sábado, 26 de março de 2022

RAIAM SANTOS É UM NÔMADE DIGITAL

 

Redacaoherospark

O sonho de muita gente é poder viajar o mundo ou, um dia, se tornar multimilionário. Mas, infelizmente, sabemos que essa é uma realidade distante da maioria das pessoas.

No entanto, é sempre bom se inspirar em pessoas que alcançaram esse feito, como é o caso de Raiam Santos. Ele conseguiu superar as dificuldades e, hoje, é um nômade digital multimilionário de sucesso.

Neste artigo, você descobrirá quem é Raiam Santos, como ele se tornou tão milionário e o que você pode aprender com ele. Acompanhe a leitura!

O que você verá:

Quem é Raiam Santos?

Como Raiam Santos ganha dinheiro?

5 coisas que você pode aprender com Raiam Santos

1. Não desista

2. Conte histórias

3. Aposte no digital

4. Invista em infoprodutos

5. Conte com a ajuda de plataformas

Quem é Raiam Santos?

Raiam Santos é um escritor, empresário, influenciador e nômade digital multimilionário nascido na zona norte do Rio de Janeiro. 

O multimilionário tem uma história de superação incrível: mesmo sendo de origem simples, graduou-se em uma das melhores universidades do mundo, a The Wharton School of the University of Pennsylvania, em três cursos: Economia, Relações Internacionais e Letras.

Além disso, ele é escritor do best-seller “Hackeando tudo” e de vários outros livros.

Por trabalhar como nômade digital, Raiam já morou em mais de 80 países e fala 7 idiomas. Dessa forma, ele tem construído uma rede de contatos e expandido o seu negócio.

O empresário já possui milhões de seguidores na internet, uma equipe que trabalha em home office e fatura cerca de 1 milhão por mês.

Como Raiam Santos ganha dinheiro?

A fortuna de Raiam Santos não veio da noite para o dia. O nômade digital começou a trabalhar com internet em 2005, mas alcançou o sucesso do seu negócio digital apenas em 2018. Logo, foram 10 anos de muito estudo e dedicação.

Raiam ganha dinheiro com diversos infoprodutos, como:

E-books;

Áudio livros;

Cursos online;

Lives;

Mentorias.

Ele também ganha dinheiro ministrando palestras, participando de eventos e de áreas vips. Seu livro “Hackeando tudo” tornou-se um best-seller e está há cerca de cinco anos entre os mais vendidos da Amazon.

Além dos livros, o empresário lucra com 12 cursos online, alguns deles são:

Nômade digital

Milionário com YouTube;

Hackeando tudo.

5 coisas que você pode aprender com Raiam Santos

Podemos aprender muito com a trajetória de Raiam Santos, principalmente se você também tem o desejo de crescer no digital.

Aumentar o lucro no mercado digital não é fácil, mas a história de Raiam confirma que com empenho e dedicação é possível obter sucesso neste mercado.

Por isso, listamos, a seguir, 5 lições que você pode aprender com Raiam Santos. Confira!

1. Não desista

Como vimos, Raiam só conseguiu obter resultados positivos depois de um tempo, mas ele não desistiu. Por isso, quando você lançar seu produto digital, pode não ter os resultados que gostaria a princípio, porém, não deixe de continuar tentando.

Às vezes o que falta é uma estratégia de marketing digital ou até o lançamento de outro produto para engatar as vendas. O importante é fazer testes, observar como seu público se comporta e manter-se firme. Uma hora os resultados positivos chegarão.

2. Conte histórias

Raiam aproveitou sua experiência como imigrante ilegal nos Estados Unidos para lançar seu primeiro livro: “Imigrante ilegal”. Desde então, ele tem feito sucesso compartilhando suas experiências, conquistas e esforços com os seus seguidores.

Nesse sentido, saiba que histórias inspiram sua audiência. Por conta disso, as práticas de storytelling têm se tornado cada vez mais populares no mundo digital.

Livros eletrônicos e mídias sociais são perfeitas para compartilhar sua vivência de forma genuína. Assim, você terá um público fascinado.

3. Aposte no digital

O mundo digital está crescendo, e ficar de fora dessa tendência pode resultar em perdas de oportunidades valiosas. Desse modo, assim como Raiam, você pode encontrar formas de ganhar dinheiro e, quem sabe, tornar-se nômade digital também.

Por isso, não subestime o poder da internet e das mídias sociais. Com elas, seu negócio pode atingir o sucesso que você tanto procura.

4. Invista em infoprodutos

Os infoprodutos estão ganhando espaço no mundo digital e diversos produtores digitais, assim como Raiam, têm lucrado neste setor. Portanto, se você quer lucrar, produzir esse tipo de conteúdo pode ser um recurso valioso.

Alguns infoprodutos que você pode produzir são:

E-books;

Cursos online;

Podcasts;

Webinar;

E muito mais.

5. Conte com a ajuda de plataformas

As plataformas digitais já fazem parte da vida dos usuários da internet, e Raiam contou com a ajuda delas para publicar seus e-books, cursos online e mentorias.

Portanto, procure plataformas de qualidade para divulgar e vender seus produtos. Existem inúmeras, mas poucas conseguem centralizar tudo o que o infoprodutor precisa em um só lugar.

