sexta-feira, 25 de novembro de 2022

O ESTADO É UM INTRUSO NA VIDA DAS PESSOAS

 

Congresso e transição
Petrobras, armas, até a Bíblia

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo


O senador eleito Flávio Dino (PSB-MA).| Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil.

A Câmara dos Deputados, como se não tivesse mais nada com que se preocupar, como se não houvesse esse problema da eleição, da contagem de votos, das urnas antigas, aprovou um projeto de lei que proíbe fazer mudanças na Bíblia, no Novo e no Antigo Testamento. Esse é um assunto para cada religião, cada igreja tem a sua versão da Bíblia. Um dos deputados disse que isso não se mexe. Parecia que estava tratando do Corão, lá no Afeganistão.

Mas nós não somos uma teocracia. Esse não é um assunto de Estado, é um assunto das religiões. Se agora estão colocando a lei acima das religiões, daqui a pouco a lei vai querer alterar também o ritual das celebrações religiosas. Ainda bem que isso ainda vai para o Senado, e os senadores podem corrigir esse engano.

Isso é coisa de gente que acha que o Estado pode tudo. Querem outro exemplo? Na equipe de transição, o ex-governador do Maranhão Flavio Dino, que era do PCdoB e agora foi eleito senador pelo Partido Socialista Brasileiro, diz que o Estado pode, que tem o poder de revogar todos os portes e registros de arma. Todo mundo passaria a ter arma ilegalmente, assim como os bandidos têm – bandido, aliás, não vai ser afetado, porque não tem nem porte e nem registro. Mas em 2005 o Estado perguntou aos brasileiros em referendo, e 64% disseram “sim” às armas. É desejo da população ter um meio para defender sua vida e seu patrimônio.


Transição para baixo
Supremo desarmamentista toma lugar do Congresso
Flavio Dino disse mais: que o Estado tem poder também de revogar uma decisão da Anvisa, por exemplo, que é uma agência autônoma que dá licença para certos medicamentos. Quer dizer que o Estado está entrando até na área médica – aliás, a autonomia deveria ser do médico, nem da Anvisa. É o Estado se metendo cada vez mais em tudo. E o que é o Estado? É uma burocracia que não está produzindo, não está plantando, não está empregando, mas está lá, botando regra.

Senador já adianta que governo vai interferir cada vez mais na Petrobras
O senador Jean-Paul Prates, cotado para ser ou presidente da Petrobras ou ministro de Minas e Energia, disse que vão ter de mudar a política de dividendos da Petrobras. Ele está dizendo para o mercado que esse país não é do mercado. E mais, disse ele: a política de preços não é da Petrobras, é do governo. Já percebemos, não? Será que essa foi a vontade de 60 milhões de eleitores, tornar o sistema brasileiro estatizante? Isso é um regime totalitário, quando o Estado é que manda; porque democracia é quando o povo manda, o povo é a origem do poder. Quando o Estado baixa decretos e decisões, alterando liberdades básicas, aí o sistema é outro, não pode ser chamado de democrático.

Presidente da Câmara vai ao Catar, como se estivesse tudo tranquilo no Brasil
Em plena efervescência desse assunto de urnas, o presidente da Câmara viajou para o Catar, para ver um jogo do Brasil, e volta logo depois. Contando ida e volta, são 25 horas de avião. Pelo jeito está com tempo de sobra, não há problemas na Câmara Federal, não há problemas dos seus representados. São os representantes que não estão fazendo jus ao voto dos representados, isso é terrível para a democracia. Aliás, esqueci de comentar que a equipe de transição anda falando em criar mecanismos de Estado para defender o Estado. A desculpa é defender a democracia – a mesma desculpa de Stalin, de Hitler, de Mussolini, sempre “defender o Estado”. É a força do Estado se sobrepondo à democracia, à força que emana do cidadão. É bom ficarmos atentos a isso.


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ALEXANDRE DE MORAIS SEM LIMITES

Quem pode contê-lo não faz nada

Por
J.R. Guzzo – Gazeta do Povo


| Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

A multa de 23 milhões de reais que o ministro Alexandre de Moraes socou em cima do PL, pelo crime de ter apresentado uma reclamação à justiça eleitoral, é mais que um ato ilegal, ou um momento de insânia na vertigem que envolve hoje a atividade pública no Brasil. É uma agressão direta ao processo democrático – a pior e mais viciosa de todas as que vem sendo praticadas pelo ministro e por seus colegas do STF contra o Estado de direito neste país. Moraes, com o pleno apoio do Supremo e da esquerda nacional, criou um regime de exceção informal no Brasil; a cada dia, com os seus atos, ele e os colegas tratam de avançar mais, o máximo que sentem possível, no fortalecimento e na expansão da ditadura judiciária que hoje governa a sociedade brasileira. Quem tem a obrigação constitucional de defender o país das ditaduras não faz nada; só olha e deixa o ministro crescer, isso quando não lhe presta apoio aberto. É natural, assim, que ele continue crescendo. Até onde? Aparentemente, até onde quiser.

O assalto às leis, às liberdades e aos diretos civis que acaba de ser cometido contra o PL, um partido político de existência legal e dono da maior bancada eleita para compor a próxima Câmara de Deputados, é uma declaração de guerra; “Quem discordar do sistema STF-TSE é inimigo, e será destruído por nós.” O partido não fez absolutamente nada de errado. Apenas exerceu o seu direito de recorrer à justiça em busca de atendimento para uma reclamação. Se tem ou não razão em seu pedido não vem ao caso; é isso, justamente, o que a justiça tem de resolver. O que não pode acontecer, em nenhuma hipótese, é punir-se alguém pelo simples fato de fazer uma petição legal. O PL alegou a existência de irregularidades em 280.000 urnas nas últimas eleições, e pediu anulação do segundo turno. E daí? Qual é o crime em se fazer isso? O TSE não tem nenhuma obrigação de concordar com a pretensão de quem faz a queixa. Mas, obviamente, tem de examinar as razões do queixoso. Punir alguém por recorrer à justiça é uma pura e simples aberração.

Quem tem a obrigação constitucional de defender o país das ditaduras não faz nada; só olha e deixa o ministro crescer, isso quando não lhe presta apoio aberto

O ministro Alexandre Moraes não fez investigação nenhuma sobre as alegações do PL, para examinar se tinham ou não tinham procedência; em vez disso, 24 horas depois de receber a demanda condenou o autor da queixa e meteu-lhe uma multa absurda de 23 milhões de reais. Não houve processo legal. Não foram ouvidas testemunhas. Não foram ouvidos peritos. Os advogados do PL não puderam abrir a boca. Não se apurou absolutamente nenhum fato. Tudo o que se fez foi dizer que a “área técnica” do TSE, que não se sabe o que possa ser, achou que as observações do PL eram “inequivocamente falsas”. Pior: o único culpado, na história toda, era o autor da queixa. Não apenas o TSE se recusou a investigar qualquer de suas reclamações: decidiu, também sem o mínimo vestígio de processo legal, que o PL havia cometido o delito de “litigância de má fé.” O partido não teve o direito de se defender – foi multado, e bloquearam sua cota no Fundo Partidário para garantir o pagamento da multa. Fim de conversa.  E a quem o PL poderia recorrer contra essa demência? Ao próprio Alexandre de Moraes, ou ao STF. É uma piada.

