segunda-feira, 5 de julho de 2021

RAZÕES PARA O BOLSONARO NÃO SOFRER IMPEACHMENT

 

Política

Por
Diogo Schelp – Gazeta do Povo

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o presidente Jair Bolsonaro| Foto: Marcos Correa/Presidência da República

A CPI da Covid no Senado passou da fase de investigar os pecados de omissão e comissão do governo de Jair Bolsonaro na gestão da pandemia para apurar suspeitas de corrupção na compra de vacinas e possível prevaricação do presidente. A esquerda aumentou a frequência dos protestos de rua pedindo #foraBolsonaro e um grupo de deputados de oposição e ex-aliados protocolou o que foi apelidado de “superpedido” de impeachment do presidente. Com tudo isso, quem quer ver Bolsonaro pelas costas começa a acreditar que ele possa vir a sofrer impeachment.

A oposição elenca algumas dezenas de motivos para o presidente ser apeado do cargo. Sem precisar entrar no mérito de nenhum deles, é possível afirmar que Jair Bolsonaro está longe de sofrer impeachment. E assim deve continuar, a não ser que alguma revelação muito bombástica apareça.

Cinco razões explicam porque o cenário atual não sugere que Bolsonaro possa sofrer impeachment:

Na economia, o pior já passou. O ex-presidente Fernando Collor foi apeado do poder em processo de impeachment motivado por denúncias de corrupção e Dilma Rousseff foi derrotada no julgamento político por causa das pedaladas fiscais. Mas em ambos os casos, o contexto do país era de caos econômico. A situação atual é outra. O país enfrenta grave problema de desemprego e a inflação começa a tirar a cabeça para fora da toca, mas o clima geral é de otimismo, de que o pior da recessão econômica provocada pela pandemia já ficou para trás.


A popularidade de Bolsonaro é baixa, mas nem tanto. Em seu pior momento, Collor tinha apenas 9% de aprovação. Dilma chegou ao piso de meros 8% de avaliações ótimas ou boas. Praticamente todas as pesquisas de opinião mais recentes indicam que Bolsonaro vive seu pior momento de aprovação, mas mantém-se no patamar dos 20%. A última pesquisa Ideia-Exame aponta que o governo Bolsonaro é avaliado como ruim ou péssimo por 54% dos brasileiros, regular por 21% e bom ou ótimo por 23%. Nenhum presidente brasileiro com dois dígitos de popularidade chegou a sofrer impeachment.
O centrão quer chupar o caroço até o fim. Pode-se fazer a crítica que se quiser às pesquisas de opinião e até duvidar delas, mas o fato é que os dados de popularidade são um termômetro importante para aquele que detém o poder de pautar o impeachment (Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados) e para aqueles que são o fiel da balança em um eventual julgamento político (os parlamentares do centrão). Bolsonaro articulou uma aliança com os partidos do centrão no segundo semestre do ano passado, rendendo-se assim à velha política do toma-lá-dá-cá, o incluiu desde a criação de um bilionário orçamento paralelo e a distribuição de cargos — tudo às custas dos pagadores de impostos, claro, e com a elevação do risco de escândalos de corrupção. Quando mais fraco Bolsonaro parece, mais o centrão pode cobrar pelo apoio. Arthur Lira já deixou claro que não vai tirar os pedidos de impeachment da gaveta. Por que o faria, se pode chupar essa manga até o caroço por mais um ano, pelo menos?


Os protestos contra Bolsonaro são partidários. As grandes manifestações populares que pressionaram pelo impeachment de Collor e de Dilma eram suprapartidárias. No caso de Collor, houve liderança inicial de organizações estudantis e de grupos de esquerda, mas os protestos engrossaram de maneira espontânea e contaram com a adesão de partidos de centro como PSDB e PMDB. Os movimentos que pediram a saída de Dilma não contaram com o apoio da esquerda, obviamente, mas foram acima de tudo apartidários: tanto que a bandeira predominante era a do Brasil. Já as manifestações contra Bolsonaro, como a ocorrida neste sábado (3), cada vez mais se parecem com comícios pré-eleitorais do PT. Outros partidos de esquerda ou centro-esquerda aderiram, mas a tônica é dada pela estrela sobre o fundo vermelho. O PSDB de São Paulo aderiu de última hora e seus militantes acabaram agredidos pelos ativistas de extrema esquerda do Partido da Causa Operária (PCO). Cenas assim espantam potenciais manifestantes que querem ver Bolsonaro pelas costas mas que não se identificam com as ideologias esquerdistas.


Lula finge que quer, mas não quer. Lula, provável candidato do PT às eleições presidenciais do ano que vem, diz que Bolsonaro deve sofrer impeachment e apoia as manifestações. Mas, no fundo, do ponto de vista eleitoral, o melhor para o petista é que Bolsonaro cumpra o seu mandato até o fim para poder enfrentá-lo nas urnas, garantindo uma polarização que o favorece. Se Bolsonaro sofrer impeachment, qualquer outro candidato com menos rejeição poderá ficar com os votos antipetistas e mais um pouco, com potencial real de derrotar o ex-presidente.


