segunda-feira, 21 de março de 2022

CONDENADOS NA LAVA JATO VOLTAM ÀS URNA PELAS BENESSES DO STF

 

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Decisões do Supremo sobre competência de julgamento de casos da operação, além da proibição de prisão após condenação em segunda instância, reabilitam políticos

Luiz Vassalo, O Estado de S.Paulo

Após uma onda de anulações de sentenças e provas da Lava Jato, e novos entendimentos sobre o alcance da operação, políticos que foram alvo de investigações por corrupção enxergam sinal verde para se reposicionar no cenário eleitoral. Em outubro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que chegou a ser condenado em terceira instância, não será o único a ter seu nome de volta às urnas. Movimentações partidárias podem reabilitar outros alvos recentes, como o ex-governador Beto Richa (PSDB-PR), o ex-presidente da Câmara dos Deputados Henrique Eduardo Alves (MDB-RN) e o ex-senador Gim Argello (sem partido). Todos chegaram a ser presos.

lula
A anulação das sentenças do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que chegou a ser condenado em terceira instância, devem permitir que ele concorra à presidência nas eleições deste ano. Foto: Ricardo Stuckert

Até quem ainda cumpre pena ou está oficialmente inelegível se mantém no jogo político articulando candidaturas de aliados. É o caso, por exemplo, de Sérgio Cabral (sem partido) e Eduardo Cunha (PROS). O ex-governador do Rio e o ex-presidente da Câmara negociam legenda para seus filhos – Marco Antonio Cabral e Danielle Cunha, respectivamente – tentarem uma vaga na Câmara dos Deputados.

As movimentações são resultado direto de decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), como a que passou a não permitir prisão após condenação em segunda instância e, principalmente, a que anulou sentenças da Lava Jato por considerar que a vara federal de Curitiba não era competente para julgar parte dos casos levantados pela operação.

Além de Lula, outros políticos pretendem retornar à vida pública após anulação de condenações. Henrique Eduardo Alves é um dos casos mais simbólicos. Condenado a 8 anos e 8 meses de prisão por corrupção na Caixa Econômica Federal, ele ficou 328 dias preso entre 2017 e 2018. Está livre desde que o Tribunal Regional Federal da 1ª Região anulou a condenação por entender que a competência era da Justiça Eleitoral, e não da Justiça Federal em Brasília que julgou o emedebista.

Liberado para as urnas, Alves tem sido assediado por lideranças de PSB, Avante e Cidadania, que tentam convencê-lo a deixar o MDB e integrar seus quadros.

Provável vice de Lula, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) ainda responde a uma ação na Justiça Eleitoral por suposto recebimento de R$ 11 milhões em caixa dois da Odebrecht. Na última semana, a Justiça Eleitoral mandou arquivar, por falta de provas, outro caso que citava o ex-governador, uma investigação com base na delação de um executivo da Ecovias que relatou recebimento de R$ 3 milhões nas campanhas de 2010 e 2014.

No Paraná, quem tem se movimentado por uma candidatura a deputado federal é o ex-governador Beto Richa, que chegou a ser preso duas vezes em investigações sobre corrupção quando estava no cargo. Os processos somam R$ 42,5 milhões em supostas propinas relacionadas a contratos de concessões de rodovias. Reviravoltas nos casos, que não foram julgados, entretanto, podem favorecer o tucano. Em fevereiro, por exemplo, o ministro Gilmar Mendes, do STF, mandou a investigação para a vara eleitoral por considerar que há suspeita de caixa dois.

Presidente do PSDB no Estado, Richa admite que, em razão do peso de ser alvo da Lava Jat, uma vaga na Câmara é “mais fácil” de conquistar do que o governo ou o Senado. “Isso eu não posso deixar de reconhecer”, disse.

Beto Richa
O ex-governador do Paraná, Beto Richa, chegou a ser preso duas vezes em investigações sobre corrupção. Reviravoltas nos casos o favorecem e ele tem se movimentado por uma candidatura a deputado federal. Foto: ED FERREIRA/ESTADAO

Redenção

Após denúncias por corrupção e lavagem na Lava Jato, o ex-senador Romero Jucá (MDB) não conseguiu se eleger em 2018 e abriu uma empresa de lobby em Brasília. Nos últimos anos, no entanto, nenhuma ação contra o emedebista andou. Uma delas, por corrupção envolvendo empreiteiras, foi retirada da Justiça Federal do Paraná e enviada à Justiça Eleitoral. Outra, para Brasília. No STF, um processo foi rejeitado. As decisões viraram argumento para Jucá tentar voltar ao Senado.

