos times de marketing quanto ao destino dos investimentos: devo colocar mais investimento em branding ou em performance? A verdade é que o balanceamento de ambos é o que torna um negócio saudável”, pontua o porta-voz. Quando os investimentos em performance param de escalar, possivelmente há outras variáveis envolvidas: de mercado ou, em grande parte, de marca. A disponibilidade mental do consumidor está sendo disputada cada vez mais pelas marcas e, por isso, é crucial que a marca esteja presente nessa equação: um consumidor que conhece uma marca tem até 70% de chance a mais de comprar do que o que não conhece. O problema é que como os investimentos em branding são difíceis de mensurar, eles são questionados, o que acaba fazendo as empresas adotarem estratégias de curto prazo.

Expertise no canal

Relacionado ao alinhamento de estratégias de marketing e negócios, também é importante definir, de maneira clara, quais canais serão utilizados em cada oportunidade e, consequentemente, qual será o público impactado. A especialização nos canais é chave e com uma jornada de compra cada vez mais fragmentada, irão surgir profissionais altamente especializados nas competências de search, social, vídeo, programática, etc. A velocidade com que cada plataforma evolui e disponibiliza novas funcionalidades de mídia é grande demais para um profissional somente gerenciar e acompanhar: é aí que uma consultoria faz toda a diferença.  “Por exemplo, uma campanha no Instagram possui canalidade, linguagem e objetivos diferentes de uma no Tik Tok e por aí em diante – não são só variáveis técnicas, mas também comportamentais.”, analisa Franco.

Aposta em transparência e sustentabilidade

Para definir estratégias e canalidade, é necessário que haja transparência na relação entre cliente e fornecedor tanto na elaboração de briefings, quanto na produção de peças e, principalmente, nas etapas de feedback. Além disso, a sustentabilidade digital da campanha é essencial de forma a não poluir a web – a presença digital tem grande participação na emissão de carbono – e, não somente nesse sentido da palavra, mas também no quesito de relações duradouras entre parceiros, o que atribui maior eficiência e assertividade tanto no resultado final quanto no processo de trabalho.

Por muito tempo se discutiu, no mercado, o modelo mais justo para remunerar uma agência ou um parceiro de serviços – e essa discussão  continua. “Não existe one size fits all – cada cliente é um caso e, na Labelium, buscamos adequar nossas estruturas de remuneração de acordo com os modelos de obtenção de lucro e valor dos nossos clientes – é isso que faz, em partes, nossas relações serem duradouras”, analisa Franco.

Uso de ferramentas para transferir processos do off para o online

“É impossível falar de otimização sem mencionar ferramentas para tal. Nesse sentido, é imprescindível contar com soluções que transfiram processos do off-line para o online e que agilizem os processos envolvidos em todas as etapas de trabalho de marketing digital. Lojas físicas são hubs de experimentação e vivência com os produtos e são catalisadores de experiências on-line. Muitos mercados ainda precisam entender a omnicanalidade chegou pra ficar: seu consumidor vai comparar o preço do e-commerce com a loja física e vai desistir da compra se achar inconsistência entre os dois  .”, pontua o especialista.

Padronização de processos

Contar com processos e ferramentas online, investindo em parâmetros de padronização, é de extrema importância, uma vez que a prática atribui governança e credibilidade para as marcas, além de maior assertividade e alinhamento com as diretrizes de negócios.

Utilização de inteligência artificial

Uma das mais utilizadas tecnologias para otimização é a inteligência artificial. Além de agilizar processos com eficiência e auxiliar na conquista de clientes e parceiros, a IA cresce cada vez mais: um levantamento de abril de 2023 da Forbes indica que, coletivamente, as 50 empresas mais promissoras que usam o recurso receberam um financiamento coletivo de US$ 27,2 bilhões.

 “Clientes nos perguntam como entendemos a aplicação da AI dentro do contexto do marketing digital, se temos algum receio dela impactar em nossa oferta. A verdade é que a AI só traz ainda mais necessidade de parceiros inteligentes e criativos para a mesa. O uso da inteligência, de forma estratégica, está no que se pede a ela – input – e esse input de qualidade só pode vir de especialistas”, pontua Franco.

Mindset correto é o que vai fazer você alcançar (ou não) o sucesso

Junior Borneli, co-fundador do StartSe

Mulher negra e sorridente segurando um IPad e olhando para frente (Fonte: Getty Images)

Mindset é a sua programação mental, é como você encara tudo que está ao teu redor

Mindset. Você já ouviu essa palavinha algumas vezes aqui no StartSe. Ela é importante, talvez uma das coisas mais importantes para “chegar lá” (seja lá onde for que você quiser chegar).

É sua habilidade de pensar o que você precisa para ter sucesso. E como a maioria das coisas que você possui dentro de você, ela é uma espécie de programação do seu ser. Tanto que é possível que você adquira outro mindset durante a vida, convivendo com as pessoas corretas, conhecendo culturas diferentes.

Algumas pessoas dizem que é isso das pessoas que faz o Vale do Silício ser a região mais inovadora do mundo. Eu, pessoalmente, não duvido. Fato é: você precisa de ter a cabeça no lugar certo, pois a diferença entre um mindset vencedor e um perdedor é o principal fator entre fracasso e sucesso.

