quarta-feira, 27 de julho de 2022

FILMES SOBRE EMPREENDEDORISMO

 

João Gabriel Chebante – Fcamara

Segue para sua análise, material onde o especialista em Corporate Venture, elenca 5 séries de diversos streamings, para se inspirar ao empreender. Tanto histórias fictícias, como histórias verídicas, mostrando processos e caminhos de sucesso, após passar por “perrengues” do mundo corporativo, competições, etc.

Empreender no Brasil não é tarefa fácil. Por isso, uma dose de inspiração é sempre bem-vinda, como assistir a séries que mostram trajetórias de superação, estratégias comportamentais e atitudes que motivam as pessoas a seguirem adiante com seus sonhos. “Há boas produções que proporcionam, além do entretenimento, aprendizado, de forma descontraída e divertida”, pontua João Gabriel Chebante, especialista em Corporate Venture no Grupo FCamara, ecossistema de tecnologia e inovação que potencializa a transformação dos negócios.

Pensando nisso, o especialista elenca cinco séries que considera inspiradoras para quem está começando a empreender ou já empreende.

O Sócio

Transmitida no History Channel, a série conta a história de Marcus Lemonis, diretor geral de uma empresa multibilionária, que sai em busca de negócios de pequeno porte em crise. Ele é conhecido por transformar os sonhos de empreendedores em realidade, ajudando a reerguer as empresas em situações de crise. Com isso, ele investe seu dinheiro e aplica sua experiência para salvar estas empresas e com isso obter mais lucro. A série claramente mostra muitas técnicas de gestão e também de investimentos, para colocar em prática na vida real.

WeCrashed

Sucesso na plataforma Apple+, é uma série considerada indispensável para empreendedores. É baseada no podcast WeCrasded e traz a história real do coworking WeWork, que ao mesmo tempo que cresceu exacerbadamente chegando a valer 17 bilhões de dólares em investimentos, também chegou a sua quase falência às vésperas de ir à bolsa de valores. Traz aprendizados sobre o que fazer e não fazer como empreendedor de startups a procura de investidores.

Shark Tank

O reality show tem diferentes versões em diversos países, sendo um deles o Brasil. Transmitido pela Amazon Prime Video, mostra empreendedores tentando uma chance para seus projetos de negócio. As ideias são apresentadas a um grupo de jurados formado por investidores bem-sucedidos, que precisam não somente aprovar as ideias, mas acreditar nelas, pois irão se tornar sócios desses empreendedores e investirão no crescimento dessas possíveis empresas.

Suits

Estrelada por Meghan Markle, renomada atriz e esposa do príncipe Harry, a trama se passa em um escritório de advocacia e traz um vasto repertório de negociações inteligentes e estratégias de persuasão ousadas e inovadoras na resolução de casos. O roteiro gira em torno do jovem Mike Ross, que apesar de não ter se formado, consegue uma cobiçada posição no escritório de Harvey Specter. Eles trabalham juntos nos casos e escondem do resto da equipe o segredo da falta de licença de Mike para advogar. A série é transmitida na Netflix.

Silicon Valley

A comédia da HBO tem como cenário o Vale do Silício, conhecido por ser o destino mais cobiçado pelos empreendedores e por reunir grandes empresas de tecnologia, além de mentes brilhantes. Na série, seis amigos programadores almejam uma carreira de sucesso. Em um determinado momento, um deles desenvolve um algoritmo inovador e, com essa descoberta que tem o poder de fazer muito dinheiro, ele fica no dilema entre vender a criação para o seu chefe ou construir sua própria startup.

FANS TOKENS DA VALEON

Os Clubes de Futebol no Brasil e no Mundo estão alinhados fora de campo e estão investindo em inovação e no mercado de criptoativos, mais especificamente as Fans Tokens que são moedas digitais chamadas de CHILIZ(CHZ).

A novidade é atribuir um valor de ativo financeiro a um produto com o qual o fã cria relacionamentos e experiências com o Clube de Futebol e que antes era apenas um serviço sem valor de revenda ou de valorização desse ativo. As Fans Tokens ajudam os clubes a melhorar a parte financeira.

Assim como nenhum elemento do marketing faz nada sozinho, não só em clubes, mas em qualquer empresa, as Fans Tokens também precisam ter a imagem trabalhada para chegar ao consumidor de forma clara, oferecendo algo que seja palatável e legível ao torcedor, ou seja, as pessoas precisam entender do que se trata este ativo digital para poder consumi-lo.

Como toda inovação, as Fans tokens ainda estão numa fase inicial e todos nós estamos aprendendo com elas. Não podemos perder de foco é que a tecnologia não pode ser o fim, a tecnologia é simplesmente o meio e é a chave para o engajamento e temos que compreender que a tecnologia pode gerar lucro, construir operações sustentáveis, proteger a integridade da concorrência, desenvolver multiplataformas e muito mais.

Engajar os fãs não é algo exclusivo do esporte. Pelo contrário, todas as marcas querem encantar seus consumidores e engajá-los das mais variadas formas. Descobrir essas formas é uma das muitas atividades de quem trabalha com comportamento do consumidor.

Em marketing, podemos definir o engajamento do cliente como os comportamentos espontâneos, interativos e cocriativos do consumidor, principalmente em trocas não transacionais entre consumidor e empresa para atingir seus objetivos individuais e sociais.

Em outro contexto, porém, podemos pensar no engajamento como um estado de espírito motivacional relacionado à marca e dependente do contexto de um cliente, caracterizado por níveis específicos de atividade cognitiva, emocional e comportamental nas interações da marca. E, nesse aspecto, surge um fator importante: como os consumidores engajados fornecem referências e recomendações para produtos específicos, o engajamento do cliente é um elemento-chave nas estratégias das empresas para o desenvolvimento de soluções, de novos produtos e retenção de clientes. É aqui que surge a ideia da monetização.

A Startup Valeon cria as FANS TOKENS VALEON para premiar uma enorme comunidade de consumidores que utilizam as redes sociais, que são o nosso público-alvo, que são as pessoas que achamos que podem realmente se beneficiar do nosso produto que é a Plataforma Comercial Marketplace Valeon e muitas vezes não possuem o conhecimento básico de como o nosso produto funciona.

As Fans Tokens são para aqueles que não querem apenas ser espectadores, mas para aqueles que desejam ter um papel mais ativo na comunidade das redes sociais.

A tokenização fornece novas maneiras inspiradoras de classificar valor, criando novos ativos ou reinventado os tradicionais, abrindo portas para melhoria de processos totalmente novos, fluxos de receitas e envolvimento dos clientes com novas oportunidades.

Pensando nisso, a Startup Valeon através do seu Site, aposta na possibilidade de trazer o consumidor que pode estar longe ou não conhece a Valeon para perto da gente e ainda ser nosso colaborador participando ativamente do nosso desenvolvimento, gerando transformações e tendo o direito de fornecer conhecimentos específicos para o desenvolvimento do Site.

Valor do Fan Token Valeon = R$ 1,00

Solicitamos a colaboração dos consumidores do Vale do Aço para as oportunidades de influenciarem em algumas decisões do nosso dia-a-dia e quanto maior o peso de suas opiniões, mais Fan Tokens irá ganhar.

1 – Você pode auxiliar no desenvolvimento do nosso Site Valeon verificando alguma possibilidade de melhoria nele.

Prêmio: 50 Fan Token Valeon

2 – As Empresas, Serviços e Profissionais que desejarem participar aderindo suas Publicidades e Propagandas ao Site Valeon terão descontos.

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Prêmio: 20 Fan Token Valeon

VALIDADE DAS FANS TOKENS VALEON: 06 MÊSES

IPAT/21/04/2022

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terça-feira, 26 de julho de 2022

UCRÂNIA ACUSA LULA DE DAR PALPITES A FAVOR DE PUTIN

 

BBC NEWS

Um relatório divulgado pelo Centro de Contenção de Desinformação do governo da Ucrânia apontou o ex-presidente e pré-candidato à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como uma das personalidades internacionais que disseminariam informações em consonância com a propaganda russa sobre a guerra com a Ucrânia, que começou em fevereiro após a Rússia invadir partes do país vizinho.

© Ricardo Stuckert/Biblioteca da PresidênciaO ex-presidente Lula durante encontro com Vladimir Putin, então primeiro-ministro da Rússia, em Moscou em maio de 2010

O relatório foi divulgado no Brasil pelo jornal Folha de S. Paulo na segunda-feira (25/7). Lula é o único brasileiro da lista que contém diversos políticos e intelectuais de diversos outros países como Estados Unidos, da Europa, África e Ásia.

O relatório cita duas supostas afirmações atribuída ao ex-presidente. A primeira é a de que ele teria dito que a Rússia deveria “encabeçar uma nova ordem mundial” e que “Zelensky é tão culpado pela guerra quanto Putin”.

A BBC News Brasil não localizou citações de Lula defendendo que a Rússia deveria “encabeçar” uma nova ordem mundial. Por outro lado, o ex-presidente fez, recentemente, críticas à atuação do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky na condução da crise com a Rússia.

Em entrevista à revista Time publicada em maio deste ano, Lula disse que Zelensky seria tão responsável pela guerra quanto o presidente russo, Vladimir Putin.

“Às vezes, fico vendo o presidente da Ucrânia na televisão como se estivesse festejando, sendo aplaudido em pé por todos os parlamentos, sabe? Esse cara é tão responsável quanto o Putin. Ele é tão responsável quanto o Putin. Porque numa guerra não tem apenas um culpado”, afirmou o ex-presidente.

Especialistas em relações internacionais ouvidas pela BBC News Brasil afirmam que as declarações de Lula podem não ser as únicas explicações por trás da inclusão do petista na lista.

Entre os motivos apontados por elas estão o temor pela Ucrânia de um eventual novo governo petista se reaproximar da Rússia e a suposta ligação de setores do governo ucraniano com facções de extrema-direita. Isso, segundo elas, explicaria a não-inclusão do presidente Jair Bolsonaro (PL), que, assim como Lula, também fez declarações críticas a Zelensky nos últimos meses.

