quinta-feira, 16 de setembro de 2021

VENDAS EM MARKETPLACE É VANTAJOSO PARA MUITOS EMPRESÁRIOS

 

Igor DavidIgor David 

pandemia do Covid-19 trouxe consigo muitas mudanças ao mundo dos negócios. Os empresários precisaram lutar e se adaptar para sobreviver a um momento tão delicado como esse. Para muitos, vender em Marketplace como o da Startup Valeon se mostrou uma saída lucrativa para enfrentar a crise.

A seguir, mostraremos quais as vantagens competitivas que esse modelo pode trazer para o seu empreendimento durante a pandemia e mesmo depois que ela acabar.

O “novo normal” no comércio

Com o fechamento do comércio durante as medidas de isolamento social da pandemia, muitos consumidores adotaram novos hábitos para poder continuar efetuando suas compras.

Em vez de andar pelos corredores dos shopping centers, os consumidores passaram a navegar por lojas virtuais como a Plataforma Comercial Valeon. Mesmo aqueles que tinham receio de comprar online, se viram obrigados a enfrentar essa barreira.

Se os consumidores estão na internet, é onde seu negócio também precisa estar para sobreviver à crise e continuar prosperando.

Contudo, para esses novos consumidores digitais ainda não é tão fácil comprar online. Por esse motivo, eles preferem comprar nos chamados Marketplaces de marcas conhecidas como a Valeon com as quais já possuem uma relação de confiança.

O que são Marketplaces

Os Marketplaces podem ser entendidos como uma espécie de shopping center virtual, onde várias lojas de diferentes ramos vendem seus produtos. Expor seus produtos em um Marketplace da Valeon é como colocar sua mercadoria na vitrine de um shopping de grande circulação, por onde muitas pessoas passam diariamente.

O Marketplace é, portanto, um site de comércio eletrônico que expõe produtos de lojas parceiras para que seus consumidores possam comprá-los dentro da sua própria plataforma.

São exemplos de Marketplaces de grande renome Lojas Americanas, Magazine Luiza, Mercado Livre, Amazon, OLX, Plataforma Comercial Valeon, entre outros.

Basicamente qualquer loja regularizada pode se cadastrar e vender em um desses sites mediante o pagamento de mensalidade a valores bem abaixo das praticadas no mercado offline.

Números do crescimento de Marketplaces na pandemia

O comércio eletrônico vinha crescendo ano após ano, contudo com a pandemia esse processo foi acelerado. Segundo dados do relatório Webshoppers da Ebit e Nielsen, já no 1º semestre de 2020 o e-commerce bateu o maior recorde dos seus 20 anos de funcionamento, com crescimento de 41% em relação a 2019.

Os Marketplaces, por sua vez, cresceram ainda mais, com aumento de 52% em 2020. Mais do que isso, houve um aumento de 23% de novos consumidores em relação ao ano anterior. São 13 milhões de pessoas que nunca tinham comprado na internet e passaram a comprar, denotando uma enorme oportunidade para quem deseja vender online.

Não somente há mais pessoas comprando online, como essas pessoas também estão gastando mais. Em 2020, o ticket médio aumentou para R$ 452,00. Dentro dos Marketplaces, o valor do ticket médio foi ainda maior, no montante de R$ 466,00. Tais valores são ainda expressivos em meses de datas sazonais.

A força dos Marketplaces é tão grande que 78% do faturamento total do e-commerce brasileiro ocorreu dentro dessas plataformas.

Vantagens de vender em Marketplace durante a pandemia

Como vimos acima, os Marketplaces cresceram e continuam crescendo estrondosamente e fazendo jorrar muito dinheiro para suas lojas parceiras. Confira a seguir quais são as vantagens de vender em Marketplace:

Baixo investimento

Entre as principais vantagens de vender em Marketplace está o baixo custo de investimento. Para abrir uma loja própria de e-commerce é necessário um investimento inicial considerável, além do valor mensal que será necessário para estratégias de marketing a fim de atrair os consumidores até o seu site.

Por outro lado, os Marketplaces já contam com uma estrutura pronta que não requer do vendedor um investimento inicial para começar a vender sua mercadoria.

Maior visibilidade

Estruturar um e-commerce próprio não é fácil e, além do dinheiro necessário, também precisa de tempo para começar aparecer os resultados. Vender em Marketplaces é, via de regra, obter o retorno mais rápido, visto que você entra em um site como o do Valeon que já possui um alto número de potenciais compradores.

Ao vender em Marketplace, você tira proveito de todo o tráfego de visitantes deste site. Dessa maneira, sua marca tem maior alcance a um menor custo, uma vez que para atrair muitos visitantes a um site novo e desconhecido custa tempo e dinheiro.

Seus produtos estarão na vitrine de grandes shopping centers virtuais e alcançará consumidores que estariam fora do seu alcance.

Maior segurança

Muitos consumidores ainda têm receio de comprar pela internet. Para essas pessoas, é mais fácil comprar em um site de grande renome ou de uma marca que elas já confiam do que em uma loja que nunca tenham ouvido falar.

Ao vender em Marketplace, você se beneficia do renome dessas plataformas. O comprador se sente mais seguro ao comprar, por exemplo, no site das Lojas Americanas ou do Magazine Luiza e site Valeon pois estes já possuem uma relação de confiança com esse consumidor.

O Marketplace garante ao consumidor que ele receberá pelo que pagou. No mesmo sentido, o vendedor que realiza todo seu processo dentro dessa plataforma também fica assegurado.

Deste modo, o Marketplace se apresenta como um meio seguro tanto para o vendedor quanto para o comprador. E, mais do que isso, te ajuda a vender para pessoas que, provavelmente, não teriam confiança de comprar diretamente de você de imediato.

Portas sempre abertas

Uma das maiores dificuldades durante os lockdowns da pandemia foi o fechamento do comércio. Por mais de uma vez, empresários se viram obrigados a fechar as portas e reduzir seu faturamento diário a zero.