É esse o estado de direito no Brasil de hoje; são essas as garantias do cidadão. A mídia aplaude com entusiasmo; diz que recorrer à justiça é um “ato antidemocrático”. A maior parte do mundo político se curva, na obsessão de aliar-se ao novo governo Lula-STF. As Forças Armadas concordam com tudo. É obvio que o ministro Moraes não tem nenhum limite pela frente.


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PACHECO 171 NA POLÍTICA

 

Omissão

Por
Luís Ernesto Lacombe – Gazeta do Povo


O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (à esquerda), o presidente do TSE, Alexandre de Moraes (centro), e a presidente do STF, Rosa Weber (à direita), em foto de outubro de 2022.| Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

Romperam-se todos os limites. O vigia enlouqueceu, e o vigia do vigia faz cara de paisagem. É só mais um capacho, um traste, nada vê de errado, nada vê. Deixou o poder na mão do louco, do imperador sifilítico e de seus consortes. Não pede explicações, não questiona, não freia. Vê a corda ser esticada, a aposta ser dobrada, triplicada, só observa, condescendente. O vigia do vigia é assim: parece morto, mas é muito vivo. Olha para o próprio umbigo com todo carinho, com todo apreço.

Aceita a política fedorenta de um poder que não deveria ser político. Um mundo de irregularidades, de ilegalidades, de abusos desfila diante dos seus olhos sem expressão. Ele é alto, olha de cima, acha tudo normal, acha quase lindo. Libera geral, não se intromete. E sempre com a mesma cara, impassível, pedante. Sua fleuma entrega o país ao absolutismo. Não há imparcialidade, não há equilíbrio, independência, harmonia. Todo poder ao novo imperador, que pode fazer mesmo o que bem entender.

A esperança, neste momento, resiste porque, se o senador Pacheco de agora é moldado em covardia, o povo tem coragem de sobra

O vigia do vigia não está nem aí. Tem profundo apreço pela Constituição em ruínas. Havia prerrogativas, mas ele nem se importou. Ele tem negócios importantes, tem uma cadeira, não quer deixá-la. Ele ataca o que o imperador ataca, defende o que o imperador defende. Gosta de absurdos. Apoia quem quer esconder alguma coisa e finge mal, apoia a ausência de respostas, é a favor das explicações ausentes, das reações que não elucidam. Aceita numa boa o veto ao debate, às discussões técnicas, a mordaça ou coisa pior para quem questiona. Ele comprou baratinho uma nova ideia de democracia.

Ele fala em anormalidade institucional… E seus eleitores de outrora berram que anormalidade é o nobre senador não ouvi-los. Berros e mais berros, ecos, todos os erros cometidos pelo parlamentar, seus equívocos, sua omissão… Seus ouvidos moucos. Seus planos pessoais ardilosos, sua artimanha macabra, seu rabo preso, isso tudo é anormal. Sua gaveta trancada é uma agressão à ordem, às leis, à verdadeira democracia. Anormalidade é ficar contra o Brasil.


Democracia e censura
É dele a autorização para o caos, toda a loucura, a falta de legitimidade. Logo ele, Pacheco, nome de um personagem que representou o torcedor brasileiro na distante Copa do Mundo de 1982… Tínhamos um timaço e perdemos o Mundial… Aquele personagem da propaganda, claro, não teve culpa. Nem sempre o melhor vence. A esperança, neste momento, resiste porque, se o senador Pacheco de agora é moldado em covardia, o povo tem coragem de sobra.


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SELEÇÃO DA ALEMANHA ONE LOVE

 

Por
Luciano Trigo – Gazeta do Povo


| Foto: Reprodução Twitter

Os jogadores da seleção da Alemanha planejavam entrar em campo para a partida de ontem contra o Japão usando braçadeiras com as palavras “One Love” e as cores do arco-íris. Seria uma forma de protesto contra a perseguição a homossexuais no Catar, país-sede da Copa do Mundo.

A FIFA, ciosa da separação entre esporte e política – em carta assinada pelo presidente Gianni Infantino no início do mês, a entidade fez um apelo para que o futebol não fosse “arrastado para o campo de batalha ideológico” – ameaçou punir o capitão da equipe com um cartão amarelo. E isso bastou para os valentes atletas alemães abrirem mão das braçadeiras.

Oi?

Sim, a ameaça de um cartão amarelo para um único jogador bastou para fazer a seleção alemã desistir de protestar contra a violação a direitos humanos no Catar. Bastou a imagem de um singelo cartão amarelo para que os valentes alemães amarelassem (desculpem o trocadilho).

Isso sugere que o compromisso desses atletas com a defesa dos direitos humanos não é assim tão grande. Na verdade o compromisso é com a lacração, não com as vítimas reais das perseguições no Catar.

Mas, mesmo abrindo mão das braçadeiras, os bravos alemães tomaram uma atitude que exigiu muita coragem: posar para a foto oficial da partida tapando a boca com as mãos.

Oh! Depois desse protesto tão ousado e transgressor, tenho certeza que o governo do Catar vai parar de perseguir homossexuais e outras minorias.

No Catar, vale lembrar, relações íntimas entre pessoas do mesmo sexo são crime sujeito a até sete anos de prisão, segundo os artigos 285 e 296 do Código Penal do país.

Já as mulheres enfrentam discriminação generalizada, submetidas a um sistema legal de tutela masculina: elas precisam da autorização de um homem (pai, marido ou irmão) para casar, estudar ou trabalhar. O divórcio é muito difícil, e, ficar com a guarda dos filhos após o divórcio é quase impossível.

Se quisessem mesmo protestar contra as violações dos direitos humanos no Catar, a única atitude digna por parte desses atletas seria muito simples: boicotar a Copa

Mas os valorosos atletas que ganham milhões de dólares para correr atrás de uma bola acham que a solução é posarem de virtuosos nas redes sociais, usando braçadeiras ou tirando fotografias com a boca tampada.

“Direitos humanos são inegociáveis!”, declarou o goleiro Neuer. São inegociáveis, mas ele está lá no Catar, jogando e valorizando seu passe, enquanto fora dos estádios mulheres e gays continuam sendo perseguidos. Hipocrisia, a gente vê por aqui.

A mesma coisa, aliás, aconteceu na COP 27, no Egito, onde líderes mundiais (incluindo alguns ditadores), celebridades e empresários bilionários posaram de bons moços lacrando pela defesa do meio-ambiente, enquanto não muito longe dali presos políticos eram torturados ou faziam greve de fome em celas imundas.