A não ser que algo muito extraordinário aconteça, Bolsonaro não vai sofrer impeachment.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/diogo-schelp/por-que-bolsonaro-esta-longe-de-sofrer-impeachment/
Copyright © 2021, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

domingo, 4 de julho de 2021

VOTO IMPRESSO É UM GOLPE?

 

  1. Política 

Nenhum dos lados do espectro político está interessado em resolver nada sobre o voto impresso no país

J.R. Guzzo, O Estado de S.Paulo

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, também é o presidente do Tribunal Superior Eleitoral – e, nesse cargo, o responsável último pelo comando da repartição pública encarregada, entre outros deveres, de contar os votos nas eleições e, no fim das contas, dizer quem ganhou.

Num país normal, deveria ser uma função neutra, mais cerimonial do que executiva, levando-se em consideração que são máquinas que fazem o trabalho – através de sistemas eletrônicos de votação e de apuração dos votos. Mas o Brasil não é um país normal. O que, em qualquer democracia deste mundo, é um absoluto não-assunto, transformou-se aqui no principal problema político das eleições de 2022.  Barroso, hoje, é o militante-chefe de um dos lados desta guerra. O presidente da República é o comandante do lado oposto.

Você já deve estar cansado de ouvir o que dizem os dois e os seus aliados. Barroso é contra qualquer mudança no atual sistema de votação e de apuração dos votos. Mais: ele garante que a campanha da facção adversária é uma tentativa de golpe de Estado. Bolsonaro é a favor do chamado “voto impresso”, ou “auditável”, ou coisa parecida – que permitiria uma verificação mais segura dos votos. Mais: ele garante que se não for feito isso, vão roubar a eleição.

Luís Roberto Barroso
Luís Roberto Barroso determinou abertura da CPI para investigar ações e omissões do governo Foto: Gabriela Biló / Estadão

A coisa toda foi promovida à categoria de grande divisor político e ideológico deste Brasil de hoje. Por que não? Num país capaz de transformar a cloroquina em questão de vida ou morte para determinar quem é de direita e de esquerda, nada mais normal que uma operação digital passe a dividir os “defensores da democracia” dos “golpistas-fascistas”. 

Barroso, que será substituído no ano que vem na presidência do TSE por outro ativista do voto-como-está-hoje, o colega Alexandre de Moraes, disse ainda outro dia que entre os adeptos do voto impresso” há gente interessada em armar “confusão” para “melar o jogo” e “dar o golpe”.

Bolsonaro, pouco antes, disse que houve fraude na apuração das eleições de 2018; ele recebeu, com certeza, muito mais votos do que o TSE lhe deu. Não espere nada de bom desse bate-boca, porque nenhum dos partidos está interessado em resolver nada numa boa – na lógica, na disposição para aceitar a verdade e na serenidade dos fatos. É pena. Seria uma excelente oportunidade, em cima do que dizem, para demonstrar ao público pagante o que realmente estão querendo dizer – e, sobretudo, o que estão querendo fazer. 

Barroso e sua turma têm a obrigação de revelar os nomes dos indivíduos que querem “dar o golpe”. Quem são eles? O presidente da República está nesse bonde? Não é um probleminha menor; segundo o ministro, os defensores do voto impresso querem liquidar a democracia, nada menos que isso. Por que não informa, então, quem são os golpistas, e quais são as provas que existem contra eles? Bolsonaro e sua turma, do seu lado, têm a obrigação de mostrar ao público as provas de que houve fraude nas eleições de 2018 – e quem, exatamente, é o responsável por ela. O presidente do TSE da época? Outros? Quais? Quando? Como? 

Barroso diz que o “voto impresso”, além de golpista, é caro. Pelos seus cálculos, a mudança vai custar “2 bilhões de reais”. O ministro, ao mesmo tempo, acha perfeitamente normal a fábula de dinheiro que será queimada com o “Fundo Eleitoral”. Neste ano de 2021, sem eleição nenhuma, os políticos já vão receber do pagador de impostos quase 1 bilhão de reais; imaginem no ano que vem. 

O ministro se assusta, também, com “o inferno” que seria licitar a compra de “500 mil impressoras”. E a compra, sem licitação nenhuma, de 500 milhões de vacinas? É nesse nível que está a qualidade do debate.

*É JORNALISTA

AMERICANOS E BRASILEIROS QUEREM SER NÓRDICOS

  1. Política 

Não é tão simples, no entanto, viabilizar a social-democracia fora do clube dos países ricos

João Gabriel de Lima, O Estado de S.Paulo

Os Estados Unidos estão se tornando europeus. A frase foi proferida por republicanos críticos ao “American Families Plan” do presidente Joe Biden. O projeto prevê aumento de impostos para ampliar benefícios em saúde e educação. Ou seja, consolidar as bases de um Estado de bem-estar social. Para alguns estudiosos, os Estados Unidos já chegam tarde ao planeta da social-democracia, o estilo de governo predileto do mundo rico. Rejeitá-lo era uma espécie de “excepcionalismo americano”, nas palavras do professor James Traub, da Universidade de Nova York. 