Na realidade, mesmo quando o comércio está funcionando normalmente, a sua loja respeita o horário comercial, ficando a maior parte do dia fechada e, portanto, sem lucrar. Por outro lado, a internet está sempre de portas abertas para quem deseja fazer compras.

Vender em Marketplace significa ter uma loja aberta 24 horas por dia sem que seus custos aumentem por isso.

Tendência que veio para ficar

Embora o hábito de se comprar online tenha aumentado exponencialmente em decorrência da pandemia, a tendência é que ele se mantenha mesmo após o fim da crise sanitária. Destacamos aqui que 83% dos novos consumidores declararam que voltariam a fazer compras online.

A pandemia e o mundo dos negócios

Você agora já sabe as vantagens de vender em marketplace como o da Valeon. Contudo, muita coisa mudou no mundo dos negócios durante a pandemia e a maneira como efetuamos pagamentos também foi uma delas. 

PITCH DA ValeOn

1 – PROBLEMAS QUE A STARTUP ValeOn RESOLVE:

A dinâmica empresarial cria fluxos no qual a população busca por produtos e serviços cada vez mais especializados. Desse modo a dinâmica e a rede comercial gera interferências em todas as cidades aqui do Vale do Aço.

Existem as mudanças de costumes e hábitos inseridos na sociedade que por meio das tecnologias acessíveis e do marketing chegam até aos menores lugares, levando o ideário de consumismo e facilitando que esses locais igualmente tenham oportunidade de acesso aos diversos produtos.

A facilidade no acesso as novas tecnologias, à propaganda e estímulo ao consumismo fazem com que mesmo, com o comércio físico existente nessas cidades, ocorra a difusão das compras por meio da internet.

O setor terciário agrega as atividades que não fazem e nem reestruturaram objetos físicos e que se concretizam no momento em que são realizadas, dividindo-se em categorias (comércio varejista e atacadista, prestação de serviços, atividades de educação, profissionais liberais, sistema financeiro, marketing, etc.)

Queremos destacar a área de marketing que é o nosso negócio que contribui na ampliação do leque de informações através da publicidade e propaganda das Empresas, Serviços e Profissionais da nossa região através do site que é uma Plataforma Comercial da Startup ValeOn.

A Plataforma Comercial da Startup ValeOn é uma empresa nacional, desenvolvedora de soluções de Tecnologia da informação com foco em divulgação empresarial. Atua no mercado corporativo desde 2019 atendendo as necessidades das empresas que demandam serviços de alta qualidade, ganhos comerciais e que precisam da Tecnologia da informação como vantagem competitiva.

Nosso principal produto é a Plataforma Comercial ValeOn um marketplace concebido para revolucionar o sistema de divulgação das empresas da região e alavancar as suas vendas.

A Plataforma Comercial ValeOn veio para suprir as demandas da região no que tange à divulgação dos produtos/serviços de suas empresas com uma proposta diferenciada nos seus serviços para a conquista cada vez maior de mais clientes e públicos.

2 – O QUE FAZ A STARTUP ValeOn

A Statup ValeOn através do seu site que é uma Plataforma Comercial feita para fazer publicidade e propaganda online das Empresas, Serviços e Profissionais Liberais da região do Vale do Aço para as suas 27 (vinte e sete) cidades.

A nossa Plataforma de Compras e Vendas que ora disponibilizamos para utilização das Empresas, Prestadores de Serviços e Profissionais Autônomos e para a audiência é um produto inovador sem concorrentes na região e foi projetada para atender às necessidades locais e oferecemos condições de adesão muito mais em conta que qualquer outro meio de comunicação.

3 – VALEON É UM MARKETPLACE – QUE FAZ UM MARKETPLACE?

Marketplace é um site de comércio eletrônico no qual são anunciados produtos das empresas, serviços e profissionais liberais dos parceiros anunciantes.

Um marketplace funciona como um shopping virtual e dessa forma as vantagens desse modelo de negócio atinge todos os envolvidos.

Os consumidores podem comparar os preços, orçamentos e avaliações de vários profissionais nesta vitrine online de conquistar mais clientes.

Marketplace é na realidade uma junção de palavras: Market (mercado em inglês) e Place (lugar em inglês). É basicamente, um lugar onde se faz comércio.

O marketplace remete a um conceito mais coletivo de vendas online. Nessa plataforma, diferentes lojas podem anunciar seus produtos dando aos consumidores um leque de opções.

4 –  MERCADO DA STARTUP ValeOn

O nosso mercado será atingir os 766 mil habitantes do Vale do Aço e poder divulgar os produtos / serviços para vocês clientes, lojistas, prestadores de serviços e profissionais autônomos e obter dos consumidores e usuários a sua audiência.

Viemos para suprir as demandas da região no que tange a divulgação de produtos/serviços cuja finalidade é a prestação de serviços diferenciados para a conquista cada vez maior de mais clientes e públicos.

O QUE OFERECEMOS E VANTANGENS COMPETITIVAS

  • Fazemos anúncios de publicidade para vários tipos de Empresas, Serviços e para Profissionais Liberais;
  • Temos excelente custo x benefício;
  • Nossos sites: (https://valedoacoonline.com.br/ e https://valeonnoticias.com.br/) têm grande penetração no mercado consumidor com um bom marketing fit que satisfaz esse mercado;
  • A nossa Plataforma Comercial ValeOn permite total flexibilidade de anúncios, promoções e de produtos, além de oferecer serviços de divulgação de Ofertas de Supermercados e de Veículos;
  • Os resultados são mensurados através de métricas diária/mensal;
  • O seu negócio estará disponível para milhares de Internautas através de uma vitrine aberta na principal avenida do mundo, 24 horas por dia, 7 dias da semana;
  • A sua empresa fica visível para milhares de pessoas que nem sabiam que ela existe;
  • Somos altamente comprometidos com os nossos clientes no atendimento de suas demandas e prazos e inteiramente engajados para aumentar as suas vendas.