E não foi só a Alemanha – que, aliás, perdeu a partida para o Japão – que aderiu ao bom-mocismo fake nesta Copa: a Dinamarca, vejam que protesto fofo, tinha encomendado  especialmente para a ocasião um uniforme com o “visual apagado”, como forma de protesto  contra as violações aos direitos humanos no Catar.

A Hummel, empresa fornecedora dos uniformes, declarou em um post nas redes sociais: “Com as novas camisas da seleção dinamarquesa, queríamos enviar uma mensagem: (…) um protesto contra o Catar e seu histórico de direitos humanos. É por isso que atenuamos todos os detalhes das novas camisas da Dinamarca para a Copa do Mundo. (…) Não queremos ser visíveis durante um torneio que custou a vida de milhares de pessoas”.

De novo: Oh! O governo do Catar quase caiu por causa do visual apagado do uniforme da seleção dinamarquesa. Agora vai.

O final do post da Hummel faz referência à morte de milhares de trabalhadores asiáticos contratados para construir e reformar ou estádios, em condições de trabalho análogas à da escravidão. Mas tudo bem: basta usar um uniforme com as cores apagadas para aceitar jogar de boa nesses estádios, com a consciência limpinha.

Outras seleções também protestaram, se ajoelhando antes do jogo ou se recusando a cantar o hino nacional. Tudo isso é muito bonito, e nunca foi tão fácil ganhar biscoito nas redes sociais exaltando a própria virtude. Mas o efeito prático dessas lacradas para as minorias perseguidas no Catar é nulo.

Se quisessem mesmo protestar contra as violações dos direitos humanos, a única atitude digna por parte desses atletas seria muito simples: boicotar a Copa – como aconteceu, por exemplo, quando os Estados Unidos e outros países boicotaram as Olimpíadas de 1980, em Moscou, em protesto contra a invasão do Afeganistão por tropas soviéticas.

Que bobos! Não precisavam deixar de competir e ganhar dinheiro e fama nas Olimpíadas, bastava usar uma braçadeira fofinha.

Meteorologia
O clima não está bom. A temperatura sobe, e o calor está desagradável. Sensação de abafamento deixando as pessoas nervosas. É o verão que está chegando, com risco de tempestades.

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VOCÊ SABE COBRAR PELOS SEUS SERVIÇOS?

 

João Eurico Aguiar Lima

 ·

Excelente pergunta.

Para tanto, eu gosto de usar uma aula que assisti num filme de Julia Roberts e Richard Gere.

Nesse filme chamado “uma linda mulher”, uma prostituta é contratada por um grande empresário para ser a sua companhia durante alguns dias.

Depois da “precificação” do site.. quer dizer … do “serviço” dela, a prostituta afirma que o empresário é bobo pois ele é muito bonitão e ela teria transado com ele por um valor menor do que eles fecharam.

Aí o empresário retruca “pois eu acho que quem é má negociante é você pois eu teria pago mais caro do que combinamos”

O moral de história é o seguinte: Cobre caro.

Quem tem que achar caro é o cliente e não você.

O cliente, inclusive, SEMPRE vai dizer que o preço é caro! Mesmo quando ele mesmo sabe que o preço está bom.

Essa dúvida sobre o preço de serviços de TI é história e antiga.

Lembro-me quando comecei a minha carreira e cobrava um valor muito baixo pelos meus serviços.

Um dia, um amigo deu a dica de que eu deveria cobrar mais caro. Aí passei a fazer isso e a negociar.

Para tanto, é preciso que você não tenha medo de receber um NÂO como resposta. Calibre a sua proposta, refaça a oferta e tente novamente.

E tem mais, se alguém vier com aquele papo de que “faça de graça para mim e assim arrumarei mais negócios para você, seu portfólio vai crescer e tal” diga o seguinte : De graça eu faço para entidades sem fins lucrativos. Se sua empresa tem fins lucrativos, eu fazer de graça para você vai só aumentar o seu lucro. Portfólio eu já tenho com meus clientes gratuitos.”

Por falar nisso, tenha clientes como ONGS ou instituições de caridade no seu portfólio para neutralizar esse argumento.

                   O “não” do cliente a uma proposta. Por quê?                  

Moysés Peruhype Carlech

Fiquei pensando e ao mesmo tempo preocupado com o seu “não”, sem nenhuma explicação, à nossa proposta de divulgação da sua loja e de resto todas as lojas dessa cidade no Site da nossa Plataforma Comercial da Startup Valeon.

Esse “não” quer dizer, estou cheio de compromissos para fazer pagamentos mensais, não estou faturando o suficiente para cobrir as minhas despesas, a minha loja está vendendo pouco e ainda me vem mais uma “despesa” de publicidade da Startup Valeon?

Pergunto: como vou comprar na sua loja? Se não sei qual é a sua localização aí no seu domicílio? Quais os produtos que você comercializa? Se tem preços competitivos? Qual a sua interação online com os seus clientes? Qual o seu telefone de contato? Qual é o seu WhatsApp?

Hoje em dia, os compradores não têm tempo suficiente para ficarem passeando pelos Bairros e Centros da Cidade, vendo loja por loja e depois fazendo a decisão de compra, como antigamente.

A pandemia do Covid-19 trouxe consigo muitas mudanças ao mundo dos negócios. Os empresários precisaram lutar e se adaptar para sobreviver a um momento tão delicado como esse. Para muitos, vender em Marketplace como o da Startup Valeon se mostrou uma saída lucrativa para enfrentar a crise. Com o fechamento do comércio durante as medidas de isolamento social da pandemia, muitos consumidores adotaram novos hábitos para poder continuar efetuando suas compras. Em vez de andar pelos corredores dos shoppings centers, bairros e centros da cidade, durante a crise maior da pandemia, os consumidores passaram a navegar por lojas virtuais como a Plataforma Comercial Valeon. Mesmo aqueles que tinham receio de comprar online, se viram obrigados a enfrentar essa barreira. Se os consumidores estão na internet, é onde seu negócio também precisa estar para sobreviver à crise e continuar prosperando.

É importante você divulgar a sua loja na internet com a ajuda do Site da Startup Valeon, que no caso não é uma despesa a mais e sim um investimento para alavancar as suas vendas. Desse modo, o seu processo de vendas fica muito mais profissional, automatizado e eficiente.  Além disso, é possível a captação de potenciais compradores e aumentar o engajamento dos seus clientes.

Não adianta pensar dessa forma: “Eu faço assim há anos e deu certo, porque eu deveria fazer diferente? Eu sei o que preciso fazer”. – Se você ainda pensa assim, essa forma de pensar pode representar um grande obstáculo para o crescimento do seu negócio, porque o que trouxe você até aqui é o que você já sabe e não será o que levará você para o próximo nível de transformação.

