quarta-feira, 23 de junho de 2021

REFORMA ADMINISTRATIVA VAI ACABAR COM OS SUPERSALÁRIOS

 

Congresso

Por
Célio Yano – Gazeta do Povo

Esplanada dos Ministérios e a Praça dos Três Poderes, em Brasília: supersalários do serviço público deve ser votado ainda antes da reforma administrativa.| Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Em acordo entre líderes partidários, a Câmara dos Deputados deve votar o projeto que regulamenta o fim dos “supersalários” no funcionalismo público ainda antes da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma administrativa. O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), se comprometeu com o relator do projeto, deputado Rubens Bueno (Cidadania-PR), a levar o texto ao plenário até a próxima semana.

Já aprovada no Senado e com relatório pronto na Câmara desde 2018, a proposta normatiza as regras para o pagamento dos chamados “penduricalhos”, a fim de garantir a aplicação do teto remuneratório previsto na Constituição, que equivale ao salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje em R$ 39.293,32. Diversos subsídios adicionais atualmente não são considerados no cálculo dos limites da remuneração, o chamado abate-teto.

Após reunião na residência oficial do presidente da Câmara, na semana passada, diversos líderes partidários defenderam a votação do projeto.

“Tem que ser tratado, não se pode começar um debate sobre reforma administrativa sem dar um recado à sociedade sobre o real combate a privilégios, que existem. Ninguém defende um Estado ineficaz, ou Estado que não funciona. Defendemos carreira de Estado, defendemos que a estabilidade é estratégia e não privilégio. Privilégio é supersalário”, disse o líder da minoria na Casa, Marcelo Freixo (Psol-RJ).

O líder do Novo, Vinícius Poit (SP), também disse considerar importante votar o fim dos supersalários antes da reforma administrativa e cobrou que o governo também defenda a proposta.

“Precisamos do comprometimento do governo. O debate vai ter desgaste para um lado ou para outro e o governo tem que ir até o fim. Não pode depois sair e sobrar a parte ruim para qualquer um no Congresso. Temos que ir em frente”, disse.

Segundo o relator do projeto, a aprovação do projeto de lei 6.726/2016 levaria a uma economia de R$ 2,3 bilhões para os cofres públicos.

“Nós identificamos nesse projeto, por exemplo, o que é verba indenizatória. Um servidor que vai viajar a serviço, deve apresentar nota de despesa, de passagem, de hotel, e ser reembolsado, claro, por estar a trabalho. Agora, você não pode colocar um auxílio-moradia, é algo que não tem sentido. Você faz concurso para trabalhar em determinada cidade, é chamado para aquele local e vai receber auxílio-moradia? Não tem sentido”, diz Bueno.

PEC prevê fim das férias de 60 dias para magistrados e promotores
O deputado também é autor de uma PEC, a 435/2018, que prevê o fim das férias de 60 dias para magistrados e promotores. “Qual é o trabalhador brasileiro, mesmo no serviço público, que tem esse tipo de privilégio? E mais grave: eles têm o direito de vendê-las e vão acumulando valores astronômicos nos contracheques. Temos que dar um basta nisso”, defende.

A redução do período de férias de juízes e membros do Ministério Público significaria uma redução de até R$ 1,15 bilhão nas folhas de pagamento, de acordo com o relatório de Bueno. “Juntando os dois projetos e se for pesquisar a fundo nos estados, dos quais não temos todas as informações, tenha certeza absoluta de que a economia anual chega a R$ 10 bilhões.”

Na análise da admissibilidade da PEC da reforma administrativa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), representando o Cidadania, Bueno votou contrariamente, justamente porque em sua avaliação o texto proposto pelo governo mantém privilégios para determinadas categorias.

“A Constituição da República fala que ninguém pode receber mais do que recebe um ministro do STF. No entanto, nós temos no Brasil milhares que recebem mais, muito mais, que recebem R$ 100 mil, R$ 200 mil por mês, e ninguém tocou nisso. Nós vamos fazer uma reforma administrativa para o servidor que está na linha de frente enfrentando a Covid, colocando em risco a própria vida, enquanto aqui estamos votando algo que não mexe com aqueles que são privilegiados?”, disse, durante a reunião da comissão.

O deputado paranaense é autor ainda de um projeto de decreto legislativo que visa sustar a portaria do Executivo que liberou uma espécie de teto salarial duplo a servidores aposentados e militares da reserva que que continuam a exercer funções na administração pública.

A nova regra, em vigor desde maio, permite que cada vínculo seja contabilizado separadamente, o que beneficiou, entre outros, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o vice, Hamilton Mourão (PSL), além de ministros. Outros 13 projetos já foram apresentados por congressistas com o mesmo objetivo de derrubar a medida.


