quarta-feira, 26 de outubro de 2022

FATO HISTÓRICO A DERROTA DO PT NA ELEIÇÃO

 

Autor: Desconhecido

Dia *30 de outubro de 2022,* pode ser o dia mais triste e vergonhoso na vida do Lula. Veja bem. Se prevalecerem os rumos que tomaram as estatísticas, Lula pode estar com os dias contados. Lula não é deputado, não é senador, governador, presidente e nem prefeito ou vereador. Lula é um cidadão comum e não tem foro privilegiado. Responde a outros processos além do que o colocou em liberdade. Lula não está livre, Lula está solto. Ele também responde por crime fora do país e pode ser preso no Brasil e ser extraditado para os EUA junto com Dilma. Ele sabe que esse risco existe e é real. Também a saúde dele não ajuda, Lula está doente. Existe uma grande expectativa em toda a América Latina que, se Bolsonaro vencer as eleições no Brasil, isso vai motivar todos os países que hoje estão nas mãos da esquerda a lutarem pelas suas liberdades. Com isso cai por terra o “Foro de São Paulo”. E por incrível que pareça, a Rússia, os EUA e a Europa dependem das commodities e alimentos produzidos no Brasil. Com o equilíbrio da direita no STF e em todas as instâncias da jurisdição federal, com o grande número de parlamentares da “direita”, que agora vai ser a maioria tanto no Congresso quanto no Senado, sabemos que a maioria dos projetos da direita será aprovado projetando um crescimento econômico e social colocando de vez o Brasil no topo do mundo. Isso pode ser o fim do PT e de Lula. Podemos estar vivendo o momento mais importante da nossa história. O Brasil pode estar dando um salto gigante para acabar com o comunismo no mundo e garantir a liberdade dos nossos filhos e netos e próximas gerações. A Inglaterra, Itália, Alemanha, Israel, Portugal, Espanha, Canadá, Austrália e muitas nações estão desejando a vitória de Bolsonaro. O mundo está de olho no Brasil. Dizem que essa eleição no Brasil é a segunda mais importante do mundo. Não vamos abaixar a guarda, vamos todos para as urnas e votar no futuro do Brasil. Lula vai perder em São Paulo, Rio de janeiro, já houve a virada em Minas Gerais e Bahia. Lula vai perder no Rio Grande do Sul, Santa Catarina… No Paraná Lula será humilhado, e até nós Estados do Nordeste haverá uma grande virada, Lula só vai encontrar algum equilíbrio no Norte mesmo assim será pequeno. Até a Folha de São Paulo e Datafolha já não conseguem mais esconder o fracasso do PT. Dia 30 pode ser decretado o final de Lula e o PT.

*Deus seja louvado❗ 🙏🙏🙏*

O BRASIL PRECISA DE UM PRESIDENTE VERDADEIRAMENTE DEMOCRATA

Editorial
Por
Gazeta do Povo

Brasília – DF, 28/07/2016. Sugestão Foto do Dia. Foto: Marcos Corrêa/PR


Praça dos Três Poderes, em Brasília.| Foto: Marcos Correa/PR

Tema recorrente neste período eleitoral, e especialmente neste segundo turno, é o da democracia. Pululam cartas e manifestos “pela democracia”. Apoios são definidos e anunciados porque determinado candidato é considerado “democrata” e seu adversário, uma “ameaça à democracia”. A tensão institucional em que às vezes se fica à beira da ruptura não é um exagero: ela é real e mostra como fazem falta os autênticos democratas nos mais altos escalões do poder. Essa ausência, aliás, permite também que a democracia seja agredida de forma mais sutil: afinal, é em nome da “democracia” que se comete, agora, até mesmo censura prévia, uma contradição que infelizmente não tem sido percebida por muitos, a julgar pela timidez das reações de boa parcela da opinião pública e da sociedade civil organizada. Hoje está claro que é muito fácil defender a democracia com palavras; muito mais difícil é compreender o que realmente é a democracia e agir como democrata. Mas é disso que o Brasil mais necessita agora.

Do PT e de Lula não se pode dizer, nem por um minuto, que sejam amantes da democracia. Por mais que, desde sua transformação em ficha-limpa, Lula venha sendo descrito como “democrata” e “moderado” por boa parte dos formadores de opinião, a realidade os desmente. Não pode ser democrata um amigo e apoiador de ditadores, principalmente na América Latina – e não procede nem mesmo o argumento de que Lula é, sim, aliado de ditadores, mas não endossa seus métodos, pois a parceria continua firme mesmo depois de instalado o arbítrio em nações como Cuba, Venezuela e Nicarágua, sem que haja uma crítica sequer; pelo contrário, as manifestações de apreço se mantêm. Não pode ser democrata um adversário contumaz das liberdades de expressão e de imprensa, como demonstram a atual ofensiva no TSE para censurar indivíduos e empresas de comunicação, e as repetidas promessas de controle dos meios de comunicação (sob o eufemismo da “regulação da mídia”). Não pode ser democrata quem protagonizou dois megaescândalos de subversão e fraude contra a democracia brasileira por meio da compra de apoio parlamentar.

Do PT e de Lula não se pode dizer, nem por um minuto, que sejam amantes da democracia

Ainda que Jair Bolsonaro não tenha chegado nem de longe aos mesmos patamares de seu adversário deste segundo turno, muito de sua atuação, tanto em discursos quanto em atitudes, desde os primeiros dias de seu mandato, demonstrava clara carência de uma verdadeira cultura democrática, o que fez acender uma luz amarela – e mesmo vermelha – para um número importante de atores políticos. Cada fala antidemocrática acabou sendo respondida com reações fortes dos demais poderes e dos formadores de opinião, algumas legítimas e outras exageradas e eventualmente abusivas. A resposta de Bolsonaro quase que invariavelmente foi a da escalada, não a da distensão, tendo como alvo especialmente a imprensa e o Supremo Tribunal Federal. Embora com razão quanto ao mérito em muitas dessas tensões, sobretudo com relação ao Judiciário, a forma quase sempre foi equivocada, o que dificultava a solução e debilitava a coesão institucional. Nada disso é democrático, e quem se nega a perceber nesses casos o flerte com a ruptura de lado a lado, Executivo e Judiciário, padece da mesma cegueira seletiva que acomete defensores de Lula que o consideram um “democrata”.


O país necessita de um governo que realmente compreenda o valor da democracia e tenha tamanho apreço por ela que, diante de uma crise institucional, demonstre a firme intenção de desarmar as bombas e buscar não a escalada agressiva, mas a solução que restaure a normalidade. Isso nada tem de utópico; é perfeitamente possível, mesmo para alguém com uma propensão a reações destemperadas, quando se tem a consciência de que as ferramentas para isso já estão postas. É mais difícil para quem, tendo consciência dessas ferramentas, as utilizou de forma sorrateira para precisamente subverter a democracia. O verdadeiro democrata sabe que não há saída para eventuais impasses fora da Constituição; ela não é um acessório que pode ser descartado de acordo com a conveniência, mas é a fundação sobre a qual se constrói uma democracia sólida. E ela permite que as controvérsias sejam resolvidas, seja pela negociação honesta, quando há disposição mútua para tal, seja pelo uso firme dos freios e contrapesos que o ordenamento jurídico nacional já prevê, mas que nem sempre são empregados. Mas apenas quem tem uma profunda convicção democrática é capaz de agir bem e fazer a melhor escolha diante de cada impasse; só o grande estadista desarma as bombas com firmeza e elegância.

