quarta-feira, 26 de abril de 2023

VOLTA DO IMPOSTO SINDICAL COM OUTRO NOME NÃO É BEM-VINDA

 

STF

Por
Paulo Uebel – Gazeta do Povo


O ministro do STF Gilmar Mendes mudou sua posição sobre o imposto sindical.| Foto: Nelson Jr./STF.

É interessante como muitas pautas da esquerda, que se rotula como progressista, não passam de regressismo, sem quaisquer benefícios para a  população. A volta do imposto sindical, mesmo que com outro nome, é uma delas. Não existe nada pior para o trabalhador do que ser obrigado a pagar por um serviço que não recebe e que, muitas vezes, vai contra seu próprio interesse. A volta da cobrança compulsória do trabalhador é praticamente institucionalizar o assalto contra essa categoria.

Em 2018, acertadamente, o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou constitucional a abolição do imposto sindical da reforma trabalhista, mas, agora, o STF julga um recurso que pode trazer a volta da cobrança da “contribuição” sindical, que de voluntária não existe nada.

O fascismo de Mussolini, que criou um sistema para fortalecer sindicatos, mesmo sem o consentimento dos trabalhadores, não deveria voltar a valer do Brasil. 

O imposto sindical foi instituído no Brasil em 1943, durante o governo de Getúlio Vargas, como forma de financiar os sindicatos de trabalhadores atrelados ao estado, na linha do que Mussolini, o grande fascista, havia feito na Itália. A contribuição era obrigatória e equivalia a um dia de trabalho por ano, descontado diretamente do salário do trabalhador, sem opção. Essa cobrança independe da proximidade do trabalhador com o sindicato, da qualidade do trabalho realizado, da transparência no uso dos recursos ou do resultado efetivo da representação da categoria. Com isso, foi gerado um sistema injusto e turvo que, na grande maioria das vezes, não gerava nenhum benefício real e mensurável para os trabalhadores, apenas para os partidos políticos e candidatos que conseguiam capturar esses sindicatos.

Esse assalto ao bolso do trabalhador, que havia sido institucionalizado nos moldes do fascismo italiano, esteve em vigor até 2017, quando foi extinto pela reforma trabalhista do governo Michel Temer. Sem dúvida, essa foi uma das maiores vitórias para os trabalhadores em mais de 70 anos. Ao beneficiar trabalhadores, a medida prejudicou os sindicatos que não prestavam contas e não mostraram resultados efetivos, que viram suas receitas caírem drasticamente. Finalmente, e de acordo com as melhores práticas democráticas, o financiamento dos trabalhadores passou a ser voluntário. Com isso, os trabalhadores saíram fortalecidos.

Estão tentando legitimar algo que, por sua natureza antidemocrática, jamais deveria ser legitimado.

Há pouco mais de um ano, em fevereiro de 2022, o Poder360 calculou que a contribuição sindical caiu 97,5% desde que deixou de ser obrigatória em 2017. Caiu de R$ 3,05 bilhões para R$ 65,5 milhões em 2021. Sozinha, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) perdeu na época 99,6% da sua arrecadação em 4 anos: saiu de R$ 62,2 milhões em 2017 para R$ 274 mil. O Poder360 deixou a porta aberta para incluir um posicionamento da CUT e de demais sindicatos justificando a queda de recursos na reportagem de 2022, mas, até hoje, não obteve resposta.

Antes do fim do imposto sindical, enquanto os trabalhadores do mundo real seguiam a máxima “no suor do teu rosto comerás o teu pão”, diversos sindicalistas lucravam com o imposto sindical, dinheiro arrancado à força dos assalariados brasileiros, ou seja, à custa do suor dos outros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antes de assumir o seu terceiro mandato, defendeu a volta desse desrespeito ao bolso do trabalhador, desta vez, chamando de taxa. Seria a tal da “taxa de sustentabilidade sindical”, mais um eufemismo criado pela esquerda radical para esconder suas reais intenções.

Como já mencionado nesta coluna anteriormente, apesar do eufemismo, essa taxa serve para empobrecer os trabalhadores e enriquecer os sindicatos, de preferência aqueles que usam os recursos de forma pouco transparente e sem qualquer fiscalização. Com apoio do STF e de Lula, ao que parece, os sindicatos vão poder voltar a arrancar recursos dos trabalhadores, sem o consentimento desses. Para fortalecer os trabalhadores e a própria democratização dos sindicatos, deveria se caminhar justamente em criar e difundir mecanismos de participação dos trabalhadores nos próximos decisórios. O STF, simplesmente, vai excluir a necessidade de consentimento e participação dos trabalhadores nesse processo.

Privar o Congresso Nacional de discutir e decidir sobre o futuro do imposto sindical enfraquece nossa democracia.

Sobre o presidente Lula defender o pagamento do imposto sindical, rebatizado de “taxa”, em assembleias, Hugo Marques e Ricardo Chapola explicaram na Veja, em novembro de 2022, como seria o funcionamento do novo mecanismo: “o sindicato realizaria uma assembleia e decidiria sobre a criação da taxa e o percentual que recairia na folha de pagamentos do trabalhador. No Brasil, a experiência mostra que assembleias com apenas algumas dezenas de sindicalizados tomam decisões que afetam a vida de milhares de trabalhadores de uma mesma categoria”. Ora, como se sabe, muitas assembleias de sindicatos não representam efetivamente os trabalhadores, e, justamente por isso, se exigiu que a cobrança da taxa fosse aprovada, de próprio punho, por cada trabalhador. O que se quer agora é fazer a cobrança mesmo sem a aprovação do trabalhador.

O STF, em seu julgamento da vez, além de poder permitir a volta do imposto sindical e prejudicar todos os trabalhadores CLT do Brasil, também deve livrar Lula de negociar, politicamente, a volta do imposto sindical para agradar sua base ideológica. Privar o Congresso Nacional de discutir e decidir sobre o futuro do imposto sindical enfraquece nossa democracia, sem falar na insegurança jurídica gerada por essas constantes mudanças de posição. Não basta excluir os trabalhadores da decisão, o STF também exclui os representantes do povo desse importante debate.

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Assim, a esquerda radical pode ter uma vitória sem ter que mexer na bem-sucedida reforma trabalhista de Temer, que permitiu a redução do desemprego. O caso que está sendo julgado agora pelo STF tramita desde de antes da reforma trabalhista de 2017, e no centro do debate está o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, mas a decisão terá repercussão geral: valerá para todos os sindicatos do Brasil.

Em 2017, conforme o voto de Gilmar Mendes, que era relator do processo, o STF decidiu pela inconstitucionalidade da cobrança da contribuição assistencial de não sindicalizados. Mas, agora, o ministro Gilmar Mendes mudou seu entendimento, seguindo o ministro Luís Roberto Barroso, que é favorável à cobrança da contribuição de trabalhadores não sindicalizados — ou seja, a volta do pagamento involuntário. Estão tentando legitimar algo que, por sua natureza antidemocrática, jamais deveria ser legitimado, enfraquecendo os trabalhadores.

O pagamento obrigatório da contribuição sindical não incentiva os sindicatos a trabalharem pelos interesses dos trabalhadores.

