sábado, 12 de março de 2022

MUITA PREOCUPAÇÃO COM O PETRÓLEO E NENHUMA COM AS COMMODITIES

 

Questiona ex-diretor da ANP

 EDUARDO CUCOLO – FOLHA

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – As propostas do Congresso e do governo federal para suavizar a alta dos preços do diesel e da gasolina no Brasil mostram um fetiche em relação ao petróleo que é incompreensível em termos de prioridade de gastos e refletem uma preocupação puramente eleitoral.

A avaliação é de David Zylbersztajn, professor do Instituto de Energia da PUC-Rio e ex-diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (1998-2001).

Nesta quinta (10), a Petrobras anunciou um mega-aumento no preço dos combustíveis, e o Senado aprovou propostas que mudam tributos e criam um auxílio-gasolina.

Ele questiona por que não se discute criar mecanismos semelhantes para amenizar o impacto da alta de outras commodities, como soja e trigo, que também subiram por causa do conflito na Ucrânia e afetam mais diretamente as pessoas de menor renda.

Zylbersztajn calcula que seriam necessários cerca de R$ 50 bilhões para reduzir em R$ 1 o preço da gasolina e mais R$ 50 bilhões para ter o mesmo resultado no diesel. O valor supera os R$ 89 bilhões destinados em 2022 ao Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família.

Para ele, a única política que se justifica, do ponto de vista social, é um subsídio ao gás de cozinha, ainda assim, focado apenas nas pessoas de baixa renda.

Zylbersztajn afirma que a cotação do petróleo já ultrapassou a marca dos US$ 100 em outras ocasiões, como em 2008, e que é possível conviver com os repasses para o preço dos combustíveis sem que isso desorganize a economia brasileira.

“Já vivemos isso no passado. Se pegar o petróleo em 2008 e atualizar pela inflação, chega em valores próximos a US$ 140. Se atualizar de 2011 a 2014 fica em um patamar mais alto também. E a gente não viu essa histeria”, afirma Zylbersztajn em entrevista à Folha.

Para ele, não faz sentido taxar ganhos extraordinários de empresas de petróleo neste momento com novos tributos. Se a Petrobras pagar mais dividendos com esses lucros, o dinheiro deveria ser utilizado para saúde, educação e outras prioridades, não para subsidiar combustíveis fósseis, afirma.

Fetiche

Por que está todo mundo tão preocupado com o petróleo e não com o trigo, a carne, a soja? É comida na mesa das pessoas. Tem um fetiche em relação ao petróleo que é incompreensível em termos de prioridade.

Vamos privilegiar o consumidor de baixa renda do gás de cozinha. É uma questão social, de atendimento de quem precisa daquilo para poder sobreviver. É um item essencial. É relativamente barato comparado ao resto e com impacto social infinitamente maior.

Vamos pegar gasolina a R$ 7. É o preço de uma passagem de trem no Rio. Ninguém está preocupado com o cara que anda apertado no trem. Em vez de tratar disso, está tratando de quem está sozinho andando de carro. Mesmo no caso do diesel, mais de 80% do transporte rodoviário está nas mãos de grandes transportadoras. Essas empresas têm condições de absorver neste momento esse aumento episódico do diesel.

O que eu chamo de fetiche do petróleo tem muito a ver com atendimento eleitoreiro, claramente. É 90% isso, e o resto é boa-fé de algumas pessoas mal informadas.

Petróleo já foi mais caro

Ficou caro, mas será que é só por causa do barril de petróleo? Esse barril já esteve bem mais alto do que está hoje durante muito tempo entre 2011 e 2014. O nosso problema hoje é o câmbio. As pessoas estão mirando em alguma coisa que não é exatamente para onde se deve mirar.

A gente vem com petróleo perto de US$ 100 desde antes da invasão da Ucrânia. Tem uma volatilidade natural em uma situação como essa. Se a guerra ficar circunscrita à Rússia, estamos falando de 7% da produção mundial, o que é absolutamente maleável até em um prazo relativamente curto.

Já convivemos bastante tempo com valores até maiores. Se o conflito não se estender, a tendência é o mercado se acomodar.

Amortecer flutuações

Existe isso para o resto da economia? Vamos criar um amortecimento para quando os juros forem muito altos, para quando o câmbio for muito alto, quando o preço de outras commodities estiver muito alto.

Só que todo esse amortecimento vem de dinheiro do Tesouro. Quando tira dinheiro do Tesouro, tira da conservação das estradas. Os cortes na educação foram de R$ 700 milhões. Estamos falando em dar bilhões para combustíveis fósseis. Seria lindo pegar o dividendo da Petrobras e aplicar em saúde e educação. Não tem de ser aplicado no setor de óleo e gás.

Para você subsidiar alguma coisa para alguém sentir no bolso precisa de um valor grande. Para baixar em R$ 1 o preço da gasolina, são R$ 50 bilhões. Mais R$ 50 bilhões para o diesel. O orçamento para restauração de estradas são R$ 6 bilhões. Mesmo assim foi cortado. Se você quer reduzir consumo de diesel, não vale a pena recuperar estradas?