O que funcionava antes não necessariamente funcionará no futuro, porque o contesto está mudando cada vez mais rápido, as formas como os negócios estão acontecendo são diferentes, os comportamentos dos consumidores está se alterando, sem contar que estão surgindo novas tecnologias, como a da Startup Valeon, que vão deixar para trás tudo aquilo que é ineficiente.

Aqui, na Startup Valeon, nós sempre questionamos as formas de pensar e nunca estamos totalmente satisfeitos com o que sabemos justamente por entender que precisamos estar sempre dispostos a conhecer e aprender com o novo, porque ele será capaz de nos levar para onde queremos estar.

Mas, para isso acontecer, você precisa estar disposto a absorver novas formas de pensar também e não ficar amarrado só ao que você já sabe.

Se este for seu caso, convido você a realizar seu novo começo por meio da nossa forma de anunciar e propagar a sua empresa na internet.

Todos eles foram idealizados para você ver o seu negócio e a sua carreira de uma forma completamente diferente, possibilitando levar você para o próximo nível.

Aproveite essa oportunidade para promover a sua próxima transformação de vendas através do nosso site.

Então, espero que o seu “não” seja uma provocação dizendo para nós da Startup Valeon – “convença-me”.

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

Fones: (31) 98428-0590 / (31) 3827-2297

quinta-feira, 24 de novembro de 2022

PRESIDENTE DO TSE MINISTRO MORAIS REJEITA O RELATÓRIO DO PL E AINDA APLICA MULTA

Presidente do TSE

Por
Renan Ramalho – Gazeta do Povo
Brasília


Alexandre de Moraes disse que urnas questionadas pelo PL também foram usadas no primeiro turno, para escolha de deputados, senadores e governadores| Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, rejeitou nesta quarta-feira (23) a ação apresentada pela coligação do presidente Jair Bolsonaro (PL) para invalidar os votos de 59,2% das urnas eletrônicas usadas no segundo turno da eleição. Além disso, condenou a coligação formada pelos partidos PL, PP e Republicanos a pagar uma multa de R$ 22,9 milhões por “litigância de má-fé”.

O ministro considerou que as legendas acionaram a Justiça com o intuito de tumultuar o processo eleitoral já finalizado. A coligação apresentou uma ação no TSE solicitando que os votos computados em 279.336 urnas de modelos anteriores a 2022 fossem invalidados com base em uma auditoria contratada pelo Partido Liberal (PL) de Valdemar da Costa Neto. A auditoria alega ter identificado “fatos e indícios” de problemas nos dispositivos mais antigos.

“A total má-fé da requerente em seu esdrúxulo e ilícito pedido, ostensivamente atentatório ao Estado Democrático de Direito e realizado de maneira inconsequente com a finalidade de incentivar movimentos criminosos e anti-democráticos que, inclusive, com graves ameaças e violência vem obstruindo diversas rodovias e vias públicas em todo o Brasil, ficou comprovada, tanto pela negativa em aditar-se a petição inicial, quanto pela total ausência de quaisquer indícios de irregularidades e a existência de uma narrativa totalmente fraudulenta dos fatos”, escreveu Moraes na decisão.

No mesmo despacho, o presidente do TSE determinou ainda: 1) o bloqueio e a suspensão dos repasses do Fundo Partidário aos partidos citados até que a multa seja quitada; 2) a abertura de um processo administrativo pela Corregedoria-Geral Eleitoral para apurar “eventual desvio de finalidade na utilização da estrutura partidária, inclusive de Fundo Partidário”; e 3) a inclusão da auditoria do PL no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga a atuação de uma suposta milícia digital para atacar a democracia e as instituições.

“Os Partidos Políticos, financiados basicamente por recursos públicos, são autônomos e instrumentos da Democracia, sendo inconcebível e inconstitucional que sejam utilizados para satisfação de interesses pessoais antidemocráticos e atentatórios ao Estado de Direito, à Justiça Eleitoral e a soberana vontade popular de 156.454.011 (cento e cinquenta e seis milhões, quatrocentos e cinquenta e quatro mil e onze) eleitoras e eleitores aptos a votar”, escreveu Moraes no despacho desta quarta.

Na terça-feira, logo após o ajuizamento da representação, o ministro havia intimado a coligação a ajustar o pedido para abranger também a invalidação dos votos de primeiro turno registrados nas mesmas urnas. Mas, nesta quarta, a coligação informou ao TSE que manteria apenas os questionamentos aos votos computados no segundo turno. Em despacho, Alexandre de Moraes tinha concedido 24 horas para a coligação aditar a ação (fazer o acréscimo das urnas usadas no primeiro turno). Ao fazer isso, ele buscou desestimular o avanço do processo, mas o partido insistiu na tese da ação.

“O aditamento era absolutamente necessário por uma questão evidente de coerência, com todas as consequências processuais que daí adviriam, inclusive, e no mínimo, a citação de candidaturas outras como litisconsortes passivos necessários. Ademais, ainda que – por hipótese – a discussão pudesse ficar restrita ao Segundo Turno das Eleições 2022, não haveria nenhuma razão para que o alegado vício ou suposto mau funcionamento de urnas eletrônicas – se existisse – fosse discutido apenas no que toca às eleições para Presidente da República”, argumentou o presidente do TSE.

O pedido original do PL pretendia validar somente os resultados gerados por 192.691 mil urnas do modelo mais recente, fabricado em 2020, que correspondem a 40,8% do total das 472.027 máquinas usadas na eleição. Nessas urnas, o presidente Jair Bolsonaro teria vencido a disputa do segundo turno, com 51,05% dos votos, contra 48,95% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No resultado geral, com todas as urnas, o petista venceu com 50,9% dos votos, contra 49,1% de Bolsonaro.

A coligação de Bolsonaro havia pedido para invalidar parte dos votos sob a alegação de mau funcionamento das urnas dos modelos de 2009, 2010, 2011, 2013 e 2015, que teriam gerado “logs” (arquivos digitais, que registram todas as atividades da máquina) com o mesmo número de identificação, quando deveriam gerar códigos individualizados. A coligação do presidente alegou que essa falha também torna incertos os resultados que apresentaram. Isso não teria ocorrido nas urnas mais novas, de 2020.

Ao rejeitar a ação, nesta quarta, Moraes citou parecer da Secretaria de Tecnologia da Informação do TSE que diz que todas as urnas são identificadas individualmente por outro número, do “código de carga”. Com base nisso, ele afirmou que  os argumentos da coligação de Bolsonaro “são absolutamente falsos, pois é totalmente possível a rastreabilidade das urnas eletrônicas de modelos antigos”.