Em novembro de 2022, um economista ligado à área sindical calculou que se o imposto sindical voltar a ser cobrado nos mesmos parâmetros anteriores à reforma trabalhista, R$ 4 bilhões por ano sairão do bolso dos trabalhadores para o bolso dos sindicatos, conforme publicou a Veja. A mudança de entendimento do ministro Gilmar Mendes sobre o assunto prova, mais uma vez, que no Brasil, até o passado é incerto. Será um grande retrocesso para os trabalhadores que, mais uma vez, não estarão envolvidos no processo decisório. O fascismo de Mussolini, que criou um sistema para fortalecer sindicatos, mesmo sem o consentimento dos trabalhadores, não deveria voltar a valer do Brasil.

No dia 18 de janeiro, o presidente Lula disse que o fim do imposto sindical obrigatório foi um “crime” contra os sindicatos. “Segundo o chefe do Executivo federal, a democracia depende de entidades “organizadas e fortes” para representar os interesses dos trabalhadores”, noticiou o R7. Ora, se os sindicatos prestarem um bom serviço e engajarem os trabalhadores, certamente, terão seu trabalho reconhecido. O que não pode é cobrar dos trabalhadores sem o consentimento deles.

Enquanto o Executivo e o Judiciário decidem quem vai instituir a volta do imposto sindical, sem consultar os trabalhadores, o Congresso segue excluído da discussão.

Mas a verdade é que o fim do imposto sindical veio em 2017 porque as autoridades políticas da época admitiram que a obrigatoriedade da contribuição feria o princípio da liberdade sindical, já que obrigava os trabalhadores a financiar os sindicatos, mesmo que eles não concordassem com suas ações ou não se sentissem representados por eles.

Além disso, a sociedade percebeu que muitos sindicatos não prestavam serviços de qualidade aos trabalhadores, e que o imposto sindical acabava se tornando uma fonte de renda garantida para esses sindicatos, sem que houvesse uma prestação de contas adequada sobre o uso dos recursos. Ou seja, o pagamento obrigatório da contribuição sindical não incentiva os sindicatos a trabalharem pelos interesses dos trabalhadores, pelo contrário, dá carta branca para que eles corram apenas atrás dos próprios interesses e, inclusive, sejam capturados por partidos políticos.

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Com o fim da obrigatoriedade do imposto sindical, os sindicatos passaram a depender exclusivamente das contribuições voluntárias de seus membros. Em 2017, muitos tiveram a inocência de pensar que sindicatos como a CUT seriam estimulados a buscar mais qualidade na prestação de serviços e na representação dos interesses dos trabalhadores — em vez de seguirem os interesses ideológicos e partidários. Na teoria era isso mesmo que deveria acontecer.

Mas, em vez disso, os sindicatos trabalharam pela eleição de Lula para que ele atendesse seu desejo e lutaram no Judiciário para que os ministros do STF também lhes dessem o aval. Se não desse certo aqui, daria certo ali. Enquanto o Executivo e o Judiciário decidem quem vai instituir a volta do imposto sindical, sem consultar os trabalhadores, o Congresso segue excluído da discussão. No fim, trabalhadores e sociedade são as maiores vítimas desta decisão.


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LULA EM ARARAQUARA E GONÇALVES DIAS NO PLANALTO MUITO ESTRANHO

 

8 de janeiro
Ainda há muito a explicar sobre presença de Gonçalves Dias no Planalto

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo


O general Gonçalves Dias foi o primeiro ministro do novo governo Lula a cair.| Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República.

É muito importante a informação que deu Marcelo Godoy, do jornal O Estado de S.Paulo: a primeira-dama Janja, com o poder que lhe dá Lula, já teria afastado do Palácio do Planalto o Luiz Dulci, que já foi ministro; o Aloizio Mercadante, que já foi ministro; o Paulo Okamoto, que foi um importante tesoureiro do Lula e do Instituto Lula; a presidente do PT, Gleisi Hoffmann – eu anotei os nomes aqui, é tanta gente… e, agora, o general Gonçalves Dias: foi Janja quem disse ao marido que não havia como continuar com o general depois do que aconteceu.

Sobre o Gonçalves Dias, eu queria contar para vocês, como testemunha de quem cobriu o Palácio do Planalto por muitos anos, que, assim como meus companheiros – também veteranos de cobertura do Planalto –, achamos estranho que o general-chefe do Gabinete de Segurança Institucional estivesse em Brasília, no Palácio do Planalto, enquanto o presidente da República estava em Araraquara (SP). Porque são inseparáveis, ao longo da história da Presidência da República, o chefe do Gabinete Militar (que depois passou a se chamar Gabinete de Segurança Institucional) e o presidente da República. Porque esse chefe de segurança é o chefe da segurança presidencial; ele está sempre ao lado do presidente para tomar essas decisões relativas à segurança do chefe de Estado. Então, temos aqui mais um elemento estranho em relação às imagens do Palácio do Planalto. Lula longe do general, ou não. São muitas perguntas que precisam ser esclarecidas numa CPI, não resta dúvida.

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Presidente da Câmara garante CPI do MST
E, falando em CPI, garante o presidente da Câmara que vai sair a CPI sobre o MST, que recrudesceu as invasões. Depois que começou o governo Lula já são 40 invasões, principalmente em estados onde o governo é parceiro do MST. Naqueles em que o governador já prometeu que não vai aceitar de modo algum uma invasão, em que prometeu reagir com a Secretaria de Segurança, aí não tem acontecido.

É bom lembrar que invasão de propriedade alheia, seja do Estado ou privada, contraria cláusula pétrea da Constituição. Está consagrado, no artigo 5.º, o direito de propriedade, junto com o direito à vida. Agora, isso pode ser esclarecido numa CPI que vai investigar, por exemplo, de onde vêm os recursos do MST.

Brasileiros e portugueses unidos no repúdio a Lula em Lisboa

Eu acompanhei na frente do Parlamento português a recepção a Lula. De um lado, os petistas aplaudindo; do outro lado, partidários do Chega e muitos brasileiros vaiando e pedindo prisão para Lula, portando cartazes. Lá dentro, os parlamentares do Chega, que é a terceira força do Legislativo, também levantando cartazes, tentando impedir que Lula falasse, mas não conseguiram. O presidente da Assembleia da República pediu desculpas a Lula e os aplausos do plenário acabaram silenciando esses parlamentares. O líder deles, o deputado André Ventura, depois saiu e ironizou as palavras de Lula. Porque o presidente brasileiro, ao sair, disse que aqueles que o criticaram, que tentaram impedi-lo de falar, não iam dormir bem à noite. Ventura respondeu que aqueles que têm consciência tranquila vão dormir bem, assim como dormem bem também aqueles que não têm consciência. Enfim, Lula agora já saiu de Portugal, rumo à Espanha.


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BOLSONARO DEPÕE NA POLÍCIA FEDERAL COMO INVESTIGADO

 

Entenda o que está em jogo

Foto: Alex Brandon/AP

Por Redação – Jornal Estadão

Ex-presidente será ouvido sobre os atos golpistas registrados em 8 de janeiro em Brasília

O ex-presidente Jair Bolsonaro é aguardado na sede da Polícia Federal nesta quarta-feira, 26, para prestar depoimento a respeito do ataque às sedes dos Três Poderes, ocorrido em 8 de janeiro deste ano. A oitiva ocorre no mesmo dia em que está prevista a leitura do requerimento de abertura da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre os atos golpistas na capital federal.

