TCU aprovou modelo de capitalização da Eletrobras e destravou processo de privatização| Foto: Divulgação/TCU
Não acontece toda hora – muito pelo contrário – e por isso mesmo chama atenção quando acontece: o Brasil e os brasileiros acabam de ganhar uma entre as muitas batalhas que perdem para a máquina estatal e a todo-poderosa federação de interesses que tira proveito dela. Enfim, após anos e anos de batalha, enfrentando contestação enfurecida, o bombardeio de sindicatos, procuradores, juízes, ministros e políticos, e os mais agressivos atos de sabotagem, o governo conseguiu aprovar a privatização da Eletrobras – um dinossauro que, como outros, atenta contra o interesse público, serve à corrupção e ao empreguismo, e retarda a produção e a distribuição de energia no país.
Como ocorreu na lei do saneamento, que abriu para a iniciativa privada o investimento num setor em que o Estado não fazia nada e não deixava que ninguém fizesse, a privatização da Eletrobras vai influir de forma decisiva na evolução da economia brasileira. É, como no caso do saneamento, uma libertação.
A partir de agora, com a entrada efetiva de capitais privados na área de energia, o Brasil ganha algo de que estava desesperadamente necessitado, e que a pátria das empresas estatais impedia: investimentos em volume mais adequado às imensas necessidades do setor. O Estado não tem a capacidade de fazer isso; quanto mais arrecada em impostos, mais gasta com a sua própria máquina e menos tem para investir em projetos de interesse público. Ajuda a prosperidade das castas que sugam o Tesouro Nacional. É um desastre para a prosperidade do Brasil.
As gangues que guerrearam sem trégua contra a privatização da Eletrobras, que será feita com a emissão para os investidores de novas ações na companhia, fizeram tudo o que era possível para sabotar o processo. Desta vez, porém, tiveram pela frente uma das mais competentes, decididas e persistentes equipes de privatização jamais montadas num governo brasileiro.
Resistiram até o último instante, com guerrilha legal, chicanas políticas e o resto do seu repertório, ao impecável trabalho técnico feito no caso pelo governo. No fim, perderam por 7 a 1 no Tribunal de Contas da União – um fenômeno, realmente, pois em geral esse é o placar que o governo obtém contra as suas causas nas altas instâncias do poder Judiciário em Brasília.
O maior inimigo do povo brasileiro, sobretudo depois da Constituição de 1988, é o Estado e a multidão de parasitas que vivem e enriquecem às suas custas. Desta vez eles perderam, como no caso do saneamento, mas estão muito longe de largar o osso.
Basta ver a presente campanha eleitoral, em que um dos candidatos apresenta a reestatização do que foi privatizado, e a criação de novas empresas estatais, como uma das joias do seu projeto de governo. O Brasil Velho está mais vivo do que nunca. Acha que o que tem é pouco. Quer muito mais.
Elon Musk, o homem mais rico do mundo e o maior acionista do Twitter.| Foto: Alexander Becher/EFE/EPA
O presidente Jair Bolsonaro (PL) deve se reunir nesta sexta-feira (20) com Elon Musk, CEO da Tesla, em São Paulo. Musk, que tem uma fortuna estimada em US$ 210 bilhões, foi convidado pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, para a reunião. Ele deve desembarcar no Brasil na manhã desta sexta. A informação foi divulgada pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
O encontro deverá ocorrer no hotel Fasano Boa Vista, no interior paulista, onde será realizado um almoço com empresários e alguns ministros do governo. Em novembro do ano passado, Faria já havia se reunido com o bilionário nos Estados Unidos. A expectativa é de que ele apresente seus planos para conectar as escolas rurais com banda larga e também de sistemas de monitoramento da Amazônia.
Nesta quinta-feira (19), Bolsonaro disse que encontraria “uma pessoa muito importante”, no entanto, não esclareceu quem seria a pessoa. O ministro das Comunicações falou sobre o evento em uma publicação no Twitter, mas sem citar Musk.
“Nessa sexta-feira, o ministro das Comunicações vai realizar um evento sobre a Amazônia, que vai contar com a presença do presidente Jair Bolsonaro e ministros Ciro Nogueira, general Heleno, Paulo Sérgio e Carlos França”, disse Faria. “Vamos falar sobre os marcos regulatórios, regulação na Amazônia e conectividade nas escolas. A meta do MCom é conectar 100% das escolas até o final do ano e fazer com que a tecnologia ajude na preservação da Amazônia!!!”, completou.
Primeiro Encontro Após queixa-crime, Bolsonaro e Alexandre de Moraes se cumprimentam em evento público PorGazeta do Povo
Bolsonaro e Alexandre de Moraes deram as mãos durante ato de posse de novos ministros no TST | Foto: Reprodução/TV Brasil
O presidente Jair Bolsonaro cumprimentou o ministro do STF Alexandre de Moraes, nesta quinta-feira (19), no primeiro encontro público deles em meio ao acirramento da crise política entre o Executivo e o Judiciário. A cena aconteceu no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, durante a cerimônia de posse de novos ministros da Corte. O evento, transmitido ao vivo pela TV Brasil, foi acompanhado por dezenas de pessoas no plenário do TST.