“O código da carga é um número gerado a partir do ‘código de identificação da urna’, da identificação da seção, da data e hora da carga da urna, do identificador do conjunto dedados e de um número aleatório; O ‘código da carga’ é o elemento que efetivamente identifica uma urna no processo eleitoral e permite a total rastreabilidade dos resultados produzidos pelo equipamento. Esse código é gravado no arquivo de log da urna eletrônica; O ‘código da carga’ e o ‘ID Urna’ são partes integrantes dos Boletins de Urna. Logo, é descabida a afirmação de ‘incerteza’ quanto a autenticidade do resultado, pois os arquivos estão explicitamente associados”, diz o documento citado.

Com base nisso, Moraes afirmou que “as urnas eletrônicas, de todos os modelos, são perfeitamente passíveis de plena, segura e clara identificação individual, uma a uma” e que os mecanismos de identificação das máquinas são “coexistentes”, “múltiplos” e “redundantes”, para “garantia e resguardo da identificação individual das urnas”. “Também é assim para proteger e resguardar os próprios votos sigilosos depositados nas urnas eletrônicas.”

Ao intimar a coligação de Bolsonaro para incluir no pedido a invalidação dos votos computados nas urnas mais antigas no primeiro turno, Moraes buscou desestimular o avanço do processo. Isso porque, assim, a coligação estaria colocando em risco praticamente toda a eleição, pois as urnas antigas foram distribuídas por todo o país. A invalidação de todos os votos registrados por elas levaria, no limite, a uma nova totalização dos votos para todos os cargos, inclusive dos 99 deputados federais e os 8 senadores eleitos pelo PL, partido de Bolsonaro. Todos eles passariam a fazer parte do processo, inviabilizando-o na prática.

Nos bastidores, porém, dirigentes e parlamentares mais experientes do PL, que não são tão próximos de Bolsonaro, admitem que a ação no TSE tinha poucas chances de prosperar. Eles consideram impossível que a Corte, em sua atual composição e sob o comando de Alexandre de Moraes, atendesse a qualquer pedido que pudesse gerar ainda mais dúvidas sobre o processo eleitoral e tumultue a transição para o novo governo.

O próprio Moraes já disse várias vezes que a eleição acabou, que Lula será diplomado em dezembro e empossado em janeiro. Qualquer avanço no processo estimularia mais desconfiança e protestos contra o resultado da eleição e fragilizaria ainda mais a credibilidade do TSE na condição de organizador das eleições. Por isso a percepção de que o processo não avançaria.

Presidente do PL tenta se equilibrar para agradar a Bolsonaro e ao TSE
Quem assumiu o protagonismo público de questionar as urnas em nome de Bolsonaro foi o ex-deputado e presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. Valdemar buscou se equilibrar para atender aos desejos de Bolsonaro e contemplar boa parte da bancada mais ligada a ele. Se publicamente é ele quem falou sobre a ação da coligação, em conversas reservadas com os ministros do TSE e do STF, evitava afrontar a Justiça Eleitoral – que tem o poder de fiscalizar as contas do partido e retirar dele fatias dos fundos partidário e eleitoral, caso considere irregulares suas receitas e despesas.

Do ponto de vista formal, a ação da coligação de Bolsonaro era baseada numa norma interna do TSE que permite a entidades fiscalizadoras do processo eleitoral e a partes interessadas realizar uma “verificação extraordinária” dos resultados de uma eleição. A Resolução 23.673/2021 do Tribunal, aprovada em dezembro do ano passado, estabelece que isso é possível, “desde que sejam relatados fatos e apresentados indícios e circunstâncias que a justifiquem, sob pena de indeferimento liminar”.

A resolução diz que uma ação do tipo deve conter um plano de trabalho descrevendo as verificações pretendidas, como serão aferidas e os objetivos a serem alcançados. É possível verificar os sistemas instalados nos computadores do TSE e nas urnas eletrônicas, inclusive com a exibição de logs e a reimpressão dos boletins de urna – arquivos emitidos por cada máquina com a soma dos votos em cada candidato naquela seção e que são a base oficial da totalização dos votos que geram o resultado oficial da eleição. A resolução permite ao partido fazer um espelhamento dos sistemas, de modo a preservar os originais intactos.

A ação da coligação de Bolsonaro anexou esse plano de trabalho, propondo que fosse criada uma comissão técnica de especialistas na área, sem filiação a qualquer partido nem ligados à Justiça Eleitoral, para executar essas tarefas. O partido listou seis etapas de verificação, basicamente para confirmar o mau funcionamento das urnas na geração dos arquivos de log, inclusive um erro, também relatado na ação, que poderia violar o sigilo do voto de eleitores. Auditoria encomendada pelo PL ao Instituto Voto Legal (IVL) identificou nos logs que várias urnas travaram e tiveram de ser religadas, momento em que o log registrou o número do título ou o nome do eleitor que votava no momento da pane.

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Antes e durante a campanha, Bolsonaro deu sinais de que contestaria as urnas
PEC fura-teto pode tornar obrigatório o pagamento do orçamento secreto. Entenda a articulação
Cármen Lúcia é quem ficaria com o caso se não fosse arquivado
Apesar de Alexandre de Moraes ter assumido a condução inicial da ação do PL, o processo havia sido distribuído, por sorteio, para a relatoria da ministra Cármen Lúcia. Em tese, caberia a ela decidir sobre as próximas fases do caso no TSE, se o processo não tivesse sido arquivado.

Durante toda a campanha deste ano, a ministra atuou de forma bastante alinhada com o presidente da Corte e, em alguns momentos, em ações delicadas, não fez objeções quando ele decidiu em seu lugar.

Bolsonaro questionou urnas antes e durante a eleição
Desde antes da eleição, o presidente lançava suspeitas sobre as urnas eletrônicas e mobilizou também as Forças Armadas para analisar a fundo o sistema de votação eletrônico. Após o segundo turno, a Defesa emitiu um relatório em que não apontou fraude na votação, mas não excluiu essa possibilidade, em razão de riscos no processo de preparação das urnas no TSE.

Também por pressão de Bolsonaro, o PL contratou o Instituto Voto Legal (IVL), comandado pelo engenheiro Carlos Rocha, um dos desenvolvedores do primeiro modelo da urna eletrônica, nos anos 90, para uma auditoria no sistema eletrônico de votação. Em setembro, o partido divulgou um resumo da primeira fase do trabalho, em que apontou 24 falhas, especialmente ligadas ao descumprimento de normas de segurança pelo TSE. Neste mês, apresentou ao PL um novo relatório, apontando o problema do número único de identificação na maior parte das urnas, inscrito nos arquivos de log emitidos no segundo turno da eleição.