Para isso, é importante você começar do ponto inicial: um objetivo. “Todo empreendedor precisa ter um objetivo. Acordar todos os dias e manter-se firme no propósito de fazer o máximo possível para chegar lá é fundamental”, diz Junior Borneli, co-fundador do StartSe e uma das pessoas mais entendidas de mindset no ecossistema brasileiro.

De lá, é importante você fazer o máximo que puder e não perder o foco, mantendo-se firme. “Não importa se no final do dia deu tudo certo ou errado. O importante é ter a certeza de que você fez tudo o que foi possível para o melhor resultado”, avisa.

Com a atitude certa, é capaz que você sempre consiga canalizar as coisas como positivas. “Você sempre tem duas formas de olhar um a mesma situação: aquela em que você se coloca como um derrotado e a outra onde você vê os desafios como oportunidades. Escolha sempre o melhor lado das coisas, isso fará com que sua jornada seja mais leve”, alerta o empreendedor.

Esses tipo de sentimento abre espaço para uma característica importantíssima dos principais empreendedores: saber lidar com grandes adversidades. “Um ponto em comum na maioria os empreendedores de sucesso é a superação”, destaca Junior Borneli.

Saber lidar com essas adversidades vai impedir que você pare no primeiro problema (ou falência) que aparecer na sua frente. “São muito comuns as histórias de grandes empresários que faliram várias vezes, receberam diversos ‘nãos’ e só venceram porque foram persistentes”, afirma.

É importante ter esse mindset resiliente, pois, nem sempre tudo será fácil para você – na verdade, quase nunca será. “Empreender é, na maior parte do tempo, algo muito doloroso. Até conseguir algum resultado expressivo o empreendedor passa por muitos perrengues. A imensa maioria fica pelo caminho”, diz.

É como uma luta de boxe, onde muitas vezes, para ganhar, você terá que apanhar e apanhar e apanhar até conseguir desferir o golpe (ou a sequência) certo. “Na minha opinião, não há melhor frase que defina a trajetória de um empreendedor de sucesso do que aquela dita por Rocky Balboa, no cinema: ‘não importa o quanto você bate, mas sim o quanto aguenta apanhar e continuar. É assim que se ganha’”, ilustra.

O problema talvez seja que alguns aspectos do empreendedorismo tenham glamour demais. “Empreender não é simplesmente ter uma mesa com super-heróis e uma parede cheia de post-its coloridos. Você vive numa espécie de montanha russa de emoções, onde de manhã você é ‘o cara’ e à tarde não tem dinheiro pro café”, salienta.

Vale a pena, porém, perseverar neste caminho. “Para aqueles que são persistentes e têm foco, a jornada será difícil, mas o retorno fará valer a pena!,” destaca o empreendedor.

DERROTA TAMBÉM ENSINA

Um ponto importante do sucesso é saber lidar com o fracasso e, de lá, tomar algumas lições para sair mais forte ainda. “Toda derrota nos ensina algumas lições e assim nos tornamos mais fortes a cada nova tentativa. A cultura do fracasso, aqui no Brasil, é muito diferente dos Estados Unidos”, afirma Junior.

No Vale do Silício, falhar é encarado algo bom, na verdade – e aumenta suas chances de sucesso futuro. “Por lá, empreendedor que já falhou tem mais chances de receber investimentos porque mostrou capacidade de reação e aprendeu com os erros”, conta o empreendedor.

Mas ao pensar sobre fracasso, você precisa ter o filtro correto para não deixar a ideia escapar. “Encarar os erros como ensinamentos e entender que falhar é parte do jogo torna as coisas mais fáceis e suportáveis”, salienta.

Foco é a palavra de ordem para você conseguir alcançar os objetivos traçados no caminho, mesmo que em alguns momentos pareça que está tudo dando errado. “Por fim, buscar o equilíbrio mental e o foco são fundamentais. Nas vitórias, tendemos a nos render à vaidade e ao orgulho. E nas derrotas nos entregamos ao desânimo e a depressão. Mentalize seus objetivos, foque nos caminhos que vão leva-lo até eles e siga firme em frente”, afirma.

É importante que você tenha noção de que para ser uma exceção, você não pode pensar da maneira comodista que a maior parte das pessoas. “Se você quer chegar onde poucos chegaram, precisará fazer o que poucos têm coragem e disposição para fazer”, completa.

                   O “não” do cliente a uma proposta. Por quê?                  

Moysés Peruhype Carlech

Fiquei pensando e ao mesmo tempo preocupado com o seu “não”, sem nenhuma explicação, à nossa proposta de divulgação da sua loja e de resto todas as lojas dessa cidade no Site da nossa Plataforma Comercial da Startup Valeon.

Esse “não” quer dizer, estou cheio de compromissos para fazer pagamentos mensais, não estou faturando o suficiente para cobrir as minhas despesas, a minha loja está vendendo pouco e ainda me vem mais uma “despesa” de publicidade da Startup Valeon?

Pergunto: como vou comprar na sua loja? Se não sei qual é a sua localização aí no seu domicílio? Quais os produtos que você comercializa? Se tem preços competitivos? Qual a sua interação online com os seus clientes? Qual o seu telefone de contato? Qual é o seu WhatsApp?

