sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

TERCEIRA VIA DESUNIDA NÃO VAI A LUGAR NENHUM

 

  1. Política 
  2. Eleições 

Para analista, a tendência é de os candidatos à Presidência do grupo apoiarem quem estiver na frente nas pesquisas

Entrevista com

Marco Antonio Villa, historiador e comentarista político

José Fucs, O Estado de S.Paulo

O historiador e comentarista político Marco Antonio Villa é o que se poderia chamar de um “radical de centro”. Crítico implacável do presidente Jair Bolsonaro e também do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT, Villa ganhou popularidade com as análises inflamadas que faz na mídia e fora dela contra os seus desafetos na política.

Nesta entrevista ao Estadão, ele diz que a tendência é de os candidatos à Presidência da chamada “terceira via”, à exceção de Ciro Gomes, do PDT, se unirem ainda para a disputa do 1º turno das eleições, em 2 de outubro. “Se houver um candidato da terceira via com dois dígitos nas pesquisas e os demais estiverem com um dígito só, em torno de 5%, é provável que eles resolvam abandonar as suas candidaturas para apoiar quem estiver na frente.” 

Villa afirma que as fake news e as “fake pesquisas” devem marcar o processo eleitoral e que o seu “maior temor” é que a campanha “descambe para uma guerra”. Ele diz se preocupar com possíveis “ações violentas por parte de Bolsonaro e de seus aliados”, para tentar desqualificar o processo eleitoral. “Tudo indica que teremos a eleição mais sanguinolenta desde 1989.”

Marco Antonio Villa
O historiador e comentarista político, Marco Antonio Villa; para analista, fake news devem marcar o processo eleitoral  Foto: IARA MORSELLI/ESTADÃO – 16/5/2016

Segundo Villa, Lula está tentando se mostrar “o mais confiável possível”, ao se aproximar do centro-direita e articular uma aliança com o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, mas a iniciativa ainda precisa se confirmar. Em sua visão, o petista aparece em posição confortável nas pesquisas, porque até agora está navegando sem opositores. “Quando começar a campanha para valer, o petrolão, o mensalão e as acusações de corrupção vão inundar a discussão. Aí, essa facilidade que ele tem hoje não terá mais, porque tudo isso virá à tona”. 

Além de ter de enfrentar a pandemia, o Brasil vive um quadro complicado tanto na economia quanto na política. Neste cenário, como o sr. vê eleições de 2022? 

Eu estou muito preocupado, porque tudo indica que as grandes questões nacionais não serão o centro das atenções, mas as ações violentas por parte de Bolsonaro e de seus aliados tentando desqualificar o processo eleitoral, as urnas eletrônicas, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e as decisões do Supremo Tribunal Federal, ameaçando jornalistas, coagindo opositores e promovendo até – pode ser que ocorra, espero que não – ataques físicos a adversários. Ao que parece, teremos a eleição mais sanguinolenta, para citar um termo popularizado pelo Sinhozinho Malta (personagem desempenhado pelo ator Lima Duarte, na novela Roque Santeiro, em meados dos anos 1980), desde 1989. Isso vai ser muito ruim para o País, porque vamos perder uma ocasião fantástica para discutir os nossos problemas e apontar soluções para eles.

O sr. não está exagerando? Será que vai ser por aí mesmo?

O cenário é muito preocupante, porque teremos um presidente candidato à reeleição que vai usar toda a estrutura de Estado na sua campanha. Não estou falando só de inaugurações e liberações de verbas, como em outras campanhas, mas do uso da estrutura policial de Estado – a Abin (Agência Brasileira de Inteligência), o GSI (Gabinete de Segurança Institucional), a Polícia Federal. Além disso, as fake news vão ser um dos principais elementos da campanha. Teremos as “fake pesquisas” também. Vai aparecer instituto de pesquisa do qual a gente nunca ouviu falar e isso vai criar uma confusão na cabeça do eleitor, dificultando a escolha de candidatos, se é que teremos debate eleitoral, que é uma outra questão. Pode ser que, no primeiro turno, alguns candidatos à presidência da República digam “não, não vou comparecer a debate”. E aí, como é que vai ficar? Vamos fazer um debate com o Cabo Daciolo (ex-candidato a presidente em 2018 pelo Patriota e hoje filiado ao Partido da Mulher Brasileira)? 

Considerando tudo isso, o sr. acredita, então, que a polarização, que já marcou as últimas eleições, vai se manter no pleito deste ano?

Infelizmente. Ela será exacerbada ao limite. Isso estará muito presente já no primeiro turno, em 2 de outubro. Pela primeira vez na história, pode acontecer de um presidente da República candidato à reeleição não chegar ao segundo turno. Pode ocorrer. Vai ser um bom teste para as instituições.“O Lula já se considera presidente da República antes da abertura das urnas”

O sr. falou muito de um lado. E o outro lado dessa polarização, o lado do PT, do Lula, da esquerda, como vai se portar na campanha?

Acredito que o Lula já se considera presidente da República antes da abertura das urnas. O que normalmente não dá certo no Brasil.  As coisas não são tão simples assim. Até agora, o Lula está navegando sem opositores. Quando começar a campanha para valer, o petrolão, o mensalão e as acusações de corrupção vão inundar a discussão. Essa facilidade que ele tem hoje não terá mais, porque tudo isso virá à tona. Inclusive porque um de seus opositores, o (ex-juiz SérgioMoro (pré-candidato pelo Podemos), foi quem apresentou parte das denúncias contra ele na Justiça e o julgou. O Lula vai ter de responder a essas acusações e vai ser duro ele negar. Como é que o Lula vai negar que houve o petrolão? Uma coisa é negar numa entrevista. Outra é negar numa campanha eleitoral, num debate eleitoral.

Como o sr. avalia a possível aliança do Lula com o Alckmin e a possibilidade de o ex-governador paulista ser o seu vice?

O Lula está buscando alianças no centro-direita, que lhe possibilitem até vencer as eleições no primeiro turno, que é o sonho dele, mas não se sabe se vai conseguir ou não. Nos Estados, é provável que ele consiga, com o Centrão e seus aliados. Afinal, o PT ficou 13 anos no governo e ganhou quatro eleições consecutivas, o que convenhamos não é pouco. Agora, em relação a uma possível aliança na esfera federal com o Alckmin, é preciso ver como ela vai ser, se é que vai existir. Se der certo, vai dar uma chacoalhada e tanto. Do lado do Lula, até entendo o interesse nessa aliança. Do lado do Alckmin, não. Como é que o Alckmin vai entrar nessa? 

Se a aliança com o Alckmin sair, como o Lula vai lidar com a militância do PT? Será que a turma vai aceitar isso? 

