sexta-feira, 24 de março de 2023

LULA RANCOROSO E VINGATIVO

 

Ao atribuir o plano do PCC de matar autoridades a uma ‘armação de Moro’, o presidente desmoraliza seu próprio ministro da Justiça e alimenta o ódio que tão mal tem feito ao Brasil

Por Notas & Informações – Jornal Estadão

O presidente Lula da Silva, aquele que se elegeu pregando o diálogo e que se acha capaz de dobrar até a Rússia de Putin só no papo, está se deixando levar pelo rancor, que não costuma ser bom conselheiro. No momento em que os brasileiros tomaram conhecimento, chocados, de um plano do PCC para assassinar autoridades País afora, o presidente, em vez de elogiar o aparato de segurança federal que foi capaz de frustrar os intentos criminosos daquela organização, preferiu pôr em dúvida a própria existência do plano. O que motivou Lula da Silva a desmoralizar a Polícia Federal (PF) e o Ministério da Justiça de seu próprio governo foi a revelação de que um dos alvos do PCC era o senador Sérgio Moro, que foi seu algoz na Operação Lava Jato.

Depois de dizer que pretende ser “cauteloso” e “descobrir o que aconteceu”, declarou, sem deixar dúvidas, que, para ele, “é visível que é uma armação do Moro”. Se Lula é “cauteloso” assim, Deus livre o País quando ele não for.

Até aquele momento, a operação contra o PCC era motivo de orgulho no governo, por razões óbvias: além da vitória contra um dos mais insidiosos grupos criminosos do mundo, fruto de cuidadoso trabalho de inteligência, a ação impediu um atentado contra um dos principais opositores do governo, o senador Moro, mostrando que a máquina do Estado, neste caso, funcionou de maneira apartidária. Não demorou para que o ministro da Justiça, Flávio Dino, celebrasse essa conquista como um contraste evidente em relação ao governo anterior, de Jair Bolsonaro, que tudo fez para transformar a PF em polícia a seu serviço e contra desafetos. Lula poderia ter seguido o exemplo de Dino, mas escolheu a leviandade, mostrando que teorias da conspiração estapafúrdias não são monopólio do extremismo bolsonarista.

Lula da Silva deve ter lá suas razões para não gostar de Sérgio Moro. Afinal, passou mais de 500 dias na cadeia depois de condenado pelo então magistrado. Não se espera, portanto, que o petista perdoe Moro, mas um estadista, como o que Lula da Silva pretende ser, é justamente aquele que é capaz de deixar de lado suas eventuais mágoas pessoais em nome dos interesses nacionais. E é também aquele capaz de demonstrar empatia com a aflição alheia, mesmo que seja a de seu maior adversário. Se Moro e sua família estavam sob ameaça, como mostraram as investigações, então o presidente da República tinha o dever de respeitá-los. Sendo incapaz de dirigir uma palavra de solidariedade a Moro, que então se calasse.

No afã de atacar Moro, Lula acabou desprestigiando seu ministro da Justiça, Flávio Dino, que passou os últimos dois dias dando inúmeros detalhes sobre a operação contra o PCC e festejando o fato de que a investigação “é tão séria que foi feita em defesa da vida e da integridade de um senador de oposição ao nosso governo”. Ora, se o presidente da República desconfia que tudo isso não passa de “armação de Moro”, das duas, uma: ou Flávio Dino pede demissão por ter sido feito de bobo pelo senador ou é demitido por Lula, pois o presidente acha que ele foi feito de bobo.

Tudo considerado, o discurso de Lula da Silva é um acinte. Lança aleivosias como se estivesse no botequim, como se não fosse o chefe de Estado, a quem cabe a responsabilidade de liderar a ofensiva contra o crime organizado. Em lugar de assumir a condição de presidente da República e, assim, dar apoio a um senador ameaçado por perigosíssimos delinquentes, Lula se comportou de modo irresponsável e primário. Não foi Moro, apenas, o desrespeitado pelo presidente: foi a República. Porque não é republicano deixar que malquerenças pessoais contaminem o discurso e a prática presidenciais.

É, ademais, o tipo da reação que alimenta o ódio que tanto mobiliza os radicais no País há tempo demais. Lula precisa sair da cadeia de uma vez por todas, parar de ruminar vingança contra seus carrascos reais e imaginários e assumir, com espírito conciliador, a Presidência da República, para a qual foi eleito com a promessa de pacificar o Brasil.

A BUSCA DO COMÉRCIO COM A CHINA

Artigo
Na rota da seda
Por
Jorge Fontoura – Gazeta do Povo


Viagem de Lula à China terá encontros com autoridades chinesas e visita ao Banco dos Brics na tentativa de emplacar Dilma Rousseff.| Foto: Joedson Alves/EFE

A busca de comércio com a China tem sido recorrência milenar no imaginário histórico do ocidente. Nas grandes navegações, inclusive, o caminho marítimo para as Índias era designação indevida, a idear todo um oriente profundo, incluindo também China e Japão, como sabemos desde “as armas e os barões assinalados”, como diria Camões.

Ainda muito antes do descobrimento Terra Brasilis, a dizê-lo com precisão histórica, ocorrido em meio à busca do oriente pelo ocidente, já se cultivava portanto a ideia da rota da seda, presente em civilizações marcantes da antiguidade. Rota como economia política, não como geografia, antes um esforço e ímpeto de concretizar o comércio com a China do que literalmente um caminho a seguir.

No mundo de claudicantes polaridades múltiplas a China é cada vez mais importante a impactar de forma global e em primeira grandeza.

Agora, com a viagem de Lula da Silva a Pequim, em aparatosa visita de Estado, “nihil novi sub sole” (“Nada de novo sob o Sol”), acompanhado de numerosa delegação, composta de empresários, governadores, ministros e membros do Congresso, temos uma manifesta revalorização da política externa. Com objetivos definidos a princípio em densa agenda comercial, mas não apenas nela, o programa projeta relevantes desdobramentos geopolíticos e institucionais, como lembra o embaixador Eduardo Saboia, secretário de Ásia e Pacífico, do Itamaraty: “As áreas são diversas, desde agricultura, mas a incluir educação, meio ambiente, cultura, ciência e tecnologia e finanças”.

Se a agenda comercial pode se autoexplicar, a considerar os vultosos interesses em cotejo, a conjuntura mundial também impõe pauta de clamorosas urgências, em semana de especial complexidade no noticiário internacional, com a imputação de crime de guerra a Putin, e o rescaldo da visita melindrosa de Xi Jimping a Moscou.

No mundo de claudicantes polaridades múltiplas, a China é cada vez mais importante, impactando de forma global e em primeira grandeza. Para o Brasil, se há bem pouco se tratava de mera décima parceira comercial, hoje é de longe a primeira. Tanto em fluxo de comércio, na ordem de 150 bilhões de dólares anuais, como em investimentos diretos estimados em estoques de outros setenta e tantos iguais bilhões. Como decorrência de tão convincentes cifras, mais que parceira, tem-se a China de fato sócia inestimável, com a economia chinesa interatuando e influenciando de modo decisivo.

Uma recente sinalização nessa direção foi a escolha da atual secretária de Comércio Exterior Tatiana Lacerda Prazeres, que deixou clara a importância que o Palácio do Planalto passou a reconhecer nas relações sino-brasileiras, tomando em conta a expertise da nova gestora do comércio internacional, ex-senior felow da Universidade de Economia e de Negócios Internacionais de Pequim, a par de toda sua vasta trajetória técnica e acadêmica.

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No que concerne à agenda de política internacional propriamente dita, no entanto, o encontro entre Lula da Silva e Xi Jinping não será apenas com céu azul, em especial no que se refere à inevitável abordagem da guerra de Putin. Nesse sentido, também estará na ordem do dia o plano de cessar-fogo patrocinado por chineses para a Ucrânia, porém, inaceitável para a União Europeia e para norte-americanos, como afirmou às pressas o porta voz da Casa Branca John Kirby. Uma trégua agora representaria indesejável consolidação de conquistas territoriais russas em solo ucraniano, como uma vitória retumbante e silenciosa para o Kremlin. O que diria Joe Biden? Serão tensões incontornáveis, por certo agravadas pelo momento mercurial que vive a China, com discursos marciais de seu presidente, sobre exércitos, armas e muralhas de aço.

Restará em aberto o desafio da redação da nota final do encontro, na qual muito pretenderá dizer Xi Jinping. Além das questões comerciais e de boas intenções recíprocas, deverão ser incluídas com certeza posições acerca do conflito. Posições de Xi Jinping, bem entendido, mas não tanto posições de Lula da Silva. Mais uma tarefa de Hércules para a escolada dicção e o apropriado saber fazer e saber dizer da diplomacia brasileira.

Jorge Fontoura é advogado e professor.