“O povo [ucraniano] confiou num comediante o destino de uma nação. Ele [Volodymyr Zelensky] tem que ter equilíbrio para tratar dessa situação aí”, disse Bolsonaro em fevereiro.

A BBC News Brasil enviou questionamentos à embaixada da Ucrânia e à assessoria de imprensa do ex-presidente Lula. Nenhum dos dois enviou respostas.

Aproximação com a Rússia

A doutora em estudos estratégicos internacionais e diretora de pesquisa do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (Isape), Larlecianne Piccolli, avalia que inclusão do nome de Lula na lista possa ter a ver com o histórico das relações entre o Brasil e a Rússia durante os governos do PT, especialmente, durante os governos do ex-presidente Lula, entre 2003 e 2010.

Segundo a especialista, naquele período, o governo brasileiro defendeu uma ordem internacional multipolar como uma alternativa à hegemonia norte-americana.

© Instituto LulaLula em 2009 com líderes dos BRICS, bloco então formado por Brasil, Rússia, Índia e China, que ganharia em 2011 a adesão da África do Sul

Uma das formas encontradas para isso foi o incentivo à formação de blocos como os BRICS, composto pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Por essa lógica, um novo governo do petista poderia enfraquecer os esforços feitos pela Ucrânia para isolar a Rússia no cenário internacional.

“Me parece que a Ucrânia pode estar olhando para o futuro e vendo o que um eventual novo governo de Lula pode significar em termos de fortalecimento da Rússia. Acho que eles estão vendo a liderança de Lula nas pesquisas e avaliando quais os impactos disso para a Ucrânia”, assinala.

Para a doutora em Relações Internacionais e professora da Escola Superior de Guerra (ESG) do Ministério da Defesa Mariana Kalil, a atual posição do presidente Jair Bolsonaro em relação ao conflito é considerada menos relevante que uma eventual reaproximação do Brasil com a Rússia em um novo governo petista.

Sob Bolsonaro, o governo brasileiro condenou as agressões russas à Ucrânia em reuniões na Organização das Nações Unida (ONU), mas o país não aderiu as sanções econômicas aplicadas por países como os Estados Unidos e da Europa.

Bolsonaro diz que seu governo é “neutro” em relação ao conflito, apesar de, poucos dias antes da invasão russa, ter feito uma visita a Putin na qual elogiou o presidente russo e o chamou de um “homem de paz”.

© Getty ImagesPoucos dias antes da invasão russa à Ucrânia, Bolsonaro fez visita a Putin, na qual elogiou o presidente russo e o chamou de um ‘homem de paz’

“No governo de Bolsonaro, o Brasil adotou noções pró-Ocidente que são interessantes hoje à Ucrânia. Um eventual governo Lula não teria essa mesma visão e isso pode estar preocupando os ucranianos”, diz Mariana Kalil.

Ligações com a extrema-direita

Mariana Kalil também destaca uma outra razão pela qual os ucranianos teriam incluído o nome de Lula: a ligação de setores do governo ucraniano com movimentos de extrema-direita.

Segundo ela, isso explicaria por que Lula foi mencionado enquanto Bolsonaro, que se assume como político de direita e que também já fez declarações críticas a Zelensky, não foi incluído.

“Esse movimento [inclusão do nome de Lula] faz sentido quando sabemos que existe uma inserção de Zelensky dentro da extrema-direita global. Assim, faria sentido o governo mencionar Lula, que é um político de esquerda, e não Bolsonaro”, opina a especialista.

A lista ucraniana não cita, porém, apenas políticos e intelectuais de esquerda. Ela cita, por exemplo, a líder do partido de direita radical Rassemblement National (Reunião Nacional), a francesa Marine Le Pen. Ela ficou conhecida por defender pautas anti-imigração na França e na Europa.

As ligações entre o governo ucraniano e movimentos de extrema-direita são frequentemente citadas pelo governo russo como um dos motivos que levou à invasão da Ucrânia pelos militares do país.

O tema é considerado sensível. A Rússia, por exemplo, disse que um dos objetivos de sua invasão à Ucrânia era “desnazificar” o país. O presidente Zelensky, no entanto, é judeu.

Em entrevista à BBC News Brasil em março, o professor aposentado de História da Universidade de Alberta, no Canadá, John-Paul Himka, disse que os níveis de tolerância política com a movimentos de extrema direita na Ucrânia são semelhantes aos encontrados em outros países do mundo.

© Getty Images’Existe uma inserção de Zelensky dentro da extrema-direita global. Assim, faria sentido o governo mencionar Lula, que é um político de esquerda, e não Bolsonaro’, diz Mariana Kalil

“Temos de olhar o contexto global mais amplo da tolerância da Ucrânia em relação à extrema direita. Eu vivo no Canadá. Recentemente, os postos de fronteira e a capital foram cercados pelo movimento de extrema direita dos comboios”, disse o especialista.

Larlecianne Piccolli, porém, concorda com Mariana Kalil.

“É de conhecimento público que há laços de setores do governo ucraniano com movimentos de extrema-direita. Se você soma isso a um possível temor sobre o que podem representar as eleições no Brasil para a estratégia ucraniana, é possível entender melhor o que pode ter motivado a entrada de Lula nessa lista e a ausência de Bolsonaro”, diz Larlecianne.

Em entrevista à TV Globo veiculada nesta semana, Zelensky negou a existência de grupos de extrema direita atuando no leste da Ucrânia contra a invasão russa.

Apesar das declarações, há evidências de que grupos de extrema direita como o Batalhão Azov, que luta contra a ocupação russa desde a invasão da Crimeia, em 2014, mantém relações com o governo ucraniano.

Mariana Kalil diz que inclusão do nome de Lula nessa lista acontece, ainda, em meio à proximidade de um exercício militar que será realizado pela Rússia, China e Irã na Venezuela, previsto para agosto deste ano.

“No Brasil, um dos argumentos usados pela direita radical contra a esquerda é o suposto risco de venezuelização do país. Considerando o contexto do exercício militar, ligar o nome de Lula à Rússia pode ressuscitar esse tema”, assinala a especialista.

Recado a americanos

Mariana Kalil aponta um terceiro motivo para a inclusão de Lula na lista de supostos disseminadores de propaganda russa: pressão sobre os americanos.

Segundo ela, à medida em que a Ucrânia veria um governo petista mais próximo da Rússia que o de Bolsonaro, a menção a Lula teria o objetivo de pressionar os americanos sobre o que pode acontecer no Brasil a partir de 2023.

“Acho que eles querem dizer o seguinte: ‘Americanos, olhem para o que pode acontecer no Brasil. Isso não será bom para nós'”, conclui a especialista.

– Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62301305

ESTADO MÍNIMO OU INTERVENCIONISTA?

 Mundo Estado Mínimo ou Intervencionista

Subsidiariedade, “Estado mínimo” e intervencionismo

Byvaleon

Jul 26, 2022

Editorial
Por
Gazeta do Povo


Praça dos Três Poderes e Esplanada dos Ministérios, em Brasília.| Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Entre os administradores há uma parábola usada como recurso didático para ensinar que um profissional ou uma empresa deve saber o que precisa ser feito e, principalmente, por que deve ser feito. Conta-se que um operário de estrada de ferro estava havia 35 anos na função e, prestes a se aposentar, foi entrevistado para falar de seu trabalho. Perguntado sobre o que fazia, ele respondeu que sua tarefa diária consistia em esperar os trens que chegavam à estação; assim que paravam, ele pegava um grande martelo, batia nas rodas dos vagões e ouvia atentamente o estrilar do martelo sobre as rodas. Questionado sobre por que fazia aquilo e com que finalidade, ele respondeu: “executo esse trabalho há 35 anos, nunca me perguntaram isso e eu também nunca fiz essa pergunta a ninguém”.

Essa parábola ensina que, de vez em quando, as pessoas individualmente e a sociedade como um todo devem se perguntar por que fazem determinadas coisas e por quais razões as fazem, como condição para avaliar os resultados e as consequências das ações humanas e dos atos do governo. Para esclarecer, o motivo pelo qual o velho operário batia nas rodas dos vagões era simples: pelo som produzido das batidas do martelo, era possível reconhecer alguma rachadura nas rodas. Aquela tarefa tinha uma finalidade, embora seu executor a realizasse por hábito e rotina, sem atentar para as finalidades e consequências. Possivelmente, àquela altura, as rodas modernas dos trens já não exigiam a verificação de rachaduras, pois a tecnologia dos materiais havia superado aquela vulnerabilidade.

A subsidiariedade não é ignorada apenas quando se propõe o “Estado mínimo” ou “Estado guarda-noturno”; na verdade, é mais frequente que ela seja atropelada para que prevaleça o intervencionismo

A moral dessa narrativa pode ser aplicada ao governo e ao aparato estatal, de modo que é necessário e útil aos políticos, às autoridades e à sociedade que, de vez em quando, reflitam sobre para que serve o governo, quais funções ele deve manter, quais deve eliminar e eventualmente que novas tarefas lhe devem ser atribuídas. Sabemos, por exemplo, que há eventos extremos cuja solução foge à capacidade individual, ou mesmo da sociedade civil organizada, exigindo ação coletiva, a presença do Estado e a montagem de uma máquina pública. É o caso, por exemplo, da invasão do país por um exército estrangeiro, em que a defesa somente é viável pela formação de um exército nacional cujos custos sejam pagos por toda a nação; ou, então, de uma pandemia, cuja superação passa pela coordenação das medidas adotadas por todos os membros da comunidade, de forma a conter a contaminação e cessar o processo. Um caso mais corriqueiro e que não envolve circunstâncias extraordinárias é o da segurança pública e da justiça, que exigem um aparato de vigilância, policiamento e repressão aos atos de agressão entre os membros da comunidade, seguido de um sistema de investigação, processo, julgamento e punição dos responsáveis por atos violentos.