A inclusão de Bolsonaro nas investigações sobre o 8 de janeiro ocorreu a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na decisão que determinou a abertura do inquérito sobre a participação do ex-presidente, o ministro Alexandre de Moraes reiterou a justificativa da PGR, abordando a conduta do ex-mandatário dois dias após os ataques, quando ele “teria supostamente incitado a perpetração de crimes contra o Estado de Direito”.

Objetivo da oitiva é elucidar possível responsabilidade do ex-presidente sobre os atos de vandalismo de 8 de janeiro.
Objetivo da oitiva é elucidar possível responsabilidade do ex-presidente sobre os atos de vandalismo de 8 de janeiro. Foto: Wilton Júnior/Estadão

No dia 10 de janeiro, Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais questionando a lisura e a confiabilidade das eleições presidenciais de 2022. O compartilhamento da teoria conspiratório levantou suspeita de que o ex-presidente estaria estimulando crimes contra o estado de direito. A postagem foi apagada no mesmo dia.

O depoimento do ex-presidente é mais um capítulo nas centenas de oitivas coletadas pela PF. O STF já tornou réus 100 denunciados por participação nos ataques golpistas. Mais 200 denúncias devem ser julgadas pelo Supremo.

O caso se soma, ainda, à ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que investiga a live do ex-presidente com embaixadores em julho do ano passado, durante a qual Bolsonaro colocou em dúvida a confiabilidade das urnas eletrônicas. Recentemente, o Ministério Público Eleitoral (MPE) se manifestou a favor da inelegibilidade do ex-presidente, e, ao emitir esse posicionamento, argumentou que a conduta dele naquela ocasião se refletiu no ataque de 8 de janeiro.

Esta é a segunda vez que Jair Bolsonaro prestará depoimento à PF desde que deixou o cargo. No início do mês, logo após retornar ao Brasil dos Estados Unidos, para onde viajou ainda em dezembro de 2022, o ex-presidente prestou esclarecimentos sobre o caso das joias milionárias presenteadas pelo regime da Arábia Saudita e retidas pela Receita Federal, revelado pelo Estadão.

RECEPÇÃO DE LULA EM PORTUGAL NÃO FOI AMISTOSA

 


Por
Rodrigo Constantino – Gazeta do Povo


“Nos últimos dias, tive aqui em Portugal a inconfundível sensação de estar em casa, sentimento que, acredito, é compartilhado por todos os brasileiros que visitam Portugal e todos os portugueses que visitam o Brasil”, escreveu o presidente Lula em suas redes sociais. Já a sensação de muitos portugueses foi bem diferente…

André Ventura, líder do partido Chega, convocou uma pequena multidão para recepcionar o presidente brasileiro de uma maneira um tanto, digamos, calorosa:

Deputados portugueses protestam também durante discurso de Lula no Parlamento. O presidente da Assembleia da República pediu cortesia e educação aos colegas que exibiam cartazes contra a corrupção e bandeiras da Ucrânia. Mas a mensagem foi transmitida com clareza: os portugueses não querem o ícone da corrupção brasileira, com elos com os socialistas portugueses ao que tudo indica, fingindo que nada aconteceu, que não houve julgamento e condenação, só porque malabarismos supremos soltaram depois o “descondenado”.

Nas ruas, enquanto passeava como se fosse um líder mundial, o petista foi obrigado a ouvir “Fora Lula”:

Sair da bolha controlada pela velha imprensa e pelo STF significa encarar a realidade, e esta não é aquela pintada pelo sistema que viu em Lula a única alternativa para se livrar de Bolsonaro. O mundo sabe quem é Lula, o que ele fez no verão passado, e o que anda defendendo abertamente e sem pudor: as piores ditaduras comunistas do planeta e a agressão indefensável de Putin à Ucrânia.

O Brasil voltou, diz o slogan patético dos petistas. Só se for a passar vergonha. Agora sim, os brasileiros saberão o que é ser um pária internacional. E como sempre, a esquerda radical não gosta nada da manifestação popular, não tolera a liberdade de expressão. O ministro Flavio Dino ficou incomodado com a recepção ao chefe:

Leandro Ruschel comentou: “O comunista não curtiu as verdades que a direita portuguesa jogou na cara do descondenado”. O deputado Luiz Phillippe de Orleans e Bragança, da família real, constatou: “Recepção em Portugal foi digna de um político criminoso”. Gustavo Gayer também alfinetou o presidente: “O ladrão tendo a recepção que merece em Portugal agora. O Brasil virou uma piada internacional”.

Só ficamos sabendo dessa recepção “amigável” ao presidente petista graças ao que resta de liberdade nas redes sociais. E se depender do PT, bajulador de tiranos, isso está com os dias contados. A PL da Censura vem aí com força para calar os críticos e “dissidentes”. Relatada por um comunista, ela exala autoritarismo e arbítrio do começo ao fim.

Barrar esse troço é crucial. Mas o amigo de ditadores tem aberto os cofres públicos para “convencer” a turma. Tem veículo de comunicação que pode lucrar dezenas de milhões com a aprovação da PL, e que, coincidentemente, tem defendido a censura no país em nome da “defesa da democracia”.

O Brasil vive um claro embate entre os que normalizam o desgoverno atual e aqueles que pretendem impedir o destino venezuelano. O recado tem de vir de todos os cantos, não só de Lisboa: CHEGA! Esses comunistas já foram longe de mais e precisam ser colocados para fora do poder o quanto antes!


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INTELIGÊNCIA EMOCIONAL É A CAPACIDADE DA PESSOA GERENCIAR AS SUAS PRÓPRIAS EMOÇÕES

 

Moysés Peruhype Carlech – ChatGPT

O que é inteligência emocional?

Inteligência emocional é a capacidade de uma pessoa de reconhecer, compreender e gerenciar suas próprias emoções, bem como de entender e responder adequadamente às emoções dos outros. É a habilidade de identificar e expressar emoções de forma saudável e assertiva, e também de regular e controlar as emoções para alcançar objetivos e lidar com situações desafiadoras.

A inteligência emocional envolve cinco habilidades principais: autoconsciência, autorregulação, motivação, empatia e habilidades sociais. A autoconsciência refere-se à capacidade de reconhecer e entender suas próprias emoções, bem como seus pontos fortes e limitações. A autorregulação é a habilidade de controlar e regular suas emoções, pensamentos e comportamentos. A motivação é a capacidade de direcionar suas emoções para alcançar objetivos e realizar tarefas. A empatia é a capacidade de compreender e sentir as emoções dos outros. As habilidades sociais referem-se à capacidade de se comunicar efetivamente, resolver conflitos e colaborar com outras pessoas.

A inteligência emocional é uma habilidade importante para o sucesso pessoal e profissional, pois permite que as pessoas lidem com situações estressantes, se relacionem melhor com outras pessoas e tomem decisões informadas e saudáveis

Como utilizar a inteligência emocional para resolver conflitos

A inteligência emocional pode ser uma ferramenta valiosa para resolver conflitos, pois envolve a habilidade de compreender e gerenciar nossas próprias emoções, bem como as emoções dos outros.