Na Bahia, os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima, ambos do MDB, foram condenados por lavagem de dinheiro na ação relativa aos R$ 51 milhões em espécie encontrados em um apartamento em Salvador. Lúcio não chegou a ser preso, mas não se reelegeu para a Câmara em 2018. Neste ano, porém, após a anulação de parte da sentença pelo Supremo, tem conversado com outros partidos sobre a eleição estadual, na qualidade de presidente de honra do MDB baiano. Ao Estadão, no entanto, disse que não pretende concorrer “nem a síndico de condomínio”.

O ex-senador Gim Argello (sem partido) chegou a ser condenado a 19 anos de prisão por obstrução à Justiça, corrupção e lavagem de dinheiro, mas a sentença foi anulada em fevereiro. Nas últimas semanas, Argello procurou representantes do União Brasil para buscar a filiação e uma eventual candidatura ao Senado, mas caciques do partido têm resistido a seu nome para a disputa no Distrito Federal, como quer o ex-senador.

Gim Argello (PTB)
O ex-senador Gim Argello foi condenado a 19 anos de prisão por obstrução à Justiça, corrupção e lavagem de dinheiro, mas a sentença foi anulada em fevereiro. Foto: Ed Ferreira/Estadão

Defesas citam vícios processuais e ‘espetacularização’ das ações

Assim como reafirma a defesa de Luiz Inácio Lula da Silva, advogados de outros políticos investigados pela Lava Jato citam anulações recentes de condenações e provas da operação para ressaltar a inocência de seus clientes.

Responsável pela defesa de Henrique Eduardo Alves, Marcelo Leal disse que não busca nulidades, mas a comprovação da inocência do ex-deputado. “Ao longo de cinco anos de processos foram ouvidas mais de 200 testemunhas e nenhuma afirmou que Henrique jamais tivesse recebido propina.”

O advogado Cristiano Zanin, que defende Lula, afirmou que desde 2016 tem apresentado à Justiça graves vícios processuais que estavam sendo cometidos contra o ex-presidente. “Construímos um sólido alicerce jurídico que permitiu ao Supremo Tribunal Federal analisar nossos fundamentos e reconhecer que Sérgio Moro foi parcial em relação a Lula e, ainda, que ele jamais poderia ter aberto investigações e processos contra o ex-presidente em Curitiba”, disse. Zanin ressaltou que Lula foi absolvido em processos fora da Lava Jato. “Lula não praticou qualquer crime antes, durante ou após ter exercido o cargo de presidente da República.”

Para o advogado de Romero Jucá, o criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, a Lava Jato e a Procuradoria-Geral da República tentaram “criminalizar a política, descrevendo atitudes partidárias absolutamente dentro do sistema democrático como uma organização criminosa”. Kakay disse que “Jucá só perdeu as últimas eleições por causa da espetacularização do processo penal que a Lava Jato propiciava”.

O ex-governador do Paraná Beto Richa afirmou que não existe “meia prova” que o incrimine. “Apenas tinham sangue nos olhos. Nenhuma das testemunhas no processo das rodovias cita meu nome. Invadiram a minha casa e sequestraram eu e minha mulher dias antes das eleições”, disse. “Minha mulher tem um trauma terrível, não assimilou até hoje, e ela nunca foi denunciada, apesar de ter sido presa. Não há provas!”

O ex-deputado Lúcio Vieira Lima afirmou que respeita as decisões judiciais e que não trabalha com “perspectiva da reversão de sua condenação”. Sua defesa, disse, alega inocência nos autos.

As defesas de Gim Argello e Geraldo Alckmin não se manifestaram até a conclusão desta edição. Alckmin, no entanto, sempre negou qualquer pedido de propina ou caixa dois em suas campanhas ao governo de São Paulo. Eduardo Cunha não se pronunciou sobre sua situação política ou sua intenção de eleger sua filha deputada, assim como o ex-governador Sérgio Cabral.

Henrique Eduardo Alves
Henrique Eduardo Alves, condenado a 8 anos e 8 meses de prisão por corrupção na Caixa Econômica Federal, ficou 328 dias preso. Está livre desde 2018 e tem sido assediado por PSB, Avante e Cidadania para integrar seus quadros. Foto: Dida Sampaio/Estadão

Para lembrar: tribunais revogaram 78 anos de penas a políticos

Levantamento divulgado pelo Estadão em dezembro do ano passado mostrou que condenações da Lava Jato e de operações correlatas cujas penas somavam 277 anos e 9 meses de cadeia foram anuladas pelos tribunais superiores. Desse total, 78 anos e 8 meses se referiam a penas aplicadas a agentes políticos.

