sábado, 16 de julho de 2022

POETA FERNANDO PESSOA E SUAS IDENTIDADES

 

Artigo
Por
Brian Patrick Eha
City Journal

Influido por la filosofía de Schopenhauer y de Nietzsche, y por los simbolistas franceses, intrudujo en su país las corrientes literarias contemporáneas de vanguardia, desde el modernismo hasta el futurismo. EFE


Fernando Pessoa, assim como Shakespeare, não contentou em ser apenas um.| Foto: EFE

Fernando Pessoa, o modernista português que em muitos aspectos é o poeta perfeito para nossa época obcecada por identidades, era ao menos quatro poetas em um. Seus melhores versos, assim como boa parte da sua prosa, surgiram para o mundo assinados pelo pastoral Alberto Caeiro, o classicista Ricardo Reis e o cosmopolita Álvaro de Campos, além do próprio Pessoa, progenitor dessa tríada poderosa que chamou de “heteronômios”. Complexos demais para ser chamados apenas de pseudônimos, individuais demais em suas preferências, temperamentos, filosofias e surtos de genialidade, esses eram o triunvirato em meio aos mais de 100 alter egos literários que Pessoa inventou em vida, muitos dos quais só foram descobertos depois de sua morte. “Seja plural como o Universo!”, dizia Pessoa a si mesmo. Walt Whitman — uma de suas maiores influências – talvez contivesse multidões, mas Pessoa dispersou essa cornucópia de personalidades pelo mundo, onde eles desenvolveram convicções pessoais, obsessões e tendências psicológicas próprias. Os heteronômios brigavam entre si por escrito e às vezes brigavam até com o próprio Pessoa.

A identidade instável de Pessoa refletia a confusão de sua época e também os problemas que ele enfrentara na juventude. Ele nasceu em 1888, em Lisboa, capital de uma potência decadente, governado pela mesma dinastia desde 1640. Até mesmo para os esquerdistas o colonialismo era motivo de orgulho. A economia de Portugal dependia da riqueza do Brasil e a monarquia, quando do nascimento de Pessoa, reclamava para si a propriedade de grandes territórios esparsamente ocupados e mal administrados em todo o continente africano, desde onde é hoje Angola, no oeste, até Moçambique, no leste. Era um império decadente. Os dias de glória que Luís de Camões (poeta nacional que Pessoa pretendia superar) retratara em seu épico “Os Lusíadas” eram coisa do passado.

Ao morrer, em 1935, Pessoa tinha vivido uma ditadura, uma revolução republicana, o fim da monarquia portuguesa, a Primeira Guerra Mundial e os primeiros anos do regime salazarista. Apesar de escrever muito sobre imperialismo, decadência e outros temas culturais, ele continuou alérgico ao “vocabulário da responsabilidade social”. Até mesmo seus amigos mais próximos tinham dificuldade para identificar as opiniões dele. Como disse o crítico Harold Bloom, “ só é possível ler Pessoa como um poeta político se você tiver certeza de que tudo se resume à política, incluindo o ‘bom dia’”. Mas ele não estava alheio ao mundo ao seu redor. Três de seus mais importantes heteronômios surgiram em 1914, ano da eclosão da Primeira Guerra Mundial, como se emergissem das rachaduras de um modo de vida fragmentado. Mais o que seus contemporâneos, Pessoa personalizou a confusão de seu tempo. Cada acontecimento provocava uma mudança sísmica interior, como nos diz Ricardo Reis — “o Horácio grego que escreve em português”, de acordo com o próprio pessoa:

Temo, Lídia, o destino. Nada é certo.
Em qualquer hora pode suceder-nos
O que nos tudo mude.

Brilhante, agitado e às vezes deprimido e às vezes entusiasmado, Pessoa pensava duas vezes sobre tudo – e três e quatro vezes também. Depois de abandonar a universidade, ele emprestou dinheiro de amigos e parentes, resgatou títulos da mãe e do padrasto e se sustentou escrevendo cartas em francês e inglês para empresários portugueses. Ao mesmo tempo, ele se envolveu em vários projetos literários e mirabolantes projetos empresariais, sendo que a maioria deles nunca saiu do papel. A vida que ele levava em Lisboa era agitada, com sua ronda pelos cafés literários, mas no todo sem grandes sobressaltos. Ele dizia sofrer de uma “inversão sexual leve”, nunca casou e provavelmente morreu virgem. Pessoa não se interessava por homens ou mulheres, e sim pela linguagem, e era apaixonado por seus poderes criativos. Infinitamente profícuo, às vezes ele parecia um observador de si mesmo, “o ponto de encontro de uma pequena humanidade que pertence apenas a mim”.

Elas, as personalidades inventadas de Pessoa, pertencem ao mundo agora. Na dramatis personae que dá início à enorme biografia do poeta escrita por Richard Zenith, ficamos encantados ao sabermos que “Ricardo Reis migrou para o Brasil em 1919 e ainda vivia na América do Sul, talvez no Peru, quando Pessoa morreu, em 1935”— o heteronômio sobreviveu a seu criador. O primeiro biógrafo de Pessoa, o escritor português João Gaspar Simões, acreditava que o caráter exótico dos heteronômios perderia força – mas na verdade o tempo só os fortaleceram. A divisão da personalidade do poeta se tornou a melhor alegoria para a forma obsessiva com que muitos de nós inventamos personalidades virtuais, marcas pessoais e vidas públicas. As invenções de Pessoa, fugidas da prisão no enorme baú de madeira que ele deixou para trás com mais de 25 mil textos, sem dúvida alguma sobreviveram a ele.

Mas para cada “alma completa” e texto perfeito que Pessoa criou há dezenas de obras fragmentadas e pseudoautores que existem em não mais do que no nome. Esses pedaços soltos – “entulho de uma espécie de Pompeia literária”, como diz Zenith – me lembram as mãos de Rodin em exibição no Metropolitan Museum of Art: cheias de genialidade, mas incompletas. A obra em prosa de Pessoas é um túmulo de fragmentos. Em novembro de 1914, Pessoa disse a um amigo: “meu estado emocional me leva a trabalhar duro, contra a minha vontade, no Livro do Desassossego. Mas tudo não passa de pedaços, pedaços, pedaços”. Assim como seu contemporâneo T. S. Eliot, Pessoa passou a vida acumulando fragmentos, ainda que estes fragmentos não sejam sinais de uma ruína.

Filho de uma mãe leitora e romântica e de um pai que teve seus momentos de glória como músico e crítico de teatro enquanto morria lentamente de tuberculose, Pessoa se tornou uma criança sensível e recolhida, mas independente. As palavras eram seus brinquedos, ainda que ele “gostasse da sensação de não entender nada”, como escreveu mais tarde.  Um das coisas que ele talvez tenha sofrido para compreender nesses primeiros anos em Lisboa foi a presença da mãe paterna, uma espécie de Dionísia semidemente. Dada a ataques de loucura, assim como sua xará deusa grega, Dionísia deu ao criador de tantas personalidades alternativas provas de que “múltiplas personalidades podem se fundir num único ser humano”.

Aos cinco anos, Pessoas enfrentou a morte, com uma diferença de seis meses, do pai e do irmão caçula, Jorge. Então ele foi um observador encantado com a mudança da mãe, que passou da dor do luto a uma felicidade vertiginosa. Dias depois de perder o filho, ela conheceu um charmoso capitão da Marinha portuguesa: a atração foi imediata e eles se casaram logo em seguida. Eis aqui outra lição para Pessoa. “A dor não dura porque a dor não dura”, nos diz o heteronômio Álvaro de Campos num poema sobre uma mãe recém-enlutada. A mãe que perde o filho é personagem recorrente nos textos maduros de Pessoa, juntamente com a consciência da rapidez com que a dor pela perda desaparece.

Na imaginação infantil de Pessoa, a realidade se torna cada vez mais instável: as fantasias suplantam o mundo concreto. Protegido por um tio com certa fraqueza para a mentira, o futuro poeta começou a povoar sua solidão com indivíduos fictícios – ao menos dois dos quais, o capitão Thibeaut e o Chevalier de Pas, ele disse ao longo da vida toda terem sido reais e “explorados até as profundezas de suas almas”. Esse hábito de sonhar acordado só se aprofundou na adolescência. O desejo do menino solitário de se cercar “por amigos e conhecidos que não existem” anteviam a inventividade de uma carreira literária na qual ele pudesse conduzir entrevistas consigo mesmo, os heteronômios se provocando. Anos mais tarde, Pessoa brincaria com a própria noção de individualidade da mesma forma que brincava com seus amigos imaginários.

O menino-camaleão recomeçou a vida com a mãe em Durban, na África do Sul, onde o novo marido dela assumiu o cargo de cônsul português. Maior cidade da colônia britânica de Natal, Durban contava com um transporte público eficiente, uma biblioteca pública, jardim botânico, sociedades literárias e outros indícios de civilização, incluindo uma escola religiosa na qual Pessoa foi imediatamente matriculado. Obrigado a começar primário do início, e num novo idioma, ele concluiu os cinco anos em três, recebendo o Primeiro Prêmio em inglês e latim, e também sendo premiado por sua excelência acadêmica. No ensino médio, ele devorou a prosa de Thomas Carlyle e escreveu versos emulando Milton e os românticos ingleses. Pessoa voltou para Lisboa em 1905, mas ter sido exposto à literatura anglo-americano foi decisivo para ele.

A influência mais importante foi Whitman. O poeta americano, de acordo com Zenith, ensinou Pessoa “a se abrir, sentir tudo, ser tudo, e cantar”. A experiência de ler “Canção de Mim Mesmo” permitiu o surgimento, no dia 8 de março de 1914, do seu primeiro heteronômio de verdade, um poeta pastoral, mas sem sentimentalismos, chamado Alberto Caeiro:

Sou um guardador de rebanhos,
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.

Uma lufada de poemas soprou da pena de Pessoa, que usava essa voz incrivelmente nova. Explicitamente sem educação formal, ainda assim Caeiro era um observador perspicaz. Era como se ele tivesse descoberto o antídoto para seu intelectualismo exacerbado.

Como, porém, notou Thomas Merton, primeiro tradutor de Caeiro para o inglês, esses poemas tinham um quê de recolhido, de timidez. Como se o mundo habitado no qual o poeta se declara um “argonauta de sensações verdadeiras” não fosse o mundo cotidiano, e sim alguma espécie de planalto solar onde as coisas estavam banhadas na luz precisa, lançando sombras sobre os olhos. Caeiro é mais cerebral do que Whitman, que também se debruçava sobre o mundo material e se recusava a oferecer respostas definitivas:

Uma criança disse “O que é a grama?” me estendendo as mãos cheias
Como poderia responder a criança? Tenho as mesmas dúvidas do que ela.

