sexta-feira, 27 de agosto de 2021

STF APROVA TAMBÉM AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL

 

Bandeira branca?
Por
Renan Ramalho – Gazeta do Povo
Brasília

Presidente do STF, Luiz Fux tem se reunido com ministros do governo, apesar de rompimento do diálogo com Bolsonaro| Foto: Fellipe Sampaio /SCO/STF

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de declarar a constitucionalidade da lei que deu autonomia ao Banco Central, nesta quinta-feira (26), é uma demonstração da disposição da maioria dos ministros de não comprometer a agenda econômica liberal do governo, apesar dos recentes embates com o presidente Jair Bolsonaro.

O presidente da Corte, Luiz Fux, já havia emitido sinais de boa vontade. Mesmo após romper o diálogo com o presidente, em razão de insultos aos ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, ele manteve conversas com os ministros da área econômica, como Paulo Guedes (Economia), Tarcísio Freitas (Infraestrutura) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Ele tem dito a interlocutores que não há o menor risco de retaliação econômica para rebater as atitudes de Bolsonaro, apesar de estarem na pauta algumas ações que podem impactar os cofres públicos (leia abaixo). As respostas ao presidente, no entanto, devem restringir-se a medidas focadas exclusivamente nele, dentro dos inquéritos tocados por Moraes.

Nesta quarta-feira (25), Fux fez questão de dizer que reservaria quantos dias fossem necessários para julgar rapidamente não apenas a autonomia do BC, como também outra ação que preocupa o governo, que discute a validade ou não do “marco temporal” para demarcação de terras indígenas. Trata-se de definir se índios têm garantia de posse apenas das áreas que já ocupavam em 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição.

“O STF tem dois processos muito importantes para nosso país, razão pela qual vamos julgá-los até exaurir o julgamento dos dois, para depois fazermos uma nova pauta. Esses processos são prioritários para hoje, amanhã e os dias subsequentes”, disse Fux.

Nesta quinta, confirmou-se a previsão de um resultado favorável para o governo no caso do Banco Central, inclusive com os votos de Barroso e Moraes. O primeiro defendeu a necessidade da medida para blindar a política monetária de interferências políticas e garantir a responsabilidade fiscal. Moraes disse que trata-se de uma escolha política legítima.

“Responsabilidade fiscal não tem ideologia. Não é nem de direita, nem de esquerda. Não é monetarista nem é estruturalista. É apenas o pressuposto de economias saudáveis. E penso mais: o descontrole fiscal, como já deveríamos ter aprendido, inclusive com a história recente, traz desemprego, inflação, desinvestimento e juros altos”, afirmou Barroso.

“Amanhã, se essa opção se verificar errônea, é possível ao presidente enviar um novo projeto e o Congresso aprovar. Não é uma cláusula pétrea a nomeação e destituição de presidente e diretores do Banco Central”, disse Moraes.

Juntaram-se a eles Dias Toffoli, Nunes Marques, Edson Fachin, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Luiz Fux. Votaram contra — mas somente em razão de um vício formal de tramitação do projeto no Congresso — Ricardo Lewandowski e Rosa Weber.

O julgamento do marco temporal, outra prioridade, foi retomado na sequência, mas apenas para leitura do relatório. Na semana que vem começam os votos dos ministros, mas é esperado um pedido de vista, o que adia uma decisão e alivia os ruralistas, que temem uma derrota. Em junho, quando o julgamento começou em sessão virtual, Fachin votou contrariamente à tese, por considerar que muitas tribos foram expulsas de seus territórios e não têm como comprovar que estavam lá na época da promulgação da Constituição.

Dentro do tribunal, a avaliação de alguns ministros é que a situação política do país é conturbada e não recomenda uma decisão neste momento, para um lado ou outro. A decisão terá repercussão geral e poderá afetar mais de 300 terras em processos de demarcação.

Na última terça-feira (24), cerca de 6 mil indígenas protestaram na Esplanada dos Ministérios contra o marco temporal — eles estão acampados no local. Nos últimos meses, mais de cem entidades representativas do agro manifestaram-se no STF a favor, por meio de pareceres enviados aos ministros.

No último dia 20, em entrevista ao Canal Rural, Bolsonaro disse que o fim do marco temporal “seria um caos para o Brasil e também uma grande perda para o mundo”. “Essas terras que hoje são produtivas poderiam deixar de ser produtivas. E outras reservas, pela combinação geográfica das mesmas, poderiam inviabilizar outras áreas produtivas”, afirmou.

Outras prioridades do governo no STF
O governo está apreensivo com outras ações que poderão ser julgadas brevemente pelo plenário que envolvem maior abertura econômica. No início de setembro, o STF pode julgar uma ação contra lei de 2014 que dispensou de licitação a prestação de serviços de transporte terrestre interestadual ou internacional de passageiros. O governo é favorável à dispensa de licitação, com o argumento de que a “melhoria na qualidade do serviço é mais fácil de ser alcançada em ambiente de livre e aberta competição”, conforme parecer da Advocacia-Geral da União (AGU).

Outra pauta de interesse do governo é a manutenção do Marco Legal do Saneamento. Está pautado para novembro o julgamento de duas ações, de partidos da oposição, que buscam derrubar a lei do ano passado que abriu para empresas privadas a prestação do serviço público. PT, PSB, PCdoB, PDT e Psol alegam que haverá encarecimento do fornecimento de água e do tratamento de esgoto.

Ainda no ano passado, Fux negou suspender liminarmente a lei. Apontou “cenário lastimável” do acesso da população brasileira a esses serviços. “A manutenção do status quo perpetua a violação à dignidade de milhares de brasileiros e a fruição de diversos direitos fundamentais”, afirmou, apostando na ampliação da rede pela iniciativa privada.

Outro julgamento aguardado com preocupação está relacionado à Ferrogrão, ferrovia em construção de 933 quilômetros, que ligará o município de Sinop, no Mato Grosso, a Itaituba, no Pará. O Ministério da Infraestrutura considera o maior empreendimento na área de transporte, porque escoa a produção agrícola do Centro-Oeste diretamente para portos no Norte do país, sem necessidade de passar por terminais do Sudeste e Sul.