Aqui estão algumas maneiras de utilizar a inteligência emocional para resolver conflitos:

  1. Reconheça suas próprias emoções: Antes de tentar resolver um conflito, é importante que você seja capaz de reconhecer e entender suas próprias emoções. Isso envolve identificar o que está fazendo você se sentir de determinada maneira e reconhecer como suas emoções podem estar influenciando sua percepção da situação.
  2. Ouça atentamente: Quando você estiver em uma situação de conflito, certifique-se de ouvir atentamente a outra pessoa. Isso envolve prestar atenção não apenas às palavras que estão sendo ditas, mas também às expressões faciais e linguagem corporal. Tente entender o ponto de vista da outra pessoa e demonstre que você está ouvindo ativamente.
  3. Seja empático: Uma vez que você tenha ouvido a outra pessoa, tente colocar-se em seu lugar e ver a situação do ponto de vista dela. Isso pode ajudá-lo a entender melhor suas preocupações e necessidades e permitir que você encontre uma solução que atenda às necessidades de ambas as partes.
  4. Mantenha a calma: Em uma situação de conflito, é fácil deixar as emoções tomarem conta. No entanto, é importante manter a calma e evitar reagir de maneira defensiva ou agressiva. Tente manter uma postura tranquila e neutra, e se necessário, tire um tempo para se acalmar antes de continuar a discussão.
  5. Busque uma solução colaborativa: Em vez de tentar vencer a discussão, tente encontrar uma solução colaborativa que atenda às necessidades de ambas as partes. Isso pode envolver a busca por um compromisso ou a identificação de uma solução que satisfaça as necessidades de ambas as partes.

Lembre-se, a inteligência emocional não é algo que acontece da noite para o dia, mas sim uma habilidade que pode ser desenvolvida com o tempo e a prática. Ao utilizar a inteligência emocional para resolver conflitos, você pode melhorar seus relacionamentos e criar soluções mais eficazes e duradouras.

Quais são as habilidades para ter inteligência emocional?

A inteligência emocional é a habilidade de reconhecer, compreender e gerenciar nossas próprias emoções e as emoções dos outros. Algumas habilidades importantes para ter inteligência emocional incluem:

  1. Autoconsciência: A capacidade de entender suas próprias emoções e como elas afetam seu comportamento e pensamentos.
  2. Autogerenciamento: A capacidade de controlar suas próprias emoções e comportamentos em situações difíceis ou estressantes.
  3. Empatia: A habilidade de compreender e se colocar no lugar das emoções e perspectivas dos outros.
  4. Habilidade social: A capacidade de se comunicar efetivamente, resolver conflitos e construir relacionamentos saudáveis e positivos.
  5. Automotivação: A habilidade de manter-se motivado e resiliente, mesmo quando enfrentando desafios ou fracassos.
  6. Regulação emocional: A habilidade de regular suas próprias emoções de forma saudável e construtiva, evitando extremos de reatividade emocional ou repressão.
  7. Flexibilidade emocional: A habilidade de adaptar-se e lidar com mudanças e situações inesperadas com uma mente aberta e uma atitude positiva.

ESCALANDO NEGÓCIOS DA VALEON

1 – Qual é o seu mercado? Qual é o tamanho dele?

O nosso mercado será atingir os 766 mil habitantes do Vale do Aço e poder divulgar os produtos / serviços para vocês clientes, lojistas, prestadores de serviços e profissionais autônomos e obter dos consumidores e usuários a sua audiência.

A ValeOn atenderá a todos os nichos de mercado da região e especialmente aos pequenos e microempresários da região que não conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos benefícios que ele proporciona. Pretendemos cadastrar todas as empresas locais com CNPJ ou não e coloca-las na internet.

2 – Qual problema a sua empresa está tentando resolver? O mercado já expressou a necessidade dessa solução?

A nossa Plataforma de Compras e Vendas que ora disponibilizamos para utilização das Empresas, Prestadores de Serviços e Profissionais Autônomos e para a audiência é um produto inovador sem concorrentes na região e foi projetada para atender às necessidades locais e oferecemos condições de adesão muito mais em conta que qualquer outro meio de comunicação.

Viemos para suprir as demandas da região no que tange a divulgação de produtos/serviços cuja finalidade é a prestação de serviços diferenciados para a conquista cada vez maior de mais clientes e públicos.

O nosso diferencial está focado nas empresas da região ao resolvermos a dor da falta de comunicação entre as empresas e seus clientes. Essa dor é resolvida através de uma tecnologia eficiente que permite que cada empresa / serviços tenha o seu próprio site e possa expor os seus produtos e promoções para os seus clientes / usuários ao utilizar a plataforma da ValeOn.

3 – Quais métodos você usará para o crescimento? O seu mercado está propício para esse tipo de crescimento?

Estratégias para o crescimento da nossa empresa

  1. Investimento na satisfação do cliente. Fidelizar é mais barato do que atrair novos clientes.
  2. Equilíbrio financeiro e rentabilidade. Capital de giro, controle de fluxo de caixa e análises de rentabilidade são termos que devem fazer parte da rotina de uma empresa que tenha o objetivo de crescer.
  3. Desenvolvimento de um planejamento estratégico. Planejar-se estrategicamente é como definir com antecedência um roteiro de viagem ao destino final.
  4. Investimento em marketing. Sem marketing, nem gigantes como a Coca-Cola sobreviveriam em um mercado feroz e competitivo ao extremo.
  5. Recrutamento e gestão de pessoas. Pessoas são sempre o maior patrimônio de uma empresa.

O mercado é um ambiente altamente volátil e competitivo. Para conquistar o sucesso, os gestores precisam estar conectados às demandas de consumo e preparados para respondê-las com eficiência.

Para isso, é essencial que os líderes procurem conhecer (e entender) as preferências do cliente e as tendências em vigor. Em um cenário em que tudo muda o tempo todo, ignorar as movimentações externas é um equívoco geralmente fatal.

Planeje-se, portanto, para reservar um tempo dedicado ao estudo do consumidor e (por que não?) da concorrência. Ao observar as melhores práticas e conhecer quais têm sido os retornos, assim podemos identificar oportunidades para melhorar nossa operação e, assim, desenvolver a bossa empresa.

4 – Quem são seus principais concorrentes e há quanto tempo eles estão no mercado? Quão grandes eles são comparados à sua empresa? Descreva suas marcas.

Nossos concorrentes indiretos costumam ser sites da área, sites de diretório e sites de mídia social. Nós não estamos apenas competindo com outras marcas – estamos competindo com todos os sites que desejam nos desconectar do nosso potencial comprador.

Nosso concorrente maior ainda é a comunicação offline que é formada por meios de comunicação de massa como rádios, propagandas de TV, revistas, outdoors, panfletos e outras mídias impressas e estão no mercado há muito tempo, bem antes da nossa Startup Valeon.

5 – Sua empresa está bem estabelecida? Quais práticas e procedimentos são considerados parte da identidade do setor?

A nossa empresa Startup Valeon é bem estabelecida e concentramos em objetivos financeiros e comerciais de curto prazo, desconsideramos a concorrência recém chegada no mercado até que deixem de ser calouros, e ignoramos as pequenas tendências de mercado até que representem mudanças catastróficas.

“Empresas bem estabelecidas igual à Startp Valeon devemos começar a pensar como disruptores”, diz Paul Earle, professor leitor adjunto de inovação e empreendedorismo na Kellogg School. “Não é uma escolha. Toda a nossa existência está em risco”.

6 – Se você quiser superar seus concorrentes, será necessário escalar o seu negócio?

A escalabilidade é um conceito administrativo usado para identificar as oportunidades de que um negócio aumente o faturamento, sem que precise alavancar seus custos operacionais em igual medida. Ou seja: a arte de fazer mais, com menos!

