sábado, 15 de janeiro de 2022

PLANO DECENAL DE ENERGIA PARA 2022

 

Geração

Por
Cristina Seciuk – Gazeta do Povo

Plano Decenal de Energia espera avanço das fontes renováveis e avanço da capacidade instalada até 2030.| Foto: Antonio Lacerda/EFE

A geração brasileira de energia elétrica deve ultrapassar 224 GW de potência instalada até 2030 para fazer frente a um aumento de consumo que pode subir 3,1% ao ano, o que representa um acréscimo de 44% no período. É o que prevê o mais recente Plano Decenal de Expansão de Energia, o PDE 2030, que indica as perspectivas para a expansão do setor de energia no horizonte de dez anos – 2021 a 2030. Elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE, ligada ao Ministério de Minas e Energia), o documento ainda aponta avanço no patamar da geração renovável para 2030, indo a 88% contra 85% de 2020.

Lançado a cada ano, o Plano Decenal de Energia tem por objetivo indicar, “e não propriamente determinar”, as perspectivas para a expansão do setor de energia. Um novo plano, 2022-2031, deve sair ainda no primeiro trimestre de 2022. Tais estudos para o planejamento da expansão tomam por base três itens: a configuração do sistema existente, a expansão contratada em leilões e a perspectiva de entrada pelo Ambiente de Contratação Livre (ACL). Para o PDE 2030, a referência é abril de 2020.

Em maio de 2020, o Sistema Interligado Nacional (SIN) contava com capacidade instalada de cerca de 171 GW, com a participação das diversas fontes de geração, e – juntos – os leilões realizados até o mês anterior e a perspectiva de entrada de empreendimentos viabilizados através do ACL representam acréscimo de 15.600 MW de capacidade instalada nos dez anos seguintes.

Quem é quem na geração

O cenário, segundo a EPE, apresenta predominância de fontes renováveis, como pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), eólica e solar fotovoltaica (centralizada e distribuída) para o suprimento de energia. Já para a complementação de potência, a expansão de referência contempla termelétricas totalmente flexíveis, modernização com ampliação das usinas hidrelétricas existentes e resposta da demanda.

Observa-se que a participação hidrelétrica na matriz se mantém praticamente inalterada. Por outro lado, espera-se crescimento relevante das fontes eólica e solar fotovoltaica centralizada. Juntas essas fontes correspondem a aumento de 4%, acrescentando em torno de 6 GW na capacidade instalada já em implantação, de dezembro de 2020 até o final de 2030.


O PDE 2030 também chama a atenção para a oferta termelétrica existente, mas em final de contrato, além da “necessidade de modernização devido ao longo período em operação e final de vigência da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e do Programa Prioritário de Termeletricidade (PPT) ao longo do horizonte decenal”. O panorama leva a uma chance de redução de 6% na participação termelétrica do SIN, com incerteza associada à disponibilidade futura desses empreendimentos.

O resultado da configuração final de expansão esperada para ocorrer até 2030, em termos totais de capacidade instalada por tecnologia, prevê crescimentos em todas as tecnologias, à exceção da citada geração térmica:

Hidrelétricas devem ter avanço de 101,9 GW para 106,4 GW;
Eólica avança a 32,2 GW na comparação com 15,9 GW em 2020;
Geração Distribuída dispara de 4,2 GW para 24,5 GW;
Gás natural sai de 14,1 GW em 2020 para 22 GW em 2030;
Biomassa avança de 13,9 GW para 15,1 GW;
PCH vão de 6,6 GW para 8,9 GW de capacidade instalada;
Solar avança de 3,1 GW para 8,4 GW;
Nuclear de 2 GW para 3,4 GW;
Resposta da demanda, inédita do Plano Decenal de Energia, surge com 2,4 GW
Carvão recua dos 3 GW em 2020 para 0,7 GW
Óleo e diesel têm achatamento de 4,4 GW para 0,3 GW.
Expansão indicativa
Segundo o PDE, “em virtude dos efeitos da crise decorrente da pandemia de Covid-19, pode-se observar uma expansão indicativa de referência mais tímida que o usual. No entanto, a necessidade de expansão de tecnologias para o atendimento tanto de energia como de potência fica evidente”, com base nas perspectivas de aumento na demanda.

Quando se fala apenas em expansão já contratada para entrar em operação, verifica-se uma expansão total de aproximadamente 37 GW entre os anos de 2026 e 2030 (com média de 7,5 GW/ano), tudo em nova capacidade instalada a ser incorporada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) conforme o PDE 2030.

Além das fontes que já demonstram competitividade econômica, a expansão indicativa considerada tem inclusões como biomassa, modernização de uma planta a carvão e geração a partir de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), que aparece pela primeira vez em um Plano Decenal de Energia e deve atingir 60 MW de capacidade instalada até 2030.

Ainda no que se refere à expansão indicativa, as termelétricas flexíveis são as que mais avançam em capacidade instalada entre 2026 e 2030, com 12.334 MW. Apesar do número significativo (que inclui novas usinas e o retrofit de termelétricas em término de contrato), a predominância é das renováveis, puxadas, por exemplo, pela geração eólica, com expansão prevista de 11.875 MW. Durante todo o período de estudo as fontes renováveis são responsáveis por valores superiores a 85% da capacidade instalada no sistema brasileiro.

O futuro das hidrelétricas
Ainda a principal fonte geradora do país, as hidrelétricas merecem um olhar especial no PDE 2030. A fonte hidráulica, mesmo que predominante no Sistema Nacional – com cerca de 65% nos dias atuais – “precisará, cada vez mais, de maior gestão de sua operação caso se deseje utilizá-la para acomodar as variações de carga e o aumento da participação de fontes renováveis variáveis”. A preocupação parece em um momento que é de mudança na composição da matriz energética nacional, com desafios para o planejamento.