Bolsonaro deixou a cadeira em que estava para condecorar os ministros empossados e depois se dirigiu a Moraes, que estava sentado na primeira fila. Com a mão estendida, pediu ao ministro do STF que se levantasse. Os dois então apertaram as mãos, com direito a tapinha nos ombros e sorrisos constrangidos.
Por Unanimidade STF decide manter punição a motorista que recusar bafômetro PorGazeta do Povo
25/7/2017- Brasília- DF, Brasil- Novos etilômetros reforçam fiscalização de motoristas embriagados Detran, A fiscalização do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) para coibir motoristas que dirigem depois de consumir bebida alcoólica foi reforçada com a compra de mais 88 etilômetros — equipamentos usados para aferir a concentração de álcool no organismo. Foto: Andre Borges/Agência Brasília
STF julgou também ações que questionavam a restrição na comercialização de bebidas alcoólicas nas rodovias federais. | Foto: Andre Borges/Agência Brasília
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, nesta quinta-feira (19) manter a punição ao motorista que se recusar a fazer o teste do bafômetro. A multa para quem rejeita o exame é de R$ 2,9 mil. Os ministros também decidiram manter a proibição da venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais. A Corte analisa três ações, em conjunto, que questionam pontos do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e poderiam flexibilizar a Lei Seca. O julgamento teve início nesta quarta-feira (18).
A decisão terá repercussão geral, ou seja, deverá ser seguida pelos demais tribunais no país. Mais de mil processos aguardavam um posicionamento do plenário sobre o tema para terem continuidade, informou o portal g1. O presidente do STF, ministro Luiz Fux, é o relator das ações. Fux defendeu tolerância zero para o álcool no volante e votou pela constitucionalidade das regras vigentes. “Não há um nível seguro de alcoolemia na condução dos veículos. Assim, todo condutor de veículo que dirige tendo ingerido álcool deixa de ser considerado um motorista responsável”, afirmou.
Poderes Pacheco diz que não se tem compromisso com a democracia sem o absoluto respeito ao Poder Judiciário PorGazeta do Povo
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), voltou a pregar o respeito entre os Poderes em meio a mais uma tensão entre o Executivo e o Judiciário. | Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado.
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), voltou a pregar o respeito entre os Poderes em meio a mais uma tensão entre o Executivo e o Judiciário. Depois de afirmar na quarta-feira (18) que a ação apresentada por pelo presidente Jair Bolsonaro contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), se trata de uma anormalidade institucional, o senador afirmou nesta quinta-feira (19) que o compromisso com a democracia exige um “absoluto respeito” ao Poder Judiciário. As declarações aconteceram em um evento organizado pelo Conselho da Justiça Federal (CJF). “Sempre quero deixar claro o nosso compromisso com a democracia, com o estado de direito. E esse compromisso, definitivamente, não se faz sem o absoluto respeito ao Poder Judiciário, e é o que aqui eu gostaria de externar”, declarou o parlamentar.
Justiça Barroso concede prisão em regime aberto para Marcos Valério PorGazeta do Povo
Operação Lava Jato / 27 fase – 12-09-2016 – Marcos Valério e Delúbio Soares prestam depoimento na Lava Jato na Justiça Federal de Curitiba. Os dois são réus em um dos processos da Operação Lava Jato, derivado da 27ª fase. Ambos foram condenados também no processo do mensalão, julgado pelo Supremo Tribunal Federal. Jornalista Breno Altman também foi convocado a depor. Na foto, O publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza na viatura da Polícia Federal.
Marcos Valério cumpre pena desde 2013, depois de ser condenado a 37 anos de prisão pelo escândalo conhecido como mensalão do PT. | Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo/Arquivo
O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), deferiu a progressão de pena para prisão em regime aberto de Marcos Valério, condenado por operar os mensalões do PT e do PSDB. Em março de 2020 Barroso já havia permitido que o ex-empresário cumprisse sua pena em regime domiciliar em razão da Covid, benefício que foi estendido em dezembro do mesmo ano e tem sido renovado desde então. Como a Comarca de Nova Lima, na região de Belo Horizonte (MG), não dispõe de uma casa de albergado, local onde os detentos voltam para dormir após o trabalho durante o dia, Marco Valério continuará cumprindo a pena em regime domiciliar. As informações são do g1.
Marcos Valério cumpre pena desde 2013, depois de ser condenado a 37 anos de prisão pelo escândalo conhecido como mensalão do PT, pagamento de “mesadas” a parlamentares em troca de apoio a projetos enviados pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2018, o ex-empresário foi condenado a mais 16 anos e nove meses de detenção pelo “mensalão mineiro”, esquema que desviou R$ 35 milhões de estatais mineiras para a campanha de reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) em 1998 por meio de agências de publicidade.
Ação Bolsonaro avalia a possibilidade de acionar Moraes em cortes internacionais, diz TV PorGazeta do Povo
O Supremo Tribunal Federal realiza sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2019. Na foto, oministro Alexandre de Moraes.
