sábado, 28 de agosto de 2021

AS REGRAS SÃO BOAS E A EXECUÇÃO É TERRÍVEL

 

Artigo
Por
Sebastião Ventura Pereira da Paixão Jr. – Gazeta do Povo

Monumento Dois Candangos.

Monumento Dois Candangos, um dos símbolos de Brasília.| Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A marcha da história pode percorrer descaminhos decadentes ou retrocessos danosos. A civilização não é uma conquista imperecível, pois a irracionalidade bestial está ali – e sempre estará ali – nos alicerces profundos da natureza humana. O fato é que razão e bom senso exigem continuado esforço intelectual e elevada disciplina moral. Por sua vez, o instinto irracional incontrolável vem a reboque de gatilhos emocionais oportunistas que, uma vez disparados, pouco se preocupam com as consequências do amanhã.

No entrechoque do possível, a institucionalidade política procura proteger a humanidade das oscilações de humor daqueles que exercem o poder. Em vez do decisionismo subjetivo imprevisível, as instituições visam garantir estabilidade, segurança jurídica e o justo funcionamento da vida em sociedade. Por assim ser, o berço do progresso civilizatório está no surgimento institucionalista capaz de bem mediar o universo dos apetites humanos na direção do desenvolvimento ético, econômico e social.

A clássica lição de Douglass North bem ensina que “institutions are the rules of the game in a society”. O problema é que as regras podem ser boas, mas a execução terrível. O modelo normativo abstrato não resolve as deficiências concretas do capital humano executor. Boas leis ajudam, mas não bastam. Mais do que um simples querer legalista ingênuo, é fundamental a criação de uma cultura institucional intolerante à desonestidade ou desvios de conduta. A efetiva e fiel aplicação das regras do jogo, antes de mérito pessoal, deve ser um imperativo comportamental inegociável, sujeito a penalidades categóricas.

Definitivamente, o Brasil não sofre pela falta de regras; leis existem muitas e, na média, de boa qualidade normativa. É lógico que poderíamos e deveríamos aperfeiçoar a sistematização com uma legislação mais simples, enxuta e acessível, limando quinas ultrapassadas. Todavia, a pauta mais urgente e prioritária é outra: a baixa eficácia das regras postas. Ora, de nada adianta fazer leis e não as cumprir. A Constituição, por exemplo, promete muito, mas entrega pouco. Diz que ama o povo, mas trai diariamente a democracia.

Sem cortinas, nossas instituições funcionam muito aquém do aceitável. E o mais grave: a ineficácia institucional é tamanha que a impunidade acaba se materializando em regra. Nosso déficit de legalidade é assombroso: o Executivo tem enormes dificuldades de governar; o Legislativo insistentemente desonra a representação popular; e o Judiciário navega em mares revoltos, enredado na morosidade judicial.

Paralelamente, ganha força um intenso sentimento de estafa cívica. As pessoas estão cansadas de serem enganadas pela política; a esperança do voto como motor de mudanças sociais transformadoras naufraga no pragmatismo corrupto e incompetente do poder. A Constituição, assim, se desconstitui. E, como a impunidade reina, as regras do jogo viram palavras sem som.


No atual diálogo de mudos, a erosão institucional atinge o núcleo de sustentação da República. A explosiva tensão instalada entre o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal, testemunhado por um Congresso servil e apático, expõe a democracia a riscos frontais. Sim, sistemas políticos não são entidades perpétuas; se até impérios caem, instituições, como castelos de areia, são vulneráveis a marés febris. Então, o momento exige absoluta cautela, prudência e cálculo de ações. Erros, além de custarem caro, podem perdurar por décadas.

Aqui chegando, sejamos claros: a democracia brasileira não merece ser exposta a aventuras juvenis. Mas como resolver problemas complexos com políticos tacanhos? Eis, aí, o limite das instituições: a ausência de capital humano pode ser fatal. É claro que o jogo nunca vai parar, mas o tabuleiro e as peças sempre podem mudar. Na expectativa pelo melhor, a sabedoria superior de João Mangabeira aponta o caminho: “A Constituição não pode ser interpretada ou construída como um obstáculo à felicidade coletiva”. E ponto final. Ou reticências?

Sebastião Ventura Pereira da Paixão Jr. é advogado e conselheiro do Instituto Millenium.


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sexta-feira, 27 de agosto de 2021

BIDEN DIZ QUE OS EUA NÃO PERDOARÃO OS RESPONSÁVEIS PELOS ATAQUES TERRORISTAS NO AFEGANISTÃO

 

Afeganistão
Por
Gazeta do Povo

Avião militar decola do Aeroporto Internacional Hamid Karzai em Cabul, Afeganistão, 26 de agosto| Foto: EFE/EPA/AKHTER GULFAM

Apuração em andamento
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, falou pela primeira vez sobre os atentados suicidas que mataram pelo menos 60 civis afegãos e 12 militares americanos nos arredores do aeroporto de Cabul, capital do Afeganistão, em pronunciamento feito na Casa Branca na noite desta quinta-feira. Biden prometeu resposta aos ataques, que ele confirmou terem sido realizados pelo Estado Islâmico, e disse que todos os americanos que ainda estão no Afeganistão serão retirados do país.

