A saída do presidente da Petrobras abre caminho também para mudanças na diretoria da empresa para atender ao desejo do presidente Bolsonaro de alterar a forma de reajuste dos combustíveis
Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA – A demissão de José Mauro Coelhodo comando da Petrobrasé a primeira de uma série de mudanças que o governo vai fazer na petroleira. Além de demitir Coelho, o ministro de Minas Energia, Adolfo Sachsida, vai fazer mudanças no conselho de administração da estatal.
O conselho foi montado pelo ex-ministro Bento Albuquerque, almirante de esquadra que foi demitido por Bolsonaro logo após o anúncio do reajuste do óleo diesel. A saída de Coelho abre caminho também para mudanças na diretoria da empresa. A Petrobras estava perto de anunciar novo reajuste de gasolina e Bolsonaro quer evitar novos aumentos neste momento de alta volatilidade do preço internacional.
Para isso, o presidente pretende alterar a forma de reajuste dos preços dos combustíveis da empresa. Uma fonte do governo disse que é uma questão de sequência até chegar às mudanças que o presidente pretende implementar.
A lógica é a seguinte: governo não pode mandar diretamente na decisão da empresa sobre os preços, mas pode mudar o conselho e o presidente, que mudam a diretoria. O passo seguinte é a mudança na política de preços, como quer Bolsonaro. Ele quer que os reajustes sejam mais esparsos e que haja uma trégua nos preços enquanto o mercado de petróleo estiver vivendo alta volatilidade por conta da crise de energia provocada pela guerra da Rússia com a Ucrânia.
Petrobras; demissão de Coelho é o primeiro passo de uma série de mudanças na Petrobras Foto: Sergio Moraes/Reuters
Segundo apurou o Estadão, a demissão do terceiro presidente da Petrobras já era dada como certa no círculo mais fechado de auxiliares do presidente Bolsonaro desde sábado, embora investidores vissem o movimento como “loucura” pelo pouco tempo de Coelho à frente da petroleira.
O anúncio ocorreu depois do mercado fechado, quase 22 horas. Fontes da indústria de óleo e gás, que não apostavam na saída de Coelho em tão pouco tempo, avaliam que a troca é turbulência desnecessária mais uma vez, causada pelo governo.
A avaliação é de que, se o governo realmente quiser trocar os rumos da empresa, terá que nomear novos conselheiros de administração, dispostos a seguir as suas ordens e não a votar de acordo com “os melhores interesses da empresa”.
Sachsida ainda quer avançar nas privatizações da Petrobras e também da PPSA, a estatal responsável pela parte da União no pré-sal.
José Mauro Coelho deve ser substituído por Caio Paes de Andrade, secretário especial de desburocratização do Ministério da Economia
Adriana Fernandes, Marlla Sabino e Denise Luna, O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA E RIO – O presidente Jair Bolsonaro demitiu o terceiro presidente da Petrobras, José Mauro Coelho, com pouco mais de 40 dias no cargo. A fritura de Coelho foi antecipada pelo Estadão no dia 13 de maio, assim como a preferência por Caio Paes de Andrade, secretário especial de desburocratização do Ministério da Economia para substituí-lo, o que foi formalizado nesta segunda-feira, 23.
A troca de comando do Ministério de Minas e Energia, com a escolha de Adolfo Sachsida para substituir Bento Albuquerque, levou a mudanças na diretoria estatal. O anúncio nesta segunda-feira pegou José Mauro Coelho de surpresa, que ficou apenas 41 dias no cargo. A demissão de Coelho ocorre no momento em que Bolsonaro está envolvido no esquema de liberação de verbas para compra de caminhões de lixo com indícios de superfaturamento revelado pelo Estadão.
José Mauro Coelho; demitido da Petrobras após pouco mais de 40 dias no cargo Foto: Pedro Kirilos/Estadão
Bento foi demitido após a Petrobras ter aumentado o preço do diesel dias depois de o presidente pedir ao ex-ministro e a Coelho que não aumentassem o preço durante uma transmissão nas redes sociais.