Pessoa sonhava em se tornar um poeta inglês. Ele escreveu dezenas de sonetos, publicando 35 deles num livreto que enviou para a Sociedade Poética de Londres. Os poemas foram ignorados. Ele costumava atribuir suas obras em inglês a uma de suas personalidades. O mais incrível é que, em português, Pessoa significa “pessoa”. Percebendo essa coincidência, ele brincava com os nomes dos seus alter egos ingleses também, cada qual com sua característica e com coletâneas próprias.

O primeiro foi Charles Robert Anon, que publicou um poema num jornal de Durban em 1904. Por volta de 1906, ele foi substituído por Alexander Search, que se dizia autor de mais de cem poemas, um conto e vários ensaios. Zenith diz que Search é “uma versão platônica ou transcendente de Pessoa” – um idealista shelleyiano em busca da verdade e com a cabeça cheia de filosofias e humanismo iluminista. Em outras palavras, as questões mais espirituais e metafísicas expressas em inglês foram as do alter ego chamado A. Search [que pode ser traduzido como “uma busca”]. Anos mais tarde, Caeiro, novamente como se reagisse à tendência de seu criador, disse que essa busca não fazia sentido:

As coisas não têm significação: têm existência.
As coisas são o único sentido oculto das coisas.

A biografia de Zenith alça voos sempre que nos faz mergulhar na imaginação de Pessoa e perde força quando se volta ao lado político e sociológico. A parte de Durban decepciona nas passagens sobre as condições de vida dos africanos e dos imigrantes indianos em Natal, e também quando fala da “divisão racista do trabalho” do qual a família do poeta fez parte. O índice onomástico trás duas menções a “blackface” [ato de pintar o rosto de preto]. O livro de  Zenith foi publicado em 2021 e talvez seja inevitável que algumas de suas 937 páginas (sem incluir o prólogo e as notas finais) se dediquem a acusar Pessoa de racismo e misoginia sempre que possível – ainda que Zenith, no papel tanto de juiz quanto de jurado, seria misericordioso o bastante para reconhecer que tais atitudes, jamais fundamentais na obra genial de Pessoa, tenham “raízes rasas”, sem jamais se estabelecer ou ganhar proporção. Ao prometer o retrato de um homem, um biógrafo pode ser perdoado por nos descrever os trajes superficiais como indícios do que há de essencial por baixo deles. Coisa bem diferente é gastar milhares de palavras falando da origem social do alfaiate do biografado ou sobre as práticas de trabalho nos teares que produziam os tecidos usados na confecção desses trajes.

A personalidade central está em outras coisas, e o melhor de Pessoa transcende a política. Ainda assim, Zenith dedica todo um capítulo a Gandhi, sob o pretexto de que o líder indiano trabalhava como advogado e ativista pelos direitos civis em Durban enquanto Pessoa era um estudante na escola primária. Sim, é verdade que Pessoa admirou Gandhi no decorrer da vida — principalmente por seu estilo de vida asceta — Mas Zenith não para por aí. Ele encerra o argumento de que os britânicos tratavam os indianos como cidadãos de segunda classe desta forma: “Tudo isso, para Pessoa, enteado de um diplomata europeu, parecia a ordem natural das coisas”. Realmente é raro um biógrafo que se sente impelido a mostrar um artista como um menino de oito anos representante da supremacia branca.

“Se tem uma coisa que odeio é um reformista”, escreve Pessoa no “Livro do Desassossego”, definindo esse tipo como “o homem que vês os males superficiais do mundo e se põe a curá-los agravando males mais simples”. Chame-o de reacionário, se quiser; a busca por um programa social na obra dele é uma busca em vão. Católico de nascimento, ele era um investigador do espírito que explorava o culto, era obcecado por astrologia e, no todo, um cético — parte de uma geração que “herdou a descrença no Cristianismo e criou em si a descrença de todas as outras fés”, o que supostamente incluiria a maior parte dos dogmas seculares com os quais a imprensa e a universidade atuais catequiza os fiéis. Num dos poemas em inglês de Pessoa, ele coloca Deus “entre nosso silêncio e discurso, entre/ nós e a nossa inconsciência”. A curiosidade religiosa e as preocupações metafísicas aparecem com frequência em sua obra, atribuídas a um heteronômio ou não. Até mesmo Caeiro, que Pessoa chamou de “um São Francisco de Assis ateu” e que nega qualquer realidade para além das coisas materiais, invoca Deus – ainda que apenas para dizer que a divindade está equivocada:

Pensar em Deus é desobedecer a Deus,
Porque Deus quis que o não conhecêssemos,
Por isso se nos não mostrou…
Sejamos simples e calmos,
Como os regatos e as árvores,

A religião, para Pessoa, era uma ilusão sem a qual “vivemos sonhando, e os sonhos são a ilusão dos que não têm ilusões”. Seus sonhos eram, antes de mais sobre, sobre a autoinvenção, autodivisão, a multiplicação das personalidades. Sua incapacidade de acreditar no Deus da Trindade parece de alguma forma ligado à criação de novas personagens. Álvaro de Campos deixa a incerteza intelectual de lado e diz querer ser outra pessoa:

Tenho todos os dias crenças diferentes
Às vezes no mesmo dia tenho crenças diferentes
E gostava de ser a criança que me atravessa agora
A visão da janela abaixo —

Da mesma forma, a “marginalidade” de Pessoa o impulsiona a inventar uma sociedade própria. Em sua peça “O Marinheiro”, o personagem fala de um náufrago que, por sofrer demais ao se lembrar da vida pregressa, inventa um passado imaginado e uma pátria fictícia com pessoas, geografia e eventos históricos inventados que, aos poucos, substituem as memórias reais dele. Em “O Livro do Desassossego”, Pessoa anseia por criar em si uma nação com sua própria política, partidos e revoluções, a fim de ser tudo, ser Deus no panteímo real dessas pessoas – ser a substância e o movimento dos corpos e almas delas, do chão que elas pisam e dos atos que realizam.

A expansão e exaltação infinitas do ser, de modo que ele exista tanto como um deus quanto como um demônio, dando origem a um reino autocentrado de Paraíso na terra, embora essa nação – com suas “festas e revoluções” – fosse fragmentada e confusa. Entre amigos, Pessoa gosta de “defender ardentemente uma ideia num dia para atacá-la no outro, sempre com argumentos igualmente racionais”, escreve Zenith. Ainda que os modernistas mais românticos buscassem um “idioma não-fragmentado”, como dizia o poeta norte-americano Hart Crane) com que pudesse expressar o inexpressável, o idioma pessoano era infinitamente fragmentado, cheio de truques e evasivas, rico em filosofias e ideias que ele desenvolvia até o fim do poema e às vezes sem ir além. Em vez de tentar integrar suas motivações díspares num único ser, ele dava ênfase às contradições. Ele criava novas personalidades como que por partenogênese, dando a elas vidas independentes.

Entre essas personalidades estava o “semi-heteronômio” Bernardo Soares, suposto autor da obra-prima da prosa pessoana, “O Livro do Desassossego”. Essa “autobiografia sem fatos”, como Pessoa/Soares a ela se refere, foi publicada pela primeira vez em 1982 (47 anos depois da morte de Pessoa), e as edições seguintes ampliaram e reordenaram o conteúdo dela. Por isso há muitas discordâncias entre editores e estudiosos. Folhas dispersas que começam em 1913 e consiste de verbetes irregularmente datados e compostos ao longo de mais ou menos 20 anos, alguns trechos escritos à mão, outros à máquina, sem ordem ou plano identificável, ainda assim “O Livro do Desassossego” é uma descoberta impressionante. Poucas obras póstumas provocaram uma reavaliação tão intensa do trabalho anterior do autor.

“Faço paisagens com o que sinto”, escreve Soares. “O Livro do Desassossego” faz com que o leitor se depare com a vida de outro homem perdido no bosque escuro de sua interioridade. Mas de quem exatamente é essa interioridade? A autoria heteronômica do livro mudou com o tempo; de toda forma, Pessoa o atribuiu a Soares, um assistente administrativo que vive numa pensão na Rua dos Douradores, escrevendo quando dá. Soares defende a inação, vive em imaginação e, aqui e ali, vê seus compatriotas portugueses como “uma maré estranha de coisas vivas que não me preocupam”. Menos individualizado do que Caeiro, Reis e Álvaro de Campos, Soares é uma espécie de clone de Pessoa, dotado de sua ironia, mas não humor. Esse diário semifictício é uma espécie de biblioteca in utero; muitas de suas 500 passagens soam como ideias para livros não escritos, excertos que um escritor mais combativo teria usado para lançar campanhas inteiras.

Escrito ao longo de uma vida, “O Livro do Desassossego” exibe vários estilos e gêneros, de cenas de sonhos a poemas em prosa, passando por confissões e observações culturais, análises sociológicas e aforismos dignos de um Kafka. Mesmo que você não seja passivo e sonhador como Soares, entende quando ele diz que “está sofrendo de uma enxaqueca e do universo”. O Paraíso, para Soares, é uma paralisia eterna, tudo imóvel: um mundo no qual “um mesmo instante de poente pinta as colinas”, uma vida que parece “uma eterna vista da janela” – porque, mesmo no Paraíso, ele se imagina um alienado e um observador distanciado do cenário. “O Livro do Desassossego nunca deixa de ser uma experiência sobre quão autossuficiente um homem pode ser psicológica e afetivamente, vivendo apenas em meio a seus sonhos e imaginação”, escreve Zenith. “Era uma versão extrema e maníaca da forma essencialmente imaginária de Pessoa viver a vida”.

Provavelmente era um mecanismo de defesa. No mundo das fantasias a mãe não se lança repentinamente nos braços de outro homem e irmãozinhos não morrem. Soares está tomado pelo tédio, mas o tédio é um preço baixo a pagar. “As ficções da minha imaginação (…) podem até me desgastar, mas não me magoam nem humilham”, diz. “Eles nunca me abandonam, não morrem nem desaparecem”.

Os Estados Unidos do século XXI, com seu culto à ação e ao pensamento positivo, dificilmente saberia o que fazer de um Soares sonhador e inerte, ainda mais levando em conta que o sublime narcisista (ou uma cópia degradada) se transformaram em nossa cultura dominante. Além disso, numa época em que alguns indivíduos afirmam ser incapazes de se ater a um único gênero, muito menos em qualquer outra identidade inequívoca, estamos preparados para aceitar o que Zenith chama de “poética da individualidade fragmentada” de Pessoa. Há momentos em “O Livro do Desassossego” em que Pessoa rompe a máscara autoral, nem que seja para afirmar a máscara de toda a vida: “Para criar, destruí-me. Eu me exteriorizei tanto por dentro que não existo lá exceto externamente. Sou o palco vazio onde vários atores encenam várias peças”. O triunfo de seu empreendimento heteronímico é como aquele almejado pelos que hoje praticam o “manifestar”: o triunfo de uma ideia transcendida em vida.

