sexta-feira, 17 de setembro de 2021

SHOPPING CENTERS ESTÃO ADERINDO ÀS VENDAS EM MARKETPLACES

 

Beatriz Antunes

Os shopping centers são desafiados pelo sucesso das lojas online, mas o marketplace entra para salvá-lo no presente e mantê-lo no futuro.

O aumento de shopping centers migrando suas operações para o modelo marketplace como o da Valeon é perceptível, e a tendência dos shopping centers se digitalizarem não é tão nova, quanto pensamos. Muitos shoppings já migraram para modelos que integram com os canais digitais, sabemos que a pandemia simplesmente serviu para acelerar esse processo.

Segundo pesquisa da Ebit | Nielsen, o Webshoppers, os varejistas de marketplaces têm participação de 78% no faturamento total do mercado, e o crescimento do setor com a pandemia é perceptível, R$ 30 bilhões do faturamento do primeiro semestre de 2020 são de lojas estão em marketplaces, um aumento de 56% sobre o mesmo período de 2019.

O principal desafio é o comportamento do cliente.  A pesquisa leva automaticamente a maioria dos clientes aos grandes marketplaces, mas não ao shopping center local – é por isso que as vendas online estão crescendo e as vendas de lojas físicas estão sendo ameaçadas. A digitalização representa grandes desafios para o setor do varejo; o aumento das vendas no comércio online, a mudança do comportamento do consumidor, e os crescentes requisitos do cliente, são fatores que influenciam esse processo. Para se manterem competitivos, os shopping centers precisam reconhecer essa transformação e repensar modelos de negócios testados e comprovados. 

Não é novidade para ninguém que os consumidores estão cada vez mais adeptos às compras online, e o número de clientes fiéis desse modelo mostra que os marketplaces como o da Valeon seguem crescendo e vem se tornando um negócio muito popular no Brasil.

O marketplace como o da Valeon para os shopping centers vai ser uma plataforma omnichannel que conecta o estoque do varejista online e offline, atendendo assim às novas necessidades dos clientes e, em simultâneo, torna os shopping centers mais atraentes. Por meio do marketplace do shopping center, os consumidores podem verificar se o produto que desejam está disponível, na loja em que desejam, realizar a compra e optar por receber em casa ou retirar no local em algumas horas.

Isso é possível por meio da integração dos estoques das lojas, que acontece em tempo real. Os dados dos produtos, como descrições dos itens, fotos e preços, são obtidos diretamente por meio do sistema integrador. 

O clique e retire como opção no marketplace de shoppings centers, é muito importante. Alia a flexibilidade e praticidade do pedido online aos benefícios oferecidos pelas lojas físicas. Além de recolher os produtos em pouco tempo, o serviço oferece a possibilidade de experimentar os produtos antes de comprar. O marketplace passa a direcionar os clientes aos varejistas locais.

Os varejistas podem usar o alcance online para aumentar a frequência de clientes nas lojas e gerar mais vendas, aproveitando para atuar como mostrar novidades e vantagens que são obtidas somente indo à loja física.

O foco deve estar também na experiência do consumidor, porque tudo depende inteiramente do serviço e da comodidade que são oferecidos ao consumidor. Seja numa compra finalizada no marketplace ou quando o consumidor opta por retirar na loja física, os varejistas devem entender o que é necessário para oferecer a melhor experiência, com praticidade e flexibilidade, sempre atendendo muito bem o consumidor. Os shoppings devem implementar a digitalização tendo todos esses parâmetros em mente.

Oferecer ao consumidor a oportunidade de comprar da sua loja favorita do shopping pelo smartphone ou computador, em casa, e ainda poder retirar ou receber o pedido com rapidez. Uma forma de deixar a jornada de compra fluida para o consumidor, o que é necessário durante a pandemia, mas se a experiência for boa, será desejada depois.

PROPÓSITOS DA VALEON – “ValeOn É TOP”

ValeOn é uma Startup Marketplace que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa.

Encontre Produtos, Profissionais e Serviços em toda a região do Vale do Aço

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A ValeOn é uma startup daqui da região e foi acelerada pelo programa AGITA/SEBRAE/MG e pretendemos atuar no ramo de Publicidade e Propaganda online e pretendemos atender a todas as 27 cidades do Vale do Aço.

O nosso mercado será atingir os 766 mil habitantes do Vale do Aço e poder divulgar os produtos / serviços para vocês clientes, lojistas, prestadores de serviços e profissionais autônomos e obter dos consumidores e usuários a sua audiência.

A nossa Plataforma de Compras e Vendas que ora disponibilizamos para utilização das Empresas, Prestadores de Serviços e Profissionais Autônomos e para a audiência é um produto inovador sem concorrentes na região e foi projetada para atender às necessidades locais e oferecemos condições de adesão muito mais em conta que qualquer outro meio de comunicação.

Viemos para suprir as demandas da região no que tange a divulgação de produtos/serviços cuja finalidade é a prestação de serviços diferenciados para a conquista cada vez maior de mais clientes e públicos.

O nosso diferencial está focado nas empresas da região ao resolvermos a dor da falta de comunicação entre as empresas e seus clientes. Essa dor é resolvida através de uma tecnologia eficiente que permite que cada empresa / serviços tenha o seu próprio site e possa expor os seus produtos e promoções para os seus clientes / usuários ao utilizar a plataforma da ValeOn.

A ValeOn atenderá a todos os nichos de mercado da região e especialmente aos pequenos e microempresários da região que não conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos benefícios que ele proporciona. Pretendemos cadastrar todas as empresas locais com CNPJ ou não e coloca-las na internet.