Os exemplos acima são tidos como óbvios, mas convém lembrar que não há somente um tipo de estrutura de aparato estatal e da forma de governo. A máquina pública e as leis que regulam as atividades estatais podem ser diferentes para o cumprimento de determinado serviço ou função. E, de fato, um Estado que se dedicasse apenas a garantir a lei, a ordem, a paz, a liberdade e a justiça, eximindo-se de todo o resto – o apelidado “Estado guarda-noturno” –, estaria aquém do que ele pode fazer tendo em vista a busca pelo bem comum. O Estado pode e deve auxiliar a sociedade nessa busca (sem tomá-la toda para si), sempre dentro de um papel subsidiário, o que inclui a execução de um projeto de desenvolvimento e o incentivo ao florescimento de vocações econômicas, culturais e artísticas; o Estado, assim, torna-se não o protagonista, mas um instrumento da sociedade para que a ajude a realizar as escolhas feitas por ela.

A reflexão sobre a submissão do Estado, do governo, dos burocratas e dos políticos a seu papel de instrumentos da sociedade e ao objetivo maior da busca pelo bem comum leva a questionamentos e ajuda a melhorar o aparelho estatal e o governo. A subsidiariedade não é ignorada apenas quando se propõe o “Estado mínimo” ou “Estado guarda-noturno”; na verdade, é mais frequente que ela seja atropelada para que prevaleça o intervencionismo, deixando o gigante estatal livre para estender seus tentáculos, avançar em funções que não lhe competem, criar vantagens e benefícios para os o tripulam e o manipulam, tornando-se cada vez maior e, assim, sufocando a sociedade em termos financeiros e redução das liberdades e direitos individuais.

Muitos são os governos que exploram os membros da sociedade duplamente: uma vez, cobrando altos impostos para sustentar a máquina pública cara e gastadora e, uma segunda vez, usando o dinheiro para sufocar e oprimir a população que a sustenta. É por demais contraditório um governo sobrecarregar a população com elevada carga tributária e usar o dinheiro contra a liberdade e o bem-estar dessa mesma população. Cuba, Coreia do Norte e Venezuela são três exemplos atuais de aparatos estatais e governos ditatoriais que tributam pesadamente seus habitantes enquanto maltratam em termos econômicos, políticos e sociais esses mesmos habitantes. É a consecução clara da máxima dita pelo filósofo Karl Jaspers: “O Estado é um pai terrível que, ainda por cima, deseja ser amado”.

O Brasil já atingiu o limite máximo aceitável de uma carga tributária (a carga efetivamente arrecadada está em 34% da renda nacional, mas a carga tributária nominal é muito maior, pois há sonegação, inadimplência e renúncias fiscais) e, a cada eleição, as promessas de muitos candidatos, se levadas a sério, significam retirar mais dinheiro da população, invariavelmente para aumentar regulamentos e reduzir as liberdades econômicas e individuais. Em ano de eleições, fica o alerta ao povo brasileiro para não permitir que o gigantismo estatal e os maus governos se tornem os algozes e carrascos do povo que paga sua existência, suas benesses, suas ineficiências e sua corrupção.


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NÃO É CONTRAVENÇÃO PISAR NA BANDEIRA BRASILEIRA

 

Símbolo da Pátria

Por
Bruna Komarchesqui

Flag of the federative republic of Brazil. Brazilian official flag. National symbol. Green and yellow flag. Pennant hoisted in the wind. Pavilion. Civic symbol. National symbol of Brazil.


Símbolo nacional, bandeira do Brasil foi pisoteada pela cantora Bebel Gilberto, em show nos EUA na semana passada| Foto: Bigstock

A cantora Bebel Gilberto pisou na bandeira do Brasil, durante um show na última terça-feira (19), em um teatro na cidade de Menlo Park, na Califórnia, Estados Unidos. O ato começou a repercutir no sábado (23), após postagens do vídeo nas redes sociais, causando a indignação de brasileiros. Durante a apresentação, a filha de João Gilberto e Miúcha aparece interagindo com o público, quando recebe da plateia a bandeira verde e amarela em um mastro. Após andar pelo palco com o símbolo nacional, ela diz em inglês “Eu não gosto de fazer isso, porque não sou Bolsonaro”.

Em meio a gritos e vaias, Bebel joga a bandeira brasileira no chão e sai pisoteando. Logo em seguida, completa “Desculpem, eu não deveria ter feito isso. Mas estou orgulhosa de ser brasileira ou não?”, antes de começar a cantar ‘Bananeira’.

No sábado (23), o ex-secretário especial de Cultura Mario Frias postou no Twitter o vídeo, criticando o ato. “Esta é Bebel Gilberto, filha do compositor João Gilberto, sobrinha de Chico Buarque. Vejam o que ela fez com a bandeira do Brasil recebida de um espectador em San Francisco. Essa gente não sente nada pelo Brasil. Gostam apenas de se beneficiar do que o povo pode lhes proporcionar. (…) Os brasileiros desprezam certos ‘artistas’ que só pensam em si e em suas contas gordas. Depois vem juíza dizer que a bandeira se tornou símbolo de um lado político. Não, a bandeira do Brasil é dos brasileiros, só que alguns fazem questão de expressar o quanto odeiam o próprio país.”

Horas depois, Bebel Gilberto escreveu um texto se retratando, em sua conta no Instagram. “Foi um ato impensado meu, porque se tivesse tido tempo de raciocinar teria me ocorrido que eu estava entregando de presente para a extrema-direita uma imagem com a qual poderiam destilar o seu ódio repugnante e o seu falso patriotismo – essa gente que sequestrou os símbolos nacionais e corrói a democracia brasileira com o seu projeto autoritário de poder… Foi por esse motivo que soltei o nome do inominável no meu gesto impulsivo no palco. Imediatamente depois, porém, me dei conta de que a bandeira também pertence a todos os brasileiros e me desculpei com o público”, justificou.

Na postagem, que não tem permissão para comentários, a cantora incluiu um vídeo completo do ato, mostrando a parte em que se desculpa. “O excelentíssimo Secretário de Cultura, no entanto, ignorou essa parte do vídeo e fez aquilo que sabe fazer de melhor. Não, não é escrever o português com erros, mas manipular a informação para instigar a base de fanáticos que o segue”, escreveu, em referência à postagem de Mario Frias.

No vídeo, Bebel para de cantar “Ok, eu acho que vocês ficaram com raiva porque eu fiz aquilo com a bandeira do Brasil, né?”, pega a bandeira, acaricia, beija e pede desculpas “desculpa, bandeira, desculpa, Brasil”, em tom dramático. “Pedido de desculpas ou deboche?”, rebateu Frias, pelo Twitter, nesta segunda-feira (25).

O que diz a legislação 
De acordo com Ivan Morais Ribeiro, mestre em Direito e especialista em Ciências Criminais, a legislação em vigor atualmente no Brasil não prevê crime de ultraje à bandeira nacional. Embora o artigo 44 do Decreto-lei 898/1969 (“Destruir ou ultrajar a bandeira, emblemas ou símbolos nacionais, quando expostos em lugar público”, cuja pena prevista era detenção de 2 a 4 anos) esteja sendo citado por alguns juristas nesse caso, o dispositivo foi revogado por leis posteriores.

O artigo 41 da Lei 6.620/1978 ainda fazia referência ao mesmo crime, mas sua substituta, a Lei de Segurança Nacional (7.170/1983), deixou de colocar como contravenção o ultraje à bandeira. “Ocorreu então a abolitio criminis. Esta ainda foi revogada pela Lei 14.197, de 1º de setembro de 2021, que também não previu nenhum tipo de crime de ultraje à bandeira”, acrescenta Ribeiro.

O especialista também afirma que o ato da cantora não se enquadra nas penalidades do artigo 35 da Lei 5.700/1971, como alguns veículos de comunicação noticiaram. Ribeiro recorda que, em 2016, o deputado Carlos Bezerra apresentou um Projeto de Lei para incluir no artigo 35-A nesta lei: “Destruir ou ultrajar os símbolos nacionais quando expostos em lugar público: Pena – detenção, de um a dois anos e multa”. “A proposição ora apresentada tem por objetivo corrigir uma falha em nossa legislação penal: o Brasil não protege a Bandeira Nacional nem os demais símbolos nacionais. Qualquer um que os destrua ou ultraje, não sendo militar, não comete nenhum ilícito penal”, afirmava o parlamentar no texto de justificativa. A matéria foi apensada ao PL 3.113/2020, que ainda tramita na Câmara.

“Em suma, não há contravenção ou crime na conduta da Bebel”, resume o jurista, afirmando que o debate pode ser uma oportunidade de “provocar o legislativo para se manifestar sobre o assunto”.

A preocupação com a bandeira como um símbolo nacional divide opiniões em diversos países. Nos Estados Unidos, em 1989 a Suprema Corte deliberou que ultrajar a bandeira faz parte da liberdade de expressão prevista na Primeira Emenda. No controverso caso Texas vs. Johnson, a Corte decidiu a favor de Gregory Lee Johnson (5 votos contra 4), manifestante que queimou a bandeira norte-americana em um ato político. A decisão do Supremo foi reiterada em 1990, um ano depois de entrar em vigor a Lei de Proteção à Bandeira. Em 2006, o Congresso dos EUA tentou emendar a Constituição para proibir a profanação da bandeira, mas o esforço não foi aprovado por um voto no Senado.


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STF ATROPELA A CONSTITUIÇÃO

 

Por
Alexandre Garcia


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Onde está a Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB? Porque todo dia há um caso no qual se passa com o trator por cima dos direitos e garantias fundamentais, cláusulas pétreas, princípios básicos do direito. O último foi a prisão desse sujeito. Discordo totalmente do estilo dele, da linguagem, discordo de tudo. Agora, a Constituição diz que há a liberdade de expressão, não haverá censura e fala do devido processo legal.

O sujeito ameaçou pendurar os juízes do Supremo de cabeça para baixo e está preso, no presídio de Belo Horizonte. Mas preso pelo ofendido, como pode? Isso já não é mais devido processo legal. O sujeito pode até ser preso em flagrante se a ameaça dele está em vias de se realizar, se ele demonstra que tem condições para fazer isso. Imediatamente, inclusive, para obter alguma vantagem, a satisfação de alguma coisa.