A tendência é o Lula segurar seus radicais, vamos chamar assim, que não são poucos dentro do PT. O Lula vai tentar se mostrar o mais confiável possível. Mas essa história de que, vinte anos depois, o Lula vai voltar ao poder e pegar um país com uma economia relativamente equilibrada e boom de commodities, como pegou em 2003, é uma ilusão. Ele vai encontrar outro país, com crise econômica, sucessivas recessões nos últimos dez anos e um cenário internacional provavelmente ainda marcado pela pandemia.“Olhando o quadro hoje, é possível que o Moro consiga se construir como a terceira via”

Fazendo um paralelo futebolístico, é mais ou menos o que acontece com a torcida do Flamengo, que imagina que, com uma eventual volta do técnico Jorge Jesus, o time voltará a ter o desempenho que teve antes sob o seu comando. 

É verdade. Você fica com aquela ideia de que vai ser tudo a mesma coisa, uma espécie de continuidade, só que não é. A realidade é diferente. Normalmente, o retorno ao poder de líderes com as características do Lula termina em tragédia. Mal comparando também, porque o Lula não tem a mesma estatura, foi o que aconteceu no retorno do (ex-presidente) Getúlio Vargas, em 1950. Quando Vargas tomou posse, em 1951, era um outro Brasil, outra sociedade e outra política, com a emergência das classes médias, grande crescimento econômico, uma intelectualidade bastante viva e uma industrialização que se acentuava. E terminou como terminou.

Como o sr. está vendo essa profusão de candidatos da terceira via e a perspectiva de um deles chegar ao segundo turno?

A política é muito volátil no Brasil. Olhando o quadro hoje, é possível que o Moro consiga se construir como a terceira via e não o Ciro Gomes (ex-governador do Ceará e pré-candidato pelo PDT), que poderá ser rifado pelo partido, por causa das alianças estaduais. Em relação à candidatura do (governador de São Paulo, JoãoDoria, vamos ver se ele consegue, no mínimo, unir o PSDB, o que não será fácil. Em Minas e no Rio Grande do Sul, parece que ele vai ter dificuldade. O Doria também vai ter de melhorar muito o seu discurso para conseguir ganhar força, assim como o Moro. Não é condição sine qua non que o candidato tenha alianças estaduais para decolar. A eleição do Bolsonaro mostrou isso em 2018. Agora, tem de ver se a candidatura do Moro vai ser sólida até o início do processo eleitoral. Pode ser que ele não seja um tsunami eleitoral e se revele uma marolinha. A gente não sabe como isso vai se desenrolar, até porque está muito cedo. As primeiras semanas depois que o Moro se lançou como pré-candidato foram muitos boas para ele. Agora, se o Moro deslanchar, teremos uma eleição interessante, disputada por um ex-juiz que mandou prender o seu opositor, de um lado, e que foi ministro e rompeu com o presidente da República, de outro. Não conheço no mundo ocidental uma eleição recente deste tipo. Vai ser uma coisa única. 

O sr. vê a possibilidade de uma aliança entre os candidatos de terceira via já no primeiro turno?

É provável. Se, efetivamente, houver um candidato de terceira via com dois dígitos nas pesquisas e os demais estiverem com um dígito só, em torno de 5%, pode ser que eles resolvam abandonar as suas candidaturas para apoiar quem estiver na frente. Agora, o Ciro não fará isso. Pode tirar o cavalo da chuva. O Doria poderá fazê-lo. No caso do MDB, não sei se a (senadora) Simone Tebet será mesmo candidata. No máximo, acredito que ela possa fazer uma composição de vice, porque não creio que o partido vá apoiá-la. Pode até ser que a apoie na convenção, “cristianizando-a” depois, levando-a a ter uma votação pífia e inviabilizando até o futuro político dela. As peças estão se movimentando, mas como é um cenário muito complexo e ainda estamos um pouco longe da definição das candidaturas, é difícil ter uma ideia mais clara de como vai ficar o xadrez eleitoral. No Brasil, três ou quatro meses são uma eternidade. “Aquela onda Bolsonaro, que favoreceu muitos candidatos do PSL e de partidos próximos não vai se repetir em 2022”

Alguns analistas apontam que a questão da corrupção não terá nestas eleições o mesmo protagonismo que te,ve em 2018 e que agora as questões econômicas, como emprego e renda, é que devem ser decisivas. Na sua visão, como isso deverá afetar uma possível ascensão do Moro na campanha?

A questão é como um candidato de oposição conseguirá combinar o combate à corrupção com um programa de governo mais amplo. De qualquer forma, é inevitável que a corrupção esteja presente na campanha eleitoral, inclusive por causa do próprio Moro. O Moro vai ter de usar essa bandeira, porque isso o fortalece frente a uma parte da base bolsonarista e a uma parte dos que votariam no Lula contra o Bolsonaro. Então, esse discurso para ele é excelente. Na verdade, não sei nem se a corrupção teve o papel que lhe atribuem em 2018. Na eleição passada, havia um cansaço do PT, simbolizado pela incompetência da Dilma. A Dilma fez um trabalho excelente para os opositores do PT. Era um desastre em tudo: no governo, nas ações, no discurso, como figura pública. O melhor cabo eleitoral contra o PT foi a Dilma. Agora, houve uma variável importante em 2018, que não deve ser desprezada e que torço para que não ocorra novamente: o atentado ao Bolsonaro. Houve também a prisão do candidato opositor, que seria o Lula, em abril daquele ano, que é outra variável que presumo que não haverá em 2022. Isso transformou aquele processo eleitoral numa coisa atípica.

Na eleição de 2018, havia uma rejeição de uma parcela considerável da sociedade à chamada “velha política”, até em função da Lava Jato. Só que, de lá pra cá, o que se viu foi que a “velha política” retomou as rédeas do jogo. Nas eleições deste ano, em sua avaliação, deve haver uma consolidação da política como ela sempre foi no Brasil ou há a  rejeição à política tradicional deve se manifestar novamente?

A renovação que ocorreu no Parlamento em 2018, com boas e raras exceções, foi muito ruim. Entrou um bando de loucos no Congresso, especialmente na Câmara dos Deputados, que meu deus do céu. Se o nível já não era dos melhores na Câmara, piorou ainda mais, e com um extremismo, com características nazifascistas, que eu não tinha visto nem durante a ditadura militar. Sem exagero. Tem pessoas ali que, durante a ditadura militar, seriam rejeitadas pela Arena. Nesta situação, os chamados velhos políticos, muitos dos que não foram eleitos em 2018, poderão ser eleitos em 2022, e muitos dos que foram eleitos em nome de uma aparente renovação serão derrotados nas urnas. Aquela onda Bolsonaro, que favoreceu muitos candidatos do PSL e de partidos próximos não vai se repetir neste ano. A tendência é essa. A nova política não se transformou em novo. Conseguiu ser pior do que a velha. As pessoas querem outro tipo de representante. Vai haver justamente a busca dos candidatos mais conhecidos dos eleitores e que não têm essas posições marcadas pelo extremismo. Haverá muito mais uma busca pela conciliação do que pelo extremismo.

