terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

EXÉRCITO NÃO CONCORDA COM AS RESPOSTAS DO TSE SOBRE AS URNAS ELETRÔNICAS

 

Segurança eleitoral

Por
Rodolfo Costa – Gazeta do Povo
Brasília

O novo modelo de urna eletrônica que será usada nas eleições de 2022.| Foto: Divulgação/TRE-PR

As respostas fornecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCiber) sobre os processos que envolvem os procedimentos técnicos, a transparência e a segurança das urnas eletrônicas não afastaram as incertezas sobre a lisura das eleições entre militares, o governo e aliados da base governista – sobretudo os mais fiéis ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

A identificação pelo TSE de 712 riscos na área de tecnologia da informação da Corte desde as eleições de 2018 é o motivo que alarma e não convence a militares, ao governo e a aliados da base do governo. O dado consta das respostas encaminhadas aos questionamentos feitos pelo CDCiber em dezembro de 2021.

O argumento entre os diferentes atores políticos e nas Forças Armadas é de que as respostas não foram integralmente satisfatórias pelo alto volume de riscos identificados. “As dúvidas [sobre a segurança das urnas eletrônicas] persistem”, sustenta um interlocutor militar de um comandante de força.

A leitura feita nas Forças Armadas não é diferente da feita no governo e por alguns aliados no Congresso, a ponto de tanto no Executivo e no Legislativo não descartarem possíveis questionamentos futuros sobre a lisura das eleições deste ano. Por ora, contudo, a retomada do debate sobre o voto impresso auditável como um movimento político é algo descartado tanto no Palácio do Planalto quanto na base aliada de Bolsonaro.


Como as respostas do TSE foram recebidas entre os militares
A divulgação das respostas pelo TSE foi recebida com ressalvas entre generais e oficiais mais próximos dos comandantes das Forças Armadas. Na cúpula, uma avaliação feita é que, ao tornar público o documento sigiloso encaminhado pelo departamento especializado em segurança cibernética do Exército, a Corte eleitoral procura atestar a segurança e inviolabilidade das urnas eletrônicas.

Contudo, os 712 riscos à tecnologia da informação identificados pelo TSE representam um dado que liga o sinal de alerta entre alguns militares, a ponto de oficiais da cúpula afirmarem à Gazeta do Povo que as Forças Armadas não irão ratificar a segurança das urnas eletrônicas.

O TSE criou em setembro a Comissão de Transparência Eleitoral (CTE), composta por especialistas em tecnologia, órgãos de fiscalização e representantes de entidades civis, inclusive do Exército. Foi no âmbito desse colegiado que o Centro de Defesa Cibernética (CDCiber) foi incluído no grupo.

Em termos práticos, militares dizem que nada muda em relação à presença do Exército no CTE, mas sustentam que o TSE não terá o respaldo das Forças Armadas na defesa das urnas eletrônicas após as respostas divulgadas diante dos mais de 700 riscos encontrados. “O que vai acontecer é que, sem os militares, o TSE perde força no seu argumento sobre a urna eletrônica”, sustenta um interlocutor.

Uma informação que circula nas Forças Armadas é de que a não ratificação da segurança das urnas eletrônicas, que poderia ser feito por um posicionamento formal no âmbito da CTE, seria o motivo pelo qual o general Fernando Azevedo e Silva, ex-ministro da Defesa de Bolsonaro, teria desistido de assumir a direção-geral do TSE.

À frente do cargo, Azevedo e Silva cuidaria de questões administrativas e de segurança do tribunal. Segundo o próprio TSE, Azevedo e Silva alegou questões pessoais de saúde e familiares para declinar o posto. “Ele abdicou porque contava que as Forças Armadas iriam ratificar a segurança das urnas e não vão”, afirma um militar.

O que é dito no governo sobre o relatório do TSE
O posicionamento do TSE foi recebido como insatisfatório no governo. Os mais críticos até desdenham do relatório completo, com 636 páginas. “É algo que vai ter que ser analisado com lupa, porque quando se quer enganar alguém ou dificultar as análises, você insere um ‘quarto inteiro’ de documento onde lá no meio tem as respostas. Vai ter que garimpar”, diz um interlocutor governista.

Os 712 riscos constatados no relatório são apontados no Planalto como a principal fonte de incerteza sobre a lisura das eleições. Os mais próximos de Bolsonaro incorporaram o discurso de que os números escancaram o que consideram ser uma vulnerabilidade das urnas eletrônicas e defendem que o presidente se posicione sobre o assunto em “doses homeopáticas”.

Já membros do núcleo político, mais ligado ao Centrão, entendem que as respostas não sejam plenamente satisfatórias, mas pregam uma visão mais sóbria e pragmática, a fim de evitar uma nova tensão nos ânimos com ministros do TSE e do Supremo Tribunal Federal (STF). Essa ala de governistas entende que Bolsonaro não ultrapassou o tom em recentes críticas aos ministros do TSE – como havia feito durante parte do ano passado. Mas também veem como prudente não exagerar.

No Planalto, é dito que eventuais respostas de Bolsonaro sobre o tema não ganharão contornos e movimentos políticos além de declarações eventuais nas tradicionais lives, em entrevistas a veículos de imprensa ou declarações a apoiadores nas ruas. “A ideia é não tensionar. Não é hora de brigar. É hora de convencer”, diz um interlocutor do Planalto. “Mas isso não significa que o presidente deixe de dizer o que fez e defende, como a defesa por mais transparência e auditagem do voto”, complementa.

O presidente da República expressou sua opinião acerca das eleições pelas urnas eletrônicas em entrevista à Jovem Pan na quarta-feira (16). Bolsonaro pregou lisura nas eleições e pediu que sejam “limpas”, “transparentes” e auditáveis por contagem pública de votos, em uma referência ao modelo de urnas do voto impresso votado no ano passado pelo relatório do deputado federal Filipe Barros (PSL-PR).

