Giorgia Meloni na sede de seu partido, em 25 de setembro: ela
será a primeira mulher a governar a Itália.| Foto: Ettore
Ferrari/EFE/EPA
O Brasil tem 418 mil eleitores que votam nas eleições italianas e
podem eleger um senador e dois deputados, que representam 12 países do
continente americano. Tentaram eleger o Emerson Fittipaldi, nosso
campeão de Fórmula 1, e o Andrea Matarazzo, que trabalhou no governo
Fernando Henrique, para uma vaga no Senado italiano. Só que a Argentina
tem 756 mil eleitores na Itália, e elegeram Mario Borghese; Fittipaldi
teve 31 mil votos e Matarazzo, 27 mil. Quanto aos dois deputados, um já
era parlamentar: Fábio Porta mora em São Paulo, mas é italiano, e teve
22 mil votos. Também foi eleito o argentino Franco Tirelli, que teve 44
mil votos.
Mas o mundo inteiro está falando é de uma jornalista que é deputada
há muito tempo, cerca de 20 anos: Giorgia Meloni, nascida em Roma, tem
45 anos, é mãe de uma menina, foi líder estudantil, ministra da
Juventude no governo Berlusconi, e é uma das fundadoras do Fratelli
d’Italia (“Irmãos da Itália”), um partido conservador, de direita. Ela
ganhou muito bem a eleição e vai ter maioria na Câmara e no Senado, o
sonho de todo chefe de governo.
Meloni é a primeira mulher a chefiar a Itália, e poderá aplicar as
teses que tem defendido a respeito de nacionalismo, controle de
imigração e mais independência em relação à União Europeia – ela critica
os burocratas de Bruxelas, onde funciona a sede da UE, que tem
atrapalhado a Itália. Meloni defende Deus, pátria e família, princípios
cristãos, é contra as teorias LGBT, casamento de pessoas do mesmo sexo,
aborto e ideologia de gênero.
Essa foi a vontade da maioria dos eleitores italianos, e agora
torcemos para tudo dar certo com Meloni, que já está fazendo contatos
com outras lideranças conservadoras de direita na Espanha, na Polônia e
na Hungria, para fazer uma grande frente contra essa invasão de
soberania e essas tentativas de “governo mundial”. Sobretudo, o que me
chama a atenção é sua defesa da soberania italiana. Aqui no Brasil, há
gente que está pouco ligando para a nossa soberania sobre a Amazônia,
dizendo que os organismos internacionais têm força sobre a Amazônia; são
os mesmos que pouco ligaram para o patrimônio da Petrobras, dado de
presente para a Bolívia na época de Evo Morales.
Ciro se mantém na campanha e não quer saber de “voto útil” Ciro
Gomes fez muito bem: criou expectativa e todos foram acompanhar o que
ele diria às 10 horas dessa segunda-feira; houve gente que até tirou da
cabeça que ele renunciaria. Mas não, Ciro reafirmou sua candidatura,
rejeitou a pregação de “voto útil” de Lula – assim como Simone Tebet
também já havia dito “não” – e disse que está se preparando para ir ao
segundo turno. O interessante é que os dois principais candidatos acham
que resolvem no primeiro turno; um, baseado nas pesquisas, e o outro,
baseado nas ruas. Daqui a pouco vamos saber.
O importante é que nós não desperdicemos nosso voto, que pensemos no
futuro de nossos filhos e netos. Isso é a coisa mais importante, porque
qualquer desastre afeta o país mesmo depois que o mandatário for embora;
as consequências do que acontecer de ruim vão ficar. É bom que a gente
lembre disso, tenha a consciência de eleitor e pense muito antes de
votar.
gas
pressure gauge on background of frozen flag of European Union, energy
crisis in European countries in the winter season, transition to
renewable energy sources, the increase in natural gas prices
| Foto: Bigstock
A Europa, definitivamente, não se cansa
de oferecer aos países inferiores mais e mais lições sobre como as
sociedades devem se comportar – e como devem ser governadas, é claro,
porque os seus burocratas e os seus governos sabem fazer isso melhor do
que ninguém. Quanto mais civilizada, responsável e globalista se torna,
mais instruções a Europa tem a transmitir. A última delas é francamente
assombrosa: a ministra do Meio Ambiente da Suíça propôs que as pessoas
passem a tomar banho juntas, para economizar a energia gasta com o
aquecimento da água. Não especificou quantas pessoas deveriam tomar esse
tipo de banho solidário. Duas? Três? Mais? O que ela disse é que a
Suíça tem de reduzir em 15% o seu consumo para evitar cortes de energia
neste inverno que vem chegando. Isso mesmo: banho junto. Que tal?
Imaginem se o presidente Jair Bolsonaro fizesse uma proposta dessas –
o que o mundo iria dizer? É melhor nem imaginar. Mas como a coisa vem
da Suíça, é considerada o máximo de sabedoria, consciência ambiental e
boa governança que a humanidade pode pretender. É tudo um perfeito
disparate. Uma das definições mais precisas que já foram dadas sobre o
papel dos governantes diz que a única função útil de sua existência é
tornar a vida das pessoas mais cômoda – o resto é conversa trapaceira de
ciência política. Temos, então, o seguinte exercício em demência: em
pleno ano 2022 do século XXI, uma dirigente de um dos países tidos como
um dos mais avançados do mundo propõe que a sua população se submeta ao
incômodo diário de gastar menos água no banho, ou tomar menos banhos.
Para que esse exagero de tomar banho todo dia? E qual será o próximo
passo da ministra ecológica: dizer que as pessoas devem ir menos ao
banheiro, para economizar a água de descarga das privadas? Já se pensou
nisso.
Imaginem se o presidente Jair Bolsonaro fizesse uma proposta dessas –
o que o mundo iria dizer? É melhor nem imaginar. Mas como a coisa vem
da Suíça, é considerada o máximo de sabedoria, consciência ambiental e
boa governança que a humanidade pode pretender
Figuras como essa ministra, e soluções como as suas, são o resultado
inevitável de anos seguidos de submissão automática dos governos
civilizados, virtuosos e inclusivos da Europa ao fanatismo crescente da
“causa ambiental”. Na sua aflição sem limites para parecerem
ambientalmente corretíssimos com o “planeta”, caíram na
irresponsabilidade – em benefício de grupos politicamente desajustados,
que não firam eleitos por ninguém e querem impor uma conduta a todos,
abandonaram seus deveres na busca e na manutenção de fontes de energia.
Fingiram, para agradar à militância ecológica, que era possível manter a
população nos mesmíssimos níveis de conforto, sem ninguém abrir mão de
nada, e ao mesmo tempo reprimir a produção de energia – um dos demônios
atuais da histeria ambiental. Deu na única coisa que poderia dar: crise.
