sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

PT QUER ACOMODAR OS SEUS APOIADORES EM MUITOS MINISTÉRIOS

 

História por Caio Spechoto – Poder360

A cúpula petista estima que haverá de 15 a 20 ministérios disponíveis para acomodar os apoiadores do governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O número já incluiria os indicados pelo próprio partido.

Lula tem dado prioridade para temas mais sensíveis, como o Ministério da Defesa (José Múcio Monteiro está próximo de ser anunciado) e o da Fazenda (Fernando Haddad é o favorito).

Nesta 5ª feira (1º.dez.2022), em reunião com congressistas do PT, Lula indicou que a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, não será ministra.

Também mencionou os ministérios com sede no Palácio do Planalto (como Casa Civil, Fazenda e a pasta responsável pela assistência social) como importantes para o PT.

As tratativas com os partidos devem afunilar depois da diplomação do presidente eleito, em 12 de dezembro. Há pressão para adiantar o processo. Lula terá de administrar interesses dentro do próprio partido: setores petistas defendem que até 15 pastas fiquem com a sigla.

Contando as pastas que foram anunciadas por Lula ou por seus aliados mais próximos, serão ao menos 35 a partir de 1º de janeiro –o Ministério da Segurança Pública, porém, foi anunciado e tende a não ser criado. No governo de Jair Bolsonaro (PL), são 23 ministérios.

PT estima acomodar aliados de Lula em até 20 ministérios© Fornecido por Poder360

A equipe de transição também sugeriu, nesta 5ª feira (1º.dez.2022), a divisão do Ministério do Desenvolvimento Regional em duas novas pastas: a das Cidades e a da Integração Nacional.

Se o limite de 20 ministérios para a base prevalecer, sobrarão 15 pastas. Seriam da cota pessoal de Lula e o que os petistas chamam de “ministérios de Estado”, como AGU (Advocacia Geral da União), CGU (Controladoria Geral da União) e Defesa.

A cota pessoal de Lula, porém, também será objeto de disputa. O MDB busca ter 2 ministérios da Esplanada mais a indicação da senadora Simone Tebet na cota do presidente eleito. O PT, porém, tenta empurrá-la para a parte que cabe ao MDB.

A situação do senador eleito Flávio Dino (PSB-MA) é semelhante. Ele é o favorito para o Ministério da Justiça. Lula indicou que ele integraria o governo ainda na campanha.

Os petistas querem que ele conte para a cota do PSB. A bancada pessebista na Câmara, porém, indicaram o nome de Márcio França (PSB-SP) para o Ministério das Cidades.

Há cobranças de União Brasil e PSD. Além disso, o PDT apoiou Lula no 2º turno e deverá ter uma pasta na Esplanada.

A cúpula do PT também gostaria que aliados pequenos, mas de 1ª hora, como Rede, Psol e PC do B, tenham ministérios.

Lula tem reclamado a pessoas próximas das cobranças que ouve, de aliados e de indicados, para que sejam nomeados para a Esplanada.

A formação de governo, em 2022, deve ser mais difícil do que 20 anos atrás, quando o petista foi eleito presidente pela 1ª vez. Há 3 diferenças principais de 2002 para agora:

  • eleição apertada – Lula teve 50,9% dos votos no 2º turno em 2022, contra 61,3% em 2002. Além disso, os 49,10% que votaram contra o presidente eleito nesse ano são muito mais antipetistas do que os opositores da 1ª eleição;
  • pulverização partidária – em 2002, 4 partidos (PT, PFL, PMDB e PSDB) elegeram ao menos 70 deputados cada um. Nesse ano, só o PL, de oposição a Lula, passou dessa marca;
  • emendas de relator – o dispositivo dá ao Congresso controle sobre parte dos recursos para investimento e deixa menos custoso para um congressista não aderir ao governo.

Além disso, Lula escolheu a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição antes da posse como caminho para furar o teto de gastos para cumprir promessas de campanha.

Trata-se do tipo de projeto mais difícil de passar no Congresso. A necessidade de o presidente eleito obter votos de congressistas agora aumentou o poder de barganha dos partidos.

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BOLSONARO REMANEJA RECURSOS DO ORÇAMENTO SECRETO

 

Emendas de relator

Por
Rodolfo Costa
Brasília


O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente Jair Bolsonaro: suspeita de retaliação ao antigo aliado.| Foto: Marcos Correa/PR

Um projeto de lei do governo federal que possibilita o remanejamento de recursos do orçamento secreto, as chamadas emendas de relator, causou ruídos no Congresso Nacional. Assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) na quarta-feira (30), a proposta foi interpretada por alguns parlamentares como uma retaliação ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), após ele se reunir com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Outros asseguram, porém, que a medida tem apenas o objetivo de encerrar o ano com todas as despesas obrigatórias.

Em condição reservada, dois deputados que se afastaram da base do governo consideram a decisão uma represália e afirmam que outros também têm a mesma percepção. Ambos desembarcaram da base após a decisão de PP e Republicanos de pedir a retirada de ambos da representação do PL que contesta o resultado eleitoral junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Eles avaliam que o Congresso não vai aprovar a proposta enviada por Bolsonaro.

“Ninguém vai votar aquela baboseira dele não, o Lira e o [Rodrigo] Pacheco [presidente do Senado] já compuseram com o Lula”, diz um dos deputados. “Bolsonaro já está isolado, não tem mais o que fazer”, argumenta o segundo parlamentar.

Outros deputados asseguram, porém, que a percepção de represália é equivocada. “Isso é especulação pura, não procede e não tem o mínimo de fundamentação. É conversa de mal gosto para criar intriga entre o presidente Bolsonaro e o presidente Lira, não se sustenta”, afirma o deputado federal Evair Vieira de Melo (PP-ES), vice-líder do governo na Câmara. “Estão tentando tumultuar, não tem nada de rachar a base”, acrescenta.

O deputado federal Bibo Nunes (PL-RS), vice-líder do partido na Câmara, defende a medida de Bolsonaro. “Está corretíssimo, porque está pensando na floresta e não na árvore”, destaca, em referência à necessidade de o governo honrar as despesas obrigatórias acima de outros gastos previstos.

As declarações de Evair e Bibo são sustentadas por outro deputado da base, que falou sob condição reservada. “O governo está sem orçamento para terminar o fim do ano, o projeto é um remanejamento para poder liquidar as despesas obrigatórias”, esclarece. “Não há esse clima de revanchismo, de vingança”, complementa.

Um interlocutor do governo federal reforça que não há qualquer clima de revanchismo entre Bolsonaro e Lira que sugeriria alguma retaliação. “Até porque o presidente precisa do Arthur para segurar algumas bombas da esquerda que vierem contra o presidente nos próximos anos”, sustenta. Há um entendimento no governo de que, mesmo em conversas com Lula, o presidente da Câmara manterá algum nível de independência diante da expectativa de receber votos de deputados da esquerda e da direita.

O que diz o projeto de lei que remaneja os recursos do orçamento secreto
O projeto de lei enviado por Bolsonaro altera a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2022 de modo a permitir o remanejamento de recursos com as “RP8” e “RP9”, as emendas de comissão e do relator-geral, o orçamento secreto, a fim de atender despesas classificadas como “RP1”, ou seja, as obrigatórias.

A proposta também prevê a “suplementação” de reserva de contingência, mediante a divulgação prévia do relatório de avaliação de receitas e despesas primárias referente ao quinto bimestre do ano. Comunicado enviado à imprensa esclarece que a medida visa “atender tempestivamente as despesas primárias que constituem obrigações constitucionais na Lei de Diretrizes Orçamentárias [LDO] para 2022”. O objetivo é assegurar o cumprimento do teto de gastos, a âncora fiscal da economia brasileira.