5 – DIFERENCIAL DA STARTUP ValeOn?

  • Eficiência: A ValeOn inova, resolvendo as necessidades dos seus clientes de forma simples e direta, tendo como base a alta tecnologia dos seus serviços e graças à sua equipe técnica altamente capacitada.
  • Acessibilidade: A ValeOn foi concebida para ser utilizada de forma simples e fácil para todos os usuários que acessam a sua Plataforma Comercial , demonstrando o nosso modelo de comunicação que tem como princípio o fácil acesso à comunicação direta com uma estrutura ágil de serviços.
  • Abrangência: A ValeOn atenderá a todos os nichos de mercado da região e especialmente aos pequenos e microempresários da região que não conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos benefícios que ele proporciona.
  • Comprometimento: A ValeOn é altamente comprometida com os seus clientes no atendimento das suas demandas e prazos. O nosso objetivo será atingir os 766 mil habitantes do Vale do Aço e poder divulgar para eles os produtos/serviços das empresas das diversas cidades que compõem a micro-região do Vale do Aço e obter dos consumidores e usuários a sua audiência.

6 – OBJETIVOS FUTUROS DA STARTUP ValeOn

Vamos tornar a nossa marca ValeOn conhecida em toda a região como uma forma de ser desenvolvedora do comércio da região e também de alavancar as vendas do comércio local.

7 – DESCRIÇÃO DA STARTUP ValeOn

A Plataforma Comercial da ValeOn é um site moderno, responsivo, profissional, projetado para atender às necessidades dos serviços da região onde existem várias formas de busca: por cidades, por empresas, por produtos, por atividades, por município e por procura.

Detalhe interessante dessa inovação da ValeOn é que os lojistas/prestadores de serviços/profissionais autônomos inscritos na Plataforma não precisarão fazer nenhuma publicidade ou propaganda, quem o fará é a equipe da ValeOn responsável pela plataforma.

Sobre a publicidade de divulgação dos nossos clientes será feita em todas as redes sociais: Facebook, Instagran, WhatsApp, Google, Linkedin, Rádios locais, Jornais locais e onde for possível fazê-la.

Ao entrar no nosso site você empresário e consumidor terá a oportunidade de verificar que se trata de um projeto de site diferenciado dos demais, pois, “tem tudo no mesmo lugar” e você poderá compartilhar além dos conteúdos das empresas, encontrará também: notícias, músicas e uma compilação excelente das diversas atrações do turismo da região.

8- EQUIPE DA ValeOn

Somos PROFISSIONAIS ao extremo o nosso objetivo é oferecer serviços de Tecnologia da Informação com agilidade, comprometimento e baixo custo, agregando valor e inovação ao negócio de nossos clientes e respeitando a sociedade e o meio ambiente.

Temos EXPERIÊNCIA suficiente para resolver as necessidades dos nossos clientes de forma simples e direta tendo como base a alta tecnologia dos nossos serviços e graças à nossa equipe técnica altamente especializada.

A criação da startup ValeOn adveio de uma situação de GESTÃO ESTRATÉGICA apropriada para atender a todos os nichos de mercado da região e especialmente os pequenos empresários que não conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos benefícios que ele proporciona.

Temos CONHECIMENTO do que estamos fazendo e viemos com o propósito de solucionar e otimizar o problema de divulgação das empresas da região de maneira inovadora e disruptiva através da criatividade e estudos constantes aliados a métodos de trabalho diferenciados dos nossos serviços e estamos desenvolvendo soluções estratégicas conectadas à constante evolução do mercado.

9 – CONTATOS

Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (Wpp)

E-MAIL: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

GENERAL PRESIDENTE DA PETROBRAS DIZ QUE BOLSONARO NÃO INTERFERE NA PETROBRAS

 

Audiência na Câmara

Por
Célio Yano – Gazeta do Povo

Presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna responde a deputados em audiência na Câmara| Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

O presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, falou em audiência em comissão geral da Câmara dos Deputados e negou que o presidente Jair Bolsonaro intervenha na companhia. Ele foi convidado a falar no plenário da Casa e cobrado reiteradamente por parlamentares a respeito do preço dos combustíveis, que ele alegou não ser de responsabilidade exclusiva da companhia que preside.

Repetindo discurso Bolsonaro, o general afirmou que o ICMS, imposto de competência dos estados, é o que mais impacta no valor cobrado dos consumidores na bomba dos postos. Segundo ele, considerando um preço de R$ 6 por litro de gasolina, a Petrobras seria responsável por R$ 2, parcela que cobriria custos de produção e refino, investimentos e juros da dívida.

“A segunda parte do preço corresponde à série de tributos e a outros termos da equação: a distribuição e revenda, o custo da mistura do etanol anidro, imposto estadual – ICMS –, impostos federais – Cide, PIS, Cofins – etc. Desses impostos aqui, eles estão em cadeia, o que afeta, porque acaba impactando a partir de todos os outros, é exatamente o ICMS”, disse. “Necessariamente quando há uma flutuação nos preços não quer dizer que a Petrobras teve alteração no preço do seu combustível. É um efeito que acontece em cascata e gera alguma volatilidade”, prosseguiu.


Presidente do Banco Central diz que Petrobras reajusta preços muito rápido
Ao falar sobre o valor do botijão de gás, ele voltou a reforçar o peso da tributação estadual. De acordo com o general, a Petrobras é responsável por 50% do valor do produto. “A outra parcela, que não é a Petrobras, entra o envase, distribuição e revenda e impostos estaduais. Lembro: não incide sobre o botijão de gás impostos federais – esses impostos estão zerados”, enfatizou.


Bolsonaro não intervém na Petrobras, diz general
Diante de diversas críticas à política do governo Bolsonaro, responsável pela indicação de Silva e Luna para o comando da Petrobras, o general também aproveitou a audiência na Câmara dos Deputados para defender o presidente da República de acusações de interferência na estatal.