A cultura democrática exige compreender que os brasileiros têm convicções e preferências diversas a respeito de diversos assuntos. Ainda que tais convicções e preferências estejam equivocadas, não há justificativa para a hostilização ou para o confronto irracional. As críticas consideradas injustas devem ser respondidas não com a desqualificação generalizada do adversário – seja no campo político, seja na opinião pública –, mas com a ação pontual e, sobretudo, com a exposição serena da verdade. As diferenças não se resolvem na força, mas pela troca livre de fatos e ideias na arena da opinião pública; a cultura democrática exige confiança no poder do diálogo.


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PT CENSURA BOLSONARO EM TUDO NA JUSTIÇA

 

Campanha nas redes

Por
Renan Ramalho
Brasília


Plenário do TSE na última quinta (20), quando maioria dos ministros referendou censura a documentário da Brasil Paralelo| Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE

Não é apenas a censura prévia à exibição de um documentário da Brasil Paralelo que o PT buscou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na ação ajuizada na Corte no último dia 16, contra o que a coligação de Lula chama de “ecossistema de desinformação bolsonarista”, o objetivo vai muito além. No curto prazo, até o segundo turno das eleições, a pretensão é bloquear mais de 100 perfis, contas ou canais em diversas redes sociais, incluindo aí políticos da direita eleitos com ampla votação, jornalistas e influenciadores digitais com grande número de seguidores no campo conservador, e até mesmo cinco portais de notícias e opinião.

No médio prazo, após as eleições, o plano é fazer uma devassa nas finanças e contratações dos donos da produtora e de responsáveis por outros canais populares da direita no YouTube, como Folha Política, Foco do Brasil, DR News, e os de Kim Paim e Gustavo Gayer, por exemplo – há pedido para que todos eles tenham quebrados os sigilos bancário, telefônico e telemático, o que daria ao TSE amplo acesso às suas transações e comunicações, inclusive por meios digitais (e-mail, mensagens, etc.). A ideia aqui é investigar se esses produtores de conteúdo estariam ganhando e investindo dinheiro para beneficiar o presidente Jair Bolsonaro na disputa, o que, segundo o PT, poderia configurar abuso de poder econômico.

No limite, essa tese poderia levar o TSE a condenar o próprio Bolsonaro, bem como o general Walter Braga Netto, candidato a vice-presidente, punindo-os com a cassação do novo mandato, caso eleitos, e também com inelegibilidade por 8 anos. É esta a finalidade do tipo de processo iniciado pelo PT ao TSE, com a chamada “ação de investigação judicial eleitoral”, mais conhecida no meio jurídico pela sua sigla, “Aije”. Ela visa apurar se houve, na disputa eleitoral, abuso de poder político e/ou econômico, bem como uso indevido de meios de comunicação social – o que, atualmente, segundo a jurisprudência do TSE, também inclui internet, redes socais e aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram.

Ao final do processo, caso o TSE conclua que esses abusos ocorreram e que tiveram “gravidade”, os ministros podem decidir pela condenação e pelas punições. A caracterização da gravidade varia conforme o caso e não depende do potencial daquele abuso alterar o resultado da eleição. Sua capacidade de desequilibrar a disputa de forma significativa, de qualquer modo, costuma ser levada em conta em julgamentos do tipo.

No ano passado, ao rejeitar uma cassação do atual mandato de Bolsonaro, o TSE deixou claro que a propagação massiva de “fake news” na internet pode configurar um abuso grave, portanto passível de punição, levando em conta critérios como 1) o teor das mensagens, se propositalmente enganosas; 2) sua repercussão no eleitorado; 3) o alcance do ilícito; 4) o grau de participação dos candidatos e; 5) seu financiamento por empresas.

O presidente não foi condenado porque nada disso foi provado na Aije apresentada pelo PT na eleição de 2018, que acusava Bolsonaro de se beneficiar de supostos disparos em massa de fake news pelo WhatsApp, com financiamento de empresários que o apoiavam. A denúncia nunca foi comprovada pelo PT e o Ministério Público, que participa de ações do tipo, pediu a absolvição do presidente, o que foi aprovado por unanimidade no TSE em 2021.

A atual ação do PT contra Bolsonaro e seus apoiadores digitais leva em conta esse precedente e agora tenta provar que eles formariam uma rede organizada, que deliberadamente espalham supostas ofensas e mentiras contra Lula para derrotá-lo nas urnas.

Por que o PT pediu e o TSE censurou o filme da Brasil Paralelo
O documentário “Quem mandou matar Jair Bolsonaro”, que seria lançado na última segunda (24) seria, na visão do PT, parte dessa estratégia – ainda que o partido e os ministros que vetaram sua exibição não tenham assistido ao filme.

Na ação, a coligação de Lula afirmou que, com a obra, a Brasil Paralelo criaria teorias “a fim de supostamente solucionar caso encerrado pelo Poder Judiciário” – a afirmação não é precisa, uma vez que ainda tramita na Justiça Federal inquérito para elucidar suspeitas levantadas pela defesa do presidente, como quem pagou os advogados de Adélio Bispo de Oliveira. Um dos motivos apontados pelo PT para censurar o documentário é a campanha publicitária realizada pela produtora, com ao menos R$ 70 mil investidos para promovê-lo no YouTube. Uma das propagandas mostra vídeo de Lula duvidando do atentado.

Ao atender ao pedido do PT para impedir a exibição do filme, o corregedor-nacional de Justiça, Benedito Gonçalves, entendeu que a Brasil Paralelo, bem como as empresas que mantêm canais como Foco do Brasil, DR News e Folha Política “assumiram comportamento simbiótico em relação à campanha midiática de Jair Messias Bolsonaro”.

O objetivo delas não seria informar, educar ou entreter, mas camuflar propaganda política com conteúdo supostamente desinformativo. A suspeita é de que estariam, como empresas, investindo recursos para influenciar o público para votar em Bolsonaro e assim, supostamente cometendo abuso de poder econômico. Por isso, além da censura, o ministro também cortou a monetização dos canais, obtido com anúncios e assinaturas no YouTube, e proibiu que investissem recursos para impulsionar a divulgação de quaisquer conteúdos político-eleitorais, especialmente sobre Lula e Bolsonaro.

“O que se mostra preocupante é que essas pessoas jurídicas, ao produzirem conteúdo ideologicamente formatado para endossar o discurso do candidato que apoiam, têm se valido por reiteradas vezes de notícias falsas prejudiciais ao candidato Lula, com significativa repercussão e efeitos persistentes mesmo após a remoção de URLs. Além disso, movimentam vultosos recursos financeiros, tanto arrecadados junto a assinantes e via monetização, quanto gastos em produção e impulsionamento de conteúdos”, afirmou o ministro.

