sábado, 29 de abril de 2023

BOA CULTURA ORGANIZACIONAL FAZ AUMENTAR A RECEITA DAS EMPRESAS

 

Orlando Ovigli, VP de Digital Solutions da FCamara

Estudos comprovam que há uma relação direta entre uma boa cultura organizacional e o aumento da receita de uma empresa

Com o passar dos anos, os executivos vêm percebendo que o aumento da receita de uma empresa está diretamente relacionado à valorização dos seus profissionais. Segundo a Forbes, uma boa cultura organizacional pode aumentar a receita de uma organização em até quatro vezes. Se você concluiu que estes temas são intimamente relacionados, acertou: uma boa cultura organizacional é, quase sempre, atrelada à valorização dos seus profissionais, que geralmente são altamente engajados com assuntos da empresa. Por isso, tornou-se tão comum que as mesmas passem a investir em ambientes criativos e inovação como um todo com objetivo de manter seus colaboradores engajados e motivados.

Os executivos reconhecem que investir em engajamento de colaboradores é uma estratégia “ganha-ganha”. Para além da retenção de talentos, uma força de trabalho altamente engajada possui maior chance de inovar, aumentar produtividade e melhorar o desempenho final de um negócio, reduzindo custos de contratação e retenção em mercados competitivos. Em resumo: quando se cria senso de pertencimento, os colaboradores têm maior tendência a contribuir com a estratégia de negócio, melhorar seu desempenho, e, em paralelo, gerar maior lucratividade ao empregador.

“Mais do que nunca, principalmente após a pandemia, os colaboradores passaram a ter comportamentos mais exigentes no que tange à saúde mental e ao prazer em trabalhar em um local que gosta, buscando cada vez mais o sentimento de pertencerem ao ambiente de trabalho”, pontua Orlando Ovigli, VP de Digital Solutions da FCamara, ecossistema de tecnologia e inovação que potencializa o futuro de negócios.

Pensando nisso, Ovigli elencou 6 dicas estratégicas para organizações que buscam engajar seus colaboradores, os incentivando a serem criativos e inovadores no ambiente de trabalho. Confira:

1. Estimule o Intraempreendedorismo

Incentivar o intraempreendedorismo, termo que se refere ao ato de “empreender” dentro do ambiente de trabalho, é uma oportunidade de trazer os colaboradores para contribuir com a estratégia de negócio e estimular seu “senso de dono”. Esse incentivo tem a capacidade de oportunizar melhorias na eficiência operacional do dia a dia, assim como na criação de soluções inovadoras.

Um programa de gestão de ideias dá voz e motiva a colaboração, ajudando as pessoas a se expressarem e estabelecerem definições e métricas claras de resultados, transformando ideias em projetos de impacto com resultados mensuráveis. “Esse tipo de programa, além de proporcionar autonomia e liberdade, gera senso de pertencimento, valorização do colaborador e, por consequência, aumenta a retenção de talentos na organização”, reforça Ovigli.

2. Fomente uma cultura voltada à inovação

Empresas que têm a inovação no core de sua cultura são aquelas que possuem o maior potencial de fazer o intraempreendedorismo prosperar. Esse pilar se desenvolve com muito mais naturalidade em ambiente de trabalho fértil para criação e proposição de ideias. Isso pode incluir oferecer espaços físicos ou digitais de brainstorming, capacitar colaboradores, incentivar a experimentação de ideias e oferecer tempo para a criação de novas soluções ou melhorias.

É fácil reconhecer que empresas que nasceram na era digital, como startups, tenham essa cultura mais enraizada. Porém, o investimento neste pilar por parte das organizações tradicionais tem se tornado cada vez mais comuns ao se demonstrar um fator crucial para o aumento de receita e diminuição de custos.

“A cultura da inovação cria senso de pertencimento e participação nas decisões estratégicas do negócio, de ponta a ponta da organização. Uma empresa inovadora naturalmente dá mais voz e autonomia às suas equipes e a consequência é ter colaboradores mais satisfeitos e realizados, o que se reverte em ainda mais resultados”, finaliza o executivo.

3. Ofereça capacitação em criatividade e inovação

Para que uma grande empresa possa alcançar um grau considerável de maturidade em inovação, é necessário engajar todos – ou a maior parte – dos colaboradores para que essa meta conjunta seja alcançada.

Para isso, oferecer treinamentos sobre esse ecossistema, visando oportunizar o desenvolvimento de habilidades criativas e inovadoras, facilitar o acesso dos colaboradores a recursos e materiais que possam ajudá-los a desenvolver soluções inovadoras é uma estratégia bastante eficaz.

4. Garanta uma comunicação horizontal as lideranças

Permitir que o colaborador sinta abertura com seus líderes é um dos itens mais importantes quando falamos em engajamento e satisfação de funcionários. “Faz tempo que liderar não deve ser sinônimo de grosseria, rigidez extrema e falta de flexibilidade, pois quanto mais proximidade os líderes permitem, mais resultados os colaboradores entregam”, ressalta Orlando.

Esse é o conceito de uma liderança horizontal: aproximar as pessoas, gerar integração e criar um clima leve e de confiança, em que os empregadores possam opinar e conversar sobre tudo. Boas relações incentivam a produzir com mais ânimo, e a comunicação é a ferramenta mais importante nesse quesito, onde ambos os lados precisam buscar objetividade e clareza.

5. Promova dinâmicas gamificadas

De forma leve, a gamificação pode trazer uma competitividade saudável entre os colaboradores. Ela pode ser feita através de dinâmicas de jogos com recompensas para sugestões criativas, desafios, premiações e pontuação, medindo esforços e resultados no geral. Os jogos podem ser de temas diversos, diretamente relacionados ou não com a atuação da empresa. A ideia é interagir e estreitar relações.

“Dentro desse ponto, conta a relação entre os colaboradores e a colaboração envolvida no processo de completar a atividade sugerida. É importante, no entanto, que a competitividade permaneça em níveis saudáveis e não evolua para conflitos”, complementa Orlando.

6. Incentive as trocas, colaboração e o networking

Promova a colaboração e networking entre colaboradores – times, áreas e cargos. Isso pode ser feito por meio de pequenas mudanças no dia a dia, como a inclusão de reuniões de brainstorming entre áreas, ou com esforços mais pontuais, como confraternizações. Poder compartilhar ideias e experiências com outras pessoas que trabalham no mesmo ambiente que você, seja por meio do ambiente físico ou digital, pode ajudar a aumentar o nível de motivação e oportunizar insights criativos entre os colaboradores.

“Com uma plataforma de inovação, fica ainda mais fácil gerar essa troca entre os colaboradores. O Imagine, por exemplo, um software 100% responsivo, intuitivo e gamificado que reúne as novas ideias dos colaboradores, atua da captação à execução, incluindo a gestão de projetos, e criando uma competição saudável em torno das sugestões. A ideia é estimular o aculturamento da inovação nas empresas e a troca entre colaboradores, independentemente de cargos e níveis hierárquicos”, conclui Orlando. A plataforma é semelhante a uma rede social, intuitiva e acessível, justamente para facilitar essa participação e interatividade.

O que é marketplace e por que investir nessa plataforma

ÚnicaPropaganda e Moysés Peruhype Carlech

Milhares de internautas utilizam o marketplace diariamente para fazer compras virtuais. Mas muitos ainda desconhecem seu conceito e como ele funciona na compra e venda de produtos.

Afinal, o que é marketplace?

O marketplace é um modelo de negócio online que pode ter seu funcionamento comparado ao de um shopping center.