Em março, no entanto, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu o licenciamento ambiental a pedido do Psol, que disse que a linha invadiria floresta protegida e área indígena. Desde então, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Vieira, conversa com ministros do Supremo para liberar a obra, orçada em R$ 12 bilhões. Ainda não há, porém, data para julgamento no plenário.

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Julgamentos de impacto bilionário em pauta
Além desses casos, há mais de uma dezena de ações no STF pautadas para o segundo semestre de interesse direto do governo, incluindo algumas com impacto bilionário. Na Lei de Diretrizes Orçamentárias, a Advocacia-Geral da União listou cinco processos que poderiam impactar os cofres públicos em ao menos R$ 138,2 bilhões.

Há ansiedade no governo para a retomada do julgamento de duas ações que contestam o fator previdenciário, mecanismo criado em 1999 para ampliar o período de contribuição para o INSS por parte de trabalhadores que queiram elevar o valor da aposentadoria. Se a lei for derrubada, o custo para a União ficaria em R$ 54,6 bilhões. As ações começaram a ser julgadas no último dia 19 de agosto, com voto do relator, Kassio Nunes Marques, favorável à constitucionalidade. Alexandre de Moraes, no entanto, pediu vista e adiou a decisão para data ainda indefinida.

Outra conta salgada, de ao menos R$ 49,9 bilhões, poderá chegar em dezembro, quando o plenário do STF julgará uma ação da Confederação Nacional da Indústria (CNI) que questiona reduções no ressarcimento tributário que empresas exportadoras têm direito, dentro do programa Reintegra. Por lei, o governo pode devolver até 3% da receita de exportação, mas tem reduzido o índice de forma arbitrária, segundo a CNI. A relatoria da ação é do ministro Gilmar Mendes.

O ministro também relata outra ação, com julgamento previsto para outubro, de interesse dos ruralistas: o fim da contribuição previdenciária de produtores rurais baseada na receita bruta que é cobrada além da que incide sobre a folha de pagamentos de seus empregados. Se a União perder, o impacto seria de R$ 20,8 bilhões, segundo cálculo da AGU.

Há ainda duas outras matérias tributárias de impacto bilionário na pauta. Numa delas, a ser julgada em setembro, empresas questionam aumentos nas alíquotas de contribuição para o Seguro-Acidente do Trabalho. Se elas ganharem, a União perde R$ 9,1 bilhões. O relator é Dias Toffoli. Outra ação, com julgamento previsto para novembro, busca derrubar a multa que a Receita aplica a compensações tributárias não homologadas, ou seja, rejeitadas pelo próprio Fisco por serem consideradas indevidas. Gilmar Mendes é o relator.


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A CPI DA COVID NÃO PRODUZIU NADA DE RELEVANTE ATÉ AGORA A NÃO SER ATAQUES AO PRESIDENTE DA REPÚBLICA

 

Senado
O que essa CPI da Covid produziu de relevante até agora

Por
J.R. Guzzo – Gazeta do Povo

CPI da Covid foi aberta em abril e até agora não investigou os desvios de dinheiro do combate à pandemia nos estados.| Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Não há registro, nos 200 anos de história do Parlamento brasileiro, de alguma coisa — qualquer coisa — tão calamitosa para o Congresso Nacional, o respeito devido às instituições e à lei e, no fim das contas, à ideia de que a vida pública deve ser conduzida com um mínimo de decência, quanto essa “CPI da Covid” que se arrasta por aí desde o início do mês de maio.

A CPI nasceu morta, por um motivo bem simples: sua intenção nunca foi fazer uma investigação séria, honesta e profissional de irregularidades ocorridas no tratamento da epidemia. Tudo o que quis, de maneira indiscutível e flagrante, foi chegar à conclusão de que o presidente da República havia praticado “genocídio”.

Não se trata de uma questão de opinião: no seu discurso inicial, antes de se ouvir a primeira testemunha ou de se apurar o primeiro fato, o relator já anunciou que o relatório final da CPI iria condenar o governo, o seu “negacionismo”, a cloroquina e sabe Deus o que mais. Como acreditar, por um minuto que seja, na limpeza de qualquer ação praticada por um monstrengo desses?

A credibilidade do Congresso, em condições normais de temperatura e de pressão, já é um desastre com perda quase total — a fé que a população coloca em senadores e deputados está, mais ou menos, entre a que é dedicada aos flanelinhas e a que distingue os vendedores de relógios suíços feitos no Paraguai. Com essa CPI, caiu abaixo de zero, e aí deve ficar por tempo indeterminado.

Em quatro meses inteiros de ruído, gasto insensato de dinheiro público e acessos de histeria dos “acusadores”, sem contar as mais grosseiras violações da lei, a comissão não foi capaz de descobrir um único fato real — nem um — que apontasse para a prática de delitos. Não foi feita uma única e escassa acusação que tivesse um mínimo de valor jurídico. Não foi produzido nada, absolutamente nada, capaz de gerar um mero inquérito policial.

Xingatório de mãe, desrespeito escandaloso aos direitos humanos e legais dos depoentes, acessos de neurastenia por parte dos inquisidores e mentiras em estado puro — é tudo o que essa aberração produziu até agora e vai produzir até acabar, em novembro.

Onde estão os deputados que tinham “depoimentos devastadores” sobre corrupção na compra de vacinas? Onde estão os representantes de “laboratórios indianos” e as suas acusações sem resposta? Onde estão os vendedores–corretores–intermediários disso e daquilo? Onde está, enfim, a bomba de hidrogênio anunciada dezenas de vezes na mídia? A soma dos efeitos concretos de tudo isso, até agora, é três vezes zero.

No momento, como se o fracasso absoluto das acusações em termos de fatos e de provas não existisse, a CPI enrola a opinião pública com mais um “jantar” que “teria” havido para combinar alguma “possível” roubalheira em não se sabe bem o quê. Há também a opção de debater voos de avião “para a Índia” para uma compra de vacinas que não foi feita, num negócio que não se sabe qual é.

É difícil de acreditar, mas tudo isso rende manchete diária na imprensa. O relator e o presidente da CPI, além dos seus colegas mais excitados, publicam na mídia, desde o primeiro dia de CPI, qualquer disparate que queiram; são, hoje, os reais editores do noticiário sobre essa farsa toda.