O espírito pessoano – embora sem seu gênio – está vivo e bem. Ele vive em fóruns do Reddit, chats do Twitch, feeds do Twitter e outras redes nas quais o anonimato ou pseudônimo é comum e nas quais até mesmo os escolhidos do selinho azul que usam nomes reais vestem uma máscara. O “eu”, antes singular, se divide ou se transforma em heterônimo. Os espaços online são ruidosos com as personagens que despertamos.

Sei disso por experiência própria. No verão de 2021, mergulhei no mundo dos tokens não fungíveis (NFT)– itens digitais que são comprovadamente únicos e cuja propriedade pode ser verificada publicamente por uma blockchain. NFTs representam uma nova fronteira da arte, dos itens colecionáveis, dos jogos e da cultura pop. Nesse mundo, nem mesmo alguns dos maiores artistas e colecionadores usam seus nomes reais. Em vez de autorretratos, eles usam avatares como identidades visuais. Nesta cena, “anon” – o primeiro grande heterônimo inglês de Pessoa – é uma forma comum de se dirigir a um compatriota cuja identidade no mundo real você talvez nunca conheça.

Para participar desse mundo, eu precisava de uma personagem. Então criei uma conta no Twitter, registrei domínios que combinassem com ela e lancei meu alter ego naquele ambiente claustrofóbico. Mais gregário do que o normal, para mim foi fácil fazer amigos e criar laços usando esse disfarce. O verdadeiro eu, tal como ele era (tons de Whitman novamente), ficou em segundo plano. E funcionou: em três meses, ganhei 1.000 seguidores e a reputação de colecionador sério. Somos o que sonhamos ser, diz Pessoa. Por meio do olhar dele, passei a ver a Internet como um lugar onde abundam heterônimos que lançam grandes sombras e criam suas próprias lendas. Do criador do Bitcoin, Satoshi Nakamoto, ao mestre conspirador Q, essas identidades moldam a vida de milhões.

Quem, então, é o verdadeiro Pessoa? Um sonho sonhado por ninguém, refletia ele às vezes — da mesma forma que Borges imaginou Shakespeare em “Ficções”. Um dos poemas mais fortes de Pessoa, “Tabacaria”, começa assim:

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Na história de Borges, Shakespeare está no fim da vida e, tendo “sido tantos homens em vão”, pede a Deus que lhe dê finalmente uma identidade para chamar de sua. Em meio a um redemoinho, a voz do Senhor responde: “Nem Eu sou ninguém; sonhei o mundo como você sonhou sua obra, meu Shakespeare, e entre as formas do Meu sonho está você, que, como Eu, é muitos e ninguém”.

Querendo ser todos e temendo não ser ninguém, nos seus momentos de fúria Pessoa entrava em contato com o núcleo inabalável do seu caleidoscópio de eus. Recusando-se a suprimir ou falsificar seus conflitos internos, ele exibia uma espécie de autenticidade radical. “Mesmo que o que pretendemos ser (porque coexistimos com os outros) desmorone ao nosso redor, devemos permanecer destemidos”, escreve ele, exortando os leitores em “O Livro do Desassossego”, porque “somos nós mesmos, e ser nós mesmos significa não ter nada a ver com coisas externas que desmoronam, mesmo que desmoronem em cima do que para elas somos”.

Quase 90 anos após sua morte, o melhor da poesia e da prosa desse fingidor inveterado está longe de desmoronar.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/fernando-pessoa-e-o-poeta-ideal-para-uma-era-obcecada-por-identidades/
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HOJE É O DIA DO COMERCIANTE E PARABÉNS PARA TODOS ELES

 

Alexandre Nogueira – CEO Universidade Marketplaces

5 filmes para se inspirar e continuar empreendendo no segundo semestre de 2022

Especialista em marketplaces lista grandes sucessos do cinema que servem de exemplo para comerciantes alcançarem o sucesso

No primeiro semestre de 2022 o e-commerce brasileiro manteve o crescimento, principalmente dentre os pequenos e médios negócios. Segundo dados da Nuvemshop, as PMEs faturaram mais de R$ 1 bilhão nos primeiros seis meses do ano. O crescimento foi de 20% em relação ao primeiro semestre de 2021. 

Escolher as melhores estratégias para alavancar os negócios e alcançar o sucesso é o desejo de todo empreendedor. Pensando nisso, Alexandre Nogueira, CEO da Universidade Marketplaces, maior plataforma especializada em cursos para marketplaces, separou uma lista de filmes que podem ajudar empreendedores a encontrarem a força que faltava, além de convidá-los a analisarem melhor as estratégias usadas por grandes empresários para alcançar uma carreira de sucesso.

“A inspiração pode ajudar o empreendedor a buscar novas estratégias ou metodologias capazes de auxiliar no crescimento e desenvolvimento profissional. Nada melhor do que conhecer exemplos de sucesso para se motivar e decolar nos próprios negócios. Foi o que eu fiz nesse último mês e montei essa lista com os filmes que acredito serem essenciais para o bom empreendedor se inspirar”, comenta Alexandre, que também é consultor oficial do Mercado Livre e Influenciador Digital da Americanas no Brasil.

Veja a lista dos 5 filmes selecionados pelo CEO e em quais plataformas eles estão disponíveis:

Fome de Poder – disponível na HBO Max

Lançada em 2016, a biografia não autorizada conta a incrível história de sucesso do vendedor Ray Kroc, interpretado por Michael Keaton. Depois de notar uma movimentação de clientes incomum na lanchonete dos irmãos McDonald’s no sul da Califórnia, Kroc encontra nela uma forma de criar uma das principais redes de fast food do mundo. Um dos pontos altos do longa é a forma de Kroc aplicar estratégias duvidosas para afastar os irmãos da lanchonete e criar o império sozinho. 

À Procura da Felicidade – disponível na HBO Max

Lançado em 2007, esse ainda é um dos filmes mais assistidos por quem busca histórias inspiradoras. No drama baseado em fatos reais, Chris Gardner, interpretado por Will Smith, passa por sérias dificuldades e problemas financeiros, sendo abandonado pela sua esposa e tendo que criar seu filho Christopher sozinho, morando em abrigos públicos, enquanto usa sua estratégia de vendedor para conquistar um emprego.

Coco, antes de Chanel – disponível no Telecine

Um exemplo de empreendedorismo feminino, Coco, antes de Chanel é outro drama baseado em fatos reais que conta a história de Coco Chanel, interpretada por Audrey Tautou. A jovem tem um talento incrível para costura e se inspirou nas roupas de seu amante para criar uma sofisticada linha feminina, lutando contra críticas e intimidações machistas e se tornando uma das principais referências na moda parisiense.

Jobs – Disponível na Netflix

Também baseado em fatos reais, Jobs é um drama sobre Steve Jobs, inventor e empresário americano e um dos fundadores da gigantesca Apple. Interpretado por Ashton Kutcher, o longa narra a vida do gênio desde sua fase hippie, até o sucesso com os produtos eletrônicos. O foco principal do filme está nas batalhas que Jobs enfrenta para tirar suas ideias do papel, lançando seu primeiro produto dentro de sua garagem até atingir fama mundial.

Walt antes do Mickey – Disponível no Amazon Prime Video

Para encerrar nossa lista, temos o drama Walt antes do Mickey, também baseado em fatos reais. Neste filme, nos aproximamos mais de Walt Disney, interpretado por Thomas Ian Nicholas, e podemos acompanhar sua carreira de sucesso e sua busca constante para aperfeiçoar seu trabalho, buscar uma equipe e então criar uma das mais famosas e fortes marcas que temos até hoje, Disney, por meio de seu maior sucesso: Mickey Mouse.

 Sobre a Universidade Marketplaces

A Universidade Marketplaces é uma plataforma especializada em cursos para marketplaces e tudo que permeia o mundo do e-commerce. Criada em 2018 pelo CEO Alexandre Nogueira, oferece capacitação em relação ao uso correto das ferramentas e desenvolve estratégias que auxiliam os melhores resultados nas vendas online. A plataforma possui mais de 450 alunos e sua metodologia já foi aplicada em mais de 90 tipos de negócios diferentes. Seu time de mentores é credenciado pelo Mercado Livre e parceiros referentes ao mercado de comércio digital.

CARACTERÍSTICAS DA VALEON

Perseverança

Ser perseverante envolve não desistir dos objetivos estipulados em razão das atividades, e assim manter consistência em suas ações. Requer determinação e coerência com valores pessoais, e está relacionado com a resiliência, pois em cada momento de dificuldade ao longo da vida é necessário conseguir retornar a estados emocionais saudáveis que permitem seguir perseverante.

Comunicação

Comunicação é a transferência de informação e significado de uma pessoa para outra pessoa. É o processo de passar informação e compreensão entre as pessoas. É a maneira de se relacionar com os outros por meio de ideias, fatos, pensamentos e valores. A comunicação é o ponto que liga os seres humanos para que eles possam compartilhar conhecimentos e sentimentos. Ela envolve transação entre pessoas. Aquela através da qual uma instituição comunica suas práticas, objetivos e políticas gerenciais, visando à formação ou manutenção de imagem positiva junto a seus públicos.

Autocuidado

Como o próprio nome diz, o autocuidado se refere ao conjunto de ações que cada indivíduo exerce para cuidar de si e promover melhor qualidade de vida para si mesmo. A forma de fazer isso deve estar em consonância com os objetivos, desejos, prazeres e interesses de cada um e cada pessoa deve buscar maneiras próprias de se cuidar.

Autonomia

Autonomia é um conceito que determina a liberdade de indivíduo em gerir livremente a sua vida, efetuando racionalmente as suas próprias escolhas. Neste caso, a autonomia indica uma realidade que é dirigida por uma lei própria, que apesar de ser diferente das outras, não é incompatível com elas.

A autonomia no trabalho é um dos fatores que impulsionam resultados dentro das empresas. Segundo uma pesquisa da Page Talent, divulgada em um portal especializado, 58% dos profissionais no Brasil têm mais facilidade para desenvolver suas tarefas quando agem de maneira independente. Contudo, nem todas as empresas oferecem esse atributo aos colaboradores, o que acaba afastando profissionais de gerações mais jovens e impede a inovação dentro da companhia.

Inovação

Inovar profissionalmente envolve explorar novas oportunidades, exercer a criatividade, buscar novas soluções. É importante que a inovação ocorra dentro da área de atuação de um profissional, evitando que soluções se tornem defasadas. Mas também é saudável conectar a curiosidade com outras áreas, pois mesmo que não represente uma nova competência usada no dia a dia, descobrir novos assuntos é uma forma importante de ter um repertório de soluções diversificadas e atuais.