“O que eu quero – e o que eu entendo que a grande maioria dos eleitores brasileiros querem – é eleições limpas sem qualquer dúvida de possível fraude”, comentou Bolsonaro na entrevista. No trecho seguinte, ele rebateu uma declaração do ministro Edson Fachin, do STF e e do TSE, de que a Rússia “têm relutado em sancionar os cibercriminosos que buscam destruir a reputação da Justiça Eleitoral e aniquilar com a democracia”. A declaração de Fachin ocorreu em meio à visita de Bolsonaro à Rússia.

Bolsonaro disse que declaração de Fachin sobre os russos criou constrangimento em sua recente viagem ao país. O presidente ainda provocou Fachin ao dizer que a fala demonstra “claramente” o “medo” do ministro de um ataque hacker. “De onde vem esse ataque hacker? Eu não sei, mas ele demonstra claramente que o TSE não está preparado para suportar um ataque hacker”, disse.

Qual é a avaliação sobre as respostas na base do governo
As incertezas acerca do relatório do TSE são partilhadas pela base governista mais ideológica. O deputado federal Coronel Armando (PSL-SC), militar reformado do Exército e vice-líder do PSL na Câmara, prega uma visão comedida acerca do relatório e entende que é prudente maturar e dissecar as respostas. Mas mantém uma posição de desconfiança sobre a segurança da urna eletrônica.

“Eu trabalhei com consultoria. Então, sobre esses 712 riscos, primeiro tem que ver a gravidade dos riscos. Um risco pode decorrer da queda de energia, por exemplo, e pode ser minimizado com ações. Mas, se tiver alguma ação que não possa minimizar, o risco se torna potencialmente grave”, diz Armando. “De toda a forma, minha posição é de que as urnas não são invioláveis. Concordo com o presidente [Bolsonaro] de que, se o ministro Fachin acha que os russos podem [invadir], ela nunca foi impenetrável.”

O deputado, que integra a base mais “fiel” de Bolsonaro no PSL, não descarta questionamentos por parte da sociedade e de atores políticos sobre as urnas ao longo do ano, mas avalia que o debate sobre o voto impresso não será retomado. “Voto impresso não vai ter. O próprio presidente sabe que não tem mais tempo hábil. Não há mais condições para colocar nas urnas o voto auditável impresso”, diz.

O deputado federal Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), vice-líder do bloco formado por seu partido com o PTB na Câmara, também não descarta questionamentos acerca da lisura das eleições e entende que apenas fatos muito graves poderiam levar o Congresso a rediscutir o voto impresso.

“Se porventura surgirem questionamentos não do resultado, mas do método, com evidências e fatos que possam vir a contaminar uma parcela significativa da sociedade e gerar uma desconfiança predominante, aí, entendo que possam haver questionamentos [sobre a lisura] e problemas sérios de instabilidade”, diz. “O Congresso só vai voltar a discutir [o voto impresso] se ocorrer algum problema muito evidente. Se não, duvido que essa discussão vai se repetir”, acrescenta.

Sobre o relatório do TSE, o parlamentar, que presidiu a comissão especial que discutiu a PEC do Voto Impresso em 2021, diz que os 712 riscos identificados apenas reforçam sua convicção de que o sistema tem hipótese conceitual de falha. “Do contrário, o TSE teria resolvido o problema mundial de invasões e hackeamento, que, ao contrário do que alguns falam, não se dá só pela internet, pode se dar muito antes da conexão, segundo os especialistas.”

O especialista em sistemas eleitorais Mário Gazziro, professor de engenharia e computação forense, participou do debate sobre o voto impresso na comissão especial e atesta que a possibilidade de um hackeamento pode se dar em etapas anteriores à conexão das urnas na internet. Sobre o relatório do TSE, ele avalia que as respostas são satisfatórias para as perguntas feitas pelo Exército, mas sustenta que elas não garantem a idoneidade do resultado de uma eleição no caso de uma adulteração dos softwares dentro da urna.

“Não foi feita a pergunta básica, sobre o princípio da independência do software em sistemas eleitorais, cunhado pelo pesquisador Ronald Rivest, que seria: ‘de que forma você vai garantir que não terá adulteração no resultado final uma vez que exista, supostamente, uma adulteração não detectada no software?’. É possível descrever diferentes situações sobre como o software pode ser adulterado. O argumento técnico para evitar isso é o voto impresso”, afirma Gazziro.

O especialista alerta ainda que a maioria dos protocolos de segurança que o TSE se refere em suas respostas ao Exército como aprimoramento nas urnas foram criadas por portarias em 2021, como as políticas de: auditoria e registro de logs (registros de atividade); de backup; de gestão de ativos da segurança da informação; de gestão de identidade de acesso; de gestão de vulnerabilidade; e de uso aceitável de tecnologia da informação. “Não existiam essas políticas antes”, diz.


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O CIENTIFICISMO É PREJUDICIAL À CIÊNCIA

 

Cientificismo
Por
Eli Vieira – Gazeta do Povo

“Profunditude”: frases sem pé nem cabeça se tornam críveis quando ditas por cientistas| Foto: Pixabay

Há décadas gurus espirituais, pensadores pós-modernos e charlatães pseudo intelectuais em geral têm sido alvo de críticas de filósofos e cientistas por produzirem frases pseudo profundas sem sentido. O filósofo Daniel Dennett cunhou o termo “deepity” (algo como “profunditude”) para rotular o problema. O cientista Richard Dawkins ridicularizou feministas que alegam que a física dos fluidos fez menos progresso que a dos sólidos pois os fluidos representam a fisiologia feminina e, os sólidos, o órgão erétil masculino. Já o filósofo Harry Frankfurt lançou um livro com uma definição técnica desse tipo de linguagem enganosa: Sobre o Papo Furado (em tradução livre). Agora, um grande estudo publicado na revista Nature Human Behaviour envolvendo mais de 10 mil pessoas em 24 países (Brasil incluso) complexifica a questão: as pessoas são mais propensas a aceitar o papo furado se ele vier de cientistas.