O levantamento mostra que 14 casos tiveram suas investigações, provas e processos anulados em 2021 por tribunais superiores. Ao todo 221 anos e 11 meses de condenações diretamente ligadas à Lava Jato foram canceladas por irregularidades processuais. As anulações afetaram ainda outras operações, como a Operação Greenfield, que investigou desvios em fundos de pensão, bancos públicos e estatais.

Ao fundamentarem suas decisões favoráveis às defesas de políticos acusados de irregularidades, os tribunais enxergaram perseguição política, parcialidade e incompetência do ex-juiz Sérgio Moro – hoje pré-candidato do Podemos à Presidência –, além de abusos dos órgãos de investigação.

PUTIN É UM DITADOR PRESO NO SEU PALÁCIO

 

No início de sua presidência, em 2000, Vladimir Putin deu uma longa entrevista na televisão. Ele falou de sua visão para o futuro da Rússia, compartilhou memórias de sua juventude e refletiu sobre o que experimentou e aprendeu. Ele conta, por exemplo, a lição que um rato lhe deu.

Quando muito jovem, Putin e seus pais moravam em um pequeno apartamento em um prédio decadente em Leningrado (atual São Petersburgo) que, entre outros problemas, sofria de uma infestação de ratos. O jovem Putin os perseguia com uma vara. “Lá, recebi uma lição rápida e duradoura sobre o significado da palavra ‘encurralado’”, diz Putin. Ele acrescenta: “Uma vez eu vi um rato enorme e o persegui pelo corredor até que o levei para um canto. Ele não tinha para onde correr. De repente, ele se lançou em mim e eu me esquivei, mas agora era o rato que estava me perseguindo. Felizmente, fui um pouco mais rápido e consegui fechar a porta.

Assim, desde muito jovem, Putin entendeu que um rato encurralado pode se tornar perigosamente agressivo. É uma lição que não devemos esquecer. Mas e se, em vez de ser atacada, ela for pega em uma ratoeira?

A ratoeira é uma armadilha para pegar ratos. Consiste em uma caixa na qual há uma porta pela qual o roedor pode entrar. No interior, há um mecanismo com um pedaço de queijo. Ao pegar o queijo, o rato aciona uma mola que fecha a porta e o deixa na ratoeira sem conseguir sair. Está preso.

O presidente russo, Vladimir Putin

O presidente russo, Vladimir Putin Foto: Ramil Sitdikov/AFP

A mesma coisa acontece com os ditadores contemporâneos. Eles entraram no palácio presidencial atraídos pelo queijo, que neste caso é o poder, e ficaram presos. Se deixam o poder, colocam em risco a sua liberdade ou mesmo a sua vida, bem como a dos seus familiares e cúmplices. Sua alta posição também lhes permite preservar melhor as enormes fortunas roubadas. Obviamente, é normal que os ditadores não desejem renunciar ao poder.

A ratoeira metafórica que prende ditadores no poder ilustra um dos grandes desafios do mundo atual. Que destino deve ser dado aos ditadores? No passado, aqueles que não foram mortos ou presos e conseguiram escapar com sua fortuna ilícita costumavam se estabelecer nos lugares paradisíacos frequentados pela realeza europeia. Agora, os tiranos que perdem o poder acabam na Europa, mas não em Mônaco ou Biarritz, mas no Tribunal Penal Internacional, em Haia.

A impunidade de vários ditadores desapareceu quando o ex-presidente do ChileAugusto Pinochet, foi preso enquanto visitava Londres em 1998. Essa medida é uma expressão da nova doutrina dos direitos humanos: “jurisdição universal”. Isso marcou o início de uma nova era de responsabilização por graves violações de direitos humanos. Para um ditador como Nicolás Maduro, por exemplo, renunciar significa ir para a cadeia. Vladimir Putin enfrenta o mesmo risco.

Exército russo bombardeia escola Ucrânia

O Exército russo bombardeou uma escola que servia de abrigo para centenas de pessoas na cidade de Mariupol, situação humanitária piora.

Naturalmente, essa realidade torna os ditadores mais teimosos em se apegar ao poder. Eles não têm garantias de que a impunidade prometidas por outros durará. Circunstâncias, alianças e governos mudam, e novos governantes podem decidir que não estão vinculados aos compromissos de seus predecessores. Para esses ditadores, o único governo confiável é é o que eles mesmos presidem, as únicas Forças Armadas que os defenderão são às que comandam.

Este é um dos problemas mais espinhosos do nosso tempo. Deve-se buscar um acordo com os ditadores responsáveis pela morte de milhares de inocentes? Ou melhor, a ética, a justiça e a geopolítica nos obrigam a tentar derrubar esses ditadores?

