quarta-feira, 15 de setembro de 2021

TERMELÉTRICAS POLUEM O MEIO AMBIENTE

 

Documento avalia a atual crise hídrica, o planejamento energético e suas consequências ao meio ambiente

IEMA – Baitelo

O Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) lança a nota técnica “Crise hídrica, termelétricas e renováveis: Considerações sobre o planejamento energético e seus impactos ambientais e climáticos”. Atualmente, a principal medida adotada no Brasil para evitar um apagão energético foi acionar as termelétricas fósseis e, além disso, o uso das termelétricas em tempo integral têm sido implementado. Como consequência, o documento alerta que deve-se esperar um aumento das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no setor elétrico, impactos ambientais na qualidade do ar, limitações para a ampliação das demais fontes renováveis e um potencial agravamento da crise hídrica no futuro. Link para a nota: https://energiaeambiente.org.br/produto/crise-hidrica-termeletricas-e-renovaveis

“Para evitar quadros futuros de risco de abastecimento, indica-se que o planejamento reveja os critérios para a contratação de energia no médio e longo prazo, evitando o cancelamento de leilões do ambiente regulado, como foi o caso em 2020, ou a baixa contratação registrada nos últimos leilões de energia nova e existente”, afirma Ricardo Baitelo, coordenador de projetos no Instituto de Energia e Meio Ambiente (IEMA) e o autor principal da nota. No caso atual, o planejamento de longo prazo parece ter sido desconsiderado quando maximizar o acionamento das termelétricas é a última solução para reduzir o risco de um novo racionamento, um ciclo que gera mais GEE e pode piorar as secas.

O Brasil tem optado por avançar com a operação e a instalação das termelétricas fósseis, que usam carvão e derivados do petróleo para gerar energia. Os últimos leilões de energia elétrica existente deste ano, permitiram, pela primeira vez, o funcionamento em tempo integral das termelétricas contratadas. Além disso, a Lei 14.182/2021, que trata da privatização da Eletrobras, determina a inserção de 8 GW de termelétricas a gás natural operando em tempo integral – hoje, a capacidade instalada de termelétricas a gás é de 15,7 GW. Essa inserção de 8 GW de usinas termelétricas acumulará em 15 anos de operação a emissão de 260,3 MtCO₂e, mais do que as emissões de todo o setor de transportes em 2019.

Em relação à demanda por água, 23 termelétricas cadastradas nos leilões de energia existente propõem a utilização de água doce em seus sistemas de resfriamento, sendo que nove delas estão em bacias com balanço hídrico quantitativo preocupante, crítico ou muito crítico. E, sobre a qualidade do ar, das 57 usinas licenciadas participantes dos leilões, apenas 18 estão localizadas em municípios equipados com pelo menos uma estação de monitoramento da qualidade do ar. Esse instrumento é importante para saber a concentração de poluentes no ar respirado pela população local.

Para piorar, esse investimento em termelétricas pode gerar um ciclo de mais secas. Os efeitos das mudanças climáticas já influenciam a variação da hidrologia brasileira, responsável por 65,2% da geração de eletricidade em 2020. Segundo o boletim divulgado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as hidrelétricas do subsistema Sudeste/Centro-Oeste fecharam agosto com pouco mais de 20% de sua capacidade de armazenamento. Esse patamar registrado segue o cenário mais pessimista projetado pelo órgão no estudo prospectivo para o período seco, que ocorre entre junho e novembro.

Ainda que a matriz elétrica tenha reduzido a dependência em relação à fonte hidrelétrica nos últimos 20 anos, em parte graças ao crescimento das fontes eólica e solar – aumento de quase 50% aconteceu durante a pandemia, enquanto a maior parte dos demais setores econômicos e industriais encolheu – o processo de diversificação da matriz deveria mantenha o curso, priorizando energias renováveis variáveis. “A segurança da oferta de eletricidade pode ser garantida pela contratação de renováveis flexíveis e termelétricas a biomassa. O desenvolvimento das regras para a regulação de sistemas de armazenamento de eletricidade no sistema elétrico permitirá sua inserção ao longo desta década, apoiando a descarbonização da matriz”, finaliza Baitelo.