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RETORNO OBRIGATÓRIO DAS MÁSCARAS NOS AEROPORTOS

Covid-19

Por
Eli Vieira – Gazeta do Povo


Passageiros de máscara em aeroporto internacional de São Paulo, fevereiro de 2020.| Foto: EFE/ Sebastião Moreira

A nova determinação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que prevê o retorno da máscara obrigatória em aeroportos e aviões a partir de sexta (25), vai na contramão do que estudos científicos têm apontado sobre a eficácia do item como medida de proteção contra o novo coronavírus e suas subvariantes. Em novembro de 2021, a Cochrane, respeitada organização médica, revisou 67 estudos a respeito e concluiu que as máscaras fazem pouca ou nenhuma diferença na quantidade de pessoas que se infectam com doenças respiratórias como a Covid. Mesmo se forem máscaras especiais como a N95.

Meses antes, um estudo dinamarquês, publicado na Annals of Internal Medicine, envolveu quase cinco mil pessoas e não encontrou diferença nas infecções por Covid entre o grupo com máscara e o grupo sem máscara. Cautelosos, os autores, liderados por Kasper Iversen, do Hospital Universitário de Copenhague, dizem que seus resultados são inconclusivos.

No início deste ano, saiu na revista Science um estudo controlado e randomizado (ECR) que foi considerado por muitos cientistas a demonstração da eficácia das máscaras. Realizado em Bangladesh por pesquisadores de Yale, o estudo envolvia 330 mil pessoas em 572 vilas rurais e mostrava uma redução de 10% de sintomáticos e infectados com uso de máscaras de tecido e cirúrgicas. Contudo, muitas ainda são as dúvidas sobre a probidade metodológica dessa pesquisa.

Apesar da aparente grande amostra, a diferença entre infectados e não infectados nos grupos era minúscula, de apenas 20 pessoas. Além disso, não foram os indivíduos os distribuídos ao acaso, mas as vilas. Outros problemas foram apontados: os pesquisadores só sabiam das infecções se os infectados voluntariamente as relatassem. Ou seja, se poucas pessoas infectadas que estavam no grupo com máscara preferiram não relatar seus sintomas leves, o estudo já estaria invalidado. Outros problemas foram apontados em uma publicação acadêmica que essencialmente fez o ECR de Bangladesh cair em descrédito.

Falta rigor científico
Embora haja outras pesquisas indicando que o uso das máscaras é eficaz em barrar as infecções, como um realizado recentemente com crianças em escolas de Boston, nos EUA, ainda falta maior padrão de rigor científico. Em ciência, é raro que hipóteses falsas não tenham nenhuma evidência favorável a elas. Dessa forma, a prioridade deve estar em julgar a qualidade das evidências disponíveis.

Estudos médicos lidam com evidências que têm graus de rigor e qualidade diferentes. Do menor rigor para o maior, que levam dos resultados mais incertos aos mais firmes, eles podem ser classificados em:

Estudos de caso: relatam o observado em um ou poucos pacientes. São informativos para doenças raras e para uma primeira prospecção de fenômenos desconhecidos. (Baixo grau de segurança.)
Estudos observacionais: comparam ao menos dois grupos, um com o tratamento e outro sem, mas sem interferir em como esses grupos se organizaram. (Grau de segurança variável, mas em geral baixo ou moderado.)
Estudos controlados e randomizados (ECRs): são considerados experimentos, pois os pesquisadores controlam para onde vão os participantes. Eles são escolhidos ao acaso (randomizar é escolher ao acaso) para ao menos dois grupos: o grupo de tratamento e o grupo controle (daí o termo “controlado”), que não recebe o tratamento. Comparando os dois grupos com ferramentas estatísticas, fica mais claro se houve diferença entre os grupos causada pelo tratamento, como a diferença entre número de infectados com Covid entre o grupo com máscara e o grupo sem máscara. (Melhor grau de segurança.)
Existem outros níveis extras de rigor podem ser adicionados a um estudo controlado e randomizado, como criar um terceiro grupo que recebe um tratamento sabidamente inerte — no caso das máscaras, poderia ser um grupo com máscaras de crochê com grandes buracos para o vírus passar. Além disso, o grau de segurança nos resultados cresce ainda mais se houver uma forma de cifrar o tratamento, para que tanto os participantes quanto os pesquisadores não saibam se o tratamento recebido é o placebo ou o tratamento real investigado pelo estudo.

O estudo com as escolas de Boston é observacional, portanto, não tem o mais alto padrão de rigor dos ECRs. Na falta deles, uma forma de tentar melhorar a qualidade das evidências para tomar decisões é trabalhar em revisões de estudos, como fez a Cochrane no ano passado.

Quando o uso de máscara é recomendável?
Por sua experiência em prática clínica e pesquisa, o médico Paul Fenyves, da Universidade Cornell, sabe que a qualidade das evidências a favor das máscaras é baixa. Para si mesmo, confia em sua experiência pessoal, uma espécie de “autoestudo de caso”. “Por dois anos, vesti a máscara e compartilhei pequenos consultórios com pacientes com Covid que estavam tossindo, e nunca adoeci. Quando eu finalmente contraí Covid em abril de 2022, foi do jeito que pego todas as minhas infecções respiratórias: dos meus filhos”, declarou ao blog Sensible Medicine.

Em decisões voluntárias, como a dele, evidências de qualidade baixa podem ser apropriadas. Porém, em recomendações de secretarias municipais e estaduais de saúde ou em determinações de agências, como a Anvisa, é preciso mais rigor científico como embasamento.

O médico orientou sua ação por razões empíricas, como saber que os poros de máscaras especiais como a PFF2 e a N95 dificultam a passagem do vírus da pandemia, que se transmite pelo ar. Outros médicos com o mesmo conhecimento, porém, pegaram Covid apesar da mesma precaução.

Importante lembrar que a Organização Mundial da Saúde, por exemplo, passou a recomendar máscaras no começo da pandemia quando muitos de seus conselheiros acreditavam, erroneamente, que o vírus precisava de grandes gotículas aquosas para se transmitir, que seriam barradas mais facilmente pelas máscaras. Uma especialista demonstrou que a transmissão da Covid era pelo ar, e corrigiu a premissa que induziu a OMS a erro e que já afetara a medicina por 60 anos.

Nos Estados Unidos, também, a reinstituição das máscaras foi proposta em alguns lugares, especialmente para crianças em escolas. “Até agora, essa proposta não está ganhando muita aderência até na maioria das cidades pró-máscaras”, diz Fenyves. Para ele, os Centros de Controle de Doenças (CDC) do país “fizeram uma overdose de intervenções”, com efeito de “afastar até muitos de seus aderentes”. Acostumado a ajustar suas prescrições de acordo com as necessidades de seus pacientes, ele estende sua crítica à postura dos CDC quanto à vacinação pediátrica generalizada contra a Covid, que não é recomendada em países como Noruega e Dinamarca.

“Temos o povo americano pedindo por uma abordagem menos agressiva, mas os CDC recomendando a abordagem mais agressiva”, lamenta o médico. Para ele, essa postura agressiva explica a hesitação de muitos sobre o uso de máscaras e até mesmo sobre as vacinas para Covid, que deveriam ser facultativas para crianças e não objetos de uma postura mais enérgica por parte das autoridades, como é justificável em casos de imunizantes como as vacinas BCG e da pólio, por exemplo.