“Queria aproveitar para afirmar que o presidente Bolsonaro nunca interviu [sic] diretamente na empresa neste período em que estou lá. Sua excelência entregou a empresa a gestores a partir do conselho”, disse. “Sua excelência faz isso através da assembleia geral de acionistas, que é o caminho que o acionista majoritário e também o minoritário têm disponível para utilizar quando querem se referir a temas da empresa”, afirmou.

“O presidente pode, a qualquer momento, passar qualquer orientação através exatamente desse conselho, na hora em que julgar conveniente, sobre diretrizes, etc. Contudo, o presidente tem dado total liberdade para seus diretores, seu presidente e seu conselho trabalharem”, completou.

Em fevereiro, após se irritar com os aumentos sucessivos nos preços dos combustíveis, Bolsonaro indicou Silva e Luna, então diretor-geral do lado brasileiro da Itaipu Binacional, para substituir Roberto Castello Branco, que presidia a Petrobras e ainda podia ser reconduzido por mais dois anos. O movimento foi visto pelo mercado como uma interferência do chefe do Executivo na companhia, o que fez com o valor da estatal na B3 caísse mais de 20% em um pregão.


Deputados criticam alegação de que valor do combustível é culpa do ICMS
O discurso do presidente da estatal foi criticado por deputados. Edio Lopes (PL-SP), presidente da Comissão de Minas e Energia na Câmara, classificou o argumento como “simplista”. “Seria por demais simplista nós queremos atribuir o elevado preço de combustíveis no Brasil apenas jogando a responsabilidade no ICMS, que é tributo de fundamental importância para os estados. Porque lá em 2011, a gasolina custava R$ 2,90, e a carga tributária era a mesma dos dias atuais”, disse.

Danilo Forte (PSDB-CE), que apresentou o pedido de transformação do plenário da Câmara em comissão geral para ouvir Silva e Luna, seguiu a mesma linha. “Eu fico muito preocupado, e concordo plenamente com meu presidente Edio Lopes, quando querem simplificar a equação, transferindo a responsabilidade do aumento do preço para os impostos”, falou.

Ele disse concordar que o sistema tributário necessita de mudanças. “Mas nós não podemos também omitir que a escassez da entrega do produto, as dificuldades para entrega do produto, a forma como é tratada essa composição de preço, balizada muitas vezes na variação do câmbio ou no mercado internacional prejudique aos verdadeiros donos e fundadores da Petrobras, que é o povo brasileiro. Temos que ter uma política de planejamento de preços capaz de não aviltar a já mísera condição das famílias do nosso país.”


Por que os preços dos combustíveis sobem tanto, e quando essa alta pode parar
“As alíquotas do imposto estadual não mudaram, o que prova que a responsabilidade pelos sucessivos aumentos é culpa única e exclusiva da Petrobras e do governo federal”, disse o deputado Bohn Gass (PT-RS).

Em resposta aos parlamentares, Silva e Luna disse que a Petrobras não absorve toda variação do preço internacional do petróleo. “Ela [Petrobras] não passa a volatilidade momentânea dos preços internacionais de petróleo. Estudos verificam se aquela mudança é estrutural ou se é conjuntural. Aquilo que é estrutural a Petrobras absorve, verifica-se esses movimentos que acontecem. E procura entender o máximo possível essa lógica de mercado.”

“Eu trouxe esses dados, mas nós temos aqui, que durante um período grande, o preço da Petrobras baixou 0,04, enquanto na bomba subiu 0,44. Nessa flutuação, nós sabemos que é uma série de incidências de impostos, mas não tem a ver com o custo da produção da Petrobras”, voltou a afirmar.

Ele defendeu ainda que a Petrobras precisa ter lucro para fazer investimentos. “Anualmente, a Petrobras produz na ordem de 1 bilhão de barris de petróleo. E tem que repor, através de novas jazidas, em 1 bilhão. Tem que subir todos os degraus que desceu para poder ficar no mesmo nível. Isso precisa de investimento, e de longo prazo”, afirmou.

Segundo os dados mais recentes divulgados pela Petrobras, o valor da gasolina ao consumidor final é composto de 33,8% correspondentes à realização da estatal, 17,2% da mistura do etanol anidro, 11,4% de impostos federais, 27,8% de ICMS e 9,8% dos custos de distribuição e revenda.


Estados acusam Petrobras de propaganda enganosa sobre preço da gasolina
Petrobras triplicou entrega de gás para termelétricas em 12 meses, diz Silva e Luna
Em relação à crise hídrica e a necessidade de acionamento de usinas térmicas, o general disse que triplicou a entrega de gás para a operação das termoelétricas nos últimos 12 meses. “Além de atender a sua demanda, inclusive daquelas termelétricas que não estavam despachadas e que entraram fora do mérito, depois, ela está atendendo às suas necessidades e ainda está contribuindo neste momento de crise energética”, afirmou.

Segundo ele, a companhia ampliou a capacidade do terminal de gás natural liquefeito (GNL) do Rio de Janeiro de 20 para 30 milhões de metros cúbicos por dia, posicionou navios de regas no Rio e na Bahia, aumentando a oferta de gás de 37 para 44 milhões de metros cúbicos, e pretende concluir o arredamento do terminal da Bahia nesta quarta-feira (15), o que permitirá o retorno do navio que está no estado para Pecém, no Ceará.

Além disso, as quatro termelétricas da chamada Rota 1 que precisaram passar por manutenção terão o processo finalizado até o fim de setembro, de acordo com Silva e Luna. “Três já estão em condições. No fim do mês, estará 100% concluída, então, não comprometendo o momento da crise hídrica que deverá se estabelecer, pelo que se sabe, em outubro e novembro.”

Presidente da Petrobras defende venda de refinarias
Silva e Luna defendeu o plano da Petrobras de enxugar o portfólio de refinarias, com a venda de oito unidades consideradas não prioritárias. Com isso, permaneceriam com a estatal apenas cinco, todas localizadas nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. A estratégia é justificada pela empresa como forma de garantir recursos para investir na exploração e produção de petróleo em águas profundas.