Em nenhum momento se menciona que o relator da CPI tem nove processos penais no lombo, e que o presidente é um veterano de investigações sobre corrupção da Polícia Federal na área da saúde; sua própria mulher e três irmãos, por sinal, foram para a cadeia sob acusação de ladroagem no mesmo setor de atividade.

Não se dá um pio, igualmente, sobre o aspecto mais sórdido e inexplicável dessa CPI. A investigação não apura nada, absolutamente nada, da corrupção gigante que foi a gestão da Covid nos estados, o “Covidão” – ao contrário, oculta deliberadamente o seu extenso prontuário de roubos de respiradores, superfaturamento em hospitais de emergência que nunca funcionaram, contratos secretos de compra e por aí afora. Esses são os fatos. O resto é falsificação.


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OS RECURSOS DA ESQUERDA CONTRA A AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL ERA SÓ O STF JOGAR NO LIXO

 

Perda de tempo

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo

Fachada do edificio sede do Supremo Tribunal Federal – STF

Supremo Tribunal Federal julgou constitucionalidade da lei que conferiu autonomia ao Banco Central| Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Enquanto a CPI está preocupada com questões político-eleitorais e não liga muito para o mundo real da corrupção e do superfaturamento, se ocupando apenas da vacina que não foi comprada, o Ministério Público de Santa Catarina entregou denúncia à Justiça contra 14 pessoas acusadas de irregularidades na compra de respiradores no ano passado.

Entre elas, um ex-secretário de Saúde do estado, um ex-secretário-chefe do Gabinete Civil do governo do estado, um vereador de São João do Meriti, dois advogados e mais empresários que estavam fazendo vendas de respiradores. Eles foram enquadrados em corrupção, estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Cerca de 200 respiradores comprados pelo governo catarinense foram pagos antecipadamente, em um total de R$ 33 milhões. Mas só foram entregues 50, dos quais apenas nove funcionavam. Por causa disso, o governador Carlos Moisés (PSL) quase sofreu um impeachment. O processo chegou a ser aberto pela Assembleia Legislativa, mas depois foi arquivado porque ficou comprovado que ele não tinha nada a ver com o assunto.

Só a CPI não está interessada na realidade de quem pagou e não recebeu, superfaturou, pagou propina… Está cheio de casos pelo país de gente desonesta e de corruptos que se aproveitaram da pandemia para ganhar dinheiro às custas de uma doença que matou tantos brasileiros. Mas a CPI está com outro rumo.

Agora, por exemplo, quebraram o sigilo bancário do advogado Frederico Wassef, que faz a defesa do senador Flávio Bolsonaro. Que eu saiba Wassef não comprou vacina, não vendeu vacina, não intermediou vacina, não recebeu propina na pandemia, não teve nada disso. Mesmo assim a CPI pediu a quebra de sigilo dele e a partir de 2016, quando nem tinha pandemia. A pandemia começou em março do ano passado e não em 2016. Isso é completamente ilegal.

Mas a Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) entrou com um mandado de segurança no Supremo e o ministro Dias Toffoli disse “não dá”. Anulou a quebra de sigilo de Wassef e disse que a CPI não podia fazer isso. Mandou ainda um recado dizendo que não se busca a prova vasculhando a intimidade da vida das pessoas, que isso viola direitos fundamentais. Está lá na Constituição para quem quiser ver, no artigo quinto, alínea 10, que trata da inviolabilidade.

Vitória da autonomia do Banco Central
Falando de política, o Psol e o PT perderam no Congresso e, como sempre fazem, recorreram ao Supremo Tribunal Federal contra a autonomia do Banco Central. Como se o Supremo fosse o braço vingador dos perdedores do plenário.

Passaram-se 30 anos falando sobre dar autonomia ao Banco Central e só agora se aprovou isso. O presidente da República sancionou no dia 24 de fevereiro e a lei entrou em vigor 90 dias depois, em maio. Já estava em vigor, mas o Supremo acolheu o recurso do PT e do Psol. Mas era só botar no lixo!

Porque perturba o ambiente econômico do país. Olha a insegurança jurídica que uma ação dessa provoca. Ficou naquela expectativa se o Supremo ia dizer que a lei é inconstitucional ou não. E o que era autonomias podia ser que não fosse mais, continuaria dependente do Ministério da Economia, do presidente da República, da política.

Dar independência ao BC é justamente para evitar a questão política naquele que é o guardião da moeda, da política monetária e do crédito. Para proteger a moeda brasileira, para que ela não se desvalorize, para que haja crédito suficiente, para que o excesso de crédito não provoque também inflação.

Mas a ação no STF continuou e aí o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, tratou de conversar com boa parte dos ministros para explicar os prejuízo de se derrubar a lei da autonomia. O resultado disso pôde ser visto nesta quinta-feira (26), quando o plenário do Supremo confirmou, por 8 a 2, que a autonomia do BC é constitucional. Só quem votou contra foi o relator Ricardo Lewandowski e a ministra Rosa Weber que o acompanhou. Foi uma vitória do bom senso.


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quinta-feira, 26 de agosto de 2021

OMS É CONTRA A APLICAÇÃO DA TERCEIRA DOSE DA VACINA CONTRA O COVID AGORA

 

Covid-19
Por
Gazeta do Povo

Profissional de saúde prepara dose de vacina contra Covid-19 em Jerusalém, 25 de agosto. Israel começou a oferecer terceira dose de imunizante a maiores de 30 anos| Foto: EFE/EPA/ABIR SULTAN

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta quarta-feira (25) que os dados sobre a eficácia de doses de reforço para as vacinas contra a Covid-19 “não são conclusivos” e que a distribuição de doses adicionais de vacinas em alguns países, enquanto outros ainda não conseguiram imunizar os grupos mais vulneráveis, como profissionais de saúde, é uma “questão moral”.

“É como se você tivesse um colete salva-vidas e pegasse um segundo, enquanto outros não têm nenhum”, comparou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva de imprensa nesta quarta-feira. Ele defendeu uma moratória de dois meses sobre a aplicação de doses de reforço dos imunizantes contra o coronavírus, como medida para reduzir a desigualdade do acesso e evitar o surgimento de novas variantes do vírus.