Não há respostas fáceis. Quantas mortes seriam evitadas se um cessar-fogo fosse alcançado na Ucrânia? É aceitável fazer um acordo com Vladimir Putin para retirar suas tropas em troca de concordar com algumas de suas condições? Para muitos isso seria imoral e a única saída aceitável é deixar Putin. Outros sustentam que a prioridade é impedir a morte de inocentes.

Não há respostas óbvias para essas perguntas. Mas pelo menos hoje sabemos que as respostas podem ser moldadas por países onde reina a democracia. De todas as notícias horríveis que a invasão de Putin produziu, há uma boa notícia que deve nos dar esperança: as democracias mostraram que podem trabalhar em conjunto e aumentar sua capacidade de enfrentar coletivamente os males que afetam o planeta. Esta é uma oportunidade para os defensores da liberdade definirem a agenda, e não os tiranos.

EMPREENDEDOR URI LEVINE E SUA GENIALIDADE

 

StartSe

Em conversa com a StartSe, o empreendedor compartilhou sua visão sobre negócios, realizações, planos e até sobre o Brasil. Confira:

Uri Levine foi um dos 3 fundadores da Waze, que foi vendida para Google por US$ 1,1 bilhão. Os outros 2 fundadores tornaram-se empregados da Google. Uri, com orgulho, diz que no dia seguinte da venda ele já foi fazer a próxima empresa. Uri recebeu a missão da StartSe na casa do brasileiro Leo Chanea, que lidera a parte de comunidade da Moovit, empresa da qual Uri está no conselho.

Segue algumas das frases de efeito de um dos mais emblemáticos empreendedores de Israel:

“Eu construo 1 ou 2 startups por ano. Eu procuro problemas. Depois eu procuro o time certo para resolver estes problemas. E depois eu os ajudo a resolver estes problemas reais e causamos um grande impacto. Usualmente no primeiro ano demanda muito do meu tempo, depois cada empresa demanda menos do meu tempo. Então eu vou e crio outras.”

“Aprendi essa daqui com o Anderseen Horwitz (famoso bilionário investidor do Vale do Silício). Me perguntaram se eu dormia bem quando eu era um empreendedor. Como CEO de uma startup, você dorme como um bebê.  Acordando a cada 2 horas para chorar.”

“Os consumidores vão mudar o jeito como eles consomem mobilidade. Eles vão pagar por tempo usado ou distância viajada. A indústria automotiva, do jeito que conhecemos, vai morrer. No futuro, em apenas 2 gerações, não vão acreditar que nós dirigíamos. Olhe o número de pessoas que morrem em acidentes em carros. A tecnologia vai diminuir essas fatalidades dramaticamente.”

“Waze começou em 2007. Mas, só lançou em 2009. Mas naquela época já sabia qual seria a minha próxima startup depois da Waze. Como? Porque eu mantenho uma lista de problemas que eu quero resolver. Não vou conseguir resolver todos. Mas vou criar startups para resolver alguns.”

“Criar uma startup é como se apaixonar. Muda a sua vida para sempre.”

“Em 20 anos não haverá mais concessionárias de carros.”

“A jornada do empreendedor deveria ser chamada da jornada do fracasso.

Einstein disse: Se você não fracassou, é porque não tentou nada de novo.

Thomas Edison disse: Eu não fracassei mil vezes, eu descobri mil vezes que não funciona. A característica mais importante do empreendedor é a perseverança. Para aguentar todos os fracassos e seguir em frente.”

“COMEMORE! A jornada é tão árdua que você precisa achar momentos para celebrar. O primeiro funcionário, o primeiro escritório, o primeiro processo que você resolver! Sério, quando você for processado, comemore! E depois corra para resolver o problema! A melhor coisa para celebrar é a carta de agradecimento do cliente.”

“O primeiro ano da startup é essencial. Você pode definir o DNA da empresa antes mesmo de começar a empresa. Que tipo de pessoa você quer que trabalhe contigo? É essencial o empreendedor responder algumas perguntas, se não com o tempo estas respostas serão respondidas e você pode não gostar da startup que criou.”

“Como construir um unicórnio? Seja um líder de Mercado em um Mercado que seja grande o suficiente. Ou seja, pense bem no seu mercado e lembre de querer ser o líder.”

+ Unicórnios brasileiros: o que sua empresa pode aprender sobre crescimento acelerado com eles?

“Dicas para startups: o segundo que você esquecer quem são seus usuários e quais os problemas deles, a sua startup começa a morrer.”

“Foco é decidir o que você não está fazendo. Isto é extremamente desafiador. Muitas pessoas vão te dizer coisas como “você pode construir Waze para pedestres.” Manter-se focado é crítico para ter uma chance de ter sucesso.”

