sábado, 23 de abril de 2022

VALEON É UMA STARTUP MARKETPLACE DO VALE DO AÇO

 

Moysés Peruhype Carlech

Existem várias empresas especializadas no mercado para desenvolver, gerenciar e impulsionar o seu e-commerce. A Startup Valeon é uma consultoria que conta com a expertise dos melhores profissionais do mercado para auxiliar a sua empresa na geração de resultados satisfatórios para o seu negócio. Porém, antes de pensar em contratar uma empresa para cuidar da loja online é necessário fazer algumas considerações.

Existem diversos benefícios em se contratar uma empresa especializada para cuidar dos seus negócios como a Startup Valeon que possui profissionais capacitados e com experiência de mercado que podem potencializar consideravelmente os resultados do seu e-commerce e isto resulta em mais vendas.

A decisão de nos contratar pode ser tomada em qualquer estágio do seu projeto de vendas, mas, aproveitamos para tecermos algumas considerações importantes:

Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis nas mídias sociais e a maior parte das pessoas está conectada 24 horas por dia pelos smartphones, ainda existem empresários que não investem em mídia digital. Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda mais barato. Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança, voltando para o original quando for conveniente. Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo real tudo o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a campanha é colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de visualizações e de comentários que a ela recebeu. A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência. Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a empresa. Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.
Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a mesma permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente estão interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que não estão.
Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos. A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de alcançar potenciais clientes à medida que estes utilizam vários dispositivos: computadores, portáteis, tablets e smartphones.

Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com
publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as
marcas exporem seus produtos e receberem acessos. Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e
volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual. Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência
pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente. Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos diferentes. Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma, proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo. Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping center virtual, atraindo os consumidores para comprar
produtos dos mais diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do faturamento no e-commerce brasileiro em 2020.

Por que as grandes empresas querem se aproximar de startups? Se pensarmos bem, é muito estranho pensar que um conglomerado multibilionário poderia ganhar algo ao se associar de alguma forma a pequenos empresários que ganham basicamente nada e tem um produto recém lançado no mercado. Existe algo a ser aprendido ali? Algum valor a ser capturado? Os executivos destas empresas definitivamente acreditam que sim. Os ciclos de desenvolvimento de produto são longos, com taxas de sucesso bastante questionáveis e ações de marketing que geram cada vez menos retorno. Ao mesmo tempo vemos diariamente na mídia casos de jovens empresas inovando, quebrando paradigmas e criando novos mercados. Empresas que há poucos anos não existiam e hoje criam verdadeiras revoluções nos mercados onde entram. Casos como o Uber, Facebook, AirBnb e tantos outros não param de surgir.

A partir deste terceiro questionamento, surgem as primeiras ideias de aproximação com o mundo empreendedor. “Precisamos entender melhor como funciona este mundo e como nos inserimos!” E daí surgem os onipresentes e envio de funcionários para fazer tour no Vale e a rodada de reuniões com os agentes do ecossistema. Durante esta fase, geralmente é feito um relatório para os executivos, ou pelas equipes de inovação ou por uma empresa (cara) de consultoria, que entrega as seguintes conclusões:

O plano de ação desenhado geralmente passa por alguma ação conduzida pela área de marketing ou de inovação, envolvendo projetos de aproximação com o mundo das startups. Olhando sob a ótica da startup, uma grande empresa pode ser aquela bala de prata que estávamos esperando para conseguir ganhar tração. Com milhares de clientes e uma máquina de distribuição, se atingirmos apenas um percentual pequeno já conseguimos chegar a outro patamar. Mas o projeto não acontece desta forma. Ele demora. São milhares de reuniões, sem conseguirmos fechar contrato ou sequer começar um piloto.
Embora as grandes empresas tenham a ilusão que serão mais inovadoras se conviverem mais com startups, o que acaba acontecendo é o oposto. Existe uma expectativa de que o pozinho “pirlimpimpim” da startup vá respingar na empresa e ela se tornará mais ágil, enxuta, tomará mais riscos. Muitas vezes não se sabe o que fazer com as startups, uma vez se aproximando delas. Devemos colocar dinheiro? Assinar um contrato de exclusividade? Contratar a empresa? A maioria dos acordos acaba virando uma “parceria”, que demora para sair
e tem resultados frustrantes. Esta falta de uma “estratégia de casamento” é uma coisa muito comum. As empresas querem controle. Não estão acostumadas a deixar a startup ter liberdade
para determinar o seu próprio rumo. E é um paradoxo, pois se as empresas soubessem o que deveria ser feito elas estariam fazendo e não gastando tempo tentando encontrar startups. As empresas acham que sabem o que precisam. Para mim, o maior teste é quando uma empresa olha para uma startup e pensa: “nossa, é exatamente o que precisamos para o projeto X ou Y”.

A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já
é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a
experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as
principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

A Startup Valeon um marketplace aqui do Vale do Aço volta a oferecer novamente os seus serviços de prestação de serviços de divulgação de suas empresas no nosso site que é uma Plataforma Comercial, o que aliás,
já estamos fazendo há algum tempo, por nossa livre e espontânea vontade, e desejamos que essa parceria com a sua empresa seja oficializada. A exemplo de outras empresas pelo país, elas estão levando para o ambiente virtual as suas lojas em operações que reúnem as melhores marcas do varejo e um mix de opções. O objetivo desse projeto é facilitar esse relacionamento com o cliente, facilitando a compra virtual e oferecer mais um canal de compra, que se tornou ainda mais relevante após a pandemia. Um dos pontos focais dessa nossa proposta é o lojista que pode tirar o máximo de possibilidade de venda por meio da nossa plataforma. A começar pela nossa taxa de remuneração da operação que é muito abaixo do valor praticado pelo mercado. Vamos agora, enumerar uma série de vantagens competitivas que oferecemos na nossa Plataforma Comercial Valeon:

Nós somos a mudança, não somos ainda uma empresa tradicional. Crescemos tantas vezes ao longo do ano, que mal conseguimos contar. Nossa história ainda é curta, mas sabemos que ela está apenas começando. Afinal, espera-se tudo de uma startup que costuma triplicar seu crescimento, não é?Colocamos todo esse potencial criativo para a decisão dos senhores donos
das empresas e os consumidores.