Além do projeto de lei, Bolsonaro também assinou na quarta-feira um decreto que permite “o bloqueio ou a proposição de cancelamento de dotações orçamentárias discricionárias e a adequação dos respectivos cronogramas de pagamento para cumprimento do teto de gastos”. Segundo o Ministério da Economia, o objetivo é “levar em consideração as projeções constantes dos relatórios bimestrais de avaliação de receitas e de despesa”.

O governo esclarece que a medida autoriza a Secretaria Especial de Tesouro e Orçamento a ampliar os valores de cronogramas das despesas, “caso identificado que há ou haverá sobra de valores na execução financeira nos cronogramas ou limites das despesas previstas para os órgãos do Poder Executivo federal”.

Qual é o espaço fiscal demandado pelo governo e quais as soluções
Para cumprir o teto de gastos e encerrar o ano honrando todos os compromissos, estima-se que o governo precisa de R$ 22 bilhões de espaço fiscal para o cumprimento de despesas, afirmam deputados da base. Em função disso, o Ministério da Economia congelou R$ 15,4 bilhões até o momento, dos quais R$ 7,7 bilhões correspondem a recursos para o orçamento secreto.

Mesmo que não seja uma retaliação, o projeto de lei de Bolsonaro pode encontrar dificuldades para ser aprovado. O próprio relator-geral do Orçamento de 2022, deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), criticou a proposta do governo. Há um entendimento na Casa de que a proposta pode acabar com a fonte das emendas.

“Se eles trocarem para despesa primária [obrigatória], encerrou, acabou. Aí não tem mais o que discutir, aí não tem nem o que gastar e a expectativa vai toda embora”, afirmou Leal ao jornal O Estado de São Paulo, a quem o parlamentar se mostrou favorável a engavetar a proposta. “Não tem fundamento nenhum, não sei com quem eles combinaram isso. É completamente estapafúrdio”, criticou.

Parlamentares da base de Bolsonaro que integram a Comissão Mista de Orçamento (CMO) reconhecem à Gazeta do Povo que o texto é de difícil aprovação, mas afirmam que, nos bastidores, é costurada uma alternativa à proposta. Para assegurar os R$ 7,7 bilhões do orçamento secreto e possibilitar o governo honrar os demais compromissos, como os discricionários, está em articulação inserir um trecho na PEC fura-teto que cria uma brecha superior a R$ 20 bilhões a serem gastos ainda este ano.

“O presidente [Bolsonaro] sabe que vai precisar, dentro dessa PEC da transição [fura-teto], de espaço no Orçamento para poder organizar o fim do governo”, afirma um deputado. “Essa PEC, na verdade, é para alinhar e ajustar tudo. Há um levantamento que fala, inclusive, que o governo precisa de R$ 22 bilhões para encerrar os compromissos todos que têm do ano, e o texto traria isso”, diz outro parlamentar.

O líder do PT na Câmara, Reginaldo Lopes (MG), admitiu que a manobra pode ser realizada sem “dificuldade” em caso de necessidade. “Eu não vejo dificuldade alguma, se for necessário para fechar o ano fiscal de 2022, antecipar a aplicação dos 6,5 bi das receitas extraordinárias de 2021 já no ano de 2022. Será a sexta vez que o governo bolsonaro vai precisar quebrar a lei do teto de gastos para sair dos crimes de responsabilidade fiscal”, afirmou.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), integrante da equipe de transição, defendeu a aprovação da PEC fura-teto nesta quinta-feira (1º) sob a argumentação de que ela é importante para garantir, por exemplo, a continuidade de obras de prevenção de desastres. Segundo ele, não há recursos suficientes no Orçamento de 2023. “No Orçamento previsto para o ministério [do Desenvolvimento Regional] não há recursos suficientes para a conclusão de obras prioritárias. Não tem dinheiro para obras de contenção de encostas nem de prevenção de desastres”, declarou.


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O BRASIL HOJE TEM UMA NOVA DEMOCRACIA

As regras mudaram

Por
Luís Ernesto Lacombe


Imagem ilustrativa.| Foto: Unsplash

É preciso reescrever os dicionários, os livros de História, de Filosofia, os ensaios políticos. Para que não reste dúvida. A democracia já não é como era antigamente. Há um novo conceito, que deve ser aceito e respeitado por todos. A democracia de agora é feita de barro, mas vai enquadrar todos os inimigos da nova ideia. Como ousam contestar? A eles tudo será negado, exceto o castigo borrado em leis particulares. Devem sofrer, já que não pensam como os inventores da nova democracia.

Revogar a Constituição passou a ser democrático. Pode ser assim para sempre, ou por um período determinado. É a nova era das firulas. Qualquer interpretação das leis é válida aos ungidos. Se na democracia antiga um bandido não podia concorrer a um cargo político, isso passou. A liberdade que lhe entregam agora é total, não importa nada o número de condenações que sofreu. Aos poucos, juízes de todas as instâncias entenderão quem devem botar atrás das grades e quem devem soltar.

Ninguém poderá contê-los, afastá-los. Serão todo-poderosos de vez. Já lançaram novos conceitos, novas definições, novos verbetes. E golpista é o povo honesto, ordeiro e pacífico, que não aceita que a democracia agora tem um novo dono

Também passou a ser democrático ajudar o bandido em sua campanha eleitoral. É uma questão de coerência imposta por um novo conceito. De que adianta lançar um candidato e não ser livre para ajudá-lo? Vale censurar, perseguir, multar, bloquear contas bancárias, prender. Custe o que custar, os novos conceitos vão se impor. O poder do povo agora é relativo e depende sempre do poder dos inventores da nova democracia.

Nesse novo modelo, não há debate, não há perguntas, o crime compensa. Os donos das leis decidiram que suspeitos, investigados e condenados são os donos da verdade. A roubalheira deixou de ser roubalheira. Crimes, erros, equívocos, incompetência, muita incompetência, tudo isso agora deve ser bendito. É a nova direção, a transição que pretende nos esmigalhar com desequilíbrio fiscal, mais dívida externa e pública, juros e inflação altos. E, no conjunto de ideias impostas contra o mundo real dos últimos 100 anos, querem nos convencer de que seremos todos salvos.


O rei dos porões
Claro que se salvarão primeiro os seres supremos. Não há Lei do Impeachment que eles também não possam modificar, nessa montagem da nova democracia. Estarão, finalmente, blindados, autorizados a interpretar as leis do jeito que quiserem, as leis que já existem e as que ainda vão inventar. Em pacote, pacotinho, pacotão… Ninguém poderá contê-los, afastá-los. Serão todo-poderosos de vez. Já lançaram novos conceitos, novas definições, novos verbetes. E golpista é o povo honesto, ordeiro e pacífico, que não aceita que a democracia agora tem um novo dono.


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STF QUER MORDAÇA PARA OUTROS JUIZES MENOS PARA ELES

 

Liberdade de expressão
Ministros do STF querem ainda mais mordaça para juízes

Por
Alexandre Garcia


Alexandre de Moraes diz que juízes devem evitar opiniões políticas em favor da imparcialidade.| Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

A Justiça condenou mais um na Lava Jato: nove anos e cinco meses para o ex-diretor da área internacional da Petrobras, que recebeu US$ 3,3 milhões de propina e mandou o dinheiro para a Suíça. Jorge Zelada foi preso em 2015 e solto em 2019; ainda poderá recorrer em liberdade. Por mais que a condenação ainda seja de primeira instância, na Terceira Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro, ficamos de novo pensando naquela questão da prisão em segunda instância…

Para os juízes comuns, mordaça; para os supremos, liberdade total para falar o que quiserem
Falando em Justiça, temos um julgamento interessante no Supremo. Quando Dias Toffoli presidiu o Conselho Nacional de Justiça, baixou-se uma resolução proibindo os magistrados em geral de falar na internet sobre assuntos políticos. A Associação de Magistrados Brasileiros e a Associação dos Juízes Federais entraram no Supremo para anular a resolução. Agora, Alexandre de Moraes diz que ainda é pouco, que era preciso restringir mais. Restringir para os outros, porque no Supremo vemos isso toda hora – principalmente no exterior, onde os ministros se sentem ainda mais livres para emitir opiniões políticas, coisa que juiz nenhum faz.