Desabastecimento

O câmbio era mais favorável [de 2011 a 2014], e a Petrobras praticou preços artificiais, quase quebrou, teve um prejuízo de US$ 40 bilhões. Foi a maior dívida corporativa do planeta. Hoje, se jogar o preço abaixo do mercado, não vai ter importação, e a Petrobras não tem condições de prover todo o mercado de derivados. Aí vai faltar combustível.

Taxação de petroleiras

Você tem um contrato de concessão. Os lucros em relação à produtividade dos campos já são taxados. Estaria claramente quebrando contrato. E seria a partir de que lucro? O que é lucro excepcional? Se você quer atrair investimento, vai quebrar a regra de jogo, vai quebrar contrato? Nos contratos de concessão estão estabelecidas as regras dos impostos que você paga.

PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS NO CONTEXTO DA GUERRA

 

Editorial
Por
Gazeta do Povo

Bomba de combustivel em posto da Petrobras – frentista – alcool – gasolina

| Foto: Arquivo/Gazeta do Povo

Nesta quinta-feira, dia 10 de março, a Petrobrás anunciou nova alta nos combustíveis, na esteira da nova crise do petróleo provocada pelo conflito no Leste Europeu. Depois de 57 dias sem aumento, a partir desta sexta-feira, dia 11, o preço da gasolina para as distribuidoras passou de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, um aumento de 18,8%, enquanto o diesel vai de R$ 3,61 para R$ 4,51, crescendo 24,9%. O gás de cozinha, por sua vez, passou de R$ 3,86 para R$ 4,48 por quilo, um reajuste de 16%.

Em resposta ao problema, o Congresso aprovou no mesmo dia um projeto de lei que impõe mudanças sobre a cobrança do ICMS. Segundo a nova regra, o imposto passará a ser cobrado na forma de um valor fixo por litro de combustível e uniforme para todos os estados e Distrito Federal, como já ocorre com os tributos federais PIS e Cofins, e não mais como um percentual do preço de venda. Hoje, o tributo é calculado no final de toda a cadeia de distribuição na forma de percentual no preço da venda, criando um “efeito cascata”. Atualmente, a alíquota varia de 23% a 34% sobre o preço da gasolina e de 12% a 25% no óleo diesel, dependendo da unidade federativa. Com a nova regra, os estados teriam que definir um percentual uniforme já este ano, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne os secretários de Fazenda de todos os estados.

As decisões expõem a pressa de Brasília para dar resposta ao problema cadente da crise internacional dos combustíveis provocada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, mas também revelam a tentativa de acomodar uma disputa em curso nos bastidores do governo. De um lado, setores ligados ao chamado Centrão, tendo como expoentes figuras como os ministros da Casa Civil, Ciro Nogueira, e do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, defendem mudanças nas políticas de preço da Petrobrás, para diminuir o impacto inflacionário do estresse no mercado internacional.  Do outro lado, a equipe econômica comandada por Paulo Guedes defende meios alternativos de chegar ao mesmo resultado, como um teto para o ICMS, que impactaria diretamente no preço final pago pelos consumidores nos estados.


A disputa por óbvio guarda relação com o cenário eleitoral, mas também reflete uma preocupação genuína com a pressão inflacionária provocada pelo aumento do preço dos combustíveis. Ao contrário do que muitos analistas defendem na grande imprensa, o preço da gasolina já deixou de ser um problema das classes privilegiadas no Brasil há algum tempo. Os dados do último censo de 2019 revelam que cerca de 50% dos domicílios do país possuem ao menos um carro na garagem.

O aumento dos combustíveis também provoca impacto inflacionário. Quase 82% das cargas que circulam no país vão de caminhão. Isso significa que o preço do diesel impacta diretamente o preço do frete, o que tem consequências no valor final dos produtos consumidos pelos brasileiros. A cotação do diesel também afeta as tarifas de ônibus, com impacto direto no orçamento de milhões de famílias brasileiras.

O gás de cozinha, por sua vez, é outro item que sofre efeitos do que ocorre no mercado internacional. É um produto de primeira necessidade, cujo preço mexe substantivamente na vida dos mais pobres. Em um país cuja crise provocada pela pandemia já tinha feito com que famílias mais vulneráveis tivessem que retornar ao uso da lenha e do carvão para a cozinha, a notícia pode trazer impactos ainda mais perversos.

O tema é delicado e exige atenção da sociedade e dos governantes. Especialmente porque não se pode ter certeza sobre o quanto vai durar o desequilíbrio no mercado internacional. Economistas têm apontado que o boicote dos Estados Unidos e do Reino Unido ao petróleo russo pode levar facilmente o preço do barril a US$ 150,00. Nesse cenário de imprevisibilidade e insegurança, investidores tendem a fechar as torneiras, o que pode se transformar rapidamente em recessão global, considerando os impactos inflacionários provocados pelo desequilíbrio nos preços dos combustíveis. Para um mundo que ainda está se recuperando de dois anos de pandemia da COVID-19, os riscos são tremendos e não podem ser ignorados, especialmente se considerarmos a possibilidade de prolongamento dos conflitos no Leste Europeu ou mesmo a explosão de outros na esteira dos abusos cometidos pelos russos.