Com a suspensão no fornecimento russo de combustíveis, a Europa se vê
agora, às portas do inverno, no desespero de encontrar energia para se
aquecer. Os governos terão, até o fim do ano, de gastar 500 bilhões de
euros para conter os aumentos brutais nas contas de energia. Só conter:
os aumentos dispararam, e já atingiram alturas que o consumidor mal
consegue pagar, quando consegue. É um desastre para economias que já vêm
sofrendo com crescimento baixo, inflação em alta, desemprego e o resto.
Enquanto isso, continuam todos de joelhos diante das seitas que
militam contra “a mudança no clima”, o “consumo”, a “destruição da
Amazônia” etc. – e escutam as recomendações da ministra suíça para tomar
banho junto.
Agência enviou no ano passado sonda em direção a corpo celeste
chamado Dimorphos, com objetivo de mudar sua trajetória e combater
possíveis ameaças à Terra
Com o objetivo de testar defesas contra ameaças à Terra, a Nasa, agência espacial americana, iniciou nesta segunda-feira, 26, mais uma fase da missão Dart (em
inglês: Teste de Redirecionamento de Duplo Asteroide), que pretende
mudar a trajetória de um corpo celeste capaz de causar problemas ao
planeta no futuro. Uma aeronave viajou a cerca de seis quilômetros por
segundo em direção ao meteoro Dimorphos, pequena lua de 160 metros de diâmetro que ronda o Sistema Solar, e colidiu com o mesmo para mudar sua órbita.
O resultado do impacto, ocorrido às 20h14 no horário de Brasília, com transmissão ao vivo no
canal da agência no YouTube, será medido por telescópios. O objetivo da
missão é testar métodos de defesa planetária contra corpos celestes que
possam representar uma ameaça à humanidade – no caso da Dart, a meta é
redirecionar o alvo.
A missão
Com uma hora restando para a colisão, a NASA atualizou que a rota do
Dimorphos estava estável e que eles tinham uma visão clara do asteroide.
Na casa de 47 minutos até o impacto, o objeto teve o alvo travado em
si. A Dart chegou a distancia de 7 mil milhas (cerca de 11 mil
quilômetros) quando faltavam 30 minutos, com imagem, dados e sistemas
estáveis.
Funcionários da Nasa celebram impacto bem sucedido contra asteroide como parte da missão Dart Foto: Jim Watson/AFP
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Restando 21 minutos, a agência já podia focar apenas no traqueamento
da espaçonave até a Dimorphos, pois a precisão também estava travada, a
4,5 mil milhas (7,24 mil km).
A quatro minutos do impacto, a Dart já estava a apenas 100 milhas
(160 km) do asteroide, e às 20h14 no horário de Brasília, como previsto,
a nave colidiu com o objeto.
”Nós temos impacto!’” anunciou Elena Adams, do Controle da Missão à agência de notícias AP,
no momento em que o objetivo foi alcançado. “Estamos embarcando em uma
nova era da humanidade”, disse Lori Glaze, diretora da divisão de
ciência planetária da NASA. Apesar do sucesso e a empolgação da agência,
é possível que ainda leve semanas para coletar os resultados e
determinar o quanto a órbita do asteroide foi modificada.
A proximidade com a Terra permitirá que especialistas em defesa
planetária meçam o impacto. A escolha da data foi proposital, pois a
cada 770 dias, o Didymos, sistema onde o Dimorphos está localizado, fica a 11 milhões de quilômetros de nós.
Em 2024, a nave Hera, da Agência Espacial Europeia (ESA),
visitará o aglomerado para analisar a colisão com mais detalhes. A
missão utiliza elementos de energia cinética e será avaliada também sua
capacidade de repetição para que seja estabelecida como uma técnica
sólida.
No novembro de 2021, a Nasa lançou a sonda Dart a bordo de um foguete Falcon 9 da Space-X Foto: Bill Ingalls/Nasa/AFP
O alvo da Nasa nunca teve risco de causar um “armaggedon” em si. No
entanto, são conhecidos atualmente cerca de 25 mil asteroides próximos
ao planeta, em escala espacial, que representam ameaça, mesmo com
chances baixas – e isso é somente 40% do que pode ser o número total.
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Segundo a agência, o sucesso da missão é fundamental para traçar um
plano estratégico e realizar testes também em outros corpos celestes.
“Estamos trabalhando para adicionar mais rochas espaciais ao nosso
catálogo e, enquanto isso, tentando descobrir como garantir que nenhuma
atinja a Terra”, disse Thomas Zurbuchen, integrante da diretoria de
missão científica da Nasa, no lançamento da operação, em 2021.
Além de combater possíveis “agentes do apocalipse”, a Dart também
está focada em desenvolvimento de tecnologia autônoma. Na sonda, foram
implementados algoritmos que permitem a viagem sem um operador. Em caso
de sucesso e bons resultados, a exploração espacial evoluiria em
comunicação – ou o descarte da mesma. Atualmente, as informações
enviadas às naves pelo comando demoram algum tempo para que cheguem, o
que não permite controle em “tempo real”.
Asteroide na Rússia
O ímpeto em acelerar o desenvolvimento de defesas planetárias foi
impulsionado pela queda de um asteroide de 18 metros de diâmetro na
cidade de Chelyabinsk, na Rússia, que gerou uma onda de choque e causou
danos a seis municípios. A explosão feriu mais de 1600 pessoas e causou
danos estimados em US$ 30 milhões (cerca de R$ 153,5 milhões).
Apesar do susto, impactos do tipo são comuns na história da Terra.
Diariamente, objetos caem na atmosfera do planeta e são queimados pelas
suas proteções naturais. O perigo real surge quando o corpo mede mais de
100 metros de diâmetro, pois esses têm mais chances de não se
desintegrarem e são mais difíceis de detectar. De acordo com a Nasa, a
entrada de meteoros e cometas do tipo ocorrem uma vez a cada 20 mil
anos.
Asteroides maiores, como o responsável pela extinção dos dinossauros
há quase 66 milhões de anos – com aproximadamente 10 quilômetros de
diâmetro – são mais fáceis de serem notados com antecedência. No
entanto, a técnica testada pela agência americana ainda não será
suficiente para evitar um desastre global, mas sim danos locais.
fotos para ilustração
Dinheiro, corrupção, imposto
Imagem ilustrativa.| Foto: Arquivo/Gazeta do Povo
Ela une
tudo e todos. Une da pior maneira, corroendo a vida de quem trabalha,
estuda ou cuida da casa. Seria o caso de dizer que a corrupção infesta a
nossa sociedade e é uma enfermidade amplamente difundida e que ainda
espera ter sua “vacina” adotada de Norte a Sul.