Das oito refinarias colocadas à venda, duas já tiveram acordos anunciados: a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, e a Isaac Sabará (Reman), no Amazonas. “Em duas delas, a RNEST [Abreu e Lima] e a Repar [Presidente Getúlio Vargas], no Pernambuco e no Paraná, os preços não foram compatíveis, ou então deram vazios. Elas vão retornar nesse processo, exatamente para gerar maior competitividade no mercado”, disse.

“A ideia de retirar petróleo do pré-sal para transformar em riqueza é algo importante. Nós temos reservas lá dentro, e a reserva de petróleo tem um tempo de utilização. Então, temos pressa no pré-sal, temos foco nisso. Por isso, tivemos que fazer uma gestão mais completa de portfólio de modo que ela possa investir mais e melhor naquilo que tem de melhor e desinvestir em algumas refinarias, como ocorreu em oito delas.”

Dívida está saneada, diz presidente
O presidente da Petrobras garantiu que a estatal está “saneada”, embora não tenha respondido às perguntas em relação ao tamanho da dívida da empresa hoje. “A Petrobras já trabalhou seis meses [por ano] para pagar dívida. Já valeu um valor muito pequeno em relação à sua dívida, de quase R$ 160 bilhões. Hoje, a empresa está saneada, está indo para o seu patamar, porque ela precisa encerrar dívidas”, disse.

“Pagar dívida é muito complicado. O esforço que a Petrobras tem feito nesses últimos anos não é pequeno no sentido de pagar suas dívidas, continuar sendo uma empresa forte, continuar investindo para produzir mais e melhor. Saneamos a Petrobras. Reafirmo que saneamos a Petrobras. Aquela empresa endividada não existe mais. Passamos a distribuir dividendos, coisa de que não se falava há muito tempo e seguimos aí contribuindo da forma que é possível com o nosso país”, disse.

Salários são compatíveis com os do mercado, diz Silva e Luna
O general também foi questionado por deputados como Diego Andrade (PSD-MG) e Glauber Braga (PSOL-RJ) em relação ao salário que recebe como presidente da Petrobras. Em 2020, foram em média R$ 228,2 mil por mês, considerando ganhos fixos e variáveis, segundo o jornal Folha de S.Paulo.

Silva e Luna afirmou que os salários pagos pela estatal estão em linha com o mercado. “A Petrobras é uma grande empresa e está listada na bolsa de valores. Tem salários compatíveis com as demais empresas, inclusive compatíveis com outras empresas estatais listadas na bolsa”, disse. “Esse é um tema que foi colocado de uma forma incompleta, inapropriada e depois foi explorado de uma maneira incorreta. Ela é compatível com os resultados que a empresa entrega.”

O general disse ainda que desde 2016 a empresa não concedeu “nenhum aumento no nível de direção onde está incluído o seu presidente”. “Hoje representa, no âmbito brasileiro, pesquisa feita em agosto, a 18,2% do valor que já teve esse vencimento. Então, não tem aumento. As informações que são colocadas deformam os valores. Existe um valor que é fixo e salários e existe o valor que é variável, a partir do que a empresa possa vir a produzir.”

A série de reportagens “
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COMBUSTÍVEL CARO SEM EXPLICAÇÕES CONVINCENTES

 

Editorial
O combustível caro e as respostas simplistas
Por
Gazeta do Povo

Bomba de combustivel em posto da Petrobras – frentista – alcool – gasolina

Preço da gasolina vem subindo ao longo de 2021.| Foto: Arquivo/Gazeta do Povo

A transformação do plenário da Câmara dos Deputados em comissão geral para ouvir o presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, em pouco ajudou a esclarecer os verdadeiros motivos dos preços altos dos combustíveis praticados no Brasil. Vários dos participantes dedicaram-se à tarefa de culpar os outros: enquanto o próprio Silva e Luna afirmou que o problema estava nos impostos estaduais, deputados de oposição culpavam única e exclusivamente a Petrobras e o governo federal. A realidade, no entanto, é muito mais complexa, cheia de nuances e, infelizmente, não oferece perspectivas muito otimistas para que os combustíveis fiquem mais baratos no curto prazo.

Que a tributação corresponde a parte significativa do preço final dos combustíveis é inegável. O ICMS, estadual, além de PIS, Cofins e Cide, que são federais, correspondem a algo entre um quarto (no caso do diesel) e quase metade (no caso da gasolina) do valor pago na bomba – um efeito perverso de um sistema tributário que onera demais a produção e o consumo. Também não há questionamento sobre o fato de o ICMS ter peso bem maior que os tributos federais na composição do preço final do combustível. E, como os impostos federais têm valor fixo para cada metro cúbico, enquanto o ICMS é cobrado como porcentagem do preço do combustível, quando o produto fica mais caro na bomba o valor em reais da Cide e do PIS/Cofins permanece o mesmo, enquanto o do ICMS sobe, mesmo que os governos não mexam nas alíquotas – e, de fato, elas têm se mantido estáveis no passado recente. Isso reforça a impressão (equivocada) de que os estados estariam “aumentando os impostos” sobre os combustíveis, transformando governadores em vidraças óbvias. Daí a pressão para que os estados reduzam a tributação para deixar os combustíveis mais baratos.

Os dois fatores realmente decisivos para os aumentos recentes dos combustíveis são o preço do petróleo no mercado internacional – controlado pelo cartel da Opep, ou seja, sem influência alguma do Brasil – e o real desvalorizado

No entanto, essa disputa leva a um beco sem saída. A arrecadação de PIS, Cofins e Cide sobre combustíveis representa menos de 2% da arrecadação total da União; já o ICMS dos combustíveis pode chegar a 15% a 20% da arrecadação dos estados. Em outras palavras, se o desafio lançado pelo presidente Jair Bolsonaro em fevereiro de 2020 – zerar os tributos federais se os governos estaduais zerassem o ICMS – fosse colocado em prática, os estados teriam de abrir mão de uma parcela muito maior de suas receitas em comparação com a União; além disso, a dimensão dessa renúncia fiscal súbita levaria todos os entes a correr risco de violação da Lei de Responsabilidade Fiscal no processo.

