quarta-feira, 9 de março de 2022

EMPRESA DO GOVERNO QUE FABRICA CHIPS NÃO DÁ LUCRO

 

Impasse

Por
Isabelle Barone – Gazeta do Povo

Fábrica da Ceitec, em Porto Alegre: liquidação da estatal foi interrompida pelo TCU.| Foto: Divulgação/Acceitec

Iniciada em 2020, a tentativa do governo federal de encerrar as atividades da estatal Ceitec está paralisada desde setembro de 2021 por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU).

Ceitec é a sigla para Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec). Criada no segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, a empresa é a única da América Latina capaz de desenvolver, projetar e fabricar semicondutores de silício – também chamados de chips – em larga escala.

Baseados no voto do revisor da matéria, ministro Vital do Rêgo, os ministros do TCU determinaram que o Ministério da Economia interrompesse o processo de desestatização da empresa até nova deliberação da Corte.

O Tribunal também solicitou à pasta uma série de esclarecimentos, que já foram encaminhados pelo ministério. No entanto, não há previsão para a pauta retornar a julgamento e o trâmite continua suspenso enquanto o caso está sob análise da Secretaria de Recursos do TCU.

O governo não teria seguido o rito legal necessário para a desestatização, ignorando, por exemplo, a necessidade de anuência do Ministério de Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI) para a liquidação da estatal, afirmou Rêgo em seu voto em favor da paralisação do processo. Em relatório de administração referente a 2020, publicado em março de 2021, o MCTI sai em defesa da estatal e não demonstrar apoio à ideia de fechar a empresa.

Rêgo apresentou um relatório técnico segundo o qual o Executivo não avaliou riscos e impactos orçamentários e não apresentou justificativas plausíveis para a liquidação da empresa.

O trâmite para a desestatização da Ceitec também encontra obstáculos em outras frentes, como a falta de acordo sobre o terreno ocupado pela empresa e os gastos que o governo terá para fechá-la. Enquanto o processo de liquidação está travado, a manutenção da companhia é estimada entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões, segundo o estudo apresentado pelo revisor.

“Os motivos que conduziram à liquidação da Ceitec não se sustentam, carecendo de maior fundamentação, pois se apoiaram em análises que não ponderaram relevantes perdas e dispêndios de recursos públicos como consequências imediatas desta linha de ação, nem consideraram a evidente tendência atual de melhoria dos indicadores financeiros da empresa, bem como eventuais medidas que poderiam ser adotadas para incrementar tal evolução”, argumentou Vital do Rêgo em seu relatório.

O ministro do TCU decidiu que o processo deveria ser suspenso “para que se possa melhor justificar o seu atendimento ao interesse público e para que se apresentem soluções aos entraves que, caso não sejam oportuna e devidamente equacionados, representarão elevado ônus financeiro à União”. No total, considerando um conjunto de riscos identificados pelo estudo apresentado por Rêgo, a liquidação poderia ter impactos da ordem de até R$ 620 milhões.

Criada em 2008 e localizada em Porto Alegre, a Ceitec é uma sociedade de economia mista de capital fechado que atua no segmento de semicondutores. A União tem 100% das ações da companhia, que, até o início do processo de liquidação, era vinculada ao MCTI.

Os dados da Ceitec não constam do Boletim das Empresas Estatais Federais Dependentes do Tesouro Nacional desde o ano de 2018. As informações também estão ausentes do Relatório de Benefícios das Empresas Estatais Federais (Rebef) de 2021. A liquidação da Ceitec é parte da agenda de desestatizações do governo federal, que também inclui a venda de empresas como Eletrobras e Correios.

No Congresso Nacional, tramita o projeto de decreto legislativo 558/20, de iniciativa dos senadores Jaques Wagner (PT/BA), Jean Paul Prates (PT/RN), Zenaide Maia (PROS/RN), Paulo Paim (PT/RS) e Humberto Costa (PT/PE), que susta os efeitos da liquidação.

A Gazeta do Povo enviou questionamentos às assessorias de imprensa do Ministério da Economia, do MCTI e da prefeitura de Porto Alegre, que não deram respostas até a publicação desta reportagem.


Deficitária desde sua criação, o Ceitec passou a ser alvo de estudos do governo para alternativas de parceria com a iniciativa privada a partir de 2019, quando a empresa foi qualificada para o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) por meio do decreto 10.065.

Na época, o Executivo alegou que “o cenário atual da empresa requer a adoção de estudos abrangentes a fim de aprimorar o desempenho de seus resultados e trazer práticas do setor privado para a gestão da companhia”, segundo o relatório de Rêgo.

Porém, em março de 2020, sem que os estudos tivessem sido concluídos e sem aval formal do TCU, a empresa foi incluída no Programa Nacional de Desestatização (PND). O governo, na avaliação do ministro do TCU, teria tomado decisões sem seguir o rito necessário para a liquidação.

Ainda segundo defendeu o ministro do TCU em seu voto, a inclusão da empresa no PND, sem a avaliação prévia da viabilidade da desestatização e na ausência da devida análise de riscos decorrentes da extinção da companhia “afronta aos princípios da diligência, da prudência, da motivação e ao art. 173 da Constituição Federal”, que trata das regras para a exploração direta de atividade econômica pelo Estado. “A empresa foi incluída no PPI sem qualquer proposta de projeto ou programa”, apontou.

Ainda sem apresentar estudos concretos, segundo Rêgo, o governo optou por transformar a empresa em uma Organização Social (OS), decisão estabelecida no decreto nº 10.578, publicado em 15 de dezembro de 2020. A OS responsável pela empresa receberia fomento público para promover pesquisa, desenvolvimento, extensão tecnológica, formação de recursos humanos, geração e promoção de empreendimentos de base tecnológica em semicondutores, microeletrônica, nanoeletrônica e áreas correlatas.

Outra falha apontada pelo TCU na decisão de setembro de 2021 foi a “ausência” de participação do MCTI no processo. Segundo o relatório de Rêgo, o ministério não teria concordado com a desestatização da estatal, além de ter apontado que não havia “razão ou fundamento jurídico para propor a qualificação do Ceitec no âmbito do PPI”. A participação do ministério “foi relegada a um papel secundário nas discussões”, disse o magistrado.

Empresa depende do Tesouro para pagar contas e acumula prejuízos
Desde sua criação, o Ceitec dependeu de recursos do Tesouro Nacional para fechar as contas, sendo assim classificada como estatal “dependente”. Na visão do Executivo, a relação custo-benefício da companhia é um dos principais argumentos em favor da liquidação.