Biden
O presidente dos EUA, Joe Biden, na última quinta, 1º de julho  Foto: SAUL LOEB / AFP

Para o cientista político Lane Kenworthy, mover-se na direção da social-democracia é uma consequência natural do enriquecimento das nações. Esse é o argumento – baseado em evidências – do recém-lançado “Social Democratic Capitalism”. O livro mostra que cidadãos de países afluentes demandam seguros sociais que os atendam em momentos de dificuldade, como doenças – e tal sentimento ficou ainda mais forte na pandemia. Querem também viver em sociedades mais justas, sem pressões de segurança pública. 

As nações ricas caminham para a social-democracia em diferentes velocidades. Os Estados Unidos cumpriram o básico: democracia, capitalismo e educação fundamental gratuita. Países europeus foram além ao criar uma rede de proteção social. É o caso da Alemanha, cuja social-democracia é consenso à esquerda e à direita – a conservadora Angela Merkel é uma defensora feroz do Estado de bem-estar. 

Os países nórdicos atingiram o estado da arte da social-democracia. Além de cumprirem os requisitos acima, SuéciaDinamarca – e, em menor medida, Finlândia e Noruega– criaram um sistema que promove o pleno emprego. Ele inclui flexibilização das leis trabalhistas, para facilitar contratações, e programas de treinamento e requalificação para os trabalhadores, com o intuito de torná-los competitivos num mercado cada vez mais exigente e digital. 

E o Brasil? “Fomos além de outros países da América Latina na direção da social-democracia”, diz o economista Pedro Nery, personagem do mini-podcast da semana. Em um texto sobre o livro de Kenworthy publicado no Estadão, Nery afirma que o Brasil precisa desesperadamente de uma agenda do tipo social-democrata, diante da desigualdade histórica e do aumento recente da pobreza e do desemprego. 

Os brasileiros optaram por um estado de bem-estar social na Constituição de 1988. A universalização do ensino fundamental e a criação do Sistema Único de Saúde, tão importante no combate à pandemia, são expressões dessa escolha. Não é tão simples, no entanto, viabilizar uma social-democracia fora do clube dos países ricos. 

Kenworthy mostra em seu livro que, nas social-democracias, cabe principalmente à classe média financiar os benefícios dos cidadãos vulneráveis. Isso é especialmente complexo num país em que apenas 5% ganham mais de R$ 5 mil, e metade da população sobrevive com menos que um salário mínimo. Outra dificuldade é cobrar impostos de trabalhadores informais ou em situação precária. 

Ao contrário do que diz o clichê, o Estado de bem-estar social não é privilégio dos nórdicos. Para Kenworthy, qualquer país pode chegar lá, se houver governantes adestrados na arte da negociação – desafio imenso numa sociedade complexa como a nossa. O Brasil decidiu em 1988 ser o modelo de social-democracia na América Latina. Cumprir tal tarefa equivale a tirar do papel o que está estabelecido em nossa Constituição.

 

SUCESSO NÃO ESCOLHE IDADE

 

Mauro Condé*


“Você gostaria que eu lhe desse uma fórmula para o sucesso? É simples: dobre a sua taxa de fracasso!” Thomas J. Watson, lendário criador da IBM.


Acabo de voltar de uma viagem rumo ao conhecimento, usando como meio de transporte uma coleção de livros sobre Administração.

Eles me levaram até Uttar Pradesh, no norte da Índia, onde fui recebido por Ram Charan, um dos mais admirados conselheiros de empresas da atualidade, a quem fui logo pedindo:

Ensina-me algo que eu ainda não saiba e tenha o poder de mudar a minha vida para melhor.

-Pergunte-se, todo santo dia, o que você aprendeu de novo. Todos os dias o mundo está gerando coisas novas, esforce-se para dominá-las.

Ram Charan é um dos consultores e palestrantes mais requisitados da atualidade e autor de dezenas de livros de muito sucesso, com ensinamentos que valem ouro:

Não espere uma idade certa para começar a fazer sucesso, pois isso simplesmente não existe.

Ram Charan começou a escrever seu primeiro livro quando já tinha 58 anos.

Para ele não existe idade certa para começar a fazer sucesso, desde que você se transforme num eterno aprendiz, num devorador de livros inteligentes, dotado de uma curiosidade sem fim.

O importante é você modelar o seu jeito de pensar e de agir a partir do aqui e do agora, não interessando em que altura da vida você esteja, se aos 18 ou aos 58 anos de idade.

Aprenda a agir com o máximo de simplicidade, rapidez e autoconfiança para ir mais longe na conquista dos seus objetivos de vida.

Esqueça as fórmulas de sucesso que funcionaram para seus pais e seus avós no passado, pois o mundo vive uma mudança sem precedentes na história.