Hoje em dia, os compradores não têm tempo suficiente para ficarem passeando pelos Bairros e Centros da Cidade, vendo loja por loja e depois fazendo a decisão de compra, como antigamente.

A pandemia do Covid-19 trouxe consigo muitas mudanças ao mundo dos negócios. Os empresários precisaram lutar e se adaptar para sobreviver a um momento tão delicado como esse. Para muitos, vender em Marketplace como o da Startup Valeon se mostrou uma saída lucrativa para enfrentar a crise. Com o fechamento do comércio durante as medidas de isolamento social da pandemia, muitos consumidores adotaram novos hábitos para poder continuar efetuando suas compras. Em vez de andar pelos corredores dos shoppings centers, bairros e centros da cidade, durante a crise maior da pandemia, os consumidores passaram a navegar por lojas virtuais como a Plataforma Comercial Valeon. Mesmo aqueles que tinham receio de comprar online, se viram obrigados a enfrentar essa barreira. Se os consumidores estão na internet, é onde seu negócio também precisa estar para sobreviver à crise e continuar prosperando.

É importante você divulgar a sua loja na internet com a ajuda do Site da Startup Valeon, que no caso não é uma despesa a mais e sim um investimento para alavancar as suas vendas. Desse modo, o seu processo de vendas fica muito mais profissional, automatizado e eficiente.  Além disso, é possível a captação de potenciais compradores e aumentar o engajamento dos seus clientes.

Não adianta pensar dessa forma: “Eu faço assim há anos e deu certo, porque eu deveria fazer diferente? Eu sei o que preciso fazer”. – Se você ainda pensa assim, essa forma de pensar pode representar um grande obstáculo para o crescimento do seu negócio, porque o que trouxe você até aqui é o que você já sabe e não será o que levará você para o próximo nível de transformação.

O que funcionava antes não necessariamente funcionará no futuro, porque o contesto está mudando cada vez mais rápido, as formas como os negócios estão acontecendo são diferentes, os comportamentos dos consumidores está se alterando, sem contar que estão surgindo novas tecnologias, como a da Startup Valeon, que vão deixar para trás tudo aquilo que é ineficiente.

Aqui, na Startup Valeon, nós sempre questionamos as formas de pensar e nunca estamos totalmente satisfeitos com o que sabemos justamente por entender que precisamos estar sempre dispostos a conhecer e aprender com o novo, porque ele será capaz de nos levar para onde queremos estar.

Mas, para isso acontecer, você precisa estar disposto a absorver novas formas de pensar também e não ficar amarrado só ao que você já sabe.

Se este for seu caso, convido você a realizar seu novo começo por meio da nossa forma de anunciar e propagar a sua empresa na internet.

Todos eles foram idealizados para você ver o seu negócio e a sua carreira de uma forma completamente diferente, possibilitando levar você para o próximo nível.

Aproveite essa oportunidade para promover a sua próxima transformação de vendas através do nosso site.

Então, espero que o seu “não” seja uma provocação dizendo para nós da Startup Valeon – “convença-me”.

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

Fones: (31) 98428-0590 / (31) 3827-2297

segunda-feira, 1 de maio de 2023

AGRONEGÓCIO VAI BEM MAS TEM GENTE QUE QUER ATRAPALHAR

 

Agronegócio

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo


| Foto: Michel Willian/Arquivo/Gazeta do Povo

Nesta segunda-feira (1.º) abre a maior feira de tecnologia do agro, em Ribeirão Preto. Oitocentos expositores e centenas de milhares de visitantes esperados.

O crescimento do agro no Brasil, a explosão do agro, teve duas causas. Uma: construção de Brasília, que trouxe o Brasil do litoral para o Grande Centro-Oeste. E a outra foi a tecnologia que foi aplicada numa agricultura tropical, porque a agricultura era de país temperado.

A agricultura tropical deu certo. E hoje somos campeões do mundo em produção de grãos, de carne, de proteínas de proteínas nobres, de carboidratos, enfim, um sucesso, graças à tecnologia, graças ao agro.

E está cheio de gente que tem preconceito contra o agro. Eu faço um certo plágio de Mateus: eles não plantam nem colhem, mas comem – e falam mal do agro.

Pois, com esse preconceito, acabou que a direção do Agrishow cancelou a sua solenidade de abertura. Vai abrir e vai começar assim, por quê? Porque parece que tem gente que só fala em diversidade. Mas na hora da prática da diversidade, não vai.

Como assim, não pode o ministro da Agricultura de Lula conviver com o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro? E sendo que o ministro foi presidente da Aprosoja, a maior associação de produtores de grãos deste país, ele próprio é produtor rural de Mato Grosso, Carlos Fávaro.

Ah, vão cobrar dele sobre o MST? Não vão não, ele está contra as invasões. Quem está a favor das invasões é o presidente da República – e a favor do MST. Então foi noticiário preconceituoso que causou essa fofoca.

Bolsonaro chegou ontem a Ribeirão Preto, teve recepção calorosa, foi uma indicação de volta dele aos braços do povo, quatro meses depois. O primeiro evento público que se viu foi no aeroporto, recebido pelo povo, pelo governador Tarcísio.