A Startup Valeon, um site marketplace de Ipatinga-MG, que faz divulgação de todas as empresas da região do Vale do Aço, chama a atenção para as seguintes questões:

• O comércio eletrônico vendeu mais de 260 bilhões em 2021 e superou pela
primeira vez os shopping centers, que faturou mais de 175 bilhões.
• Estima-se que mais de 35 bilhões de vendas dos shoppings foram migradas
para o online, um sintoma da inadequação do canal ao crescimento digital.
• Ou seja, não existe mais a possibilidade de se trabalhar apenas no offline.
• É hora de migrar para o digital de maneira inteligente, estratégica e intensiva.
• Investir em sistemas inovadores permitirá que o seu negócio se expanda, seja através de mobilidade, geolocalização, comunicação, vendas, etc.
• Temas importantes para discussão dos Shoppings Centers e do Comércio em Geral:

a) Digitalização dos Lojistas;
b) Apoio aos lojistas;
c) Captura e gestão de dados;
d) Arquitetura de experiências;
e) Contribuição maior da área Mall e mídia;
f) Evolução do tenant mix;
g) Propósito, sustentabilidade, diversidade e inclusão;
h) O impacto do universo digital e das novas tecnologias no setor varejista;
i) Convergência do varejo físico e online;
j) Criação de ambientes flexíveis para atrair clientes mais jovens;
k) Aceleração de colaboração entre +varejistas e shoppings;
l) Incorporação da ideia de pontos de distribuição;
m) Surgimento de um cenário mais favorável ao investimento.

• Toda Startup quando entra no mercado possui o sonho de se tornar rapidamente
reconhecida e desenvolvida no seu ramo de atuação e a Startup Valeon não foge disso, fazem dois anos que estamos batalhando para conquistarmos esse mercado aqui do Vale do Aço.
• Essa ascensão fica mais fácil de ser alcançada quando podemos contar com apoio de parceiros já consolidados no mercado e que estejam dispostos a investir na execução de nossas ideias e a escolha desses parceiros para nós está na preferência dos empresários aqui
do Vale do Aço para os nossos serviços.
• Parcerias nesse sentido têm se tornado cada vez mais comuns, pois são capazes de proporcionar vantagens recíprocas aos envolvidos.
• A Startup Valeon é inovadora e focada em produzir soluções em tecnologia e estamos diariamente à procura do inédito.
• O Site desenvolvido pela Startup Valeon, focou nas necessidades do mercado e na falta de um Marketplace para resolver alguns problemas desse mercado e em especial viemos para ser
mais um complemento na divulgação de suas Empresas e durante esses dois anos de nosso funcionamento procuramos preencher as lacunas do mercado com tecnologia, inovação com soluções tecnológicas que facilitam a rotina dessa grande empresa. Temos a missão de
surpreender constantemente, antecipar tendências, inovar. Precisamos estar em constante evolução para nos manter alinhados com os desejos do consumidor. Por isso, pensamos em
como fazer a diferença buscando estar sempre um passo à frente.
• Temos a plena certeza que estamos solucionando vários problemas de divulgação de suas empresas e bem como contribuindo com o seu faturamento através da nossa grande audiência e de muitos acessos ao site (https://valedoacoonline.com.br/) que completou ter mais de 100.000 acessos.

• Fazemos muito mais que aumentar as suas vendas com a utilização das nossas ferramentas de marketing;
• Atraímos visualmente mais clientes;
• Somos mais dinâmicos;
• Somos mais assertivos nas recomendações dos produtos e promoções;
• O nosso site é otimizado para aproveitar todos os visitantes;
• Proporcionamos aumento do tráfego orgânico.
• Fazemos vários investimentos em marketing como anúncios em buscadores, redes sociais e em várias publicidades online para impulsionar o potencial das lojas inscritas no nosso
site e aumentar as suas vendas.

Nós da Startup Valeon, oferecemos para continuar a divulgação de suas Empresas na nossa máquina de vendas, continuando as atividades de divulgação e propaganda com preços bem competitivos, bem menores do que os valores propostos pelos nossos concorrentes offlines. Pretendemos ainda, fazer uma página no site da Valeon para cada empresa contendo: fotos, endereços, produtos, promoções, endereços, telefone, WhatsApp, etc. O site da Valeon é uma HOMENAGEM AO VALE DO AÇO e esperamos que seja também uma SURPRESA para os lojistas dessa nossa região do Vale do Aço.