Mas, se é injusto culpar os estados pela disparada no preço dos combustíveis, ainda mais ilógico é afirmar, como fez o deputado petista gaúcho Bohn Gass, que “a responsabilidade pelos sucessivos aumentos é culpa única e exclusiva da Petrobras e do governo federal”. Isso porque os dois fatores realmente decisivos para os aumentos recentes são o preço do petróleo no mercado internacional – controlado pelo cartel da Opep, ou seja, sem influência alguma do Brasil – e o real desvalorizado. E o barril vem registrando altas constantes desde que vários países aumentaram a demanda como resultado da recuperação econômica pós-pandemia. Se a Petrobras vem praticando uma política de preços baseada na correspondência com o mercado externo, é justamente para tentar compensar o estrago causado pelos anos de irresponsabilidade petista, quando a estatal represou seus preços de forma populista, sob orientação de Dilma Rousseff, e arcou com todos os prejuízos desta operação. Como resultado, tornou-se a empresa mais endividada do mundo em 2013, segundo o Bank of America Merrill Lynch, e só deixou o posto depois de adotar uma política mais realista de preços.


No curto prazo, portanto, já que uma queda no preço do petróleo parece muito improvável, apenas uma valorização do real poderia trazer algum alívio no preço dos combustíveis. Este é o único ponto em que o poder público poderá colaborar se garantir maior estabilidade institucional, retomar o ajuste fiscal e promover políticas de atração de capital e investimento estrangeiro, aproveitando a atual onda de liquidez dos mercados desenvolvidos. Já no médio e no longo prazos, é preciso apostar tanto em uma reforma tributária que retire o peso dos impostos sobre produção e consumo – o que a proposta atual, infelizmente, não faz – e continuar abrindo o mercado de petróleo, pois o monopólio da Petrobras pode ter caído na lei, mas continua na prática. Sem incentivo à concorrência em todas as etapas, da exploração à distribuição; sem coragem de realizar as reformas estruturais; e sem as medidas que aumentem a confiança do investidor e fortaleçam a economia, o combustível mais barato continuará a ser um desejo difícil de concretizar.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/editoriais/o-combustivel-caro-e-as-respostas-simplistas/
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ANDRÉ MENDONÇA ESTÁ SEM APOIO NO SENADO PARA INDICAÇÃO PARA O STF

 

Boicote no Senado
Por
Renan Ramalho – Gazeta do Povo
Brasília

Ex-advogado-geral da União André Mendonça durante visita ao Senado no último dia 10 de agosto: campanha para o STF.| Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Indicado há dois meses pelo presidente Jair Bolsonaro para o Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-advogado-geral da União André Mendonça passa pelo momento de maior dificuldade para ter seu nome aprovado no Senado. Em meio à intensificação dos atritos entre os poderes, um grupo maior de senadores passou a rejeitá-lo e, para piorar, ele praticamente não conta com a ajuda de governistas na Casa, que estão com outras prioridades políticas.

Mendonça começou a conversar com senadores muito antes de sua indicação. Em abril, recebeu o sinal verde de Bolsonaro para começar o périplo por gabinetes para se apresentar e tentar ganhar a simpatia de senadores. De lá para cá, porém, o conflito do presidente com o STF acabou prejudicando sua campanha. Ele, que já não era o preferido de boa parte dos parlamentares — inclusive na Câmara, cujo presidente, Arthur Lira (PP-AL), também tem influência na aprovação —, passou a ter a indicação boicotada como forma de retaliação política a Bolsonaro.

Isso ficou patente em agosto, quando o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre (DEM-AP), que é quem marca a data da sabatina, resolveu deixá-la em aberto, depois que Bolsonaro apresentou um pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes. Mesmo depois que a denúncia foi rejeitada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), nenhum dos dois se mexeu para marcar a sessão. O mesmo aconteceu depois do movimento de Bolsonaro para pacificar a relação com o STF, por meio da “Carta à Nação”, escrita com o ex-presidente Michel Temer, em defesa da harmonia entre os poderes.

Nos bastidores, Mendonça tem recebido apoio basicamente do senador Eduardo Gomes (MDB-TO), vice-líder do governo no Senado, que disponibilizou seu gabinete para facilitar os contatos com outros senadores. Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), que tem influência na nomeação de indicados para o Judiciário, preferia o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Humberto Martins. Muitos senadores alimentam a esperança que o filho “01” convença Bolsonaro a trocar Mendonça por outro indicado.

Nessa hipótese, a maior torcida é pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, mesmo após sua aprovação para exercer mais um mandato na PGR. Antes mesmo da indicação de Mendonça, ele já era o preferido de Alcolumbre e de vários outros senadores do Centrão. Sua sabatina, em agosto, só consolidou essa predileção, porque ele fez questão de destacar que cumpriu sua promessa de não “criminalizar a política”, o que soa como música para os senadores — na prática, um eufemismo para justificar as medidas que esvaziaram o enfrentamento da corrupção aos moldes da Operação Lava Jato.

O que pesa contra André Mendonça
A resistência a Mendonça no mundo político parte da desconfiança de que, dentro do STF, ele poderia atuar, ainda que de forma limitada, contra o movimento garantista que, nos últimos dois anos, tornou-se majoritário e fez minguar várias investigações, denúncias e processos contra poderosos que foram alvos da operação.

O passado colabora para esse temor, uma vez que, dentro da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Controladoria-Geral da União (CGU), Mendonça atuou diretamente nos acordos de leniência das empresas envolvidas em vários esquemas de corrupção que lesaram a Petrobras, outras estatais e órgãos públicos. Nesse papel, ele teve uma ampla visão de todo o enredo de desvios e pagamentos de propina.