SOCIEDADE HIPÓCRITA

 

Temos presenciado nos últimos tempos, no que diz respeito a segurança púbica, a hipocrisia preencher todos os espaços sociais.

José Ricardo Bandeira

De um lado temos uma sociedade que é incapaz de dar bom dia a um policial e ao mesmo tempo cobra que este mesmo policial seja educado e cortês; uma sociedade que se diz contra a corrupção policial, mas oferece dinheiro ao guarda para o seu carro não ser rebocado; uma sociedade que não se comove com a morte de centenas de policiais a cada ano, uma sociedade que reclama e grita por falta de segurança, mas não pensa em parar de usar drogas que incontestavelmente financiam o tráfico e a violência.

De outro lado temos um movimento social ultrapassado ainda usando as surradas camisas com a foto do Che Guevara, que gritam cada vez que as forças de segurança entram em uma comunidade, mas se calam perante às atrocidades praticadas pelos traficantes; se calam quando os traficantes obrigam os moradores a guardar armas e drogas; se calam quando os moradores são expulsos de suas casas; se calam quando moradores são covardemente assassinados por não concordarem com o tráfico, e se calam quando as filhas dos homens de bem das comunidades são levadas a força para servir sexualmente aos poderosos chefes do morro.

Infelizmente temos algumas organizações de direitos humanos que só consideram humanos os “manos”, aqueles que empunham armas e comentem crimes, esses sim as verdadeiras vítimas da sociedade segundo eles, não os trabalhadores, não os estudantes, não os bravos policiais mortos em serviço, mas eles somente eles “os manos”.

Temos uma classe política (se é que podemos chamar essa categoria de classe) que usurpa os nossos recursos em proveito próprio, que usam o seu mandato para encobrir falcatruas e dar sustentação ao crime organizado, repetindo sempre o mesmo falido discurso de opressão e discriminação, jogando uns contra os outros, negros contra brancos, ricos contra pobres, homossexuais contra heterossexuais, na velha tática maquiavélica de dividir para reinar.

A todas essas grotescas figuras que nada fazem além de encenação eu pergunto: quando não houver mais polícia e quando as suas casas forem invadidas e suas famílias subjugadas a quem vocês irão recorrer? ao dono do morro? ao espírito do Che Guevara? aos “Direitos dos manos”? aos políticos corruptos que se escondem atrás de um mandato ou quem sabe aos super-heróis das histórias em quadrinhos, que certamente após salvá-los serão crucificados, por abuso de poder e uso excessivo da força.

E em meio a tanta hipocrisia, a tanta política e corrupção estamos nós, homens e mulheres de bem, cumpridores de nossos deveres, pagadores de nossos impostos, sem ter a quem recorrer, aguardando simplesmente que a sociedade vença a hipocrisia, valorize as suas instituições e reivindique os seus legítimos direitos.

Prof. José Ricardo Bandeira

É Perito em Criminalística e Psicanálise Forense, Comentarista e Especialista em Segurança Pública, com mais de 1.000 participações para os maiores veículos de comunicação do Brasil e do Exterior. Presidente do Instituto de Criminalística e Ciências Policiais da América Latina, Presidente do Conselho Nacional de Peritos Judiciais da República Federativa do Brasil, membro ativo da International Police Association e Presidente da Comissão de Segurança Pública da Associação Nacional de Imprensa.

NOVOS MODELOS DE PARCERIA ENTRE EMPRESAS

 

DINO – Divulgar de Notícias

Coincidindo com a chegada da era digital, a busca por inovação nas formas de realizar as operações corporativas aumentou muito e novas modalidades de relações entre os profissionais, líderes e as empresas passaram a surgir.

Pessoas em gesto de cumprimento com filtro vermelho e texto em branco ( ETALENT )

Todos falam sobre a tecnologia e a sua velocidade de adaptação, mas de nada vai adiantar termos avanços se não focarmos nas pessoas.