As máscaras poderiam ser bem-vindas como uma recomendação para pessoas já infectadas, com sintomas, para diminuir a quantidade de vírus que espalham nos ambientes pelos quais passam. Está agora claro que as medidas mais autoritárias dão em maus resultados sanitários, como baixa imunização populacional. A real contribuição do estudo de Bangladesh, portanto, foi ter mostrado que uma campanha educativa era mais eficaz que obrigatoriedade estabelecida pelo governo para ganhar aderência.


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LULA CRITICOU DURAMENTE O ORÇAMENTO SECRETO E AGORA É VEJA BEM

 

Editorial
Por
Gazeta do Povo


Geraldo Alckmin, Arthur Lira e Lula em encontro no início de novembro: governo eleito não deve abrir discussão sobre o orçamento secreto com o Congresso atual.| Foto: Reprodução/Instagram

Quando foram aprovados os primeiros detalhes da PEC da Transição, o mecanismo fura-teto que Lula quer ver aprovado para poder cumprir promessas de campanha referentes ao Bolsa Família e ao aumento real do salário mínimo, de imediato se levantou a possibilidade de o texto não ter vida fácil no Congresso. A própria equipe de transição ajudou a criar rejeição à PEC quando pediu um cheque de quase R$ 200 bilhões e uma licença para gastar sem prazo determinado; há parlamentares cientes da importância da responsabilidade fiscal que pretendem se opor a esse tipo de “piso de gastos”. Mas um outro grupo de congressistas parece mais interessado na velha tática de criar a dificuldade para vender a facilidade. E o preço para a aprovação da PEC já estaria dado.

Reportagem da Gazeta do Povo mostrou que expoentes do Centrão como o deputado Ricardo Barros (PP-PR), atual líder do governo Jair Bolsonaro na Câmara – mas que já mostrou sua disposição de negociar com Lula –, defendem que a PEC inclua também o caráter impositivo para as emendas de relator, tecnicamente chamadas RP9, um instrumento que o Congresso Nacional desvirtuou completamente para que fosse transformado em um novo balcão de barganha política. A ideia já foi tentada na votação do Orçamento de 2020 e da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2023 – na primeira ocasião, caiu graças a um veto de Bolsonaro (a contrapartida do governo foi a própria manutenção das emendas); na segunda, o senador Marcos do Val (Podemos-ES), relator da LDO, recuou diante da repercussão negativa. Barros coloca essa terceira tentativa na conta da “segurança jurídica” e na necessidade de impedir mais “ativismo judicial” do STF (que julga uma ação contra essas emendas), mas até as paredes do Congresso sabem que o objetivo real é garantir que o apetite dos parlamentares será saciado. Segundo Barros, a proposta veio da própria equipe de transição, e não do Centrão – mas quem quer que seja o autor da ideia sabe que ela soaria como música aos ouvidos desses congressistas.

A crítica às emendas de relator foi um dos raros acertos da campanha de Lula, mas, depois do segundo turno, o petista já passou para o estágio do “veja bem”

A imoralidade das emendas de relator foi ressaltada pela Gazeta do Povo desde a primeira queda de braço entre Bolsonaro e o Congresso, por ocasião da tramitação do Orçamento de 2020. A função original das RP9, como diz o próprio site do Congresso, é apenas retificar “erros e omissões de ordem técnica ou legal” e “recompor, total ou parcialmente, dotações canceladas”. No entanto, o instrumento foi sequestrado para beneficiar um grupo específico de parlamentares. Ele viola a isonomia, pois, se nas emendas individuais cada deputado ou senador, seja da base aliada, seja da oposição, tem direito ao mesmo montante, nas emendas de relator esse critério não existe. E essa distribuição de recursos ainda ocorria de forma nada transparente, pois, como o nome diz, o único “autor” de tais emendas é o relator do Orçamento – embora, obviamente, o Executivo saiba muito bem quem ganha na liberação de cada emenda, e o que deve ser cobrado em troca. Para garantir o “anonimato”, os pedidos de emendas RP9 não cumpriam nenhum rito formal; quando o escândalo estourou pela primeira vez, houve relatos de pedidos feitos até por WhatsApp. A primeira intervenção do STF teve o objetivo de ao menos garantir publicidade ao processo, com as devidas identificações.


As RP9, portanto, são uma aberração orçamentária que facilita o fisiologismo e até mesmo a corrupção; ainda por cima, seu grande volume, na casa das dezenas de bilhões de reais, significa que o Poder Executivo terá ainda mais reduzida uma margem que já é curta para alocar recursos como bem entender, naquelas ações que considera as mais importantes e que correspondam ao programa vencedor nas urnas. Em um sistema presidencialista como o brasileiro, este é um completo contrassenso, pois o governo – qualquer governo, de direita, de esquerda ou de centro – se torna coadjuvante, e não protagonista, da alocação de recursos públicos. “O orçamento deveria ser proposto e executado pelo Poder Executivo”, afirmou à Gazeta Marcos Mendes, do Insper, em maio de 2021. E acrescentou: “É péssimo existir emendas, ainda mais a obrigatoriedade de execução”.

A crítica às emendas de relator foi um dos raros acertos da campanha de Lula, mas, depois do segundo turno, o petista já passou para o estágio do “veja bem”. Compactuar com a transformação das RP9 em impositivas seria a fase final da hipocrisia, o que não chega a ser surpreendente quando se trata do petismo. Quanto aos parlamentares que estão de olho nessas emendas, essa articulação só demonstra que, para alguns, contanto que seus interesses sejam atendidos, pouco importa que o país seja colocado na rota do caos fiscal, da inflação fora de controle e da recessão.


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ARGENTINA SEM RESPONSABILIDADE FISCAL TEM A SUA ECONOMIA DESPEDAÇADA

 

Economia mundial

Por
Mariana Braga – Gazeta do Povo


O presidente da Argentina, Alberto Fernández, chega ao Aeroporto Internacional Ngurah Rai antes da Cúpula do G20 em Bali, Indonésia, 14 de novembro de 2022.| Foto: EFE

O Brasil não precisa olhar muito longe para aprender como a irresponsabilidade fiscal pode despedaçar a economia de um país. A inflação na Argentina beira os 100% e o peronismo, com seu desinteresse pela redução do déficit fiscal, é um dos principais fatores que a levaram a esse cenário caótico.

“O que realmente destruiu a Argentina foi o peronismo, um sistema organizacional político onde existe uma força muito grande de movimentos sindicais”, destacou o economista e doutor em relações internacionais Igor Lucena. “A organização política sindical do país coloca como o bem superior o corporativismo: não importam os custos fiscais”, descreveu.