Ao pedir ainda mais rigor, Moraes está se colocando acima do Conselho Nacional de Justiça. É bom que vocês saibam que o CNJ não tem jurisdição sobre o Supremo. Só quem pode punir ministro do STF é o Senado, lá do senhor Rodrigo Pacheco. Além de Moraes e de Toffoli, também Rosa Weber e Edson Fachin já votaram para manter essa resolução, que restringe a alínea IV do artigo 5.º da Constituição, aquela que trata da liberdade de opinião. Kássio Nunes Marques pediu que o restante da votação seja feita presencialmente, no plenário, para se poder discutir melhor o assunto, pois se trata da liberdade dos juízes para um novo tipo de manifestação, obviamente guardados todos os princípios éticos e da Lei Orgânica da Magistratura.


Lula ainda vai deixar muita gente descontente à esquerda também
Está ficando cada vez mais óbvia a dificuldade que Lula vai ter para governar. Ele terá de usar todo o seu poder de negociação, de jogo de cintura, de convencimento, porque vai haver muita frustração entre seus próprios eleitores.

Acabo de ouvir, por exemplo, um discurso da presidente de Honduras, Xiomara Castro, dizendo que vem a Brasília em 1.º de janeiro para cobrar de Lula uma promessa feita ao antecessor dela, Manuel Zelaya, aquele de chapelão que foi destituído: duas represas em Honduras que Lula prometeu construir com os meus, os seus, os nossos impostos. Ainda esse ano, em um evento em São Paulo, Lula contou que Evo Morales vinha a Brasília, ia almoçar no Itamaraty, e depois se recusava a partir sem levar la plata, que queria la plata, que não ia embora sem plata. Então, há essa expectativa externa; já anunciaram reaberturas de embaixadas que tinham sido fechadas na África, praticamente por inutilidade. São países com os quais temos boas relações, mas pouca necessidade de ter uma embaixada específica. Então, o Brasil mantinha embaixadas regionais, que atendiam mais de um país.

E vai haver decepção aqui dentro também. Xico Graziano, que é um entendido na questão fundiária, diz que não existe mais terra improdutiva para ser desapropriada, que todos os proprietários estão aproveitando suas terras, hoje em dia. E aí, como fica o MST? Os sindicalistas estão querendo dinheiro pra substituir o imposto sindical. Como é que Lula vai atender isso? Além disso, os ideológicos puros, “raiz”, vão ficar escandalizados com as negociações que já estão sendo feitas com o Centrão, por exemplo, para aprovar a PEC fura-teto. E para negociar com o Centrão Lula vai ter de falar até com a direita e fazer concessões. Agora mesmo, temos a escolha do ministro da Defesa, e o nome mais cotado é uma concessão, é alguém ligado ao falecido Marco Maciel, ao antigo PFL; assim como foi uma concessão a escolha do companheiro de chapa, Geraldo Alckmin. Isso tudo deve horrorizar aqueles mais da “esquerda raiz”. São problemas que Lula vai ter de enfrentar.


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TSE CONCORDA COM TODAS AS VONTADES DE LULA

 

Por
J.R. Guzzo

Edifício sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-presidente Lula quer, com o pleno apoio dos seus parceiros no sistema STF-TSE, antecipar a sua diplomação para exercer a presidência na República; antes mesmo de assumir, já estão mudando a regra do jogo. Vão querer, depois disso, antecipar também a posse? E nos próximos anos – quantas outras ilegalidades o grande consórcio Lula-Judiciário-Congresso vai transformar em medida legal? A antecipação da diplomação, no fundo, é a evolução natural do processo de degeneração que levou a “justiça eleitoral”, no último 3 de novembro, a declarar Lula como vencedor das eleições presidenciais; não é nenhuma surpresa que continuem mexendo nas regras do jogo à medida em que o jogo está sendo jogado.

A falência múltipla de órgãos do regime democrático no Brasil começou com a anulação da lei que determinava o cumprimento de pena de prisão para réus condenados em segunda instância em processos penais – como acontece em todo o mundo civilizado, e como era o caso de Lula. O STF, sem nenhuma lei que lhe permitisse fazer isso, decidiu que a prisão para condenados em segunda instância não valia mais, e pronto – eis aí Lula solto de novo, a primeira condição para ser levado à presidência. Veio, em seguida, a extraordinária anulação das quatro ações penais contra Lula, incluindo as suas condenações por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por erro de endereço no processo – uma admirável demonstração de zelo no cumprimento milimétrico das regras processuais, as mesmas que são hoje grosseiramente violadas pelo STF em seus inquéritos policiais contra inimigos políticos. Lula, aí, livrou-se da ficha suja que o impediria de se candidatar a qualquer cargo público. Seguiu-se uma campanha eleitoral em que o TSE participou não como juiz, mas como aliado aberto de Lula – e, no fim, uma eleição cuja limpeza é contestada desde o primeiro minuto.

A falência múltipla de órgãos do regime democrático no Brasil começou com a anulação da lei que determinava o cumprimento de pena de prisão para réus condenados em segunda instância

A desordem continua agora, com o “governo de transição” – como se eles estivessem governando num período em que não há governo constituído – e as manobras para antecipar a diplomação. Por que tanta pressa assim? Dá a impressão, inevitável, de que o consorcio Lula-Judiciário-Congresso está inquieto com tudo aquilo que tem feito para retomar o governo – e quer sepultar com o máximo de rapidez essa eleição tão questionada. O TSE não admite absolutamente nenhuma petição quanto a irregularidades; apenas pune quem reclamou, sem investigar fato nenhum. O ministro Alexandre Moraes quer proibir manifestações públicas, e garantidas pela Constituição, para protestar contra o processo eleitoral. O submundo do Congresso faz ruídos para “criminalizar” os protestos; ao que parece, não admitem sequer que as pessoas permaneçam nas calçadas em frente aos quartéis. As redes sociais continuam sob censura.

A obsessão de Lula e dos seus sócios, cada vez mais desenfreada, é impedir a mínima discussão sobre o mecanismo que os levou à presidência. É o quanto está valendo a democracia no Brasil de hoje.

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SUPREMO APROVA REVISÃO DA APOSENTADORIA DA VIDA TODA

 


  1. ESTADÃO
  2. /
  3. FAUSTO MACEDO – Jornal Estadão

Veja quem tem direito

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Fausto MacedoRepórter

Por Rayssa Motta e Anna Carolina Papp – Jornal Estadão

Ministros decidiram que segurados do INSS que começaram a contribuir antes de 1999 podem escolher regra mais vantajosa para cálculo da aposentadoria.
Ministros decidiram que segurados do INSS que começaram a contribuir antes de 1999 podem escolher regra mais vantajosa para cálculo da aposentadoria. 

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta quinta-feira, 1º, a favor da tese da “revisão da vida toda“.