Ao escolher Sachsida, ex-secretário do ministro da Economia, Paulo Guedes, Bolsonaro cobrou mudanças na postura da empresa. O presidente não se conforma que a petroleira tenha um lucro bilionário e não possa dar uma “trégua” nos reajustes durante a guerra da Rússia com a Ucrânia, período de alta volatilidade dos preços internacionais. Bolsonaro quer que as movimentações sejam feitas em espaço de tempo maior.
Um auxiliar do presidente disse que não fazia sentido ele demitir Bento para ficar na mesma situação. Sachsida entrou no ministério com uma agenda de mudanças.
Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Petrobras confirmou que recebeu um ofício do Ministério de Minas e Energia solicitando a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para destituir o atual presidente da empresa, José Mauro Coelho, e eleger Caio Paes de Andrade como membro do Conselho de Administração da companhia.
Segundo a Petrobras, o ministério solicitou que a avaliação do nome de Andrade pelo Conselho ocorra após a realização da AGE. A Petrobras disse ainda, que como foi eleito por voto múltiplo, a destituição de Coelho, se aprovada na assembleia, implicará na destituição de todos os membros do Conselho eleitos pelo mesmo processo. A estatal terá que realizar uma nova eleição para esses cargos.
A queda do presidente da Petrobras foi surpresa para os membros do conselho de administração da empresa, que “estavam no escuro”, segundo o conselheiro Marcelo Mesquita disse ao Estadão/Broadcast. “Não sabemos de nada, fomos informados há poucos minutos pelo documento do MInistério de Minas e Energia (MME). Não conheço o Caio, não sabemos nada, estamos no escuro”, disse Mesquita.
Formado em Comunicação Social pela Universidade Paulista, Caio Paes de Andrade é pós-graduado em Administração e Gestão pela Universidade Harvard e mestre em Administração de Empresas pela Duke University. De acordo com o MME, “o indicado reúne todas as qualificações necessárias para liderar a companhia (Petrobras)”. Segundo o conselheiro Marcelo Mesquita, no entanto, o nome do indicado pelo governo ainda terá que passar pelo crivo do conselho de administração, que vai analisar se Andrade preenche todos os requisitos exigidos pelo estatuto da companhia, como ter administrado uma grande empresa nos últimos anos.
A escolha de Caio Paes de Andrade como novo presidente da Petrobrás tem potencial de agradar ao mercado uma vez que ele não deve alterar a política de preços da estatal, além de provavelmente apoiar o processo de privatização da companhia. Essa é a avaliação do economista-chefe da Necton, André Perfeito. “Pelo perfil do executivo não nos parece razoável supor que irá mudar a política de preço da Petrobras, muito pelo contrário. Da forma que vemos o Ministério da Economia está mais no controle do que nunca da petroleira”, avaliou Perfeito.
Terceira troca no governo Bolsonaro
Coelho é o terceiro presidente da Petrobras a ser demitido no governo Bolsonaro e foi escolha de Bento depois que dois nomes foram descartados – Adriano Pires e Rodolfo Landim – por conflitos de interesse com a indústria de óleo e gás. Foi Bento que fez a negociação e bancou o nome de Coelho depois de barrar a indicação de Caio Paes de Andrade.
Com o preço alto dos combustíveis e de energia elétrica ameaçando sua reeleição, Bolsonaro vem demonstrando insatisfação em relação à gestão de Coelho à frente da Petrobras. Neste mês, disse que que a petroleira está “gordíssima, obesa”, em referência ao lucro da estatal de R$ 44,56 bilhões no primeiro trimestre do ano. “Petrobras, você é Brasil! Ou quem está aí dentro não pensa no seu país? O povo está sofrendo bastante com o preço do combustível“, disse Bolsonaro a jornalistas após discursar em uma feira agropecuária em Maringá (PR).
