terça-feira, 14 de setembro de 2021

MANIFESTAÇÕES MOSTRARAM QUE BOLSONARO COMANDA AS MASSAS DE ELEITORES

Manifestação

Por
J.R. Guzzo – Gazeta do Povo

Ato contra o governo Bolsonaro no último domingo reuniu poucos manifestantes, como em Brasília.| Foto: Joedson Alvez/EFE

As manifestações públicas contra o presidente Jair Bolsonaro, contra seu governo e contra os “atos antidemocráticos”, convocadas para este fim de semana, foram um fiasco de primeiro grau. Aconteceu o pior: os organizadores chamaram o povo, e o povo não apareceu. O resultado é que conseguiram exatamente o contrário do que pretendiam. O inimigo, que deveria ser enfraquecido, saiu mais forte do que estava.

Em outra ocasião, o fracasso seria apenas um fracasso. Vindo logo depois de Bolsonaro ter enchido as ruas com as maiores manifestações desde as “Diretas Já” ou o “Fora Dilma” de 2016, foi um desastre com perda total. A culpa por isso é de um dos mais velhos e resistentes vícios da política brasileira: os donos das manifestações acham que são eles, e não os manifestantes, que têm o poder de lotar a praça. Dá nisso: se o povo não quer ir, podem ficar convocando a vida inteira que não vai acontecer nada.

O contraste patético entre os atos a favor de Bolsonaro, no dia Sete de Setembro, e as paupérrimas aglomerações da “oposição” deixam claro que o presidente, até agora, está com o comando das massas que vão para a rua. Seu grande adversário nas eleições de 2022, o ex-presidente Lula, não consegue nada parecido com o seu sucesso de público — por isso, aliás, não está querendo ganhar o jogo na Avenida Paulista, na Esplanada dos Ministérios ou na praia de Copacabana. Na derrota deste fim de semana, aliás, o PT nem quis se aliar aos organizadores, que ficaram falando sozinhos — mesmo porque, nas suas teorias, eles querem um Brasil sem nenhum dos dois, Bolsonaro ou Lula.

Movimentos que fizeram parte do comando das manifestações anti-Dilma e anticorrupção estão entre os organizadores dos atuais protestos em “defesa da democracia”; imaginam, como dito acima, que o sucesso de 2016 se deve a eles, e não ao povo brasileiro. É como o galo da fábula, que se convenceu que o sol só nascia a cada dia porque ele cantava. Sua causa, então, era diferente. É claro que colhem agora um resultado também diferente.

A esquerda e o PT, a mídia e os intelectuais, o “centro liberal” e quem mais se coloca na oposição ao presidente da República insistem em praticar o mesmo erro. Acreditam que o povo brasileiro só pode pensar igual a eles; quem não faz isso é “gado”. Não se conformam com a realidade; negam que multidões tenham se reunido para apoiar Bolsonaro. Mas então o que era aquele mar de gente vestido de verde e amarelo, com bandeiras do Brasil e gritado “mito”?

“Gado” inconsciente, irrelevante e irresponsável, diz a oposição. É um equívoco fundamental. O que os comandantes da guerra contra o presidente não percebem é que o “antibolsonarismo” não é, nem vai ser, uma causa popular no Brasil.

Enquanto não enxergarem essa evidência, continuarão a sonhar com as “pesquisas de opinião” que garantem que a popularidade de Bolsonaro “nunca esteve tão baixa” — justo no momento que fotos, vídeos e o testemunho dos participantes mostra as ruas tomadas por seus aliados.


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APOIADORES DE BOLSONARO QUEREM NOVA CONSTITUIÇÃO

 

Carta de 1988
Por
Olavo Soares – Gazeta do Povo
Brasília

Faixa exibida nas manifestações do 7 de setembro em Brasília pede nova Constituição para o Brasil.| Foto: Olavo Soares/Gazeta do Povo

O presidente Jair Bolsonaro tem dito, com cada vez mais frequência, que busca atuar “dentro das quatro linhas da Constituição”. O respeito à Carta Magna atual foi uma das principais pautas das manifestações governistas do dia 7 de setembro. Mas parte dos apoiadores de Bolsonaro, porém, não espera que Bolsonaro aja “dentro das quatro linhas”; para eles, o ideal seria a criação de outras quatro linhas. Ou seja, uma nova Constituição. Reivindicações com este perfil são feitas por militantes anônimos, mas também estão presentes na argumentação de figuras mais destacadas do governismo. O ramo jurídico vê a ideia com ressalva.

O ex-ministro Ernesto Araújo, que mesmo após ter deixado o governo segue identificado com a linha pró-presidente, defendeu a implantação de uma nova Constituição durante sua participação no CPAC, evento conservador realizado no início de setembro. Araújo declarou que seu ideal é uma Constituição que contemple o direito ao acesso a armas, a liberdade de expressão de maneira incondicional e inquestionável, e também a proibição do aborto. Segundo o ex-chanceler, o ideal seria que o Brasil promovesse um plebiscito para verificar se há apoio a uma reformulação da Carta Magna.