Os ministros decidiram que os segurados podem escolher a regra mais vantajosa para o cálculo da aposentadoria pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A mudança vale para quem se aposentou nos últimos dez anos, desde que tenha dado entrada no pedido de aposentadoria antes da Reforma da Previdência de 2019, e começou a contribuir antes de 1994.

O julgamento teve início no ano passado no plenário virtual, mas o ministro Kassio Nunes Marques pediu destaque, o que fez com que a votação tivesse que recomeçar presencialmente.

O ministro aposentado Marco Aurélio, relator do processo, já havia votado na sessão virtual a favor da tese. Por isso, seu sucessor, André Mendonça, não teve direito a voto.

Completaram a maioria os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Rosa Weber.

Regra da cálculo

O Congresso Nacional mudou, em 1999, a forma de apuração dos salários para calcular a aposentadoria dos segurados do INSS. Até então, o cálculo era feito a partir da média dos 36 últimos salários de contribuição.

A reforma criou duas fórmulas para definir o benefício: uma transitória, para quem já era segurado, e outra definitiva para quem começou a contribuir a partir de 27 de novembro de 1999.

Nos dois casos, a média salarial passou a ser calculada sobre 80% das maiores contribuições. A diferença foi o marco temporal:

– No caso de quem já era segurado, as contribuições feitas antes da criação do real, em 1994, foram desconsideradas.

– Para os novos contribuintes, o cálculo considera os recolhimentos desde o início das contribuições.

Votos

O ministro Alexandre de Moraes defendeu que a regra transitória foi criada para “preservar” as aposentadorias do descontrole inflacionário anterior ao Plano Real e que negar a opção pelo regime mais vantajoso vai na contramão da própria finalidade da norma de transição.”O que ela pretendeu foi beneficiar o segurado”, argumentou.

Moraes também disse que os segurados com menor renda foram os mais prejudicados. “Eu acredito, porque acredito na boa-fé do INSS e do legislador, que foi um erro essa regra de transição. Somente os salários mais altos e que aumentavam a contribuição perto da aposentadoria se beneficiaram da regra de transição”, destacou.

A divergência foi aberta ontem pelo ministro Kassio Nunes Marques, que defendeu que a revisão pode “colapsar” o INSS. Ele foi acompanhado por Luís Roberto Barroso, Luiz Fux, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Barroso defendeu que o STF não deveria “voltar no tempo para discussões pré-1994”. Ele também disse que não vê inconstitucionalidade na regra de transição obrigatória.

“A mim me parece que foi legítima, quando não desejável, a opção feita pelo legislador. O que se fez foi evitar importar para o sistema previdenciário toda a litigiosidade que o País viveu antes do Plano Real”, disse.

“Eu, como qualquer pessoa de bom coração, gostaria de ser o mais generoso possível com todos os segurados do INSS, mas nós temos também outras considerações importantes, que envolvem desde responsabilidade fiscal até a minimização da litigiosidade”, acrescentou.

A revisão da vida toda é automática?

A revisão da vida toda não será automática. Será preciso pedir judicialmente a revisão do cálculo da aposentadoria.

“Só vai ser beneficiado quem já tem processo em andamento na Justiça ou quem entrar com uma ação e se encaixar no prazo exigido”, afirma Rômulo Saraiva, advogado previdenciário e professor da Universidade Católica de Pernambuco.

Como saber se a revisão da vida toda é vantajosa?

Quem teve salários mais altos antes do Plano Real pode, potencialmente, se beneficiar com a revisão da vida toda para aumentar o valor da aposentadoria. A recomendação, caso se enquadre nas regras, é procurar um especialista, como um advogado previdenciário, para fazer calcular se é mais vantajoso adotar o cálculo do INSS ou levar em conta todo o período de contribuição. Caso a situação seja favorável, a recomendação é entrar com uma ação judicial.

Como resultado da ação, o beneficiário pode não só rever a renda atual do benefício, como receber a correção do valor pelos últimos cinco anos.

Trabalhadores que ganhavam menos antes do Plano Real não teriam vantagem, pelo contrário: se incluíssem os salários antigos, diminuiriam o valor da aposentadoria que recebem hoje.

“É um grupo muito reduzido entre os segurados que se vai se beneficiar dessa revisão. São raros, porque a maioria começa ganhando pouco. Mas, teve gente que teve a vida laboral invertida, principalmente quem se aposentou por idade”, avalia Diego Cherulli, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).

VELHAS AMIZADES DE ESQUERDA ESTARÃO NA POSSE DE LULA

 

Mas ato de Bolsonaro vira entrave para convite

Foto: Redação

Por Beatriz Bulla e Felipe Frazão

Portaria do atual governo sancionou autoridades chavistas, impossibilitando viagem delas ao Brasil, e continua em vigor

BRASÍLIA – A equipe do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), comunicou a integrantes do Itamaraty que “todos os países com os quais o Brasil mantém relações diplomáticas” devem ser convidados a posse – o que inclui a Venezuela. O convite e a vinda do venezuelano Nicolás Maduro, no entanto, esbarram em uma medida do governo Bolsonaro que impede a entrada dele no País.

A Portaria Interministerial número 7, de 2019, assinada pelos então ministros da Justiça, Sérgio Moro, e das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, “impede o ingresso no País de altos funcionários do regime venezuelano, que, por seus atos, contrariam princípios e objetivos da Constituição Federal, atentando contra a democracia, a dignidade da pessoa humana e a prevalência dos direitos humanos”. Maduro faz parte da lista elaborada pelo Itamaraty com base na portaria.

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, cumprimenta a então presidente Dilma na cerimônia de posse
O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, cumprimenta a então presidente Dilma na cerimônia de posse Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O texto usa como fundamento artigos da Constituição Brasileira, resoluções da Organização dos Estados Americanos (OEA), as quais o Brasil aderiu, uma resolução do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU) e declarações do Grupo de Lima.

Por isso, integrantes da transição de governo do grupo de Relações Exteriores e da organização da Cerimônia de Posse estudam como viabilizar a vinda do chavista. Eles avaliam que o presidente Jair Bolsonaro não atenderia a um pedido para revogar a portaria e que o caso seria explorado politicamente contra Lula.

Em 2018, Bolsonaro orientou o Itamaraty a desconvidar Maduro e o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, de sua cerimônia de posse. Eles também haviam sido chamados com base na praxe de enviar convites a todos os países com os quais o Brasil possui relações diplomáticas. Na ocasião, a chancelaria venezuelana afirmou que jamais enviaria representantes à posse de Bolsonaro.

O tema vem sendo discutido na transição e com o Itamaraty. Integrantes do grupo entendem que, no momento, Maduro não poderia nem sequer ser convidado, embora o Brasil não tenha rompido formalmente as relações, e apenas retirado diplomatas do país vizinho, desativando a embaixada e a rede consular. A Venezuela ainda tem embaixada em Brasília, mas sem representantes de alto nível.

A proposta de convidar Maduro virou um problema na transição — e também no Itamaraty, onde diplomatas preveem, no mínimo, um desconforto diplomático que precisará ser resolvido nas próximas semanas.

Interlocutores de Lula chegaram a cogitar, por exemplo, a possibilidade de o presidente eleito revogar a portaria como um dos primeiros atos ao assumir o cargo. A medida seria inviável. Primeiro, porque, para isso, Lula precisaria primeiro tomar posse e o convite para Maduro é para estar no País antes disso. Mesmo que o fizesse na manhã de 1º de janeiro, não haveria tempo para o deslocamento desde Caracas.

Outro problema: países enviam comitivas precursoras para inspecionar as condições de segurança no local de visita de um líder internacional, mas os nomes indicados por Maduro para a viagem ao Brasil antes da posse também podem estar suscetíveis a sanções com base na portaria ou em entendimentos da OEA.