Ao entrar em um shopping com a intenção de comprar um produto específico, você encontra dezenas de lojas, o que lhe permite pesquisar as opções e os preços disponibilizados por cada uma delas. Além de comprar o que você planejou inicialmente, também é possível consumir outros produtos, de diferentes lojas, marcas e segmentos.

Leve isso ao mundo virtual e você entenderá o conceito de marketplace: um lugar que reúne produtos de diversas lojas, marcas e segmentos. A diferença é que no ambiente virtual é mais fácil buscar produtos, e existe a facilidade de comprar todos eles com um pagamento unificado.

Os principais marketplaces do Brasil

A Amazon foi a primeira a popularizar esse modelo de negócio pelo mundo, e até hoje é a maior referência no assunto

No Brasil, o marketplace teve início em 2012. Quem tornou a plataforma mais conhecida foi a CNova, responsável pelas operações digitais da Casas Bahia, Extra, Ponto Frio, entre outras lojas.

Hoje, alguns nomes conhecidos no marketplace B2C são: Americanas, Magazine Luiza, Netshoes, Shoptime, Submarino e Walmart. No modelo C2C, estão nomes como Mercado Livre e OLX. Conheça os resultados de algumas dessas e de outras lojas no comércio eletrônico brasileiro.

Aqui no Vale do Aço temos o marketplace da Startup Valeon que é uma Plataforma Comercial de divulgação de Empresas, Serviços e Profissionais Liberais que surgiu para revolucionar o comércio do Vale do Aço através de sua divulgação online.

Como escolher o marketplace ideal para sua loja

Para ingressar em um marketplace, é preciso cadastrar sua loja, definir os produtos que serão vendidos e iniciar a divulgação. Mas é fundamental levar em consideração alguns pontos importantes antes de decidir onde incluir sua marca:

Forma de cobrança: cada marketplace possui seu modelo de comissão sobre as vendas realizadas, que pode variar de 9,5% a 30%. O que determina isso é a menor ou maior visibilidade que o fornecedor atribuirá a seus produtos. Ou seja, o lojista que quer obter mais anúncios para seus produtos e as melhores posições em pesquisas pagará uma comissão maior.

Na Startup Valeon não cobramos comissão e sim uma pequena mensalidade para a divulgação de seus anúncios.

Público-alvo: ao definir onde cadastrar sua loja, é essencial identificar em quais marketplaces o seu público está mais presente.

Garantimos que na Valeon seu público alvo estará presente.

Concorrentes: avalie também quais são as lojas do mesmo segmento que já fazem parte da plataforma e se os seus produtos têm potencial para competir com os ofertados por elas.

Felizmente não temos concorrentes e disponibilizamos para você cliente e consumidores o melhor marketplace que possa existir.

Reputação: para um marketplace obter tráfego e melhorar seus resultados em vendas precisa contar com parceiros que cumpram suas promessas e atendam aos compradores conforme o esperado. Atrasos na entrega, produtos com qualidade inferior à prometida e atendimento ineficiente são fatores que afastam os usuários que costumam comprar naquele ambiente virtual. Ao ingressar em um marketplace, certifique-se de que a sua loja irá contribuir com a boa reputação da plataforma e pesquise as opiniões de compradores referentes às outras lojas já cadastradas.

Temos uma ótima reputação junto ao mercado e consumidores devido a seriedade que conduzimos o nosso negócio.

Vantagens do marketplace

A plataforma da Valeon oferece vantagens para todos os envolvidos no comércio eletrônico. Confira abaixo algumas delas.

Para o consumidor

Encontrar produtos de diversos segmentos e preços competitivos em um único ambiente;

Efetuar o pagamento pelos produtos de diferentes lojistas em uma única transação.

Para o lojista

Ingressar em um comércio eletrônico bem visitado e com credibilidade, o que eleva a visibilidade de seus produtos;

Fazer parte de uma estrutura completa de atendimento e operação de vendas com um menor investimento, considerando que não será necessário pagar um custo fixo básico, como aconteceria no caso de investir na abertura de uma loja física ou online.

Provas de Benefícios que o nosso site produz e proporciona:

• Fazemos muito mais que aumentar as suas vendas com a utilização das nossas ferramentas de marketing;

• Atraímos visualmente mais clientes;

• Somos mais dinâmicos;

• Somos mais assertivos nas recomendações dos produtos e promoções;

• O nosso site é otimizado para aproveitar todos os visitantes;

• Proporcionamos aumento do tráfego orgânico.

• Fazemos vários investimentos em marketing como anúncios em buscadores, redes sociais e em várias publicidades online para impulsionar o potencial das lojas inscritas no nosso site e aumentar as suas vendas.

Para o Marketplace

Dispor de uma ampla variedade de produtos em sua vitrine virtual, atraindo ainda mais visitantes;

Conquistar credibilidade ao ser reconhecido como um e-commerce que reúne os produtos que os consumidores buscam, o que contribui até mesmo para fidelizar clientes.

Temos nos dedicado com muito afinco em melhorar e proporcionar aos que visitam o Site uma boa avaliação do nosso canal procurando captar e entender o comportamento dos consumidores o que nos ajuda a incrementar as melhorias e campanhas de marketing que realizamos.

sexta-feira, 28 de abril de 2023

DEDURAR É MACARTISMO

 

Decisão de primeira instância
Suspender Telegram é “censura coletiva” e não ajuda a combater crime, dizem juristas
Por
Ana Carolina Curvello – Gazeta do Povo


O Telegram foi suspenso no Brasil após suposta recusa em entregar à Polícia Federal dados sobre grupos virtuais neonazistas| Foto: Reprodução/ Pixabay

A suspensão do Telegram por determinação da Justiça, nesta quarta-feira (26), afetou milhões de pessoas e empresas que utilizam a plataforma. Pelas redes sociais, usuários relataram dificuldades para acessar o aplicativo e começaram a recorrer ao uso de serviços de VPN.

A rede foi suspensa após suposta recusa em entregar à Polícia Federal dados sobre grupos virtuais neonazistas. Especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo apontam que tirar o app do ar por esse motivo não resolve o problema em questão, fere o princípio constitucional da liberdade de expressão e caracteriza “censura coletiva”.

“A medida obviamente não resolve o problema que busca solucionar e piora ainda mais a situação, com a possibilidade de a empresa suspender suas operações no Brasil e os criminosos continuarem atuando a partir de plataformas em outras jurisdições”, diz o advogado Giuliano Miotto, presidente do Instituto Liberdade e Justiça.

Na avaliação do advogado criminalista Luiz Mantovani, diretor-executivo da Associação Brasileira de Juristas Conservadores (Abrajuc) no Rio de Janeiro, a suspensão da plataforma viola outro princípio do Direito Penal: o da intranscendência da pena, que diz que nenhuma sanção deve ultrapassar a pessoa do condenado. “No presente caso, toda a população brasileira está sendo penalizada, podendo gerar inclusive perdas financeiras para quem se utiliza do aplicativo para questões de ordem profissional”, explica.

Mantovani ainda menciona que a aplicação de uma multa à empresa seria uma penalidade suficiente, sem necessidade de interromper o serviço. Além disso, ele considera que o valor de R$ 1 milhão por dia de descumprimento imposto pelo juiz é uma violação ao princípio da proporcionalidade.

O advogado constitucionalista André Marsiglia, especialista em censura e liberdade de expressão, avalia a suspensão como um “ato judicial isolado que não leva a nenhum lugar, nem evita nenhum crime”. Segundo Marsiglia, os aplicativos são como “praças públicas” e a própria urgência do Legislativo e do Judiciário em querer regulá-los mostra sua relevância social.