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quinta-feira, 16 de setembro de 2021

PREÇO DA GASOLINA NA PETROBRAS SUBIU MAIS QUE OS IMPOSTOS

 

Combustíveiss

Por
Fernando Jasper – Gazeta do Povo

REPAR / PETROBRAS – ARAUCARIA – 17/06/14 – Economia – Refinaria Presidente Getulio Vargas – Repar. A refinaria pertence a Petrobras e fica no municipio de Araucaria, Parana . FOTO: MARCELO ANDRADE. Agencia de Noticias GAZETA DO POVO

Preço da gasolina nas refinarias da Petrobras subiu mais que a arrecadação do ICMS do combustível.| Foto: Marcelo Andrade/Arquivo/Gazeta do Povo

O ICMS tem peso significativo na formação de preço dos combustíveis, e a arrecadação dos estados está aumentando conforme o brasileiro gasta mais para encher o tanque. Mas o imposto estadual não foi o principal responsável pela forte alta da gasolina no último ano. A maior fonte de pressão veio da Petrobras.

Nos últimos 12 meses, os preços nas refinarias da estatal subiram mais que a arrecadação do ICMS, tanto em valores absolutos quanto em termos relativos.

Os números destoam de afirmações do presidente Jair Bolsonaro, para quem o imposto estadual é o maior culpado pela escalada dos preços – discurso que foi endossado na terça-feira (14) pelo presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, em audiência na Câmara dos Deputados.


No início de setembro de 2020, a Petrobras vendia a gasolina A (pura), sem impostos, a um preço médio de R$ 1,78 por litro. Os valores variavam de R$ 1,62 a R$ 1,92, dependendo da refinaria e da modalidade de venda do combustível às distribuidoras.

Desde então, o combustível nas refinarias da estatal ficou R$ 1,01 mais caro, o que corresponde a uma alta de 57%, chegando à média atual de R$ 2,79 por litro. Conforme a unidade produtora e a forma de venda, o preço do litro varia hoje de R$ 2,68 a R$ 2,93.

Nesse mesmo intervalo de 12 meses, o peso do ICMS em cada litro de gasolina aumentou entre R$ 0,34 (caso do Paraná) e R$ 0,58 (em Goiás). Em termos relativos, o incremento da arrecadação do tributo nas 27 unidades da federação variou de 27% (em Mato Grosso do Sul) a 52% (no Amazonas).

Segundo a Petrobras, o preço na refinaria representa hoje 33,8% do valor cobrado nas bombas, na média nacional, enquanto o ICMS corresponde a 27,8%. Os demais componentes do preço ao consumidor final são: custo do etanol anidro que é misturado à gasolina (17,2%); tributos federais (Cide, PIS e Cofins, com 11,4%); e distribuição e revenda (9,8%).

Confira: A variação do preço da gasolina na refinaria e do ICMS em SP, RJ e PR

Preço da gasolina na Petrobras reflete alta do barril de petróleo
Os reajustes promovidos pela Petrobras são resultado do regime de preço de paridade de importação (PPI), no qual a estatal busca acompanhar o comportamento das cotações do petróleo no mercado internacional.

Impulsionado pela recuperação da economia mundial e por decisões da Opep, o cartel dos exportadores, o barril ficou 57% mais caro no período de 12 meses a partir de 1.º de setembro de 2020. Um pequeno alívio veio do dólar, que, após vários altos e baixos, ficou 4% mais barato nesse intervalo.

Em 2018, Pedro Parente pediu demissão da presidência da estatal em meio ao desgaste causado pela greve dos caminhoneiros, que protestavam contra o preço do diesel. Em abril deste ano, Roberto Castello Branco deixou o comando da empresa por ordem de Bolsonaro, que estava incomodado com os reajustes do diesel e sua repercussão entre os transportadores de carga.

O regime de alinhamento às cotações internacionais contrasta com a política dos governos do PT, quando que a Petrobras absorvia boa parte das flutuações do barril, eventualmente sofrendo prejuízos bilionários, de forma a evitar oscilações mais fortes na bomba e na inflação.

Estados mantiveram alíquotas do ICMS, mas subiram preço de referência
Da parte dos estados, a alíquota do ICMS sobre a gasolina não sofreu qualquer alteração do ano passado para cá. Continua variando de 25% a 34%, conforme a unidade da federação.

O que mudou foi valor de referência usado na cobrança do imposto, o Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF), que subiu em todos os estados. As altas variaram de 27% a 52% em 12 meses, refletindo o aumento dos preços nas bombas – na média nacional, a gasolina ficou cerca de 40% mais cara em um ano, segundo medições da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e do IBGE.

Definido pelas secretarias estaduais de Fazenda e publicado no Diário Oficial da União, o PMPF é renovado a cada 15 dias e costuma acompanhar a evolução dos preços nos postos. É sobre ele que incide a alíquota do ICMS.

Essa forma de cobrança, a partir de um preço de referência, é parte do regime de substituição tributária, no qual todos os impostos são recolhidos na origem da cadeia. É usando o PMPF que a Petrobras pode embutir o ICMS no seu preço de venda, uma vez que não há como saber com antecedência qual será o preço final do combustível em cada posto.

Embora sejam comuns queixas de que um ou outro estado “abusa” desse preço de referência, arbitrando valores artificialmente altos para arrecadar mais, os dados oficiais mostram que hoje o PMPF está abaixo dos preços médios ao consumidor em quase todas as unidades da federação.


A comparação entre o PMPF válido para a primeira quinzena de setembro e os preços médios nos postos na semana passada, verificados em pesquisa da ANP, revela que apenas no Acre o valor de referência para o imposto estadual é superior ao cobrado do consumidor – e, ainda assim, a diferença é de apenas 0,2%.

Nos demais estados, o PMPF está abaixo do preço médio na bomba. A maior diferença está no Paraná, onde o valor de referência para o ICMS da gasolina foi de R$ 5,20 por litro na primeira quinzena de setembro, 10% abaixo do preço médio cobrado pelos postos do estado na semana passada (R$ 5,78).

A variação do preço da gasolina na refinaria e do ICMS em SP, RJ e PR
Os exemplos de três estados – São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná – ajudam a ilustrar a evolução dos preços da gasolina nas refinarias da Petrobras e da arrecadação do imposto estadual no último ano.

