domingo, 13 de junho de 2021

DIA DOS NAMORADOS COMEMORADO ONTEM

 

Victorio Mediolli – Jornal O Tempo

Namorar garante a paz e a continuidade da espécie; quem está amando não mata, exerce afeto, carinho, superação das diferenças, convive feliz e não perturba

Dia dos Namorados. Excelente, melhor que o dia de qualquer outra profissão! Amor, união, como se bradava nos anos da revolução cultural: “Façam o amor, não a guerra”. 

Namorar garante a paz e a continuidade da espécie; quem está amando não mata, exerce afeto, carinho, superação das diferenças, convive feliz e não perturba. 

O dia é comemorado em quase todos os países do mundo ocidental em 14 de fevereiro, dia de são Valentim. No Brasil se transferiu para o 12 de junho, véspera da comemoração de santo Antônio, a quem se atribui uma especial eficiência de casamenteiro. A ideia, que partiu do publicitário João Doria, apoiada pelos comerciantes paulistas, em 1949, foi um sucesso, tropicalizou-se e abriu longe do Carnaval um motivo a mais de movimentar o comércio. Disso se alastrou como mancha de óleo na água pelo país afora. 

A tradição cristã, contudo, faz do mártir Valentim, bispo nascido da cidade de Terni, na Itália, o grande protetor dos namorados. 

Segundo o condenado à morte por ordem do imperador romano Cláudio, no terceiro século depois de Cristo, constava contra ele ter desrespeitado a lei imperial que proibia casamentos em épocas de recrutamento de soldados. Para o imperador, os casados eram mais problemáticos que os solteiros para serem arregimentados e ainda não se engajavam nas batalhas com o temor de deixar a esposa viúva e os filhos órfãos. O bispo Valentim, entretanto, considerava a lei cristã acima daquelas dos césares. Levou a pior, preso e torturado; teria, no período que antecedeu a execução, se apaixonado pela filha, cega, de um carcereiro. E, como o amor faz milagres, devolveu-se a visão à jovem, e uma carta do condenado, antes da morte, deixou uma carinhosa despedida, assinada como “teu Valentim”. 

O dia de são Valentim foi sancionado em 496 d.C. pelo papa Gelásio, pondo fim à festa pagã de Lupercalias. 

A narrativa do escritor romano Ovídio relata na época do rei Rômulo, fundador de Roma, um prolongado período de esterilidade nas mulheres. Isso levou uma procissão de homens e mulheres em idade de procriação até o bosque sagrado de Juno, no monte Esquilino. Implorou-se à deusa que fosse devolvida a fertilidade às romanas. Nisso um sacerdote etrusco, intérprete do oráculo, pediu para sacrificar uma cabra e cortar tiras de sua pele para bater nas costas das mulheres. Dez meses lunares depois, deram à luz os filhos tão almejados, dando início a uma era de grande crescimento de Roma. 

Embora a fertilidade fosse uma marca de 14 de fevereiro, existem nos relatos outros elementos religiosos que vinham dos primórdios de Roma. Narra o escritor que nos dias 13 a 15 de fevereiro se praticava o sacrifício de animais para que os deuses afastassem os lobos dos rebanhos tomados de assalto para saciar as feras esfomeadas. 

Tradições sobravam em relação ao Dia dos Namorados, e outra bem lembrada era o acasalamento de inúmeras variedades de pássaros naquele período propício para as uniões. 

No meio de tantas lendas, o importante é ter uma data definida para comemorar o “amor” entre casais, a força que sustenta o mundo e nossa espécie.

REFORMAS URGENTES PARA O BRASIL

Aumentar produtividade e taxa de investimentos privados

Lucas Gonzalez – Jornal o Tempo

O desempenho da economia brasileira vem surpreendendo positivamente em nosso país. A retomada das atividades no segundo semestre de 2020 foi superior à esperada, bem como ocorreu no crescimento no primeiro trimestre de 2021 e, agora, em abril, com 120,9 mil vagas criadas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No entanto, 14,8 milhões de brasileiros ainda se encontram sem espaço no mercado de trabalho, o que exige do Parlamento a máxima mobilização em prol das reformas estruturantes, que se apresentam de modo emergencial para o país.