Então, agora que você já sabe quem é Raiam Santos, faça como ele e lance seu infoproduto agora mesmo. Para isso, conheça a plataforma da Startup Valeon e caminhe rumo ao sucesso!

VOCÊ CONHECE A ValeOn?

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A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

A Startup Valeon um marketplace aqui do Vale do Aço volta a oferecer novamente os seus serviços de prestação de serviços de divulgação de suas empresas no nosso site que é uma Plataforma Comercial, o que aliás, já estamos fazendo há algum tempo, por nossa livre e espontânea vontade, e desejamos que essa parceria com a sua empresa seja oficializada.

A exemplo de outras empresas pelo país, elas estão levando para o ambiente virtual as suas lojas em operações que reúnem as melhores marcas do varejo e um mix de opções.

O objetivo desse projeto é facilitar esse relacionamento com o cliente, facilitando a compra virtual e oferecer mais um canal de compra, que se tornou ainda mais relevante após a pandemia.

Um dos pontos focais dessa nossa proposta é o lojista que pode tirar o máximo de possibilidade de venda por meio da nossa plataforma. A começar pela nossa taxa de remuneração da operação que é muito abaixo do valor praticado pelo mercado.

Vamos agora, enumerar uma série de vantagens competitivas que oferecemos na nossa Plataforma Comercial Valeon:

                                                                                                                                                                   Nós somos a mudança, não somos ainda uma empresa tradicional. Crescemos tantas vezes ao longo do ano, que mal conseguimos contar. Nossa história ainda é curta, mas sabemos que ela está apenas começando.

Afinal, espera-se tudo de uma startup que costuma triplicar seu crescimento, não é?

Colocamos todo esse potencial criativo para a decisão dos senhores donos das empresas e os consumidores.

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

Fones: (31) 98428-0590 / (31) 3827-2297

sexta-feira, 25 de março de 2022

DERRUBANDO MITOS NOS NEGÓCIOS

Por J. Ferrari e David Cohen e Innovatrix

Quando você compra um carro usado, pode sentir vontade de acreditar no que o vendedor diz: “um carro tão bom por um preço tão baixo!”. Além disso, não acreditar nele dá trabalho. Você precisa entender um pouco de carros, e é desagradável enfrentar o vendedor. Mesmo assim, você sabe que o vendedor tem motivos para “enfeitar” a verdade. Então você chuta os pneus, experimenta o carro num test-drive, faz perguntas probatórias. Pode até trazer um amigo que entenda de mecânica. Essa experiência toda está longe de ser divertida mas, se você não exercer um mínimo de ceticismo, há um preço que pagará mais tarde. O carro pode dar problemas. Então você se arrependerá de não ter investido um pouquinho de ceticismo no início do processo.

Esse raciocínio foi descrito pelo astrônomo americano Carl Sagan (1934-1996), no livro O Mundo Assombrado pelos Demônios. O mundo dos negócios está repleto de vendedores de carros usados. Curiosamente, homens que se orgulham de sua racionalidade e seu sangue-frio para tomar decisões costumam comprar esses carros de olhos fechados. Pior, dirigem-nos em alta velocidade, em estradas mal sinalizadas.

Claro, estamos falando em linguagem figurada. Os carros usados de Sagan, no mundo das empresas, são as teses de como alcançar o sucesso. Os vendedores, há de todos os tipos: consultores, mágicos, acadêmicos, psicólogos. Phil Rosenzweig, um professor de estratégia e

gestão internacional da escola de negócios IMD, na Suíça, se propõe a ser aquele amigo que entende de carros. Neste livro, ele revela os principais truques que grandes gurus, jornalistas e até respeitadas instituições utilizam — na maioria das vezes, sem ter consciência disso — para vender suas idéias. Eleito um dos melhores livros de negócios do ano passado pelo Financial Times, Wall Street Journal e pelo Boston Globe, Derrubando Mitos não fornece uma estratégia segura para alcançar o sucesso. Mas vai ajudá-lo a evitar grande desastres no caminho.

Ainda sobre o livro Derrubando Mitos (ver postagem do dia 08/10/2008), achei domingo passado um post sobre o livro escrito pelo senhor J. Ferrari em seu blog. Como todos sabem que achei esse livro espetacular, resolvi publicar o post integralmente. Vale a pena ler, principalmente para os que ainda não leram o livro.

Se você ler muitos livros sobre administração de empresas, é praticamente inevitável que desenvolva certo grau de ceticismo. Num dia, você acompanha os argumentos do consultor americano Jim Collins, autor de grandes sucessos como Empresas Feitas para Vencer (editora Campus). Ele assegura que as empresas só se tornam excelentes se seguirem uma estratégia incremental, com pequenas melhorias de cada vez. Aí você lê o professor de Harvard Clayton Christensen, outro autor de sucesso. Ele diz que, enquanto você dá um duro danado para melhorar seus serviços ou produtos, existe alguém lá fora inventando alguma coisa que vai fazer todo mundo esquecer aquilo que você produz.