EUA pretendem começar a aplicar terceira dose de vacina a partir de 20 de setembro
Segundo Tedros, enquanto grande parte do planeta continua sem vacinas, especialmente em países de baixa e média renda, o vírus tem mais oportunidade para circular, e podem surgir novas variantes mais transmissíveis e com o potencial de escapar da proteção das atuais vacinas.

Soumya Swaminathan, cientista-chefe da OMS, disse durante a mesma coletiva que a posição da entidade se baseia nos dados científicos atuais e na questão ética da distribuição igualitária da vacina. “A tarefa urgente é reduzir e evitar mortalidade. Nós temos as ferramentas, nós temos as vacinas. Não deveríamos ter 10 mil pessoas morrendo de Covid-19 diariamente”, pontuou.

A cientista disse que a OMS se reuniu recentemente com um grupo de cientistas e representantes de agências regulatórias de vários países para debater a necessidade de doses de reforço, e que o consenso atual é de que os dados sobre a efetividade dessas doses adicionais, ou de como elas funcionam no mundo real, ainda não são conclusivos.

“É possível que alguns grupos, como os idosos, precisem de doses de reforço em algum momento. É possível que algumas vacinas se comportem de forma diferente em relação à duração da proteção, e é possível que as variantes exijam uma estratégia de doses adicionais em algum momento”, afirmou Swaminathan. “Mas, juntando todas as evidências dos países pelo mundo, não estamos no momento de recomendar uma dose de reforço”.

Swaminathan ressaltou ainda que, nesse momento em que os estoques globais de vacinas são escassos, as vacinas disponíveis deveriam ser distribuídas para quem precisa com mais urgência: profissionais de saúde, idosos e os mais vulneráveis.

A OMS defende que pelo menos 10% da população de cada país deve estar vacinada até o final de setembro, e 40% até o final do ano, e por isso existe a necessidade de priorizar as doses disponíveis. Se alcançados esses números, segundo a OMS, a mortalidade seria “reduzida de forma significativa”.

Kate O’Brien, diretora de imunização da OMS, falou durante a coletiva sobre a preocupação com o surgimento de novas variantes do novo coronavírus, que surgem predominantemente onde há muitas pessoas não vacinadas e os índices de transmissão são altos.

“Temos muita clareza de que as vacinas estão resistindo bem à ponta mais severa do espectro dessa doença, e essa era a intenção das vacinas”, afirmou O’Brien. “Proteger contra doença grave, hospitalização e morte. Estamos vendo que as vacinas estão combatendo muito bem esses resultados”, explicou.

Questionada sobre os critérios necessários para que a OMS passe a recomendar doses de reforço das vacinas contra a Covid, O’Brien disse que a eficácia da vacina para a prevenção de doença grave, hospitalização e mortes é a principal questão, além do funcionamento dos imunizantes em grupos de maior risco.

“As recomendações sobre doses adicionais [pela OMS] serão elaboradas em torno de grupos de risco que possam ter alguma alteração no desempenho da vacina em algum período de tempo”, afirmou.


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ANIVERSÁRIO DE 80 ANOS DA VISITA DE WALTER DISNEY AO BRASIL

 

Cultura

Por
Maria Clara Vieira – Gazeta do Povo

Walter Elias Disney, o animador que revolucionou o cinema| Foto: Reprodução

“Temos que assombrar os gringos”, teria dito Paulo Benjamin de Oliveira, um dos maiores nomes da história do samba, naquela que seria sua última participação na escola que ajudara a fundar. Batizada em homenagem à estrada que liga os bairros de Madureira e Oswaldo Cruz, na Zona Norte do Rio de Janeiro, a quadra – que também emprestou o apelido ao sambista – foi palco do encontro emblemático que se tornou símbolo da “política de boa vizinhança” praticada pelo governo de Franklin Roosevelt nos Estados Unidos.

Na tarde do dia 24 de agosto de 1941, produtor cinematográfico Walter Elias Disney deixava o Copacabana Palace para visitar a quadra da Portela, onde seria fotografado ao lado de Angenor de Oliveira, o Cartola, e do próprio Paulo da Portela, o anfitrião do evento, que faria uma turnê nas terras do Mickey para estreitar as relações entre os países. Pouco tempo depois, de chapéu de gafieira e “jeitinho brasileiro” – hoje, alvo de críticas e de avisos politicamente corretos – nascia o Zé Carioca.

O aniversário de 80 anos da visita de Walt Disney à escola de samba, em meio à turnê de lançamento do sucesso “Fantasia”, foi tema de uma reportagem veiculada na última terça-feira (24), pelo RJTV, jornal matinal da Rede Globo dedicado à Região Metropolitana do Rio. Com entrevistas com pesquisadores e com o atual presidente da agremiação, a produção levou o tema aos assuntos mais comentados do Twitter, e não passou incólume à era do cancelamento. Não foram poucos os internautas que acusaram o animador de racismo, machismo e até antissemitismo.

A celeuma, no fundo, não é nova: em 2014, por ocasião do lançamento de “Walt nos Bastidores de Mary Poppins”, a atriz Meryl Streep acendeu o debate ao atribuir a Disney a “tríade” de adjetivos que vêm à baila sempre que o nome do diretor e animador volta às notícias. Meio século após sua morte, sabe-se que, de fato, não era fácil conviver com Walt, sua personalidade geniosa, moldada em pleno pós-Guerra. Ocorre que, como de praxe, a história contém mais nuances do que a imaginação canceladora consegue alcançar.

Racista?
Walt Disney vivia o auge de sua carreira quando os movimentos pelos direitos civis, liderados pelo pastor e ativista Martin Luther King, começaram a tomar corpo nos Estados Unidos, de modo que é inegável que algumas de suas primeiras obras refletem um imaginário marcado pela segregação racial. O filme “A Canção do Sul” é o exemplo mais representativo dos conflitos da época: alvo de críticas desde seu lançamento em 1946, o livro sequer está presente no catálogo do serviço de streaming da Disney.