A Brasil Paralelo refuta essa acusação. Sustenta que é uma empresa de mídia independente, que produz jornalismo, entretenimento e educação, com conteúdo que promove valores conservadores, e que isso não pode ser confundido com atuação eleitoral em favor de qualquer partido ou político. Por meio de sua assessoria, a empresa afirmou que está preparada para demonstrar a licitude de suas atividades e de suas finanças à Justiça.

Por que o PT quer suspender perfis de direita nas redes

Boa parte da ação do PT concentra-se em apontar a existência de um “ecossistema de desinformação” que seria operado pelo vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente e que lideraria um grupo de pessoas para produção e difusão de notícias sabidamente falsas destinadas a atacar a candidatura de Lula. A consequência seria a geração de um “caos informacional” com o propósito de usurpar o debate público e favorecer a campanha Bolsonaro.

Para embasar essa tese, a coligação de Lula monitorou as redes sociais e verificou intensa interação entre políticos, influenciadores de direita com grande número de seguidores e usuários das redes que compartilham suas postagens. Para denunciar o suposto caráter ilícito desse conteúdo, a ação agrupa o material em quatro grupos temáticos: violência e criminalidade, religião e costumes, descredibilização do sistema eleitoral e pautas socioeconômicas. Assim, junta exemplos de ilações espalhadas em cada um desses grupos envolvendo Lula, seja ligando-o ao crime organizado, ao satanismo, à participação numa fraude às eleições, ou a medidas radicais na economia, por exemplo.

Na ação, o PT juntou decisões do TSE que caracterizaram postagens assim como sabidamente inverídicas ou gravemente descontextualizadas. Elas poderiam servir de provas da desinformação promovida pelo grupo, o que caracteriza o uso indevido dos meios de comunicação.

“Os investigados conseguem a predominância das pautas da comunicação social (PCC, fraude nas urnas, religião e costumes etc.) a partir da ampla divulgação de desinformação, valendo-se de conteúdos sabidamente inverídicos, com requintes de apelos emocionais, além da sua ampla rede de seguidores, chegando a formar uma estrutura de monopolização do território virtual”, diz um trecho da ação, destacado por Benedito Gonçalves em sua decisão.

Nela, o ministro reconheceu haver “indícios de uma atuação concertada para a difusão massificada e veloz de desinformação” que tem Lula como principal alvo. Ele, no entanto, não atendeu ao pedido de liminar para suspender esses perfis das redes sociais. Disse que o mais comum na Justiça Eleitoral é remover postagens específicas, não suspender perfis. Optou, assim, por dar a Carlos Bolsonaro a oportunidade de se defender no processo. A reportagem buscou falar com o vereador e com sua defesa, mas não conseguiu contato por seu gabinete na Câmara Municipal do Rio.

Advogado de Bolsonaro nessa campanha, o ex-ministro do TSE Tarcísio Vieira Neto diz que a rede de apoiadores do presidente não tem essa organização apontada pelo PT. Segundo ele, ela é natural e não artificial. Ele sustenta que quem age de forma estruturada para espalhe mentiras é a campanha do PT com o deputado federal André Janones (Avante-MG) – a defesa de Bolsonaro já apresentou outra Aije no TSE para cassar seu mandato.

“Uma coisa é fazer espalhamento orgânico, socialmente tolerável, outra coisa é fazer esses canhões de comunicação. Aí a diferença entre uso e abuso”, diz Tarcísio.

Por que o PT colocou políticos aliados de Bolsonaro na ação

Além de Bolsonaro e Braga Netto, o PT também inclui como alvos da ação políticos aliados do presidente, como os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Carla Zambelli (PL-SP), Bia Kicis (PL-DF), Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), Paulo Eduardo Martins (PL-PR), Caroline de Toni (PL-SC), o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), todos aliados próximos do presidente. O PT pede que eles também tenham os perfis bloqueados nas redes sociais de forma temporária, até o segundo turno das eleições.

Se de um lado o PT acusa a Brasil Paralelo de abuso de poder econômico, de outro acusa os esses políticos de abuso de poder político. A tese aqui é de que, por serem detentores de mandatos públicos e valendo-se da imunidade parlamentar, eles praticariam ações nas redes sociais para incentivar uma “ruptura democrática”.

A ação não apresenta provas dessa acusação, mas pede ao TSE para obter do Supremo Tribunal Federal (STF) material já coletado no inquérito das “milícias digitais”, fruto do inquérito das “fake news”, conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes. Até o momento, essas investigações não resultaram em qualquer denúncia contra os deputados.

Em relação a Bolsonaro, a ação aponta “conduta reprovável e antidemocrática”, porque, segundo o PT, ele não buscaria convencer o eleitor “por meios que preservam os preceitos constitucionais”, mas sim com “objetivo de plantar uma ruptura de poderes, numa escalada autocrata de eliminação do instrumento mais essencial do Estado Democrático de Direito: o sistema eleitoral e o voto direto”.

A advogada Karina Kuffa, que chefiou a defesa jurídica de Bolsonaro no TSE em 2018 e hoje defende os deputados Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Bia Kicis diz que essas acusações não fazem sentido, porque, como parlamentares, eles têm imunidade justamente para defender, dentro do que prevê a Constituição, mudanças nas instituições.

“A garantia da imunidade é justamente para que o parlamentar critique qualquer órgão, qualquer sistema, qualquer autoridade sem sofrer retaliações. A partir do momento em que se tolhe a imunidade sob o manto de proteger a instituição TSE, tolhe o direito do representante do povo trazer à tona a indignação do povo. Quando um deputado defende uma mudança, pode fazer isso, porque pode mudar o sistema eleitoral, por exemplo. Quando Bolsonaro foi deputado federal, ele apresentou um projeto e aprovou uma lei visando aperfeiçoar a urna eletrônica e esse aperfeiçoamento foi derrubado pelo Judiciário”, diz a advogada.

Kuffa, no entanto, teme as consequências da ação. Lembra que, ao contrário do ocorrido em 2018, na campanha deste ano o PT conseguiu do TSE dezenas de decisões para remover conteúdo postado por apoiadores que podem servir de provas de “fake news”. Ela, no entanto, sustenta que o presidente não pode ser responsabilizado por postagens de eleitores. Além disso, diz que do lado de Lula também há grande disseminação de ataques com mentiras contra Bolsonaro. “Mesmo que não tenham sido ajuizadas tantas ações contra o PT por fake news, o fato é que existem ataques contra Bolsonaro também”, diz.

O que diz a defesa de Lula

À reportagem, o advogado de Lula junto ao TSE, Cristiano Zanin, afirmou que o primeiro objetivo da Aije é frear abusos durante a campanha que possam desequilibrar o pleito.

“A primeira preocupação trazida ao tribunal e que foi acolhida, no primeiro momento pelo ministro relator e agora referendada pelo plenário, é para que esse ecossistema de desinformação cesse sua atuação nociva ao processo eleitoral, através da disseminação de notícias falsas e desinformação”, disse na última quinta (20), logo após o plenário do TSE, referendar, por 4 votos a 3, o veto à exibição do documentário da Brasil Paralelo.