São Paulo tem a menor alíquota de ICMS do país (25%) e o Rio de Janeiro, a maior (34%). O Paraná aplica um porcentual intermediário (29%).

Eventuais discrepâncias nas casas decimais se devem a arredondamentos de valores:

São Paulo

O preço da gasolina A na refinaria de Paulínia no início de setembro de 2020 era de R$ 1,81 por litro. Hoje é de R$ 2,83, com aumento de R$ 1,01 por litro (56%) em um ano.
No mesmo intervalo, o PMPF (valor de referência para a cobrança do ICMS) no estado passou de R$ 4,01 para R$ 5,52 por litro (aumento de R$ 1,51, ou 38%).
Aplicando-se uma alíquota de 25% sobre o PMPF, a arrecadação do ICMS em São Paulo subiu de R$ 1,00 por litro de gasolina em setembro de 2020 para R$ 1,38 atualmente (aumento de R$ 0,38 por litro, ou 38%).
Rio de Janeiro

O preço da gasolina A na refinaria de Duque de Caxias no início de setembro de 2020 era de R$ 1,84 por litro. Hoje é de R$ 2,85, com aumento de R$ 1,01 por litro (55%) em um ano.
No mesmo intervalo, o PMPF (valor de referência para a cobrança do ICMS) no estado passou de R$ 4,75 para R$ 6,37 por litro (aumento de R$ 1,63, ou 34%).
Aplicando-se uma alíquota de 34% sobre o PMPF, a arrecadação do ICMS no Rio de Janeiro subiu de R$ 1,61 por litro de gasolina em setembro de 2020 para R$ 2,17 atualmente (aumento de R$ 0,55 por litro, ou 34%).
Paraná

O preço da gasolina A na refinaria de Araucária no início de setembro de 2020 era de R$ 1,77 por litro. Hoje é de R$ 2,79, com aumento de R$ 1,01 por litro (57%) em um ano.
No mesmo intervalo, o PMPF (valor de referência para a cobrança do ICMS) no estado passou de R$ 4,03 para R$ 5,20 por litro (aumento de R$ 1,17, ou 29%).
Aplicando-se uma alíquota de 29% sobre o PMPF, a arrecadação do ICMS no Paraná subiu de R$ 1,17 por litro de gasolina em setembro de 2020 para R$ 1,51 atualmente (aumento de R$ 0,34 por litro, ou 29%).
Tributos federais têm valor fixo. Bolsonaro quer o mesmo para o ICMS
Ainda que o PMPF em geral acompanhe o comportamento do preço na bomba, o governo federal costuma destacar que a tributação federal sobre a gasolina não sofre qualquer alteração há muito tempo.

De fato, a soma de Cide, PIS e Cofins permanece em R$ 0,69 por litro, independente do valor cobrado do consumidor. Isso ocorre porque esses tributos têm valor fixo, em reais por litro, ao passo que o ICMS representa um porcentual do preço – não só nos combustíveis, mas em milhares de outros produtos.

Em fevereiro, Bolsonaro enviou ao Congresso um projeto de lei complementar para que o imposto estadual sobre os combustíveis também tenha valor fixo, e igual em todos os estados, mas a proposta – que enfrenta oposição de governadores – não avançou.

Meses depois, o presidente anunciou a intenção de mudar o texto, permitindo que cada estado defina seu ICMS, mas mantendo a ideia de uma alíquota fixa.

Referências:
Petrobras – Preço da gasolina nas refinarias
Confaz – Tabelas do PMPF
ANP – Levantamento de preços ao consumidor
ANP – Série histórica de preços ao consumidor
IBGE – Inflação medida pelo IPCA


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/economia/preco-da-gasolina-na-petrobras-subiu-mais-que-o-imposto-cobrado-pelos-estados/
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BOLSONARO E O CONSERVADORISMO

 

Direita pom-pom de cortina

Por
Paulo Polzonoff Jr. – Gazeta do Povo

O presidente da República, Jair Bolsonaro e a primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro, participam de cerimônia de cumprimentos aos oficiais-generais promovidos

Bolsonaro faz um gesto “não conservador” durante uma cerimônia qualquer.| Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agênci

Agora virou moda entre os pensadores da direita pom-pom de cortina (na qual jocosamente me incluo) usar todo o estoque de aspas com pedigree conservador para constatar: Jair Bolsonaro não reza por essa cartilha. Sério? Qual foi o primeiro sinal? A julgar pela velocidade da constatação, prevejo a surpresa do primeiro intelectual do tipo a tropeçar num Mises para descobrir que Bolsonaro tampouco é liberal.

Curiosa, aliás, essa necessidade de enquadrar ideologicamente um presidente eleito sob condições muito específicas, com uma personalidade ambígua e dono de uma visão de mundo para lá de confusa, a fim de justificar o antibolsonarismo empedernido, casmurro mesmo. Um antibolsonarismo que, mais do que um movimento, é uma sensação revolucionária que nasce de uma visão idealizada do conservadorismo.

Ou seja, a fim de fazer com que esse ou aquele líder popular se enquadre numa ideologia a ser combatida, o intelectual ignora as infinitas nuances que tornaram esse líder popular o que ele é. Incluindo, aí, o carisma, a capacidade de comunicação com as massas e até uma dose de salvacionismo, entre outras características que unem os populistas.

Não. Bolsonaro e seu bolsonarismo (à venda nas versões leve, médio e intenso) não são conservadores. Mas e se eu disser que o antibolsonarismo obstinado, birrento e cabeça-dura, quando não psicótico, tampouco é conservador – por mais que se tente racionalizá-lo com aspas e apuds os mais diversos? Afinal, o conservador digno desse nome está mais preocupado em navegar virtuosamente pela realidade do que em alterar essa realidade.