Absorver gastos do governo que não conseguem ser desvinculados faz parte dessa organização político-econômica do país que, segundo o especialista, é muito difícil de ser combatida sem um plano radical econômico, tal qual foi o Plano Real no Brasil.

“O peronismo transformou a Argentina, que era um dos países mais ricos da América Latina, em um dos mais pobres”, frisou Lucena.

Dentro desse sistema, o país hoje comandado pelo peronista Alberto Fernández imprime dinheiro descontroladamente, gasta mais do que arrecada e ainda toma emprestado em dólar – precisa, portanto, devolver em dólar. Isso se torna quase um círculo vicioso, no qual as desvalorizações cambiais tornam as dívidas impagáveis.

Atravessando o Oceano, outro acontecimento recente envolveu a ex-premiê Liz Truss, a quinta no Reino Unido desde 2016. A dança das cadeiras, em que ela ficou por apenas 45 dias, também esteve relacionada às questões fiscais. 

A proposta inicial de Truss era criar um grande corte de impostos, que beneficiaria até os mais ricos, dentro de um mini-orçamento, com um Estado enxuto, muito diferente do argentino. Porém, para cobrir o buraco nas contas do governo, a ideia era pedir empréstimos bilionários. O temor de um aumento na dívida pública preocupou os investidores e fez a libra cair para o menor valor da história frente ao dólar.

Depois dos investidores demonstrarem pessimismo em relação aos planos econômicos de Truss, o governo britânico anunciou mudanças, mas não foram o suficiente para manter a primeira-ministra recém-chegada ao poder. Ela renunciou e a rápida movimentação na liderança do Reino Unido pode ter evitado maiores tragédias econômicas.

A Grécia, por exemplo, apesar de sofregamente recuperar parte da credibilidade econômica internacional, ainda vive consequências de irresponsabilidades fiscais de mais de dez anos atrás. De acordo com uma pesquisa recente do Instituto Marc, a maior preocupação da população grega é o aumento do custo de vida (para 84,5% dos gregos). Esse problema está muito à frente das tensões com a Turquia (44%), por exemplo.

Diante de uma inflação galopante, que atingiu 12,1% – uma das mais altas da União Europeia, segundo o Eurostat -, foi especialmente no campo da energia que os aumentos foram os mais espetaculares: os preços do gás quadruplicaram em um ano (+ 332%) e os da eletricidade subiram 30%. À medida que o inverno se aproxima, muitos gregos temem que não possam se aquecer adequadamente.

Quando a crise econômica eclodiu, em 2010, as taxas subiram e o país não podia mais se financiar nos mercados internacionais. Em 2015, após a chegada ao poder do governo de esquerda radical de  Alexis Tsipras e o confronto com Bruxelas para reduzir as medidas de austeridade, as taxas chegaram perto de 11%.

Demorou para Atenas recuperar a confiança. A mudança política em julho de 2019 também teve um impacto positivo nos investidores, que consideraram o governo conservador de Kyriakos Mitsotakis menos imprevisível, promovendo a redução dos impostos sobre a propriedade, as empresas e as contribuições sociais. Mas ainda existe um longo caminho para dar conta dos prejuízos de tantos anos.

Diante desses exemplos, a política monetária no Brasil é eficiente e teve até mesmo três meses de deflação neste ano. Para Lucena, o maior risco do país hoje é a imaturidade fiscal. “A gente não pode gastar mais do que a gente arrecada”, alertou. O economista apontou que o que segura o Brasil é a maturidade cambial e monetária, mas existe o risco de seguir caminhos como os dos países citados na reportagem se houver total descontrole dos gastos fiscais.

“Por isso é tão importante que essa PEC de transição que está sendo anunciada tenha um limite próximo a R$ 70 ou 80 bilhões e sirva só para este ano. E que, no ano que vem, a gente tenha mudança do teto de gastos para um controle de dívidas no longo prazo”, resumiu Lucena.

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SENADORES PEDEM IMPEACHMENT DO MINISTRO BARROSO DO STF

 

Senado
Gazeta do Povo


O ministro do STF Luís Roberto Barroso.| Foto: Carlos Alves Moura / STF

Um grupo de senadores apresentou pedido de impeachment do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), na quarta-feira (23). Eduardo Girão (Podemos-CE), Lasier Martins (Podemos-RS), Styvenson Valentim (Podemos-RN), Luís Carlos Heinze (PP-RS), Plínio Valério (PSDB-AM), e Carlos Viana (PL-MG) são os autores da medida. O pedido foi encaminhado ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Os senadores consideraram que houve atuação político-partidária por parte de Barroso no caso da deliberação sobre o voto impresso na Câmara dos Deputados, em 2021. De acordo com Girão, o ministro teria se reunido com lideranças partidárias.

Além disso, na visão dos autores do pedido, Barroso deveria ter se declarado impedido de participar de julgamentos relacionados à descriminalização do aborto e das drogas, por exemplo, por ter feito palestras sobre o tema.

O grupo de senadores citou ainda no pedido de impedimento o jantar que ocorreu em Nova York, nos Estados Unidos, em 14 de novembro, que contou com a participação de Barroso e de Cristiano Zanin, advogado do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, nos processos da Lava Jato e integrante da equipe de transição.

“O ministro Luís Roberto Barroso votou na anulação dos processos de ex-presidente Lula na 13ª Vara de Curitiba, ou seja, ele ajudou a anular as condenações que permitiram que ele se candidatasse nessas eleições. Então houve uma violação, porque ele não se declarou suspeito e teve esse encontro privado, e isso não é de bom tom. A gente respalda todos esses artigos que são afrontados na nossa Constituição a partir desse encontro”, disse Girão ao site do Senado.

À época, a assessoria do STF enviou uma nota ao site O Antagonista sobre o episódio: “Convidado de evento em Nova York, o ministro Barroso almoçou ou jantou com diversos participantes do encontro, que inclui empresários, políticos e advogados. Cristiano Zanin era um dos participantes”.

Diante dos três argumentos, o entendimento dos parlamentares é de que o Senado precisa apurar se houve crime de responsabilidade por parte do ministro.

“A Casa Alta da República se vê diante de julgados que caminham manifestamente na direção contrária à melhor doutrina e jurisprudência que tratam da matéria, bem como o que espera a sociedade no tocante à transparência e imparcialidade nas decisões do STF. Em face disso, o Senado Federal não poderá se omitir em cumprir o seu dever constitucional (art. 52, II, CF/88) de receber a presente denúncia para, em sequência, processar e julgar o Excelentíssimo Ministro Luís Roberto Barroso por crime de responsabilidade”, argumentam os senadores no pedido.

Um dos autores do pedido de impeachment, Valério afirmou que a medida tem poucas chances de seguir adiante no Senado. “Eu acredito nos argumentos do pedido de impeachment, como acredito que o Senado vai ignorar”, disse o parlamentar ao site do Legislativo.


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AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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