Discordo totalmente do estilo dele, da linguagem, discordo de tudo. Agora, a Constituição diz que há a liberdade de expressão, não haverá censura e fala do devido processo legal

Agora, se está dizendo isso de bobeira, merece uma queixa para investigar o sujeito, mas para ser ameaça em si, os juristas me dizem que é preciso demonstrar a ameaça. No entanto, ele já está no presídio.

Ele ameaçou o ministro do Supremo e foi o ministro do Supremo que mandou prendê-lo. Não faz sentido nenhum. Ninguém entende. Cidadão interessado no devido processo legal, um estudante de primeiro semestre de Direito, não entende isso. A OAB, contudo, sempre foi muito ciosa dos direitos e garantias fundamentais, e está num silêncio ensurdecedor em relação a tudo que temos visto de agressões à Constituição.

Eu sei que o Senado é que seria o foro próprio para investigar o que há por trás disso, mas a OAB também está abandonando com o seu silêncio uma tradição que a manteve tão respeitada. Agora, os próprios advogados se perguntam onde está?

Falando desse assunto, a CPI da Covid fez aquele barulho todo, e era para fazer mesmo, é o que eles queriam. Caixa de som, carro de som, palanque, inquisição, gritaria, ofensas, coisas ridículas, uma tragédia para a história do Senado. Fez um relatório imenso.

O senador Renan Calheiros foi para a Polícia Federal, que está pedindo há meses provas que ele não tem, mas também foi para a Procuradoria Geral da República, para apresentar a denúncia contra o presidente, conforme o relatório da CPI encaminhou, como se fosse um delegado de polícia fazendo um inquérito. E agora, a subprocuradora geral, Lindôra Araújo, avisa o Supremo que não tem nem sequer o menor indício de crime contra o presidente. Nada que se aproxime de uma conclusão de que ele tem que ser denunciado. Ou seja, foi um relatório que cai no ridículo e que deve ser cobrado, porque gastou muito do dinheiro do povo para fazer aquilo.

A tentativa política era de tentar impedir a candidatura de Bolsonaro, passaram um recibo de que estavam com medo de sua candidatura. Isso já foi por terra e agora vai para o lixo completo.

O segundo objetivo, no entanto, foi aproveitar-se daqueles cúmplices, que mesmo sabendo que aquilo não era notícia, que era uma coisa ridícula, consideraram sério e jogaram para o país inteiro esse comício que foi a CPI. Seria apenas ridículo se não tivesse prejudicado tanta gente, inclusive os que morreram, porque ouviam na CPI dizer que não existe tratamento, ouviam que tinha que se trancar em casa, ficaram sem renda, sem liberdade, porque a CPI apoiou os atos que romperam cláusulas pétreas da Constituição. É bom a gente jamais se esquecer disso.


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LULA DEFENDE CRIMES E CRIMINOSOS

 

Por
J.R. Guzzo


| Foto: EFE

A última coisa que o Brasil precisa neste momento e para o futuro imediato, sem dúvida nenhuma, é mais crime – a principal forma de opressão que existe hoje em dia contra os cidadãos brasileiros em sua vida cotidiana. É um prodígio, assim, que um dos candidatos à presidência da República nas próximas eleições, o ex-presidente Lula, seja um defensor aberto e agressivo dos criminosos e do crime. Ele prega uma “política de desencarceramento” para condenados por tráfico de drogas em seu governo – ou seja, quer tirar bandidos na cadeia, em vez de tirar da circulação os criminosos impunes que desgraçam a população todos os dias, e cada vez mais. Seus aliados próximos exigem do STF a liberação do uso e porte de drogas “em pequena quantidade”. Lula faz discursos indignados em favor do roubo de celulares, ao defender, como se fossem vítimas, “os meninos” que se dedicam a esse tipo de crime; acha um “absurdo” a polícia prender ladrão de celular, “enquanto crianças passam fome”, etc. etc. Disse que policiais não são seres humanos; quis voltar atrás, depois, mas já tinha dito. Fez questão de declarar sua solidariedade a um militante petista processado por tentativa de homicídio.

Nunca antes, numa campanha eleitoral neste país, se viu um candidato tão apaixonado na defesa do crime. Lula, naturalmente, diz que isso é “política social”; afinal, ele sempre afirmou que os bandidos não são os agressores, mas as vítimas da sociedade. Na sua visão de governo, devem ser protegidos da polícia e da justiça, e não combatidos por elas. É uma teoria estúpida, pois jamais resultou na recuperação de criminoso nenhum, e sim em mais crime. O que você acha que acontece quando soltam bandidos que estão na penitenciária: o número de crimes vai aumentar ou diminuir? Já não chegam as dezenas de milhares de delinquentes que estão soltos – e roubam, matam e estupram todos os dias? Pois então: Lula quer colocar mais dessa gente na rua. Isso é ser a favor ou contra o crime, na prática?  E as drogas? “Pequenas quantidades” de heroína nas escolas, por exemplo, ou de cocaína – isso vai deixar o Brasil melhor, mais próspero ou mais justo? Ninguém precisa de uma “grande dose” de heroína para começar a sua ruína. Os únicos que precisam desta “descriminalização”, e que vão lucrar com ela, são os traficantes e o crime organizado.

Ele prega uma “política de desencarceramento” para condenados por tráfico de drogas em seu governo – ou seja, quer tirar bandidos na cadeia, em vez de tirar da circulação os criminosos impunes que desgraçam a população todos os dias, e cada vez mais

É aí, na verdade, que está o maior câncer da sociedade brasileira nos dias de hoje: poucos países do mundo, provavelmente nenhum, favorecem tanto o crime quanto o Brasil. Ano após ano, muda-se as leis para beneficiar diretamente os criminosos – eles têm cada vez mais direitos, mais garantias, mais instrumentos legais para escaparem das punições, mais proteção da justiça, mais privilégios e mais impunidade. Os policiais, ao contrário, são perseguidos cada vez mais, como se os inimigos da sociedade fossem eles, e não os bandidos. A cada lei nova que o Congresso aprova, menos direitos e mais riscos o policial brasileiro tem – a ponto de que hoje, do ponto de vista legal, é mais perigoso ser um policial do que ser um assaltante, homicida ou estuprador. É o resultado direto da perseguição feita o tempo todo aos policiais pelo Supremo, pelo Ministério Público, pela corregedoria da polícia, pelos governadores de Estado, pela Defensoria Pública, pelos grupos de “direitos humanos”, pela mídia em peso. Na prática, todos eles estão defendendo diretamente o crime e as organizações criminosas. Negam, é claro – mas é exatamente isso o que acontece no mundo das realidades concretas.

A legislação penal brasileira jamais, em momento algum, pensa nas pessoas honestas, inocentes e indefesas que são vítimas do crime – nem em seus direitos, ou na proteção que teriam de receber da autoridade pública. O “direito à vida” que a Constituição lhes garante é uma piada; o direito realmente garantido no Brasil é o de quem mata. Como poderia ser diferente? As leis brasileiras, há anos, são escritas pelos que estão nos degraus mais altos do crime, com os bilhões que têm, a influência que exercem e o terror que impõem. Fazem isso através dos escritórios milionários de advocacia penal, que armam desde a redação até a aprovação das leis no Congresso. Quem pode se esquecer do grupo de advogados que dá a si mesmo o nome de “Prerrogativas” e que está fechado com Lula para a presidência? Um de seus membros mais destacados disse em público, numa festa feita em São Paulo para o seu candidato, o que parece ser o lema do grupo: “Se o crime já ocorreu, para que punir?” Ele estava se referindo, no caso, aos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelos quais Lula foi condenado em três instâncias e por nove magistrados diferentes – algo que ajuda a deixar claro porque o ex-presidente está do lado em que está. Mas acaba mostrando de forma admirável porque vivemos hoje no meio desta calamidade toda. O crime prospera no Brasil, e vai prosperar cada vez mais, porque as elites, que jamais têm problemas de segurança consigo mesmas, trabalham a favor dos grandes criminosos.


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MANGUEZAIS SÃO ECOSSISTEMAS MAIS GENEROSOS E PRODUTIVOS DA TERRA

 

 Ronaldo Christofoletti – Unifesp

Manguezais aumentam a produtividade da pesca, armazenam mais carbono no solo e protegem regiões costeiras

●       Comemorado nesta terça-feira, 26 de julho, Dia de Proteção aos Manguezais lembra riscos e ameaças a um dos ecossistemas mais generosos e produtivos da Terra

●       Estudo da Fundação Grupo Boticário estima que manguezais são capazes de gerar R$ 5 bilhões ao Brasil

●       Pesquisa mostra que 58% dos brasileiros nunca visitaram um manguezal

●       Manguezais estão presentes em 338 municípios brasileiros, onde vivem 44 milhões de pessoas, o que representa 20% da população

Um dos ambientes marinhos mais produtivos e generosos da Terra, os manguezais são capazes de oferecer serviços ecossistêmicos valiosos e gerar ao Brasil benefícios socioeconômicos estimados em US$ 5 bilhões, relacionados especialmente à pesca e ao turismo, conforme demonstra a publicação Oceano sem mistérios: desvendando os manguezais, organizada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Apesar de estarem presentes em 338 municípios brasileiros, onde vivem 44 milhões de pessoas, o que representa 20% da população, e terem sua importância cada vez mais reconhecida pelos cientistas, esses ecossistemas ainda não são tão conhecidos e valorizados pela população.

Outra pesquisa realizada pela Fundação Grupo Boticário, em parceria com a Unesco e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostra que 58% dos brasileiros nunca visitaram um manguezal, frente a 90% das pessoas que já estiveram na praia ao menos uma vez.

“Em algumas localidades, os manguezais contribuem com até 50% da pesca artesanal, alimentando o ciclo de vida de espécies marinhas de grande valor comercial, como robalos, tainhas, siris, ostras e caranguejos. Por suas paisagens únicas, o turismo é outra atividade que se beneficia desses ecossistemas”, explica Emerson Oliveira, gerente de Conservação da Biodiversidade da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza.