Busca por Conhecimento Tecnológico

A tecnologia tornou-se um conhecimento transversal. Compreender aspectos tecnológicos é uma necessidade crescente para profissionais de todas as áreas. Ressaltamos repetidamente a importância da tecnologia, uma ideia apoiada por diversos especialistas em carreira.

Capacidade de Análise

Analisar significa observar, investigar, discernir. É uma competência que diferencia pessoas e profissionais, muito importante para contextos de liderança, mas também em contextos gerais. Na atualidade, em um mundo com abundância de informações no qual o discernimento, seletividade e foco também se tornam grandes diferenciais, a capacidade de analisar ganha importância ainda maior.

Resiliência

É lidar com adversidades, críticas, situações de crise, pressões (inclusive de si mesmo), e ter capacidade de retornar ao estado emocional saudável, ou seja, retornar às condições naturais após momentos de dificuldade. Essa é uma das qualidades mais visíveis em líderes. O líder, mesmo colocando a sua vida em perigo, deve ter a capacidade de manter-se fiel e com serenidade em seus objetivos.

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INFELICIDADE NO MERCADO DE TRABALHO E A AUTOESTIMA

Tomás Camargos, sócio-fundador da VIK e Vanessa Gebrim, especialista em Psicologia Clínica pela PUC de SP

Pandemia, Síndrome de Burnout, desmotivação, infelicidade no ambiente de trabalho, alto índice de depressão, esses foram temas em alta nos últimos meses, mas com algumas medidas é possível reverter esses cenários; especialistas listam dicas.

O último ano foi marcado por muitos debates sobre a infelicidade no mercado de trabalho. Um dos temas recorrentes foi a crescente nos casos de Síndrome de Burnout, em pessoas que extrapolavam as horas de trabalho em home office. O transtorno que é causado pelo esgotamento físico e mental, devido a rotina de trabalho exaustiva, é um exemplo de como as empresas precisam se reinventar para não prejudicar os colaboradores e até sua presença no mercado. Outros temas debatidos também foram o aumento do turnover nas empresas, além do estresse e problemas com sono/concentração devido a pandemia.

Em meio às mudanças na vida profissional e pessoal, se adaptar pode se tornar um processo difícil e doloroso e que também pode trazer danos para a autoestima. Para se ter ideia, de acordo com uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP), em onze países, o Brasil lidera os casos de depressão e ansiedade durante a pandemia. De acordo com o estudo, o país é o que mais tem casos de ansiedade (63%) e depressão (59%). Números como esses mostram como a saúde mental dos brasileiros foi afetada durante a pandemia.

De acordo com Tomás Camargos, sócio-fundador da VIK – startup que nasceu para ajudar as empresas a melhorarem a saúde de seus colaboradores, implementando um programa que visa transformar a vida das pessoas e o resultado das corporações -, as empresas devem enxergar a saúde como um investimento e não como uma linha de custo para a empresa. “As boas organizações precisam investir no bem-estar dos membros da equipe para evitarem, futuramente, gastarem com doenças causadas pelo sedentarismo e estresse, por exemplo. Isso também permite com que elas diminuam consideravelmente os custos das organizações com plano de saúde, absenteísmo e baixa produtividade. No Brasil. esse movimento vem acontecendo, em que a preocupação com a saúde está cada vez mais consciente e estratégica para as corporações”, revela.

Para a psicóloga Vanessa Gebrim, especialista em Psicologia Clínica pela PUC de SP, sentir-se bem tem sido um desafio para muitas pessoas e colaboradores nessa fase de pandemia. “As frustrações comprometeram até mesmo a autoestima, já que muitas pessoas não conseguiram realizar os projetos que tinham planejado. Esse aumento nos casos de depressão e ansiedade se deram também por conta das mudanças drásticas na rotina, além de todo o medo e incerteza que vieram junto. Às pessoas ficaram com as emoções à flor da pele, o que prejudica o equilíbrio e contribui para a baixa autoestima”, explica.

Abaixo, os especialistas listam 15 dicas para recuperar a autoestima no trabalho. Confira:

1 – Faça amigos no trabalho: ter uma amizade no trabalho torna os colaboradores mais engajados e felizes. Isso é o que diz uma pesquisa realizada pelo Instituto Gallup que revela a importância de ter um melhor amigo no ambiente profissional. “Muitas vezes, com a correria do dia a dia, as empresas deixam de lado o incentivo para que as equipes se conheçam, uma das formas de mudar esse cenário é optar por programas de gamificação que levem engajamento, saúde e socialização entre os colaboradores”, indica Camargos.

Para ele, é possível incentivar essa relação de amizade por meio de atividades físicas. “Durante o programa corporativo de saúde e integração desenvolvido pela VIK, por exemplo, os colaboradores de uma determinada empresa participam de uma competição virtual de atividade física, por meio de um sistema gamificado e suas atividades físicas aparecem em um ranking que funciona como uma rede social saudável. O programa gera um movimento interessante, as pessoas começam a conversar em torno de um assunto prazeroso e, naturalmente, as relações são suavizadas ao longo do período”, explica.

2 – Procure por grupos de Networking: é possível fazer parte de grupos online ou presenciais em uma região. “Além de possibilitar conhecer novas pessoas, todos estão abertos para conversar e melhorar suas habilidades. Nessas reuniões, também é possível treinar a desenvoltura, comportamento e abordagens”, sugere Mara Leme Martins, PhD. Psicóloga e VP BNI Brasil – Business Network Internationa,

3 – Saia da zona de conforto e converse com novas pessoas: quando se trata de networking, é importante falar com as pessoas e pensar em maneiras criativas de construir o seu negócio. “Dedique tempo aos relacionamentos que você já tem. Estenda a mão e pergunte se as pessoas estão bem, se há algo que você pode fazer para ajudá-las”, explica Mara Leme Martins, PhD. Psicóloga e VP BNI Brasil – Business Network International.

4 – Cuidados com sua saúde física e mental: o Brasil é um dos países mais sedentários da América Latina. Segundo uma pesquisa divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), quase metade dos brasileiros – 47% – não praticam exercícios suficientes para manter o corpo saudável. Outro dado alarmante é sobre a saúde mental da população, já que o país tem o maior índice de prevalência da doença na América Latina. As empresas podem ajudar a transformar os hábitos e a rotina dos funcionários. “É fundamental que os líderes pensem no impacto da saúde no potencial humano e a importância da implementação de programas de saúde/qualidade de vida para os colaboradores. Por isso, devem disponibilizar momentos de lazer, atividades físicas em grupo, meditação e confraternização”, aconselha Camargos.

Além da mudança na prática de atividade física e no sedentarismo, a implementação de programas de humanização afeta outros setores da vida dos colaboradores. “Percebemos as transformações de hábitos nos participantes mais conscientes quando se trata de nutrição, álcool, cigarro, diminuição do estresse e melhora no sono/concentração”, conta Tomás.

5 – Faça terapia: a falta de autoestima pode ser uma ponte para quadros de ansiedade, medos, fobias e até para depressão. “Procurar um profissional pode ser necessário e ajuda no sentido de fazer com que o paciente entre no processo de autoconhecimento, trazendo mais segurança e autonomia para sua vida. Além disso, contribui no controle das emoções, fortalecendo a autoconfiança e autoaceitação. Existem abordagens e técnicas bastante eficazes que podem ser a chave para a melhora do bem-estar emocional da pessoa”, explica Vanessa Gebrim.

6 – Seja agradável: desenvolver a simpatia ajuda a abrir portas no networking. Estar aberto para conversar ou expressar essa vontade ajuda muito no primeiro contato e a quebrar o gelo. “Uma ótima oportunidade para desenvolver esse ponto é participar de alguns grupos ou reuniões de empreendedores”, sugere Mara Leme Martins.

7 – Ouça o que os outros dizem: saber ouvir e compartilhar é fundamental para vencer a timidez. “O ambiente do BNI é norteado pelo compartilhamento de recursos. Esses podem ser de ordem material ou imaterial, como talentos, habilidades, conhecimentos, informações, contatos, saberes, experiências e tantas outras riquezas que todos temos. Colaborar é um movimento natural do ser humano, que tem prazer em se colocar à serviço do todo, ao contrário do que fomos levados a acreditar”, aconselha Mara.

8 – Esteja alinhado com o propósito da empresa em que trabalha: de acordo com uma pesquisa realizada pela Sodexo Benefícios e Incentivos, 53,8% dos brasileiros acreditam que seu propósito de vida está conectado com seu trabalho atual. “Mais do que um salário alto e benefícios, os colaboradores querem se sentir uma parte fundamental da empresa. Hoje, vida pessoal e profissional estão interligadas, somos uma mesma pessoa”, acrescenta Camargos.

As corporações que não se adaptarem vão ser ultrapassadas. “As startups são a prova de como esse cenário mudou, ninguém quer mais passar horas sentado no escritório, sem um momento de interação ou com roupas sociais desconfortáveis. As pessoas procuram qualidade de vida, horários flexíveis e experiências novas”, finaliza Camargos.

9. Se olhe e se entenda: é importante entender que tudo o que a pessoa fizer que, de alguma forma, contribua para que ela se orgulhe de si, a ajudará a fortalecer sua autoestima. “Quando a pessoa está focada em seus aspectos negativos, a insegurança certamente estará presente em sua rotina e relacionamentos. Dentro do processo de autoconhecimento, a pessoa aprende a gerenciar suas emoções e desenvolve sentimentos positivos sobre si e sobre o mundo”, conclui a psicóloga Vanessa Gebrim.

10. Lei da Reciprocidade: é importante ter a visão de que a confiança colaborativa é a moeda mais valiosa nos negócios – nos relacionamentos e na vida. O marketing de referência e indicações nunca foram tão importantes quanto nos dias de hoje, em que as empresas precisam conquistar novos clientes, presencialmente ou remotamente, para não colocar em risco a sua operação.

“Os empreendedores, sendo tímidos ou não, precisam aprender os benefícios da filosofia “Givers Gain”, ou seja, “Se eu lhe ajudar indicando negócios, você vai se interessar em me ajudar também”. “É a Lei da Reciprocidade em ação no mundo dos negócios”, conclui Mara Leme Martins.

