quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

POLÍTICA EXTERNA DE LULA E OS INTERESSES DO BRASIL

 

Editorial
Por
Gazeta do Povo


Os presidentes Lula e Alberto Fernández.| Foto: Esteban Collazo/Presidência da Argentina

Em sua primeira viagem internacional após assumir pela terceira vez a Presidência da República, Lula começa a oficializar qual será a política externa brasileira em relação aos países da América Latina. Por enquanto, o que se viu foi a velha disposição petista em deixar-se levar mais pelas afinidades ideológicas com aliados do que pelo interesse dos brasileiros. Ele participou na terça-feira (24) da reunião de cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), na Argentina, selando a volta do Brasil ao grupo e costurando os primeiros acordos bilaterais do governo. Na quarta (25), Lula visita o presidente do Uruguai, o conservador Luis Lacalle Pou.

Importante lembrar que o Brasil deixou a Celac em 2020 após o grupo insistir em apoiar os regimes ditatoriais de Cuba, Venezuela e Nicarágua. De lá para cá, pouco mudou, o que deixa claro que, para o presidente brasileiro, a presença de ditadores na cúpula não é problema. Aliás, desde sua eleição, Lula já vinha dando mostras de que pretende retomar, e se possível estreitar, as relações comerciais e políticas com esses países, numa possível tentativa de restabelecer o alinhamento incondicional do governo petista com o pior da política latino-americana como ocorreu nos dois primeiros mandatos de Lula e nos mandatos de Dilma.

A política externa brasileira deve ser conduzida com equilíbrio, de modo a colocar em primeiro lugar os interesses do Brasil.

Antes mesmo da realização da Celac, Lula firmou os primeiros compromissos com antigos parceiros. Com a quebrada Argentina, Lula assinou acordos bilaterais com o presidente Alberto Fernández, incluindo o que ressuscita a antiga ideia de uma moeda comum entre os dois países – que mais tarde poderia ser estendida também aos demais integrantes do Mercosul. Um grupo de trabalho entre as equipes econômicas dos dois países foi criada para formular uma proposta para criação de uma moeda comum digital específica para transações comerciais. A ideia é defendida calorosamente pelos argentinos, – cuja moeda tem desvalorizado vertiginosamente e que por isso têm dificuldade em negociar em dólar. Levando-se em conta o grau da instabilidade econômica dos hermanos, a ideia não passa, para usar um ditado popular, de “conversa para boi dormir”, a menos que o próprio Lula – usando os cofres brasileiros – esteja disposto a bancar a proposta.

A facilitação do comércio entre os dois países também está sendo acordada. A ideia é usar o Fundo de Garantia à Exportação (FGE) do Brasil para garantir linhas de créditos de bancos privados e públicos para que importadores argentinos possam comprar mais produtos brasileiros. Embora ainda não haja detalhes sobre como isso aconteceria, o Brasil deve exigir garantias do governo argentino, como o depósito de commodities, que serão executadas em caso de não pagamento.

A Argentina também deve ser o primeiro país a ser beneficiado com a retomada da política de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a países estrangeiros. “Não só se pode como é necessário o Brasil ajudar todos os seus parceiros. E é isso que vamos fazer dentro das possibilidades econômicas do nosso país. O BNDES é muito grande”, disse Lula aos jornalistas da Casa Rosada. “Se há interesse dos empresários, do governo e temos um banco de desenvolvimento para isso, eu quero dizer que vamos criar as condições para fazer o financiamento que a gente tiver que fazer para ajudar ao gasoduto argentino”, prometeu Lula.

Negociações com nações estrangeiras precisam trazer benefícios claros ao nosso país e não serem feitas com base em protecionismos e velhas amizades e nem admitir concessões a ditaduras.

Nas gestões petistas anteriores, o BNDES foi usado como uma ferramenta para financiar obras em países estrangeiros ideologicamente alinhados ao PT. Uma das obras financiadas com o dinheiro do BNDES, por exemplo, foi o do Porto de Mariel, em Cuba. O banco concedeu uma linha de financiamento da ordem de US$ 641 milhões à empresa brasileira Companhia de Obras e Infraestrutura (COI), do grupo Odebrecht – aquele mesmo investigado por espalhar gordas propinas entre políticos –, por meio do programa de apoio à exportação de serviços de engenharia, com prazo de 25 anos para pagamento, mais que o dobro do prazo padrão para esse tipo de operação, que é de 12 anos.

Do total financiado, menos de um terço foi pago pelo governo cubano. E há muitos outros empréstimos não quitados. Segundo reportagem da Gazeta do Povo, ao menos US$ 1,1 bilhão de financiamentos feitos pelo BNDES a países estrangeiros ainda não foram pagos.

Apenas esse triste histórico já deveria ser suficiente para colocar os brasileiros em estado de atenção quando Lula menciona o BNDES, ainda mais quando associado aos países governados por seus companheiros da esquerda. Empréstimos e financiamentos disponibilizados pelo banco precisam ser feitos com total transparência, com a implantação de novos meios de controle e gestão que não abram espaço para novos escândalos de corrupção.

Com o velho amigo Nicolás Maduro, a conversa prevista para tratar da reabertura da embaixada do Brasil na capital venezuelana, Caracas, acabou não ocorrendo, mas deverá ser remarcada em breve. Desde domingo (22), Buenos Aires registrou manifestações contra a participação de Maduro na cúpula do Celac organizados por opositores do presidente Alberto Fernández e de exilados venezuelanos, protestos esses que foram chamados pelo governo de Maduro de “plano da direita neofascista” para realizar “uma série de agressões contra a delegação” da Venezuela durante o encontro da Celac.

VEJA TAMBÉM:
O pacote fiscal do governo Lula e a fome por mais impostos
O asco de Lula com o setor produtivo
O Mercosul volta ao cenário


Mas mesmo sem se encontrar com Maduro, Lula defendeu o ditador, dizendo que a política externa com a Venezuela será uma “relação civilizada entre dois Estados autônomos, livres e independentes”, como se fosse possível associar liberdade à realidade venezuelana. Outro disparate – entre outros tantos – ditos pelo presidente brasileiro foi tentar comparar a invasão da Ucrânia pela Rússia às críticas em relação ao regime venezuelano. Lula disse que “da mesma forma que é contra a ocupação territorial, como a Rússia fez na Ucrânia” também é “contra muita ingerência no processo da Venezuela”.

Como presidente eleito, Lula pode e até dever buscar fortalecer laços comerciais e relações institucionais com países vizinhos. Entretanto, a política externa brasileira deve ser conduzida com equilíbrio, de modo a colocar em primeiro lugar os interesses do Brasil. Negociações com nações estrangeiras precisam trazer benefícios claros ao nosso país e não serem feitas com base em protecionismos e velhas amizades e nem admitir concessões a ditaduras.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/os-interesses-do-brasil-e-a-politica-externa-de-lula/
Copyright © 2023, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

BALANÇO DA PRIMEIRA VIAGEM INTERNACIONAL DE LULA


Integração, acordos e protagonismo internacional: qual o saldo da viagem de Lula à Argentina
Por
Wesley Oliveira – Gazeta do Povo
Brasília


Lula em encontro com o presidente da Argentina, Alberto Fernández, na Casa Rosada| Foto: Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto

Em busca de ampliar a integração regional e trazer protagonismo internacional ao seu governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou nesta terça-feira (24) sua primeira viagem à Argentina no novo mandato. Além da aproximação com os vizinhos da América do Sul, o petista tentou se contrapor ao seu antecessor, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ao afirmar que o “Brasil está de volta” com a reinclusão do país ao bloco da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

“Ao longo dos sucessivos governos brasileiros desde a redemocratização, nos empenhamos com afinco e com sentido de missão em prol da integração regional e na consolidação de uma região pacífica, baseada em relações marcadas pelo diálogo e pela cooperação. A exceção lamentável foram os anos recentes, quando meu antecessor tomou a inexplicável decisão de retirar o Brasil da Celac. É com muita alegria e satisfação muito especiais que o Brasil está de volta”, discursou o petista durante o encontro dos líderes Latino-Americanos e Caribenhos.