A União é o maior acionista da empresa, ou seja, recebe a maior parte dos dividendos da estatal, que vão direto para o caixa do governo. A governança da estatal tem sido uma barreira a impedir uma mudança na política de reajustes de paridade internacional. Na nota que anunciou a mudança, o MME disse que o governo “renova o seu compromisso de respeito a governança da Empresa, mantendo a observância dos preceitos normativos e legais que regem a Petrobras”.
Ao ressaltar que o Brasil vive atualmente um momento desafiador, com “extrema volatilidade dos hidrocarbonetos”, o MME disse que “diversos fatores geopolíticos conhecidos por todos resultam em impactos não apenas sobre o preço da gasolina e do diesel”. “Dessa maneira, para que sejam mantidas as condições necessárias para o crescimento do emprego e renda dos brasileiros, é preciso fortalecer a capacidade de investimento do setor privado como um todo. Trabalhar e contribuir para um cenário equilibrado na área energética é fundamental para a geração de valor da Empresa, gerando benefícios para toda a sociedade”, diz a nota. / COLABOROU MATEUS FAGUNDES
Cúpulas dos partidos têm o mesmo discurso: não é o fim, é o começo de uma candidatura. Mais um engodo, com o centro pulando ou no barco de Lula ou no colo de Jair Bolsonaro
Fim da candidatura João Doria, fim da candidatura Simone Tebet, fim da terceira via, fim do PSDB, fim do MDB, fim do Cidadania. Fim de uma era. O horizonte é sombrio, enquanto a esquerda faz DR (discute a relação), o centro sofre uma diáspora e setores militares extremistas projetam manter o poder até 2035 – pelo menos.
As cúpulas do PSDB e do MDB terão o mesmo discurso após a renúncia de Doria: não é o fim, é o começo de uma candidatura para valer. Mais um engodo, com o centro pulando ou no barco do ex-presidente Lula ou no colo do presidente Jair Bolsonaro.
O MDB também prepara o bote contra Simone, que não tem mais serventia. Foto: J.F.Diório/Estadão
Depois de explodir Doria, o grupo tucano que mandou as prévias às favas parte para dinamitar Simone Tebet, do MDB, alegando que ao PSDB não interessa apoiar o nome do MDB, a prioridade é ter um candidato próprio. O gaúcho Eduardo Leite vai se prestar a esse papel?
O MDB também prepara o bote contra Simone, que não tem mais serventia. Sem Doria, o partido não precisa mais dela, que foi lançada para ser traída, depois de segurar ao mesmo tempo um nome único da terceira via e a debandada prematura para as duas candidaturas principais. Agora, o partido está livre para apoiar Lula no Nordeste e Bolsonaro no Sul e no Centro-Oeste. E acabou-se a terceira via.
Triste fim, não de Policarpo Quaresma, o personagem de Lima Barreto, mas do PSDB, que foi pulando de erro em erro, até a margem do precipício, logo aí à frente.
Fernando Henrique errou ao lavar as mãos em 2002 para José Serra, que lavou para Geraldo Alckmin, que também lavou para Serra, que lavou para Aécio Neves, que recusou uma chapa puro-sangue com Serra e jogou fora a melhor chance tucana em décadas. Errou o cálculo.
É mentira que Doria “acabou com o PSDB”. Governador de São Paulo já é naturalmente candidato à Presidência e Doria não virou só porque queria e porque articulou para ser, mas porque não havia alternativas reais e ele venceu nas prévias as duas que se apresentaram. Não deu um golpe nem impôs nada. Se houve golpe, não foi dele, foi contra ele.
O DEM, ex-PFL, nem esperou a vez e já se atirou no precipício antes do velho parceiro PSDB. As bancadas de ambos foram infiltradas e corroídas por dentro pelo vírus oportunista do bolsonarismo e, quando as cúpulas se deram conta, era tarde demais. O DEM foi devorado pelo PSL, que elegeu Bolsonaro em 2018. Qual o destino do PSDB?