“Não se pode suspender ou banir a praça pública em razão de lá se ter cometido um ilícito. Pouco importa a responsabilidade da plataforma. Punindo-a com suspensão ou banimento, todos os que lá estão se expressando licitamente também são punidos, censurados, impedidos de seguir se manifestando”, explicou Marsiglia.

A regulação das redes sociais mencionada por Marsiglia vem sendo discutida no PL das Fake News, que deve ser votado pelo plenário da Câmara dos Deputados na próxima terça-feira (2), após aprovação do regime de urgência nesta semana. O assunto é prioridade para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), presidido pelo ministro Alexandre de Moraes.

A Gazeta do Povo tentou contato com o Telegram, mas a empresa ainda não se pronunciou sobre a decisão judicial. A suspensão do Telegram vale até que a empresa responda aos pedidos feitos pela Polícia Federal.

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Decisão de primeira instância
A ordem de suspensão partiu do juiz Wellington Lopes da Silva, da 1ª Vara Federal de Linhares, no Espírito Santo. Por entender que a empresa cumpriu apenas parcialmente a ordem judicial que lhe foi dirigida e não quis cooperar integralmente com a investigação em curso, além da suspensão, o juiz determinou multa de R$ 1 milhão.

Miotto afirma que uma medida dessa magnitude e alcance jamais poderia ser tomada por um juiz de primeira instância. “O Brasil caminha para um grave estado de anomia, em que qualquer juiz ou burocrata pode, ao arrepio da lei, tomar decisões que afetam milhões de pessoas e sem que haja sequer uma responsabilização posterior em face de excessos ou abusos de poder”, diz.

O advogado publicista Adriano Soares da Costa concorda que a decisão é uma medida desproporcional, que vai além dos limites da competência do juiz de primeira instância. “A decisão de um juiz de primeira instância não pode ter efeitos para além da sua jurisdição e do objeto do processo ou da investigação policial sob sua competência”, explica.

Soares da Costa relembra os julgamentos da ADPF 403 e da ADI 5527, no Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o bloqueio do aplicativo WhatsApp, em que os ministros Rosa Weber e Edson Fachin votaram pela impossibilidade dessas medidas judiciais. Ele recorda também que “houve suspensão de decisão semelhante de juiz de primeiro grau, em liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski na própria ADPF 403”.

Na liminar apontada por Soares, Lewandowski escreveu: “Ora, a suspensão do serviço do aplicativo WhatsApp, que permite a troca de mensagens instantâneas pela rede mundial de computadores, da forma abrangente como foi determinada, parece-me violar o preceito fundamental da liberdade de expressão aqui indicado, bem como a legislação de regência sobre o tema. Ademais, a extensão do bloqueio a todo o território nacional, afigura-se, quando menos, medida desproporcional ao motivo que lhe deu causa”.

Em relação ao fato de a empresa não ter apresentado todos os dados solicitados pela Polícia Federal, Soares da Costa explica que “as empresas responsáveis pelo tráfego de dados de indivíduos conservam a privacidade das mensagens como princípio fundamental da sua atuação”. Tal medida, segundo ele, garante a “preservação da intimidade e a liberdade de expressão e de pensamento, sobretudo em face de regimes ou políticas autoritárias”.

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A censura está a ponto de ser institucionalizada – para a alegria de Lula, a esquerda e o STF
Suspender Telegram é “censura coletiva”, afirma especialista

Com a suspensão de uma plataforma usada por mais de 40 milhões de brasileiros, segundo dados da empresa de análise de dados móveis App Annie, há uma “censura coletiva”, segundo o advogado Giuliano Miotto. “O juiz tomou uma decisão absurda de punir milhões de pessoas honestas que utilizam a plataforma todos os dias, consistindo em verdadeira censura coletiva”, afirma.

Para Soares da Costa, a suspensão é “mais do que censura” e significa um risco “em limitar a liberdade de expressão por meio de um poder de polícia que pode invadir conversas pessoais, retirando das pessoas a liberdade de expressar com segurança os seus pensamentos, ficando o cidadão sob o domínio do medo”.

Mantovani também vê a medida como censura e aponta que existem outras leis capazes de responsabilizar indivíduos que se excedem no uso de sua liberdade de expressão. “Se alguém criminosamente atribui a outrem um fato criminoso na Internet, deve responder por calúnia, xingamentos, responde por injúria e temos ainda a Difamação quando ofende a boa imagem do cidadão. Interromper serviços que em sua totalidade são benéficos apenas reforça a teoria que o Estado ainda é absolutamente incapaz de lidar com questões sensíveis”, diz.

Além da censura, os especialistas temem outros riscos para o Brasil com a adoção de medidas judiciais similares a essa do Telegram, como o enfraquecimento da democracia e uma afronta ao texto constitucional quanto ao direito fundamental da liberdade de expressão.

“O risco é alimentarmos ainda mais uma jurisprudência que, em nome do combate à desinformação, fake news e discurso de ódio, promove e legitima a censura. A jurisprudência sobre liberdade de expressão no Brasil se tornou hesitante e caótica desde o advento do inquérito das fake news, do STF, em 2019. Sinto que temos perdido a sensibilidade de entender que censura não se justifica jamais, não importa o motivo”, opina Marsiglia.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/suspender-telegram-e-censura-coletiva-e-nao-ajuda-a-combater-crime-dizem-juristas/
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STF QUER VOLTAR COM O IMPOSTO SINDICAL EM PREJUÍZO DOS TRABALHADORES

 

Editorial
Por
Gazeta do Povo


O ministro Gilmar Mendes, do STF, mudou entendimento anterior e agora votou pela constitucionalidade de “contribuições assistenciais” para sindicatos.| Foto: Reprodução/YouTube

A reforma trabalhista de 2017 decretou o fim do imposto sindical: o recolhimento obrigatório, por parte dos trabalhadores, do equivalente a um dia de trabalho “em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão” ou, na sua inexistência, “à federação correspondente à mesma categoria econômica ou profissional”. Com isso, sindicatos, federações e centrais perderam parte significativa dos recursos que recebiam – em média, a redução superou os 95%, mas ela está distribuída de forma desigual por haver categorias mais sindicalizadas que outras. Agora, um julgamento no Supremo Tribunal Federal pode avalizar uma medida a que várias dessas entidades vêm recorrendo para tentar cobrir o rombo: a cobrança, também obrigatória, de uma “contribuição assistencial” decidida em assembleia.

No início de 2017, o STF havia decidido pela inconstitucionalidade de tal contribuição porque já havia o imposto sindical, pelo qual o trabalhador não sindicalizado era obrigado a bancar a entidade sindical correspondente. Os embargos de declaração contra essa decisão, no entanto, só estão sendo julgados agora, em um cenário no qual o imposto sindical já não existe. Esse foi o argumento do relator Gilmar Mendes para mudar seu entendimento anterior e considerar que as “contribuições assistenciais” previstas no artigo 513, alínea “e”, da CLT são constitucionais, posição que já tinha sido defendida por Luís Roberto Barroso e foi seguida também por três outros ministros até agora. Se este entendimento sair vitorioso, os sindicatos ficariam livres para, em suas assembleias, aprovar a cobrança compulsória, desde que haja a liberdade de os trabalhadores não sindicalizados manifestarem sua oposição ao pagamento, hipótese na qual não terão valor algum descontado de seu contracheque.