A Celac é um grupo composto por 33 países da região latino-americana e caribenha criado oficialmente em 2010. Além da coordenação política, econômica e social dos países, o bloco discute pautas como agricultura familiar, energia e meio ambiente.

Na avaliação de Lula, a integração dos países que integram a Celac é uma forma de fortalecer todo o bloco frente aos desafios socioeconômicos de cada região. Por outro lado, o presidente defendeu que a união entre os países não significa que devem se “fechar ao mundo”, mas “unir forças”.

“Temos de unir forças em prol de melhor infraestrutura física e digital, da criação de cadeias de valor entre nossas indústrias e de mais investimentos em pesquisa e inovação em nossa região”, disse o presidente.

Lula usou viagem para fechar acordos de cooperação entre Brasil e Argentina 
Durante a passagem pela Argentina, Lula assinou acordos de cooperação nas áreas de economia, saúde, defesa e ciência. O petista foi a Buenos Aires acompanhado pelos ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Nísia Trindade (Saúde), Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação), Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social), Márcio Macêdo (Secretaria Geral da Presidência) e Fernando Haddad (Fazenda), que formalizaram a assinatura dos acordos.

“Nossas universidades precisam estar mais próximas, porque uma boa relação não é só comercial, é também a relação científico-tecnológica, a relação cultural, e sobretudo a relação política. Quero dizer que estou de volta para fazer bons acordos com a Argentina”, disse Lula depois do encontro com o presidente argentino, Alberto Fernández.

Um dos atos firmados foi a “Carta de Intenções para o Projeto de Integração da Produção de Defesa Brasil-Argentina”, pelos ministros Mauro Vieira e Jorge Taiana, da Defesa argentina. Já as ministras da Saúde, Nísia Trindade e Carla Vizziotti, assinaram termo de cooperação bilateral em temas como pesquisas e vacinas.

Na área da ciência, dois atos foram assinados: o Programa Binacional de Cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação 2023-2024 e o Memorando de Entendimento entre Ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação sobre Cooperação Científica em Ciência Oceânica. Os chanceleres Mauro Vieira e Santiago Cafiero assinaram o acordo Antártica, que “impulsiona o desenvolvimento conjunto de planos, programas e projetos tecnológicos e científicos” para a Antártida, continente onde os dois países possuem bases e estações de pesquisa.

Já os ministros Fernando Haddad e Sergio Massa (Fazenda) assinaram o Memorando de Entendimento sobre Integração Financeira, que prevê questões como a diminuição da burocracia para as trocas comerciais e estudos para a implantação de uma moeda comum para substituir o dólar nas transações entre países sul-americanos. “O que estamos tentando trabalhar agora é que nossos ministros da Fazenda, com suas equipes econômicas, possam fazer uma proposta de comércio exterior e de transações entre os dois países em uma moeda comum, a ser construída com muito debate e reuniões. Isso é o que vai acontecer”, argumentou Lula.

VEJA TAMBÉM:
Quais os riscos de retomar empréstimos do BNDES a países “amigos”, como quer Lula
Moeda comum com a Argentina: o que o Brasil pode ganhar e perder com essa ideia
Lula prometeu ajuda aos países vizinhos e acenou para ditaduras de esquerda 
No país vizinho, o presidente brasileiro anunciou que o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai voltar a financiar obras na América do Sul. Na avaliação do petista, os “países maiores têm que auxiliar os países que têm menos condições em determinados momentos históricos”.

Entre os acordos, o banco brasileiro vai financiar o trecho do gasoduto para conectar a Patagônia argentina e o Brasil. “Vamos criar as condições para fazer o financiamento que a gente puder fazer para ajudar no gasoduto argentino”, disse Lula.

Além disso, a viagem de Lula à Argentina marcou uma guinada nas relações do Brasil com ditaduras como a da Venezuela e a de Cuba. A reaproximação com esses países ocorre depois de quatro anos desde o afastamento promovido pelo governo do ex-presidente Bolsonaro. O petista defendeu que haja um “carinho” com os regimes ditatoriais.

Na segunda-feira (23), o petista criticou a “ingerência” nas tratativas para a resolução dos problemas políticos da Venezuela e defendeu que o diálogo é a saída para que o país volte à normalidade democrática.

“Deveríamos ter duas coisas na cabeça. Primeiro, a gente permitir com muita tranquilidade que a autodeterminação dos povos fosse respeitada em qualquer país. Da mesma forma que eu sou contra a ocupação territorial que a Rússia fez na Ucrânia, eu sou contra muita ingerência no processo da Venezuela”, afirmou.

Durante a gestão de Bolsonaro, a embaixada brasileira em Caracas, capital venezuelana, foi fechada pelo governo brasileiro. Lula, no entanto, pretende enviar uma missão ao país para retomar as relações com Maduro.

Sobre Cuba, Lula defendeu o fim do embargo econômico contra a ilha promovido pelos Estados Unidos há 60 anos. “Que se acabe o bloqueio a Cuba, que já dura mais de 60 anos sem nenhuma necessidade. Os cubanos não querem copiar o modelo brasileiro ou dos Estados Unidos, querem fazer o próprio modelo. E quem tem a ver com isso? Portanto, tem que tratar Venezuela e Cuba com muito carinho e, naquilo que pudermos ajudar a resolver seus problemas, nós ajudaremos”, disse o petista.

Na próxima quarta-feira (25), Lula segue em viagem oficial para o Uruguai, onde se encontrará com o chefe do Executivo no país, Luis Alberto Lacalle Pou. O petista receberá um prêmio pela sua atuação em defesa do Meio Ambiente, entregue pela Intendência da cidade, e encontrará o ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/integracao-acordos-e-protagonismo-internacional-qual-o-saldo-da-viagem-de-lula-a-argentina/
Copyright © 2023, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

 

RELAÇÕES INTERNACIONAIS DO BRASIL E A CELAC

 

China manifesta apoio à integração da América Latina na cúpula da Celac

  • Gazeta do Povo com Agência EFE0

Xi Jinping acena durante uma coletiva de imprensa no Grande Salão do Povo em Pequim, China, 23 de outubro de 2022.| Foto: EFE/EPA/WU HAO

O ditador da China, Xi Jinping, manifestou em mensagem gravada e divulgada na terça-feira (24) o apoio de seu país à integração regional da América Latina e do Caribe, no âmbito da VII Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), realizada em Buenos Aires.

“A China atribui grande importância ao desenvolvimento das relações com a Celac e a considera um parceiro importante para consolidar a unidade entre os países em desenvolvimento e promover a cooperação Sul-Sul”, disse o líder chinês em uma mensagem assistida pelos representantes dos 33 países membros do bloco.

Durante seu discurso, Xi afirmou que a China tem trabalhado ativamente com a região para promover uma “nova era” de relações entre os dois lados, caracterizada pela “igualdade, benefício mútuo, inovação, abertura e o bem-estar do povo”.

“Um número crescente de países da América Latina e do Caribe (ALC) vem estabelecendo ou restabelecendo relações diplomáticas com a China e trabalhando lado a lado com a China na construção da comunidade de futuro compartilhado China-ALC”, declarou.