Definir corrupção, para os leigos, é simples – o resultado de quem
obtém vantagem por meios considerados ilícitos. Corrupção vem do latim
corruptus, ou seja, quebrar em pedaços, decompor. Corromper tem mesmo o
sentido de “tornar pútrido”. Quem exerce cargo público comete esse crime
quando recebe benefícios por fazer (ou deixar de fazer) o que se espera
seja feito em função do cargo que ocupa.
Desvio de conduta, lavagem de dinheiro, fraude e improbidade
administrativa, assim como peculato e prevaricação, são os casos mais
frequentes, de efeitos bastante complexos por aqui, para dizer o mínimo.
Senão vejamos: em 2021, o Brasil ocupou a 94ª posição, entre 180
países, no ranking de corrupção organizado pela Transparência
Internacional. E tudo poderia ser diferente, caso o Congresso Nacional
usasse de suas prerrogativas para avançar pautas fundamentais no combate
à corrupção.
Editorial: O eleitor e o combate à corrupção O que precisa mudar no tabuleiro da democracia brasileira Eleições e corrupção: é preciso falar sobre a gestão pública “Jeitinho brasileiro”: uma expressão lastimável e perigosa Exemplos?
Criar legislações eficazes, que reduzam a impunidade; fiscalizar os
atos do Executivo e fortalecer as instituições fiscalizadoras,
desestimulando condutas ilícitas com vigilância constante; exigir
transparência nos dados públicos, servindo-se de mais tecnologia; buscar
a descentralização do poder na tomada de decisões e estimular a
cidadania, promovendo a participação de instituições e sociedade na
discussão de medidas anticorrupção.
Porém, das 35 pautas prioritárias do governo federal apresentadas na
Câmara e no Senado entre 2020 e 2022, nenhuma fez referência ao combate à
corrupção. Pior: já ficou claro que a atual Presidência da Câmara não
tem a menor intenção de colocar esse tipo de pauta em votação. O combate
à corrupção não faz parte da agenda prioritária do Congresso Nacional.
“A luta contra a corrupção não será vencida por nocaute, mas sim por
pontos”, já alertou Carlos Ayres de Brito, ex-ministro do Supremo
Tribunal Federal. Esse deve ser de fato o mantra capaz de inspirar
brasileiros a exigir outra atitude por parte de todos; afinal, nunca se
denunciou tanto corrupção em jornais e TV. No Congresso Nacional, é
preciso aprovar leis que restrinjam o foro privilegiado, eliminando os
privilégios; aumentem o rigor na punição dos crimes cometidos, incluindo
os de partidos políticos e campanhas eleitorais; atuem com firmeza
contra a improbidade administrativa, aplicando instrumentos do direito
penal e processual eficientes.
Desde março de 2019, a Frente Ética de Combate à Corrupção, que
inclui centenas de deputados federais e senadores, tem alimentado
discussão e ações entre setores dos Três Poderes, entidades e sociedade
civil, atraindo de ex-ministros a ONGs e instituições internacionais.
Bala de prata para acabar com a corrupção não há, sabe-se bem. Mas o
combate à praga que devasta corpo e alma do país está em andamento,
ainda que a pequenos passos.
Adriana Ventura é presidente da Frente Parlamentar Ética Contra a Corrupção.
Boby Vendramin, Diretor de Marketing e Mídia LATAM da Purple-Lens
An
Israeli flag blows in the wind from an elevated view of the Western
Wall. Jewish orthodox believers read the Torah and pray facing the
Western Wall, also known as Wailing Wall or Kotel in Old City in
Jerusalem, Israel. It is small segment of the structure which originally
composed the western retaining wall of the Second Jewish Temple atop
the hill known as the Temple Mount to Jews and Christians.
Quanto maior o número de pessoas circulando na loja, maiores serão
as chances de vendas e consulta de clientes. Mas quando a estrutura da
loja não está adequada para pessoas com certas limitações, sejam motoras
ou visuais, muitos consumidores deixam de visitar o comércio e o
negócio deixa de vender. Uma loja física precisa ter o máximo de
facilidades para receber as pessoas e sabemos que reconstruir a loja é
caro, gera transtornos e o resultado pode não ser o esperado. A solução?
Adaptar a loja física, sem mexer na fundação do prédio.
A mesma coisa acontece nas lojas online. Muitos sites não foram
criados para receber tráfego de pessoas com limitações visuais,
auditivas ou de mobilidade. Essa é uma preocupação muito recente que,
tal qual nas lojas físicas, não existia, mas que pode ser adaptado. Para
Boby Vendramin, Diretor de Marketing e Mídia LATAM da Purple-Lens,
desenvolvedora israelense da ferramenta, é possível pavimentar os
caminhos online de qualquer estrutura web criando acessos, independente
da arquitetura utilizada pelo site: “É um plug in automático, tecnologia
israelense capaz de transformar qualquer site simples ou truncado em
uma verdadeira experiência para qualquer usuário. Basta fazer um
cadastro e instalar o código de incorporação. Assim que estiver
instalado, o site já conta com as funcionalidades de acessibilidade”.
Plug in modifica e melhora o site
Para um maior aproveitamento da solução, também há um scanner que
realiza uma varredura em todo o site apontando todas as melhorias
necessárias para boas práticas de código acessível. Quando há alguma
dificuldade na estrutura do site, que o Purple Lens não consegue
resolver automaticamente, um relatório aponta exatamente dentro do
código que deverão ser feitas.
Testando antes da contratação
Outra vantagem da ferramenta é a possibilidade de experimentar todas
as funcionalidades do sistema por 14 dias antes da aquisição. Isso torna
o processo de ajuste à acessibilidade totalmente livre de riscos: “Se
no final deste teste não houver satisfação por parte do usuário, nenhuma
cobrança será feita. Isso também dá a oportunidade às agências e
freelancers de demonstrarem na prática o potencial da ferramenta antes
da contratação” completa Boby.
Enquanto a luta por preservar vidas continua à toda,
empreendedores e gestores de diferentes áreas buscam formas de
reinventar seus negócios para mitigar o impacto econômico da pandemia.
São momentos como este, que nos forçam a parar e repensar os
negócios, são oportunidades para revermos o foco das nossas atividades.