Se considerado o período entre 2016 e 2019, a estatal recebeu cerca de R$ 360 milhões em aportes do Tesouro. Nos últimos anos, ela registrou os seguintes prejuízos:

2016: R$ 49,6 milhões
2017: R$ 23,9 milhões
2018: R$ 7,6 milhões
2019: R$ 12 milhões
2020: R$ 4,2 milhões
“No auge de sua receita, a instituição arrecadou R$ 7 milhões no ano, mas teve R$ 80 milhões de despesa. Ou seja, só obtém menos de 10% do que precisa para desempenhar suas atividades. É injustificado colocar R$ 80 milhões por ano para investir numa fábrica que depende cada vez mais de recurso público. De qual brasileiro, de qual política pública a gente vai retirar para continuar investindo no Ceitec?”, afirmou a secretária especial do PPI, Martha Seillier, durante uma audiência no Senado para discutir o assunto.

Segundo suas demonstrações contábeis, a empresa teve melhora de alguns indicadores entre 2016 e 2019, como a redução das subvenções do Tesouro em 31% (de R$ 96 milhões para R$ 66 milhões ao ano) e a queda de 47% nas despesas gerais e administrativas (de R$ 68 milhões para R$ 36 milhões). Em paralelo, a receita líquida de vendas aumentou de R$ 1,04 milhão para R$ 7,8 milhões.

Em 2020, as subvenções do Tesouro diminuíram mais um pouco e somaram R$ 57,8 milhões. A maior parte do aporte da União era destinada a cobrir despesas com pessoal.

Desde o início da liquidação, o quadro de pessoal da empresa diminuiu de 182 para 77 funcionários. Segundo o MCTI, entre os 182 colaboradores, 59% eram pós-graduados (9% com doutorado ou pós-doutorado, 22% com mestrado, 28% com especialização ou MBA), 27% tinham graduação e 14%, ensino técnico ou médio.

Segundo defendeu Rêgo em seu voto, a “dissolução da empresa, sob o critério contábil-financeiro, representaria uma economia anual de, aproximadamente, R$ 57,8 milhões ao ano, o que representa menos de 0,7% da dotação atual do MCTI para o exercício de 2021, de R$ 8,62 bilhões”.

Associação de funcionários diz que patentes melhorariam resultados da Ceitec
A Associação dos Colaboradores do Ceitec (Acceitec) defende que uma série de patentes que estavam sendo desenvolvidas pela empresa teriam impacto positivo em seu fluxo de caixa em um futuro breve, ajudando a diminuir a dependência de produtos importados e fortalecer a indústria nacional.

Entre os produtos, a Acceitec destaca os chips para rastreamento de rebanhos de gado, identificação veicular, monitoramento de saúde e passaporte eletrônico, por exemplo. Segundo a Acceitec, a estrutura fabril, com certas adaptações, também é compatível com produção de componentes para a tecnologia 5G, condição que também poderia viabilizar lucros para a empresa no futuro.

Em 2020, segundo a associação, a área de produto, pesquisa e desenvolvimento da estatal alcançou a marca de 13 novos produtos e processos desenvolvidos. No mesmo ano também foram finalizados protótipos de plataformas eletroquímicas (base de sensores para detecção de doenças).

Em 2021, MCTI saiu em defesa da estatal: “trajetória ascendente”
Em relatório administrativo publicado em março de 2021, já com o processo de liquidação em andamento, o MCTI falou em “trajetória ascendente” da estatal. A pasta saiu em defesa da empresa e disse que ela estava aumentando produção, faturamento e receitas, melhorando ano a ano seu resultado, reduzindo despesas e a necessidade de aportes governamentais.

Na avaliação do ministério, a Ceitec demonstrava “inexorável tendência de tornar-se uma empresa independente e consolidar sua posição de pioneirismo e estímulo ao fomento da tecnologia nacional”.

“Uma empresa/indústria de tecnologia, em função da área e objeto de atuação, tem como característica longos prazos para retornos de investimentos. De maneira geral, são necessários mais de dez anos para que este tipo de empresa se consolide e comece a apresentar resultados econômicos e sociais para o país”, afirmou.

No relatório, o MCTI também ressaltou que a Ceitec “não tem objetivo comercial imediato, nem geração de receita em curto prazo e médio prazo”, mas tem foco na formação de recursos humanos e a realização de pesquisa tecnológica e de inovação, entre outras”. “Portanto, tais atividades precisam ser financiadas num primeiro momento, por meio de receitas de subvenção recebidas do Estado”, afirmou o ministério.

O texto afirma também que, “na contramão dos impactos mundiais da pandemia”, a Ceitec consolidou avanços significativos em seus indicadores em 2020, “os quais só não foram melhores em função da inclusão da empresa no PND”.

Projetos teriam sido descartados pelo governo, diz associação
A Acceitec afirma, ainda, que o governo federal contratou produções da Ceitec mas depois preferiu importar os produtos. É o caso do chip utilizado nos passaportes. Ele foi encomendado à Ceitec pela Casa da Moeda, que depois dispensou o produto da estatal.

“O Brasil seria referência a outros países. É algo que não conseguimos compreender. Fizemos investimento de tempo, mão de obra, dinheiro. E, infelizmente, não vendemos”, afirma Silvio Luis, presidente da Acceitec.

“Ficamos muito atrás ao recusar isso, especialmente hoje, quando se se fala muito na tecnologia 4.0, disruptiva. Quando um insumo básico é feito fora, em se tratando de eletrônica, não podemos esquecer que existe uma guerra tecnológica, em que devemos questionar o dispositivo que estamos comprando, o que tem dentro dele, quem poderia estar me espionando, vendo meus dados”, afirma Luis.

“Quando falamos em conectividade, se vou me conectar em rede de Wifi, celular, bluetooth, estou exposto. Se o Brasil compra de fora 100% e não tem capacidade de desenvolvimento de tecnologia nacional, temos um problema de segurança nacional”, diz.

A dependência tecnológica externa e a possibilidade de ser um ramo estratégico para o Brasil também foram preocupações levantadas pelo TCU.

Em seu relatório, o ministro revisor afirmou que “92% da produção mundial de semicondutores de alto valor agregado tecnológico está concentrada em Taiwan, impondo elevados riscos a toda a cadeia do segmento, diante de eventuais instabilidades políticas, desastres naturais ou pandemias globais”.

Em seu relatório, o MCTI destacou os seguintes fatores relevantes para justificar a importância da Ceitec:

“a maior dependência da indústria tradicional de insumos semicondutores – com destaque para a indústria automobilística, com várias delas paradas atualmente por falta de chips;
o maior interesse de manter menor dependência no domínio da fabricação desse tipo de insumo em diversos países – vários países implementaram programas arrojados específicos de apoio a esse setor que estão atraindo grande volume de profissionais de outros países;
o reconhecimento, cada vez maior, da ligação desse setor com a soberania e segurança nacional – vide as discussões acaloradas sobre o 5G;
a potencial contribuição da apropriação dessas tecnologias para a retomada do crescimento econômico (em especial na possibilidade de implementação da fiscalização de autenticidade de produtos e fiscalização automática multimodal – caminhões, vagões e barcos)”.