A CLT é clara ao dizer que qualquer desconto ou cobrança precisa de autorização individual e explícita do trabalhador, invalidando cláusulas de “contribuições assistenciais” mesmo quando decididas em assembleia

Ocorre, no entanto, que o legislador, durante a tramitação da reforma trabalhista, deixou muito clara a maneira como os sindicatos deveriam ser financiados. O artigo 611-B da CLT, inserido na legislação trabalhista durante a reforma de 2017, afirma que “Constituem objeto ilícito de convenção coletiva ou de acordo coletivo de trabalho, exclusivamente, a supressão ou a redução dos seguintes direitos: (…) XXVI – (…) o direito de não sofrer, sem sua expressa e prévia anuência, qualquer cobrança ou desconto salarial estabelecidos em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho”. Na mesma linha, vários outros artigos inseridos na CLT pela reforma de 2017 mencionam a necessidade autorização “prévia e expressa” do trabalhador para qualquer cobrança.

Alegar que não há “supressão ou redução” dos direitos do trabalhador não sindicalizado porque ele teria a opção de se manifestar e evitar o desconto não é nem mesmo uma interpretação elástica da lei; é afirmar o contrário do que ela diz. A reforma trabalhista é inequívoca ao dizer que a regra é a ausência de cobrança; se o trabalhador quer contribuir com o sindicato, ele pode se filiar ou dar sua autorização individual – e não coletiva, havendo inclusive jurisprudência do Supremo a esse respeito – e explícita para qualquer outro tipo de cobrança, no que é chamado de opt in. A “contribuição assistencial” que os sindicatos querem ver autorizada pelo STF funciona no sistema opt out: decide-se cobrar de todos (não raro, em assembleias com participação pífia), e o não sindicalizado que se opuser precisa se manifestar, do contrário sofrerá o desconto (e tal direito de oposição nem sempre recebe a devida publicidade). No entanto, ainda que tais cláusulas sejam aprovadas em assembleia, como tem ocorrido com frequência em todo o país, elas são inválidas, de acordo com a CLT.

VEJA TAMBÉM:
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Todos contra o trabalhador (editorial de 4 de dezembro de 2018)
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Gilmar Mendes ainda alegou que o sistema sindical pré-reforma trabalhista se baseava no binômio unidade sindical (a regra do artigo 8.º, II, da Constituição, pela qual não pode haver mais de um sindicato representando a mesma classe profissional em determinado território) e imposto sindical obrigatório. O Congresso acabou com o imposto, mas não com a unidade sindical, e isso teria introduzido uma distorção que seria resolvida pela liberação da “contribuição assistencial” obrigatória, desde que com a liberdade do trabalhador para manifestar a recusa. Essa, no entanto, é a resposta errada para o problema; o ideal seria que o Congresso tratasse de consagrar a liberdade sindical no país – até porque, por mais absurda que seja a unidade, não é tarefa do Supremo abolir ou mudar a Constituição – enquanto se zela pelo respeito ao artigo 611-B da CLT, como convém ao Judiciário. Afinal, em tese o legislador até poderia ter admitido um modelo de “contribuição assistencial” como o desejado pelos sindicatos, mas, se não o fez, não cabe agora ao Supremo tomar o papel do Legislativo e torná-lo válido.

Em linha com nossa defesa perene de um associativismo forte como elemento constitutivo de uma sociedade, afirmamos que sindicatos são fundamentais para promover uma relação saudável entre empregado e empregador; servem, por exemplo, para defender o trabalhador de abusos e injustiças e para aconselhá-lo em negociações. Mas, assim como partidos políticos e diversas outras entidades, devem ser bancados pelos que estão dispostos a fazê-lo voluntariamente, pela filiação ou por outros meios. Se querem mais membros, os sindicatos precisam mostrar serviço, lutando pelos direitos dos seus representados mais que fazendo política partidária ou se engajando em outras atividades que nem sempre refletem as convicções dos trabalhadores que dizem defender. No entanto, o STF está a apenas um voto de fazer letra morta da lei trabalhista, alinhando-se às alas mais ideologizadas da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho e validando uma manobra que apenas prejudica o trabalhador.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/o-stf-contra-a-lei-e-contra-o-trabalhador/
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MINISTRO DO TSE É O MAIOR INCENTIVADOR DA CENSURA

 

PL das Fake News
Sugestões de Moraes a PL das Fake News evocam mordaça das eleições de 2022
Por
Leonardo Desideri – Gazeta do Povo
Brasília


O presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes.| Foto: Flickr/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, entregou ao Congresso na terça-feira (25) propostas de emendas aditivas ao projeto de lei das Fake News. Segundo o próprio ministro, as ideias são inspiradas na experiência da atuação do tribunal durante as eleições de 2022.

A proposta recorda textualmente as decisões de Moraes durante a corrida eleitoral, que incluíram censura a veículos de comunicação, como a própria Gazeta do Povo. Fala-se, por exemplo, na necessidade de coibir “fatos sabidamente inverídicos ou gravemente descontextualizados” contra a “integridade do processo eleitoral”.

Artigos jornalísticos com fatos de veracidade incontestável, como a boa relação política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com o ditador Daniel Ortega, da Nicarágua, foram encaixados em rótulos como esses durante a corrida eleitoral do ano passado.

Para o advogado Igor Costa Alves, mestre em Direito pela Universidade de Lisboa, um dos problemas do que propõe o presidente do TSE é “a quantidade de termos genéricos que constam na sugestão”. “Isso aumenta a margem de discricionariedade judicial. O Poder Judiciário tem uma margem de arbitrariedade muito grande com esses termos genéricos. Em tempos em que se discutem alguns excessos – nomeadamente do Poder Judiciário –, é bastante temerário que artigos de lei tragam termos como ‘informações sabidamente inverídicas’, fatos ‘descontextualizados’ etc.”, comenta.

Adriano Soares da Costa, ex-juiz de Direito e autor do livro “Instituições de Direito Eleitoral”, também critica “a utilização de expressões demasiadamente vagas, porosas, abertas para descrever condutas ilícitas”. “O que são fatos gravemente descontextualizados? No processo eleitoral de 2022, o candidato Lula foi blindado de responder sobre fatos verdadeiros, sobre falas e posições suas: que ele e o seu partido eram a favor do aborto; que ele era ligado politicamente a ditadores latino-americanos como Maduro e Ortega, além da ditadura cubana. Esses fatos eram verdadeiros, são de conhecimento notório, mas foram tratados como desinformação. Na prática, houve censura prévia e a imunização de uma candidatura de ser escrutinada por suas escolhas e posições políticas”, observa.

Para Costa Alves, também chama a atenção que o fascismo e o nazismo sejam explicitamente mencionados no texto, mas o comunismo seja deixado de lado – Moraes sugere que as redes sociais ajudem a coibir “ideologias nazistas, fascistas ou odiosas contra uma pessoa ou grupo”. “Os grandes autores de Direito Constitucional, quando mencionam o perigo das ideologias para a democracia, citam as três ideologias totalitárias que foram mais famosas no século 20: fascismo, nazismo e comunismo. E, no texto da sugestão legislativa, não consta expressamente essa terceira ideologia.”

Costa Alves ressalta ainda que a sugestão de Moraes ameaça a garantia prevista pelo artigo 220 da Constituição sobre a liberdade de informação. “Antes de surgir esse assunto das fake news, que ganhou foco nos últimos anos, a jurisprudência pacífica do Supremo era de que as informações equivocadas – e até mesmo as que porventura fossem consideradas mentirosas – estavam dentro da liberdade de expressão e dentro da liberdade de informação, inclusive quando fossem cometidas – e foram cometidas diversas vezes – pelos grandes meios de comunicação de massa.”

Justiça Eleitoral teria o poder de definir o que é ou não verdade, dizem juristas

Para Soares da Costa, a sugestão de Moraes “positiva as normas editadas inconstitucionalmente pelo TSE para as eleições de 2022” e “concede à Justiça Eleitoral o poder de interferir no núcleo do debate político, de arbitrar e impor aos eleitores o que é e o que não é a verdade, que passa a ser pasteurizada, mediada por censores, como em ditaduras e regimes de exceção”. “Na prática, a livre circulação de ideias que qualifica a democracia está sendo proscrita em favor da disciplina das ideias e fatos admitidos pelo selo oficial da Justiça Eleitoral”, afirma.