Em função da segunda onda da pandemia, com alta no número de casos e de mortes decorrentes da Covid-19, e em razão do fim do auxílio emergencial, a expectativa unânime entre os analistas financeiros era de crescimento negativo do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre. Porém, nos meses de janeiro e fevereiro, a produção industrial, as vendas no varejo e o setor de serviços mostraram crescimento da atividade, e o IBC-BR, índice de atividade do Banco Central, apresentou forte crescimento. O resultado foi uma acentuada melhora das expectativas quanto ao crescimento do PIB do Brasil, e não apenas no primeiro trimestre, mas no ano de 2021.

O que ocorre? Vamos lá. Desde 2016, o Brasil está passando por um grande conjunto de reformas que começam, agora, a surgir seus efeitos. O Parlamento criou um teto para o crescimento do gasto público e uma importante reforma da Previdência Social.

Essas ações reduziram o risco fiscal. Várias outras medidas foram aprovadas, como a reforma do ensino médio, a trabalhista, a do mercado de capitais, e foi liberada a terceirização, com a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) sendo substituída pela Taxa de Longo Prazo (TLP) nos empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Por fim, e com nosso apoio, ocorreu a aprovação dos marcos regulatórios do setor de saneamento, óleo e gás, uma nova lei de falências e o reforço da independência do Banco Central, que aumenta sua credibilidade e a autonomia formal, algo aprovado em 2020.

Todas essas reformas tiveram como objetivo aumentar a produtividade e a taxa de investimento privada. O sucesso dos leilões de concessões realizados no primeiro trimestre de 2021 mostra a importância dessas reformas. Foram leiloados 22 aeroportos, três portos, uma ferrovia, uma rodovia e a companhia de água e esgoto do estado do Rio de Janeiro, a Cedae, além de outros projetos de menor porte.

Apesar da pandemia e das incertezas quanto à retomada da atividade, foram arrecadados mais de R$ 50 bilhões em outorgas, e estão programados mais de R$ 100 bilhões de investimentos nos próximos dez anos, o que mostra que o Brasil continua atraente para o capital de longo prazo.

A combinação de crescimento da demanda com agentes mais produtivos, em menor número e com mais acesso ao mercado de capitais, indica crescimento do investimento e, portanto, do crescimento de longo prazo. Este é o caminho. Assim seremos mais fortes.

 

sábado, 12 de junho de 2021

COLABORACIONISTAS JUDEUS COM OS NAZISTAS TIVERAM UM TRISTE FIM

 

Colaboracionistas

Por
Tiago Cordeiro – Gazeta do Povo

Membros do Grupo Treze, ou Trzynastka, que atuava infiltrando espiões nos grupos judeus insurgentes, que debatiam formas de reagir à opressão nazista no Gueto de Varsóvia. Os rebeldes eram então chantageados ou agredidos| Foto: Wikimedia Commons

Político com formação em engenharia, o judeu polonês Adam Czerniaków acreditava que poderia fazer a diferença e cuidar de seu povo negociando com os nazistas. Membro do Senado da Polônia desde 1930, em 1939 ele aceitou o cargo de chefe do Conselho Judaico, o Judenrat, responsável por gerenciar as atividades do Gueto de Varsóvia.

De um lado, ele precisava acatar as orientações alemãs e implementar políticas de contenção dos insatisfeitos — posicionou-se de forma contrária às tentativas de rebelião armada, por exemplo, por acreditar que ações violentas só aumentariam a repressão.

De outro, tentava negociar melhores condições de vida, especialmente na alimentação. Afinal, eram 400 mil pessoas vivendo espremidas em uma área de apenas 3.400 metros quadrados. Algumas de suas reuniões eram filmadas, para que os alemães demonstrassem que o gueto contava com o apoio de lideranças judaicas.

Em 23 de julho de 1942, Czerniaków desistiu de continuar tentando convencer os nazistas a tratar os judeus com dignidade. Ao perceber que seria obrigado a produzir listas de pessoas que seriam enviadas para os campos de extermínio, num ritmo de 6 mil vítimas por dia, incluindo crianças, ele ingeriu uma cápsula de cianeto e se matou.

Deixou um bilhete para a esposa em que dizia: “Pediram-me para matar o meu povo e as minhas crianças com minhas próprias mãos, mas isso é algo que simplesmente não posso fazer. Tentei de tudo, mas agora só me resta morrer!” No dia seguinte, as deportações começaram.

Estima-se que 350 mil dos judeus mantidos no gueto seriam mortos antes da rendição da Alemanha na Segunda Guerra. O político polonês deixou uma coleção de diários, publicados posteriormente, e sua história foi relatada no filme Insurreição, de 2001 – seu papel foi interpretado por Donald Sutherland.