A ideia de um plebiscito foi também sugerida pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), no início do ano. Em um artigo publicado na Folha de S. Paulo, o parlamentar declarou que o texto atual “tem 103 vezes a palavra ‘direitos’ e 9 vezes a palavra ‘deveres’. Trata-se, claro, de uma conta que não fecha”. A ocasião não foi a primeira em que Barros defendeu um novo texto constitucional. Em outubro do ano passado, ele já havia exposto sua opinião sobre o tema, em um evento da Academia Brasileira de Direito Constitucional, quando declarou que o texto em vigor torna o Brasil “ingovernável”. À Gazeta do Povo, Barros disse na quinta-feira (9) que mantém o posicionamento.

Parte dos manifestantes do dia 7, bem como os que se expressam sobre o tema nas redes sociais, defende que a nova Constituição traga entre seus dispositivos a “criminalização do comunismo”. Um projeto de lei com este teor chegou a ser apresentado no Congresso Nacional pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente da República. A proposta de Eduardo equipara o comunismo ao nazismo, criminalizando a apologia às duas correntes. A proposição não avançou, não tendo tramitações significativas desde sua apresentação, em 2016.

O deputado ​​federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) é de direita, aliado de Bolsonaro e favorável à criação de uma nova Constituição. Mas rejeita a sugestão de que um texto constitucional contenha a proibição da defesa do comunismo. “Criminalizar uma ideologia é algo muito ruim”, disse. Para o parlamentar, o ideal é que a Constituição tenha em sua redação dispositivos que vedem a implantação de qualquer corrente autoritária — e o comunismo está entre elas, segundo sua ótica.

Bragança está trabalhando no projeto de criação da proposta de uma nova Constituição, que chama de “a libertadora”. Segundo ele, o objetivo da nova Constituição é alcançar uma legislação que não seja burocrática, que tenha um sistema de freios e contrapesos claro, e que divida mais os poderes entre as autoridades. “A Constituição atual permite muita interferência do Estado. Cria verdadeiros ‘donos do orçamento’ e permite o aparelhamento do governo. Permite que sejam corrompidas todas as regras”, declarou.

O deputado diz que sua proposta tem sido “muito bem recebida” pela militância e também por juristas e empresários, que também identificam problemas no texto atual.

A Constituição atualmente em vigor no Brasil foi promulgada em 5 de outubro de 1988. O texto foi um marco da transformação do Brasil após a ditadura militar que governou o país entre 1964 e 1985. Alguns dos constituintes que participaram da elaboração da Constituição ainda têm — ou voltaram a ter recentemente — mandato no Congresso, como Benedita da Silva (PT-RJ), Aécio Neves (PSDB-MG), Átila Lira (PP-PI), José Serra (PSDB-SP) e Renan Calheiros (MDB-AL), entre outros. Esses componentes fazem com que muitos ativistas considerem a Constituição “viciada”, já que teria sido feita como resposta ao governo militar e por pessoas que representam a atual classe política.

Constituição atual não permite “extinção”, mas mudar pode
A ideia de se mudar a Constituição aparece em diferentes discursos. Mas qual a sua viabilidade? A Constituição atual permite a sua própria “extinção”? Ou mesmo mecanismos que poderiam levá-la a uma transformação quase completa?

Segundo o advogado Camilo Onoda Caldas, que é doutor em Direito pela USP e sócio da Gomes, Almeida e Caldas Advocacia, o texto corrente da Constituição não contém dispositivos de “autodestruição”. “Não existe nada neste sentido. A Constituição de 1988, como todas as outras, foi criada com o objetivo de ser perpétua”, aponta.

O advogado explica que a Constituição atual detém dispositivos que preveem a revisão ou a readequação de parte de seus textos, mas tudo dentro de limites estabelecidos pela própria Carta Magna. “O atual Congresso Nacional só tem o que se chama de poder constituinte reformador. Ou seja, ele só pode alterar a Constituição nos limites que a própria Constituição cria. Não tem o poder constituinte originário, que seria o de criar uma Constituição. Isso quem tem é apenas uma Assembleia Constituinte”, ressalta. E Caldas ressalta que não há também, na Constituição, a previsão para instalação de uma Assembleia Constituinte.

Caldas ressalva, porém, que todas as Constituições do Brasil foram trocadas em momentos em que as conveniências políticas assim o pediram. Ou seja: os textos eram “ilegais”, pois criavam Constituintes e abriam caminho para uma nova Carta Magna de um modo que não estava previsto no texto constitucional em curso, mas foram permitidos porque se entendia, à época, que correspondiam a um desejo da sociedade (ou ao governo de plantão, no caso das Constituições impostas nas gestões ditatoriais).


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CIRURGIAS ODONTOLÓGICAS AVANÇAM COM A TECNOLOGIA

 

Instituto Implante Vida

As inovações tecnológicas associadas aos tratamentos odontológicos têm feito muita gente esquecer aquela crença antiga de medo do dentista e de dor. Isso porque com essas novas técnicas, todo o processo passa a ser realizado sem o uso de bisturis, sem realização de cortes e, portanto, também sem necessidade de pontos.