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O BRASIL TEM MUITO A GANHAR PRODUZINDO ENERGIA LIMPA

 

Karilayn Areis – Jornalista

Questões ambientais, sociais e de governança passaram a ser consideradas essenciais para garantir a sobrevivência humana

Rio – O avanço das mudanças climáticas e a realização da 27ª edição da Conferência do Clima da ONU (COP 27), em novembro deste ano, fez o termo economia verde ganhar ainda mais visibilidade. Com isso, as questões ambientais, sociais e de governança — termos que compõem a sigla ESG (em inglês) — passaram a ser consideradas essenciais para garantir a sobrevivência humana, além de pautar as análises de riscos e decisões de investimentos, colocando forte pressão no setor empresarial sobre qual será o futuro do planeta.  

Mas, você sabe o que é economia verde?

De acordo com o especialista em energia renovável e CEO da Renova Energia Solar, Ricardo Dadda, basicamente, na economia verde as questões ambientais são levadas em consideração na hora de se planejar o desenvolvimento econômico, visando um crescimento sustentável e a preservação da natureza. Ainda segundo Dadda, devido à extensão territorial e a diversidade dos biomas, o Brasil pode se beneficiar economicamente e ainda ajudar o mundo a adotar cuidados com o meio ambiente.

“Temos diversas vantagens principalmente quando se fala na geração de energia limpa. Grande território, alta incidência solar, regiões com ventos constantes, além da capacidade hídrica. Imagino em um futuro próximo, explorarmos tecnologias que nos possibilite não só nos deixar autossuficientes energeticamente, mas até mesmo fornecer energia limpa para outros países menos beneficiados pela natureza. Também temos possibilidades de geração de crédito de carbono e hidrogênio verde que pode auxiliar o nosso crescimento econômico”, opina.

Com relação aos desafios para frear o aquecimento global, Dadda destaca que as questões burocráticas e legislativas podem representar obstáculos a serem vencidos. “Para um desenvolvimento rápido da economia verde, é imprescindível que se tenha legislações favoráveis que de fato incentive as pessoas e empresas a investirem nisso. Só o governo investir e regular, acaba não funcionando. Gosto muito do exemplo do sistema de compensação de energia solar, onde gera de fato um benefício econômico para quem investe”, cita.

Já o diretor executivo da JValério Gestão e Desenvolvimento, Clodoaldo Oliveira, acredita em um resgate da credibilidade internacional pelo foco que o governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva prometeu dar ao tema. “Vimos pela presença na COP 27, onde o uso da questão ambiental irá estimular a economia, seja via acesso a mercados internacionais destravando acordos ou pela atração de investimentos para o país”, complementa.

Clodoaldo ainda ressalta que o Brasil é um país de grandes oportunidades e destaca que “precisamos ter sensibilidade para os mercados em crescimento”.

Micro e pequenas empresas têm dificuldades em aplicar práticas sustentáveis

Apesar de ser um tema atual e que tende a ganhar cada vez mais relevância, um levantamento do Sebrae Rio em parceria com o portal Integridade, constatou que 67% dos representantes de Empresas de Pequeno Porte (EPPs) entrevistadas no Estado do Rio de Janeiro, conhecem práticas sustentáveis. Entretanto, apenas 42% aplicam alguma medida relacionada ao tema, revelando uma dificuldade na implementação dessas ideias. O estudo ouviu 390 companhias do setor de serviços, indústria e comércio.

Ainda segundo o levantamento, entre as vantagens citadas após a adoção das práticas sustentáveis, está o aumento de reputação e vendas. Porém, 83% das empresas que participaram da pesquisa informaram que não identificaram o acesso a crédito mais barato como um benefício relacionado.

A pesquisa também constatou que o setor de serviços mostrou-se o mais receptivo às práticas ESG, se comparado à indústria e ao comércio. As empresas de serviços que conhecem algumas das práticas somam 74%; outras 21% desconhecem, mas gostariam de adotar; e apenas 5% não têm interesse por elas. Em seguida, vem o setor da indústria, no qual os percentuais atingem, respectivamente, 67%, 25% e 8%. No segmento do comércio, apenas 59% têm conhecimento sobre elas; 30% não as conhecem, mas gostariam de adotá-las; e outros 11% não demonstram interesse nessa agenda.

Com relação às práticas ambientais, 12% das empresas já utilizam energia de fontes solar ou eólica; e 37% direcionam o lixo para reciclagem. No entanto, um percentual ainda alto utiliza sacolas e copos plásticos, respectivamente 77% e 67%.

Para a gestora de projetos de sustentabilidade do Sebrae Rio, Aline Barreto, a pesquisa evidencia uma tendência de preocupação das empresas com a agenda ESG, destacando que essa adesão é importante para a própria sobrevivência dos negócios.

“A sondagem revela um novo caminho que as empresas de pequeno porte estão tomando, já que durante anos o investimento em questões ambientais, sociais e de governança era visto como uma despesa de baixo retorno para o negócio. Vale destacar também que hoje os consumidores estão mais preocupados com as questões socioambientais e pesquisam as práticas e a reputação das organizações com as quais se relacionam.  Aquelas que não estão nesse caminho não são competitivas”, diz Barreto.

Já a editora do portal Integridade ESG, Mariza Louven, ressalta a importância das pequenas e médias empresas na economia brasileira como um todo. “O Brasil é um país de pequenas e médias empresas. É fundamental conhecer um pouco mais sobre a realidade ESG desse segmento que move a nossa economia, inclusive como contribuição às políticas públicas, de fomento e até de comunicação com esses empreendedores”.

Profissões do futuro

Visando se destacar neste mercado, o Brasil tem buscado caminhar para novos rumos. Segundo a Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), compilados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), atualmente o país já responde por 10% dos “empregos verdes” no planeta, ficando somente atrás da China, que tem 42% dos 12,7 milhões de postos de trabalho nessa área.

“Sem sombra de dúvidas, será a grande era dos engenheiros eletricistas, gestores de energia, e profissionais ligados ao setor de energia limpa. Hoje já enfrentamos muita carência de mão de obra nesses setores, e a tendência é que essa oferta cresça ainda mais à medida que esse mercado se desenvova”, aposta Dadda.

Já o coordenador do curso de pós-graduação a distância em mudanças climáticas da Unyleya, Ismael Ulisse Miranda, frisa que a nova economia exigirá qualificação por parte dos profissionais. “O profissional para atuar com ESG precisa estar bem qualificado e apto a trabalhar com gestão ambiental e de riscos nas empresas, acordos, negociações. Precisa ter um olhar sistêmico e com entendimento do negócio, visão holística, saber dialogar, ser articulado, entre outras habilidades. As empresas estão de olho e em busca desses perfis, pois agora é questão de sobrevivência”.

ESCALANDO NEGÓCIOS DA VALEON

1 – Qual é o seu mercado? Qual é o tamanho dele?

O nosso mercado será atingir os 766 mil habitantes do Vale do Aço e poder divulgar os produtos / serviços para vocês clientes, lojistas, prestadores de serviços e profissionais autônomos e obter dos consumidores e usuários a sua audiência.

A ValeOn atenderá a todos os nichos de mercado da região e especialmente aos pequenos e microempresários da região que não conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos benefícios que ele proporciona. Pretendemos cadastrar todas as empresas locais com CNPJ ou não e coloca-las na internet.

2 – Qual problema a sua empresa está tentando resolver? O mercado já expressou a necessidade dessa solução?

A nossa Plataforma de Compras e Vendas que ora disponibilizamos para utilização das Empresas, Prestadores de Serviços e Profissionais Autônomos e para a audiência é um produto inovador sem concorrentes na região e foi projetada para atender às necessidades locais e oferecemos condições de adesão muito mais em conta que qualquer outro meio de comunicação.

Viemos para suprir as demandas da região no que tange a divulgação de produtos/serviços cuja finalidade é a prestação de serviços diferenciados para a conquista cada vez maior de mais clientes e públicos.

O nosso diferencial está focado nas empresas da região ao resolvermos a dor da falta de comunicação entre as empresas e seus clientes. Essa dor é resolvida através de uma tecnologia eficiente que permite que cada empresa / serviços tenha o seu próprio site e possa expor os seus produtos e promoções para os seus clientes / usuários ao utilizar a plataforma da ValeOn.

3 – Quais métodos você usará para o crescimento? O seu mercado está propício para esse tipo de crescimento?

Estratégias para o crescimento da nossa empresa

  1. Investimento na satisfação do cliente. Fidelizar é mais barato do que atrair novos clientes.
  2. Equilíbrio financeiro e rentabilidade. Capital de giro, controle de fluxo de caixa e análises de rentabilidade são termos que devem fazer parte da rotina de uma empresa que tenha o objetivo de crescer.
  3. Desenvolvimento de um planejamento estratégico. Planejar-se estrategicamente é como definir com antecedência um roteiro de viagem ao destino final.
  4. Investimento em marketing. Sem marketing, nem gigantes como a Coca-Cola sobreviveriam em um mercado feroz e competitivo ao extremo.
  5. Recrutamento e gestão de pessoas. Pessoas são sempre o maior patrimônio de uma empresa.