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com
Site: https://valedoacoonline.com.br/
Fones: (31) 98428-0590 / (31) 3827-2297

sexta-feira, 22 de abril de 2022

BOLSONARO CONCEDE PERDÃO AO DEPUTADO DANIEL SILVEIRA

 

Crise entre os poderes
Por
Gazeta do Povo

AME2203. BRASILIA (BRASIL), 18/04/2022.- El presidente de Brasil, Jair Bolsonaro, participa en la ceremonia de contratación de los primeros médicos del Programa de Médicos para Brasil, hoy, en el Palacio de Planalto, en Brasilia (Brasil). EFE/ Joédson Alves

Bolsonaro disse que decreto que concedeu a graça a Daniel Silveira é constitucional e será cumprido.| Foto: Joédson Alves/EFE

Em um decreto publicado na tarde desta quinta-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro perdoou as penas imputadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) em julgamento no dia anterior.

Por 10 votos a favor e um contrário, os ministros do Supremo haviam condenado oparlamentar a oito anos e nove meses de prisão no regime fechado e ao pagamento de multa de R$ 192,5 mil, além da perda do mandato parlamentar.

Para justificar a concessão do perdão, Bolsonaro afirmou que a sociedade “encontra-se em legítima comoção, em vista da condenação” de um “parlamentar resguardado pela inviolabilidade de opinião deferida pela Constituição, que somente fez uso de sua liberdade de expressão”.

Bolsonaro lançou mão da chamada “graça constitucional”

O presidente utilizou o dispositivo da “graça constitucional”, uma espécie de indulto individual previsto no artigo 734 do Código Penal, que tem a seguinte redação: “A graça poderá ser provocada por petição do condenado, de qualquer pessoa do povo, do Conselho Penitenciário, ou do Ministério Público, ressalvada, entretanto, ao Presidente da República, a faculdade de concedê-la espontaneamente”.

O presidente também citou no documento o artigo 84 da Constituição, que afirma que “compete privativamente ao Presidente da República” conceder indulto e comutar pena – a graça é considerada um indulto concedido a uma única pessoa.


Esse benefício pode ser concedido a qualquer condenado em decisão judicial criminal, exceto se houver condenação por crime hediondo.

Silveira foi condenado por dois crimes: coação no curso do processo, que consiste em “usar de violência ou grave ameaça contra alguma autoridade, a fim de favorecer a interesse próprio num processo judicial ou policial”; e também por abolição violenta do Estado Democrático de Direito, definido como “tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”.

Mas e o trânsito em julgado?
De acordo com o decreto, já publicado no Diário Oficial da União, o perdão inclui as penas privativas de liberdade, a multa e as penas restritivas de direitos, e será concedido independentemente do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, ou seja, mesmo que não tenham se esgotado as possibilidades de recurso.

Silveira fica inelegível?

Contudo, ainda há dúvidas sobre se Daniel Silveira poderia ou não ficar inelegível, já que o perdão não significa a absolvição e, portanto, o deputado, como condenado, poderia ser impedido de concorrer a cargos eletivos se enquadrado, por exemplo, na lei da inelegibilidade, caso os crimes dos quais ele foi acusado sejam considerados crimes contra a administração pública.

O advogado de Silveira, Paulo César de Faria, disse à Jovem Pan News que vai estudar o caso. “O próprio TSE tem uma súmula para quando há trânsito em julgado, mas estamos estudando as medidas para devolver a elegibilidade ao deputado Daniel Silveira”, afirmou, acrescentando também que foi pego de surpresa pela decisão do presidente. “Uma surpresa positiva”, disse.

Pouco depois da publicação do decreto, em sua live semanal, Bolsonaro afirmou que o assunto está pacificado. “É um direito do presidente da República conceder a graça e toda a fundamentação dessa graça está julgada em jurisprudências do próprio senhor ministro Alexandre de Moraes. Portanto, repito: o decreto é constitucional e será cumprido.”

Qual foi a repercussão entre juristas
Contudo, alguns juristas já apontam que o ato do presidente pode ser contestado.

“Existe um confronto entre poderes muito grave. Ao fazer isso, Bolsonaro está legitimando a violência contra o Supremo Tribunal Federal. Isso é crime de responsabilidade”, disse Miguel Reale Júnior à CNN Brasil ao comentar o decreto do presidente.

O jurista considera que o STF poderia votar pela inconstitucionalidade do decreto, usando-se do argumento de que os poderes do Judiciário foram limitados pelo presidente da República ou que houve desvio de finalidade. Ele disse ainda que o Congresso também pode cassar decretos do presidente. Reale lembrou que a concessão da graça é algo “excepcionalíssimo”.

O procurador do Ministério Público de São Paulo Roberto Livianu disse que o ordenamento jurídico permite que, em situações gerais, o presidente conceda a graça e o indulto em condenações criminais, contudo fez a ressalva de que o caso de Silveira “não é uma condenação criminal como qualquer outra”.

“No julgamento, o bem jurídico tutelado foi a ordem democrática. Na prática isso significa um gesto de afronta à Corte constitucional. É um desrespeito ao princípio constitucional da separação dos poderes, é extremamente grave e delicado”, afirmou.

Por outro lado, a deputada estadual por São Paulo Janaína Paschoal (PRTB), que também é jurista, disse que o decreto está amparado pela legislação. “O presidente não está errado do ponto de vista jurídico. É uma decisão técnica e ponderada, mas não é uma situação tranquila. Peço aos seguidores do presidente e ao próprio deputado que não se manifestem de maneira grosseira, agressiva e ofensiva contra os ministros, que não aumentem esse clima de conflito”, afirmou.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vida-e-cidadania/o-que-se-sabe-sobre-o-perdao-de-bolsonaro-a-daniel-silveira/
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O LADO PERVERSO PARA OS MAIS MÉDICOS

Editorial
Por
Gazeta do Povo

Profissionais cubanos que atuavam no programa Mais Médicos no Distrito Federal e Entorno, embarcam no Aeroporto Internacional de Brasília rumo a Havana.