Tudo o que puder ser digitalizado, automatizado e engolido pelas novas tecnologias o será de forma assustadoramente rápida.

Prepare-se para perder seu emprego atual dentro de pouquíssimo tempo.

Mas não perca seu valioso tempo lamentando, pois essas mesmas tecnologias serão as precursoras, num futuro muito próximo, de novas oportunidades de trabalho em atividades que ainda não existem em empresas que ainda nem foram criadas.

Então aproveite para investir pesado em descobrir quem você é, quem você pode ser, descobrir no que você mais se destaca e mergulhar profundamente em mais capacitação, mais treinamento, mais estudos para ingressar na nova era de empregos que serão criados para suportar essa revolução incrível.

*Palestrante, Consultor e Fundador do Blog do Maluco

PROBLEMAS QUE A STARTUP VALEON RESOLVE:

A dinâmica empresarial cria fluxos no qual a população busca por produtos e serviços cada vez mais especializados. Desse modo a dinâmica e a rede comercial gera interferências em todas as cidades aqui do Vale do Aço.

Existem as mudanças de costumes e hábitos inseridos na sociedade que por meio das tecnologias acessíveis e do marketing chegam até aos menores lugares, levando o ideário de consumismo e facilitando que esses locais igualmente tenham oportunidade de acesso aos diversos produtos.

A facilidade no acesso as novas tecnologias, à propaganda e estímulo ao consumismo fazem com que mesmo, com o comércio físico existente nessas cidades, ocorra a difusão das compras por meio da internet.

O setor terciário agrega as atividades que não fazem e nem reestruturaram objetos físicos e que se concretizam no momento em que são realizadas, dividindo-se em categorias (comércio varejista e atacadista, prestação de serviços, atividades de educação, profissionais liberais, sistema financeiro, marketing, etc.)

Queremos destacar a área de marketing que é o nosso negócio que contribui na ampliação do leque de informações através da publicidade e propaganda das Empresas, Serviços e Profissionais da nossa região através do site que é uma Plataforma Comercial da Startup Valeon.

A Plataforma Comercial da Startup Valeon é uma empresa nacional, desenvolvedora de soluções de Tecnologia da informação com foco em divulgação empresarial. Atua no mercado corporativo desde 2019 atendendo as necessidades das empresas que demandam serviços de alta qualidade, ganhos comerciais e que precisam da Tecnologia da informação como vantagem competitiva.

Nosso principal produto é a Plataforma Comercial Valeon um marketplace concebido para revolucionar o sistema de divulgação das empresas da região e alavancar as suas vendas.

A Plataforma Comercial Valeon veio para suprir as demandas da região no que tange à divulgação dos produtos/serviços de suas empresas com uma proposta diferenciada nos seus serviços para a conquista cada vez maior de mais clientes e públicos.

O QUE FAZ A STARTUP VALEON

A Statup Valeon através do seu site que é uma Plataforma Comercial feita para fazer publicidade e propaganda online das Empresas, Serviços e Profissionais Liberais da região do Vale do Aço para as suas 27 (vinte e sete) cidades.

A nossa Plataforma de Compras e Vendas que ora disponibilizamos para utilização das Empresas, Prestadores de Serviços e Profissionais Autônomos e para a audiência é um produto inovador sem concorrentes na região e foi projetada para atender às necessidades locais e oferecemos condições de adesão muito mais em conta que qualquer outro meio de comunicação.

Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (Wpp)

E-MAIL: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

RELATOR DA CPI É INDICIADO PELA POLÍCIA FEDERAL

 

Que vê retaliação

DW

Senador é indiciado sobre suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Relator da CPI da Pandemia, ele sugere que medida tenta intimidá-lo.O relator da CPI, Renan Calheiros© Agência Brasil/Fabio Rodrigues Pozzebom O relator da CPI, Renan Calheiros

A Polícia Federal decidiu indiciar, sob suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o senador Renan Calheiros (MDB-AL). O parlamentar, que é relator da CPI da Pandemia, diz que a medida é uma retaliação.

O relatório foi enviado ao Supremo Tribunal Federal na sexta-feira (02/07). Segundo o texto, Renan teria recebido 1 milhão de reais em propina, em 2012, do Grupo Odebrecht. O dinheiro, de acordo com a PF, teria sido em troca de apoio político no Senado para a aprovação de um um projeto de lei que beneficiou a empresa.

O indiciamento chega no momento em que Calheiros se tornou uma das maiores vozes de oposição ao governo Jair Bolsonaro, na condição de relator da CPI. A comissão tem levantado suspeitas de corrupção na compra de vacinas e documentado uma série de falhas de gestão no combate à pandemia.

Calheiros nega ter recebido pagamentos e vê retaliação por sua atuação contra o governo na CPI. A defesa diz que “jamais foi encontrado qualquer indício de ilicitude” sobre o senador.