“Para aqueles que realizaram esse ataque e também para qualquer um que deseje o mal para a América, saibam disso: Nós não perdoaremos. Nós não esqueceremos. Nós caçaremos vocês e vamos fazê-los pagar”, declarou. “Eu defenderei nossos interesses e nosso povo com cada medida que esteja sob meu comando”.

O presidente americano revelou que pediu aos comandantes das forças armadas dos EUA uma resposta contra alvos do EI.

“Eu também pedi aos meus comandantes que elaborem planos operacionais para atacar unidades, ativos e lideranças cruciais do Estado Islâmico. Responderemos com força e precisão no momento e local de nossa escolha”, afirmou.

Biden fez uma homenagem aos militares mortos nos atentados. “Esses membros do serviço americano que deram as suas vidas foram heróis. Heróis que se engajaram em uma perigosa missão altruísta para salvar a vida de outros”, disse o democrata. “Eles faziam parte de uma operação de resgate como nenhuma outra já vista na história”.

Dirigindo-se aos familiares dos soldados e afegãos mortos, Biden disse que ele e sua esposa, Jill Biden, sofrem com aqueles que perderam entes queridos. “Temos alguma noção sobre o que as famílias desses bravos heróis estão sentindo hoje. A sensação é de estar sendo sugado para um buraco negro no meio do seu peito, sem saída”.

Mais uma vez, o presidente americano defendeu a sua decisão de retirar as tropas do país asiático. “Era o momento de encerrar uma guerra de 20 anos”, declarou. Ele disse que nunca concordou que o seu país deveria “sacrificar vidas americanas para tentar estabelecer um governo democrático” no Afeganistão, e que o interesse dos EUA era impedir o ressurgimento da Al Qaeda. Para o mandatário, os EUA enfrentam ameaças maiores vindas de outros, e mais próximos, países.

Biden passou a tarde de hoje na Sala de Crise da Casa Branca, recebendo atualizações constantes da equipe de segurança nacional sobre a situação em Cabul.

Como foram os ataques
Duas explosões foram causadas na tarde desta quinta-feira em atentados suicidas que mataram dezenas de afegãos e pelo menos 12 militares americanos, nos arredores do aeroporto de Cabul, em uma área onde têm se concentrado milhares de pessoas que buscam fugir do país após a tomada do poder pelo Talibã.

Os ataques foram reivindicados pelo braço do Estado Islâmico no Afeganistão, o Estado Islâmico de Khorasan (EI-K).

Durante a tarde, o secretário de Defesa americano, Lloyd Austin, indicou que a operação de resgate de milhares de cidadãos irá continuar, apesar dos atos de terrorismo desta tarde.


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SUS UM CASO A PENSAR

Valorizemos as coisas boas do SUS e aprendamos com os EUA

Por
Bruna Frascolla – Gazeta do Povo

Abundância de dinheiro na Saúde traz problemas insuspeitados| Foto: Pixabay

Um aspecto ruim e comum da modernidade é a de que todos os problemas sociais se resolvem em qualquer parte do mundo quando se aplica uma teoria social correta. O caso gritante mais grave é o do marxismo clássico, para o qual tanto faz Rússia, Inglaterra ou Ruanda: em todo o mundo, a humanidade vai seguir os mesmos passos rumo ao fim da História.

A diferença entre a Rússia e a Inglaterra seria apenas temporal, pois a Rússia ainda era uma sociedade agrária, mas, uma vez evoluída para o estágio industrial, inexoravelmente teria uma revolução proletária. O mundo inteiro seria industrial, no mundo inteiro haveria uma revolução proletária e no mundo inteiro triunfaria a ditadura do proletariado.

Para aquém dos aspectos que costumam ser criticados – tais como o analfabetismo econômico ou a inevitabilidade do caráter totalitário –, há um defeito muito mais básico: a pressuposição de que todos os povos do mundo serão iguais sob o aspecto político e econômico, não importando se suas terras são férteis ou áridas, se sua tradição política é mais liberal ou mais autoritária. Os países são como tábulas rasas.

Depois da derrocada do esquerdismo estatista perante a opinião pública brasileira, foi se tornando moda entre nós o mercado como panaceia. Antes um adolescente rebelde sonharia em arranjar um fuzil para fazer a Revolução em nome de princípios éticos; hoje o mesmo tipo vira anarcocapitalista, convicto de conhecer a ética e com bandeirinha de fuzil. No mundo inteiro, a iniciativa privada seria a solução para absolutamente tudo. Assemelham-se ao marxismo no seu desprezo pelos fatos e pela diversidade do mundo.

Entre um erro e outro, há o economista campineiro que, ao contrário do marxista clássico, retrucará sempre que o Brasil é um país especialíssimo onde as leis da economia do resto do mundo não valem, e onde valem somente as descobertas pelo Instituto de Economia da Unicamp.