Os negócios certamente devem estar atentos ao comportamento
das pessoas. São esses comportamentos que ditam novas tendências de
consumo e, por consequência, apontam caminhos para que as empresas
possam se adaptar. Algumas tendências que já vinham impactando os
negócios foram aceleradas, como a presença da tecnologia como forma de vender e
se relacionar com clientes, a busca do cliente por comodidade,
personalização e canais diferenciados para acessar os produtos e
serviços.
Com a queda na movimentação de consumidores e a ascensão do
comércio pela internet, a solução para retomar as vendas nos comércios
passa pelo digital.
Para ajudar as vendas nos comércios a migrar a operação mais
rapidamente para o digital, lançamos a Plataforma Comercial Valeon. Ela é
uma plataforma de vendas para centros comerciais que permite conectar
diretamente lojistas a consumidores por meio de um marketplace exclusivo
para o seu comércio.
Por um valor bastante acessível, é possível ter esse canal de
vendas on-line com até mais de 300 lojas virtuais, em que cada uma
poderá adicionar quantas ofertas e produtos quiser.
Nossa Plataforma Comercial é dividida basicamente em página
principal, páginas cidade e página empresas além de outras informações
importantes como: notícias, ofertas, propagandas de supermercados e
veículos e conexão com os sites das empresas, um mix de informações bem
completo para a nossa região do Vale do Aço.
Destacamos também, que o nosso site: https://valedoacoonline.com.br/ já foi visto até o momento por mais de 165.000 pessoas e o outro site Valeon notícias: https://valeonnoticias.com.br/
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significativos de audiência para uma iniciativa de apenas dois anos.
Todos esses sites contêm propagandas e divulgações preferenciais para a
sua empresa.
Temos a plena certeza que o site da Startup Valeon, por ser
inédito, traz vantagens econômicas para a sua empresa e pode contar com a
Startup Valeon que tem uma grande penetração no mercado consumidor da
região capaz de alavancar as suas vendas.
ITALO NOGUEIRA E VICTORIA AZEVEDO – Folha de São Paulo
O Ex-Presidiário gosta do dinheiro público e quer mais esse além do que ele já retirou.
RIO DE JANEIRO, RJ, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ex-presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou em ato no Rio de Janeiro, neste
domingo (25), que o Estado terá que “devolver” e lhe “pagar os prejuízos
que eles causaram” em sua vida enquanto ele esteve preso.
As declarações foram dadas no momento em que Lula dizia que foi absolvido nos processos em que respondia na Justiça.
O petista recordou declaração do jornalista William Bonner durante
sabatina no Jornal Nacional, em agosto, em que ele relembrou os
julgamentos do ex-presidente na Lava Jato e o fato de ele ter tido suas
condenações anuladas.
“Achei honroso o William Bonner no dia que fui na entrevista da
Globo, ele teve a grandeza de dizer: ‘Presidente, o senhor não deve mais
nada à Justiça desse país’. E quem deve são eles a mim. Porque em algum
momento o Estado vai ter que devolver e me pagar os prejuízos que eles
causaram na minha vida”, disse Lula em ato na quadra da Portela, no Rio
de Janeiro.
“Eles sabiam [que] eu não tinha nenhum problema de ficar lá, não
tinha nenhum problema. Até porque eu já tinha sido preso em [na década
de] 80 e fiquei 31 dias preso. Depois eu lembrei: por que estou
preocupado de estar preso se o nosso querido Mandela ficou 27 anos e
saiu para governar a África do Sul?”, seguiu o petista.
No discurso, Lula também disse que é “culpado de ser inocente” e
criticou o ex-juiz Sergio Moro e o presidenciável Ciro Gomes (PDT) por
declarações em que eles afirmaram que o ex-presidente não havia sido
absolvido nos processos.
“O [Sergio] Moro fala que não [fui absolvido]. Ouvi o Ciro falando
‘não, você não foi absolvido’. Fui absolvido em 26 processos, duas vezes
na ONU e pela Suprema Corte”, disse Lula.
A declaração do ex-presidente foi criticada e serviu como munição para ataques de bolsonaristas nas redes sociais.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do presidente Jair
Bolsonaro (PL), compartilhou trecho do discurso de Lula e escreveu que
essa fala é “para cuspir na cara de todos os brasileiros de bem”.
“O Brasil ainda está devendo ao ladrão? O raivoso Lula quer terminar o serviço”, escreveu.
O assessor para assuntos internacionais da Presidência, Filipe
Martins, também criticou a fala de Lula e disse no Twitter que o
ex-presidente “deu com as línguas nos dentes”.
“Entregou seu plano de tomar dos cofres públicos o dinheiro do povo
brasileiro para ‘compensá-lo’ por ter sido preso e condenado como líder
do maior esquema de corrupção do mundo”, escreveu.
O ex-presidente ficou 580 dias preso na sede da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba.
Em abril deste ano, o Comitê de Direitos Humanos da ONU concluiu que
os procuradores da Lava Jato e Moro foram parciais em relação aos casos
investigados contra o ex-presidente.
Naquele momento, o advogado Cristiano Zanin, que representa o
petista, afirmou à imprensa que o governo brasileiro teria que comunicar
a ONU, em um prazo de até 180 dias, quais medidas ele iria tomar para
“reparar danos causados ao ex-presidente Lula” e para evitar que
procedimentos identificados na Lava Jato possam ocorrer com outros
brasileiros.
Detalhe da estátua da Justiça, que fica na frente do STF.| Foto: Nelson Jr./STF
Propostas
apresentadas por deputados federais e senadores que buscam mudanças na
composição e no funcionamento do Supremo Tribunal Federal (STF)
atravessam anos sem tramitação e têm se acumulado nas gavetas virtuais
do Congresso Nacional. Os projetos atacam pontos como os mecanismos de
escolha dos membros da Corte, a duração dos mandatos dos ministros e a
sistemática de impeachment dos integrantes do STF.
Via de regra, as proposições não chegam nem sequer a ser rejeitadas;
seu destino, no geral, é aguardar apreciação em comissões ou a
designação de relatores – o que habitualmente não têm prazo limite para
ocorrer. Algumas das propostas são defendidas por representantes da
esquerda e da direita. Ainda assim, não obtêm força política para
avançarem.
Duas ideias que também buscavam modificar o Supremo acabaram se
enfraquecendo em um estágio ainda anterior: não conseguiram, ao menos
até o momento, reunir os apoios necessários para sua tramitação. Ambas
são projetos idealizados no formato de Proposta de Emenda à Constituição
(PEC), que, para terem seu pontapé inicial formal no Legislativo,
demandam a assinatura de 171 deputados.