O mandatário chinês também saudou a “construção conjunta” da chamada Nova Rota da Seda, o plano multimilionário de infraestrutura global e investimentos promovido por Pequim desde 2013, bem como a participação da região na Iniciativa de Desenvolvimento Global e na Iniciativa de Segurança Global, ambas promovidas pelo gigante asiático.

Xi Jinping enfatizou que os países da América Latina e do Caribe “formam uma parte importante do mundo em desenvolvimento” e são “participantes ativos e contribuintes da governança global”, algo necessário em um mundo que entrou em um “novo período de turbulência e transformação”.

“Estamos prontos para continuar a ser solidários com os países da região e avançar com as mãos fechadas, reforçando os valores humanos comuns de paz, desenvolvimento, igualdade, justiça, democracia e liberdade, promovendo a paz e o desenvolvimento global”, disse.

TRAFICANTE MATOU O INDIGIENISTA E O JORNALISTA BRITÂNICO

 

Crime
Não foi o Bolsonaro

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo


O indigenista Bruno Pereira e o jornalista britânico Dom Phillips.| Foto: Divulgação/Funai/Reprodução/Twitter.

Hoje é aniversário de São Paulo e eu começo dando um susto no meu amigo paulistano, cujo prédio já foi invadido várias vezes pelo MTST. Um coordenador ativista do MTST em São Paulo vai comandar a Secretaria Nacional de Políticas para Territórios Periféricos. Pelo tamanho do nome, já resolve a situação. Está vinculado ao Ministério das Cidade. É Guilherme Simões o nome do novo secretário, que mora em São Paulo. O  ministro das Cidades, para quem não sabe, é o filho de Jader Barbalho, o Jader Filho.

“Colômbia” matou Bruno Pereira
Outra novidade é que fizeram um barulho imenso para culpar o governo da morte do inglês Dom Philips e do Bruno Pereira, e agora a Polícia Federal concluiu o inquérito. O mandante é um traficante chamado “Colômbia”, que dominava também a pesca naquela área.

E agora como é que ficam as acusações vazias da mídia brasileira? Será que as pessoas atingidas vão lembrar de contratar um belo advogado e entrar na Justiça para conseguir  bela indenização?

Maduro condenado
Agora mesmo um juiz federal dos Estados Unidos condenou Maduro, um cartel de droga, o presidente do Supremo da Venezuela, o ministro da Defesa da Venezuela, o procurador-geral da Venezuela. Isso porque prenderam esse advogado e ele ficou 878 dias na prisão. Depois, ele pegou a lei antiterror dos Estados Unidos, fez a queixa e deu certo.

O juiz condenou toda essa gente, inclusive Maduro, a indenizar o advogado, a mulher dele e os dois filhos pelo que passaram, por danos morais pelos 878 em que ele esteve preso. O total das indenizações equivale aqui no Brasil a R$ 800 milhões. Aí vocês podem perguntar como é que vão cobrar. Eles vão procurar no território americano depósitos dessa gente nos bancos, buscar os bens patrimoniais, e tudo será confiscado para pagar a indenização.

Exonerações em áreas indígenas
Foram exonerados 11 coordenadores distritais sanitários de áreas indígenas. Pode ser que eles ficaram lá sem atender ninguém, mas e se eles tentaram chegar nas aldeias e não conseguiram? Porque eles estão alegando que a Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde nem sempre consegue descobrir uma aldeia Yanomami. E quando chega, a notícia vai rápido, atravessa a fronteira para a Venezuela, e então todo mundo fica sabendo que está havendo auxílio médico, distribuição de alimentos do lado brasileiro.

É quase como uma Operação Acolhida e o pessoal da Venezuela vem para o Sul entrar no território brasileiro – afinal, há dois territórios Yanomami. A soma dos territórios é igual à soma do estado de Pernambuco com o estado Santa Catarina, onde vivem quinze milhões de brasileiros. Lá vivem trinta e cinco mil índios, que estão numa situação de desnutrição que eu não consigo entender.

Só pra lembrar, a mesma coisa que aconteceu com esse Dom Phillips, está acontecendo agora. Parece que tudo aconteceu nos últimos quatro anos. Aconteceu, sim, nos últimos quatro anos, mas também nos penúltimos e nos antipenúltimos, e nos outros e outros.

Falta neurônio
Vocês lembram, tem memória da CPI dos Yanomami? Em 2007, com o governo Lula iniciando o seu segundo mandato. Era a mesma situação: morrendo criança, subnutrição. Passaram-se aqueles quatro anos, os quatro anos de Dilma, os outros quatro anos de Dilma e Temer, os quatro anos de Bolsonaro e a situação está aí.

Nós não soubemos como resolver uma situação, num território imenso, que iguala Santa Catarina e Pernambuco, mas que tem uma população ínfima, de trinta e cinco mil pessoas. Como é que não consegue resolver? Trinta e cinco mil pessoas dos dois lados da fronteira. São essas coisas que acontecem no nosso país que são difíceis de entender. Será que é falta de neurônio para a gente resolver essas coisas tão óbvias e evidentes?


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/nao-foi-o-bolsonaro-colombia-matou-bruno-pereira/
Copyright © 2023, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

TÉCNICA DOS TRÊS "R" PARA IDENTIFICAR O PRODUTO

Aprenda a identificar se um produto ou serviço é um sucesso no mercado

Com a técnica dos três ‘Rs’, é possível transformar clientes em advogados da sua marca

Por Mauricio Benvenutti – Jornal Estadão

Como identificar se um produto ou serviço está indo bem? Se faz sentido investir mais recursos nele? Vou lhe contar algo que aprendi no Vale do Silício há alguns anos e que vi novamente em Nova York na semana passada durante a NRF, um dos maiores eventos de varejo do mundo. É um método simples, mas que ajuda.

Quem é familiarizado com a indústria de diamantes conhece os 4 “Cs”: corte, cor, claridade e carat (peso). A combinação dessas características é usada para determinar a atratividade e o valor de uma pedra.

Da mesma forma, se você pretende criar algo, físico ou digital, é vital encontrar uma forma de avaliar a aceitação da sua criação. Para isso, existe uma técnica chamada de 3 “Rs”. Ela é usada para mensurar o grau de envolvimento das pessoas com um produto ou serviço recém-lançado.

RECONHECIMENTO. O primeiro “R” verifica se um público realmente reconhece uma determinada proposta de valor. Ele indica se os potenciais clientes entenderam a razão pela qual a sua solução existe e se eles estão dispostos a pagar o preço que você estabeleceu. O que valida essas hipóteses é o ato da compra. Ou seja, quando um indivíduo adquire algo de você, ele intuitivamente se identifica com o problema que você resolve e acha justo ser cobrado por isso.

Nada é mais poderoso do que o bom e velho boca a boca, agora potencializado pela tecnologia

REPETIÇÃO. Comprar é diferente de gostar. As pessoas podem entender a sua proposta de valor e pagar por ela. Mas até aqui, não há garantia de satisfação. Lembre-se das vezes que você comprou algo e se decepcionou. Por algum motivo, a sensação desejada não estava lá. Quando isso ocorre, você não compra de novo. O segundo “R” revela se as pessoas gostaram do que usaram. Ao repetir uma compra, o consumidor inconscientemente dá uma “curtida” na experiência que teve e estabelece um elo de confiança com a sua solução.

RECOMENDAÇÃO. O último “R” é a chave para identificar se um produto caiu nas graças do mercado. Além de reconhecer a sua proposta de valor e comprá-la repetidas vezes, os clientes também podem começar a recomendá-la espontaneamente. Se isso acontecer, caro leitor ou leitora, você tem algo especial nas mãos. Nada é mais poderoso do que o bom e velho boca a boca, agora potencializado pela tecnologia.