Indiana Jones e a busca pelo conservador puro
Isso é algo que me incomoda profundamente nesse antibolsonarismo que se pretende a esclarecido, mas que é só carente de uns afagos da tchurma. Ainda mais quando ele vem de um grupo que, ainda que de nariz torcido, ajudou a eleger Bolsonaro. Estou falando de um idealismo quase romântico, do tipo que pressupõe que o líder de um povo precisa ser um representante moralmente puro não do povo, mas da elite que ambiciona guiar esse povo. Ideologicamente, esse líder precisa ser um ortodoxo – no limite da perfeição.

Quando, até por características próprias da democracia contemporânea, o líder popular, vulgarmente chamado de populista, é um amálgama que reflete precariamente os valores da maioria que o elegeu. Não, Bolsonaro não é um conservador de alta estirpe simplesmente porque o brasileiro, ainda que majoritariamente possa se identificar como conservador, entende o conceito ora como reacionarismo, ora como puritanismo, ora como messianismo e ora – pasmem, direita pom-pom de cortina! – como revolução.

A um conservador digno do nome e da gravata borboleta, pois, era de se esperar também um olhar ultracompassivo em relação ao presidente. O que, reconheço, não é fácil – ainda mais quando se vive sob pressão de uma turba anônima nas redes sociais e no Tempo da Indignação Permanente. Mas é o que eu sempre digo: se fosse fácil, se não demandasse o exercício das virtudes mais nobres, qualquer progressista louquinho faria.

Pergunta que proponho ao intelectual que faz carinha de nojo para Jair Bolsonaro só porque o homem não leu Scruton: o que há de conservador (e cristão?) no julgamento impiedoso, quando não irado, de um homem falho, necessariamente falho, e que por circunstâncias incontroláveis e temporárias hoje veste a faixa presidencial?

Não seja o mal que você abomina
Não, Bolsonaro não é conservador. Não segundo a régua de Russell Kirk, não segundo a régua de Roger Scruton, não segundo a régua de Oakeshott. Não segundo a minha régua – que dirá a sua! Isso não o torna reprovável per se. E de forma alguma o torna automaticamente um governante a ser derrubado e substituído por “conservadores” como João Dória ou (faz me rir!) Lula.

Mas é o que já disse aqui uma vez: o grande problema do debate público no Brasil é a qualidade da oposição, que alterna períodos de omissão e momentos de antagonismo agressivo e irracional. O bolsonarismo é tão estranho, tão incompreensível e às vezes tão incômodo que nubla nosso olhar outrora disposto a encontrar um mínimo de boa fé nos feitos de um líder que pode até ser esteticamente repulsivo, mas que foi democraticamente eleito.

Também ela, a direita conservadora (que aqui chamo de “pom-pom de cortina” só para dar cor ao texto), não sabe lidar com a política das paixões – da qual Bolsonaro é produto. Perdida e sem se sentir representada pelo governante que idealizava em 2018, essa direita acaba por abdicar de princípios a fim de ver prevalecer sua alternativa. Que, no caso de Bolsonaro, é qualquer um  (alguns cortejam até Lula).

Um ensinamento universal, sedimentado na melhor tradição que o conservadorismo afirma proteger, diz que não devemos ser o mal que tanto abominamos e contra o qual lutamos com tanto afinco. Para mim, é na desobediência a esse ensinamento que Bolsonaro mais se desvia da rota da virtude (moral, política, econômica, etc). Mas, curiosamente, é neste ponto que Bolsonaro e o antibolsonarismo se unem no que têm de pior: a crença de que só a destruição do outro vai nos trazer paz e prosperidade.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/polzonoff/certo-bolsonaro-nao-e-conservador-e-por-acaso-o-antibolsonarismo-e/
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VACINA CORONAVAC DO BUTANTÃ TEM POUCA COBERTURA VACINAL

 

Por
Bruna Frascolla – Gazeta do Povo

Vacina – Foto: Américo Antonio/SESA

Coronavac: o jornalismo abdicou de questionar as fontes oficiais| Foto: Américo Antonio/SESA

Algo surpreendente nesta pandemia é a maneira simplória com que muitas pessoas instruídas lidam com a verdade. Aprendemos a desconfiar das autoridades políticas, mas qualquer autoridade tecnocrata goza de uma confiança inexplicável. Aprendemos a desprezar jornais que chancelam tudo o que uma autoridade do Executivo diz, mas basta botar um jaleco que a autoridade pode ser babada e lambida por um jornal sem que este perca a credibilidade. Tudo se passa como se políticos fossem demônios e cientistas fossem anjos, em vez de serem todos humanos. E tudo se passa, também, como se a burocracia científica não estivesse sujeita à influência de algum chefe do Executivo.

A maior expressão disso talvez sejam as agências de checagem de fatos. Quando não está checando memes e piadas, o Estadão Verifica costuma defender com unhas e dentes qualquer declaração dos burocratas do Instituto Butantan.

História mal contada
Desde o começo da pandemia, ninguém precisava de links nem do respaldo de especialistas concluir que aquela vacina chinesa que Doria tentava empurrar era uma baita de uma história mal contada. Bastavam bem senso e atenção. O primeiro indício foi que a vacina penou para conseguir o mínimo de eficácia necessário para ter aprovação emergencial da Anvisa, que consiste em míseros 50%. Para atingi-los, foi necessário um novo método de cálculo de eficácia, pois, segundo o cálculo tradicional, ficava abaixo dos 50%. O Dr. Fernando Reinach denunciou isto à época no Estadão e foi tachado de fake news. Escrevi sobre isto no já remotíssimo janeiro de 2021. No fim das contas, a eficácia da Coronavac era de 49,69% segundo o cálculo tradicional; segundo o cálculo de odds ratio, os 50,38% anunciados à imprensa.

É pouco. Mas Doria, amparado por burocratas do Butantan, fez um escarcéu para dizer que a vacina “do Butantan” (e não chinesa) tinha incríveis 100% de eficácia na prevenção de casos graves. Ou seja: de alguma maneira, só havia 50% de chances de alguém vacinado não pegar covid; mas, ainda assim, era 100% certo que não teria covid grave. O que quer dizer que alguém que pese 150kg, tenha hipertensão e diabetes pode pegar covid e ter a certeza certa de não morrer. Isso é minimamente razoável?