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GOVERNO ARRECADA BOM DINHEIRO COM A PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRAS

 

Desestatização

Por
Isabelle Barone – Gazeta do Povo

A usina de Marimbondo, entre São Paulo e Minas Gerais, operada pela Furnas, subsidiária da Eletrobras: privatização da estatal vai gerar R$ 100 bilhões para os cofres públicos e baixar a tarifa de energia, defende o governo.| Foto: Divulgação/Eletrobras/Furnas

O governo federal afirmou nesta terça-feira (22) que a privatização da Eletrobras deve gerar arrecadação de R$ 100 bilhões aos cofres públicos e reafirmou que o processo vai resultar em queda nas tarifas para o consumidor.

Em nota enviada à imprensa nesta terça-feira (22), o Ministério da Economia celebra o que definiu como “maior privatização da história do país” e afirma que ela chega com “26 anos de atraso” – já que a primeira tentativa de desestatização da empresa se deu em 1995.

A arrecadação de R$ 100 bilhões para os cofres federais, segundo o governo, ocorrerá da seguinte forma:

R$ 20 bilhões virão da chamada “outorga à vista”, isto é, a oferta primária – emissão de novas ações da Eletrobras, a serem adquiridas pelo setor privado, processo chamado de “capitalização”; e
R$ 80 bilhões em oferta secundária de ações – ou seja, a venda de papéis que hoje estão em poder da União, a ser feita após a capitalização.
A medida provisória 1.031, que abre caminho para a privatização da Eletrobras, foi aprovada nesta segunda (21) no Congresso por 258 votos a 136. A MP já havia sido aprovada na Casa em maio deste ano e no Senado na última quinta-feira (17). Agora, o texto segue para sanção presidencial.

Na nota divulgada nesta terça, a equipe econômica voltou a defender que o processo de privatização da empresa trará “expressivas vantagens” ao consumidor de energia elétrica. Em especial, deve gerar o alívio na tarifa da conta de luz, afirma o governo, que contraria estimativas de analistas e associações do setor, para quem o processo vai encarecer a conta de luz em razão de “jabutis” inseridos por parlamentares ao longo da tramitação.

O fim dos contratos de cotas da Eletrobras, a continuidade das obras de revitalização das bacias e o direcionamento de pelo menos R$ 40 bilhões para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) – um fundo para o qual contribuem as distribuidoras, voltado ao custeio de políticas públicas e alívio das tarifas – vão contribuir para a queda na conta de luz, defende a equipe econômica.

Também nesta terça, em coletiva de imprensa, o Ministério da Economia admitiu que existem pontos inconstitucionais na MP da Eletrobras, a exemplo da obrigação à União para remanejar empregados da Eletrobras e subsidiárias que forem demitidos sem justa causa nos primeiros 12 meses após o processo de desestatização. Os funcionários deverão ser realocados em cargos de mesma complexidade ou similaridade, segundo o que foi aprovado no Congresso. A equipe econômica, contudo, reforçou que a responsabilidade de veto a trechos como esse é do presidente Jair Bolsonaro.

Questionado sobre qual programa social do governo federal será beneficiário do excedente econômico da Itaipu, de acordo com o que prevê a MP, a Economia disse, sem dar maiores detalhes, que a iniciativa ainda está sendo desenhada.


Politização do debate foi prejudicial, diz governo
Estimativa divulgada pelo Ministério de Minas e Energia, e tida como uma tentativa de amenizar críticas de que a medida aumentaria a conta de luz no país, afirma que a privatização pode reduzir em até 7,4% a tarifa. “Em que pese esse número ainda tenha que ser revisado, a partir das alterações finais do texto, fica evidente que a redução tarifária será expressiva”, diz o governo.

“A politização das narrativas ao longo da tramitação foi prejudicial ao debate, causando desinformação: números irreais de aumento de tarifa foram revistos e acrescidos semanalmente, mesmo quando as propostas que causariam supostos impactos foram retiradas – ou seja, contabilizou-se o que foi proposto sem jamais desconsiderar o que foi retirado. O governo federal está convicto de que a proposta aprovada resultará em benefícios ao cidadão brasileiro”, prossegue o comunicado do Ministério da Economia.

Quanto ao ponto mais criticado na proposta, a previsão de contratação de termelétricas movidas a gás natural, item tido como “jabuti”, o governo disse que isso reduzirá a tarifa e trará segurança ao sistema.

Durante a tramitação no Congresso, a MP chegou a condicionar a privatização à contratação prévia das térmicas, mas a ideia foi abandonada, já que poderia inviabilizar a operação.

Itens não absorvidos no texto final
A nota defende que, “por esforços do governo federal”, pelo menos sete propostas à MP foram barradas no texto final. Entre eles, a previsão da prorrogação de subsídios ao carvão mineral, o modelo de venda “fatiada” da Eletrobras e a contratação de termelétricas antes da capitalização da empresa.

Chegou a ser incluído na MP um item que aumentava o prazo para subsídio ao carvão mineral para usinas termelétricas pela CDE até 2035, contra a previsão atual de incentivos até 2027. Segundo a equipe econômica, isso poderia gerar um impacto negativo de cerca de R$ 10 bilhões. O dispositivo acabou sendo retirado do texto.