Então, podemos resumir que um empreendimento escalável é aquele que consegue aumentar sua produtividade, alcance e receita sem aumentar os gastos. Na maioria dos casos, a escalabilidade é atingida por conta de boas redes de relacionamento e decisões gerenciais bem acertadas.

Além disso, vale lembrar que um negócio escalável também passa por uma fase de otimização, que é o conceito focado em enxugar o funcionamento de uma empresa, examinando gastos, cortando desperdícios e eliminando a ociosidade.

Sendo assim, a otimização acaba sendo uma etapa inevitável até a conquista da escalabilidade. Afinal de contas, é disso que se trata esse conceito: atingir o máximo de eficiência, aumentando clientes, vendas, projetos e afins, sem expandir os gastos da operação de maneira expressiva.

Pretendemos escalar o nosso negócio que é o site marketplace da Startup Valeon da seguinte forma:

  • objetivo final em alguma métrica clara, como crescimento percentual em vendas, projetos, clientes e afins;
  • etapas e práticas que serão tomadas ao longo do ano para alcançar a meta;
  • decisões acertadas na contratação de novos colaboradores;
  • gerenciamento de recursos focado em otimização.

terça-feira, 25 de abril de 2023

QUEREM VOTAR COM URGÊNCIA O PROJETO DAS FAKE NEWS

 

Requerimento e comissão especial
Provoca racha de forças política na Câmara dos Deputados
Por
Wesley Oliveira – Gazeta do Povo
Brasília


Plenário da Câmara: deputados podem votar requerimento de urgência do PL das fake news nesta semana| Foto: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pretende manter na pauta de votações desta semana o requerimento de urgência do PL das fake news mesmo diante da pressão de diversas lideranças da Casa. A expectativa de Lira é de que o requerimento seja aprovado na próxima quarta-feira (26) e, em seguida, o relatório apresentado pelo deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) seja votado pelos deputados.

O movimento de Lira ocorre mesmo diante da pressão de parte dos deputados para que a matéria seja analisada por uma comissão especial antes de ser levada para o plenário. O movimento provocou um racha na Câmara e dividiu, inclusive, partidos da base do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), como PSOL e PDT, por exemplo.

Na semana passada, o deputado Orlando Silva se reuniu com diversas bancadas no intuito de reduzir as resistências ao projeto. Apesar disso, partidos como o União Brasil, por exemplo, se manteve dividido sobre a proposta. Líder da sigla, o deputado Elmar Nascimento (BA), indicou aos seus pares que diante do impasse a questão vai precisar ser resolvida por meio do voto em plenário.

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Partido de Bolsonaro tenta adiar votação do PL das fake news 
Integrante da bancada do União Brasil, o deputado Mendonça Filho (PE) recolheu até esta segunda-feira (24) ao menos 105 assinaturas para um pedido de criação de uma comissão especial para tratar do PL das fake news. Do total, 52 são do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, 17 do União Brasil e dez do Progressistas, sigla de Lira. Deputados de outras oito legendas, como Republicanos, PSD, Podemos e Novo, também pedem a instalação do colegiado.

“Eu entendo que esta proposição é muito importante e não estou aqui querendo postergar ou adiar para a eternidade. Creio que 90 dias ou 60 dias seria um prazo razoável para que pudéssemos, no âmbito de uma comissão especial, ter uma proposição que representasse a média do pensamento do povo brasileiro”, defendeu Mendonça Filho.

Ainda de acordo com o parlamentar, a proposta em discussão pode levar à censura nas redes sociais. “Eu faço até uma pergunta: houve impeachment ou houve golpe? Vai ser classificado como impeachment ou golpe de acordo com a lei das fake news? Aqueles que hoje querem essa legislação, que, para mim, pode derivar para a censura, amanhã podem estar amargando o veneno desse próprio projeto de lei”, completa o deputado.

Para que o requerimento de urgência seja aprovado são necessários 257 votos dos deputados. Em abril do ano passado, um requerimento para acelerar a apreciação do texto foi derrotado depois de receber apenas 249 votos a favor.

Integrante da bancada do Novo, o deputado Marcel van Hattem (RS) chegou a defender que, caso o requerimento de urgência seja novamente derrotado, Lira instale a comissão especial. O presidente da Câmara, no entanto, não se comprometeu com o acordo.

Líder do Novo na Câmara, a deputada Adriana Ventura (SP), avalia o PL das fake news como o “PL da censura”. “Querem tirar a nossa liberdade. Querem censurar o que é verdade ou não e querem calar a nossa voz. E não querem só calar a nossa voz de parlamentares, mas também a de todo cidadão brasileiro. Isso não podemos permitir e a Câmara tem que dar uma resposta a isso”, avaliou Ventura.

Partidos da base governista defendem instalação da comissão especial  

Apesar do apoio do Palácio do Planalto, partidos da base governista também reforçaram o movimento dentro da Câmara para que o PL das fake news seja discutido em uma comissão especial. Assim como Mendonça Filho, os deputados Marcos Tavares (PDT-RJ) e Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP) são autores de requerimentos para a criação do colegiado.

O pedetista, por exemplo, afirma que a proposta apresenta um risco de embutir censura e vigilância em massa de dados. Já a deputada do PSOL argumenta que o PL exige o aprofundamento da discussão por parte de governos, empresas de tecnologia, sociedade civil e usuários. Além disso, o MDB apresentou um quarto requerimento para pedir a instalação da comissão especial.

O PL das fake news foi apresentado pelo senador Alessandro Vieira (PSDB-SE) e aprovado pelo Senado em 2020. Agora, Orlando Silva incluiu uma sugestão do governo Lula para que as plataformas sejam obrigadas a cuidar de “conteúdos críticos”.

As empresas, segundo o texto, precisariam atuar preventivamente sobre o que possa estimular ou disseminar crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, atos de terrorismo e crimes contra crianças e adolescentes.

Além disso, o relator acolheu a sugestão do governo Lula para que o Poder Executivo crie uma entidade autônoma de supervisão para regulamentar e fiscalizar os provedores de internet. A agência também poderia “instaurar processos administrativos e, comprovado o descumprimento das obrigações desta lei pela plataforma, aplicar as sanções cabíveis”.

Para o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), os deputados precisam dar uma “resposta” para os propagadores de notícias falsas. “Muitos de nós também somos vítimas da rede de fake news alardeada pelo país afora. É por isso que temos que votar o projeto de lei das fake news para punir essas pessoas”, defendeu o petista.

Apesar da divisão dentro da base governista, integrantes do PT avaliam que o cenário é favorável para a aprovação do requerimento de urgência. “Ninguém pode fazer tudo o que alguns querem, em nome da tal liberdade de expressão, para patrocinar todo tipo de patifaria contra a ordem democrática brasileira”, completou Guimarães.

Empresas pressionam pelo adiamento da votação do PL das fake news 
Em outra frente, ao menos três empresas que representam o setor de tecnologia, como Meta, Twitter, Google e TikTok, divulgaram uma carta aberta defendendo a instalação da comissão especial. As big techs defenderam que “esforços de regulação de tecnologia são bem-vindos” e afirmaram que querem “ser parte da construção de uma legislação que responda de maneira eficiente e equilibrada a desafios públicos”.

Ainda de acordo com as empresas, embora o PL tramite no Congresso há três anos, “ele é fruto de um processo tortuoso e fechado”. Na mesma linha, o Google também argumentou o projeto não pode ser votado em regime de urgência “sem que a sociedade tenha tempo necessário para debater o tema com profundidade”.