“Apaixone-se pelo problema. Não pela solução. No Waze éramos apaixonados em ajudar no trânsito, não pela Waze.”

“Metade dos empreendedores com quem converso me dizem que a razão pela qual a startup deles fracassou, foi porque não tinham o time correto. E eu pergunto, quando você sabia que este time não era o certo? Todos dizem, no primeiro mês eu já sabia. Então estas startups falharam porque o CEO não fez as decisões difíceis. Decida!”

“Levantar capital de investidores é muito importante. Perguntei para um investidor extremamente importante em Israel, quando você sabe se esse empreendedor é o certo? A resposta: antes mesmo dele sentar. Portanto, quando estiver falando com investidores, comece com a parte mais poderosa da sua história. Ele decidirá rapidamente, logo no começo da sua conversa.”

“Early stage startups recebem investimentos por apenas 2 motivos. 1) se o investidor gosta do empreendedor ou 2) se a história que o empreendedor conta é boa. Portanto, se você não sabe contar uma história, vai aprender. Eu te garanto que você pode aprender a contar historia. “

“[Essa é do fundador do LinkedIn, mas ele citou e vale a pena repetir]: Se você estiver feliz com a primeira versão do projeto que você lançou, significa que você demorou demais para lançar o projeto.”

“As pessoas não param de sonhar quando elas ficam velhas, elas ficam velhas quando param de sonhar.”

“Disrupt não é sobre a tecnologia. Disrupt é sobre mudar comportamento. “

“Alguns mercados serão disrupted. Alguns mercados estão implorando para ser disrupted. Veja se há intermediários. Se o preço é muito diferente do valor. Estes não irão durar.”

“Um nome não é importante. A única coisa é o nome ser pronunciável. Queríamos chamar nossa empresa de WAYS. Mas o site WAYS.com custava US$500 mil e não tínhamos esta grana. WAZE custava muito menos. Então chamamos assim.  Outro exemplo: a palavra Google não significa nada. Eles receberam um cheque do primeiro investidor para a empresa com o nome errado. No cheque estava escrito Google. Eles não retornaram o cheque e começaram a chamar a empresa com aquela grafia.”

Um pouco sobre 3 empresas que Uri está envolvido:

Feex. Nos EUA, há tantas taxas em transações financeiras com custos que os consumidores pagam, mas não sabem. Nossa startup traz transparência para essas transações.

Roomer. Marketplace para vender os quartos que você alugou, pagou, mas não conseguiu usar. Então você gostaria de revender e recuperar ao menos parte do seu capital. Hotéis querem que você consiga vender os seus quartos, pois faturam com comidas e bebidas.

Refundit. 95% das pessoas que podem receber reembolsos após fazer compras na Europa NÃO acessam esse dinheiro ao qual tem direito. Estamos construindo um app onde você vai bater foto do seu passaporte, do recibo, do item e vai receber seu reembolso e eu ganho um pedacinho desse reembolso.

Outras empresas com as quais Uri está envolvido: Moovit, Zeek, Engie, Seetree, Fairfly, Livecare.

+ Série Transformações Reais: cultura e propósito nas empresas

O Uri Levine adora o Brasil e diz que recomenda para quase todas as suas startups para explorarem o país com a quinta maior população do mundo e sétima maior economia do planeta. Ele disse que uma das coisas que mais o excita sobre o Brasil é que “word of mouth (boca-a-boca) realmente funciona no Brasil, então é mais fácil escalar para quem realmente resolve um problema do usuário.”

Preferências de Publicidade e Propaganda

Moysés Peruhype Carlech – Fábio Maciel – Mercado Pago

Você empresário, quando pensa e necessita de fazer algum anúncio para divulgar a sua empresa, um produto ou fazer uma promoção, qual ou quais veículos de propaganda você tem preferência?

Na minha região do Vale do Aço, percebo que a grande preferência das empresas para as suas propagandas é preferencialmente o rádio e outros meios como outdoors, jornais e revistas de pouca procura.

Vantagens da Propaganda no Rádio Offline

Em tempos de internet é normal se perguntar se propaganda em rádio funciona, mas por mais curioso que isso possa parecer para você, essa ainda é uma ferramenta de publicidade eficaz para alguns públicos.

É claro que não se escuta rádio como há alguns anos atrás, mas ainda existe sim um grande público fiel a esse setor. Se o seu serviço ou produto tiver como alvo essas pessoas, fazer uma propaganda em rádio funciona bem demais!

De nada adianta fazer um comercial e esperar que no dia seguinte suas vendas tripliquem. Você precisa ter um objetivo bem definido e entender que este é um processo de médio e longo prazo. Ou seja, você precisará entrar na mente das pessoas de forma positiva para, depois sim, concretizar suas vendas.