Costa Alves também reprova o excesso de poder que a Justiça Eleitoral teria se a sugestão do TSE fosse acatada. “Quão temerária não é a determinação, por juízes, do que é verdade e do que é mentira – em qualquer contexto, e ainda mais no calor de um processo eleitoral? Quantas violações à cláusula democrática constitucional não existem, potencialmente, nessa previsão? A Justiça Eleitoral começaria a dizer o que é verdade e o que é mentira, o que é descontextualizado e o que não é, o que é desinformação e o que não é. Isso seria, sem dúvida, um absurdo”, observa.

Outro impacto das sugestões de Moraes, segundo Costa Alves, “seria a institucionalização de duas camadas de censura: uma pelas redes sociais e outra pelo aparato público”.

Para Soares da Costa, a proposta transforma as plataformas privadas em executoras da censura chancelada pelo Estado. “Vimos como isso funcionou durante a pandemia. As redes sociais foram censoras de médicos, de cientistas e de vozes referenciadas que não endossavam as medidas tomadas”, recorda. “A censura foi utilizada de modo a impedir qualquer questionamento legítimo feito por fontes legítimas”, acrescenta. Na visão dele, o projeto está criando no Brasil “uma máquina de moer opositores políticos”.

Uma potencial consequência negativa do PL das Fake News que pode ser exacerbada pela proposta de Moraes é o fechamento de canais para o exercício da livre manifestação no país. Na avaliação de Costa Alves, pesar a mão na exigência de que as redes sociais censurem os seus usuários pode ter, a médio prazo, o efeito de afastar algumas plataformas do Brasil. “Se elas são solidariamente responsáveis, civilmente, pelo que seus usuários postam, e se, depois de determinado momento, verificarem que não conseguem fazer um controle muito efetivo, e começarem a ter um decréscimo patrimonial por causa disso, elas vão acabar saindo do Brasil”, diz.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/sugestoes-de-moraes-a-pl-das-fake-news-evocam-mordaca-das-eleicoes-de-2022/
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GOLPES NO BOLSA FAMÍLIA

 

Bolsa Família

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo


| Foto: Prefeitura de Guarulhos

Vejam só o quanto do nosso dinheiro estava indo para mãos erradas, de gente que, por algum motivo, andou tapeando o Bolsa Família e o programa do gás. O governo desconfia que 1,2 milhão de pessoas estão sem receber o Bolsa Família por causa de situações como a de uma família de três pessoas, pai, mãe e filho, em que o pai declara que mora sozinho, que ele é a família, e ganha R$ 600; a mãe declara que mora sozinha e ganha outros R$ 600; e o filho também diz que é sozinho, e leva mais R$ 600. No total vão R$ 1,8 mil dos nossos impostos, quando a família toda deveria receber R$ 600. No programa do gás, só têm direito ao R$ 110 do botijão de gás de 13 quilos por mês quem ganha menos de meio salário por mês, mas o governo acha que 267 mil pessoas declararam falsamente que ganham menos que isso, e estão levando dinheiro dos nossos impostos também.

A ministra do Planejamento acha que só aí escorrem R$ 7 bilhões dos nossos impostos – não é “dinheiro do governo”, não: o governo não produz riqueza, não produz nada, só gasta, só aplica. Pode ser não apenas em custeio, mas também em investimento, e mesmo assim é o nosso dinheiro. Quem cria a riqueza somos nós, é o nosso trabalho, nosso suor, nossas mãos, nosso cérebro; e uns 36% de tudo que que produzimos, pagamos e trabalhamos vai para os governos municipais, estaduais e federal prestarem serviço nos três poderes, Judiciário, Legislativo e Executivo.

Continua aquele problema que todos conhecem: é muito melhor ensinar a pescar que dar o peixe. Luiz Gonzaga canta isso, que a esmola humilha o cidadão e vicia, o que é pior ainda. Precisa haver uma porta de saída, demos um auxílio emergencial para quem precisa, mas é preciso capacitar as pessoas, agitar a cabeça delas para que invistam em si próprias, produzam, contribuam para a riqueza nacional e não para a pobreza nacional.

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Vamos ficar parecidos com a China, com essa história de lei para censurar as redes sociais. Na quinta-feira fez aniversário o início do movimento na Praça da Paz Celestial, em 1989, pedindo democracia, mas não adiantou nada. Aqui estamos fazendo o caminho da China: inventamos nomes bonitinhos para essa lei da censura das redes sociais, e o pior tem sido a atitude de nossos representantes, nossos mandatários. Nós, os mandantes, estamos apavorados, porque elegemos cerca de 70% de deputados de centro e de direita na Câmara, mas na votação da urgência ganhou a tese da esquerda, que adora uma censura. A esquerda ideologicamente é totalitária, exige censura, como vemos na Venezuela, em Cuba, na China, na Nicarágua.

O perigo existe não apenas para o nosso futuro, mas para o futuro dos nossos filhos, netos, bisnetos. Porque estão passando por cima da Constituição, que é muito clara, “cidadã”, como dizia o Doutor Ulysses; está escrito lá, no parágrafo 2.º do artigo 220, que “é vedado todo e qualquer tipo de censura política, ideológica e artística”. Mas estão fazendo isso na nossa cara. É uma vergonha, especialmente para quem se cala diante disso.


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INFÂMIA A CRIAÇÃO POR LEI DA CENSURA NO BRASIL

 

A censura está a ponto de ser institucionalizada – para a alegria de Lula, a esquerda e o STF

Por
J.R. Guzzo – Gazeta do Povo


O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, durante a cerimônia de diplomação na sede do TSE.| Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

A Câmara dos Deputados se prepara para cometer uma infâmia – a criação, por lei, da censura no Brasil. Lula, o PT e a esquerda se dizem chocados quando ouvem isso, jurando que querem “aperfeiçoar” o exercício da livre expressão, mas é puro fingimento. Eles, mais do que todos, querem essa lei justamente porque ela cria a censura nas redes sociais – um sonho que perseguem há anos, e é realidade em todas as ditaduras do mundo.

A lei entrega ao governo, para resumir as coisas e falar em português claro, uma ferramenta que lhe dá o poder de proibir ou permitir o que a população pode falar ou mostrar na internet. A população, e não os jornalistas ou os meios de comunicação – quem perde a proteção do artigo 5 da Constituição Federal, que garante como “cláusula pétrea” a liberdade de palavra e de expressão, é o cidadão brasileiro. A cláusula, como se pode ver, não é de pedra.

Lula e o seu sistema, em parceria com o STF, passam para o Estado a função inédita de definir o que é verdade e mentira.

O esforço para chamar esse ataque direto à democracia de “Lei da Liberdade” na internet (e também, é claro, da “responsabilidade” e da “transparência”), é uma piada – jamais, na experiência humana, a liberdade verdadeira se tornou mais ampla ou mais garantida por causa de leis. É o contrário. A liberdade só é amputada quando querem melhorá-la através de peças de legislação, pelo simplíssimo fato de que o propósito real de quem escreve todas essas leis é reduzir os direitos da população, e não aumentar.

Querem sempre regular, controlar, condicionar, especificar, limitar – e o resultado prático disso tudo é que em algum momento aparece, inevitavelmente, que isso ou aquilo é proibido, que isso ou aquilo vai ser punido, e assim por diante. No caso da censura que a Câmara se dedica a impor à sociedade brasileira, Lula e o seu sistema, em parceria com o STF, passam para o Estado a função inédita de definir o que é verdade e mentira – e, por conta disso, o poder de decidir o que pode e o que não pode ser dito nas redes sociais.

