A guerra na Ucrânia ressalta para os militares a importância da condução política
William Waack, O Estado de S.Paulo
Guerras oferecem excelentes lições sobre liderança política, algo que os militares brasileiros talvez estejam aprendendo com a invasão russa da Ucrânia. Na Eceme (Escola de Comando e Estado-Maior do Exército), que forma os futuros generais, um ponto central estudado no presente conflito é a “guerra informacional”, diz um de seus docentes, o professor Tasso Franchi.
Trata-se de qual lado num conflito manipula melhor as informações ao público. E qual lado no conflito toma as melhores decisões baseado em quais informações, evitando ser levado por desinformação. O mundo da revolução digital acentuou brutalmente a gravidade do problema, mas não alterou a sua natureza.
Como “desinformação” entende-se também subestimar a capacidade de resistência do adversário, ou superestimar a própria força – o noticiário sugere que Vladimir Putin estava desinformado ao iniciar a invasão da Ucrânia. É algo que ainda pode corrigir, embora já esteja pagando um preço altíssimo.
Guerras oferecem excelentes lições sobre liderança política Foto: Roman Pilipey/EFE/EPA
Muito mais importante é a liderança política, que remete a clássicos como Clausewitz (que por esse motivo continua sendo lido na Eceme e em academias militares pelo mundo). Guerras e a sua condução têm de ser entendidas no contexto político e histórico, sujeito ao acaso. Sim, ao acaso, o que torna consequências às vezes imprevisíveis.
Por razões que ele considera objetivas (mas seus adversários consideram irracionais), Putin se dedicou a assegurar pela força bruta um espaço de vital importância estratégica para ele (e de bem menos importância para seus adversários). Conseguiu até aqui aumentar a própria dependência estratégica da China – que detém a capacidade de controlar o conflito sem ser parte direta dele – e devolveu ao inimigo da aliança militar ocidental um sentido de existência.
Mesmo conseguindo “negar” a Ucrânia ao adversário, território que Putin já inviabilizou como país por muitos anos adiante, a “liderança política” do autocrata em Moscou o deixou em situação mais perigosa e vulnerável do que antes da guerra. Para oficiais-generais estudando decisões políticas, a invasão da Ucrânia é a mais recente lição de que prevalecer no campo de batalha (que se antecipa que os russos consigam) não significa vencer a guerra, nem resolver a questão estratégica.
Presidente da Rússia Vladimir Putin, em Moscou; para oficiais-generais estudando decisões políticas, a invasão da Ucrânia é a mais recente lição de que prevalecer no campo de batalha (que se antecipa que os russos consigam) não significa vencer a guerra, nem resolver a questão estratégica. Foto: Mikhail Klimentyev/EFE/EPA/Kremlin Pool/Sputnik
Há debate fascinante sobre o tamanho da desinformação (ou visão de mundo equivocada, pois se julgaram “donos da História”) de sucessivos líderes ocidentais ao lidar com o dilema milenar do equilíbrio entre potências, e seu tratamento da Rússia. E do tamanho da desinformação de Putin ao lidar com dados da realidade.
Resta saber o que oficiais-generais brasileiros acham que é “liderança política” quando olham para o Palácio do Planalto.
Você sabia que a sua rotina matinal influencia o seu nível de produtividade ao longo do dia? Por isso, esqueça o “só mais cinco minutinhos” que duram 40 minutos após o despertador tocar. Crie hábitos matinais (confira algumas dicas abaixo) para melhorar o seu foco. Afinal, “tudo gira em torno do autoconhecimento e planejamento”, diz Juliana Alencar, Chief Culture Officer da StartSe.
Planeje a sua rotina
Um dia antes, faça a programação de como será a sua rotina. Por exemplo, programe o horário para acordar (e sem apertar o botão soneca, hein? Entenda mais abaixo) e também o período de trabalho. Pois, “estabelecer horários é uma forma de começar [o dia] bem. Você vai saber que o seu dia tem começo, meio e fim — e isso ajuda bastante em sua produtividade”, diz Rafael Oliveira, psicólogo e diretor de gente na Z-Tech e na Donus.
Evite apertar o botão soneca do despertador
Que tal começar a manhã de forma produtiva? O primeiro passo é resistir ao botão soneca. De cinco em cinco minutos, você pode perder mais de 30 minutos e, consequentemente, vai acordar atrasado. Sem tempo até para tomar o café da manhã com calma. “Muitas pessoas acordam em cima da hora. Às vezes, levantam e já vão direto para uma reunião [em caso de home office]. E isso é ruim [além de não conseguir se concentrar e se preparar para a reunião], a voz fica turva. De certa forma, fica bem visível que a pessoa acordou há pouco tempo”, diz Vitor Silva, branch manager na Robert Half, consultoria de recursos humanos. Portanto, acorde sempre no horário programado.