Se você acompanha as teses de gestão há algum tempo, já deve ter visto vários modismos: a solução dos problemas da empresa pela aposta na qualidade, a solução pela reengenharia de processos, a salvação pelo foco em uma única atividade central, a salvação pelo investimento em várias atividades diferentes… É possível até que você tenha ficado em dúvida sobre o que é ser um gestor. Afinal, o que é administrar? É controlar, como dizia o pensador clássico francês Henri Fayol? Ou é realizar, apostar em coisas novas, como defende o megaguru americano Tom Peters? Será pensar e planejar, como diz o mestre da competitividade, Michael Porter? Ou liderar, como diz Warren Bennis, um especialista em… claro, liderança?

Para quem fica perdido no meio de tantas teorias contraditórias, vale a pena investir algum tempo na leitura de mais um livro de administração: Derrubando Mitos – Como Evitar os 9 Equívocos Básicos no Mundo dos Negócios (Editora Globo), do americano Phil Rosenzweig, professor de Estratégia e Gestão Internacional da escola de negócios IMD, na Suíça. O livro foi considerado um dos melhores lançamentos do ano passado pelos jornais econômicos Financial Times e Wall Street Journal. A edição brasileira, recém-lançada, é o primeiro tomo da coleção Época Negócios.

O principal mote do livro é revelar os truques que grandes gurus, jornalistas e até respeitadas instituições usam – na maioria das vezes, sem ter consciência disso – para vender suas ideias. Seus ataques se dirigem desde a autores famosos, como Jim Collins e Tom Peters, até a ícones da mídia especializada, como as revistas Fortune, Business Week e Forbes, e consultorias estabelecidas, como a Bain.

O primeiro dos nove truques que Rosenzweig apresenta é o efeito aura. Ele dá o título da obra, em inglês (The Halo Effect). O efeito aura foi um termo inventado pelo psicólogo americano Edward Thorndike no início do século passado. Nasceu da observação de Thorndike, de um serviço que prestou para o Exército americano. Sua tarefa era determinar quais soldados eram bons em tiro, quais eram os melhores corredores, quais eram os mais fortes e assim por diante. Depois de aplicar questionários a alguns comandantes, o psicólogo percebeu um fenômeno curioso. Quando um soldado era considerado bom em algo, geralmente ganhava notas altas em todos os quesitos.

Thorndike explicou o resultado como uma espécie de contaminação. Ao ver uma pessoa muito boa em algum campo de atuação, automaticamente acreditamos que ela se sobressai em outras atividades. Exemplos recentes? Com a economia brasileira em alta, o presidente Lula bateu recordes de popularidade, mesmo durante o escândalo político do mensalão. Nos Estados Unidos, logo após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, quando um sentimento de união tomou conta do país, o presidente Bush foi bem avaliado em pesquisas sobre sua política econômica. Inversamente, quando as críticas à invasão do Iraque aumentaram, os americanos avaliaram sua conduta da economia como ruim.

Muitas vezes, essa contaminação faz sentido. Se uma companhia de renome lança um produto, é natural que as pessoas prefiram comprar dela, em vez de testar o produto feito por uma empresa desconhecida. A armadilha é que a aura nos impede de enxergar com clareza. Vários estudos mostram que nossas opiniões são influenciadas pelo contexto. Um deles é do professor de administração Barry Staw, da Universidade da Califórnia. Staw propôs tarefas a vários grupos. Depois, disse a alguns desses grupos que eles tinham tido bom desempenho, e a outros que não tinham ido bem. Staw fez isso aleatoriamente. E aí pediu aos grupos que descrevessem o trabalho em equipe. Nos grupos que ele afirmou ser melhores, as pessoas classificaram as equipes como mais abertas a mudanças, mais coesas, mais motivadas. Nos grupos que ele disse terem se dado mal, as pessoas se lembraram de comunicação ruim, falta de união e baixa motivação.

E qual o problema do efeito aura? É que ele contamina grande parte dos estudos supostamente científicos sobre sucesso. Talvez motivação seja um ingrediente essencial para o sucesso, mas, se você pergunta o segredo do sucesso a uma pessoa bem-sucedida, é provável que ela se lembre de ter tido mais motivação do que teve de verdade. O mesmo vale para clima organizacional, inteligência, ousadia etc.

Esse seria um problema dos livros que apontam receitas de sucesso a partir de empresas bem-sucedidas. Segundo Rosenzweig, o sucesso financeiro atual das empresas cria um efeito aura que faz executivos, empregados, rivais, jornalistas e até analistas especializados achar que tudo o mais vai bem.

As demais ilusões descritas por Rosenzweig são:

– A confusão entre correlação e causalidade. Digamos que um estudo tenha descoberto que as empresas mais bem-sucedidas financeiramente gastam mais com programas de educação para seus gerentes. O que concluir daí? Que as empresas que investem em seus funcionários colhem melhores resultados? Ou que as empresas que colhem melhores resultados têm mais dinheiro para programas de educação? a ilusão de que há uma explicação única para o sucesso.

– A busca de causas a partir dos efeitos. É uma ilusão comum nos estudos que procuram inferir receitas de sucesso olhando apenas para empresas bem-sucedidas.

– A ilusão das pesquisas “rigorosas” (quantidade de dados analisados não é igual a profundidade das conclusões).