11 – Procure uma rede de mulheres empreendedoras: começar algo novo sempre é difícil, mas quando se tem apoio e com quem contar no caminho, as coisas acabam se tornando um pouco mais fáceis. “O Mulheres Aceleradas, por exemplo, é uma comunidade para mulheres que já empreendem e também para as que desejam começar a empreender. Não importa a região em que a empresária está, ela pode fazer parte. A plataforma tem o interesse genuíno em oferecer ajuda a essas mulheres, aproveitando os meus conhecimentos técnicos e experiência na área. O objetivo é fazer com que elas percebam que têm com quem contar e que não precisam trilhar esse caminho cheio de desafios sozinhas”, explica a mentora de negócios e empreendedora Larissa DeLucca, CEO da Negócios Acelerados e fundadora da plataforma Mulheres Aceleradas.

12 – Tenha confiança no seu trabalho: é fato que não se pode negar a realidade do preconceito e machismo contra mulheres e mães no mercado de trabalho atual. “Não deveria ser assim, mas é a realidade, para se destacar a mulher tem que ser tecnicamente muito melhor qualificada do que qualquer homem que exerça a sua mesma função e ainda ter garra para dar conta, com mestria das suas duplas e, às vezes, triplas jornadas de trabalho. Mas na minha visão, o principal é ser uma profissional focada em resultados. Se o resultado final do seu trabalho é acima da média, isso vai ser o seu cartão de visitas”, diz a empreendedora.

13. Não tenha medo de falhar: as outras pessoas, muitas vezes, costumam desencorajar as mulheres a seguirem seus sonhos e montar seu próprio negócio. Mas é preciso contrariá-los, confiar no seu potencial e deixar o medo de lado para seguir em frente. “Quando se começa um negócio novo, é normal ter medo de falhar e, em alguns momentos, de não fazer um bom trabalho. O que não pode acontecer é deixar com que esse medo te paralise. Errar em alguns momentos faz parte da jornada, o mais importante é continuar estudando e aprendendo para não cometer os mesmos erros e ir melhorando nos pontos que costuma ter uma maior dificuldade”, complementa a mentora de negócios e empreendedora Larissa DeLucca.

14 – Foco no propósito: “O propósito tem ganhado cada vez mais espaço e importância na experiência do colaborador e agora, mais do que nunca, está conectado pelo valor percebido pelas pessoas nas organizações. Isso significa que: para ter uma comunicação interna melhor, é preciso pensar no propósito, no porquê as pessoas devem se sentir parte do todo. Vale a revisão da visão, missão e valores organizacionais”, explica Gabriel Kessler é CGO do Dialog.ci, startup responsável por desenvolver uma plataforma online de comunicação interna e RH, que funciona como um hub para o colaborador e melhorar o engajamento dentro das empresas.

15 – Comunicação fácil e democrática: Investir em uma ferramenta que promova a democratização da informação é de extrema importância para a experiência do colaborador operacional. “A rede social corporativa ou aplicativo de comunicação interna, por exemplo, é uma solução criada justamente para atender as diferentes necessidades dos profissionais em geral, principalmente de quem fica na operação”, finaliza  Gabriel Kessler que é CGO do Dialog.ci, startup responsável por desenvolver uma plataforma online de comunicação interna e RH.

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sexta-feira, 15 de julho de 2022

STF ADOTA A TÁTICA DOS VOOS SECRETOS

 

Por
Lúcio Vaz

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e o ministro do STF Alexandre de Moraes durante abertura do Seminario Politicas Judiciarias e Seguranca Publica. (O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, e o mini


Os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes trocam segredos no STF| Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) retomaram o ritmo de viagens do período anterior à pandemia da Covid-19, mas com uma diferença: não é mais possível saber para onde vão, o que fazem nem quanto gastam. Esse sigilo foi adotado por questões de segurança, mas também esconde os gastos com passagens aéreas em viagens nacionais e internacionais – na contramão do que fazem os poderes o Executivo e Legislativo. Em 2018, teve viagem que custou R$ 240 mil.

A página de “transparência” do STF permite apurar apenas as despesas com os seguranças e assessores que acompanham os ministros nas suas viagens. Na verdade, são gastos indiretos dos ministros. Essas despesas somaram R$ 194 mil em março e R$ 188 mil em abril – apenas com passagens aéreas. As diárias pagas às equipes de segurança chegaram a R$ 500 mil neste ano. As passagens de todos os servidores do STF já chegam a R$ 500 mil. Os voos para segurança e assessoria ao ministro Alexandre de Moraes somaram R$ 48 mil. No caso de Luís Toffoli, foram R$ 55 mil. Para Luís Roberto Barroso, R$ 43 mil.

O STF alega questões de segurança para restringir a divulgação dos detalhes das viagens dos ministros, como data, horário e trecho de voo, o que impossibilita identificar o motivo da viagem. Essa restrição começou em janeiro de 2019, ainda no início da gestão do presidente Luís Toffoli. O ministro promoveu as viagens mais caras da história recente do tribunal.

Até 2020, o Supremo divulgava também o custo dos voos de “representação institucional”, mas informava apenas a despesa total de cada ministro por mês. Esses voos não podem ser utilizados para a “realização exclusiva de atividade remunerada”. Nesses deslocamentos, os ministros também não podem receber diárias. Em anos anteriores, alguns ministros viajavam para seus estados de origem ou onde tinham residência. Desde janeiro de 2021, esses voos não são mais divulgados.


Viagens retomadas
Pressionados pelo presidente Jair Bolsonaro, que levanta dúvidas sobre a segurança das urnas eletrônicas, os ministros do Supremo e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) têm viajado ao exterior em busca de apoio e para propagar o risco de uma ruptura institucional do país. Mas ninguém sabe e nunca vai saber quanto custaram essas viagens. Lembrando que a conta é paga pelo contribuinte.

No dia 25 de junho, em palestra na Universidade de Oxford, na Inglaterra, o ministro Luís Roberto Barroso classificou como “abominável retrocesso” a volta do voto impresso defendido por Bolsonaro. Barroso afirmou que, na Presidência do TSE, teve de “oferecer resistências aos ataques contra a democracia”. Uma mulher gritou: “Isso é mentira”.

No dia 9 deste mês, o ministro do STF e presidente do TSE, Edson Fachin, afirmou em palestra nos Estados Unidos que o Brasil pode passar por um ataque às instituições ainda mais grave do que o ocorrido na invasão ao Capitólio, sede do Congresso norte-americano. “Nós poderemos ter um episódio ainda mais agravado do 6 de janeiro daqui, do Capitólio”, afirmou em evento organizado pelo instituto Wilson Center.

Ameaças a ministros e seus familiares levaram o Supremo a aumentar as medidas de segurança, como mostrou reportagem do blog. Em 13 de junho de 2020, a crise de segurança aumentou quando grupos de extrema-direita apoiadores do presidente Jair Bolsonaro lançaram fogos de artifício sobre o prédio tribunal. No 7 de setembro de 2021, uma nova crise, quando o presidente afirmou, na Avenida Paulista, diante de mais de 100 mil apoiadores, que não cumpriria mais decisões do ministro Alexandre de Moraes. Mas recuou dois dias depois e divulgou uma carta pedindo desculpas aos ministros do Supremo.


Quanto custam as viagens internacionais
A viagem mais cara desde que esses dados começaram a ser divulgados, em setembro de 2016, foi feita pelo ministro Dias Toffoli. Em maio de 2018, ele viajou para a Rússia, para representar o STF no VII Fórum Jurídico Internacional de São Petesburgo. Sua passagem custou R$ 63 mil (em valores atualizados pela inflação). As diárias, mais R$ 34 mil. Um total de R$ 98 mil. As passagens e diárias para dois assessores que acompanharam o ministro custaram mais R$ 140 mil, totalizando em R$ 230 mil as despesas da comitiva.

Em outubro do mesmo ano, já na presidência do tribunal, Toffoli foi participar da 116ª Sessão Plenária da Comissão de Veneza. A passagem custou R$ 53 mil. As passagens do presidente e mais dois assessores custaram R$ 112 mil, as diárias, mais R$ 42 mil. No total, a viagem ficou por R$ 154 mil. Em junho de 2019, a ministra Cármen Lúcia esteva na Comissão de Veneza. A passagem custou R$ 29 mil. Não há registro do pagamento de diárias.

Em setembro de 2019, Toffoli foi a Cartagena, na Colômbia, para o XXV Encontro de Presidentes dos Tribunais Constitucionais da América-Latina. A passagem saiu por R$ 39 mil. Contando com as despesas de mais dois assessores, o total fechou em R$ 133 mil.

No mês seguinte, Toffoli integrou a comitiva presidencial em “Evento Institucional na Cidade do Vaticano”. Na verdade, foi acompanhar a canonização da Irmã Dulce, que atraiu representantes do Executivo, Legislativo e Judiciário, num evento que misturou política e turismo religioso. A passagem custou R$ 44 mil. Somando com as despesas do chefe da Assessoria de Assuntos Internacionais, Joel Sampaio, a viagem ficou por custou R$ 100 mil. Pelo menos, Toffoli não usou o “seu” jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB).

Em 2017, as despesas do STF com passagens aéreas custaram R$ 760 mil. No ano seguinte, as despesas chegaram a R$ 1,4 milhão. Em 2019, todo sob a presidência de Toffoli, os gastos totalizaram R$ 2,5 milhões. Todos os valores foram atualizados.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/lucio-vaz/o-que-escondem-os-voos-secretos-dos-ministros-do-stf/
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ALIANÇAS ELEITORAIS DOS PRESIDENCIÁVEIS

 

Coligações
Por
Wesley Oliveira – Gazeta do Povo
Brasília


Jair Bolsonaro e Lula são pré-candidatos a presidente da República nas eleições de outubro deste ano| Foto: Alan Santos/PR e Ricardo Stuckert

As campanhas do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lideram, até o momento, o arco de alianças entre partidos que estarão coligados na disputa presidencial deste ano.

As composições fazem parte da estratégia para garantir palanques e tempo de propaganda no rádio e na TV, além de capilaridade de apoio pelo país.

As adesões por parte dos partidos podem ser feitas até o dia 5 de agosto, data final para a realização das conversões partidárias. Nos encontros, as siglas se reúnem e aprovam ou rejeitam a composição de coligações ou até mesmo a neutralidade na disputa presidencial.

Saiba abaixo como estão os acordos dos principais nomes da disputa presidencial até o momento:

Partidos garantem maior fatia do tempo de propaganda para Lula 
Partidos na aliança: PT, PSB, PV, PCdoB, Rede, PSol e Solidariedade
Fundo eleitoral e partidário (somados): R$ 1,1 bilhão
Tempo de TV (estimado): 89,8 minutos
Número de deputados federais: 110
Número de senadores: 10 
Número de prefeitos: 623* 
Até o momento, a coligação em torno da campanha do ex-presidente Lula é a maior em número de partidos – são sete ao todo. Com isso, a candidatura do petista garantiu a maior fatia em tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão.