Um outro trecho anulado “a pedido do governo” obrigava a Eletronorte, subsidiária da estatal, a vender energia da hidrelétrica de Tucuruí a preços mais baixos para a indústria na região amazônica.

Ficou de fora, além disso, a “permissão” para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) intervir no mercado, obrigando qualquer empresa com elevada participação no setor a vender parte de sua geração no chamado “mercado livre”.

Por outro lado, apesar da contrariedade do governo, os parlamentares aprovaram a obrigação de aproveitamento dos funcionários da Eletrobras em outras estatais e a proposta de sabatina dos diretores do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) pelo Congresso.

Na nota divulgada nesta terça, a equipe econômica classificou de “inconstitucional” o aproveitamento de funcionários demitidos em outras estatais.


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MORO É CANCELADO PARA FAZER PALESTRA

 

Editorial
Por
Gazeta do Povo

O ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro, falou pela primeira vez nesta segunda-feira (11) sobre a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado e preso por ele na operação. O petista foi solto depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou ilegal a prisão em segunda instância, na semana passada.

O ex-ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro.| Foto: Rodrigo Sierpinski/Gazeta do Povo

A “vingança dos corruptos”, de que tão acertadamente falou Luís Roberto Barroso durante o julgamento que manteve a suspeição do ex-juiz Sergio Moro no caso do tríplex do Guarujá, não ocorre apenas dentro dos três poderes. Ela só é possível porque também existe toda uma série de linhas auxiliares, formadas por pessoas que não participam de ato ilícito algum, mas que criam um arcabouço intelectual para a narrativa que transforma os bandidos em vítimas. Tais linhas auxiliares estão presentes especialmente na imprensa e na academia, e uma demonstração de seu modus operandi acaba de ser vista neste fim de semana, envolvendo o convite e o posterior cancelamento da participação de Moro no III Encontro Virtual do Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito do Brasil (Conpedi).

No sábado, dia 19, o Conpedi anunciou a programação do evento e informou que Moro coordenaria, na próxima sexta-feira, um painel com o tema “O papel do setor privado em políticas anticorrupção e de integridade”. A claque contrária a Moro e à Operação Lava Jato reagiu instantaneamente nas mídias sociais e o Conpedi respondeu no dia seguinte. Em nota, anunciou, de forma um tanto contraditória, que, embora nunca renuncie “aos princípios democráticos e da pluralidade de ideias que permeia o ambiente acadêmico”, estava exatamente renunciando aos princípios democráticos e à pluralidade de ideias, pois deixara a turba se impor pela intimidação, cancelando o painel e a participação de Moro – que, recorde-se, também tem carreira no mundo acadêmico, tendo sido professor da Universidade Federal do Paraná.

Juristas que valorizam a justiça e a verdade jamais compactuariam com um ataque grosseiro à liberdade de debate característica do ambiente acadêmico, nem com esta agressão à liberdade de expressão que consiste na pressão para calar Moro

Os canceladores não se deram por satisfeitos e, mesmo após a decisão de não se realizar mais o painel, seguiram repudiando publicamente o fato de o Conpedi ter convidado Moro para seu evento. O comunicado, com 125 assinaturas, é muito mais obra de militantes partidários ideologizados que algo saído da pena de “juristas, professores e professoras de programas de pós-graduação em direito do Brasil”, até porque não esboça argumento técnico ou jurídico algum, limitando-se a repetir alguns dos mais batidos – e falsos – clichês inventados pelo petismo para atacar a Lava Jato, como o de que a operação “gerou incontáveis prejuízos materiais, financeiros e simbólicos ao país”, como se fosse o combate à corrupção, e não a corrupção em si, que causasse prejuízos ao Brasil e arranhasse a imagem da nação.

Não faltaram, obviamente, as menções à decisão do STF que considerou Moro suspeito – não “nos processos que dirigiu”, como diz o texto militante, mas em um único processo envolvendo o ex-presidente Lula – como argumento para que ele não participasse do evento. Mas juristas dignos deste nome jamais teriam ignorado que se tratou de decisão teratológica do Supremo, repleta de circunstâncias que são motivo de vergonha para a suprema corte, e não para Moro, que sempre se conduziu com lisura nos processos que julgou. Não há, no texto dos ditos “juristas”, uma única palavra sobre a manutenção de um habeas corpus impetrado dentro de um processo considerado nulo; nem sobre a inexplicável mudança de voto de Cármen Lúcia na Segunda Turma; nem sobre o fato de atos que se deram estritamente dentro dos limites da Constituição e dos códigos legais terem sido arbitrariamente transformados em abusos ou ilegalidades pelos ministros do STF.