O mercado é um ambiente altamente volátil e competitivo. Para conquistar o sucesso, os gestores precisam estar conectados às demandas de consumo e preparados para respondê-las com eficiência.

Para isso, é essencial que os líderes procurem conhecer (e entender) as preferências do cliente e as tendências em vigor. Em um cenário em que tudo muda o tempo todo, ignorar as movimentações externas é um equívoco geralmente fatal.

Planeje-se, portanto, para reservar um tempo dedicado ao estudo do consumidor e (por que não?) da concorrência. Ao observar as melhores práticas e conhecer quais têm sido os retornos, assim podemos identificar oportunidades para melhorar nossa operação e, assim, desenvolver a bossa empresa.

4 – Quem são seus principais concorrentes e há quanto tempo eles estão no mercado? Quão grandes eles são comparados à sua empresa? Descreva suas marcas.

Nossos concorrentes indiretos costumam ser sites da área, sites de diretório e sites de mídia social. Nós não estamos apenas competindo com outras marcas – estamos competindo com todos os sites que desejam nos desconectar do nosso potencial comprador.

Nosso concorrente maior ainda é a comunicação offline que é formada por meios de comunicação de massa como rádios, propagandas de TV, revistas, outdoors, panfletos e outras mídias impressas e estão no mercado há muito tempo, bem antes da nossa Startup Valeon.

5 – Sua empresa está bem estabelecida? Quais práticas e procedimentos são considerados parte da identidade do setor?

A nossa empresa Startup Valeon é bem estabelecida e concentramos em objetivos financeiros e comerciais de curto prazo, desconsideramos a concorrência recém chegada no mercado até que deixem de ser calouros, e ignoramos as pequenas tendências de mercado até que representem mudanças catastróficas.

“Empresas bem estabelecidas igual à Startp Valeon devemos começar a pensar como disruptores”, diz Paul Earle, professor leitor adjunto de inovação e empreendedorismo na Kellogg School. “Não é uma escolha. Toda a nossa existência está em risco”.

6 – Se você quiser superar seus concorrentes, será necessário escalar o seu negócio?

A escalabilidade é um conceito administrativo usado para identificar as oportunidades de que um negócio aumente o faturamento, sem que precise alavancar seus custos operacionais em igual medida. Ou seja: a arte de fazer mais, com menos!

Então, podemos resumir que um empreendimento escalável é aquele que consegue aumentar sua produtividade, alcance e receita sem aumentar os gastos. Na maioria dos casos, a escalabilidade é atingida por conta de boas redes de relacionamento e decisões gerenciais bem acertadas.

Além disso, vale lembrar que um negócio escalável também passa por uma fase de otimização, que é o conceito focado em enxugar o funcionamento de uma empresa, examinando gastos, cortando desperdícios e eliminando a ociosidade.

Sendo assim, a otimização acaba sendo uma etapa inevitável até a conquista da escalabilidade. Afinal de contas, é disso que se trata esse conceito: atingir o máximo de eficiência, aumentando clientes, vendas, projetos e afins, sem expandir os gastos da operação de maneira expressiva.

Pretendemos escalar o nosso negócio que é o site marketplace da Startup Valeon da seguinte forma:

  • objetivo final em alguma métrica clara, como crescimento percentual em vendas, projetos, clientes e afins;
  • etapas e práticas que serão tomadas ao longo do ano para alcançar a meta;
  • decisões acertadas na contratação de novos colaboradores;
  • gerenciamento de recursos focado em otimização.

quinta-feira, 23 de março de 2023

FACÇÕES CRIMINOSAS SE SENTEM À VONTADE PARA AGIR NOS GOVERNOS DE ESQUERDA

Por
Rodolfo Costa – Gazeta do Povo
Brasília


Ações de facções criminosas durante governo Lula geram críticas de opositores. Foto: Agência EFE| Foto:

A oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está convencida de que o crime organizado detectou uma fraqueza do governo federal no combate às quadrilhas e à criminalidade. A prisão de suspeitos de organizar ataques contra agentes públicos, a exemplo do senador Sergio Moro (União Brasil-PR), e a onda de violência ocorrida no Rio Grande do Norte sugerem a opositores que as facções criminosas se sentem livres e confortáveis para agir de forma mais radical em um governo de esquerda.

O deputado federal Alberto Fraga (PL-DF), presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública, entende que não há dúvidas de que as facções se sentem mais confortáveis para cometer crimes no atual governo. Segundo ele, isso sugere a percepção de fraqueza do governo em relação ao combate às quadrilhas.

Já o governo Lula ressaltou que há pelo menos 45 dias seus setores de inteligência identificaram o plano do PCC (Primeiro Comando da Capital) para atacar Moro e autoridades de segurança pública e a Polícia Federal (PF) conseguiram desarticulá-lo de forma eficaz e sem violência. O ministro da Justiça, Flávio Dino, ressaltou que a PF não faz distinção política na hora de proteger a sociedade e que Moro pode ter sido salvo devido à eficiência e independência do órgão.

Durante a operação Sequaz, a PF cumpriu ao menos nove de um total de 11 mandados de prisão e realizou buscas em 24 locais que podem ter sido usados no planejamento para matar ou sequestrar autoridades públicas.

A operação ocorreu dias depois do início de uma discussão política polêmica sobre uma visita de Dino à favela da Maré, no Rio de Janeiro, que é controlada pela facção criminosa Comando Vermelho. Isso levou opositores do governo a questionarem como autoridades da esquerda conseguem entrar em áreas dominadas pelo crime sem sofrer represálias.

“Basta ver o que ocorreu na campanha política, que Lula foi lá no Complexo do Alemão e não foi importunado com absolutamente nada. Depois, Flávio Dino [ministro da Justiça e Segurança Pública] foi ao Complexo da Maré negociar com ONGs pedindo que não haja incursões [policiais] na favela”, acusa Fraga. “A gente percebe claramente que há uma aproximação do PT e da esquerda com o crime organizado. Provas ainda não existem, mas logo, logo, chegaremos lá”, acrescenta Fraga.

Dino disse na ocasião que foi visitar representantes de movimentos sociais e acusou opositores de “ódio a lugares onde moram os mais pobres”. Ele negou que o governo tenha qualquer ligação com o crime organizado.

Interlocutores de Moro, que pediram para não ter seus nomes revelados, dizem que a análise de Fraga é partilhada entre outros senadores. Eles afirmaram acreditar que o ambiente favorece o avanço de projetos de lei que endurecem o combate ao crime organizado, como o Projeto de Lei (PL) 1307/2023 proposto por Moro para aumentar as penas de quem planeja atentados.

Em rede social, Bolsonaro associa crime organizado à esquerda
Na mesma linha, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por exemplo, associou o crime organizado à esquerda em uma postagem de solidariedade a Moro noTwitter, que foi ministro da Justiça e Segurança Pública em seu governo. Ele citou a morte do ex-prefeito petista Celso Daniel, em 2002, e o atentado sofrido por ele nas eleições de 2018, em uma referência crítica às facções criminosas.

Diversas suspeitas sobre crime político foram levantadas em relação ao assassinato de Celso Daniel. Mas, Polícia Civil de São Paulo concluiu que tratou-se de um crime comum e não político. Contudo, testemunhas foram assassinadas ao longo do processo.

“Em 2002, Celso Daniel. Em, 2018, Jair Bolsonaro, e agora Sérgio Moro. Tudo não pode ser só coincidência. O Poder absoluto a qualquer preço sempre foi o objetivo da esquerda”, comentou. “Nossa solidariedade a Sérgio Moro, [o promotor] Lincoln Gakiya e familiares. A CPMI [do 8 de janeiro] assombra os inimigos da democracia”, declarou.

Gakyia é um promotor do Ministério Público de São Paulo que vem enfrentando o PCC desde sua formação nos presídios paulistas no início dos anos 2001. Desde 2009, ele anda com escolta e diz que os planos para assassiná-lo são frequentes.

Política de segurança do PT prioriza direitos humanos
O fato de políticos e ativistas da esquerda defenderem uma determinação do Supremo que vem limitando as ações da polícia contra facções no Rio de Janeiro, por causa da pandemia, também reforça a percepção de opositores e analistas de segurança contra que o crime está com mais liberdade para agir.

Na semana passada, no lançamento do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci 2), o programa de segurança do governo federal, ativistas disseram que as operações da polícia fluminense são “planejadas ao fracasso”. O Pronasci é criticado por analistas por supostamente se focar mais em políticas de promoção dos direitos humanos do que em estratégias para combate direto ao crime organizado.

Um levantamento da Gazeta do Povo mostrou que os estados do Maranhão e da Bahia registraram elevação dos índices de criminalidade quando foram governados por membros da cúpula do PT.