Lula deverá ter 89,8 minutos do tempo total da propaganda eleitoral gratuita. A fatia corresponde a 24% do total. Neste ano, as inserções da disputa presidencial irão ao ar nas terças, quintas e sábados, a partir do dia 16 de agosto. A propaganda eleitoral será veiculada duas vezes ao dia, em blocos de 15 minutos cada. Com isso, o programa do ex-presidente terá cerca de 3 minutos em cada bloco.


Partidos de Bolsonaro investem na capilaridade pelo país 
Partidos na aliança: PL, PP, Republicanos e PTB 
Fundo eleitoral e partidário (somados): R$ 990 milhões
Tempo de TV (estimado): 77,8 minutos 
Número de deputados federais: 179 
Número de senadores: 19 
Número de prefeitos: 1.144 (eleitos em 2020)
A campanha de Jair Bolsonaro conta com a adesão de quatro partidos. Além do PL, o PP, o Republicanos e o PTB já fecharam um acordo para apoiar o projeto de reeleição do presidente. O núcleo de campanha ainda corteja o PSC, que ainda não bateu o martelo sobre qual será o seu posicionamento na disputa nacional.

Uma das apostas da campanha de Bolsonaro é a capilaridade que os partidos terão nessa disputa. Somente o PL, partido do presidente, deve lançar 14 candidaturas aos governos estaduais. A lista inclui alguns dos principais colégios eleitorais do país, como Bahia e Minas Gerais, estados em que o partido tem como pré-candidatos, respectivamente, o ex-ministro João Roma e o senador Carlos Viana.

Já o PP lançou três nomes nas disputas estaduais, enquanto o Republicanos terá quatro nomes. Entre eles, o ex-ministro Tarcísio de Freitas, que vai garantir o palanque do presidente em São Paulo, maior colégio eleitoral do país. As costuras estaduais estão sendo feitas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, integrantes do núcleo de campanha.

Terceira via de Tebet conta com três partidos
Partidos na aliança: MDB, PSDB e Cidadania
Fundo eleitoral e partidário (somados): R$ 771,1 milhões
Tempo de TV (estimado): 50,2 minutos
Número de deputados federais: 64 
Número de prefeitos: 1.426 (eleitos em 2020)

Escolhida como nome da chamada terceira via, a senadora Simone Tebet ainda enfrenta dificuldades para consolidar o apoio dentro das legendas que irão participar da sua coligação. A expectativa é de que o nome seja chancelado na convenção partidária do MDB. Contudo, diversos diretórios estaduais prometem apoiar o ex-presidente Lula, principalmente em estados do Nordeste, como Alagoas, Paraíba e Ceará, por exemplo.

Como a Gazeta do Povo mostrou, os impasses dentro do MDB e nos demais partidos da coligação colocam em xeque os palanques da emedebista pelo país. No Rio Grande do Sul, apesar do indicativo da Executiva Nacional do MDB em torno da pré-candidatura do tucano Eduardo Leite para a disputa do governo, o diretório do MDB no estado resiste em retirar a pré-candidatura de Gabriel Souza. O apoio do MDB ao nome de Leite é uma das condicionantes do PSDB para a aliança nacional com Tebet.

Ciro Gomes fica isolado com o PDT
Partidos na aliança: PDT
Fundo eleitoral e partidário (somados): R$ 253,4 milhões
Tempo de TV (estimado): 19,6 minutos
Número de deputados federais: 19
Número de senadores: 3 
Número de prefeitos: 311 (eleitos em 2020) 
Apesar da ofensiva de Ciro Gomes para encontrar apoio para a disputa presidencial, o PDT não fechou acordo com nenhum partido até o momento e não há expectativa de que isso possa ocorrer. Sendo assim, o pedetista pode concorrer com uma chapa pura, com o seu partido indicando também um nome para vice na chapa.

Líderes da sigla ainda acreditam na possibilidade de o PSD e o União Brasil apoiarem o ex-governador do Ceará, apesar de as duas siglas já terem indicado resistência a essa possibilidade. O União Brasil tem um pré-candidato à Presidência, o deputado Luciano Bivar. Já Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD, indicou que o partido irá manter neutralidade, ao menos no primeiro turno, na disputa presidencial.

De acordo com Ciro, os demais partidos querem avaliar “até a última hora” se a candidatura dele será viável. Levantamento mais recente do instituto FSB Pesquisa, divulgado na última segunda-feira (11), mostrou o pedetista com 9% das intenções de votos. A pesquisa apontou o ex-presidente Lula com 41%, seguido pelo presidente Bolsonaro com 32%.

Além de Ciro Gomes, os demais pré-candidatos Luciano Bivar, André Janones (Avante), Felipe d’Avilla (Novo), Pablo Marçal (Pros), Sofia Manzano (PCB), Vera Lúcia (PSTU), Eymael (DC) e Leonardo Péricles (UP) também devem concorrer em chapas puras. Ou seja, sem a adesão de outros partidos.

Metodologia da pesquisa citada
O Instituto FSB Pesquisa ouviu, por telefone, 2 mil eleitores entre os dias 8 e 10 de julho de 2022. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pelo banco BTG Pactual e está registrada no TSE com o protocolo BR-09292/2022.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2022/quais-partidos-vao-apoiar-bolsonaro-e-lula-nas-eleicoes/
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COMO ANDA O AUTOR DO ATENTADO CONTRA BOLSONARO

 

Facada em 2018

Por
Renan Ramalho – Gazeta do Povo
Brasília

Agressor do deputado Jair Bolsonaro deixa a Policia Federal em Juiz de Fora apos cerca de tres horas de interrogatorio (Agressor do deputado Jair Bolsonaro deixa a Policia Federal em Juiz de Fora apos cerca de tres horas de interrogatorio, ASC


Adélio Bispo é conduzido após prisão em 2018: se for considerado são em nova perícia psiquiátrica, ele poderá ir para casa| Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Passados quase quatro anos do atentado que quase matou o presidente Jair Bolsonaro, o agressor confesso Adélio Bispo de Oliveira poderá ter seu futuro definido ainda neste mês de julho. Está prevista para o fim do mês uma perícia psiquiátrica em que ele terá seu estado mental novamente avaliado. Se os médicos atestarem que ele não representa mais perigo, para si ou outras pessoas, Adélio poderá até mesmo deixar a Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), onde ele é mantido desde setembro de 2018, após sua prisão em Juiz de Fora (MG), e ir para casa.

Apesar de ter passado todo esse período no presídio, Adélio não cumpre pena, pois não foi condenado pela tentativa de homicídio. Em 2019, ele foi absolvido após ser considerado inimputável, em razão do diagnóstico de “Transtorno Delirante Persistente”, uma doença que, segundo a sentença, o impedia de entender que estava cometendo um crime e, com isso, determinar, por sua própria vontade, uma conduta oposta.

Nesta decisão, de junho de 2019, o juiz do processo, Bruno Savino, de Juiz de Fora, ordenou que ele ficasse internado por tempo indeterminado, mas que fosse reavaliado em três anos, prazo que venceu no mês passado. A perícia só não foi realizada até o momento pela dificuldade de encontrar psiquiatras dispostos a fazer a avaliação.

Após mais de um mês de tentativas, a Justiça Federal conseguiu, com a colaboração de Associação Brasileira de Psiquiatria, designar dois profissionais para o procedimento, que será bancado pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), vinculado ao Ministério da Justiça e que administra os presídios federais.

Caso seja constatado que ele está 100% curado, Adélio poderá ir para a casa e terá liberdade para circular livremente pelas ruas, segundo o advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que defendeu Adélio no início do processo e hoje responde como seu curador, ou seja, o responsável por cuidar de seus interesses na Justiça.

“Esses peritos vão analisar se houve alguma melhora, se houve a convalescência [recuperação da doença] total ou parcial, o quadro de saúde. O perito vai juntar isso e falar se ele pode sair da medida de segurança detentiva para a restritiva. Ou seja, ao invés da internação, se ele pode fazer um tratamento ambulatorial em casa, em que teria de ficar alguém, uma enfermeira ou pessoa da família, responsável pela medicação”, explicou à Gazeta do Povo.

A decisão final caberá a um juiz de Campo Grande, que supervisiona a internação. Zanone entende que o melhor para Adélio é que ele continue no presídio de segurança máxima. “Eu sou a favor que ele continue no sistema federal, porque ele já foi ameaçado de morte no sistema estadual. Para mim, hoje, o Adélio na rua, no atual cenário político, com os ânimos acirrados, eleição se avizinhando, o Brasil é pequeno para ele”, afirmou.

Questionado se, solto, Adélio seria capaz de cometer um novo atentado, Zanone diz que só os psiquiatras poderão responder. “Tem que avaliar a capacidade de compreensão dele, do que é certo e o que é errado, e de autodeterminação, se ele domina sua própria vontade.”

Uma solução intermediária, ainda segundo o advogado, seria liberá-lo para casa, mas manter medidas de monitoramento – como uso de tornozeleira, restrição de locomoção, comparecimento periódico perante um juiz – a exemplo do que é feito com criminosos que representam algum perigo.

Nesta quinta-feira (14), o juiz Bruno Savino, de Minas Gerais, pediu ao juiz corregedor da penitenciária de Campo Grande a renovação da permanência de Adélio no estabelecimento. Segundo Zanone, no entanto, trata-se de uma decisão apenas sobre sua permanência no local, não sobre a prorrogação da internação, que será definida a partir da perícia, ainda não realizada. Ainda conforme o advogado, é a partir do exame que o magistrado de Campo Grande decidirá se ele ficará internado por mais um ano. A partir daí, de ano em ano a condição mental e comportamental de Adélio será reavaliada, para novas decisões sobre o prolongamento da internação.

Cartas indicam estado psicótico grave de Adélio
A liberação é medida menos provável, no entanto, diante do histórico recente de Adélio no presídio. Nos últimos anos, ele passou a enviar cartas para o advogado e alguns veículos de imprensa. Várias delas, publicadas no mês passado pela revista Veja, indicam um “estado psicótico grave”, de esquizofrenia paranoide, segundo um médico consultado.

Nessas cartas, Adélio escreve, por exemplo, que “Bolsonaro é o anticristo”, faz acusações contra uma suposta conspiração da maçonaria, divaga sobre o Santo Daime… Tudo isso em frases desconexas, mal formuladas e de sentido quase incompreensível.

“E o rito dos ritos no Planalto Central no jardim da Presidência colocado por eles (maçons) representa o mundo dos mortos e como a pirâmide em fotos do meu celular que por sua vez fotografei em Juiz de Fora em Minas Gerais próximo ao Hotel Trade em uma rotatória pirâmide com arcos que a envolve em leste oeste e sul norte nesta (incompreensível) vem o anticristo”, diz uma das cartas publicadas pela Veja.