Assim, a técnica dos 3 “Rs” ajuda a identificar a atratividade de um produto ou serviço. Ao gerar reconhecimento, repetição e recomendação para algo, você transforma clientes em advogados da sua marca, cria defensores do seu negócio e produz uma legião de replicadores do que você faz e acredita.

 

PROSPECÇÃO DE CLIENTES NAS EMPRESAS

 

Equipe Nomus – Marketing e vendas – Júlio Paulillo, Co-founder e CRO do Agendor

Como captar clientes: as 13 melhores dicas para gerar novas oportunidades de negócio para a sua empresa

Como é feito o processo de prospecção de clientes na sua empresa?

Para que um modelo de negócio consiga se desenvolver, prosperar e ter uma maior participação no mercado em que atua, é importante saber construir uma base sólida de clientes.

Nesse sentido, ter domínio sobre as principais estratégias e boas práticas de prospecção se faz extremamente necessário.

Porém, a captação de novas oportunidades de negócio configura entre os maiores desafios para os gestores das empresas. Se esse é o seu caso, fica tranquilo que a gente vai ajudar você.

Elaboramos aqui um conteúdo com 13 dicas valiosas de como captar clientes. Continue a leitura para conferir a seguir que ações implementar na sua empresa para atrair mais prospects e potencializar as vendas:

1.            Defina qual é o perfil de cliente ideal da sua empresa;

2.            Seja um verdadeiro especialista nas soluções que você comercializa;

3.            Saiba quem são os seus principais concorrentes;

4.            Conecte-se emocionalmente com os prospects;

5.            Faça com que os prospects percebam valor nas suas soluções;

6.            Faça marketing de conteúdo;

7.            Use técnicas de SEO;

8.            Utilize as redes sociais, especialmente o LinkedIn.

13 dicas de como captar clientes para a sua empresa

É seguro dizer que um dos maiores objetivos de qualquer organização é ampliar a carteira de clientes e incrementar a entrada de novos negócios.

Mas, para que isso aconteça, deve-se adotar algumas técnicas essenciais de como captar clientes. Confira abaixo quais são elas.

1 – Defina qual é o perfil de cliente ideal da sua empresa

Não há como captar clientes sem antes definir o perfil de cliente ideal para o seu modelo de negócio.

É com base nessa definição que você vai identificar os prospects com mais chances de se identificar com suas soluções e fechar negócio.

2- Seja um verdadeiro especialista nas soluções que você comercializa

Também é imprescindível conhecer tudo sobre o produto ou serviço que você oferece. Dessa forma, você demonstra confiança e autoridade para os clientes em potencial.

3 – Saiba quem são os seus principais concorrentes

Para uma boa captação de clientes, é necessário conhecer quem são os seus principais concorrentes. Isso vai te ajudar a construir uma argumentação de vendas mais sólida.

4 – Conecte-se emocionalmente com os prospects

Outra dica importante para captação de clientes é buscar se conectar emocionalmente com os prospects. Procure ativar alguns gatilhos mentais na intenção de persuadir os prospects e despertar emoções.

5 – Faça com que os prospects percebam valor nas suas soluções

Além de se conectar emocionalmente com os clientes em potencial, é importante ter a habilidade de fazer com que eles percebam valor no seu produto ou serviço. Mostre para os prospects como você pode solucionar as dores deles.

6 – Faça marketing de conteúdo

Procure produzir conteúdos relevantes (blog posts, e-books, webinars etc) para atrair e educar seus prospects a respeito das soluções que a sua empresa comercializa. Isso te ajudará a se posicionar como autoridade no assunto e também a qualificar os potenciais clientes.

7 – Use técnicas de SEO

As técnicas de SEO servem para otimizar a pesquisa por seus conteúdos em sites de busca. Com o uso correto de palavras-chave os conteúdos que você produzir aparecerão entre os primeiros resultados de busca.

8 – Utilize as redes sociais, especialmente o LinkedIn

As redes sociais também são importantes ferramentas para captar clientes, principalmente o LinkedIn no caso de vendas B2B.

Você pode criar campanhas voltadas a essas mídias para desenvolver um relacionamento mais próximo com o seu público-alvo e divulgar as suas soluções.

9 – Participe de eventos que têm a ver com o seu mercado de atuação

Feiras, convenções e congressos podem significar grandes oportunidades para prospectar novos negócios. Procure participar desses eventos para fazer networking e captar clientes em potencial.

10 – Saiba contornar as objeções dos prospects

Para conseguir captar clientes, é necessário que você esteja munido de argumentos suficientes para contornar qualquer objeção que os prospects possam vir a apresentar. Esteja pronto para esclarecer todas as dúvidas.

Um boa técnica de argumentação pode ajudar muito, nessa hora:

11 – Peça indicações para os seus clientes atuais

Se você mantém um bom relacionamento com os seus clientes atuais, peça para que eles te deem indicação de pessoas que possam se interessar por seus produtos ou serviços.

12 – Firme parceria com outras empresas

Fazer alianças com outras empresas (não necessariamente concorrentes) pode ajudar a conquistar novos clientes. Por meio de parcerias, todo mundo sai ganhando.

13 – Saiba identificar quem são os tomadores de decisão

É também importante que você seja capaz de identificar quem são os tomadores de decisão; ou seja, aqueles que “batem o martelo” antes da compra. Assim, você evita perder tempo e esforços com aqueles que não tem o poder de decidir sobre nada.

Bom, essas foram as nossas 13 dicas de como captar clientes. O que você achou?

Para tornar a etapa de prospecção e o processo comercial como um todo mais eficientes, utilize a tecnologia como aliada. Por meio de um bom sistema de CRM, você consegue organizar melhor os seus contatos e ter maior controle sobre as ações adotadas e sobre a evolução dos leads no funil de vendas.

CARACTERÍSTICAS DA VALEON

Perseverança

Ser perseverante envolve não desistir dos objetivos estipulados em razão das atividades, e assim manter consistência em suas ações. Requer determinação e coerência com valores pessoais, e está relacionado com a resiliência, pois em cada momento de dificuldade ao longo da vida é necessário conseguir retornar a estados emocionais saudáveis que permitem seguir perseverante.

Comunicação

Comunicação é a transferência de informação e significado de uma pessoa para outra pessoa. É o processo de passar informação e compreensão entre as pessoas. É a maneira de se relacionar com os outros por meio de ideias, fatos, pensamentos e valores. A comunicação é o ponto que liga os seres humanos para que eles possam compartilhar conhecimentos e sentimentos. Ela envolve transação entre pessoas. Aquela através da qual uma instituição comunica suas práticas, objetivos e políticas gerenciais, visando à formação ou manutenção de imagem positiva junto a seus públicos.

Autocuidado

Como o próprio nome diz, o autocuidado se refere ao conjunto de ações que cada indivíduo exerce para cuidar de si e promover melhor qualidade de vida para si mesmo. A forma de fazer isso deve estar em consonância com os objetivos, desejos, prazeres e interesses de cada um e cada pessoa deve buscar maneiras próprias de se cuidar.

Autonomia

Autonomia é um conceito que determina a liberdade de indivíduo em gerir livremente a sua vida, efetuando racionalmente as suas próprias escolhas. Neste caso, a autonomia indica uma realidade que é dirigida por uma lei própria, que apesar de ser diferente das outras, não é incompatível com elas.