O que estão querendo é fornecer ao governo a licença legal para instalar a censura, a polícia do pensamento e a repressão política neste país.

O mecanismo para se fazer isso é um “Conselho Nacional”, a quem caberá, se a lei da censura for aprovada, decretar o que é “fake news”, ou “desinformação”, ou “opinião nociva”, ou “conclusão falsa” e mais um mundo de coisas – na prática, tudo o que o governo não quer que seja publicado. Em cima desse veredito supremo, vai proibir a publicação e, pior ainda, punir quem falou. Está na cara que é assim, na prática, que a coisa vai funcionar: o “Conselho” será formado por “representantes da sociedade”, e até uma criança com 10 anos de idade sabe quem vão ser eles. Alguém espera que um negócio desses seja imparcial? Que tenha membros de direita, ou não alinhados com o PT? Que seja capaz de condenar uma mentira dita em público pelo presidente da República?

Mais desconexo ainda é o argumento central da esquerda em toda essa questão – a necessidade de se colocar ordem na “selva” da internet e das grandes plataformas de comunicação, para eliminar a transmissão de “mentiras”, “insultos”, “mensagens de “ódio”, postagens “antidemocráticas”, “golpistas” ou de “extrema direita” e todos os horrores que o mal humano pode causar. É, ao mesmo tempo, falso e idiota.

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Estamos a caminho de uma amputação maciça das nossas liberdades, incluindo a de expressão
Não há selva nenhuma; a liberdade de expressão no Brasil é exercida dentro de limites claros e perfeitamente definidos por lei. O indivíduo pode dizer o que quer – mas é responsável, sim, por tudo o que diz. O Código Penal e o restante da legislação punem, como crime, a calúnia, injúria, difamação, golpe de Estado, incitação ao crime, racismo, nazismo, “homofobia” (é equivalente ao racismo, segundo o STF) e tudo mais que o sujeito possa fazer de errado usando o direito à palavra livre. Está sujeito, igualmente, a pagar indenizações pecuniárias pelos danos que provocou.

A nova lei não quer colocar ordem em nada, pois os instrumentos para impedir que a liberdade de um venha a prejudicar o direito de outro existem há mais de 80 anos na lei brasileira. O que estão querendo, na vida real, é fornecer ao governo a licença legal para instalar a censura, a polícia do pensamento e a repressão política neste país.


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SONETOS CONTRA A CENSURA

Liberdade de expressão
Protesto em versos: cinco sonetos contra a censura

Por
Luís Ernesto Lacombe – Gazeta do Povo


Vão censurar, e ainda vão dizer que é para o seu bem.| Foto: Pixabay
I

Agora, teremos paz…
Ninguém andará perdido,
pois todo o mal que o mal traz
do Brasil será banido.

Do diabo, o satanás,
o país é protegido…
Uma gente tão capaz
já tem tudo decidido.

O dedo apontado, em riste,
a rima que não existe,
mandaram calar a boca.

Não falar, será assim;
nada será tão ruim.
Quem não quer a vida oca?

II

Tem a Constituição,
que já não vale de nada.
Liberdade de expressão
tem de ser abandonada.

Crítica… Opinião…
A Lei Máxima rasgada,
para nossa salvação…
Nem pense em fazer piada.

O que fica permitido?
Repetir o repetido
por eles, reis do pedaço.

O resto é tudo mentira,
juram que é ódio, que é ira,
descaminho, descompasso.


III

Quem precisa de debate?
De que serve o opositor?
Melhor é não ter embate,
melhor é falar de amor…

Vem na pressa o arremate,
na sanha do usurpador.
Não há nó que se desate.
É censura, sim, senhor.

Vamos engolir em seco…
Na encruzilhada, no beco,
quem nos pega pela mão?

São os donos da verdade,
fazem tudo por bondade,
e não tem mais discussão.

IV

Vão dizer o que é verdade.
Vão dizer o que é mentira.
Com a sensibilidade
de quem tem alvo, tem mira.

Multa, banimento e grade…
Esse país o que vira?
Feito na brutalidade
que todo censor admira.

Não às redes sociais,
e vamos ler os jornais,
vamos à televisão.

Sem perguntas, sem respostas,
em precipícios, encostas,
no silêncio, na prisão.


V

Quem gosta de não gostar
do pensamento contrário
tem muito a comemorar,
cada gesto autoritário…

Velhas leis que vão rasgar,
vão reescrever dicionário,
inimigos condenar,
apostar no anti-horário.

Mas a mordaça que agora
essa turma toda arvora
pode pegá-la também…

Começa sempre em censura
toda e qualquer ditadura,
num mundo que é vaivém.


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PROFESSORES FICAM ASSUSTADOS POR NÃO CONHECEREM O CHATGPT

 

Mas como a ferramenta pode ajudar nas escolas?

Por Ocimara Balmant e Vanessa Fajardo – Jornal Estadão

Educadores acreditam que ferramenta deve ser incorporada a um arsenal ‘crítico’ e servir também para a construção da autonomia

Ferramentas tecnológicas como o ChatGPT, capazes de automatizar tarefas, têm provocado transformações nas escolas. Se por meio desse sistema é possível produzir textos com linguagem similar à humana em poucos minutos, por que o estudante não pode recorrer a ela? Por outro lado, por que o professor está exigindo atividades deste tipo em pleno século 21, sabendo que há máquinas que podem cumpri-las?

Lançado em novembro do ano passado, o ChatGPT é um software desenvolvido com inteligência artificial capaz de criar histórias, escrever receitas, responder perguntas, produzir artigos, e mais uma infinidade de ações. Sendo assim, o sistema pode facilitar a vida do estudante que precisa, por exemplo, produzir um texto sobre a Revolução Industrial ou um artigo sobre as consequências do aquecimento global.

Tecnologias devem ser aproveitadas nas salas de aulas, e não proibidas, defendem educadores.
Tecnologias devem ser aproveitadas nas salas de aulas, e não proibidas, defendem educadores. Foto: Bandeirantes/Divulgação

Educadores acreditam que o uso da ferramenta não deve ser proibido, e sim, incorporado ao cotidiano escolar. Para isso, será necessário que os professores também se adequem e mudem planejamento e objetivos das tarefas. “A inteligência artificial é um caminho sem volta, de disrupção. Foi assim como o smartphone no passado, não adiantou proibir seu uso. A sociedade precisa entender o papel da tecnologia: não vai substituir a mão de obra, mas pode servir como um apoio, uma ferramenta de trabalho”, afirma Gustavo Torrente, professor da FIAP.

Torrente acredita que o ChatGPT e a inteligência artificial podem ser utilizadas pelos educadores para o desenvolvimento de competências socioemocionais, como o pensamento crítico, analisando se o resultado final de um texto produzido satisfaz ou não e, ainda, fomenta o debate ético acerca das notícias falsas. Na Escola Lourenço Castanho, esta é uma das formas de utilização. “Fazer uma pergunta para o ChatGPT e pedir para o aluno avaliar se a resposta está adequada ou não é um dos usos na escola. Não podemos ignorá-lo ou proibi-lo, e sim, continuar investindo na leitura crítica, no repertório cultural, histórico e humano dos alunos para que eles tenham a criticidade do que vai ser produzido”, afirma Fabiana Antunes, diretora pedagógica da escola. “Cada vez mais a educação básica precisa investir em pensamento crítico, curadoria e repertório.”