A previsão é que em dois meses, ou um mês após a perícia, o resultado da perícia seja oficializado no processo, para então o juiz decidir. Se ele continuar no presídio, como prevê seu curador, ele passará a ser reavaliado a cada ano, para definir se poderá ou não deixar o presídio e ir para casa.

No ano passado, a Defensoria Pública da União chegou a requerer que ele fosse internado num hospital psiquiátrico em Barbacena (MG), onde poderia ficar mais próximo da família. O Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido, por ausência de vagas em Minas e pela constatação de tratamento adequado na penitenciária de Campo Grande.


Investigação sobre suposto mandante da facada prossegue
Fora a indefinição sobre a permanência ou não no presídio, ainda ronda o caso de Adélio a dúvida sobre a participação de terceiros ou a existência de um mandante para o atentado contra Bolsonaro.

Dois inquéritos da Polícia Federal já concluíram que ele agiu sozinho, mas uma nova frente de investigação, reaberta no fim do ano passado e ainda inconclusa, busca revelar quem pagou pelos serviços de Zanone Manuel de Oliveira Júnior.

O advogado sempre disse que foi uma pessoa ligada à igreja evangélica que Adélio frequentava em Montes Claros (MG), sem dar muitos detalhes nem identificar esse patrocinador.

Diretamente interessados na questão, o presidente Jair Bolsonaro e seu advogado pessoal, Frederick Wassef, conseguiram, no ano passado, derrubar uma decisão que impedia a análise de material apreendido pela PF em locais de trabalho de Zanone. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ainda tenta reverter essa decisão no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília, alegando que o procedimento afronta o sigilo profissional de advogado com cliente.

Zanone não soube informar se o material que foi apreendido em seu escritório já foi periciado. O delegado Martin Bottaro Purper, que passou a tocar a investigação, tem experiência em investigações de homicídios e já coordenou ações contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), maior facção criminosa do país, nascida em presídios paulistas.

Bolsonaro e Wassef sustentam que Adélio não tem problemas mentais, e que agiu como um terrorista a mando de alguma organização criminosa ligada à esquerda para assassinar o então candidato. A reportagem apurou que a defesa do presidente poderá requerer a participação de peritos assistentes para acompanhar a avaliação psiquiátrica, prevista para o fim deste mês, e verificar o resultado da avaliação oficial.

Procurado para comentar o caso, Wassef disse que não pode falar sobre a investigação, porque o processo corre sob segredo de Justiça.


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A PEC DOS BENEFÍCIOS VAI AJUDAR MUITA GENTE

 

Auxílio Brasil

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo


Por ampla maioria, Câmara aprova PEC dos Benefícios, que cria R$ 41,2 bi em despesas excepcionais até dezembro.| Foto: Paulo Sergio/Câmara dos Deputados

Vejam só o dinheirão que o Congresso Nacional avalizou, botou seu carimbo, ficou absolutamente legal, uma liberação de dinheiro público, dinheiro do público, em ano eleitoral. Uma proposta de emenda constitucional foi aprovada pela maciça maioria da Câmara e do Senado em duas votações. Passou no Senado com um único voto contrário, de José Serra, entre 81 senadores. E, dos 513 deputados, foram só 17 votos contra. Houve um apoio grande, sabendo-se que há necessidade disso tudo, de aumentar o Auxílio Brasil de R$ 400 para R$ 600, de dar um voucher para o caminhoneiro de R$ 1 mil, de ajudar o taxista, de ajudar a dona de casa com o gás, de ajudar o idoso, de ajudar aquele que tem problema de alimento. Vai dar mais de R$ 41 bilhões.

Eu tenho mostrado que está sobrando dinheiro. Acabou a corrupção, sobrou dinheiro. O governo está reduzindo o IOF, que vai ficar zerado em algumas operações; reduziu o PIS/Cofins dos combustíveis; fez a mesma coisa com o ICMS para segurar o preço do combustível; deu aumento para professores do ensino básico, que ganham muito pouco e tiveram um aumento de mais de 33%. Tem dinheiro para tudo isso porque não há mais corrupção. E esse dinheiro vai ter efeito na economia nesse semestre, sem dúvida. Está caindo o desemprego e está subindo o empreendedorismo, a quantidade de pessoas que já são donas do seu próprio nariz.

Desde quando a bandeira nacional virou propaganda eleitoral?

Não dá para não registrar o que ocorreu na região das Missões, no Rio Grande do Sul. Em Santo Antônio das Missões, a juíza eleitoral disse que vai punir quem, depois de 19 de agosto, fizer propaganda com a bandeira nacional. Quem estiver com a bandeira brasileira vai ser considerado ilegal. O que é isso? Este é o símbolo máximo, o pavilhão sagrado. Ela não sabe o que está dizendo, eu tenho pena, porque ela escorregou feio, inclusive argumentando que a bandeira representa um lado. Pois outro dia vi um encontro de Lula com apoiadores, e ele dizia para adotarem a bandeira de agora em diante, para não deixar a bandeira só nas mãos “deles”. Então, até esperamos mesmo que saia a bandeira vermelha e entre a verde e amarela. Todos somos brasileiros, e a bandeira simboliza todos os brasileiros, vivos e mortos, para o nosso orgulho. Ela fica aqui em cima da minha casa, 365 dias por ano. Se eu morasse em Santo Antônio das Missões eu viraria Marcílio Dias. Vocês sabem o que ele fez na Guerra do Paraguai, perdendo um braço quando quiseram arrancar do mastro a bandeira nacional, que ficou manchada de sangue. Marcílio Dias é um herói.


O povo na rua e as pesquisas
Enquanto isso, o presidente estava no Maranhão, com muita gente em todos os lugares por onde passou. Imperatriz, Vitória do Mearim, muita gente. E as pesquisas?, perguntam. Estive vendo as pesquisas, é mais ou menos o seguinte: entrevistam 1,8 mil, 2 mil pessoas, e nós somos 150 milhões de eleitores. Então, é como se você chegasse em uma multidão de mil pessoas, escolhesse um e perguntasse em quem vai votar. Esse único representa mil. Mas dizem que tem base científica…

Alexandre de Moraes segue fugindo do Senado
O ministro da Defesa, general Paulo Sérgio, oficial de quatro estrelas, ex-comandante do Exército, foi a uma comissão do Senado que o convidou. Mas Alexandre de Moraes não foi, e justificou dizendo que tinha um compromisso anterior. Mas compromisso com o Congresso Nacional é compromisso com o povo brasileiro. No caso, o Senado representa os estados; todo mundo que está lá tem voto, e não foi proporcional, não. Ali só está quem foi eleito com a própria força, à exceção dos suplentes, que assumiram por algum motivo.

O Poder Legislativo é o que mais precisa ser respeitado, inclusive pelo presidente da República, que depende do Legislativo para passar suas propostas, para aprovar o orçamento. O Poder Legislativo é fiscalizador do presidente, embora ele tenha recebido muito mais votos que a soma de um número grande de senadores e deputados.

Acho que estamos perdendo a noção do que é democracia. Esse dia 14 foi o aniversário da Revolução Francesa, que começa dizendo “liberdade”, “igualdade”, é outra coisa. Vocês sabem, a Constituição diz que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Como desrespeitam a nossa Constituição…


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LULA MOSTRA O QUE VAI FAZER DE RUIM CONTRA O BRASIL E NINGUÉM ACREDITA

 

Por
J.R. Guzzo – Gazeta do Povo


| Foto: EFE/Joédson Alves

De tudo o que Lula promete que vai fazer de ruim para o Brasil e para os brasileiros, caso seja eleito para a presidência da República na próxima eleição, nada está tão claro, desde hoje, como a censura à imprensa. Lula faz questão de dizer isso em público; na verdade, garante que a guerra oficial contra a liberdade de expressão será uma das “prioridades” do seu governo. Ele e o PT não dizem que querem a censura, é claro – falam em “controle social da mídia”, mas é exatamente a mesma coisa, em termos práticos. Trata-se aí, unicamente, de impedir a circulação de notícias, de opiniões ou de qualquer coisa que o governo não queira que se publique. Fazer isso é censurar.

Na verdade, a esquerda organizada em torno do ex-presidente já está dando uma prévia de como seu governo vai agir nessa área. Um grupo que se apresenta como “movimento dos sem-teto”, em São Paulo, fez um comício de protesto nas portas da rádio Jovem Pan; não admitem que a emissora, onde Lula é abertamente criticado, diga as coisas que está dizendo. Inventaram que estavam protestando contra o “machismo” do noticiário da Jovem Pan – por conta da cobertura sobre um episódio de estupro. Conversa. O que eles, a esquerda em geral e o PT não toleram na Jovem Pan é a sua postura de independência. Ao contrário do que faz quase toda a mídia brasileira, Lula é tratado ali não como o santo que vai “salvar o Brasil”, mas como quem ele realmente é: um condenado na justiça pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, em três instâncias e por nove juízes diferentes.

Ele e o PT não dizem que querem a censura, é claro – falam em “controle social da mídia”, mas é exatamente a mesma coisa, em termos práticos

Lula quer proibir que se diga isso; quer proibir, na verdade, que se diga um monte de coisas, do passado e do presente. Hoje ele manda militantes profissionais às portas dos veículos de comunicação, tentando calar a voz de quem discorda do PT e dele mesmo. Amanhã, vai usar o “controle social da mídia” e a força do governo para fazer isso. Vai ter o apoio do Supremo Tribunal Federal, das elites e da maioria dos próprios jornalistas e donos dos órgãos de imprensa – que no Brasil, por razões ideológicas e de outras naturezas, são contra a liberdade de expressão, em vez de serem a favor. Vão receber de Lula, com certeza, a censura que estão pedindo.


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AO INVÉS DE PUNIR QUEM DEIXA ACULAR SERVIÇO AO CONTRÁRIO SERÃO BENEFICIADOS POR ISSO

 

Foto: Dida Sampaio/Estadão

Por Weslley Galzo

Com nova gratificação, recebida por acúmulo de processos, salários da categoria podem ultrapassar os R$ 39 mil pagos aos ministros do Supremo, teto do funcionalismo

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) criou um penduricalho que pode aumentar em até R$ 11 mil o salário dos procuradores da República. Eles agora ganharam o direito de receber até 33% a mais para exercer as funções pelas quais foram contratados sob a justificativa de que estão sobrecarregados. Da forma como foi aprovado pelo CNMP, o benefício seria pago sem o desconto do abate-teto. Com isso, seus vencimentos ultrapassariam os R$ 39 mil pagos aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

A resolução vale também para os integrantes dos Ministérios Públicos estaduais. Pelo menos dois Estados (Paraná e Santa Catarina) já se adiantaram e, com base em leis locais, concedem aos promotores o penduricalho por acúmulo de processo. No Paraná, foi definido que promotores com mais de 200 ações criminais têm direito ao adicional. Basta ele ter 201 processos para receber 11% a mais no salário. Essa cifra pode triplicar. A partir da decisão do conselho, o MP do Paraná abriu procedimento para analisar o reajuste do penduricalho para pagar os 33%.