A pesquisa “Oceano sem mistérios – A relação do Brasileiro com o mar” mostra que o número de brasileiros que já visitaram manguezais é um pouco maior no Nordeste, onde chega a 61%, e também revela que 83% da população conhecem os manguezais, ao menos de ouvir falar. O estudo aponta que ambientes marinhos como costões rochosos, dunas, falésias, restingas, recifes de corais e manguezais são bem menos conhecidos e visitados pela população em comparação às praias.

O professor Ronaldo Christofoletti, do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), lembra que, assim como todos os ambientes florestais, os manguezais são alvo de desmatamento. “Por estarem em zonas costeiras, esses ambientes sofrem muitas pressões econômicas. A expansão imobiliária é uma das principais ameaças atuais”, afirma.

O pesquisador explica que os manguezais também sofrem com resíduos e poluentes que vem dos rios e das praias. “Tudo o que vem pelos rios vai parando no manguezal. Ele funciona como um filtro, que acumula esses resíduos, poluentes químicos e todo o tipo de lixo descartado de forma incorreta. Por causa de suas raízes aéreas, os manguezais concentram muitos sedimentos e resíduos, fato que, inclusive, é usado pelos mal intencionados para justificar sua remoção”, salienta Christofoletti. Outras atividades de impacto negativo são mineração, sobrepesca, agricultura e a carcinicultura, a criação de camarão em cativeiro.

Estudos indicam que 25% de toda a extensão de áreas de manguezais já tenham sido perdidas no Brasil – sendo 36 mil hectares convertidos em tanques para criar camarões somente entre 2013 e 2016, conforme alertam os dados apresentados na publicação “Oceano sem mistérios: desvendando os manguezais”, organizada pela Fundação Grupo Boticário.

O Brasil possui uma extensão de 6.786 quilômetros de manguezais ao longo de 16 estados costeiros – do Amapá até Santa Catarina. “Esses ambientes contribuem significativamente para a manutenção da vida marinha, sendo o espaço apropriado para a reprodução e desenvolvimento de inúmeras espécies. Também são importantes para a proteção costeira, oferecendo segurança diante do aumento do nível do mar provocado pelas mudanças climáticas. O manguezal é capaz de prevenir a erosão da costa, preservando a infraestrutura urbana, e proteger as regiões costeiras contra a força das marés e dos ventos fortes vindos do mar, além do elevado potencial para a retenção de carbono em suas raízes”, explica o gerente da Fundação Grupo Boticário.

Estudos demonstram que 100 metros de manguezal reduzem a força das ondas em cerca de 60%. No tsunami que devastou Sumatra, na Indonésia, em 2004, nas comunidades onde havia manguezal a fúria das ondas foi reduzida e houve um impacto muito menor em comparação aos locais que substituíram os manguezais por resorts. Sem manguezais, há redução da qualidade da água, perda do carbono acumulado e redução dos estoques pesqueiros. Essas áreas sequestram 57% mais carbono do que outros tipos de vegetação tropical, inclusive a floresta amazônica. “Em tempos de mudanças climáticas, esse é mais um fator que nos obriga a proteger os nossos manguezais”, frisa o professor da USP.

Christofoletti enfatiza que o esforço para a conservação não é apenas uma questão ambiental, mas também econômica, social, cultural e ética. “Difundir o conhecimento a respeito do valor dos manguezais e dos estuários, mostrando a importância dessas zonas de transição entre a terra e o mar, especialmente para a vida das comunidades tradicionais, é também um dos desafios da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030), uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU)”, comenta o professor, que é membro do Grupo Assessor de Comunicação para a Década do Oceano da UNESCO. “Precisamos chamar a atenção de toda a sociedade para a importância de proteger efetivamente esses berçários marinhos para que tenhamos um desenvolvimento sustentável dos ambientes costeiros e, consequentemente, possamos preservar a saúde do oceano e a vida em nosso planeta”, conclui.

Sobre a Rede de Especialistas

A Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) reúne cerca de 80 profissionais de todas as regiões do Brasil e alguns do exterior que trazem ao trabalho que desenvolvem a importância da conservação da natureza e da proteção da biodiversidade. São juristas, urbanistas, biólogos, engenheiros, ambientalistas, cientistas, professores universitários – de referência nacional e internacional – que se voluntariaram para serem porta-vozes da natureza, dando entrevistas, trazendo novas perspectivas, gerando conteúdo e enriquecendo informações de reportagens das mais diversas editorias. Criada em 2014, a Rede é uma iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Os pronunciamentos e artigos dos membros da Rede refletem exclusivamente a opinião dos respectivos autores. Acesse o Guia de Fontes em www.fundacaogrupoboticario.org.br

Sobre a Fundação Grupo Boticário

Com 31 anos de história, a Fundação Grupo Boticário é uma das principais fundações empresariais do Brasil que atuam para proteger a natureza brasileira. A instituição atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e em políticas públicas e apoia ações que aproximem diferentes atores e mecanismos em busca de soluções para os principais desafios ambientais, sociais e econômicos. Já apoiou cerca de 1.600 iniciativas em todos os biomas no país. Protege duas áreas de Mata Atlântica e Cerrado – os biomas mais ameaçados do Brasil –, somando 11 mil hectares, o equivalente a 70 Parques do Ibirapuera. Com mais de 1,2 milhão de seguidores nas redes sociais, busca também aproximar a natureza do cotidiano das pessoas. A Fundação é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial.

NÃO EXISTE CHOCOLATE SEM O CACAU

 

Valter Palmiere, da Strong Business School.

Pesquisador da Strong School analisa produção de chocolates em países pobres e ricos

O cacau é o principal insumo na fabricação de chocolates e o mais caro também. Não existe chocolate sem o cacau. O chocolate brasileiro é obrigado a ter 25% de cacau na sua composição, esse percentual passou a 27% em 2020, porém a indústria terá 10 anos para se adequar a nova resolução da Anvisa, depois do projeto de lei aprovado na Câmara dos deputados naquele ano. Já o chocolate europeu recebe 35% de cacau mínimo na sua composição. Não é à toa que ele é mais saboroso, macio e mais vendido no mundo inteiro. O mercado de cacau e chocolates aumentou no mundo inteiro nos últimos 20 anos. Em 2000 foram comercializados 7,14 bilhões de dólares em chocolates, em 2020, essa marca passou para 28,6 bilhões. Um aumento de 400%. Claro, não se faz chocolate sem cacau que passou de 2,37 bilhões em 2000 para 8,54 bilhões de dólares em 2020, um aumento de mais de 350% na produção. O Brasil é o 7º produtor de cacau do mundo.

 Maior demanda, maiores os valores também. O preço do chocolate em barra e bombons teve uma elevação de 11,6% no último ano, segundo o pesquisador professor Valter Palmiere, da Strong Business School.

Mas o professor vai além de uma análise de mercado e afirma que o cacau e o chocolate são indicadores do distanciamento social e a desigualdade alimentar entre os países no mundo. Valter Palmiere analisou que países mais ricos, principalmente os europeus comercializam e exportam mais o chocolate, produto final do uso do cacau, já países mais pobres, incluindo o Brasil exportam mais o insumo.

Enquanto a Europa exporta o 75% do chocolate pronto, a África apenas 1,4% da produção mundial. O Brasil por exemplo, vende cacau puro para a Suíça por U$3,95 o quilo e importa chocolate suíço a U$7,44/KG.

O professor da Strong explica que matéria prima barata, sem processamento, que não dinamiza a economia interna, com mão de obra barata (há cerca de 2,1 milhões de crianças trabalhando nas plantações de cacau na Costa do Marfim e denúncias frequentes de trabalho escravo), é um dos fatores pelos quais a África e parte menor da América Latina exportam mais cacau.

A África, por exemplo exporta 74% do cacau usado nas fábricas de chocolate do mundo inteiro e 12% é exportado pela América do Sul. Já a Europa, exporta apenas 5,4% da sua produção de cacau. O professor traduz isso em dólares. Enquanto a África, principalmente Gana e Costa do Marfim, exportam 6,32 bilhões de dólares, a Europa exporta 21,43 bilhões de dólares em chocolates. Ou seja, o mercado produtor europeu processa e cria valor agregado a partir de insumos baratos comprados dos países subdesenvolvidos. O cacau é um dos alimentos mais valorizados da natureza. Para os botânicos: um mineral milagroso com a sua alta carga de magnésio. Para os médicos, um aliado no bom funcionamento do coração e do cérebro, além do fortalecer os ossos e um antidepressivo natural. Fez parte da alimentação dos Maias, 900 anos A.C. Foi e ainda é usado como estimulante para os amantes, foi cultuado em religiões, usado como moeda pelos astecas e hoje, é um dos alimentos mais valorizados em qualquer casa. O professor da Strong Business School, evidencia: “o chocolate é maravilhoso e será cada vez mais com a criatividade do ser humano, mas os problemas de desigualdade no universo da alimentação, esse sim, temos que enfrentar “.

Valter Palmiere Junior – economista, doutor em desenvolvimento econômico, pesquisador do setor de alimentação e professor de macro economia da Strong Business School

TÉCNICAS DE ORATÓRIA DO VALE DO SILÍCIO

 

Maurício Benvenutti, sócio da StartSe

Compartilha as melhores técnicas de oratória e apresentações de negócios do Vale do Silício.

Você se sente seguro ao falar em público?

Um estudo publicado pelo jornal britânico Sunday Times mostrou que o medo de falar em público é maior do que o medo de enfrentar problemas financeiros, doenças e até mesmo a morte!

Mas, apesar desse medo ser completamente normal, não podemos ser dominados por ele.

Afinal, é sabido que quanto mais desenvolto é um profissional, maior é a sua chance de ganhar promoções no trabalho, aumentos e se destacar na empresa.