QUIZ

Que nota você dá para o STF?
Faça sua avaliação individual de cada ministro.

PARTICIPE!
TCU apontou riscos relacionados à desmobilização da fábrica e ao terreno
Em sua análise, o TCU também apontou riscos relacionados ao descomissionamento e à descontaminação da fábrica do Ceitec. Os processos demandam ao menos 16 meses para execução, dado o fato de que são manuseados compostos químicos de alta periculosidade, a exemplo dos ácidos fluorídrico, sulfúrico e nítrico, empregados nos processos de trabalho que se desenvolvem na produção de circuitos microeletrônicos, segundo a Acceitec. O gasto com essas operações foi estimado pelo TCU em, no mínimo, entre R$ 111,9 milhões e R$ 139,4 milhões.

“No momento, não estamos produzindo nada. A fábrica está parada e estamos aguardando a decisão do que fazer. Se ela volta a ser uma empresa ou se dá continuidade ao processo de liquidação. Estamos aguardando a decisão do TCU”, explica Abílio Eustáquio, oficial da reserva da Marinha brasileira e liquidante da empresa.

“Só para a manutenção do complexo fabril, há 38 funcionários, que estão preservando o ativo”, explicou o liquidante. “Para nossa segurança, para a preservação das licenças ambientais, temos no mínimo 38 cuidando do complexo fabril, mantendo total segurança para que não haja nenhum problema, apesar de não estarmos mais produzindo nada”, completou.

Um outro entrave à liquidação está relacionado ao terreno da fábrica do Ceitec. O local é de propriedade do município de Porto Alegre. Porém, o prédio sede da companhia e o local de desenvolvimento das atividades fabris, construídos pelo MCTI, constam dos estudos como patrimônio do ministério. A União investiu recursos da ordem de R$ 400 milhões em instalações, mas não há consenso, até o momento, sobre se poderão ser desincorporados do patrimônio sem nenhuma contrapartida.

“Tal equacionamento, ainda em andamento, deveria ter sido objeto de avaliação em etapas anteriores, quando ainda se avaliavam as alternativas a serem adotadas em relação à desestatização da empresa”, afirmou o relatório de Rêgo. “A regularização do terreno no qual se situam as instalações da Ceitec ainda se encontra pendente de solução e, por este motivo, representa risco ao patrimônio da União, haja vista a possibilidade de se perderem investimentos da ordem de R$ 400 milhões”, apontou o ministro do TCU.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/economia/tcu-impede-governo-de-fechar-a-ceitec-fabrica-de-chips-criada-no-governo-lula/
Copyright © 2022, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

ALCKMIN AINDA PENSA EM SER VICE DO LULA

Eleições 2022

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo

Entrega da Ordem do Pinheiro no Palácio Iguaçu – Blario Maggi – Osmar Dias – Geraldo Alckimin .Beto Richa , José Carlos Fernandes

O ex-governador Geraldo Alckmin| Foto: Gazeta do Povo/Arquivo

O PSB havia anunciado que o ex-governador de São Paulo e ex-tucano Geraldo Alckmin iria assinar a ficha do partido para ser candidato a vice-presidente em uma chapa encabeçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – embora os dois sejam antagonistas e o eleitor pode ter dificuldades para entender essa aliança. Mas mesmo depois do anúncio, Alckmin diz que está pensando ainda.

Quem sabe ele está pensando, e acho que ele teria razão, em se decidir por ser candidato ao governo do estado de São Paulo. Ele teria chance de disputar com Tarcísio Freitas, por exemplo, que deve ser o candidato do presidente Jair Bolsonaro (PL) no maior colégio eleitoral do país. Ele deve estar pensando por que Lula o convidou: “será que é para me tirar do caminho de Fernando Haddad, que também quer ser governador de São Paulo?”. São as coisas que estão no ar na política.

Outra coisa que está no ar é o caso do deputado estadual de São Paulo, Arthur do Val, que foi para Ucrânia pensando que voltaria glorioso com missão humanitária e voltou no maior fiasco da vida dele. Há mais de 10 pedidos de cassação do mandato dele na Assembleia Legislativa de São Paulo, ele já anunciou que sairá do MBL para não prejudicar o movimento, saiu do Podemos para não prejudicar a candidatura de Sergio Moro – embora já tenha prejudicado. São as coisas que acontecem na política.

Americanos já sentem impactos das sanções dos EUA ao petróleo russo
As sanções contra a Rússia por causa da guerra na Ucrânia também estão atingindo o mundo ocidental. Por exemplo, o presidente dos EUA, Joe Biden, decidiu não comprar mais petróleo da Rússia. Como resultado, o preço do petróleo disparou, afetando todo mundo, talvez menos a Rússia, que é produtora da commodity.

O petróleo já estava em 100 dólares no dia em que começaram as sanções e posteriormente subiram mais. Nos Estados Unidos, os preços dos combustíveis já deram um salto. E mais, os Estados Unidos dizem que vão comprar da Venezuela. Da ditatura do nosso vizinho do norte. Vão punir o presidente russo Vladimir Putin, mas vão ajudar o Nicolás Maduro. A Shell, por exemplo, parou de comprar petróleo da Rússia e terá prejuízo.

O mesmo acontecerá com os cartões de crédito que deixaram de operar na Rússia. Com a exclusão de bancos russos do Swift (sistema de comunicação que viabiliza o pagamento e a transferência de recursos entre empresas de diferentes países), eles passarão a usar meios de pagamento da China. Então não está servindo para quê as sanções? A Boeing está anunciando que não vai mais comprar titânio da Rússia. E como eles farão aviões? São essas coisas que não estão fazendo sentido.

O progresso da energia solar
Enquanto isso, no Brasil, a energia solar, sozinha, já supera em produção de eletricidade da gigantesca Itaipu. Há cinco anos a geração era de 1,2 gigawatts e agora pulou para 13,5 gigawatts. É o progresso. Esse Brasil é um país realmente especial. Já adiantou muito parar de roubar, impedir a corrupção, imagina se os brasileiros começarem a trabalhar à favor dos brasileiros. Acho que, assim, podemos ir muito longe.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/alckmin-pode-estar-repensando-sua-parceria-com-lula/
Copyright © 2022, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

 

STF SUSPENDE AÇÃO PENAL CONTRA LULA - PODE ISSO?

 

Análise da decisão

Por
Thaméa Danelon – Gazeta do Povo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala durante uma coletiva de imprensa em Paris, França, 17 de novembro de 2021| Foto: EFE/EPA/CHRISTOPHE PETIT TESSON

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu em 2 de março o andamento da última ação penal movida contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo as palavras do ministro do Supremo, o processo não teria um “suporte idôneo” e os procuradores do Distrito Federal seriam parciais, pois teriam criado uma “empreitada persecutória contra o ex-presidente Lula”. Não vejo elementos jurídicos que autorizariam essa suspensão, mas antes de analisar a decisão do ministro do STF é importante relembrar os crimes apurados nesse processo.