Para quem gosta de diplomas, recomendo o texto do Dr. Fernando Reinach, que condenou a falta de clareza sobre a amostragem e a ousadia dessa universalização. Mas basta bom-senso para ver que um negócio desses não pode ser verdade. E se o Butantan chancelava isso, azar do Butantan: só põe lama na sua credibilidade.

À época eu fiquei surpresa com a insistência nesses 100%, porque basta um único caso grave para falsear do que foi dito. Hoje, tendo visto Doria no Roda Viva, considero que está no padrão dele.

Ex-fake news?
Por alguma razão, a rotina dos céticos desta pandemia envolve o rótulo de bolsonarista. Às vezes as pessoas se declaram bolsonaristas, às vezes são declaradas por outrem de forma injuriosa. De minha parte, julgo isso muito elogioso para a pessoa de Bolsonaro, já que seu círculo se revelou o único capaz de abarcar o ceticismo. É uma tristeza para o Brasil que o ceticismo só tenha um político a ser identificado consigo.

Pois bem: em abril de 2020, um youtuber bolsonarista disse que a Coronavac precisaria de terceira dose por se mostrar ineficaz. Agora, em setembro de 2021, o Butantan anuncia a terceira dose da vacina, supostamente necessária para proteger idosos da variante delta. (Por que uma dose igual às demais vai proteger de uma nova variante? Porque os especialistas dizem que vai.) Ou seja: o youtuber bolsonarista, sem diploma nem nada, estava absolutamente certo há mais de um ano. Ele assistiu a uma entrevista de um diretor do Butantan e tirou essa conclusão.

Mas lá em abril o Estadão Verifica anunciou: “É falso que Coronavac tenha se mostrado ineficaz e precise de terceira dose”. Depois foi desmentido pelo tempo e acrescentou uma errata: “Atualização, 28/05/2021: Esta checagem foi produzida com base em informações científicas disponíveis no dia 28 de abril de 2021. A possibilidade de uma dose de reforço foi discutida posteriormente em estudo preliminar de 21 de maio de 2021.”

Com que propriedade o Estadão Verifica dizia que se tratava de fake news? Ora, ouvindo a entrevista do diretor, o youtuber foi capaz de tirar uma conclusão perfeitamente correta. Além disso, meses após a aplicação da vacina já era possível o cidadão comum observar que os vacinados estavam tendo casos graves de covid e colocar em dúvida muito do que fora propagandeado.

Admitamos, porém, que é possível as evidências de então não serem conclusivas. Seria correta a manchete, e a errata seria prova de humildade; afinal, as evidências (chamadas de “informações científicas”) vão apontando para diferentes hipóteses conforme o tempo. No entanto, o corpo do texto mostra que o raciocínio não é esse: “Questionado por jornalistas da emissora sobre formas de aumentar essa taxa, Palacios [o diretor que o bolsonarista escutou] responde que Butantan estuda a possibilidade de aplicar uma dose de reforço, seja com a própria Coronavac ou com outros imunizantes, mas que isso depende de pesquisas prévias.” A possibilidade estava aberta, portanto. No parágrafo seguinte, continua a matéria: “Nas redes sociais, o Instituto Butantan também desmentiu a informação de que estaria recomendando uma dose extra. “O Butantan esclarece que não será necessária uma 3ª dose da vacina contra a covid-19”, escreveu no Twitter. “A Coronavac é segura e eficaz após o ciclo de duas doses e mais 15 dias, conforme apontam vários estudos.” Aqui, tudo mudou. O Twitter do Butantan e o diretor do Butantan estão dizendo coisas diferentes: um diz que até então não se estabeleceu a necessidade de uma terceira dose; outro, que nunca será necessária uma terceira dose. É evidente que a afirmação de Palacios é muito mais prudente do que a do tuiteiro anônimo. E com qual das duas o checador de fatos se alinha? Com a do tuiteiro!

No parágrafo seguinte, a versão parcimoniosa volta, sem que o jornalista atine que são duas coisas muito diferentes, as defendidas: “ ‘O que o Butantan estuda é atualização da vacina, com a possibilidade de, no próximo ano, aplicar uma outra dose, em razão das novas cepas e da evolução da doença, como ocorre com a vacina da Influenza’, acrescenta em nota. Palacios não fala, em nenhum momento da entrevista, que a vacina não estaria funcionando na prática.” No comunicado do Butantan de agora, não há nenhuma menção a esta ser uma vacina nova feita especialmente para a variante delta. As vacinas de Influenza são atualizadas para cobrir novas cepas; a Coronavac, se foi, o Butantan não contou no comunicado citado.

Checagem de fatos pode ser provada falsa?
É significativo que o jornalista tenha escolhido o termo “informação científica” em vez dos usuais “evidências” ou “indícios”. Informação científica é informação com o carimbo do Butantan.

Karl Popper revolucionou a filosofia da ciência ao colocar o critério de falseabilidade como essencial para separar ciência de pseudociência. Frente a toda afirmação científica, devemos poder pensar num meio de colocá-la a prova. É diferente da astrologia ou do marxismo, em que as coisas primeiro acontecem e depois são interpretadas como convém ao teórico, sem que ninguém possa provar que ele está errado.

É possível provar que os checadores de notícias estão errados? Não! Porque a verdade, para eles, é o que o carimbo do burocrata diz; é a Palavra do Butantan. Leiamos o grau de certeza da criatura: “Estudos demonstraram eficácia da Coronavac com duas doses – Como já explicou o Estadão Verifica em outras checagens, todas as vacinas aprovadas pelos órgãos regulatórios passam por uma sequência de etapas rigorosas de testes.” Se os estudos do Butantan disponíveis em abril concluíram tal coisa, assunto encerrado. Tudo o que os contrarie é fake news. Ora, nós não podemos mudar os estudos pretéritos; logo, se era fake news naquela época, é fake news pra sempre. Se o Instituto Butantan disser algo aparentemente contrário depois, aí sim as coisas mudam. É como se o Papa soltasse uma bula nova, e os checadores que deem seu jeito de arrumar as ideias.