E o ministro da Agricultura dizendo que não foi, que foi desconvidado. Não foi, a direção do Agrishow reafirmou o convite. Ele não foi talvez preocupado que o presidente da República achasse que ele estava do lado de Bolsonaro, talvez tenha sido isso. Porque diversidade é isso, é juntar os diferentes. Agora, no fundo, é o preconceito né, principalmente entre meus coleguinhas. Que não plantam nem colhem, mas comem.

Papa Francisco disse que ideologia do gênero é a mais perigosa das colonizações ideológicas
Eu queria salientar aqui o que eu ouvi do papa Francisco em Budapeste, Hungria, no sábado. Ele falou que a ideologia do gênero é a mais perigosa das colonizações ideológicas, porque pretende tirar as diferenças, as belíssimas diferenças entre homens e mulheres.

Falou defendendo a vida contra o aborto, e falou em defesa dos valores da família. Falou para a juventude em Budapeste, fazendo um apelo para que os jovens de todo mundo se dirijam, convirjam a Lisboa, onde vai ser realizado mais um encontro mundial anual da juventude.

Censura nas redes sociais: poderosos que tinham monopólio descobriram que o povo ganhou voz
E sobre censura nas redes sociais, os poderosos que tinham um monopólio da voz agora descobriram que o povo ganhou o voz com as redes sociais. Agora todo mundo tem voz. Todo mundo tem uma voz universal, que vai para toda parte. E os poderosos que dominavam o povo pelo monopólio, de serem os poucos que têm voz, estão querendo censura.

Só que a Constituição impede. Artigo 220. Veda a censura em qualquer plataforma, ideológica, artística, política. É vedado, não pode.

Felizmente bancadas estão se manifestando. A bancada evangélica já se manifestou contra, a Associação de Juristas Conservadores também, mostrando a lei, mostrando a Constituição.

Eu sei que tem muita gente que deveria ser guardiã da Constituição e passa por cima dela, aproveita-se da proximidade para fazer uma Constituição própria. Isso é terrível para o país.

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AGONEGÓCIO AVANÇA PARA UTILIZAR O BIOMETANO NAS SUAS MÁQUINAS

Energias renováveis

Por
Marcos Tosi – Gazeta do Povo
Brasilândia (MS)


Trator movido a biometano ao lado de estação de abastecimento da fazenda SF, em Brasilândia (MS): agronegócio avança na produção de biocombustível para substituir o diesel.| Foto: Divulgação/New Holland

O óleo diesel consumido por tratores, caminhões e colhedeiras é um dos insumos que mais pesam na planilha de custos dos agricultores brasileiros, chegando a responder por até 30% dos gastos de colheita. A guerra da Ucrânia e as instabilidades do mercado de combustíveis fósseis só têm feito essa conta aumentar. “Tenho 64 anos e pela primeira vez na vida eu vejo o preço do diesel mais caro que o da gasolina”, diz Fábio Pimentel de Barros, sócio-proprietário da granja de suinocultura da SF Agropecuária em Brasilândia, no Mato Grosso do Sul.

O preço do combustível, contudo, já não tira o sono de Barros. Ele largou na frente e poderá se tornar o primeiro produtor brasileiro a declarar independência em relação ao óleo diesel. Os dejetos da granja de suínos já produziam biogás para gerar energia elétrica. Agora, o gás passa por mais um estágio de transformação, e agregação de valor, por meio da separação do metano, que é usado para mover um trator de 180 cavalos da New Holland. Barros é o primeiro agricultor do país a comprar o modelo T6 180 Methane Power, que reduz a emissão de poluentes em até 80% na comparação com um motor diesel padrão.

À parte os benefícios ambientais do uso do biometano – se livrar de um passivo de excrementos, produzir adubo orgânico e sequestrar um poderoso gás de efeito estufa –, o resultado econômico fala por si só. A começar pela elegibilidade para créditos de descarbonização do programa Renovabio, que as distribuidoras são obrigadas a comprar. Mas também na comparação financeira direta entre biometano e óleo diesel.

Economia perto de 90% em relação ao diesel
“O preço do litro de óleo diesel e do metro cúbico do gás (GNV), na bomba, se equivalem. Mas devido à redução do consumo do trator movido a metano, você já sai com uma vantagem de 40%. Só que o gás está aqui, eu vou vender para mim mesmo. E o preço do gás produzido na fazenda é de apenas R$ 1 o metro cúbico. Daí a vantagem econômica passa a ser de 90%”, sublinha Barros.

O biometano, assim, seria “três vezes mais vantajoso” em termos de economia do que o próprio biogás, usado na geração de energia elétrica.

Barros investiu cerca de R$ 1 milhão na compra do trator T6 da New Holland, movido a biometano, cujos protótipos estava em testes no país há seis anos. Para viabilizar a inovação tecnológica, contudo, o empresário precisou implantar o seu próprio posto de combustível. No caso, uma estação compacta de purificação e compressão do gás natural desenvolvida em parceria da New Holland com as empresas Sebigas Cotica (instalação do biodigestor), Air Liquide (purificação do biogás) e FPT (motor a gás cogerador de energia elétrica).