Em comunicado, Calheiros afirmou que a PF não tem competência para indiciá-lo e que o tema é da alçada do Supremo. A investigação, segundo ele, está aberta desde março de 2017 e, “como não encontraram prova alguma, pediram prorrogação”.

“Não irei me intimidar”

O relatório será encaminhado pelo STF à Procuradoria-Geral da República (PGR), que decidirá sobre apresentar uma denúncia contra Calheiros.

A PF apontou a existência de “indícios suficientes de autoria e materialidade” contra o senador. Ela diz que a propina teria sido paga em 2012, quando Calheiros era presidente do Senado, em dinheiro vivo, para o motorista de um suposto operador do senador. O motorista foi ouvido pela PF e disse “não se recordar” de ter recebido mala ou dinheiro.

Calheiros disse que lhe causou surpresa o indiciamento após ele ter citado a Polícia Federal na CPI da Pandemia: “Não irei me intimidar. Os culpados pelas mortes, pelo atraso das vacinas, pela cloroquina e pela propina irão pagar”, disse Renan, em comunicado à imprensa.

ATOS POLÍTICOS CONTRA O GOVERNO SÃO PARA TOMAR O PODER

 

 Poder360 

Presidente Jair Bolsonaro© Sérgio Lima/Poder360 Presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro se manifestou nesse sábado (3.jul.2021) sobre as manifestações contra seu governo registradas em diversas cidades do Brasil e do exterior.

Em seu perfil no Twitter, o chefe do Executivo publicou fotos de confrontos entre manifestantes e a polícia, em São Paulo, além de imagens de depredação de pontos de ônibus e de agências bancárias.

Nenhum genocídio será apontado. Nenhuma escalada autoritária ou “ato antidemocrático” será citado. Nenhuma ameaça à democracia será alertada. Nenhuma busca e apreensão será feita. Nenhum sigilo será quebrado. Lembrem-se: nunca foi por saúde ou democracia, sempre foi pelo poder!”, escreveu Bolsonaro.© Fornecido por Poder360

No encerramento do ato em São Paulo, um grupo depredou e incendiou uma agência bancária na região central da capital paulista. Outro quebrou vidros de uma concessionária de veículos e depredou pontos de ônibus. A fachada de uma universidade, na Rua da Consolação, foi danificada.

Policiais militares usaram bombas de efeito moral e spray de pimenta para dispersar os grupos. Os manifestantes atacaram os policiais com pedras, pedaços de pau, gradis e rojões. Segundo a Polícia Militar do Estado de São Paulo, um agente e um segurança da ViaQuatro, concessionária que opera a linha amarela do Metrô, ficaram feridos.

MANIFESTAÇÕES

Todas as capitais do Brasil registraram protestos contra o presidente Jair Bolsonaro nesse sábado (3.jul). Os atos, em sua maioria, foram pacíficos, exceto pela ação em São Paulo.

Os manifestantes levavam cartazes como “Mais de 520 mil mortes”“Fora Bolsonaro”,“Auxílio emergencial de verdade jᔓVacina para todos”“Impeachment jᔓNão tire a máscara, tire o Bolsonaro” e “Bolsonaro Genocida”, além de bandeiras do Brasil e do movimento LGBTQIA+.

Esse foi o 3º grande protesto contra o governo de Jair Bolsonaro em 2021. O 1º ocorreu em 29 de maio e o 2º, em 19 de junho. A manifestação desse sábado (3.jul) estava marcada para o fim do mês, mas foi antecipada por conta das suspeitas de corrupção na compra da vacina Covaxin.

Veja abaixo as fotos da manifestação deste sábado registradas em Brasília pelo repórter fotográfico do Poder360, Sérgio Lima:

Próxima TelaGaleria automática Tela cheia1/7 SLIDES © Fornecido por Poder360

JESUS É CITADO NA CPI DA COVID VÁRIAS VEZES

 

Por
Thiago Rafael Vieira
e

Por
Jean Marques Regina – Gazeta do Povo

O empresário Carlos Wizard Martins, durante reunião da CPI da Covid em 30 de junho.| Foto: Pedro França/Agência Senado

Nesta semana a CPI da pandemia no Senado foi palco de uma triste quadra: o esperado depoimento do empresário e filantropo Carlos Wizard Martins, grande brasileiro, empresário de sucesso e um dos grandes responsáveis pelo acolhimento de milhares de venezuelanos refugiados da ditadura bolivariana.

Após muita pressão dos senadores para que viesse depor à CPI, Wizard (que estava nos Estados Unidos acompanhando o pai doente e uma filha em gravidez de risco para lhe dar o 19.º neto) veio ao Brasil, entregou seu passaporte à Polícia Federal, e dirigiu-se a Brasília para cumprir sua obrigação.

Porém, para a indignação de alguns – e, a nosso ver, em um verdadeiro show de como um cidadão consciente de direitos e deveres deve se portar –, Wizard se resumiu a fazer uma fala de abertura mostrando sua história pessoal (de sucesso e em absolutamente nada ligada à vida pública – o que espanta e escandaliza muita gente por aqui), e a invocar seu direito de permanecer em silêncio.