Nesse cenário, não há escolha fácil. É verdade que o preço final dos combustíveis tem relação direta com o sistema tributário, particularmente com o ICMS. Ainda que a ideia de mexer no tributo estadual pareça tentadora, é importante ter em vista que o ICMS corresponde na média de 15% a 20% do total da arrecadação dos estados, enquanto os impostos federais representam menos de 2% da arrecadação da União. Considerando que os estados são responsáveis diretos pela provisão de serviços de saúde, educação, segurança pública, assistência social, entre outros, o que inclui a folha de pagamento de milhares de servidores públicos, os impactos na arrecadação podem precarizar serviços essenciais. Ou seja, a operacionalização da mudança do cálculo tem que levar em conta um universo de decisões que exige cálculo, prudência e alinhamento entre entidades federadas e União.

É importante lembrar que a política de preços da Petrobrás, ligada ao mercado internacional, tampouco permite soluções simplistas. A empresa está comprometida com uma dívida milionária gerada pelas interferências irresponsáveis e escândalos de corrupção da gestão petista. E o Brasil não é autossuficiente em Petróleo, o que significa que parte do produto consumido aqui tem que ser trazido de fora, a preços tabelados pela cotação de mercado. Nesse sentido, atuar como no passado, retirando a empresa de uma posição mais responsável frente ao mercado internacional, pode agravar ainda mais a crise, cobrando seu preço em perda de credibilidade e de valor real de mercado da companhia.

Ou seja, a operacionalização da mudança do cálculo tem que levar em conta um universo de decisões que exige cálculo, prudência e alinhamento entre entidades federadas e União

Nesse sentido, o melhor caminho para superar o problema com o preço atual dos combustíveis seria trabalhar para reverter o atual cenário de desvalorização da moeda brasileira, que felizmente já mostra sinais de recuperação nos últimos meses. Quanto mais recados o governo fosse capaz de mandar para os mercados, com comprometimento em relação a reformas estruturais do Estado brasileiro e privatizações de ativos, maior seria a credibilidade do país, e, consequentemente, a valorização do real. Entre as reformas, por óbvio, a racionalização do sistema tributário também poderia ter efeitos positivos.

No curto prazo, também é possível avaliar de maneira mais racional a proposta de subsídios, ao menos para o gás de cozinha. Operacionalizar esse tipo de proposta não é fácil e exigiria mobilização em tempo recorde do governo. Porém, é importante lembrar que, faz bem pouco tempo, a equipe econômica atual demonstrou capacidade de criar mecanismos de contenção de crise para lidar com os efeitos perversos da pandemia e com a paralisação da atividade econômica. Em momentos de crise, é preciso usar a criatividade e aproveitar o potencial oferecido pelas novas tecnologias.

Nada disso exclui opções de médio e longo prazo para atingir um preço mais razoável para o combustível pago pelos brasileiros, mas não se pode negar que a crise atual tem um potencial destruidor para a vida de muitos brasileiros, que não podem ser submetidos sem qualquer tipo de proteção ao funcionamento das forças de mercado num período em que elas são alteradas pela sanha expansionista de um autocrata irresponsável no Leste Europeu.


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APESAR DA CRISE O NOSSO PIB CRESCEU

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo

Mesmo com os efeitos da estiagem na agricultura, PIB teve maior crescimento desde 2010.| Foto: Confederação Nacional da Agricultura/Wenderson Araújo

O IBGE acaba de mostrar que o PIB brasileiro cresceu 4,6% em 2021 e superou as perdas da pandemia. No ano anterior, embora o FMI tenha previsto uma queda de 9%, o PIB do Brasil caiu metade disso: 3,9%. A despeito da campanha do fique em casa e feche tudo, o brasileiro levantou, sacudiu a poeira, e deu a volta por cima. Nossa resiliência é parte de nossa energia, nossa força, nosso espírito, principalmente se o governo não atrapalha.

Mesmo quando o clima atrapalha, como aconteceu com o agro, tivemos o maior crescimento desde 2010 e nosso Produto Interno Bruto chegou a R$ 8,7 trilhões. E não é um número abstrato, distante, porque, segundo o IBGE, o consumo familiar subiu 3, 6%, assim como subiram a poupança e o investimento privado. Fonte de emprego para a mão-de-obra mais necessitada, a construção civil cresceu 9,7%. Neste ano, o investimento estrangeiro já procura o Brasil como porto seguro e nossa moeda se valorizou em cerca de 10% frente ao dólar, a moeda-base do mundo.

O que houve? Deus olhou para o Brasil? O destino resolveu nos premiar? Ou fomos nós que nos rebelamos contra a campanha pessimista? Aposto na última hipótese. Em primeiro lugar, porque nos rebelamos contra grupos políticos-fisiológicos que se apropriavam do estado, que é patrimônio de todos os brasileiros. Quando a maioria decidiu, nas urnas, por uma proposta que não queria partidos políticos dominando estatais e a administração direta federal, boa parte da transformação se concretizou.

A principal vítima da rapina, a Petrobras, teve resultado recordista, assim como o BNDES, que ajudava ditaduras estrangeiras e agora investe nos empreendimentos brasileiros. A Caixa Econômica se tornou o banco social que é sua vocação e tem tido os maiores resultados da história . Antigas estatais que sempre tiveram prejuízos, nunca foram tão bem.