Os autênticos juristas que valorizam a justiça e a verdade, por fim, jamais compactuariam com um ataque grosseiro à liberdade de debate que é característica do ambiente acadêmico, nem com esta agressão à liberdade de expressão que consiste na pressão para calar Moro – e é sintomático que, entre os 125 signatários, haja vítimas até mesmo recentes de tentativas de cerceamento, como um professor da Universidade de São Paulo, alvo de investida da parte de Augusto Aras por causa de tweets e textos críticos ao procurador-geral da República. Que tudo isso venha de responsáveis por conduzir e avaliar programas de pós-graduação em Direito ainda manda um sinal extremamente preocupante sobre a saúde (ou falta dela) do ensino jurídico no país.

Em sua “vingança”, os corruptos e suas linhas auxiliares não se contentam em simplesmente reverter as decisões da Lava Jato, garantir a impunidade e impedir que outras operações do tipo possam ocorrer no futuro. É preciso inviabilizar completamente a vida daqueles que, ao longo de anos, se dedicaram heroicamente a desbaratar os megaesquemas de corrupção: enxovalhá-los, persegui-los aonde forem, impedirem-nos de se manifestar. E, se for preciso atropelar os direitos individuais dos protagonistas da Lava Jato, que assim seja. Em nome da “democracia”, essas pessoas se portam como inimigos da democracia. Em nome do “antifascismo”, se portam como fascistas.


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GOVERNO PROPÕE MUDANÇAS NO IMPOSTO DE RENDA NA REFORMA TRIBUTÁRIA

 

Reforma tributária

Por
Célio Yano – Gazeta do Povo

Ministro da Economia, Paulo Guedes, estuda a proposta de mudança no Imposto de Renda a ser apresentada nesta quarta-feira (23).| Foto: Edu Andrade/Ascom/ME

O governo trabalha para apresentar nesta quarta-feira (23) uma nova etapa da reforma tributária, com mudanças no Imposto de Renda para pessoas físicas e jurídicas, além da incidência de tributação sobre lucros e dividendos. Entre as propostas estaria um aumento da faixa de isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) dos atuais R$ 1,9 mil para R$ 2,4 mil ou R$ 2,5 mil.

O presidente Jair Bolsonaro, que na campanha de 2018 prometeu isenção para quem ganha até cinco salários mínimos por mês, tem defendido o aumento da faixa para até R$ 3 mil. A mudança pretendida pelo presidente livraria do imposto cerca de 7 milhões de contribuintes, porém enfrenta resistência do ministro da Economia, Paulo Guedes, porque teria um impacto fiscal de R$ 30 bilhões.

A tabela do IRPF não é corrigida desde 2015, embora a inflação no período passe de 40%. Preparado pela equipe econômica, a proposta está sob análise do Palácio do Planalto e ainda pode sofrer alterações. Oficialmente, o Ministério da Economia não comenta o projeto enquanto não for encaminhado ao Congresso.


Como a proximidade de Bolsonaro com empresários atrasa a reforma tributária
Redução na carga de imposto sobre pessoa jurídica e tributação de dividendos
À Gazeta do Povo, um deputado aliado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), citou outros pontos da proposta. Para pessoas jurídicas, a carga total de impostos deverá ser reduzida em cinco pontos porcentuais em dois anos – 2,5 pontos no primeiro e mais 2,5 no segundo ano.

Para compensar a perda de arrecadação, haverá taxação sobre dividendos – parcela do lucro de uma sociedade anônima distribuído aos acionistas. Atualmente livre de impostos, o rendimento deverá ser taxado a uma alíquota de 20%, porém com uma faixa de isenção de até R$ 20 mil por mês (R$ 240 mil por ano) – a tributação incidiria apenas sobre o valor que exceder esse limite.

A intenção do Ministério da Economia com essa medida é estimular os empresários a internalizar as despesas em suas empresas, reduzindo o saque de lucros. Originalmente trabalhava-se com uma alíquota de 15% sobre os dividendos, porém sem faixa de isenção.

Em uma live com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na sexta-feira (18), Lira disse que há uma distorção no sistema de dividendos no Brasil em relação ao que é praticado no mundo. “É justo que a gente faça essa discussão. Isso fortalece as indústrias, as pessoas jurídicas, as empresas”, afirmou.


Imposto de Renda sobre letras de crédito, alíquota de 15% sobre renda fixa e fim dos Juros sobre Capital Próprio
Ainda na proposta do governo, também podem perder a isenção de Imposto de Renda produtos financeiros como Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI).

Pode entrar no projeto ainda uma modificação nas alíquotas de tributação dos investimentos em renda fixa. A ideia seria extinguir a tabela regressiva, segundo a qual incidem alíquotas que vão de 22,5% sobre aplicações retiradas em menos de seis meses a 15% para resgates efetuados em até dois anos. A proposta de Guedes seria definir uma cobrança fixa de 15%.

Outra mudança em discussão é o fim dos chamados Juros sobre Capital Próprio (JCP). Também uma forma de distribuição de lucros entre acionistas, o JCP difere dos dividendos por ser tratado como despesa no resultado da empresa, de modo que o pagamento de tributos cabe ao investidor. Dessa forma, a companhia reduz a base de incidência da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ).