– O mito do sucesso duradouro: a maioria das empresas bem-sucedidas, por uma simples questão estatística, tende a ter resultados piores que suas concorrentes no futuro, um fenômeno conhecido como regressão à média. Foi o que aconteceu com as empresas que constavam no livro Feitas para Durar, durante a década de 1990.

– A ilusão do desempenho absoluto: os carros da General Motors são hoje muito melhores que na década de 1980. O que explica sua queda na participação de mercado nos EUA, de 35% em 1990 para 25% em 2005? Os concorrentes melhoraram mais. Parece óbvio, mas, até o escândalo da “contabilidade criativa” de empresas americanas no início do século, a maioria dos altos executivos recebia bônus vinculados a resultados absolutos, e não às conquistas reais de mercado.

– O erro de interpretação: se olhamos apenas as empresas bem-sucedidas, não enxergamos aquelas que adotaram a mesma estratégia e se deram mal. Em vez de uma receita de sucesso, podemos estar seguindo uma receita de volatilidade. Um exemplo: durante um incêndio, uma pessoa se jogou do 4º andar e escapou sem nenhuma contusão e nenhuma queimadura. Mas jogar-se pela janela é uma estratégia radical que, na maioria das vezes, leva à morte. Em um incêndio, faz mais sentido esperar os bombeiros.

– A ilusão da física dos negócios. Essa é a noção de que o mundo dos negócios se presta a previsões, de que resultados podem ser repetidos, de que existem leis que regem os resultados. Não há.

O maior mérito do livro “Derrubando Mitos”, de Phil Rosenzweig (veja edição de março da Época Negócios) é demolir, sem dó nem piedade, a ideia mais cara aos “mercadores de ilusões” que dominam a literatura empresarial: “excelência empresarial”, entendida como vantagem competitiva sustentável, não existe. Nunca existiu, e está cada vez mais longe de existir. Qual o corolário disso? Simples. As várias safras de livros que apareceram, dos anos 80 para cá, com a pretensão de fornecer receitas para a “excelência”, são enganosas e levam à conclusões falsas. Rosenzweig desconstruiu o mantra da gurulândia – “faça assim, que você terá sucesso”- usando uma linguagem clara, sem tecnicismos estatísticos e dando nomes aos bois. Os bois se chamam: Tom Peters, Jim Collins, e mais uns três ou quatro “encantadores de serpente” do circuito dos palestrantes de negócios. Leiam o livro. Para mim é a melhor coisa publicada em nossa área em muitos anos. Mas o que me deixa pasmo é o seguinte: as conclusões do livro não são novidade. Pesquisadores dignos desse nome já vinham mostrando isso (os “bois”, acima, não são nada rigorosos, são só pretensiosos). Dois deles – Robert Wiggins e Tim Ruefli, da Universidade do Texas (corra ao Google!) -concluíram que vantagem competitiva é raríssima e, quando acontece, dura pouco. É da natureza da competição capitalista, leitor. Gente como Joseph Schumpeter – sobre quem já escrevi nesta revista – já tinha cantado essa pedra há décadas. Vantagem duradoura não pode existir num regime em que a competição é que gera a riqueza. É precisamente como na evolução biológica: as espécies coexistem interconectadas numa “corrida armamentista evolucionária” que não acaba nunca. Se um predador fica mais veloz, a presa desenvolve melhor camuflagem; aí o predador fica mais sensível ao odor da presa, e ela, então, “aprende” a saltar mais longe etc. Isso dura indefinidamente, não há descanso. Os biólogos, inspirados por Lewis Carrol, autor de “Alice no país das maravilhas”, chamam isso de competição “rainha vermelha” – um personagem de Carrol que diz: “aqui, você tem que correr o máximo que puder, para conseguir ficar no mesmo lugar”. Foi esse, exatamente, o efeito que o Wal Mart introduziu no varejo. Seus competidores não agüentaram o ritmo da corrida que ele impôs e vários “pediram para sair” (KMart, por exemplo, uma ótima empresa aliás). No sistema capitalista, a inovação (dinheiro novo) não vem de empresas que ficam na “crista da onda” por muito tempo, vem das que introduzem novos modelos e práticas de negócios, ameaçando a posição dos estabelecidos, obrigando-os a correr atrás, e puxando a média para cima. Eu chutaria que, nos setores mais competitivos, não há sucesso que fique “na crista da onda” por mais de 15 anos em média, e a tendência é essa janela diminuir. Vamos encarar o fato: empresas não inovam sustentavelmente, é o mercado que inova. E eu que, um dia, acreditei no conto da vantagem competitiva sustentável… Quero meu dinheiro de volta!

 

PUTIN MUDA A MOEDA DE PAGAMENTO DO GÁS FORNECIDO À EUROPA

 Mischa Ehrhardt – DW

Moscou quer que países ocidentais paguem por gás russo em rublos, numa tentativa de valorizar moeda do país. Medida viola contratos com pagamentos em dólares e deve pressionar europeus dependentes da energia russa.Putin lançou uma sangrenta ofensiva contra a Ucrânia em fevereiro© Reuters/Russian Presidential Press Office Putin lançou uma sangrenta ofensiva contra a Ucrânia em fevereiro

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira (23/03) que a compra de gás russo por “países hostis” – ou seja, as nações do Ocidente que apoiam sanções contra Moscou – deverá ser paga em rublos.