Isso sem falar nos resultados na administração direta. O Banco Central repassou no ano passado, cerca de R$ 72 bilhões ao Tesouro. As contas do setor público tiveram o primeiro resultado positivo em sete anos, de R$ 64,7 bilhões em 2021, isso que impostos foram reduzidos sobre combustíveis e bens duráveis.

E ainda sobrou sobrou para concluir obras cronicamente inacabadas, como pontes e a bendita água para o Nordeste, além de subsidiar a renda das vítimas do feche tudo, com o Auxílio Brasil, e perdoar 92% das dívidas dos estudantes no Fies. Sobrou até para dar os 33% aos professores do básico. As centenas de bilhões que sobraram porque o roubo acabou, mostra o tamanho que os corruptos tiravam dos pagadores de impostos.

No estado inchado, ainda se penduravam nas folhas de pagamento milhares de cargos em comissão, DAS de alto nível, que não apareciam no local de trabalho e sustentavam boas casas no Lago Sul de Brasília. Foram simplesmente demitidos. Lei Rouanet passou a apoiar quem realmente precisa e acabaram-se as mamatas de imposto sindical e ajudas estranhas.

Ministros tiveram autonomia, mas sem mando de partidos políticos. Os que desfrutavam do dinheiro fácil que vinha com o suor dos pagadores de impostos reagiram de todas as formas, até mesmo usando a pandemia, mas não conseguiram vencer o povo resiliente, teimoso e mais informado.

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ATUAL PRESIDENTE DO TSE CHAMA PARTIDOS PARA ENTENDIMENTOS ELEITORAIS

 

Eleições
Eleições 2022
Urna eletrônica

Por
Renan Ramalho – Gazeta do Povo
Brasília

Edson Fachin e Alexandre de Moraes durante reunião com o PCdoB no TSE.| Foto: Abdias Pinheiro/Secom/TSE

Empossado em fevereiro no comando do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ministro Edson Fachin iniciou nesta semana uma série de encontros com presidentes e líderes de partidos. O objetivo, além de estreitar a relação institucional com as legendas, é reforçar o convite para que elas participem ativamente dos eventos de auditoria interna das urnas eletrônicas.

Só na última quarta (9), Fachin recebeu dirigentes, advogados e parlamentares do PDT, PCdoB, Republicanos e PSD. Apresentou a eles um calendário dos próximos testes e cerimônias de certificação da segurança dos sistemas eletrônicos de votação. Também participou das conversas Alexandre de Moraes, que assumirá a presidência do TSE em setembro, mês anterior às eleições. O objetivo é fazer reuniões com os demais partidos nas próximas semanas.

Nas reuniões do dia 9, Fachin incentivou que representantes e técnicos dos partidos compareçam aos testes para que possam atestar a integridade do processo. Disse que os partidos são fundamentais para a democracia. Fez questão de frisar que eles também são “entidades fiscalizadoras” do processo eleitoral e que essa tarefa não deve se restringir à verificação e denúncia de irregularidades cometidas por candidatos adversários – durante a campanha, os partidos podem acusar políticos que fazem propaganda irregular, por exemplo, ou que cometam abusos mais graves que possam levar à cassação da candidatura. Para além disso, as legendas, na visão do ministro, devem participar ativamente no acompanhamento da preparação e funcionamento do sistema de votação.

No ano passado, um clima crescente de desconfiança em relação às urnas eletrônicas – sobretudo em razão de questionamentos de Jair Bolsonaro (PL) durante a tramitação da proposta de implementação do voto impresso –, despertou nos ministros da Corte Eleitoral o temor de uma revolta popular contra uma possível derrota do presidente nas eleições deste ano, sob o pretexto de fraude no registro digital ou na contagem automatizada dos votos.

Fachin e outros ministros do TSE temem “repetição” da invasão do Capitólio
Para os ministros, foi semeado o risco de ocorrer, após as eleições, algo que seria “catastrófico” para a imagem do país e da própria Justiça Eleitoral: um ato, em Brasília ou nas capitais, semelhante à invasão do Capitólio, sede do Congresso americano, em janeiro de 2020, levado a cabo por parte dos eleitores do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, que perdeu a disputa sob protesto de que teria sido vítima de fraude na votação em vários estados.

Dois fatores apontavam para a possibilidade de um evento do tipo se repetir no Brasil. Em primeiro lugar, o discurso semelhante, por parte de Bolsonaro, e disseminado muito antes da disputa, de que haverá fraude na eleição – o que Trump também fez nos EUA, mas em relação à possibilidade de votar pelos correios. E também a própria admiração e mimetização, por parte do presidente brasileiro, ao estilo de fazer política do ex-presidente americano.

A avaliação dentro do TSE é que nos EUA o ato só não trouxe danos à própria ordem democrática porque as Forças Armadas, outras instituições de Estado e a comunidade internacional não embarcaram na narrativa da fraude e mantiveram-se firmes na defesa da vitória de Joe Biden.

E é um apoio semelhante a esse que Fachin, assim como seu antecessor na presidência do TSE, Luís Roberto Barroso, busca construir. Por isso a iniciativa, ainda no ano passado, de ampliar a participação dos militares no processo eleitoral. Se antes eles apenas ajudavam a garantir a segurança do transporte das urnas para locais perigosos ou distantes, agora integram uma comissão de fiscalização do sistema, junto com várias outras instituições.