Interlocutores de Lula garantem que o presidente eleito irá reorientar as relações com Caracas e restabelecer o contato com o regime de Maduro, como uma de suas primeiras medidas. Lula vai deixar de reconhecer Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, por exemplo. A equipe de transição já pediu ao Itamaraty informações sobre as instalações diplomáticas do Brasil na Venezuela, com intuito de reabrir a embaixada.

O petista terá a seu favor uma mudança no cenário internacional, desde 2019. Na época, uma política de pressão máxima foi adotada pela comunidade internacional na expectativa de estrangular economicamente e politicamente o regime de Maduro. A sustentação do venezuelano no poder, a despeito disso, colocou a estratégia em xeque. A saída de Donald Trump da Casa Branca e a guerra na Ucrânia também geraram uma mudança de posição de Washington, que retirou parcialmente sanções à Venezuela para promover o diálogo político entre Maduro e a oposição ao chavismo.

No início do ano, a vice-presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Iris Varela, entrou no Brasil para reunião com parlamentares de esquerda no Congresso Nacional. Ela é acusada pela OEA de violação de direitos humanos. Pela resolução adotada pelo órgão multilateral com voto do Brasil, ela foi sancionada e estaria impedida de entrar no País. Mesmo assim, conseguiu chegar a Brasília e fazer reuniões com parlamentares. Daqui, a venezuelana representante do governo Maduro viajaria à Argentina, mas na chegada ao país foi barrada pelas autoridades locais e regressou a Caracas.

VOCÊ TEM PENSAMENTO CRÍTICO?

 

Leandro Miguel Souza

Aprenda a desenvolver autoconfiança para tomar decisões

Homem pensativo (Fonte: Getty Images)

Nós já estamos sabendo que as habilidades comportamentais e como elas são imprescindíveis na Nova Economia. Mas, ainda sobre o assunto, eis uma pergunta: será que você tem pensamento crítico?

Quando um colega de trabalho surge com uma ideia supostamente “inovadora”, você aceita na hora ou analisa os prós e contras? O pensamento crítico é justamente a capacidade de analisar fatos com o objetivo de formar uma opinião própria. Ele é importantíssimo para quem quer ser protagonista; seja no âmbito pessoal ou profissional.

Mas… Para conquistá-lo, é preciso muito repertório, afinal, você precisa ter argumentos para embasar sua crítica – e nós vamos te ajudar com isso!

CONFIRA 5 LIVROS SOBRE PENSAMENTO CRÍTICO.

O PODER DA DECISÃO, DE STEVE MCCLATCHY

O Poder da Decisão, Steve McClatchy (Fonte: Divulgação Amazon)

Nada melhor que um roteiro para te guiar com um planejamento, certo? É isso que o livro oferece. Um guia prático, simples, para te mostrar quais são as habilidades e estratégias necessárias para conseguir desenvolver uma mentalidade forte, e que tenha a capacidade de tomar grandes decisões no dia a dia.

Ah, e vale ressaltar que o autor, Steve McClatchy, é um dos maiores coachs de liderança da atualidade.

DECISIVE: HOW TO MAKE BETTER DECISIONS, POR CHIP HEAT & DAN HEATH

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“Tudo ou nada”. É isso que, inevitavelmente, pensamos quando vamos tomar alguma decisão. Por exemplo, se temos dúvidas sobre nosso relacionamento, geralmente começamos a considerar se devemos ou não terminar com nosso parceiro.

O problema é que processo de pensamento não nos deixa pensar em alternativas e acabamos ficando presos à apenas duas possíveis conclusões (o tudo ou o nada). De acordo com o livro, não precisa ser assim e que existem outros caminhos.

No caso do relacionamento que citamos acima, vocês dois poderiam fazer uma lista das coisas que precisam mudar para que ambos sejam felizes no relacionamento. Que tal?

DESCUBRA SEUS PONTOS FORTES, POR MARCUS BUCKINGHAM & DONALD O. CLIFTON

Descubra seus pontos fortes, Marcus Buckingham & Donald O. Clifton (Fonte: Divulgação Amazon)

Algo é fato: é impossível tomar uma boa decisão sem ter autoconfiança. Então, que tal descobrir e focar nos seus pontos fortes? Marcus Buckingham e Donald O. Clifton descobriram, através de pesquisas, que profissionais bem-sucedidos compartilham um mesmo pensamento:

Suas energias devem ser gastas para aprimorar aquilo que fazem melhor, deixando seus pontos fracos em segundo plano. E, assim, tornam-se cada vez mais competentes, produtivos e felizes.

Mas como descobrir os pontos fortes (seus e dos seus colaboradores). A obra te ajuda!

LIÇÕES DE UM EMPRESÁRIO REBELDE, POR YVON CHOUINARD

Lições de Um Empresário Rebelde, por Yvon Chouinard (Fonte: Divulgação Amazon)

Ele, o ex proprietário da Patagônia (aquele mesmo, que doou toda a sua fortuna, lembra?), é uma pessoa que tomou muitas decisões para chegar onde chegou. No livro, ele conta sua história surpreendente.

Um homem inovador que usou as ferramentas do pai para fabricar equipamentos que mudaram o seu esporte favorito para sempre, e que que ousou injetar altas doses de boas ações e diversão no coração do seu negócio.

Que Anne Hathaway é uma mulher polivalente, isso muita gente sabe: a estrela hollywoodiana, além de atriz multipremiada, também coloca suas garras de fora como cantora, empresária e embaixadora das Nações Unidas. Contudo, agora ela também é sócia do Pact, um fundo de impacto global liderado por mulheres.

Com o apoio de Hathaway, o Pact anunciou a criação de um fundo de US$ 36 milhões, com foco em startups europeias com ideias de impacto, nas áreas de economia inclusiva, bem-estar e climatechs. Segundo reportou o TechCrunch, o ticket médio dos investimentos ficará na casa dos US$ 1,2 milhão a US$ 1,8 milhão.

Além de Anne Hathaway, outros sócios famosos também entraram no negócio. O head de AI do Google, Jeff Dean, e um dos fundadores do TechCrunch, Keith Teare, também estão na jogada. O fundo é liderado por três executivas com experiência em fundos de VC no Vale do Silício e mercado asiático: Tong Gu, Reem Mobassaleh Wyndham e Monik Pham.

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Sobre a participação de uma grande estrela de Hollywood em seu corpo de investidores, Reem Mobassaleh Wyndham destacou os valores compartilhados entre a atriz e o Pact.

“Uma de suas grandes causas é o cuidado infantil, e a falta dele, como a fronteira final para a paridade de gênero. E isso é algo que experimentamos em primeira mão como três executivas do sexo feminino que tiveram nossos primeiros filhos enquanto levantavam este fundo. Tivemos que descobrir como superar os ventos contrários estruturais para poder fazer as duas coisas. Essa é uma das lições que esperamos compartilhar com o ecossistema, e é aí que entra Anne”, afirmou Reem em entrevista ao TC.

O primeiro investimento da Pact foi na Growth Kitchen, startup londrina que lança marcas de alimentos sustentáveis com base em insights de dados. Os investimentos anteriores do Pact incluem a Clause, adquirida pela DocuSign; Onto, um serviço de assinatura de veículos elétricos; Perlego, uma plataforma de aprendizagem online; e a fintech africana Yoco.

A Startup Valeon reinventa o seu negócio

Enquanto a luta por preservar vidas continua à toda, empreendedores e gestores de diferentes áreas buscam formas de reinventar seus negócios para mitigar o impacto econômico da pandemia.

São momentos como este, que nos forçam a parar e repensar os negócios, são oportunidades para revermos o foco das nossas atividades.