Tenha hábitos saudáveis
Vitor Silva indica ter hábitos saudáveis. Como, “tomar café da manhã sem pressa e fazer exercício físico”, diz ele. Barack Obama, ex-presidente dos Estados Unidos, não abre mão de tomar café da manhã com as filhas; Jeff Bezos evita reuniões matinais e só toma o café da manhã em casa; Tim Cook checa os e-mails, depois faz exercícios físicos; a escritora Arianna Huffington faz yoga e meditação durante a manhã; Anna Wintour, editora-chefe da Vogue, começa o dia com uma hora de tênis no Midtown Tennis Club, em Nova York, segundo a Inc.
Juliana Alencar reforça a importância de incluir exercícios físicos na rotina do dia. Segundo ela, “nosso cérebro se torna mais produtivo quando alternamos os esforços entre físicos e mentais.”
Tenha o espaço de trabalho fixo
Mesmo que o seu apartamento ou casa seja pequeno, é importante que você escolha um espaço para trabalhar, que seja diferente do seu local de descanso. “Tenha o lugar de trabalhar, de comer, de dormir. Mesmo que seja no mesmo cômodo [separe cada espaço para uma tarefa], pois ter essa organização física e mental ajuda a ter mais produtividade”, diz Rafael Oliveira. Por exemplo, evite tomar café da manhã no mesmo local em que você trabalha.
o
O “não” do cliente a uma proposta. Por quê?
Moysés Peruhype Carlech
Fiquei pensando e ao mesmo tempo preocupado com o seu “não”, sem nenhuma explicação, à nossa proposta de divulgação da sua loja e de resto todas as lojas desse Camelódromo na no Site da nossa Plataforma Comercial da Startup Valeon.
Esse “não” quer dizer, estou cheio de compromissos para fazer pagamentos mensais, não estou faturando o suficiente para cobrir as minhas despesas, a minha loja está vendendo pouco e ainda me vem mais uma “despesa” de publicidade da Startup Valeon?
Pergunto: como vou comprar na sua loja? Se não sei qual é a sua localização aí no Camelódromo? Quais os produtos que você comercializa? Se tem preços competitivos? Qual a sua interação online com os seus clientes? Qual o seu telefone de contato? Qual é o seu WhatsApp?
Hoje em dia, os compradores não têm tempo suficiente para ficarem passeando pelo Camelódromo, vendo loja por loja e depois fazendo a decisão de compra, como antigamente.
A pandemia do Covid-19 trouxe consigo muitas mudanças ao mundo dos negócios. Os empresários precisaram lutar e se adaptar para sobreviver a um momento tão delicado como esse. Para muitos, vender em Marketplace como o da Startup Valeon se mostrou uma saída lucrativa para enfrentar a crise. Com o fechamento do comércio durante as medidas de isolamento social da pandemia, muitos consumidores adotaram novos hábitos para poder continuar efetuando suas compras. Em vez de andar pelos corredores dos camelódromos e shoppings centers, durante a crise maior da pandemia, os consumidores passaram a navegar por lojas virtuais como a Plataforma Comercial Valeon. Mesmo aqueles que tinham receio de comprar online, se viram obrigados a enfrentar essa barreira. Se os consumidores estão na internet, é onde seu negócio também precisa estar para sobreviver à crise e continuar prosperando.
É importante você divulgar a sua loja na internet com a ajuda do Site da Startup Valeon, que no caso não é uma despesa a mais e sim um investimento para alavancar as suas vendas. Desse modo, o seu processo de vendas fica muito mais profissional, automatizado e eficiente. Além disso, é possível a captação de potenciais compradores e aumentar o engajamento dos seus clientes.
Não adianta pensar dessa forma: “Eu faço assim há anos e deu certo, porque eu deveria fazer diferente? Eu sei o que preciso fazer.” – Se você ainda pensa assim, essa forma de pensar pode representar um grande obstáculo para o crescimento do seu negócio, porque o que trouxe você até aqui é o que você já sabe e não será o que levará você para o próximo nível de transformação.
O que funcionava antes não necessariamente funcionará no futuro, porque o contesto está mudando cada vez mais rápido, as formas como os negócios estão acontecendo são diferentes, os comportamentos dos consumidores está se alterando, sem contar que estão surgindo novas tecnologias, como a da Startup Valeon, que vão deixar para trás tudo aquilo que é ineficiente.
Aqui, na Startup Valeon, nós sempre questionamos as formas de pensar e nunca estamos totalmente satisfeitos com o que sabemos justamente por entender que precisamos estar sempre dispostos a conhecer e aprender com o novo, porque ele será capaz de nos levar para onde queremos estar.
Mas, para isso acontecer, você precisa estar disposto a absorver novas formas de pensar também e não ficar amarrado só ao que você já sabe.