Segundo Sérgio Habib, que foi secretário de segurança pública da Bahia na década de 90 e hoje é professor de Direito Penal, o PT investiu muito em obras e construção de estradas durante sua gestão na Bahia, por exemplo, mas não deu a importância devida para a segurança pública.

Porém, a associação entre o fortalecimento do crime organizado e políticas públicas da esquerda para a segurança pública gera polêmica mesmo entre os analistas.

“Não se pode imaginar que os bandidos estejam aproveitando uma fragilidade em um governo de esquerda. Os bandidos estão mais preocupados com a sobrevivência e lucratividade deles”, disse o coronel reformado da Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) José Vicente da Silva.

“Nós temos cerca de 70 facções criminosas no país e elas não conversam entre si, a não ser um ou outro jogo de conveniência criminosa de buscar armas, pegar drogas, mas elas são rivais”, comenta.

Por outro lado, ele afirma que o Pronasci 2, lançado pelo governo federal, “não funciona”. Sem um programa eficiente, o especialista alerta que a própria alocação de recursos para o setor fica comprometida. “O fundo nacional de segurança pública precisa estar contido dentro de um plano nacional, que não tem”, diz.

Oposição quer agenda de projetos contra as facções criminosas
O projeto de lei proposto por Moro após a operação da PF propõe ampliar a proteção dos agentes públicos envolvidos no combate ao crime organizado e tipifica a conduta de obstrução de ações contra as facções.

A percepção entre opositores no Congresso é de que a proposta do senador tem chances de avançar, ser aprovada e se somar às demais matérias em tramitação que abordam o enfrentamento à criminalidade.

O projeto é elogiado pelo analista José Vicente da Silva. “Eu li o projeto. Ele propõe algumas camadas a mais de proteção para todos os agentes que incomodam o bandido, sendo o crime organizado ou não. É necessário criar estruturas intimidatórias aos criminosos”, destaca. .

A Comissão de Segurança Pública e Crime Organizado da Câmara, por exemplo, iniciou a discussão de uma agenda de pautas prioritárias a serem votadas neste início de legislatura. Há uma série de projetos que tramitam na Casa, como propostas que endurecem penas e até um projeto, encaminhado pelo governo Bolsonaro, que tem por objetivo garantir o pagamento de indenização às vítimas de crimes, paga pelos criminosos.

O presidente do colegiado, Sanderson (PL-RS), tem discutido a distribuição de relatorias com integrantes. “As conversas tiveram início e eu respondi quais seriam os projetos que tenho interesse em relatar. Foi feito o início de distribuição de relatorias”, diz o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP). Uma das medidas de enfrentamento à violência e ao crime defendida por ele é uma proposta de Emenda à Constituição (PEC) de sua autoria, que garante a posse, o porte e a propriedade de armas ao cidadão.

O parlamentar endossa a percepção de que o governo tem uma “preferência pela conduta criminosa” e considera que sua análise é corroborada pelo decreto de Lula que altera a política de armas de Bolsonaro. “O governo preferiu realizar esforços para desarmar cidadãos de bem do que esforços para desarmar criminosos”, diz Bilynskyj. Ele também critica a decisão de Dino em ter extinguido os Comandos de Operações Especializadas da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e ter designado a corporação a focar apenas em sua atividade fim, ou seja, em fiscalizar ostensivamente as rodovias federais.

O deputado considera ainda que a investigação da Polícia Federal contra a quadrilha suspeita de organizar ataques contra agentes públicos vai aumentar um vínculo existente entre as declarações de Lula e as prisões realizadas pela corporação. “Por que o presidente declara que quer f… o Moro e, no dia seguinte, a PF prende caras que estavam agindo para isso?”, indaga. Após a fala de Lula e a investigação contra a quadrilha que ameaça Moro, Bilynskyj diz que “a oposição inteira” se mobiliza para pedir o impeachment de Lula.

Porém, a relação entre a fala de Lula na terça-feira (21) e a operação da PF na quarta-feira (22) foi descartada pelo ministro da Justiça, Flávio Dino. Ele disse que trata-se de uma “narrativa escandalosamente falsa”. Lembrou ainda que a PF protegeu o senador Moro.

Em outra frente, o deputado federal Bibo Nunes (PL-RS), por exemplo, ingressou nesta quarta (22) com um pedido de impeachment contra o presidente da República. Para ele, Lula violou a imunidade assegurada a Moro com “nítido caráter de vingança” e cometeu crime de improbidade ao agir de modo “incompatível” com a “dignidade, a honra e o decoro do cargo de presidente” ao “ofender” e “ter sentimento de vingança” contra o senador.

Outra medida articulada por opositores é o pedido de abertura de uma Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) para investigar os planos da organização Primeiro Comando da Capital para fazer atentados contra Moro e outros agentes públicos. É o que propôs nesta quarta o deputado Coronel Meira (PL-PE) ao pedir a instalação de um colegiado com a participação de 15 senadores e 15 deputados federais.

Resistência do governo é desafio para avançar contra governo e facções
Apesar dos esforços, opositores temem que o governo fará o possível para impedir o avanço de estratégias que tentem associar Lula, a esquerda e o crime organizado. A tentativa do governo em retirar assinaturas da CPMI que propõe a investigação dos atos de vandalismo em 8 de janeiro, em Brasília, é visto como um exemplo prático pelo qual uma CPMI para investigar o PCC pode ser malsucedida.

Mesmo projetos de lei de endurecimento de pena são difíceis de aprovar em razão da obstrução do governo, critica o deputado Alberto Fraga. “A Câmara tem diversos projetos para resolver a questão [do combate ao crime organizado]. O problema todo é que falta vontade política. O PT não deixa aumentar pena ou propor mudança mais rígida, tudo tem mais dificuldade com PT e com PSOL”, comenta.

O presidente da Frente Parlamentar da Segurança Pública defende a aprovação de matérias como a redução da maioridade penal e o fim dos “saidões” de detentos dos presídios, mas reforça que propostas de avanço contra o crime são difíceis sem o apoio de uma maioria do Congresso. “Volto a dizer: projetos têm, e demais. Hoje mesmo apresentaram projeto aumentando em 80% a pena a alguém que cometer crimes contra agentes públicos. Mas falta vontade política para votar e aprovar”, critica Fraga.

“Saidões” são benefícios concedidos a presos por bom comportamento. Eles podem passar feriados fora das prisões. Defensores da medida dizem que ela ajuda no processo de ressocialização dos criminosos.

O deputado destaca, contudo, que é possível a convocação de Dino para ir à Câmara esclarecer diferentes questionamentos de parlamentares, como sua ida ao Complexo da Maré e os projetos do atual governo para a segurança pública. A ideia é que a bancada da segurança pública decida nesta quinta-feira (23) sobre a convocação do ministro da Justiça.

Outra resistência do governo diz respeito à ideia de acionar as Forças Armadas para coibir a escalada da violência no Rio Grande do Norte. O deputado federal Sargento Gonçalves (PL-RN) e outros parlamentares pediram para que os presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco, (PSD-MG), peçam o envio de tropas militares por meio da edição de um decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Até o momento, Lula e a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), têm resistido à edição da GLO. Gonçalves interpreta a objeção dos governos federal e estadual como uma conivência com o crime organizado que, segundo o parlamentar, promoveu ataques a mais de 50 municípios do estado.

Além de defender a aprovação de medidas legislativas que endureçam as penas contra o crime organizado e o combate à corrupção, Gonçalves destaca que foi apresentado um requerimento na Comissão de Segurança Pública da Câmara solicitando a instalação de uma comissão externa para acompanhar in loco a situação no Rio Grande do Norte. Ele diz que também apresentou um pedido de impeachment contra a governadora.

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CANETADA LIMITANDO OS JUROS PARA APOSENTADOS CORTOU O CRÉDITO DOS APOSENTADOS

 

Editorial
Por
Gazeta do Povo

Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva faz pronunciamento em Brasília


Lula e o ministro da Previdência, Carlos Lupi, em foto de dezembro de 2022.| Foto: José Cruz / Agência Brasil

“Os livros de economia estão superados”, pontificou Lula na segunda-feira, dia 20, durante o relançamento do Mais Médicos. Difícil saber se o presidente da República chegou um dia a ler alguma das obras que ele agora diz estarem “superadas” e, caso tenha lido, se chegou a entender o que lera – não há como considerar, evidentemente, os livros de economia de viés socialista, que bem poderiam ser colocados nas prateleiras de “ficção” das livrarias. De qualquer forma, enquanto Lula dizia essas palavras, tanto os bons livros de economia quanto o puro e simples bom senso mostravam-se mais uma vez certeiros a respeito das consequências trágicas do intervencionismo voluntarista na economia.