Os dois projetos são de autoria de deputados defensores do presidente
Jair Bolsonaro (PL): Domingos Sávio (PL-MG) e Paulo Eduardo Martins
(PL-PR), e se tornaram conhecidos no último mês de junho. A proposta de
Sávio foi apelidada de “PEC anti-STF”, porque tinha como principal meta
diminuir o poder da Corte. Entre outras determinações, a proposta dava
ao Congresso a possibilidade de rever decisões tomadas pelo Supremo. Já a
proposição de Martins dificulta a tomada de decisões monocráticas por
parte dos ministros do STF e restringe a possibilidade de sindicatos e
partidos políticos apresentarem ações na corte.
Propostas para mudar escolha para o STF e que estabelecem mandato para ministros No
início de 2020 o então presidente do Senado e do Congresso, Davi
Alcolumbre (União Brasil-AP), divulgou as prioridades do ano para o
Legislativo, e entre elas estava uma proposta que revia o modelo de
nomeação dos ministros do STF. O projeto tinha autoria do senador Lasier
Martins (Podemos-RS) e relatoria do então senador Antonio Anastasia
(PSD-MG), atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).
Governo tem 6% do orçamento à sua disposição, e Congresso quer diminuir essa fatia
Qual é a eficácia dos mecanismos de controle do STF e por que papel do Senado é crucial
Democracia, liberdade econômica e menos corrupção: o que explica o sucesso dos países A
proposta determinava que cada integrante do Supremo seria selecionado
pelo presidente da República a partir de uma lista tríplice formada por
um colegiado constituído por sete membros, entre eles representantes do
TCU, do próprio STF e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Hoje, o
presidente da República é quem escolhe um nome de qualquer cidadão
brasileiro acima de 35 anos com “notável saber jurídico e reputação
ilibada”.
O texto do projeto ainda determinava que os membros da corte
passariam a ter mandato fixo de 10 anos. Atualmente, a única limitação
de tempo é a idade do ministro, que tem de se aposentar compulsoriamente
quando completa 75 anos de idade.
A deflagração da pandemia de coronavírus subverteu as prioridades que
o Congresso tinha no início de 2020 e impediu o avanço da proposta que
mudaria o STF. Mas mesmo após a melhoria da crise sanitária da Covid-19,
o tema saiu de cena, e não está hoje entre os assuntos em destaque no
Congresso.
Com isso, o projeto de Lasier Martins foi para a lista de espera,
assim como um do deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), protocolado em
2015, que também estabelecia mandato de 10 anos aos ministros do
Supremo.
Quatro anos depois de Cunha Lima, foi a vez de o deputado Paulo
Ganime (Novo-RJ) apresentar outro projeto com novas regras para a
escolha de ministros e para o tempo de mandato. Pela proposição, os
ministros seriam selecionados de forma alternada, com o direito à
indicação variando entre presidente da República, Câmara dos Deputados,
Senado e o próprio STF. Ganime sugeriu ainda que os mandatos fossem de
12 anos.
O tratamento recebido pelo projeto de Ganime é um símbolo do destino
dado às proposições sobre o tema – e também de como esse assunto se
espalha pelas diferentes vertentes ideológicas. A proposta de Ganime foi
“apensada” a uma outra de 2012. No linguajar do Congresso, apensar
significa fazer com que dois projetos de teor semelhante tramitem
juntos. A ideia é evitar o retrabalho.
O projeto de 2012 apensado ao de Ganime previa mandatos de sete anos
aos ministros do STF e foi apresentado pelo ex-deputado Nazareno
Fonteles (PT-PI). E, por sua vez, esse projeto de Fonteles havia sido
apensado a um de 2008, proposto por Neilton Mulim (PP-RJ). A proposição
de Mulim não passou por tramitações significativas nos últimos cinco
anos.
O Congresso ainda discutiu um projeto da então senadora Marta Suplicy
(SP) que cria uma nova sistemática para os prazos relacionados à
nomeação de novos ministros do STF. Atualmente, o presidente da
República é livre para fazer sua escolha para o Supremo quando quiser, e
o Senado também não tem um prazo delimitado para apreciar a indicação.
A proposta de Marta previa que o presidente teria três meses para
indicar o nome, e o Senado 45 dias para aprová-lo ou rejeitá-lo. O
projeto chegou a ter algum avanço nos meses iniciais após ser
apresentado, mas está inativo há pelo menos um ano.
Impeachment de ministros do Supremo é tratado em projetos O
Congresso ainda discute – também a passos lentos – projetos que reveem
os mecanismos de impeachment de ministros do STF. Hoje, o impeachment é
conduzido pelo presidente do Senado. Qualquer cidadão pode pedir o
afastamento e cassação, mas a decisão sobre a abertura ou não de um
processo compete exclusivamente ao presidente do Senado.
Duas dessas proposições ampliam o leque dos crimes de
responsabilidade que são passíveis de impeachment de ministros do STF.
Em uma delas é definido como crime de responsabilidade emitir opinião
sobre processos ainda em curso. Os dois projetos são de autoria de
deputados aliados do governo Bolsonaro: Chris Tonietto (PL-RJ) e Paulo
Eduardo Martins.
PEC da Bengala no Judiciário venceu a gaveta Em 2017, a imposição
de prazo para o mandato de ministros do STF chegou a ser aprovada em uma
comissão da Câmara que discutia a reforma política. A proposição havia
sido apresentada pelo então deputado Vicente Cândido (PT-SP). Mas não
prosperou quando a Câmara votou a reforma política. O trecho sobre os
ministros do STF foi suprimido, e não voltou ao debate.
Dois anos antes, o Congresso havia aprovado uma rara proposta de
emenda à Constituição de impacto no Judiciário: a chamada “PEC da
Bengala”. A proposição elevou de 70 para 75 anos o prazo para
aposentadoria compulsória dos integrantes do STF e de demais tribunais
superiores. A aprovação da “PEC da Bengala”, ao estender o tempo de
trabalho dos ministros, impediu a então presidente Dilma Rousseff (PT)
de indicar novos nomes para o STF. À época, a Câmara era presidida por
Eduardo Cunha, adversário da petista.
Nos últimos anos, uma iniciativa que reverte os efeitos da “PEC da
Bengala” chegou a ter avanços na Câmara. A ideia é defendida pela
deputada Bia Kicis (PL-DF), apoiadora do presidente Bolsonaro, e
determina que a aposentadoria compulsória volte a ser aos 70 anos.