Objetivo seria difundir no exterior a ideia de que o presidente vem sendo vítima de uma perseguição de Moraes que pode prejudicar o processo eleitoral no país. | Foto: José Cruz/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro (PL) analisa a possibilidade de processar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em tribunais internacionais, como a Corte Interamericana de Direitos Humanos. As informações foram divulgadas na quarta-feira (18) pela CNN Brasil.
Segundo o canal, o objetivo de Bolsonaro seria difundir no exterior a ideia de que o presidente da República vem sendo vítima de uma perseguição que pode prejudicar o processo eleitoral no país em outubro, justamente no período em que o próprio Alexandre de Moraes deverá presidir o Tribunal Superior Eleitoral. (TSE).
Compartilho abaixo uma sugestão de pauta sobre a importância do conhecimento. É no convívio diário que estão certamente as informações mais valiosas, como a dedicação, o desenvolvimento profissional e o domínio das suas funções e dos colegas. Para Renata Lemos, consultora especialista em desenvolvimento de líderes e cultura organizacional e fundadora do Instituto Excelência Gestão e Cultura (IEGC), ter um colaborador com essas características pode ser uma chance única de contribuir para seu crescimento profissional.
Crescimento dos colaboradores pode ajudar desenvolvimento da empresa
O currículo costuma ser a principal referência de uma empresa para entender se um candidato atende ou não aos requisitos que ela necessita para ocupar uma determinada vaga. Mas é no convívio diário que estão certamente as informações mais valiosas, e que não aparecem na ficha do candidato, como a dedicação, o desenvolvimento profissional e o domínio das suas funções e dos colegas.
Para Renata Lemos, consultora especialista em desenvolvimento de líderes e cultura organizacional e fundadora do Instituto Excelência Gestão e Cultura (IEGC), ter um colaborador com essas características pode ser uma chance única de contribuir para seu crescimento profissional. “Esse crescimento precisa ser compartilhado. O colaborador entra com o autoconhecimento, que passa pela consciência dos seus pontos fortes e fracos e o desejo de aprimoramento, e a empresa entra com a criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento”, explica.
A consultora lembra que o desenvolvimento de grandes lideranças e profissionais de renome ocorre em ambientes propícios à formação profissional. Por isso, não se trata de criar uma cultura de subserviência militar, onde o colaborador não tem espaço para suas ideias e proposições. Lemos explica que é necessária uma construção na mesma sintonia.
“Isso certamente já ocorreu com os gestores mais experientes. Muitas vezes deparamos com pessoas talentosas por natureza, mas que não têm noção de onde estavam nem para onde queriam ir ou não têm espaço para se desenvolver. É um tipo de talento quase que vazio, porque não consegue ou não importa em se aprimorar. Se a empresa conseguir estimulá-la a se autoconhecer e a se desenvolver, é um ganho enorme para o colaborador e para a empresa”, observa Renata Lemos.
“É nessas condições que ocorre a realização profissional, que é positiva tanto para o indivíduo quanto para a empresa que compartilha dessa responsabilidade. E isso tem um valor inestimável para qualquer corporação, porque ela também se desponta como incubadora de grandes talentos, elevando seu nível no mercado”, analisa a especialista.
STARTUP VALEON UMA HOMENAGEM AO VALE DO AÇO
Moysés Peruhype Carlech e HCcom
Por que as grandes empresas querem se aproximar de startups? Se pensarmos bem, é muito estranho pensar que um conglomerado multibilionário poderia ganhar algo ao se associar de alguma forma a pequenos empresários que ganham basicamente nada e tem um produto recém lançado no mercado. Existe algo a ser aprendido ali? Algum valor a ser capturado? Os executivos destas empresas definitivamente acreditam que sim.
Os ciclos de desenvolvimento de produto são longos, com taxas de sucesso bastante questionáveis e ações de marketing que geram cada vez menos retorno. Ao mesmo tempo vemos diariamente na mídia casos de jovens empresas inovando, quebrando paradigmas e criando novos mercados. Empresas que há poucos anos não existiam e hoje criam verdadeiras revoluções nos mercados onde entram. Casos como o Uber, Facebook, AirBnb e tantos outros não param de surgir.
E as grandes empresas começam a questionar.
O que estamos fazendo de errado?
Por que não conseguimos inovar no mesmo ritmo que uma startup?
Qual a solução para resolver este problema?
A partir deste terceiro questionamento, surgem as primeiras ideias de aproximação com o mundo empreendedor. “Precisamos entender melhor como funciona este mundo e como nos inserimos!” E daí surgem os onipresentes e envio de funcionários para fazer tour no Vale e a rodada de reuniões com os agentes do ecossistema. Durante esta fase, geralmente é feito um relatório para os executivos, ou pelas equipes de inovação ou por uma empresa (cara) de consultoria, que entrega as seguintes conclusões:
* O mundo está mudando. O ritmo da inovação é acelerado.
* Estes caras (startups) trabalham de um jeito diferente, portanto colhem resultados diferentes.