A recente iniciativa de Fachin de buscar aproximação com os partidos faz parte desse plano de agregar apoio das instituições para o processo eleitoral. A ideia é que, em caso de eventual contestação do resultado, as legendas fechem questão em defesa do TSE. Reuniões com partidos também foram feitas em gestões anteriores, mas agora ganharam mais peso.

Fachin também espera que os partidos contribuam para desmentir notícias falsas disseminadas contra as urnas eletrônicas antes e durante a campanha, justamente para mitigar a desconfiança que poderia alimentar o risco de revoltas contra os resultados.

Nessa frente, uma medida adicional é integrar a esse trabalho os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), que também participarão de uma campanha institucional do TSE para esclarecer a população sobre a segurança na votação.

Fachin quer observadores internacionais nas eleições do Brasil
Outra iniciativa de Fachin para aumentar a confiança nas urnas e desestimular qualquer tentativa de contestação dos resultados é ampliar a observação internacional sobre as eleições brasileiras. Para isso, o ministro tem buscado enviar representantes do TSE para missões de observação em eleições em outros países.

No próximo domingo (13), por exemplo, o ministro Mauro Campbell irá representar o Brasil na observação internacional das eleições que vão renovar o Congresso na Colômbia. O TSE também pretende enviar um representante para a eleição presidencial da França, em abril.

O objetivo é que, em contrapartida a essas missões, observadores internacionais venham ao Brasil antes e no dia das eleições, em outubro, para atestar a lisura do processo. A Organização dos Estados Americanos (OEA) será uma das instituições chamadas para isso.


Partidos ainda têm dúvidas sobre questões eleitorais

Os representantes dos partidos aproveitaram a reunião com Fachin para expressar dúvidas que ainda têm em relação a regras específicas relacionadas às eleições. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, e o presidente do PDT, Carlos Lupi, apresentaram queixas quanto à prestação de contas do TSE, cujo sistema é criticado pelos partidos.

A proposta do novo Código Eleitoral, já aprovada na Câmara, mas ainda em tramitação no Senado, mudaria a forma de informar ao TSE como os partidos gastam o dinheiro dos fundos partidário e eleitoral. Em vez de usarem o sistema do tribunal, poderiam contratar auditorias contábeis externas e depois apresentar os resultados à Corte.

Como a proposta ainda não foi aprovada definitivamente no Congresso, a tendência é que seja mantido o atual modelo de prestação de contas.

O presidente do Republicanos, Marcos Pereira, comunicou a Fachin que há dúvidas sobre o teto de gastos nas campanhas – para cada cargo, há um limite de despesas. O partido também questionou sobre como as legendas que formam federações partidárias farão para compor a cota feminina na disputa (uma federação é uma aliança na qual as siglas concorrem juntas para cargos no Legislativo, sob o compromisso de atuarem juntos por quatro anos). A lei diz que, em cada legenda, ao menos 30% da chapa deve ser de mulheres. A dúvida é sobre qual fatia cabe a cada partido dentro de uma federação.

Em relação a esses assuntos, Fachin respondeu que não é mais possível alterar as resoluções do TSE que regulamentam os procedimentos. O esclarecimento virá se as siglas apresentarem consultas formais, às quais os ministros têm obrigação de responder.


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POLÍTICA É UM FORTE COMBUSTÍVEL PARA A DEMAGOGIA

 

  1. Opinião 

A alta dos combustíveis dá pretexto para que populistas ignorem o histórico desastroso da intervenção em preços e se apresentem como defensores dos consumidores

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

O agravamento da crise dos combustíveis no Brasil por causa da guerra da Ucrânia tem servido de pretexto para que populistas exerçam sua especialidade, que é criar soluções simples, e erradas, para problemas complexos. Contra a alta da gasolina, do gás de cozinha e do diesel, políticos de diferentes credos ideológicos apresentam-se como voluntariosos salvadores do povo, propondo e aprovando medidas que, além de pouco eficazes ou completamente inúteis, podem se provar desastrosas. 

O presidente Jair Bolsonaro, o mais destacado desses demagogos, tem insistido obsessivamente em impor alguma forma de controle desses preços, muito antes que o primeiro soldado russo pusesse os pés na Ucrânia. A guerra é, portanto, apenas o pretexto mais recente para que – a título de conter a inflação, que costuma tirar votos – se articule alguma forma de controle de preços, tiro que quase sempre sai pela culatra. 

Não é à toa que Bolsonaro tem como associados dessa articulação os demonizados petistas – que, quando estiveram no poder, seguraram o preço dos combustíveis para conter a inflação e reduzir os danos eleitorais, causando estragos na Petrobras, em particular, e na economia, em geral.

Não faltou nem a fingida indignação que tão bem caracteriza o populismo. O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), foi às redes sociais para declarar que o reajuste dos preços dos combustíveis anunciado pela Petrobras “foi um tapa na cara de um país que luta para voltar a crescer”. Ora, há tempos o referido “país que luta para crescer” vem sendo estapeado pelo grupo político que está no poder, que sistematicamente atropela a responsabilidade fiscal.