Qual seria a postura acertada? Ora, considerar que o Homem tem natureza e cultura, sendo a primeira universal e a segunda variável. Assim, cabe ao cientista social agir mais ou menos como o arquiteto: em primeiro lugar, não pode ignorar as leis da física, que valem no mundo todo. Em segundo,  não pode desprezar nem o ambiente em que a casa será construída, nem ignorar as vontades do cliente. Uma metáfora disso são os caixotes modernistas, quentes e feios (só arquiteto acha bonito), inventados na Europa e copiados nos trópicos.

Casas variam muito mundo afora e não há nada de errado com isso. Nada nos impede de viajar pelo mundo com uma ideia parcimoniosa do que é uma boa casa e julgar objetivamente. Com as sociedades, passa-se o mesmo. O teórico social tem que se perguntar se mais alguém além dele e de seus colegas gostariam de morar na sociedade que ele almeja construir.

Avaliação do SUS
Nesta pandemia, essas duas receitas únicas deram as caras na apreciação do SUS. Do lado esquerdista, tivemos muitos bracinhos levantados em selfies com o slogan de “Viva o SUS” durante a vacinação. Não dá para reclamar dessa moda, já que, quando algum dos seus adeptos aparece no obituário da Covid, a vacinação foi espalhafatosa demais para ser omitida. Assim, fica claro que a vacina não pode ser a panaceia alardeada pela imprensa tradicional.

Voltemos à narrativa oficial vigente no Brasil. Tal como no resto do planeta, por aqui se dizia que o vírus ia sair matando todo mundo – milhões só até agosto do ano passado – enquanto não houvesse vacina. Por isso, devíamos nos trancafiar até a Ciência descer do céu carregando um frasquinho mágico chamado vacina, ignorando-se que as vacinas levam anos para serem consideradas seguras. Surgidas as vacinas, agora estamos na incrível situação: todo mundo tem que se vacinar, porque a vacina não imuniza. As vacinas agora supostamente servem para evitar que o vírus se espalhe. Assim, quem não tomar a vacina vai fazer com que todo mundo morra. É um assassino.

Vamos à cor local. Quem provê as vacinas no Brasil? No atual espírito milagreiro e personalista, a resposta seria o presidente, que no entanto é de direita. Mas pode ser a pessoa de Doria em São Paulo, ou de Biden nos EUA. No plano federal brasileiro, coube ao SUS o papel de mocinho. Se Bolsonaro é o Demônio, o SUS é um anjo. Só assim para explicar a súbita glorificação do combalido SUS.

Na outra ponta, há os que rechacem os idólatras do SUS chamando-os de hipócritas, porque usam o SUS somente nessa ocasião especialíssima e, no geral, ficam com plano de saúde – quando não vão para o Sírio-Libanês. Quem precisar tratar um câncer pelo SUS ou fazer uma cirurgia delicada está em maus lençóis.

A coisa desanda quando daí se infere que o SUS é ruim em si mesmo por ser público, e que bom mesmo é ficar só com entidades privadas, porque o mercado daria conta da saúde melhor do que os nossos queridos burocratas.

Em primeiro lugar, não é verdade que o SUS seja só problemas. Dificilmente encontraremos quem negue sua importância no tratamento da AIDS e contenção do HIV. A vacinação infantil é outro grande trunfo histórico do SUS.

Até pouco tempo atrás, era senso comum dizer que o principal problema da nossa Saúde era a corrupção. E eu creio que isso seja algo bem próximo verdade: corrupção e falta de racionalidade são os grandes problemas do SUS. (Por falta de racionalidade entendo a desorganização desse sistema que se espalha por milhares de municípios e dezenas de estados sem muita concatenação, bem como a falta de foco na prevenção de doenças.)

Dizer que algo padeça de corrupção e de falta de racionalidade não implica que esse algo deva ser jogado fora.

Se jogarmos o SUS fora, vamos nos inspirar no quê? Nos Estados Unidos?

Incentivos econômicos na saúde
De certa forma, é o que vem acontecendo. Não resolvemos os problemas do SUS, seguimos custeando escândalos de corrupção, e ainda pagamos os planos de saúde. Quando temos uma dor de estômago, não vamos a um posto de saúde – vamos ao especialista de estômago coberto pelo plano. O especialista nunca nos viu mais gordo e manda fazer uma montanha de exames a serem custeados pelo plano.

De posse dos exames, ele diz que não é com ele e manda para um especialista em sei lá o quê, que provavelmente saberá resolver o problema. Daí o plano paga a consulta do primeiro especialista e a do segundo especialista. Este, a seu turno, pedirá mais uma pilha de exames a serem bancados pelo plano. E não necessariamente poderá resolver o problema, de modo que o paciente pode ficar errando por especialistas e torrando o dinheiro do plano de saúde até encontrar, digamos, um oncologista que vai detectar um câncer que crescia enquanto isso. E no fim o plano vai custear o tratamento mais caro de um câncer avançado. É um modelo privado e baseado em especialistas. E é ruim para para os doentes, que perdem tempo, e para os planos de saúde, que perdem dinheiro.