O estudo, com primeira autoria de Suzanne Hoogeveen, do Departamento de Psicologia da Universidade de Amsterdã, usou um velho conhecido de debates na internet: um gerador automático de papo furado (bullshit). O usado no estudo foi produzido pelo programador Seb Pearce. No Brasil, temos diferentes versões do Gerador de Lero-Lero. Eis um exemplo de frase gerada por esses algoritmos: “A consciência consiste em frequências de energia quântica. ‘Quantum’ significa um chamado ao irrestrito. Nós existimos na forma de elétrons supercarregados”.

Cientista vs. Guru
Hoogeveen e os outros pesquisadores envolvidos argumentam que é inevitável que dependamos da confiança em autoridades. A maioria de nós é incapaz de explicar como Einstein chegou à equação E=mc², mas confiamos na inteligência dele e no consenso produzido após o debate da questão na física. Mas existe uma diferença entre não compreender uma proposição por falta de conhecimentos que são pré-requisitos e não compreender uma proposição porque ela é intrinsecamente incompreensível. No último caso, a confiança em autoridades aumenta o obscurantismo no mundo.

A grande novidade do estudo é justamente que a figura do cientista carrega hoje uma maior carga de autoridade que a figura do guru espiritual. Para ambos, os dez mil participantes deram notas para a importância e credibilidade das mensagens. As duas medidas se mostraram altamente correlacionadas positivamente entre si em ambos os casos. O efeito que melhor explica os resultados é que a credibilidade do cientista ao emitir o papo furado foi considerada maior que a do guru.

Os cientistas também avaliaram se a religiosidade dos receptores da mensagem disparatada seria um fator que influencia a sua aceitação da mensagem atribuída ao guru ou ao cientista. A razão de terem escolhido guru espiritual em vez de líder religioso foi a diversidade cultural dos 24 países amostrados, já que isso criaria um viés de aceitação, por exemplo, se fosse uma mensagem atribuída a um bispo e a maioria de um país fosse católica. De fato, a religiosidade foi preditiva para a credibilidade atribuída ao guru, mas não para uma atribuição de menor credibilidade ao cientista.

No caso do Brasil, o estudo mostra que o papo furado do cientista foi considerado mais credível que o do guru, independente da religiosidade dos participantes. Os indivíduos mais religiosos entre os brasileiros consideram o cientista e o guru igualmente confiáveis em seus disparates, sem colocar o guru acima do cientista.

A análise se aprofundou também no tempo de processamento e memória do papo furado: os participantes passavam mais tempo tentando decifrar a “profunditude” do que era atribuído ao cientista do que ao guru. O Brasil ficou no topo dos países em que as pessoas passavam mais tempo processando o papo furado, atrás somente da Croácia, China e Espanha. Foram incluídos 402 brasileiros. Quanto à memória, os participantes não apresentaram diferença na capacidade de se lembrarem do que foi dito pelas duas autoridades.

O estudo vira de ponta-cabeça a percepção crescente de que a solução para o problema da desinformação é ter mais “fontes confiáveis”. Afinal, as pessoas tendem a acreditar no que for atribuído a uma autoridade científica independente do conteúdo da mensagem. Se o conteúdo da mensagem é irrelevante, a ênfase em “fontes confiáveis” não serve para combater a desinformação, que diz respeito ao conteúdo.

Os resultados do estudo foram corroborados por uma análise adicional em um banco de dados de mais de 117 mil pessoas em 143 países.

Cientificismo
O erro da bajulação da ciência e dos cientistas é conhecido como cientificismo. Em um livro a respeito, a filósofa pragmatista britânica Susan Haack, que leciona na Universidade de Miami, dá seis sinais diagnósticos para o cientificismo:

O uso de termos como “ciência” e “científico” como automaticamente honrosos. O problema, aqui, é que existe ciência ruim, ser científico não é garantia de que foi bem feito ou é verdadeiro.
Adornos científicos adotados de forma inapropriada. Aqui, usam-se práticas comuns na ciência, como tabelas e equações, para dar um ar de respeitabilidade a algo que talvez não seja respeitável. Por exemplo, os ativistas identitários buscam alterar a definição de racismo com a “fórmula” racismo = preconceito + poder. Há, também, muito uso inadequado de gráficos no jornalismo e na publicidade.
Preocupação com separar ciência do que não é ciência. Aqui, Haack suspeita que quem dá ênfase demais a distinguir o científico do não-científico está presumindo que o não-científico é necessariamente pior ou falso.
A busca por um único “método científico”. Diferentes conjuntos de regras já foram propostos para tentar descrever como agem os cientistas ao produzir conhecimento. Nenhum deles é sem controvérsia. Para Haack, não há uma receita de bolo infalível para fazer ciência, depende da área. O que vale na biologia molecular pode não valer na astrofísica.
Procurar nas ciências por respostas além de seu escopo. Por exemplo, quem busca em artigos científicos dados de consequências de políticas públicas, para afirmar que aquelas com menos consequências negativas são necessariamente preferíveis. Ocorre que essa solução “científica” pode ser uma violação a um princípio de liberdade individual. Essas questões envolvem ética, pensamento político, e não podem ser respondidas só pela análise científica de dados.
Denegrir o não-científico. Esta é a outra face de bajular a ciência e os cientistas: desvalorizar conhecimentos e práticas produzidas por métodos que não são científicos, como o debate filosófico, a culinária, a arte, a jurisprudência etc.