Como o sr. vê o papel dos movimentos que apoiaram o impeachment da ex-presidente Dilma em 2015 e 2016, como o MBL (Movimento Brasil Livre), o Vem Pra Rua, alguns grupos de renovação política e o próprio partido Novo, nesse processo?

Imaginava-se que o movimento pelo impeachment fosse construir uma nova política e não aconteceu nada disso. Ao contrário. Veio o Bolsonaro. Quer coisa mais velha do que o Bolsonaro? Então, acho que esses movimentos tipo MBL e Vem Pra Rua devem ter feito uma autocrítica e tudo indica que vão apoiar ou serão simpáticos à candidatura do Sérgio Moro. Agora, outros movimentos, como o RenovaBr, ficaram nas margens. É um deputado no partido X, uma deputada no partido Y. Nem sei se tinham esse objetivo, mas não conseguiram ter uma presença mais decisiva no Parlamento, mesmo tendo alguns bons deputados, que são atuantes. Em outras palavras, lembrando um antigo historiador, os fatores de conservação se sobrepuseram aos fatores de transformação. É a velha questão do Brasil. A conservação vence a mudança. 

A gente concentra muito a nossa preocupação na Presidência e fala-se muito pouco sobre a eleição do Congresso. Mas, com esse “presidencialismo de coalização” praticado no País, nenhum presidente tem condições de fazer nada sem o Congresso. Qual deve ser o perfil do novo Congresso a partir de 2023? Será muito diferente do que é hoje?

O PT deve voltar a crescer. Provavelmente, deve ser o maior partido na Câmara. Tudo indica também que o União Brasil, resultante da fusão do PSL com o DEM, vai emagrecer. Vamos ver o que vai acontecer com a terceira via. Vamos ver como será a representação parlamentar dos partidos que vão sustentar a terceira via, se ela se fortalecer. No momento, isso é um enigma, porque não se sabe sequer quem serão os candidatos a 1/3 das vagas do Senado que estarão em disputa. Nem em São Paulo, que é um colégio eleitoral importante. Quem serão os candidatos ao Senado em São Paulo? Os partidos ainda não têm candidatos. Então, hoje, é difícil se desenhar essa configuração.

HOMENAGEM AO MESTRE SIDNEY POITIER FALECIDO RECENTEMENTE

 

Por
Paulo Cruz – Gazeta do Povo

Sidney Poitier em cena de “Ao mestre com carinho”.| Foto: Divulgação

“Quando você entra em sala de aula, está disposta a oferecer o quê para os seus alunos?”
“O melhor. Todos os tesouros, tudo que estudei por amor e por obrigação, tudo o que me ensinaram e o que aprendi sozinha. As coisas mais bonitas que a humanidade nos deixou, pois o professor é o portador da chave do tesouro e precisa entregar aos herdeiros, que são os humanos mais jovens.” (Paula Rosiska, Vida ao rés do chão escolar)

“Encante-os, meu filho, em neutro.” (Mrs. Evelyn Poitier)

Meu contato com a obra de Sidney Poitier ocorreu da mesma maneira como, muito provavelmente, aconteceu com a imensa maioria dos brasileiros de minha geração: numa das infinitas vezes em que o filme Ao mestre com carinho foi exibido na Sessão da Tarde da Rede Globo. Nem sequer recordo-me da ocasião, pois faz muito tempo e eu era criança. A imortal canção de Lulu, da trilha sonora, por motivos óbvios – é de arrancar lágrimas de um robô – perdurou por muito mais tempo em minha memória. O filme, infelizmente, havia se perdido. Nem mesmo meu ingresso na docência, em 2014, levou a um interesse pelo filme. Ademais, mesmo com uma carreira imensa – mais de 50 filmes como ator e nove como diretor –, poucos de seus filmes estão disponíveis com facilidade no Brasil.

Foi só no último domingo, com a morte de Poitier, aos 94 anos, que vi/revi, de uma só vez, três de seus mais célebres filmes: Ao mestre com carinho, No calor da noite e Adivinhe quem vem para o jantar, os três, miraculosamente, de 1967 – e disponíveis em streaming. E senti-me envergonhado por não tê-lo em meu rol de heróis até então, como já tinha, por exemplo, o genial Oscar Micheaux – já retratado por mim aqui, nesta Gazeta do Povo. Meu mergulho em sua vida e obra está só começando, mas não quero perder a oportunidade de homenageá-lo nessa coluna, que tem por tradição apresentar minha visão sobre algumas das grandes figuras negras da história.

Mesmo plenamente consciente dos problemas enfrentados pela população negra americana – ele foi uma das personalidades mais engajadas na luta pelos Direitos Civis – e ter sofrido muito com o racismo, Poitier adotou uma postura moderada, ainda que firme

Sidney Poitier nasceu em Miami, em 20 de fevereiro de 1927, filho de Evelyn e Reginald James Poitier, pequenos produtores de tomates das Bahamas, que estavam a passeio nos EUA. Nasceu três meses prematuro e com poucas perspectivas de vida, o que fez com que seus pais passassem três meses em Miami até que sua condição de saúde melhorasse. Apesar da inesperada cidadania americana, cresceu na paradisíaca Ilha Cat, nas Bahamas, que era colônia britânica. Sobre sua infância na ilha, ele diz, numa de suas autobiografias, The Measure of a Man: A Spiritual Autobiography:

“Nos primeiros dez anos da minha vida, os anos antes de o cultivo de tomate fracassar e nos mudarmos para Nassau, eu tinha a responsabilidade, em grande parte, de cuidar de mim mesmo. Coisas como ser picado por vespas inesperadamente, mesmo quando eu achava que era inteligente o suficiente para evitá-las ou chegar à fruta sem perturbar o ninho – e eu estava errado muitas vezes! – me ajudaram a descobrir algumas coisas sobre sobrevivência. Agora, estou falando de 6, 7 anos. Quando cheguei a um lugar onde havia perigo de um tipo ou de outro, tive de fazer uma escolha. Uma vez que eu soube, ou senti, que havia perigo de um tipo ou de outro, eu tive de determinar, qual é a sabedoria de proceder? Eu me retiro, eu tento dar a volta?”