De acordo com o professor e cirurgião-dentista Dr. José Márcio do Amaral, que é diretor do Instituto Implante Vida, Mestre e Especialista em Implantodontia e Coordenador dos Cursos de Especialização em Implantodontia da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes), uma dessas novas técnicas, que está revolucionando os tratamentos de implantes dentários, é a cirurgia guiada.

“Essa técnica representa um avanço muito importante na área odontológica, pois vem atender às pessoas avessas a intervenções odontológicas convencionais e também àquelas que possuem dificuldades de cicatrização, como, por exemplo, os diabéticos”, comenta o especialista. “Além disso, a cirurgia guiada para colocação de implantes permite ao paciente um rápido retorno às atividades de rotina, o que torna a experiência no consultório muito mais confortável e segura, dispensando procedimentos incômodos com bisturis, cortes e pontos”, ressalta.

Tecnologia do início ao fim

A segurança do processo deve-se exatamente a toda tecnologia envolvida do início ao fim. Explicando o procedimento, primeiramente é realizada a tomografia computadorizada, onde é possível em imagem 3D ver a estrutura óssea, ou seja, se existe osso suficiente para a colocação do implante. Na sequência, toda a parte interna da boca do paciente é escaneada, gerando também uma imagem 3D que mostra a posição onde falta o dente que será reposto. 

“Com o auxílio de um software no computador, unimos as imagens que mostram a estrutura do osso e o espaço para o dente e simulamos digitalmente a posição ideal para colocação do implante. Sendo assim, no momento da cirurgia é possível saber o local exato onde o implante e dente deverão ser colocados. A partir desses dados criamos um guia em uma impressora 3D e este será o responsável por orientar exatamente a perfuração para colocação do implante no dia da cirurgia, evitando a necessidade de cortes e pontos”, explica Dr. José Márcio do Amaral.

O resultado, segundo o cirurgião-dentista, é uma cirurgia com resposta inflamatória menor, sem edemas, hematomas e sem sangramento, respostas comuns nas cirurgias convencionais. Deste modo o paciente volta no dia seguinte às suas atividades profissionais e sociais, porque o pós-operatório é mínimo. “Sem dúvida, é uma tecnologia inovadora que vem atraindo pacientes do Brasil todo para nossos cuidados. É importante que as pessoas saibam da existência de técnicas como essas, que podem mudar sua vida e sua saúde dentária para muito melhor”, conclui

Sobre o Instituto Implante Vida

Localizado em Santos (SP), o Instituto Implante Vida é uma clínica multidisciplinar que visa o bem estar do paciente, com atendimento nas especialidades de clínica geral, implantodontia, ortodontia, endodontia, periodontia, estomatologia, prótese, clareamento, harmonização facial e estética (lentes e contato em porcelana) e DTM. O atendimento conta com quatro consultórios, um centro cirúrgico, espaço para exames radiológicos e um andar inteiro destinado ao ILAB – Laboratório do Instituto Implante Vida.

A clínica conta com equipamentos modernos e tecnologia de ponta, que garantem a qualidade nos processos e impactam positivamente no resultado final de qualquer procedimento. A mais recente aquisição da clínica foi uma autoclave classe B, considerada a versão mais segura e eficiente para esterilização de materiais em todo o mundo. Seu sistema a vácuo permite que o processo de calor e pressão alcance todas as peças de maneira uniforme, inclusive na limpeza de itens embalados, cargas porosas, articuladas, utensílios com orifícios e cânulas.

TÉCNICA DE MARKETING DE APROXIMAÇÃO DOS CLIENTES CRESCE NAS EMPRESAS

 

GB Creative – DINO Divulgador de Notícias

Conjunto de estratégias de marketing que consiste na atração e na conversão do cliente a partir da criação e do compartilhamento de conteúdo relevante e atrativo voltado para um público-alvo específico

O Inbound Marketing é fundamental para que seja alcançada a Automação do Marketing, gerando leads qualificados, diminuindo os custos de aquisição por cliente

O necessário processo de digitalização pelo qual empresas de todo o mundo tem passado nos últimos anos ocasionou intensa transformação nas estratégias de marketing destas companhias, que são atualizadas e ressignificadas a todo o momento. As ferramentas digitais, nesse sentido, são indispensáveis para que sejam realizadas efetivas aproximações de empresas a clientes, gerando os almejados leads. 

Dentre as diversas estratégias para que isto aconteça, ganha força no mercado o Inbound Marketing, também chamado de Marketing de Aproximação (ou Marketing de Entrada), que consiste em um conjunto de estratégias de marketing baseado na atração e na conversão do cliente a partir da criação e do compartilhamento de conteúdo relevante e atrativo voltado para um público-alvo específico. 

De acordo com a pesquisa “Maturidade do Marketing Digital e Venda no Brasil”, realizada em 2019 de forma conjunta pelas empresas Mundo do Marketing, Resultados Digitais, Vendas B2B e Rock Content, 73,5% das empresas brasileiras estão empenhadas na produção de conteúdo de qualidade na tentativa de converter e reter novos clientes.