Não acreditem nas previsões de Aécio Neves, que é bom de lábia e esconde o jogo, como ACM Neto, coveiro do DEM. Estarão ambos derrubando as candidaturas, uma a uma, para abrir alas para Bolsonaro? Pode ser, pode não ser. A resposta virá rapidamente.
Medidas aprovadas por deputados e senadores, incluindo a obrigação de contratação de térmicas a gás e carvão mineral, fazem subir o custo da energia em R$ 27 bilhões; agora, parlamentares falam em criar um teto do ICMS para minimizar a alta de preços
Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA – O Congresso aumentou o custo da conta de luz em 10% para os próximos anos após aprovar leis que exigem contratações de energia de fontes específicas e dão subsídios ao setor elétrico.
Os cálculos, obtidos pelo Estadão, são do professor Edvaldo Santana, ex-diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Ele mapeou o custo das leis aprovadas recentemente e calculou o que chama de “custo Congresso” na conta de luz. Toda essa despesa adicional acaba sendo paga pelos consumidores, seja por meio do preço da energia ou pelo aumento dos encargos.
Com a escalada tarifária, agora o presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas-AL), com apoio do governo, quer baratear a conta de luz a todo custo com a aprovação de um projeto que fixa um teto de 17% da alíquota do ICMS, imposto estadual, e de um decreto que suspende os reajustes já aprovados nos Estados.
Em ano de eleições e com os políticos sendo cobrados pelo preço da energia, esses dois projetos tramitam com urgência na Câmara e ganharam prioridade para aliviar a conta de luz. Apesar da pressão dos governadores, o projeto do ICMS pode ser aprovado nesta terça, 24, pela Câmara.
O mapeamento do impacto na conta de luz mostra que foram os próprios parlamentares que contribuíram para a explosão no preço da energia, com exigências de contratações de térmicas a gás, a carvão mineral, energia nuclear de Angra 3 e energia renovável pelo dobro do preço de mercado.
Essas contratações têm um custo médio de R$ 464,29 por megawatt-hora (MWh), enquanto que o custo tradicional da expansão do parque de energia, calculado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), empresa vinculada ao Ministério de Minas e Energia, é de R$ 157,44.
O resultado final é um custo adicional total de R$ 27 bilhões por ano, considerando o prazo de cada contratação obrigatória de energia prevista nas medidas aprovadas pelo Congresso. Esse valor representará um impacto de aproximadamente 10% na tarifa do consumidor brasileiro de energia elétrica nos próximos anos, com um acréscimo médio de R$ 54,79 por MWh na conta de energia.
A conta média envolve custos com prazos e financiadores distintos. Segundo Santana, muitas das contratações compulsórias serão rateadas por prazos de 15 a 20 anos por todos os consumidores, livres ou cativos, mas podendo chegar a 50 anos, como é o caso da energia proveniente da usina nuclear Angra 3.
O Congresso aprovou também todas as leis que compõem cada linha da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um fundo do setor elétrico para custear políticas determinadas por deputados e senadores. Os valores são calculados anualmente pela Aneel e arrecadados por meio das tarifas de energia. Essa conta banca a compra de combustível fóssil para geração de energia nos sistemas isolados do Norte do País, subsídios para consumidores e geradores de fontes renováveis, descontos para consumidores de baixa renda e até para setores de irrigação, aquicultura e saneamento básico, além de gastos com o programa de universalização do acesso ao serviço de energia elétrica; entre outras iniciativas.
Em 2022, foi aprovado um orçamento recorde para a CDE: R$ 32,1 bilhões. Esse montante representa um aumento de 34,2% em relação ao orçamento da CDE em 2021, de R$ R$ 23,9 bilhões. No total, custear as políticas públicas financiadas por essa conta significam 13,3% na tarifa de energia elétrica do consumidor brasileiro.
“O setor elétrico chegou ao fundo de poço em termos de regulação. O Congresso assumiu ao mesmo tempo de planejador, determina o que entra de energia, quando, onde, qual o combustível e os custos e quer culpar o regulador, as distribuidoras e as geradoras pelos aumentos quando o grande culpado é ele”, diz Santana.