Existe base para esta “indignação” quanto ao uso de expressões religiosas em uma casa legislativa como o Senado da República?

O que mais chamou a atenção, porém, naquela sessão foi o uso de termos religiosos tanto por Wizard quanto pelos senadores. O depoente usou o nome de Deus seis vezes, citando três passagens bíblicas. Já os senadores empregaram o termo “Deus” 28 vezes; “Jesus”, 30 vezes; “Bíblia” ou “bíblico”, 25 vezes; “religião”, cinco vezes; “cristão(ã)” ou “cristianismo”, nove vezes; “evangélico”, três vezes. Ou seja, a religião evocou uma centena de expressões ali.

No decorrer do depoimento, inclusive, algumas mídias sociais andaram agitadas com os “comentaristas” da vida pública achando o cúmulo que se evocasse o nome de Deus, ou de Jesus, para a justificativa das falas:

Os tempos políticos atuais, e especialmente as eleições do próximo ano, trarão o tema religioso novamente para o centro de muitas das disputas, nos diferentes espectros e campos ideológicos. Narrativas que se abrem e retóricas inflamadas sobre o que se tem ou não em termos de legitimidade do discurso. Mas existe base para esta “indignação” quanto ao uso de expressões religiosas em uma casa legislativa como o Senado da República?

A partir do século 18, o Iluminismo, doutrina política que assolou a Europa, na pena de Hegel dizia que o “Estado é a definitiva realidade”. Afinal seria este, o Estado, que exprimiria a razão humana de maneira mais elevada, percebendo-se cumpridor de um destino: enquanto o homem nasce, cresce e morre, o Estado permanece como instituição sólida enquanto ordem a concretizar o progresso infinito de nossa espécie.

VEJA TAMBÉM:
A intolerância dos “especialistas”: cristãos e a defesa dos direitos humanos
A religião é um perigo para a democracia?
A intolerância religiosa de Lula
Já leu essas palavrinhas em algum lugar por aí? “Ordem e progresso”. Pois é. Ela veio parar no centro de nosso pavilhão nacional, junto com o golpe positivista de Estado que derrubou nossa ordem política anterior, o Império. Supremo paradoxo: uma ideologia em que tudo deveria passar pela peneira da razão e do método científico, no dizer do professor romeno Lucian Blaga. Provas de ser um devaneio filosófico: a própria simbologia heráldica que traz este (feio) globo astronômico, a exprimir a ideia de Comte de que o indivíduo é um ser sem valor em si, mas apenas contido numa vastidão coletiva chamada de “todo social” que está fadada ao progresso e à ordem. Eis a nossa triste fundação política republicana.

Mas o que isso tem a ver com nosso “causo”?

Em primeiro lugar, se o Estado é a definitiva realidade racional, a religião não teria espaço na arena pública, pois é lastreada em dogmas não verificáveis pelo método científico. Esta afirmação tira do ser humano a tradição milenar de sua busca e impulso natural para crer e derramar sobre esta abstração os anseios e esperanças do melhor que a vida poderia dar. Que sina a nossa, pensar que na política residem as esperanças de um mundo melhor! Não podemos esquecer que religião, antes de qualquer coisa, é experiência, como diria Rudolf Otto. Uma experiência que acontece primeiramente no coração e posteriormente na razão. Como experiência é preciso vivê-la. Eis aí, provavelmente, um dos motivos por que jornalistas e outros reclamam tanto do fato de alguém mencionar Jesus no Senado… falta-lhes a experiência.

O segundo aspecto é a contradição entre esta vida aleatória, desprovida de um propósito e apenas justificável no oceano (ou na constelação) impessoal, e o senso de dignidade humana estampado em nossa Constituição como sendo um dos pilares que erigem o prédio da democracia. Tirar a fé do sentido de dignidade – e sua expressão de ordem da vida – é ferir seu núcleo essencial e roubar seu sentido mais prático: o de explicar no nível profundo do ser as razões da existência individual de cada um.

Que sina a nossa, pensar que na política residem as esperanças de um mundo melhor!

Lembremos que, para uma Constituição promulgada sob a proteção de Deus, temos de aprender, definitivamente, que o Estado não é a suprema realidade, mas uma grande e complexa máquina a serviço da sociedade política. Esta, sim, a sociedade política, organização racional das diversas comunidades unidas em um território por laços culturais e de história e herança comuns, é que carrega o destino tanto pessoal quanto coletivo.

O Estado laico nada mais é que o espaço da livre concorrência de ideias a respeito de Deus, do divino, do sagrado, seja nas quatro paredes do lar, seja nas salas de reunião da República. Já chegou o tempo de sepultarmos a doutrina positivista e abraçarmos de vez o pluralismo político que tanto alardeamos, mas ao qual pouco espaço damos por aqui. A fé tem seu pleno direito de ser expressa em todo e qualquer ambiente e até a doutrina positivista, bem no fundo, sabe disso: a prova é a cruz de Cristo formada pelas estrelas, no globo azul, atrás da tal “ordem e progresso”.

Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/cronicas-de-um-estado-laico/jesus-na-cpi/
Copyright © 2021, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

INVESTIMENTO ESTRANGEIRO NO BRASIL DURANTE A PANDEMIA

 

Passaporte Carimbado
Qual a estratégia do governo

Por
Vandré Kramer – Gazeta do Povo

Instituições financeiras projetam entrada de US$ 60 bilhões em investimentos estrangeiros no setor produtivo em 2021.| Foto: Pixabay

A melhoria da retomada da atividade econômica, o gradual avanço da vacinação no Brasil e a redução na volatilidade do câmbio devem favorecer o investimento direto no país (IDP) – dinheiro estrangeiro aplicado na expansão do setor produtivo – ao longo do segundo semestre. Nas últimas semanas, empresas estrangeiras vêm anunciando planos para aplicar recursos no país.

Em 2020, o saldo IDP no Brasil foi de US$ 34,2 bilhões, o pior resultado em 11 anos. Projeções de instituições financeiras, coletadas pelo Banco Central para o Relatório Focus, apontam para uma recuperação deste ano em diante. A mediana das estimativas indica um fluxo de investimento (já descontadas as saídas) de US$ 58 bilhões neste ano, com valores crescentes na sequência, atingindo US$ 77,9 bilhões em 2024.

Porém, a melhora das expectativas ainda não apareceu nos indicadores de IDP. Após uma melhora no começo do ano, com ingresso líquido de US$ 9 bilhões em fevereiro e US$ 6,8 bilhões em março, o investimento estrangeiro no setor produtivo voltou a baixar nos meses seguintes. Em maio, somou apenas US$ 1,2 bilhão, o menor valor do ano.

Com isso, o investimento acumulado em 12 meses baixou a US$ 39,3 bilhões (2,60% do PIB) em maio, após atingir US$ 41,2 bilhões (2,77% do PIB) em abril. Em maio de 2020, o saldo era de US$ 60,4 bilhões, ou 3,57% do PIB.

Analistas do banco MUFG Brasil apontam que os investimentos estrangeiros devem continuar no mesmo ritmo atual, considerando a recuperação e o crescimento econômico a médio e longo prazo.

Victor Scalet, estrategista da XP Investimentos, ressalta que duas questões que estavam assustando os investidores foram atenuados: a forte volatilidade do câmbio, que chegou a ser negociado em patamares próximos a R$ 6 por dólar, e as incertezas fiscais, que foram atenuadas com a aprovação do Orçamento Geral da União para 2021, em abril.


Os planos de investimento anunciados nas últimas semanas
Um dos anúncios mais recentes de investimento é do grupo suíço Nestlé Purina, que vai aplicar R$ 1 bilhão, oriundos de seu caixa, na construção de um parque industrial para a produção de alimentos para cães e gatos em Vargeão, no Oeste de Santa Catarina. Cerca de 2 mil postos de trabalho devem ser criados e a previsão é de que a primeira etapa entre em operação no segundo semestre de 2023.

Em março, a Renault anunciou um investimento de R$ 1,1 bilhão neste ano e em 2022 para a renovação de cinco modelos, a introdução do motor 1.3 turbo e a chegada de carros elétricos.

Na ocasião, segundo o “Infomoney”, a montadora informou que um novo ciclo de investimentos no país dependeria da melhoria da competitividade. Fatores como alta e complexa carga tributária e o custo Brasil fazem com que o país fique em stand-by entre as grandes montadoras.

A portuguesa Equinor, em conjunto com a ExxonMobil e a Petrogal, planeja investir cerca de US$ 8 bilhões no desenvolvimento da primeira fase do campo de petróleo de Bacalhau, no pré-sal da Bacia de Santos. São 19 poços submarinos ligados a uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência, com capacidade para 220 mil barris por dia. A previsão é que a produção se inicie daqui a três anos.

Também na Bacia de Santos, a petroleira autraliana Karoon pretende investir US$ 175 milhões no campo de Patola. Estão previstos dois poços de produção submarinos. A expectatva é de que estejam em operação a partir do primeiro trimestre de 2023.

O grupo francês Qair planeja investir cerca de US$ 3,8 bilhões na implantação de uma unidade de produção de hidrogênio verde, no porto de Suape, no Litoral Sul de Pernambuco.

Os mexicanos do grupo Simec, especializado em siderurgia, planejam aplicar US$ 300 milhões na expansão de uma usina localizada em Pindamonhangaba (SP). A intenção é dobrar a capacidade de produção da unidade até 2023.


Governo promete reformas e projetos estruturantes para reduzir o “custo Brasil”
Mesmo com os últimos anúncios de investimentos e as expectativas de recuperação do IDP, Scalet, da XP, aponta que o Brasil tem sérios problemas de competitividade, o que limita as possibilidades de crescimento da economia. “O custo Brasil é elevado e a produtividade é baixa”, diz. “O crescimento estrutural de médio prazo é de 2% a 2,5% ao ano.”