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STF NÃO PODE INVESTIGAR O PGR

 

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo

| Foto: Pedro França/Agência Senado

O senador Randolfe Rodrigues, que foi vice-presidente da CPI da Covid e que representa o Amapá, entrou com uma petição para o ministro Alexandre de Moraes, se queixando do procurador Aras. Imagina que o senador pede, que seja investigado o comportamento do procurador-geral da República, porque ele mandou arquivar, na quinta-feira, aquele inquérito fajuto, que saiu daquela delegada que havia sido requisitada por Alexandre de Moraes para fazer o que deveria ter sido um inquérito administrativo interno do Supremo, mas não sei por que, foi turbinado, não sei como, prendeu gente.

E nesse tal de inquérito, das fake news, resolveram enquadrar o presidente da República, dizendo que ele cometeu crime ao divulgar documentos sigilosos daquele inquérito da invasão dos hackers aos computadores do Supremo no ano eleitoral de 2018.

Aliás, o hacker era um português de 19 anos, que foi preso. E que já tinha feito outras invasões como essa. Mas, sobre esse sigilo, em primeiro lugar: houve um laudo de um inquérito administrativo da Inteligência da Polícia Federal sobre a conduta do delegado que atendeu ao requerimento de uma comissão especial da Câmara que pediu os documentos do inquérito, porque investigava a segurança do voto, e chegou à conclusão que o delegado não cometeu nenhum crime. Fez tudo dentro da lei e que não tinha nenhum sigilo nesses documentos.

Então, a procuradoria da Câmara do Deputados, ou seja, o serviço jurídico da Câmara dos Deputados, anunciou um parecer dizendo que não tinha nenhum sigilo nesses documentos, eximindo o deputado Felipe Barros, que distribuiu esses documentos para os deputados, de qualquer culpa.

Aí, o procurador geral, mandou para o arquivo, porque não tinha nada. E Randolfe Rodrigues, que deve estar meio chateado porque até agora não se encontrou nenhum crime em tudo aquilo que a CPI da Covid apurou, que deu tanto vexame, tanta agressão, lambança, palanque, tanto caminhão de som eleitoreiro naquela CPI e não deu em nada, porque não tinha nada mesmo. Agora, está querendo que Alexandre de Moraes investigue o comportamento do procurador-geral da República, que não faz nenhum sentido. Mostra que ele não sabe que o procurador tem a mesma independência e autonomia que qualquer ministro do Supremo.

Imunidade em alta
Mudando de assunto, só para registrar, o presidente Bolsonaro ontem, numa cerimônia no Palácio, resolveu anunciar o resultado do exame de imunidade que ele fez, está com o IGG, que é a imunoglobulina G de 991. Põe imunidade nisso! Ele disse que nem precisa dizer nada. Nem eu vou dizer nada, porque do jeito que as coisas estão sendo controladas….

Covid da Rainha
A propósito, fica o registro. Está todo mundo acompanhando a Covid da rainha. A Inglaterra está abrindo tudo, a Suíça também; a Suécia; Noruega e a Dinamarca. A rainha está sendo tratada. Aqui no Brasil se dizia que não tem tratamento, mas a rainha está sendo tratada. E é exatamente com aquele tratamento que todos nós conhecemos. Só para registrar, porque o tempo é o senhor da razão. Na medida em que o tempo vai passando, nós poderemos responsabilizar aqueles que pela sua propaganda, pelo caos provocaram mortes. E para encerrar, Rio de Janeiro já está anunciando se em março continua o uso da máscara ou não. Aquele ar puro do Rio de Janeiro, aquele vento maravilhoso, que vem do mar, vai aliviar. Não custa lembrar que coincidentemente transferiram o Carnaval para abril.


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QUAL DEVE SER O PAPEL DE MINISTRO NO STF

 

Ministro militante?

Por
J.R. Guzzo – Gazeta do Povo

Ministro Luís Roberto Barroso durante sessão no STF| Foto: Carlos Alves Moura/STF

Será que o ministro Luís Roberto Barroso se esquece, de tempos em tempos, que é um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil, e não um militante político individual, que pode ir aonde quiser e falar o que bem lhe der na telha? Não há nenhuma hipótese de acontecer nada parecido. Barroso faz questão de se exibir como ministro da “Suprema Corte” 24 horas por dia, 60 minutos por hora, sem dar descanso a ninguém – e, se por acaso, alguém se esquecer disso por um instante, lá estará ele para lembrar: “Atenção aí: eu sou ministro do STF.”

Ele sabe perfeitamente o que está fazendo, portanto, e faz isso perfeitamente de propósito, quando vai a um seminário nos Estados Unidos cujo tema é: “Como se livrar de um presidente” – ou “How to ditch a president”, no título oficial em inglês. Agora, honestamente: pode uma coisa dessas? Barroso é membro de um dos três poderes constitucionais do Estado brasileiro; é inaceitável, dos pontos de vista ético, moral e político que vá a um país estrangeiro e participe de um evento que discute a eliminação de presidentes da República. Sua desculpa, pelo que se imagina, é que o seminário fala sobre esse assunto no “genérico”; não diz, com todas as letras, “como se livrar do presidente Jair Bolsonaro”. Só faltava que dissesse. Uma criança de dez anos de idade entende muito bem do que estão falando, e porque Barroso foi lá.