Confira as dicas de Maurício Benvenutti:

As 10 Melhores Técnicas para falar em público (mesmo que você seja tímido)

Repassar Powerpoint

Maurício aprendeu essa lição com Rossano Oltramari, um dos primeiros e principais sócios da XP Investimentos: independente de quantas vezes você já tenha feito a mesma apresentação na vida, revise-a como se fosse a primeira vez. Não deixe a confiança e o orgulho falar mais alto e fazer com que você corra o risco de esquecer algo importante. Repassar a apresentação só tem vantagens. Portanto, faça isso quantas vezes for possível.

Conheça seu público

Você precisa falar a linguagem do seu público. Isso significa que a mesma palestra não pode ser dada da mesma maneira para audiências diferentes. Você não vai falar com um universitário da mesma maneira que falaria com um CEO de 50 anos, certo? Por isso, é importante entender a maneira que cada um tem de se comunicar e se expressar através dessa linguagem. Isso vai gerar mais entendimento, menos atrito na sua comunicação e mais conexão com a plateia.

Empatia

Chegar antes e conversar com  os “early attendees” é uma ótima estratégia para criar essa empatia. Em toda palestra, eu sempre chego antes e converso ao máximo com as pessoas que chegaram primeiro no evento – pelo menos três ou quatro pessoas. Gravo o nome de cada um e onde eles sentaram. Agora, guarde isso em mente. No decorrer do texto, vou te mostrar o porquê desse passo ser tão importante.

A Regra dos Primeiros Dois Minutos

Os primeiros dois minutos da sua palestra devem ser os melhores. Esse tempo é o que vai definir se sua plateia vai se identificar com você e se interessar pelo tema que você vai abordar… ou se vão simplesmente achar tudo uma chatice e ignorar o que você tem a dizer. Coloque todos os seus esforços nos primeiros dois minutos da sua apresentação. Certifique-se de que esse tempo será suficiente para captar o interesse de todos.

Técnica do olho no olho

Como fazer isso com uma plateia de centenas, talvez até milhares de pessoas? Essa técnica consiste em dividir seu público em 4 pedaços: canto inferior direito, canto inferior esquerdo, canto superior direito e canto superior esquerdo. No decorrer da sua fala, seu olhar deve ser dividido entre essas 4 partes. Do ponto de vista do público, vai parecer como se você estivesse olhando fixamente para cada um dos seus ouvintes da maneira mais pessoal possível. Isso gera mais confiança e te dá mais credibilidade.

Referenciar audiência

Lembra daquelas pessoas com quem você conversou no início da palestra? Agora é a hora de usar isso a seu favor. No decorrer do seu discurso, faça referências às pessoas que você conheceu. Cite-as, use-as como exemplo. Além de deixar essas pessoas extremamente felizes, você vai criar uma conexão única com o seu público, gerando aquele sentimento de “gente como a gente”.

3ª Pessoa do Singular

Jamais use a palavra “vocês” ou qualquer coisa que coloque sua audiência num “grupo”. Use apenas o “você”. Seja pessoal. Faça com que as pessoas se sintam únicas.

Laser Point

Essa é uma faca de dois gumes. Deve ser utilizada apenas por alguém que realmente sabe usar essa ferramenta, pois, se mal utilizada, pode acabar distraindo completamente o público. Agora, se você souber utilizá-la corretamente, terá em mãos uma “arma” capaz de fazer com que sua audiência retenha ainda mais as informações que você quer transmitir, além de também servir de instrumento para ganhar a atenção das pessoas novamente, caso ela tenha sido perdida por um breve momento.

Ênfases

Saber onde enfatizar o seu tom de voz é primordial para fazer com que as pessoas guardem em suas mentes exatamente aquilo que você quer que elas guardem. Existem diversas maneiras de dizer a mesma frase, e todas elas vão depender da sua entonação e do ênfase que você escolhe dar em cada palavra. Certifique-se de que a sua ênfase está nas palavras certas – aquelas que você realmente quer que sejam lembradas.

Pausa

Pausas são fundamentais. Isso permite que as pessoas criem reflexões acerca do que você está falando, internalizem o conteúdo e conectem o assunto da sua palestra à vida delas. Não tenha pressa para falar. Use as pausas sabiamente e elas irão enriquecer ainda mais o seu poder de oratória.

As 10 Técnicas Utilizadas Por Startups do Vale do Silício para criar apresentações matadoras:

Menos é mais

Sempre. Quanto mais espaços vazios, quanto mais “clean” for o seu slide, melhor. Lembre-se que aqui você deve focar em dizer o máximo, porém mostrando o mínimo. Assim, você evita qualquer possível confusão mental que poderia ser causada pelo exagero de recursos visuais.

Regra dos 3

Quando você quer exemplificar algo, usar um adjetivo pode ser bom. Usar dois adjetivos pode ser muito bom. Mas usar três adjetivos sempre será excelente. Essa é uma técnica que Steve Jobs, um dos maiores oradores do mundo, usava em praticamente todas as suas apresentações da Apple. Assim, seu discurso causará mais impacto e será absorvido com mais facilidade

Prefira imagens

Como você provavelmente já sabe, uma imagem vale mais que mil palavras. É mais fácil criar interesse – e até mesmo memorizar – imagens do que textos. Também é muito mais fácil criar conexão emocional com imagens. Use isso a seu favor.

Poupe textos

Evite textos sempre que puder e, se usá-los, eles devem ser extremamente curtos, como frases de impacto.

Coco Chanel

A renomada estilista Coco Chanel tinha um costume curioso: sempre que acordava e se arrumava para sair, depois ela se olhava no espelho com um único intuito: retirar algo desnecessário do seu look. Você deve fazer o mesmo com as suas apresentações: sempre que terminá-las, foque em retirar pelo menos uma única coisa que seja desnecessária. Sempre há algo que podemos retirar.

Valorize sua presença

Isso quer dizer: jamais leia slides. Isso faz com que você perca credibilidade, como se você não tivesse conhecimento pleno sobre o assunto. Muitos fazem isso e acabam com sua imagem pessoal por causa deste erro comum. Lembre-se: as pessoas estão lá para ouvir você falar, não para te ver lendo ou recitando.

Vídeos curtos

Abandone os vídeos longos. Eles só servem para acabar com o engajamento do seu público. Opte sempre por vídeos de até, no máximo, 40 segundos. Mais do que isso, já começa a desviar demais a atenção dos seus ouvintes.

Mensagens diretas

Na hora de apresentar uma ideia, seja objetivo e prefira sempre o simples. Evite colocar efeitos e outras “firulas” na apresentação.

#1 Quantidade não é qualidade

Muitos se gabam de montar apresentações de 50, 60 slides, quando na verdade isso poderia ser mais motivo de vergonha do que de orgulho. Foque no que realmente importa, naquilo que você de fato quer que seu público absorva. Não seja redundante e esqueça os pormenores. Corte absolutamente tudo que não for essencialmente necessário para a apresentação. Mais uma vez, aqui, menos é mais.

#2 Ganchos

Entre os slides, é de extrema importância ter um “gancho”. Se você não tiver isso, vai parecer que não há conexão/relação entre um slide e outro. Dominar esses “ganchos” são essenciais para que sua apresentação tenha fluidez e para que as pessoas consigam compreender com facilidade onde você quer chegar.

O Framework de apresentação de projetos que convence qualquer um

Este é o mesmo framework usado por grandes startups do Vale do Silício para apresentar suas ideias da maneira mais rápida e eficiente possível.

São 12 slides simples que tornarão sua apresentação mais objetiva e que, com isso, aumenta suas chances de convencimento.

1- Capa

2 – O problema que o projeto quer resolver

3 – A solução que este projeto tem para o problema

4- Por que agora é o momento ideal para investir nisso (mostrando por que antes era muito cedo e por que daqui a algum tempo será muito tarde).

5- Qual é o tamanho do mercado em que este projeto está inserido (apresentar números relevantes e projeções de retorno)

6- Qual é o produto ou serviço que este projeto entrega

7- Qual é o modelo de negócios, ou como este projeto vai trazer retorno financeiro

8- Qual é a estratégia de penetração de mercado

9- Quem são os competidores

10- Quem é o time que está desenvolvendo isso ou que está envolvido no projeto

11- Mostrar prova social, caso o produto já esteja sendo previamente testado (mostrar depoimentos, feedbacks positivos, etc)

12- Deixar claro o seu “ask” – seu pedido final ou objetivo com a apresentação. Mostrar o que você precisa para começar a dar vida à sua ideia.

ESCALANDO NEGÓCIOS DA VALEON

1 – Qual é o seu mercado? Qual é o tamanho dele?

O nosso mercado será atingir os 766 mil habitantes do Vale do Aço e poder divulgar os produtos / serviços para vocês clientes, lojistas, prestadores de serviços e profissionais autônomos e obter dos consumidores e usuários a sua audiência.

A ValeOn atenderá a todos os nichos de mercado da região e especialmente aos pequenos e microempresários da região que não conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos benefícios que ele proporciona. Pretendemos cadastrar todas as empresas locais com CNPJ ou não e coloca-las na internet.

2 – Qual problema a sua empresa está tentando resolver? O mercado já expressou a necessidade dessa solução?

A nossa Plataforma de Compras e Vendas que ora disponibilizamos para utilização das Empresas, Prestadores de Serviços e Profissionais Autônomos e para a audiência é um produto inovador sem concorrentes na região e foi projetada para atender às necessidades locais e oferecemos condições de adesão muito mais em conta que qualquer outro meio de comunicação.

Viemos para suprir as demandas da região no que tange a divulgação de produtos/serviços cuja finalidade é a prestação de serviços diferenciados para a conquista cada vez maior de mais clientes e públicos.

O nosso diferencial está focado nas empresas da região ao resolvermos a dor da falta de comunicação entre as empresas e seus clientes. Essa dor é resolvida através de uma tecnologia eficiente que permite que cada empresa / serviços tenha o seu próprio site e possa expor os seus produtos e promoções para os seus clientes / usuários ao utilizar a plataforma da ValeOn.

3 – Quais métodos você usará para o crescimento? O seu mercado está propício para esse tipo de crescimento?