Marcada pela crise hídrica em 2021, a geração de energia por meio da água tem previsão de entrega de sete as usinas até 2030; quais sejam:

Davinópolis, no rio Parnaíba (MG/GO), com 74 MW do potência e previsão de entrada em operação em 2027;
Apertados, no rio Piquiri (PR), com 139 MW do potência e previsão de entrada em operação em 2028;
Castanheira, no rio Arinos (MT), com 140 MW do potência e previsão de entrada em operação em 2028;
Ercilândia, no rio Piquiri (PR), com 87 MW do potência e previsão de entrada em operação em 2028;
Telêmaco Borba, no rio Tibagi (PR), com 118 MW do potência e previsão de entrada em operação em 2029;
Comissário, no rio Piquiri (PR), com 140 MW do potência e previsão de entrada em operação em 2029;
Tabajara, no rio Ji-Paraná (RO), com 400 MW do potência e previsão de entrada em operação em 2029.

Apesar de vislumbrar a possibilidade de ampliação e modernização do parque de usinas hidrelétricas existente num total de 4.300 MW (incluídas as unidades acima), o PDE não traz a indicação de novas obras do tipo, “visto que essa oferta não se mostrou como uma opção economicamente atrativa para a expansão”.

A ausência da indicação no documento, entretanto, “não deve ser vista como uma redução da importância dessa fonte para o Brasil”, afirmam os formuladores. O Plano Decenal de Energia 2030 aponta textualmente a necessidade de “intensificar o debate sobre o papel das hidrelétricas no Brasil[…]. Enxergar novos modelos de negócios, mapear as possibilidades para melhor aproveitar o potencial remanescente e reconhecer a mudança da nossa matriz de energia elétrica são elementos chave para valorizar a importância das hidrelétricas no Brasil”, avalia a EPE. Destaque fica para a recomendação de revisão de projetos para a redefinição do potencial ótimo das usinas, de modo a observar as necessidades do sistema em perspectiva futura.

Energia para os próximos dez anos
Segundo indicação do Plano Decenal de Energia, o setor precisará de investimentos de R$ 2,7 trilhões até 2030, “sendo R$ 2,3 trilhões relacionados a petróleo, gás natural e biocombustíveis, e R$ 365 bilhões a geração centralizada, geração distribuída e transmissão de energia elétrica”. A avaliação tem por base a previsão de um crescimento médio, respectivamente, de 2,9% em 2021 e de 3,0% ao ano até 2030 no cenário de referência, traçado após a crise sanitária de 2020, com expectativa de um início de recuperação em 2021.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/economia/o-que-preve-o-plano-decenal-de-energia-para-2022-e-os-proximos-anos/
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PRESIDENCIÁVEIS QUEREM MUDANÇAS NO STF

Eleições 2022

Por
Renan Ramalho – Gazeta do Povo
Brasília

Sombra da estátua da Justiça e fachada do STF: Bolsonaro, até agora, é o único pré-candidato que fala abertamente no perfil de ministro que pretende indicar.| Foto: Nelson Jr./STF

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro já acena à sua base prometendo indicar, se reeleito, mais dois ministros de viés conservador (talvez evangélicos) para o Supremo Tribunal Federal (STF), outros pré-candidatos ao Palácio do Planalto têm evitado antecipar o perfil que desejam para novos integrantes para a Corte a partir de 2023. Mas ao menos um tem defendido reformas no STF. Aliado de outro presidenciável também fala em discutir mudanças, mas mais pontuais no Supremo. E o interlocutor de um quarto pré-candidato dá pistas de qual pode ser o perfil que ele vai escolher para ministro.

Em 2023, primeiro ano do próximo mandato presidencial, o presidente indicará substitutos para Ricardo Lewandowski (que se aposenta em maio, ao completar 75 anos) e Rosa Weber (que deixa o STF em outubro, quando atingirá a idade-limite para o exercício da magistratura).

Desde outubro, Jair Bolsonaro (recém-filiado ao PL, do Centrão) tem dito a aliados que quer aumentar sua influência – ou de setores que o apoiam – dentro da Corte. Em outubro, num café da manhã com parlamentares ligados ao agronegócio, disse que, caso reeleito, teria “quatro garantidos lá dentro”. “Não é que votam com a gente, votam com as pautas que têm que ser votadas do nosso lado”, relativizou.

Em 2 de dezembro, dia seguinte à aprovação de André Mendonça para o Supremo, disse que ele e o Kassio Marques, seu primeiro indicado, “representam, em tese, 20% daquilo que nós gostaríamos que fosse decidido e votado” na Corte. No dia 8, em entrevista ao programa Hora do Strike, da Gazeta do Povo, ele disse que, se reeleito, vai ter quatro ministros no STF “que têm uma forma de pensar muito semelhante à minha”. “A gente muda o Brasil”, afirmou. O Supremo tem ao total 11 ministros.

A insistência no tema decorre, em parte, das seguidas derrotas que Bolsonaro tem enfrentado na Corte, acusada por ele de interferir nas atribuições do governo, sobretudo no combate à pandemia (dando poder a governadores e prefeitos para adoção de medidas restritivas e forçando o governo federal a acelerar a vacinação), ou de perseguir seus apoiadores.


Moro defende reformas institucionais no Supremo
Até o momento, além de Bolsonaro, o único pré-candidato a presidente que se manifestou publicamente sobre mudanças no STF foi Sergio Moro (Podemos), mas sem sugerir que isso se daria a partir dos nomes que indicaria, mas sim por meio de reformas institucionais, que mexeriam com o poder dos ministros.

Durante debate no dia 27 de dezembro com empresários do grupo Personalidades em Foco, Moro criticou decisões da Corte que anularam condenações da Lava Jato, algo que para ele “gera descrédito” e é “ruim para as instituições”.

Ressalvou, no entanto, que sua crítica é “institucional”. “O remédio para isso são mudanças e reformas que melhorem nossas instituições. O mero ataque e o desrespeito não é algo que constrói. É preciso pensar em reformas institucionais no STF. Transformá-lo num tribunal constitucional e pensar em mandato para os ministros.”