O ministro e muitos dos seus colegas de STF estão jogando de maneira cada vez mais aberta na desordem política. Jamais passou pela cabeça de nenhum juiz da Suprema Corte americana, ou de qualquer outro supremo tribunal de país democrático, vir ao Brasil, ou a Cochinchina, para falar em derrubar um presidente da República constitucionalmente eleito; a mera noção disso é um absurdo integral.

Mas Barroso nem liga. É isso mesmo o que quer: criar tumulto num ano eleitoral decisivo. Um magistrado do STF, pelo que manda a Constituição, tem como obrigação fiscalizar a legitimidade constitucional das leis e decisões de governo deste país – só isso. Não pode ser um militante político; é, além de ilegal, falta de decoro no exercício da função. Se Barroso faz o que faz, e sabe perfeitamente que não pode fazer o que está fazendo, é porque vê a si próprio como a figura número 1 da oposição brasileira – e porque acredita, sem dúvida, que o seu comportamento ilegal não pode ser julgado por ninguém. Nenhum ministro do STF tem esse direito.


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MOTIVOS ALEGADOS PELA RÚSSIA PARA INVADIR A UCRÂNIA

 

  1. Internacional 

Ameaças se intensificaram nos últimos anos, enquanto líder russo tenta reafirmar sua importância geopolítica na região

Redação, O Estado de S.Paulo

A tensão entre Rússia, Ucrânia e países da Otan, entre eles os Estados Unidos, se agravou nesta segunda-feira, 21, após o presidente russo, Vladimir Putin, reconhecer a independência de duas regiões separatistas na Ucrânia e enviar “tropas de paz” aos territórios. Entenda os principais pontos da crise:

Se preparando
Militares ucranianos participam de exercícios militares perto da cidade de Chuguev, região de Kharkiv, na Ucrânia. Foto: Sergey Bobok / AFP

O que está por trás da crise na Ucrânia?

Depois do colapso da União Soviética, a Otan se expandiu rumo ao leste, associando-se a países que durante a Guerra Fria faziam parte da União Soviética, como foi o caso da Lituânia, Letônia e Estônia, e do Pacto de Varsóvia, como a Polônia, a Romênia e a Bulgária. Com isso, os limites territoriais da aliança se moveram para cada vez mais perto de Moscou. Em 2008, a aliança atlântica anunciou que, um dia, pretende contar com a adesão da Ucrânia. 

Por que Putin está ameaçando a Ucrânia agora? 

O presidente russo, Vladimir Putin, considera expansão da Otan para o leste uma ameaça existencial à Rússia. Nos últimos anos, ele tem reconstruído o poderio militar russo e reafirmado sua importância geopolítica na região.

Conforme a força bélica russa cresceu, suas ameaças tornaram-se mais intensas. As bases de mísseis da Otan na Polônia também são descritas por ele como uma ameaça. Além disso, Putin insiste que Ucrânia e Belarus, historicamente e do ponto de vista cultural, são partes da Rússia. Aos 69 anos, Putin tem como objetivo redesenhar as fronteiras geopolíticas da era soviética, com a Ucrânia retornando à área de influência russa. Menos claro é como ele pretende fazer isso por meio da força. O custo de uma intervenção militar seria alto, seja por sanções ou até mesmo com uma resposta armada com o Ocidente, mas não se sabe se Putin se contentaria com um meio termo. Até agora, nenhum lado cedeu e uma solução diplomática parece emperrada. 

O que está em jogo para os países europeus?

O maior risco para a Europa, principalmente para potências como França, Alemanha e Reino Unido, é a sobrevivência da estrutura de segurança que ajudou a manter a paz no continente desde o fim da 2.ª Guerra. Com essas potências divididas sobre qual a melhor resposta às ameaças de Putin, o conflito também evidenciou as fraturas internas da União Europeia e da Otan. 

Com a saída da chanceler Angela Merkel, que cresceu no leste da Alemanha na época da Guerra Fria, fala russo fluentemente e desenvolveu uma boa relação com Putin, a Europa perdeu um interlocutor inestimável com Moscou. Seu sucessor, Olaf Scholz, foi criticado por não assumir um papel de destaque na crise. A Europa tem importantes laços comerciais com a Rússia e perderia muito mais do que os EUA com as sanções impostas após a invasão russa da Ucrânia. Também depende do fornecimento de gás russo, uma fraqueza que Putin explorou em disputas anteriores.

O projeto do gasoduto NordStream 2, vital para os interesses russos, está em risco em meio à crise.

A PANDEMIA AUMENTOU O NÚMERO DE PESSOAS COM SINTOMAS DE DEPRESSÃO

 

Adiel Rios = Mestre em Psiquiatria pela UNIFESP

A conscientização dos brasileiros sobre o tema depressão parece aumentar. Segundo pesquisa do Datafolha sobre saúde mental, 4 em cada 10 brasileiros tiveram sintomas de ansiedade ou depressão durante a pandemia, e 53% dos entrevistados consideram muito importante oferecer suporte a quem esteja passando pela doença, enquanto 10% não souberam agir diante de um conhecido com depressão.

Dos 2.055 entrevistados em 129 municípios das cinco macrorregiões do país, 44% afirmaram que tiveram problemas psicológicos. Entre eles, 28% apontaram que tiveram diagnóstico de depressão ou outra doença relacionada à saúde mental durante a pandemia de Covid-19, enquanto 46% afirmaram que algum familiar ou amigos próximos tiveram depressão nesse período.

“De fato, identificar um quadro de depressão exige cautela, especialmente no momento atual. É importante destacar que a pandemia aumentou o número de pessoas com sintomas depressivos ou ansiosos, mas isso não é sinônimo de depressão ou transtorno de ansiedade generalizada. Esse diagnóstico depende de vários critérios, e é individualizado”, afirma Dr. Adiel Rios, Mestre em Psiquiatria pela UNIFESP e pesquisador no Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP.