Em uma decisão motivada mais pelo populismo que por algum sólido embasamento técnico, o Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), formado por integrantes do governo e representantes de aposentados, empresas e trabalhadores, resolveu que os juros cobrados no empréstimo consignado aos beneficiários do INSS eram altos demais e os reduziu na marra, de 2,14% para 1,70% ao mês, em sua reunião de 13 de março. Se com a taxa anterior muitos bancos, especialmente os menores, já tinham uma margem de lucro praticamente zerada nesse tipo de operação, com a nova taxa definida pelo CNPS eles praticamente passariam a pagar para emprestar dinheiro aos aposentados. Como resultado, ao menos 11 bancos resolveram suspender a concessão de novos empréstimos – incluindo os pesos-pesados estatais Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

Ao romper o silêncio sobre o tema na terça-feira, Lula não deixou dúvidas: disse que o CNPS apenas fez a coisa certa do jeito errado

“Buscamos encontrar um caminho que seja o melhor para a parte mais frágil: o povo brasileiro”, comemorou o ministro da Previdência, Carlos Lupi, ao comentar a redução dos juros. Na prática, entretanto, o que o CNPS conseguiu foi justamente o oposto, reduzindo drasticamente o acesso dos aposentados ao crédito, já que o consignado é, para boa parte deles, a única opção segura disponível. É o caso de 42% dos 14,5 milhões de beneficiários do INSS que já fizeram empréstimos consignados e estão com o nome sujo na praça; esses 6 milhões de brasileiros já não podem recorrer normalmente ao sistema bancário e agora ficam à mercê de agiotas ou de linhas especiais para negativados, com juros muito mais altos.

Aliados do governo, que certamente também não leram ou não entenderam os livros de economia “superados”, e por isso não entendem como é possível que um banco não esteja disposto a assumir prejuízos certos de livre e espontânea vontade, chamaram de “chantagem” e “extorsão” a decisão dos bancos, e pediram a cabeça dos responsáveis na Caixa e no BB. O ministro Carlos Lupi bateu o pé e, na sexta-feira, dia 17, publicou nota pedindo que o governo “não ceda aos interesses dos bancos e do mercado financeiro”. O governo, no entanto, está tentando costurar uma solução intermediária: uma primeira reunião nesta segunda-feira (dia 20), da qual participaram o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e a presidente da Caixa, Rita Serrano, acabou sem decisão, e um segundo encontro deve ocorrer na próxima sexta-feira. O mais provável é que um novo teto seja estabelecido para os juros do consignado, inferior a 2,14%, mas superior a 1,70%.

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E Lula, o que achou? De início, alguém até poderia incluir a redução voluntarista dos juros do consignado na lista de “genialidades” que o presidente criticou em reunião ministerial ocorrida um dia depois da reunião do CNPS, ao pedir que todo novo projeto passasse pelo crivo da Fazenda, do Planejamento, da Casa Civil e do Planalto antes de ser anunciado. Por outro lado, dadas todas as críticas de Lula ao Banco Central e à atual taxa Selic, impossível não imaginar que ele não visse com bons olhos uma canetada redutora de juros. Pois, ao romper o silêncio sobre o tema nesta terça-feira, Lula não deixou dúvidas: aprovou o conteúdo, criticando apenas a forma. Falando ao site de esquerda Brasil 247, o presidente classificou a medida como “uma coisa que poderia ser 100% boa, favorável”, mas que “era preciso ter feito um acerto para anunciar uma medida que envolvesse a Fazenda, o Planejamento, os bancos públicos e os bancos privados. Não, o Lupi anunciou”. Em outras palavras, o CNPS apenas fez a coisa certa do jeito errado.

Os próximos dias trarão o resultado deste embate entre o voluntarismo intervencionista e a economia real – e este resultado dirá muito sobre a forma como Lula e sua equipe pretendem conduzir a economia ao longo dos próximos quatro anos. Para o bem do país e, especialmente, dos aposentados, o melhor é que o Planalto agarre a chance que a “genialidade” de Lupi concedeu e admita que tem algo a aprender com os bons livros de economia, aqueles que alertam para o risco de canetadas sem fundamento.


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LULA VAI USAR VERBAS PARA RETOMADAS DE OBRAS PRIVILEGIANDO PREFEITOS

 

Retomada de obras paralisadas
Em ano pré-eleitoral
Por
Wesley Oliveira – Gazeta do Povo
Brasília


Lula e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, se reuniram com Edvaldo Nogueira, presidente da FNP| Foto: Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai usar R$ 23 bilhões para financiar obras paralisadas em diversas cidades pelo país como uma forma de atrair o apoio de prefeitos ao texto da reforma tributária do governo federal. O montante, viabilizado por meio da PEC fura-teto aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado, é visto por integrantes do Palácio do Planalto como uma forma de acenar aos prefeitos em ano pré-eleitoral. 

“Não é possível imaginar que esse país será governado de Brasília sem levar em conta a realidade dos municípios e estados brasileiros. Vocês que sabem qual rua que está esburacada, qual lugar o pessoal cobra vocês que precisa ter uma obra”, disse Lula durante um encontro da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), em Brasília.

Nessa estratégia, o governo federal lançou uma plataforma onde os prefeitos deverão cadastrar as obras paralisadas de seu município. A partir daí, a expectativa é de que o Palácio do Planalto faça a liberação dos recursos de acordo com os critérios definidos pelo Executivo federal. De acordo com o governo, terão prioridade equipamentos voltados para a Saúde, Educação, Esporte, Cultura, além de unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida.

Com a proximidade das eleições municipais do ano que vem, integrantes do Planalto acreditam que a liberação de recursos para retomada de obras abre caminho para ampliar o apoio ao governo dentro do Congresso Nacional. A avaliação é de que os gestores municipais poderão ampliar a pressão sobre deputados e senadores para aprovação de matérias de interesse do Executivo.

“O prefeito também tem interesse de ter a sua obra, de cavar um buraco para fazer coleta de esgoto, de fazer uma ponte, de fazer a sua obra. Todo mundo quer ter seu nome ligado a uma obra. Então, não é justo que um presidente caia de paraquedas numa cidade sem levar em conta a necessidade que tem um prefeito naquela cidade”, acenou Lula.

Presidente da FNP, o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira (PDT), comemorou a aproximação com o governo federal. Nós nunca fomos recebidos pelo presidente da República de então [Jair Bolsonaro]. E, este ano, já fomos recebidos duas vezes”, afirmou o prefeito.

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Liberação de recursos passa pelo apoio ao texto da reforma tributária 
Em contrapartida, o governo Lula pretende buscar o apoio dos prefeitos ao texto da reforma tributária em discussão dentro do Congresso Nacional. Até o momento, os gestores resistem ao trecho da proposta que prevê acabar o Imposto Sobre Serviços (ISS).

A possibilidade de diminuição de receita é uma preocupação que os prefeitos têm, pois, as propostas em discussão no Congresso substituem ao menos cinco tributos por um imposto sobre valor agregado (IVA). Seriam substituídos: ICMS (estadual), ISS (municipal), PIS/Cofins e IPI (federais).

De acordo com o presidente da FNP, reforma tributária “não pode trazer prejuízo para os municípios”. “O ISS é um imposto diferente do ICMS, que tem problemas, guerra tributária. O mundo vai virar o setor de serviço e esse será o grande bolo tributário do futuro”, afirmou Edvaldo Nogueira.

Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, os prefeitos precisam colocar na balança o efeito da reforma tributária na economia como um todo. O chefe da pasta citou projeções da Fazenda que mostrariam que a reforma terá um impacto positivo de 20% no Produto Interno Bruto (PIB) ao longo do tempo, o que aumentaria a arrecadação da União, estados e municípios.

“Quando a gente propõe o IVA, que pode ser dual [um para União e outro para estados e municípios] ou não, nós estamos propondo tributo que é transparente, justo, simples, que não vai diminuir em nada a arrecadação dos municípios”, disse Haddad durante evento da FNP.

Prefeitos querem subsídio do governo federal para o transporte público municipal 
Temendo desgastes com eleitorado durante o período eleitoral, os prefeitos demandam ainda um repasse do governo federal para que não haja reajuste das tarifas do transporte público. Ainda no ano passado, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) chegou a liberar aos municípios cerca de R$ 2,5 bilhões para garantir o transporte gratuito aos idosos acima de 65 anos a fim de desafogar as contas públicas das administrações locais.

De acordo com o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), essa é a principal demanda dos prefeitos ao governo Lula. “Nós, prefeitos, deixamos de maneira clara, que este é o maior problema hoje, que o transporte público, em especial sobre pneus, está falido em todo Brasil, que a conta não fecha mais, que é necessário o subsídio federal, o apoio federal”, disse Reis.

Ainda de acordo com Reis, integrantes do Planalto “recepcionaram com muita sensibilidade” a comitiva de prefeitos em Brasília. “Nós queremos o subsídio, estímulos e incentivos fiscais, linhas de créditos especiais para aquisição de ônibus, aquisição de ônibus elétricos, que ainda é muito caro, um ônibus elétrico é três vezes mais caro do que um ônibus normal”, completou.