Questionado sobre outras medidas requeridas na ação para o período posterior à eleição – como a cassação de mandatos e a inelegibilidade, Zanin disse que “é algo que vai ter que ser discutido”.

“Há prazo para apresentação de defesa, de informações. E nós também vamos acompanhar o processo de acordo com aquilo que for acontecendo, também vamos apresentar ao tribunal, se for o caso, novos elementos, para reforçar aquilo que já mostramos numa fase inicial”, afirmou.


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CAMPANHA DE BOLSONARO FOI PREJUDICADA NAS RÁDIOS DO NORDESTE

Esclarecimentos
Gazeta do Povo

AME7434. RÍO DE JANEIRO (BRASIL), 15/09/2022.- El presidente brasileño, Jair Bolsonaro, participa en un evento de celebración del cumpleaños del pastor evangélico Silas Malafaia, hoy, en Río de Janeiro (Brasil). EFE/ André Coelho


O presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.| Foto: André Coelho/EFE.

A campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta terça-feira (25) um relatório alegando que o mandatário teve menos inserções de rádio que seu adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principalmente nas regiões Norte e Nordeste. A denúncia foi apresentada à Corte nesta segunda (24).

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, e Fabio Wajngarten afirmaram que, nas últimas duas semanas, Bolsonaro teve 154 mil inserções de rádio a menos que o petista. No entanto, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que a ação foi protocolada sem “qualquer prova e/ou documento sério”.

O ministro deu prazo de 24 horas para que os advogados de Bolsonaro apresentassem provas. A defesa do chefe do executivo disse a Moraes que havia apresentado um “estudo técnico parcial”, pois ainda não havia encerrado a compilação dos dados coletados de todas as regiões do país, informou o jornal O Globo.

A nova petição apresenta uma tabela com o exemplo de oito rádios da Bahia e de Pernambuco. Nesta tabela foram quantificados os tempos de inserções de Lula e de Bolsonaro entre os dias 7 e 14 de outubro. Além disso, os advogados compartilharam um link do Google Drive para que Moraes tenha acesso a informações completas.

A defesa da campanha ainda descreveu a metodologia usada pela empresa de auditoria para realizar o levantamento. A empresa teria criado um algoritmo que captura o áudio transmitido pelas rádios em tempo real na internet e compara com as inserções. A campanha de Bolsonaro solicitou ao TSE a suspensão da propaganda de Lula no rádio.

Fábio Faria diz que espera “solução rápida” do TSE
O ministro das Comunicações, Fábio Faria, anunciou no Twitter o protocolo da nova documentação. Ele disse esperar uma “solução rápida” para o caso. “Cabe esclarecer que não se trata de qualquer questionamento acerca do sistema eleitoral ou sobre a atuação do TSE. O que estamos apontando é uma absurda supressão ou migração de comerciais que Bolsonaro teria direito em favor da campanha de Lula”, ressaltou.

“Todas as informações são baseadas gravadas da programação integral das rádios, 24 horas por dia. São 1.112 rádios da região Nordeste e 289 rádios da região Norte. Toda a base de dados citada nos relatórios foi disponibilizada com acesso total ao TSE”, completou o ministro.

Faria disse ainda que foi solicitado que seja “reestabelecido o mínimo de isonomia entre as as campanha” e que se “repare os danos a eventuais prejuízos decorrentes da não veiculação das inserções a que a campanha do presidente Bolsonaro teria direito”.


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BOLSONARO ESTÁ ZEN ANTES DA ELEIÇÕES

 

Zen

Por
Paulo Polzonoff Jr. – Gazeta do Povo


Em meio às eleições mais sujas das últimas décadas, o presidente Jair Bolsonaro tem exibido uma notável calma.| Foto: Reprodução/ Twitter

Entro na festa e não hesito em emendar a pergunta assim que cumprimento as pessoas. Prazer, Paulo. Você não está achando o Bolsonaro muito calmo, não? Muito tranquilo. Muito sereno. Muito zen. Pego linguiça, pão d’alho, litrão. Prazer, Paulo. E essa tranquilidade toda do Bolsonaro, hein? Estranho, né? Dou mais algumas voltas pelo churrasco. Abro um sorriso que uns consideram patético e outros, psicopata. E novamente o cumprimento e a pergunta. Prazer, Paulo. Bolsonaro tá calmo demais nos últimos tempos, não acha?

A maioria das pessoas responde com um sorriso amarelo. Compreensível. Aquela não é a hora nem o lugar para esse tipo de conversa. E, no mais, já estou de saída. A dúvida, porém, permanece e se confunde com os primeiros sintomas da ressaca: este não era o capitão que não levava desaforo para casa? Não era o toscão do baixo clero incapaz de um cálculo político minimamente elaborado? Não era o fascista irascível? Não era o caudilho carioca que imporia sua vontade sobre os demais, rasgando a Constituição? Não era a superameaça à democracia?

E ainda mais numa hora como essa, em que até a pecha de pedófilo tentam pregar em Bolsonaro. Um momento em que as máscaras todas caíram, a Revolução está no ar e o Judiciário age flagrantemente em favor de Lula. Um cenário de censura, perseguição e instabilidade institucional que fomentam a instabilidade emocional – e não só do presidente e candidato à reeleição.

A mim, confesso, também me espanta a mudança de postura do Jair Bolsonaro. Como são diferentes o homem daquele remoto dia 1º de janeiro de 2019 e este de agora. Ou será que só vejo uma mudança drástica porque, em algum momento, também me deixei contaminar pela narrativa de que Bolsonaro representava mesmo uma ameaça? Seja como for, o homem de agora deixou de ser apenas tolerável e é até admirável. Mesmo que essa imagem de líder pacífico e democrático seja apenas parte do “esforço eleitoral”, está de parabéns o homem capaz de conter sua agressividade. De, apesar de todos os apelos, insistir no jogo “dentro das quatro linhas”. Todos sabemos como isso é difícil.

Mas vamos às possíveis explicações para a calma que parece tomar conta de um antes explosivo e impetuoso Jair Bolsonaro. E ainda mais às vésperas da eleição mais dura e suja das últimas décadas!

Possíveis explicações
Conversava eu com um amigo sobre essa possibilidade de os últimos quatro anos terem amadurecido alguém acostumado ao conflito. O amigo, porém, não acredita que cachorros velhos aprendam truques novos. Eu acredito. Não que o cachorro velho vá sair por aí andando sobre duas patas enquanto equilibra um ovo na ponta do focinho. Isto é, não acredito que Bolsonaro vá se transformar num lorde cheio de não-me-toques. Mas é possível, sim, que um cachorro velho aprenda a conter sua fome diante de um bife. Isto é, que Bolsonaro tenha aprendido que a mansidão é uma virtude tão importante quanto, sei lá, o senso de justiça.