Médicos cubanos retornando para Havana, após a vitória de Bolsonaro na eleição de 2018| Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Uma ação judicial em curso no Distrito de Columbia, nos Estados Unidos, pode servir para mostrar ao mundo todo o que muitos brasileiros já sabiam sobre o Programa Mais Médicos, que o governo petista de Dilma Rousseff usou para bancar a ditadura cubana sob o manto das boas intenções de enviar médicos a regiões brasileiras desprovidas de profissionais. Quatro médicos cubanos que participaram do Mais Médicos e conseguiram fugir para os Estados Unidos estão processando a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço regional da Organização Mundial de Saúde (OMS), em busca de um dinheiro que deveria lhes ter sido pago, mas em vez disso foi parar nos cofres do regime comunista então comandado por Raúl Castro, o irmão de Fidel.

No fim de 2018, Ramona Matos Rodriguez, Tatiana Carballo Gomez, Fidel Cruz Hernandez e Russella Margarita Rivero Sarabiat processaram a Opas e dirigentes da entidade em um tribunal da Flórida, sob a acusação de tráfico de pessoas e exploração de trabalho forçado; a ação corre agora na capital norte-americana, e os pedidos de arquivamento feitos pela defesa foram rejeitados pelo Tribunal de Apelação. Todos os quatro médicos trabalharam no Brasil – Ramona Matos, que estava no Pará, foi a primeira a conseguir escapar da vigilância cubana no início de 2014, apenas cinco meses depois da chegada da primeira leva de cubanos. Ela se refugiou no gabinete da liderança do partido Democratas na Câmara dos Deputados e levou consigo documentos que mostravam como funcionava o financiamento da ditadura caribenha com dinheiro brasileiro.

O real objetivo do Mais Médicos era enviar dinheiro a Cuba, não atender os brasileiros carentes de cuidados médicos – eles foram apenas um pretexto útil

Os estrangeiros do Mais Médicos tinham contrato assinado diretamente com o governo brasileiro, recebiam integralmente seu salário de R$ 10 mil, tinham liberdade de locomoção e podiam trazer suas famílias – menos os cubanos, que chegaram a ser 80% do total de profissionais do programa. Eles eram submetidos a uma série de restrições; suas famílias eram praticamente feitas reféns, para evitar fugas. Apenas no caso dos cubanos, o Brasil pagava a Opas, que só então repassava parte do dinheiro (10%, segundo Ramona; outros dados falavam em 30%) aos médicos, ficava com uma pequena parte para cobrir custos administrativos, e enviava o restante para Cuba, onde uma outra parte ínfima era paga à família do profissional, e o restante era embolsado pela ditadura. Os documentos mostrados por Ramona indicavam a existência de uma outra entidade, a Sociedade Mercantil Cubana Comercializadora de Serviços Médicos Cubanos (SMC). Tudo isso só veio à luz graças à coragem dos médicos fugitivos e à tenacidade de membros do Ministério Público do Trabalho, pois o governo Dilma fez tudo o que podia para manter os detalhes escondidos da sociedade brasileira.

E o petismo tinha suas razões para proteger o segredo, pois o que se descobriu posteriormente era ainda mais sórdido. O real objetivo do Mais Médicos era, de fato, enviar dinheiro a Cuba, não atender os brasileiros carentes de cuidados médicos – eles foram apenas um pretexto útil. Em 2015, a emissora de televisão Band teve acesso a áudios de uma reunião ocorrida antes do lançamento do programa, com ao menos seis assessores de ministérios. Uma participante disse que era preciso esconder o fato de que o Mais Médicos era, no fim, uma trama entre Brasil e Cuba – daí a necessidade de aceitar uma minoria de profissionais de outros países –, e que o destino dado ao dinheiro por Havana não era problema do governo brasileiro. E, no fim de 2018, o jornal Folha de S.Paulo teve acesso a telegramas da embaixada brasileira em Cuba, cujo sigilo havia expirado, mostrando que a ideia do Mais Médicos partiu de Havana, e a SMC chegou a vir ao Brasil em 2012 para mapear as áreas carentes de profissionais. No fim, a própria ditadura cubana se encarregou de comprovar que só lhe importava o dinheiro, pois, com a vitória de Jair Bolsonaro, Havana imediatamente chamou todos os médicos cubanos de volta.


O que se espera, agora, é que a Justiça norte-americana tenha o bom senso que faltou ao Supremo Tribunal Federal em 2017. Naquela ocasião, o STF considerou válida a triangulação entre Brasil, Opas e Cuba, dando aval a uma quebra de isonomia entre os cubanos e os demais estrangeiros alegando que, tecnicamente, os cubanos não recebiam salário, mas bolsa. Seis ministros se apegaram ao formalismo ignorando que o formato havia sido desenhado exatamente para permitir o envio do dinheiro aos cofres da ditadura dos Castro.