Na conversa com empresários, Moro defendeu uma restrição do poder do STF, por exemplo, com o fim do foro privilegiado – o que tiraria de vez dos ministros o poder de julgar criminalmente parlamentares e ministros do governo. “Há hoje uma excessiva verticalização, tudo pode chegar ao Supremo. Precisa resolver as coisas em primeira e segunda instâncias [judiciais].”

Sempre que confrontado sobre o assunto, o ex-juiz evita comentar a atuação individual dos ministros, sobretudo da ala “garantista” que esvaziou a Lava Jato, protagonizada por Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. No dia 9 de dezembro, em entrevista à rádio Tupi, Moro condenou agressões aos ministros ou ao próprio STF, mas disse que “as pessoas ficam indignadas com razão” diante das anulações das condenações da Lava Jato. “As pessoas ficam tristes, indignadas, porque querem ver a Justiça funcionar”, afirmou.

Perfil para o STF não é prioridade de Lula, mas assunto deve ser tratado na campanha
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nada disse publicamente sobre o STF nesta pré-campanha. E advogados de seu entorno garantem que indicações não estão nas prioridades das discussões dentro do PT.

“A preocupação primeira é realmente construir um arco de alianças que seja possível, para enfrentar os enormes desafios, da fome e da miséria, que voltaram a assolar a vida de milhões de brasileiros. Como a gente pode reconstruir e reconciliar o país. Então, hoje as indicações para o STF são tema lateral”, disse à Gazeta do Povo o advogado Marco Aurélio Carvalho, que há anos trabalha para o PT e atualmente é bastante próximo do ex-presidente.

Para ele, mais para frente, na campanha, questões relativas ao STF serão enfrentadas por todos os candidatos à Presidência. No PT, entretanto, a discussão passará longe da indicação de perfis ou nomes para a Corte. “O papel do STF e a forma como as indicações podem ser feitas são seguramente dois dos temas mais relevantes que têm relação direta com o universo jurídico. Precisam ser enfrentados pelo Lula e por qualquer outro candidato”, disse.

Apesar de criticar duramente Sergio Moro – Marco Aurélio Carvalho é coordenador do grupo Prerrogativas, que reúne advogados antilavajatistas –, o advogado diz que podem ser objeto de discussão temas muito semelhantes aos propostos pelo ex-juiz: limites ao poder do STF e mandatos fixos para os ministros. “Limitar do ponto de vista jurídico [ a atuação do Supremo], acho absolutamente necessário. Quanto ao mandato, tenho dúvidas. Porque uma das grandes garantias que deveriam, em tese, dar liberdade, autonomia e independência aos ministros é a vitaliciedade.”

Marco Aurélio Carvalho acrescenta que, no Brasil, ao contrário dos Estados Unidos, tratar de perfis para o STF não é algo de apelo popular para um candidato à Presidência. “É coisa de bolha”, diz, referindo-se a apoiadores de Bolsonaro e Moro que, segundo ele, fazem parte de uma elite que não compreende bem o papel e o funcionamento do STF. “Ainda tem gente achado que a gente ‘cubanizou’ o STF, o tornou comunista. Isso não chega na população de modo geral”, afirmou.

Aliado de Ciro dá dica de possível perfil para o STF; Doria mantêm silêncio

Os outros dois pré-candidatos, Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB), também mantêm silêncio sobre que tipo de ministro indicariam para o STF. Nos últimos meses, nenhum deles nem sequer opinou sobre a atual composição da Corte e suas decisões.

Mas, para um advogado próximo do PDT, seria natural que, se eleito, Ciro indicasse dois nomes desenvolvimentistas para o STF – ou seja, nomes ligados ao pensamento econômico que defende que o Estado tenha o papel de indução do desenvolvimento. “O que é ruim é pegar nomes de dentro do colete que são desconhecidos da classe jurídica, que não têm legitimidade para assumir o cargo. A indicação é um ato discricionário do presidente. Depois de serem aprovados pelo Congresso, esses nomes têm de ter legitimidade na sociedade para que não sejam apenas indicações presidenciais, mas que sejam para cumprir a Constituição”, afirmou.

Um interlocutor de Doria, por sua vez, disse à reportagem que considera muito precoce a discussão sobre nomes. “Não é uma prioridade. O foco está nas pautas econômicas, de retomada da economia, manutenção da saúde, diminuição da pobreza e da fome no Brasil.”
Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2022/stf-qual-e-o-perfil-de-indicados-para-o-stf-que-os-presidenciaveis-querem/?ref=escolhas-do-editor
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SERÁ MESMO QUE 65 MILHÕES VÃO VOTAR NO LULA EM 2022?

 

Lula lá?

Por
Paulo Polzonoff Jr. – Gazeta do Povo

Pesquisas passam por uma crise de credibilidade, sim. Mas, se Lula realmente conta com o apoio de 66 milhões de brasileiros é porque errados. E muito.| Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

Só poderei entender o outro se a mim mesmo entender.

  • Gustavo Corção

No texto que escrevi sobre a preocupação presidencial com o possível avanço de uma onda vermelha sobre o Brasil, convidei os leitores a uma conversa. Quem chegou ao quarto parágrafo leu o convite para puxar uma cadeira e participar do bate-papo, talvez até tomando uma cervejinha gelada. Nem todos, contudo, reagiram bem ao convite. Houve quem entrasse chutando a mesa e as cadeiras cuidadosamente dispostas e esbravejando: “Você está errado! Eu tenho razão!”.

Mas não aprendo. E, se não aprendo, é porque não quero aprender. Sei que há muita gente viciada em estar com a razão, mas não me vejo como traficante de certezas. Pelo contrário, se é para viciar as pessoas em algo, que seja na dúvida. Refletir dá uma barato que nem te conto!

Por isso, e a despeito de um ou outro malcriado, insisto no convite: chega mais. Puxe uma cadeira. Não, não essa. Essa é muito dura. Ô, Dani, onde é que tá aquela almofada? Não, não a verde; a amarela. O amigo aqui tá precisando. Melhor assim? Maravilha! Não liga, a Catota é desse jeito mesmo. Logo ela se acostuma com você. Ah, já já o café fica pronto. Vai querer? Daqueles bem fortes. Também tem cerveja na geladeira. Prefere uísque? É pra já! Quantas pedras de gelo? Seja sempre bem-vindo à nossa conversa diária.