Se este for seu caso, convido você a realizar seu novo começo por meio da nossa forma de anunciar e propagar a sua empresa na internet.
Todos eles foram idealizados para você ver o seu negócio e a sua carreira de uma forma completamente diferente, possibilitando levar você para o próximo nível.
Aproveite o final do ano para promover a sua próxima transformação de vendas através do nosso site.
Então, espero que o seu “não” seja uma provocação dizendo para nós da Startup Valeon – “convença-me”.
Na cidade de Lausanne, Suíça, jovens organizaram uma manifestação pró-Ucrânia e contra a guerra nesta quinta-feira (03).| Foto: EFE
Desde que a invasão da Rússia à Ucrânia começou, cerca de 6 mil cidadãos russos foram detidos por participar de protestos em defesa do povo ucraniano e pedindo o fim da guerra. Esses atos ocorreram em 48 cidades, incluindo a própria Moscou. Manifestações semelhantes se multiplicaram de forma incontável por todo o mundo livre, revelando o que já se consolidou como efeito colateral da insana e anacrônica empreitada de Vladimir Putin: a solidariedade global pela Ucrânia.
É difícil saber se o presidente russo previu a extensão do apoio que seu alvo receberia, mas o fato é que já ficou impossível esconder que o mundo torce pelos ucranianos. O amarelo e o azul da bandeira eslava agora são cores reconhecidas e homenageadas em todos os continentes. O sentimento é justo, legítimo e o povo ucraniano o merece, não só por ser vítima da agressão que enfrenta, mas sobretudo pela bravura que demonstra, pois se levassem em conta apenas as evidências de poder bélico que cada lado pode mostrar, já teriam entregue metade do país no primeiro bombardeio. Os ucranianos conhecem bem melhor do que nós todo o estrago que o exército russo pode fazer, mas são motivados a resistir por fatores que superam a lógica puramente material.
Essa característica não é nova, mas parece que o ataque russo serviu para reforçá-la. Entre as muitas mentiras difundidas pelo Kremlin, umas das mais frágeis é a que acusa a Ucrânia atual de ser mera invenção artificial da União Soviética, desprovida de identidade nacional, insinuando que, em essência, o povo ucraniano seria russo. Trata-se de uma elaboração que não resiste a poucos minutos de pesquisa sobre a história da região.
O amarelo e o azul da bandeira eslava agora são cores reconhecidas e homenageadas em todos os continentes
A Ucrânia é um país soberano, com língua e culturas próprias, que vive em regime democrático desde 1991, instituída com base num referendo popular. O legado de sua cultura se expressa, para além do idioma, mesmo nas comunidades ucranianas espalhadas pelo mundo. No Brasil, por exemplo, ela influenciou fortemente a formação do cooperativismo na economia agrícola, por meio de imigrantes que chegaram no século XIX, principalmente no Sul.
Como bem lembrado num excelente resgate histórico feito por Diogo Schelp, a história de como o povo ucraniano buscou seus próprios caminhos para a autodeterminação, longe da influência do Kremlin, remonta a um passado ainda mais distante. É verdade que, enquanto nação, a Ucrânia já fez parte do Império Russo, mas durante sua conturbada história a região também já esteve sob domínio da Polônia e de outras nações estrangeiras. Entre 1917 e 1920, com o fim do czarismo, repúblicas autônomas foram criadas nas áreas periféricas do antigo império, e os falantes de língua ucraniana foram agrupados num mesmo Estado-nação pelos bolcheviques. Embora a definição de fronteiras tenha sido feita por razões políticas, aquele povo compartilhava de uma milenar cultura comum, o que incomodou os comunistas. O nacionalismo ucraniano foi então duramente reprimido na década seguinte, ao mesmo tempo que era reforçado pela rejeição do povo ao coletivismo forçado que ceifou a vida de 12 milhões de ucranianos pelos efeitos da fome, doloroso que ficou conhecido como Holodomor. Durante a II Guerra Mundial, nacionalistas ucranianos se dividiram entre lutar contra nazistas e soviéticos ou colaborar com ambos os lados. No final do conflito, as fronteiras do país foram ampliadas na direção oeste, unindo-se a maior parte dos ucranianos sob uma única entidade política. A maior parte da população não ucraniana dos territórios anexados foi deportada. E o país se tornou membro das Nações Unidas.
A independência plena, porém, só veio com o fim da União Soviética, em 1991. Um plebiscito foi convocado e a maioria decidiu pela criação de uma república semipresidencialista que teria sua nova constituição aprovada em 1996. De lá até aqui, o país enfrentou uma séria crise econômica na década de 90, mas estabeleceu moeda própria e iniciou uma trajetória de desenvolvimento consistente a partir dos anos 2000. O amadurecimento rumo à independência plena foi atingido com a crescente rejeição popular a políticos que se prestavam a ser fantoches de Moscou.