O processo que corre nos Estados Unidos é uma ação coletiva; seu resultado se aplica não apenas aos quatro cubanos, mas a todos os demais ex-integrantes do Mais Médicos que vivam nos EUA. Se a ação prosperar, é altamente improvável que o Brasil seja chamado a pagar algo aos médicos – primeiro, porque os processados são a Opas e seus diretores, não o governo brasileiro; segundo, porque o Brasil já desembolsou as quantias corretas, e foi a Opas que lhes deu o destino errado. Mas a derrota moral do governo petista neste caso é certa. Mesmo que a Opas encontre alguma brecha técnica e escape impune, tudo o que já foi levantado e exposto acerca do Mais Médicos basta para mostrar a todo o mundo o caráter perverso de um acordo no qual Dilma e o PT foram parte ativa.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/o-lado-perverso-do-mais-medicos/
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NA OPINIÃO DE CANDIDATO UM CANDIDATO ÚNICO FRACASSARÁ NA TERCEIRA VIA

 

Entrevista

Por
Isabella Mayer de Moura – Gazeta do Povo

FELIPE D’AVILA – FOTO: GABRIEL REIS www.gabrielreisfoto.com

Felipe D’Avila é pré-candidato do Novo a presidente da República.| Foto: Divulgação/Gabriel Reis

Felipe d’Avila, presidenciável pelo partido Novo, está descrente sobre a viabilidade da chamada terceira via – a tentativa dos partidos de centro de lançar apenas um candidato a presidente nas eleições de outubro. O cientista político, que no ano passado se encontrou com pré-candidatos que tentam essa conjunção – a exemplo de Sergio Moro (União Brasil) e João Doria (PSDB) –, afirmou em entrevista à Gazeta do Povo que o Novo se retirou totalmente dessas conversas quando percebeu que as tratativas se davam em torno de desejos de caciques partidários e não de propostas.


“A terceira via vai fracassar em arrumar um candidato, porque fica numa conversa de cacique de partido, não em torno de propostas”, disse. D’Avila disse ainda que, anteriormente, a ideia de estabelecer uma terceira via era debater propostas. “No momento em que não se discute propostas e se discute aliança baseado em quem está na frente nas pesquisas, quem tem índice menor de rejeição, essa conversa não nos interessa”. D’Avila estima que as eleições presidenciais de outubro terão entre seis e sete concorrentes – ele mesmo sendo uma das opções de voto.

“As coisas não acontecem como os caciques imaginam. Hoje, você tendo uma conversa com arrogância, você achar que vai colocar um único nome e que todo mundo vai obedecer a ordem e falar ‘vamos votar nessa pessoa’, que isso vai acontecer no Brasil, é alguém que está completamente em dissintonia com a sociedade”, criticou.

O pré-candidato do Novo, partido que defende pautas liberais, está viajando pelo país para divulgar seu nome, ainda pouco conhecido entre os eleitores. De acordo com pesquisa eleitoral de abril do Ipespe, 58% dos eleitores entrevistados declararam que não o conhecem o suficiente – o maior percentual entre os demais pré-candidatos (veja metodologia da pesquisa no fim deste texto).

Até o momento, ele visitou os estados do Sul e Sudeste, Pernambuco e Goiás e pretende ir mais vezes ao Nordeste. Nesta semana esteve em Curitiba, onde se encontrou com empresários, estudantes e relançou seu livro “10 Mandamentos – do País que Somos para o Brasil que Queremos” (editora Almedina Brasil). As viagens que faz, segundo contou, estão sendo feitas com dinheiro de apoiadores e não do fundo partidário.

D’Avila acredita que, assim que a campanha começar de fato e os brasileiros começarem a se interessar mais por eleições, a candidatura dele terá chances de romper a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o petista Luiz Inácio Lula da Silva. “Por uma razão muito simples: 65% das pessoas acham que a economia está no rumo errado”, afirmou.

Além de falar sobre suas principais propostas para o Brasil – abertura unilateral da economia, digitalização do governo e transformar o Brasil em uma potência da economia de baixo carbono –, D’Avila comentou sobre como avalia as relações entre Executivo federal e o Centrão, sobre o projeto de lei (PL) das fake news, privatização da Petrobras, as ambições do Novo para as eleições de deputados federais e a atuação do STF.

“Precisamos acabar com decisões monocráticas. Isso é um absurdo total. A função da Suprema Corte é um voto colegiado em torno do entendimento da Constituição e não um voto monocrático. Isso não tem nada a ver com o espírito da Constituição”, criticou o cientista político.

Confira a seguir a entrevista.

O senhor se filiou ao Novo há pouco tempo, no ano passado. Por que seu nome foi o escolhido e não o de um membro mais antigo do partido?

O Novo queria um candidato à Presidência, depois da desistência do João Amoêdo, como uma candidatura importante para divulgar as pautas liberais e aproveitar o palanque nacional para poder discutir essas pautas que são tão importantes para o partido, como a abertura unilateral da economia, digitalização do governo e liberdades individuais. Meu nome acabou sendo escolhido porque eu já tinha muita proximidade com o Novo há muito tempo, mas não como filiado. Isso porque eu me desfiliei do PSDB em 2018 para voltar ao CLP, a ONG que eu criei, e não se pode ter filiação partidária porque nós fazemos um trabalho suprapartidário. E por ter um perfil coerente com o que o partido defende, dos valores liberais, há tanto tempo.


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O senhor fez algumas críticas construtivas ao Novo, de que o partido às vezes é visto como elitista, que tem uma dificuldade de conversar com os mais pobres. O que está sendo feito para superar isso?

O Novo pretende ser um dos grandes partidos nacionais, então precisamos levar melhor a nossa mensagem às pessoas, e para isso precisa dialogar mais. Aliás hoje, se você olhar as nominatas do partido Novo, é bem mais plural, pessoas de outras camadas sociais, e isso é muito importante porque está ajudando a levar o discurso do Novo para as camadas mais pobres. Temos muito mais afinidades com as camadas mais pobres que querem empreender, ser donas do seu nariz, do que às vezes com as camadas empresariais que são as mais corporativistas do Brasil.