Estratégias para o crescimento da nossa empresa

  1. Investimento na satisfação do cliente. Fidelizar é mais barato do que atrair novos clientes.
  2. Equilíbrio financeiro e rentabilidade. Capital de giro, controle de fluxo de caixa e análises de rentabilidade são termos que devem fazer parte da rotina de uma empresa que tenha o objetivo de crescer.
  3. Desenvolvimento de um planejamento estratégico. Planejar-se estrategicamente é como definir com antecedência um roteiro de viagem ao destino final.
  4. Investimento em marketing. Sem marketing, nem gigantes como a Coca-Cola sobreviveriam em um mercado feroz e competitivo ao extremo.
  5. Recrutamento e gestão de pessoas. Pessoas são sempre o maior patrimônio de uma empresa.

O mercado é um ambiente altamente volátil e competitivo. Para conquistar o sucesso, os gestores precisam estar conectados às demandas de consumo e preparados para respondê-las com eficiência.

Para isso, é essencial que os líderes procurem conhecer (e entender) as preferências do cliente e as tendências em vigor. Em um cenário em que tudo muda o tempo todo, ignorar as movimentações externas é um equívoco geralmente fatal.

Planeje-se, portanto, para reservar um tempo dedicado ao estudo do consumidor e (por que não?) da concorrência. Ao observar as melhores práticas e conhecer quais têm sido os retornos, assim podemos identificar oportunidades para melhorar nossa operação e, assim, desenvolver a bossa empresa.

4 – Quem são seus principais concorrentes e há quanto tempo eles estão no mercado? Quão grandes eles são comparados à sua empresa? Descreva suas marcas.

Nossos concorrentes indiretos costumam ser sites da área, sites de diretório e sites de mídia social. Nós não estamos apenas competindo com outras marcas – estamos competindo com todos os sites que desejam nos desconectar do nosso potencial comprador.

Nosso concorrente maior ainda é a comunicação offline que é formada por meios de comunicação de massa como rádios, propagandas de TV, revistas, outdoors, panfletos e outras mídias impressas e estão no mercado há muito tempo, bem antes da nossa Startup Valeon.

5 – Sua empresa está bem estabelecida? Quais práticas e procedimentos são considerados parte da identidade do setor?

A nossa empresa Startup Valeon é bem estabelecida e concentramos em objetivos financeiros e comerciais de curto prazo, desconsideramos a concorrência recém chegada no mercado até que deixem de ser calouros, e ignoramos as pequenas tendências de mercado até que representem mudanças catastróficas.

“Empresas bem estabelecidas igual à Startp Valeon devemos começar a pensar como disruptores”, diz Paul Earle, professor leitor adjunto de inovação e empreendedorismo na Kellogg School. “Não é uma escolha. Toda a nossa existência está em risco”.

6 – Se você quiser superar seus concorrentes, será necessário escalar o seu negócio?

A escalabilidade é um conceito administrativo usado para identificar as oportunidades de que um negócio aumente o faturamento, sem que precise alavancar seus custos operacionais em igual medida. Ou seja: a arte de fazer mais, com menos!

Então, podemos resumir que um empreendimento escalável é aquele que consegue aumentar sua produtividade, alcance e receita sem aumentar os gastos. Na maioria dos casos, a escalabilidade é atingida por conta de boas redes de relacionamento e decisões gerenciais bem acertadas.

Além disso, vale lembrar que um negócio escalável também passa por uma fase de otimização, que é o conceito focado em enxugar o funcionamento de uma empresa, examinando gastos, cortando desperdícios e eliminando a ociosidade.

Sendo assim, a otimização acaba sendo uma etapa inevitável até a conquista da escalabilidade. Afinal de contas, é disso que se trata esse conceito: atingir o máximo de eficiência, aumentando clientes, vendas, projetos e afins, sem expandir os gastos da operação de maneira expressiva.

Pretendemos escalar o nosso negócio que é o site marketplace da Startup Valeon da seguinte forma:

  • objetivo final em alguma métrica clara, como crescimento percentual em vendas, projetos, clientes e afins;
  • etapas e práticas que serão tomadas ao longo do ano para alcançar a meta;
  • decisões acertadas na contratação de novos colaboradores;
  • gerenciamento de recursos focado em otimização.

segunda-feira, 25 de julho de 2022

BOLSONARO FOI CONFIRMADO OFICIALMENTE CANDIDATO À REELEIÇÃO

 

Candidatura oficializada

Por
Rodolfo Costa – Gazeta do Povo


Bolsonaro durante discurso na convenção nacional do PL que oficializou sua candidatura à reeleição.| Foto: Reprodução/YouTube/Canal de Flávio Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro oficializou sua candidatura à Presidência da República neste domingo (24) na convenção nacional do PL, realizada no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Em seu discurso a milhares de apoiadores, falou sobre sua trajetória política, destacou as realizações de sua gestão, fez aceno às mulheres e também criticou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, de forma indireta, o Supremo Tribunal Federal (STF). A convenção também confirmou o general Braga Netto (PL), ex-ministro da Defesa e da Casa Civil do governo federal, como candidato a vice na chapa.

Como foi articulado entre Bolsonaro e seu núcleo de campanha, o presidente apostou em um discurso emotivo. Lembrou de sua trajetória de 2014 até a candidatura à Presidência da República, em 2018, o atentado sofrido em Juiz de Fora (MG) e lamentou as mortes por Covid-19.

O presidente também falou sobre diferentes feitos de sua gestão, como o pagamento do Auxílio Emergencial, a criação do Auxílio Brasil, a conclusão da obra da transposição do Rio São Francisco, além de outras entregas na área de infraestrutura pelo país.

Também não faltaram declarações críticas – tanto às gestões petistas e ao ex-presidente Lula como a governadores, sobretudo do Nordeste, por causa das divergências sobre a condução do enfrentamento à pandemia da Covid-19.

O presidente fez críticas indiretas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). E, numa ocasião em que citou o STF, a plateia vaiou a Corte, aos gritos de “supremo é o povo”.

Bolsonaro aposta em discurso sobre combate à fome e benefícios sociais
Bolsonaro fez muitos acenos à população mais pobre durante seu pronunciamento na convenção do PL. A expectativa de coordenadores eleitorais é de que, com um discurso mais sensível e propositivo, ele possa ampliar sua base de votos. Para isso, ele ocupou parte de seu discurso para falar sobre o pagamento do Auxílio Emergencial, Auxílio Brasil e dos esforços para assegurar a segurança alimentar.

O presidente comentou que, em 2020, foram gastos com o Auxílio Emergencial o equivalente a 15 anos de Bolsa Família. “Como que esse governo não pensa nos mais pobres?”, questionou.

Na sequência, Bolsonaro falou sobre o Auxílio Brasil, que substituiu o antigo programa Bolsa Família, e fez questão de frisar que os benefícios mensais pagos pelo programa criado em sua gestão superam o anterior. “O governo, dentro da responsabilidade fiscal, no ano passado, extinguiu o Bolsa Família que pagava, em média, R$ 190. Tinham mulheres ganhando R$ 80. Passaram a ganhar, no mínimo, R$ 400”, destacou. “E, agora, com apoio do nosso Parlamento, de deputados e senadores, passamos para R$ 600”, acrescentou, em referência à aprovação da Emenda Constitucional 123/22 (PEC Emergencial), que ampliou recursos para programas sociais.

O presidente também afirmou que vai trabalhar para manter as transferências do Auxílio Brasil em R$ 600 a partir de 2023. “Conversei essa semana com o [ministro da Economia] Paulo Guedes. Esse valor será mantido a partir do ano que vem”, declarou.

Bolsonaro também falou sobre os esforços do governo para evitar a inflação de alimentos e assegurar às famílias a compra de produtos essenciais. Ele falou sobre sua viagem à Rússia para negociar a compra de fertilizantes e elogiou o trabalho exercido pela deputada federal Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, para atenuar os impactos da guerra na Ucrânia ao Brasil.

“Essa mulher é a que faz a diferença. Garantiu nossa segurança alimentar, bem como segurança alimentar de mais de 1 bilhão de pessoas do mundo”, comentou. Bolsonaro citou que a presidente da Organização Mundial do Comércio (OMC) veio a Brasília há três meses para pedir apoio ao Brasil para ampliar a produção de alimentos. “Conversamos por uma hora. E [ele] declarou: sem o Brasil, o mundo passa fome”, afirmou o presidente.

Quais acenos às mulheres Bolsonaro fez ao longo de seu discurso
Como também era previsto pela campanha presidencial, Bolsonaro fez gestos às mulheres, eleitorado considerado imprescindível.

Primeiro, comentou sobre a titulação de terras agrárias em seu governo e disse que foram concluídas 370 mil entregas de propriedades tituladas. “Dos 370 mil títulos, 90% são de mulheres. Homem no meu governo só tem título se ele for solteiro ou viúvo. Sendo casado ou vivendo em união estável, o título vai para elas. Elas sabem melhor cuidar desse negócio”, declarou.

A primeira-dama Michelle Bolsonaro fez uso da palavra e, com muitas referências religiosas e a Deus, fez acenos às mulheres e lembrou de quando o marido sofreu o atentado há quase quatro anos, em Juiz de Fora (MG). Também defendeu a reeleição do presidente. “A reeleição não é por um projeto de poder como muitos pensam. Não é por status, porque é muito difícil estar desse lado. A reeleição é por um propósito de libertação, por um propósito de cura para o nosso Brasil”, disse Michelle.

Quais críticas o presidente fez a Lula e a outros opositores
Ao falar sobre a titulação de terras, Bolsonaro também aproveitou para criticar o Movimento sem Terra (MST) e destacar as diferenças de titulação de terras entre seu governo e as gestões petistas. “Essas pessoas que integravam o MST eram posseiros. Eles não eram donos da sua terra. Passava um ônibus ou um caminhão, esse pessoal era obrigado a embarcar e invadir uma propriedade que nem sabia onde ficava, os motivos ou a razão. E se não fizesse isso, perdia a posse de sua terra”, declarou.