O produtor Fábio Pimentel de Barros foi o primeiro a comprar um trator movido a biometano no país| Divulgação / New Holland

Joint-ventures assim já ocorreram na Europa, onde a tecnologia do biometano está mais madura, mas nunca tinham chegado à redução de escala obtida no Brasil, nem a uma solução integrada. Enquanto aqui a estação já pode ser movida com produção de 50 m3 de gás por hora, na Europa o mínimo exigido costuma variar entre 1 mil e 5 mil m3 por hora. Isso abre a possibilidade de que a tecnologia para geração de energia e combustível próprios, já utilizada por gigantes como a Raízen, chegue também para milhares de suinocultores, avicultores, criadores de gado de leite e de corte.

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Bioposto em escala menor multiplica potencial do metano
“É diferente de qualquer lugar do mundo. Essa solução antes não tinha escala nem estava integrada. Se você quisesse ter um equipamento desses, você tinha que comprar um sistema de purificação e um sistema de compressão e fazer a interligação pela sua própria lógica. Aqui nós temos tudo integrado, de forma viável, segura e robusta para o produtor rural”, diz Caio Mogyca, diretor de desenvolvimento da Air Liquide para a América do Sul.

A diminuição de escala representa democratização e oferta de biometano no país inteiro, na avaliação de Alessandro Garnemann, presidente da Associação Brasileira de Biogás (Abiogas).

“É economia circular na veia, agrega a substituição de combustíveis caros como o diesel e o GLP, trazendo segurança energética. A gente não pode esquecer que o biometano foi regulado não faz nem cinco anos. E só o projeto de infraestrutura, e seu desenvolvimento, leva dois a três anos. A oferta do trator a gás é a grande prova da viabilidade e da importância deste combustível. Acho que o ciclo todo está se fechando, tem tecnologia, tem matéria-prima disponível, tem oferta de equipamento. Agora passam a surgir os projetos de referência, tais como esse que a New Holland inaugurou”, enfatiza Garnemann.

O investimento do produtor pioneiro do Mato Grosso do Sul na estação foi de R$ 1,7 milhão, que deve se pagar em dois a quatro anos, em função da economia com o diesel. Em paralelo, o empresário começou um projeto para substituir os caminhões por modelos movidos a gás. O biometano tem a mesma especificação e se equivale ao gás natural extraído do petróleo.

Dejetos da suinocultura são uma das principais fontes para produção de biometano no setor rural.| Jonathan Campos/Arquivo Gazeta do Povo

Biometano poderia substituir 70% do diesel
Atualmente existem no país mais de mil plantas de biogás, utilizado prioritariamente para geração de energia. Isso coloca o país no quinto lugar mundial neste mercado, atrás apenas de Alemanha, China, Estados Unidos e Itália. Apesar disso, o Brasil utiliza apenas 3% das matérias-primas orgânicas disponíveis para produção de gás renovável, como dejetos de animais, descartes de frigoríficos e resíduos agrícolas. Se todo o potencial fosse aproveitado, seria possível substituir 70% do consumo nacional de óleo diesel.

O desafio agora é expandir esse ecossistema do biometano. O que depende tanto da propaganda boca a boca dos produtores como do incentivo de governos e entidades para adoção da tecnologia. Segundo a Abiogás, há 41 projetos de usinas que devem decolar até 2027, elevando a produção atual, de 400 mil m3 diários, para quase 3 milhões.

“As expectativas são as melhores possíveis. Não se trata de apenas um trator, mas de todo um ecossistema. Tecnologia nós já temos. O potencial é muito grande pelo lado da sustentabilidade, da substituição dos combustíveis fósseis, da autossuficiência energética”, diz Claudio Calaça, diretor de mercado da New Holland no Brasil.

*O jornalista viajou a convite da New Holland.


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BRASIL NÃO TOMA PROVIDÊNCIAS PARA EVITAR A DEPENDÊNCIA DE FERTILIZANTES DOS EXTERIOR

 

Potássio
Por
Aline Rechmann – Gazeta do Povo


Presidente Lula (PT) e vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB)| Foto: Ricardo Stuckert/PR

A dependência do Brasil na importação de fertilizantes vem sendo debatida há décadas e ganhou destaque novamente após o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Geraldo Alckmin, defender a exploração de potássio na Amazônia. Em reunião recente do Conselho Administrativo da da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), ele disse que a mina no Amazonas “pode ser um dos maiores investimentos do país” e pode ser uma oportunidade para o Brasil diminuir sua dependência de importação de potássio – atualmente, 98% do que o país precisa vêm de outros países.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, também demonstrou interesse pelo tema ao defender que a produção de fertilizantes seja tratada como assunto de segurança nacional e dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que a Petrobras retome a produção do insumo. Ele fez as afirmações em entrevista ao jornal O Globo, ainda em seus primeiros dias à frente da pasta. Na entrevista, Fávaro afirmou também que a Petrobras deve retomar a construção de três fábricas de fertilizantes no país.

O tema da exploração de agrominerais no Brasil, considerados estratégicos para o agronegócio, também gerou preocupações no começo de 2022, com a crise de fertilizantes desencadeada pela guerra entre a Rússia e Ucrânia. Com o conflito, 50% da importação de potássio, que vem da Rússia e de Belarus, por exemplo, ficou comprometida.

O alto percentual de importação de insumos para o agronegócio quase comprometeu a safra brasileira no ano passado. No entanto, a visita do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao presidente russo, Vladimir Putin, poucos dias antes do início da guerra com a Ucrânia, ajudou a manter as remessas de fertilizantes para o Brasil. A ação da ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS), atualmente senadora, de negociar com o Canadá também contribuiu para a manutenção no fornecimento dos fertilizantes.