Em dezembro de 2016 o MPF do Distrito Federal processou criminalmente o ex-presidente, o seu filho Luiz Claudio Lula da Silva e mais dois empresários por integrarem uma organização criminosa. Lula foi processado por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e por integrar organização criminosa, pois, segundo a acusação, prometeu influenciar a ex-presidente Dilma Rousseff para a concessão de benefícios indevidos a três empresas: a companhia sueca SAAB (que venderia 36 caças Grippen para a FAB); a Marcondes e Mautoni; e a CAOA, sendo que essas últimas receberiam prorrogações de benefícios fiscais com a edição da Medida Provisória 627/2013 pela ex-presidente Dilma.

Em contrapartida ao tráfico de influência realizado, o ex-presidente Lula recebeu mais de 2 milhões e quinhentos mil reais, através de seu filho Luiz Claudio, por intermédio da celebração de um contrato de prestação de serviço de marketing fictício (nos termos da acusação). A expectativa era que o valor total recebido fosse de 4 milhões de reais, mas a integralidade desse montante não foi paga por conta da deflagração da denominada Operação Zelotes em março de 2015. Por conta desses fatos, Luiz Claudio também foi processado por lavagem de dinheiro e por integrar organização criminosa. Os crimes teriam sido praticados entre 2014 e 2015.

A defesa do ex-presidente Lula alegou que os Procuradores do Distrito Federal seriam suspeitos (parciais), e foi instaurado um procedimento para apurar essa alegada suspeição perante o Juiz do Distrito Federal (o juiz da causa). Entretanto, enquanto a ação penal tramitava, o ministro Lewandowski determinou a suspensão dessa ação com base em provas ilícitas, quais sejam, as supostas conversas obtidas criminosamente através do ataque hacker, e investigado pela Operação Spoofing.

Embora a Constituição Federal proíba a utilização de provas ilícitas em seu artigo 5º, inciso LVI, essas supostas provas obtidas criminalmente – através de um ataque cibernético – foram utilizadas como fundamento da decisão do ministro do Supremo. Segundo ele, a doutrina brasileira (os juristas escritores) e a jurisprudência (as decisões recorrentes de tribunais) autorizam a utilização de provas ilícitas para demonstrar a inocência do réu.

Entretanto, os diálogos transcritos pelo ministro Lewandowski primeiramente não podem ser classificados como verdadeiros, diante da possibilidade de adulteração dos mesmos pelos próprios hackers e, ainda que considerássemos essas conversas como legítimas, em nenhum momento se extrai do seu teor afirmações ou conjecturas de que o ex-presidente era inocente, pois as supostas conversas – ressalto, ainda que hipoteticamente verdadeiras – apenas demonstram as estratégias adotadas por operadores do direito diante de um complexo e grave caso de práticas ilícitas.

Por outro lado, o STF não poderia ter decidido que os procuradores que atuaram nesse processo seriam suspeitos, ou seja, que teriam agido com parcialidade, pois essa questão deve ser analisada inicialmente pelo juiz da causa, que é o magistrado de 1ª Instância, que deverá assegurar a defesa e o contraditório aos referidos membros do Ministério Público. Assim, essa decisão do STF, ou melhor, de um dos ministros da Suprema Corte, violou um princípio jurídico que impede a supressão de instâncias, ou seja, nosso sistema não permite que uma corte superior decida uma questão antes que o juiz da causa analise determinado assunto.

No Direito há um apelido para esse tipo de recurso que “pula” uma ou mais instâncias, é o conhecido “recurso canguru”, pois ele “pula” alguns degraus de julgamento. Além disso, o ministro do STF consignou em sua decisão que faltaria um “suporte idôneo” para o início da acusação; entretanto, não cabe às cortes superiores – seja o STJ ou o STF – analisar as provas constantes nos processos, pois não cabe a esses ministros adentrar no mérito da causa, vez que referidas cortes devem analisar apenas se uma decisão judicial violou uma lei ou a Constituição.

Quem deve se debruçar na análise das provas de um processo, ou seja, quem analisa o mérito de um caso é exclusivamente o juiz da causa, o juiz da primeira instância (do primeiro degrau de julgamento) e essa análise das provas, poderá ser refeita pelos desembargadores do Tribunal, e não por ministros do STJ (3ª Instância) ou do STF (4ª Instância).

Assim, por força dessa decisão, esse importante processo criminal que apura casos graves de corrupção (na modalidade tráfico de influência) ficará suspenso até que o pleno do STF analise esse caso. Mas, diante das últimas decisões extremamente garantistas do Supremo – principalmente no que se refere ao ex-presidente Lula – possivelmente o STF entenderá que o referido processo deverá ficar de fato suspenso. Aguardemos.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/thamea-danelon/a-ultima-acao-penal-contra-lula-nao-poderia-ter-sido-suspensa-por-um-ministro-do-stf/
Copyright © 2022, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

ESTADOS UNIDOS FAZEM BOICOTE AO PETRÓLEO RUSSO

 

  1. Internacional 

Volume de petróleo da Rússia comprado pelos americanos é pequeno, mas recuperação da economia pós-covid deve ser afetada

Renée Pereira e Luciana Dyniewicz , O Estado de S.Paulo

O impacto global da suspensão da importação do petróleo russo vai depender ainda do tempo que perdurar a decisão dos EUA e do Reino Unido e da adesão de outros países à medida. Por enquanto, é certo que a tendência de alta no preço do petróleo seguirá – provocando inflação e segurando a recuperação da economia pós-covid – e a matriz energética do mundo, principalmente da União Europeia, se transformará.

A Rússia hoje exporta pouco menos de 10% do petróleo consumido globalmente. O corte dos EUA deve corresponder a aproximadamente 7% das vendas internacionais russas. É um volume considerado pequeno, que poderia ser enviado a outro mercado, como a China, e substituído pelo Irã. O problema é que mudar o destino do petróleo não é simples e depende, por exemplo, da adaptação de refinarias – e uma alteração como essa levaria meses. Portanto, não há como evitar a alta na cotação do barril, que pode “perfeitamente” chegar a US$ 200, diz Ruy Alves, diretor da Kinea Investimentos. 

“Nada é fácil com o petróleo. É difícil mandar da noite para o dia para outro país. Cada petróleo tem uma densidade diferente”, afirma Alves. Ele acrescenta que uma pequena queda na produção (ou a retirada de parte da oferta russa do mercado) pode gerar um aumento “exponencial” no preço, pois é difícil reduzir a procura pelo produto na mesma proporção. “A cotação tem de ser extremamente alta para cortar a demanda. É muito difícil fazer as pessoas pararem de sair de carro ou não viajarem de avião.”