Outra possibilidade é a fé – assunto quase inalcançável num mundo viciado em análises pretensamente objetivas e contaminadas pelo materialismo. Afinal, como explicar a fé (e ainda por cima a fé alheia) para quem desconhece essa dimensão da experiência humana? Pior: para quem a confunde com superstição? Se você é desses, portanto, sugiro que você contorne os dois parágrafos seguintes.

A fé tranquiliza na medida em que desperta em nós dois tipos de esperança. Primeiro, a esperança de que a Verdade prevaleça sobre a mentira. De que a Tradição se sobreponha à mentalidade revolucionária. De que a Lei Natural, em toda a sua inteligência divina, vença os arcos de experiência regulatória. O segundo tipo de esperança é o de que nossos piores pesadelos não se realizem. De que o Brasil não vire uma Venezuela. De que Deus tenha misericórdia dessa Nação – para usar uma frase feliz dita por um infeliz.

Obviamente não posso afirmar que a tranquilidade que vejo em Bolsonaro a poucos dias desta que é eleição mais suja desde 1989 tenha a ver com a fé. Com essa estranha convicção que nasce do apego à Verdade. Mas gosto de pensar que tem. Prefiro essa à explicação mundana (esta, sim, supersticiosa) de que Bolsonaro é capaz de racionalíssimos cálculos maquiavélicos ou tem uma bala de prata ou carta na manga.

Por fim (seja bem-vindo de volta ao texto, leitor que pulou os dois parágrafos anteriores), tem a explicação jocosa de um remédio misterioso que permite que Bolsonaro fique calmo e ao mesmo tempo tenha a disposição e a agilidade mental necessárias para uma campanha. Será que é homeopatia? Será que é tarja preta? E o mais importante: onde é que eu compro esse remédio para aguentar a tensão até domingo? Se bem que é melhor que o nome do remédio não venha a público. Senão é bem capaz de o TSE, em parceria com a Anvisa, proibi-lo.

E-BOOK 19
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QUAL PRESIDENTE TERÁ MAIS APOIO COM O CONGRESSO DE DIREITA?

 

Relação entre poderes
Pense em quem terá mais apoio se for eleito

Por
Alexandre Garcia


As duas casas do Congresso terão mais parlamentares conservadores na próxima legislatura.| Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Vocês já pensaram sobre as consequências da eleição do dia 2 de outubro e a relação entre o primeiro e o último domingo do mês? Vejam só: na Câmara dos Deputados, 73% dos parlamentares eleitos este ano são de direita. Em número de deputados, a direita e a centro-direita terão, a partir do ano que vem, 374 representantes entre os 513 parlamentares. Já a esquerda e a centro-esquerda terão 132. No Senado Federal, 67% dos parlamentares serão de direita ou centro-direita. Entre 81 senadores, 54 serão da direita e 27 da esquerda.

Traduzindo: a chance de aprovar propostas de cunho direitista na Câmara e no Senado é grande. No Senado, com 60% dos votos é possível até mudar a Constituição, decidir julgar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), atender pedidos do presidente. Isso tem a ver com a eleição do próximo dia 30. Para um dos candidatos, se eleito, vai ser fácil aprovar projetos no Congresso Nacional; para o outro, vai ser difícil. Isso é uma coisa que tem de ser considerada.

Empresas não precisam mais ceder vacinas ao SUS
O Senado aprovou uma medida provisória que retira das empresas que comprarem vacinas contra a Covid-19 a obrigatoriedade de ceder parte dos lotes para o Sistema Único de Saúde (SUS). Foi uma lei feita naqueles tempos de maluquice, de desespero, de muito preconceito, mentira no ar, propaganda, marketing político misturado com pandemia.


Trabalhadores que recusaram vacina terão de ser readmitidos nos EUA
Ainda na terça-feira, dia 25, em Nova York, a Suprema Corte daquele estado decidiu que funcionários municipais que se recusaram a tomar a vacina contra a Covid-19 terão de ser readmitidos e receber tudo o que a prefeitura lhes deve desde aquela demissão. Segundo a corte, a injeção não impede a transmissão do vírus, então foi desnecessária e inútil a punição aos funcionários. Está começando a aparecer tudo aquilo que foi dogma naquele período.

Autoconcessão de superpoderes no TSE
Qualquer estudante de Direito vai achar essa situação estranha. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fez uma resolução atribuindo a si próprio mais poderes – o poder de polícia, inclusive. Foi algo criticado pelo New York Times e pelo Wall Street Journal, embora não tenha aparecido na maioria dos jornais do Brasil. O procurador-geral da República, Augusto Aras, apontou vários itens da Constituição que são desrespeitados por essa resolução e a questão foi levada ao Supremo Tribunal Federal. E lá os três ministros do STF que também são do TSE (Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski e Alexandre de Moraes) votaram a favor deles mesmos. Ou seja, eles fizeram a resolução no TSE, depois foram para o Supremo e votaram a favor da resolução. Jovens estudantes de Direito, já viram isso?


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PREFERÊNCIA DE VOTO DOS PREFEITOS

 

De Belém a Porto Alegre
Lula ou Bolsonaro?
Por
Olavo Soares – Gazeta do Povo
Brasília


O prefeito de Maceió, JHC, migrou do PSB para o PL para apoiar Bolsonaro| Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro (PL) tem mais apoio entre os prefeitos das maiores cidades do Brasil do que seu adversário no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No total, oito dos 20 gestores dos municípios mais populosos estão com Bolsonaro. Lula tem o voto de seis destes prefeitos.

O petista, no entanto, leva vantagem sobre o presidente se consideradas as populações das cidades administradas pelos prefeitos que apoiam publicamente um dos dois candidatos. Os municípios governados por prefeitos que anunciaram voto em Lula têm, somados, cerca de 16 milhões de habitantes. Já as cidades cujos gestores expressaram apoio a Bolsonaro reúnem aproximadamente 10 milhões de moradores.

Os prefeitos das maiores cidades que apoiam Bolsonaro são:

David Almeida (Avante), de Manaus;
Sebastião Melo (MDB), de Porto Alegre;
Guti (PSD), de Guarulhos (SP);
Capitão Nelson (PL), de São Gonçalo (RJ);
JHC (PL), de Maceió;
Wilson Miguel (MDB), de Duque de Caxias (RJ);
Adriane Lopes (Patriota), de Campo Grande;
Alvaro Dias (PSDB), de Natal.

Já Lula dispõe do apoio dos prefeitos:

Eduardo Paes (PSD), do Rio de Janeiro;
José Sarto (PDT), de Fortaleza;
Fuad Noman (PSD), de Belo Horizonte;
João Campos (PSB), de Recife;
Edmilson Rodrigues (Psol), de Belém;
Doutor Pessoa (Republicanos), de Teresina.
A Gazeta do Povo verificou manifestações públicas de apoio a Bolsonaro ou Lula por parte dos prefeitos dos 20 municípios mais populosos do Brasil, de acordo com as estimativas feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2020.

As declarações de voto foram emitidas pelos prefeitos por meio de publicações em redes sociais, entrevistas à imprensa ou em eventos públicos, como comícios de um dos candidatos à Presidência da República. No caso dos prefeitos que não emitiram expressamente opinião sobre a disputa eleitoral, a reportagem consultou as assessorias dos políticos.