Esse tipo de autonomia, de independência, fez de Poitier um excelente observador, moldou o seu caráter e o acompanhou durante toda a vida, inclusive em sua brilhante carreira como ator e diretor. Diz ele, mais à frente, na mesma autobiografia:

“A atmosfera tranquila e simples da minha infância permitiu que eu me concentrasse no nível da linguagem corporal sutil que vinha de meus pais e meus irmãos. Naquela pequena ilha eu conhecia esses sinais muito, muito bem. Eu aprendera a lê-los assim como aprendera a ler os penhascos e as marés. Não entendi todos eles, mas com o tempo pude usá-los como ponto de referência para tentar entender o que os outros estavam dizendo, o que estavam fazendo, por que estavam se comportando comigo daquela maneira. Acho que essa é a base para o que veio a ser chamado de ʻinteligência emocionalʼ. É uma capacidade que é alimentada pelo silêncio e pela intimidade, e pela liberdade de andar.”

V
E essa característica notável é marca da vida e do trabalho de Sidney Poitier, o primeiro homem negro a receber o Oscar de Melhor Ator, em 1963, por Uma voz nas sombras (Lilies of the Field), no qual faz um trabalhador itinerante que ajuda algumas freiras, num convento, a construir uma capela. Seu comportamento perante a sociedade de sua época, marcada pelo racismo e pela odiosa segregação das leis Jim Crow, permitiu lhe darem a alcunha de “Martin Luther King Jr. do cinema”. Poitier era muito consciente da situação, mas decidiu tratá-la com inteligência e estratégia, seguindo a admoestação notável de sua mãe. Ele diz: “Uma tática de sobrevivência que funcionou bem para mim foi a que ganhei de minha mãe: ʻEncante-os, filhoʼ, disse ela, ʻde modo neutroʼ. Ser charmoso deu-me tempo e me permitiu desviar, pelo menos temporariamente, dos golpes de uma sociedade ameaçadora”. E completa:

“Veja, dentro do contexto de como eu vivia e como estava começando a estabelecer uma relação entre mim e esse lugar complexo, que eu não estava livre para me entregar totalmente aos deleites. Havia deleite; houve indulgências. Mas nunca perdi de vista o fato de que tinha de cobrir minhas costas, que estava sempre em evidência. A sociedade havia criado leis para me manter à distância ou completamente invisível. Aprender a sobreviver naquele mundo, muitas vezes hostil, foi um exercício de tentativa e erro, passo a passo; exatamente como quando eu estava aprendendo a colher os frutos das árvores de sapoti. Muitas vezes fui picado. ʻAh, então é assim que funcionaʼ, eu percebia. Então, meu armário está cheio de encontros, erros, ferramentas e lições aprendidas da maneira mais difícil”.

O mais notável é que, mesmo sendo alguém plenamente consciente dos problemas enfrentados pela população negra americana – ele foi uma das personalidades mais engajadas na luta pelos Direitos Civis, a ponto de correr riscos com seu amigo, o também ator e ativista Herry Belafonte – e ter sofrido muito com o racismo, Poitier adotou uma postura moderada, ainda que firme, tal como os já citados Martin Luther King Jr. e Oscar Micheaux, e também Booker T. Washington. E foi, muito provavelmente, tal postura que lhe permitiu ser quem foi, fazer tudo o que fez e ser considerado o primeiro galã negro americano, que mudou completamente a maneira como a indústria do cinema olhava para a população negra, com papéis subalternos e estereotipados.

Poitier se recusava a representar apenas papéis racializados e subalternos, e criou em torno de si uma imagem impávida, nobre e de moral elevadíssima, que serviu de exemplo para muitos. Como diz o jornalista Clarence Page em matéria do jornal Las Vegas Review-Journal: “Ele era um modelo para muitos jovens negros americanos como eu era na época. Mesmo quando seus papéis pareciam sentimentais, como em sua atuação pioneira vencedora do Oscar em 1963, Lilies of the Field, ele nunca foi bufão. Ele sempre parecia ter um ponto com suas performances. Ele se recusou a deixar que as poucas coisas sobre nós que parecem diferentes atrapalhassem as muitas coisas que deveríamos compartilhar em comum”. E, nos três filmes vistos por mim recentemente, essa nobreza aparece de forma profunda e indissociável de sua imagem.

Poitier se recusava a representar apenas papéis racializados e subalternos, e criou em torno de si uma imagem impávida, nobre e de moral elevadíssima, que serviu de exemplo para muitos

Em No calor de noite, ele interpreta um detetive da Filadélfia, especialista em homicídios, que, de passagem pelo extremamente racista estado do Mississippi, é designado para ajudar a desvendar um caso de assassinato. Nesse filme, vencedor do Oscar, dentre as muitas cenas icônicas, o detetive Virgil Tibbs, interpretado por Poitier, recebe um tapa na cara de um poderoso empresário local e o devolve com a mesma intensidade. Algo inimaginável à época. Em Adivinhe quem vem para o jantar – que vi pela primeira vez e me deixou absolutamente perplexo e muito emocionado, sobretudo com a atuação perfeita dos lendários Spencer Tracy e Katharine Hepburn (que venceu o Oscar de Melhor Atriz) –, Poitier é o médico John Wayde Prentice Jr., que conhece e se envolve apaixonadamente com a filha branca de uma família liberal (no sentido de defensora da integração e dos Direitos Civis), de classe alta, de São Francisco, e eles decidem se casar. Joanna “Joey” Drayton, interpretada pela jovem Katharine Houghton, leva o médico para conhecer seus pais e, baseada na educação que recebera, tinha certeza de que não haveria qualquer tipo de restrição em relação ao seu namorado. Mas não é bem isso que ocorre. O filme, meus caros, é maravilhoso e cheio de mensagens inspiradoras.

Porém, foi em Ao mestre com carinho, que me levou às lágrimas pela associação direta com minha profissão e até meu modo de encará-la (que assumi, como disse, antes de ver o filme), que encontrei, se não o melhor Poitier, o que mais tem a ver comigo. O engenheiro de telecomunicações Mark Thackeray, imigrante da Guiana Inglesa, decide aceitar o trabalho de professor interino numa escola secundária em East London, para dar aulas a uma classe de alunos problemáticos que conseguem fazer todos os seus professores desistirem deles por sua irremediável indisciplina. Mas estes não contavam com a obstinação, a firmeza de caráter e a disposição conservadora de Thackeray.