Ucrânia - Rússia
Soldados ucranianos ajudam idosa a cruzar ponte destruída durante retirada da cidade de Irpin  Foto: Sergei Supinsky/AFP

Para Walter de Vitto, da Tendências Consultoria, enquanto a proibição de importação do petróleo russo se restringir a EUA e Reino Unido, a inflação global pode até ser controlada. “Ela terá de ser abatida com aumento de juros e redução de gastos de governos, tudo para segurar a economia e o consumo de petróleo. Mas, se toda a exportação de petróleo da Rússia for cortada, será uma hecatombe.” Nesse caso, não teria como repor o produto, diz Vitto. “Aí você pode imaginar o barril a US$ 300 ou mais.”

O economista não descarta o risco de o mundo viver um cenário semelhante ao dos anos 70, quando os choques de petróleo provocaram uma estagflação. Por enquanto, vê um impacto maior nos preços do que na atividade – hoje, a Tendências projeta que o PIB global avançará 3,8% no ano.

Vitto afirma ainda que, também como ocorreu em choques anteriores de petróleo, é provável que mudanças no setor energético ganhem tração. Nos anos 70, por exemplo, o Brasil começou a desenvolver o etanol para evitar o preço dos derivados do petróleo. Agora, é provável que as energias solar e eólica saiam fortalecidas.

O professor Helder Queiroz, do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, afirma que o mundo vai entrar em uma era em que a geopolítica da energia vai mudar, sobretudo na Europa. O continente será obrigado a pensar alternativas para diminuir a dependência dos combustíveis russos, e isso vai alterar os fluxos energéticos mundo afora. Se houver um aumento da demanda de GNL (gás natural liquefeito), por exemplo, os preços vão subir para todos, incluindo no Brasil, que usa o gás em termoelétricas.00:0001:18Media Quality360PMobile PresetRússia quer suspender exportações de fertilizantes

Para o sócio-diretor da consultoria Roland Berger George Almeida, a guerra altera também as prioridades. Até o início do conflito, o foco dos governos e das empresas era a mudança climática e a sustentabilidade. Agora, será segurança energética e preço, diz Almeida. Ele lembra que, para rever a dependência da Rússia, a Europa já iniciou discussões para aumentar a vida útil das usinas nucleares e reativar unidades a carvão.

Tudo isso tem prós e contras, diz Almeida. Algumas medidas da transição energética serão aceleradas, como a mobilidade elétrica e o desenvolvimento do hidrogênio, ao mesmo tempo que outras fontes mais sujas são reativadas. “Será uma transição acelerada, mas dando passos para trás.”

Dependência

Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), é mais pessimista em relação ao avanço da transição energética. Ele avalia que a Europa errou na estratégia de ficar dependente de um único país e de apostar apenas em energias renováveis, que variam conforme as condições da natureza para produzir. Muitos países europeus não têm condições de ficar sem o combustível russo. “Não se pode ter dependência tão grande de um país que sempre teve um histórico como a Rússia.”

MINISTÉRIO DA GUERRA TRATA DA PAZ É UMA CONTRADIÇÃO

 

  1. Cultura 

Desconfio que basta dizer que a festa de família é para unir as pessoas que tudo degenera

Leandro Karnal, O Estado de S. Paulo

No clássico 1984, de George Orwell, os ministérios do governo totalitário possuem nomes opostos a suas funções. Aquele que trata da guerra permanente, claro, é o da Paz. O ministério que censura e deforma os dados é, obviamente, o da Verdade. Há o da Fartura e do Amor. Bem, claro, parece a célebre piada diplomática conhecida de quase todos: em uma festa, nossos vizinhos paraguaios, sem litoral, informam a existência de um “Ministério da Marinha”. Os brasileiros questionam. Os diplomatas de Assunção devolvem: “Ora, vocês possuem um Ministério da Justiça no Brasil!”. Riram? Não? É boa, porém é quase da geração que criou a graça do pavê. 

George Orwell.
George Orwell. Foto: British Library

Volto aos termos contraditórios. Sabemos que uma instituição religiosa nem sempre consagra os princípios do fundador daquela expressão de fé. Separam-se significado e significante. 

Vamos ampliar: poucos lugares causam tanto horror à leitura e ao conhecimento quanto uma escola. Por vezes, eu, professor, achava que todo o sistema escolar era um plano de desescolarização. Machado de Assis é genial e, quase sempre, criamos birra com o autor nas aulas sobre ele. Temas de Ensino Religioso, em escolas confessionais, costumam ser máquinas geradoras de céticos e de ateus. Já devo ter afastado muitas vocações de historiadores falando das Grandes Navegações. 

Permito-me outra piada diplomática, ou quase: relações matrimoniais são constituídas para a felicidade de duas pessoas. Não me alongo em exemplos: vá que a queridíssima leitora e o diligentíssimo leitor estejam com o jornal ao lado da companheira ou companheiro e solte, agora, justamente agora, uma ruidosa gargalhada que demande explicação. Posso assegurar, após anos de estudo e de observação: sim, o casamento é para a felicidade do casal, plena e permanente, eterna e fiel. 

Ministérios, igrejas, escolas e o matrimônio inclinariam a natureza humana ao contraditório? O mesmo Machado falou disso na igreja do diabo: obrigados ao mal, os humanos praticam o bem às escondidas. Seria o caso de perseguir as religiões para que surgissem cristãos da têmpera dos mártires das catacumbas? Proibir o amor para que emergissem mais Romeus e Julietas apaixonados? Interditar leituras (como na obra Fahrenheit 451) para que os alunos fizessem bibliotecas secretas clandestinas? Na busca do amor cristão, do conhecimento e da felicidade conjugal, caberia a repressão como método? Não sei, mas desconfio que basta dizer que a festa de família é para aproximar as pessoas que tudo degenera. Há esperança para nossa incoerência?

O GOVERNO NÃO SIMPLIFICA A VIDA DO PEQUENO EMPREENDEDOR

 

*Odivan Cargnin – sócio fundador da Razonet e CFO da Irani Papeis e Embalagens S/A.

A atividade de empreender no Brasil é uma das mais difíceis do mundo. O ambiente de negócios do Brasil é um dos mais desafiadores, sendo que o Brasil ocupava a posição 124, de um total de 190 Países em facilidade para se fazer negócios, segundo último relatório Doing Business do Banco Mundial do ano de 2019. A dificuldade reside principalmente no complexo sistema tributário, na insegurança jurídica e no difícil acesso ao crédito e serviços financeiros pelos empreendedores.

E são justamente os empreendedores que fazem a economia girar, gerando empregos, renda e impostos. São as pequenas empresas que mais empregam, por exemplo. Os pequenos empreendedores, em especial, são submetidos às complexas regras tributárias e de negócios que torna o fardo mais difícil de carregar. É paradoxal que o País jogue uma carga tão grande nas costas de quem já carrega o País nas costas.