Segundo ele, a depressão pode ser resultado de alterações nos neurotransmissores do cérebro (como a serotonina, a noradrenalina e a dopamina, responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar) e de fatores genéticos e epigenéticos. Estes últimos são fatores ambientais, como situações sociais de alta vulnerabilidade, traumas, abuso de substâncias lícitas e ilícitas, sedentarismo, alimentação, dentre outros. “Isso mostra claramente que não somos apenas a expressão de um gene, mas a resposta a tudo que acontece a nossa volta”.

Abaixo, o psiquiatra lista 8 sinais que podem indicar uma possível depressão:

Desinteresse pelas atividades que davam prazer

“É difícil ter motivação com uma rotina cheia de eventos estressantes como os atuais. No entanto, se a pessoa chega ao ponto de deixar de lado as atividades que sempre gostou de fazer, é um sinal perigoso”. Segundo Adiel Rios, neste período de transição, a oportunidade de se isolar e ser mais inativo chega a se tornar um alívio para as pessoas que já desenvolveram depressão ao longo desses dois anos de pandemia.

Sentimento contínuo de tristeza e apatia

A tristeza é um fenômeno de causas externas. A morte de uma pessoa querida ou o fim de um namoro são exemplos de eventos que podem deixar alguém triste. Ao contrário da tristeza, a depressão é um fenômeno interno e não precisa de um acontecimento para disparar este sintoma. A pessoa fica apática, não sente vontade de fazer nada e não entende o porquê. Dificuldade de concentração, cansaço sem explicação, alterações no sono e no apetite são alguns dos sintomas da depressão.

Mudanças bruscas de humor

Irritação constante por motivos banais, mudanças súbitas de humor e até reações agressivas merecem atenção. “O indivíduo com depressão se aborrece à toa e sempre encontra motivos para se irritar e reclamar”. Essa apresentação pode ser bastante comum em homens, explica o pesquisador.

Alterações no apetite e no sono

Dormir demais (ou quase nada) e comer muito (ou perder o apetite) são quadros sintomáticos comuns na pessoa com depressão. “As oscilações são muito grandes. O indivíduo pode passar várias noites em claro ou chegar a dormir 12 horas seguidas e, mesmo quando acorda, não tem a menor disposição para levantar. Na alimentação, a pessoa que come muito mais do que deve, usa a comida como válvula de escape para aliviar a ansiedade. Já outras, perdem completamente o apetite, chegando a ter enjoos só de sentir o cheiro de comida”.

Desleixo com higiene e vaidade

Uma das características da depressão é a perda da vontade de cuidar de si mesmo. A pessoa costuma estar com a higiene corporal comprometida (podendo ficar dias sem tomar banho); roupas sujas, rasgadas ou desalinhadas; mau cheiro; cabelos despenteados, sujos e visivelmente maltratados; barba por fazer (em homens); dentes estragados ou unhas sujas e compridas.

Dores pelo corpo

Além dos sintomas psiquiátricos, a depressão pode ser uma doença inflamatória que ataca o corpo. “O indivíduo parece vivenciar uma ‘síndrome gripal’ com dores e tensão acumulada nos músculos, ombros e pescoço; cólica, diarreia ou azia; aperto no peito, dores de cabeça e fadiga. Muitos ignoram os sintomas físicos, quando, na verdade, eles podem ajudar no diagnóstico”, aponta Adiel Rios.

Dificuldade nas tarefas rotineiras

A sensação de “cabeça vazia” e a dificuldade de se concentrar são típicos de uma pessoa com depressão. Muitas vezes, os pensamentos se tornam tão confusos que dificultam a tomada de decisões, mesmo aquelas mais simples e cotidianas. “Como consequência, tudo se torna um esforço imenso, e a pessoa acaba procrastinando suas tarefas e responsabilidades, deixando-a ainda mais angustiada”.

Autoestima baixa

Outro sinal de alerta da depressão é a sensação de incapacidade, impotência e fragilidade. De acordo com Adiel, é comum a pessoa se sentir menos importante, achar que ninguém se importa com ela e que tudo que acontece de ruim é sua culpa. “A vida começa a ficar esvaziada, cansativa e até sem sentido. Quando chega a este ponto, pode começar a vir os pensamentos suicidas”.

Vale lembrar que a depressão é, sim, uma doença grave, que deve ser tratada antes que alcance estados onde a pessoa fique totalmente incapacitada. “Portanto, antes de fazer um julgamento sem conhecimento de causa, busque informação e esclareça as dúvidas com um especialista. Perceber estas mudanças de comportamento é um processo importante para identificar rapidamente se você ou alguém está entrando em depressão”, alerta Adiel Rios.

RARAMENTE TEMOS AS MELHORES IDEIAS QUANDO ESTAMOS PREOCUPADOS COM ALGUMA COISA

 

Pluga.co

Só vou fazer um adendo a esse “nada”. Os 74% de vazio no espaço se referem a algo que chamamos de “vácuo quântico” que é diferente de nada (pois ainda existem partículas a nível quântico). Outra coisa é que a própria existência de espaço já é alguma coisa – mesmo que ele fosse vazio. Imagine que a gente tenha que viajar a outro planeta. A quantidade de espaço a ser percorrido faria muita diferença no tempo que ia levar de um ponto a outro.

E muitos outros nadas absolutamente incríveis chegaram na minha caixa postal: viagens, artesanatos, leituras, reflexões…

A verdade é – eu sei – que muita gente chamaria a ausência de coisas para fazer de tédio (sendo honesta, muitas vezes faço parte desse grupo!)

Mas cada resposta que eu recebi apenas reforça que eu acertei uma coisa ou outra nas minhas reflexões sobre a importância do fazer nada em nossas vidas. 