De acordo com o Google, o texto da proposta apresenta riscos para o ecossistema de anúncios digitais e para que as plataformas possam aplicar suas políticas, como está previsto no Marco Civil. Além disso, a plataforma afirma que uma legislação apressada pode piorar o funcionamento da internet, cercear direitos fundamentais, favorecer determinados grupos ou setores da economia e criar mecanismos que coloquem em risco discursos legítimos e a liberdade de expressão.

O deputado Orlando Silva, no entanto, afirmou que o PL, que aguarda votação desde 2020, deve responsabilizar as redes sociais quando a fake news forem impulsionadas. Isto ocorre quando o criador paga para a plataforma encaminhar o conteúdo a mais usuários.

“Um dos temas que estão consolidados diz respeito à responsabilidade das plataformas digitais quando houver patrocínio, quando houver pagamento para levar uma determinada mensagem [falsa] mais longe do que ela iria sem impulsionamento”, explicou em entrevista à GloboNews.

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O ARCABOUÇO FISCAL DÁ LICENÇA PARA GASTAR

Editorial
Por
Gazeta do Povo

Brasília (DF), 10/03/2023 – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, durante reunião ministerial, no Palácio do Planalto.


O presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Só existe uma coisa que um governante gastador queira mais que uma licença para gastar à vontade: a certeza de que poderá fazer isso sem a menor perspectiva de punição caso sua gastança leve o país à ruína. Ou, para usar as palavras de Lula ao editar decretos que desfiguravam o Novo Marco do Saneamento, “se isso aqui não der certo, é um fracasso de todo mundo. Se isso aqui não der certo, não tem culpado”. E o PLP 93/2023, a nova regra fiscal enviada pelo governo ao Congresso na semana passada, garante exatamente isso: uma licença para gastar – que pode não ser ilimitada, mas é bem generosa – com a garantia de que não haverá culpado se nada der certo.

Além de instituir um “piso de gastos”, garantindo que a despesa tenha aumento real (ou seja, acima da inflação) de pelo menos 0,6%, independentemente do que ocorra com o país, e estipular uma série de exceções à regra, o PLP 93 ainda faz alterações importantes em uma das “heranças benditas” do governo Fernando Henrique Cardoso: a Lei de Responsabilidade Fiscal. O artigo 7.º do projeto do novo arcabouço dispensa a União de cumprir as regras estabelecidas no artigo 9.º da LRF; em vez disso, as diretrizes específicas para o governo federal ficariam em um novo artigo da LRF, o 9.º-A, com novas diretrizes; a mais escandalosa delas está no parágrafo 6.º, que diz “O descumprimento da meta de que trata o caput [ou seja, “meta de resultado primário estabelecida no Anexo de Metas Fiscais da lei de diretrizes orçamentárias”] não configura infração a esta Lei Complementar”. O pior que poderá acontecer a um presidente da República nessas circunstâncias está no parágrafo 4.º: “Caso a meta de resultado primário não seja cumprida, o presidente da República encaminhará mensagem ao Congresso Nacional, até 31 de maio do exercício seguinte, com as razões do descumprimento e as medidas de correção”.

Projeto do arcabouço fiscal nega todo o espírito da Lei de Responsabilidade Fiscal ao afirmar que, ainda que exista uma regra, ela não tem valor algum e pode ser descumprida impunemente

Em outras palavras, a meta de resultado primário (déficit ou superávit, pouco importa) se torna não um objetivo criteriosamente traçado, que o governo tem de perseguir sob pena de ser responsabilizado por não ter feito o ajuste necessário: agora, a meta vira uma ficção, uma cartinha de boas intenções. Se não for atingida, o governo dirá apenas que não foi possível, lamentará publicamente e enviará uma cartinha prometendo tentar de novo no ano que vem com outra meta para inglês ver. Se não há mais punição, também não há estímulo para que o governante – tanto Lula quanto aqueles que vierem a sucedê-lo pelo período em que esta norma vigorar, caso aprovada – tenha o mínimo de responsabilidade para com o dinheiro tomado do contribuinte. Nessas circunstâncias, como esperar que haja qualquer resquício de confiança na capacidade brasileira de manter suas contas em ordem?

Essa garantia de impunidade que o governo Lula quer implantar por meio do arcabouço fiscal é um ataque sem precedentes à LRF. Nem mesmo Dilma Rousseff chegou a esse ponto, preferindo maquiar a contabilidade para fazer parecer que estava cumprindo a meta, ou aprovar projetos que permitiam contornar temporariamente a lei orçamentária – neste último caso, houve até chantagem institucionalizada, com um decreto que condicionava a liberação de emendas parlamentares à aprovação do “projeto salva-vidas”. Além disso, ao tentar garantir desde já que não haverá pescoços cortados em caso de descumprimento da meta, o governo admite a fragilidade daquilo que promete, já que a conta não fechará se Lula e Fernando Haddad não encontrarem várias dezenas de bilhões de reais para conseguir zerar o déficit em 2024 e ter superávits primários de 0,5% e 1% do PIB em 2025 e 2026.

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O PT voltou ao poder com gana de arrasar tudo o que foi construído por seus antecessores; a Lei de Responsabilidade Fiscal, à qual o partido se opôs quando de sua tramitação no Congresso, é o mais novo alvo. O Legislativo não pode, em hipótese alguma, deixar que prospere essa mutilação de um dos grandes marcos saneadores das contas públicas. Na prática, o artigo 7.º do PLP 93 nega todo o espírito da LRF ao afirmar que, ainda que exista uma regra, ela não tem valor algum e pode ser descumprida impunemente. Tudo, inclusive o que está previsto no próprio projeto do arcabouço, perde completamente a solidez (que, a bem da verdade, já não seria muita mesmo sem a previsão da impunidade), completando de vez o trabalho de demolição fiscal que vem revertendo, aos poucos, todos os avanços que foram construídos para evitar que o país voltasse a sofrer com os efeitos da gastança sem fim.

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O BRASIL SERÁ AMORDAÇADO PELO PROJETO DAS FAKE NEWS

 

Por
Deltan Dallagnol – Gazeta do Povo


| Foto: Unplash

Sua liberdade está em perigo. A Câmara votará amanhã, dia 25, a urgência do projeto de lei 2630/2020 que, em nome de “combater fake news”, permitirá que o governo censure a voz dos usuários em redes sociais como Instagram, Facebook, Twitter e YouTube.

Se a urgência for aprovada, o projeto poderá ter seu mérito aprovado depois de amanhã, na quarta. Como já passou pelo Senado, está muito próximo de se tornar lei. Se você preza sua liberdade de expressão, é urgente que faça algo e vou explicar o porquê.

Há pelo menos cinco pontos do projeto que são extremamente preocupantes. Primeiro, ele incentivará que postagens legítimas sejam derrubadas em massa ao criar a responsabilidade das plataformas de redes sociais de atenuar riscos sistêmicos, definindo de modo vago tanto o que seria a atenuação dos riscos como também os próprios riscos.

Dentre esses riscos sistêmicos, estão os riscos de “difusão de conteúdos ilícitos” relativos a “golpe de estado” e a “discriminação ou preconceito”, riscos em relação à “violência de gênero”, riscos de danos à dimensão coletiva dos direitos fundamentais previstos na Constituição ou relacionados a temas cívicos, político-institucionais e eleitorais.