Mas esse cenário está mudando. “A tecnologia vai fazer as mudanças que as ideologias não conseguem fazer”. Essa frase não tem dono, mas é perfeita para o momento. A onda de digitalização que está acontecendo, neste exato momento, é totalmente a favor dos empreendedores. Mas é preciso ter a cabeça aberta e saber surfar. Do contrário, aqueles que resistirem, ficarão presos num tempo que não existe mais e suas empresas vão ficar ineficientes e sucumbir.

A Razonet Contabilidade Digital tem justamente a missão de “Acelerar o sucesso do empreendedor”, com o uso intenso de tecnologia para simplificar aquilo que o governo complica. Automatizando processos, com pesada tecnologia, sobra muito mais tempo para os contadores e especialistas da Razonet prestar um atendimento humanizado de altíssima qualidade aos empreendedores naquilo que interessa: os negócios.

Nessa mesma lógica, de tornar a vida do pequeno empreendedor mais fácil e justa, é que surge a Razonet Bank. Um banco digital, voltado aos pequenos empreendedores, com a pegada de quem sabe exatamente as dores que esse exército de heróis sente no seu dia a dia. Todo empreendedor tem um desafio, ou um projeto, que precisa de crédito para fazer acontecer, por exemplo. Ou necessita de alguma solução financeira estruturada para cobrir algum buraco no seu fluxo de caixa. Ou, ainda, de um simples serviço bancário, que não custe o que não vale. Nessa jornada de acelerar o sucesso dos empreendedores, a oferta dos serviços financeiros em conjunto com a contabilidade digital busca justamente colocar os clientes Razonet no topo do ranking em facilidade de fazer negócios, independente do ambiente de negócios que o País oferece. As modernas tecnologias e o atendimento humano e diferenciado fazem dos clientes Razonet, os privilegiados participantes de um clube exclusivo, com acesso a facilidades para o seu dia a dia, que o que existe no mercado não consegue oferecer.

Assim a Razonet acredita que consegue impactar a sociedade de forma próspera e em escala. Pois sabemos que cada pequeno negócio carrega o sonho de muitas pessoas. E muitos pequenos negócios carregam o sonho de milhares de pessoas. Como disse o escritor Nassin Taleb, “se você quer ajudar o mundo, abra um negócio”.

Preferências de Publicidade e Propaganda

Moysés Peruhype Carlech – Fábio Maciel – Mercado Pago

Você empresário, quando pensa e necessita de fazer algum anúncio para divulgar a sua empresa, um produto ou fazer uma promoção, qual ou quais veículos de propaganda você tem preferência?

Na minha região do Vale do Aço, percebo que a grande preferência das empresas para as suas propagandas é preferencialmente o rádio e outros meios como outdoors, jornais e revistas de pouca procura.

Vantagens da Propaganda no Rádio Offline

Em tempos de internet é normal se perguntar se propaganda em rádio funciona, mas por mais curioso que isso possa parecer para você, essa ainda é uma ferramenta de publicidade eficaz para alguns públicos.

É claro que não se escuta rádio como há alguns anos atrás, mas ainda existe sim um grande público fiel a esse setor. Se o seu serviço ou produto tiver como alvo essas pessoas, fazer uma propaganda em rádio funciona bem demais!

De nada adianta fazer um comercial e esperar que no dia seguinte suas vendas tripliquem. Você precisa ter um objetivo bem definido e entender que este é um processo de médio e longo prazo. Ou seja, você precisará entrar na mente das pessoas de forma positiva para, depois sim, concretizar suas vendas.

Desvantagens da Propaganda no Rádio Offline

Ao contrário da televisão, não há elementos visuais no rádio, o que costuma ser considerado uma das maiores desvantagens da propaganda no rádio. Frequentemente, os rádios também são usados ​​como ruído de fundo, e os ouvintes nem sempre prestam atenção aos anúncios. Eles também podem mudar de estação quando houver anúncios. Além disso, o ouvinte geralmente não consegue voltar a um anúncio de rádio e ouvi-lo quando quiser. Certos intervalos de tempo também são mais eficazes ao usar publicidade de rádio, mas normalmente há um número limitado,

A propaganda na rádio pode variar muito de rádio para rádio e cidade para cidade. Na minha cidade de Ipatinga por exemplo uma campanha de marketing que dure o mês todo pode custar em média 3-4 mil reais por mês.

Vantagens da Propaganda Online

Em pleno século XXI, em que a maioria dos usuários tem perfis nas mídias sociais e a maior parte das pessoas está conectada 24 horas por dia pelos smartphones, ainda existem empresários que não investem em mídia digital.

Quando comparada às mídias tradicionais, a propaganda online é claramente mais em conta. Na internet, é possível anunciar com pouco dinheiro. Além disso, com a segmentação mais eficaz, o seu retorno é mais alto, o que faz com que o investimento por conversão saia ainda mais barato.

Diferentemente da mídia tradicional, no online, é possível modificar uma campanha a qualquer momento. Se você quiser trocar seu anúncio em uma data festiva, basta entrar na plataforma e realizar a mudança, voltando para o original quando for conveniente.

Outra vantagem da propaganda online é poder acompanhar em tempo real tudo o que acontece com o seu anúncio. Desde o momento em que a campanha é colocada no ar, já é possível ver o número de cliques, de visualizações e de comentários que a ela recebeu.

A mídia online possibilita que o seu consumidor se engaje com o material postado. Diferentemente da mídia tradicional, em que não é possível acompanhar as reações do público, com a internet, você pode ver se a sua mensagem está agradando ou não a sua audiência.

Outra possibilidade é a comunicação de via dupla. Um anúncio publicado em um jornal, por exemplo, apenas envia a mensagem, não permitindo uma maior interação entre cliente e marca. Já no meio digital, você consegue conversar com o consumidor, saber os rastros que ele deixa e responder em tempo real, criando uma proximidade com a empresa.

Com as vantagens da propaganda online, você pode expandir ainda mais o seu negócio. É possível anunciar para qualquer pessoa onde quer que ela esteja, não precisando se ater apenas à sua cidade.

Uma das principais vantagens da publicidade online, é que a mesma permite-lhe mostrar os seus anúncios às pessoas que provavelmente estão interessadas nos seus produtos ou serviços, e excluir aquelas que não estão.

Além de tudo, é possível monitorizar se essas pessoas clicaram ou não nos seus anúncios, e quais as respostas aos mesmos.

A publicidade online oferece-lhe também a oportunidade de alcançar potenciais clientes à medida que estes utilizam vários dispositivos: computadores, portáteis, tablets e smartphones.