Ao contrário do que ocorre no marketing tradicional, também chamado de Outbound Marketing (“marketing de saída”, em tradução livre), a empresa, ao invés de prospectar clientes por meio de spots, outdoors e publicidade digital, explora canais como mecanismos de busca, site como o da Valeon, e-books, vídeos, infográficos, podcasts e redes sociais para ser encontrada. Trata-se, portanto, de uma estratégia não intrusiva, que estimula potenciais clientes a visitar o site da empresa de forma contínua, sem que haja a necessidade de grandes inversões financeiras em publicidade e divulgação.

Tal investimento em conteúdos originais e de alta qualidade, de acordo com a empresa de marketing digital estadunidense Status Labs, justifica-se: pesquisa realizada em 2018 pela companhia indicou que 90% dos consumidores ainda não haviam decidido sobre uma marca antes de iniciar uma pesquisa.

Em linhas gerais, então, o marketing de entrada envolve a criação de conteúdo e experiências que atraiam os clientes, em vez de buscá-los diretamente – ao utilizar mecanismos de pesquisa e mídia social, serão os consumidores que darão início à interação com a empresa, e não o contrário.

O futuro do Marketing Digital passa pelo Inbound Marketing

Alguns dados indicam a efetividade do Inbound Marketing dentro das estratégias de Marketing Digital. Segundo pesquisa de 2016 do HubSpot, desenvolvedor estadunidense de produtos de software para marketing de entrada, a obtenção de leads por meio do Inbound Marketing é 42% mais barata do que com o marketing tradicional (Outbound Marketing). 

De acordo com Gláucio Bedim, sócio-fundador da GB Creative, agência de marketing digital, para empresas que já se estabeleceram no mercado, possuindo autoridade de domínio, “o futuro passa pela exploração de diferentes formatos, como vídeos e podcasts”, além da sofisticação da automação de marketing.

Segundo o estudo realizado pela empresa de pesquisa de mercado estadunidense Forrester Research em 2020, foi constatado que sites com várias páginas de conteúdo original como o da Valeon recebem 48% mais visitantes do que sites com pouco ou nenhum conteúdo exclusivo.

Já para aqueles que ainda estão se posicionando no mercado, o executivo acredita que uma atuação assertiva no mercado por meio do Inbound Marketing possa ser realizada por meio de criação de conteúdo em comunidades e grupos estabelecidos nas mais diferentes redes sociais. 

“O Inbound avança para todas as direções e o ideal é que não precisemos depender de nenhuma plataforma de uma grande empresa de tecnologia ou de um algoritmo para alimentar o tráfego”, ressalta Bedim.

O sócio-fundador da GB Creative sistematiza o marketing de entrada da seguinte maneira: primeiro, é preciso desenhar a estratégia; depois, gerar a demanda; então, converte-se e fideliza-se o cliente. 

“O Inbound Marketing é uma estratégia fundamental para que seja alcançada a automação dos processos digitais de uma empresa, gerando leads qualificados, diminuindo os custos de aquisição por cliente, melhorando o conhecimento do consumidor em relação ao seu produto ou serviço, otimizando o tempo de processo de venda e criando um canal de venda direto com o consumidor”, finaliza. 

ValeOn UMA STARTUP INOVADORA

A Startup ValeOn um marketplace que tem um site que é uma  Plataforma Comercial e também uma nova empresa da região do Vale do Aço que tem um forte relacionamento com a tecnologia.

Nossa Startup caracteriza por ser um negócio com ideias muito inovadoras e grande disposição para inovar e satisfazer as necessidades do mercado.

Nos destacamos nas formas de atendimento, na precificação ou até no modo como o serviço é entregue, a nossa startup busca fugir do que o mercado já oferece para se destacar ainda mais.

Muitos acreditam que desenvolver um projeto de inovação demanda uma ideia 100% nova no mercado. É preciso desmistificar esse conceito, pois a inovação pode ser reconhecida em outros aspectos importantes como a concepção ou melhoria de um produto, a agregação de novas funcionalidades ou características a um produto já existente, ou até mesmo, um processo que implique em melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade ao negócio.

inovação é a palavra-chave da nossa startup. Nossa empresa busca oferecer soluções criativas para demandas que sempre existiram, mas não eram aproveitadas pelo mercado.

Nossa startup procura resolver problemas e oferecer serviços inovadores no mercado.

Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (Wpp)

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segunda-feira, 13 de setembro de 2021

RELATÓRIO ALTERNATIVO DA CPI DA COVID VAI MIRAR NAS NARRATIVAS FALSAS DO RELATOR

 

Versão governista
Por
Olavo Soares – Gazeta do Povo
Brasília

Senadores governistas da CPI: Luis Carlos Heinze, Eduardo Girão, Jorginho Mello e Marcos Rogério| Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O relator da CPI da Covid do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), indicou que deve entregar seu relatório final sobre os trabalhos da comissão na segunda quinzena de setembro. Calheiros faz oposição ao presidente Jair Bolsonaro e, por isso, é esperado que o relatório seja carregado em críticas ao chefe do Executivo. Como resposta, tem ganhado corpo a ideia de que os senadores governistas que integram a CPI devem produzir um relatório alternativo. O senador Marcos Rogério (DEM-RO) está na liderança do processo.