A pandemia de COVID-19 trouxe uma nova realidade para o mundo corporativo. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE, 716 mil empresas fecharam as portas nesse período. Segundo dados levantados pelo Sebrae em um estudo realizado com mais de 6 mil empreendedores, em média 75% das organizações tiveram queda em seu faturamento durante e 55% alegaram a necessidade de pedir empréstimos para manter o funcionamento. Da noite para o dia, empresas e profissionais se viram encurralados por uma série de necessidades operacionais, estratégicas e organizacionais que os obrigaram a se adaptar e se reinventar.

Coincidindo com a chegada da era digital, a busca por inovação nas formas de realizar as operações corporativas aumentou muito e novas modalidades de relações entre os profissionais, líderes e as empresas passaram a surgir.

Segundo Peter Drucker, estudioso da Teoria da Administração moderna, inovação é “o ato de atribuir novas capacidades aos recursos (pessoas e processos) existentes na empresa para gerar riqueza”.

De acordo com a definição de Drucker, inovar é encontrar uma nova forma de resolver um problema, promover novidades ou melhorias que gerem valor para indivíduos e organizações e que possam ser implementadas no mercado. E, diferente do que muitos pensam, esse processo não depende diretamente de tecnologia, mas, sim, de pessoas.

Caroline Okubo, fundadora do PraCarreiras, portal digital focado em conteúdos sobre o mercado de trabalho e soluções com mentoria de carreiras, logo percebeu a movimentação do mercado e a necessidade de adaptação. Recentemente, fechou uma parceria com a ETALENT, empresa especializada em desenvolvimento comportamental, para agregar valor digital utilizando o software Etalent PRO, bicampeão do prêmio B2B Stack como melhor software de R&S.

“Todos falam sobre a tecnologia e a sua velocidade de adaptação, mas de nada vai adiantar termos avanços se não focarmos nas pessoas. A inteligência artificial precisa agregar, conversar com os profissionais, ser um suporte para suas relações de trabalho. Sem isso, inovar fica só no campo da ‘empolgação’. ETALENT e PraCarreiras são parceiras de negócios por compartilharem o propósito de impactar pessoas e evoluir por elas”, afirma Carolina Okubo.

Para manterem-se competitivas no mercado, as organizações encontraram a necessidade de investir constantemente em estratégias eficientes e inovação. No mundo corporativo, as organizações que não tem incorporado este processo em sua rotina, abrem mão do pensamento estratégico, o que está levando à perda de oportunidades.

Além disso, a permanência no mercado e o sucesso das empresas passaram a depender cada vez mais desta capacidade de adaptarem-se com criatividade, independentemente dos seus tamanhos ou áreas de atuação. Afinal, como disse o escritor Alvin Toffler, “mudança é o processo no qual o futuro invade nossas vidas”.

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terça-feira, 14 de setembro de 2021

ALTA DOS COMBUSTÍVEIS É QUESTIONADA PELO PRESIDENTE DA CÂMARA DOS DEPUTADOS

 

 DANIELLE BRANT – Folha de São Paulo

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), questionou nesta segunda-feira (13) o peso dos preços dos combustíveis da Petrobras no bolso dos consumidores e afirmou que a estatal deve ser lembrada de que seus acionistas são os brasileiros.

Em uma rede social, Lira escreveu: “Tudo caro: gasolina, diesel, gás de cozinha. O que a Petrobras tem a ver com isso? Amanhã, a partir das 9h, o plenário vira Comissão Geral para questionar o peso dos preços da empresa no bolso de todos nós.”

“A Petrobras deve ser lembrada: os brasileiros são seus acionistas”, complementou, na mesma mensagem.

O presidente da Câmara se referiu à comissão geral realizada nesta terça-feira (14) com a presença do presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna. Além do preço dos combustíveis, ele deve falar sobre a operação das termelétricas e outros assuntos relacionados à estatal.

Os aumentos do preço da gasolina vêm pressionando o IPCA (índice oficial de preços). Em agosto, o índice avançou 0,87%, a maior taxa em 21 anos. Oito dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE subiram em agosto, com destaque para o segmento de transportes. Puxado pelos combustíveis, esse ramo registrou a maior variação (1,46%) e o maior impacto (0,31 ponto percentual) no índice geral do mês.

Dentro de transportes, a gasolina subiu 2,80%. O combustível teve o principal impacto individual (0,17 p.p.) no IPCA de agosto.

