Aprenda a lidar com situações adversas no empreendedorismo com esses livros valiosos.
Algo nós já sabemos: empreender não é fácil. É uma tarefa contínua
que depende unicamente de você! É necessário estudar, analisar o
mercado, fazer benchmark e… ler muito!
Para que uma ideia se transforme em um projeto ou negócio de sucesso,
a inspiração é um fator indispensável. E nada melhor do que buscar
insights nos relatos de pessoas que passaram por situações parecidas com
a sua na literatura.
Se você quer conhecer perspectivas inovadoras e alcançar novos
patamares de desenvolvimento empreendedor, veja 5 livros essenciais
abaixo.
O PODER DO HÁBITO, DE CHARLES DUHIGG
Um livro para ajudar a ter mais produtividade, concentração e começar hábitos para mudar sua carreira e a sua vida!
Sabe por quê? Charles Duhigg, repórter investigativo do New York
Times, mostra com exemplos e ciência que a chave para o sucesso é
entender como os hábitos funcionam.
Durante a narrativa, ele cita vários exemplos. Entre eles, uma jovem
transformou quase todos os aspectos de sua vida. Parou de fumar, correu
uma maratona e foi promovida. Além disso, neurologistas descobriram que
os padrões dentro do cérebro dela mudaram de maneira fundamental.
Basicamente, o autor explora a ciência por trás da criação e transformação de rotina.
MINDSET: A NOVA PSICOLOGIA DO SUCESSO, DE CAROL S. DWEK
Carol S. Dweck, professora de psicologia na Universidade Stanford e
especialista internacional em sucesso e motivação, desenvolveu um
conceito fundamental: a atitude mental com que encaramos a vida, que ela
chama de “mindset”, é crucial para o sucesso.
No livro, ela explica o sucesso pode ser alcançado pela maneira como
lidamos com nossos objetivos. “O mindset não é um mero traço de
personalidade, é a explicação de por que somos otimistas ou pessimistas,
bem-sucedidos ou não, ele define nossa relação com o trabalho e com as
pessoas e a maneira como educamos nossos filhos. É um fator decisivo
para que todo o nosso potencial seja explorado.”
DE ZERO A UM, DE PETER THIEL
Peter Thiel, cofundador do PayPal e investidor em diversas startups
– apresenta, através do seu livro, uma visão otimista do futuro do
progresso e uma maneira original de pensar sobre inovação, ensinando
você a fazer perguntas que o levem a encontrar valor em lugares
inesperados e citando exemplos do Vale do Silício.
O PONTO DE VIRADA, DE MALCOM GLADWELL
Você já ficou intrigado pensando no que faz com que um produto, um
serviço ou mesmo atitudes virem moda da noite para o dia? Já imaginou
que tipo de mudança faz, por exemplo, com que livros desconhecidos se
transformem em best-sellers? Ou o que explica o aumento do consumo de
cigarros entre os adolescentes, apesar da campanha antitabagista?
Se a sua resposta for sim para alguma destas perguntas, esse livro é
para você! Malcolm Gladwell apresenta uma maneira instigante e original
de entender esses fenômenos sociais.
STARTUP ENXUTA, DE ERIC RIES
A startup enxuta é um modelo de negócio que vem sendo amplamente
adotado ao redor do mundo, mudando a maneira como as companhias
idealizam seus produtos e serviços.
Pioneiro na implementação dessa abordagem, Eric Ries define startup
como uma organização dedicada a criar algo novo sob condições incertas –
e isso inclui tanto o jovem empreendedor que trabalha na garagem de
casa quanto o profissional experiente em uma multinacional.
STARTUP VALEON UMA HOMENAGEM AO VALE DO AÇO
Moysés Peruhype Carlech
Por que as grandes empresas querem se aproximar de startups?
Se pensarmos bem, é muito estranho pensar que um conglomerado
multibilionário poderia ganhar algo ao se associar de alguma forma a
pequenos empresários que ganham basicamente nada e tem um produto recém
lançado no mercado. Existe algo a ser aprendido ali? Algum valor a ser
capturado? Os executivos destas empresas definitivamente acreditam que
sim.
Os ciclos de desenvolvimento de produto são longos, com taxas
de sucesso bastante questionáveis e ações de marketing que geram cada
vez menos retorno. Ao mesmo tempo vemos diariamente na mídia casos de
jovens empresas inovando, quebrando paradigmas e criando novos mercados.
Empresas que há poucos anos não existiam e hoje criam verdadeiras
revoluções nos mercados onde entram. Casos como o Uber, Facebook, AirBnb
e tantos outros não param de surgir.
E as grandes empresas começam a questionar.
O que estamos fazendo de errado?
Por que não conseguimos inovar no mesmo ritmo que uma startup?
Qual a solução para resolver este problema?
A partir deste terceiro questionamento, surgem as primeiras
ideias de aproximação com o mundo empreendedor. “Precisamos entender
melhor como funciona este mundo e como nos inserimos!” E daí surgem os
onipresentes e envio de funcionários para fazer tour no Vale e a rodada
de reuniões com os agentes do ecossistema. Durante esta fase, geralmente
é feito um relatório para os executivos, ou pelas equipes de inovação
ou por uma empresa (cara) de consultoria, que entrega as seguintes
conclusões:
* O mundo está mudando. O ritmo da inovação é acelerado.
* Estes caras (startups) trabalham de um jeito diferente, portanto colhem resultados diferentes.
* Precisamos entender estas novas metodologias, para aplicar dentro de casa;
* É fundamental nos aproximarmos das startups, ou vamos morrer na praia.
* Somos lentos e burocráticos, e isso impede que a inovação aconteça da forma que queremos.
O plano de ação desenhado geralmente passa por alguma ação
conduzida pela área de marketing ou de inovação, envolvendo projetos de
aproximação com o mundo das startups.
Olhando sob a ótica da startup, uma grande empresa pode ser
aquela bala de prata que estávamos esperando para conseguir ganhar
tração. Com milhares de clientes e uma máquina de distribuição, se
atingirmos apenas um percentual pequeno já conseguimos chegar a outro
patamar. Mas o projeto não acontece desta forma. Ele demora. São
milhares de reuniões, sem conseguirmos fechar contrato ou sequer começar
um piloto.
Embora as grandes empresas tenham a ilusão que serão mais
inovadoras se conviverem mais com startups, o que acaba acontecendo é o
oposto. Existe uma expectativa de que o pozinho “pirlimpimpim” da
startup vá respingar na empresa e ela se tornará mais ágil, enxuta,
tomará mais riscos.
Muitas vezes não se sabe o que fazer com as startups, uma vez
se aproximando delas. Devemos colocar dinheiro? Assinar um contrato de
exclusividade? Contratar a empresa? A maioria dos acordos acaba virando
uma “parceria”, que demora para sair e tem resultados frustrantes. Esta
falta de uma “estratégia de casamento” é uma coisa muito comum.
As empresas querem controle. Não estão acostumadas a deixar a
startup ter liberdade para determinar o seu próprio rumo. E é um
paradoxo, pois se as empresas soubessem o que deveria ser feito elas
estariam fazendo e não gastando tempo tentando encontrar startups.
As empresas acham que sabem o que precisam. Para mim, o maior
teste é quando uma empresa olha para uma startup e pensa: “nossa, é
exatamente o que precisamos para o projeto X ou Y”.
VOCÊ CONHECE A ValeOn?
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TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode
moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é
colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn
possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o
seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e
reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende
as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A
ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio,
também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para
ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser.
Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem
a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos
potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar
empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de
escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
CÉZAR FEITOZA, MARIANNA HOLANDA , MATHEUS TEIXEIRA E RENATO MACHADO – Folha de S. Paulo
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente Jair Bolsonaro (PL) convocou
os três comandantes das Forças Armadas para uma reunião na noite desta
quarta-feira (26), na qual foi discutido o suposto boicote à propaganda
de rádio e televisão da campanha do chefe do Executivo.
Após o encontro, o mandatário concedeu uma entrevista coletiva à
imprensa em que anunciou que irá recorrer “às últimas consequências” da
decisão do ministro Alexandre de Moraes de arquivar a ação em que a sua
chapa alega que houve supressão de inserções de rádio no Norte e no
Nordeste. Bolsonaro disse que Moraes “matou no peito” a ação.
Compareceram os três comandantes militares: o general Marco Antônio
Freire Gomes (Exército), o tenente-brigadeiro do ar Carlos Baptista
Júnior (Aeronáutica) e o almirante Almir Garnier Santos (Marinha).
Também estava presente o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio
Nogueira
Também compareceram ministros de Estado, como Anderson Torres
(Justiça), Célio Faria (Secretaria de Governo) e Carlos França (Relações
Exteriores).
No momento em que Bolsonaro concedeu a entrevista, voltando a fazer
acusações sem provas, estavam ao lado do mandatário apenas Torres e o
chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno.
Os eventos da noite desta quarta-feira (26) provocaram rumores de uma
ação mais drástica do presidente, que chegou a mudar totalmente o seu
roteiro para voltar a Brasília. Bolsonaro estava em Minas Gerais e
seguiria direto para pernoitar no Rio de Janeiro, mas decidiu voltar
para a capital federal “diante da gravidade dos fatos”.
A Folha de S.Paulo apurou que o comandante do Exército não avisou os
militares do Alto Comando da força sobre a reunião, como geralmente
costuma fazer. Os generais do mais alto escalão ficaram surpresos com a
ida e aguardavam ainda durante a noite um retorno sobre os temas
tratados.