A ideia do texto governista é combater o que eles chamam de narrativas seletivas por parte da oposição. Os apoiadores de Bolsonaro contestam a CPI por, na avaliação deles, ter avançado pouco nas denúncias de corrupção que envolvem governos estaduais e municipais que receberam verbas federais para o combate à pandemia de coronavírus.

Os senadores pró-Bolsonaro pretendem enfatizar questões que costumam reforçar durante as reuniões públicas do colegiado, como a acusação de desvios que teriam sido promovidos pelo Consórcio Nordeste, que envolve os nove estados da região. O tema pode ser foco de uma nova CPI. O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) está angariando apoios para a instalação de uma CPI mista, unindo senadores e deputados, que teria como objetivo exclusivo a análise de denúncias que recaem sobre os gestores locais.

Outro ponto que os governistas pretendem enfatizar no relatório alternativo é a defesa do chamado tratamento precoce contra a Covid-19, com o uso de medicamentos como cloroquina e ivermectina – este campo é um dos que mais opõe governistas e oposicionistas na CPI. Os defensores do governo se posicionam como favoráveis à autonomia médica e dizem que o tratamento precoce acabou criminalizado por critérios políticos.

Ao portal UOL, o senador Marcos do Val (Podemos-ES), membro suplente da comissão, disse que é possível que o relatório alternativo traga críticas à atuação do governo federal. Entre os elementos que podem ser citados como exemplos disso são a politização em torno das vacinas e a resistência ao uso de máscaras. Mas, em contraste ao texto dos oposicionistas, as eventuais críticas à gestão Bolsonaro serão mencionadas como falhas, e não como crimes.

A reportagem do UOL sobre o relatório alternativo cita ainda que a produção do texto conta com a participação do próprio Palácio do Planalto. Segundo o texto, senadores governistas se reuniram com ministros do governo e com o ex-ministro Eduardo Pazuello, que foi o titular da Saúde por mais de um ano. Os integrantes do governo, de acordo com o UOL, sustentaram a versão de que eventuais suspeitas de irregularidades que envolvem o Ministério teriam sido praticadas por funcionários de escalões inferiores e que não houve despesas efetivamente concretizadas. Este argumento é habitualmente pelos senadores bolsonaristas da CPI.

Ideia de relatórios alternativos é antiga
Declarações recentes de parlamentares governistas confirmaram a ideia de se produzir um relatório alternativo para a CPI. Mas a ideia de se elaborar um texto paralelo surgiu ainda nas semanas iniciais da comissão.
Em maio, ainda antes de o colegiado completar um mês de existência, os governistas já discutiam a concepção de um texto paralelo. A análise dos parlamentares pró-Bolsonaro era de que o ambiente na CPI tenderia a ser difícil para os governistas, já que eles não apenas estavam em minoria contando a totalidade dos membros, mas também de que todos os postos-chave da comissão – presidência, vice-presidência e relatoria – ficaram com adversários do Palácio do Planalto.

Na ocasião, ainda não se falava em episódios como o caso Davati, o “jantar da propina” e o suposto privilégio para a compra das vacinas Covaxin dentro do Ministério da Saúde. Mas o governo já era alvo de duras críticas por conta da gestão do combate à pandemia. A oposição, à época, se pautava principalmente em argumentos como a demora para o início da vacinação, a insistência na defesa do tratamento precoce e o que considerava uma “atitude negacionista” por parte de Bolsonaro, como a recusa em utilizar máscaras e evitar aglomerações.

Mesmo o front oposicionista da CPI chegou a cogitar a produção de relatórios alternativos para além do texto definitivo. Mas aí o intuito seria diferente do sugerido pela oposição. As ideias que foram aventadas eram as de construir textos mensais ou com alguma periodicidade antes do texto final, ou mesmo textos que teriam enfoque em questões específicas da CPI. Parlamentares chegaram a dizer que o volume de conteúdo discutido pela comissão poderia fazer com que alguns assuntos “morressem” e deixassem de ser debatidos pelo colegiado, e os relatórios preliminares evitariam o problema. Mas a proposta acabou descartada.

O relatório simboliza a conclusão da CPI. O texto sintetiza as investigações feitas pela comissão e pode resultar no indiciamento das pessoas citadas. Seu principal resultado efetivo é o repasse de informações aos órgãos de controle, como o Ministério Público, que se torna responsável por, eventualmente, dar continuidade nas investigações e pedir a abertura de ações penais.

Qual o potencial de um relatório alternativo?
O relatório elaborado pelo relator da CPI precisa ser submetido a votação da totalidade dos membros da comissão. Se aprovado, ganha a chancela de documento “oficial” da CPI.