A autonomia no trabalho é um dos fatores que impulsionam resultados dentro das empresas. Segundo uma pesquisa da Page Talent, divulgada em um portal especializado, 58% dos profissionais no Brasil têm mais facilidade para desenvolver suas tarefas quando agem de maneira independente. Contudo, nem todas as empresas oferecem esse atributo aos colaboradores, o que acaba afastando profissionais de gerações mais jovens e impede a inovação dentro da companhia.

Inovação

Inovar profissionalmente envolve explorar novas oportunidades, exercer a criatividade, buscar novas soluções. É importante que a inovação ocorra dentro da área de atuação de um profissional, evitando que soluções se tornem defasadas. Mas também é saudável conectar a curiosidade com outras áreas, pois mesmo que não represente uma nova competência usada no dia a dia, descobrir novos assuntos é uma forma importante de ter um repertório de soluções diversificadas e atuais.

Busca por Conhecimento Tecnológico

A tecnologia tornou-se um conhecimento transversal. Compreender aspectos tecnológicos é uma necessidade crescente para profissionais de todas as áreas. Ressaltamos repetidamente a importância da tecnologia, uma ideia apoiada por diversos especialistas em carreira.

Capacidade de Análise

Analisar significa observar, investigar, discernir. É uma competência que diferencia pessoas e profissionais, muito importante para contextos de liderança, mas também em contextos gerais. Na atualidade, em um mundo com abundância de informações no qual o discernimento, seletividade e foco também se tornam grandes diferenciais, a capacidade de analisar ganha importância ainda maior.

Resiliência

É lidar com adversidades, críticas, situações de crise, pressões (inclusive de si mesmo), e ter capacidade de retornar ao estado emocional saudável, ou seja, retornar às condições naturais após momentos de dificuldade. Essa é uma das qualidades mais visíveis em líderes. O líder, mesmo colocando a sua vida em perigo, deve ter a capacidade de manter-se fiel e com serenidade em seus objetivos.

Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (Wpp)

E-MAIL: valeonbrasil@gmail.com

WEBsite: https://valedoacoonline.com.br/

WEBApp: valeon

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

PACOTE FISCAL DE LULA PEDE MAIS IMPOSTOS

 

Editorial
Por
Gazeta do Povo


O ministro da Fazenda, Fernando Haddad.| Foto: Ricardo Stuckert

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresentou o primeiro pacote fiscal do governo Lula e, de saída, eivado de fome por mais impostos. A estrutura tributária brasileira carrega, entre outros, três defeitos que inibem o crescimento econômico. O primeiro é justamente o tamanho da carga de tributos sobre os ombros da sociedade produtiva – pessoas e empresas –, que já atinge 34% do Produto Interno Bruto (PIB) em forma de carga efetivamente arrecadada. Considerando que há renúncias fiscais oficiais, sonegação e inadimplência, a carga tributária nominal supera 40% do PIB.

O segundo defeito é o excesso de impostos, contribuições e taxas (elementos que compõem o conjunto chamado “tributos”) e a enorme complexidade legal e regulatória, que levam os contribuintes a suportarem, além do alta carga, elevados custos burocráticos de obediência. O terceiro defeito é a má distribuição dos tributos sobre os grupos de bens e serviços produzidos, situação essa piorada pela política de renúncias fiscais sobre setores específicos, como já ocorreu com as isenções de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) ao setor automotivo e produtos da linha branca, basicamente os eletrodomésticos.

O pacote fiscal apresentado pelo ministro Haddad no primeiro mês do governo contém medidas que elevam os tributos sem que seja evocada qualquer medida de racionalização e redução de despesas.

No ano de 2010, último do segundo mandato de Lula, as contas públicas estavam em má situação, o déficit era alto, os efeitos retardados da crise financeira mundial começavam a ser sentidos no Brasil e o ministro da Fazenda da época, Guido Mantega, negava que o governo estivesse cogitando aumentar tributos e dizia que a solução para a piora das contas do governo era o crescimento econômico. Por óbvio, a arrecadação tributária aumenta quando o PIB cresce, porém, o crescimento não se faz por força de mágicas e, mesmo diante de políticas corretas, não há crescimento expressivo no curto prazo. Já naquela época, Lula em seu segundo mandato não se comprometeu com algo que famílias e empresas fazem quando entram em déficits: racionalizam e reduzem gastos.

Pode-se argumentar que a lógica do governo apresenta certas diferenças em relação à lógica familiar e empresarial, pois a ação do governo tem efeitos grandes e pesados sobre a economia nacional, no mínimo pelo tamanho do setor estatal. Mas também se pode argumentar que famílias e empresas resolvem seus problemas por sua realidade financeira interna, enquanto o governo joga seus déficits sobre os ombros da sociedade, seja aumentando tributos, fazendo dívida ou emitindo moeda. Por isso, é sempre recomendável que, quando o governo entra em déficit, sejam examinados os gastos públicos, desperdícios e ineficiências, a fim de tentar racionalização e redução seletiva dos gastos.

Porém, assim como Lula e Mantega não se comprometeram com redução de gastos públicos lá em 2010, Lula e Haddad hoje não disseram uma palavra sobre cortes, redução ou racionalização de gastos. Pelo contrário, antes mesmo de assumir, ainda durante a campanha eleitoral, o governo atual já havia anunciado aumento da máquina estatal e inchaço da burocracia pública, com claro aumento de gastos. Pois o pacote fiscal apresentado pelo ministro Haddad no primeiro mês do governo contém medidas que elevam os tributos sem que seja evocada qualquer medida de racionalização e redução de despesas, e também nada ficou claro sobre eventual revisão das renúncias fiscais (isenções tributárias a determinados setores e produtos) que o PT vinha criticando.

Pelos sinais genéricos emitidos pelo governo, a fome por mais tributos manifestada por autoridades econômicas prenuncia que a mordida sobre a sociedade não vai parar no primeiro pacote de Haddad. Mais tributos virão por aí, sempre em nome de um discurso sobre justiça fiscal nunca explicada por critérios técnicos e científicos. Se a estrutura tributária brasileira, com sua complexidade e excessivo número de tributos, é uma espécie de monstro tributário, também é certo que o tamanho da carga e a confusão de leis e normas agem contra o objetivo de fazer o PIB crescer. Em todos os estudos feitos no exterior, especialmente por organismos oficiais e casas de análises, sobre as causas que dificultam o crescimento econômico brasileiro, aparecem sempre nas primeiras posições a alta carga tributária e o complexo sistema fiscal vigente no país.

VEJA TAMBÉM:
Pacote contra déficit está muito longe do ajuste necessário
Como o novo governo atrapalha as expectativas econômicas
O teto de gastos, o déficit e a inflação de longo prazo


Outro aspecto que ajuda a manter o país com elevado índice de pobreza e alta desigualdade de renda é a forma como os aumentos de tributos têm sido distribuídos no lado dos gastos. Prevalece um nocivo sistema de captura dos tributos por categorias de funcionários, políticos e burocratas nos Três Poderes, que estão longe de representar as classes de renda baixa. Há sim certas faixas de baixos salários no sistema estatal – a exemplo de policiais e professores da educação básica –, porém, a captura de recursos públicos e de elevação de arrecadação por categorias privilegiadas incrustadas no Poder Legislativo, Poder Executivo e Poder Judiciário agem para impedir que aumentos tributários nunca amenizem na mesma proporção de seus valores as mazelas sociais brasileiras. O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão técnico do governo federal, já demonstrou por meio de estudos que um dos obstáculos à redução das desigualdades no Brasil é a estrutura de gastos públicos.