* Precisamos entender estas novas metodologias, para aplicar dentro de casa;
* É fundamental nos aproximarmos das startups, ou vamos morrer na praia.
* Somos lentos e burocráticos, e isso impede que a inovação aconteça da forma que queremos.
O plano de ação desenhado geralmente passa por alguma ação conduzida pela área de marketing ou de inovação, envolvendo projetos de aproximação com o mundo das startups.
Olhando sob a ótica da startup, uma grande empresa pode ser aquela bala de prata que estávamos esperando para conseguir ganhar tração. Com milhares de clientes e uma máquina de distribuição, se atingirmos apenas um percentual pequeno já conseguimos chegar a outro patamar. Mas o projeto não acontece desta forma. Ele demora. São milhares de reuniões, sem conseguirmos fechar contrato ou sequer começar um piloto.
Embora as grandes empresas tenham a ilusão que serão mais inovadoras se conviverem mais com startups, o que acaba acontecendo é o oposto. Existe uma expectativa de que o pozinho “pirlimpimpim” da startup vá respingar na empresa e ela se tornará mais ágil, enxuta, tomará mais riscos.
Muitas vezes não se sabe o que fazer com as startups, uma vez se aproximando delas. Devemos colocar dinheiro? Assinar um contrato de exclusividade? Contratar a empresa? A maioria dos acordos acaba virando uma “parceria”, que demora para sair e tem resultados frustrantes. Esta falta de uma “estratégia de casamento” é uma coisa muito comum.
As empresas querem controle. Não estão acostumadas a deixar a startup ter liberdade para determinar o seu próprio rumo. E é um paradoxo, pois se as empresas soubessem o que deveria ser feito elas estariam fazendo e não gastando tempo tentando encontrar startups.
As empresas acham que sabem o que precisam. Para mim, o maior teste é quando uma empresa olha para uma startup e pensa: “nossa, é exatamente o que precisamos para o projeto X ou Y”.
A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.
A Startup Valeon um marketplace aqui do Vale do Aço volta a oferecer novamente os seus serviços de prestação de serviços de divulgação de suas empresas no nosso site que é uma Plataforma Comercial, o que aliás, já estamos fazendo há algum tempo, por nossa livre e espontânea vontade, e desejamos que essa parceria com a sua empresa seja oficializada.
A exemplo de outras empresas pelo país, elas estão levando para o ambiente virtual as suas lojas em operações que reúnem as melhores marcas do varejo e um mix de opções.
O objetivo desse projeto é facilitar esse relacionamento com o cliente, facilitando a compra virtual e oferecer mais um canal de compra, que se tornou ainda mais relevante após a pandemia.
Um dos pontos focais dessa nossa proposta é o lojista que pode tirar o máximo de possibilidade de venda por meio da nossa plataforma. A começar pela nossa taxa de remuneração da operação que é muito abaixo do valor praticado pelo mercado.
Vamos agora, enumerar uma série de vantagens competitivas que oferecemos na nossa Plataforma Comercial Valeon:
O Site Valeon é bem elaborado, com layout diferenciado e único, tem bom market fit que agrada ao mercado e aos clientes.
A Plataforma Valeon tem imagens diferenciadas com separação das lojas por categorias, com a descrição dos produtos e acesso ao site de cada loja, tudo isso numa vitrine virtual que possibilita a comunicação dos clientes com as lojas.
Não se trata da digitalização da compra nas lojas e sim trata-se da integração dos ambientes online e offline na jornada da compra.
No país, as lojas online, que também contam com lojas físicas, cresceram três vezes mais que as puramente virtuais e com relação às retiradas, estudos demonstram que 67% dos consumidores que compram online preferem retirar o produto em lojas físicas.
O número de visitantes do Site da Valeon (https://valedoacoonline.com.br/) tem crescido exponencialmente, até o momento, temos mais de 100.000 visitantes e o site (https://valeonnoticias.com.br/) também nosso tem mais de 1.000.000 de visitantes.
O site Valeon oferece ao consumidor a oportunidade de comprar da sua loja favorita pelo smartphone ou computador, em casa, e ainda poder retirar ou receber o pedido com rapidez.
A Plataforma Comercial da Valeon difere dos outros marketplaces por oferecer além da exposição das empresas, seus produtos e promoções, tem outras formas de atrair a atenção dos internautas como: empresas, serviços, turismo, cinemas e diversão no Shopping, ofertas de produtos dos supermercados, revenda de veículos usados, notícias locais do Brasil e do Mundo, diversão de músicas, rádios e Gossip.
Nós somos a mudança, não somos ainda uma empresa tradicional. Crescemos tantas vezes ao longo do ano, que mal conseguimos contar. Nossa história ainda é curta, mas sabemos que ela está apenas começando.
Afinal, espera-se tudo de uma startup que costuma triplicar seu crescimento, não é?
Colocamos todo esse potencial criativo para a decisão dos senhores donos das empresas e os consumidores.