A medida ocorre após um congelamento de centenas de bilhões de dólares de ativos russos no exterior por causa das sanções impostas ao país pela invasão da Ucrânia. O anúncio também é encarado como uma tentativa de Moscou de tentar valorizar o rublo, que sofreu uma queda vertiginosa nas últimas semanas diante das sanções.

Mesmo em meio à tensão entre o Ocidente e a Rússia, Moscou afirma que continuará a cumprir suas obrigações de entrega. A Gazprom, principal estatal russa de gás, por exemplo, está enviando 104 milhões de metros cúbicos de gás através de gasodutos na Ucrânia para a Europa nesta quinta-feira.

Mas o anúncio de Putin provocou preocupação em grandes compradores de gás, como a Alemanha. “Pagar em rublos é, antes de tudo, uma violação dos contratos”, reagiu o ministro alemão da Economia, Robert Habeck (Partido Verde), na noite de quarta-feira.

Putin instruiu seu governo e o Banco Central russo a elaborarem os detalhes exatos da mudança na forma de pagamento dentro de uma semana.

“Indiretamente, isso talvez seja uma resposta à declaração do governo [do chanceler federal alemão] Olaf Scholz, que disse que não queremos tocar no fornecimento de gás, caso contrário isso sairia muito caro para a Alemanha”, afirmou à DW Jens Südekum, professor do Instituto de Economia da Concorrência da Universidade de Düsseldorf. “Putin está respondendo a isso dizendo: ‘Ok, você pode ter gás – mas apenas nos meus termos’.”

Putin e o ex-chanceler federal alemão Gerhard Schröder. Alemanha é dependente do gás russo© Peer Grimm/dpa/picture alliance Putin e o ex-chanceler federal alemão Gerhard Schröder. Alemanha é dependente do gás russo

Clara violação de contratos celebrados

É claro que muitos juristas têm uma visão crítica do assunto. “Os contratos são entre duas partes e geralmente são especificados em dólares americanos ou euros, portanto, se uma das partes disser unilateralmente ‘Não, você pagará em outra moeda’, não há contrato”, diz Tim Harcourt, economista da Universidade de Tecnologia em Sydney.

Mikhail Krutikhin, fundador e analista sênior da consultoria RusEnergy Moscow, descreveu o anúncio de Putin como “um tipo de propaganda voltada para o público local”. A Alemanha e outros países ocidentais rejeitaram a proposta do Kremlin alegando que ela representa uma quebra de contrato – opinião compartilhada por Krutikhin.

“Talvez ele [Putin] ache que os clientes da Gazprom precisam fazer negócios com os bancos [russos] que estão atualmente sob sanções e trazer moeda forte para [esses] bancos. Uma operação de chantagem nesse sentido pode vir a ajudar esses bancos e frear o declínio do rublo russo.” No entanto, Krutikhin adverte que o plano pode sair pela culatra, provocando caos no mercado de gás. “Pode ser muito difícil entender qual será o preço real do gás russo.”

Entre os “países hostis” que impuseram sanções a empresas ou indivíduos na Rússia estão Alemanha, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Japão, Noruega, Cingapura, Coreia do Sul e Suíça.

Provided by Deutsche Welle© Provided by Deutsche Welle Provided by Deutsche Welle

O rublo financia a guerra

A medida também pode ser uma resposta à forma como as sanções prejudicaram a habilidade da Rússia em fazer transações com moedas como o dólar ou o euro. “É claro que a Rússia ainda pode tentar trocar moedas com outros países como Índia e China. Mas é claro que não pode fazer nada no Ocidente no momento”, afirma o economista-chefe do banco ING, Carsten Brzeski. “Mas ele [Putin] precisa de rublos: ele tem que financiar a guerra com rublos, então, do ponto de vista dele, é uma jogada muito esperta.”

Além disso, mudar os pagamentos para rublos teria consequências e benefícios ainda mais abrangentes para a Rússia. Isso fortaleceria o rublo e apoiaria novamente o Banco Central russo após a instituição ser cortada dos mercados de capitais internacionais pelas sanções ocidentais. “Agora Putin os promoveria de volta a uma posição central porque então precisaríamos do banco para pagar pelo gás”, explica o professor Jens Südekum.

Isso porque pagamentos por entregas de gás envolvem grandes somas, que não podem ser obtidas tão facilmente nos mercados de câmbio, especialmente no quadro atual. Os compradores de gás não teriam escolha a não ser trocar moeda estrangeira por rublos junto ao Banco Central russo, indiretamente enfraquecendo as sanções impostas ao regime de Putin e à economia russa.

Fornecedores de energia como a OMV, da Áustria, já anunciaram que pretendem continuar a pagar em euros, sem recorrer aos rublos. “Eu nem poderia fazer algo assim”, disse o chefe da OMV, Alfred Stern, na quarta-feira à emissora de TV Puls 24. Segundo ele, o contrato original com os russos prevê que as contas devem ser pagas em euros.