Pesquisas eleitorais
Este texto se baseia nos dados de uma recente pesquisa eleitoral. E, sim, eu sei que as pesquisas eleitorais, não é de hoje, sofrem uma grave crise de credibilidade. Sucessivamente, os números das pesquisas insistem em contrariar a realidade que apreendemos intuitivamente. Acontece comigo também. Olho para os lados e não vejo 45% dos familiares e amigos afirmando que votarão em Lula. Por consequência, dou um passo atrás e digo para mim mesmo que, sei não, algo de estranho está estranho.

“Como assim um candidato ex-presidiário que não pode nem ir no barzinho da esquina bebericar sua cachacinha pode estar 20 pontos percentuais à frente do candidato e atual presidente que ainda atrai razoáveis multidões por onde passa?”, você e eu nos perguntamos. E, para essa e tantas outras perguntas, não tenho uma resposta. A lógica me faz crer que os institutos de pesquisa não teriam interesse em fraudar esse tipo de resultado. Afinal, o bem mais valioso para um instituto de pesquisa é, em teoria, sua credibilidade. Se ninguém acredita nas pesquisas de opinião, para que elas servem?

Feitas essas ressalvas necessárias (mas sempre insuficientes), o fato é que uma pesquisa recente mostra que Lula teria 45% dos votos dos brasileiros. Numa conta rápida, levando em consideração que o Brasil tem 147 milhões de pessoas aptas a votar, isso equivaleria a 66 milhões de eleitores. Arredondemos para 65, só para o título ficar bonitinho. Este é o número de brasileiros, nossos concidadãos, pessoas com as quais dividimos o escritório, o transporte público e o restaurante, e que, em teoria, a julgar pelos números de uma pesquisa, estariam dispostas a votar num ex-presidente que já passou 580 dias numa prisão de luxo.

As condenações pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro posteriormente foram malandramente anuladas pelos “guardiões da Constituição”. O que não quer dizer, em hipótese alguma, que Lula tenha sido inocentado.

Ignorância tão profunda que nos escapa
Dito isso, chegou a hora daquele momento que incomoda tanta gente: o de olhar para dentro. A fim de tentar entender onde foi que erramos, enquanto sociedade, a ponto de termos entre nós 65 milhões de semelhantes que no mínimo cogitam votar em Lula – o que significa devolver o poder a um grupo político caracterizado pela corrupção, autoritarismo e mentira.

O que leva um caminhoneiro, por exemplo, a dizer que prefere a corrupção do PT a um governo “que cobra um preço desses pelo diesel”? O que leva um intelectual todo racional, iluminista e ateuzão a depositar todas as suas esperanças (fé) em Lula? O que leva jornalistas – olá, colegas! – a defenderem um partido que despreza a liberdade de expressão? O que leva um cristão a cogitar votar numa facção que já se mostrou antirreligiosa e que, pior, se baseia numa ideologia que tem como base a força, e não a misericórdia?

De todos os exemplos citados, os únicos que fazem algum sentido são o dos intelectuais e o dos jornalistas – grupos tradicionalmente cooptados pelo espírito coletivista que insiste em nos assombrar, mesmo depois de todas as tragédias totalitárias do século XX. Aliás, faz sentido que todas as pessoas que de alguma forma sucumbiram à tentação da engenharia social (incluindo aí médicos, arquitetos e escritores) vejam até com naturalidade a ideia de votar em Lula. Afinal, eles agem movidos pela ambição de um dia construir uma nova Torre de Babel.

Quanto aos demais exemplos e outros tantos que não me ocorrem, resta a dúvida: agem movidos por ignorância ou por uma má-fé disfarçada de “jeitinho brasileiro”? Ora, quem me lê com as devidas frequência & atenção sabe que prefiro sempre pressupor ignorância a cogitar que alguém aja de forma deliberadamente mal-intencionada.

É ela, a ignorância, o que leva uma pessoa honesta a não enxergar a relação entre a crise e, por exemplo, o intervencionismo econômico. É a ignorância o que faz certas pessoas darem de ombros para a liberdade, considerando-a um valor menor. É a ignorância, inclusive a ignorância de si mesmo (daí a frase de Gustavo Corção lá no alto), o que impede alguns de entenderem que o outro às vezes age movido por sentimentos mesquinhos, como a inveja e a vaidade, mesmo que de sua boca saiam palavras a exaltar “o bem comum”.

Honestidade, autonomia, autossacrifício

Se há, portanto, algo de verdadeiro na pesquisa, e se de fato 66 milhões de brasileiros pensam em entronar Lula novamente, é porque, nas últimas duas décadas, não conseguimos, apesar de todos os textos e debates e memes e documentários e cultos e decisões judiciais, criar uma sociedade baseada em valores como a honestidade, a autonomia e o autossacrifício. Pelo contrário, fomentamos essa ignorância que agora nos ameaça com a volta de Lula, exaltando a preguiça sobre a honestidade, a dependência sobre a autonomia e os prazeres sobre o autossacrifício.