Nos Estados Unidos, este último problema foi sanado com o ObamaCare, que repassa os custos para o Estado. Os hospitais e a indústria farmacêutica lucram de montão e corrompem quem quiser. Daí, no frigir dos ovos, temos o governo dos EUA dando aprovação permanente à vacina da Pfizer em tempo recorde enquanto tuíta que ivermectina só serve pra bicho, além de um festival de mastectomias sendo realizadas nas clínicas de gênero em pacientes que não teriam condições de bancá-las.

Imbróglios dos século XXI à parte, não me parece sensato abrir mão de um sistema público voltado ao atendimento básico para confiar somente nesse sistema que combina especialistas a planos privados. Por que não mantermos médicos de família em postos de saúde para dar atendimento básico? É tão difícil assim sanear a saúde brasileira, na qual já gastamos tanto dinheiro?

Por fim – e desta vez considerando os imbróglios do século XXI –, cabe considerarmos que o estrago feito pelas clínicas de gênero no Reino Unido, onde há o NHS, é consideravelmente menor do que nos Estados Unidos. O NHS, como todo sistema público, fica sobrecarregado pela demanda de pacientes e não consegue fazer tantas mastectomias e hormonizações quanto a demanda. Já nos EUA, os planos costumam cobrir.

Imaginemos que daqui a um ano haja vacinas de covid e o mundo continue censurando questionamentos – assim como censura questionamentos ao tratamento afirmativo de gênero. É factível que os planos fiquem obrigados a injetar em qualquer tipo de gente qualquer tipo de substância que se venda como vacina. Com o SUS, só gastando tempo e dinheiro com ações para obrigá-lo a algo. Agora digamos que daqui a mais anos se descubram que essas substâncias são muito danosas no médio prazo – aí o gargalo do SUS terá operado em favor da população brasileira, do mesmo modo que o gargalo do NHS faz com que haja menos detransitioners por lá.

Abundância de dinheiro na Saúde traz problemas insuspeitados. No fim das contas, um sistema público acaba sendo mais conservador do que um sistema privado.


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MELHORES ESTRATÉGIAS DE MARKETING DIGITAL PARA VENDAS

 

Blog da Ideal

Sabe como vender pela internet? Tem certeza?! Descubra como escolher as melhores estratégias de marketing digital para aumentar o faturamento da sua empresa.

Sejamos sinceros, se você chegou até aqui é porque quer vender mais.

Afinal, quem não quer? Aumentar as vendas, o faturamento e ver o negócio crescer é o sonho de todo empreendedor e é o que faz a startup valeon através da sua equipe e da sua plataforma comercial para as empresas do vale do aço. 

Mas só querer não é poder! Antes de poder é preciso saber como fazer.

Então, sem mais demora, neste conteúdo vamos te dar todas as dicas que você precisa para descobrir como vender pela internet.

Confira agora os principais tópicos:

POR QUE INVESTIR EM MARKETING DIGITAL PARA AUMENTAR SUAS VENDAS?

Investir em marketing digital já não é diferencial, é uma obrigação. Ele é atualmente a forma mais eficiente de como vender na internet e até fora dela e a startup valeon é a máquina de vendas da região do vale do aço.

Segundo pesquisas, quase 90% dos internautas brasileiros realizam pelo menos uma compra online por ano.

Surpreendente, não é?! Mas não para por aí, a média dos valores dessas aquisições dentro da internet é de R$292,00.

Assim, fica fácil de entender os motivos de tantas empresas dos mais diferentes nichos investirem em marketing digital.

Além disso, os negócios em busca de como vender na internet ainda encontram mais boas notícias.

Isso porque o investimento nessas estratégias é mais barato se comparado aos métodos mais tradicionais de divulgação de produtos, como publicidade ou assessoria de imprensa.

Já deu para perceber os benefícios de campanhas de marketing e vendas on-line podem trazer para a sua empresa, não é?

Então, chega de história! Vamos falar de estratégias de marketing digital e vendas online.

QUAIS SÃO AS ESTRATÉGIAS DE MARKETING DIGITAL E VENDAS ONLINE?

Duas estratégias principais se destacam quando falamos em como vender pela internet, o Inbound e o Outbound Marketing.

Elas são extremamente diferentes uma da outra, começando pela própria ideia.

No Outbound, a empresa sai em busca do consumidor. Isso porque ele identifica a parcela do público com a possibilidade de se tornar cliente de uma empresa e faz a abordagem.

Como no caso de links patrocinados, por exemplo.

Enquanto no Inbound, a ideia é atrair o público de maneira menos invasiva e educar o mercado para a aquisição.

Como por meio de conteúdos relevantes e bem posicionados no Google por conta de técnicas de SEO.