Frise-se que é vedada a análise crítica dos dados do estudo do Butantan. O Butantan não conclui; o Butantan demonstra. No texto do Estadão Verifica de abril, sobra até para o Fernando Reinach, que em janeiro defendeu a eficácia de meros 49,69%. De posse dos dados do estudo usado como autoridade pelo checador, Reinach chegou a uma conclusão diferente e foi sumariamente considerada fake news. Sem citá-lo nominalmente, o artigo volta a repetir as conclusões por ele criticadas no próprio Estadão.

Vê-se assim que a questão das vacinas, o Estadão Verifica nada mais é que uma caixa de amplificação da propaganda do Butantan de Doria.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/bruna-frascolla/a-checagem-de-fatos-dos-jornais-e-infalivel/?utm_source=salesforce&utm_medium=emkt&utm_campaign=newsletter-bom-dia&utm_content=bom-dia?ref=link-interno-materia
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REFORMA ADMINISTRATIVA VAI A PASSOS LENTOS

 

Editorial
Por
Gazeta do Povo

Comissão especial da reforma administrativa na Câmara dos Deputados votará relatório nesta semana.| Foto: Gustavo Sales/Câmara dos Deputados

Depois de um pequeno avanço na tramitação da reforma tributária, com a aprovação, na Câmara, das mudanças no Imposto de Renda, é a vez da reforma administrativa. Na terça-feira, a comissão especial da PEC 32/2020 começou a analisar o substitutivo redigido pelo relator Arthur Maia (DEM-BA), e deve votar o texto ainda nesta semana. Esta versão diverge em muitos pontos da proposta original enviada pelo governo federal, com mudanças costuradas para tornar a reforma mais palatável aos parlamentares, especialmente os que têm base eleitoral no funcionalismo. Há, de fato, concessões ao corporativismo, mas ainda assim o substitutivo traz uma série de avanços.

Desde o início já havia sido estabelecido, por orientação do governo, que as mudanças da reforma valeriam apenas para os servidores que viessem a ser contratados, sem alterações para o funcionalismo atual. Uma opção que reduz o efeito da reforma sobre os cofres públicos no futuro próximo, mas que evita a judicialização por parte dos servidores que alegariam a violação de direitos adquiridos. No entanto, nem mesmo esta concessão ajudou a levar adiante mudanças mais corajosas, e o resultado apareceu na principal divergência entre o projeto original do governo e o substitutivo de Maia: o relator manteve a estabilidade para todos os concursados que vierem a integrar o serviço público, e não apenas para as chamadas “carreiras típicas de Estado”.

A modernização do serviço público, o estabelecimento de critérios de desempenho, ferramentas que ofereçam flexibilidade a gestores e permitam o uso mais racional dos recursos públicos nada têm de aviltantes

Este recuo, pelo menos, é mitigado pela adoção de mecanismos como o contrato temporário, que serve para o suprimento de necessidades eventuais do poder público e dá flexibilidade ao gestor; novas possibilidades de desligamento, como em casos de cargos tornados obsoletos; e, especialmente, as regras para avaliação dos servidores, algo que era previsto já na Constituição de 1988 e que o governo federal havia deixado para uma fase posterior da reforma administrativa. O servidor recém-contratado precisará passar por seis avaliações antes de conquistar a estabilidade, e continuará a ser avaliado ao longo da carreira, estando sujeito à demissão em caso de desempenho insuficiente – hoje, um funcionário público só pode ser demitido após processo administrativo disciplinar ou por decisão judicial.

O texto ainda prevê o fim de uma série de penduricalhos e mordomias como adicionais, indenizações, licenças e férias por períodos maiores de 30 dias, além do fim da aposentadoria compulsória como punição e das promoções ou progressões motivadas única e exclusivamente por tempo de serviço. No entanto, assim como o substitutivo ficou aquém do desejado na questão da estabilidade, também aqui ficou devendo ao não ter incluído os membros do Poder Judiciário e do Ministério Público, que no passado recente têm sido os protagonistas na reivindicação por auxílios e privilégios muitas vezes inconstitucionais e sempre imorais, como na disputa pelo auxílio-moradia de juízes, ainda fresca na memória de muitos brasileiros. Há muitos parlamentares empenhados em fazer com que as novas regras valham para todos e, se não tiverem sucesso nesta reta final da comissão especial, precisam seguir pressionando caso o texto vá ao plenário.


J.R. Guzzo: Servidores nem-nem (nem trabalham nem largam o osso) custam R$ 8 bilhões por ano (junho de 2021)
No balanço entre recuos e avanços, o substitutivo de Arthur Maia ainda tem um saldo positivo, embora continue a ser bombardeado na comissão especial, especialmente pela esquerda, avessa a qualquer tipo de reforma do Estado. O relator, diante de algumas críticas feitas nos últimos dias, deixou aberta a possibilidade de redigir um novo substitutivo; o risco é de novas concessões corporativistas nos pontos mais contestados, como o mecanismo da contratação temporária – a solução ideal, no entanto, não é o abandono desta ideia, mas o seu refinamento, com regras rígidas para que ela não se torne oportunidade de apadrinhamento, nem acabe se tornando a regra, contornando o concurso público.

A definição de novas regras para o funcionalismo é uma primeira fase necessária para que, posteriormente, sejam atacados outros problemas, como o fosso profundo entre as remunerações no setor público e os salários do setor privado, que estudo já clássico do Ipea mostrou ser fonte de desigualdade no país. A modernização do serviço público, o estabelecimento de critérios de desempenho, ferramentas que ofereçam flexibilidade a gestores e permitam o uso mais racional dos recursos públicos nada têm de aviltantes, ao contrário do que querem fazer parecer a esquerda e entidades representantes do funcionalismo. Por mais que o serviço público tenha certas peculiaridades que justificam certas diferenças, como a necessidade de preservar o servidor de perseguições políticas, elas não podem ser pretexto para cristalizar privilégios.