Mas me diga: ainda tá bom esse uísque? Não quer mais gelo, não? Acho que vou cortar um salaminho pra gente. Xi, olha que sujeirada! Limpa logo isso, cara. Se a Dani vir vai ficar furiosa! Ah, meu Deus, aí vem ela. Disfarça, disfarça. Oi, amor, tudo bem? Não, não. Eu tava me levantando agora mesmo pra cortar um salaminho pra gente. A Catota? Não tenho a menor ideia de onde essa gata se enfiou. Mas onde é que estávamos mesmo? Ah, sim. Eu falava dos brasileiros que, de acordo com uma pesquisa aí, cogitam votar em Lula. Em Lula! Não dá mesmo pra acreditar numa coisa dessas.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/polzonoff/se-65-milhoes-de-brasileiros-cogitam-mesmo-votar-em-lula-onde-foi-que-erramos/
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NOMES DE VICES PARA AS CHAPAS PRESIDENCIÁVEIS EM 2022

 

  1. Política 
  2. Eleições 

Partido, fruto da fusão entre DEM e PSL, terá R$ 1 bilhão para as campanhas e não deve lançar candidato; Bivar, Mandetta e Mendonça Filho podem integrar chapa

Lauriberto Pompeu, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – Mesmo sem saber qual candidato vai apoiar nas eleições presidenciais de outubro, o União Brasil já tem três nomes de vice para oferecer em qualquer chapa. A lista é composta por Luciano Bivar (PE), presidente do PSL; Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), ex-ministro da Saúde, e Mendonça Filho (DEM-PE), ex-titular da Educação. Em comum, porém, os três colecionam dificuldades em disputas eleitorais.

Fruto da fusão entre o DEM e o PSL, o União Brasil nasce com o maior fundo eleitoral para a campanha deste ano, na casa de R$ 1 bilhão. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve avalizar a criação do partido em fevereiro.

Pré-candidato do Podemos ao Palácio do Planalto, o ex-ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro ia se encontrar com Mandetta na segunda-feira, em São Paulo, para discutir a possibilidade de aliança. Moro postou ontem no Twitter, porém, que seu teste de covid-19 deu positivo. Com isso, a reunião foi adiada.PUBLICIDADE

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Luciano Bivar conquistou vaga na Câmara na onda bolsonarista; Luiz Mandetta ganhou projeção como ministro da Saúde; Mendonça Filho tentou, sem sucesso, o Senado em 2018 Foto: Dida Sampaio/Estadão, Daniel Teixeira/Estadão, Fabio Motta/Estadão

Mandetta só ganhou projeção na equipe de Bolsonaro, como ministro da Saúde, no início da pandemia do coronavírus, em 2020. Antes, em 2018, ele mostrava desencanto com a política e não havia nem mesmo disputado a reeleição para deputado federal.

Mendonça Filho, por sua vez, concorreu ao Senado em 2018, mas acabou derrotado. Dois anos depois, em 2020, foi candidato à prefeitura do Recife e não chegou nem ao segundo turno.

Luciano Bivar, na outra ponta, não conseguiu ser eleito deputado federal em 2014, mas em 2018 conquistou uma vaga na Câmara, na onda bolsonarista – à época, Bolsonaro era filiado ao PSL. Mesmo assim, Bivar ficou em sétimo lugar entre os nomes de Pernambuco.

O União Brasil tem negociado principalmente com Moro e com o PSDB, que lançou o governador de São Paulo, João Doria, como pré-candidato ao Planalto. O MDB, que apresentou a senadora Simone Tebet (MS) para a disputa, também participa das articulações.

O deputado Júnior Bozzella (SP), um dos vice-presidentes do PSL que manterão o cargo no União Brasil, admitiu entraves para a aliança com Moro. Mesmo assim, virou uma espécie de porta-voz da campanha do ex-juiz. “A gente vai ter deputados, R$ 1 bilhão de fundo eleitoral, quase dois minutos de TV (no horário gratuito), além das inserções, que vão contar muito. Em um projeto nacional, isso tem peso gigante”, disse Bozzella, sob o argumento de que o União Brasil é a alternativa para impulsionar a terceira via.

Polarização

Na lista dos possíveis vices, Mandetta tem como vantagem a proximidade com Moro. Os dois foram colegas de Esplanada e saíram rompidos com Bolsonaro, em abril de 2020. Desde aquele ano, eles têm trocado impressões sobre o cenário eleitoral e conversado com outros nomes que tentam quebrar a polarização entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Bivar tem a seu favor o fato de que será o presidente do União Brasil. Tanto ele como Mendonça Filho são do Nordeste, região que é considerada um celeiro de votos do PT. A dobradinha entre Bivar e Moro, no entanto, contrastaria com o discurso de combate à corrupção mantido pelo ex-juiz. Motivo: o deputado é suspeito de fomentar concorrentes laranjas.

Em 2019, por exemplo, Bivar chegou a ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investigou fraudes na aplicação de recursos destinados a candidaturas femininas em Pernambuco. Ele sempre negou desvio de dinheiro. Questionado sobre a aliança com Moro, afirmou que “é necessário tempo para a discussão da pauta econômica com os pré-candidatos e para acomodar alguns palanques pelo Brasil”.

Marcos Cintra, ex-secretário da Receita Federal, tem auxiliado o PSL nas pautas econômicas e foi escalado para dialogar com a campanha de Moro. 

A estratégia do União Brasil consiste em aguardar até abril para tomar uma decisão sobre qual presidenciável apoiar. É nesse mês que termina o prazo para que deputados possam mudar de partido sem perder o mandato. “Até lá, os movimentos serão mínimos porque os partidos precisam priorizar as bancadas no Parlamento”, observou Mendonça Filho.

FILMES INSPIRADOS NAS OBRAS DE WILLIAM SHAKESPEARE

 

  1. Cultura 
  2. Cinema 

Com a estreia de A Tragédia de Macbeth, listamos longas considerados obras-primas, inspirados em peças do inglês

Luiz Zanin Oricchio, O Estado de S.Paulo

Para Harold BloomWilliam Shakespeare é o centro do cânone ocidental. Descontado o viés anglo-saxônico da afirmação, o fato é que se deve creditar Shakespeare como um dos construtores da sensibilidade ocidental moderna. Com suas peças de feitura inigualável e inspirada e temática que não se esgota, tornou-se um sucesso de público e crítica através dos séculos. Dessa forma, era previsível que se tornasse um dos (senão o mais) adaptado dos autores para o cinema.