Os negócios certamente devem estar atentos ao comportamento das pessoas. São esses comportamentos que ditam novas tendências de consumo e, por consequência, apontam caminhos para que as empresas possam se adaptar. Algumas tendências que já vinham impactando os negócios foram aceleradas, como a presença da tecnologia como forma de vender e se relacionar com clientes, a busca do cliente por comodidade, personalização e canais diferenciados para acessar os produtos e serviços.

Com a queda na movimentação de consumidores e a ascensão do comércio pela internet, a solução para retomar as vendas nos comércios passa pelo digital.

Para ajudar as vendas nos comércios a migrar a operação mais rapidamente para o digital, lançamos a Plataforma Comercial Valeon. Ela é uma plataforma de vendas para centros comerciais que permite conectar diretamente lojistas a consumidores por meio de um marketplace exclusivo para o seu comércio.

Por um valor bastante acessível, é possível ter esse canal de vendas on-line com até mais de 300 lojas virtuais, em que cada uma poderá adicionar quantas ofertas e produtos quiser.

Nossa Plataforma Comercial é dividida basicamente em página principal, páginas cidade e página empresas além de outras informações importantes como: notícias, ofertas, propagandas de supermercados e veículos e conexão com os sites das empresas, um mix de informações bem completo para a nossa região do Vale do Aço.

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Temos a plena certeza que o site da Startup Valeon, por ser inédito, traz vantagens econômicas para a sua empresa e pode contar com a Startup Valeon que tem uma grande penetração no mercado consumidor da região capaz de alavancar as suas vendas.

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA CONTESTAR O TSE E O RESULTADO DAS ELEIÇÕES

 

Críticas e reclamações

Por
Rodolfo Costa – Gazeta do Povo
Brasília


O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) e o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) na audiência pública do Senado| Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senad

A Comissão de Transparência, Fiscalização e Controle do Senado realizou uma audiência pública nesta quarta-feira (30) para discutir um suposto desequilíbrio nas inserções de rádio nas eleições deste ano. A pauta oficial, porém, se transformou em um debate acerca de suspeitas sobre as urnas eletrônicas, o sistema eleitoral e a atuação de ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF). Parlamentares e convidados para falar na audiência, que durou cerca de dez horas, acusaram os magistrados de abuso de autoridade.

Autor do pedido de instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar abusos cometidos por ministros do TSE e do STF, o deputado federal Marcel Van Hattem (Novo-RS) avaliou que não há “desculpa” para a Câmara não “começar os trabalhos imediatamente” e até sugeriu transformar a investigação em uma comissão mista (CPMI), com a participação de senadores.

O advogado e jurista Ives Gandra afirmou que a harmonia entre os poderes não tem sido respeitada e manifestou seu entendimento de que, apesar do respeito que tem pelos ministros do STF, “eles têm entrado na competência” dos poderes Executivo e Legislativo, e até do Ministério Público Federal (MPF), ao citar como exemplo o chamado inquérito das “fake news”. “O Supremo investiga e dá início a ações mesmo quando a Procuradoria-Geral da República pede que seja arquivado”, disse.

O presidente do Instituto Voto Legal (IVL), Carlos Rocha, participou da audiência e defendeu a auditoria produzida por sua empresa ao Partido Liberal (PL), que aponta possíveis irregularidades nas urnas eletrônicas. O relatório embasou o ação do Partido Liberal (PL) que pediu a invalidação dos votos de 279 mil urnas. A representação foi rejeitada por Moraes.

Quem também levantou suspeitas foi o fundador da empresa argentina Numen Publicidad, Fernando Cerimedo, que reforçou dados apresentados no início do mês segundo os quais modelos mais antigos das urnas eletrônicas tenderiam a registrar mais votos para o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do que para o presidente Jair Bolsonaro (PL) na eleição deste ano. Responsável pelo canal argentino La Derecha Diário, ele mantém relação próxima com o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

O empresário Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação (Secom) do governo federal, foi o primeiro debatedor a falar e denunciou que a campanha de Bolsonaro não teve exibidas 1,253 milhão de inserções em emissoras de rádio durante as eleições. Pelos cálculos dele, que coordenou o núcleo de comunicação da campanha, isso corresponderia a R$ 38 milhões ao erário em mídia não entregue. Ele citou que as rádios compensam tributos pela veiculação de inserções no período eleitoral.

Na reta final do segundo turno, a campanha de Bolsonaro denunciou ter tido 154 mil inserções a menos que a campanha de Lula nas rádios e acionou o TSE para investigar um suposto boicote de emissoras de rádio na divulgação da propaganda eleitoral. A ação foi rejeitada pelo presidente da Corte, ministro Alexandre de Moraes, que ainda pediu à Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar “possível cometimento de crime eleitoral” pela campanha.

O que foi debatido sobre abuso de autoridade de ministros do TSE e STF
Além de reforçar o entendimento de que existe uma invasão das competências do Judiciário sobre os demais poderes, o jurista Ives Gandra Martins ainda que disse que o país vive um “neoconstitucionalismo”, o que denominou como uma “corrente consequencialista” do direito.

O jurista contesta os atos do Judiciário em “corrigir rumos” do Executivo e de legislar no “vácuo” do Legislativo e considera que, muitas vezes, o Congresso não legisla por respeito à vontade do povo. “Quando o Legislativo não legisla, legisla por uma razão, porque sente a vontade do povo. Não legislar, muitas vezes, é respeitar a vontade do povo”, comentou.

Quem também se manifestou sobre abuso de autoridade foi o desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Sebastião Coelho, que sugeriu a prisão do ministro Alexandre de Moraes ao discursar num trio elétrico em manifestação em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, pela atuação do magistrado no inquérito das fake news.

O desembargador alertou para o risco de uma convulsão social do país, disse que a ordem institucional está rompida e que Moraes pratica, “reiteradamente”, crimes, e que o magistrado é “antidemocrático”. Sobre a fala de que o magistrado deveria ser preso, Coelho não recuou e reforçou. “Uma filha minha me disse: ‘pai, alguém escreveu que vai dar três dias para você estar em público se retratando’. Eu estou aqui reafirmando em vez de me retratar”, disse.

Coelho acusou o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), de prevaricar, e disse que a melhor “providência” contra o abuso de autoridade cabe aos senadores. O desembargador sugeriu que os senadores peçam uma reunião com os ministros do STF e o encerramento dos inquéritos da fake news e o que apura supostas milícias digitais”. “Se o Supremo aceitar essa proposta, nós começaremos a ter o processo de pacificação do país. Agora, eles não podem ter o benefício de alegar se o Senado não for até lá”, afirmou.

O que foi dito sobre a contestação ao resultado das urnas
Sobre a contestação do PL ao resultado eleitoral embasada pela auditoria do Instituto Voto Legal, o engenheiro Carlos Rocha disse que o trabalho feito é exclusivamente técnico e que sua empresa segue especificamente as instruções fornecidas pelo TSE na resolução 23.673/21, que dispõe sobre os procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação.

“O que temos feito como equipe técnica trabalhando para o Partido Liberal segue exatamente aquilo que foi regulamentado pelo Tribunal Superior Eleitoral”, destacou Rocha. O presidente do IVL disse que a resolução traz uma seção específica para a verificação extraordinária após o pleito, com dois artigos que possibilitam uma “verificação extraordinária” do processo eleitoral.

O artigo 51 da resolução diz que “entidades fiscalizadoras poderão solicitar verificação extraordinária após o pleito, desde que sejam relatados fatos e apresentados indícios e circunstâncias” que justifiquem a contestação. Dessa maneira, Rocha disse ter identificado três registros que “conflitam” com as especificações técnicas e com a legislação.