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A ARMA DE BOLSONARO É MUITO TRABALHO PELO BRASIL

Artigo
Por
Onyx Lorenzoni

Lorenzoni tomou posse na terça-feira (3) em cerimônia reservada no seu gabinete, com a presença do presidente Jair Bolsonaro.| Foto:

Atacado 24 horas por dia, sete dias por semana, Jair Bolsonaro nunca teve descanso. Não é de agora. As tentativas de desconstrução da imagem do presidente da República vêm desde que ele era deputado federal. É fácil explicar. Jair Bolsonaro nunca se curvou ao sistema – ao contrário, sempre o combateu. Mas o que é o sistema? É o universo paralelo onde vivem algumas pessoas que sempre detiveram o poder neste país.

Muitas delas seguem seus delírios de que logo “as coisas voltam para o lugar”. Não voltam. E nas últimas semanas isso ficou muito claro: milhões de pessoas nas ruas em apoio ao presidente, e, de outro lado, uma manifestação contrária de pequenos grupos, mesmo sendo largamente divulgada na imprensa. O resultado pífio incomodou muito aos que estavam acostumados a direcionar opiniões, a usar o diversionismo para o inexplicável.  Eles fingem não entender que o Brasil mudou porque o povo brasileiro cansou.

O tempo da roubalheira acabou. O tempo das mentiras empilhadas pelos governos esquerdistas e infladas por parte da imprensa brasileira acabou. O tempo do desperdício do que é dos brasileiros acabou. Hoje o que o governo arrecada vai para o que o Brasil precisa, para o que o povo precisa.

Não fosse assim, como iríamos atravessar a pandemia podendo garantir comida na mesa de 70 milhões de famílias brasileiras com o auxílio emergencial? Como o governo poderia ajudar milhões de empresas a não demitirem seus funcionários pagando parte do salário? E mais: como o Brasil teria gerado 1,8 milhão de vagas com carteira assinada?

Como iríamos comprar as 600 milhões de doses de vacinas e nos tornarmos um dos três países do mundo que mais vacinam? Já passamos os Estados Unidos. Como o governo federal teria recursos para enviar aos estados e municípios, não só para reforçar os sistemas de saúde, mas para recompor perda de arrecadação por causa do fecha-tudo que governadores e prefeitos promoveram? Aliás, cabe mais um registro importante: em muitos casos, o recurso enviado para os governos estaduais ultrapassou em muito o que perderam com o fecha-tudo que eles mesmos criaram. Houve governador que não usou esse dinheiro na saúde, mas colocou as “contas em dia” depois de anos, e ainda assim ataca o presidente e o governo.

Enquanto o governo Bolsonaro trabalha, aqueles que não se conformam que o povo escolheu um homem humilde, temente a Deus, que escolheu ficar ao lado do povo, já inventaram até corrupção sem um real de dinheiro público gasto. Agora inventaram manifestação pela democracia que não tem a participação do povo. A diferença está aí. Quem precisa da mentira como método nunca tem razão.

Enquanto é atacado, o governo de Jair Messias Bolsonaro promove a transformação do Brasil munido da melhor arma que um governante que faz as coisas como devem ser feitas tem: a verdade. Para o desespero do sistema, o presidente que o povo escolheu defende o Brasil 24 horas por dia, sete dias por semana.

Onyx Lorenzoni é ministro do Trabalho e Previdência.


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DIFERENÇA ENTRRE LUCRO REAL E LUCRO PRESUMIDO NO REGIME TRIBUTÁRIO

 

*Rubens Leite

No Brasil, existem basicamente três regimes tributários: o Simples Nacional, destinado exclusivamente às microempresas e aos microempreendedores (que faturam até 4,8 milhões por ano e se encaixam em condições legais específicas); o Lucro Real e o Lucro Presumido. Para as empresas que não se enquadram na tributação na forma do Simples Nacional, a escolha do regime de tributação deve ser feita com cautela.

Ambos os regimes impactam no recolhimento dos seguintes tributos: Imposto de Renda – IR, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), e também na tributação do PIS (Programa de Integração Social) e COFINS (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social).

Lucro Real

O Lucro Real é o regime tributário em que a base de cálculo do tributo é o lucro líquido da empresa, já com as adições, exclusões e compensações legais; ou seja, a fórmula Receita – Despesa = Lucro Líquido. Via de regra, qualquer empresa, caso considere vantajoso, pode optar pela tributação no Lucro Real; porém, esse regime é obrigatório para as empresas cujo faturamento do último ano-calendário seja igual ou superior a R$ 78 milhões, bem como para as empresas financeiras e equiparadas, independentemente do faturamento.

Nesse regime de tributação, a empresa paga impostos proporcionalmente aos seus ganhos, e pode ficar isenta se o resultado do período for negativo. Devemos considerar, ainda, que no Lucro Real a apuração do lucro deve ser enviada à Secretaria da Receita Federal com riqueza de detalhes, bem como as obrigações acessórias (SINTEGRA, CAGED, EFC, etc.). As alíquotas para cálculo do Imposto de Renda Pessoa Jurídica são de 15% para lucro de até R$ 20.000,00 mensais, e 25% para lucro superior a R$ 20.000,00 mensais. Já para pagamento da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a alíquota será de 9% sobre o lucro.

No Lucro Real, há a opção de recolhimento trimestral ou anual. Na primeira opção, a empresa fará quatro recolhimentos durante o ano, com base no lucro do trimestre anterior. Já na segunda opção, a empresa deverá fazer um recolhimento mensal a título de antecipação dos tributos, e, no ano seguinte, o recolhimento do restante mediante apuração do exercício total.