O Brasil é o único polo agrícola que tem dependência de importação de fertilizantes, de acordo com Carlos Cogo, sócio-diretor da consultoria Cogo.

Apesar da sinalização de Alckmin, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, destacou a parceria comercial com a Rússia para o fornecimento de fertilizantes químicos ao agronegócio brasileiro.

“Um quarto dos fertilizantes utilizados no Brasil são de produção russa. Tratamos de um acordo para garantir o fluxo deste insumo de vital importância para nossa agricultura”, disse Vieira, em declaração após o encontro com o chanceler russo Serguei Lavrov, em 17 de abril.

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Ausência de planos estratégicos atrasa o setor 
Durante a crise de 2022, o governo Bolsonaro apresentou o Plano Nacional dos Fertilizantes (PNF). Com o objetivo de diminuir a dependência externa, o plano buscava a implementação de propostas legislativas para facilitar a produção dos insumos no país.

No entanto, esta não foi a primeira iniciativa de governos brasileiros ao longo das décadas. A criação de um Marco Regulatório para o setor de potássio vem sendo debatida, pelo menos, desde 2009. À época, Lula, em seu segundo mandato, defendia a necessidade de regular o setor.

Naquele momento, o ex-ministro da Agricultura Reinhold Stephanes já falava sobre a dependência do Brasil no setor e apontava a necessidade de mais estudos sobre a exploração de potássio no Brasil. Ele havia recebido informações da empresa Falcon, uma multinacional do ramo da mineração, de que a terceira maior jazida de potássio do mundo estaria localizada na região amazônica. Naquela época, Stephanes chegou a afirmar que a autossuficiência do Brasil em potássio poderia ser alcançada em 10 anos.

Mas os planos não avançaram. Em 2010, Stephanes diz que chegou a convencer Lula e a então ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff sobre a criação de um novo marco regulatório. Posteriormente, porém, ele deixou o ministério para ser candidato nas eleições e o novo titular da pasta não deu andamento ao tema.

Ao assumir o mandato de deputado federal, em 2014, Stephanes protocolou o Projeto de Lei (PL) 8.065/2014, que pretendia estabelecer o novo marco legal. O PL acabou apensado a outra matéria que dispõe sobre pesquisa e lavra de minerais e nunca avançou.

Os anos se passaram, mas a situação não mudou. O Plano Nacional dos Fertilizantes de Bolsonaro está parado desde o fim de 2022. Até agora, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva não indicou os nomes dos novos gestores para o Conselho Nacional de Fertilizantes e Nutrição de Plantas (Confert), órgão responsável por coordenar e acompanhar a implementação do PNF.

Inicialmente ligado à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, o Confert vai passar para a alçada do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, chefiado por Alckmin, que indicará o presidente do colegiado. O ministério comandado por Carlos Fávaro terá assento na Secretaria Executiva.

“Bolsonaro infelizmente não avançou na matéria. Ficou na conversa, e não sabemos por que ficou parado isso, se afinal é tão estratégico para o país”, afirma o engenheiro agrônomo, Xico Graziano. Ele já alertava, em artigo publicado em 2015, para a “ausência de uma política agrícola para o setor, sem plano estratégico a longo prazo”. Para Graziano, tanto no caso do Marco Regulatório do segundo mandato de Lula quanto no caso mais recente do Plano Nacional de Fertilizantes, não avançar no tema gera “uma perda de soberania roubada pelo descaso governamental. Falta planejamento sobre o futuro do nosso país”.

Falta de conhecimento da geologia brasileira impede avanços na exploração 
Para o porta-voz do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Rinaldo Mancin, o Brasil precisa, antes de mais nada, expandir os conhecimentos sobre a geologia do território. “Até o momento, só tivemos foco no solo cristalino que abriga os materiais metálicos. Precisamos saber mais sobre os terrenos sedimentares”. Mancin ressalta que a maior prova da necessidade de investimento nas pesquisas é que as reservas de potássio descobertas recentemente foram encontradas em estudos que almejavam o petróleo.

A afirmação é comprovada em um levantamento publicado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), instituição vinculada à Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SGM) do Ministério de Minas e Energia (MME), em 2020. O estudo, motivado pela crescente demanda brasileira por potássio, impulsionou o governo a potencializar novas descobertas na Bacia do Amazonas, e foi baseado em informações cedidas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Temos apenas cerca de 3% do território adequadamente mapeado. Defendemos o modelo público-privado para acelerar a busca por mais conhecimento geológico. Nós temos uma informação ainda precária. O Brasil tem que aumentar o conhecimento dessas áreas”, pontuou o porta-voz do Ibram.

Apesar do potencial já mapeado, atualmente, somente uma mina de potássio é explorada no Brasil. Trata-se do Complexo Mineroquímico de Taquari-Vassouras, em Rosário do Catete (SE), descoberto em 1963, mas com exploração iniciada apenas em meados da década de 1980. Desde 2017, a operação de exploração foi comprada pela Mosaic Fertilizantes. Recentemente, a empresa anunciou investimentos de aproximadamente R$ 800 milhões para manter a extração de silvinita, minério usado no beneficiamento de potássio, com previsão de extensão da operação para, pelo menos, até 2030.