Fabiana explica que a preocupação da instituição em relação às novas tecnologias é o consumo, a criação e o compartilhamento dos conteúdos. “Nossos estudantes criam podcasts, vídeos, textos, cartazes. Temos de cuidar do equilíbrio, que a gente não substitua nenhuma experiência que seja representativa para o processo de desenvolvimento dos alunos, que as novas ferramentas venham agregar.”

BNCC

Educadora e diretora da Escola Lumiar, Graziela Miê Peres Lopes concorda que o sistema abre a possibilidade de desenvolver habilidades importantes nos alunos, como o pensamento crítico e a criatividade, competências previstas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). “Incentivamos o uso de ferramentas como ChatGPT entre os estudantes até para que eles entendam seu funcionamento e saibam, por exemplo, se a fonte é confiável e sobre a necessidade de checar informações. Entendemos que esta é mais uma ferramenta que não é boa nem ruim, depende como o estudante vai usá-la. É como um martelo que pode ajudar na construção de uma casa, machucar alguém ou cair no pé da própria pessoa de forma acidental.”

Educadores defendem a inclusão do ChatGPT nas escolas e a utilização da inteligência artificial nas salas de aula.
Educadores defendem a inclusão do ChatGPT nas escolas e a utilização da inteligência artificial nas salas de aula. Foto: Colégio Lumiar

Para Graziela, a inteligência artificial abre possibilidades para que os educadores planejem tarefas considerando seu potencial para contribuir com a evolução do conhecimento e a construção da autonomia do estudante. “O ChatGPT pode ser útil para ajudar a economizar tempo em uma tarefa que não exige criatividade ou pensamento crítico. Com isso, o usuário pode usar a ferramenta para executar determinadas funções e ganhar tempo para se dedicar a produzir outras, mais significativas. Isso é positivo. O importante é aprender a usar”, afirma Graziela.

Gamificação

Na FIAP School a gamificação é uma estratégia utilizada para desafiar os alunos da educação básica a atuarem sobre problemas reais. Os estudantes precisam tirar uma ideia do papel e desenvolver uma série de check-points para a atividade multidisciplinar gamificada, ou seja, baseada em jogos. “Trabalhamos com desafios reais, assim não gera no aluno a dúvida: por que estou aprendendo isso? É uma forma de aplicarem, de fato, a teoria na prática. No ensino superior aplicamos desafios que envolvem problemas e empresas reais. Na educação básica, existem problemas de humanidade”, explica o professor Gustavo Torrente.

Robô peixe desenvolvido na FIAP School tem capacidade de ajudar na limpeza e despoluição de rios.
Robô peixe desenvolvido na FIAP School tem capacidade de ajudar na limpeza e despoluição de rios. Foto: FIAP School/Divulgação

No ano passado, em uma dessas atividades, os alunos da FIAP criaram um “robô peixe” cuja função era ingerir o lixo encontrado no Lago do Parque da Aclimação, localizado próximo do colégio. Mesclando conhecimentos de diferentes áreas, desenvolveu-se um equipamento que foi aprovado, inclusive, pela administração do parque, que “encomendou” várias unidades para ajudar a despoluir o local.

SEU OLHAR DEVE EMANAR UMA ENERGIA DIFÍCIL DE SER CONTROLADA

 

Reginaldo Boeira – Empresário

Aos 59 anos, Reginaldo Boeira comanda um império de 20 empresas. Entre elas, uma das cinco maiores redes de franquias de escolas de idiomas do Brasil, segundo a Associação Brasileira de Franchising, ABF.

Existe fórmula para ganhar dinheiro? O empreendedor Reginaldo Boeira acredita que sim, porém, o princípio para se fazer dinheiro, segundo o ousado executivo, está na “real” vontade de fazer acontecer aliada à sua “fórmula matemática”. “Quando seu olhar “brilha” com algo que faz, você emana uma energia impossível de não ser captada. Quando existe vontade, felicidade e garra, na essência, é possível inovar, quebrar padrões, criar oportunidades incríveis dentro do que já existe, inclusive, e gerar resultados”, destaca.

Dono de 20 empresas, incluindo a KNN, uma das cinco maiores redes de franquias de idiomas do Brasil, segundo a ABF, e com faturamento de mais de R$1,2 bilhão por ano, a “energia” e o carisma de Reginaldo arrastam multidões. A sua paixão por ajudar pessoas a se tornarem empreendedoras já mudou a vida de muitos. Para se ter uma, na recente convenção anual da marca “Loucura, Doideira e Sucesso”, que são seus lemas, mais de 3 mil pessoas ouviram sua palestra e centenas, inclusive, tatuaram na pele artes relacionadas à sua marca.

Autor do livro “Quando o sucesso é a única opção” (editora Labrador) e reconhecido por sua ousadia no mundo dos negócios, Reginaldo Boeira acredita que, além da paixão, existe uma estratégia a ser seguida para “fazer dinheiro”: o que ele chama da “Matemática do Sucesso”. A fórmula consiste em aplicar: interesse mais necessidade, mais vontade, mais o querer e multiplicado pelo trabalho.

Por trás da fórmula de sucesso, Reginaldo Boeira também carrega a energia e motivação de sobra de fazer a diferença na vida das pessoas. Entre as novidades que acaba de lançar estão cursos de idiomas 100% gratuitos para colaboradores com o foco na formação de novos professores. Ele também compartilha diariamente em suas redes sociais, com mais de 300 mil seguidores, sua filosofia e conhecimentos sobre o empreendedorismo, o qual aprendeu na prática. “Minha meta de vida é contribuir com as pessoas em seus negócios. Por isso, trago como propósito de vida transformar positivamente as pessoas sobre o empreendedorismo”, explica.

Mas antes de lançar a KNN, Reginaldo fez questão de vivenciar na prática os desafios do mercado. Durante sua viagem para Nova York, teve a oportunidade de ver como a comunicação é fundamental para a gestão dos negócios. “Na minha viagem levei dinheiro para passar apenas três dias. Consegui um emprego no Central Park entregando três pacotes de panfletos a 30 dólares cada um. Também lavei panelas em um restaurante, das 8h às 2h da manhã. Na época, eu achava que falava inglês, mas ainda tinha muito para desenvolver. Foi um período difícil, mas esses perrengues serviram de aprendizado”, recorda.

A história do empresário também mostra a importância da determinação e resiliência, mesmo diante de grandes desafios no mundo dos negócios. “Após três falências, acredito que a minha maior aliada foi a persistência, e não a insistência. Quando insistimos podemos continuar

errando. Isso desgasta e nos faz perder a confiança que temos em nós mesmos. Quando persistimos encontramos soluções e alternativas para os nossos erros”, avalia o empresário.

Outra dica segundo o empresário, tendo em vista as altas taxas de falência de empresas nos primeiros anos de operação, é optar por uma franquia. Ele acredita tanto no seu modelo de negócios que fez questão de financiar mais de R$ 30 milhões para seus próprios colaboradores se tornarem empreendedores. “Quando se trata de uma franquia que atua com modelo de negócios de sucesso e bem organizado, é muito menos arriscado porque o empreendedor conta com todo o suporte da franqueadora que tem na bagagem os aprendizados contínuos de cada unidade. Além disso, a pessoa recebe todos os treinamentos necessários para fazer a gestão da franquia já testados. Ou seja, a chance de o negócio dar errado é muito menor”, explica Reginaldo.