Disposição para o sacrifício Essa repulsa culminou com a chamada Revolução Laranja, quando um presidente acusado de corrupção, Viktor Yanukovych, foi apeado do poder após uma controversa eleição em 2004, em meio a intensas manifestações populares. Em 2013, o mesmo Yanukovych, que conseguira retornar ao poder por meio de manobras político-econômicas envolvendo indiretamente o Kremlin, rejeitou um acordo de associação com a União Europeia, provocando uma onda de protestos ainda maiores, que levariam à sua deposição pelo parlamento, sendo substituído por uma coalizão pró-Europa que foi eleita com mais de 50% dos votos em 2014. Essa conquista popular por autonomia e distanciamento da Rússia foi o estopim para a invasão da Crimeia, precedida de manobras políticas de Putin em associação aos políticos pró-Rússia derrotados na Ucrânia. O mesmo sentimento esteve presente na vitória de Volodymyr Zelensky em 2019.
Esse consistente nacionalismo, associado ao desejo de adesão aos princípios e valores caros às democracias do Ocidente, reflete-se nas mais diversas pesquisas de opinião. Segundo dados do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev, em novembro de 2013, apenas 10% dos ucranianos diziam ter uma atitude negativa em relação à Rússia. Esse percentual cresceu para 34% em maio de 2014, chegando a 42% em fevereiro desse ano.
Ao contrário do que Putin tem alegado reiteradamente, as pesquisas demonstram que foram suas próprias tentativas de interferir no país que empurraram os ucranianos para a Otan, na busca pela proteção contra um agressor que reiteradamente demonstrou desprezo – se não, ódio – pela nacionalidade ucraniana. Em maio de 2014, 31% dos ucranianos concordavam com a ideia de que o país se tornasse membro da organização militar ocidental. Em janeiro de 2021, essa proporção aumentou para 56%.
É essa história de progressiva conquista de verdadeira autonomia que agora está prestes a ser brutalmente interrompida, pois, apesar da empatia internacional, ainda não está claro se apenas as sanções econômicas aplicadas até agora serão suficientes para encerrar o que Putin começou, e os ucranianos sabem que sua heroica resistência talvez não impeça a vitória russa.
Projeto parado na Câmara Por Gabriel Sestrem – Gazeta do Povo
(Brasília – DF, 24/03/2020) Pronunciamento do Presidente da República, Jair Bolsonaro em Rede Nacional de Rádio e Televisão. Foto: Isac Nóbrega/PR
Governo de Jair Bolsonaro tenta acelerar tramitação do PL 191/2020. Na Câmara, líder do governo começou a colher assinaturas para aprovar requerimento de urgência| Foto: Isac Nobrega/PR
Um dos principais impactos econômicos para o Brasil decorrentes dos conflitos na Ucrânia está relacionado à falta de insumos agrícolas, uma vez que a Rússia é o principal fornecedor desse tipo de matéria-prima para o Brasil. Nesta quarta-feira (2), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil corre o risco da falta de potássio – mineral presente em fertilizantes utilizados na produção agrícola – ou do aumento do preço desse insumo. Para ele, a aprovação do Projeto de Lei 191/2020 – apresentado pelo governo federal para autorizar a exploração de recursos em terras indígenas – resolveria parte do problema.
O projeto de lei ao qual Bolsonaro se referiu permite a exploração de recursos minerais, hídricos e orgânicos em terras indígenas desde que haja consentimento das comunidades indígenas afetadas. Na prática, atividades como a mineração e o garimpo passam a ser permitidas em áreas indígenas mediante autorização prévia do Congresso Federal e indenização a ser paga às comunidades.
Apesar da sinalização positiva de apoiadores do governo no Congresso e da Fundação Nacional do Índio (Funai), entidades ambientalistas e parlamentares de oposição são contrários ao projeto. Eles alegam que haverá mais impactos ambientais nas áreas preservadas e que não houve participação das comunidades indígenas na construção da proposta. Com isso, após dois anos de sua apresentação, até o momento o projeto não teve nenhum progresso.
Para que a medida possa avançar na Câmara dos Deputados, o líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), deu início ao recolhimento de assinaturas de parlamentares na tentativa de aprovar um requerimento de urgência e com isso fazer com que o projeto vá direto para o plenário. Caso o requerimento seja aprovado, a proposta pode ir à votação a qualquer momento, sem a necessidade de passar pelas comissões.
Essencial para diversos tipos de cultivo, o potássio é um dos minérios mais importantes para a indústria de fertilizantes e, junto com o nitrogênio e o fósforo, forma a tríade dos macronutrientes de maior relevância para o aumento da produtividade no campo. Além da Rússia, a Bielorrússia (ou Belarus) também exporta boa parte desse mineral para o Brasil – o equivalente a 6,1% do total, frente a 20% da Rússia -, mas o país também é alvo de sanções econômicas por ser o principal aliado russo.