Em seu “Walt Disney: o Triunfo da Imaginação Americana”, o biógrafo Neal Gabler registra que o filme causou polêmica cedo. “Muitos consideraram abominável a ideia de tio Remus [o protagonista] servindo alegremente uma família branca feliz enquanto ele próprio vivia em uma palhoça”, escreve Gabler. Na ocasião, o ativista Walter White, da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor (em inglês: National Association for the Advancement of Colored People; NAACP), disse que a obra perpetuava a ideia de “uma relação idílica entre senhor e escravo, o que é uma distorção dos fatos”.

Walt Disney, contudo, gostou do filme – baseado em histórias afro-americanas populares que se tornariam uma coletânea em 1955 – e bateu o pé. Concordou, contudo, em rever os termos utilizados e desenvolveu uma grande amizade com o ator James Baskett, intérprete de tio Remus que se tornaria o primeiro ator negro a receber um Oscar Honorário, precisamente por “A Canção do Sul”. Gabler registra que Disney fez intensa campanha pelo prêmio, dizendo que Baskett construiu o personagem sozinho, e, meses depois da morte do ator, recebeu de sua esposa um telegrama agradecendo por ter sido “um amigo de fato, e (nós) certamente o somos na necessidade”.

Antissemita?
A pecha de antissemita é das mais complexas – e injustas – atribuídas ao criador do Mickey. Para entender este rótulo, é importante voltar ao início dos anos 1940, quando Disney, em uma de suas fases mais rabugentas e autocráticas (ele fora conhecido por décadas como um líder afável e generoso), convencido de que era um chefe exemplar, entrou em conflito com os sindicalistas da indústria cinematográfica que lideraram uma greve de animadores.

A “mágoa” com os grevistas – alguns deles, homens de confiança do estúdio – acabou por aflorar sua aversão ao comunismo, que começava a ganhar espaço no debate público. O sentimento levaria Disney a aderir à Motion Picture Alliance for the Preservation of American Ideals (algo como Aliança Cinematográfica para a Preservação dos Ideais Americanos, em tradução livre), organização declaradamente antissemita e anticomunista, evitada por vários líderes do ramo.

Art Babbit, um líder grevista que participou da animação de “Branca de Neve”, também acusava o ex-chefe de ser admirador de Adolf Hitler e Benito Mussolini, por ter recebido a cineasta alemã Leni Riefenstahl, que dirigira propagandas nazistas, no estúdio.

Ocorre que Disney nunca declarou apoio ao nazismo e, se algo pode ser dito contra o animador, é que era, nas palavras do biógrafo, “um tanto ingênuo politicamente” e avesso a controvérsias. Não por acaso, quando a guerra começou para os Estados Unidos, chegou a contribuir com grupos mais à esquerda e enviar suas “sinceras saudações ao valente povo da União Soviética”, ainda que sem nunca deixar de assumir seus ideais republicanos.

A respeito de seu suposto antissemitismo, vale ressaltar que Disney fez doações vultosas para o Asilo de Órfãos Hebraicos da Cidade de Nova York, para a faculdade judia Yeshiva College e para o Lar Judaico para Idosos. Chegou inclusive a ser eleito o “Homem do Ano” pelo Beverly Hills Lodge dos B’nai B’rith, a mais antiga sociedade judaica do mundo, em 1955. Não por acaso, costumava brincar dizendo que havia “mais judeus nos estúdios Disney do que no Livro do Levítico”.

Em resposta à crítica de Meryl Streep, o escritor judeu Douglas Brode, autor de obras sobre o multiculturalismo nas produções da Disney, disse que as falas da atriz “constituem a repetição de um boato cruel que não tem base em nada que possa ser considerado um fato”.

Machista?
O segundo epíteto herdado dos grevistas de 1941 é baseado em uma história divulgada pelo animador Ward Kimball, que dizia que Walt “não confiava em mulheres ou gatos”, e no fato de o diretor, ainda na década de 1930, ter escrito uma carta afirmando que meninas não participavam dos trabalhos criativos de seus desenhos. Ocorre que a exclusão de mulheres de determinadas etapas do processo era uma prática comum ao mercado de animação. Na Disney, entretanto, muitas trabalhavam no desenvolvimento das histórias.

Ainda na época da greve, o próprio Walt disse à equipe responsável por “Dumbo” que se “uma mulher também pode fazer o trabalho, ela vale tanto quanto um homem”. Já no ano seguinte, Retta Scott se tornaria a primeira animadora de “Bambi”. Quase duas décadas depois, com sucessos como “Cinderella” e “A Bela Adormecida” no currículo, Disney escreveria, em 1959: “As mulheres são as melhores juízas de tudo o que fazemos. Seu gosto é muito importante. Elas são as frequentadoras do cinema, são elas que arrastam os homens para dentro. Se as mulheres gostam, que se danem os homens”.

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PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO DO MARKETING DIGITAL

 

Sabe como criar um planejamento estratégico de marketing digital? Por onde começar e quais são as etapas que devem ser pensadas antes de dar início ao investimento? Essa é uma questão que permeia o pensamento da maioria dos gestores.

Você pode até conhecer alguém que investiu em marketing digital e obteve resultado, mesmo não tendo um planejamento. No entanto, o retorno poderia ter sido muito melhor se os passos tivessem sido traçados inicialmente. Além disso, muitas das empresas com essa atitude desistem de investir em marketing digital nos primeiros seis meses, pois não percebem que o erro está dentro da própria organização.

O planejamento estratégico é essencial em qualquer tipo de negócio, e, com o marketing digital, não poderia ser diferente. É importante entender que esse processo precisa estar alinhado com a visão, a missão e os valores da organização. Por isso, confira as nossas dicas e descubra, hoje mesmo, como realizar uma estratégia de sucesso!

Envolva a sua equipe no planejamento estratégico

Essa é uma das dicas mais importantes para o sucesso de qualquer tipo de estratégia implantada em um negócio. Por isso, alertamos aos gestores que nunca retenham essa atividade de planejamento apenas para si. No caso das pequenas e médias empresas, o mais indicado é que, antes de iniciar essa etapa, toda a equipe necessária seja envolvida no trabalho.