Ao perceber que, pelos métodos tradicionais, não conseguirá alcançar seus alunos, que quase o fazem desistir, Thackeray, diferente do idealismo de John Keating, personagem do saudoso Robin Williams em Sociedade dos poetas mortos – que já recebeu minha crítica –, assume uma posição prudente. Ele reconhece que a melhor maneira de salvar aqueles jovens é dar-lhes um senso moral de responsabilidade por suas vidas; e, após uma série de entreveros e embates quase infrutíferos, numa atitude aparentemente revolucionária, pega todos os livros de sua mesa, joga-os no lixo e insta seus alunos a guardarem os seus. E lhe diz: “São inúteis para vocês […]. Dei-me conta de que serão adultos em algumas semanas, com todas as responsabilidades que lhes cabem. E serão tratados assim por mim, e se tratarão da mesma forma. Como adultos. Adultos responsáveis. Logo, seremos razoáveis uns com os outros e vamos apenas conversar. Ouvirão sem interrupção. Quando eu acabar, poderão dizer o que quiserem. Sem interrupção”. Eles lhe perguntam: “Sobre o que falaremos, senhor?” Ao que ele responde: “Sobre a vida: sobrevivência, amor, morte, sexo, casamento, rebelião… o que quiserem”. E o diálogo que se segue, para mim, é o mais importante do filme:

Alunos: “O que quis dizer outro dia sobre rebelião, mestre?”
Thackeray: “Mudança. O penteado de vocês é uma forma de rebelião, não?”
Alunos: “Como, senhor? Não faz isso para ser diferente dos adultos? Eles bagunçaram o mundo, mestre. Pode crer.”
Thackeray: “Daí vocês se rebelaram. Até suas roupas são um modo de rebelião.”
Alunos: “É só a última moda, senhor. Os adultos ficariam ridículos em nossas roupas. Acha errado mudar, ser diferente e rebelde, mestre?”
Thackeray: “É dever de vocês mudar o mundo, se puderem. Sem violência. Pacificamente, individualmente, não em bando. Os Beatles, por exemplo. Iniciaram uma revolução social. Suas roupas e cortes de cabelo são adotados no mundo inteiro. Toda nova moda é uma forma de rebelião. Há uma bela exposição de roupas através dos tempos, no Victoria & Albert Museum. Aproveitem para ir e ver o Museu de História Natural.”
Alunos: “Quer que vamos a um museu?”
Thackeray: “Sim.”
Alunos: “Você está brincando.”
Thackeray: “Descobrirão que seus penteados têm 200 anos e que suas roupas, seus vestidos são de 1920.”

O professor deve ser, antes de qualquer coisa, um modelo moral. E é exatamente isso que Thackeray e Sidney Poitier são

Com isso desperta nesses jovens o desejo pela história, pela arte e pela cultura – pelas coisas permanentes. Essa fórmula de turning point pedagógico será repetida à exaustão em praticamente todos os filmes similares posteriores. Mas em 1967, em plena era de recrudescimento dos protestos negros após a morte de Malcolm X (1965) e pouco antes da morte de Martin Luther King (1968), com o movimento Black Power surgindo e crescendo, pautado em ideias revolucionárias marxistas – coletivistas e contrárias ao que sugere Thackeray, mais afeito à Revolução de Valores proposta por Luther King –, a mensagem do filme se torna ainda mais especial e contundente – e atual nos dias de hoje.

Thackeray é percebido pelo alunos como um deles, mas, ao mesmo tempo, diferente: “O senhor é como nós, mas não é. É assustador, mas legal. Entende?” E isso lembrou-me das palavras indeléveis do mestre Ernesto Carneiro Ribeiro – o meu Patrono da Educação Brasileira – ao afirmar que “o bom êxito da escola, como o mais poderoso fator da felicidade nacional, não depende tanto do menino, que, pela maior parte, é terreno maleável e prestadio, quanto do amanho que lhe dá o mestre zeloso e bem avisado, que, diante dos olhos d’alma deve ter o conceito seguinte: emendar-se para emendar”. Ou seja, o professor deve ser, antes de qualquer coisa, um modelo moral. E é exatamente isso que Thackeray e Sidney Poitier são.

Óbvio que tal postura e visão de mundo não foram unanimidade. Nunca serão. A militância radical da época via em Poitier o mesmo caráter acomodacionista que via nos já mencionados Booker T. Washington, Oscar Micheaux e Luther King. A professora Samantha Noelle Sheppard, em artigo recente na revista The Atlantic, diz que “mesmo com seu estrelato, Poitier foi limitado pelas ambições conservadoras da indústria e pelo desinteresse pela complexidade negra. Com sua sexualidade castrada e sua dignidade firmemente estabelecida, Poitier incorporou uma minoria modelo nos filmes, um nobre santo de ébano que representava a negritude palatável e a harmonia interracial durante um período de luta racial. Seus personagens não ameaçadores, que desafiavam os sistemas trabalhando dentro deles, foram completamente aceitos pelo público branco”. E completa:

“O público negro, por sua vez, não estava uniformemente convencido. Papéis como o bem-educado médico negro de Poitier – que buscou a aprovação da família de sua noiva branca – em Adivinhe quem vem para o jantar atraíram duras críticas de alguns espectadores que ansiavam não apenas por uma representação negra positiva, mas também por representações ressonantes da vida e das lutas negras. As represálias de personagens negros benignos fizeram de Poitier um pára-raios para críticas e ressentimentos, inclusive sendo chamado de ʻnegro vitrineʼ, no The New York Times, pelo dramaturgo Clifford Mason. Mas foi o perfil de Poitier da revista Look, de James Baldwin, em 1968, que realmente capturou o excepcionalismo e o isolamento do ator na indústria.”

A militância radical da época via em Poitier um acomodacionista. Mas ele lutou e sofreu muito para chegar aonde chegou, e com as armas que tinha foi longe e abriu espaço para uma verdadeira plêiade de artistas, atores e atrizes negras

Sempre haverá quem inveje o sucesso de um astro da magnitude de Sidney Poitier, vendo, parafraseando o ditado, “as pingas que se toma, sem ver os tombos que se leva”. Ele lutou e sofreu muito para chegar aonde chegou, e com as armas que tinha foi longe e abriu espaço para uma verdadeira plêiade de artistas, atores e atrizes negras, como Denzel Washington e Oprah Winfrey, que reconhecem a profunda influência de Poitier em suas carreiras. A mim, cabe inserir Sidney Poitier no topo de pessoas que – tardia, mas definitivamente – me influenciam e inspiram.

Agora deixem-me voltar a seus filmes e pesquisar mais profundamente sua vida e obra.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/paulo-cruz/ao-mestre-poitier-com-carinho/
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TRANSFORMAÇÃO DIGITAL: EXPERIÊNCIA HUMANA E PROCESSOS ÁGEIS NAS EMPRESAS

 

Transformação digital está forçando a inovação nas empresas ao inserir experiência humana e processos ágeis como elementos fundamentais de geração de valor para o cliente.