A Tragédia de Macbeth
Denzel Washington em ‘A Tragédia de Macbeth’, mais uma adaptação para o cinema do clássico de Shakespeare. Foto: Alison Rosa/A24/Apple TV Plus

Aproveitando o lançamento de A Tragédia de Macbeth que parece ser histórico, com Joel Coen na direção, e Denzel Washington e Frances McDormand nos papéis principais, convém recordar algumas das principais adaptações do Bardo para a tela grande. Só da peça “maldita”, existem várias versões:PUBLICIDADE

‘Macbeth’, de Roman Polanski (1971)

Jon Finch é Macbeth e sua esposa é vivida por Francesca Annis. Macbeth é convencido pelas bruxas de que pode tomar a coroa do rei Duncan e assumir o poder. Um crime leva a outros. Uma das adaptações mais sombrias desse texto já tétrico de Shakespeare, por um Polanski atormentado pelo assassinato de sua esposa, Sharon Tate. Disponível na HBO Maxhttps://www.youtube.com/embed/Ysd5gwHfG1w?enablejsapi=1&origin=https%3A%2F%2Fcultura.estadao.com.br

‘Romeu e Julieta’, de Franco Zeffirelli (1968)

Uma das peças mais populares de Shakespeare, ganha aqui adaptação bastante literal. Romeu (Leonard Whiting) e Julieta (Olivia Hussey) apaixonam-se apesar de pertencerem a famílias que se detestam, os Montecchio e os Capuleto. Assista no YouTubehttps://www.youtube.com/embed/gvCpDknV6Ps?enablejsapi=1&origin=https%3A%2F%2Fcultura.estadao.com.br

‘Amor Sublime Amor’ (West Side Story), de Jerome Robbins e Robert Wise (1961)

Um Romeu e Julieta em formato musical, ambientado nos Estados Unidos. Em um bairro pobre de Nova York, ferve a rivalidade entre os grupos de imigrantes porto-riquenhos e norte-americanos de origem anglo-saxônica. Maria (Natalie Wood) e Tony (Richard Beymer) se amam, mas, como pertencem a grupos rivais, seu destino será trágico. O enredo foi agora retomado por Steven Spielberg (2021), com mesma música (Leonard Bernstein) e letras (Stephen Sondheim), reproduzindo o conflito básico da versão anterior, apenas acirrado pelas tensões atuais. Assista na Amazon Prime Video.https://www.youtube.com/embed/NF1L3NorO3E?enablejsapi=1&origin=https%3A%2F%2Fcultura.estadao.com.br

Macbeth
Cena do filme ‘Macbeth’, de Orson Welles. Foto: Divulgação

‘Macbeth – Reinado de Sangue’, de Orson Welles (1948)

Com o próprio diretor no papel principal. A ambiciosa Lady Macbeth é interpretada por Jeanette Nolan. Como de hábito, Welles empresta tom gótico a essa tragédia da busca insana pelo poder. Uma obra-prima.https://player.vimeo.com/video/122713781?h=8239396f7d

‘Trono Manchado de Sangue’, de Akira Kurosawa (1957)

A figura marcante de Toshiro Mifune assume o papel do rei assassino. Asaji Washizu é a mulher ambiciosa, que arma a mão do marido para o crime. Harold Bloom considera a melhor adaptação da peça para o cinema. Venceu o Festival de Veneza. Ator e atriz também foram premiados no festival italiano.https://www.youtube.com/embed/TLTVSqwhChE?enablejsapi=1&origin=https%3A%2F%2Fcultura.estadao.com.br

‘Otelo’, de Orson Welles (1951)

Welles pinta o rosto para interpretar o mouro ciumento, que mata a esposa Desdêmona (Suzanne Cloutier) instigado pelo intrigante Iago (Michéal MacLiammóir).https://www.youtube.com/embed/fCZ0obRJa08?enablejsapi=1&origin=https%3A%2F%2Fcultura.estadao.com.br

‘Che Cosa sono le Nuvole’, de Pier Paolo Pasolini (1968)

Vale a pena destacar essa criativa (e comovente) adaptação de Otelo feita por Pier Paolo Pasolini. O centro da ação parte de Iago (o cômico Totò), que conduz a intriga num simulacro de teatro de marionetes. Ninetto Davoli encarna o boneco que representa Otelo. É um dos episódios do longa-metragem Capricho à Italiana.https://www.youtube.com/embed/orYVPH7_kXE?enablejsapi=1&origin=https%3A%2F%2Fcultura.estadao.com.br

‘A Última Tempestade (Prospero’s Book)’, de Peter Greenaway (1991)

Talvez a mais complexa adaptação de uma obra de Shakespeare. A peça em si já é complicada, com suas várias vozes e o recurso da “peça dentro da peça”, usado por Shakespeare em outros trabalhos, como HamletSonhos de uma Noite de Verão e Medida por Medida. John Gielgud encarna as vozes múltiplas em meio ao barroquismo de Greenaway, facilitado pelas novas tecnologias audiovisuais.https://www.youtube.com/embed/rp6ZYCSiPhA?enablejsapi=1&origin=https%3A%2F%2Fcultura.estadao.com.br

‘Ran’, de Akira Kurosawa (1985)

É uma adaptação livre do Rei Lear. Um chefe de clã no Japão medieval avisa que pretende dividir o reino entre seus três filhos. O cerne da tragédia é a rivalidade e também os impasses da divisão do poder.https://www.youtube.com/embed/Dd-k9URvO0Q?enablejsapi=1&origin=https%3A%2F%2Fcultura.estadao.com.br

‘Hamlet’, de Grigory Kozintsev (1964)

A versão soviética é tida como das mais fiéis, e possivelmente, a melhor já feita da peça famosa. O príncipe (Innokenty Smoktunovsky) retorna à casa, aprende que o pai morreu e sua mãe casou-se com seu tio. Clássica, neste texto, a hesitação de Hamlet em vingar-se, mesmo instigado pelo espectro do pai. A peça influenciou até Freud, que via nessa postergação do ajuste de contas um sintoma do Complexo de Édipo (inconsciente) do príncipe.https://www.youtube.com/embed/OvssXTX2tuw?enablejsapi=1&origin=https%3A%2F%2Fcultura.estadao.com.br

‘A Herança’, de Ozualdo Candeias (1970)

É, talvez, a melhor aclimatação de Shakespeare ao Brasil. O príncipe da Dinamarca, atormentado pela morte do pai, aqui se torna o filho de um fazendeiro assassinado que procura se vingar. Ao mesmo tempo, a realidade brasileira, com o sertão e os seus despossuídos, insinua-se na trama. Filme brilhante, provavelmente o melhor de Candeias.