O caso de Adam Czerniaków ilustra a inviabilidade de negociar com os nazistas. Afinal, eles tinham planos claros, declarados desde a década de 1920, de exterminar os judeus da face da terra. Colocado no mesmo posto, mas na Lituânia, Jacob Gens se viu diante dos mesmos dilemas.

Adotou uma estratégia mais polêmica, que incluía sugerir a substituição de nomes incluídos nas listas de assassinatos ou deportações — nestas trocas, ele tentava salvar vidas de pessoas que consideravam mais inocentes, como crianças. Gens acabou sendo morto à bala em 1943, dias antes de o gueto ser encerrado e a maioria de seus moradores enviados a campos de extermínio. Não teve a chance de ver a concretização de seu maior sonho: a reinstalação de um estado autônomo de Israel.

Mas nem todos os judeus que tentaram se relacionar, de alguma forma, com os alemães tinham as boas intenções de Czerniaków ou de Gens.  Aliás, em suas origens, o Partido Nazista contou com o apoio da Associação dos Nacional-Judeus Alemães, fundada em 1921 por um antissemita de origem judaica chamado Max Naumann. Ele dirigiu o grupo até 1926, e novamente entre 1933 e 1935, quando o governo de Adolf Hitler proibiu a existência da instituição.

Naumann, que defendia a aniquilação dos judeus do Leste Europeu e a incorporação dos judeus alemães ao ideário nazista, chegou a ser preso pela polícia alemã, numa época em que ele defendia, em artigos na imprensa, que os judeus eram bem tratados na Alemanha.

Apoio ao opressor
Muitos outros colaboracionistas apoiaram o regime nazista. Judeus que trabalhassem em hospitais e fábricas alemãs foram os últimos a seguir para campos de extermínio. Por alguns anos, os membros da Polícia Judaica do Guetos, uma organização paramilitar mantida pelos nazistas para reforçar a repressão sem utilizar soldados alemães que podiam ser enviados para o esforço de guerra, contaram com uma série de privilégios, para si e para suas famílias.

Nos campos de extermínio, a mesma estratégia de reduzir a necessidade de homens alemães foi utilizada com sucesso. Os guardas convocados entre os presos, inclusive judeus, eram chamados de kapos. Contavam com alimentação melhor, assim como quartos um pouco mais espaçosos, e escapavam dos maus tratos. Esses guardas utilizavam uma braçadeira ou um crachá. Em geral, não tinham direito a porte de arma.

Depois da Segunda Guerra, muitos dos guardas de campo de concentração teriam dificuldades em ser aceitos pela comunidade judaica. Foi o caso da ativista comunista polonesa Eliezer Gruenbaum, que lutou na Guerra Civil Espanhola, foi presa por suas atividades políticas e atuou como kapo em Auschwitz. Acusada de colaborar com os nazistas, ela se defenderia alegando que a própria comunidade preferia que os guardas fossem judeus, uma forma de tentar reduzir os episódios de violência.

Outros colaboracionistas agiam de forma extraoficial. O chamado Grupo Treze, ou Trzynastka, atuou infiltrando espiões nos grupos insurgentes, que debatiam formas de reagir à opressão nazista no Gueto de Varsóvia. Os rebeldes eram então chantageados ou agredidos.

Liderado pelo judeu Abraham Gancwajch, o grupo ainda mantinha um bordel dentro do gueto. Funcionar como uma polícia secreta de apoio aos nazistas não ajudou muitos desses colaboradores, que acabariam executados em algum momento. Gancwajch fundaria ainda um outro grupo, o Żagiew, que chegou a manter mais de mil judeus que atuavam como espiões a serviço da Gestapo, a polícia secreta nazista.

Espiã freelancer
Outros judeus buscariam proteção em meio à Alemanha nazista agindo sozinhos. Stella Goldschlag, por exemplo, alcançou espaço entre as lideranças do partido com seu esforço individual de investigar e denunciar judeus que tentavam se esconder da perseguição.

Sua família de classe média havia sido vítima de perseguição. O pai, Gerhard Goldschlag, perderia o emprego por ser judeu, e em 1938 tentaria, sem sucesso, tirar a esposa e os filhos da Alemanha. Submetida a trabalhos forçados em uma fábrica, em 1942 Stella conseguiu forjar documentos para omitir sua origem judaica. Loira e de olhos azuis, tentou se passar por ariana.