Existe a percepção entre os militares que as denúncias sobre as
inserções nas rádios são graves e devem ser investigadas. Por outro
lado, também defendem que o assunto é responsabilidade da Justiça
Eleitoral e que as Forças Armadas não devem embarcar em qualquer tipo de
tese de adiamento de eleição.
Vídeo relacionado: Bolsonaro: Forças Armadas não dão ‘selo de credibilidade’ às urnas
No Ministério da Defesa, aliados de Paulo Sérgio Nogueira avaliam que
Moraes tem extrapolado em suas decisões e contribuído para a escalada
da crise.
Eles citam como exemplo a decisão do presidente do TSE de negar
sugestões das Forças Armadas para melhorar a fiscalização no segundo
turno das eleições (fiz matéria mais cedo disso).
O entendimento de militares na Defesa é que Moraes tem cometido
ilegalidades, como no caso das inserções e retiradas de conteúdo das
redes sociais, que prejudicam o andamento do processo eleitoral.
As Forças Armadas foram incluídas pelo TSE (Tribunal Superior
Eleitoral) na lista de entidades fiscalizadoras da eleição. Bolsonaro
costuma fazer ataques sem provas às urnas eletrônicas e afirma que irá
aguardar relatório dos militares sobre a lisura do pleito para aceitar o
resultado da eleição.
Na entrevista, o presidente disse que tem provas “contundentes” de
que foi prejudicado por terem sido transmitidas mais inserções de Lula
do que dele.
“Certos lugares que achava que iria bem e poderia, até ganhar, nossa
análise, pode ter havido outros fatores, vimos que perdemos. Com toda a
certeza, as inserções de rádio fizeram a diferença ou poderiam ter feito
a diferença. Não existe outro fator que a gente possa levar em conta
nesse momento”, disse o chefe do Executivo.
O presidente se recusou a responder perguntas dos jornalistas e se retirou após o pronunciamento.
A reunião no Palácio da Alvorada e a fala de Jair Bolsonaro
aconteceram horas após Alexandre de Moraes rejeitar a ação apresentada
pela campanha do presidente sobre suposto boicote de rádios na
veiculação da propaganda eleitoral.
Moraes disse que a ação de Bolsonaro não tem provas e se baseia em levantamento de empresa “não especializada em auditoria”.
O ministro apontou possível “cometimento de crime eleitoral com a
finalidade de tumultuar o segundo turno do pleito em sua última semana” e
mandou o caso para ser avaliado dentro do inquérito das “milícias
digitais”, que é relatado por ele mesmo no STF (Supremo Tribunal
Federal).
BRA125.
BRASÍLIA (BRASIL), 19/10/2022. – Jair Bolsonaro, presidente de Brasil y
candidato a la reelección habla durante una rueda de prensa hoy, en el
Palacio da Alvorada de Brasilia, en Brasilia (Brasil). EFE/ Joédson
Alves.
Bolsonaro acusou um suposto favorecimento do TSE à campanha de
Lula ao rejeitar a denúncia sobre irregularidades nas inserções de
rádio.| Foto: Joédson Alves/EFE
Apesar de não haver consenso
entre os estrategistas, a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL)
tentará associar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a um suposto
favorecimento ao PT e à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva após a
Corte rejeitar a denúncia de desequilíbrio em inserções de rádio a favor
do petista.
Em comício em Minas Gerais, nesta quarta-feira (26), Bolsonaro
sugeriu a possibilidade de tentativa de manipulação do resultado das
eleições. Disse que as suspeitas teriam “o dedo” do PT e que o partido,
juntamente com o TSE, teria “muito o que explicar nesse caso”. À noite,
em declaração à imprensa no Palácio da Alvorada, voltou a fazer essa
associação após o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, negar
prosseguimento à queixa apresentada pela campanha à reeleição.
“Está comprovado a diferenciação e o tratamento dispensado ao outro
candidato [Lula], que poderia — não posso afirmar — até ter participação
dele em algum momento. Se o TSE não tinha nada a ver com isso, é
incompreensível a demissão sumária desse servidor e da forma como foi
conduzido para fora do TSE”, declarou Bolsonaro sobre a exoneração do
servidor Alexandre Gomes Machado, que era responsável no tribunal em
disponibilizar as inserções da propaganda eleitoral no rádio e na
televisão.
O presidente também afirmou que a campanha vai contratar uma terceira
auditoria a fim de respaldar a denúncia apresentada ao TSE e disse que a
coordenação jurídica deve recorrer da decisão do ministro Alexandre de
Moraes.
A despeito das declarações de Bolsonaro, a própria campanha se divide
sobre o tema. Uma ala entende que é importante confrontar o TSE a fim
de alertar e engajar os eleitores nesta reta final do segundo turno,
sobretudo o eleitorado mais “raiz” do presidente. A percepção de outro
grupo é de que as suspeitas têm pouco potencial de conversão de votos e
de ampliação da base eleitoral, e que o mais prudente é manter a
sustentação da denúncia e contestar nos tribunais cabíveis decisões
adversas ao caso, mas evitar uma associação direta entre Lula, PT e TSE.
Os estrategistas que entendem que a campanha deve se distanciar dos
holofotes defendem uma atuação mais estratégica nos bastidores. Não à
toa, os coordenadores eleitorais deram aval e incentivaram congressistas
da base a adotarem movimentos políticos para pedir a investigação das
suspeitas e associar um suposto favorecimento do TSE à candidatura
petista.
Como coordenadores da campanha reagiram ao desequilíbrio nas inserções A
campanha de Jair Bolsonaro adotou uma postura mais pragmática em
relação às suspeitas de discrepância entre as inserções veiculadas nas
rádios. O coordenador de imprensa, Fábio Wajngarten, usou as redes
sociais para dar mais detalhes do levantamento que embasa a denúncia.
“As auditorias de mídia contratadas pela campanha são renomadas,
certificadas e com alta tecnologia”, disse.
Wajngarten comentou as alegadas discrepâncias nas inserções de rádio
em Minas Gerais. Segundo a auditoria, apenas entre 7 e 14 de outubro,
90% das rádios mineiras exibiram 15.101 inserções a mais para o PT. “É
um escândalo sem precedentes!!!”, escreveu. À noite, em entrevista à
Jovem Pan, assegurou que a campanha enviou inserções às rádios. “Temos
todos os recibos”, disse.
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, outro integrante do núcleo
político da campanha, teve uma atuação mais discreta. Depois de publicar
na terça-feira (25) um vídeo nas redes sociais afirmando que a campanha
havia protocolado a petição junto ao TSE com a auditoria realizada, ele
não voltou a tocar no caso nesta quarta. Limitou-se a comemorar as
informações de geração de empregos em setembro, falar sobre a agenda
eleitoral de Bolsonaro e a propaganda eleitoral veiculada na rede
nacional de TV, além de destacar a promessa de aumento real do salário
mínimo em 2023.
O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, foi outro a destacar a
geração de empregos em setembro em comentário no Twitter. A abordagem
de uma agenda propositiva é apontado como o mais estratégico no momento
para virar votos e assegurar uma vitória. Boa parte dos coordenadores
eleitorais esperam um desdobramento mais robusto para evitar acusações e
incorrer em alguma irregularidade eleitoral que possa gerar prejuízos à
campanha. “Até porque o TSE está com superpoderes”, comenta um
interlocutor.
O coordenador-geral da campanha, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se
manifestou sobre diferentes temas, desde propostas em caso de
reeleição, como o aumento do salário mínimo, ao tema das inserções nas
rádios. “Bolsonaro levou uma segunda facada. Vamos vencer as eleições,
apesar da tentativa de manipulação do resultado”, declarou.
Como a base política pode ajudar a campanha no caso das inserções A
articulação da campanha junto à base política para associar as
denúncias entre Lula e TSE é algo que interlocutores apontam que deve
ganhar mais força até as eleições. Os requerimentos de deputados
federais para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e
de uma comissão externa para acompanhar os desdobramentos do caso são
ambos movimentos que tiveram o aval e a anuência da campanha nos
bastidores.
Entende-se que a estratégia política junto à base não tem potencial
para desgastar a campanha como as acusações diretas feitas pelo próprio
Bolsonaro. A expectativa é que os parlamentares aliados ajudem a
construir um movimento de engajamento da militância nas redes sociais
sem as digitais do próprio presidente ou de coordenadores eleitorais.
Entre os requerimentos que tendem a ganhar mais força é de uma
comissão externa da Câmara. Por não envolver despesas orçamentárias da
Casa, o regimento interno possibilita que o colegiado possa ser criado
apenas pelo aval e a autorização do presidente da Câmara, Arthur Lira
(PP-AL). Já uma CPI demandaria 171 assinaturas e, em uma semana sem
sessões do Congresso, essa seria uma tarefa mais desafiadora.
O deputado federal Vitor Hugo (PL-GO) defende os movimentos da base
aliada e entende que a denúncia apresentada pela campanha é
“gravíssima”. “São mais de 1.280 horas de exposição nas rádios a menos
para a campanha do presidente. Isso é uma desigualdade e desequilíbrio
que a Justiça Eleitoral precisa dar uma resposta que possibilite o
reequilíbrio da paridade de armas entre os candidatos”, argumenta.