No final de agosto, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse a apoiadores que o governo irá “começar a trabalhar” no preço dos combustíveis.

“Então agora está saneada a Petrobras, a gente começa agora a trabalhar na questão do preço dos combustíveis”, disse Bolsonaro. “Mas não adianta a gente tratar de preço se o ICMS tiver esse valor variável, que interessa aos governadores.”

Bolsonaro tem sido constantemente cobrado pelo encarecimento dos combustíveis e do gás de cozinha. Em alguns locais do país, o litro da gasolina já chega a R$ 7, enquanto o botijão de gás de cozinha passa de R$ 100.

Em meados de agosto, a estatal aumentou, pela segunda vez consecutiva, o preço da gasolina. O reajuste foi anunciado mais de um mês após a última alta, reforçando a percepção de que a Petrobras reduziu a frequência de ajustes de preços após a posse do general Joaquim SIlva e Luna no comando da companhia.

Ele substituiu no cargo Roberto Castello Branco, o primeiro presidente da estatal no governo Bolsonaro, em meio a fortes pressões contra a escalada nos preços dos combustíveis do início do ano. Mesmo com a troca, o presidente não conseguiu conter os preços.

Bolsonaro enviou ao Congresso um projeto de lei que pretende transformar o ICMS sobre combustíveis, cobrado pelos Estados, em um valor fixo. Apesar das principais razões da alta serem o preço do petróleo no mercado internacional e o valor do dólar frente o real, o presidente culpa o ICMS pelo alto custo.

PRÓXIMAS DERROTAS DE BOLSONARO NO STF

 

 Afonso Benites – EL PAÍS

“Democracia é isso: Executivo, Legislativo e Judiciário trabalhando juntos em favor do povo e todos respeitando a Constituição”, escreveu o presidente Jair Bolsonaro em sua famigerada Declaração à nação, dois dias após incitar seus apoiadores contra o Supremo Tribunal Federal (STF). O recente republicanismo do presidente será testado nas próximas semanas, pois, na avaliação dos ministros do STF, dois dos seus movimentos institucionais mais recentes não respeitaram a Constituição. Bolsonaro caminha para sua primeira derrota judicial no tribunal após atacar a corte em uma manifestação antidemocrática em 7 de setembro —e recuar depois. Nos próximos dias, a ministra Rosa Weber deve se decidir sobre seis ações que pedem a declaração de inconstitucionalidade de uma medida provisória assinada pelo presidente. Ela tem como objetivo dificultar a remoção de fake news e conteúdos com discursos de ódio em redes sociais. Além disso, seu decreto de armas, que permitiu uma ampliação do porte de armamento pelos cidadãos, começa a ser julgado em plenário virtual nesta semana, e também não tem vida fácil na corte

Augusto Aras e Jair Bolsonaro em abril de 2020.© UESLEI MARCELINO (Reuters) Augusto Aras e Jair Bolsonaro em abril de 2020.

A alteração no Marco Civil da Internet foi publicada no dia 6 de setembro, na véspera do ato radical promovido pelo presidente que pedia o fechamento do STF. Naquela ocasião, em meio a um embate com o Judiciário, Bolsonaro pretendia beneficiar seus apoiadores radicais que costumam divulgar desinformação na internet. A sinalização da iminente derrota nesse caso ficou nítida quando o procurador-geral da República, Augusto Aras, deu parecer contrário à MP, nesta segunda-feira.

Aras costuma se alinhar às pautas do presidente no Supremo. Neste caso, segundo fontes da Procuradoria Geral da República, o procurador-geral identificou uma batalha perdida e resolveu agir em sentido distinto do habitual, numa tentativa de demonstrar isenção aos pares, que têm lhe cobrado com certa frequência uma atuação mais incisiva na fiscalização dos atos do Governo. No parecer enviado à ministra Weber, o procurador alegou que havia um prazo reduzido para que as empresas que administram as redes sociais se adequassem às novas regras, o que poderia causar insegurança jurídica.