É necessário haver tributos para sustentar a estrutura de governo e os programas públicos aceitos pela população e aprovados nas casas de representantes do povo, porém sem descuidar para o sistema tributário tenha o menor número possível de defeitos e vícios, principalmente para não ser um obstáculo ao crescimento econômico e ao desenvolvimento social. No Brasil, com carga tributária efetivamente arrecadada de 34% do PIB (que, como já dito, faz a carga nominal total ser muito maior que isso em razão de isenções, sonegações e inadimplência), o prejuízo do sistema tributário sobre o crescimento econômico já está dado, com o agravante de que o cipoal de leis e regulamentos no âmbito da União, estados e municípios responde por milhões de ações judiciais que emperram a Justiça e ajudam a inibir o espírito de iniciativa empreendedora.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/pacote-fiscal-do-governo-lula-e-a-fome-por-mais-impostos/
Copyright © 2023, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

PRIMEIRO DIA DE LUYLA NA ARGENTINA

 

Agenda Internacional
Moeda comum, financiamento de obras e desculpas
Por
Wesley Oliveira – Gazeta do Povo
Brasília


Lula participou de encontro com o presidente da Argentina, Alberto Fernández, na Casa Rosada| Foto: Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu, nesta segunda-feira (23), sua primeira agenda internacional desde que tomou posse com uma série de encontros na Argentina. Além de acordos de cooperação, o petista defendeu o debate para a criação de uma moeda comum entre os dois países, prometeu usar o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar obras na América do Sul e fez um pedido de desculpas por “grosserias” do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o governo argentino.

Questionado sobre a moeda comum para transações entre Brasil e Argentina, Lula indicou que foi pedido aos ministros da Fazenda dos dois países um estudo para a viabilidade da proposta. De acordo com o presidente brasileiro, a moeda seria uma forma de garantir autonomia em relação ao dólar, no entanto ponderou que o instrumento precisa ser construído com “muito debate”.

“O que estamos tentando trabalhar agora é que os nossos ministros da Fazenda, cada um com sua equipe econômica, possam nos fazer uma proposta de comércio exterior e de transações entre os dois países que seja feito em uma moeda comum, a ser construída com muito debate e com muitas reuniões. Isso é o que vai acontecer”, disse Lula após uma reunião com o presidente da Argentina, Alberto Fernández.

No último domingo (22), Lula e Fernández assinaram um artigo publicado no diário argentino Perfil confirmando a intenção de criar uma moeda comum sul-americana para transações tanto comerciais quanto financeiras. Ainda de acordo com Lula, ainda não há nada de concreto sobre a proposta.

“Acho que, com o tempo, isso vai acontecer. E acho que é necessário que aconteça. Muitas vezes, há países que têm dificuldade de adquirir o dólar, e você pode fazer acordos, estabelecer um tipo de moeda para o comércio, que os Bancos Centrais todo mês ou de quanto em quanto tempo quiserem, façam um acerto de contas para que os dois países possam continuar fazendo negócio”, argumentou Lula.

Por outro lado, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, admitiu que o assunto, já discutido em outras oportunidades, não avançou por entraves técnicos. “A verdade é que não sabemos como poderia funcionar uma moeda comum entre Argentina e Brasil. Tampouco sabemos como funcionaria uma moeda comum na região. Mas o que sabemos é como funcionam as economias dependendo de moedas estrangeiras para poder fazer comércio. E sabemos como isso é nocivo”, disse.

VEJA TAMBÉM:
Na Argentina, Lula diz que BNDES vai financiar projetos em países vizinhos
Encontro de Lula com Maduro na Argentina é cancelado
BNDES vai financiar gasoduto para conectar a Patagônia argentina e o Brasil

Ainda durante o encontro com Fernández, Lula defendeu o uso de recursos do BNDES para financiar obras em países da América do Sul. Entre os acordos, o banco brasileiro vai financiar o trecho do gasoduto para conectar a Patagônia argentina e o Brasil. “Vamos criar as condições para fazer o financiamento que a gente puder fazer para ajudar no gasoduto argentino”, disse Lula.

O acordo de integração energética visa levar gás natural da bacia patagônica de Vaca Muerta até o Rio Grande do Sul. “Tenho certeza que os empresários brasileiros têm interesse no gasoduto, nos fertilizantes que a Argentina tem, no conhecimento científico e tecnológico da Argentina. E, se há interesse dos empresários e do governo nós temos um banco de desenvolvimento para isso”, defendeu.

A primeira fase do gasoduto já foi concluída e, agora, os argentinos buscam ajuda financeira para continuar as obras. O segundo trecho terá cerca de 500 km, mas Lula não indicou qual será o aporte do BNDES para o financiamento das obras. Em dezembro, a secretária de Energia da Argentina, Flavia Royón, anunciou que seu país contava com US$ 689 milhões em financiamento do banco brasileiro para concluir a construção.

Ainda de acordo com o petista, ele tinha “orgulho” de quando o BNDES tinha mais recursos para financiar obras num país da América do Sul. “Porque é isso que os países maiores têm que auxiliar os países que têm menos condições em determinados momentos históricos”, declarou.

Lula pede desculpas por “grosserias” de Bolsonaro contra governo da Argentina 
Ao abrir o seu discurso após o encontro com Fernández, Lula afirmou que as relações do Brasil com a Argentina “nunca deveriam ter sido truncadas”. Em seguida, pediu desculpas ao povo argentino por “grosserias” feitas pelo ex-presidente Bolsonaro, o qual classificou como “genocida”.

“Hoje é a retomada de uma relação que nunca deveria ter sido truncada. Estou pedindo desculpas por todas as grosserias que o último presidente do Brasil, que eu trato como um genocida por causa da responsabilidade com o cuidado com a pandemia, todas as ofensas que fez ao Fernández”, disse Lula.

Durante seu mandato, Bolsonaro criticou publicamente a condução política do governo argentino após a eleição de Alberto Fernández, um político de esquerda. Em outubro de 2020, por exemplo, o ex-presidente chamou o governo argentino de “esquerdalha”.

Na sequência, Fernández comparou Bolsonaro ao ex-presidente da Argentina Maurício Macri, e disse que ele e Lula contam com “problemas parecidos”. “Tivemos uma reunião sensacional, teremos um vínculo muito mais profundo que vai durar pelas próximas décadas. Continuam nos ligando os mesmos problemas, porque aqui passou [Maurício] Macri e lá [Jair] Bolsonaro. Temos desafios muito parecidos, o primeiro deles é consolidar a democracia e as instituições”, afirmou.

VEJA TAMBÉM:
Deputados do PT pedem que MPF investigue Bolsonaro por “genocídio contra Yanomamis”
Lula defende debate para criação de moeda comum com a Argentina
Lula critica ingerência na Venezuela 

Após o encontro com Fernández, havia a expectativa de que Lula se reunisse com o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. No entanto, a agenda foi cancelada pelas autoridades venezuelanas horas antes da reunião entre os dois políticos.

Assim como o presidente do Brasil, o ditador da Venezuela deveria participar da cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Contudo, sua ida à Argentina foi cancelada sob a alegação de um “plano da direita neofascista” para realizar “uma série de agressões contra a delegação” da Venezuela.

Questionado sobre a agenda, Lula disse que é contra “muita ingerência” nas tratativas para a resolução dos problemas políticos da Venezuela. O petista defendeu que o diálogo é a saída para que o país volte à normalidade democrática. “Deveríamos ter duas coisas na cabeça. Primeiro, a gente permitir com muita tranquilidade que a autodeterminação dos povos fosse respeitada em qualquer país. Da mesma forma que eu sou contra a ocupação territorial que a Rússia fez na Ucrânia, eu sou contra muita ingerência no processo da Venezuela”, afirmou.

Durante o governo Bolsonaro, a embaixada brasileira em Caracas, capital venezuelana, foi fechada pelo governo brasileiro. Lula, no entanto, pretende enviar uma missão ao país para restabelecer as relações com Maduro.