Outra estratégia adotada por aliados é o de pedir proteção à
segurança e integridade do servidor exonerado do TSE. A deputada federal
Carla Zambelli (PL-SP) fez o pedido à Polícia Federal (PF). O senador
Eduardo Girão (Podemos-CE) foi outro a adotar movimento semelhante, ao
oficiar o Ministério da Justiça para requerer a proteção ao servidor que
prestou depoimento à PF.
“Acho que vai ser inevitável aprofundar nessa investigação e entender
por que isso acontece, por que o TSE tem tanta sede para monitorar rede
social, censurar emissoras, jornalistas, perfis, mas não controla
propagandas que a gente paga e está dando esse disparate todo que saiu
na mídia”, opina.
Girão diz, ainda, que tem pedido e conversado com senadores para
articular medidas relacionadas ao caso. “O Senado está paralisado, não
está mais nem de joelho. Está quase no chão porque fica assistindo a
isso tudo, os sucessivos abusos que vêm dos nossos tribunais
superiores”, afirma. Ele é autor de um requerimento para fazer um voto
de repúdio a censuras do TSE a veículos de imprensa. O requerimento foi
assinado por 23 senadores, mas ainda precisa de mais quatro assinaturas.
O cientista político Lucas Fernandes, coordenador de análise política
da BMJ Consultores Associados, entende que é coerente a campanha e a
base política coordenarem ações que visam criar associações entre Lula e
o TSE. Mas pondera que os efeitos disso apenas geram “cortina de
fumaça” política.
“É o que sobrou. É melhor fazer barulho com isso do que deixar o
noticiário repercutir o aumento da gasolina e do diesel, falar sobre
Roberto Jefferson. É um caso que corrobora muito a narrativa de
Bolsonaro de que o Judiciário supostamente tem um lado e que está ali
consistentemente favorecendo o Lula”, diz.
Indiretamente, Fernandes entende que pode haver algum benefício à
campanha, mas mínimo. “Dá um tema quente para ele abordar na eleição e,
de quebra, pega um ou outro eleitor indeciso que veja o caso e avalie
como um grande complô contra o Bolsonaro, mas que atinge um impacto e
nicho pequeno do eleitorado”, diz.
Desequilíbrio nas campanhas Caso das inserções de rádio: 4 pontos sobre a denúncia da campanha de Bolsonaro Por Gazeta do Povo
Auditoria apontou que houve mais inserções de rádio pró-Lula que
pró-Bolsonaro durante a campanha do segundo turno.| Foto: Waldemir
Barreto/Rádio Senado
A campanha de Jair Bolsonaro (PL) apresentou
ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (25) um
relatório que apontou um suposto desequilíbrio nas inserções de campanha
eleitoral em rádios que teria favorecido o seu adversário, o candidato
Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O envio do relatório atendeu a um pedido do presidente do TSE,
Alexandre de Moraes, que havia dado um prazo de 24 horas para que os
advogados de Bolsonaro apresentassem provas das alegações, com
informações sobre “rádios, dias ou horários em que não teriam sido
veiculadas as inserções”.
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse nesta terça via
Twitter que espera uma “solução rápida” para o caso. “Cabe esclarecer
que não se trata de qualquer questionamento acerca do sistema eleitoral
ou sobre a atuação do TSE. O que estamos apontando é uma absurda
supressão ou migração de comerciais que Bolsonaro teria direito em favor
da campanha de Lula”, ressaltou.
Na noite desta quarta-feira (26), Moraes rejeitou o pedido da
campanha de Bolsonaro para abrir uma investigação sobre irregularidades
nas inserções de rádios. Poucos depois, Bolsonaro fez um pronunciamento à
imprensa para dizer que a assessoria jurídica da campanha irá recorrer
da decisão.
Para apresentar um panorama do que já se sabe, a Gazeta do Povo
organizou os aspectos mais importantes do caso nos quatro pontos a
seguir.
O que diz a denúncia? A denúncia diz que há um suposto
desequilíbrio na forma como diversas rádios estão veiculando as
inserções determinadas pela Justiça Eleitoral, com suspeita de
favorecimento para a campanha de Lula. Segundo a coligação do atual
presidente, a sua campanha teve cerca de 154 mil aparições de 30
segundos a menos do que Lula em rádios de todo o Brasil.
A campanha de Bolsonaro diz que há “possível abuso dos meios de
comunicação em rádio” em favor de Lula e pediu a suspensão das
propagandas do petista “até que se atinja o número de inserções
usurpadas”.
O caso mais gritante, segundo a auditoria, ocorreu na região
Nordeste, onde Lula apareceu 12 mil vezes a mais que Bolsonaro nas
inserções de rádio:
Mais infográficos
O estado com maior desequilíbrio foi a Bahia, em que Bolsonaro teve 26% a menos de tempo de inserções que Lula:
Mais infográficos
Na região Norte, a diferença verificada pela auditoria também foi relevante. Bolsonaro teve um tempo 9% menor:
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Qual é o universo de rádios abordadas na denúncia?
O suposto desequilíbrio nas inserções ocorreu em diversas rádios de
todo o Brasil. Segundo assessores da campanha do presidente, até mesmo
algumas rádios com viés pró-Bolsonaro teriam veiculado mais inserções
pró-Lula.
Como a diferença foi especialmente grande nas regiões Norte e
Nordeste, a campanha de Bolsonaro decidiu focar nessas duas regiões para
ilustrar a gravidade das denúncias, centrando-se nos dados compilados
entre os dias 7 de outubro e 21 de outubro.
Depois que o presidente do TSE, Alexandre de Moraes, pediu uma
“juntada de provas e/ou documentos sérios” que comprovassem as
alegações, assessores do presidente passaram a madrugada da segunda para
a terça organizando dados sobre algumas rádios em que a discrepância
foi maior. Uma pasta de Google Drive vazada nesta terça-feira (25)
trazia dados detalhados sobre as diferenças verificadas em oito dessas
rádios. Essa seleção foi feita com propósito ilustrativo, mas a
diferença se verificou em centenas de outras emissoras em todo o país.
No Nordeste, segundo a auditoria, 991 emissoras (88,3% do total)
veicularam mais propagandas para Lula; 94 emissoras publicaram mais
inserções de Bolsonaro (8,3% do total); e somente 37 (3,3%) teriam feito
divulgado as campanhas em número equivalente. No Norte, os números são
bastante semelhantes percentualmente.
Procurada pela Gazeta do Povo, a equipe da campanha de Bolsonaro não
esclareceu por que não fez um resumo sobre as outras regiões e estados e
por que só revelou detalhes compilados das regiões Norte e Nordeste.
Bolsonaro cogita manipulação de resultado e diz que exoneração de assessor não encerra a situação Inad pede adiamento das eleições até que TSE apure denúncia sobre inserções de rádio Deputados querem CPI sobre inserções da propaganda eleitoral e já colhem assinaturas
O que se sabe sobre as empresas de auditoria contratadas? A
empresa Audiency Brasil Tecnologia Ltda, com sede em Florianópolis
(SC), foi a responsável por elaborar os relatórios de veiculação das
campanhas em rádio que foram entregues ao TSE. Trata-se de uma
plataforma de streaming de dados de emissoras de rádio da América
Latina, que distribui métricas e detalhes para alavancar anúncios de
clientes em rádio.
Uma campanha publicitária da empresa aponta a possibilidade de
candidatos acompanharem os spots de campanha eleitoral em tempo real por
meio de ferramentas para garantir que as campanhas estejam sendo
veiculadas corretamente. O nome da Audiency não aparece na prestação de
contas do candidato Bolsonaro e nem no Portal da Transparência.
A outra empresa responsável pela auditoria de mídia e informada pelo
assessor do presidente Bolsonaro, Fábio Wanjgarten, é a SoundView. Com
sede em Minas Gerais, a empresa oferece um painel de controle dos dados
de veiculação de emissoras de rádio pelo mundo.
“É possível verificar se o plano de mídia está sendo cumprido. É
possível verificar datas, horários, rádios, cidades e diversas outras
informações estratégicas de veiculação além de escutar todas as
gravações da auditoria”, informa a empresa pelo site.
A SoundView, apesar de não estar mencionada no relatório das
auditorias, aparece na prestação de contas do candidato e presidente
Jair Bolsonaro, disponível no portal do TSE. A empresa recebeu da
campanha de Bolsonaro o valor de R$ 501 mil no dia 26 de agosto, dez
dias após o início oficial da corrida eleitoral. Os candidatos Romeu
Zema (Novo), Alexandre Kalil (PSD) e Alexandre Silveira (PSD) também
contrataram serviços da plataforma durante o pleito.
O que diz o TSE hoje? Inicialmente, o presidente do
TSE, Alexandre de Moraes, emitiu uma decisão crítica à denúncia,
dizendo que “os fatos narrados na petição inicial não foram acompanhados
de qualquer prova e/ou documento sério” e chamando o relatório da
auditoria de “apócrifo”.
Após a apresentação de provas das alegações, Moraes rejeitou a ação
proposta pela campanha de Bolsonaro, nesta quarta, afirmando que os
fatos narrados ao TSE foram “extremamente genéricos e sem qualquer
comprovação”. O presidente do TSE também solicitou que seja investigado
eventual “crime eleitoral com a finalidade de tumultuar o segundo turno”
das eleições por parte da campanha à reeleição do mandatário.
Moraes ordenou também que a Corregedoria-Geral Eleitoral seja
intimada para apurar “eventual desvio de finalidade na utilização de
recursos do Fundo Partidário dos autores”.