O combate à corrupção é um tema caro a Mendonça, tendo sido objeto de seus estudos acadêmicos de mestrado e doutorado na Espanha. Advogados ligados a senadores que leram a dissertação e a tese disseram a eles que, no STF, Mendonça tende a ser um ministro “punitivista”.

Se ele realmente assumir essa postura parlamentares alvos de investigação veem risco de uma possível reviravolta em inquéritos que caminham para o arquivamento. O temor é que Mendonça forme maioria com outros ministros mais rígidos na aplicação na lei penal, como Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux, e com alguns que, dependendo do caso, também pesam a mão contra investigados, como Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

“Nunca o Senado esteve tão preocupado com a escolha de um ministro quanto agora. Está mais interessado quanto de costume. André Mendonça vai definir para que lado vai o barco, se o STF vai ser garantista ou punitivista”, disse à Gazeta do Povo um jurista e interlocutor frequente dos senadores que tratam da indicação. “Muitos dizem que ele será o Fachin do Bolsonaro”, acrescentou, reproduzindo uma fala que se tornou comum no Senado.

Fachin foi escolhido pela ex-presidente Dilma Roussef para o STF, mas após tornar-se relator da Lava Jato, virou um pesadelo para os petistas e toda a classe política, votando quase sempre a favor de condenações.

Outro fator que pesa contra Mendonça é a proximidade com Bolsonaro, num momento em que o presidente está fragilizado politicamente em Brasília. Para muitos senadores, esse foi o critério decisivo para sua indicação. O fato de ser evangélico só acrescentou uma vantagem a mais, para agradar parcela do eleitorado do presidente. Mesmo assim, entre os pastores mais influentes, quase todos de igrejas pentecostais, o presbiteriano Mendonça também não era o preferido.

“Um presbiteriano normalmente é um grande evangélico, mas não é um ‘terrivelmente’ evangélico. Não é o cara mais aguerrido, que mais apoia o presidente, que é o pentecostal, que é mais falador e midiático. Mendonça era bem desconhecido do público evangélico”, afirmou à reportagem um profundo conhecedor desse meio.


O que pesa a favor dele
Por outro lado, conta a favor de Mendonça a resistência de Bolsonaro em trocar a indicação, o que seria um evidente sinal de fraqueza política na articulação com o Legislativo. Uma eventual substituição também comprometeria o próprio apoio eleitoral que o presidente cultivou entre líderes pentecostais que o apoiam, em razão da promessa de indicar um “terrivelmente evangélico”. Favoritos dos senadores, o católico Augusto Aras e o adventista Humberto Martins, apresentados como plano B, não se encaixam nesse perfil.

Também conta a favor de Mendonça a preferência dos próprios ministros do STF. Se pudessem escolher, a maioria optaria por ele, em vez de Aras e Martins, considerados demasiadamente próximos do universo político. Vários deles gostariam de outros nomes, mas entre as alternativas disponíveis, o ex-advogado-geral goza de mais simpatia, inclusive pelo bom diálogo que manteve com todos os ministros enquanto defendia o governo junto ao STF.

Parte dos ministros também está incomodada com o boicote político para a realização da sabatina, porque isso afeta o funcionamento do tribunal. O novo ministro herdará 1.134 processos de Marco Aurélio Mello, que estão praticamente parados desde sua aposentadoria, em julho. Os novos que chegam à Corte são distribuídos para outros gabinetes, aumentando a sobrecarga sobre os demais ministros.

A opinião entre essa parcela de ministros mais incomodada é que o Senado devia marcar a sabatina e a votação da indicação no plenário. A resistência, nesse caso, deve ser expressa numa eventual rejeição de André Mendonça, e não pelo boicote à própria indicação.


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STF VAI REPETIR ERROS DO PASSADO NA DEMARCAÇÃO DE TERRAS INDÍGENAS?

 

Julgamento

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo

Povos indígenas acompanham com atenção julgamento do marco temporal no Supremo Tribunal Federal.| Foto: Cícero Pedrosa Neto/Amazônia Real/Fotos Públicas

O Supremo Tribunal Federal retoma, nesta quarta-feira (15), a votação do chamado marco temporal para demarcação de terras indígenas, que pode afetar muita terra agrícola neste país. É uma questão envolvendo uma reserva indígena de Santa Catarina que já teve 14 mil hectares demarcados em 1965. Agora estão discutindo se a área pode ser ampliada para 37 mil hectares ao custo da expulsão de mil famílias de agricultores. São mais de 5 mil pessoas.

O resultado desse julgamento pode afetar o Brasil inteiro, ter repercussão nacional, e está tirando a tranquilidade de muita gente no Rio Grande do Sul, Oeste catarinense, Oeste paranaense, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Sul do Pará, Goiás… Mato Grosso é um grande produtor de soja, algodão, milho e carne.

O relator, ministro Kassio Nunes Marques, será o primeiro a votar e ele já se posicionou contra o agro em episódios anteriores. Ele já foi advogado nessas questões agrárias, já assinou manifesto por desapropriações e pela reforma agrária. Depois dele não se sabe se a sessão vai continuar ou se alguém vai pedir vista.

Só para lembrar: foi um desastre quando o STF decidiu pela demarcação contínua da reserva Raposa Serra do Sol. Derrubou, com a decisão, 5% da produção de arroz do Brasil. Roraima produzia o seu próprio arroz e sobrava para exportar. Agora, tem que importar. Os índios viviam em simbiose com os arrozeiros, que foram expulsos de lá. Vamos esperar que o Supremo caia na real.

A CPI da Covid e a quebra de sigilos
Enquanto isso, os advogados se perguntam depois de ouvir a CPI da Covid-19 e ver a reunião de ontem por que é tão difícil conseguir que um juiz quebre o sigilo bancário, fiscal, ou de comunicações de um estelionatário. Porque esse é um direito fundamental que está previsto no artigo 5º da Constituição, é cláusula pétrea. Não é sem motivo que se pode quebrar o sigilo. Pode-se quebrar, sim, mas isso precisa estar muito bem fundamentado. Senão, o juiz não quebra o sigilo. O juiz fica sempre do lado do Direito, garantia fundamental da Constituição.