Fora isso, existem outras diferenças importantes a serem levadas em consideração na hora de definir sua campanha de como vender na internet.

Para entendê-las melhor, vamos explorar as ferramentas do Inbound e Outbound.

DESCUBRA COMO VENDER PELA INTERNET COM OUTBOUND MARKETING

O Outbound é a forma mais convencional de se fazer marketing e vendas.

Como vimos antes, ele é baseado na ideia da empresa levar seu produto até o cliente por meio de canais de divulgação.

Muito antes de pensarmos em como vender na internet, o Outbound já era usado nas emissoras de rádio, canais de televisão e publicações impressas.

Com a chegada da internet, essa estratégia se transformou para se adaptar ao ambiente online criando ferramentas eficientes para divulgação de produtos.

No entanto, esse método convencional sempre foi considerado invasivo e acabou sendo substituído na preferência de muitas empresas.

Ainda sim, muitas campanhas de divulgação ainda fazem uso dessas ferramentas.

Quer saber quais? Separamos as principais para você neste conteúdo:

E-MAIL MARKETING

Quer manter seu público informado sobre novidades da empresa, promoções de produtos, fazer pesquisas de satisfação ou outros serviços? É bom incluir o e-mail marketing no seu processo de como vender pela internet.

Esse método é o mais aceito entre consumidores em busca de informações sobre empresas e também é uma das maneiras mais eficientes de realizar a nutrição de leads (potenciais clientes).

É justamente essa função de alimentar os leads que faz o e-mail marketing tão eficiente para o planejamento de como vender pela internet.

No entanto, o e-mail marketing não é o meio mais indicado às empresas em busca de expandir seu público.

Afinal, ele é limitado apenas aos interessados que deram autorização para receber tais e-mails.

As ferramentas para criar anúncios nesses sites são chamadas de ferramentas de links patrocinados.

A ferramenta de link patrocinado de maior sucesso é o Google AdWords, esse é o meio de publicidade do Google.

Com os links patrocinados sua empresa será destacada nos resultados de pesquisas.

Mas para saber como vender pela internet por meio dos links patrocinados é necessário compreender melhor o funcionamento dessa ferramenta.

Destacamos esse conteúdo sobre o que é Google AdWords para te ajudar.

REDES SOCIAIS

Trabalhar com redes sociais é essencial para o processo de como vender pela internet.

Isso porque, a maior parte do tempo gasto pelas pessoas na internet é dentro dessas plataformas.

Pensando nisso, as redes sociais disponibilizam ferramentas para criação e divulgação de anúncios dentro do ambiente em que os usuários navegam.

Essas ferramentas permitem criação de públicos assertivos, automatizam a distribuição dos anúncios e possibilitam a criação de campanha com objetivos distintos.

Se seu objetivo é descobrir como vender pela internet, você precisa saber tudo sobre essas ferramentas.

O blog da Ideal tem uma série de conteúdos completos e úteis preparados para você:

  • Facebook Ads
  • Instagram Ads
  • Twitter Ads
  • Como anunciar no Linkedin

DESCUBRA COMO VENDER PELA INTERNET COM INBOUND MARKETING

Agora é hora de falarmos da estratégia de Inbound Marketing no seu planejamento.

Como vimos antes, esse método tem o objetivo de atrair o cliente até o produto e educar o mercado para o consumo.

Essa difícil tarefa necessita de um processo mais complexo para acontecer, mas compensa o esforço com eficiência na hora de como vender pela internet.

Afinal, a estratégia de Inbound passa por diversas fases enquanto educa o consumidor para seu produto.

Por isso, é muito importante levar em consideração a contratação de um software de Inbound Marketing.

Um software assim tem a capacidade de automatizar todo o processo que veremos agora:

BLOG

Não é possível produzir conteúdo no seu processo de como vender na internet se não existir uma plataforma para publicá-lo.

Portanto, crie o blog da sua empresa, se atentando ao estilo e a linguagem do público-alvo do seu produto.

Se precisar de ajuda nessa tarefa, o blog da Ideal tem um guia completo de como criar um blog.

SEO

Além de um lugar onde postar o conteúdo produzido na sua ação de como vender pela internet com Inbound Marketing, é preciso facilitar que seus possíveis clientes encontrem esse material.

Para isso, existe o SEO, também conhecido como Search Engine Optimization (Otimização para mecanismos de busca).

Ele é um conjunto de técnicas com intuito de melhorar o posicionamento do seu site, blog ou página na web nos resultados dos buscadores.

Mas existem muitos detalhes a serem levados em conta na hora de usar esses mecanismos, por isso é importante considerar a contratação de um software para Inbound Marketing para auxiliar seus conteúdos de como vender na internet.

PRODUÇÃO DE CONTEÚDO

Para saber como vender pela internet com Inbound Marketing é preciso começar pelo conteúdo.

Isso porque é por meio desse conteúdo que o consumidor será levado até a compra do produto de uma empresa.

Para produzir esse conteúdo é necessário levar em consideração as definições de o que é AIDA e o que é funil de vendas.