Não deu certo, e ela acabou presa em 1943, junto dos pais. Torturada e ameaçada de ver os pais serem assassinados, ela concordou em atuar como espiã. Começou a circular em Berlim, dizendo que havia escapado dos nazistas, e então passou a se encontrar com amigos judeus.

As informações que coletava eram fornecidas à Gestapo, que também comunicava pistas de pessoas para que ela investigasse, aproveitando de seu acesso à comunidade judaica. Estima-se que a jovem provocou algo entre 600 e 3 mil prisões de judeus.

A promessa feita pelos nazistas, de que sua família seria poupada caso ela colaborasse, não foi cumprida. Os pais foram levados ao campo de Theresienstadt, e dali para Auschwitz, onde morreram.

Seu marido e toda a família também seriam enviados a Auschwitz. Stella continuaria colaborando com a Gestapo até março de 1945. E casaria-se uma segunda vez, também com um judeu colaborador dos nazistas, Rolf Isaaksohn. Cometeria suicídio em 1994, lançando-se da janela de seu apartamento em Freiburg.


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/a-triste-historia-dos-judeus-que-colaboraram-com-o-nazismo/
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CORONAVAC NÃO É MUITO EFICIENTE

 


  1. Saúde
     

O que se sabe sobre a vacina a partir da experiência no país andino?

País referência em vacinação contra covid-19 enfrenta alta de casos e faz Coronavac ser questionada; estudos apontam diferentes indicadores de eficácia e especialistas reforçam que não é hora de preterir vacinas 

Ítalo Lo Re, O Estado de S.Paulo

Chile possuía, até terça-feira, 8, pouco mais de 45% da população imunizada com duas doses de imunizantes contra a covid-19. Com ao menos uma dose, segundo a plataforma Our World in Data, eram 59%. O cenário positivo da vacinação, no entanto, não foi suficiente para que o número de casos deixasse de crescer no país — o que suscitou uma série de questões, sobretudo em relação à eficiência da Coronavac. Das 19.829.017 doses aplicadas no Chile, quase 80% são da vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac.

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, 56% das doses aplicadas são da Coronavac, produzida no País pelo Instituto Butantan. Como a experiência no país andino pode projetar, em partes, o futuro da vacinação contra covid-19 no Brasil, o Estadão reuniu informações a respeito da vacinação no Chile e buscou explicar, com base em estudos e na opinião de especialistas, o que já se sabe sobre o imunizante da Sinovac. Confira as respostas:

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O presidente chileno, vacinado em fevereiro, exibe seu cartão com o selo do imunizante da Sinovac Foto: Marcelo Segura/Governo do Chile

A Coronavac está dando resultado no Chile?

Segundo dados do governo chileno, no último mês, a quantidade de pacientes com mais de 70 anos internados em UTIs caiu de 372 para 342. Já nos pacientes entre 60 e 70 anos a queda foi mais acentuada: no dia 7 de abril, eram 783. Na sexta-feira, 667. Na faixa que vai dos 50 aos 59 anos, a queda teve início há 13 dias, com diminuição de pouco mais de 7%.

Em relação às mortes, nos últimos três meses houve queda de 20,84% na população com mais de 90 anos e de 4,35% para aqueles que têm de 80 a 89. Ambas as faixas estão totalmente vacinadas. Ao mesmo tempo, houve um pequeno aumento nos últimos sete dias nas faixas etárias de 60 a 69 anos e de 50 a 59 anos, onde nem todos têm as duas doses, e também entre os que têm menos de 39 anos.

Em entrevista ao Estadão, o infectologista da Universidad de Chile e integrante do comitê de vacinas do Ministério da Ciência e Tecnologia Miguel O’ Ryan explica que já é possível ver um efeito da vacinação. “Primeiro vimos uma diminuição no número de pacientes na UTI com mais de 70 anos, depois entre 60 e 70, e agora já observamos uma redução na internação de pacientes entre 50 e 60 anos”, relata. Para o especialista, ainda não se vê de forma clara, contudo, uma queda entre os que têm entre 40 e 50 anos.

Quando a vacinação em massa começou no país andino?