O ex-diretor da Aneel destaca que o problema não será resolvido reduzindo tributo ou jogando o aumento para frente. Se o problema não for reduzido, o impacto dessas medidas será engolido rapidamente. A solução, diz, é fazer um “reset”, zerando todo esse emaranhado de problemas.
Segundo cálculos de ex-diretor da Aneel, a aprovação de determinadas leis pelo Congresso aumentará a conta de luz em 10% nos próximos anos. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters
Para Rodrigo Ferreira, presidente-executivo da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), a solução de reforma estrutural para o setor elétrico é o projeto de lei 414, já aprovado no Senado. Neste projeto, há uma abertura do mercado de energia ao dar o direito, a quem quiser, de poder escolher o próprio fornecedor de energia elétrica – medida que é conhecida como portabilidade da conta de luz, uma alusão ao que já é possível fazer na telefonia e crédito imobiliário.
Segundo ele, há grande expectativa para a votação em junho do projeto e consenso no setor em torno do projeto. “O presidente Lira tem demonstrado preocupação com a explosão tarifária e já se manifestou favorável à modernização do modelo comercial do setor elétrico, que garantirá liberdade de escolha para o consumidor e acesso a energia mais barata”, avalia Ferreira.
Jabutis
O diretor-presidente da Associação Nacional dos Consumidores de Energia (Anace), Carlos Faria, vê com muita preocupação o aumento dos custos da energia no País nos últimos anos de maneira geral, e a escalada desses custos por meio de “jabutis” nas contas de luz.
Ele destacou os “jabutis gigantes” pendurados na lei de privatização da Eletrobras. Faria alerta para a criação dos novos jabutis, já em gestação, na tramitação do projeto de lei 414 que ameaçam comprometer o processo de modernização do setor elétrico.
“Soa risível, se a situação não fosse trágica, a postura de diversos parlamentares em relação às tarifas de energia: enquanto contribuem para o repasse dos jabutis bilionários aos consumidores, ameaçam as regras e a própria sustentabilidade do setor elétrico com tentativas de interferir nos processos tarifários”, afirma.
Além dos jabutis, ele aponta outras medidas (leis ou resoluções) que pressionam os custos da energia de maneira significativa, mas não foram definidas por meio de jabutis. Entre elas, está a conta covid de R$ 15 bilhões e da crise hídrica do ano passado de R$ 12,5 bilhões.
Para Adriano Pires, do CBIE, o País precisa reduzir o custo logístico e também ampliar a concorrência
Renée Pereira, O Estado de S.Paulo
A proposta da Câmara dos Deputados de reduzir a alíquota de ICMS para 17% em todos os Estados pode representar algum alívio no bolso do consumidor de combustíveis, energia elétrica e serviços de telecomunicações. Mas essa é apenas uma das mudanças que precisam ocorrer para que, de fato, os preços recuem de forma consistente. O risco é promover uma queda apenas no curto prazo e os preços voltarem a subir ao longo do tempo.
Na avaliação do diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires, a redução da carga tributária faz parte de três questões que precisam de uma solução no caso dos combustíveis. As outras duas são o fim da ineficiência logística e falta de concorrência.
Segundo ele, enquanto nos Estados Unidos os combustíveis são transportados por dutos, aqui chegam até o consumidor em caminhões. Além disso, 80% do refino no Brasil é feito pela Petrobras.
“No caso dos impostos, que são realmente muito altos, tributam esses segmentos como se fossem itens supérfluos. Isso porque são mais fáceis de controlar comparado a outros setores. É uma arrecadação gigante”, diz Pires.
Para Adriano Pires, a redução do preço de combustíveis depende de uma solução para questões como a carga tributária, o fim da ineficiência logística e a falta de concorrência Foto: Nilton Fukuda/Estadão
Para ele, no entanto, se vai haver um projeto para reduzir ICMS sob o argumento que a gasolina está alta, é preciso de um esforço de todos, não só dos Estados.