Não é uma questão de classe social o liberalismo. Nós temos muito mais sintonia com essa mentalidade empreendedora do brasileiro do que com grandes grupos empresariais que têm uma visão muito protecionista, de reserva de mercado, que não tem nada a ver com o partido Novo.

O sr. também falou em outra ocasião que o partido é bom na parte técnica, mas precisa melhorar na parte política. Há uma certa dificuldade do Novo em dialogar com outros partidos?

A conversa do Novo é boa, sim. Acontece que a conversa do Novo é em torno de propostas de país. Nós não fazemos a conversa de, por exemplo, presidente de partido. Essa conversa de cacique político que decide candidatura, determina data, não interessa para a gente. Interessa para o Novo propostas para tirar o país da estagnação econômica, de recorde de desemprego e aumento da miséria. Se essa conversa não está na mesa, nós não vamos participar. Mas não é porque somos arrogantes ou coisa do gênero. Não conversamos porque o tema que é para ser conversado não está sendo conversado.

Por isso que eu acho que a terceira via vai fracassar em arrumar um candidato, porque fica uma conversa de cacique de partido, não em torno de propostas.

O Novo saiu totalmente desse diálogo da terceira via?

Saiu porque não tem conversa. Quando nós tínhamos essas conversas lá atrás, era a história de fazer rodadas de conversa pelo Brasil para discutir propostas: meio ambiente em Manaus, governo digital no Porto Digital em Recife, discutir o agro em Cuiabá. A ideia era debater propostas. No momento em que não se discute propostas e se discute aliança baseado em quem está na frente das pesquisas, quem tem índice menor de rejeição, essa conversa não interessa.

Mas isso não é importante para a viabilidade eleitoral?

Não, porque a gente sabe que isso não vai acontecer. O Moro acabou de sair, deixou de ser candidato e o voto foi para o Bolsonaro. Então as coisas não acontecem como os caciques imaginam. Hoje, você tendo uma conversa com arrogância, você achar que vai colocar um único nome e que todo mundo vai obedecer a ordem e falar “vamos votar nessa pessoa”, que isso vai acontecer no Brasil, é alguém que está completamente em dissintonia com a sociedade.

Então o senhor acredita em uma polarização entre Lula e Bolsonaro?

Vai haver, mas acreditamos muito que a nossa candidatura vai romper essa polarização. Por uma razão muito simples: 65% das pessoas acham que a economia está no rumo errado. Como que elas vão votar em duas pessoas que cavaram o buraco? Por que a situação do Brasil não é um problema desse governo, é um problema de três governos. O Brasil não cresce há 20 anos, então não é problema de um governo. A eleição ainda não está no radar das pessoas. A hora que isso acontecer e elas perceberem que a vida delas piorou por causa do populismo, vão começar a olhar para os lados para escolher uma opção que vai tirar o Brasil desse buraco.

Qual é sua estratégia para viabilizar a sua candidatura nesse cenário?

Vamos seguir a fórmula de sucesso do partido Novo, que é a eleição do [governador Romeu] Zema em Minas Gerais e do prefeito de Joinville, Adriano Silva. Ambos começaram com 1% nas pesquisas e, quando começou a campanha, destacaram-se nos debates, mostraram que têm propostas e isso gerou empatia e aí venceram as eleições. Se o Zema olhasse pesquisa, ele não seria governador de Minas hoje.

O radar das pessoas em torno de eleições vai ser acionado em torno de agosto e setembro e aí, quando nós participarmos dos debates, vai ficar muito nítida a diferença entre quem tem proposta, quem discute o Brasil, e quem quer lutar pela retomada do crescimento do Brasil e aqueles que querem ficar nessa polarização que só trouxe miséria para o país.

Qual é a principal proposta de um programa de governo do Novo?

São três: a abertura unilateral e gradual da economia – um país com a economia fechada não cresce, não gera emprego, não atrai investimentos; meio ambiente – o Brasil tem a chance de ser uma grande potência mundial na economia de baixo carbono; e a digitalização do governo, que é o único jeito de quebrar a espinha dorsal da burocracia do Brasil para empoderar o cidadão, reduzir inseguranças em relação, principalmente, a contencioso, e dar segurança jurídica que o Brasil tanto precisa para retomar a confiança dos investidores no país.

E inflação? O que o Novo propõe para acabar com esse problema que a gente está vivendo?

A inflação tem dois problemas: o primeiro é um problema mundial, passageiro, por causa da disrupção das cadeias globais de valor durante a pandemia, o retorno disso e mais a guerra da Ucrânia, Mas também temos algo estrutural, que é o rompimento do teto de gastos. É um absurdo o que esse governo fez. De novo o governo Bolsonaro repetindo o governo de Dilma Rousseff (PT), implodindo o teto de gastos, o orçamento, em nome de política eleitoreira em ano eleitoral. Esse é o problema.

Temos que restabelecer o teto de gastos. Esse mecanismo aumenta a percepção de inadimplência no país. Aumentando a percepção de inadimplência, tem que colocar a taxa de juro mais alta porque se não ninguém compra título do Tesouro brasileiro. Precisamos ter um orçamento público em que a relação dívida/PIB esteja estabilizada a médio e longo prazo.

Outro ponto é a volatilidade política. Parte dessa instabilidade, principalmente câmbio e inflação, está ligada a isso. Só vamos resolver esses problemas se tivermos um plano de longo prazo, de independência energética, principalmente, com geração de energia limpa e renovável.