É essencial deixar claro o caminho que a empresa está decidida a seguir, ouvindo dúvidas e sugestões. E, embora pareça apenas um detalhe, essa atitude é primordial para ver o planejamento tomar o rumo certo. Isso porque, quando as equipes desconhecem as mudanças que estão ocorrendo nos locais onde trabalham, muitas falhas tendem a acontecer.

Um bom exemplo disso é a ausência de resposta ao consumidor nas redes sociais. Esse é um tipo de erro que, quase sempre, resulta na perda de um potencial cliente. Hoje, é visível o crescente relacionamento online com os públicos, sendo que diversas empresas têm ao menos um colaborador que fica conectado diariamente para criar vínculos com os usuários, seja respondendo dúvidas, seja resolvendo problemas.

Nesses casos, investir em treinamento técnico é indispensável. Alguns gestores tendem a entregar a estratégia de marketing digital ao “cara que entende de internet”, mas essa não é a melhor decisão. É claro que o colaborador deve conhecer no mínimo algumas ferramentas e redes sociais, mas apenas isso não é o suficiente.

Para essa função, considere nomear um responsável pelo desenvolvimento, como a starup valeon para acompanhamento e monitoramento das ações que foram planejadas no projeto. Mas se lembre de manter a sua equipe toda envolvida em cada etapa da estratégia. Com certeza, bons frutos serão colhidos dessa decisão.

Ao longo deste artigo, você pode considerar o planejamento estratégico como algo demorado, cansativo e até mesmo tedioso. Mas não caia nessa armadilha, pois ele é essencial para que o marketing digital funcione corretamente e dê bons resultados!

Trace os seus objetivos

Quando não se sabe que caminho seguir, qualquer um serve. Por isso, enfatizamos a necessidade de traçar os trajetos certos ainda na fase de planejamento para, só depois disso, colocar em ação o investimento em marketing digital. Afinal, a maioria dos gestores ainda não sabe para onde ir.

E foi pensando nessa dificuldade que criamos este post para ajudar você na execução do seu planejamento estratégico de marketing digital. Desde já, gostaríamos de esclarecer que essa não é uma receita de bolo. Por isso, é imprescindível analisar criticamente cada uma de suas ações e decisões estabelecidas, identificando o que pode (ou não) dar certo, de acordo com a realidade do seu negócio.

O maior objetivo de todo gestor é alavancar o faturamento da empresa. Mas, para tanto, as metas devem estar bem definidas e alinhadas dentro da organização. Sendo assim, para começar qualquer planejamento estratégico, é preciso definir os seus objetivos de curto, médio e longo prazo.

Veja só algumas sugestões do que você pode almejar: ampliar o tráfego no site, aumentar o número de clientes, melhorar o relacionamento com seus públicos, fidelizar os consumidores, elevar as vendas, entre outros. A satisfação do cliente, por exemplo, deve ser um objetivo contínuo.

Independentemente de quais sejam as metas de suas ações, elas devem ser sempre claras e atingíveis. Afinal, não adianta criar campanhas de marketing digital esperando resultados impossíveis para o tipo de investimento realizado.

Por isso, a definição dos objetivos na etapa de planejamento é tão importante. Dessa forma, é possível alinhar o orçamento às suas expectativas e criar campanhas eficientes e coerentes com a realidade e as necessidades da sua empresa.

O mais importante é colocar os objetivos definidos no papel, para que todos os colaboradores se mantenham focados em cumpri-los. O ser humano, muitas vezes, é resistente a mudanças, por isso, não se esqueça de motivar sua equipe e deixe claro o quanto essas ações podem trazer benefícios coletivos.

Determine os principais KPIs no planejamento estratégico

Sigla para Key Performance Indicators, os famosos KPIs são os indicadores-chave do desempenho da sua estratégia. Ou seja, essas ferramentas são as métricas que você deverá escolher para avaliar o sucesso ou o fracasso das suas ações na web.

Embora existam dezenas de métricas, é preciso determinar quais são as mais relevantes para o seu negócio, considerando os objetivos e as metas traçados para a estratégia de marketing, na etapa do planejamento. Por exemplo, de nada adianta mensurar o número de seguidores da sua página nas redes sociais se o propósito é aumentar o número de conversão de vendas.

As chamadas métricas de vaidade, como o caso citado acima, só servem para distorcer os resultados das suas campanhas e, assim, podem se transformar em verdadeiras vilãs. Logo, fique atento e foque nas informações que forem realmente relevantes para a sua estratégia.

Ao determinar os principais KPIs a serem acompanhados, de acordo com as metas do seu planejamento estratégico, é possível fazer análises de desempenho em tempo real, realizando ajustes sempre que necessário, mesmo durante a execução. É ou não é uma boa vantagem competitiva do marketing digital?

Utilize a análise SWOT

Segundo os teóricos do assunto, SWOT é uma sigla essencial para qualquer estratégia de marketing. Em uma tradução livre, ela significa Forças (Strengths), Fraquezas (Weaknesses), Oportunidades (Opportunities) e Ameaças (Threats).

análise SWOT é uma das principais ferramentas utilizadas pelas grandes companhias ao redor do mundo, quando se trata de planejamento estratégico. Sua finalidade é avaliar todos os ambientes internos e externos da organização, formulando estratégias de negócios com o objetivo de otimizar o desempenho no mercado.

Forças e fraquezas

O exercício de determinar as forças e fraquezas inicia-se quando a organização avalia o ambiente interno e realiza uma análise detalhada sobre ele. As forças são todas as vantagens que a empresa tem em relação à sua concorrência.

Por exemplo, se, em meio a um complexo de prédios empresariais, existe apenas uma lanchonete, o ponto forte dessa empresa é a sua localização. Existem muitos elementos de força que podem ser destacados, mas é preciso focar em alguns que, de fato, fazem a diferença.

Já as fraquezas são as principais desvantagens que a empresa tem perante seus concorrentes. No caso da lanchonete, poderia ser uma equipe pouco qualificada. As fraquezas são controláveis, quando identificadas. Mas, para pontuá-las de maneira rápida e eficiente, é importante haver sinceridade tanto da equipe quanto da diretoria.