Já o paralelo dispensa esta etapa. A explicação é do advogado Bruno Milanez, doutor em Direito Processual Penal e especialista em criminologia: “nada impede que outros membros da comissão venham a atingir conclusões diversas daquelas obtidas pelo Presidente, apresentando, em paralelo e através de simples requerimento, outros pedidos de providência que entendam cabíveis. Não se trata, propriamente, de um documento oficial da CPI, mas um simples requerimento, que poderia inclusive ser formulado por qualquer parlamentar que teve acesso aos autos e verificou a existência de possíveis condutas irregulares não acobertadas no relatório da CPI”.

A possibilidade de construção de outro relatório, aponta Milanez, é acessível até mesmo a senadores que não fizeram parte da CPI, nem mesmo na condição de suplentes. “Como os resultados da CPI podem ser acessíveis aos parlamentares em geral – não sendo incomum que senadores e deputados que não integram a CPI participem de algumas sessões –, nada obsta que qualquer deles que tenha contato com os elementos produzidos identifique a ocorrência potencial de ilícitos não descritos no relatório oficial, comunicando-os aos órgãos competentes para que as providências legais sejam concretamente adotadas”, disse o advogado.

E em termos de consequências – ou seja, do que ocorre após a entrega do relatório – o texto oficial e o alternativo pouco diferem, segundo Milanez. Isso porque quem dá o encaminhamento posterior são os órgãos de controle, não havendo atuação do Congresso nesta parte do processo.

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GASTO ENORME DE AUTORIDADES COM JATINHOS DA FAB

 

Por
Lúcio Vaz – Gazeta do Povo

Decreto de Bolsonaro libera mordomia de voos para casa nos finais de semana para presidentes dos três poderes.| Foto: Marcos Correa/PR

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, seguiu à risca as normas sanitárias durante a pandemia da Covid-19. Foi e voltou para casa nos finais de semana sempre em jatinhos da FAB, sem enfrentar as aglomerações de aeroportos. Mas o custo para o contribuinte chegou a R$ 1,27 milhão em 87 voos de ida e volta ao Rio de Janeiro. Considerando todos os voos, como São Paulo e Manaus, a despesa bateu em R$ 1,38 milhão.

Esse valor representa mais de quatro vezes todas as despesas do STF com passagens aéreas para servidores e ministros no mesmo período – R$ 310 mil. As passagens aéreas dos demais ministros custaram R$ 22 mil. As despesas com passagens para assessores e seguranças que fizeram atendimento direto a ministros somaram R$ 123 mil. Mas o tribunal não informa o destino nem a data dessas viagens, alegando motivos de segurança. O tribunal informa o valor de diárias pagas a assessores, mas também não informa o destino de cada uma dessas viagens.

O custo de um jatinho no deslocamento para o Rio de Janeiro fica em torno de R$ 30 mil, considerando ida e volta. Fux costuma partir de Brasília na quinta ou sexta-feira e retorna na segunda ou terça-feira. Fez apenas três viagens a São Paulo, em visitas institucionais ao Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região. Dali, seguiu direto para o Rio, para curtir o final de semana, sempre em jatinhos da FAB, por questões de segurança. Esteve ainda em Manaus, em 13 de agosto, uma sexta-feira, no Encontro Amazonense de Notários e Registradores. No sábado, voou para o Rio.


O compartilhamento de voos entre autoridades está previsto nas normas de uso dos jatinhos “chapa branca”, sempre que possível. O presidente do STF compartilhou o seu jatinho com outras autoridades apenas cinco vezes nessas viagens para o Rio. Foi acompanhado dos ministros da Educação, Meio Ambiente, Relações Exteriores, e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Essa prática reduz a despesa pela metade. As viagens de Fux têm em média cinco passageiros, incluindo assessores e seguranças.

Fux não igualou a marca de Dias Toffoli em 2019 porque foi contaminado pelo coronavírus no início do mandato, em setembro do ano passado, quando ficou três semanas sem viajar devido à quarentena. Sem a pandemia, Toffoli fez 95 voos em 2019, com visitas a 20 cidades. Voou nas asas da FAB até para Israel. Só as diárias do presidente e assessores custaram R$ 109 mil.

Uma viagem à países da Europa custa em torno de R$ 250 mil, considerando apenas as despesas com o jatinho. Mas Toffoli também participou de uma festa no interior, em Ribeirão Claro (PR), onde inaugurou o Fórum Eleitoral Luiz Toffoli – uma homenagem ao seu pai, um cafeicultor daquela região.


Os presidentes dos da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do STF, o vice-presidente da República, ministros de Estado e comandantes militares têm direito a usar os jatinhos da FAB nos seus deslocamentos. Mas apenas os presidentes do Legislativo, do Judiciário e o vice-presidente podem ir para casa em aeronaves oficiais. O presidente da República tem avião exclusivo para suas viagens, além de um avião reserva.

A Presidência do STF foi questionada pelo blog se o presidente do tribunal pode voar para casa nos finais de semana sem agenda oficial. A assessoria do presidente respondeu que todas as viagens realizadas pelo presidente do tribunal em aeronaves da FAB ocorreram em conformidade com o Decreto 10.267/2020, especialmente em duas situações previstas no Art. 3º do decreto: “por motivo de segurança e de viagem a serviço”.