“Nossa segurança alimentar e agronegócio (Economia) exigem de nós, Executivo e Legislativo, medidas que nos permitam a não dependência externa de algo que temos em abundância”, declarou Bolsonaro nas redes sociais. Junto com a publicação, o presidente compartilhou um vídeo de um discurso seu ainda como deputado federal, de 2016, quando abordava a dependência brasileira do potássio importado do leste europeu. “Nós não podemos explorar o nosso próprio potássio”, criticou ele no vídeo.
Exploração econômica de terras indígenas O aproveitamento econômico de territórios indígenas é uma bandeira de Bolsonaro desde que chegou à presidência da República. “Em Roraima tem R$ 3 trilhões embaixo da terra, e o índio tem o direito de explorar isso de forma racional, obviamente. O índio não pode continuar sendo pobre em cima de terra rica”, disse o presidente em abril de 2019, em um encontro com representantes das etnias parecis, macuxi, xucuru e yanomamis, que reivindicam o direito de explorar as reservas tradicionais.
Bolsonaro tem o apoio do atual presidente da Funai, Marcelo Xavier. Em debate sobre o tema realizado na Câmara dos Deputados no ano passado, Xavier defendeu a aprovação do PL 191/2020 e relacionou as ações da atual gestão sobre a exploração de recursos nesses locais como uma estratégia de autonomia e protagonismo indígena.
Na ocasião, o gestor citou a necessidade de gerar desenvolvimento para as comunidades e apresentou um vídeo no qual Edson Bakairi, da Cooperativa dos Agricultores e Produtores Indígenas do Brasil (Coopaibra), apoia a exploração econômica desses locais. “Hoje nós, indígenas Bakairi, estamos integrados em uma sociedade onde a tecnologia e a globalização já chegaram e precisamos gerar renda para as nossas comunidades. Não é mais como era no passado”, disse o líder indígena.
A exploração de recursos nas terras indígenas também foi abordada nesta segunda-feira (28) pela ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. Segundo ela, há entraves relacionados ao licenciamento ambiental para a mineração de insumos importantes para a atividade agrícola, mas o Brasil deve avançar na produção interna para garantir a segurança alimentar e a segurança da produção nacional.
“A agricultura brasileira é muito dependente do uso de fertilizantes, então, nós precisamos ter cada vez mais produção própria”, disse ela, citando o Plano Nacional de Fertilizantes – medida que deve ser lançada ainda em março pelo governo federal para reduzir a dependência do Brasil da importação de fertilizantes.
Aplicação de fertilizante em Chapadão do céu/GO. Quase todo o potássio brasileiro (96,5%) destinado à adubação do solo é importado (Foto: Wenderson Araujo/CNA) | Wenderson Araujo De acordo com a ministra, somente na região de Autazes, no Amazonas, há uma mina com potencial de exploração que supriria 25% do que o país importa de potássio. Em relação à legislação ambiental, a ministra cita que é preciso fazer avanços, “não precarizando, mas tendo uma agilidade maior, fazendo as compensações necessárias e vendo a importância que é para o país ter todo esse potencial que pode ser utilizado para a produção de alimentos”, afirmou a ministra a jornalistas.
Ainda segundo ela, o potássio é o maior gargalo do país ao se tratar de insumos agrícolas. A ministra pontuou ainda que o Brasil tem fertilizantes suficientes para o plantio até outubro e que o governo trabalha com alternativas para garantir o suprimento para o setor no caso de escassez provocada pelo conflito entre Rússia e Ucrânia. Também há negociações, segundo ela, com o Canadá, o maior produtor mundial do minério.
Entenda a proposta O Brasil importa, atualmente, 96,5% do cloreto de potássio que utiliza para fertilização do solo, o que torna o país o maior importador mundial do mineral, com 10,45 milhões de toneladas adquiridas em 2019, de acordo com dados do Ministério da Economia.
Em janeiro do ano passado, o Ministério de Minas e Energia anunciou a descoberta de novas jazidas de potássio na Bacia do Amazonas, “ampliando em 70% a potencialidade sobre depósitos de sais de potássio, ou silvinita, como é denominado o mineral cloreto de potássio, do qual se extrai o potássio”, informou o órgão. Segundo a pasta, é possível afirmar a existência de ao menos 3,2 bilhões de toneladas do minério.
De olho nesses números, Bolsonaro tenta aproveitar o atual momento para conseguir avançar com o projeto de lei que visa a autossuficiência brasileira na produção do minério.
Em termos gerais, a proposta regulamenta a mineração, a geração de energia elétrica e a exploração e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos em terras indígenas. O texto também estipula indenizações às comunidades indígenas nas quais houver empreendimentos e prevê que a exploração de recursos só poderá ocorrer mediante autorização prévia do Congresso Nacional e consulta às comunidades afetadas.