Renata Horta – Troposlab

Com a constante transformação digital, o mundo corporativo está passando por uma série de mudanças internas a fim de se modernizar, combinando tecnologia e atendimento humanizado. Além disso, a partir do conceito utilizado por startups em criar um modelo de negócios repetível e escalável, novas metodologias mais sistemáticas para gerar inovação começaram a ganhar força também nos ambientes tradicionais.

De acordo com um levantamento realizado pela Troposlab, consultoria especializada em inovação, atualmente, as organizações estão em busca de estratégias e modelos que gerem crescimento em seus negócios, viabilizados pela tecnologia, mas sustentados pela capacidade de seus produtos e serviços em gerar valor para o cliente. “A busca por padrões exponenciais desencadeia um processo de geração de inovação profundo e de vários tipos. Precisamos repensar e digitalizar operações, redesenhar a experiência do cliente, descobrindo novos meios de relacionamento, além de encontrar modelos de negócios tanto para produtos e serviços modernos quanto para tradicionais”, afirma Renata Horta, Sócia-fundadora e Diretora de Inovação e Conhecimento da Troposlab.

Para a executiva, agilidade, experiência do cliente, fail fast, mvp, NPS, entre outros, passaram a ser utilizados em múltiplas áreas e isso está mudando a forma de trabalhar nas empresas. Criadas para um ambiente de incerteza que necessita rapidez para mitigar os riscos com recursos limitados, essa forma de agir e pensar no mercado, denominada como Pensamento Ágil, pode trazer grandes benefícios para empresas de todos os setores. Por trás desse conceito, existem quatro pilares fundamentais.

O cliente no centro

Processos ágeis e mais focados na geração de valor para o cliente do que no “escopo” ou no produto. O Design Thinking é um processo de inovação conhecido por ser centrado no humano, e tem esse como um dos seus princípios. O Customer Development carrega a importância do cliente no nome e é centrado na “validação” e teste de tudo o que é proposto.

Experiência humana para gerar valor

Metodologias e ferramentas são necessárias para compreender de forma empática todos os envolvidos no processo, usando esses insights da experiência humana para gerar valor de forma consistente. A diferença entre esse e o primeiro ponto está no fato de usar o próprio cliente como fonte de insights para a solução desenvolvida, não somente atendê-lo, já que ele participa ativamente do processo e a maior fonte de inovação vem da experiência qualitativa desse contato.

Diversidade e colaboração

Times colaborativos e diversos são essenciais, pois a variabilidade de histórias e repertórios comportamentais aumentam a chance de gerar empatia e soluções com criatividade para os desafios trabalhados. As equipes compartilham a responsabilidade por trazer as soluções e geram valor em conjunto. Os limites do que é trabalho de cada um são flexíveis.

Validação de dados

Todo trabalho deve ser sustentado por dados. As validações são formas de gerar dados reais sobre premissas ou hipóteses assumidas no período de inovação. Não se trabalha com achismos e as opiniões não devem ser levadas em consideração. Somente a realidade pode responder o que gera valor, qual o problema ou a intensidade dele.

“O mundo não é mais sobre ter controle como a teoria tradicional da administração de empresas ensina. É sobre performar no caos, mas sem perder a consistência. Isso requer  pensamento ágil e inovação. Esse é o momento em que as empresas estão investindo no aprendizado de seus colaboradores. Se um líder ainda gera suas ideias e projetos sozinho, não conversa diariamente com seu cliente para entender as suas novas necessidades, se suas métricas são prioritariamente financeiras e ou se o seu time é composto por pessoas que compartilham sempre opiniões e valores parecidos e têm medo de errar, é hora de pivotar suas práticas ou será tarde demais.” conclui Horta.

PITCH DA VALEON

A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO

TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!

APRESENTAÇÃO

CEO DA STARTUP VALEON: MOYSÉS PERUHYPE CARLECH 

EMPRESA: WML COMERCIAL DE INFORMÁTICA E ELETRÔNICOS LTDA.

RAMO DE ATIVIDADE: Empresa desenvolvedora de Soluções de Tecnologia da Informação com foco em divulgação empresarial. O nosso principal produto é a Plataforma Comercial e site Marketplace Valeon.

DIFERENCIAIS DA VALEON:

  • Visual atrativo para os potenciais clientes;
  • Bom Mídia Kit com informações “Sobre Nós”, “Quem Somos”, “Fale com a Gente”, “Mapas” e “Endereços Completos”;
  • Visual do site muito bonito e alinhado com a marca;
  • Boa comunicação do site com todas as redes sociais;
  • Navegação do site muito fácil e explicativa e compatível com tablets e smartphones Android com boa visão mobile.
  • Proposta diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda Online de forma atrativa e lúdica com inclusão de informações úteis.
  • Resultados de acessos são mensurados através de métricas diária/mensal.
  • Temos usado cada vez mais a tecnologia a nosso favor para manter a proximidade das empresas. Também temos a missão de surpreender constantemente, antecipar tendências e inovar. Precisamos estar em constante evolução para nos manter alinhados com os desejos dos internautas. Por isso, pensamos sempre em como fazermos a diferença buscando estar sempre um passo à frente para atender às demandas do nosso público.

1 – IDEIA

Iniciamos a nossa Startup Valeon durante um curso de Aceleração no SEBRAE- MG e a partir daí estamos trabalhando com uma ideia de projeto diferente, repetitivo e escalável e no início em condições extremas de incerteza.

O nosso produto que é uma Plataforma Comercial Marketplace site Valeon, foi pensada para atender os interesses dos clientes e para satisfazer uma necessidade específica deles para gerar negócios com as seguintes vantagens:

•             Gera maior visibilidade da sua marca;

•          É um investimento de baixo custo com alta capacidade de retorno;

•          Maior chance de conquistar novos clientes;

•          Aumenta a eficiência da sua equipe de marketing;

•          Serve como portfólio para todos os seus produtos e serviços;

•          Quando combinado com SEO atrai mais clientes;

•          É uma forma de nossos clientes nos encontrarem online.

•          Venda de produtos e serviços 24h por dia

2 – POTENCIAL INOVADOR

A criação da Startup Valeon é uma ideia estrela, realmente inovadora, que tem potencial de mudar o jogo a favor das empresas.

Temos um Layout muito bonito, um Design Thinking moderno  e um Product Fit bem aceito e adequado ao mercado e consumidores, portanto, são meios eficazes para convencer os consumidores a comprarem os produtos expostos e anunciados no site com uma carga de inovação muito grande e o nosso propósito é focado em objetivos muito claros alinhados com as nossas estratégias de conquistar o mercado.