O decreto foi baixado pelo presidente Jair Bolsonaro em 5 de março de 2020. O decreto prevê a utilização dos jatinhos por motivos de emergência médica, segurança e viagem a serviço. Mas o art. 6º, parágrafo 5º, é mais preciso sobre os “voos para casa”: “Presume-se motivo de segurança na utilização de aeronaves da Aeronáutica o deslocamento ao local de residência permanente das autoridades de que trata o inciso II do caput do art. 2º”.

A sopa de letras e números revela que a mordomia está restrita aos presidentes do Legislativo e Judiciário. O parágrafo 4º acrescenta mais um beneficiário do privilégio: “Presume-se em situação de risco permanente o vice-presidente da República”.

O campeoníssimo no uso dos jatinhos “chapa branca” nos últimos anos foi o então presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Ele torrou R$ 6,2 milhões no seu último mandato como presidente (2019/2020), fazendo 364 voos – 147 deles para o Rio de Janeiro, onde tem residência.

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COMBUSTÍVEIS E ENERGIA ELÉTRICA CAUSAM INFLAÇÃO

 

Editorial
Por
Gazeta do Povo – Gazeta do Povo

Em um ano, preços dos combustíveis subiram mais de 30%.| Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A disparada da inflação completou um ano neste mês de agosto. O processo de elevação constante e forte dos preços começou em setembro do ano passado, e desde então apenas dois meses tiveram IPCA abaixo de 0,50%. Agosto de 2021 confirmou a escrita, com uma elevação de 0,87%, segundo os dados divulgados pelo IBGE. Se no segundo semestre do ano passado as principais causas eram a redução na oferta doméstica de alimentos, aliada à desvalorização do real, mais recentemente energia elétrica e combustíveis se tornaram os grandes vilões.

Em julho havia sido a vez da energia, com o início da bandeira vermelha 2; em agosto, os combustíveis assumiram o papel de puxadores da inflação. O grupo de combustíveis subiu 2,80% – mais especificamente, o etanol teve alta de de 4,50%; o gás veicular, de 2,06%; o óleo diesel, de 1,79%; e a gasolina, de 2,80%, correspondendo a 0,17 ponto porcentual do IPCA de agosto. Em 2021, a gasolina registra aumento de 31,09%, um movimento provocado pelo câmbio, que continua desvalorizado, aliado à redução na oferta de etanol (que é adicionado à gasolina) e ao aumento do preço internacional do petróleo: o barril Brent custava quase US$ 50 na média de dezembro de 2020; em agosto de 2021, o valor já estava em quase US$ 75 – aumento de 50%.

As perspectivas para a inflação não são nada animadoras, pois setembro promete o retorno da energia elétrica ao posto de vilão principal do IPCA

Nessas condições, o aumento dos combustíveis se torna quase inevitável; as rusgas entre governos federal e estaduais a respeito da tributação sobre combustíveis não levará a lugar algum, já que a participação do ICMS nas receitas estaduais é muito maior que o peso dos impostos federais (que continuam sendo cobrados, apesar da propaganda falsa divulgada em mídias sociais) na arrecadação da União, inviabilizando reduções pesadas de alíquotas por parte dos governadores. A outra opção seria fazer o país voltar aos temos de Dilma Rousseff, que interveio pesadamente na economia fazendo a Petrobras represar artificialmente o preço dos combustíveis para conter a inflação, processo que ajudou a destruir a empresa.

E as perspectivas para a inflação não são nada animadoras, pois setembro promete o retorno da energia elétrica ao posto de vilão principal do IPCA. Se em agosto a energia subiu 1,1%, foi apenas porque não houve mudança de bandeira tarifária, ao contrário do que havia ocorrido em julho (quando a energia saltou 7,88%); no entanto, o aprofundamento da crise hídrica levou à criação de uma bandeira tarifária especial que passou a vigorar em setembro e que deve forçar um aumento de quase 7% nas contas deste mês. E, como tanto combustíveis quando energia elétrica fazem parte dos custos de produção e comercialização de inúmeros outros itens, “contaminam” também todos esses preços.


Com a inflação acumulada de 2021 em 5,67%, já tendo rompido o limite máximo de tolerância estabelecido para este ano – que é de 5,25%, considerando a meta de 3,75% –, e o acumulado de 12 meses subindo para 9,68%, já há quem considere necessária uma intensificação do aperto monetário na próxima reunião do Copom, em 21 e 22 de setembro. Na reunião anterior, o comitê havia elevado a Selic em um ponto porcentual, e o comunicado antecipava a possibilidade de aumento idêntico em setembro. Mas uma elevação de 1,25 ponto já parece uma realidade plausível, diante da persistência da pressão inflacionária.


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OPOSITORES A BOLSONARO FICAM DIVIDIDOS

 

Protestos contra o governo
Por
Wesley Oliveira – Gazeta do Povo
Brasília

Manifestação contra Bolsonaro em Brasília: número de manifestantes ficou abaixo do esperado pelos organizadores| Foto: Joedson Alves/EFE

Convocadas pelo Movimento Brasil Livre (MBL), Vem Pra Rua e Livres, as manifestações deste domingo (12) contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tiveram público abaixo das expectativas dos organizadores. Apesar da abertura para políticos do centro e da esquerda, partidos como PT e PSOL não participaram dos protestos.