Críticas ao projeto de lei do governo federal De acordo com Decio Yokota, coordenador de gestão da informação do Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé), o projeto de lei em questão é inconstitucional, uma vez que ao abordar as atividades de mineração e o aproveitamento de potenciais energéticos, a Constituição Federal criou restrições quanto a essas práticas em terras indígenas e por isso elas colidem com o texto do projeto de lei em questão. Por isso, segundo ele, caso a proposta seja aprovada, deverá ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF).
“Essa tentativa não vem de hoje; diferentes governos já tentaram implementá-la. Mas, basicamente, estamos falando sobre dois artigos da Constituição. O artigo 49 coloca que é competência do Congresso Nacional autorizar a exploração e o aproveitamento de recursos hídricos e pesquisa e lavras de riquezas minerais em terras indígenas”, diz Yokota. “Esse projeto de lei cita que existem casos em que há a competência do Congresso, mas em outros há outro procedimento, portanto é inconstitucional”.
Ele argumenta também que apesar de haver exceções para a mineração em terras indígenas, o artigo 231 da Constituição veda as atividades de garimpo nesses locais. “Esse projeto de lei fala não só da regulamentação da mineração, mas também autoriza o garimpo, o que claramente é contra a constituição e com certeza vai parar no STF”, afirma.
Algumas das principais entidades que representam essas comunidades, como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), também se posicionaram contra a mineração em terras indígenas.
Em junho do ano passado, a Câmara de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais do Ministério Público Federal (6ªCCR/MPF) publicou uma nota técnica alegando que o projeto de lei é inconstitucional. “Esta 6ª Câmara de Coordenação e Revisão se manifesta pela inconstitucionalidade e inconvencionalidade do PL nº 191/2020, ao tempo em que espera que o Poder Executivo, por meio da Funai, do Ibama, da Polícia Federal e do Ministério da Defesa, adote todas as providências necessárias para coibir a mineração e o garimpo ilegal em terras indígenas, inclusive para a retirada de garimpeiros invasores dessas terras”, cita a nota.
Presidente Jair Bolsonaro ao lado do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, um dos líderes do Centrão.| Foto: PL/Divulgação
Parabéns, contribuinte! Você vai pagar R$ 4,9 bilhões para que os partidos políticos façam a campanha eleitoral. Pode ser até que esse dinheiro vá para um partido que você sequer queira ver em algum governo, mas vai sair dos seus impostos. O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, nesta quinta-feira (3), por 9 votos a favor e 2 contra, o novo valor do fundo eleitoral – que antes era de R$ 2,1 bilhões. Agradeça aos ministros do STF e aos congressistas.
Janela partidária Desde quinta-feira (3) até 1º de abril está aberta a possibilidade para que os deputados troquem de partido sem correr o risco de perder o mandato – no Brasil os partidos são meros rótulos, não têm diferenças doutrinárias profundas.
Tudo indica que quem mais vai ganhar na chamada janela partidária são as legendas que estão apoiando a reeleição do presidente. O PL, partido de Jair Bolsonaro, tem 43 deputados federais e deve ganhar cerca de 25 que vão abandonar o antigo DEM e o PSL, que se fundiram para criar o União Brasil.
O Progressistas, onde está o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, também vai crescer. O Republicanos, que também deve apoiar o presidente, tem 31 e deve aumentar sua bancada para 40 parlamentares. O PT tem 53 e está esperando receber 10 do Partido Socialista Brasileiro (PSB). O PDT de Ciro Gomes, que tem 25, pode perder 5. E quem mais perde é o partido de João Doria, por causa dele mesmo. O PSDB tem uma bancada de 32 parlamentares, que deve diminuir pela metade.
Lições da guerra
O Brasil está com um tremendo laboratório: o Centro de Defesa e Segurança Cibernética, que junta a Itaipu Binacional e o Exército Brasileiro por meio do Instituto Militar de Engenharia. Há dois laboratórios idênticos para ensinar os computadores, inclusive, a se defender.
Vale lembrar que o primeiro ataque que paralisou a Ucrânia foi cibernético: espaço aéreo, aeroportos, transportes, emissões de rádio e TV, Forças Armadas, hospitais, trânsito, semáforos. Ataques como esse podem afetar a produção de eletricidade, distribuição de água, petróleo, gás. Nós estamos nos preparando, inclusive, para substituir softwares importados e usar nossos próprios programas.
Escassez de potássio O presidente russo, Vladimir Putin, puxou o gatilho que disparou o nosso potássio. O Brasil paga R$ 12 bilhões por ano pelo potássio que vem do Hemisfério Norte e agora precisamos aproveitar o potássio que temos na foz do Rio Madeira, em São Gotardo (MG). Em geral o que está impedindo a exploração desse mineral em solo brasileiro é o Ministério Público e a Povos Tradicionais. Quero dizer, é a ideologia de brasileiros contra brasileiros. Ideologia infiltrada em instituições públicas que deveriam trabalhar pelo país e não contra o país.