Aras defendeu que fosse concedida uma medida liminar para suspender a validade da MP até que o plenário da corte se manifeste sobre o tema. “Parece justificável, ao menos cautelarmente e enquanto não debatidas as inovações em ambiente legislativo, manterem-se as disposições que possibilitam a moderação dos provedores do modo como estabelecido na Lei do Marco Civil da Internet, sem as alterações promovidas pela MP 1.068/2021, prestigiando-se, dessa forma, a segurança jurídica, a fim de não se causar inadvertida perturbação nesse ambiente de intensa interação social”, disse o procurador no documento.

A MP de Bolsonaro veta, sob pena de multa, que empresas como Facebook, Twitter e Youtube retirem do ar conteúdos e perfis que violem seus termos de serviço, exceto por “justa causa”. O critério para remoção de conteúdo poderia estar relacionado com pedofilia, pornografia, incentivo ao terrorismo e ao tráfico de drogas, entre outros. O que a medida não prevê é a retirada de conteúdos falsos, discurso de ódio, incitação à violência ou assédio virtual. Na prática seria uma espécie de blindagem ao próprio Bolsonaro, que já teve vídeos removidos por disseminar o uso de medicamentos comprovadamente ineficazes no tratamento da covid-19. A medida evitaria, por exemplo, uma punição como dada a que recebeu seu aliado Donald Trump, que acabou banido do Facebook e do Twitter em janeiro deste ano, por incitar a invasão do Capitólio.

Para especialistas, a mudança legislativa neste momento é inapropriada, além de ser inconstitucional, porque medidas provisórias precisam respeitar os critérios de urgência e relevância, o que não ocorreu neste caso. O advogado Omar Kaminski, especialista em direito digital e gestor do Observatório do Marco Civil da Internet, diz que o ideal é que temas como esse sejam alvo de um amplo debate, seguindo os ritos normais de uma proposta legislativa, passando por audiências públicas e sendo analisados por comissões especializadas da Câmara e do Senado. “A MP mais parece um salvo-conduto para uma liberdade de expressão desmedida, sem freios e sem limites, inclusive para transmitir fake news ou criar realidades paralelas ou bolsões de novas correntes, de entendimentos jurídicos diversos dos atualmente vigentes, objetivando no mínimo uma desestruturação ou desconstrução normativa”, disse ao EL PAÍS.

A Coalizão Direitos na Rede, coletivo que reúne cerca de 50 entidades da sociedade civil e organizações acadêmicas que trabalham em defesa dos direitos digitais, também manifestou-se contrária à MP, por entender que ela dificulta o combate à desinformação e fere o princípio da livre iniciativa do setor privado. “Jair Bolsonaro frequentemente viola as políticas de conteúdo desses provedores de aplicações e conta com muita complacência das empresas, que permanecem inertes e praticamente não adotam medidas de moderação em relação aos seus conteúdos. Mesmo assim, decidiu intervir unilateralmente no funcionamento das redes sociais, atacando os princípios do Marco Civil da Internet”, ponderou a Coalizão em nota.

Sem debate com a sociedade

Até mesmo o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), uma entidade privada e multissetorial que estabelece diretrizes estratégicas relacionadas ao uso e desenvolvimento da internet no país, demonstrou ser contrária à mudança na legislação da maneira que foi proposta pelo presidente. Em nota, o colegiado, que é formado por 21 pessoas, sendo nove representantes do Governo e 12 da sociedade civil, alertou que há um risco de se criar insegurança jurídica sobre o tema e de se congestionar o Judiciário com novas ações.

“Limitações excessivas à atuação dos provedores poderão ocasionar efeitos indesejados para a usabilidade geral da rede e para a proteção de usuários, além da inevitável sobrecarga ao já congestionado Poder Judiciário, que hoje já conta com mais de 80 milhões de ações em tramitação”, disse. O CGI.br defendeu o atual Marco Civil por entender que seu artigo 19 “tem por objetivo principal garantir o equilíbrio entre a atuação e responsabilização de usuários e provedores”. A nota do comitê foi elaborada nesta segunda-feira após uma reunião extraordinária do conselho. Nenhum dos 21 conselheiros, nem mesmo os com cargos no Governo federal, votou contra o documento.