A expectativa é de que o grupo de prefeitos da FNP se reúnam nas próximas semanas como o ministro das Cidades, Jader Filho, para a construção de uma alternativa. “Vamos discutir se essa metodologia do subsídio deve ser de forma permanente ou se há outras iniciativas que o governo possa adotar, como isenção de tributos, apoio para a aquisição de ônibus elétricos ou mudanças na legislação”, afirmou o prefeito de Salvador.

Na mesma linha, o prefeito de Aracaju, Edvaldo Nogueira, apontou que os gestores locais vivem hoje uma “falência da mobilidade urbana em todo país, principalmente os que têm acima de 200 mil de habitantes”. Segundo ele, esse cenário se dá pela ausência de subsídio atualmente do governo federal para o aporte complementar de municípios a concessionárias do serviço.

Lula indicou aos prefeitos que vai trabalhar para que os bancos públicos emprestem recursos para os municípios que tenham capacidade de endividamento. “Se tiver condições, o dinheiro não vai ficar no cofre do banco para render com juros”, defendeu o petista.


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NOVA ESPERANÇA PARA O COMBATE AO CÂNCER

 


Pfizer gasta bilhões por empresa que promete vencer o câncer com “mísseis guiados” moleculares

Por
Eli Vieira – Gazeta do Povo


Representação molecular do conjugado anticorpo-droga. O anticorpo é a grande molécula em formato de Y. Os pontos vermelhos são moléculas da droga que age contra o câncer (citotóxica). Em verde, a ligação ou ponte entre o anticorpo e cada molécula da droga. O fundo representa o tecido canceroso (fora de escala).| Foto: Bioconjugator / Eli Vieira com Midjourney

A gigante dos medicamentos Pfizer anunciou na semana passada (13) a aquisição da empresa Seagen, especializada no tratamento de câncer, pelo valor de US$ 229 por ação, 32% mais que seu valor de mercado. O valor total da compra é de 43 bilhões de dólares, o que equivale a 226,5 bilhões de reais na cotação atual. Desde então, o valor das ações da Pfizer caiu levemente, 5,2%, enquanto a Seagen viu um aumento imediato de 32,2%. Com a desaceleração das vendas de tratamento para Covid (Comirnaty e Paxlovid), a Pfizer precisa de novas fontes de renda. A compra representa uma vitória sobre a farmacêutica Merck, que também tinha interesse de comprar a Seagen.

Mas a principal razão do interesse da Pfizer na Seagen, empresa de biotecnologia fundada em 1998 em Seattle, EUA, é que a última desenvolveu um novo método de combate ao câncer que o diretor executivo da Pfizer, Albert Bourla, compara a um “míssil guiado”. O nome oficial da tecnologia é “conjugados anticorpo-droga” (ADCs, na sigla em inglês). Na quimioterapia normal, todo o corpo sofre para combater o câncer. As células cancerosas agem como um parasita sobre o organismo, reproduzindo-se de forma “egoísta” até afetar de forma irreversível órgãos e provocar a morte. Os ADCs, simplificando, atuam diretamente contra o tumor, sem que o resto do organismo precise “pagar o pato”.

“A Pfizer está empregando seus recursos financeiros para avançar na batalha contra o câncer, uma das principais causas de morte no mundo todo”, disse Bourla em nota à imprensa. Em entrevista ao canal CNBC, ele estimou que uma a cada três pessoas tem câncer em algum momento da vida, e opinou que os ADCs podem ser tão importantes para o câncer quanto a tecnologia de mRNA foi para as vacinas.

Como funcionam os ADCs

A primeira fase na produção dos conjugados anticorpo-droga é a identificação de proteínas que são específicas da superfície das células cancerosas. Essas proteínas são apresentadas para o organismo de animais de laboratório, cujos sistemas de defesa produzem anticorpos monoclonais contra elas, como é normal que aconteça quando o organismo é exposto a uma nova ameaça.

Cada anticorpo específico contra câncer é então ligado — e aqui está a inovação mais importante da Seagen — a uma droga que atingirá especificamente as células cancerígenas, em vez de ser aplicada em grandes doses para o organismo inteiro.

A aplicação dos anticorpos no tratamento do câncer não é novidade. No livro “Malignant” (2020, sem tradução para o português), o especialista Vinayak “Vinay” Prasad estimou que até 2016 havia 20 drogas diferentes baseadas em anticorpos em 803 ensaios clínicos, com um total de mais de 150 mil pacientes. Uma dessas drogas é o Bevacizumab, que tem como alvo uma molécula que estimula o crescimento de vasos sanguíneos para os tumores, dando a eles nutrição e oxigênio. O medicamento já foi submetido a 48 estudos randomizados (em que pacientes são distribuídos ao acaso entre o grupo que recebe e o que não recebe). Desses, 64% relataram progressão sem piora e 15% relataram melhoria na sobrevivência geral dos pacientes. Contudo, levando todos em conta, e considerando que “alguns desses podem ter sido significativos por puro acaso”, Prasad estima que somente 45% realmente valem para progressão sem piora e só 2% (um único estudo) vale para melhoria na sobrevivência em geral.

A mensagem do livro, embora ele não cubra os ADCs, é de cautela. Outro imunoterápico usado para câncer de pulmão, Nivolumab, foi julgado mais pela capacidade de encolhimento de tumores do que pela sobrevivência e qualidade de vida dos pacientes, concluiu o autor. Para Prasad, muitas drogas contra o câncer são aprovadas e vendidas com base em “hype”, interesses econômicos e viés, em vez de evidências e real benefício. A dura realidade é que muitos pacientes com câncer são expostos a falsas promessas. O tempo dirá se os ADCs são diferentes.

Impacto financeiro
A Seagen estima que conseguirá faturar cerca de US$ 2,2 bilhões (R$ 11,59 bilhões) este ano, o que representaria um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Ainda não chega perto dos US$ 12,1 (R$ 63,75) bilhões que a Pfizer ganhou no ano passado com seus atuais tratamentos para câncer, mas a compradora estima que a Seagen contribuirá com US$ 10 bilhões (R$ 52,65 bilhões) anuais a partir de 2030.

A Seagen tem quatro drogas de quimioterapia para câncer aprovadas pelo governo americano. Três delas são ADCs: Adcetris, Padcev e Tivdak. A quarta, Tukysa, é uma molécula menor aplicada em um tipo específico de câncer de mama. Segundo a empresa, o Adcetris foi aprovado para quatro indicações em mais de 70 países para tratar linfomas, que são cânceres que afetam o sistema linfático, parte do sistema imunológico. O Padcev foi aprovado para câncer de bexiga avançado e já em metástase. O terceiro ADC aprovado, o Tivdak, também é para câncer avançado e em metástase, mas que afeta o colo do útero. Os três ADCs geraram um faturamento de US$ 1,3 bilhão (R$ 6,84 bilhões) em 2022 para a Seagen, mas ela fechou um ano no vermelho, com perda de US$ 674,5 milhões (R$ 3,5 bilhões).

Segundo o site de notícias científicas Stat News, a Seagen no momento tem 11 linhas de pesquisa diferentes com alvo em doenças como câncer de pulmão e de mama — o foco principal são os cânceres que formam tumores sólidos. A estratégia de mercado da Pfizer, que espera ver uma queda do faturamento pós-pandemia, tem sido comprar empresas menores do setor, como fez a Disney no entretenimento. No ano passado, a farmacêutica comprou a Global Blood Therapeutics, com interesse no mercado de tratamento de anemia falciforme, e a Biohaven Pharmaceuticals, que atua no tratamento de enxaqueca. Em 2022, a Pfizer faturou US$ 100,33 bilhões e lucrou US$ 31,4 bilhões. Em 2019, antes da pandemia, faturara US$ 40,9 bilhões e lucrara US$ 9,2 bilhões.


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MUITA COINCIDÊNCIA O SONHO DE VIGANÇA DE LULA CONTRA O SÉRGIO MORO E A COSPIRAÇÃO DO PCC

ntral Brasil e Mundo Conspiração

O sonho de Lula e a conspiração do PCC para matar Sergio Moro

Byvaleon

Mar 23, 2023

Crime organizado

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo


Operação da PF descobriu que PCC planejava homicídios e extorsão mediante sequestro contra o senador Sergio Moro e outras autoridades ligadas ao combate ao crime| Foto: Pedro França/Agência Senado

Ontem Brasília estava preocupada, depois que uma ação da Polícia Federal revelou que havia uma conspiração do PCC para matar o juiz da Lava Jato, Sergio Moro, que hoje é senador. Eu achei estranho, porque na Lava Jato não tinha ninguém do PCC. O PCC estava querendo vingança de alguma coisa contra Sergio Moro, e outras pessoas inclusive um promotor de São Paulo, que já está protegido pela polícia há dez anos, Lincoln Gakiya.