Presidente da Rússia, Vladimir Putin| Foto: EFE/EPA/ALEKSEY NIKOLSKYI/SPUTNIK/KREMLIN / POOL
Para um país do tamanho da Rússia, e para um país do tamanho da Ucrânia, a guerra que explodiu uma semana atrás deveria ter começado e acabado no mesmo dia. Não acabou – e o resultado é que a cada dia mais de demora, o país mais fraco ganha força política e o mais forte perde gás. O resultado é que vai se tornando indispensável, cada vez mais, trocar a vitória inicialmente pretendida por outra coisa – algum arranjo que permita aos russos dizerem que a operação deu certo e, portanto, já pode ser encerrada.
O objetivo estratégico inicial, basicamente, era liquidar a Ucrânia como um Estado realmente independente, e colocar em seu lugar uma prefeitura administrada por Moscou e disfarçada de república. Isso não foi possível. Será preciso encontrar uma outra “narrativa”, como se diz hoje.
A invasão da Ucrânia mostrou, como talvez nenhum conflito armado tinha mostrado até hoje, os limites daquilo que se chama de “superpotência”. Nos inventários oficiais, consta arsenal nuclear completo, capaz de destruir o mundo inteiro sete vezes em seguida. Há jatos de combate de última geração, que países subdesenvolvidos vivem querendo comprar. Há última palavra em tecnologia de combate, mísseis inteligentes, tanques com controle remoto, guerra à distância, guerra eletrônica, o diabo. Mas na hora de colocar tudo isso em ação, o que se tem na prática são oito dias seguidos de operações militares confusas, lentas e indecisas. Já deveria ter acabado. Se não acabou é porque a superpotência não funcionou.
Não há nada de animador no que a Rússia tem diante de si nos dias que vêm aí para frente. A opção adotada pelo comando russo no momento é uma escalada cada vez mais violenta contra a população civil, na esperança de obter uma rendição mais rápida. O problema, como sempre acontece com as escaladas, é que elas não podem durar pelo resto da vida – uma hora vão ter de parar, e se o inimigo não estiver morto até lá, o esforço terá sido inútil.
O passar do tempo, além disso, agrava as dores do pacote-gigante de represálias econômicas e de outras naturezas que foi jogado em cima da Rússia pela Europa e Estados Unidos. Os desastres provocados pelo boicote podem até não criar problemas insolúveis para os russos – mas, obviamente, não é assim que eles pretendem viver para sempre, e cada dia a mais de guerra é um dia a menos para a reconstrução da Rússia como ela era uma semana atrás.
O presidente Vladimir Putin parece não reagir de maneira coerente à lógica dos fatos. As forças armadas russas estão lhe entregando uma notificação na qual informam que não têm condições de ganhar a guerra – não do jeito que essa guerra está sendo combatida.
O mundo deixou claro, também, que a Rússia está sozinha; tem a seu lado, apenas, figuras como Nicolás Maduro e outras pequenas calamidades da cena internacional. Os prejuízos fora do campo de batalha, com a crescente e inédita desconexão da Rússia do sistema econômico mundial, machucam cada vez mais.
Está há hora, realmente, do presidente Putin e sua base de apoio pensarem a sério em dizer “missão cumprida” e tentar construir de novo a casa que caiu.
Prefeito de Enerhodar divulgou em seu canal no Telegram que está ocorrendo um incêndio na usina de Zaporizhzhia devido ao confronto| Foto: Reprodução/Nexta TV
Um incêndio atingiu a maior usina nuclear da Europa, localizada em Zaporizhzhia, na região de Enerhodar, no sudeste da Ucrânia, depois que forças russas dispararam contra a instalação na madrugada desta sexta-feira (4) (horário local).
Em sua conta no Twitter, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, alertou para o risco de um acidente “dez vezes pior” que o ocorrido em Chernobyl. “O exército russo está disparando de todos os lados contra a central nuclear de Zaporizhzhia, a maior usina nuclear da Europa. O fogo já começou. Se explodir, será dez vezes maior que Chernobyl! Os russos devem cessar IMEDIATAMENTE o fogo e permitir aos bombeiros estabelecer uma zona de segurança!”, escreveu Kuleba.
Segundo noticiou o The Guardian com base em informações do Serviço de Emergência da Ucrânia, no entanto, as condições de segurança contra radiação e incêndio na usina nuclear de Zaporizhzhya estariam “dentro dos limites normais”.
Um porta-voz da usina disse à CNN que a unidade não sofreu nenhum dano crítico, porém, apenas um dos seis reatores estava em operação.
Em comunicado, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de praticar “terrorismo nuclear”.