Brasília é a terceira cidade mais populosa do Brasil. No entanto, por ser o Distrito Federal, a localidade não é considerada um município e não tem prefeito. A capital nacional é administrada por um governador. O atual, Ibaneis Rocha (MDB), foi reeleito no primeiro turno. Ele é apoiador de Bolsonaro.

São Paulo encabeça time dos indecisos
O prefeito da maior cidade do Brasil, São Paulo, não anunciou publicamente apoio a Lula ou Bolsonaro. Ricardo Nunes (MDB), que atuou como cabo eleitoral de Simone Tebet (MDB) no primeiro turno, não tem respondido à pergunta sobre em quem votará no próximo domingo (30). “O MDB nacional liberou seus filiados. Ainda não há essa decisão sobre a questão nacional. Estou dialogando com os deputados. Irei me posicionar, mas vou seguir o trâmite. Pode ser hoje ou daqui alguns dias”, disse à imprensa no último dia 14.

Atos e declarações públicas de Nunes, no entanto, indicam que Bolsonaro deve ser seu escolhido. O prefeito anunciou voto em Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), o candidato de Bolsonaro, no segundo turno da disputa ao governo de São Paulo. E também declarou que não apoia Lula “de jeito nenhum”.

Outros prefeitos também estão evitando uma declaração de voto na disputa presidencial. É o caso de Bruno Reis (União Brasil), de Salvador; Rafael Greca (PSD), de Curitiba; Rogério Cruz (Republicanos), de Goiânia; e Eduardo Braide (sem partido), de São Luís.

No caso do prefeito de Salvador, um elemento que estimula a ausência de posicionamento é a eleição estadual. Reis é aliado de ACM Neto (União Brasil), que está no segundo turno contra Jerônimo Rodrigues (PT). Neto declarou que se manterá neutro em relação à disputa entre Lula e Bolsonaro. O candidato, que foi prefeito de Salvador, é adversário histórico do PT. Mas leva em conta o fato de que Lula teve, na Bahia, sua terceira maior votação proporcional em todo o Brasil.

A assessoria do prefeito de Campinas (SP), Dario Saadi (Republicanos), não retornou o contato da reportagem.


Zema e Garcia lideram marcha pró-Bolsonaro de prefeitos
A importância de prefeitos na corrida presidencial foi acentuada após atos recentes promovidos pelos governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e de São Paulo, Rodrigo Garcia (PSDB).

Zema, que neste segundo turno atua como um dos principais cabos eleitorais de Bolsonaro, tem dialogado frequentemente com prefeitos mineiros para convencê-los a apoiar o presidente da República. O governador usa como um de seus argumentos a gestão de seu antecessor, Fernando Pimentel (PT). Segundo Zema, a administração do petista foi marcada por crises econômicas que afetaram o trabalho dos prefeitos.

Já Garcia, que também passou a defender Bolsonaro no segundo turno, reuniu prefeitos, na última quinta-feira (20), em um jantar com o presidente no Palácio dos Bandeirantes, a sede do governo paulista. O ato reuniu gestores de cidades de diferentes portes.

No primeiro turno das eleições presidenciais, Bolsonaro foi o mais votado em 11 dos 20 municípios mais populosos:

Rio de Janeiro
Belo Horizonte
Manaus
Curitiba
Goiânia
Guarulhos
Campinas
São Gonçalo
Maceió
Duque de Caxias
Campo Grande
Já Lula venceu nas outras nove:

São Paulo
Salvador
Fortaleza
Recife
Belém
Porto Alegre
São Luís
Natal
Teresina

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NOVAS TECNOLOGIAS E MUDANÇAS NA SOCIEDADE

 

Desafios
Novas tecnologias revolucionaram os canais de mídia e exigiram um novo posicionamento dos profissionais da área
Por
Danielle Blaskievicz – Gazeta do Povo


Hoje as marcas chegam ao consumidor por diversos canais e com mensagens específicas em cada um.| Foto: Pixabay

Acostumados a encontrar todas as referências que precisam na internet, os integrantes das novas gerações – também conhecidos por millenials ou geração Y, geração Z, alfa e afins, de acordo com a data de nascimento – podem ficar chocados ao se deparar com a antiga lista telefônica e constatar a forma com que “os antigos” pesquisavam os contatos de outras pessoas até meados da década de 1990. Se duvidar, é possível que até mesmo uma boa parcela daqueles que chegaram a encarar as enciclopédias, jornais impressos e telegramas tenham dificuldades de recordar como era a vida e a busca por informações antes da internet, Google, recursos de Inteligência Artificial e similares.

As novas tecnologias promoveram mudanças profundas na sociedade mundial e, principalmente, na forma de comunicação entre as pessoas. O impacto no meio empresarial foi ainda maior. A transformação digital impulsionou a convergência das mídias, dando início à comunicação digital.

Google substituiu a antiga lista telefônica na hora de buscar produtos e serviços. | Pixabay
Conheça o curso de especialização digital em Comunicação Digital, Branding e Storytelling da PUCPR

Hoje, com as redes sociais, cada empresa, instituição, serviço ou cidadão pode ter e ser seu próprio canal de comunicação. Tanto que no levantamento Empregos em alta em 2022 do LinkedIn, das 25 carreiras em destaque, estão funções como “gestor de tráfego”, “pesquisador em experiência do usuário”; “analista de design”; “consultor de design de produto” e “designer de conteúdo”, áreas que exigem competências em marketing digital, publicidade, design, gestão de tráfego, Google Ads, experiência do usuário (UX), design thinking e outras habilidades convergentes ou ligadas à tecnologia e à comunicação.

Prova disso é que uma rápida busca na própria plataforma de vagas do LinkedIn – principal rede social para realizar network e fazer a conexão de empresas e profissionais –, em agosto de 2022, com o termo “marketing digital”, aparecem cerca de 3,5 vagas disponíveis no Brasil apenas com essa descrição. Se quiser explorar outros termos do segmento, como “copywriting”, por exemplo, são outras 1,8 mil vagas.

Assim como o Google substituiu a lista telefônica na hora de localizar um produto ou serviço, a forma dos anúncios chegarem até seu público-alvo também mudou. Não basta mais investir em alguns centímetros de página de revista e achar que será suficiente para atrair clientes novos por ali.

O jornalista e consultor da UNESCO Clóvis de Barros Filho é um dos professores do curso de especialização digital em Comunicação Digital, Branding e Storytelling da PUCPR. | | CHICO MAX
O objetivo hoje é conquistar leads e transformá-los em clientes potenciais. Ou seja, segundo a linguagem do marketing digital, é criar uma estratégia para gerar oportunidades de negócios – o que se dá a partir de uma sólida base de dados, que, inclusive, deve estar adequada à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

Em resumo: na comunicação digital, existe todo um planejamento, uma estratégia e uma motivação para uma empresa ou produto estar em um tipo de rede social e não estar em outra. Ou estar em ambas, porém com conteúdos distintos para cada uma, com linguagens apropriadas.