Em um experimento, Chris Bailey, concluiu que:

“Raramente temos nossas melhores ideias quando estamos focados em alguma coisa. (…) Quando simplesmente deixamos nossa atenção descansar, ela vai para três lugares principais: pensamos no passado, no presente, e no futuro.”

Depois disso, só melhora. Assiste comigo?!

Nessa mesma linha de raciocínio ele diz que quando nossa mente está vagando, 48% das vezes está planejando o futuro.

Tem combustível melhor para a inovação que isso?

Veja bem: não estou sugerindo aqui que todo mundo passe seus dias fazendo absolutamente nada e esperando resultados surpreendentes! Partindo do princípio que o nada existe, claro.

Um simples fazer algo que não tenha relação direta com o objetivo X ou com o trabalho Y pode ser muito promissor. Afinal,

“As pessoas precisam ter tempo para aprender coisas que não são obviamente relevantes para seus trabalhos, para que tenham uma base de conhecimento ampla e profunda para usar quando precisarem ser criativos”.

Refletindo sobre isso, me parece justo afirmar que uma boa dose de nada é também essencial para as empresas. Afinal de contas, elas nada mais são que organismos compostos por pessoas – não é verdade?

Foi o que aconteceu, por exemplo, dentro do Google.

Não sei se você já ouviu falar, mas muitos anos atrás a Google implementou uma política para estimular seus funcionários a dedicar 20% do seu tempo de trabalho a projetos não relacionados às suas metas dentro da empresa.

O resultado?

Os acionistas do Google agradecem.

Se pararmos para pensar, tem outros acionistas bem felizes com tudo aquilo que pode existir no vácuo. Pensa comigo:

Você consegue pensar em um não lugar mais não lugar que o Metaverso?

Entretanto, se meu feed falasse… 

•  TIM inaugura loja no metaverso;

•  Pantys entra no metaverso e lança NFT com foco em universo feminino;

•  H&M lança loja virtual no metaverso.

Só posso concluir que o que não faltam são oportunidades no vazio, inclusive quando falamos de trabalho.

Quando você não faz nada, seu cérebro tem um tempinho extra para processar informações e ser mais criativo. E o mesmo acontece com a sua empresa, seja qual for o tamanho dela.

Aqui na Pluga, por exemplo, damos respiro diários aos neurônios  da equipe delegando tarefas improdutivas às nossas próprias automatizações.

Inclusive, se você quiser, pode conversar com nosso robozinho para encontrar as automatizações ideais para o seu dia a dia. 

Você já parou para refletir onde seu negócio poderia chegar se algumas tarefas repetitivas entrassem no automático liberando espaço para a equipe “praticar” o nada? E o mais importante: como você faria isso acontecer?

A Startup Valeon reinventa o seu negócio

Enquanto a luta por preservar vidas continua à toda, empreendedores e gestores de diferentes áreas buscam formas de reinventar seus negócios para mitigar o impacto econômico da pandemia.

São momentos como este, que nos forçam a parar e repensar os negócios, são oportunidades para revermos o foco das nossas atividades.

Os negócios certamente devem estar atentos ao comportamento das pessoas. São esses comportamentos que ditam novas tendências de consumo e, por consequência, apontam caminhos para que as empresas possam se adaptar. Algumas tendências que já vinham impactando os negócios foram aceleradas, como a presença da tecnologia como forma de vender e se relacionar com clientes, a busca do cliente por comodidade, personalização e canais diferenciados para acessar os produtos e serviços.

Com a queda na movimentação de consumidores e a ascensão do comércio pela internet, a solução para retomar as vendas nos comércios passa pelo digital.

Para ajudar as vendas nos comércios a migrar a operação mais rapidamente para o digital, lançamos a Plataforma Comercial Valeon. Ela é uma plataforma de vendas para centros comerciais que permite conectar diretamente lojistas a consumidores por meio de um marketplace exclusivo para o seu comércio.

Por um valor bastante acessível, é possível ter esse canal de vendas on-line com até mais de 300 lojas virtuais, em que cada uma poderá adicionar quantas ofertas e produtos quiser.

Nossa Plataforma Comercial é dividida basicamente em página principal, páginas cidade e página empresas além de outras informações importantes como: notícias, ofertas, propagandas de supermercados e veículos e conexão com os sites das empresas, um mix de informações bem completo para a nossa região do Vale do Aço.

Destacamos também, que o nosso site: https://valedoacoonline.com.br/ já foi visto até o momento por 86.000 pessoas e o outro site Valeon notícias: https://valeonnoticias.com.br/ também tem sido visto por 750.000 pessoas , valores significativos de audiência para uma iniciativa de apenas dois anos. Todos esses sites contêm propagandas e divulgações preferenciais para a sua empresa.

Temos a plena certeza que o site da Startup Valeon, por ser inédito, traz vantagens econômicas para a sua empresa e pode contar com a Startup Valeon que tem uma grande penetração no mercado consumidor da região capaz de alavancar as suas vendas.

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Fones: (31) 98428-0590 / (31) 3827-2297

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

GOVERNO CONTRA OS LOBISTAS

Relações público-privadas
Por
Wesley Oliveira
Brasília

No Congresso Nacional, lobistas costumam circular com facilidade para tratar de temas de seu interesse com os parlamentares.| Foto: Pedro França/Agência Senado

Incluído na lista de prioridades do governo Bolsonaro no Congresso Nacional em 2022, o projeto de lei que regulamenta a atividade do lobby no Brasil deve contar com apoio do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para ser levado ao plenário ainda neste primeiro semestre. A expectativa, segundo líderes partidários, é de que chegar a um entendimento entre oposição e a base governista para acertar a redação final da proposta. Lobby é o nome dado à atividade de defesa de interesses de empresas e segmentos sociais no poder público.