Afinal, os conteúdos serão produzidos para atender o público em cada fase da jornada do consumidor e conduzi-los para a próxima fase do funil de vendas.

Também é importante levar as características do seu público-alvo em consideração, saber o que é persona e determinar os assuntos de seus conteúdos baseado nessas informações.

OUTBOUND X INBOUND: DESCUBRA A MELHOR OPÇÃO PARA SEU NEGÓCIO

A diferença entre Outbound e Inbound vai muito além do foco das duas estratégias.

Como vimos, enquanto o processo de como vender na internet do Outbound Marketing leva a oferta até o público, o Inbound Marketing conquista consumidores de forma passiva.

Essas diferenças também influenciam a parcela do público atingido pelas estratégias.

O Outbound tem a capacidade de alcançar maior público, já o Inbound é mais assertivo por ser direcionado.

Como resultado disso, o custo de aquisição de cliente, o famoso CAC, é mais caro no Outbound.

Por isso, o retorno da estratégia mais convencional é mais rápido, porém com menor margem de lucro se comparado a estratégia mais moderna.

Além desse ponto, os resultados de como vender na internet com as estratégias de Inbound ainda podem ser mensurados com maior facilidade e precisão.

Ou seja, em quesitos de marketing e vendas, o Inbound é mais barato, mais eficiente e mais fácil de ser avaliado.

VANTAGENS DE ALIAR O OUTBOUND E INBOUND MARKETING

Nessa parte do conteúdo, vamos levar em consideração que essas estratégias não precisam se anular. Pelo contrário, elas podem ter melhores resultados se aliadas nas etapas de como vender pela internet.

Sua empresa pode realizar a produção de conteúdos seguindo as etapas e técnicas da estratégia de Inbound enquanto usa os canais de divulgação de Outbound para atingir um público maior.

Claro, isso tornará o investimento em vendas e marketing muito maior, mas pode gerar resultados em curto e longo prazo ao mesmo tempo de forma muito mais assertiva e efetiva.

A Startup Valeon pratica todas essas técnicas de vendas em benefício dos seus clientes e empresas ofertando ao público o que há de melhor e mais moderno na sua Plataforma Comercial.

VOCÊ CONHECE A ValeOn?

A MÁQUINA DE VENDAS ONLINE DO VALE DO AÇO

TEM TUDO QUE VOCÊ PRECISA!

A Valeon é uma caixinha de possibilidades. Você pode moldar ela em torno do negócio. O que é muito importante. O nosso é colocar o consumidor no centro e entender o que ele precisa. A ValeOn possibilita que você empresário consiga oferecer, especificamente para o seu consumidor, a melhor experiência. A ValeOn já é tradicional e reconhecida no mercado, onde você empresário pode contar com a experiência e funcionalidades de uma tecnologia corporativa que atende as principais operações robustas do mundo essencial e fundamental. A ValeOn além de trazer mais segurança e credibilidade para o seu negócio, também resulta em muita troca de conhecimento e ótimos resultados para ambos os lados, como toda boa parceria entre empresas deve ser. Lembrem-se que a ValeOn é uma Startup Marketplace de Ipatinga-MG que tem a responsabilidade de levar o cliente até à sua empresa e que temos potencial para transformar mercados, impactar consumidores e revirar empresas e indústrias onde nossos produtos e serviços têm capacidade de escala e de atrair os investimentos corretos para o nosso crescimento.

QUEM SOMOS

A Plataforma Comercial da Startup ValeOn é uma empresa nacional, desenvolvedora de soluções de Tecnologia da informação com foco em divulgação empresarial. Atua no mercado corporativo desde 2019 atendendo as necessidades das empresas que demandam serviços de alta qualidade, ganhos comerciais e que precisam da Tecnologia da informação como vantagem competitiva.

Nosso principal produto é a Plataforma Comercial Valeon um marketplace concebido para revolucionar o sistema de divulgação das empresas da região e alavancar as suas vendas.

A Plataforma Comercial ValeOn veio para suprir as demandas da região no que tange à divulgação dos produtos/serviços de suas empresas com uma proposta diferenciada nos seus serviços para a conquista cada vez maior de mais clientes e públicos.

Diferenciais

  • Eficiência: A ValeOn inova, resolvendo as necessidades dos seus clientes de forma simples e direta, tendo como base a alta tecnologia dos seus serviços e graças à sua equipe técnica altamente capacitada.
  • Acessibilidade: A ValeOn foi concebida para ser utilizada de forma simples e fácil para todos os usuários que acessam a sua Plataforma Comercial , demonstrando o nosso modelo de comunicação que tem como princípio o fácil acesso à comunicação direta com uma estrutura ágil de serviços.
  • Abrangência: A ValeOn atenderá a todos os nichos de mercado da região e especialmente aos pequenos e microempresários da região que não conseguem entrar no comércio eletrônico para usufruir dos benefícios que ele proporciona.
  • Comprometimento: A ValeOn é altamente comprometida com os seus clientes no atendimento das suas demandas e prazos. O nosso objetivo será atingir os 766 mil habitantes do Vale do Aço e poder divulgar para eles os produtos/serviços das empresas das diversas cidades que compõem a micro região do Vale do Aço e obter dos consumidores e usuários a sua audiência.