O primeiro ponto apontado por ele é uma “série errada” em todas as séries do logs (registros de eventos) das urnas eletrônicas. Segundo Rocha, é o primeiro indício de mau funcionamento. Outro ponto é o de travamento de urnas desligadas “pela chave” do fiscal de sala, o que sugerem, de acordo com ele, “possível falha no programa da urna”. Outro alerta feito por ele é a informação do nome de eleitores nos casos de trava, o que, segundo ele, fere o sigilo do voto e “é um problema e indício de mal funcionamento” das urnas.

O que mais foi dito sobre desequilíbrio nas inserções em rádios
Coordenador de imprensa da campanha de Bolsonaro, Fabio Wajngarten também defendeu a metodologia usada pelas auditorias realizadas para a contestação do suposto boicote de emissoras de rádio na divulgação da propaganda eleitoral. Ele disse que todas as auditorias de mídia que anunciantes privados contratam se baseiam no streaming, e que 95% das rádios transmitem o mesmo sinal, seja pelo streaming ou pelo ar.

“Não é verdade que a metodologia adotada pela campanha do presidente é uma metodologia que não condiz com o que realmente aconteceu”, sustentou. Wajngarten disse que é dever das campanhas eleitorais auditar as veiculações, como disse o ministro Alexandre de Moraes, e não do TSE.

Porém, ele destacou ser dever do TSE promover um “check-list” sobre as rádios que deixaram de divulgar as inserções. Ele explicou que, a exceção dos fins de semana, as campanhas eram obrigadas a encaminhar a Corte dois arquivos diários, um às 14h, o “mapa de mídia”, e o “plano de mídia”, às 16h. Segundo Wajngarten, a campanha de Bolsonaro cumpriu a determinação.

“Questionei severamente as áreas de operação de mídia para saber se houve alguma falha do nosso lado de operações de envio de material, mas não ocorreu”, declarou. “É atribuição do veículo de comunicação ir ao pool e baixar tanto o plano de mídia quanto os materiais que seriam vinculados. Esta é a atribuição das rádios e emissoras de TV”, complementou.

Porém, Wajngarten disse que não é possível saber quantas rádios baixaram ou não os materiais e acredita que isso poderia ser possível se o TSE promovesse uma checagem em tempo real. “É dever do TSE, com toda a tecnologia e estrutura que diz possuir, com tanta segurança que diz desenvolver, ele deveria, simplesmente, ao lado de cada veículo, colocar verde ou vermelho se as rádios baixaram ou não o material obrigatório”, disse.

O que diz o requerimento que possibilitou a audiência pública
O autor do requerimento, senador Eduardo Girão (Podemos-CE), defendeu a audiência com o objetivo de “discutir a fiscalização das inserções de propagandas politicas eleitorais”. Em sua justificativa, ele até alerta para “indícios de falta de isonomia” e o que entende ser uma “enorme desproporção” em inserções de propaganda de rádio durante a campanha eleitoral do segundo turno.

A justificativa apresentou observações sobre a “a questão da segurança das nossas urnas eletrônicas” e o que considera um “desconforto na relação entre o Poder Executivo e o Judiciário, em especial o Tribunal Superior Eleitoral”, mas o requerimento não expressou objetivamente a proposta de discutir o abuso de autoridade e as contestações ao resultado eleitoral exposto pelos debatedores.

O amplo debate foi, porém, sinalizado pelos convites expostos. O jurista Ives Gandra, o deputado Marcel van Hattem, o engenheiro Carlos Rocha, do Instituto Voto Legal, e o empresário argentino Fernando Cerimedo, da Numen Publicidad, Fernando Cerimedo, do canal La Derecha Diário.

O senador Girão iniciou a audiência com críticas ao TSE, que, para ele, “se comportou como um partido político”. “As irregularidades tiveram início em 2021, com intervenção política do ministro [Luís Roberto] Barroso, na época presidente do TSE, ao vir pessoalmente ao Congresso Nacional, aqui ao lado, na Câmara, articular junto aos partidos políticos a derrubada de uma iniciativa importantíssima, que seria o voto auditável”, comentou.

Para Girão, a “confusão” do atual cenário político poderia ser evitada caso a PEC do voto impresso auditável tivesse sido aprovada e “o processo tivesse seguido o fluxo normal”. “Só fez aumentar o que aconteceu quanto à confiabilidade das urnas”, comentou.

O líder do governo no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), participou da comissão e questionou Fábio Wajngarten sobre as inserções e se o ministro das Comunicações, Fábio Faria, teria sido ameaçado por ministros do TSE a recuar, quando disse ter se arrependido da denúncia. Sobre a pergunta, o ex-Secom do governo disse que o ministro “possa não ter compreendido tecnicamente a gravidade do fato”.

O senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) também marcou presença e propôs que senadores e deputados peçam investigação na Polícia Federal (PF) sobre as suspeitas acerca das inserções. Além dele, outros senadores fizeram uso da palavra, como Guaracy Silveira (PP-TO), Marcos do Val (Podemos-ES), Zequinha Marinho (PL-PA), Esperidião Amin (PP-SC) e Marcos Rogério (PL-RO). O senador eleito Magno Malta (PL-ES) também fez uso da palavra.

Além dos senadores, deputados federais também participaram da audiência. Entre eles, Otoni de Paula (MDB-RJ), Luiz Lima (PL-RJ), Carla Zambelli (PL-SP), Daniel Silveira (PTB-RJ), José Medeiros (PL-MT), Marcelo Álvaro Antônio (PL-MG), Osmar Terra (MDB-RS), Filipe Barros (PL-PR), Bia Kicis (PL-DF). O deputado federal eleito Gustavo Gayer (PL-GO) também se manifestou.

O que o TSE já disse sobre as acusações feitas na audiência

Sobre as inserções de rádio, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou o pedido de investigação do PL sob a alegação de que os fatos narrados ao TSE foram “extremamente genéricos e sem qualquer comprovação”. O presidente do TSE também solicitou que fosse investigado eventual “crime eleitoral com a finalidade de tumultuar o segundo turno” das eleições por parte da campanha à reeleição de Bolsonaro.

Em comunicado à imprensa na ocasião, o TSE se eximiu de eventuais responsabilidades sobre o caso, afirmando que “compete às emissoras de rádio e de televisão cumprirem o que determina a legislação eleitoral” e que “não é função do tribunal distribuir o material a ser veiculado no horário gratuito”.

A Corte Eleitoral afirmou ainda que a “fiscalização é responsabilidade dos partidos e das coligações” e que, “em caso de a propaganda não ser transmitida pelas emissoras, a Justiça Eleitoral, a requerimento dos partidos políticos, das coligações, das federações, das candidatas, dos candidatos ou do Ministério Público, poderá determinar a intimação pessoal da pessoa representante da emissora para que obedeçam, imediatamente, às disposições legais vigentes e transmitam a propaganda eleitoral gratuita”.

Sobre o pedido do PL de anulação de votos de 279 mil urnas, Moraes afirmou que o pedido teve o intuito de tumultuar o processo eleitoral já finalizado. “A total má-fé da requerente em seu esdrúxulo e ilícito pedido, ostensivamente atentatório ao Estado Democrático de Direito e realizado de maneira inconsequente com a finalidade de incentivar movimentos criminosos e anti-democráticos que, inclusive, com graves ameaças e violência vem obstruindo diversas rodovias e vias públicas em todo o Brasil, ficou comprovada, tanto pela negativa em aditar-se a petição inicial [a anulação dos votos também do primeiro turno], quanto pela total ausência de quaisquer indícios de irregularidades e a existência de uma narrativa totalmente fraudulenta dos fatos”, escreveu o presidente do TSE em despacho.