Em um comunicado à imprensa mais cedo, o TSE se eximiu de eventuais
responsabilidades sobre o caso, afirmando que “compete às emissoras de
rádio e de televisão cumprirem o que determina a legislação eleitoral” e
que “não é função do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) distribuir o
material a ser veiculado no horário gratuito”.
A corte eleitoral afirmou ainda que a “fiscalização é
responsabilidade dos partidos e das coligações” e que, “em caso de a
propaganda não ser transmitida pelas emissoras, a Justiça Eleitoral, a
requerimento dos partidos políticos, das coligações, das federações, das
candidatas, dos candidatos ou do Ministério Público, poderá determinar a
intimação pessoal da pessoa representante da emissora para que
obedeçam, imediatamente, às disposições legais vigentes e transmitam a
propaganda eleitoral gratuita”.
O jurista Adriano Soares da Costa, especialista em Direito Eleitoral,
contesta essa informação, e diz que a fiscalização também é obrigação
do TSE, ainda que caiba a partidos e coligações simultaneamente. “O TSE é
o fiscal da lei e tem poder de polícia. Se não fosse, por que motivo
ter um responsável pelo pool de rádios e televisão? Os partidos devem,
sim, fiscalizar também em defesa dos seus interesses. Mas a Justiça
Eleitoral tem também essa responsabilidade, porque o sorteio dos
horários e o mapa de mídia são feitos com a atuação da Justiça
Eleitoral. Quem tem o poder de polícia para atuar de ofício é a Justiça
Eleitoral. Não pode ela se desonerar desse poder-dever seu, promovendo a
igualdade do pleito. Se não faz esse controle, como promover o
cumprimento das determinações que expede e como fazer que as suas
decisões sejam respeitadas?”, questiona ele.
O monstro alado Gerião (em ilustração de Gustave Doré) é a
personificação da fraude e da mentira na Divina Comédia, de Dante
Alighieri.| Foto: Reprodução/Domínio público
“Entretanto,
voltou-se bruscamente e nossos olhares se cruzaram. Li no seu a
surpresa, depois a atenção, finalmente a mentira. Não esta ou aquela
mentira, mas a vontade da mentira. Era como uma água turva, uma lama.”
(Georges Bernanos, Diário de um pároco de aldeia)
Próximo ao período eleitoral de 2014, um curto, mas fundamental
livro, de nome assaz sugestivo, foi publicado no Brasil: Da mentira, do
filósofo romeno Gabriel Liiceanu. Empolgado com o lançamento – considero
Liiceanu o maior filósofo vivo, herdeiro do platônico Constantin Noica e
da tradição socrática –, ato contínuo escrevi uma pequena resenha em
meu antigo blog, inclusive remetendo-me àquele momento eleitoral. Eis
que, dias atrás, diante das atuais circunstâncias, o ensaio de Liiceanu
voltou-me à mente.
No artigo da última semana falava eu da normalização do grotesco, de
como situações absurdas passaram a ser normais não por uma adequação dos
tempos a situações antes consideradas abomináveis, mas porque nós
mesmos perdemos a capacidade de separar o anormal do normal, uma vez que
somos um país cuja imaginação moral, nas últimas décadas, foi inundada
de produções culturais de caráter altamente duvidoso, bem como a uma
realidade política repleta de corrupção e escândalos morais, o que nos
levou, invariavelmente, “a um desprezo total pela institucionalidade,
pelo decoro, pela moral privada e pública, pelo ornamento legal, pelas
virtudes; enfim, um desprezo pela ordem. Não há mais julgamentos
realizados de acordo com a realidade”.
Militantes não são regidos pela verdade e pela coerência, mas pela
ideologia de seu grupo político. A verdade é serva da conveniência e a
mentira é um meio para atingir um fim
Referi-me, como exemplo do absoluto surrealismo de nossa situação, a
dois casos recentíssimos, protagonizados pelo candidato à reeleição e
pela ex-ministra de Direitos Humanos e senadora eleita Damares Alves,
que usaram de notórias e inescusáveis mentiras para impulsionar a
campanha eleitoral. E curioso foi ler, nos comentários, coisas como:
“por que você queria ver os vídeos citados pela Damares para acreditar
que aquelas atrocidades acontecem? Você realmente acha que o ser humano
não é capaz disso? Por que está mais indignado com ela do que com quem
comete tais atos?” Ou: “O Autor se mostra contrário a conjecturas, mas,
no entanto, parte de premissas, embora possíveis, para novas
conjecturas”.
Ou seja, diante de mentiras, os apoiadores do que está em curso
relativizam, abrem mão do decoro, chamam engano de conjectura, e ordenam
que eu também teça críticas à esquerda, como se eu já não fizesse isso
na maioria de meus artigos; como se eu fosse obrigado a ser menos
criterioso com quem diz mentiras fazendo uso do cristianismo e da Bíblia
só porque um – vá lá – descondenado periga voltar à Presidência, como
se isso fosse problema meu e não de seu candidato, que não só
possibilitou como comemorou tal situação.
O fato é que militantes não são regidos pela verdade e pela
coerência, mas pela ideologia de seu grupo político. A verdade é serva
da conveniência e a mentira é um meio para atingir um fim. Os filtros
morais são volatilizados e a primeira realidade é substituída pela
segunda. É Eric Voegelin que nos explica:
“O homem continua homem em toda a realidade, mesmo quando perde a
razão e o espírito como aquelas partes da realidade que o ajudam a
ordenar-lhe a existência; ele não cessa de ser homem […]. Tal imagem do
homem da realidade, portanto, embora falha, não perdeu a forma de
realidade; ou seja, ele ainda é um homem, com todo o direito de fazer
declarações de ordem, mesmo quando a força ordenadora de orientação para
o ser divino se perdeu – mesmo assim – a menos que ele coloque uma
pseudo-ordem no lugar da ordem real. Então, a realidade e a experiência
da realidade são substituídas por uma falsa imagem da realidade. O
homem, assim, não vive mais na realidade, mas em uma falsa imagem da
realidade, que diz, no entanto, ser a realidade genuína. Há, então, se
essa condição pneumopática ocorreu, duas realidades: a primeira
realidade, onde o homem normalmente ordenado vive, e a segunda
realidade, em que o homem pneumaticamente doente agora vive e que,
portanto, entra em constante conflito com a primeira realidade.”
O país de Tiririca Civilização ou barbárie: a luta (incorreta) contra o politicamente correto E
é exatamente nessa falsa imagem da realidade, uma imagem mentirosa, que
as ideologias trabalham e prosperam. A mentira, nesse caso, é utilizada
como instrumento político, é normalizada e aceita como regra. Não
importa mais o que seu candidato ou grupo ideológico dizem ou façam
efetivamente; se isso foi feito para atingir o objetivo desejado pelo
grupo, tudo é permitido. É nesse ponto que o livro de Gabriel Liiceanu
pode nos ajudar.
Liiceanu fala exatamente da mentira como instrumento político.
Primeiro, como um recurso utilizado para se atingir o “bem comum” –
chamado por ele de “moral de segunda instância”; depois, como
instrumento do mal puro. Para esse último caso, utiliza como exemplo o
comunismo na Romênia. Diz Liiceanu no prólogo: “A mentira não pode ser
de fato entendida senão como momento negativo da liberdade […]. O fato
de a língua, empregada do utilizador humano, poder dizer não apenas o
que é, mas também o que ʻnão éʼ – ou seja, o fato de que uma palavra
pode dizer não apenas a verdade, mas também mentir – explica por que a
história do homem é, em sua essência, uma corrente de desastres”.
A mentira é utilizada como instrumento político, é normalizada e
aceita como regra. Não importa mais o que seu candidato ou grupo
ideológico dizem ou façam efetivamente; se isso foi feito para atingir o
objetivo desejado pelo grupo, tudo é permitido
Após analisar três obras nas quais a mentira é tratada como forma de
atingir o “bem comum” – a tragédia Filoctetes, de Sófocles; o diálogo
Hípias Menor, de Platão; e, por fim, o moderno O Príncipe, de Nicolau
Maquiavel –, Liiceanu faz uma crítica duríssima à situação da Romênia
sob a égide do comunismo, não obstante suas críticas serem plenamente
válidas a toda deformação ideológica, nas quais “a mentira já não é
imprevisível na sua forma, mas fundamental e repetitiva, mentira dita às
claras e sistematizada como ideologia. É a mentira constante, monótona e
bem articulada”.
O filósofo não poupa as palavras, pois ele mesmo foi vítima de
espionagem sistemática do regime totalitário de seu país. Grampeado de 4
de novembro de 1971 a 23 de dezembro de 1989, o que gerou gravações em
fita e alguns milhares de páginas escritas a respeito de sua vida
cotidiana – que ele descobriu após a abertura dos arquivos da Securitate
(a polícia secreta do governo assassino de Ceauşescu), em 1999 –,
Liiceanu sabe como ninguém o que é viver sob um regime onde a mentira é
uma das armas principais, utilizada como instrumento do mal, a serviço
do crime, do engano, da morte.