O executivo afirma que, por causa da alta do preço do petróleo, a arrecadação de todas as esferas do poder público está alta, seja de municípios, Estados e União. “O Tesouro também está com o cofre cheio por causa do petróleo. Cada um tem de dar a sua parte.”
Para o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel/UFRJ), Nivalde Castro, a medida se trata de um embate político. Reduzir as tarifas (ou preços dos combustíveis) neste momento tem um ganho político grande. Do outro lado joga todo o prejuízo para os governadores. Calcula-se que os Estados possam perder R$ 70 bilhões.
No setor elétrico, medidas aprovadas ou em discussão no Congresso vão na contramão de reduzir as tarifas, como a construção de 8 gigawatts de energia térmica a gás em vários locais do País. Outro jabuti na Câmara dos Deputados prevê suspender os reajustes anuais das tarifas de energia elétrica das distribuidoras – medida que pode causar um revés no setor.
É o smartphone Tesla vindo de verdade, quando ele pode estar disponível para comprar, quais podem ser seus recursos, continue lendo para saber as respostas para essas e todas as outras perguntas que você pode ter sobre o dispositivo.
O nome Tesla parece sinônimo de invenções inovadoras. Muitas vezes vem com produtos que tomam o mundo de tempestade. A lista das ideias malucas mas úteis da Tesla começa com carros elétricos e vai para estações de supercarregador, sistemas de baterias residenciais, showrooms de carros portáteis e muito mais. E agora o telefone Tesla, esperado para ser nomeado Modelo Pi/P também é rumores de estar ao virar da esquina.
Há muitas especulações sobre o celular de Tesla no mundo da tecnologia. Os entusiastas de tecnologia e celular estão repletos de muitas perguntas, como qual é a data de lançamento do celular da Tesla, qual será o preço do telefone, etc.
Se você também está interessado em saber mais sobre este telefone futurista, continue lendo este artigo.
Aqui, compartilhamos tudo o que sabemos sobre o telefone Tesla Model Pi a partir de fontes autênticas e informações flutuando na arena tecnológica.
Muitos técnicos estão fazendo todo tipo de suposições sobre como o telefone Tesla pode parecer e suas especificações. Nenhuma informação oficial chegou até agora da casa de Tesla sobre as especificações do telefone.
No entanto, com base nas novidades que o recebemos de fontes como os designs conceituais Tesla Model P da ADR Studio e outras fontes, o telefone pode ter as especificações abaixo.
Armazenamento: 1 a 2 TB
CARNEIRO: Cerca de 16 GB
Exposição: AMOLED
Tamanho: Aproximadamente 6,5 polegadas
Falando sobre o design do celular Tesla Model Pi, espera-se que tenha pequenas molduras laterais e um entalhe como o iPhone X. Além disso, pode não ter um queixo como muitos outros telefones da nova era.
Além disso, o entalhe menor pode conter uma câmera frontal, um fone de ouvido e todos os outros sensores.
No painel traseiro, o canto superior esquerdo pode ter um gabinete de câmera, a seção do meio pode vir com um logotipo T brilhante (com o número 4 escrito abaixo dele).
O painel traseiro também tem um alfabeto escrito nele, além da letra T. Acredita-se que este alfabeto seja “Q” denotando o conceito Quadra que se tornou o Modelo Pi.
Movendo-se para as características do Tesla mobile, eles são mais propensos a ser inovadores. Vamos dar uma olhada mais de perto neles.
Características fascinantes do Tesla Phone Model Pi
De acordo com as informações que circulam no mundo da tecnologia, o celular da Tesla pode ter os seguintes recursos inovadores.
1. Neuralink
Imagine qualquer coisa que os humanos não possam alcançar se seus cérebros estiverem ligados a computador. Bem, quase todas as tarefas impossíveis podem se tornar possíveis com o projeto Neuralink de Elon Musk.