A nota do CGI.br começou a ser gestada em maio, quando um grupo de trabalho foi montado para acompanhar potenciais mudanças no Marco Civil da Internet que já vinham sendo debatidas às escuras pelo Governo Bolsonaro. Desde então, o comitê tentou, sem sucesso, se reunir com representantes da secretaria de Direitos Autorais, a área responsável por este tema. “Por três meses houve esforços de nossa parte para dialogar, mas o Governo não quis e publicou essa MP sem interlocução prévia com o CGI”, disse a conselheira do órgão Bia Barbosa, que é representante do Terceiro Setor.

Internamente, de acordo com Barbosa, não há uma rejeição para que se mude o Marco Civil da Internet, desde que haja um amplo debate em que todos os setores sejam ouvidos. A construção dessa lei levou três anos só no Congresso Nacional. A da Lei Geral de Proteção de Dados, outra referência, foi discutida por dois anos dentro do Executivo e mais dois no Legislativo, sendo aprovada apenas em 2018. “Um tema como esse não pode ser atropelado por uma MP”, afirmou a conselheira.

O que tem ficado claro é que, na atual guerra contra a desinformação, o presidente está do lado das inverdades. Além dessa mudança no Marco Civil da Internet, Bolsonaro vetou no mês passado a punição à disseminação de fake news, prevista na lei que tipifica os crimes contra o Estado Democrático de Direito que foi aprovada pelo Congresso Nacional. ele argumenta defender a liberdade de expressão. O veto ainda será analisado pelos deputados e senadores. Não há uma data agendada para essa votação dos parlamentares.

Armas

Outro tema caro ao bolsonarismo que passa por análise no Supremo é o decreto de armas, que facilitou o comércio de armamentos e afrouxou a fiscalização. A tendência no tribunal é de que essa ordem presidencial também seja derrubada. Há sete ações sobre o tema e elas começam a ser julgadas no plenário virtual a partir do dia 17.

O indício, até o momento, é de que as reações dos poderes contra o presidente virão a galope. Além do Supremo, está cada vez mais claro no Congresso que suas pautas radicais não passarão. O que deve ser aprovado, ainda que com certa dificuldade, são suas pautas econômicas, como a reforma administrativa e alguns trechos da reforma tributária.

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VENDA DIRETA DE ETANOL NOS POSTOS SERÁ ANTECIPADA

 Rafaella Barros – PODER 360

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu antecipar duas mudanças no setor de combustíveis, anunciadas por ele em agosto: a permissão de venda direta de etanol pelos produtores ou importadores aos postos de combustíveis, além da flexibilização de venda para postos bandeirados.

Mudanças entram em vigor já a partir desta 3ª feira© Sérgio Lima/Poder360 Mudanças entram em vigor já a partir desta 3ª feira

Por meio de uma nova Medida Provisória, publicada nesta 2ª feira (13.set.2021), em edição extra do DOU (Diário Oficial da União), Bolsonaro determinou que não será necessário o mercado aguardar o prazo de até 90 dias para a regulamentação pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

Leia a íntegra da medida (71,5 KB).

Em comunicado divulgado à imprensa, o Ministério de Minas e Energia afirmou que “dados os potenciais benefícios que a antecipação da flexibilização da tutela à bandeira poderá proporcionar aos consumidores de combustíveis, o Governo entendeu ser relevante criar mecanismos para sua aplicabilidade no menor tempo possível”.

No caso da venda do etanol, o ministério disse que a nova Medida Provisória autoriza que os produtores optem por aderir imediatamente às novas regras. Nesse caso, é necessário que se submetam ao novo regime tributário previsto na MP nº 1.063, de 11 de agosto.

“Caberá ao produtor avaliar, de forma individualizada, se entende ser mais vantajoso antecipar voluntariamente as medidas fiscais necessárias e se submeter, desde logo, ao novo regime de comercialização, ou se prefere aguardar o prazo da regra de transição prevista na medida provisória original”, disse o ministério.

O presidente vai editar um decreto que regulamentará as novas regras. Texto será publicado amanhã no DOU.

O governo federal diz que as duas mudanças visam trazer maior competitividade ao setor de combustíveis e, assim, redução nos preços finais para os consumidores. No mês passado, representantes do setor disseram ter sido surpreendidos com as novas regras da venda do etanol, pois o tema ainda estava sendo debatido com a agência reguladora. Para o ICL (Instituto Combustível Legal) e o IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo), as mudanças não garantem que haverá redução nos preços finais dos combustíveis.