A vacinação em massa no Chile começou no dia 3 de fevereiro e, desde então, teve a Coronavac como o principal imunizante. Apenas 20% da população foi vacinada com doses da Pfizer/BioNTech, da Oxford/AstraZeneca e da CanSino. Segundo o governo, o imunizante chinês apresentou um nível de proteção de 67% em pacientes sintomáticos, preveniu em até 80% as hospitalizações, em 89% as internações em UTI e em 80% o risco de morte. Esses índices, é bom lembrar, só são atingidos 14 dias após a segunda dose.

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Aplicação da Coronavac em posto da campanha no Chile, em fevereiro Foto: REUTERS/Ivan Alvarado

Quais são os próximos passos do governo chileno?

A meta do governo chileno é ter 80% da população vacinada até o fim do primeiro semestre. Para O’Ryan, a vacinação no Chile é eficaz e a experiência pela qual o país está passando poderá servir como modelo para vários países. Segundo ele, se não houver um pico de casos e mortes durante o inverno, a partir de agosto ou setembro será possível retomar ainda mais atividades econômicas. 

“Apesar de não ter um nível de proteção como o das outras vacinas, a Coronavac é eficiente e, além disso, causa poucos efeitos colaterais”, afirma o infectologista. 

Mesmo com o avanço na vacinação, o Chile ainda tem um longo caminho pela frente. O país vem registrando mais de 6 mil novos casos por dia — no final de fevereiro era uma média de 3 mil novas infecções — , tem mais de 3 mil pessoas internadas e menos de 300 vagas em UTIs.

Nesta quinta-feira, 10, as autoridades sanitárias do Chile informaram que a região metropolitana, que abrange a capital, Santiago, e onde habitam mais de 7 milhões de pessoas, voltará à quarentena total no sábado devido ao aumento de casos de covid-19 nos últimos dias e ao alarmante colapso do sistema de saúde.

O que explica o aumento no número de casos de covid-19?

Os especialistas não têm respostas certeiras. Mas dizem que um dos fatores que pode ter contribuído para a alta foi o excesso de confiança na rapidez da vacinação, o que teria causado um relaxamento nas medidas de proteção. A circulação de novas variantes também é apontada como agravante. De acordo com o biólogo e colunista do Estadão Fernando Reinach, possíveis explicações incluem diferenças climáticas, novas cepas e o relaxamento prematuro do distanciamento social.

Quais as diferenças entre o Chile e países que estão com a vacinação avançada, mas com o número de casos em queda?

Para Reinach, o tipo de vacina utilizada é, de fato, uma importante diferença entre o Chile e os países em que o número de casos e mortes está caindo. “Nos EUA estão sendo usadas exclusivamente vacinas de mRNA (Pfizer e Moderna). Na Inglaterra vacinas da Pfizer e da AstraZeneca foram utilizadas em proporções semelhantes. Na Alemanha 80% das doses são Pfizer e Moderna e 20% são AstraZeneca. Em Israel 100% das doses são Pfizer. Essas vacinas têm alta eficácia e efetividade”, explicou em coluna publicada no Estadão no dia 5 de junho.

“Talvez a Coronavac seja capaz de reduzir internações e mortes, mas não consiga impedir completamente a propagação do vírus. Quando os resultados da fase 3 da Coronavac e do estudo em Manaus forem publicados, e os de Serrana forem terminados e avaliados, é possível que essa hipótese seja comprovada ou descartada. O tempo dirá”, conclui.

A Coronovac é aprovada pela OMS?

Em 1º de junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a aprovação de uso emergencial da Coronavac. O órgão recomendou a vacina para uso em adultos de 18 anos ou mais, em um esquema de duas doses com espaçamento de duas a quatro semanas.

A experiência de vacinação no Brasil é mesmo similar à do Chile?

Em partes. O Brasil iniciou a vacinação com a Coronavac e logo em seguida começou a usar a vacina da AstraZeneca. Mas, com a compra de 200 milhões de doses da Pfizer, é possível que quando o País chegar a 40% da população vacinada com duas doses, mais de 50% do total de doses ministradas seja da Pfizer e o restante seja dividido entre Coronavac e AstraZeneca. 

Portanto, é pouco provável que o País tenha 80% das doses vindas da Sinovac/Butantan como ocorre no Chile. “Nosso futuro talvez esteja mais próximo do que ocorre hoje na Inglaterra do que ocorre no Chile. Isso é uma boa notícia. O triste é que já poderíamos estar com cerca de 40% da população vacinada”, explica Reinach.