Lucro Presumido

Já o Lucro Presumido é o regime tributário no qual a base de cálculo é na verdade uma estimativa da margem de lucro do negócio. Isto é, o lucro dessas empresas se presume numa porcentagem que varia entre 1,6% e 32%, dependendo da atividade da empresa (sendo até 8% para empresas do comércio, e até 32% para empresas de serviço).

Nesse regime, o recolhimento do imposto é trimestral, e a apuração não precisa ser detalhada e complexa como no Lucro Real, bem como as obrigações acessórias são mais simples. Porém, pode ser desvantajoso caso a empresa tenha seus lucros reduzidos no período anterior, pois a margem de presunção de lucro é fixa, de acordo com a área de atuação. Por isso é importante, no momento da escolha, realizar um planejamento tributário.

Quanto à tributação do PIS e COFINS, no Lucro Presumido, o PIS é de 0,65% sobre o faturamento mensal da empresa, enquanto o COFINS é de 3% — totalizando 3,65%. No entanto, as empresas optantes devem adotar o regime cumulativo das contribuições, ou seja, não têm direito ao abatimento de créditos. Já no Lucro Real, as alíquotas são de 1,65% para o PIS e 7,6% para o COFINS, totalizando 9,25% cobrados sobre o faturamento. Por outro lado, o regime é não cumulativo, permitindo que a empresa faça deduções a partir de despesas e pagamentos feitos para outras empresas (como custos com insumos, montante da depreciação de ativos, consumo de energia elétrica, etc.).

O regime tributário é escolhido no ato do primeiro recolhimento do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, de modo que, uma vez escolhida, não é possível ser alterada durante o exercício. Por esse motivo, é importante a realização do planejamento tributário, a fim de que não haja complicações em razão da tributação.

*Rubens Leite é advogado e sócio-gestor da RGL Advogados

INSTRUÇÕES DE COMO PROCEDER COM A MALA EXTRAVIADA NAS VIAGENS DE AVIÃO

 

*Denner Pires Vieira

A viagem estava indo tudo bem até que você chega ao aeroporto e não encontra a sua mala na esteira. Você até espera para ver se ela aparece, mas depois de um tempo percebe que sua bagagem foi extraviada. O que fazer?

A primeira coisa é procurar um funcionário da companhia aérea na área de desembarque ou nos guichês da empresa para preencher o RIB (Registro de Irregularidade de Bagagem) ou qualquer outro documento escrito para registrar formalmente a perda da mala. Guarde sempre o comprovante de despacho, pois você precisará dele nessa hora.

Saiba que a partir do momento em que é feito o check-in, seja no aeroporto ou até mesmo na rodoviária, a companhia é responsável pela sua bagagem e deve indenizá-lo efetivamente em caso de extravio ou danos, segundo o artigo 6.º, VI e 14 do CDC (Código de Defesa do Consumidor). Além disso, se a viagem tiver sido contratada por intermédio de uma agência de turismo, ela também responde pelo incidente.

Caso essa situação desagradável aconteça com você, abaixo esclareço seus direitos. Confira:

Cadê minha bagagem?

Caso a sua mala não seja localizada enquanto ainda estiver no aeroporto, a empresa têm, no máximo, sete dias para voos nacionais e 21 em internacionais para encontrá-la e enviá-la ao endereço informado no registro de perda, de acordo com uma resolução da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

Ultrapassando esse prazo, a companhia é obrigada a indenizá-lo pelos pertences perdidos em até sete dias. O valor máximo a ser pago é de 1.131 DES (Direitos Especiais de Saque) – um tipo de “moeda” internacional – para viagens pelo País, e 1 mil DES para voos ao exterior.

Quanto vale a minha mala?

Antes de embarcar, você pode se prevenir de algumas maneiras. A primeira é declarando o valor de seus pertences em um formulário fornecido pela companhia. Contudo, fique atento. Cada companhia aérea adota um critério próprio para a declaração e podem até cobrar uma taxa para que informe formalmente o que está na sua mala.

Outra alternativa é tirar foto ou filmar os pertences dentro da sua mala, além de guardar as notas fiscais de compra. Novamente, cada empresa tem uma regra distinta para pagar a indenização, mas dessa forma fica mais fácil garantí-la.

Vale lembrar que tanto em voos nacionais quanto internacionais, objetos de valor, como eletrônicos, dinheiro em espécie e jóias não podem ser incluídos na declaração. Por isso, é importante guardá-los na bagagem de mão.

Estou fora da minha cidade. O que eu faço?

Caso não esteja em seu domicílio, a Anac define que a companhia aérea é obrigada a cobrir as suas despesas básicas durante o período que leva para localizar a mala. Esse reembolso tem o objetivo de garantir que você tenha acesso a itens indispensáveis, como roupas e produtos de higiene pessoal.

Cada empresa define o valor do reembolso e os documentos necessários que deverão ser apresentados para comprovar os gastos. Além disso, a quantia pode variar se o voo for internacional.

Dicas importantes

Antes de viajar, identifique todas as malas com etiquetas que contenham seu nome, endereço completo e telefone e retire todas as etiquetas de voos antigos.

Diferencie sua mala, colocando algum tipo de fita, adesivo ou tag específico, para que você e os outros passageiros tenham mais facilidade para identificá-la, especialmente se ela for preta ou muito comum.

Além disso, leve na bolsa de mão dinheiro, medicamentos e uma troca de roupa, principalmente se você está indo para um lugar que você não tenha uma residência.

Vale ressaltar que, independentemente das precauções tomadas, a responsabilidade da empresa pela reparação de danos ao consumidor é a mesma.

Como resolver meus problemas?

Tente resolver o problema amigavelmente com a empresa, mas, caso não obtenha sucesso, procure o Procon de sua cidade ou até mesmo a justiça. Se a causa não ultrapassar 40 salários mínimos, é possível entrar com a ação no JEC (Juizado Especial Cível).

*Denner Pires Vieira é advogado e especialista em direito do consumidor da RGL Advogados

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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