 

REAL FORTE E MANIFESTAÇÕES

 

Frente ao dólar
Real é a moeda mais forte dos Brics, mas ninguém fala disso

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo

Dinheiro / Real – 25-05-2017 – O Real é a moeda corrente oficial da República Federativa do Brasil. A cédula de um real deixou de ser produzida, entretanto continua em circulação alguns exemplares. As demais cédulas de real continuaram sendo produzidas normalmente pela Casa da Moeda. Entre elas, as notas de: 2,5,10,20,50 e 100.

O real é a moeda mais valorizada frente ao dólar entre os cinco países que compõem o Brics.| Foto: Marcelo Andrade/Arquivo Gazeta do Povo

Mais um processo contra o ex-presidente Lula foi para o lixo. A juíza da 9ª Vara Federal de São Paulo mandou arquivar o inquérito que investigava tráfico de influência por parte do petista em relação à OAS, com base na delação do dono da empreiteira, Léo Pinheiro, aquele do caso tríplex do Guarujá.

A juíza alegou que só tinha o depoimento dele e nada mais, e que o caso já está prescrito. Isso beneficiou Lula, o próprio Léo Pinheiro e o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, que também estava sendo investigado.

Manifestações do dia 12
As pessoas estão tão incomodadas na mídia porque promoveram, anunciaram muito, previam uma multidão muito grande para dar uma resposta forte ao 7 de setembro e saiu pela culatra. Foi um vexame em toda a parte e agora estão dizendo que o ato do último domingo (12) foi um movimento “centro-direita”. Ora, lá na Avenida Paulista, onde mais juntou gente, em dois palanques, estavam lá o partido socialista, o partido comunista, o ex-partido comunista, o PDT, o PSDB — e isso não é centro-direita nem um pouco.

Havia lá cinco presidenciáveis, ou seis, se a gente contar a senadora Simone Tebet (MDB-MS). Estava o João Doria (PSDB), João Amoêdo (Novo), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Ciro Gomes (PDT) e Alessandro Vieira (Cidadania). O que a gente está vendo é que vai dividir a chamada terceira via. Ela vai acabar ajudando alguém a ganhar em primeiro turno, ou vai ficar fora do segundo turno, se dividindo. Acho que vão pensar a respeito de não terem conseguido atrair o povo.

Anunciaram como manifestação anti-Bolsonaro e talvez tenha sido por isso que fracassou. E mais: a palavra mais repetida no dia 12 e mais escrita nas faixas era “Bolsonaro”. Ou seja, acabou que os atos fizeram também uma tremenda propaganda para o presidente, que foi o mais citado na manifestação.

Moeda forte dos Brics
Isto não foi noticiado, mas, na semana passada, o presidente Bolsonaro participou de uma reunião dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China, e África do Sul). E ninguém disse que a moeda mais forte do grupo é o real, que está mais valorizado que o rublo russo, que a rupia indiana, que o yuan chinês e que o rand sul-africano.

A inflação da pandemia
Outra coisa que ficam dizendo por aí é que a inflação é causada pela instabilidade política. A ONU acaba de derrubar essa versão. A FAO acaba de mostrar que a inflação dos alimentos, nos últimos 12 meses, foi de 39,7%. Milho, trigo, óleos vegetais, subiram todos os alimentos. Foi a inflação mundial da pandemia e é preciso que a gente tenha isso em mente.

O país dos queijos
Por fim, uma grande vitória dos queijeiros brasileiros, que levaram 183 queijos para o concurso mundial do queijo na França e só perderam para os queijos franceses, que são os melhores do mundo. O Brasil levou 57 medalhas, inclusive cinco de super-ouro. A maior parte das medalhas foi para Minas Gerais, mas também teve premiação para São Paulo. Está aí a França reconhecendo, entre 940 queijos do mundo, os nossos brasileiros.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/alexandre-garcia/real-e-a-moeda-mais-forte-dos-brics-mas-ninguem-fala-disso/
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