O que o experimento realizado em Serrana (SP) nos ensina?

A imunização em massa da população adulta no município de Serrana, interior paulista, comprovou a eficácia da Coronavac, segundo dados divulgados pelo Instituto Butantan. Resultados parciais do estudo divulgados em 31 de maio mostraram redução de 95% no número de óbitos, 86% de internações e 80% em casos sintomáticos de Covid-19. Os dados são preliminares.

Além disso, o número de hospitalizações e mortes na faixa etária superior aos 70 anos foi reduzido a zero após a semana epidemiológica 14 (meio de abril), quando 95% dos adultos de Serrana já estavam vacinados. Em texto publicado no Estadão, o epidemiologista, professor da Faculdade de Medicina da USP Paulo Lotufo explica que o Projeto S, desenvolvido pelo Instituto Butantan na cidade de Serrana, mostrou que, para se controlar uma epidemia, é necessária ação populacional, e não apenas individual.

Afinal, a Coronavac é ou não é eficiente?

Um artigo científico em pré-print (ainda sem revisão por pares) divulgado em 11 de abril aponta que a eficácia da Coronavac contra a covid-19 é maior do que o dado anteriormente divulgado. A chamada eficácia primária, que representa a proteção da vacina contra a doença em qualquer intensidade, passou de 50,38% para 50,7%, chegando a 62,3% com intervalos maiores que 21 dias entre as doses. Contra casos moderados, o imunizante tem eficácia de 83,7%, quando o dado anterior apontava 78%. 

Já um outro estudo preliminar divulgado no dia 21 de maio indica que a efetividade da Coronavac cai conforme a idade e varia de 61,8% a 28% a partir dos 70 anos. O trabalho mostra também que o imunizante não confere nenhuma proteção com apenas uma dose. Na média, a efetividade após 14 dias da segunda dose ficou em 42% no grupo de idosos analisado. O índice é inferior ao verificado nos testes clínicos da vacina no Brasil, feitos majoritariamente com voluntários mais jovens.

Por outro lado, a Coronavac foi capaz de reduzir em 97% a mortalidade por covid-19 no Uruguai, segundo estudo preliminar feito pelo Ministério da Saúde daquele país e divulgado no dia 27 de maio. Os dados mostram ainda que o imunizante da Pfizer também teve alta proteção contra as mortes, ainda que em patamar inferior ao da Coronavac: 80%. O governo uruguaio, contudo, solicitou cautela na interpretação dos dados e na comparação com outras vacinas, já que os resultados não foram estratificados segundo faixa etária, presença de comorbidades e risco de exposição ao vírus.

Em resposta a reportagem do Estadão publicada nesta semana, a Prefeitura de São Paulo afirmou que todas as vacinas disponíveis no Brasil foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e têm eficácia comprovada. “A pasta orienta que não seja feita escolha de um imunizante e nem que a vacinação seja atrasada por isso.”

Já a infectologista do Hospital Sírio-Libanês Mirian Dalben afirma que todas as vacinas disponíveis hoje no País são eficazes e seguras. “É muito complicado comparar a eficácia global das vacinas”, diz. “O estudo da Pfizer foi feito antes da maioria das variantes surgir, no meio do ano passado, e a da Coronavac, depois.” Lançadas após a fase três das pesquisas, todas elas ainda passam por acompanhamento para se medir a eficácia em populações maiores ao longo do tempo, a chamada fase 4. 

“Pode ser que depois de um tempo, no futuro, possa se dizer que uma é melhor que a outra para determinada população”, afirma a infectologista. “Agora, o importante é tomar qualquer uma das três e não adiar. Não dá para ser sommelier de vacina.”

REFORMA TRIBUTÁRIA PODE SER VOTADA NA CÂMARA

 

  1. Economia 

Se as mudanças da reforma brasileira forem feitas no atropelo e derem errado, não é algo que se possa reverter com facilidade

Adriana Fernandes*, O Estado de S.Paulo

É extremamente preocupante o movimento do comando da Câmara para levar a votação dos dois projetos de reforma tributária diretamente ao plenário da Casa, sem passar por comissões.

Mesmo que fatiada, a reforma não pode prescindir de um debate prévio para que todos os parlamentares e diversos atores da sociedade possam maturar as propostas. O que se pretende é fazer um grupo de trabalho com poucos parlamentares.

É uma temeridade, considerando a complexidade que é mudar a direção do leme desse transatlântico do sistema tributário nacional em meio a sinais de mudança dos ventos nessa área no cenário internacional.