Algumas pautas do Novo são parecidas com o que propõe alguns pré-candidatos da terceira via. Como o eleitor vai diferenciar?

Não vejo nenhuma similaridade. Quem defende a abertura unilateral da economia?  Quem é que defende a economia de baixo carbono que a gente está defendendo? “Ah, vamos acabar com o desmatamento”. Não adianta ser uma coisa vaga. Digitalização de governo? Como é que vão fazer? Vai votar contra o poder da burocracia, essa turma que vive do voto do funcionalismo público, que defendeu o corporativismo a vida inteira? Por isso que não andou a pauta.

Nós defendemos uma pauta que os grandes partidos não têm coragem de defender por causa desses interesses arraigados da iniciativa privada e parte do setor público que capturaram o Estado. E a ligação de aliança política com o clientelismo e o corporativismo é muito forte, e eles dependem desse elo para conseguir voto. O Novo não precisa e não quer esse voto. É um voto para ficar lá com o Centrão.

Quais são as ambições do Novo para as eleições na Câmara?

O Novo, diferentemente dos partidos da terceira via, é um partido unido hoje, coeso, com nominatas muito fortes em todos os estados. E nosso primeiro desafio é passar a cláusula de barreira, ou seja, eleger 11 deputados federais. Mas nós estamos muito otimistas e achamos que vamos superar essa cláusula, porque conseguimos recrutar pessoas boas para entrar no processo eleitoral e isso só aconteceu porque nós fomos capazes de pacificar o partido. O Novo aprendeu com suas dores e divisões.

Na eleições passadas, em 2018, tínhamos um candidato a governo, que foi o Zema, que agora vai para a reeleição, e agora, em 2022, teremos mais sete candidatos a governos estaduais. O partido vai ficar muito forte nessa eleição, com boas nominatas, bons candidatos majoritários nos principais colégios eleitorais e isso vai fazer com que o Novo consiga mudar de patamar. Ou seja, se tornar um partido cada vez mais relevante no cenário político.

O que foi feito para essa pacificação do partido?

Conversa interna, em vez de lavar roupa suja na imprensa. O que une o Novo, os valores liberais, é muito mais forte do que o que divide. As divergências eram de coisas menores do que isso. O principal projeto de um presidente da República é pacificar o país e o Novo está dando exemplo de como é possível pacificar o partido. Aliás, quando chegou a janela eleitoral do partido, não perdemos nenhum deputado federal.

E coligações? O Novo vai fazer coligações nas eleições majoritárias?

O Zema está conversando, inclusive, com outros partidos, para tentar montar uma coligação majoritária porque ele entendeu a importância de coligações para dar maioria no apoio que ele precisa na Assembleia Legislativa para avançar com as reformas. Aliás, o Zema avançou com as reformas em Minas tendo apenas dois deputados na Assembleia Legislativa. Hoje ele quer ampliar o leque de alianças para avançar ainda mais com a sua agenda modernizadora.

Mas é uma aliança de acordo com as regras do Novo. Não usamos fundo eleitoral, é em torno de uma agenda, e esses partidos precisam estar em sintonia com a agenda e não usar o dinheiro do fundo eleitoral na campanha do Novo. O Novo não vai usar dinheiro de fundo eleitoral de outros partidos coligados.

É possível governar sem o Centrão? 

É possível governar com o Congresso Nacional disciplinando a ambição dos partidos políticos. E como se faz isso? Um presidente que tem muito claro quais são as prioridades que ele vai estar lutando pelo Brasil – e nós vamos deixar claro isso na nossa campanha; conciliar a articulação política com a competência técnica. Você tem que fazer articulação política, mas em torno de projetos, o que o governo Bolsonaro ignorou.

O presidente Michel Temer (MDB), um dos mais impopulares do país, conseguiu combinar a competência da articulação politica com a questão técnica e aprovou a reforma trabalhista, a reforma do ensino médio e o teto de gastos.

Como o sr. avalia a atuação do Supremo Tribunal Federal?

Quem transformou o STF no terceiro tempo das questões político-partidárias foram os políticos. Cada vez que você perde uma votação, você recorre ao Supremo e judicializa a disputa política. Deveria entender que perdeu uma votação e não ficar judicializando. Isso faz parte dessa disputa do radicalismo político. Pacificar o país, voltar a conversar, vai diminuir essa judicialização da política que, a meu ver, virou mais um palanque de disputa partidária, para falar para suas próprias tribos e não buscar o consenso no país. Parte desse mau funcionando do STF está aí.

Outro ponto é que precisamos acabar com decisões monocráticas. Isso é um absurdo total. A função da Suprema Corte é um voto colegiado em torno do entendimento da Constituição e não um voto monocrático. Isso não tem nada a ver com o espírito da Constituição. O Supremo tem que ser um guardião da Constituição.

Também tem a questão do timing das coisas. Você não pode ficar reavaliando processos que foram julgados quatro, cinco anos atrás. Isso cria uma insegurança jurídica para o Brasil. É preciso ter prazos para recorrer, mas não pode demorar para você falar “houve um problema no processo da Lava Jato” seis anos atrás e agora volta tudo. O Brasil precisa de segurança jurídica para que consiga atrair investimentos.

Essa história de que o passado é incerto no Brasil, você pode ter uma interpretação do Judiciário completamente errada ou contrária ao que foi dado como certo um tempo atrás e cria uma enorme instabilidade jurídico-constitucional no país que é muito ruim.

É favorável a uma reforma do judiciário?