“Para resolver o problema da Venezuela a gente vai resolver com diálogo, e não com bloqueio. A gente vai resolver com diálogo e não com ameaça de ocupação. A gente vai resolver com diálogo e não com ofensas pessoais”, completou Lula.

O presidente brasileiro segue na Argentina até essa terça-feira (24), quando pretende discursar na Celac. A participação de Lula no encontro marca o retorno brasileiro ao bloco. O Brasil havia deixado o grupo há cerca de dois anos por determinação de Bolsonaro. Na quarta-feira (25) o petista embarca para o Uruguai, onde terá um encontro com o presidente Luis Lacalle Pou.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/moeda-comum-financiamento-obras-desculpas-como-foi-1o-dia-lula-na-argentina/
Copyright © 2023, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

DISPUTA PARA A PRESIDÊNCIA DO SENADO

 

Presidência da Casa
Quais são os senadores da “tropa de choque” de Pacheco e Marinho na eleição do Senado

Por
Rodolfo Costa – Gazeta do Povo
Brasília


O senador Rodrigo Pacheco (esq.) e o senador eleito Rogério Marinho (dir.)| Foto: Roque de Sá/Agência Senado / Waldemir Barreto/Agência Senado

Com a eleição para a presidência do Senado indefinida, cada um dos 81 votos possíveis é importante. Para conquistá-los, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que disputa a reeleição, e o senador eleito Rogério Marinho (PL-RN), têm tido apoio de suas respectivas “tropas de choque” para organizar as campanhas e pedir votos.

A força-tarefa dos dois candidatos conta com coordenadores e apoiadores do entorno mais próximo que ajudam a convencer indecisos e a consolidar votos, bem como organizar a contagem e recontagem de promessas de votos. Também há senadores que auxiliam no trabalho corpo a corpo em viagens pelo país.

No caso de Pacheco, sua campanha tem o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) como coordenador-geral, assim como foi na eleição da Mesa Diretora de 2021. O parlamentar assumiu as principais responsabilidades, como a interlocução com parlamentares de partidos de centro, a exemplo do próprio União, do Podemos e do PSDB, além de acordos sobre a distribuição de espaços na Mesa Diretora e em comissões permanentes.

Além de Alcolumbre, também auxiliam no processo de coordenação e articulação da campanha de Pacheco os senadores Jaques Wagner (PT-BA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB).

Já a campanha de Marinho não conta com uma espécie de coordenador-geral. O próprio Marinho assumiu boa parte das articulações e tem conduzido uma extensa agenda de viagens desde o início do ano. Porém, as articulações também diluem principalmente entre os senadores Carlos Portinho (PL-RJ), Eduardo Gomes (PL-TO) e Wellington Fagundes (PL-MT). Outros senadores também atuam no processo de coordenação e articulação, como os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a senadora eleita Tereza Cristina (PP-MS).

Líderes e presidentes de partidos também apoiam Pacheco e Marinho
Além dos coordenadores, os candidatos também contam com o apoio de presidentes, líderes e vice-líderes partidários, que atuam como conselheiros e até cabos eleitorais. Em reunião na segunda-feira (16) para fazer um balanço sobre as articulações de Marinho, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, disse em vídeo publicado que os senadores Wellington Fagundes e Carlos Portinho tinham suas “funções”.

Portinho explica que são funções de articulação. “Os senadores se dividem nas articulações com senadores dos seus estados e outros mais próximos”, afirma. Até mesmo o líder do PL na Câmara, Altineu Côrtes (RJ), também tem suas atribuições. “A composição da eleição da Câmara importa ao Senado para o atendimento dos partidos de nossa base que está sendo formada para essa eleição”, diz o partamentar.

Ex-líder do governo ao fim do mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Portinho também enaltece a atuação dos senadores Flávio Bolsonaro e Eduardo Gomes. “A gente conversa sempre sobre os avanços que ocorrem”, afirma.

Portinho destaca, ainda, a atuação de Tereza Cristina e do líder e presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI). “Desde o primeiro dia a Tereza tem participado de todas as reuniões, assim como o Ciro”, diz. Do partido, o senador Luiz Carlos Heinze (RS) foi outro a assumir uma missão de cabo eleitoral.

Portinho também teve reuniões com o líder e com o presidente nacional do Republicanos, senador Messias de Jesus (RR) e o deputado federal Marcos Pereira (SP), respectivamente. “Há um trabalho compartilhado entre presidentes dos três partidos de base e suas lideranças, até porque é importante estar sempre em contato com todos os senadores”, destaca.

A mesma força-tarefa acontece na campanha de Pacheco. Além dos coordenadores, ele também tem tido apoio e conselho de presidentes partidários, como o do próprio PSD, Gilberto Kassab, e de líderes no Senado, como os do MDB, Eduardo Braga (AM); do PDT, Weverton Rocha (MA); do União Brasil, Davi Alcolumbre; do Rede, Randolfe Rodrigues; e do PT, Fabiano Contarato (ES).

Primeiro vice-presidente do Senado, o senador Veneziano Vital do Rêgo evita definir seu papel na coordenação, mas assume que tem sido atuante pela campanha a pedido do próprio Pacheco. “Sou um modesto colaborador da campanha dele, que pediu aos nossos e nossas companheiras com os mais claros fundamentos de que eu me permito expor. Tenho pedido e peço votos com a consciência plena de estar pedindo por um quadro que se mostrou altamente competente à frente dos seus desafios”, comenta.

VEJA TAMBÉM:
PDT declara apoio a Pacheco na disputa pela presidência do Senado
Vandalismo, Dino, abuso de autoridade: Congresso terá “guerra” pela instalação de CPIs
O que esperar da “bancada liberal” para a próxima legislatura
A tropa de choque de Rodrigo Pacheco
Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)

Senador Davi Alcolumbre | Edilson Rodrigues/Agência Senado| Edilson Rodrigues/Agência Senado.
Ex-presidente do Senado e atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), está no primeiro mandato. Foi deputado federal por três mandatos e vereador em Macapá em um mandato. É de uma família cujo patrimônio se estendeu por várias áreas no Amapá, inclusive na comunicação, sendo proprietária de retransmissoras da Bandeirantes e do SBT no estado.

Na campanha, é quem dá concentra as principais articulações com o aval de Pacheco, ainda que a contragosto de alguns senadores. Encaminhou acordos e a distribuição de postos na Mesa Diretora e para as comissões permanentes, como sua recondução para a CCJ.

Jaques Wagner (PT-BA)

Senador Jaques Wagner | Pedro França/Agência Senado| Pedro França/Agência Senado
Líder do governo no Senado, Jaques Wagner foi governador da Bahia por dois mandatos, ministro da Defesa, da Casa Civil e da Secretaria de Relações Institucionais nas gestões petistas. Também foi deputado federal por três mandatos. Na campanha, Wagner tem pedido votos a senadores de diferentes bancadas e também é quem assumiu a interlocução a respeito de acordos costurados entre senadores e o governo federal.

Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
Senador Randolfe Rodrigues | Waldemir Barreto/Agência Senado| Waldemir Barreto/Agência Senado

Líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues está no seu segundo mandato como senador. Antes, foi deputado estadual por dois mandatos. Foi professor universitário, historiador e é bacharel em Direito, com mestrado em políticas públicas. Posicionou-se a favor da reeleição de Pacheco logo após a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e atua junto a senadores da base petista para consolidar votos nas bancadas partidárias.

Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
Senador Veneziano Vital do Rêgo | Pedro França/Agência Senado| Pedro França/Agência Senado
Primeiro vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo foi prefeito de Campina Grande (PB) por dois mandatos consecutivos, deputado federal e está no primeiro mandato no Senado. É advogado e filho do ex-deputado federal Vital do Rêgo e da senadora Nilda Gondim (MDB-PB).

Pela campanha de Pacheco, o senador auxilia nas articulações no centro político e em seu partido. “O MDB vota em Rodrigo. Os nossos dez votos eu acho que não tem dúvida quanto a isso, é o propósito da gente estar com o grupo todo fechado e todo unido em torno da postulação dele”, diz. “Fora do MDB, evidentemente que somos aqui um corpo no qual nos relacionamentos muito bem, damos a condição como também reciprocamente dou de falar, ouvir, e de pleitear por um companheiro”, complementa.

A tropa de choque de Rogério Marinho
Carlos Portinho (PL-RJ)

Senador Carlos Portinho | França/Agência Senado | Roque de Sá/Agência Senado
Ex-líder do governo no Senado na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Carlos Portinho está no primeiro mandato. Era suplente do senador Arolde de Oliveira, falecido em 2020. É professor e advogado nas áreas de Direito esportivo, tributário e público. “Fazemos um trabalho a várias mãos por um Senado que precisa ser mais eficiente no trabalho de suas comissões, que engavete menos e debata mais”, destaca Portinho.

Eduardo Gomes (PL-TO)


Senador Eduardo Gomes | Edilson Rodrigues/Agência Senado| Edilson Rodrigues/Agência SenadO

Ex-líder do governo no Congresso na gestão Bolsonaro, Eduardo Gomes está no primeiro mandato no Senado. Antes, foi deputado federal por três mandatos e vereador em Palmas em dois mandatos. Tem atuado para assegurar votos em seu estado, em sua região e entre senadores mais próximos.

Wellington Fagundes (PL-MT)


Senador Wellington Fagundes | Waldemir Barreto/Agência Senado| Waldemir Barreto/Agência Senado
Líder do bloco parlamentar que congregou PL e PTB na última legislatura, Wellington Fagundes está no segundo mandato. Antes, foi deputado federal por seis mandatos. É formado em medicina veterinária e tem atuado para consolidar votos em seu estado, em sua região e junto a aliados mais próximos.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

Comissão Mista da Medida Provisória nº 866, de 2018: Cria empresa pública NAV Brasil Serviços de Navegação Aérea: apreciação do relatório. Em destaque, relator da CMMPV 866/2018, senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado


Senador Flávio Bolsonaro | Waldemir Barreto/Agência Senado| Waldemir Barreto/Agência Senado
Líder do PL no Senado, Flávio Bolsonaro está no primeiro mandato como senador. Foi deputado estadual pelo Rio de Janeiro em quatro mandatos. Filho mais velho do ex-presidente, tem formação em Direito e, mesmo dos Estados Unidos, tem tido conversas e reuniões com o núcleo da campanha e senadores próximos.

Tereza Cristina (PP-MS)

A ministra da Agricultura, Pecuaria e Abastecimento, Tereza Cristina, durante o lancamento da Camara da Cerveja. (A ministra da Agricultura, Pecuaria e Abastecimento, Tereza Cristina, durante o lancamento da Camara da Cerveja. , ASCII, 117 comp

Senadora Tereza Cristina | Marcelo Camargo/Agencia Brasil| Marcelo Camargo/Agencia Brasil
Empresária agrônoma, Tereza Cristina foi eleita em 2022 para seu primeiro mandato no Senado. Cumpriu um mandato como deputada federal em 2014 e foi reeleita em 2018, mas exerceu a maior parte de seu mandato como ministra da Agricultura de Bolsonaro.

A senadora eleita tem atuado próxima de Marinho e articulado não apenas junto a senadores de seu estado e da região. Ela também conversa com senadores indecisos, mas dispostos a ouvir as propostas do candidato do PL e do grupo que o apoia.

LULA QUERT AJUDAR OS MAIS POBRES NO EXTERIOR

 

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo


O presidente Lula durante reunião com o Presidente da Argentina, Alberto Fernández| Foto: Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto

Presidente Lula está na Argentina, e não vai se encontrar com Maduro porque Maduro decidiu não ir para evitar a possibilidade de um vexame de ser preso no aeroporto. Isso porque a oposição argentina botou a boca no mundo, avisou o departamento americano de combate às drogas. O Maduro está sendo procurado pelo DEA, que deve ter acordo com a Argentina, então Maduro decidiu não ir. E a oposição está brigando lá também porque não quer que a Argentina receba o ditador cubano, Miguel Díaz-Canel.

Hoje é dia da reunião da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e Lula aproveitou para oferecer o BNDES para todo mundo, para ajudar os outros a crescer, como se nós não precisássemos, como se estivesse sobrando aqui. Quem sabe, podiam fazer uma doação lá para os Yanomamis. O BNDES, para quem não sabe, é Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, mas agora vai ser, de novo, Banco Internacional de Desenvolvimento Econômico, que faz metrô em Caracas, porto em Havana, aeroporto em Moçambique, hidrelétrica no Equador, na Nicarágua, enfim, nos países “amigos”.

A moeda única de Lula
Lula também está entusiasmado com a ideia da moeda única com a Argentina. Imaginem, vão misturar o peso argentino, com quase 100% de inflação, e o real brasileiro, com menos de 6% de inflação. Tem de tirar a media, aí ficamos com 53% de inflação.

E como se já não bastassem as outras declarações de Lula por aí, ele disse que os ministros da Fazenda têm de ter sabedoria suficiente para poder fazer essa “união” entre as duas moedas. Gente, olha o trabalhão que deu fazer o euro, em países europeus, com muito mais história do que a nossa. Nós somos Novo Mundo, é a partir de 1500, enquanto os europeus são desde sempre, do tempo das cavernas. Mesmo assim, eles tiveram muitos problemas, a Inglaterra, por exemplo, que entrou e saiu. Depois da reunião da Celac, Lula ainda passa em Montevidéu, onde tem uma reunião com o presidente do Uruguai.

Prisão preventiva
A Procuradoria Geral da República pediu para aliviar a prisão preventiva dos que estão presos, preventivamente, depois da destruição da sede dos Três Poderes no dia 8 de janeiro. As penas previstas são inferiores a quatro anos, e por isso não caberia prisão preventiva. Já foram denunciados 98 pessoas e, claro, como vocês já sabem, não tem terrorismo nisso. Quem chama de terrorista o que não é terrorista, está sujeito a uma boa indenização por danos morais por calúnia.

Agora mesmo, lá em Monterrey, uma belíssima baia na Califórnia, um chinês entrou armado na festa do ano novo lunar chinês e matou dez pessoas, talvez mais, porque houve feridos gravemente, e está sendo tratado como suspeito. Aqui não, aqui ninguém é suspeito, já é terrorista, uma coisa pesada, negócio meio estranho, não foi esse o jornalismo que me ensinaram na PUC há mais de cinquenta anos.

Os omissos
E os denunciados, entre os quais tem 44 que foram presos em flagrante, principalmente no Congresso Nacional, são acusados de serem autores, financiadores e também gente que está sendo acusada de omissão. Eu continuo achando que tem mais omissão aí, porque a PM é responsável pela segurança no logradouro público. A PM é subordinada ao governador. O governador, o secretário de Segurança e o comandante da PM estão nesse inquérito. Mas a segurança interna das sedes do poder são de responsabilidade de cada um dos poderes e não do Distrito Federal. Acho que precisam considerar essa história.

E-BOOK 1984
Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/lula-vai-usar-o-bndes-para-financiar-obras-em-paises-da-esquerda/
Copyright © 2023, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...