Sobre o relatório informado pelo jornalista argentino, o TSE informou que “não é verdade que os modelos anteriores das urnas eletrônicas não passaram por procedimentos de auditoria e fiscalização”. “Os equipamentos antigos já estão em uso desde 2010 (para as urnas modelo 2009 e 2010) e todos foram utilizadas nas Eleições 2018. Nesse período, esses modelos de urna já foram submetidos a diversas análises e auditorias, tais como a Auditoria Especial do PSDB em 2015 e cinco edições do Teste Público de Segurança (2012, 2016, 2017, 2019 e 2021)”, informou o tribunal.

O TSE ainda diz que os resultados desses testes estão disponíveis no endereço www.justicaeleitoral.jus.br/tps/#resultados e que, no teste realizado no ano passado, máquinas do modelo mais recente, de 2020, ainda não estavam prontas. Por isso, elas foram testadas neste ano por técnicos da USP, da Unicamp e da UFPE, com resultados positivos.

“Nas três avaliações, não foi encontrada nenhuma fragilidade ou mesmo indício de vulnerabilidade. O software em uso nos equipamentos antigos é o mesmo empregado nos equipamentos mais novos (UE2020), cujo sistema foi amplamente aberto para auditoria dentro e fora do TSE desde 2021”, diz ainda o TSE.

A nota acrescenta que “todas as urnas são auditadas e ela é um hardware, ou seja, é um aparelho”. “O que importa é o que roda dentro dela, ou seja, o programa, que ficou aberto por um ano para todas as entidades fiscalizadoras. O software da urna é único em todos os modelos, tendo sido divulgado, lacrado e assinado”, afirma o tribunal.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/como-foi-a-audiencia-publica-no-senado-que-contesta-o-tse-e-o-resultado-eleitoral/
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NINGUÉM DO GOVERNO VAI PASSAR A FAIXA PRESIDENCIAL PARA LULA

 

Presidente eleito

Por
Rodolfo Costa
Brasília

Brasília- DF- Brasil- 01/01/2015- Foto da faixa presidencial. Foto: Ricardo Stuckert / Instituto Lula


Faixa presidencial com o brasão da república: decreto 70.274/72 estabelece os ritos da cerimônia de posse| Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não receberá a faixa presidencial das mãos do presidente Jair Bolsonaro (PL) ou mesmo do vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), senador eleito pelo Rio Grande do Sul. A provável recusa de ambos repete o gesto do ex-presidente João Figueiredo, o último ditador do regime militar, que não transmitiu a indumentária para o então presidente José Sarney, em março de 1985.

Bolsonaro já disse em outras ocasiões, inclusive durante a campanha eleitoral, que faria a transferência da faixa apenas em caso de “eleições limpas”. O Partido Liberal, com o aval do chefe do Executivo, contestou o resultado das urnas, mas o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, rejeitou a representação.

Segundo afirmam interlocutores do governo, Bolsonaro nem sequer estará no Brasil em 1º de janeiro, data da posse do novo presidente. Nos bastidores, é dito que ele embarca para a Itália em 30 de dezembro. Caso isso se confirme, por lei, a Presidência da República estará sob o comando de Mourão, que não tem previsão de viajar para o exterior.

O vice, porém, já sinalizou que não fará a entrega da faixa presidencial, ao manifestar em mais de uma oportunidade que essa é uma responsabilidade de Bolsonaro. “Na minha visão, o presidente deveria passar a faixa porque é uma questão de presidente para presidente. Independente do processo, independente de gostar ou não da pessoa. É uma questão institucional”, disse após participar de evento na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em Lisboa, em 23 de novembro.

Anteriormente, ele também afastou a possibilidade de assumir o gesto. “Não adianta dizer que eu vou passar. Eu não sou o presidente. Eu não posso botar aquela faixa, tirar e entregar. Então, se é para dobrar, bonitinho, e entregar para o Lula, qualquer um pode ir ali e entregar”, disse Mourão em entrevista ao jornal Valor Econômico, em 16 de novembro.

Sem Bolsonaro e Mourão, quem pode entregar a faixa a Lula
A rejeição de Bolsonaro e Mourão a entregar a faixa tem motivado o gabinete de transição de Lula a planejar alternativas. Uma ideia analisada é fazer com que a transmissão da indumentária seja feita por um conjunto de pessoas que representem a diversidade do povo brasileiro, não uma única pessoa, informa o jornal O Globo.

Segundo a reportagem, a transmissão poderia ser feita por um grupo composto por um índio, um negro, uma mulher, um trabalhador urbano e outro rural, além de um estudante. A coordenação da posse está sob a responsabilidade e articulação da futura primeira-dama, Rosângela da Silva, a “Janja”.

Entre os representantes sondados para a entrega da faixa está a enfermeira Mônica Calazans, a primeira pessoa a receber a vacina contra a Covid-19. Outros nomes discutidos são o de Arielle Franco, irmã da vereadora assassinada Marielle Franco, e a antropóloga Beatriz de Almeida Matos, mulher do indigenista assassinado Bruno Pereira.

A Gazeta do Povo procurou o gabinete de transição de Lula por um posicionamento sobre a transmissão da faixa presidencial, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

Obrigação? Punição? O que diz o decreto que regula a entrega da faixa
Não há obrigatoriedade do presidente da República entregar a faixa com o brasão da República ao presidente eleito, nem punição, esclarece a professora de direito eleitoral e consultora jurídica Amanda Cunha, integrante da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (Abradep).

“[A recusa na transmissão da faixa] gera só um constrangimento público. É uma questão mais de aparência, de boa fé, de espírito democrático e republicano, mas, realmente, o compromisso formal para efetivar a posse é o compromisso feito diante do Congresso Nacional e da Constituição com a assinatura do termo de posse, não é obrigado ao presidente eleito estar também”, diz Amanda.

A entrega da faixa está prevista no Decreto 70.274/72, que apenas estabelece os ritos da cerimônia de posse. “A entrega da faixa pode ser determinada por um chefe de cerimônia ou alguém a ser designado”, esclarece Amanda. “Mas não há obrigatoriedade por lei de estarem presentes, é mais um ato de respeito e de transferência pacífica de poder”, reforça.

Uma vez diplomados pelo TSE, o presidente eleito e o vice Geraldo Alckmin (PSB) ficam aptos a tomar posse. A diplomação ainda não foi marcada e deve ocorrer até 19 de dezembro. Uma vez concluída, Lula estará apto a tomar posse no Congresso, onde fará a leitura do termo e será empossado pelo presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

“A partir da diplomação, a Justiça Eleitoral constitui o direito subjetivo líquido e certo ao exercício do mandato para a chapa Lula e Alckmin. Feito isso, a cerimônia de posse é a mera formalidade”, diz o advogado Guilherme Gonçalves, sócio da GSG Advocacia e membro fundador Abradep.

Já na condição de presidente, Lula fará o primeiro discurso à nação diante dos parlamentares. Na sequência, ele deixa o Congresso e segue ao Palácio do Planalto, onde subirá a rampa de entrada e será recepcionado pelo comitê cerimonial articulado por seu gabinete de transição. Na sequência, é feita a entrega da faixa presidencial.

Após a transmissão da faixa, Lula pronuncia um segundo discurso à população no parlatório do Planalto. É lá que a nova equipe do governo – seus ministros de Estado – é empossada. O evento da posse termina com uma recepção no Palácio Itamaraty, onde são recepcionados os chefes de Estado e as altas autoridades da República.


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AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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