Desvantagens da Propaganda no Rádio Offline

Ao contrário da televisão, não há elementos visuais no rádio, o que costuma ser considerado uma das maiores desvantagens da propaganda no rádio. Frequentemente, os rádios também são usados ​​como ruído de fundo, e os ouvintes nem sempre prestam atenção aos anúncios. Eles também podem mudar de estação quando houver anúncios. Além disso, o ouvinte geralmente não consegue voltar a um anúncio de rádio e ouvi-lo quando quiser. Certos intervalos de tempo também são mais eficazes ao usar publicidade de rádio, mas normalmente há um número limitado,

A propaganda na rádio pode variar muito de rádio para rádio e cidade para cidade. Na minha cidade de Ipatinga por exemplo uma campanha de marketing que dure o mês todo pode custar em média 3-4 mil reais por mês.

Vantagens da Propaganda Online

Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis nas mídias sociais e a maior parte das pessoas está conectada 24 horas por dia pelos smartphones, ainda existem empresários que não investem em mídia digital.

Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda mais barato.

Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança, voltando para o original quando for conveniente.

Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo real tudo o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a campanha é colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de visualizações e de comentários que a ela recebeu.

A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.

Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a empresa.

Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.

Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a mesma permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente estão interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que não estão.

Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.

A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de alcançar potenciais clientes à medida que estes utilizam vários dispositivos: computadores, portáteis, tablets e smartphones.

Vantagens do Marketplace Valeon

Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as marcas exporem seus produtos e receberem acessos.

Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual. 

Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente. Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos diferentes.

Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma, proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo.

Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do faturamento no e-commerce brasileiro em 2020. 

Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua marca.

VOCÊ CONHECE A ValeOn?

A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO

TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!

A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

Apresentamos o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço, agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores como:

domingo, 20 de março de 2022

PRESIDENTE DA UCRÂNIA MOSTRA AO MUNDO O SEU PODER DE RESISTÊNCIA

 

Quem é este Homem que está a dando um tapa de luva branca no mundo

Walter Medeiros USA

“Quando vocês nos atacarem verão as nossas caras. Não as nossas costas mas as nossas caras…”

Tem 44 anos.

É judeu, filho de um professor e de uma engenheira e nasceu a 25 de Janeiro de 1978 em Kryvvi Rih, uma região russófona do Sudeste da Ucrânia, na época ainda parte da União Soviética.

Licenciou-se em Direito e decidiu ser comediante e ator. Fundou uma produtora de televisão, participou em oito filmes e três programas de TV – entre os quais “Servidor do Povo” uma série de comédia que, entre 2015 e 2019, foi um dos maiores sucessos da TV ucraniana e na qual representava o papel de Presidente da Ucrânia.

Em 2018 criou um partido político – “Servidores do Povo” e a 31 de Dezembro de 2018 anunciou a sua candidatura a presidente da Ucrânia. E ganhou as eleições presidenciais a 21 de Abril de 2019 com 73% dos votos expressos pelo povo ucraniano.

É casado desde 2003 com Olena Kiyashko, uma colega de escola, com quem tem dois filhos, Oleksandra de 17 anos e Kyrylo de 9.

A sua língua nativa é o russo mas domina o ucraniano e o inglês.

Volodymyr Oleksandrovych Zelenskyy é hoje líder de 44 milhões de ucranianos num dos momentos mais negros da sua história, invadidos por centenas de milhares de soldados russos. Uma guerra total, mas desigual, contra um gigante militar, económico e industrial, contra o maior país do mundo com um território que cobre 11% da superfície do planeta Terra.

44 milhões de ucranianos que lutam quase sozinhos, mas de forma corajosa e determinada pela sobrevivência do seu país. Liderados por alguém que, de há meses a esta parte, ergue-se e faz frente a gigantes sem mostrar medo. Como um David frente a um Golias.

Neste momento Zelenskyy está em Kyiv a capital. Cercado pelos russos a quem representa, neste momento, o inimigo número um a abater.

Teria sido legítimo e se calhar correcto e lógico que tivesse abandonado Kyiv rumo a um local mais seguro de onde pudesse continuar a liderar a Ucrânia neste momento negro.

Porque nestes momentos o líder tem de ser protegido a todo o custo. Como, por exemplo, fizeram os americanos a 11 de Setembro de 2001 quando obrigaram George W. Bush a voar horas e horas de um lado para outro no Air Force One, escoltado, protegido e seguro.

São os protocolos. E os protocolos têm sempre a sua lógica…

Mas Zelenskyy ficou.

Permaneceu no posto.