(Brasília,
DF – 01/02/2017) Mastro da Bandeira Nacional na Praça dos Três Poderes,
vista do Palácio do Planalto. Foto: Guilherme Britto/PR
Mastro da Bandeira Nacional na Praça dos Três Poderes, visto do
Palácio do Planalto: saúde pública, educação e geração de emprego devem
ser prioridades do presidente eleito, segundo pesquisa.| Foto: Guilherme
Britto/PR
O governo que for escolhido pelo eleitor em outubro
para a gestão dos próximos quatro anos enfrentará extensa lista de
problemas e desafios, alguns relativos ao curto prazo e outros
vinculados ao longo prazo. As carências e os obstáculos estão
praticamente diagnosticados, restando saber como o Poder Executivo e o
Poder Legislativo atuarão para que o país conseguir prosperar rumo à
melhoria das condições de vida da população. Seja quem forem os eleitos,
eles deverão responder à sociedade com programas e propostas, num
primeiro momento, e com medidas concretas na ação executiva do dia a
dia. Os grandes objetivos socioeconômicos são sempre os mesmos: aumentar
a produção nacional a taxas acima do crescimento populacional, como
condição necessária para expandir a renda por habitante, superar a
miséria e reduzir a pobreza.
O desafio de melhorar as condições de bem-estar social médio da
população é imenso, pois, segundo estimativas extraídas dos dados do
IBGE, a população atingirá 216 milhões de habitantes em 2023, dos quais
pelo menos 25% são pobres ou miseráveis. Não há divergências quanto aos
objetivos gerais, ficando as discordâncias por conta das medidas e
projetos a serem implantados e em que ordem serão executados. O governo e
os parlamentares que assumirão em janeiro próximo terão de lidar, no
curto prazo, com cinco problemas econômicos: desemprego, inflação, saúde
fiscal, dívida pública e juros. O primeiro aspecto a ser entendido é
que esses problemas estão todos interligados e são de responsabilidade
não só do governo federal, mas também dos governos estaduais e
municipais.
O Brasil tem condições propícias ao crescimento econômico e
desenvolvimento social. Resta esperar que os eleitos tenham a
competência para escolher as políticas públicas certas e executá-las com
eficiência
O setor público não se resume apenas ao governo federal, mas este é o
ator principal no sucesso ou fracasso da condição futura nacional. Todo
governo tem de lidar com o curto prazo, pois é do êxito na gestão deste
que se define o cenário para o êxito do crescimento e da melhoria
social no longo prazo. O bom desempenho na gestão daqueles cinco
problemas citados é requisito necessário para o sucesso no longo prazo e
para definir os rumos da economia do país. Seguindo a ordem da lista, o
primeiro e mais premente desafio diz respeito à luta incessante para
tentar trazer o desemprego para 5% da população economicamente ativa.
Para isso, o Brasil necessita gerar 5 milhões de empregos novos,
praticamente todos no setor privado, e o pré-requisito número um para
obter sucesso nessa empreitada é o crescimento firme e contínuo do PIB. O
crescimento do PIB, por sua vez, requer segurança jurídica e ambiente
institucional favorável à atração de empreendedores nacionais e
investidores estrangeiros dispostos a colocar seu dinheiro no Brasil.
O segundo desafio é o enquadramento da inflação na meta estabelecida
pelo Conselho Monetário Nacional, também pelo efeito que a inflação tem
no incentivo ou desestímulo aos investimentos privados. Nesse ponto, os
sinais atuais são bons, pois o repique da inflação, levando-a a mais de
10% no acumulado de 12 meses, foi consequência de fatores como a
retomada pós-pandemia e choques de oferta, valendo citar a crise hídrica
e a invasão da Ucrânia como eventos que ajudaram a piorar o quadro
inflacionário – um fenômeno que não se limita ao Brasil, mas é global, a
ponto de Estados Unidos e outras economias desenvolvidas terem
registrado inflação anualizada superior à brasileira.
O terceiro desafio – o controle das contas fiscais – tem conexão
direta com a inflação. A decisão de elevar substancialmente os gastos
com programas sociais de ajuda aos afetados pela pandemia foi
perfeitamente justificada, dado o elevado número de brasileiros que
perderam parcial ou totalmente sua renda durante o isolamento social. No
entanto, em condições normais, sem crises graves, o controle fiscal é
obrigação dos gestores públicos, sendo algo relativamente fácil de
realizar. Tal controle é importante para a criação do ambiente
institucional favorável à atração de investimentos e, adicionalmente,
contribui com o combate à inflação.
O equilíbrio fiscal, por sua vez, ajuda na administração do
quarto desafio: o controle da dívida pública, que abre espaço para
aumento dos investimentos do governo, aumenta os fundos disponíveis no
sistema bancário para financiamento privado ao diminuir a pressão do
governo por novos empréstimos e, como consequência, deixa de pressionar a
taxa de juros para cima. A contenção da taxa de juros – o quinto
desafio de nossa relação – por si só provoca aumento do consumo, aumento
dos investimentos e, ao exigir menores despesas do governo com encargos
da dívida, ajuda na redução do déficit público.
A boa gestão desses cinco elementos macroeconômicos tem efeito
favorável significativo sobre o crescimento econômico. Assim, qualquer
que seja o governante, a sociedade deve pressionar para que essa linha
seja seguida, inclusive porque, apesar dos problemas derivados da
pandemia, da crise hídrica e da guerra, o Brasil está em situação
momentânea melhor até mesmo que muitos países desenvolvidos. Os
indicadores de Estados Unidos, Europa e vários países latino-americanos,
para ficar em alguns exemplos, estão inferiores aos brasileiros,
demonstrando que o Brasil tem condições propícias ao crescimento
econômico e desenvolvimento social. Resta esperar que os eleitos tenham a
competência para escolher as políticas públicas certas e executá-las
com eficiência.
Giorgia Meloni, líder do Irmãos da Itália, deve ser a nova primeira-ministra.| Foto: Ettore Ferrari/EFE
A
líder do partido Irmãos de Itália (FdI), Giorgia Meloni, disse que a
coalizão de direita que venceu as eleições gerais italianas deste
domingo (25) vai governar para unir o país.
Esta foi a primeira declaração pública de Meloni depois que sua
legenda, uma das três que formam a coalizão direitista, foi a mais
votada no pleito. Com isso, ela deve se tornar a primeira mulher a
governar a Itália.
Em discurso em um hotel nos arredores de Roma no início da madrugada
de segunda-feira (26), Meloni evitou tons triunfalistas e garantiu que a
coalizão também composta pela Liga, de Matteo Salvini, e o Força
Itália, de Silvio Berlusconi, governará “para que os italianos possam se
orgulhar de serem italianos”.
De acordo com os resultados parciais, o FdI foi o partido mais
votado, com cerca de 26%, e a coalizão obteve 43%, contra 26% do bloco
progressista liderado pelo Partido Democrata (PD).