Na Alemanha, manifestante contra a guerra pede suspensão da compra do gás russo© Florian Gaul/greatif/picture alliance Na Alemanha, manifestante contra a guerra pede suspensão da compra do gás russo

O declínio do rublo foi estancado

No entanto, o posicionamento de Putin foi suficiente para frear uma queda maior do rublo. O anúncio foi feito na tarde de quarta-feira e reforçado nesta quinta. Como resultado da guerra e das sanções, o rublo havia despencado, e o Banco Central russo chegou a elevar a taxa básica de juros de 9,5% para 20% com o objetivo de frear uma desvalorização ainda maior da moeda.

Ao mesmo tempo, com o anúncio, o governo russo está sinalizando que pode prescindir da receita em dólares e euros das vendas de gás. Assim, o país avalia que está em condições de poder pagar juros e dívidas vencidas nessas moedas estrangeiras. Apenas alguns dias atrás, havia especulações sobre um possível default da Rússia.

E, finalmente, o anúncio coloca Berlim e Bruxelas em uma posição difícil. Porque um boicote ao fornecimento de energia russo teria o efeito de inflacionar ainda mais os preços de energia na União Europeia, que já estão altos. Os governos alemão e francês, por exemplo, já estão tomando medidas para aliviar financeiramente o peso das faturas sobre cidadãos e empresas.

Além disso, a dependência do gás russo é extremamente alta. A associação alemã de energia BDEW alerta para o risco de deterioração da situação do fornecimento de gás na Alemanha. “O BDEW pede ao governo federal que declare o nível de alerta antecipado no plano nacional de emergência de gás”, disse a presidente do conselho executivo da associação, Kerstin Andreae, na quinta-feira. Esse plano de emergência estabelece uma ordem de prioridades que devem ser mantidas no caso de cortes ou gargalos na entrega de gás.

Autor: Mischa Ehrhardt

 

INDENIZAÇÕES NO MPF SÃO ASSUSTADORES OS SEUS PAGAMENTOS

Por
Lúcio Vaz – Gazeta do Povo

Sede do Ministério Público Federal, em Brasília.| Foto: Wikimedia Commons

A fartura nas indenizações pagas a procuradores do Ministério Público Federal (MPF) em dezembro do ano passado se estendeu a inativos e também a membros de outros órgãos do Ministério Público da União – Procuradorias do Trabalho, Militar e do Distrito Federal. A procuradora aposentada do MPF Elizabeth Toledo, por exemplo, recebeu R$ 606 mil de conversão de licença prêmio em dinheiro.

O procurador aposentado Ronaldo Fleury, servidor da Procuradoria Geral do Trabalho, levou R$ 482 mil de licença prêmio não gozada. Com remuneração do cargo efetivo de R$ 46 mil, ele também recebeu o 13º salário em dezembro. A sua renda bruta chegou a R$ 92 mil. Naquele mês, ele recebeu um total de R$ 574 mil.

A procuradora aposentada Beatriz Hollebem, da Procuradoria do Trabalho da 4ª Região, com renda básica de R$ 38,9 mil, também recebeu o 13º e teve renda bruta de R$ 77,8 mil em dezembro. Com mais R$ 385 mil de licença prêmio não usufruída, chegou a uma renda total de R$ 463 mil. Mais oito procuradores do Trabalho receberam R$ 297 mil de licença prêmio. Sessenta procuradores foram contemplados licença prêmio acima de R$ 200 mil. Membros ativos e inativos e servidores do MPT receberam um total de R$ 37,6 milhões de licença prêmio.

O que é a licença prêmio
A licença prêmio é devida a servidores que completam cinco anos de exercício do cargo. Eles têm direito a ficar três meses afastados do trabalho, mas podem optar por receber o valor em pecúnia (dinheiro) no momento da aposentadoria ou desligamento do cargo. Em 2017, o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) definiu que, “de acordo com a disponibilidade orçamentária e conveniência da administração, estes valores podem ser antecipados e pagos na ativa.

Reportagem publicada pelo blog mostrou que as indenizações pagas a procuradores do Ministério Público Federal em dezembro custaram R$ 75 milhões aos cofres públicos. Eram conversão de licença-prêmio em dinheiro, abonos e indenização de férias não usufruídas. O maior pagamento foi feito ao procurador Mário Lúcio Avelar, da Procuradoria da República em Goiás, no valor de R$ 362 mil.

Mas os benefícios foram estendidos aos procuradores aposentados, que receberam um total de R$ 2,15 milhões. Domingos Sávio da Silveira, procurador aposentado da Procuradoria Geral da República (PGR), recebeu R$ 433 mil de licença prêmio em pecúnia. Aroldo Ferras da Nóbrega, outro procurador aposentado da PGR, recebeu R$ 342 mil de licença prêmio. Luís Cláudio Leivas, da Procuradoria da 2ª Região, levou mais R$ 310 mil.