A Plataforma Comercial da Valeon difere dos outros Marketplace por oferecer além da exposição das empresas, seus produtos e promoções, tem outras formas de atrair a atenção dos internautas como: empresas, serviços, turismo, cinemas e diversão no Shopping, ofertas de produtos dos supermercados, revenda de veículos usados, notícias locais do Brasil e do Mundo, diversão de músicas, rádios e Gossip.

3 – ESTÁGIO DA VALIDAÇÃO DA IDEIA

Fig. 1

 Estamos trabalhando a nossa Startup Valeon há dois anos e nesse período passamos pelos três Estágios de Validação:

1º Estágio: o Estágio das Ideias de negócios que se tornou uma grande oportunidade de negócios para nós;

2º Estágio: Teste de Solução, onde estudamos o mercado, as pessoas, os consumidores com o intuito de descobrir os padrões de mercado a ser explorado e também o tamanho dele.

3º Estágio: O Produto gerado é o nosso site um Marketplace da Startup Valeon que passou por vários processos durante esses dois anos de sua existência, com muitos ajustes e modificações, reorganização interna por várias vezes do layout e esses momentos de dificuldades nos levou a fases de grande aprendizado, como este que vivemos agora, que tem todos os ingredientes para nos levar para um futuro promissor.

4 – POTENCIAL DE MERCADO

Para entender o Potencial do mercado da Região do Vale do Aço, fizemos uma profunda pesquisa sobre o comportamento do consumidor e nos detivemos especialmente nas divulgações dos melhores sites do Brasil e do Mundo para posicionar a nossa marca Valeon aqui na região e no Brasil à procura de fazer sempre o melhor.

Nossos concorrentes indiretos costumam ser sites da área, sites de diretório e sites de mídia social. Nós não estamos apenas competindo com outras marcas – estamos competindo com todos os sites que desejam nos desconectar do nosso potencial comprador.

Nosso concorrente maior ainda é a comunicação offline que é formada por meios de comunicação de massa como rádios, propagandas de TV, revistas, outdoors, panfletos e outras mídias impressas e estão no mercado há muito tempo, bem antes da nossa Startup Valeon.

Consultando o nosso Mídia Kit verificamos que a região do Vale do Aço possui 27 Municípios e os 4 Municípios mais importantes têm 806 km² e uma população de +500 mil habitantes. – (Fig. 2 e 3)

O Potencial do Mercado Consumidor do Vale do aço é estimado em R$ 13 Bilhões.

O Potencial de Mercado no seu eixo logístico é aproximadamente 50% do Potencial de Negócios do País (R$ 13,093 bilhões) – (Fig. 4 e 5)  

Fig. 2

Fig. 3

Fig. 4

Fig. 5

5 – ESTÁGIO DE DESENVOLVIMENTO DO PRODUTO

Crescimento (Growth)

Fig. 6

A Startup Valeon está no estágio de crescimento, os consumidores já estão adotando o nosso produto que é o site da Plataforma Comercial Marketplace e comprando cada vez mais das empresas nossos clientes.  O Product Fit do  nosso site é comprovado e está se tornando mais popular – e as vendas estão aumentando. 

Estratégias para o crescimento da nossa empresa:


6 – KNOW-HOW DOS EMPRENDEDORES

Temos a plena consciência que o nosso Know-How está relacionado com inovação, habilidade e eficiência na execução de modificações e atualizações do site e no atendimento aos clientes.

Somos PROFISSIONAIS ao extremo o nosso objetivo é oferecer serviços de Tecnologia da Informação com agilidade, comprometimento e baixo custo, agregando valor e inovação ao negócio de nossos clientes e respeitando a sociedade e o meio ambiente.

Temos EXPERIÊNCIA suficiente para resolver as necessidades dos nossos clientes de forma simples e direta tendo como base a alta tecnologia dos nossos serviços e graças à nossa equipe técnica altamente especializada.

A criação da startup ValeOn adveio de uma situação de GESTÃO ESTRATÉGICA apropriada para atender a todos os nichos de mercado da região e especialmente os pequenos empresários que não conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos benefícios que ele proporciona.

Temos CONHECIMENTO do que estamos fazendo e viemos com o propósito de solucionar e otimizar o problema de divulgação das empresas da região de maneira inovadora e disruptiva através da criatividade e estudos constantes aliados a métodos de trabalho diferenciados dos nossos serviços e estamos desenvolvendo soluções estratégicas conectadas à constante evolução do mercado.

Dessa forma estamos APROVEITANDO AS OPORTUNIDADES que o mercado nos oferece onde o seu negócio estará disponível através de uma vitrine aberta na principal avenida do mundo chamada Plataforma Comercial ValeOn 24 horas por dia e 7 dias da semana.

Ipatinga, 24 de novembro de 2021

Moysés Peruhype Carlech – CEO DA STARTUP VALEON

https://youtu.be/TiGdbAfK-mk (YOUTUBE – Pitch da Valeon)

E-Mail: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

Fones: (31) 98428-0590 / (31) 3827-2297

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

CANDIDATOS PRESIDENCIÁVEIS PRECISAM DECIDIR SE VÃO DISPUTAR AS ELEIÇÕES OU NÃO ATÉ 15 DE AGOSTO

Corrida presidencial
Por
Wesley Oliveira – Gazeta do Povo
Brasília

Pré-candidatos que tentam se viabilizar como uma alternativa às candidaturas de Lula e Bolsonaro: Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Sergio Moro (Podemos), Rodrigo Pacheco (PSD) e João Doria (PSDB)| Foto: Marcos Lopes/ALMT; Divulgação/MDB; Saulo Rolim/Podemos; Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil; Governo do Estado de S. Paulo

Faltando pouco mais de seis meses para a data limite de registro de candidaturas (15 de agosto), postulantes ao Palácio do Planalto nas eleições deste ano têm limites de prazos estipulados pelos partidos para que suas pré-candidaturas ganhem viabilidade. Caso contrário, a expectativa é de que deixem a corrida presidencial para que suas legendas possam construir alianças com outros candidatos mais bem colocados nas pesquisas eleitorais.

Até o momento, pelos menos 12 nomes trabalham na construção de suas candidaturas. Mas a expectativa é de que esse número seja reduzido pela metade nos próximos meses. Candidato natural à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL) é nome certo na disputa e seus aliados já trabalham na construção de palanques para a disputa eleitoral.