Há pelo menos cinco pontos do projeto que são extremamente preocupantes

O que entra nisso? Será que a defesa do impeachment pode ser penalizada, já que para alguns é um “golpe”? Críticas à ideologia de gênero? Críticas contundentes ao STF, ao presidente ou aos deputados e senadores? Chamar de “genocida” ou de “presidiário”? Dizer que o governo contribuiu para o 8 de janeiro será considerado um ataque às instituições democráticas?

Como se observa, as plataformas deverão gerenciar riscos relacionados a comportamentos que são definidos com expressões vagas as quais dão imensa margem à interpretação. Só os direitos fundamentais previstos na Constituição compõem uma extensa lista.

Há um segundo problema aí. O gerenciamento de “risco” é também definido de modo vago. O projeto exige que a rede social “adapte os processos de moderação de conteúdos (…) e, quando necessário, aplique remoção ou indisponibilização rápida de conteúdo”. Exige também que “adapte a concepção, características ou funcionamento dos serviços, incluindo os sistemas e interfaces”.

A vagueza segue adiante: se as redes sociais não “identificarem, analisarem e avaliarem diligentemente os riscos sistêmicos”, e se não “adotarem medidas de atenuação razoáveis, proporcionais e eficazes” – mais uma vez, termos vagos – contra os riscos, ficarão sujeitas a pesadas multas que podem chegar a R$ 50 milhões por infração.

Então, o que você acha que as plataformas vão fazer? Como elas não têm condição de analisar cada postagem individualmente, é óbvio que criarão regras e algoritmos para derrubar posts que representem qualquer risco, como aqueles que tenham, por exemplo, “certas palavras” ainda que sejam postagens legítimas numa democracia.

Assim, o projeto estabelece um imenso incentivo para que as redes sociais derrubem automaticamente conteúdos que tenham mero risco de serem considerados ilegais pelo governo. Isso porque os termos são vagos e o que é legal ou ilegal pode ser objeto de disputa e argumentação. Se elas não derrubarem os conteúdos por cautela estarão sujeitas a ter seu negócio inviabilizado por pesadas multas.

O projeto estabelece um imenso incentivo para que as redes sociais derrubem automaticamente conteúdos que tenham mero risco de serem considerados ilegais pelo governo

Aqui entra o segundo ponto extremamente preocupante: quem vai decidir o que você pode ou não falar, na prática, é o governo. É ele que vai supervisionar a moderação e o controle das postagens pelas redes sociais e aplicar pesadas multas. Evidentemente, as plataformas dançarão a música que o governo tocar.

O texto, de modo disfarçado, atribui essas competências a uma “entidade autônoma de supervisão”, inclusive para regulamentar em detalhes a lei. Contudo, a composição dela será determinada pelo governo, que poderá aparelhá-la ideologicamente para impor sua visão de mundo e suprimir discursos discordantes.

E, lembre-se: o governo terá ampla margem para cercear discursos com base nos conceitos vagos previstos na lei, que determina que sejam moderados conteúdos para atenuar o risco de violações à “dimensão coletiva dos direitos fundamentais”, seja o que for isso.

Assim, o projeto coloca uma espada de Dâmocles sobre a cabeça das redes sociais, pendurada por um fio que o governo pode cortar a qualquer momento. Ao fazer isso, dá-se o controle da moderação, na prática, ao governo. De modo muito simples e direito: a proposta dá um cheque em branco para o governo controlar o que você pode ou não dizer.

A terceira preocupação é a criação pelo projeto do que ela chama de “protocolo de segurança”, que pode ser decretado pelo governo por 30 dias renováveis quando houver “risco iminente de danos à dimensão coletiva de direitos fundamentais”, algo que sequer se sabe exatamente o que é e pode se relacionar a uma imensa gama de situações a depender da vontade política.

Quem vai decidir o que você pode ou não falar, na prática, é o governo

Esse protocolo é uma espécie de estado de exceção, um estado de sítio das redes sociais ou uma miniditadura digital em que o governo vai poder controlar mais ainda o que se dirá e o que será censurado nas redes sociais. Esse protocolo parece coisa da Venezuela, Cuba, Nicarágua, Rússia e China.

Em quarto lugar, o projeto sujeita as redes sociais à responsabilização se não retirarem rapidamente conteúdos denunciados por usuários como “conteúdo potenciamenete ilegal”, sob pena de responsabilização.

De fato, as plataformas ficam obrigadas a, “de maneira diligente e de acordo com seus termos de uso”, “apurar eventual ilegalidade do conteúdo”, “aplicando as ações correspondentes, inclusive a de moderação”.

A avaliação do que é ou não um conteúdo ilegal, mais uma vez, é objeto de discussão. O projeto incentiva as redes a, na dúvida, suprimirem, debaixo do controle e direcionamento do governo.

Até hoje, o Marco Civil da Internet isentava as plataformas de responsabilidade pelo conteúdo postado por terceiros em defesa da liberdade de expressão, com raras exceções. A lógica agora está sendo invertida pelo projeto, num experimento que coloca em risco a liberdade de expressão.

Não é necessária muita imaginação para prever o que acontecerá: usuários progressistas denunciarão o conteúdo conservador e vice-versa. O debate político está em risco de cair por terra. O que é isso se não for censura? E a tal da democracia?

Existe uma clara exceção: deputados e senadores poderão se expressar livremente porque têm imunidade prevista na Constituição. Já os cidadãos ou influenciadores não terão o privilégio de debater política e serão amordaçados pelo PL da Censura. Até mesmo candidatos sem mandato serão silenciados por denúncias de usuários. O projeto cria duas categorias de cidadãos e de cidadania.

Por fim, o projeto poderá ser aprovado sem uma discussão adequada e profunda nas comissões da Câmara, que existem justamente para isso, a fim de aperfeiçoar a proposta e de afastar os riscos que acarreta à liberdade de expressão e à própria democracia.

Não é necessária muita imaginação para prever o que acontecerá: usuários progressistas denunciarão o conteúdo conservador e vice-versa

O presidente da Câmara, Arthur Lira, anunciou que a urgência do projeto será votada nesta terça, o que permitirá que o seu mérito seja votado no dia seguinte. Além de o tempo ser exíguo, o texto do projeto está sendo mudado todo dia, e bastante, sem ser publicado em lugar algum.

Isso prejudica a transparência e o debate público sobre a proposta. Para produzir este artigo, por exemplo, foi necessário examinar várias versões do projeto recebidas em diferentes grupos, algumas bastante distintas. Foi preciso ainda confirmar qual era a última versão diretamente com seu deputado relator.

Cabe ressalvar que o projeto tem vários aspectos positivos. Por exemplo, estabelece o direito ao devido processo e ao recurso para o usuário que tem sua postagem suprimida, exige maior transparência e análise de riscos sistêmicos, prevê a remuneração de conteúdos jornalísticos nacionais, determina que as plataformas forneçam dados para pesquisas acadêmicas etc.

Contudo, há tantas coisas tão ruins que o projeto joga ralo abaixo o bebê junto com a água suja do banho. Precisa melhorar muito para ficar ruim. Ou seja, para combater fake news, o projeto enterra a garantia da liberdade de expressão e viabiliza a censura governamental.

Além disso, o contexto importa: vivemos debaixo de um governo que quer vingança e, para isso, tenta controlar a narrativa. Esse governo amigo de ditaduras criou um ministério da verdade, aumentou verbas para imprensa e agora quer controlar o que se diz nas redes sociais.