Os extras dos procuradores militares
Os procuradores do Ministério Público Militar receberam um total de R$ 9,8 milhões de licença prêmio não usufruída. O promotor Antônio Carlos Facuri, da 3ª Procuradoria Militar do Rio de Janeiro, teve direito a R$ 459 mil. O procurador aposentado Antônio Antero dos Santos recebeu R$ 448 mil. O subprocurador geral aposentado da Justiça Militar, Cezar Rangel Coutinho, levou R$ 347 mil. A bolada superou os R$ 200 mil para 25 procuradores. Apenas quatro aposentados foram contemplados com licença prêmio, incluindo um servidor.

No Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), os maiores valores individuais foram menores do que no MPM, mas a despesa total foi bem mais pesada. Foram pagos 41,5 milhões de licença prêmio e R$ 2,8 milhões de abono pecúnia a membros e servidores ativos e inativos. Noventa procuradores receberam boladas acima de 200 mil. A maior renda foi do procurador Cláudio Portela do Rego – R$ 320 mil, sendo R$ 286 mil de licença prêmio e R$ 33,6 mil de abono. O procurador Moises Antônio de Freitas levou R$ 297 mil de licença prêmio e R$ 18 mil de abono – R$ 315 mil no total. O procurador Mauro Faria de Lima recebeu R$ 314 mil.

Entre os promotores aposentados, Daniel Rodrigues de Faria recebeu o maior valor: R$ 211 mil – tudo de licença prêmio. Apenas seis promotores inativos receberam licença prêmio em dinheiro, no valor médio de R$ 149 mil.

Questionado pelo blog sobre o motivo dos pagamentos extras, o MPDFT afirmou que é um dos ramos do MPU, não possui autonomia financeira e deve seguir as determinações daquele órgão, bem como do CNMP. “Esse pagamento é uma quitação de dívidas da União para com membros e servidores, tais como licença-prêmio, abonos e indenizações de férias não usufruídas”.

“Parte dessas dívidas é antiga e foi reconhecida por decisões judiciais, que determinaram a respectiva quitação. Referem-se, portanto, a direitos previstos em lei, reconhecidos e disciplinados pelos órgãos superiores e de controle, caso do CNMP”, diz nota enviada ao blog.

Em nota divulgada pela PGR, o procurador-geral da República e presidente do CNMP, Augusto Aras, afirmou que “todos os valores pagos pelo MPF a seus membros atendem os princípios da legalidade e da transparência, tanto que estão disponíveis para escrutínio de qualquer cidadão no portal da instituição”.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/lucio-vaz/indenizacoes-no-mpf-se-estendem-a-outros-orgaos-do-ministerio-publico-da-uniao/
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PROCURADOR DA REPÚBLICA É OBRIGADO A IDENIZAR O CONDENADO LULA

Assuntos do dia

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo

Lula processou o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol na Justiça| Foto: Joédson Alves/EFE

Depois de o ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol ser condenado a indenizar o ex-presidente Lula, agora tem gente se movimentando para pegar de volta o dinheiro roubado da Petrobras. O Ministério Público Federal retomou mais de R$ 6 bilhões desviados da companhia e agora alguns corruptos querem estornar essa devolução. E é capaz de terem sucesso, porque não se duvida de mais nada. Existe, hoje, uma inversão de valores.

Por sinal, Lula disse, em entrevista, que a ex-presidente Dilma Rousseff ajudaria a campanha dele se não fizesse nada. E que José Dirceu e José Genoino, ex-deputados enrolados até o pescoço no escândalo do mensalão, não vão participar do governo dele. Será que isso é o reconhecimento de alguma coisa?

Lula disse que vai botar gente nova no governo, só que até agora não tem ninguém. O companheiro de chapa dele, por exemplo, deve ser o ex-governador Geraldo Alckmin, que era adversário até o ano passado. E agora todo mundo mudou de ideia: Lula ama o Alckmin e o ex-tucano ama Lula.

Direito de propriedade é sagrado
Em um encontro com sem-terra no Paraná, Lula disse que o MST voltará a ter força em seu governo, assim como o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, que faz ocupações urbanas. No mesmo evento ouvi um discurso do ex-senador e ex-governador Roberto Requião contra o direito de propriedade.

Só para lembrar: no dia 13 de março de 1964, os discursos contra o direito de propriedade no comício da Central do Brasil, em que estava presente o presidente João Goulart, ajudaram a derrubá-lo depois pelos militares.

O direito de propriedade não é apenas um princípio. Está na Constituição brasileira, junto com o direito à vida. É bom que a gente considere essas coisas antes de sair por aí falando esse tipo de coisa.

Troca-troca partidário
A janela aberta para trocar de partido sem perder mandato está entrando na reta final. O ministro Fábio Faria, das Comunicações, saiu do PSD e assinou ficha de filiação ao PP. É o mesmo partido da ministra Tereza Cristina, que está saindo da Agricultura para ser candidata ao Senado por Mato Grosso do Sul.

O presidente Jair Bolsonaro quer uma bancada forte no Senado. Tanto que convenceu a ministra Damares Alves a voltar atrás na decisão de não sair candidata. Em agenda no Pará, ela anunciou que será sim candidata, provavelmente ao Senado, para pegar o lugar do atual senador Davi Alcolumbre (União Brasil), no Amapá.