Outro nome que deve ser confirmado é o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que negocia a formação de uma frente ampla de centro-esquerda para voltar ao Planalto. Para isso, ele conta com a presença do ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido) como vice em sua chapa. No entanto, a possibilidade de uma composição com o ex-governador é alvo da pressão contrária de parte de integrantes do PT e de aliados do ex-tucano em São Paulo.

Alckmin deixou o PSDB em dezembro do ano passado e, até o momento, não definiu qual será o seu futuro partido. Além da possibilidade de ser vice do petista, Alckmin também é cotado para disputar o governo do estado de São Paulo. No entanto, petistas entusiastas da composição com Lula afirmam que o ex-tucano precisa definir o seu futuro partido o mais breve possível, pois será necessário pacificar a composição com campos resistentes da esquerda, entre eles o Psol.


Além do PT, indefinição de Alckmin divide o PSD de Kassab
A negociação com o PT deixou o PSD a ver navios. O partido tinha convidado Alckmin para se filiar com o intuito de lançá-lo na disputa pelo governo de São Paulo. O presidente do PSD, o ex-ministro Gilberto Kassab, vem sendo pressionado pelos integrantes do partido por conta da indefinição de Alckmin.

De acordo com integrantes do PSD, diversos prefeitos do estado haviam sinalizado apoio à candidatura do ex-governador, mas agora começam a sinalizar apoio a outros nomes já colocado na disputa, entre eles Rodrigo Garcia (PSDB) e o ex-ministro Tarcísio Freitas (sem partido), candidato de Bolsonaro no estado. Com isso, o partido de Kassab teme ficar isolado na disputa paulista, caso os mais de 60 prefeitos do partido no estado confirmem as debandadas.

Ala tucana ligada a Aécio pressiona por desistência de João Doria
Apesar de ter vencido as prévias do PSDB, o governador de São Paulo, João Doria, ainda precisa reverter as resistências internas no seu partido para que seu nome seja confirmado na disputa presidencial. O deputado Aécio Neves (MG), por exemplo, pressiona para que o partido não tenha candidatura própria ao Palácio do Planalto no intuito de reforçar a bancada no Congresso.

Desafeto de Doria, Aécio tem reunido integrantes do PSDB para que a candidatura presidencial seja questionada durante o período das convenções partidárias, que pelo calendário eleitoral será entre 20 de julho e 5 de agosto. Com base em dados de pesquisas eleitorais, essa ala pretende questionar a candidatura junto à Executiva do partido.

“Nós vamos aguardar. Com a vitória nas prévias, ele [Doria] tem legitimidade para construir sua candidatura. Se a viabilidade vier não vamos fazer qualquer inflexão contra ele, mas não dá para o governador de São Paulo ter 2% das intenções de voto e levar o partido para uma derrocada nas urnas”, admitiu um deputado da bancada tucana.

Para tentar acabar com as divisões internas, o presidente do PSDB, Bruno Araújo, assumiu recentemente a coordenação política de Doria. A expectativa dos aliados do governador paulista é de que Araújo consiga acabar com as arestas no ninho tucano.

Candidatura de Tebet sofre pressão de caciques do MDB
Lançada pelo MDB como forma de colocar o partido em evidência, a senadora Simone Tebet (MS) trabalha para manter sua pré-candidatura até o registro oficial das candidaturas. No entanto, a senadora enfrenta resistências de caciques emedebistas que apostam em uma recomposição com o PT de Lula, principalmente em estados do Nordeste.

Caso a candidatura de Tebet não se viabilize até o final de junho, nomes do MDB apostam na possibilidade de liberar os diretórios estaduais para construir alianças de acordo com os interesses locais. Paralelamente, Tebet tem mantido conversas com Doria para ocupar o posto de vice na chapa do tucano.

Além da senadora, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) também pode abrir mão de sua pré-candidatura para que seu partido apoie o nome de João Doria na disputa. O partido de Vieira discute uma federação com o PSDB, o que pode ser acertado ainda no primeiro trimestre deste ano.

“Estamos discutindo essa ideia porque o PSDB é o partido com a visão de país que mais se aproxima do Cidadania. A federação será uma forma de impedir que a cláusula de barreira por desempenho acabe com o Cidadania na eleição de 2022”, admitiu o presidente do partido Roberto Freire.

Federação de esquerda pressiona Ciro Gomes a desistir de candidatura pelo PDT

Parte da bancada do PDT acompanha o desenrolar das discussões do PT com outros partidos de esquerda como PSB, PCdoB, PV e Psol sobre a criação de uma federação para 2022. Caso as negociações avancem nos próximos meses, pedetistas podem ampliar a pressão para que Ciro Gomes retire sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto.

Integrantes do partido temem maiores dificuldades para renovar seus mandatos diante da federação, pois o PDT ficaria isolado dos demais partido de esquerda. Para esse grupo, a candidatura de Ciro enfrenta a forte concorrência de Sergio Moro (Podemos) na chamada terceira via.

Por enquanto a cúpula da legenda tem se mostrado favorável à manutenção da pré-candidatura do ex-ministro cearense. Publicamente o pedetista tem descartado qualquer possibilidade de abandonar a disputa.

“Não [há chance de desistir], a minha candidatura não me pertence. Eu antes queria muito ser presidente do Brasil, mas vendo que o nosso país está passando, eu agora preciso salvar o Brasil. Preciso juntar todo mundo que tenha boa vontade para salvar esse país desse desastre que está aí”, disse Ciro recentemente, em evento em Ribeirão Preto (SP).


Outros pré-candidatos ao Planalto
No Podemos, Sergio Moro descarta a possibilidade de abandonar a disputa presidencial. A cúpula do partido aposta na composição com o União Brasil para ampliar a viabilidade e a construção de palanques regionais para o ex-juiz da Lava Jato.

De volta ao Brasil, depois de passar o final de ano nos Estados Unidos, Moro afirmou que vai rodar o país nas próximas semanas. “Conto com vocês nessa jornada que está só começando. Temos um país para salvar de uma triste polarização entre pelegos e milicianos. Vamos construir a nação moderna e inclusiva que queremos”, escreveu Moro nas suas redes sociais no último dia 5.

Aposta do PSD para a disputa presidencial, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (MG), também começa a reunir nas próximas semana aliados para a construção de um plano de governo. O senador pretende avançar com alguns projetos no Senado como forma de dar visibilidade ao seu nome como presidenciável.

Já o Novo tem como pré-candidato o empresário Felipe D’Avila, que pode abrir mão de sua candidatura para apoiar Sergio Moro. Contudo, isso só deve ocorrer no período das convenções partidárias. A lista de pré-candidatos conta ainda com o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo, que ainda procura um partido para se filiar, com o deputado André Janones do Avante e com Leonardo Perícles, do partido de esquerda Unidade Popular (UP).


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