Vantagens do Marketplace Valeon

Uma das maiores vantagens do marketplace é a redução dos gastos com publicidade e marketing. Afinal, a plataforma oferece um espaço para as marcas exporem seus produtos e receberem acessos.

Justamente por reunir uma vasta gama de produtos de diferentes segmentos, o marketplace Valeon atrai uma grande diversidade e volume de público. Isso proporciona ao lojista um aumento de visibilidade e novos consumidores que ainda não conhecem a marca e acabam tendo um primeiro contato por meio dessa vitrine virtual. 

Tem grande variedade de ofertas também e faz com que os clientes queiram passar mais tempo no site e, inclusive, voltem com frequência pela grande diversidade de produtos e pela familiaridade com o ambiente. Afinal de contas, é muito mais prático e cômodo centralizar suas compras em uma só plataforma, do que efetuar diversos pedidos diferentes.

Inserir seus anúncios em um marketplace como o da Valeon significa abrir um novo “ponto de vendas”, além do e-commerce, que a maioria das pessoas frequenta com a intenção de comprar. Assim, angariar sua presença no principal marketplace Valeon do Vale do Aço amplia as chances de atrair um público interessado nos seus produtos. Em suma, proporciona ao lojista o crescimento do negócio como um todo.

Quando o assunto é e-commerce, os marketplaces são algumas das plataformas mais importantes. Eles funcionam como um verdadeiro shopping center virtual, atraindo os consumidores para comprar produtos dos mais diversos segmentos no mesmo ambiente. Por outro lado, também possibilitam que pequenos lojistas encontrem uma plataforma, semelhante a uma vitrine, para oferecer seus produtos e serviços, já contando com diversas ferramentas. Não é à toa que eles representaram 78% do faturamento no e-commerce brasileiro em 2020. 

Vender em marketplace como a da Valeon traz diversas vantagens que são extremamente importantes para quem busca desenvolver seu e-commerce e escalar suas vendas pela internet, pois através do nosso apoio, é possível expandir seu ticket médio e aumentar a visibilidade da sua marca.

VOCÊ CONHECE A ValeOn?

A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO

TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!

A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

Apresentamos o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço, agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores como:

terça-feira, 8 de março de 2022

PUTIN PARECE OBER ÊXITO NA APLICAÇÃO DA MILENAR TÁTICA DE DIVIDIR PARA CONQUISTAR

 

Editorial

Por
Gazeta do Povo

Vladimir Putin participa de cerimônia da Igreja Ortodoxa, na Catedral da Transfiguração, em São Petesburgo, Rússia.| Foto: EFE

Em seus discursos, desde antes da invasão à Ucrânia, vem sendo notório o esforço de Vladimir Putin em se dirigir não apenas à sua plateia interna, a parcela dos russos que o apoiam, mas também para uma significativa parte da população ocidental que se sente profundamente insatisfeita com seus dirigentes ou mesmo com a sociedade na qual vivem. Em geral, trechos relevantes do que diz parecem mirar em pessoas que têm especial apreço por valores tradicionais, como uma religiosidade sólida, o reconhecimento de que a família é a célula fundamental da sociedade e a valorização de bens imateriais, como a tradição e o patriotismo.

É preciso admitir que simplesmente acusar de ingenuidade quem tem aderido às narrativas do líder russo é contraproducente. Se a intenção for a de despertar quem estaria sendo enganado, é mais justo e eficaz compreender as causas que têm gerado essa adesão, que para muitos é surpreendente.

Antes de tudo, reconheçamos que cada um daqueles elementos citados carrega em si um valor intrínseco que reflete muito do que construiu nossa civilização e do que a humanidade tem de melhor. Assim, por considerarem que os representantes de seus países no cenário internacional, ou mesmo a cultura contemporânea na qual estão imersos, falham terrivelmente por não protegerem de modo adequado tais princípios, esses cidadãos desenvolvem uma desconfiança quase automática pelo discurso oficial, especialmente quando se contrapõe a um oponente que parece cumprir melhor o papel de defensor daquilo que mais valorizam. Desse modo, quando veem políticos que frequentemente atacam o que lhes é mais sagrado, como Joe Biden, Justin Trudeau e Emmanuel Macron apontando numa direção, quase que automaticamente escolhem a outra.


Atento a esse fenômeno e ciente de que, no momento, o Ocidente carece de grandes estadistas, dotados de capacidade e carisma o suficiente para gerar união em torno de objetivos comuns, Putin parece obter êxito na aplicação da milenar tática de dividir para conquistar. A fim de atrair apoios ou ao menos dissuadir resistências, o líder russo investe pesado em narrativas que o colocam como representante de um dos lados que comumente se enfrentam em numerosos países democráticos e quase sempre são classificados como conservadores e progressistas.

Pode-se encontrar sinais dessa opção retórica em Putin já há alguns anos, mas ela se tornou mais explícita recentemente. No final do ano passado, por exemplo, ele fez um discurso inflamado em Moscou, com severas críticas ao Ocidente focadas no campo moral, incluindo a acusação de que os governos ocidentais estão ensinando mudança de gênero às crianças. Coincidentemente, as declarações foram feitas ainda no início das tensões que desaguariam na ofensiva russa deste ano.

Diante disso, convém trazer à luz a lembrança de que essa nem sempre foi a imagem que Putin quis construir para si. Há 22 anos, quando assumiu o comando da Rússia, seus primeiros passos no poder foram marcados por sucessivas aproximações com o Ocidente, apresentando um perfil populista que não diferia muito de seu hoje antípoda Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia. Até meados de 2006, a face que demonstrava para o mundo era de um cético em relação à Otan, favorável aos Estados Unidos e pivô de reformas liberais na Rússia. Temas que falassem de forma mais direta aos tradicionalistas de seu país não ganhavam destaque algum em seus discursos.

Atento a esse fenômeno e ciente de que, no momento, o Ocidente carece de grandes estadistas, dotados de capacidade e carisma o suficiente para gerar união em torno de objetivos comuns, Putin parece obter êxito na aplicação da milenar tática de dividir para conquistar

Os primeiros apelos à soberania começaram a aparecer em 2007, assim como o estremecimento com relação a países vizinhos mais inclinados à União Europeia. Mas foi só quando se viu na necessidade de se contrapor às políticas mais liberalizantes de seu sucessor, Dmitry Medvedev, que teve início a “virada conservadora” de Putin. Durante seu governo, Medvedev se aproximou da elite liberal e da classe criativa russa. Ele fez uso das redes sociais e chegou a cair nas graças da Dozhd TV, a estação de televisão russa de oposição então na moda. Quando Putin regressou ao poder, viu a necessidade de consolidar uma nova maioria, procurando compromissos mais amplos com o povo russo. Foi aí que começou a verbalizar teses claramente inspiradas nas ideias de Alexander Dugin, sobre os fundamentos espirituais da nação, defesa dos valores familiares e o ressurgimento de uma onda patriótica que levaria até à invasão da Criméia em 2014.