“Os italianos deram uma indicação clara a partir das urnas, e a
indicação é para um governo de centro-direita sob a orientação do Irmãos
de Itália”, disse Meloni. Ela também afirmou que é “hora de os
italianos terem novamente um governo que saia de uma indicação nas
urnas”.
Meloni lamentou que a campanha eleitoral tenha sido “agressiva e
violenta” e ressaltou que “a Itália e a União Europeia precisam da
contribuição de todos para a complexa situação em que nos encontramos”.
Ela também se mostrou descontente com a taxa de abstenção no pleito –
36% – e declarou como objetivo “reconstruir a relação entre o Estado e
os cidadãos”.
Quem é Giorgia Meloni, política conservadora que pode se tornar a próxima premiê da Itália
Por Fábio Galão
Giorgia Meloni é líder do partido conservador Irmãos da Itália,
que aparece nas pesquisas em empate técnico na liderança com o
centro-esquerdista Partido Democrático| Foto: EFE/EPA/ALESSANDRO DI MEO
Em
25 de setembro, os italianos foram às urnas para as eleições gerais no
país, antecipadas devido ao colapso da coalizão do primeiro-ministro
Mario Draghi. Na disputa, aparece como favorita a deputada Giorgia
Meloni, de 45 anos e líder do partido conservador Irmãos da Itália. Como
vencedora, ela será a primeira premiê mulher da história italiana.
Nas últimas pesquisas, a legenda de Meloni aparecia em empate técnico
na liderança com o centro-esquerdista Partido Democrático, liderado por
Enrico Letta.
Para garantir a maioria no Parlamento, os Irmãos da Itália têm como
trunfo a aliança com a direitista Liga Norte, de Matteo Salvini (crítico
da imigração ilegal, como Meloni), e o partido de centro-direita Forza
Italia, do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, em cujo governo
Meloni foi ministra da Juventude entre 2008 e 2011.
A deputada é acusada por seus opositores de ser neofascista, já que o
símbolo dos Irmãos da Itália tem uma chama com as cores da bandeira
italiana que também aparecia no logo do Movimento Social Italiano,
legenda neofascista fundada após a Segunda Guerra Mundial (e extinta em
1995). Além disso, em 2019, Meloni apoiou Caio Giulio Cesare Mussolini,
bisneto do ditador Benito Mussolini, na sua candidatura ao Parlamento
Europeu.
Entretanto, a deputada nega posições extremistas. “A direita italiana
relegou o fascismo à história há décadas, condenando inequivocamente a
supressão da democracia e as ignominiosas leis contra os judeus”, disse
Meloni numa mensagem gravada em inglês, francês e espanhol que foi
divulgada na semana passada.
Embora seja crítica de aspectos burocráticos da União Europeia, a deputada também negou que pretenda tirar a Itália do bloco.
“Há dias venho lendo artigos na imprensa internacional sobre as
próximas eleições para um novo governo na Itália, nos quais sou descrita
como um perigo para a democracia e para a estabilidade italiana,
europeia e internacional”, disse Meloni na mensagem, acrescentando que
essas análises consideram que uma vitória dos Irmãos da Itália seria “um
desastre, levando a uma virada autoritária, à saída da Itália do euro e
outras bobagens desse tipo”. “Nada disso é verdade”, garantiu.
Para enfatizar o argumento de que a Itália seguirá próxima dos seus
parceiros no Ocidente, Meloni destacou que num eventual governo seu a
Itália continuará apoiando a Ucrânia na guerra contra a Rússia – os
aliados políticos da deputada já manifestaram posições alinhadas a
Moscou antes da guerra, visto que Berlusconi é amigo de Vladimir Putin e
Salvini elogiou o presidente russo, e seus partidos questionaram o
envio de armas para os ucranianos.
“Sempre defendemos e apoiamos a causa ucraniana, não apenas porque
acreditamos na causa, mas também porque a Itália não pode arriscar ser o
elo fraco da aliança ocidental”, afirmou Meloni à emissora estatal RAI
no final de julho. “[O Ocidente] precisa saber que pode contar conosco.
Eu não toleraria qualquer hesitação neste ponto.”
Mãe de uma menina de cinco anos, Meloni é cristã e já se manifestou
contra a ideologia de gênero e o “fundamentalismo climático”.
Lorenzo Pregliasco, presidente da empresa de pesquisas YouTrend,
disse à agência Associated Press que as pesquisas de opinião indicam que
Meloni é percebida pelos italianos como “uma líder que tem ideias
claras – nem todos concordam com essas ideias, é claro”.
“Ela é creditada como tendo uma abordagem consistente e coerente
sobre política. Ela não fez concessões”, acrescentou Pregliasco.
Lula durante comício da campanha para presidente da República| Foto: Ricardo Stuckert/PT
O
candidato a presidente pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, gastou R$
607 mil com diárias e passagens para seguranças e assessores em viagens
pelo Brasil e exterior no período pré-eleitoral e já na campanha oficial
– todas pagas com a verba de ex-presidente. Os salários dos sete
seguranças e assessores nesse período somaram mais 420 mil. Incluindo
despesas com combustível, locação de veículos e telecomunicações, a
conta para o contribuinte fechou em R$ 1,05 milhão.
As despesas dos seis ex-presidentes – José Sarney, Fernando Collor,
Fernando Henrique, Lula, Dilma Rousseff e Michel Temer – somaram R$ 3,9
milhões até julho. Até janeiro deste ano, a gastança estava em R$ 75
milhões. A Lei 7.474/86 diz que os ex-presidentes têm direito aos
serviços de quatro servidores para segurança e apoio pessoal, mais dois
veículos oficiais blindados (R$ 108 mil cada) com motoristas – tudo pago
pela Presidência da República.
Em 2002, passaram a contar também com dois assessores com cargos em
comissão de Direção e Assessoramento Superiores (DAS) nível 5. Fazem
parte da equipe de apoio a Lula um capitão reformado, 2
primeiros-tenentes da ativa, 3 segundos-sargentos e 1 servidor civil.
A ex-presidente Dilma já utilizou essa estrutura na sua tentativa de
eleição para o Senado por Minas Gerais, em 2018. Sua equipe de apoio
recebeu 350 diárias num total de R$ 100 mil, durante a campanha. A
despesa total, incluindo passagens aéreas, chegou a R$ 153 mil, em
valores atualizados. Dilma não foi eleita. Naquele ano, ela também fez
um roteiro de 12 dias por Espanha e Estados Unidos, em defesa da
liberdade de Lula, com despesas de R$ 204 mil aos cofres públicos.