Fábio Faria (Comunicações) se encontrou com Elon Musk em dezembro do ano passado para tratar do projeto. Segundo o ministro, o governo federal quer utilizar satélites de órbita baixa para levar internet para áreas rurais e lugares remotos, além de ajudar no controle de incêndios e desmatamentos ilegais na floresta amazônica.
A Internet da Starlink, de acordo com informações da empresa, funciona enviando informações através do vácuo do espaço, onde se desloca mais rapidamente do que em cabos de fibra óptica, o que a torna mais acessível a mais pessoas e locais.
Starlink é a empresa de satélites de Musk; satélites são de órbita baixa e, segundo a empresa, diminuem o tempo de envio e recepção de dados entre utilizador e satélite. Foto: The New York Times
Constelação de satélites
Segundo a Starlink, enquanto a maioria dos serviços de internet por satélite atuais são possibilitados por satélites geoestacionários simples que orbitam o planeta a cerca de 35 mil km de altitude, a Starlink é uma constelação de vários satélites que orbitam o planeta a uma distância mais próxima da Terra, a cerca de 550 km.
Uma vez que estão em baixa órbita, o tempo de envio e recepção de dados entre o utilizador e o satélite – a latência – é muito menor do que com satélites em órbita geoestacionária, diz a empresa.
O direito de exploração pela Starlink no Brasil deve valer até 2027.
Acompanham a comitiva presidencial os ministros Fábio Faria (Comunicações), Carlos França (Relações Exteriores), Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) e Ciro Nogueira (Casa Civil). A informação foi revelada pela coluna do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e confirmada pelo Estadão/Broadcast com fontes do Palácio do Planalto.
Elon Musk; bilionário deve encontrar Jair Bolsonaro nesta sexta-feira. Foto: Mike Blake/Reuters
O encontro, que não consta da agenda oficial do presidente, acontecerá às margens do “Conecta Amazônia”, evento para discutir marcos regulatórios, regulação na Amazônia e conectividade nas escolas.
Em transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro disse hoje que teria um encontro reservado com uma “pessoa muito importante, reconhecida no mundo todo” nesta sexta-feira. “Essa pessoa veio para ajudar nossa Amazônia”, afirmou o presidente, sem revelar a identidade.
Antes de embarcar para Porto Feliz, Bolsonaro participa, das 6h30 às 7h30, de café da manhã com mulheres empreendedoras do Movimento Escolas Abertas. Após o encontro com Musk, segue para Curitiba, onde participará no sábado da Marcha para Jesus.
Satélites de Musk
O funcionamento dos satélites de órbita baixa de Musk no Brasil está na agenda do Ministério das Comunicações, comandado por Fábio Faria, que em dezembro chegou a encontrar Musk para debater o oferecimento do serviço no Brasil. As autorizações concedidas em janeiro são as primeiras para operação desse tipo de satélite no País.
Faria já afirmou em outras ocasiões que o objetivo desse tipo de tecnologia é levar internet para áreas rurais e lugares remotos, além de ajudar no controle de incêndios e desmatamentos ilegais na floresta amazônica. A Internet da Starlink, de acordo com informações da empresa, funciona enviando informações através do vácuo do espaço, onde se desloca mais rapidamente do que em cabos de fibra óptica, o que a torna mais acessível a mais pessoas e locais.
O direito de exploração pela Starlink no Brasil deve valer até 2027.
(Brasília – DF, 07/08/2019) Encontro com Deputado Rodrigo Maia, Presidente da Câmara dos Deputados; Alexandre de Moraes, Ministro do Supremo Tribunal Federal; e Deputado Fábio Faria (PSD-RN). Foto: Marcos Corrêa/PR
Processo de Jair Bolsonaro contra o ministro Alexandre de Moraes no STF e pedido de investigação na PGR é tido como uma estratégia eleitoral do presidente.| Foto: Marcos Correa/PR
A tentativa do presidente Jair Bolsonaro (PL) de processar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o pedido de investigação contra o magistrado feito junto à Procuradoria-Geral da República (PGR), é apontado no governo federal como parte de uma estratégia eleitoral do chefe do Executivo. O objetivo é elevar a polarização, descredibilizar adversários e desafetos de Bolsonaro, o que inclui o magistrado, aquecer a base mais “raiz” e resgatar votos e apoiadores perdidos ao longo da gestão, avaliam interlocutores.
A despeito do entendimento de que há uma estagnação de Bolsonaro nas pesquisas eleitorais em relação ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma rejeição do eleitorado a pautas defendidas pelo presidente que vão na contramão do STF, interlocutores do governo sustentam que o Palácio do Planalto tem acesso a pesquisas internas encomendadas por partidos e aliados que indicam o contrário.
O “termômetro” político do Planalto mostra que existe uma rejeição do STF e de parte de seus ministros — o que Moraes seria um dos principais alvos — junto à população. Não à toa, interlocutores apontam que Bolsonaro não sai politicamente fragilizado quando insinua, por exemplo, que pode haver fraude nas urnas e associar isso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que será presidido por Alexandre Moraes durante as eleições de outubro.