“Não tinha tanta gente, mas teve qualidade de público. O pessoal que veio ficou o tempo todo”, disse Marina Vezoni, coordenadora do Vem Pra Rua, ao O Antagonista.

Pelas redes sociais, o movimento Livres defendeu a unificação do atos da oposição. “Precisamos avançar na luta em defesa da democracia, com maturidade para focar no que importa e unificar os atos de oposição”. Já o MBL não se posicionou sobre os atos.

A ideia dos organizadores era de que os protestos deste domingo superassem em público os realizados pelos apoiadores do presidente Bolsonaro no 7 de Setembro. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo estimou cerca de 6 mil manifestantes na Avenida Paulista, contra os 125 mil do feriado da Independência.

Além de São Paulo, houve manifestações em Brasília, Rio de Janeiro e outras capitais do país. No entanto, nenhuma teve registro de público expressivo.

Estiveram na Avenida Paulista pré-candidatos à Presidência como Ciro Gomes (PDT), o governador João Doria (PSDB), o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM) e os senadores Simone Tebet (MDB-MS) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE). Outros políticos como os deputados estaduais Isa Penna (Psol) e Arthur do Val (Patriota) e os deputados federais Tabata Amaral (sem partido) e Joice Hasselmann (PSL) também marcaram presença.

Mudança de pauta não atraiu o PT
Inicialmente, as manifestações deste domingo teriam como mote “Nem Lula, nem Bolsonaro”. No entanto, os organizadores recuaram nos últimos dias da ideia de protestar contra o ex-presidente petista, numa tentativa de atrair políticos da esquerda. Apesar disso, o PT afirmou em nota que já teria se posicionado nas ruas contra Jair Bolsonaro, durante as manifestações do Grito dos Excluídos, ocorridas no 7 de Setembro.

Alegando não ter sido convidado para os atos deste domingo, o PT disse ainda que simpatizava com todas as manifestações com a pauta “Fora Bolsonaro”. Já o PSOL alegou que está em debate com os partidos de oposição para a construção de uma manifestação ampla pela saída de Bolsonaro nas próximas semanas.

Pré-candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes, pediu um “amadurecimento” do PT para construção de uma frente ampla contra Bolsonaro. “Para fazer o impeachment e proteger a democracia brasileira temos que juntar todo mundo. Ainda há tempo para o PT amadurecer. Quem for democrata tem que entender que o impeachment é a a única saída. Precisamos fazer um acordo com a direita e um centro democrático”, disse.

O possível impeachment de Bolsonaro também foi o mote das declarações dadas pelo governador João Dória no evento. No entanto, ele comtemporizou. “Com impeachment ou sem impeachment, [temos que] caminhar pela democracia. Não precisamos, necessariamente, do impeachment. Temos eleições em 2022, eleições diretas, com a urna eletrônica. Se Bolsonaro não receber o impeachment, receberá o impedimento pelo voto, em outubro de 2022, quando será derrotado”, afirmou.

Presente no evento mesmo contra a orientação do seu partido, a deputada estadual Isa Penna (PSOL-SP) afirmou que era hora de “furar a bolha” em defesa do impeachment. Apesar do recuo dos organizadores em relação ao ex-presidente Lula, um “pixuleco” com Bolsonaro usando uma camisa de força ao lado de Lula vestido de presidiário foi inflado na Paulista.

Em seu discurso, a senadora Simone Tebet afirmou ter divergências com os organizadores do evento. Mas pregou a soma de forças “em torno do que nos une: a defesa intransigente da democracia”.

Em Porto Alegre, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), endossou o discurso pela união entre direita e esquerda. “Podemos ter visões diferentes de mundo, mais à esquerda, mais à direita, mas uma coisa que nos une é a certeza que a democracia é o caminho para o nosso país avançar”, disse.

O tucano irá disputar as prévias internas do PSDB para viabilizar sua candidatura à presidência em 2022. De acordo com ele, “se Bolsonaro não sair pelo impeachment, sairá pelas urnas”.

“Não vamos deixar passar qualquer autoritarismo antidemocrático. Se não for para sair agora, sairá nas urnas pelo voto popular”, afirmou o governador gaúcho.

Outras manifestações
Mesmo com a resistência em aderirem aos atos deste domingo, PT e PSOL participam de conversas com outras siglas para convocação de novas manifestações contra Bolsonaro. Ao lado de siglas como PDT, PSB, PCdoB, PV, Solidariedade, Rede e Cidadania, a oposição pretende ir às ruas nos dias 2 de outubro e 15 de novembro.

“Enquanto construímos esta grande manifestação de unidade pela democracia, pelo Brasil e pelos direitos do povo, incentivamos todos os atos que forem realizados em defesa do impeachment”, afirmou a presidente do PT, deputada Gleisi Hoffmann (RS).


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