Interlocução do setor com o governo Lula
Entidades ligadas à mineração, associações de produtores de fertilizantes e empresas têm procurado o atual governo para tratar das demandas do setor.

A Associação Brasileira dos Produtores de Remineralizadores de Solo e Fertilizantes Naturais (Abrefen), que teve participação na Câmara Técnica de Cadeias Emergentes do Confert durante o governo Bolsonaro, buscou o Ministério da Agricultura para uma reunião com Fávaro, do governo petista.

Embora ainda não tenha recebido retorno sobre a agenda, o presidente da Abrefen, Frederico Bernardez, acredita que medidas devem ser tomadas pelo governo em atendimento às demandas expostas pela entidade. “Estamos aguardando em conjunto com outras entidades agenda oportuna para alinhamento com o ministro Carlos Fávaro. Mas, por conversas anteriores, acreditamos muito na possibilidade de redução da dependência e na possibilidade deste atual governo ajudar e apoiar desenvolvimento de políticas públicas neste sentido”.

Apesar das recentes declarações do ministro da Agricultura destacando a importância da exploração do potássio, a atuação do ministério no debate, no entanto, ainda não foi definida. Em tentativa de contato com a pasta sobre o tema, a reportagem foi direcionada para o Ministério de Minas e Energia e não obteve retorno.

Em outra frente, o Ibram busca uma agenda com Alckmin para debater, dentre outros assuntos, a questão dos fertilizantes. “A gente precisa de um grande esforço nacional neste assunto. Uma parte importante vem para poder ofertar fertilizantes para nossa sociedade”, destacou Rinaldo Mancin, do Ibram.

Em visita a Manaus, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, foi questionada sobre o motivo da exploração de potássio “estar travada por incongruências em questões ambientais”. “A gente tem que pensar que ele [projeto] tem que ter viabilidade econômica, viabilidade social e viabilidade ambiental. Quando você tenta viabilizar todas essas questões, não é que está travado, é que você tem que resolver o problema”, justificou Marina.

Projeto Potássio Autazes
O Projeto Potássio Autazes prevê a exploração de um local próximo de terras indígenas e, por isso, precisa passar por um processo de pré-consulta aos indígenas, que faz parte do licenciamento ambiental Ele pode elevar o estado do Amazonas ao patamar de maior produtor do fertilizante no Brasil, segundo a empresa Potássio do Brasil.

Executivos da empresa já se encontraram com Alckmin para apresentar o projeto. O empreendimento, que atualmente está em fase de licenciamento ambiental, tem vida útil estimada em aproximadamente 23 anos.

Ainda de acordo com a empresa, “quando atingir a produção anual média de 2,2 milhões de toneladas de Cloreto de Potássio, a oferta deste insumo corresponderá a cerca de 20% do volume consumido no Brasil”. Estudos preliminares indicam, entretanto, um potencial de aumento da capacidade de produção, podendo atingir até 45% das necessidades brasileiras.

O projeto, no entanto, tem sido questionado na Justiça Federal por supostamente violar essa etapa. Em 2016, o MPF já havia pedido à Justiça Federal que suspendesse a licença concedida pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) à empresa Potássio do Brasil para atividades de pesquisa e exploração no território Soares/Urucurituba.

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PRONUNCIAMENTO DE LULA NÃO TROUXE NENHUMA NOVIDADE

 

Pronunciamento
Lula diz que “tudo piorou nos últimos anos” e repete anúncios sobre salário mínimo e IR
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Gazeta do Povo


Em pronunciamento em cadeia de rádio e tevê, o ex-presidente Lula disse que “tudo piorou nos últimos anos” e repetiu anúncios sobre o salário mínimo e a faixa isenta de Imposto de Renda.| Foto: Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um pronunciamento em cadeia de rádio e tevê na noite deste domingo (30) repetindo os anúncios de que, a partir desta segunda-feira (1.º), o salário mínimo passará de R$ 1.302 para R$ 1.320 e a faixa isenta de Imposto de Renda, para R$ 2.640.

Sem novidades, Lula repetiu a promessa de aumentar o salário mínimo acima da inflação todos os anos até o fim de seu mandato, afirmando que encaminhará um projeto de lei nesse sentido ao Congresso Nacional. Além disso, voltou a prometer que até o fim de seu mandato a isenção do Imposto de Renda incidirá até a faixa de R$ 5 mil.

“É um aumento pequeno, mas real, acima da inflação, pela primeira vez depois de seis anos”, disse o presidente, referindo-se ao novo valor do salário mínimo.

No pronunciamento, de cerca de quatro minutos, Lula afirmou que “tudo piorou nos últimos anos”. “Os salários perderam poder de compra. A inflação subiu. Os juros dispararam. Direitos conquistados ao longo de décadas foram destruídos de um dia para o outro”, afirmou.

Em seu pronunciamento, o presidente da República destacou que “não importa a profissão ou local de trabalho, o importante é que vocês são os responsáveis pela geração da riqueza do Brasil”. E disse que recompor as conquistas perdidas pelos trabalhadores e trabalhadoras é prioridade de seu governo.

Íntegra do pronunciamento de Lula
Meus amigos e minhas amigas,

Amanhã, primeiro de maio, é dia de homenagear o povo trabalhador do Brasil.