A estratégia encampada por Bolsonaro tem sido calibrada com o passar das últimas semanas. Em março, por exemplo, a leitura majoritária no Planalto era de que ele não “esticaria a corda” com ministros do STF sob o risco de comprometer articulações políticas com partidos de centro. Naquele mesmo mês, ele admitiu ser aconselhado a evitar temas polêmicos envolvendo magistrados.
A nova tática de descredibilizar oponentes, apesar de ser vista no Congresso por alguns como um tensionamento na relação entre os poderes, tem, portanto, um cálculo político por trás, a ponto de nem todos no Centrão se oporem. O líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), defendeu a investida contra Moraes em entrevista à CNN Brasil sob a defesa de que “o ativismo do Judiciário precisa ser combatido de forma enérgica”.
O intuito do governo é agravar a rejeição do STF e de Lula, seu principal adversário nas urnas. Com o consequente efeito que isso gera sobre a polarização e a pressão sobre o centro político, que, para o governo, elimina a possibilidade de fortalecimento da chamada terceira via, interlocutores apontam que ele pode até mesmo resgatar votos.
Como a estratégia de Bolsonaro mira a rejeição de Lula e o que pensam aliados No momento, o foco de Bolsonaro está mais voltado em consolidar votos de eleitores que tenham se desgarrado do governo. É reconhecido no Planalto que, hoje, ele não conta com o mesmo apoio que tinha até os dois primeiros anos da gestão.
Por isso, ele busca votos entre conservadores e cristãos que flertam com a terceira via, e até mesmo entre eleitores mais ideológicos que, por ventura, tenham se desiludido com o presidente por entender que ele deveria ter adotado alguma postura mais incisiva contra o STF.
A maneira usada por Bolsonaro para buscar esses votos segue diferentes formas, mas todas permeiam uma mesma estratégia: a exposição “gratuita” concedida pela mídia quando ele eleva o tom. Ao adotar um “vale-tudo” político, o presidente segue uma linha que vai desde a tentativa de desacreditar o processo eleitoral, até mesmo a um processo e pedido de investigação contra um ministro do STF. Segundo a CNN Brasil, Bolsonaro cogita até mesmo acionar Moraes em alguma Corte internacional.
Em determinados momentos, Bolsonaro já associou as suspeitas que ele têm em relação ao sistema eleitoral com o PT e o TSE, como na segunda-feira (16), na abertura da feira do setor supermercadista de São Paulo, a Apas Show. Ele comentou uma reunião do senador Jaques Wagner (PT-BA) com embaixadores dos Estados Unidos e da França para discutir uma espécie de “cerco internacional pró-legalidade”, segundo noticiou o jornal O Globo.
“Quem está dando essa certeza para ele [de que Lula vencerá as eleições]? É o inexpugnável TSE?”, declarou Bolsonaro. “A alma da democracia é o voto. O TSE convida as Forças Armadas a participar do processo. As Forças Armadas levantam mais de 600 vulnerabilidades”, acrescentou. Ele também comentou as recomendações dos militares que foram rejeitadas pela Corte e defendeu que “quanto mais transparente, melhor”.
O discurso de Bolsonaro sobre as eleições segue a mesma de lançar suspeitas ao processo eleitoral em aceno ao eleitorado que desconfia de uma suposta teoria para eleger Lula em 2022. Parte disso tem por objetivo ampliar o índice de rejeição de Lula. A pré-campanha presidencial tem mais o intuito de tentar fragilizar o petista e elevar sua reprovação junto à sociedade do que em aumentar os índices de aprovação do presidente.
Parte dos aliados da base política têm outra compreensão e defendem a adoção mais frequente de discursos econômicos e um tom mais moderado. Já outros apoiam a postura mais combativa e avaliam que ele pode moderar o discurso em julho, a partir do início das convenções. Há um entendimento no governo de que Bolsonaro ainda tem tempo para aquecer sua base mais “raiz” e resgatar votos durante a pré-campanha com a estratégia de polarizar e descredibilizar.
O deputado federal Coronel Tadeu (PL-SP), vice-líder do partido na Câmara, entende que alguns aliados queiram uma postura mais amena e a adoção de outras falas no discurso de Bolsonaro. Mas ele enxerga uma estratégia eleitoral por trás das declarações do presidente e não discorda da decisão de gerar fatos novos diários.
“Tem que chamar a atenção desses canais e sites nem que seja para publicar notícia ruim. É absolutamente igual à estratégia do [Donald] Trump [ex-presidente dos EUA]”, diz. Para Tadeu, Bolsonaro busca exposição em grandes emissoras de rádio e TV para virar votos, mesmo entre o chamado eleitor mediano, que é mais pragmático e menos afeito à agenda ideológica.
“Qual é a forma de alcançar uns 20 ou 30 milhões de eleitores que não estão 100% ‘plugados’ na política e nas redes sociais? É mostrando, por exemplo, que o Bolsonaro esteve em Sergipe entregando título de terra e xingou o Supremo. São duas informações, sendo que uma delas é uma agenda positiva”, avalia. Tadeu entende que a imprensa não costuma ceder muitos espaços sobre as agendas do presidente quando não há polêmica e que esse tipo de estratégia não é recente.