Apresentamos o nosso site que é uma Plataforma Comercial Marketplace que tem um Product Market Fit adequado ao mercado do Vale do Aço, agregando o mercado e seus consumidores em torno de uma proposta diferenciada de fazer Publicidade e Propaganda online, de forma atrativa e lúdica a inclusão de informações úteis e necessárias aos consumidores como:

A TORTUOSA TRAJETÓRIA DO RELATOR DA CPI DA COVID

 

Opinião

Jornal da Cidade

Renan Calheiros - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Renan Calheiros – Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Renan Calheiros é um sujeito astuto, investido do cargo de Senador da República ele trilha um caminho obscuro, repleto do coisas erradas.

Isso ficou muito bem claro na época em que a Rede Globo e a Revista Veja em 2007, escancararam para todo o país o seu “modus operandi” e sua forte atuação no mundo criminoso da política brasileira.

A sua ex-amante, a jornalista Monica Veloso foi o pivô da história, revelando publicamente o esquema de Calheiros. Nas suas revelações, contou que até a pensão que recebia de Renan, com o qual teve uma filha, o dinheiro recebido era fruto de propina, segundo ela, pegava todo mês em efetivo das mãos de Claudio Gontijo, lobista da empresa Mendes Júnior.

Apesar das inúmeras denúncias e provas cabais, Renan continuou intocável e “imexível” juridicamente, inclusive teve ascensão política, reassumindo posteriormente a Presidência do Senado Federal, fruto de sua influência como comandante do sistema vicioso da corrupção.

Depois de nove anos, em 12/12/2016, Renan voltou a ser denunciado formalmente ao STF, desta vez pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot, acusado por corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Segundo o Ministério Público, Renan Calheiros atuava no esquema de corrupção e fraudes em contratos da Petrobras, no chamado petrolão.

Apesar das provas robustas que pesaram contra Renan, mais uma vez o STF (Guardião da Constituição), deixou o dito pelo não dito e de acordo com a maioria de seus ilustres ministros, engavetou o caso.

Até aí apesar da gente não aceitar e repudiar, é compreensível, pois temos a real noção do tamanho do comprometimento das instituições públicas, dada à força e abrangência do sistema de corrupção que impera em nosso país.

O que nos causa ainda maior indignação é de assistir esse tipo de sujeito, no alto de sua prepotência e perversidade, a se pronunciar em tom ameaçador ao presidente da República, eleito de forma livre e espontânea com mais de 57 milhões de votos.

Esses tipos de bandalheiras e inversões de valores é o que vem causando revolta às pessoas de bem deste país. Ninguém tolera mais essas figuras nefastas e cabulosas como Renan Calheiros e tantas outras, que atuam em conluio contra os interesses republicanos.

O povo não vai mais permanecer calado, mesmo diante de ameaças, prisões injustas e arbitrárias. Vamos reagir, “não é possível que 57 milhões de brasileiros, vão abaixar a cabeça para algumas centenas de corruptos???” Chegamos no limite, é hora de fazer como fez o Conde de D’Eu, “chutar o pau da barraca!!!!”

O QUE DESEJAM OS MANIFESTANTES NO DIA 7 DE SETEMBRO

 

Editorial
Por
Gazeta do Povo

(Brasília – DF, 07/09/2020) Hasteamento da Bandeira Nacional. Foto: Alan Santos/PR

Bolsonaro cumprimenta eleitores durante a solenidade do 7 de setembro do ano passado: para 2021, presidente espera que manifestações sejam muito maiores.| Foto: Alan Santos/Presidência da República

Jair Bolsonaro e seus aliados, dentro e fora da política, vêm se empenhando na convocação de apoiadores para dois grandes atos no dia 7 de setembro, feriado da Independência, em Brasília e São Paulo, ambos com a participação do próprio Bolsonaro. Interlocutores do governo ouvidos pela Gazeta do Povo afirmam que, além de a manifestação ser uma demonstração de prestígio de Bolsonaro, há uma pauta que inclui críticas ao Supremo Tribunal Federal, com a defesa do impeachment de ministros; a defesa da liberdade de expressão; e a pressão para que o Congresso dê andamento a pautas de interesse do governo. No entanto, há bolsonaristas com planos bem diferentes – e muito mais preocupantes, que destoam do tom ordeiro que tem sido visto nas manifestações pró-governo.