Para alguns tributaristas, a medida funcionaria como um desincentivo ao emprego, investimentos e renda, por representar um aumento da carga tributária. O governo, por outro lado, entende que esse mecanismo – existente só no Brasil – não faz sentido em uma economia com baixa inflação.
Tempo que empresas gastam com impostos no Brasil é o maior do mundo, diz Banco Mundial
Falta de consenso no governo e pressão de empresários atrasam reforma tributária “fatiada”
As outras etapas da reforma tributária
O encaminhamento da proposta nesta quarta-feira foi anunciado por Arthur Lira na semana passada e faz parte de um pacote relacionado à reforma tributária. A primeira etapa, enviada pela equipe econômica ao Congresso no ano passado, prevê a unificação do PIS e da Cofins na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

Outra proposta, a ser enviada mais adiante, deve isentar do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) grande parte dos bens de consumo, com exceção de categorias como cigarros, bebidas e automóveis, de forma a efetivá-lo como imposto seletivo. Uma quarta etapa criaria um novo programa de refinanciamento de dívidas.

Na videoconferência com a Fiesp, o presidente da Câmara afirmou que, após a reforma tributária, a Receita Federal não poderá mais regular questões tributárias.

“A Receita não pode e não vai continuar com o poder de regulamentar, de soltar resoluções que fiquem legislando em cima da nossa legislação tributária, que é muito mais difícil”, disse. “Eles não gostaram, mas vão receber essa determinação de lei, através de PEC, que é proibido.”

Colaborou Rodolfo Costa


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terça-feira, 22 de junho de 2021

DEPUTADO DEPÕE NA CPI

 

Deputado Do MDB
Por Gazeta do Povo

Ex-ministro Osmar Terra será ouvido pela comissão da Covid do Senado nesta terça-feira (22).| Foto: Isac Nóbrega/PR

A CPI da Covid ouve nesta terça-feira (22) o deputado Osmar Terra (MDB-RS), ex-ministro da Cidadania. Apontado como integrante do chamado “gabinete paralelo” que orientava o presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento ao coronavírus, Terra deve depor na condição de convidado. A participação do ex-ministro no “gabinete paralelo” foi citada pela primeira vez em maio, durante depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta à CPI. Na ocasião, Mandetta afirmou que “outras pessoas” buscavam desautorizar orientações do Ministério da Saúde a Bolsonaro. Entre eles, Osmar Terra.

Em reunião realizada em setembro do ano passado com a presença do presidente da República, o parlamentar foi apresentado como “padrinho” de um grupo de médicos que apoiavam o uso de remédios sem eficácia contra a covid-19. Os senadores Humberto Costa (PT-PE), Rogério Carvalho (PT-SE) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE) são os autores do requerimento aprovado na forma de convite. As informações são da Agência Senado.


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OSSOS QUEBRADOS

 

Por
João Pereira Coutinho – Gazeta do Povo

Chimamanda Ngozi Adichie, intelectual nigeriana.| Foto: Marsland Michael
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  1. Perguntaram um dia à antropóloga Margaret Mead qual era o primeiro sinal de civilização que conhecia. Mead respondeu: um fêmur humano, encontrado numa escavação, com milhares de anos em cima. O fêmur tinha quebrado e, milagre dos milagres, tinha cicatrizado.

Entendo a ideia. Há milhares de anos, na selva dos nossos antepassados, uma perna partida não era brincadeira. Impossível caçar. Impossível evitar ser caçado. Como sobreviver? Lógico: pela compaixão de outro ser humano. Imagino essa criatura: sacrificando os seus instintos de sobrevivência para cuidar do outro durante dias, semanas, meses. Tudo porque a consciência – haverá outra palavra? – o obrigou a ficar.

É nesses momentos que uma pessoa lembra Jean-Jacques Rousseau, de quem nunca fui grande fã, mas que estava certo quando afirmava, algures nos seus discursos, que a moralidade era um progresso para a espécie, mas também uma nova vulnerabilidade. Quem gosta de sentir vergonha? Quem gosta de sentir culpa ou responsabilidade? Melhor deambular pela selva obedecendo apenas ao “amor próprio” e a uma certa repulsa pelo sofrimento dos outros.

Na cultura do cancelamento, a virtude é performance e não há compaixão

Lembrei o fêmur de Mead e as meditações de Rousseau quando lia o espantoso ensaio que Chimamanda Ngozi Adichie publicou no seu site. O título é “It is Obscene: A True Reflection in Three Parts” (“É obsceno: uma verdadeira reflexão em três partes”), e a escritora começa por narrar uma experiência pessoal (e agonizante) com dois ex-alunos que arrastaram criminosamente o seu nome pela lama. Ah, as redes sociais, sempre essa maravilha da humanidade!