Interessante que isso acontece no dia seguinte ao dia em que Lula revelou para um grupo do Palácio do Planalto que o sonho dele é acabar – ele usou um termo que eu não repetir – acabar com Sergio Moro. E que ia viver para se vingar “daquela gente”, como ele disse. Então muita gente está fazendo ligação entre as coisas. Foi uma infelicidade de Lula ou uma catarse, ele tinha que desabafar aquilo para os visitantes… O fato é que isso gerou uma movimentação muito grande na Câmara e no Senado.

Ministros devem explicações

No Senado, Sergio Moro foi para a tribuna e lamentou a escalada de violência nesse país, não só no Rio Grande do Norte, as invasões de terra, coisas estranhas acontecendo. Já na Câmara, a Comissão de Constituição e Justiça aprovou a convocação do ministro da Justiça, Flávio Dino, para explicar qual é a atuação do governo nas invasões do dia 8 de janeiro, nos ataques, que é praticamente guerrilha ou terrorismo, no Rio Grande do Norte, no Rio de Janeiro, a ida do ministro ao Complexo Maré, a censura, essas coisas todas.

E aproveitaram para convocar mais ministros, Marina Silva, para explicar o desmatamento na Amazônia, porque ela não defendeu a Amazônia lá com o americano; o ministro da Educação, Camilo Santana, para explicar por que estão fechando escolas cívico militares que tanto ensinam disciplina e evitam droga nas escolas; e o ministro da Agricultura para explicar essa escalada de invasões de terra. Não foi um bom dia pro governo, ainda mais com as notícias de queda na bolsa, de aumento de preços por toda parte. Bom lembrar que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara tem por presidente a deputada Bia Kicis, que é da turma de Bolsonaro.

Pressão contra CPI
Enquanto isso, aumentam as assinaturas para a CPI do 8 de janeiro. O governo está fazendo a maior pressão sobre deputado e senadores para retirar assinaturas, porque o governo não quer revelar o que aconteceu realmente no Supremo, no Congresso e no Palácio do Planalto, nas invasões de 8 de janeiro, tanto que o presidente Lula decretou sigilo para as imagens gravadas pelas câmeras do Palácio do Planalto. Mas está aumentando o número de assinatura. Só quatro deputados fracos tiraram – e muita gente suspeita dos motivos para fazerem isso – eles tiraram suas assinaturas, mas mesmo assim está aumentando o número.

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Desentendimento na economia
O governo não está se encontrando, inclusive nas questões econômicas. Fica falando no tal limite de gastos, mas não sabe o que fazer. A única pessoa que entende de economia no atual período é o presidente do Banco Central, e o governo está fazendo pressão contra ele.

O Banco Central, por meio do Conselho de Política Monetária, manteve a taxa selic, no mesmo dia em que o Banco Central americano aumentou a taxa básica de juros para segurar a inflação. O governo acha que não precisa segurar a inflação, mas a inflação é o mais injusto dos impostos, porque é um imposto cobrado só do pobre e um imposto que beneficia o rico, ou seja, tira do pobre para dar pro rico, esse é o mecanismo da inflação.


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INSTITUIDO O PALAVRÃO OFICIAL NO GOVERNO LULA

Liturgia do cargo
(mas é o mais legal de explorar)

Por
Paulo Polzonoff Jr. – Gazeta do Povo


Não vou duvidar nada se o palavrão passar a fazer parte da liturgia do cargo.| Foto: Reprodução/ Twitter

À vontade, como se estivesse de pijama listrado na cela da Polícia Federal em Curitiba, aquele senhor que por acaso e obra do STF ocupa pela terceira vez o cargo de presidente desta gleba onde, como já dizia Pero Vaz de Caminha, “impunidade em tudo há”, proferiu palavras dignas da nobreza do sistema carcerário. “Só vou ficar bem depois que f&$#* o [Sergio] Moro”, disse Lula. Todos riram.

O senador Sergio Moro, meu colega de Gazeta do Povo que neste momento escreve a coluna aqui no cubículo ao lado, reagiu daquele jeitão lá dele. Sacumé. “Aparentemente [Lula] aprendeu apenas linguajar de cadeia. Repudio a fala e sigo em frente”, disse, com a veemência que lhe é característica. E, infelizmente para ele, dando mais valor à estética do que para a essência da fala de Lula. Isto é, se atendo ao palavrão e ignorando a confissão de que é um desejo de vingança o que move o ignorante-em-chefe.

Mas sabe que talvez tenha sido uma estratégia eficiente? Porque os palavrões tendem mesmo a atrair mais a atenção do que complexos projetos de vingança política. Ao contrário das rotineiras e infrutíferas teorias da conspiração que nos cercam por todos os lados, as pessoas gostam dos palavrões. Não sem motivo! Os palavrões são um fenômeno fascinante da língua. Repare. O que era ontem deixa de ser hoje para quem sabe voltar a ser amanhã. Igualzinho ao Lula.

Chato, por exemplo, já foi palavrão. Se você não sabe, chato é, na origem, um termo para se referir a um inseto que infesta os pelos pubianos. Pentelho, aliás, perdeu seu poder de palavrão há tempos, desde que Faustão popularizou a palavra nas tardes de domingo. Por outro lado, aquele sinônimo de caixa que começa com “b” não era palavrão na época de Machado de Assis. Babaca, por sua vez, era um termo africano vulgar que, por algum motivo que me escapa, virou sinônimo de alguém ingênuo, idiota, tolo. E biscate sempre foi para mim palavrão dos mais escandalosos. Até que um dia ouvi Cid Moreira, em pleno Jornal Nacional, dizer que “Fulano vivia de biscates”.

Baixo calão
Ao contrário de Moro, criado juntamente com meu amigo Jones Rossi à base de leite de pera nos educasíssimos colégios da alta classe maringaense (estou chutando), sou do cascalho, dos valetões a céu aberto e dos terrenos baldios do Bairro Alto da minha infância. Eu era praticamente um membro do lumpenproletariat infantil. Palavrões, portanto, hoje em dia não fazem nem cócegas – nem mesmo os ditos por Lula. Apesar de, reconheço, já terem me rendido muitas cintadas nas… nádegas.

Como a maioria das pessoas razoavelmente (e bota razoavelmente nisso!) normais da minha geração, cresci numa casa onde era proibido falar palavrão. Ou “nome feio”, como se dizia na época. Esse era um crime gravíssimo, punido com penas que iam do puxão de orelha em público à vara de marmelo, quando não um cabo de vassoura. Onde já se viu falar uma coisa dessas, seu malcriado! Vai lavar essa boca com sabão já! Isso, claro, só tornou os palavrões ainda mais fascinantes para a criança algo rebelde que fui.

Meus primeiros contatos com palavrões se deram graças à falta de educação e deselegância de uns tios e primos bocas-sujas nas festas familiares. Eles diziam eme como quem dá bom dia. Coisa pior ouvi e aprendi mais tarde, nos campinhos de futebol do Atuba, nas ladeiras da periferia e no Bar da Jô, com seus bêbados todos muito tristes e dados à blasfêmia na velha mesa de sinuca. Daquelas profanidades eu ria feito o completo idiota que sempre fui. Em casa, porém, quando tentava reproduzir o vocabulário, acabava com os glúteos vermelhos e inchados de tanto apanhar. Outros tempos.

O castigo, porém, não funcionou. Com o tempo, passei até a gostar do sabor do sabão. Os palavrões continuaram a fazer parte da minha rotina na escola, entre os amigos. E, com o passar do tempo, algumas lições que tive de professores heterodoxos amenizaram o impacto dos palavrões em meus ouvidos e, por consequência, minha consciência. Para você ter uma ideia, um professor não precisou de muito esforço para me convercer de que o tom de voz (e do texto) era capaz de transformar um sonoro fdp no maior dos elogios. Nunca me esqueci das maravilhosas aulas do professor – aquele fdp! Viu?

Passei muito tempo usando palavrões como quem usa verbos de ligação. Não foi por mal. Acho que me tornei simplesmente insensível às palavras chulas. De baixo calão, como também se dizia mas hoje em dia não se pode dizer mais, porque é uma expressão racista (e, neste caso, é mesmo; calão é termo pejorativo para “cigano”). C&#%* se transformou em vírgula; p&#$* era só um vocativo. E os palavrões teriam continuado assim não fossem a interferência divina e o pudor da idade. Nada mais vulgar do que um velho vulgar, né? Digo, nas mesas de bar ainda hoje os palavrões jorram com mais abundância do que eu gostaria. Mas estou me esforçando, vai.