“Eu defendo que nós deveríamos votar esse projeto para regulamentar de uma vez por todas o lobby no Brasil. Quem defende o interesse de quem, quem é responsável por defender esses interesses. O lobby de funcionários públicos é muito forte, é justo. Mas ele não será maior do que os fatos”, disse Lira.

O projeto de lei em discussão foi apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) em dezembro do ano passado, e traz uma série de regras para empresas e profissionais de relações governamentais – conhecidos como lobistas – que atuam junto aos poderes Legislativo, Executivo, União, estados e prefeituras.

Para o governo, regulamentar o lobby é prioridade por ser uma das exigências para que o Brasil entre na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o “clube de países ricos”. O ingresso do país na OCDE é uma das principais agendas externas do governo Bolsonaro. A entrada na organização daria ao Brasil uma espécie de chancela internacional de país seguro para se investir.

Em tese, a proposta do governo não cria a profissão de lobista, mas estabelece parâmetros e regras para que a atividade seja exercida. De acordo com a proposta, “as medidas visam tornar mais clara a representação privada de interesses, possibilitando, com isso, maior efetividade na repressão às condutas reprováveis”.

“A gente não quis dizer assim: ‘a profissão tem que ter essas características, vai ter algum conselho para regular’. Não. O que a gente está regulando é a atividade. Ou seja, existindo um profissional de lobby, esse profissional passa a ter regras nesse engajamento dele com o público”, disse o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário.


O que é a atividade de lobby e o que prevê o projeto do governo  

O lobby é exercido por grupos de interesse junto a agentes públicos a fim de tentar influenciar a aprovação de projetos ou atender a demandas de um determinado setor ou segmento social. A prática é bastante comum nos órgãos públicos. No Congresso, por exemplo, lobistas costumam circular com facilidade para tratar de temas de seu interesse com os parlamentares.

No início da pandemia, por exemplo, foi creditado ao lobby dos bancos, como a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), a mobilização que conseguiu travar o andamento de uma proposta que previa limitar os juros cobrados nos cartões de crédito durante a crise sanitária. A proposta, de autoria do senador Alvaro Dias (Podemos-PR), foi aprovada no Senado ainda em 2020, mas acabou sendo travada na Câmara dos Deputados.

Já no ano passado, a mobilização de integrantes do Ministério Público conseguiu que a Câmara dos Deputados rejeitasse uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretendia alterar a composição do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Autor da proposta, o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), atribuiu a rejeição ao que chamou de “máquina de propaganda” contra a proposta. “Talvez deputados não tenham se sentido encorajados a votar. Foram 11 votos a menos e eu acredito que novas rodadas poderão amadurecer um novo texto capaz de aperfeiçoar o controle do Ministério Público”, disse à época.

De acordo com a senadora Simone Tebet (MDB-MS), a regulamentação da atividade do lobby é importante para fazer justiça com a sociedade civil organizada e para criminalizar a prática ilegítima. “Vamos encarar de frente, até para valorizar os lobbies legítimos”, disse.

Para a Associação Brasileira de Relações Institucionais e Governamentais (Abrig), a regulamentação vai trazer mais transparência para a atividade. “Com ética e transparência, buscamos regras claras para a atividade de RIG, necessária para dar voz aos cidadãos e instituições sobre suas demandas”.

O projeto de lei do governo prevê normas sobre: 

audiências com lobistas, com a obrigação da presença de mais de um agente público no encontro; 
divulgação de agenda, o que incluir reuniões virtuais; 
proibição de recebimento de presentes e a regulação das hipóteses nas quais podem ser recebidos brindes pelo agente público; 
criação de regras para hospitalidade (recebimento de brindes e vantagens) nos casos em que agente público viaja representando o ente público em evento de particulares.
De acordo com o texto, representantes privados podem ser proibidos de participar de audiências, inclusive públicas, por até cinco anos caso descumpram as regras. Já pessoas em cargos públicos, estariam sujeitas a demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade, destituição de cargo ou suspensão e advertência.

“A norma prevê sanção para o servidor público que der informações equivocadas ou que omitir informações. E, para o privado, estamos criando o cadastro desses lobistas ou representantes de interesse que cometam alguma irregularidade. Quem for para esse cadastro vai estar proibido até cinco anos de ter qualquer tipo de possibilidade de representar interesses privados junto a autoridade do governo”, disse Wagner Rosário durante apresentação da proposta.

Texto pode ser relatado por líder do governo na Câmara 
A tentativa de regulamentar o lobby já se arrasta há mais de dez anos no Congresso. Proposta do deputado Carlos Zarattini (PT-SP) como o mesmo teor foi protocolada em 2007, mas nunca foi levada ao plenário da Câmara. A expectativa, segundo líderes da Câmara, é discutir a proposta de Zarattini junto com o texto apresentado pelo Palácio do Planalto.

O texto do petista prevê a regulamentação para a atividade de lobby nos poderes Executivo e Legislativo. Além disso, classifica como improbidade administrativa o oferecimento de presentes para autoridades. No entanto, libera que os lobistas façam doações para a campanha de autoridades.

Segundo Zarrattini, foi sugerido por ele que o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), assuma a relatoria do projeto para construir um acordo na Casa. A expectativa é de que uma definição ocorra após o feriado de carnaval, quando o presidente da Câmara, Arthur Lira, pretende discutir no colégio de líderes a retomada presencial das votações. “Se o Arthur Lira me convidar, eu relato. Acho que é importante para o país”, disse Ricardo Barros.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/o-que-preve-o-projeto-de-lei-regulamenta-a-atividade-de-lobby-no-brasil/
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