“Dirijo-me a todos os ucranianos, a todos os europeus a todas as pessoas que conhecem a palavra Chernobyl, que sabem quanto sofrimento e vítimas foram causados pela explosão daquela central nuclear. Foi um desastre global. Centenas de milhares de pessoas lutaram contra suas consequências. Dezenas de milhares de pessoas foram evacuadas”, afirmou.
A Casa Branca informou que o presidente americano, Joe Biden, conversou com Zelensky sobre a situação na usina.
“Ameaça à segurança global! Como resultado do contínuo bombardeio inimigo de prédios e unidades da maior usina nuclear da Europa, a usina nuclear de Zaporizhzhia está em chamas”, escreveu o prefeito da cidade vizinha de Enerhodar, Dmitry Orlov, em sua conta no Telegram.
Alerta da Agência Internacional de Energia Atômica Na quinta-feira (3), o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, já havia alertado e solicitado o fim imediato do uso da violência perto da usina. Em comunicado, a AIEA indicou que a Ucrânia havia informado Grossi, “em uma carta urgente”, de uma batalha que estaria ocorrendo na cidade de Enerhodar, perto de Zaporizhzhia, e na estrada que leva à usina atômica.
Segundo Rossi, a autoridade reguladora ucraniana alertou que um grande número de tanques e infantaria russos “atravessaram o bloqueio” em direção à cidade de Enerhodar, a poucos quilômetros da usina nuclear de Zaporizhzhia, e que considerou a situação “crítica”.
Grossi “pediu a interrupção imediata do uso da força em Enerhodar e pediu às forças militares que operam lá que se abstenham da violência perto da usina nuclear”, destacou a nota.
O diretor-geral da agência acrescentou ainda que a AIEA está tentando fornecer o máximo de assistência possível à Ucrânia em sua tentativa de manter a segurança nuclear.
O país, atacado e invadido há oito dias pelo Exército russo, tem 15 reatores operacionais em quatro usinas atômicas, além da zona de exclusão de Chernobyl, onde há quatro reatores fechados. A Comissão Europeia informou que estava trabalhando em um “plano de contingência” caso a Rússia decidisse atacar uma dessas instalações.
O ex-presidente Lula (PT). Foto: Gabriela Biló/Estadão.
As pesquisas de intenção de voto mais recentes, que mostraram o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oscilando para baixo e diminuindo a vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL), fizeram lideranças petistas se movimentarem para conter certo “oba-oba” dentro do partido por parte dos que ainda acreditavam numa vitória do petista no primeiro turno. Mesmo entre aliados próximos de Lula, este cenário por ora está descartado. O deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP) fez questão de deixar claro há alguns dias em encontro com empresários em São Paulo que o PT já pode ter batido seu teto nas pesquisas. “A disputa será no segundo turno”, afirmou em jantar da Esfera Brasil.
QUEM TE VIU. Apesar da aliança do PT com o Centrão em governos anteriores, lideranças passaram a falar que o partido buscará, com aliados, uma bancada maior no Congresso para depender menos do bloco.
QUEM TE VÊ. Enquanto outras lideranças petistas citam a aliança com o ex-tucano Geraldo Alckmin como a formação de uma frente democrática, Emídio foi direto ao ponto: “Se não (se aliar com Alckmin), você tem um plano, mas não consegue tocar”.
NA ESPERA. O deputado federal bolsonarista Daniel Silveira (União Brasil-RJ) ainda aguarda uma definição do partido de Valdemar Costa Neto, o PL, para definir seu destino. Apesar de ter sido “convocado” pelo presidente Jair Bolsonaro para concorrer a uma vaga no Senado pelo PL, o partido já tinha um acordo com o senador Romário no Estado.
CLICK. Tereza Cristina, ministra da Agricultura
Ainda com futuro político indefinido, Tereza Cristina anunciou em grupo do antigo DEM sua saída do União Brasil e o ingresso no Progressistas. A ministra tem sido cotada para ser vice na chapa de Jair Bolsonaro.
DILEMA. Parlamentares do PSD estão preocupados que a saída de Rodrigo Pacheco das eleições os coloque em um impasse com Gilberto Kassab. Com Pacheco focado em sua reeleição à presidência do Senado, o esperado é que ele tente aprovar a maior quantidade de matérias possíveis – inclusive as de interesse do governo.
UNIÃO. Por outro lado, a ascensão de uma liderança mais competitiva no PSD torna, na visão dos parlamentares, necessário que o partido esteja unido marcando posição contra as agendas de Bolsonaro.
IDEAL. Pacheco quer usar a reforma tributária como principal bandeira de uma campanha à reeleição na presidência da Casa. Aliados dizem que não há mote melhor: quem aprovou uma proposta como essa em ano eleitoral merece ficar mais tempo no comando.
SINAIS PARTICULARES (por Kleber Sales). Rodrigo Pacheco, presidente do Senado (PSD-MG)