MARKETING MOBILE PARA 2022

 

Por Guilherme Kapos – Sales Director LATAM na Adjust

Com o começo de um novo ano, começam também as previsões e tendências que estão por vir. Com os efeitos da pandemia de COVID-19 e a introdução de alterações no IDFA com o iOS 14 no início deste ano, mudanças profundas ocorreram no marketing mobile (e no mundo como um todo).

Com os efeitos desses eventos ainda presentes, 2022 parece ser outro ano transformador para o marketing mobile. Vejamos algumas das principais previsões e tendências que acredito para 2022.

#1) O e-commerce continuará priorizando cada vez mais o mobile

Os efeitos da pandemia de COVID-19 levaram a mudanças duradouras em muitos setores, e um dos mais notáveis é a aceleração do e-commerce ao invés do comércio físico, comum no varejo. De acordo com o último relatório da Adjust, o Brasil registrou o segundo maior número de downloads de apps de comércio eletrônico no mundo, e a América Latina registrou um aumento de 27% de tempo de uso em apps de compras em 2021, mostrando a força das compras por celular no continente.

Como resultado dessa mudança, uma série de grandes varejistas, como a Sephora, mudaram seu orçamento interno para se concentrar mais em campanhas mobile do que em campanhas de lojas físicas. Para navegar neste espaço cada vez mais competitivo, os profissionais de marketing e desenvolvedores de aplicativos precisarão se concentrar na criação de experiências convenientes entre dispositivos, além de incentivar e reter seus usuários com sucesso.

#2) Aplicativos de finance se tornando “super apps” de estilo de vida financeiro

Populares na Ásia, os “super apps” são aplicativos mobile que fornecem vários serviços para se tornar uma abrangente plataforma de comércio e comunicação. Aplicativos como o WeChat integram um grande número de “mini programas” que permitem aos usuários pedir um táxi, solicitar um empréstimo ou comprar de uma empresa local, tudo no mesmo lugar.

Seguindo essa tendência, os aplicativos financeiros em outras regiões, como o PayPal nos EUA e o Nubank se destacando no Brasil,  estão se expandindo cada vez mais para fora dos serviços bancários, criando apps de finanças gerais e de estilo de vida. Muitos bancos estão criando recursos, como planejamento financeiro, diretamente em seus aplicativos, criando uma oportunidade para que seus apps forneçam serviços financeiros ao consumidor além de um banco regular.

#3) Podcasts terão uma participação cada vez maior nos investimentos com anúncios para celular

Embora os podcasts não sejam uma novidade no espaço da mídia digital, nos últimos anos eles deram um salto em termos de crescimento do número de ouvintes, e os anunciantes perceberam. De acordo com a eMarketer, os investimentos com anúncios em podcasts ultrapassaram US $1 bilhão em 2021 e devem ultrapassar US $2 bilhões até 2023. O crescimento e as atividades de conversão que acontecem na publicidade em podcast apresentam grandes oportunidades para os profissionais de marketing, especialmente no mercado brasileiro, já que 57% da população começou a ouvir podcasts durante a pandemia. Além disso, o Brasil é o quinto maior consumidor de podcasts no mundo atualmente.

Os podcasts estão intimamente ligados ao desenvolvimento do marketing de influência, com a confiança implícita no host ou criador do conteúdo, desempenhando um papel fundamental nas decisões de compra. Isso é particularmente verdadeiro para os compradores mais jovens, com 70% dos consumidores dos Millennials e da Geração Z relatando que compraram itens por recomendação de um social influencer.

Os compradores de anúncios estão respondendo, com quase metade planejando aumentar seus investimentos em podcasts e 71% planejando aumentar o investimento em conteúdo de marca por influenciadores, de acordo com Kantar. Nos próximos anos, esperamos que os podcasts, e particularmente seus hosts, desempenhem um papel fundamental no direcionamento aos ouvintes mais jovens.

#4) O excesso de serviços por assinatura levará a mais canais com suporte de anúncios e inventário de anúncios para CTV / OTT 

A última década viu uma mudança constante nos hábitos de assistir televisão, da TV aberta ou serviços de TV por assinatura, para streaming e serviços Over The Top (OTT). A pandemia apenas acelerou essa tendência. O crescimento da TV conectada (CTV) explodiu em 2020 e 2021, e um grande fluxo de novos serviços de streaming entrou no mercado, incluindo HBO Max, Disney +, Apple TV + e Discovery +. Mais de um milhão de assinaturas de TV Paga foram canceladas no ano passado, o movimento em direção ao streaming de CTV e OTT é claro.

No entanto, este grande fluxo também criou uma “overdose de serviços por assinatura”, já que o aumento nos serviços de streaming também significa mais taxas mensais para os usuários acessarem o conteúdo. Em última análise, há um limite para o número de assinaturas que a maioria das pessoas está disposta a fazer para esses serviços, e uma pesquisa recente da Hub Research já mostra que 41% dos entrevistados preferem assistir a conteúdo gratuito com anúncios.

Em 2022, esperamos ver muito mais opções de canais de streaming gratuitos e com suporte de anúncios. Isso dará aos anunciantes novas oportunidades dentro da CTV, que está evoluindo rapidamente como um canal de marketing. Enquanto os anúncios lineares da Televisão convencional funcionam principalmente como um canal de reconhecimento de marca, os recursos da CTV permitem que as grandes telas se tornem mais um canal de marketing de desempenho, com novas opções de análise, rastreamento, refinamento, segmentação e promoção em dispositivos diferentes.

ESCALANDO NEGÓCIOS DA VALEON

1 – Qual é o seu mercado? Qual é o tamanho dele?