A questão dos combustíveis é séria. Correções de 18% a 25% de uma só vez impõem ônus imediatos e severos sobre donos de automóveis e caminhoneiros e sobre o orçamento das empresas de transportes. 

Há efeitos não tão imediatos, mas de extensão maior. Aumento nos transportes resulta em outras correções de preços, da matéria-prima da indústria ao feijão trazido do campo até a mesa do consumidor. Assim, afeta também os orçamentos dos que não são consumidores diretos de combustíveis, mas precisam consumir para se manter. Estes são, em geral, os consumidores de renda menor e mais vulneráveis às altas de preços. Ademais, variações tão expressivas nos combustíveis afetam a programação orçamentária das empresas e podem prejudicar decisões essenciais. Será inevitável que o aumento dos combustíveis impulsione a inflação, que já alcança 10,54% no acumulado de 12 meses.

Logo, o problema é realmente sério em muitos sentidos e precisa ser enfrentado, mas jamais com as comprovadamente ineficazes e danosas tentativas de controle de preços nem com renúncia fiscal num cenário já desafiador para as contas públicas.

A alta dos combustíveis agora anunciada, das mais expressivas em muitos anos, é apenas parcialmente justificada pela guerra da Ucrânia, pois os preços estavam parados havia quase dois meses, desde bem antes, portanto, do início do conflito. Não estão claras as razões para represamento de preços por período tão longo, e não se pode condenar quem veja nisso o resultado das pressões do presidente Bolsonaro sobre a Petrobras.

Medidas como as aprovadas ou em tramitação no Congresso, como a mudança da regra de cobrança do ICMS sobre combustíveis, a criação de um fundo de amortecimento das oscilações de preços ou ainda a instituição de uma espécie de auxílio-gasolina, terão impacto pouco significativo sobre o preço final dos combustíveis, mas poderão gerar desastres fiscais e sofrer contestação judicial. São bilhões de reais que não chegarão aos cofres públicos ou que deles serão retirados como subsídio, sem que haja compensação suficiente do lado das despesas. O problema não será apenas do Tesouro Nacional. Estados e municípios serão também prejudicados.

Controlar preços sempre foi a tentação dos populistas. Isso nunca funcionou. Mas a turma em Brasília, sobretudo em ano eleitoral, não costuma se preocupar muito com as consequências do que faz.

EMPRESÁRIOS TÊM VISÃO DO FUTURO E GOVERNO TEM MIOPIA RETRÓGRADA.

 

  1. Opinião 

Na questão da mobilidade, companhias privadas e lideranças empresariais têm olhos voltados para o futuro, mas a ação pública mantém vícios do passado

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

Há um notório descompasso entre o papel cada vez menos relevante da indústria de transformação na economia brasileira e a evolução da mentalidade de parte de empresários e executivos do setor. Há dirigentes industriais, inclusive em associações empresariais, como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), preocupados com as transformações por que passa o mundo, exigindo soluções que, ao mesmo tempo, assegurem o progresso dos negócios e sejam, sobretudo, condizentes com as novas exigências ambientais e sociais.

A ampliação desse descompasso, como vêm comprovando as estatísticas da produção industrial, que definha há muitos anos, e a modernidade de número crescente de gestores do setor privado, porém, parecem sugerir que o Brasil está perdendo a corrida para reconquistar alguma relevância no mercado mundial de bens industriais, no qual só tem peso em segmentos muito restritos. A aparência pode, felizmente, ser falsa.

Visões pertinentes sobre as necessidades presentes e, especialmente, futuras, disposição de atender às novas e mutantes demandas e preocupação com inovação e tecnologia fundamentam programas de investimentos de empresas do segmento de transportes. São essas as marcas que perpassam os planos de dirigentes ouvidos pelo Estadão para o caderno especial Estadão Mobilidade Insights, que circulou com a edição de 9 de março. Lá estão caminhos para a sustentação e o crescimento da produção, em ambiente com muitos e novos desafios, mas que podem e estão sendo trilhados. É assim caminhando que a indústria pode recuperar seu papel transformador na estrutura produtiva do País.

A ambientalmente inevitável transformação dos padrões de consumo de energia, com o objetivo vital de reduzir a emissão de carbono, está no centro das preocupações de empresários e executivos ouvidos pelo jornal. Eletrificação, por exemplo, é uma meta praticamente universal. Há quem vá adiante, ao dizer que a eletrificação é um caminho, mas não o único, para algo mais abrangente, que é a descarbonização, a redução dos lançamentos de gás carbônico na atmosfera para conter o efeito estufa. Isso implica outras mudanças no padrão energético mundial, para a substituição, no menor prazo possível, da utilização de combustíveis fósseis, por exemplo. Biogás e gás natural somam-se à eletricidade para acelerar e estimular as transformações.

Há avanços nessa direção. A filial brasileira da sueca Volvo, por exemplo, é a segunda unidade desse grupo industrial em todo o mundo a ter toda sua linha de produtos eletrificada. Estudos da associação representativa do setor, a Anfavea, mostram que carros elétricos poderão ser produzidos localmente, fortalecendo a estrutura industrial do País.