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Na prática, a comunicação digital exige muito mais do que a mera experimentação. Exige técnica, conhecimento, estratégia e muito planejamento.

A pesquisa Global Marketing Trends 2022”, realizada pela Deloitte, reuniu dados e insights que apontam a evolução da visão dos consumidores sobre as marcas e como as empresas estão repensando suas abordagens para chegar até o consumidor, no Brasil e no mundo. As conclusões do estudo que indicam as tendências para este ano mostram, entre outras coisas, que 75% das empresas brasileiras pretendem investir mais na experiência em conjunto do físico com o digital.

Pesquisa mostra que os investimentos em comunicação devem ser divididos entre os canais físicos e digitais. | Pixabay
A expectativa dos consumidores com relação às marcas já era grande, mas aumentaram ainda mais com os novos hábitos adquiridos durante a pandemia da Covid-19 e com o digital cada vez mais presente no cotidiano. Nas empresas, isso refletiu em investir mais para melhorar a produtividade e eficiência (39%), o engajamento com os clientes (33%) e acelerar a mudança para plataformas digitais/tecnológicas (29%).

Para as empresas, a comunicação digital se tornou uma poderosa ferramenta para alavancar os negócios e consolidar as marcas no mercado. De acordo com a empresa de pesquisa de mercado eMarketer, somente na América Latina os investimentos em mídia digital cresceram em US$ 9,33 bilhões.

Outro dado relevante da eMarketer é que, pela primeira vez, os investimentos em publicidade no Brasil devem superar a marca dos US$ 15 bilhões, dos quais mais da metade (59%) serão direcionados às campanhas digitais. Além disso, de cada US$ 5 dólares investidos em publicidade na América Latina, US$ 3 devem ser destinados às mídias digitais.

E diante desses valores e estatísticas, é fundamental escolher quem está mais preparado para gerenciar os investimentos e o plano de ação da comunicação digital de um negócio, uma vez que cada centavo aplicado corretamente pode se transformar em novos negócios. Já o dinheiro mal aplicado, é prejuízo na certa.


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INOVAÇÃO E O FUTURO

Gil Giardelli é um Professor Global, Escritor, Roboticista e AÍ Eticista

No livro “Pensando o Impensável”, o tecno-otimista, especialista em inovação e cultura digital, aponta a razão de ser da tecnologia na construção de um mundo mais justo e igualitário

Passou o tempo em que a economia dependia unicamente da produção e comercialização de objetos, commodities e infraestrutura. Hoje, vive-se o limiar de uma economia circular, digital, de baixa emissão de carbono e pós-industrial. Um período em que a educação de alto impacto e o poder intelectual são tão importantes quanto os portos já foram um dia. Em breve, para calcular o PIB, o acúmulo de capital será somado à base estabelecida de intelectos e à difusão da inteligência artificial de determinado país.

As transformações na cultura mundial impulsionadas pela tecnologia são analisadas por Gil Giardelli em Pensando o Impensável, publicado pela Citadel Editora. Com experiência de quase vinte anos em inovação radical e cultura digital, o professor global, escritor e roboticista aborda não apenas as tendências futuristas – para daqui a dez, vinte ou cinquenta anos -, mas evidencia as inovações já em curso, que muitos ainda não se deram conta.

Segundo ele, expressões antes sussurradas pelos corredores das empresas são agora conversadas em alto e bom som: machine learning, inovação disruptiva, era cognitiva, era dos makers, hackathon, cocriação, computação quântica e várias outras tendências exponenciais. Estas novas palavras trazem consigo conceitos inéditos como manufatura molecular, humanoides, bitcoin, crowded orbits e uma série de outros ainda sem tradução para o português, que potencializam as novas formas de ver e agir na sociedade.

Os mecanismos de holograma, realidade estendida, telepresença, realidade aumentada e até realidade virtual promovem um novo tipo de trabalho, o fisital, em que a presença física e a virtual não têm mais separação. Muitos puderam experimentar um pouco disso durante a pandemia da covid-19, mas foi só o comecinho do que vem por aí. Mudanças de vínculo de trabalho, Gig Economy e Revolução P2P são sinais dessa nova maneira de operar.

Pensando o Impensável, p. 20

Giardelli inclusive aprofunda, em um dos dez capítulos, a pandemia como acelerador de tendências. Cita, entre outros, o exemplo de uma tecnologia desenvolvida na China para detectar a distância aceitável entre as pessoas em ambientes de trabalho. Pioneiro na promoção de cursos sobre inovação no Brasil, o autor também situa a realidade do país, que carece de políticas para potencializar o potencial criativo da população.

Ao refletir sobre os avanços tecnológicos, Pensando o Impensável lança um olhar importante sobre o modelo de sociedade e enaltece o aspecto humano dessa revolução. Tecno-otimista autodeclarado, Gil Giardelli resgata a razão de ser da tecnologia: ampliar as capacidades humanas para minimizar as desigualdades e, a partir das inovações, criar condições para a construção de um mundo mais igualitário.

Sobre o autor: Gil Giardelli é um Professor Global, Escritor, Roboticista e AÍ Eticista. Apresenta o programa “O Imponderável” todo sábado às 23h30 na Record News. Estudioso da inovação radical e da cultura digital com mais de 22 anos de experiência, é um difusor de conceitos e atividades ligados à sociedade em rede, colaboração humana, economia criativa, inovação, AI Economy, Liderança e criatividade do século XXI, transformação digital, Quarta revolução Industrial, Sociedade 5.0, H2H ESG Data, Empreendedorismo, Web 3.0, Metaverso, 5G/6G NFT e Blockchain entre outras qualificações. Por onde passa, compartilha estudos de alto impacto e ideias inovadoras para inspirar os Três Ss de estudos do futuro (Science, Society and Spirituality) através de suas palestras, aulas e conteúdo compartilhado nas mídias sociais. Na ESPM criou cursos pioneiros no Brasil como; – “Sociedade 5.0, AI Economy e os Tempos Pos-Normais” – Futuro Inteligente, Além da Inovação – China – Data driven Revolution. Criou o MBA da Gestão da Mudança e a Transformação Digital para o CNI (Conselho Nacional da Indústria) para colaborar com a Indústria na sua transformação no século XXI. Faz a curadoria e o projeto educacional para levar executivos para imersão em universidades de Higher Education ao redor do mundo, como Stanford University, Imperial College London e MIT. Hoje, colabora com o Fundação Dom Cabral, PUC/RS, Einstein Ensino e nos últimos anos lecionou nos MBAs da ESPM, FIA-LABFIN/PROVAR e da INEPAD-USP e como professor convidado em diversas universidades internacionais. Durante cinco anos foi Colunista na BandNewsFM. Hoje é membro do WFSF (Federação Mundial de Estudos do Futuro) em Paris e da World Future Society em Chicago.

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terça-feira, 25 de outubro de 2022

UCRÂNIA DEVE ADMINISTRAR BEM AS DOAÇÕES NA RECONSTRUÇÃO E EVITAR A CORRUPÇÃO

 

Nik Martin – DW

Em momento de escalada do conflito, duas cúpulas em Berlim visam estimular a reconstrução da Ucrânia após a guerra. Alemanha propôs um “Plano Marshall” para Kiev, mas não está claro como essa conta será paga.