Militantes, tanto aqueles ocasionais quanto os mais fanáticos, passam
a não só aceitar as mentiras, mas também a propagá-las como verdade
É curioso, pois nesse, digamos, contágio da mentira – para usar a
expressão que dá título a um livro de meu amigo Martim Vasques da Cunha
–, os militantes, tanto aqueles ocasionais quanto os mais fanáticos,
passam a não só aceitar as mentiras, mas também a propagá-las como
verdade. Todos sabemos, por exemplo, que Luiz Inácio Lula da Silva não
foi inocentado, mas não só ele como toda a sua militância repete que
sim. Todos sabemos que Jair Bolsonaro sabotou sistematicamente a
vacinação no Brasil, mas agora mente e diz que não havia vacina
disponível em 2020. E seus apoiadores mentem junto. Liiceanu explica o
porquê:
“[…] aquele a quem se mente não é de fato enganado, porque, fingindo
crer, a seu turno, ele mesmo mente. Uma vez que aquele a quem se mentiu
mente, a mentira no comunismo [na verdade, em qualquer ideologia] é uma
pseudomentira, é uma mentira falsa, não é uma “verdadeira mentira”. Às
mentiras se tira sua força de engano porque já não enganam ninguém.”
Ou seja, mentir é a regra. Todas as campanhas mentem deslavadamente e
são defendidas por seus militantes, não só porque precisam atingir seus
objetivos eleitorais, mas porque se todo mundo mente, ninguém mente; a
mentira é a regra.
Carlos Nadalin, o secretário de alfabetização do MEC e um dos
autores da Política Nacional de Alfabetização.| Foto: Agência Brasil
Prezados
leitores, vou interromper minha série de quatro artigos sobre os
elementos essenciais de uma política educacional eficaz (currículo,
livros didáticos, avaliação e formação docente) para falar de dois temas
importantes e a eles relacionados: censura e a Política Nacional de
Alfabetização.
De censura, não entendo muito, só acompanho seu recrudescimento nos
últimos anos em razão da perda do monopólio das empresas de comunicação
longevamente estabelecidas, que nos guiaram pelo cabresto até
recentemente. Os geniais colunistas desta Gazeta – que ainda pode ser
considerada do Povo – dominam muito, mas muito mais do que eu o
conhecimento sobre mecanismos de garantia de regimes democráticos (ou
dos que promovem seu esfarelamento sistemático), geopolítica, história
da política e dos políticos e assuntos correlatos. Eu apenas entendo de
política educacional.
Mas, infelizmente, vivemos para ver uma política educacional
elementar ser censurada pelo próprio aparato estatal e midiático criado
pelas sociedades que aspiram viver em democracias. A vigilância
permanente do estado pela sociedade é uma condição para que aquele
cumpra sua função de servir a esta, em oposição a servir-se dela. A
imprensa informa fatos à sociedade e dá voz a opinantes – que se espera
sejam qualificados – a respeito dos mais variados assuntos. O
Legislativo vigia os demais Poderes da República e por eles é vigiado.
Entretanto, todos aqui sabemos que essa lógica já foi há muito rompida e
nem uma política para alfabetizar crianças pequenas escapou da sanha
antidemocrática que acometeu parte da sociedade brasileira e
entranhou-se em suas instituições de estado e de representação política.
Julguem vocês próprios. Vamos aos fatos.
A Política Nacional de Alfabetização (PNA) foi criada pelo Decreto
9.765 de 11 de abril de 2019. Entre outras orientações, essa normativa
estabelece dois pontos essenciais sobre como deve ser feito o processo
de alfabetização nas escolas (e quando não ocorre nelas, nas casas,
igrejas, aulas particulares, fonoaudiólogas e similares) do País: 1)
apresenta uma lista das etapas cruciais do processo e 2) estabelece que
ele deve ser concluído durante o 1º ano do ensino fundamental, ou seja,
por volta dos seis anos.
Entretanto, todos aqui sabemos que essa lógica já foi há muito
rompida e nem uma política para alfabetizar crianças pequenas escapou da
sanha antidemocrática que acometeu parte da sociedade brasileira e
entranhou-se em suas instituições de estado e de representação política.
Detalhando. As etapas do processo de alfabetização, exaustivamente
identificadas por meios de observação e testagem científica desde o fim
dos anos 1990 e corroboradas, desde então, pela Ciência Cognitiva, são:
a) consciência fonêmica; b) instrução fônica sistemática; c) fluência em
leitura oral; d) desenvolvimento de vocabulário; e) compreensão de
textos; e f) produção de escrita. Alguns alunos passam muito rapidamente
por algumas delas, outros não. Mas quem os ensina deve estar atento
para que cada estágio seja muito bem consolidado antes de passar para o
seguinte, ou manter um olho no gato e outro no peixe. Além disso,
vencida a fase da fluência leitora, ou seja, quando o aluno lê SOZINHO e
DEMONSTRA que entendeu o que leu, o ciclo compreendido pelos itens d),
e) e f) acima torna-se permanente, pois estamos sempre aprendendo novas
palavras e seus usos, lendo textos cada vez mais complexos e escrevendo
idem. Ou deveríamos.
A outra parte da política que precisa ser aceita, pois refutá-la abre
as portas para o descalabro do analfabetismo gerado dentro da escola, é
que a fluência leitora – a leitura em voz alta, com compreensão, de um
texto (inicialmente) curto e simples, próprio para a idade e com cerca
de 60 palavras – deve ser atingida até os seis anos. Nossa sociedade vai
ter que acatar isso como inegociável. A democracia depende disso. Para
que possamos almejar um futuro mais justo, próspero e livre há limites a
serem estabelecidos ou, neste caso – como em inúmeros outros -,
retomados. Ler aos seis anos é não apenas natural para crianças dos
setores mais afluentes de nossa sociedade, mas é o limite pedagógico
para a maior parte dos governos em países desenvolvidos, a partir do
qual soam todos os alarmes para atrair variadas opções de socorro
educacional e até médico.
Mais um item de uma política de alfabetização que precisa ser
entendido de uma vez por todas pelos brasileiros, quase os últimos da
fila a tomar conhecimento desse fato básico, é que, para pessoas –
crianças ou adultos – com os processos visuais, auditivos e cerebrais em
ordem, atingir a fluência leitora descrita acima não pode demorar mais
que seis meses. Se hoje, no Brasil, a frequência à escola é obrigatória e
paga pelo estado desde os quatro anos de idade, é inaceitável que uma
criança saia do primeiro ano sem saber ler (além de escrever e fazer as
quatro operações até a casa das dezenas). Aliás, as etapas a), b) de d)
acima são típicas da pré-escola, onde os alunos brincam para aprender e
aprendem brincando. Mas aprendem, ou então deveríamos rever o propósito
de se empregar tantos recursos em escolas públicas (e até privadas)
entre a creche e o primeiro ano. Se for apenas para dar banho, alimentar
e soltar no quintal, provavelmente deveriam custar bem menos do que
custam hoje.
Agora vamos a outros fatos, de como essa política está sendo
censurada pela imprensa e boicotada pelo Legislativo. Vou apenas dar um
exemplo de cada, pois o espaço é exíguo e a paciência de vocês também
tem seus limites.
Se hoje, no Brasil, a frequência à escola é obrigatória e paga pelo
estado desde os quatro anos de idade, é inaceitável que uma criança saia
do primeiro ano sem saber ler
A imprensa, principalmente alguns veículos que escolheram o
Presidente Bolsonaro como seu arqui-inimigo, criticaram a PNA desde o
nascedouro. É justo o fazerem, porque não é seu papel ser assessoria de
imprensa de ninguém, apesar de escolherem sê-lo, de acordo com a
conveniência. Só que quando a crítica é mal embasada, passa a ser
desinformativa. Vejam um exemplo concreto: a única fórmula de narrativa
que alguns proeminentes jornalistas que cobrem educação regularmente
conseguiram conceber para criticar a política foi a de que era uma
política de “método fônico”. Resumidamente, não se trata de um “método”
que é fônico, mas de chamar a atenção aos componentes fônicos da
alfabetização. São eles que ligam o que a pessoa ouve com o registro de
significado que seu cérebro faz e guarda na memória, para poder ler e
compreender o que vem escrito em letras e unidades fonéticas. Sem esse
componente, não se aprende a ler. Ao dizer aos seus leitores e
expectadores que “fônico é ruim” informa-se mal a professores e pais, os
mais diretamente envolvidos com o processo. Não é apenas mau
jornalismo, é prejudicial às crianças!
Obviamente, a PNA não se faz apenas com o decreto, a lista completa
de programas e ações pode ser encontrada aqui e sua implementação já vem
apresentando resultados, tendo, em uma avaliação recente, identificado
alunos de 1º ano que alcançaram proficiência em leitura de 3º. Uma
política de estado competente pode incomodar o mercado de livros
didáticos de baixa qualidade ou de escolas low-cost, por exemplo.
Imaginem o pessoal do marketing de grandes grupos empresariais de
educação vendo o governo entregar de graça um produto muito melhor do
que os que os seus clientes são obrigados a comprar. As escolas low-cost
por exemplo (solução de que eu gosto muito, desde que sejam de
qualidade), passariam a ter como única vantagem competitiva a ausência
de greves. O que não é pouco, mas os pais sabem fazer contas.
Segundo exemplo.
Deputados de oposição (todos do mesmo partido – ganha um doce quem
adivinhar qual) e representantes de secretários de educação entraram com
uma representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para
derrubar o edital de concorrência para a produção de livros didáticos
para a pré-escola, porque estava previsto que o material a ser produzido
tivesse como linha condutora atividades de preparação dos alunos para
ler, escrever e fazer as quatro operações matemáticas no primeiro ano –
ou seja – davam aos alunos de pré-escola, a oportunidade de galgar as
etapas elementares de literacia e numeracia, facilitando a finalização
do processo no primeiro ano, como fazem seu pares em países
desenvolvidos. Perderam, mas gastaram tempo e energia das equipes do
Ministério da Educação e recursos preciosos de nossa República depenada.