De acordo com dados do IBGE, quase 60% das empresas encerram suas atividades nos primeiros cinco anos. Em contrapartida, no ramo de franquias, apenas 5 em cada 100 fecham até o segundo ano de operação, o que representa uma mortalidade de 5% em 24 meses, segundo informações divulgadas pela Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Reginaldo Boeira é reconhecido pela sua diferenciada visão empreendedora e sucesso baseado no sistema de gestão humanizada. Natural de Monte Belo (MG), começou a empreender desde jovem. Fundou em 2012 a KNN, que entrou para o ramo de franquias em 2014 e hoje conta com cerca de 900 escolas (abertas e negociadas) no Brasil. Também possui a rede de idiomas, Phenom Idiomas, inaugurada em 2021 e que já conta com 45 unidades pelo país. Atua ainda no ramo da construção civil (Boeira Construtora e Incorporadora) e KNN Participações, holding de administração com capital próprio de quase 100 milhões de reais. Além disso, possui a RB Marketing, empresa recém-criada. É autor do livro “Quando o sucesso é a única opção” que traz um método inovador de ensino focado no empreendedorismo.

                   O “não” do cliente a uma proposta. Por quê?                  

Moysés Peruhype Carlech

Fiquei pensando e ao mesmo tempo preocupado com o seu “não”, sem nenhuma explicação, à nossa proposta de divulgação da sua loja e de resto todas as lojas dessa cidade no Site da nossa Plataforma Comercial da Startup Valeon.

Esse “não” quer dizer, estou cheio de compromissos para fazer pagamentos mensais, não estou faturando o suficiente para cobrir as minhas despesas, a minha loja está vendendo pouco e ainda me vem mais uma “despesa” de publicidade da Startup Valeon?

Pergunto: como vou comprar na sua loja? Se não sei qual é a sua localização aí no seu domicílio? Quais os produtos que você comercializa? Se tem preços competitivos? Qual a sua interação online com os seus clientes? Qual o seu telefone de contato? Qual é o seu WhatsApp?

Hoje em dia, os compradores não têm tempo suficiente para ficarem passeando pelos Bairros e Centros da Cidade, vendo loja por loja e depois fazendo a decisão de compra, como antigamente.

A pandemia do Covid-19 trouxe consigo muitas mudanças ao mundo dos negócios. Os empresários precisaram lutar e se adaptar para sobreviver a um momento tão delicado como esse. Para muitos, vender em Marketplace como o da Startup Valeon se mostrou uma saída lucrativa para enfrentar a crise. Com o fechamento do comércio durante as medidas de isolamento social da pandemia, muitos consumidores adotaram novos hábitos para poder continuar efetuando suas compras. Em vez de andar pelos corredores dos shoppings centers, bairros e centros da cidade, durante a crise maior da pandemia, os consumidores passaram a navegar por lojas virtuais como a Plataforma Comercial Valeon. Mesmo aqueles que tinham receio de comprar online, se viram obrigados a enfrentar essa barreira. Se os consumidores estão na internet, é onde seu negócio também precisa estar para sobreviver à crise e continuar prosperando.

É importante você divulgar a sua loja na internet com a ajuda do Site da Startup Valeon, que no caso não é uma despesa a mais e sim um investimento para alavancar as suas vendas. Desse modo, o seu processo de vendas fica muito mais profissional, automatizado e eficiente.  Além disso, é possível a captação de potenciais compradores e aumentar o engajamento dos seus clientes.

Não adianta pensar dessa forma: “Eu faço assim há anos e deu certo, porque eu deveria fazer diferente? Eu sei o que preciso fazer”. – Se você ainda pensa assim, essa forma de pensar pode representar um grande obstáculo para o crescimento do seu negócio, porque o que trouxe você até aqui é o que você já sabe e não será o que levará você para o próximo nível de transformação.

O que funcionava antes não necessariamente funcionará no futuro, porque o contesto está mudando cada vez mais rápido, as formas como os negócios estão acontecendo são diferentes, os comportamentos dos consumidores está se alterando, sem contar que estão surgindo novas tecnologias, como a da Startup Valeon, que vão deixar para trás tudo aquilo que é ineficiente.

Aqui, na Startup Valeon, nós sempre questionamos as formas de pensar e nunca estamos totalmente satisfeitos com o que sabemos justamente por entender que precisamos estar sempre dispostos a conhecer e aprender com o novo, porque ele será capaz de nos levar para onde queremos estar.

Mas, para isso acontecer, você precisa estar disposto a absorver novas formas de pensar também e não ficar amarrado só ao que você já sabe.

Se este for seu caso, convido você a realizar seu novo começo por meio da nossa forma de anunciar e propagar a sua empresa na internet.

Todos eles foram idealizados para você ver o seu negócio e a sua carreira de uma forma completamente diferente, possibilitando levar você para o próximo nível.

Aproveite essa oportunidade para promover a sua próxima transformação de vendas através do nosso site.

Então, espero que o seu “não” seja uma provocação dizendo para nós da Startup Valeon – “convença-me”.

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

Fones: (31) 98428-0590 / (31) 3827-2297

quinta-feira, 27 de abril de 2023

VIAGEM DE LULA À CHINA E ORIENTE MÉDIO CUSTOU 1,8 MILHÃO E MAIS O QUE ESTÁ EM SIGILO

 

Por
Lúcio Vaz – Gazeta do Povo


Lula visitou a China e os Emirados Árabes. Presidência não divulga gastos com hotéis e restaurantes.| Foto: Divulgação/Presidência da República.

A viagem do presidente Lula à China e ao Oriente Médio custou R$ 1,83 milhão apenas com diárias e passagens aéreas para seguranças e assessores. A maior parte foi gasta com passagens – R$ 980 mil – embora a comitiva presidencial tenha utilizado dois aviões de grande porte para acomodar a equipe de apoio e políticos aliados, totalizando cerca de 75 pessoas.

A segunda maior despesa foi com diárias, num total de R$ 816 mil. Só os seguros viagem custaram R$ 102 mil. Reportagem de Guilherme Grandi, publicada nesta terça-feira (5), revelou a lista de passageiros, incluindo 9 deputados, 4 senadores e cinco ministros, além dos presidentes da Embratur, Marcelo Freixo, e do presidente da Agência de Promoção de Exportações, Jorge Viana.

Os dados sobre diárias e passagens estão publicados no Porta da Transparência da Presidência da República. Mas não estão todos num mesmo local. Os valores individuais de diárias pagas no exterior precisam ser buscados individualmente em outras páginas do portal.

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Sigilo eterno
Estão sob sigilo as despesas com hospedagem, em hotéis luxuosos e caros no caso do presidente da República, com alimentação da comitiva oficial e deslocamentos do presidente, convidados e seguranças em comboios terrestres. Os serviços no exterior são pagos pela Embaixada do Brasil em cada país visitado. Também não são reveladas as despesas pagas com cartões corporativos durante a viagem, como serviços em aeroportos, alimentação a bordo e telefonia.

Esses dados são mantidos em sigilo até o final do mandato do presidente da República, como prevê a Lei de Acesso à Informação (LAI). O sigilo é imposto pela lei é adotado para garantir a segurança do presidente e dos seus familiares. A divulgação de locais de hospedagem e de restaurantes poderia revelar detalhes que facilitariam a ação de possíveis terroristas.

No caso de hospedagem e restaurantes, não ocorre na prática a “desclassificação” das informações, ou seja, não há a quebra do sigilo após o final do mandato do presidente. O Ministério das Relações Exteriores rejeitou todos os pedidos de informação feitos pelo blog sobre os locais de hospedagem e os restaurantes frequentados pelos ex-presidentes. Alega sempre que a busca desses dados demandaria muito tempo, com a ocupação de um número elevado de servidores. O Itamaraty também não permite a visita presencial aos seus arquivos.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/lucio-vaz/viagem-de-lula-a-china-e-oriente-medio-custou-r-18-milhao/
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AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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