A reforma do Judiciário é algo importante, porque nós temos um grau de impunidade gigantesco. Nenhum país do mundo gasta 1,3% do PIB com a Justiça, inclusive precisa enquadrar a turma do Judiciário nas regras que valem para todos os brasileiros. Por que tem uma categoria que pode tirar 60 dias de férias enquanto todo o brasileiro tira 30? Por que eles têm auxílio transporte, moradia, mil auxílios além do salário? Não faz o menor sentido. Esse 0,5% da elite do funcionalismo público brasileiro gasta R$ 2,5 bilhões por ano, o que não faz o menor sentido num país como Brasil.

Precisamos reformar o Judiciário, aumentar a efetividade deste poder. Mas tem esse outro ponto de que o Judiciário está sobrecarregado por excesso de judicialização, inclusive trabalhista. E daí a importância da reforma administrativa e da reforma tributária.

Qual é a sua avaliação sobre o projeto de lei das fake news?

É preciso tomar muito cuidado. Eu, como pré-candidato do partido Novo e membro do partido, sou totalmente contrário a qualquer forma de censura. O debate, a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão são sagrados para nós. Então tudo que tem uma forma que cheira à censura prévia, somos contra.

Primeiro que os jornais estão fazendo um ótimo trabalho mostrando as fake news. A própria imprensa tomando uma atitude importante em desvendar o que é fake news. Segundo, numa questão de fake news deveríamos ter um processo célere para avaliar e julgar e punir com a cassação da candidatura. O problema é que se demorar quatro anos para julgar não dá certo. É preciso ter um fast track no TSE para dar uma celeridade que uma eleição precisa para as pessoas atingidas por fake news poderem recorrer e ter uma penalidade imediata, nesta eleição, em cima dos candidatos.

Para mim, essa é a maneira correta de fazer. E não ficar criando mecanismos que cheiram a censura.

O debate sobre a privatização da Petrobras é válido neste momento de alta inflação dos combustíveis?

Lógico que é válido, e fundamental. O combustível é uma commodity internacional, como qualquer outra, que o preço muda conforme questões de mercado. Tivemos uma guerra na Ucrânia agora, a Rússia é um dos grandes produtores de petróleo do mundo, então é óbvio que houve uma subida do preço.

Para evitar oscilações bruscas no preço do combustível, é preciso ter um fundo de estabilização do preço da gasolina. E como se cria esse fundo sem aumentar mais impostos? Com duas receitas do petróleo: a receita das partilhas – o Brasil vendeu as partilhas do pré-sal e temos mais de US$ 190 bilhões para receber até 2031; e mais US$ 100 bilhões de royalties de petróleo. A gente deveria pegar essas duas fontes de recursos, criar um fundo de estabilização, mostrar que, dependendo da volatilidade, é possível usar esse dinheiro para estabilizar preço. E quando o preço cai, precisa reconstituir o fundo de estabilização. Isso ia resolver o problema imediato, emergencial, da gasolina, que aconteceu por uma externalidade que a gente não controla.

Mas por que vender a Petrobras? É uma empresa estatal que produz energia fóssil num mundo que está caminhando para a energia renovável. Significa que, a cada ano que passa, essa empresa vale menos, porque o mundo quer comprar outra coisa. Segundo ponto: é comprovado pela nossa história que estatais são usadas como cabides de emprego e ferramenta de manipulação politica.

Foi na Petrobras que nasceu o maior escândalo de corrupção da história do Brasil, desvendado pela Lava Jato, e agora tem um presidente que, em vez de criar um fundo de estabilização para diminuir o preço do combustível, mudou três vezes de presidente da Petrobras, achando que isso vai mudar o preço do combustível. Isso é populismo. Ele quer dar a impressão para a população que ele está fazendo alguma coisa, quando não está fazendo nada.

E o terceiro ponto é que o dinheiro das estatais deveria ser usado em um fundo para investir nas coisas prioritárias. O Brasil precisa retomar investimento em pesquisa e desenvolvimento em áreas importantíssimas, como a ambiental, em ciência e tecnologia, precisa investir para tirar as pessoas da miséria. Tem mil outras prioridades. E outra: dizer que petróleo é interesse estratégico no século 21 é quase o mesmo que falar que a carroça era um interesse estratégico do século 19. Não faz sentido.

Há um outro problema muito sério com estatais, que não aparece em nenhuma conta do orçamento: o subsídio dado pelas estatais. Um exemplo: o BNDES [Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social] devolveu R$ 500 bilhões para o Tesouro, mas os R$ 290 bilhões de subsídios dos juros do BNDES que foram concedidos a empréstimo subsidiado para empresas não aparecem na conta. E se pegar os subsídios do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que não estão contabilizados em lugar nenhum?

É um absurdo o que gente está deixando de dinheiro na mesa, mal usado, sem critério nenhum, a não ser político. Vai ver quantas diretorias da Caixa são distribuídas por critérios políticos. Acabar com estatal é fundamental para que esse dinheiro que é do povo, volte a servir as pessoas e não fique servindo interesses do corporativismo público, que é a pauta do PT.

O PT acha que vai melhorar o Brasil fortalecendo o corporativismo público, intervindo no mercado e criando controle de preço. E nós sabemos que essa é a fórmula do fracasso, do aumento da pobreza, da desigualdade e de campeões nacionais, empresas que são incapazes de competir no mercado global.

Metodologia da pesquisa citada
A pesquisa Ipespe foi realizada entre os dias 2 e 5 de abril de 2022, a pedido da XP Investimentos. A amostra é de mil eleitores brasileiros, a margem de erro é de 3,2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-03874/2022.


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