O Acórdão 212/2021-TCU-Plenário, Processo TC 025.932/2020-9 pode ser
encontrado no site do TCU, para quem quiser ver como é importante
escolher bem seus deputados – a lista de quem iniciou a representação
está lá.
Cabe aqui uma explicação. Sabem o tipo de atividade que esses livros,
jamais antes oferecidos a essa etapa para escolas públicas por meio do
Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), continham? Conhecer as
letras do alfabeto, desenhar letras e números usando o seu desenho
tracejado no papel, ler letras, sílabas e palavras simples, e muita
orientação pedagógica para seus docentes. O mesmo (e até melhor – daí
seu perigo) que as escolas privadas fazem, ou que se encontra em
qualquer livraria ou banca de jornal com os personagens da Disney ou da
Galinha Pintadinha. Um crime imperdoável do qual só mesmo o TCU
protegeria as crianças: alfabetizar na idade e da forma certas.
Agora pensem: apesar de ser absolutamente normal que, em uma
democracia, diferentes grupos da sociedade disputem espaços de poder, os
exemplos citados aqui evidenciam uma superrepresentação de grandes
interesses econômicos e ideológicos – população não educada faz parte da
“revolução” de esquerda – e uma subrepresentação de alunos e suas
famílias e do interesse difuso da sociedade em educar as futuras
gerações. É o rebalanceamento dessa representação que está em jogo no
atual processo eleitoral.
Presidente russo usa petróleo e gás contra países que apoiam Ucrânia na guerra e deve intensificar pressão no inverno
Conforme o Exército russo continua a fracassar na Ucrânia, o mundo se preocupa com a possibilidade de Vladimir Putin usar
uma arma nuclear tática. Talvez — mas por agora acho que Putin está
acionando uma outra arma, uma bomba de petróleo e gás natural que ele
esta montando bem diante de nossos olhos e com nossa ajuda inadvertida —
e ele poderia facilmente detoná-la neste inverno.
Se Putin o fizer, isso poderia mandar para a estratosfera os preços
do óleo de aquecimento das residências e da gasolina. A consequência
política, Putin certamente espera, dividirá a aliança ocidental e fará
com que muitos países — incluindo os Estados Unidos, onde tanto os
republicanos trumpistas quanto os progressistas expressam preocupações a
respeito do custo cada vez mais elevado do conflito na Ucrânia — busquem um acordo sujo com o homem no Kremlin; prontamente.
Em suma: Putin combate neste momento uma guerra terrestre para romper
as linhas ucranianas e uma guerra energética em dois fronts, para
quebrar a determinação da Ucrânia e de seus aliados. Ele está tentando
aniquilar o sistema de eletricidade ucraniano para impingir um inverno
longo e gelado, ao mesmo tempo que se coloca em posição (de maneiras que
explicarei adiante) de aumentar os custos de todos os aliados da
Ucrânia. E porque nós — os Estados Unidos e o Ocidente —
não temos uma estratégia energética em prática para atenuar o impacto
da bomba energética de Putin, a perspectiva é assustadora.
Imagem
de Vladimir Putin é projetada em tela da Rosneft, empresa estatal de
petróleo da Rússia, durante o Fórum Internacional Econômico de São
Petersburgo, em 25 de maio de 2018 Foto: Sergei Karpukhin / Reuters
Quando se trata de energia, nós queremos cinco coisas que são incompatíveis — e Putin sabe disso.
Nós queremos descarbonizar nossa economia o mais rapidamente possível
para mitigar os perigos muito reais das mudanças climática.
Nós queremos os preços mais baixos possíveis de gasolina e óleo de
aquecimento, para podermos dirigir nossos carros o quanto quisermos, na
velocidade que quisermos, e jamais termos de vestir agasalhos em
ambientes fechados ou fazer qualquer coisa para poupar energia.
Nós queremos ser capazes de tratar empresas americanas de petróleo e
gás natural como párias e dinossauros, que deveriam garantir nosso lado
na atual crise de petróleo e ir se danar depois; e permitir que as
fontes solar e eólica tomem conta.
Ah, e não queremos nenhum oleoduto ou gasoduto novo, nem linhas de
transmissão de energia eólica ou solar estragando nossos jardins.
Eu entendo por que as pessoas querem essas cinco coisas — e agora. Eu
quero todas essas cinco coisas! Mas elas envolvem contrapartidas que
poucos de nós querem reconhecer ou debater. Em uma guerra energética,
como a que estamos envolvidos neste momento, precisamos ser claros em
relação a metas e prioridades. Enquanto país — e enquanto aliança
ocidental — nós não possuímos nenhuma escada de prioridades sobre
energia, apenas aspirações em competição e pensamentos mágicos de que
poderíamos ter isso tudo.
Se persistirmos com isso, viveremos em um mundo de sofrimento se
Putin detonar a bomba energética que ele pensa estar montando para
explodir no Natal. Veja o que penso ser sua estratégia: Ela começa
fazendo os EUA utilizar sua Reserva Estratégica de Petróleo, que é um
imenso estoque de petróleo em cavernas gigantescas, que podemos utilizar
em alguma emergência para compensar qualquer corte na produção
doméstica ou nas nossas importações. Na última quarta-feira, o presidente Joe Biden anunciou a utilização de mais 15 milhões de barris da reserva em dezembro,
completando um plano que ele havia delineado anteriormente de utilizar
um total de 180 milhões de barris, em um esforço para manter os preços
da gasolina ao consumidor o mais baixo possível — previamente às
eleições de meio de mandato. (Ele não mencionou esta última parte, nem
precisou).
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De acordo com uma reportagem do Washington Post, a reserva
continha “405,1 milhões de barris até 14 de outubro. Isso corresponde a
cerca de 57% de sua capacidade máxima autorizada de armazenamento, de
714 milhões de barris”.
Presidente
dos EUA, Joe Biden, desembarca no aeroporto internacional de Ben
Gurion, próximo de Jerusalém, em 13 de julho de 2022. Americano foi ao
Oriente Médio para tentar acordo sobre o petróleo e controlar
preços Foto: Doug Mills/NYT
Em simpatizo com o presidente. As pessoas realmente sofrem com o
galão de gasolina a US$ 5 ou US$ 6. Mas usar a reserva — que foi
projetada para nos proteger em face a algum corte súbito na produção
doméstica ou global — para produzir um desconto de US$ 0,10 ou US$ 0,25
no galão de gasolina antes das eleições é um jogo arriscado, mesmo se o
presidente tiver um plano para reabastecer a reserva nos próximos meses.
Putin quer que os EUA esgotem ao máximo sua protetora Reserva
Estratégica de Petróleo agora — da mesma maneira que os alemães
desistiram da energia nuclear, para depois se viciar no barato gás
natural da Rússia. E quando o fornecimento de gás russo foi cortado por
causa da guerra na Ucrânia, lares e fábricas da Alemanhativeram de diminuir o consumo desesperadamente e apelar para alternativas mais custosas.
Conforme notou um relatório recente do Centro para Estudos
Estratégicos e Internacionais, de Washington: “Crucialmente, as sanções
também proíbem as empresas da UE de fornecer seguros sobre o frete,
intermediar serviços ou financiar exportações de petróleo russo para
outros países”.
O Departamento do Tesouro dos EUA e a União Europeia acreditam que,
sem esses seguros, o número de compradores do petróleo russo diminuirá
dramaticamente — e então dizem aos russos que são capazes de segurar
seus navios petroleiros com as poucas seguradoras ocidentais que dominam
o setor apenas se a Rússia baixar o preço do petróleo que exporta para
um nível estabelecido pelos europeus e americanos.
A Arábia Saudita, parceira da Rússia na Opep+, certamente não
está interessada em ver estabelecido um precedente de teto de preços
Minhas fontes na indústria petroleira afirmam duvidar seriamente que
esse teto de preços imposto pelos ocidentais vá funcionar. A Arábia
Saudita, parceira da Rússia na Opep+,
certamente não está interessada em ver estabelecido um precedente de
teto de preços desse tipo. Além disso, o comércio internacional de
petróleo é repleto de personagens obscuros — o nome Marc Rich lhe remete
a algo? — que prosperam sobre as distorções do mercado. Navios
petroleiros carregam transponders que rastreiam suas localizações. Mas
embarcações envolvidas em atividades obscuras desligam seus transponders
e reaparecem dias depois depois de fazer alguma transferência entre
navios ou antes de transferir sua carga para tanques de armazenamento em
algum ponto da Ásia para
reexportação, de fato lavando o petróleo russo que transportam. Apenas
um navio petroleiro é capaz de carregar o equivalente a US$ 250 milhões
em petróleo, então as motivações desse esquema não enormes.
Agora acrescente mais um jogador esquivo à mistura: a China. Os chineses possuem todo tipo de contrato com preço fixo a longo prazo para importar gás natural liquefeito do Oriente Médio a um valor aproximado de US$ 100 o barril equivalente de petróleo. Mas por causa da tresloucada estratégia do presidente Xi Jinping para
conter a covid — nos meses recentes cerca de 300 milhões de cidadãos
viveram sob lockdowns totais ou parciais — a economia chinesa diminuiu
consideravelmente de ritmo, assim como seu consumo de gás. Como
resultado, dizem-me fontes da indústria petroleira, a China está pegando
parte do GNL que compra pelos contratos a preço fixo para uso doméstico
e revendendo para a Europa e outros países sedentos de gás a US$ 300 o
barril equivalente de petróleo.