E recusou sair. E quando até os próprios americanos se ofereceram para o tirar da capital respondeu que não precisava de uma boleia mas sim de munições.

“Leading from the front”…

Mesmo sem disparar um tiro, atirar uma granada ou um Cocktail Molotov, Volodymyr Oleksandrovych Zelenskyy está a lutar.

A liderar.

A comandar.

Não na segurança de uma rectaguarda.

Mas na frente.

Debaixo de fogo.

No olho do furacão.

E isso…é coragem. É bravura. É força.

E isso merece todo o respeito.

Num mundo onde políticos assumem lideranças para se tornarem, muitas vezes, comediantes ou até palhaços não deixa de ter o seu quê de inspirador ver um comediante que, chegado ao poder, se tornou um verdadeiro líder.

Nunca se subestime aquilo que alguém é capaz de fazer quando está a lutar, de costas para a parede, por aquilo que lhe é mais sagrado…

RÚSSIA PODE USAR OS MÍSSEIS HIPERSÔNICOS NA GUERRA CONTRA A UCRÂNIA

 

Arsenal russo

Por
Luis Kawaguti

Moscow (Russian Federation), 24/06/2020.- The Russian Terminator tank support combat vehicle takes part in the military parade in the Red Square in Moscow, Russia, 24 June 2020. The military parade marking the 75th anniversary of the victory over Nazi Germany in the World War II takes place in the Red Square on 24 June 2020, as the traditional troops parade as part of the Victory Day Parade which is annually held on 09 May, was cancelled due to Covid-19 epidemic in Russia. (Alemania, Rusia, Moscú) EFE/EPA/ILIYA PITALEV / HOST PHOTO AGENCY / POOL MANDATORY CREDIT

O blindado Terminator é uma das armas de ponta que a Rússia ainda não teria utilizado na invasão à Ucrânia| Foto: EFE/EPA/ILIYA PITALEV/HOST PHOTO


Um ataque russo a um depósito de munições no oeste da Ucrânia pode ser um divisor de águas na guerra. Isso porque, pela primeira vez, a Rússia disse ter utilizado em batalha a sua arma mais moderna: o míssil hipersônico. Para se ter ideia, os Estados Unidos ainda não possuem essa tecnologia e a China ainda está concluindo os testes de voo.

A Rússia testou o míssil Kinzhal (adaga) em 2018, mas até então, ele não havia sido disparado contra um inimigo real – ao menos não oficialmente. Quando a China fez testes de armamento similar no ano passado, autoridades americanas classificaram o evento como “momento Sputnik”, referindo-se ao primeiro satélite a orbitar a Terra em 1957, o que apontou que os americanos começavam a ficar para trás na corrida espacial contra os soviéticos.

O Kinzhal foi lançado de um avião bombardeiro estratégico que sobrevoava o Mar Negro. Voando a aproximadamente 12 mil quilômetros por hora (dez vezes a velocidade do som), atingiu um depósito subterrâneo de armamentos em Deliatyn, no oeste da Ucrânia, segundo a TV Al Jazeera.

Essa arma é revolucionária não por sua velocidade, pois os mísseis intercontinentais (ICBMs) atingem velocidades de até 30 mil quilômetros por hora. Mas sim porque consegue manobrar como se fosse um avião hipersônico e assim evitar defesas antiaéreas. Ou seja, não há nenhuma forma conhecida de se defender dessa arma.

Exceto pelas ações cibernéticas de paralisação de websites do governo ucraniano, a guerra que vinha se desdobrando na Ucrânia era muito similar aos conflitos de alta intensidade do século XX – com batalhas envolvendo blindados da era soviética modernizados, artilharia de foguetes por saturação e operações de aviação de combate.

Também estavam presentes elementos que marcaram as campanhas de contrainsurgência do início do século XXI. Um exemplo é o uso dos drones de combate, aviões não tripulados capazes de bombardear blindados e tropas em terra.

Mas os armamentos de vanguarda da indústria bélica ainda não tinham entrado em ação. Para se ter ideia, aviões de caça russos de última geração não estavam usando mísseis inteligentes, mas efetuando ações de bombardeio comparáveis às da Segunda Guerra – quando a aeronave tem que sobrevoar um alvo para despejar grande quantidade de bombas não teleguiadas. Por quê? Porque os mísseis inteligentes são infinitamente mais caros.

A Ucrânia desde o início encarou o conflito como uma “guerra absoluta”, termo criado pelo estrategista prussiano Carl von Clausewitz (1780-1831). Em linhas gerais, esse é um embate no qual o país usa todos os seus recursos e toda a sua população na campanha militar com o objetivo de não ser desarmado – ou, no caso, para não ser varrido do mapa pelo inimigo.