Rússia intensificou campanha de destruição com drones em Kiev após retomada de territórios por tropas ucranianas© NurPhoto/IMAGO

Exatamente oito meses depois de os primeiros tanques russos invadirem a Ucrânia, as forças de Moscou intensificam os ataques à infraestrutura de energia do país vizinho.

Granadas e drones russos também alvejaram cidades ucranianas pela primeira vez em meses, incluindo a capital, Kiev, em retaliação a recentes retomadas de território pela Ucrânia.

Num momento de escalada do conflito, a Alemanha tem marcadas nesta última semana de outubro duas cúpulas em Berlim, com o objetivo de ajudar a Ucrânia a reconstruir rapidamente infraestruturas críticas e de garantir a recuperação do país após a guerra.

O primeiro evento, nesta segunda-feira (24/10), é um fórum econômico teuto-ucraniano; o segundo, programado para a terça-feira, é a Conferência para a Recuperação da Ucrânia, organizada pela Comissão Europeia e pelo governo alemão no âmbito de seu papel como ocupante da presidência rotativa do G7, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo.

Berlim insistiu que tratar-se de uma reunião de especialistas, não de uma conferência de doadores. Representantes do G7 e do G20 são esperados, ao lado de organizações internacionais e líderes da sociedade civil e da economia mundial.

Conta da guerra aumenta a cada dia

Enquanto isso, o colossal custo de apoiar a Ucrânia contra as forças militares russas se multiplica a cada dia. Pelo menos um terço dos empréstimos e financiamentos prometidos pelo resto do mundo estão sendo destinados a conter um déficit mensal de 4 bilhões de euros (cerca de R$ 21 bilhões) no orçamento do governo da Ucrânia.

A União Europeia, juntamente com os Estados Unidos e outros países, incluindo o Reino Unido e o Canadá, já comprometeram 93 bilhões de euros em armamentos, empréstimos e ajuda humanitária ao governo de Kiev entre fevereiro e o início de outubro, de acordo com um levantamento feito pelo Instituto de Economia Mundial (IfW) sediado em Kiel, no norte da Alemanha.

Com uma contração estimada de 30% a 35% no Produto Interno Bruto (PIB) apenas em 2022, a Ucrânia já está lutando para pagar pela guerra – sem falar do pagamento de dívidas ou da reconstrução do país.

Um novo plano Marshall?

Com a piora das finanças de Kiev, o chanceler federal alemão, Olaf Scholz, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propuseram um plano Marshall para a Ucrânia.O nome é uma alusão ao programa multibilionário criado por Washington após a Segunda Guerra Mundial para ajudar a reconstruir a Europa.

Em artigo conjunto publicado pelo diário Frankfurter Allgemeine Zeitung nesta segunda-feira, os dois alemães afirmaram que um “esforço geracional” para reconstruir a Ucrânia precisa começar imediatamente.

“Precisamos começar já a reconstruir edifícios residenciais, escolas, estradas e pontes destruídos, a infraestrutura e o fornecimento de energia – tudo isso para que a Ucrânia possa voltar a se pôr de pé rapidamente. A forma da reconstrução vai determinar que país a Ucrânia será no futuro. Um Estado constitucional com instituições fortes? Uma economia ágil e moderna? Uma democracia vibrante que pertence à Europa?”, indagaram os dois líderes europeus.

Em podcast de vídeo no último sábado, Scholz disse que a comunidade internacional precisaria assumir um enorme compromisso para a reconstrução da Ucrânia, a fim de “fazê-la funcionar bem”, e que os países precisariam prometer ajuda financeira “por muitos e muitos anos” ou até por “décadas”.

Danos russos estimados em US$ 750 bilhões

Também ao FAZ, o primeiro-ministro ucraniano, Denys Schmyhal, comentou no domingo que os danos causados pela invasão russa já atingiram “mais de 750 bilhões de dólares“.

Em agosto, o Banco Mundial, a Comissão Europeia e o governo ucraniano calcularam em mais de 252 bilhões de dólares as perdas acumuladas no país até 1º de junho, com custo estimado de reconstrução no patamar de 348,5 milhões de dólares.

Mas isso foi antes de a Rússia promover uma escalada do conflito ao alvejar usinas energéticas e cidades ucranianas. Em editorial publicado no jornal americano The Washington Post no fim de semana, a estimativa é que a conta da guerra poderia atingir até 1 trilhão de dólares.

Schmyhal pediu a liberação de 300 bilhões a 500 bilhões de dólares em bens russos congelados por sanções de países ocidentais contra Moscou em retaliação ao início da guerra, argumentando que o dinheiro poderia ser usado para a reconstrução da Ucrânia. “Deveríamos desenvolver um mecanismo para apreender bens russos”, instou.

Problemas financeiros dos doadores

Os próprios países doadores estão considerando a perspectiva de enormes comprometimentos financeiros com Kiev, enquanto muitos lidam com os próprios altos níveis de dívidas, aumento da inflação e desaceleração do crescimento econômico.

Ao mesmo tempo, eles deverão pedir garantias robustas a Kiev de que o dinheiro será usado para os objetivos determinados. Afinal, a Transparência Internacional listou a Ucrânia como o terceiro país mais corrupto da Europa, atrás da Rússia e do Azerbaijão.

O editorial do Washington Post detalhou como centenas de milhões de dólares em ajuda internacional foram desviados por oligarcas ucranianos nos últimos anos, acusando o governo de conivência ao permitir-lhes usarem empresas estatais como “caixas automáticos”.

UE precisa combater déficit de doações

As ressalvas quanto à corrupção podem explicar em parte a hesitação da UE – comparada aos EUA – em se comprometer e distribuir financiamentos para o governo em Kiev, até agora, segundo informações divulgadas pela ferramenta de rastreamento de apoio à Ucrânia elaborada pelo IfW de Kiel.

“Os EUA estão alocando quase o dobro da soma total de todos os países e instituições da UE”, relata Christoph Trebesch, líder do grupo que compila as informações para o levantamento.

“É uma contribuição parca por parte dos países maiores da UE, especialmente porque muitas de suas verbas estão chegando à Ucrânia com grande atraso. O baixo volume de novas ajudas em meados do ano parece estar continuando agora sistematicamente.”

O eurodeputado belga Guy Verhofstadt criticou no Twitter a reação da UE , dizendo que “a Europa demora a se comprometer, e mais ainda para liberar a ajuda”, tachando as políticas do bloco de “amadorismo político e loucura geopolítica”.

Provavelmente os líderes europeus estarão dispostos a aprender com os erros anteriores nos esforços de reconstrução pós-guerra, incluindo os do Afeganistão, Iraque e Bósnia. E deverão insistir que a Ucrânia mostre planos concretos de reforma do Estado de direito e do Judiciário, necessárias para acabar com a corrupção – antes de os doadores concederem bilhões de euros para a reconstrução do país.

Autor: Nik Martin

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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