O nosso mercado será atingir os 766 mil habitantes do Vale do Aço e poder divulgar os produtos / serviços para vocês clientes, lojistas, prestadores de serviços e profissionais autônomos e obter dos consumidores e usuários a sua audiência.

A ValeOn atenderá a todos os nichos de mercado da região e especialmente aos pequenos e microempresários da região que não conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos benefícios que ele proporciona. Pretendemos cadastrar todas as empresas locais com CNPJ ou não e coloca-las na internet.

2 – Qual problema a sua empresa está tentando resolver? O mercado já expressou a necessidade dessa solução?

A nossa Plataforma de Compras e Vendas que ora disponibilizamos para utilização das Empresas, Prestadores de Serviços e Profissionais Autônomos e para a audiência é um produto inovador sem concorrentes na região e foi projetada para atender às necessidades locais e oferecemos condições de adesão muito mais em conta que qualquer outro meio de comunicação.

Viemos para suprir as demandas da região no que tange a divulgação de produtos/serviços cuja finalidade é a prestação de serviços diferenciados para a conquista cada vez maior de mais clientes e públicos.

O nosso diferencial está focado nas empresas da região ao resolvermos a dor da falta de comunicação entre as empresas e seus clientes. Essa dor é resolvida através de uma tecnologia eficiente que permite que cada empresa / serviços tenha o seu próprio site e possa expor os seus produtos e promoções para os seus clientes / usuários ao utilizar a plataforma da ValeOn.

3 – Quais métodos você usará para o crescimento? O seu mercado está propício para esse tipo de crescimento?

Estratégias para o crescimento da nossa empresa

  1. Investimento na satisfação do cliente. Fidelizar é mais barato do que atrair novos clientes.
  2. Equilíbrio financeiro e rentabilidade. Capital de giro, controle de fluxo de caixa e análises de rentabilidade são termos que devem fazer parte da rotina de uma empresa que tenha o objetivo de crescer.
  3. Desenvolvimento de um planejamento estratégico. Planejar-se estrategicamente é como definir com antecedência um roteiro de viagem ao destino final.
  4. Investimento em marketing. Sem marketing, nem gigantes como a Coca-Cola sobreviveriam em um mercado feroz e competitivo ao extremo.
  5. Recrutamento e gestão de pessoas. Pessoas são sempre o maior patrimônio de uma empresa.

O mercado é um ambiente altamente volátil e competitivo. Para conquistar o sucesso, os gestores precisam estar conectados às demandas de consumo e preparados para respondê-las com eficiência.

Para isso, é essencial que os líderes procurem conhecer (e entender) as preferências do cliente e as tendências em vigor. Em um cenário em que tudo muda o tempo todo, ignorar as movimentações externas é um equívoco geralmente fatal.

Planeje-se, portanto, para reservar um tempo dedicado ao estudo do consumidor e (por que não?) da concorrência. Ao observar as melhores práticas e conhecer quais têm sido os retornos, assim podemos identificar oportunidades para melhorar nossa operação e, assim, desenvolver a bossa empresa.

4 – Quem são seus principais concorrentes e há quanto tempo eles estão no mercado? Quão grandes eles são comparados à sua empresa? Descreva suas marcas.

Nossos concorrentes indiretos costumam ser sites da área, sites de diretório e sites de mídia social. Nós não estamos apenas competindo com outras marcas – estamos competindo com todos os sites que desejam nos desconectar do nosso potencial comprador.

Nosso concorrente maior ainda é a comunicação offline que é formada por meios de comunicação de massa como rádios, propagandas de TV, revistas, outdoors, panfletos e outras mídias impressas e estão no mercado há muito tempo, bem antes da nossa Startup Valeon.

5 – Sua empresa está bem estabelecida? Quais práticas e procedimentos são considerados parte da identidade do setor?

A nossa empresa Startup Valeon é bem estabelecida e concentramos em objetivos financeiros e comerciais de curto prazo, desconsideramos a concorrência recém chegada no mercado até que deixem de ser calouros, e ignoramos as pequenas tendências de mercado até que representem mudanças catastróficas.

“Empresas bem estabelecidas igual à Startp Valeon devemos começar a pensar como disruptores”, diz Paul Earle, professor leitor adjunto de inovação e empreendedorismo na Kellogg School. “Não é uma escolha. Toda a nossa existência está em risco”.

6 – Se você quiser superar seus concorrentes, será necessário escalar o seu negócio?

A escalabilidade é um conceito administrativo usado para identificar as oportunidades de que um negócio aumente o faturamento, sem que precise alavancar seus custos operacionais em igual medida. Ou seja: a arte de fazer mais, com menos!

Então, podemos resumir que um empreendimento escalável é aquele que consegue aumentar sua produtividade, alcance e receita sem aumentar os gastos. Na maioria dos casos, a escalabilidade é atingida por conta de boas redes de relacionamento e decisões gerenciais bem acertadas.

Além disso, vale lembrar que um negócio escalável também passa por uma fase de otimização, que é o conceito focado em enxugar o funcionamento de uma empresa, examinando gastos, cortando desperdícios e eliminando a ociosidade.

Sendo assim, a otimização acaba sendo uma etapa inevitável até a conquista da escalabilidade. Afinal de contas, é disso que se trata esse conceito: atingir o máximo de eficiência, aumentando clientes, vendas, projetos e afins, sem expandir os gastos da operação de maneira expressiva.

Pretendemos escalar o nosso negócio que é o site marketplace da Startup Valeon da seguinte forma:

  • objetivo final em alguma métrica clara, como crescimento percentual em vendas, projetos, clientes e afins;
  • etapas e práticas que serão tomadas ao longo do ano para alcançar a meta;
  • decisões acertadas na contratação de novos colaboradores;
  • gerenciamento de recursos focado em otimização.
  • E-Mail: valeonbrasil@gmail.com
  • Site: https://valedoacoonline.com.br/
  • Fones: (31) 98428-0590 / (31) 3827-2297

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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