Agora que Xi assegurou seu terceiro mandato como secretário-geral do
Partido Comunista, muitos esperam que ele alivie seus lockdowns. Se a
China voltar a consumir o gás que consumia normalmente e parar de
reexportar excedentes, o mercado global de gás ficará ainda mais
assustadoramente aquecido.
Tanques
de petróleo e gás em porto de Zhuhai, na China, em imagem de 22 de
outubro de 2018. País diminuiu consumo de energia e passou a revendê-lo à
Europa Foto: Aly Song/Reuters
Então some tudo isso e depois suponha: Chega dezembro, e Putin
anuncia que está cessando todas as exportações russas de petróleo e gás
para os países que apoiam a Ucrânia por 30 ou 60 dias, em vez de se
submeter ao teto de preços da União Europeia sobre o petróleo russo. Ele
poderia arcar com isso por algum tempo, ainda que curto. Essa seria a
bomba de Putin no Natal do Ocidente. Nesse mercado de oferta restrita, o
preço do barril do petróleo poderia subir para US$ 200, com elevação
proporcional no preço do gás natural. Estamos falando do galão da
gasolina a US$ 10 ou US$ 12 para o consumidor americano.
A beleza para Putin de uma bomba de energia é que, ao contrário de
uma bomba atômica, cuja explosão uniria o mundo inteiro contra ele,
fazer explodir os preços do petróleo afastaria o Ocidente da Ucrânia.
Obviamente, estou apenas tentando adivinhar o que Putin está
tramando, e, se o mundo entrar em recessão, a crise poderia fazer baixar
os preços da energia. Mas seria prudente termos uma contraestratégia
pronta, especialmente porque, ainda que alguns países na Europa tenham
conseguido estocar algum gás para este inverno, reconstruir esses
estoques para 2023 sem gás russo e com a China voltando ao normal
poderia ser muito caro.
Se Biden quer que os EUA sejam o arsenal da democracia, para nos
proteger e aos nossos aliados democráticos — e não nos fazer implorar
para Arábia Saudita, Rússia, Venezuela ou Irã produzir mais petróleo e
gás — precisamos de um robusto arsenal energético tanto quanto do
arsenal militar. Porque estamos em uma guerra energética! Biden precisa
fazer um grande discurso, deixando claro que no futuro próximo
precisaremos de todas as fontes de energia que temos. Investidores
americanos da indústria de petróleo e gás têm de saber que, contanto que
eles produzam da maneira mais limpa possível, invistam em sequestro de
carbono e garantam que qualquer novo oleoduto ou gasoduto que construam
seja compatível com transporte de hidrogênio, que provavelmente será o
melhor combustível limpo para a próxima década, eles são bem-vindos no
futuro energético dos EUA, juntamente com os produtores de energia limpa
— solar, eólica, hidroelétrica e de outras fontes — que Biden
heroicamente impulsionou com sua legislação ambiental.
Eu sei, não é o ideal. Não é neste ponto que esperei que fôssemos
estar em 2022. Mas aqui estamos, tudo mais não passa de pensamento
mágico — e a pessoa que menos se engana com isso é Vladimir Putin. / TRADUÇÃO DE GUILHERME RUSSO
Projeção para o fim do século é feita em novo relatório; manutenção
de políticas climáticas atuais aponta para 2100 com até 2,8ºC de
elevação, mas Acordo de Paris limitou alta a 1,5ºC
O mundo está longe de atingir as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris,
pacto firmado entre 195 países contra as mudanças climáticas, e
restringir o aquecimento global em 1,5º C em relação aos níveis
pré-industriais até ao final do século. Mas, se mantidas as políticas
climáticas hoje em curso, a temperatura deve subir 2.8ºC (também em
comparação com o período anterior à Revolução Industrial).
O alerta aparece no Relatório de Lacuna de Emissões de 2022, do Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente (Pnuma),
publicado nesta quinta-feira, 27. O documento afirma que apenas uma
ampla mudança nesse caminho poderia evitar o desastre climático
decorrente de um mundo mais quente.
O relatório do Pnuma exemplifica e detalha o tamanho do problema além
de sugerir possíveis saídas para evitar o pior. Um dos pontos críticos é
a defasagem entre o que os países se comprometeram a fazer e o que, de
fato, vem implementando. Desde a Cúpula do Clima (COP-26),
em Glasgow, em 2021, os compromissos voluntários assumidos pelas nações
para cortar emissões foram responsáveis por remover apenas 0.5
gigatoneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) da atmosfera.
Isso é menos de 1% das emissões que devem ser lançadas na atmosfera
em 2030, data limite em que países como o Brasil e os Estados Unidos
devem cortar 50% de suas emissões. A União Europeia tem meta de diminuir
em 55%.
Desmatamento
na Floresta Amazônica é o principal responsável pelas emissões de gases
de efeito estufa do Brasil Foto: Daniel Beltrá / Greenpeace
Conforme o Pnuma, a maior parte dos países do G-20 começou
recentemente a implementar seus planos de reduções. Coletivamente, é
esperado que a meta não seja atingida sem que haja uma mudança muita
expressiva de rumo. Ou seja, em oitos anos é preciso fazer o que não foi
feito até agora desde o Acordo de Paris, de 2015, e após a COP-26.
O Brasil é considerado um ator importante na batalha para evitar a
catástrofe climática, diante do peso do desmatamento da Amazônia na alta
de emissões. Especialistas apontam que manter a floresta em pé é uma
das medidas mais viáveis para conter rapidamente as mudanças climáticas
sem a necessidade de investimentos gigantescos ou perdas de Produto
Interno Bruto (PIB). Isso porque as atividades que levam à destruição da
floresta, como o garimpo ilegal ou a a venda irregular de madeira, são
pouco relevantes para a balança comercial brasileira.
Nos últimos anos, porém, o bioma tem visto uma escalada das taxas de
devastação e dos incêndios, o que fez o governo Jair Bolsonaro ser alvo
de cobrança interna e no exterior. Representantes do mercado estrangeiro
também ameaçam impor sanções aos produtos do agronegócio brasileiro ou
exigir certificados de origem limpa como forma de pressionar pela queda
no desmate.
Caminho a ser escolhido
Para atingir as metas e entrar no caminho, o relatório aponta medidas
a serem adotadas na cadeia de geração de energia, indústria do
transporte, construção, alimentação e no sistema financeiro
internacional. O setor energético é onde estão algumas das maiores
oportunidades, com a perspectiva gradual de redução dos custos de
investimentos em fontes renováveis e sustentáveis, como energia solar e
eólica.
Entre todos os setores, as principais ações para avançar na
transformação incluem medidas como evitar ficar preso ao desenvolvimento
de novas infraestruturas baseadas em combustíveis fósseis, avançar
ainda mais nas tecnologias de carbono zero, estruturas de mercado e
planejamento para uma transição justa, aplicar tecnologias de emissão
zero de gases de efeito estufa e estimular mudanças comportamentais para
sustentar essa transição.
As transformações que podem ser implementadas no setor de produção de
alimentos, responsável por cerca de um terço do total de emissões
globais, por exemplo, podem fazer com que ele chegue a 2050 com emissões
em nível 33% menor do que as atuais. Não fazer nada, no entanto,
resultará em quase o dobro de geração de gases do efeito estufa em
relação aos níveis atuais.
Espera-se que uma transformação global para uma economia de baixo
carbono exija investimentos de pelo menos US$4 trilhões a US$6 trilhões
por ano. Esta é uma parcela relativamente pequena (1,5% a 2%) do total
de ativos financeiros administrados, diz o relatório, mas ainda assim
mobilizar esses recursos exigirá mudanças fundamentais no mercado
financeiro global.
Há alguns avanços em curso. Em relatório publicado nesta semana, a
Agência Internacional de Energia afirmou que os investimentos em energia
limpa atingiram US$ 1,3 trilhão – superando o montante reservado para
combustíveis fósseis, que receberam cerca de US$ 1 trilhão.
“Mesmo com as políticas atuais, até 2030, investimentos em energia
limpa vão atingir US$ 2 trilhões”, afirmou o diretor executivo da
agência, Fatih Birol. Segundo ele, “isso é dinheiro de verdade posto na
mesa”.
Entre as mudanças necessárias, há outras medidas, como tornar os
mercados financeiros mais eficientes e transparentes, introduzir a
precificação do carbono, bem como a taxação de produtos. Além disso, os
cientistas incentivam mobilizar os bancos centrais para que tomem
medidas mais concretas em relação ao assunto e criar instâncias de
cooperação entre os países para a descabonização de suas economias.
Foi-se o tempo em que apenas um bom salário era suficiente para
tornar uma empresa atraente. Atualmente, as organizações mais disputadas
no mercado são aquelas que oferecem vantagens além das garantidas pela
legislação trabalhista (FGTS, vale-transporte, férias e 13º salário).
Dados da pesquisa “O Futuro da Vida no Trabalho”, feita pela Sodexo
Insights em parceria com a Harris Interactive, revelam que 92% dos
trabalhadores remotos se sentem mais engajados e motivados com
benefícios médicos e de saúde, seguido por programas de recompensa, como
os cartões presente (87%).