Oportunidades e ameaças

As oportunidades e ameaças tratam de analisar o ambiente externo. As primeiras são as forças de fora que influenciam positivamente um negócio. No nosso exemplo, a organização não tem controle e, portanto, não consegue conquistar influência.

Porém, na maioria das vezes, é possível conhecer esses fatores, para que haja uma preparação e eles sejam aproveitados — como mudanças na política econômica do governo, acesso a uma nova tecnologia, redução temporária de impostos etc. Para aproveitar as oportunidades, a organização precisa manter-se atualizada.

Por outro lado, as ameaças são as forças externas que põem em risco o negócio. Elas também estão além do controle da organização e precisam ser tratadas com bastante prudência, pois podem prejudicar o planejamento estratégico da empresa. São exemplos disso: a entrada de um concorrente no mercado, uma nova política tributária, a escassez de mão de obra etc.

Uma análise SWOT bem estruturada auxilia em diversos aspectos da tomada de decisão, inclusive no planejamento estratégico de marketing digital. Por isso, não deixe de apostar nessa ferramenta como uma das métricas principais da sua estratégia online.

Conheça os concorrentes

Percebemos que uma falha grave da maioria das empresas é não conhecer ou até mesmo ignorar os seus concorrentes. Diferentemente do que se acredita, é muito importante analisar o conteúdo disponibilizado aos consumidores, as qualidades e até mesmo os defeitos da concorrência, para fazer uma comparação entre os produtos ofertados.

É preciso ter sempre em mente que os seus concorrentes vendem, falam e se relacionam com os seus potenciais clientes. E somente conhecendo e avaliando cada um dos seus processos e comportamentos, você saberá as melhores formas de se destacar, inspirando-se em boas práticas e evitando ações que não apresentam bons resultados.

Aprender com quem disputa o mercado pode ser uma ótima oportunidade de crescimento. Afinal, quando se conhece a concorrência, pode-se agregar um diferencial na oferta de produtos ou serviços, atraindo um número ainda maior de potenciais clientes.

Então, pare de ignorar os seus concorrentes de uma vez por todas e comece a estudá-los hoje mesmo! Lembre-se de que essa atitude pode ser fundamental para identificar novas formas de abordar o público-alvo e gerar um diferencial competitivo no mercado.

Defina bem o público-alvo

Não tem outro caminho: independentemente de ações, conteúdos e ferramentas utilizadas, uma estratégia de marketing digital só terá bons resultados quando o público para quem se deseja vender estiver bem definido. Por isso, ao desenvolver o seu planejamento, é fundamental responder algumas perguntas específicas sobre os seus potenciais clientes.

Quem são as pessoas que buscam o seu produto? Quais são os anseios delas? Que necessidades esses clientes têm? Quais são os principais hábitos desse grupo? Como o seu produto pode satisfazer a clientela? Onde os consumidores estão?

Essas são apenas algumas das perguntas essenciais para definir o seu público e a melhor estratégia para alcançá-lo. Tal definição inicial servirá de base para estabelecer um perfil aprofundado, que vai conduzir todas as ações de marketing futuras.

Uma boa dica é realizar uma pesquisa com os seus clientes atuais e, a partir das informações coletadas, criar uma persona ideal do negócio. Muito mais que dados demográficos, essa personagem semifictícia precisa ter nome, idade, gostos, interesses e desejos delineados estrategicamente. Só assim é possível desenvolver a fórmula certa para atingir as pessoas desejadas. Ou seja, um plano de marketing realmente eficiente.

Defina as estratégias e o orçamento

Depois de delimitar a persona, chega a hora de colocar o seu plano em prática, estabelecendo um orçamento adequado e as principais estratégias a serem executadas, seguindo o seu planejamento.

Nessa etapa, verifique em quais canais o seu público está presente, que palavras-chave os usuários procuram, as redes sociais que os clientes mais utilizam, entre outras coisas. A partir dessas informações, será possível definir a estrutura do conteúdo do seu blog, a estratégia de anúncios e os espaços em que suas publicações serão veiculadas.

Determinadas essas questões, um orçamento deverá ser estipulado. Se você tiver uma agência de marketing digital como a valeon como parceira, o planejamento e a definição do valor que deve ser investido serão mais bem mensurados. Afinal, para tomar essa decisão, é necessário conhecer o custo médio das palavras-chave e o investimento para anunciar nas redes sociais.

Planeje o cronograma

Depois de traçar os objetivos, utilizar a análise SWOT, conhecer o concorrente e definir o público, as estratégias e o orçamento, você terá de planejar quando será executada cada ação. E isso será feito por meio de um cronograma detalhado de ações.

Mapeie tudo o que será feito, quando será realizado, quem será o responsável e quando acontecerão a verificação e a correção para o aperfeiçoamento da estratégia de marketing digital. Um cronograma bem-feito é extremamente importante para o sucesso das suas estratégias.

Além disso, é preciso ter alinhado quando serão realizadas as campanhas (sejam institucionais, sejam promocionais), datas importantes para o seu negócio, e qual conteúdo será utilizado nas redes sociais. Também deverá ser estipulada a periodicidade da análise dos seus resultados, que pode ser bimestral, trimestral ou semestral.

Todas essas informações devem constar no cronograma, para que nenhuma atividade deixe de ser realizada e o investimento seja aplicado corretamente. Como os resultados podem ser mensurados com precisão, talvez sejam necessárias melhorias ao longo da execução, e é possível que as mudanças de algumas ações sejam fundamentais. Por isso, o cronograma precisa ser flexível.

Identifique e evite os erros do planejamento estratégico de marketing

Ao desenvolver uma estratégia de marketing digital, é muito comum que alguns erros apareçam ao longo do caminho, mesmo entre os profissionais. Entretanto, é preciso estar atento para evitar que eles sejam recorrentes, prejudicando o seu planejamento e as ações criadas.

A falta de consideração a respeito dos canais a serem utilizados é uma das principais falhas dos gestores. Durante o planejamento estratégico, muitos apostam em apenas um caminho para as suas ações. Ou seja, focam a campanha inteira em um único canal, como, por exemplo, o Facebook.