Aos desafios de prazo mais longo, somam-se outros típicos do mercado brasileiro – como a idade excessiva da frota, que agrava sua ineficiência, e a incapacidade do produto brasileiro de alcançar mercados mais exigentes – e os trazidos por eventos recentes de alcance planetário. A pandemia e a invasão da Ucrânia pela Rússia afetaram vários segmentos da economia mundial e a extensão e a duração de seu impacto global ainda não podem ser aferidas com precisão.

Devem ser acrescentados a esses outros problemas que prejudicam a mobilidade de mercadorias e pessoas. São dificuldades estruturais que o Brasil enfrenta há muitas décadas e que vêm sendo mitigadas, quando o são, com muita lentidão. A persistente precariedade da malha rodoviária num país em que o modal rodoviário responde por mais de 60% de toda a carga movimentada é uma das mais óbvias. A ineficiência das operações portuárias é outra. O desprezo histórico por modais economicamente mais adequados, como as ferrovias e as hidrovias, piora o quadro. Tudo isso depende de ação pública, não de investimentos diretos, mas de programas e regras adequadas que abram espaço para a gestão privada desses setores. Também aqui há descompasso, entre objetivos reais e concretos da iniciativa privada e a lentidão das ações do poder público.

POSICIONAMENTO ESTRATÉGICO DAS MARCAS

 

 Por Rafaela Thimoteo  – Agência Mestre

Quando você pensa em marcas como Netflix, Disney, Ferrari e Apple, quais palavras vêm à mente? Essas empresas têm algo em comum: todas possuem um posicionamento estratégico que as diferenciam das demais, seja pelo seu valor agregado, as soluções que entregam, preços competitivos ou pela forma como se comunicam com os consumidores.

O posicionamento estratégico de uma companhia é fundamental, pois é a maneira como ela é reconhecida pelo seu público. Existem diferentes tipos de posicionamento e cada um atende a um objetivo da marca.

o que é posicionamento estratégico?;

tipos de posicionamento estratégico.

O que é posicionamento estratégico?

O posicionamento estratégico é a forma pela qual uma empresa deseja ser vista e lembrada pelo público em geral, se destacando no mercado devido a essa imagem que transmite para os consumidores. Para isso, a marca deve conhecer profundamente o público-alvo e seus diferenciais.

Definir um posicionamento é muito importante, pois todas as ações de marketing e de comunicação são realizadas com base nisso. Uma marca de cosméticos que não faz testes em animais, por exemplo, pode ter um posicionamento estratégico mais sustentável, consciente e cruelty free, portanto, atinge principalmente o público vegano e vegetariano.

Já outras empresas são reconhecidas por outros termos, como:

a mais popular;

tradicional;

moderna,

tecnológica;

acessível;

elegante/de luxo;

inovadora;

entre outras.

Independentemente de qual seja o posicionamento, ele deve ser algo que a empresa realmente pratica, ou seja, as ações e os produtos não podem ir contra ao posicionamento adotado.

Utilizando novamente o exemplo da marca sustentável: se na teoria ela é preocupada com o meio ambiente, mas na realidade despeja seus resíduos em um rio, por exemplo, então ela está indo totalmente contra a imagem que diz ter. A empresa perde não só a credibilidade, mas também os consumidores.

Tipos de posicionamento estratégico

Posicionamento estratégico exemplos

Como citado anteriormente, existem diferentes tipos de posicionamento estratégico. Para criar um planejamento de mídia eficiente e que reflita a imagem que a empresa quer passar, a agência ou profissional responsável por essa criação precisa estudar profundamente o público-alvo.

Veja a seguir alguns dos principais tipos de posicionamento:

Preço

As estratégias podem ser baseadas no preço que o cliente paga pelo produto ou serviço. Este tipo de posicionamento exige um trabalho de branding com a marca muito bem elaborado, que agrega valor ao produto e faz as pessoas se interessarem e comprarem.

É o caso, por exemplo, de roupas e acessórios de marcas como Louis Vuitton, Dior, Prada, entre outras. Elas costumam custar bem mais caro do que as de outras marcas, mas seu preço está aliado ao luxo, elegância e sofisticação que representam.

O mesmo é válido para o contrário: marcas que são reconhecidas por um preço mais acessível, mais barato.

Fator diferencial

Esse tipo de posicionamento estratégico requer uma característica especial da marca, algo que a torne um destaque no mercado. Para isso, elas devem trabalhar bastante aquilo que elas têm de melhor.

Um exemplo é a Apple, em meio a tantas marcas de smartphones, o que torna o Iphone diferente? O que faz com que a companhia conquiste tantos clientes? Com certeza o seu posicionamento faz parte disso.

Com base no benefício oferecido

Também é comum que as empresas tenham um posicionamento estratégico com base no benefício oferecido. Nessas situações, a gestão de marcas é feita com foco nos resultados que os clientes terão quando usarem determinado produto ou serviço.

A Natura, por exemplo, tem um posicionamento bem definido de que seus cosméticos trazem benefícios para os consumidores, enquanto a marca busca proteger o meio ambiente, utilizar embalagens menos poluentes, entre outros fatores para preservação da natureza.

Monopolização de mercado

O posicionamento estratégico baseado na monopolização de um segmento do mercado ocorre quando colocadas em prática quando uma empresa, de forma intencional ou não, domina o setor que está inserida, ou seja, se torna a única que oferece determinado produto ou serviço. Um exemplo de monopólio é a Petrobras.