Ganhou grande repercussão um vídeo de 14 minutos, publicado dias atrás por Davi Azim, coronel da reserva do Corpo de Bombeiros do Ceará, em que ele incentiva abertamente a invasão do Congresso e do Supremo durante a manifestação do dia 7. “Ninguém pode ir a Brasília simplesmente para passear, balançar bandeirinhas e tampouco ficarmos somente acampados”, afirma. “Como todos devem saber, nós teremos vários reservistas lá. Teremos também R2, pessoas que têm conhecimento de como podemos fazer formações de grupamentos para podermos nos organizar e adentrar ao STF e ao Congresso”, acrescenta, dizendo que a invasão está combinada com outros militares.

O uso da força para impor convicções e plataformas – ainda que fossem, por hipótese, as mais nobres e corretas – e impedir o funcionamento das instituições democráticas jamais é aceitável

“Queremos entrar na paz, mas, caso haja reações, aí, sim, nós vamos ter que enfrentar”, promete o coronel. Para ele, com essa ação “o povo forçará a ação do nosso presidente e das nossas Forças Armadas”. E, uma vez realizada a invasão, o que viria depois? “Vamos entregá-los [membros do Congresso e do Supremo] às Forças Armadas, para que elas adotem as providências cabíveis, necessárias, pô-los numa cadeira de réu, julgá-los por um conselho militar de Justiça, e então, aí, sim, eu digo que será a nossa vitória”, afirma Azim. E, infelizmente, ele não está sozinho; a instigação da invasão tem sido a tônica em outras convocações para o ato do 7 de setembro na capital federal.

Compreende-se a indignação com decisões recentes do Supremo e outras cortes superiores – muitas delas veementemente criticadas pela Gazeta do Povo neste espaço –, em ataques flagrantes a várias liberdades e garantias individuais. Compreende-se a indignação com um Congresso muitas vezes mais empenhado em proteger a si mesmo que em servir o povo brasileiro. Mas nada, absolutamente nada, justifica uma solução de força, como a invasão dos prédios do Legislativo e do Judiciário.


O uso da força para impor convicções e plataformas – ainda que fossem, por hipótese, as mais nobres e corretas – e impedir o funcionamento das instituições democráticas jamais é aceitável. Esta é uma verdade que a Gazeta repetiu em inúmeras ocasiões em que tamanha agressão à democracia veio tanto da esquerda quanto da direita: valeu para sem-terra que tentaram invadir o Planalto e o Supremo, para professores que tentaram invadir a Assembleia Legislativa do Paraná, para estudantes que invadiram os próprios colégios e universidades, para sindicalistas que invadiram – mais de uma vez – o plenário da Câmara Municipal de Curitiba, para senadoras do PT e PCdoB que tomaram a mesa diretora do Senado, para policiais que tentaram invadir a Câmara em protesto contra a reforma da Previdência, para apoiadores de Donald Trump que invadiram o Capitólio. E valerá para apoiadores de Jair Bolsonaro que tentarem invadir o Congresso e o STF no próximo dia 7, caso isso realmente ocorra.

Como responder a tal incitação? Ela é uma violação tão flagrante do ordenamento jurídico nacional que, se provocada pelo Ministério Público, a Justiça teria toda a razão em ordenar que Azim e os demais que tiverem o mesmo discurso fossem proibidos de ir a Brasília. Mas a principal resposta precisa vir – o quanto antes – de Jair Bolsonaro e das lideranças políticas a ele associadas e que também estão incentivando a participação da população no dia 7, em Brasília.

O quanto antes, Bolsonaro tem de deixar claro que condena qualquer invasão e que não haverá apoio algum aos tresloucados que tentarem algo desse tipo

Por mais que, como afirmamos, as manifestações a favor do governo tenham, até agora, transcorrido sem o vandalismo e a violência vistos, por exemplo, em vários atos da esquerda, não basta que o presidente e seus aliados se limitem a não incentivar a invasão – este é um caso em que o silêncio e a omissão serão vistos como um consentimento perigoso. É preciso tomar a dianteira e rechaçar veementemente golpismos como o do coronel Azim. Isso já ocorreu no passado: antes de uma manifestação pró-governo em maio de 2019, políticos bolsonaristas, percebendo a possibilidade de o ato se tornar uma defesa do fechamento do Congresso e do Supremo, se encarregaram de combater essa ideia e fomentar uma “pauta positiva”, que naquela ocasião englobou a reforma da Previdência, o pacote anticrime, a CPI da Lava Toga e outros projetos do governo. O próprio Bolsonaro afirmou, três dias antes daquela manifestação, que “quem defende o fechamento do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional está na manifestação errada”.

Desta vez, no entanto, é preciso ser ainda mais enfático. Que o presidente use o prestígio que tem com seus militantes para desarmar a bomba. O quanto antes – ou seja, sem esperar até o dia da manifestação –, Bolsonaro tem de deixar claro que condena qualquer invasão e que não haverá apoio algum aos tresloucados que tentarem algo. A crítica ao Supremo, a defesa do impeachment de seus ministros, a crítica ao Congresso, a defesa da liberdade de expressão são todas manifestações legítimas; invasões, por outro lado, são coisa de quem, como afirmamos em ocasião anterior, tem “alma ditatorial”. Com estes não é possível construir um Brasil melhor.


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