Com esse tipo de atitude, as empresas ficam mais vulneráveis a crises e imprevistos, o que pode gerar prejuízos futuros, em razão do fracasso de uma determinada campanha. Para evitar que isso aconteça, é preciso diversificar a exposição, de acordo com o seu público-alvo, garantindo a criação de um conteúdo adequado para cada plataforma.

E por falar em conteúdo, ele é um dos itens mais importantes para o sucesso ou fracasso de uma estratégia digital. Afinal, não adianta desenvolver um planejamento perfeito se você não contar com um material que seja de qualidade e realmente relevante para as necessidades dos usuários. Além disso, a distribuição inadequada dos textos em diferentes canais também pode gerar resultados negativos.

Embora muitos profissionais não façam essa identificação, a maioria dos problemas que surgem durante o planejamento e a execução de uma estratégia de marketing digital têm o mesmo ponto de partida: o desconhecimento do público-alvo. Isso porque, para criar uma campanha que seja realmente eficiente, é preciso entender a fundo as pessoas com quem se deseja falar.

Por isso, como já comentamos, antes de emplacar qualquer ação, defina o perfil de consumidores a serem atingidos com clareza e objetividade, traçando um perfil detalhado sobre eles. Com essas informações em mãos, você saberá quais são os melhores canais, linguagem e conteúdos a serem abordados, evitando falhas.

Coloque o planejamento estratégico em prática e acompanhe os resultados

Depois de definir, organizar e incluir todos os itens do seu planejamento estratégico no papel, chegou o momento da sua equipe de marketing agir, é o que o pessoal da startup valeon fazem com a divulgação da sua empresa e publica na plataforma comercial.  Mas tenha isto em mente: é preciso sempre alinhar as expectativas e o formato de trabalho dos seus colaboradores com os objetivos e as metas traçados pela empresa nas etapas iniciais.

Lembre-se de sempre acompanhar e mensurar os resultados obtidos ainda durante a execução das suas campanhas. Dessa forma, será possível identificar e potencializar as estratégias de sucesso, além de corrigir os problemas que surgirem em tempo real.

Existem diversas ferramentas, como o Google Analytics, que auxiliam no monitoramento e na análise de resultados no marketing digital. Afinal, esse é um dos principais benefícios e diferenciais da estratégia online. Por isso, use a tecnologia a seu favor e otimize ainda mais os seus investimentos

E para alcançar um retorno ainda mais satisfatório, é essencial contar com a assessoria de uma agência especializada, que vai oferecer todo o suporte necessário para que você desenvolva o melhor planejamento estratégico para a realidade e as necessidades da sua marca.

Agora que você já sabe algumas das principais dicas para aplicar uma estratégia de marketing digital eficiente no seu negócio, chegou a hora de tirar os projetos do papel e colocar a mão na massa, em busca de melhores resultados.

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1 – PROBLEMAS QUE A STARTUP ValeOn RESOLVE:

A dinâmica empresarial cria fluxos no qual a população busca por produtos e serviços cada vez mais especializados. Desse modo a dinâmica e a rede comercial gera interferências em todas as cidades aqui do Vale do Aço.

Existem as mudanças de costumes e hábitos inseridos na sociedade que por meio das tecnologias acessíveis e do marketing chegam até aos menores lugares, levando o ideário de consumismo e facilitando que esses locais igualmente tenham oportunidade de acesso aos diversos produtos.

A facilidade no acesso as novas tecnologias, à propaganda e estímulo ao consumismo fazem com que mesmo, com o comércio físico existente nessas cidades, ocorra a difusão das compras por meio da internet.

O setor terciário agrega as atividades que não fazem e nem reestruturaram objetos físicos e que se concretizam no momento em que são realizadas, dividindo-se em categorias (comércio varejista e atacadista, prestação de serviços, atividades de educação, profissionais liberais, sistema financeiro, marketing, etc.)

Queremos destacar a área de marketing que é o nosso negócio que contribui na ampliação do leque de informações através da publicidade e propaganda das Empresas, Serviços e Profissionais da nossa região através do site que é uma Plataforma Comercial da Startup ValeOn.

A Plataforma Comercial da Startup ValeOn é uma empresa nacional, desenvolvedora de soluções de Tecnologia da informação com foco em divulgação empresarial. Atua no mercado corporativo desde 2019 atendendo as necessidades das empresas que demandam serviços de alta qualidade, ganhos comerciais e que precisam da Tecnologia da informação como vantagem competitiva.

Nosso principal produto é a Plataforma Comercial ValeOn um marketplace concebido para revolucionar o sistema de divulgação das empresas da região e alavancar as suas vendas.

A Plataforma Comercial ValeOn veio para suprir as demandas da região no que tange à divulgação dos produtos/serviços de suas empresas com uma proposta diferenciada nos seus serviços para a conquista cada vez maior de mais clientes e públicos.

2 – O QUE FAZ A STARTUP ValeOn

A Statup ValeOn através do seu site que é uma Plataforma Comercial feita para fazer publicidade e propaganda online das Empresas, Serviços e Profissionais Liberais da região do Vale do Aço para as suas 27 (vinte e sete) cidades.

A nossa Plataforma de Compras e Vendas que ora disponibilizamos para utilização das Empresas, Prestadores de Serviços e Profissionais Autônomos e para a audiência é um produto inovador sem concorrentes na região e foi projetada para atender às necessidades locais e oferecemos condições de adesão muito mais em conta que qualquer outro meio de comunicação.

3 – VALEON É UM MARKETPLACE – QUE FAZ UM MARKETPLACE?

Marketplace é um site de comércio eletrônico no qual são anunciados produtos das empresas, serviços e profissionais liberais dos parceiros anunciantes.

Um marketplace funciona como um shopping virtual e dessa forma as vantagens desse modelo de negócio atinge todos os envolvidos.

Os consumidores podem comparar os preços, orçamentos e avaliações de vários profissionais nesta vitrine online de conquistar mais clientes.

Marketplace é na realidade uma junção de palavras: Market (mercado em inglês) e Place (lugar em inglês). É basicamente, um lugar onde se faz comércio.

O marketplace remete a um conceito mais coletivo de vendas online. Nessa plataforma, diferentes lojas podem anunciar seus produtos dando aos consumidores um leque de opções.

CONTATOS:

Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (Wpp)

E-MAIL: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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