Vocês que trabalham nas fábricas, na construção civil, nos bancos, nas lojas ou nos escritórios. Vocês, trabalhadores de aplicativos. Vocês, microempreendedores. Vocês, que trabalham na lavoura, nas escolas, nos hospitais.

Vocês, jovens, que estão dando os primeiros passos no mundo do trabalho. Vocês, aposentados e pensionistas, que, ao longo de uma vida inteira, ajudaram a construir o Brasil com o fruto do seu suor.

Não importa a profissão ou o local de trabalho. O importante é que vocês são os responsáveis pela geração da riqueza do Brasil.

Vocês se lembram das conquistas que tiveram quando governamos o Brasil. Geração recorde de empregos. Salário mínimo crescendo acima da inflação. Direitos trabalhistas garantidos.

Tudo piorou nos últimos anos. O emprego sumiu. Os salários perderam poder de compra. A inflação subiu. Os juros dispararam. Direitos conquistados ao longo de décadas foram destruídos de um dia para o outro.

Poucas vezes na história o povo brasileiro foi tratado com tanto desprezo, e teve tão pouco a comemorar.

Felizmente, esse mau tempo ficou no passado. O Brasil voltou a reconhecer o papel fundamental do povo trabalhador na construção do futuro do Brasil.

Desde o primeiro dia desse terceiro mandato que vocês me concederam, tenho trabalhado para consertar e reconstruir nosso país.

Recompor as conquistas perdidas pelos trabalhadores e trabalhadoras é prioridade do nosso governo. 

A começar pela valorização do salário mínimo, que há seis anos não tinha aumento real, e vinha perdendo poder de compra dia após dia. Mas já estamos começando a reverter essa perda.

A partir de amanhã, o salário mínimo passa a valer R$ 1.320 reais para trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas. É um aumento pequeno, mas real, acima da inflação, pela primeira vez depois de seis anos. 

Nos próximos dias, encaminharei ao Congresso Nacional um projeto de lei para que esta conquista seja permanente, e o salário mínimo volte a ser reajustado todos os anos acima da inflação, como acontecia quando governamos o Brasil.

E, estejam certos de que, até o fim do meu mandato, ele voltará a ser um grande instrumento de transformação social que foi no passado, quando cresceu 74% acima da inflação.

Foi graças a isso que milhões de brasileiros e brasileiras saíram da extrema pobreza e abriram caminho para uma vida melhor.

É preciso lembrar que a valorização do salário mínimo não é essencial apenas para quem ganha salário mínimo.

Com mais dinheiro em circulação, as vendas do comércio aumentam, a indústria produz mais. A roda da economia volta a girar, e novos empregos são criados.

Quero também anunciar outra medida muito importante. Estamos mudando a faixa de isenção do Imposto de Renda que, há oito anos estava congelada em R$ 1.903 reais.

A partir de agora, o valor até R$ 2.640 reais por mês não pagará mais nem um centavo de imposto de renda. E, até o final do meu mandato, a isenção valerá para até R$ 5 mil reais por mês.

Meus amigos e minhas amigas. Não haverá reconstrução do Brasil sem a valorização dos trabalhadores e das trabalhadoras.

O Brasil vai voltar a crescer com inclusão social e novos empregos serão criados.

Podem estar certos de que o esforço do seu trabalho ­­será cada vez mais reconhecido e recompensado.

E o Primeiro de Maio, que sempre foi um dia de luta, voltará a ser também um dia de conquistas para o povo trabalhador.

Muito obrigado, e feliz Primeiro de Maio.

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LULA CONVIDA O MST PARA PARTICIPAR DO SEU CONSELHÃO

 

Sem-terra
Lula convida MST para seu “Conselhão” após invasões e desgaste com agronegócio
Por
Gazeta do Povo


O presidente Lula convidou o MST a fazer parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão.| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fará parte do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, o chamado “Conselhão”, a convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação foi divulgada pelo ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, em suas redes sociais, na tarde deste sábado (29). O conselho assessora o presidente da República na formulação de políticas públicas.

O convite, aceito pelas lideranças dos sem-terra, ocorre num momento em que o governo federal é alvo de críticas por sua proximidade com o MST. As críticas partem especialmente de representantes do agronegócio, que condenam as recentes invasões de propriedades rurais promovidas pelo movimento por todo o país e que podem ser alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

Ao mesmo tempo, o convite vem quando o ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL) retoma agendas públicas mostrando grande alinhamento com o agronegócio. Convidado para participar da abertura da Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, que acontece de 1.º a 5 de maio em Ribeirão Preto (SP), Bolsonaro confirmou presença.

O governo federal ameaçou suspender o patrocínio do Banco do Brasil à feira, e depois a organização do evento decidiu cancelar a cerimônia de abertura. Mesmo assim, Bolsonaro chegou a Ribeirão Preto na tarde deste domingo para participar da feira.

Outro importante evento do agro, a Expozebu, que está sendo realizada em Uberaba (MG) foi palco de duras críticas às recentes invasões de terra pelo país. Em seus discursos, na abertura da exposição, os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Ronaldo Caiado (GO) e Romeu Zema (MG) defenderam o direito à propriedade e pediram prisão dos envolvidos nas invasões.  

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AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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