Só que na CPI, por qualquer coisinha eles votam, têm a maioria de sete sobre cinco e aí quebram o sigilo fiscal e bancário de todo mundo. Sem motivo, inclusive. E até fora do objetivo da CPI, que foi criada para investigar desvios no tempo da pandemia e estão quebrando sigilo de gente antes da pandemia. Dois, três anos antes, uma coisa incrível.

Eu fico pensando: depois que acabar essa CPI quanta gente vai entrar na Justiça com pedidos de indenizações por danos morais e danos materiais. Empresas que tiveram negócios prejudicados por razões simplesmente políticas e fúteis de quebra de sigilo.

Os sinais de aquecimento da economia
Agora vejam só como este país se recupera. O Rio Grande do Sul teve uma alta nas exportações de máquinas, equipamentos, artigos metalúrgicos, químicos e produtos industrializados de 42% em agosto sobre agosto do ano passado. Chegou a exportar R$ 1,3 bilhão. E não é só exportação não que brilha. Importação também, porque importação indica aquecimento da economia.

A importação em relação a agosto de 2020 cresceu 82% e mesmo assim a balança comercial da indústria no Rio Grande do Sul foi superavitária em R$ 100 milhões. Isso é vontade, é otimismo, é entusiasmo, é desprezo daquela pregação de pessimismo com que tentaram esmagar o brasileiro.


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FBI REVELA DOCUMENTOS SECRETOS SOBRE 11 DE SETEMBRO

 

Terrorismo
Por
Fábio Galão – Gazeta do Povo

Luzes em Nova Iorque no último sábado lembraram os 20 anos dos atentados| Foto: EFE/EPA/WILL OLIVER

No dia em que se completaram 20 anos dos atentados de 11 de setembro, os Estados Unidos iniciaram a divulgação de documentos outrora confidenciais relacionados aos ataques com a liberação de um relatório de 16 páginas que aborda relações de sauditas com terroristas.

A ligação do Reino da Arábia Saudita com os atentados que deixaram quase 3 mil mortos em 2001 sempre foi especulada, pelo fato de que 15 dos 19 terroristas eram daquele país e pelo próprio Osama bin Laden ser de uma importante família local. O primeiro relatório divulgado aponta que sauditas relacionados ao Consulado de Los Angeles tiveram ligações com terroristas da Al-Qaeda, o que deu esperança a famílias que processaram a coroa saudita, mas não deixa clara uma participação direta do reino no 11 de setembro.

O documento descreve que em 2009 e 2015 uma fonte ouvida pelo FBI, cujo nome foi apagado no relatório, apontou conexões de um saudita que morava nos Estados Unidos até pouco antes dos ataques com dois terroristas que morreram no atentado ao Pentágono.

Segundo o relato, um homem chamado Omar al-Bayoumi, apesar de possuir oficialmente apenas status de estudante em solo americano, era tratado “com grande respeito” dentro do Consulado saudita em Los Angeles, onde possuía um “status muito alto”. Bayoumi teria ajudado dois dos sequestradores do avião que colidiu com o Pentágono, Nawaf al-Hazmi e Khalid al-Mihdhar, a encontrar e alugar um apartamento em San Diego.

Ele se encontrou com os dois terroristas em um restaurante em fevereiro de 2000, o que descreveu como um “encontro casual”. Ainda segundo o relato, Bayoumi teria ajudado Hazmi e Mihdhar com “tradução, viagens, alojamento e financiamento”. A esposa da fonte do FBI acrescentou que Bayoumi frequentemente falava em “jihad”.

O documento divulgado no sábado (11) cita que outro cidadão saudita, Fahad al-Thumairy, um imã (líder muçulmano) da Mesquita Rei Fahad, em Los Angeles, também teve contato com terroristas. Ele era funcionário do Consulado e também deixou os Estados Unidos poucas semanas antes dos atentados.

Apesar do documento não comprovar uma ligação direta de Riad com os ataques de 2001, familiares de vítimas e sobreviventes do 11 de setembro, que processaram em 2017 o Reino da Arábia Saudita para exigir responsabilização da família real pelos maiores atentados terroristas da história do Estados Unidos, comemoraram a divulgação do relatório, por entenderem que ele reforça a acusação de cumplicidade da cúpula saudita com os terroristas.

“Agora os segredos dos sauditas estão expostos, e já passou da hora do Reino da Arábia Saudita assumir o papel de seus funcionários no assassinato de milhares de pessoas em solo americano”, afirmou Terry Strada, viúva de uma das vítimas do 11 de setembro, em comunicado divulgado em nome da organização 9/11 Families United.

Arábia Saudita diz ter “sempre solicitado transparência”
Três dias antes do FBI divulgar o relatório, a embaixada saudita nos Estados Unidos havia publicado um comunicado para elogiar a decisão do governo americano de iniciar a divulgação dos documentos. A declaração apontou que o Reino da Arábia Saudita “sempre solicitou transparência a respeito da tragédia do 11 de setembro”, que investigações não apresentaram evidências de ligação da coroa saudita com os ataques e que o país é um “parceiro essencial dos Estados Unidos no contraterrorismo”.

“Como investigações anteriores revelaram, incluindo a da comissão do 11 de setembro e a divulgação das chamadas 28 páginas, nenhuma evidência surgiu para indicar que o governo saudita ou seus funcionários tiveram qualquer conhecimento prévio do ataque terrorista ou qualquer envolvimento no seu planejamento e execução. Qualquer alegação de que a Arábia Saudita foi cúmplice nos ataques de 11 de setembro é categoricamente falsa”, argumentou a embaixada.

Após pressão das famílias das vítimas dos atentados, o presidente americano, Joe Biden, ordenou este mês que o Departamento de Justiça e outras agências governamentais revejam o status de confidencial de documentos relativos ao 11 de setembro e divulguem o que for possível dentro de seis meses.


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AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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