O ato é assinado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, foi aprovado em maio e começa a valer agora.
O ato é assinado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, foi aprovado em maio e começa a valer agora. Foto: Sergio Almeida/CNMP

Esse benefício já era concedido aos juízes, mas em outros moldes. Agora, o CNMP espelhou o modelo para também engordar seus contracheques. O ato é assinado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, foi aprovado em maio e começa a valer agora.

No caso dos juízes, que recebem o adicional desde 2020, o acréscimo não pode furar o teto, de acordo com resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Essa trava também chegou a constar numa minuta de resolução do CNMP, mas foi retirada na versão final do texto abrindo brecha para o pagamento integral.

Os funcionários do Judiciário e do Ministério Público têm mecanismos para aumentar os próprios salários. Isso não acontece com o resto do funcionalismo, nem na iniciativa privada. Eles abusam dessa autonomia financeira.”

Sergio Praça, pesquisador da FGV

Outra diferença é que no caso dos magistrados o benefício é pago apenas aos que acumulam varas e processos nas férias de colegas, o que não ocorre no exercício das funções dos procuradores. Sob reserva, um ministro do Supremo condenou a criação do penduricalho pelo CNMP com base apenas no acúmulo de processos. Segundo ele, uma coisa é um juiz responder por duas ou mais varas para cobrir colegas em férias e outra coisa é acumular ação na própria vara. Para esse ministro, isso pode se tornar um incentivo ao acúmulo de processos.

Pesquisador de burocracia e corrupção no Estado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o professor Sergio Praça avaliou que a recomendação se blindou com base em justificativas legais, mas, em essência, feriu o princípio da moralidade. “Os funcionários do Judiciário e do Ministério Público têm mecanismos para aumentar os próprios salários. Isso não acontece com o resto do funcionalismo público, tampouco com cidadãos comuns que trabalham na iniciativa privada. Eles abusam dessa autonomia financeira”, disse o pesquisador.

Um projeto de lei em tramitação no Congresso busca restringir a criação desse tipo de penduricalho, que gera os “supersalários” no funcionalismo público. Aprovada em julho do ano passado na Câmara, a proposta de relatoria do deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR) limitou o pagamento de verbas indenizatórias no Judiciário. O texto, contudo, segue há um ano travado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, sob o comando do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

O Senado precisa agir urgentemente e cortar esses penduricalhos da elite do funcionalismo. Não é possível que, enquanto o Brasil sofre com dez milhões de desempregados, cerca de 25 mil servidores custam mais de R$ 2 bilhões aos cofres públicos todos os anos.”

Tadeu Barros, diretor-presidente do CLP

“Isso (a recomendação) é um absurdo, como se ganhassem salários pequenos. Se ele está ali para cumprir com o seu papel, que cumpra. O CNJ não deveria ter criado e o CNMP não deveria ter copiado. Deveria ter, na verdade, cobrado que se trabalhasse mais para desengavetar milhões de processos da Justiça brasileira e o Ministério Público deveria ter o mesmo espírito de cobrança por um Judiciário sério, que não fique à procura de cada vez mais penduricalhos”, afirmou Bueno.

Para o deputado, a recomendação do CNMP “é um abuso” que deve ser contido pelo Congresso. Ele disse ao Estadão que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), se comprometeu a levar o projeto para votação no plenário antes do início do recesso parlamentar. Procurada pela reportagem, a assessoria do senador disse que Bueno deve ter se “confundido”.

Em janeiro deste ano, o Centro de Liderança Pública (CLP) e o Movimento Unidos Pelo Brasil reuniram mais de 300 mil assinaturas em um abaixo-assinado para pressionar o Senado a votar o texto. O diretor-presidente do CLP, Tadeu Barros, disse ao Estadão que o Congresso precisa agir para frear a criação desses penduricalhos que geram problemas “fiscais e morais”.

“O Senado precisa agir urgentemente e cortar esses penduricalhos da elite do funcionalismo. Não é possível que, enquanto o Brasil sofre com dez milhões de desempregados, cerca de 25 mil servidores custam mais de R$ 2 bilhões aos cofres públicos todos os anos. O Congresso não pode arquivar o projeto e continuar fingindo que esse problema não existe”, disse.

Procurado pelo Estadão, o gabinete de Aras na Procuradoria-Geral da República (PGR) disse que “o tema ainda não foi regulamentado no Ministério Público da União e por isso não há como responder aos questionamentos” enviados pela reportagem. O CNMP também foi procurado e disse que não conseguiu apurar as informações com o relator da proposta. Ambos não informaram qual a estimativa de despesa a partir da recomendação.

Para entender

Gratificação

Penduricalho criado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) pode elevar em até R$ 11 mil o salário dos procuradores da República. A resolução vale também para as Promotorias estaduais.

Justificativa

Com a nova gratificação, os procuradores poderão receber até 33% a mais dos salários para executar as funções pelas quais foram contratados sob a justificativa de que estão sobrecarregados.

Modelo

Esse benefício já era previsto para juízes, em outros moldes. Agora, o CNMP copiou o modelo para turbinar os contracheques dos procuradores. O ato é assinado pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.

Acúmulo

A regra que beneficiou os juízes foi elaborada com o objetivo de compensar quem assumia varas nas férias de colegas e que, eventualmente, acumulariam processos. Isso, no entanto, não ocorre no exercício das funções exercidas pelos procuradores.

PROFISSIONAIS DIFERENCIADOS SÃO PROCURADOS NO MERCADO DE TRABALHO

 

Especialização
No meio corporativo, cresce o número de empresas que busca ter em sua equipe colaboradores qualificados na área
Por
Danielle Blaskievicz – Gazeta do Povo


Empresas estão descobrindo os profissionais com domínio dos métodos ágeis. Qualificação é obtida em curso remoto de pós-graduação da PUCPR.| Foto: Pixabay

Com o avanço da transformação digital e o acelerado ritmo de novidades de produtos e serviços no meio corporativo, as empresas estão percebendo a necessidade de acompanhar esse movimento para não ficarem defasadas e acabarem perdendo competitividade. E é justamente para evitar esse tipo de cenário que um novo perfil de profissional está cada vez mais requisitado: aquele que possui conhecimento e domínio em métodos ágeis. Só ao longo do mês de junho de 2022, cerca de 3 mil oportunidades de empregos foram divulgadas buscando profissionais com esse perfil no LinkedIn – a rede social direcionada para empresas e trabalhadores.

Todos os anos, milhares de produtos são colocados no mercado e acabam significando investimentos perdidos. Um estudo da Nielsen mostrou que, apenas na América Latina, as fabricantes de bens de consumo desperdiçaram cerca de US$ 4 bilhões com isso, entre 2016 e 2010. Entre as razões apontadas para esse prejuízo coletivo estão problemas com estratégia de marketing e análise incorreta do mercado. Ou seja, recursos que poderiam ter sido melhor aplicados a partir do direcionamento adequado dos gestores.

É para evitar esse tipo de situação que os métodos ágeis vêm ganhando força no mundo corporativo e agregando valor ao perfil do colaborador. Para as empresas, esse profissional é uma pessoa qualificada para apresentar soluções inovadoras e rápidas, o que permite acompanhar o ritmo das mudanças no mundo do trabalho. De forma geral, são pessoas que atuam em áreas como tecnologia ou gestão de projetos, mas transitam com facilidade em todos os departamentos.

Jeff Sutherland, cocriador da metodologia Scrum, é um dos professores do curso Gestão de Projetos, Jornada do Cliente e Metodologias Ágeis.
Empresas que adotam os métodos ágeis têm como objetivo priorizar a interação entre os colaboradores do que aos processos e ferramentas, além de recursos que proporcionem agilidade e maior satisfação do cliente. Em resumo: os métodos ágeis contribuem para adaptar o modo de trabalho às condições de um projeto, garantindo maior flexibilidade e rapidez à sua execução.

Na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), alguns cursos de pós-graduação se destacam para preparar os profissionais nas metodologias ágeis. Entre eles estão especializações como Arquitetura de Software, Ciência de Dados e Cibersecurity e ainda Gestão de Projetos, Jornada do Cliente e Metodologias Ágeis. Os dois cursos são ministrados de forma remota, contam com uma metodologia exclusiva e professores renomados em instituições do Brasil e do mundo.

Entre os professores da pós-graduação Jornada do Cliente e Metodologias Ágeis estão Eric Ries, criador da metodologia Lean Startup, que se tornou um movimento global nos negócios; Jeff Sutherland, cocriador da metodologia Scrum, o método ágil que revolucionou a área de gestão de projetos e é adotado por boa parte das empresas de desenvolvimento de software e Jake Knapp, criador do Design Sprint, uma maneira ágil, estruturada e colaborativa de conceituar e tangibilizar uma ideia em um curto espaço de tempo que está sendo utilizada por empresas no mundo todo.

Conheça o curso de pós-graduação de Gestão de Projetos, Jornada do Cliente e Metodologias Ágeis da PUCPR

Há dois anos, a pesquisa Tendências para Transformar Sua Empresa, realizada pela CI&T em parceria com a Opinion Box, já apontava para o crescimento da demanda pelas metodologias ágeis no ambiente corporativo: ferramentas como Design Thinking, Sprints de desenvolvimento, Kanban e Lean foram apontadas como estratégicas pelos gestores empresariais.

O relatório Jobs of Tomorrow de 2020, do Fórum Econômico Mundial, reuniu 96 profissões consideradas “do futuro”: vendas, marketing, saúde, dados, cloud computing, desenvolvimento de produtos, economia verde e pessoas e cultura. Apesar de estarem divididas em categorias distintas, todas exigem o domínio de metodologias ágeis.

Conheça o curso de Arquitetura de Software, Ciência de Dados e Cibersecurity da PUCPR

Os principais métodos ágeis são: Lean, Scrum, Kanban, Design Sprint e Extreme Programming (XP). Cada um possui direcionamentos específicos, conforme a necessidade de cada projeto a ser desenvolvido na empresa.

Para o profissional que busca se diferenciar no mercado de trabalho, a especialização em metodologias ágeis é uma alternativa interessante especialmente para aqueles que têm afinidade com a área de gestão de projetos e tecnologia.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/gpbc/pospucdigital/profissionais-que-dominam-metodos-ageis-tem-diferenciais-no-mercado-de-trabalho/
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AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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