Mas a melhor parte do ensaio é a terceira, em que a autora ilumina o mundo das redes (e respectiva “cultura de cancelamento”). É um mundo onde a virtude é uma performance e a compaixão não existe. O que existe, esclarece, é “uma fome de receber e receber e receber, mas nunca dar”; “uma enorme sensação de prerrogativa”; “uma expectativa irreal de puritanismo nos outros”.


Espelho, espelho meu
A conclusão é simples e devastadora: “Agora somos anjos nos acotovelando para ver quem é mais anjo que os outros. Deus nos ajude. É obsceno”. De fato, é: os novos puritanos são ótimos a dissertar sobre um fêmur quebrado; sobre o “sistema” que provoca essas lesões; e sobre a melhor forma de “cancelar” aqueles que negam que os ossos podem sofrer acidentes. Mas quantos deles sacrificariam o tempo e o conforto para ajudarem os aleijados da vida, começando pelos aleijados das suas próprias vidas?

O fêmur de que falava Margaret Mead tinha milhares de anos de história. Mas os novos puritanos ainda estão a milhares de anos desses homens primitivos, que eram incomparavelmente mais civilizados.

  1. Não existe compaixão sem coragem. E não existe coragem sem colocarmos a nossa pele em jogo.

Como não admirar a coragem do embaixador Souza Dantas, diplomata brasileiro na França ocupada pelos nazistas, que ignorou as diretrizes da ditadura de Getúlio Vargas e emitiu centenas de vistos para salvar refugiados judeus? E como não admirar a coragem do cardeal Ildefonso Schuster, que na Itália de Mussolini condenou o regime fascista por aderir à ideologia racista e pagã do Terceiro Reich?

(Poderia acrescentar a esse lote o nome de Aristides de Sousa Mendes, o cônsul português em Bordeaux que agiu da mesma forma que Souza Dantas, emitindo vistos para Portugal contra as ordens expressas de Salazar. Como Dantas, teve um fim amargo.)

Não existe compaixão sem coragem. E não existe coragem sem colocarmos a nossa pele em jogo

É dos primeiros dois nomes que nos fala Rubens Glasberg em Os Indesejados: Uma história de refugiados no tempo do nazismo. Li a obra de um fôlego só, viajando com os pais do autor, Elisa e Hans, de Lisboa para Santos, corria 1941. Ela, judia austríaca, beneficiou dos vistos de Sousa Dantas, depois de três anos de fuga pela Europa com os pais. Ele, nascido na Alemanha, mas desterrado pelas Leis de Nuremberg, declarado “católico não ariano” pela igreja italiana (uma mentira misericordiosa) e recebido no Brasil ao abrigo do acordo entre o Vaticano de Pio XII e o Estado Novo de Vargas. Conheceram-se no mesmo navio que os trouxe, salvos, para o Brasil.

O livro de Glasberg é, ao mesmo tempo, um retrato de família e um retrato de época, muito bem escrito, entrelaçando as vidas dos progenitores com as contingências históricas que as mutilaram e reinventaram. Mas é também, em seu sóbrio humanismo, um contraste gritante com a “turma do bem”, que é só pose e nenhum altruísmo.
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VENDAS NA INTERNET

 

Da acessibilidade do site à entrega acertada, confira o que fazer – e o que não fazer – para obter sucesso no comércio online.

SEBRAE

Loja on-line

Para vender, não importa qual seja o negócio, é preciso satisfazer o cliente. Na internet, a lógica é a mesma. Mas, para alcançar sucesso no universo online, é preciso estar atento a fatores-chave do mercado digital. Caso contrário, por maior que seja o esforço, as vendas na web podem não decolar.

Dicas

  1. Esteja preparado para entrar na internet
    Antes de dar o primeiro passo, é preciso entender o que está por trás de um marketplace como o da Valeon: o investimento mensal necessário é bem pequeno, quem são os parceiros, fornecedores, clientes e concorrentes e  a estratégia de marketing será por conta da Valeon.  Elabore um Plano de Negócios junto com a Valeon. Tenha em mente, também, que é possível concorrer em nichos nos quais o pequeno negócio poderá ser mais eficiente, ou no mercado de massa, em que a competição será basicamente por preço.

2. Tenha um site 100% funcional como o da Valeon
Tudo o que estiver disponível no site deve funcionar da melhor forma possível. O cliente precisa ter facilidades ao entrar na loja. Caso contrário, ele desiste em um clique e dificilmente voltará. Os problemas mais comuns são: site lento, imagens muito pequenas, grande quantidade de anúncios, pouco contraste entre fundo da página e cor de letra inadequada, coisa que o site da Valeon não tem esses defeitos.

3. Seja verdadeiro
Deve-se evitar prometer o que não se pode cumprir. Já em termos legais, o empreendimento deve alinhar-se às regras obrigatórias para funcionamento de lojas virtuais como a Valeon.