Já a Rússia tratava o confronto como um conflito de elevada importância estratégica para a segurança nacional, mas não como uma guerra absoluta.

Ainda não está claro se Moscou começa a usar o confronto para testar seus novos armamentos em situação real de batalha ou se estamos diante de uma possível escalada na intensidade da guerra.

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Embora a Ucrânia tenha sido muito eficiente até agora em retardar a invasão, as forças russas estão longe de ter sua capacidade militar exaurida. Estima-se que Moscou ainda tenha em perfeitas condições operacionais cerca de 90% das forças que invadiram a Ucrânia em 24 de fevereiro, segundo autoridades militares americanos disseram à BBC na sexta-feira (18).

Essa tendência se confirmaria mesmo que levássemos em conta as estimativas mais otimistas do governo ucraniano sobre baixas no adversário. De acordo com o governo em Kiev, mais de 14,2 mil militares russos morreram na campanha. Isso representa menos de 10% do contingente de aproximadamente 150 mil militares que a inteligência ocidental estimou que se concentrou nas fronteiras do país antes da invasão.

Uma das hipóteses levantadas por analistas é que o presidente Vladimir Putin esteja reservando a nata de suas forças para um cenário – menos provável – de confronto direto com as tropas da Otan (aliança militar ocidental). A aliança tem uma Força de Resposta de cerca de 40 mil combatentes de sobreaviso na fronteira e está reforçando suas fileiras. Só na Polônia, o número de combatentes da Otan foi dobrado para 9 mil recentemente.

Mas essa é apenas uma suposição baseada no cenário geopolítico, econômico e nas escassas imagens e informações que chegam do campo de batalha.

Em outras palavras, Moscou teria usado até agora seus recursos militares “menos caros” para tentar resolver a guerra na Ucrânia, apostando no poder de dissuasão das armas nucleares para evitar uma escalada do conflito com forças do Ocidente.

Outra arma disruptiva que foi levada para o campo de batalha (mas pelo que se sabe ainda não entrou em ação) é o blindado de apoio a tanques de batalha russo Terminator – projetado especificamente para combate urbano.

Os interessados em cinema já devem ter visto filmes da Segunda Guerra, como “O resgate do soldado Ryan”, que mostra em uma de suas cenas finais a dificuldade dos blindados para lutar em cenários urbanos. O canhão do “tanque” tem dificuldade para se elevar o bastante para atingir combatentes escondidos nos andares mais altos dos prédios.

O Terminator não tem essa dificuldade. Ele possui um canhão antipessoal de 30mm capaz de se elevar 45 graus, para atingir combatentes em lajes de edifícios ou também posicionados muito perto do blindado, em posições mais baixas.

Ele também possui quatro lançadores de mísseis que podem ser usados para destruir outros blindados ou disparar as chamadas bombas termobáricas – que “incendeiam” o ar e geram uma longa onda de explosão extremamente letal para a infantaria e milícias inimigas.

O blindado ainda possui metralhadoras e lançadores de granadas. Ele é menos vulnerável aos mísseis antitanque americanos que têm sido usados para abater tanques T-72 e T-64 na campanha até agora. Isso porque os Terminators têm sistemas de defesa contra armas guiadas por raios infravermelhos. Assim, esses blindados poderiam ser usados, por exemplo, na possível Batalha de Kiev, a cidade mais bem defendida da Ucrânia.

O que se sabe sobre equipamentos russos usados no campo de batalha pode ser confirmado apenas pelas imagens de veículos destruídos captadas pela mídia. Até agora não há imagens verificadas de Terminators destruídos, mas não é possível saber se estão sendo utilizados ou não.

Outra tecnologia que acredita-se que a Rússia possua são os chamados drones kamikazes. Ou seja, pequenos drones carregados de explosivos que se chocam contra as forças inimigas. Em uma primeira análise, poderíamos concluir que esse drone não seria muito diferente de um míssil, exceto pela menor velocidade e maior capacidade de manobra.

Mas drones kamikazes, em tese, podem ser empregados no formato de enxame, com centenas atacando ao mesmo tempo – como uma espécie de campo minado voador. Estima-se que a China esteja mais avançada nesse tipo de tecnologia, mas que a Rússia também a possua. Não há evidências concretas, porém, de que esse tipo de armamento já tenha sido utilizado dessa forma em batalha.

Nos últimos dias da guerra, o avanço das tropas russas parecia estagnado, segundo a inteligência britânica. Isso num momento em que a Otan acelera a entrada de armas de defesa no país.

Só o desenvolvimento das batalhas na Ucrânia nos próximos dias poderá dizer se realmente estamos diante de uma escalada na intensidade da guerra.


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