A partir do final de 2011, ao notar que os acenos que fazia à forte conexão do povo russo com o cristianismo ortodoxo lhe rendiam aumento de popularidade, Putin aprofundou discursos e ações nesse sentido, ganhando a amizade de autoridades da influente Igreja Ortodoxa. Foi assim que o ex-espião da KGB, órgão historicamente responsável pela perseguição a religiosos, assassinato de padres e campanhas de difamação contra a fé cristã, convertia-se em campeão do tradicionalismo, com apoio direto do clero russo.

Essa, contudo, é só metade da verdade quando analisamos a relação de Putin com o cristianismo, pois autênticas conversões tardias são comuns e poderia ser o caso do líder russo, mas há evidências gritantes que apontam em contrário. Ele parece selecionar somente determinados aspectos do conjunto de crenças, valores e atitudes que costumam ser prezados pelos fiéis, enquanto despreza ou infringe brutalmente outros princípios cruciais para a fé cristã, provavelmente por não os considerar compatíveis com seu projeto de poder.

Assim, ele escolhe concordar vigorosamente com a visão tradicional de família e com a importância da religião para a pátria, por exemplo, mas ignora imperativos de caridade óbvios no cristianismo, como o de não matar, o de ser misericordioso e o de ajudar a quem sofre. O exército russo está, a seu comando, assassinando centenas de civis inocentes, incluindo crianças, além de separar famílias, privá-las de seu lar e provocar outras formas de sofrimento que são consequência direta da invasão obstinadamente liderada por ele. Putin deu início a uma guerra absolutamente injusta, contra uma nação que não agrediu seu país. Ele sabe que é a causa de todo esse derramamento de sangue e afirma, sem hesitar, que não vai parar.

Ele parece selecionar somente determinados aspectos do conjunto de crenças, valores e atitudes que costumam ser prezados pelos fiéis, enquanto despreza ou infringe brutalmente outros princípios cruciais para a fé cristã, provavelmente por não os considerar compatíveis com seu projeto de poder

Aqueles que estão se deixando encantar pela parte do discurso de Putin que soa moralmente correta – enquanto fecham os olhos para o horror de seus atos – não percebem que estão, na verdade, concedendo que um homem notoriamente violento e desumano tome para si a função que poderia – e deveria – ser desempenhada por seus líderes ocidentais, de modo muito mais íntegro, pleno, e sem as deformações seletivas que Putin estrategicamente provoca no conjunto de princípios que diz defender. Impossível não vincular o que ocorre hoje, facilmente constatado por numerosas manifestações nas redes sociais, com o conhecidíssimo alerta bíblico sobre o perigoso e enganador fascínio provocado por “falsos profetas”.

Se o Ocidente de hoje está moralmente decaído, a solução não é abandoná-lo ou destruí-lo, mas sim resgatá-lo. Recuperar uma sociedade padecente de tantos males é, sem dúvida, mais trabalhoso, requer sacrifícios e o permanente risco de derrotas, mas é nesse processo que se forja uma geração verdadeiramente madura, resiliente e capaz de discernir a verdade da ilusão, por mais verossímil que esta seja.

Além disso, tendo no horizonte o contexto da guerra cultural contra o progressismo, que tanto preocupa os conservadores, convém a ponderação sobre as consequências de se aceitar que Putin obtenha para si o título de grande defensor mundial dos valores morais. O que vai acontecer, nos países ocidentais, se o autocrata russo for bem-sucedido em vincular sua imagem à defesa da família? É fácil prever a próxima estratégia que os inimigos dos valores familiares passarão a adotar para constranger qualquer um que se contraponha à sua agenda ideológica. Dirão que as pautas conservadoras, bem como seus defensores, são todos alinhados ao homem que mata milhares no Leste Europeu, e cuja imagem é cada vez mais comparada àquela de monstros históricos, como Hitler e Stalin. Vão satanizar a posição pró-família.

Aos cristãos, é preciso ter a coragem de admitir que defender de forma abstrata a instituição familiar, enquanto se faz vista grossa ao extermínio de famílias reais, é qualquer coisa, menos cristianismo. Constitui relegar a uma absurda insignificância a atitude que devia ser prioritária: amar ao próximo. Para esses, que colocam a fé no mais alto patamar, e prosseguem nutrindo simpatia por Putin, em detrimento de todos os cadáveres que levam sua assinatura, urge uma reflexão íntima e honesta a respeito de quem realmente estão seguindo e em quem estão depositando sua esperança.

Impossível não vincular o que ocorre hoje, facilmente constatado por numerosas manifestações nas redes sociais, com o conhecidíssimo alerta bíblico sobre o perigoso e enganador fascínio provocado por “falsos profetas”

Por fim, há ainda outro ponto desse dilema que merece análise mais profunda: o valor dado à democracia. Não raro, entre aqueles que se entusiasmam com a ascensão de um suposto novo conservadorismo mundial liderado por Putin, consta a relativização da democracia enquanto bem a ser preservado. Talvez por conta das frequentes derrotas que as pautas ligadas a valores tradicionais vêm acumulando em nações democráticas, ganha força a tentação de se tolerar regimes totalitários, contanto que garantam a manutenção de uma ordem social moralmente mais íntegra.

Esse perigoso equívoco tem raiz numa visão simplista do que é democracia, quase sempre reduzindo-a às questões eleitorais regidas por regras que colocam ou tiram determinado grupo no poder. No entanto, ela é muito mais que isso. Sem a pretensão de nos aventurar na complexa tarefa de definir a democracia em poucas linhas, é preciso reconhecer que ela está mais para uma cultura que influencia diferentes aspectos da vida. Uma “forma de ser” encontrada por alguns povos para preservar o que consideram fundamental nas relações entre as pessoas, tendo por base o fato de que a vida humana – cada vida humana, individualmente – tem uma dignidade singular, preciosíssima, a ser reconhecida, respeitada e protegida, por meio de um sofisticado sistema social desenvolvido ao longo dos séculos.

A democracia é a única forma de governo a respeitar plenamente essa dignidade e que permite aos seus cidadãos desenvolver ao máximo suas potencialidades. O homem é um ser tal que as principais decisões a respeito de si mesmo e de seu futuro jamais lhe podem ser impostas por coação. Nela, ninguém pode arvorar-se dono da sociedade civil, com o direito de impor o seu projeto pessoal de sociedade. A renúncia à imposição da própria opinião não significa, no entanto, que a democracia só viceja em um ambiente onde as convicções sejam fracas. Aliás, a adesão a uma convicção filosófica, religiosa ou mesmo ideológica só é verdadeira quando abraçada de forma absolutamente livre. Isso só é possível sem dirigismo estatal e isso só a democracia oferece.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/putin-conservadores-e-falsos-profetas/
Copyright © 2022, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...