4. Possua obsessão pela logística
Não existe contato físico na compra pela web, e isso gera uma grande expectativa no cliente para receber a mercadoria. O tempo de espera deve ser igual ou menor que o prazo acordado no site e a mercadoria precisa chegar impecavelmente embalada. Sempre!

5. Ofereça multicanais ao cliente
É necessário estar presente nas redes sociais, criar um blog, ter um chat ou um e-mail específico para o atendimento ao cliente, além de ter um número de telefone bem visível no site. É muito importante facilitar ao máximo o acesso do cliente ao negócio, pois o comprador pode sentir a necessidade de contatar a loja antes, durante e depois da compra. O site da Valeon propicia esse contato fácil do cliente com a loja.

6. Tenha uma equipe preparada e bem treinada
Para cuidar do conteúdo, do design, de questões relacionadas à tecnologia da informação e ao marketing como a Valeon tem. Todos esses profissionais devem conversar, interagir, integrar-se para que se alcance êxito no trabalho que cada um executa.

7. Anuncie
Uma boa maneira é começar fazendo testes com pequenos investimentos e medindo os resultados (verificando se houve aumento de cliques, de visitas e de vendas), tudo isso é possível no site da Valeon.

8. Invista em SEO (Search Engine Optimization)
A tradução do termo, Otimização para Mecanismos de Buscas, já diz muito. O trabalho de SEO é otimizar um site e direcionar os motores de busca para dar destaque ao conteúdo. Hoje, os sites de busca são a principal fonte de procura de informações pelos que navegam na web. Portanto, ter um site bem posicionado nesses buscadores é fundamental para ser visto e o site da Valeon é bem posicionado.

9. Tenha um site seguro
Há diversas empresas que oferecem serviço de proteção ao site, análise de vulnerabilidades e bloqueio de ataques para garantir operações seguras como o site da Valeon. É preciso avaliar a solução ideal para o porte do negócio, mas não se pode deixar de garantir segurança ao cliente no momento da compra, pois este é um dos fatores mais determinantes de compra no mercado digital.

10. Invista na gestão do negócio
O Back Office (“a parte de trás do balcão”) representa a estrutura física completa dos bastidores do website de uma loja virtual e é fundamental gerenciá-lo para garantir que o produto adquirido pelo cliente seja entregue de acordo com as especificações e o prazo combinado e o site da Valeon facilita a gestão do negócio.

A Plataforma Comercial da Valeon é um site moderno, responsivo, profissional, projetado para atender às necessidades dos serviços da região onde existem várias formas de busca: por cidades, por empresas, por produtos, por atividades, por município e por procura.

Para acessar a plataforma da Valeon poderá ser feita por:

Site: https://valedoacoonline.com.br/

Aplicativo App: Digitar valeon no Playstore do Google

Detalhe interessante dessa inovação da Valeon é que os lojistas/prestadores de serviços/profissionais autônomos inscritos na Plataforma não precisarão fazer nenhuma publicidade ou propaganda, quem o fará é a equipe da Valeon responsável pela plataforma.

Sobre a publicidade de divulgação dos nossos clientes será feita em todas as redes sociais: facebook, instagran, whatsApp, google, linkedin, rádios locais, jornais locais e onde for possível fazê-la.

Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (Wp)

E-MAIL: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

PIB DO BRASIL CRESCE EM PLENA PANDEMIA

 

PIB

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo

Há quatro semanas, a estimativa do boletim Focus junto ao mercado era de crescimento de apenas 3,52% no PIB. Agora é de 5%.| Foto: Rafael Matsunaga/Fotos Públicas

A audiência da CPI da Covid está diminuindo. Segundo o Google Trends, as menções à comissão caíram quase 60%. Muito provavelmente porque as sessões são mais do mesmo, com aquela agressividade com algumas testemunhas e cordialidade com outras. Para mim está muito claro de que se trata de um palanque eleitoral com o objetivo de atingir o presidente Jair Bolsonaro.

Nesta terça-feira (22), o deputado Osmar Terra (MDB-RS) será ouvido pela CPI. Ele foi ministro da Cidadania e ao sair da pasta afirmou que continuaria à disposição do governo. Terra é médico, além de conselheiro e amigo de Bolsonaro.

O parlamentar tem experiência no combate a epidemias porque já atuou como secretário de saúde no Rio Grande do Sul. Como deputado, Terra tem a mesma imunidade dos senhores senadores que irão interrogá-lo. Será interessante.

Crescimento de 5%
O Banco Central faz toda semana uma pesquisa junto ao mercado financeiro, o boletim Focus. Nesta segunda-feira (21), o boletim prevê que o PIB deste ano irá crescer 5%, seguindo a estimativa de outras pesquisas de mercado. A previsão anterior do Focus era de 4,35%.

Outro dia, Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, chegou a falar em um crescimento de 5,3%. Ele é do ramo, portanto, entende. A Fitch Ratings também citou uma taxa parecida.