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, na abertura do Fórum de Investimento Brasil (BIF, na sigla em inglês), realizado na virada de maio para junho, que seu governo tem compromisso com reformas e projetos estruturantes para reduzir o chamado “custo Brasil”.

“Trata-se de aperfeiçoar normas e políticas para melhorar o ambiente de negócios. Para isso, desenhamos soluções tributárias que asseguram a estabilidade macroeconômica em contexto de desafio orçamentário. [O governo federal planeja], a um só tempo, maior abertura e liberdade econômicas, mais competição e maior estímulo à iniciativa privada, reservando ao Estado, ao mesmo tempo, o papel que lhe cabe nas várias políticas públicas essenciais ao desenvolvimento”, disse Bolsonaro.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou na ocasião que a ideia é derrubar o custo Brasil, a partir da aprovação de novas leis e da implantação de medidas pontuais que incentivem investimentos privados e reforcem o papel do governo em sua atração.

Como exemplo, Guedes citou a necessidade de melhorar o ambiente de negócios no país e sua posição no que diz respeito à competitividade global. “Devemos melhorar de 30 a 40 posições no ranking mundial”, afirmou. Atualmente, o Brasil ocupa a 108ª posição em um ranking de 180 países.

“O momento é muito favorável. Os que não investirem agora no Brasil, ano que vem estarão muito arrependidos”, disse o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos.

Concessões de infraestrutura e redução da burocracia são trunfos do governo
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, afirmou no mesmo evento que “o que está por vir [investimentos] é grande, da magnitude do Brasil”. Segundo ele, o governo federal elaborou um grande programa de investimentos, que permitiu a realização de 70 leilões no setor de infraestrutura. “Estamos transformando a nossa matriz de transporte, que vai ser muito eficiente daqui a alguns anos.”

A agenda de concessões de infraestrutura, de fato, é um dos principais trunfos que o governo tem a apresentar aos investidores estrangeiros. Nesta sexta-feira (2), o Ministério da Infraestrutura informou que o investimento privado nas concessões federais foi de R$ 9,2 bilhões em 2020, 11,2% acima do valor de 2019.

Ainda assim, muitos indicadores dessa área deixam a desejar. O investimento em rodovias, por exemplo, diminuiu nos últimos anos e retornou aos patamares do início da década passada. Os principais motivos são problemas em concessões realizadas na década passada e a redução dos desembolsos do governo.

Um dos avanços do governo está nas medidas para reduzir a burocracia e melhorar o ambiente de negócios. Exemplos disso são a Lei de Liberdade Econômica, aprovada ainda em 2019, e a medida provisória 1.040/2021, que facilita abertura e fechamento de empresas e também procedimentos de comércio exterior. A MP já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e agora será avaliada pelo Senado.

Segundo o Ministério da Economia, o tempo médio para abrir uma empresa no país caiu para menos da metade nos dois primeiros anos de governo. Era de 5 dias e 9 horas no começo de 2019, e encerrou 2020 em 2 dias e 13 horas ao fim de 2020. O objetivo é reduzir esse prazo para menos de um dia até o fim de 2022.

Após Previdência, governo avançou pouco nas reformas administrativa e tributária
No campo das reformas estruturantes, a mais relevante foi a da Previdência, também aprovada em 2019. O governo enviou ao Congresso outras duas, a administrativa e a tributária – esta última, em “fatias”. Ambas, no entanto, enfrentam obstáculos que podem dificultar sua aprovação antes das eleições de 2022.

Na administrativa, que altera regras do serviço público, há dúvidas sobre o comprometimento do governo com o andamento dessa pauta às vésperas da eleição presidencial de 2022. A tributária, por sua vez, é prejudicada pela falta de consenso dentro do próprio governo e pelas relações de Bolsonaro com empresários de interesses distintos.

Tanto a fusão de PIS e Cofins – primeira etapa da reforma tributária, enviada em 2020 – quanto a reforma do Imposto de Renda, apresentada no fim do mês passado, desagradaram o setor produtivo. Especialistas avaliam que as mudanças no IR podem elevar a carga tributária das empresas e, com isso, desestimular o investimento.

Em relação à redução do tamanho do Estado, para abrir mais espaço ao setor privado, um avanço relevante foi a aprovação da privatização da Eletrobras. Será a primeira desestatização de empresa de controle direto da União desde o início do governo.

O problema é que, na visão de muitos especialistas, dispositivos inseridos pelo Congresso na medida provisória da Eletrobras acabaram tornando a fatura muito cara – em troca da privatização, avaliam, o país acabará arcando com novas e graves distorções no setor elétrico.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/economia/retomada-estimula-investimento-estrangeiro-pais/
Copyright © 2021, Gazeta do Povo. Todos os direitos reservados.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...