O aliado de Bolsonaro lembra de uma agenda cumprida pelo presidente na inauguração de uma ponte sobre o Rio Madeira, no distrito de Abuanã (RO), em que dirigiu uma motocicleta com o ex-ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, na garupa. Em outro momento, deu carona ao empresário Luciano Hang, dono da Havan.
“Para que a imprensa noticiasse esse episódio, o próprio presidente teve a sacada de fazer o trajeto sem nenhum deles usando o capacete, pois sabia que, assim, seria noticiado”, exemplifica Tadeu. “Ele é estrategista, o duro para alguns é entender o xadrez dele”, complementa.
Já o deputado federal Bibo Nunes (PL-RS), também vice-líder do partido, não acha que Bolsonaro tenha incorporado alguma estratégia eleitoral em seus discursos, mas analisa que eventuais bônus eleitorais são inerentes às falas. “Todo o ato do presidente se reverte em benefício ou malefício eleitoral. Ele é julgado eleitoralmente por isso. No caso de processar o Alexandre [de Moraes], algo que ele tem todo o direito de fazer como cidadão, acredito que ele ganha muito”, diz.
Quais as chances de o plano de Bolsonaro sair bem sucedido A despeito de avaliações internas feitas no governo para respaldar a estratégia de Bolsonaro, o cientista político Jonatas Varella, diretor de processamento de dados da Quaest, instituto de pesquisas que apontou em maio Bolsonaro com 29% das intenções de voto e Lula com 46%, analisa ser equivocado acreditar que o plano do presidente surta efeitos sobre a rejeição do adversário.
Os dados da Quaest apontam que Bolsonaro saiu de uma rejeição de 67% em novembro de 2021 para 59% no levantamento mais recente, o mais baixo desde então. No mesmo período, a rejeição de Lula subiu de 39% para 43%, mas oscila nessa faixa desde dezembro do ano passado.
O instituto de pesquisas também aponta que 40% do eleitorado confia muito nas urnas eletrônicas, enquanto 35% dizem “confiar um pouco” ou “mais ou menos”. E que apenas 22% dos eleitores não confiam. E quando feito um cruzamento sobre a confiança na urna eletrônica por preferência de quem vence a eleição, 23% dos que apoiam o presidente apontam que confiam muito, enquanto 36% não confiam.
Na faixa do eleitor que não deseja a vitória nem de Bolsonaro, nem de Lula, 45% confiam nas urnas e 18% não confiam, o que sugere a Varella uma dificuldade de Bolsonaro conquistar apoio fora de sua base eleitoral com o discurso de desacreditar as eleições. A mesma percepção de esgotamento da agenda tida como ideológica é apontado em relação ao indulto concedido ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ).
Segundo a Quaest, 30% da população acha que Bolsonaro agiu certo ao conceder a “graça” constitucional a Silveira, enquanto 45% entendem como errado. Quando feito um cruzamento sobre a confiança na urna eletrônica por preferência de quem vence a eleição, 64% dos que desejam sua reeleição apoiam o indulto e 17% discordam. Entre os brasileiros que não torcem nem por Bolsonaro ou Lula, o indulto é rechaçado por 54%.
Os números da Quaest sugerem a Varella que a agenda mais ideológica ajuda Bolsonaro a manter sua base mais engajada, mas pondera que ela não tem a capacidade de virar os votos que ele vai precisar caso queira se tornar eleitoralmente mais viável. “Ele vai precisar buscar o eleitor que perdeu e, para isso, vai ter que se aproximar mais do discurso moderado do que ideológico”, destaca.
O diretor da Quaest pondera, porém, que Bolsonaro se sai melhor quando entra no campo ideológico em relação a Lula. Segundo os dados do instituto, 37% do eleitorado petista afirma que diminui a chance de votar no ex-presidente quando ele fala sobre aborto. Um posicionamento favorável ao aborto diminui em 50% as chances do eleitor votar no candidato.
A aposta na agenda mais ideológica pode, portanto, ser uma estratégia de Bolsonaro para induzir ou provocar Lula a adotar postura semelhante ciente de que ele pode se sair melhor que o adversário, avalia o diretor da Quaest.
“Quando Bolsonaro traz a ideologia para o debate, ele entra num campo mais vantajoso para ele do que para o Lula. As pessoas estão acostumadas ao Bolsonaro ter um discurso ideológico e existe até certa compreensão pelas falas dele, o que é diferente para Lula. Quando o Lula desliza ou faz um posicionamento com uma ideologia mais à esquerda, ele perde muito mais do que quando Bolsonaro faz isso”, justifica.
Como a estratégia é avaliada por profissionais de marketing político Diferentemente da análise feita no governo, estrategistas políticos e profissionais de marketing eleitoral não entendem que Bolsonaro sai fortalecido ou possa virar votos com o atual planejamento. Há até quem entenda que, mesmo que a construção da comunicação seja inspirada em Trump, não há uma estratégia em curso. Nem entendem ser possível o aumento da rejeição de Lula com tal plano, por entenderem que ela já está absorvida pela sociedade.