A Confederação Nacional do Comércio registrou que os lojistas estão mais confiantes em relação ao consumo dos brasileiros. É a recuperação de uma economia que não foi zerada, grande parte devido ao desempenho do agronegócio.

Plano Safra 2021
O Plano Safra deve ser divulgado nesta terça-feira (22). O governo irá liberar crédito e subsídio de juros para os agropecuaristas que precisarem. Isso é muito importante para continuar estimulando o setor que segurou as pontas durante a campanha do “fique em casa”.

Enquanto as pessoas estavam cumprindo o isolamento social, o agronegócio continuou trabalhando 24 horas por dia. A lavoura não para de crescer e o gado não para de engordar. O que garante a comida para 1,6 bilhão de pessoas no mundo.

O agronegócio também está garantindo o equilíbrio das nossas contas externas, os pagamentos e a balança comercial.

Auxílio emergencial de R$ 250
Para manter o estímulo  até daqueles que foram jogados à margem das campanhas de isolamento social, o auxílio emergencial será continuado por mais três meses. O valor será de R$ 250.

Lula inocente na Zelotes
O ex-presidente Lula foi absolvido do crime de corrupção passiva no âmbito da Operação Zelotes. Agora, ele tem um processo a menos para se preocupar. O petista foi acusado de receber vantagem financeira para editar uma medida provisória em favor do setor automotivo.

O Ministério Público afirmou que empresários envolvidos no acordo teriam pago R$ 6 milhões em propina. O valor teria financiado campanhas do Partidos dos Trabalhadores.

Além de Lula, o ex-ministro e ex-chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, e mais quatro réus foram absolvidos das acusações. A Justiça não encontrou provas que sustentassem o argumento do MP.


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LULA VAI REVOGAR TETO DE GASTOS - ABSURDO

 

Gasto público
Por
J.R. Guzzo – Gazeta do Povo

Lula criticou o teto que limita os gastos públicos e que evita que o governo haja com populismo na definição do Orçamento.| Foto: Ricardo Stuckert

A candidatura de Lula à presidência da República em 2022 é o maior desastre contratado que existe hoje na vida pública brasileira. Não tem como ser diferente: está tudo lá, com todos os artigos e parágrafos, data de vigência e firma reconhecida. Ninguém vai poder dizer, depois, que foi uma surpresa, ou que não esperava uma coisa dessas do ex-presidente. Já se conhece, por ser do conhecimento geral, a essência desse contrato. Mas Lula está dando, como se diz, “um plus a mais”.

Além dos itens que por definição vêm junto com ele, como a roubalheira cinco estrelas e a invasão do funcionalismo público por todo o tipo de portador de alguma carteirinha do PT, o candidato está fazendo questão de dar detalhes precisos de como vai construir a sua próxima calamidade.

O último artigo incluído no texto do contrato foi a promessa, feita há pouco por ele, de que pretende eliminar o teto de gastos que o governo está obrigado por lei a obedecer — uma das principais conquistas econômicas do governo de Michel Temer, junto com a eliminação do imposto sindical. A lei é um dos poucos alicerces que seguram de pé, ou mais ou menos de pé, o Estado brasileiro de hoje.

Ao mesmo tempo, é o pior obstáculo para o estilo PT de governo, baseado na transferência em massa de recursos do erário para os bolsos privados dos amigos — de empresários a sindicatos, de donos de universidades aos programas de esmola para quem não quer trabalhar.

Ao prometer o fim do teto de gastos, Lula anuncia publicamente que vai quebrar o Brasil pela segunda vez — na primeira, com a sua “Nova Matriz Econômica” e a participação decisiva de Dilma Rousseff, enfiou o Brasil na pior e mais prolongada recessão na sua história econômica moderna. Até hoje, cinco anos depois, a destruição de empregos crida pela dupla Lula-Dilma continua a envenenar o país. Ele promete, agora, dobrar a aposta.

No meio da costumeira bateria de disparates que costuma usar quando ameaça o Brasil com seus programas econômicos, Lula veio, desta vez, com a história de que o teto de gastos públicos favorece “os banqueiros” e não o pobre que recebe “300 reais” por mês. É uma dupla falsificação.

Em primeiro lugar, o teto é uma das poucas defesas que a imensa maioria da população tem contra o assalto maciço ao Tesouro Nacional praticado pela politicalha, empresários ladrões e castas de altos funcionários; é o que mais atrapalha a torra geral dos impostos por parte dos que mandam no governo.

Em segundo lugar, nunca houve na história deste país um presidente tão amado pelos banqueiros como Lula — é amado até hoje, e faz parte das suas grandes esperanças para 2022, como acontece com as empresas fornecedoras do Estado e os empreiteiros de obras públicas.

Não existe um “novo Lula”, equilibrado e “distante dos extremos”, como a propaganda vai ficar dizendo até o dia da eleição. O Lula que existe é esse mesmo do “teto de gastos”, com os seus compromissos públicos de arruinar o Brasil mais uma vez.


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AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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