O presidente disse ainda que não houve corrupção em três anos e meio de sua gestão. “Se aparecer, vamos colaborar nas investigações”, declarou.

Bolsonaro disse que a CPI da Covid não identificou nenhuma corrupção e o acusou de “corrupto virtual”. “Queriam comprar a vacina Covaxin, mas não quiseram apurar o consórcio do Nordeste [formado por governadores da região para comprar insumos para combater a Covid], onde desviaram R$ 50 milhões e não compraram um respirador sequer. Teve nordestino que morreu asfixiado por falta de respirador”, declarou.

O presidente aproveitou para criticar de forma velada o senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da CPI da Covid, embora tenha se confundido e dito que o parlamentar era o presidente do colegiado. “Nós sabemos do caráter do presidente da comissão. O caráter desse presidente da comissão, que foi ministro da Justiça de Fernando Henrique. Que foi procurado pelo então sindicalista Lula para botar em liberdade dez sequestradores. E chamou os sequestradores de meninos, que se equivocaram quando fizeram o sequestro”, disse, referindo-se aos sequestrados do empresário Abílio Diniz, que eram militantes da esquerda do Chile.

Os apoiadores presentes vaiaram Lula e entoaram em coro “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”. Bolsonaro acusou o ex-presidente de defender roubo de celulares e ironizou o petista de falar em resolver a situação da guerra na Ucrânia “tomando uma cerveja”. Também falou que Lula quer “legalizar o aborto”.

“Esse mesmo cara que quer legalizar o aborto no Brasil. Esse mesmo cara que quer legalizar as drogas no Brasil. Será que esse cara sabe quanto sofre uma mãe quando um filho se entrega às drogas? Será que ele sabe o sofrimento da mãe com essa criança no mundo das drogas? Esse mesmo cara que, em decreto de 2019, além de querer a desconstrução da heteronormatividade, criou o que se chama ideologia de gênero”, disse Bolsonaro.

Em críticas à ascensão de presidentes da esquerda em países da América do Sul, Bolsonaro disse que quer “trazer o jovem de esquerda para o nosso lado”. “Temos que mostrar o que ele vai perder com o seu candidato”, comentou, em referência a Lula. Bolsonaro fez críticas às gestões de Chávez e Maduro na Venezuela e alertas sobre a situação econômica na Argentina, presidida por Alberto Fernández.

“Olha para onde está indo a nossa Argentina, a sua economia, um país próspero. 50% da população está próxima da linha da pobreza”, comentou. “Olha para onde está indo o Chile, cuja primeira medida do presidente eleito foi acabar com seus carabineiros, sua polícia militar. Olha nossa Colômbia, onde elegeram um guerrilheiro. Um dos serviços mais procurados na Colômbia atualmente é o de passaporte, as pessoas querem sair do seu país”, complementou.

Também em referência ao “jovem de esquerda”, Bolsonaro disse que “seu candidato”, Lula, “prega o controle social da mídia”. “Diz que quer regulamentar as mídias sociais. Quero dizer a esse jovem que país como Coreia do Norte, Cuba, a internet só é acessada para você ver conteúdos do governo. Você não tem liberdade. Esse jovem quer perder a sua liberdade nas mídias sociais?”, questionou.

Quais as críticas e indiretas de Bolsonaro a ministros do STF
Além de críticas a opositores políticos, o presidente da República também fez críticas indiretas ao STF, ainda que sem citações nominais. Na ocasião, convocou seus eleitores para saírem às ruas em 7 de setembro, período que antecede em quase um mês o primeiro turno das eleições, em 2 de outubro.

“Convoco todos vocês, agora, para que todo mundo vá às ruas pela última vez no 7 de setembro. Estes poucos surdos de ‘capa preta’ têm que entender o que é a voz do povo”, declarou Bolsonaro, em crítica velada a ministros do STF, que usam capa preta nas sessões de julgamentos. “[Eles] têm que entender que quem faz as leis é o poder Executivo e o Poder Legislativo. Todos têm que jogar dentro das quatro linhas da Constituição”, declarou.

A crítica aos ministros ocorreu após ele citar o STF no início do discurso e conter palavras para que dar voz aos apoiadores, que entoaram o discurso de que “supremo é o povo”. O presidente destacou que o Executivo e o Legislativo são “irmãos” e alfinetou o Supremo. “Nós temos que respeitar a Constituição, jogar dentro das quatro linhas, que pese um ou outro de fora estar dando tijolada para dentro do campo. Vamos superando tudo isso aí”, comentou.

Ao convocar os apoiadores para 7 de setembro, Bolsonaro manifestou o desejo por “paz, tranquilidade, respeito à Constituição, respeito às leis e interdependência entre os poderes”. “Queremos harmonia, prosperidade e gerar alegria para vocês. Isso não é fácil. Mas quem deve dar o norte para nós é o povo brasileiro. Tenho certeza que aquilo que vocês querem será atingido”, disse.

“A maioria dessas pessoas querem o nosso bem. Não podemos simplesmente deixar as coisas acontecerem. Não é fácil você tentar mudar algo que vinha torto há décadas, mas dá para mudar o destino de um Brasil, como estamos mudando”, acrescentou Bolsonaro.

O presidente evitou fazer novas críticas ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas, mas fez defesas pontuais por mais “transparência” às eleições. Em fala direcionada a Braga Netto e aos apoiadores, disse que o “exército do povo” é o “exército que está ao nosso lado e que não admite corrupção, não admite fraude” e que “quer transparência, que quer respeito”.

Bolsonaro confirma Braga Netto como vice na chapa
Ao longo de seu discurso, Bolsonaro confirmou o general Braga Netto com seu vice e elogiou o militar. “O vice é a solução do problema e eu escolhi, sim, um general do Exército brasileiro, que vocês o conhecem muito bem por ocasião da intervenção aqui no Rio de Janeiro”, declarou.

Em gesto ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), presente no evento, Bolsonaro destacou a atuação de Braga Netto enquanto interventor federal da segurança pública do estado do Rio de Janeiro, em 2018. “Um estado, à época, tomado pelo caos. Ele recebeu a missão de intervir no estado e fez um trabalho fantástico no nosso Rio de Janeiro. Muitas consequências positivas o Cláudio Castro hoje colhe”, disse.

O presidente também sinalizou alinhamento com Braga Netto ao demonstrar que confia no militar para compor a chapa. “O vice é aquela pessoa que tem que estar ao teu lado nos momentos difíceis, o vice não pode ser aquela pessoa que conspire contra você”, declarou.

O general quatro estrelas ocupou postos de destaque no governo, incluindo no período da pandemia, ressaltou Bolsonaro. “O coloquei como chefe da Casa Civil, posto que, agora, o senador Ciro [Nogueira] ocupa com muito zelo, fazendo a negociação com o mundo político”, disse.

“Depois eu o coloquei no Ministério da Defesa. Ele pegou a pandemia quando ocupava a Casa Civil e a Defesa. Fez o seu trabalho, juntamente com o ministro da Saúde na época [Eduardo Pazuello], depois o [Marcelo] Queiroga que está aqui, levando meios para o Brasil todo”, acrescentou.

O presidente também fez elogios e acenos às Forças Armadas. “A gente vê no semblante do militar a vontade dele em servir a sua pátria. Esse é o espírito que levamos para dentro do Poder Executivo”, disse. Em outra ocasião, defendeu as indicações de militares em seu governo. “Falaram que botei muito militar, acho que não botei muito, botei o suficiente. Mas se fosse para botar bandido vocês tinham votado no outro candidato”, declarou.

Convenção também tem acenos a aliados políticos
Além de confirmar Braga Netto como vice, Bolsonaro também fez muitos acenos a aliados políticos. O mais afagado foi o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Ao citar o aliado, o chefe do Executivo federal disse ter sido ele o principal responsável pela aprovação do projeto que originou a lei que fixa um “teto” para o ICMS incidido sobre os combustíveis.

“Zeramos impostos federais, de gás de cozinha, desde o ano passado, de diesel, há quatro meses, e foi colocado um teto do ICMS que é o imposto estadual, não apenas para combustível, mas para energia elétrica, para as comunicações e para o transporte. Temos certeza, teremos deflação no corrente mês. Se não é o Arthur Lira, esse cabra da peste de Alagoas, não teríamos chegado a esse ponto. Obrigado, Lira, obrigado deputados e senadores”, comentou Bolsonaro.

O presidente lembrou de seus 28 anos como deputado federal e elogiou na sequência o ministro das Comunicações, Fábio Faria, deputado federal filiado ao PP eleito pelo estado do Rio Grande do Norte, que liderou as articulações para a implementação da tecnologia 5G no Brasil.

“É o homem que negociou o 5G para o Brasil, que a garotada tanto gosta de jogar, vai jogar 5G no Brasil, além de muitas coisas fantásticas com o 5G. Como estivesse com o senador Ciro, no estado dele, Piauí, uma fazenda em 5G, onde a precisão na direção das máquinas está na casa de dois centímetros”, comentou.

O chefe do Executivo também fez elogios a Rogério Marinho (PL), ex-ministro do Desenvolvimento Regional e pré-candidato ao Senado por Rio Grande do Norte, ao comentar que foi ele o responsável pela conclusão das obras da transposição do Rio São Francisco.

“Era para ter acabado [as obras] em 2010. Passou para 2012, 2014, 2016. A obra transpôs apenas dinheiro para o bolso de corruptos, e não água. Concluímos isso. Água em grande parte do nosso Nordeste é uma realidade. Também o nosso Exército, com a Codevasf, fura dezenas de postos todos os meses levando dignidade a essas pessoas”, destacou.

Bolsonaro também citou Tarcísio de Freitas (Republicanos), ex-ministro da Infraestrutura e pré-candidato ao governo de São Paulo, e elogiou a gestão de seu ex-auxiliar. “Também no Ministério do Tarcísio fez ressurgir o modal ferroviário. Daqui a três meses, no máximo, se inaugura a ferrovia Norte-Sul, 4,1 mil quilômetros que vão baratear o preço de produtos em todo o Brasil”, sustentou.


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