Por isso, investir em uma boa gestão de benefícios é uma ação
necessária para as empresas que buscam profissionais que estejam
alinhados com a sua cultura organizacional. Em uma rotina cada vez mais
corrida e com tantas tarefas, contar com apoio psicológico e/ou social
podem fazer a diferença para o trabalhador e seus familiares. Quem busca
se exercitar, valorizará o auxílio-academia. Aqueles que vão de carro
para o trabalho, provavelmente vão querer o vale-combustível. Diante de
tantas necessidades, as empresas precisam estar atentas em atender cada
perfil de trabalhador. A Sodexo Insights, plataforma de pesquisas,
estudos e análises relevantes no mercado e para o mercado da Sodexo
Benefícios e Incentivos, preparou uma série de orientações que podem ser
conferidas na íntegra aqui.
“Conceder bons benefícios que atendem as reais necessidades de cada
um é uma das razões pelas quais as pessoas vestem a camisa da empresa,
apresentam bons resultados e não pensam em trocar de emprego. Isso
porque, os profissionais de alta performace buscam trabalhar em locais
que valorizam o seu potencial e bem-estar. Sendo assim, muito além de
aumentar o engajamento da equipe, o investimento em uma boa gestão de
benefícios é uma ação estratégica de atração e retenção de talentos, e
reforça a imagem de marca empregadora da companhia. Na Sodexo, por
exemplo, queremos fazer a diferença na qualidade de vida das pessoas,
justamente por entendermos que funcionários são propulsores dos valores
da marca”, afirma Fabiana Galetol, Diretora de Recursos Humanos da
Sodexo Benefícios e Incentivos.
Vale lembrar que pela lei cada benefício possui uma utilização
específica. O vale-refeição e alimentação, por exemplo, não devem ser
utilizados para outros fins que não seja o de se alimentar conforme
determina o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), criado em 1976
pelo Governo Federal.
“Na Sodexo é possível encontrar o mais completo pacote de benefícios,
tendo entre as opções o vale-refeição e alimentação, o Apoio Pass, que
oferece suporte psicológico, jurídico, social e financeiro para os
funcionários e seus dependentes, além de Gympass, seguro de vida entre
outros. As empresas que adquirem os nossos benefícios contam com
consultores especializados que vão ajudar a otimizar a gestão, trazendo
mais resultados para o negócio e satisfação para os seus colaboradores”,
finaliza a executiva.
Confira a seguir as dicas:
Conheça o perfil dos colaboradores: Olhe para dentro, perceba que há
uma diversidade no quadro de funcionários e que eles certamente têm
necessidades diferentes. É fundamental conhecer as pessoas para entender
de que elas realmente precisam. Por exemplo: colaboradores da geração
millennial provavelmente valorizarão benefícios mais flexíveis e focados
no bem-estar. Leve em conta a opinião dos colaboradores e dê opções
para que cada um possa escolher o que for mais interessante de acordo
com seu perfil.
Oriente sobre a gestão dos benefícios: Todos devem estar a par das
regras envolvidas na política de benefícios. É importante que cada um
saiba quais são seus direitos e tudo o que envolve os benefícios
contratados. Deixe tudo muito claro e abra um canal para resolver
possíveis dúvidas ao longo do caminho. Os colaboradores precisam estar
cientes de quais são os tipos de benefícios que a empresa oferece. Ao
esclarecer esse ponto, é possível evitar o desencontro de informações e a
insatisfação.
Atenção ao gerenciamento de custos: Para ser bom para todos os lados,
faça um planejamento estratégico. É preciso que o custo-benefício valha
a pena para os colaboradores e para o negócio. A Sodexo conta com
consultores especializados que ajudam a encontrar as melhores soluções
para cada empresa.
ESCALANDO NEGÓCIOS DA VALEON
1 – Qual é o seu mercado? Qual é o tamanho dele?
O nosso mercado será atingir os 766 mil habitantes do Vale do
Aço e poder divulgar os produtos / serviços para vocês clientes,
lojistas, prestadores de serviços e profissionais autônomos e obter dos
consumidores e usuários a sua audiência.
A ValeOn atenderá a todos os nichos de mercado da região e
especialmente aos pequenos e microempresários da região que não
conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos benefícios que
ele proporciona. Pretendemos cadastrar todas as empresas locais com
CNPJ ou não e coloca-las na internet.
2 – Qual problema a sua empresa está tentando resolver? O mercado já expressou a necessidade dessa solução?
A nossa Plataforma de Compras e Vendas que ora
disponibilizamos para utilização das Empresas, Prestadores de Serviços e
Profissionais Autônomos e para a audiência é um produto inovador sem
concorrentes na região e foi projetada para atender às necessidades
locais e oferecemos condições de adesão muito mais em conta que qualquer
outro meio de comunicação.
Viemos para suprir as demandas da região no que tange a
divulgação de produtos/serviços cuja finalidade é a prestação de
serviços diferenciados para a conquista cada vez maior de mais clientes e
públicos.
O nosso diferencial está focado nas empresas da região ao
resolvermos a dor da falta de comunicação entre as empresas e seus
clientes. Essa dor é resolvida através de uma tecnologia eficiente que
permite que cada empresa / serviços tenha o seu próprio site e possa
expor os seus produtos e promoções para os seus clientes / usuários ao
utilizar a plataforma da ValeOn.
3 – Quais métodos você usará para o crescimento? O seu mercado está propício para esse tipo de crescimento?
Estratégias para o crescimento da nossa empresa
Investimento na satisfação do cliente. Fidelizar é mais barato do que atrair novos clientes.
Equilíbrio
financeiro e rentabilidade. Capital de giro, controle de fluxo de caixa
e análises de rentabilidade são termos que devem fazer parte da rotina
de uma empresa que tenha o objetivo de crescer.
Desenvolvimento
de um planejamento estratégico. Planejar-se estrategicamente é como
definir com antecedência um roteiro de viagem ao destino final.
Investimento
em marketing. Sem marketing, nem gigantes como a Coca-Cola
sobreviveriam em um mercado feroz e competitivo ao extremo.
Recrutamento e gestão de pessoas. Pessoas são sempre o maior patrimônio de uma empresa.
O mercado é um ambiente altamente volátil e competitivo. Para
conquistar o sucesso, os gestores precisam estar conectados às demandas
de consumo e preparados para respondê-las com eficiência.
Para isso, é essencial que os líderes procurem conhecer (e
entender) as preferências do cliente e as tendências em vigor. Em um
cenário em que tudo muda o tempo todo, ignorar as movimentações externas
é um equívoco geralmente fatal.
Planeje-se, portanto, para reservar um tempo dedicado ao
estudo do consumidor e (por que não?) da concorrência. Ao observar as
melhores práticas e conhecer quais têm sido os retornos, assim podemos
identificar oportunidades para melhorar nossa operação e, assim,
desenvolver a bossa empresa.
4 – Quem são seus principais concorrentes e há quanto tempo
eles estão no mercado? Quão grandes eles são comparados à sua empresa?
Descreva suas marcas.
Nossos concorrentes indiretos costumam ser sites da área,
sites de diretório e sites de mídia social. Nós não estamos apenas
competindo com outras marcas – estamos competindo com todos os sites que
desejam nos desconectar do nosso potencial comprador.
Nosso concorrente maior ainda é a comunicação offline que é
formada por meios de comunicação de massa como rádios, propagandas de
TV, revistas, outdoors, panfletos e outras mídias impressas e estão no
mercado há muito tempo, bem antes da nossa Startup Valeon.
5 – Sua empresa está bem estabelecida? Quais práticas e procedimentos são considerados parte da identidade do setor?
A nossa empresa Startup Valeon é bem estabelecida e
concentramos em objetivos financeiros e comerciais de curto prazo,
desconsideramos a concorrência recém chegada no mercado até que deixem
de ser calouros, e ignoramos as pequenas tendências de mercado até que
representem mudanças catastróficas.
“Empresas bem estabelecidas igual à Startp Valeon devemos começar a pensar como disruptores”, diz Paul Earle,
professor leitor adjunto de inovação e empreendedorismo na Kellogg
School. “Não é uma escolha. Toda a nossa existência está em risco”.
6 – Se você quiser superar seus concorrentes, será necessário escalar o seu negócio?
A escalabilidade é um conceito administrativo usado para
identificar as oportunidades de que um negócio aumente o faturamento,
sem que precise alavancar seus custos operacionais em igual medida. Ou
seja: a arte de fazer mais, com menos!
Então, podemos resumir que um empreendimento escalável é
aquele que consegue aumentar sua produtividade, alcance e receita sem
aumentar os gastos. Na maioria dos casos, a escalabilidade é atingida
por conta de boas redes de relacionamento e decisões gerenciais bem
acertadas.
Além disso, vale lembrar que um negócio escalável também
passa por uma fase de otimização, que é o conceito focado em enxugar o
funcionamento de uma empresa, examinando gastos, cortando desperdícios e
eliminando a ociosidade.
Sendo assim, a otimização acaba sendo uma etapa inevitável
até a conquista da escalabilidade. Afinal de contas, é disso que se
trata esse conceito: atingir o máximo de eficiência, aumentando clientes, vendas, projetos e afins, sem expandir os gastos da operação de maneira expressiva.
Pretendemos escalar o nosso negócio que é o site marketplace da Startup Valeon da seguinte forma:
objetivo final em alguma métrica clara, como crescimento percentual em vendas, projetos, clientes e afins;
etapas e práticas que serão tomadas ao longo do ano para alcançar a meta;
decisões acertadas na contratação de novos colaboradores;
gerenciamento de recursos focado em otimização.
Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (App)