Já o ministro Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, que é candidato ao governo de São Paulo, vai se filiar ao Republicanos. O PL, do presidente da República, e o PP são os partidos que mais estão crescendo na janela partidária. O PL já é a primeira bancada da Câmara.

Novo ministro da Agricultura
Já é possível saber quem será o ministro da Agricultura no lugar de Tereza Cristina, para que não haja alteração na continuidade da administração. É o secretário-executivo Marcos Montes Cordeiro, que é ruralista no triângulo mineiro.

Ele tem experiência administrativa como ex-prefeito de Uberaba (MG), experiência política de três mandatos como deputado e foi presidente da Comissão de Agropecuária da Câmara e da Frente Parlamentar Agropecuária.

Censura prévia

Para encerrar quero falar sobre algo muito estranho. Não é nem sobre política, é uma área religiosa, que envolve o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ele mandou o Telegram monitorar os cem maiores canais do aplicativo com objetivo de fazer censura prévia. E aí ele vai monitorar o canal do padre Paulo Ricardo, que está nas redes sociais desde 2006, falando exclusivamente sobre a religião católica, apostolado, liturgia, novo testamento, direito canônico, etc. Eu sei disso porque acompanho. Nada a ver com política.

Ele está sendo alvo de censura prévia, que é proibida na Constituição, artigo 220º. Além disso, sofre outro tipo de restrição, sobre os direito invioláveis previstos na linha 6 do artigo 5º da Constituição. É uma coisa que me deixa boquiaberto e eu fico me perguntando: será que não tem ninguém no Senado brasileiro para coibir isso?


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DÓLLAR EM QUEDA É UMA PROVA QUE A ECONOMIA VAI BEM

Câmbio
Dólar em queda prova que não há crise na nossa economia

Por
J.R. Guzzo – Gazeta do Povo

Dinheiro / Dólar – 25-05-2017 – O código para o dólar dos Estados Unidos é USD (que significa United States Dollar), e o Fundo Monetário Internacional refere-se ao mesmo como US$. Na foto, detalhe de uma nota de 100 dólares. A moeda americana apresenta na face a imagem de Benjamin Franklin. Ele não foi presidente dos Estados Unidos, tendo diversas ocupações como jornalista, filantropo e diplomata.

Desvalorização do dólar é reflexo de um aumento nos investimentos estrangeiros no Brasil, atraídos pela taxa de juros mais alta| Foto: Marcelo Andrade/Arquivo/Gazeta do Povo

É uma decepção: o dólar caiu para abaixo dos R$ 5, sua menor cotação em dois anos. Como assim? Mas ele não deveria estar subindo, como garantiam todos os economistas de esquerda, o comando da campanha de Lula e os banqueiros com sensibilidade social?

Deveria, porque, segundo eles, o dólar em alta é prova provada e comprovada de crise econômica em fase terminal, e em sua visão o Brasil está vivendo uma crise econômica em fase terminal; era mais um prego no caixão desse governo que está aí. E agora? Como explicar que a moeda de uma economia moribunda está ficando mais forte em relação ao dólar – mais de 10% de valorização, desde o começo do ano?

Os economistas da PUC, ou de qualquer outro canto onde se faz militância política na economia, não vão explicar nada. Vão apenas repetir que o Brasil está em crise e etc. etc. etc., e que a cotação do dólar, que até agora dizia muito, não quer dizer mais nada.

Naturalmente, a realidade é outra, e muito mais simples. O dólar vale o que vale, e não depende do que Lula e seu conselho econômico querem que valha, nem da importância que lhe atribuem hoje, ontem ou amanhã. No caso, está valendo menos porque no momento há sobra de dólares no Brasil; entra mais do que sai, a oferta é maior que a procura e o preço cai.

A oferta abundante de dólares é o resultado de um forte aumento nos investimentos estrangeiros no Brasil, a começar pela Bolsa de Valores – e aí sim, há um significado importante a se considerar. Investimento estrangeiro em alta não combina, de jeito nenhum, com crise econômica; jamais, em tempo algum, o capital corre para países em agonia. O fato, muito simplesmente, é que a economia brasileira não está em agonia. Tem problemas pesados, como o resto do mundo, em consequência da pandemia que colocou uma camisa-de-força na atividade produtiva durante os dois últimos anos. Mas é isso, e só isso.

O desemprego no Brasil é uma questão de primeira grandeza, mas não é maior nem pior do que o desemprego que há nas principais economias do mundo. A inflação está alta demais, na casa dos 10% ao ano, mas a inflação na maior economia de todas, a dos Estados Unidos, está beirando os 8% anuais – a pior dos últimos 40 anos. O crescimento projetado para este ano é muito baixo, pelas previsões feitas até agora, mas não há nenhum país fazendo muito melhor. É claro que teria de ser assim, no mundo inteiro – como poderia ser diferente, após dois anos de economia paralisada por conta da Covid?

A queda do dólar não é uma realização do governo, da mesma maneira que a alta não é sua culpa. É apenas um reflexo das realidades. Mas o noticiário econômico, hoje, passou a fazer parte do noticiário eleitoral – reflete apenas a torcida, e não os fatos. Preste atenção, assim, para não perder seu tempo acreditando em tudo aquilo que lhe dizem.


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AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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