Por isso, é urgente a mobilização para que deputados sejam conscientizados sobre os problemas do projeto, a fim de que votem “não” à sua urgência e, se não houver grande alteração do texto e tempo para que seja conhecido, analisado e debatido com a sociedade, rejeitem-no em seu mérito.

Não vamos permitir que calem a nossa voz! Posso contar com a sua ajuda para impedirmos que o Brasil seja amordaçado?

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ESTATUTO DA IGUALDADE RACIONAL NÃO SOMA E DIVIDE PRETOS E BRANCOS

 


Brasil copia o pior do racialismo americano

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo


“A batalha dos Guararapes”, de Victor Meirelles: Em 1648, portugueses, africanos e índios se uniram para expulsar os holandeses do Brasil.| Foto: Wikimedia Commons/Domínio público

Antes de viajar, o presidente Lula sancionou uma lei aprovada pelos nossos representantes e publicada no Diário Oficial de segunda-feira, dia 24; portanto, já está em vigor. Ela altera o chamado Estatuto da Igualdade Racial, mas é exatamente o contrário, ela nos divide. Isso porque faz o IBGE gravar qual é a nossa raça e qual é a nossa etnia, e as empresas têm de colocar na ficha do empregado qual é a raça dele, por exemplo.

Eu não sei como é que vão descobrir isso, porque os exames que têm sido feitos aleatoriamente no Brasil, com sangue de brasileiros, mostram que nós somos uma mistura insuspeitada. Há quem ache ser sueco, mas é asiático, é africano… Nós somos uma grande mistura, uma bendita mistura que deu certo, que pegou o melhor de todas as genéticas sanguíneas da África, da Ásia, da Europa, do Oriente Médio, do continente brasileiro, da América do Sul… mas agora vamos ter de escrever de que raça nós somos. Isso é racismo, é cópia dos americanos, é papagaiada que adoramos copiar do neomarxismo americano.

E para que isso? Para dividir, muito simples. Divide et impera – “divide e subjuga”, porque a divisão enfraquece uma nação unida, acaba com a união de todos, como a união que tivemos para expulsar os holandeses. Índios, africanos e portugueses se uniram em brasileiros para expulsar os holandeses, formaram o exército brasileiro em 1648, e assim tem sido. Eu passei toda a minha mocidade sem notar que tínhamos cores diferentes, mas agora não, estão impondo isso. E, com toda essa ênfase nas aparências, esquecem o verdadeiro valor, que é o caráter da pessoa, o seu conhecimento, a sua capacidade de agir, os seus méritos em tudo, e não a aparência. A aparência é só a casquinha, o mínimo. É incrível, mas foi a lei que nossos representantes fizeram.

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Lula termina uma passagem muito esquisita por Portugal 
O presidente da República está saindo de Portugal para a Espanha. A passagem dele por aqui foi muito estranha, nas entrevistas que deu atrapalhou-se na língua, fingia até que não entendia português quando não queria responder, e tiveram de criar uma série de agendas, como troca de condecorações e prêmios, para justificar essa permanência dele aqui em Lisboa.

As duas nações têm de viver muito próximas. Portugal é a porta aberta da Europa para o Brasil e está sendo uma grande porta aberta para brasileiros que vêm trabalhar por aqui, mas também houve a reação do partido Chega, que não quis saber de alguém com a biografia de Lula em Portugal e se manifestou com toda a força contra a presença do presidente do Brasil.

Também por aqui repercutem as imagens do Palácio do Planalto que foram pouco a pouco reveladas no Brasil, e que deixaram todo mundo intrigado para saber o que foi que realmente aconteceu, aumentando a necessidade de deputados e senadores investigarem. Foi algo grande demais para se deixar nas mãos de uma delegacia de polícia ou da Procuradoria-Geral da República.


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O INTERESSE DO MST NÃO SÃO AS TERRAS E SIM O DINHEIRO PARA COMPRÁ-LAS

 

MST não quer terra nenhuma, só dinheiro vivo – e quem paga é o povo

Por
J.R. Guzzo – Gazeta do Povo


| Foto: Reprodução/MST

O MST, esse santo sacrário de Lula, da esquerda nacional e de quem acredita que o Brasil, a esta altura do século XXI, ainda precisa de uma “reforma agrária”, nunca quis distribuir terra para ninguém. Desde o começo das suas operações, ficou claro que é uma sociedade comercial com sócios-proprietários, acionistas e funcionários de carreira, com o objetivo de explorar o mercado mundial da piedade com o “camponês” explorado pelos “ricos” e sempre pronto a dar dinheiro para um “mundo mais justo”. Mais: cria e aproveita oportunidades para assaltar o Tesouro Nacional, em parceria com políticos que também estão pouco ligando para a “situação social” no campo; o que querem é verba, voto e cartaz.

O resultado prático disso é que o MST e seus derivados têm um único interesse real, estratégico e político: manter vivo, e sem solução, o “problema da terra”. É dele que vivem. Estarão mortos o dia em que todos os brasileiros do mundo rural tiverem seu próprio pedaço de chão. Por isso ficaram tão ferozmente contra a distribuição, no governo passado, de mais de 300.000 títulos de propriedade a brasileiros que querem trabalhar na terra.

O MST está invadindo de novo propriedades rurais e órgãos do governo, com estímulo ou omissão da autoridade pública.

Essa trapaça, que dura há décadas, acaba de receber uma espécie de selo de aprovação do governo Lula, com ata de reunião, documento oficial e número de protocolo. Atesta-se aí pública e abertamente, pela primeira vez, que o MST não quer terra nenhuma, e sim dinheiro vivo. O dinheiro, naturalmente, é o seu, tirado diretamente dos impostos.

Não se de trata de uma “reivindicação política” de ordem geral. O que houve de fato, numa reunião oficial do MST com o ministro da Fazenda, foi a exigência de um pagamento específico e determinado de 1 bilhão de reais, a ser depositado nas contas bancárias da organização. Isso mesmo: 1 bilhão de reais, uma em cima da outra. Foi apresentada, é claro, a desculpa de que esse dinheiro se destinaria à “aquisição de terras” para os “camponeses”, mas quem conseguiria acreditar numa história dessas? Se querem mesmo terra, por que não pedem terra? O governo está cheio de terra – é, aliás, o maior proprietário de terras do Brasil, disparado. Nada disso: o que eles querem é 1 bilhão de reais. É uma extorsão. O MST está invadindo de novo propriedades rurais e órgãos do governo, com estímulo ou omissão da autoridade pública; diz que vai invadir mais, se não receber dinheiro.

Se invadir os edifícios dos Três Poderes é crime, terrorismo e golpe de Estado, por que invadir e destruir instalações da Embrapa é permitido?

O MST sabe perfeitamente que está acima da lei. O STF processa de modo enfurecido, sistemático e ilegal tudo o que considera “antidemocrático”, ou “terrorista”, ou contra o “patrimônio do Estado brasileiro”. Mas o MST invade e destrói propriedades da Embrapa, a grande turbina do avanço da economia rural no Brasil, e não acontece absolutamente nada aos seus donos. É o contrário. Eles fizeram parte da comitiva oficial de Lula à China. Continuam ganhando postos-chave no comando do Incra e de outros órgãos oficiais ligados à terra.


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AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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