Inclusive, é apontado no PT que a campanha de Lula vai apostar todas as “fichas” na agenda econômica e não cair na provocação de Bolsonaro em apostar na agenda ideológica, onde, de fato, entendem que o presidente se sai melhor. A estratégia da comunicação petista é anular ao máximo as chances de fortalecer a campanha presidencial e acusar Bolsonaro de ser incapaz de contornar uma crise econômica com alta da inflação.
O estrategista político Paulo de Tarso da Cunha Santos, responsável pela campanha de Lula nas eleições de 1989 e de 1994 e criador do bordão “Lula lá” e também ex-assessor pessoal de comunicação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), entende que Bolsonaro atua para consolidar a polarização e cravar seu lugar no segundo turno com a fidelização do chamado “voto duro”, o eleitor mais ideológico.
Porém, ele entende ser uma estratégia “errática” para ampliar sua base eleitoral. “Qualquer estratégia de comunicação eleitoral passa primeiro pela fidelização do voto duro e, depois, ampliá-lo. Não ganha nem só com voto duro e perde se deixá-lo escapar. O presidente dá a impressão de estar meio errático, não tem a clareza do que fez e fará [em caso de reeleição]. Dá a impressão de que está preso ao rosário ultra direita de convicção e recurso pessoal e que não consegue sair do enfrentamento, como se fosse algo pessoal”, pondera.
O especialista aponta que, para ser eleitoralmente mais viável em relação a Lula, Bolsonaro deveria aproveitar a exposição na mídia para apostar mais em pautas propositivas em seu discurso. “Ele não faz isso. Cria um fato novo a cada dia, mas não tem foco na criação de fatos, e constrói uma narrativa muito negativa e acalorada contra as instituições. A impressão que dá é que há uma limitação, pois ele não consegue usar o poder para além disso. É preciso ser criativo para fazer política”, destaca Cunha Santos.
Sem uma estratégia bem consolidada na economia, o estrategista acredita que a campanha de Bolsonaro possa seguir patinando. “A economia é objetiva. A falta do dinheiro, desemprego, é tudo objetivo, não tem que discutir”, analisa. “Todo mundo acha que o voto é instrumento de melhoria da vida. Na hora de votar, o eleitor quer saber o dia seguinte”, complementa Cunha Santos.
O estrategista político Marcelo Vitorino, professor de Marketing Político da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), concorda que Bolsonaro tem a economia como grande obstáculo e que se prender somente ao discurso ideológico é insuficiente para fortalecer a candidatura.
“Para alguém que falou que, quando tirasse o PT tudo daria certo, hoje temos Lula como candidato, o dólar a R$ 5 e gasolina a R$ 8. O governo não avançou nas reformas que tinha que avançar e está com problema na capacidade de investimentos”, alerta. Vitorino aponta que o eleitor é pragmático e que governo pode ter dificuldades para apresentar a retórica de que o momento atual decorre do pós-pandemia e dos impactos da guerra sobre os insumos na economia.
“O que interessa é o resultado, não é o meio. Em um país que o mínimo já está dado, as pessoas se preocupam com o ‘como’. Agora, em um país que não tem o mínimo, se preocupam com o ‘quando'”, explica. Pesquisa da Quaest em abril informa, por exemplo, que 24% da população aponta Bolsonaro como o principal responsável pelo aumento dos preços dos combustíveis. O governo pressiona a Petrobras a reduzir os preços. A estatal, que mantém a atual política de preços, é apontada por 15% das pessoas como responsável.
O especialista em marketing político avalia, ainda, que a estratégia de Bolsonaro é incapaz de elevar a rejeição de Lula. “A jogada é muito mais individual do que uma estratégia coletiva. O problema é que, desde o momento em que ele assume, ele resolve fazer um governo ideológico”, analisa.
Para Vitorino, o desafio da estratégia de Bolsonaro será construir um discurso pragmático e pautado na agenda econômica sem abandonar o discurso ideológico. Ele entende que há uma tendência do presidente em não abandonar a agenda ideológica e manter a retórica atual. “Bolsonaro é escravo daquilo que ele criou. Vai ter que ir com o discurso ideológico até o fim, se não, ele perde os poucos votos que têm. A chance de ir ao segundo turno é manter o discurso na ideologia. Se abrir mão dela e passar para a racionalidade, acabou.
Metodologias das pesquisas citadas A pesquisa Genial/Quaest de maio foi realizada pelo instituto Quaest e contratada pelo Banco Genial. Foram ouvidos 2.000 eleitores entre os dias 5 e 8 de maio de 2022 em todas as regiões do país. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE, sob o protocolo BR-01603/2022.
A pesquisa GenialQuaest de abril foi realizada pelo instituto Quaest e contratada pelo Banco Genial. Foram ouvidos 2.000 eleitores entre 1 e 3 de abril de 2022 em todas as regiões do país. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral, sob o protocolo BR-00372/2022.