Os candidatos à Presidência da República contam ainda com a segurança
de agentes da Polícia Federal – cujos custos estão sob sigilo. Mas a
principal fonte de financiamento da campanha de Lula é o Fundo Especial
de Financiamento de Campanha, que destina dinheiro público aos
candidatos nas eleições de 2022. Até agora, Lula já recebeu R$ 90
milhões – quase a totalidade originado do “Fundão”. Despesas no valor de
R$ 58 milhões já estão contatadas. O ranking de fornecedores é
liderados pela M4 Comunicação e Propaganda, que faz a campanha de Lula,
com R$ 26 milhões.
Lula foi acompanhado pela equipe destinada a ex-presidentes em 16
capitais mais 10 cidades de médio porte. O roteiro para Manaus, Belém e
São Luís, de 27 de agosto e 3 de setembro – custou um total de R$ 42
mil. Sete seguranças e assessores se alternaram nos eventos nas três
capitais. Ao lado do senador Eduardo Braga (MDB), candidato ao governo
do estado, e do senador Omar Aziz (PSD), ex-presidente da CPI da Covid,
Lula lembrou o seu programa com maior apelo eleitoral: “Eu tenho noção
do que foi acabar com a fome nesse país, reconhecido pela Organização
das Nações Unidas”.
Em Belém, onde declarou apoio ao governador Helder Barbalho (MDB),
Lula criticou a mudança do programa social Minha Casa Minha Vida para
Casa Verde e Amarelo. “Que babaquice é essa de tudo ser verde amarelo?
Casa Verde e Amarelo, Carteira de Trabalho Verde e Amarelo. Por causa
dela, os empregos estão quase todos na informalidade. Os trabalhadores
perderam seus direitos. É essa carteira de trabalho que nós queremos?
Não”, afirmou.
Em São Luís, o ex-presidente subiu o tom contra o presidente Jair
Bolsonaro. Disse que o atual presidente “não derramou uma lágrima” pelas
vítimas da Covid. “Esse genocida não merece estar na presidência da
República”. Afirmou que decidiu disputar a presidência para o país não
ser “destruído pela “incompetência de um fascista”, “alguém que conta
sete mentiras por dia”. Prometeu ainda revogar os decretos de Bolsonaro
que ampliam prazos de sigilo sobre documentos. “Quem não deve não teme.
Não deve esconder nem um dia. Ele está tentando esconder por 100 anos”.
No dia 29 de julho, Lula esteve na convenção do PSB que aprovou a
coligação com a federação PT/PV/PCdoB, no hotel Meliá, em Brasília. As
despesas com a equipe de apoio somaram R$ 66 mil, sendo R$ 42 mil com
passagens par seguranças e assessores. Naquele evento, defendeu uma
mudança na relação do presidente da República com as Forças Armadas.
“Uma relação em que cada um cumpra a sua função, e não ter um presidente
que trata as Forças Armadas como se fosse um objeto na mão dele”.
Criticou também a reunião do presidente com embaixadores: “Nunca
imaginei que veríamos um presidente cometendo a idiotice chamar os
embaixadores de 70 países para mentir e vender uma ideia falsa de que a
democracia corre risco por causa das urnas eletrônicas”. E chamou seus
eleitores para a rua: “Daqui pra frente é tudo em lugar aberto. Temos
que ir pra rua pra mostrar que o povo brasileiro quer democracia de
verdade. Não podemos ceder a esse fanfarrão”.
No dia 21 de julho, esteve em Recife, Garanhuns e Serra Talhada, em
Pernambuco. O deslocamento dos sete integrantes da equipe de apoio
custou R$ 34 mil. Em Recife, Lula disse que o voto favorável de petistas
à PEC que permitiu ao governo ampliar benefícios sociais às vésperas da
eleição foi “um ato de humanidade”. Mas fez um alerta: “Se Bolsonaro
pensa que vai ganhar o voto do povo dando isso por três meses, terá uma
grande lição. O povo vai pegar o dinheiro e não vai votar nele”.
“Tomado pelo ódio, fanatismo” Lula fez ato público no Centro de
Convenções Ulysses Guimarães, em 12 de julho. As despesas com os
seguranças e assessores pagos pela Presidência somaram R$ 22 mil. Lula
lamentou a escalada de violência política que culminou com o assassinato
do guarda municipal de Foz do Iguaçu (PR) Marcelo Arruda. Disse que
estão tentando fazer da campanha eleitoral “uma guerra”. “Nós não
precisamos brigar. A nossa arma é a nossa tranquilidade. Não temos que
aceitar provocação”, disse Lula. Afirmou, ainda, que o homem que atirou
em Marcelo estava tomado pelo “ódio, loucura, fanatismo e sectarismo”.
E retomou o tema Covid: “Se o Bolsonaro quiser visitar as pessoas
pelas quais ele é responsável pelas mortes, ele vai ter muita viagem.
Porque ele não chorou uma lágrima pelas mais de 600 mil vítimas da
Covid. Nunca se preocupou em visitar uma criança órfã, e são muitas.
Nunca se preocupou em visitar uma viúva que perdeu o seu marido”. Disse
que Bolsonaro tem um “comportamento desumano, do mal”.
Palanque no México A viagem de Lula ao México serviu com o mais um
palanque pré-eleitoral para Lula. Em discurso na Câmara dos Deputados
daquele país, em 3 de março, o ex-presidente destacou resultados da
política de inclusão social de seu governo, que “retirou 36 milhões de
pessoas da extrema pobreza, ampliou e democratizou o acesso ao ensino
superior”, segundo nota publicada na página do Instituto Lula”. As
despesas com diárias e passagens de seguranças e assessores somaram R$
96 mil.
Ele também aproveitou a viagem para criticar o atual governo:
“Assistimos hoje à volta de flagelos como desemprego, fome, destruição
dos direitos trabalhistas, devastação do meio ambiente, desrespeito aos
direitos humanos e às minorias, ataques à democracia. As consequências
da ascensão da extrema direita no Brasil são os cerca de 650 mil mortos
pela Covid, os 14 milhões de desempregados, e os 116 milhões de
brasileiros que sofrem algum grau de insegurança alimentar. Pessoas que
só conseguem comer uma vez por dia. E pessoas que simplesmente não têm o
que comer”.
O blog fez contato com a assessoria de Lula e lembrou que o
ex-Presidente fez dezenas de viagens na pré-campanha e também no período
oficial de campanha acompanhado por seguranças e assessores pagos pela
Presidência da República, conforme a Lei 7.474/1986. Questionou, então,
se essa despesa paga pela Presidência, incluindo diárias, passagens e o
salário dos servidores, não fere a Lei Eleitoral. Não houve resposta até
a publicação da reportagem.