De qualquer forma, os palavrões perderam muito da força que tinham há trinta anos. Quando uma Dercy Gonçalves escandalizava o país ao soltar um p%#* num programa de televisão e a imprensa indignada repercutia o bê, ó, esse, tê, a dito por uma autoridade. Lá se foi o tempo em que um presidente dizer com toda a naturalidade do mundo que pretende f%#*& o juiz que o condenou e prendeu representava alguma ameaça à sobrevivência política dele. Daí ao palavrão se tornar parte fundamental da liturgia do cargo é um pulo.


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QUEO NOVO MAIS MÉDICOS SEJA BEM DIFERENTE DO QUE O ANTERIOR

 

Por
Marcel van Hattem – Gazeta do Povo


Expectativa do governo é preencher até 28 mil vagas do novo “Mais Médicos” até o final do ano.| Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Viver do passado parece ser o grande objetivo de Lula e do PT. Diversos programas de gestões petistas anteriores, já superados ou substituídos, são agora relançados pelo governo em assustadora velocidade. O exemplo mais recente é a reapresentação do programa Mais Médicos que, a despeito do belo rótulo que seu nome sugere, foi responsável no Brasil pela volta da escravidão ao tornar profissionais cubanos cativos do regime castrista também reféns dos então governos petistas.

O programa Mais Médicos significou uma perseguição sem precedentes aos médicos brasileiros, sempre ressentidos pela falta de políticas públicas eficientes para que a distribuição de seus esforços no país seja menos desigual. O PT, porém, faz questão de não aprender: não será com a reedição de programas populistas como esse que resolveremos problemas na saúde pública do país. Pelo contrário, a tendência pode ser a de novamente agravá-los.

Ainda não se sabe exatamente que rumos tomará mais esta volta ao passado promovida por Lula e pelo PT com a ressurreição da marca Mais Médicos.

Para começo de conversa, a recriação do Mais Médicos traz de volta à nossa memória as agruras de sua primeira versão, conhecida internacionalmente por nuances escravocratas em relação aos profissionais cubanos. Cercado de polêmicas, o programa foi implementado pelo PT em 2013 com o suposto objetivo de ampliar a oferta de médicos para atuação no Sistema Único de Saúde (SUS): foram mais de 10 mil médicos cubanos atuando no país por meio do programa. Os números são tão admiráveis quanto dignos de questionamento: que outro país no mundo forma médicos em série tão somente para exportação como gado em pé? É óbvio que esse questionamento já é o suficiente para gerar suspeitas e pensamentos macabros, alguns só superados pela realidade ainda mais tenebrosa.

A contratação e remuneração dos profissionais cubanos na primeira versão do Mais Médicos ocorria por meio de um Termo de Cooperação entre o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que direcionava apenas 30% do valor total da remuneração diretamente para os médicos convocados para o programa, ao passo que cerca de 70% do contracheque ficava com a ditadura cubana. Ou seja: o pagador de impostos brasileiro financiava, oficialmente, a manutenção da ditadura cubana à revelia da vontade pessoal dos profissionais cubanos, que não tinham escolha senão aceitar apenas os parcos 30% que lhes cabiam.

Este governo não nos tem dado a chance de esperarmos pelo melhor: todos os dias nos prepararmos para o pior.

É mais: agrava a situação o fato de muitos profissionais cubanos admitirem que foram forçados a virem ao Brasil em condições que não seriam admitidas ou consideradas legais caso fossem trabalhadores brasileiros, sendo constrangidos e tratados como “mercadorias de exportação”, afastados do convívio familiar e ameaçados de jamais voltarem a ver seus amados caso desertassem do programa para fixar residência definitiva no Brasil. A liberdade e a dignidade humana negada no Brasil a uma classe profissional de nacionalidade específica, é algo repugnante e indizível para um país signatário dos principais tratados internacionais de direitos humanos. Este passado jamais pode se repetir!

Além da questão envolvendo os médicos cubanos em si, a elaboração de políticas públicas voltadas à provisão de médicos para as regiões mais carentes social e economicamente é, sem dúvidas, um desafio contínuo no nosso país. O programa Médicos pelo Brasil, lançado pela gestão de Bolsonaro em 2019 com o intuito de substituir o programa Mais Médicos, felizmente teve amplo debate no Congresso Nacional, extenso trabalho técnico conjunto com entidades médicas e participação da sociedade civil na busca do melhor modelo possível para fixar profissionais devidamente habilitados e qualificados para o exercício da medicina em locais de difícil provimento ou alta vulnerabilidade. Participei desse debate no Parlamento e, em que pese programas sempre terem espaço para aprimoramento, felizmente o Médicos pelo Brasil teve a discussão com a sociedade que faltou – propositalmente, em larga medida – na época do lançamento do Mais Médicos por Dilma Rousseff, cuja Medida Provisória havia sido assinada no mesmo dia em que médicos cubanos já eram colocados em aviões e enviados como commodities ao Brasil, sem a menor discussão.

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Agora que o programa Mais Médicos é relançado, novamente de forma surpreendentemente rápida e sem o menor debate, é importante apontar desde já importantes diferenças entre os programas que precisam subsidiar o debate que será feito nos próximos meses: enquanto no programa Médicos pelo Brasil há a previsão de progressão salarial, via CLT, de até R$ 36 mil para atendimentos em locais mais vulneráveis, o novo programa Mais Médicos retoma o modelo de remuneração exclusivamente por bolsa, no valor aproximado de R$ 13 mil reais, possibilitando uma gratificação equivalente a R$ 2,5 mil  mensais para casos de fixação por quatro anos em local mais vulnerável. Ou seja, a defesa que o PT tanto faz da “carteira assinada” e do combate à “precarização” das relações de trabalho não valerá para este programa?

O novo programa Mais Médicos retoma a previsão de contratação de profissionais formados no exterior sem diploma revalidado para preencher os vazios assistenciais em vez de fazê-lo por meio de remuneração diferenciada e atrativa. Já no Médicos pelo Brasil, os médicos formados no exterior precisam ter sua formação técnica comprovada por meio de um processo de revalidação. A ideia agora será a de premiar as regiões mais remotas com profissionais menos qualificados, aumentando ainda mais a desigualdade entre os atendimentos dados à população mais carente e àqueles destinados aos mais abastados no Brasil?

É importante que estejamos alerta aos próximos passos dados pelo Ministério da Saúde de Lula para que o passado recente de trabalho escravo imposto aos médicos cubanos jamais se repita.

Por fim, o Mais Médicos traz de volta a limitação no tempo máximo de atuação do profissional no programa, por oito anos, ao passo que no programa Médicos pelo Brasil o tempo de atuação era indeterminado. Em lugar de promover a fixação de médicos nos locais mais longínquos para criação de vínculo do profissional com as comunidades, não se está gerando dificuldades para que a política pública possa ser eficiente também em perspectiva de longo prazo?

Diferentemente da ex-presidente Dilma Rousseff em 2013, Lula evitou mencionar os profissionais cubanos como solução mágica para a saúde pública do nosso país no relançamento do programa, mas fez questão de dizer que “o que importa, pra nós, não é apenas saber a nacionalidade do médico, é saber a nacionalidade do paciente”. Não entendeu ou não quer admitir que grande parte da crítica à versão anterior do programa se devia ao modelo adotado, não à nacionalidade do profissional contratado.

Um programa inicialmente idealizado pela ditadura cubana, como demonstraram telegramas da Embaixada Brasileira em Havana, divulgados em 2018, é só mais um sinal de que Lula em sua versão “ódio e rancor” não pretende trazer nada de novo: está vivendo do passado e, apesar de propalar “união e reconstrução” no slogan de seu governo, insiste em desconstruir tudo o que foi produzido pela gestão anterior, ainda que tenha sido positivo para o país.

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Fica agora o questionamento: o PT restabelecerá o programa de importação de médicos cubanos via Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS)? Ou o rechaço da sociedade civil, inclusive de parte da imprensa, ao modelo escravocrata imposto na época fez morrer de vez qualquer proposta nesse sentido? É importante lembrar que após o governo Dilma, médicos cubanos  no Brasil foram libertados do jugo da ditadura e vários desses profissionais cubanos contratados iniciaram demandas judiciais contra a OPAS em 2018, alegando trabalho humano forçado e tráfico de pessoas. O que acontecerá com esses profissionais libertos com o retorno de Lula ao poder?

Ainda não se sabe exatamente que rumos tomará mais esta volta ao passado promovida por Lula e pelo PT com a ressurreição da marca Mais Médicos. Este governo, porém, não nos tem dado a chance de esperarmos pelo melhor: todos os dias nos prepararmos para o pior. É importante que estejamos alerta aos próximos passos dados pelo Novo Mais Médicos não pode ser volta ao passado de Lula para que o passado recente de trabalho escravo imposto aos médicos cubanos jamais se repita no nosso país. Quando esta discussão chegar no Congresso certamente os pontos de partida do debate devem ser o respeito à dignidade da pessoa humana na relação contratual e a efetividade da política pública para melhor atender a sociedade brasileira, em especial os rincões menos privilegiados do nosso país.


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