A tecnologia Neuralink se concentra em fazer um canal de largura de banda extremamente alto que liga seu cérebro e computador uns com os outros.
As pessoas na Tesla dizem que estão “projetando o primeiro implante neural que permitirá controlar um computador ou dispositivo móvel em qualquer lugar que você vá”. Sempre que se trata de alcance público, acredita-se que essa tecnologia seja de grande ajuda para indivíduos com paralisia.
2. Compatibilidade com starlink
Quão incrível seria usar seu celular mesmo em Marte? Bem, parece impossível no momento. Mas o modelo pi do celular Tesla pode definitivamente torná-lo possível com seu suporte Starlink. Pode ter uma antena ligando o telefone ao Starlink. Além disso, o Starlink no telefone Tesla pode lhe dar uma velocidade de download de cerca de 210 Mbps.
3. Carregamento solar
Aqui está outro lado ensolarado de ter um Tesla móvel. Você pode usar um estojo tesla para carregar seu telefone usando energia solar. É uma característica muito esperada porque a empresa já fabrica painéis solares e veículos.
4. Mineração de criptomoedas
Elon Musk foi bastante vocal sobre criptomoedas no passado. Não achamos que alguém possa esquecer seu tweet mundialmente famoso que levou a um aumento de aproximadamente 60% na criptomoeda chamado Dogecoin. O celular da Tesla também pode ostentar recursos de mineração cripto marsCoin.
5. Controle de carro
Com o modelo de telefone Tesla Pi, você pode até controlar seu carro. Espera-se que o telefone venha com um aplicativo pré-instalado para executar funções, como controle de reprodução de mídia, bloqueio/desbloqueio do veículo, etc.
Além disso, os usuários de telefones celulares da Tesla podem obter alguns recursos exclusivos, como o Party Mode.
6. Fotografia astronômica
Falando sobre os recursos da câmera, o smartphone Tesla também pode suportar astrofotografia. Com a tecnologia incorporada na câmera deste dispositivo, você pode ser capaz de capturar fotos impressionantes de objetos astronômicos.
Isso é tudo sobre as características esperadas do telefone celular Tesla. Agora, vamos responder as duas perguntas sobre o preço do telefone e a data de lançamento.
Com tantos recursos fora do mundo e tecnologia altamente avançada, o preço do telefone da Tesla pode não ter um preço regular de smartphone. Você pode esperar que ele tenha um preço entre US$ 800 e US$ 1.200. Certamente será um dos smartphones mais caros para comprar na próxima hora.
Data de lançamento do Celular tesla
Alguns técnicos antecipam o lançamento do Tesla mobile em 2022. No entanto, considerando os recursos e a tecnologia de aparência inacreditável que o dispositivo deve oferecer, não achamos que o telefone da Tesla estará disponível para venda antes de 2030. Qualquer reclamação sobre seu lançamento antes de 2030 parece apenas mais um rumor flutuando por aí.
Ponto-chave
Isso foi tudo sobre as especificações do celular tesla, recursos, preço e data de lançamento. Neste momento, não se sabe muito sobre o telefone. No entanto, tentamos o nosso melhor para obter o máximo de informações autênticas possível para nossos leitores.
Para saber mais sobre este telefone e todas as outras coisas tecnológicas, fique ligado ao nosso blog. Vamos mantê-lo atualizado assim que chegarmos a saber algo novo sobre o dispositivo através de canais oficiais.
Naavya PradhanNaavya é uma escritora de paixão e profissão. Seu profundo interesse no mundo da tecnologia a levou a se tornar uma escritora técnica. Ela constantemente se esforça para aprender sobre todas as coisas tecnológicas para converter seu conhecimento em palavras compreensíveis para todos lá fora, para que todos possam se tornar conhecedores do mundo da tecnologia. Quando não compõe artigos de tecnologia, você pode encontrá-la escrevendo alguma ficção, lendo um livro ou passando tempo com sua família.