Esse posicionamento também pode ser utilizado de outra forma, por exemplo, quando uma marca é a segunda opção. A Coca Cola é conhecida como a primeira em se tratando de refrigerantes de cola, já a Pepsi, que é uma concorrente direta, sempre como a outra opção. Reconhecendo esse lugar, o posicionamento da Pepsi foi a campanha “Tem Pepsi. Pode ser?” que fez grande sucesso e trouxe resultados para a empresa.

Esses são alguns dos principais tipos de posicionamento estratégico que podem ser seguidos pelas marcas. Conheça os serviços da Agência Mestre para posicionar sua empresa no mercado para ganhar muito mais visibilidade e vendas!

Vantagens Competitivas da Startup Valeon

pandemia do Covid-19 trouxe consigo muitas mudanças ao mundo dos negócios. Os empresários precisaram lutar e se adaptar para sobreviver a um momento tão delicado como esse. Para muitos, vender em Marketplace como o da Startup Valeon se mostrou uma saída lucrativa para enfrentar a crise.

Com o fechamento do comércio durante as medidas de isolamento social da pandemia, muitos consumidores adotaram novos hábitos para poder continuar efetuando suas compras.

Em vez de andar pelos comércios, durante a crise maior da pandemia, os consumidores passaram a navegar por lojas virtuais como a Plataforma Comercial Valeon. Mesmo aqueles que tinham receio de comprar online, se viram obrigados a enfrentar essa barreira.

Se os consumidores estão na internet, é onde seu negócio também precisa estar para sobreviver à crise e continuar prosperando.

Contudo, para esses novos consumidores digitais ainda não é tão fácil comprar online. Por esse motivo, eles preferem comprar nos chamados Marketplaces de marcas conhecidas como a Valeon com as quais já possuem uma relação de confiança.

Inovação digital é a palavra de ordem para todos os segmentos. Nesse caso, não apenas para aumentar as possibilidades de comercialização, mas também para a segurança de todos — dos varejistas e dos consumidores. Não há dúvida de que esse é o caminho mais seguro no atual momento. Por isso, empresas e lojas, em geral, têm apostado nos marketplaces. Neste caso, um shopping center virtual que reúne as lojas físicas das empresas em uma única plataforma digital — ou seja, em um grande marketplace como o da Startup Valeon.

Vantagens competitivas que o oferece a Startup Valeon para esse Shopping:

1 – Reconhecimento do mercado

O mercado do Vale do Aço reconhece a Startup Valeon como uma empresa de alto valor, capaz de criar impactos perante o mercado como a dor que o nosso projeto/serviços resolve pelo poder de execução do nosso time de técnicos e pelo grande número de audiências de visitantes recebidas.

2 – Plataforma adequada e pronta para divulgar suas empresas

O nosso Marketplace online apresenta características similares ao desse shopping center. Na visão dos clientes consumidores, alguns atributos, como variedade de produtos e serviços, segurança e praticidade, são fatores decisivos na escolha da nossa plataforma para efetuar as compras nas lojas desse shopping center do vale do aço.

3 – Baixo investimento mensal

A nossa estrutura comercial da Startup Valeon comporta um baixo investimento para fazer a divulgação desse shopping e suas empresas com valores bem inferiores ao que é investido nas propagandas e divulgações offline.

4 – Atrativos que oferecemos aos visitantes do site e das abas do shopping

 Conforme mencionado, o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço, agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores tem como objetivos:

  • Fazer Publicidade e Propaganda de várias Categorias de Empresas e Serviços;
  • Fornecer Informações detalhadas do Shopping Vale do Aço;
  • Elaboração e formação de coletâneas de informações sobre o Turismo da nossa região;
  • Publicidade e Propaganda das Empresas das 27 cidades do Vale do Aço, destacando: Ipatinga, Cel. Fabriciano, Timóteo, Caratinga e Santana do Paraíso;
  • Ofertas dos Supermercados de Ipatinga;
  • Ofertas de Revendedores de Veículos Usados de Ipatinga;
  • Notícias da região e do mundo;
  • Play LIst Valeon com músicas de primeira qualidade e Emissoras de Rádio do Brasil e da região;
  • Publicidade e Propaganda das Empresas e dos seus produtos em cada cidade da região do Vale do Aço;
  • Fazemos métricas diárias e mensais de cada aba desse shopping vale do aço e destacamos:
  • Média diária de visitantes das abas do shopping: 400 e no pico 800
  • Média mensal de visitantes das abas do shopping: 5.000 a 6.000

Finalizando, por criarmos um projeto de divulgação e propaganda adequado à sua empresa, temos desenvolvido intensa pesquisa nos vários sites do mundo e do Brasil, procurando fazer o aperfeiçoamento do nosso site para adequá-lo ao seu melhor nível de estrutura e designer para agradar aos mais exigentes consumidores. Temos esforçado para mostrar aos srs. dirigentes das empresas que somos capazes de contribuir com a divulgação/propaganda de suas lojas em pé de igualdade com qualquer outro meio de divulgação online e mostramos o resultado do nosso trabalho até aqui e prometemos que ainda somos capazes de realizar muito mais.

                                                               Site: https://valedoacoonline.com.br/

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...