Na semana passada, o G-7, grupo das principais economias do mundo, concordou em apoiar novas regras para tributar empresas multinacionais com um imposto de pelo menos 15%. A proposta é considerada um passo decisivo em direção a um acordo global que entregaria a taxa mínima proposta por Joe Biden, presidente dos Estados Unidos.

Câmara dos Deputados
Dois projetos de reforma tributária estão hoje na agenda da Câmara. Foto: Dida Sampaio/Estadão

O governo ainda não se pronunciou sobre a posição do Brasil em relação ao acordo, o que só deve acontecer na próxima reunião do G-20. Até o momento, essa discussão, porém, passa ao largo da reforma tributária.

Se as mudanças da reforma brasileira forem feitas no atropelo e derem errado, não é algo que se possa reverter com facilidade. O transatlântico já se mexeu. Quem for beneficiado ou conseguir manter os privilégios, de certo não vai querer fazer os ajustes.

Dessa vez, os governistas não vão poder dizer que a proposta pode ir ao plenário porque já houve debates em audiências públicas da comissão mista de reforma tributária, cujas PECs para uma reforma ampla foram descartadas por eles mesmos.

Dois projetos estão hoje na agenda da Câmara para a reforma mínima acordada pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, com o ministro da EconomiaPaulo Guedes: a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que muda o PIS e Cofins, tributos sobre o consumo; e uma mudança do Imposto de Renda das empresas e pessoas físicas e “talvez” no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

Empresários, que acompanham nos detalhes as negociações da reforma e têm interlocução com parlamentares do alto clero do Congresso, demonstram desconforto com a demora de apresentação do texto das propostas. 

Os detalhes que são conhecidos até agora vêm de declarações esparsas do ministro ou de informações de bastidores à imprensa de Brasília.

O projeto da CBS está no Congresso, mas o próprio ministro Paulo Guedes adiantou que o texto será alterado com a fixação de duas alíquotas, uma de 12% para a indústria e outra menor para comércio e serviços, setores mais intensivos em mão de obra e que têm custo maior com as contribuições sobre salários. Já houve reação.

Confederação Nacional da Indústria (CNI) chiou e disse que, dessa forma, a CBS é inaceitável. Há propostas rondando entre parlamentares até mesmo para manter alguns setores no sistema cumulativo (o tributo que é pago em uma operação não é abatido na operação seguinte e incide em cascata), justamente o que se quer evitar com um tributo nos moldes do Imposto de Valor Agregado (IVA) proposta pela CBS. Mudar para quê?

No IRPF, já se sabe que são poucas as chances de mudanças nas deduções e isenções, um caminho que definitivamente deveria ser perseguido para tornar o sistema mais justo e dar uma resposta inicial à demanda da sociedade para que a reforma olhe o social e maior distribuição de renda.

Lira cobrou esta semana as propostas do ministro, mas na prática segurou o seu avanço para uma definição da reforma administrativa, proposta com resistências na base governista.

Aliado de Lira, o presidente da Frente Parlamentar da Reforma Tributária no Congresso Nacional, Luís Miranda (DEM-DF), cotado para a relatoria da CBS, em entrevista ao Estadão/Broadcast, avisou que a reforma do Imposto de Renda só deve ser enviada pelo governo após a aprovação da administrativa.

O pessoal que quer a reforma tributária primeiro e rápida viu a notícia e não gostou. O que se falou nos bastidores é que o projeto da CBS “desandou”, porque a janela de aprovação de medidas mais polêmicas, como as reformas, vai no máximo até setembro.

Por trás desse vaivém de quem vai primeiro (tributária ou administrativa), estão mesmo as negociações para as eleições de 2022 (garantia de verbas) e as indicações das relatorias dos projetos da reforma tributária e outras matérias, como o cobiçado Orçamento do ano que vem. É certo também que a melhora fiscal, com o aumento da arrecadação, tirou a pressa de muitos.

Como não dá certo misturar assunto que mexe com arrecadação e eleição, o mais prudente é fazer um debate aberto das propostas, e não à sombra de negociações paralelas para aprovação de outras matérias de interesse do presidente Jair Bolsonaro, como o projeto para a introdução da impressão do voto nas urnas eletrônicas nas eleições de 2022. O que temos visto é que, na maioria das vezes, o preço desses acordos vai estourar no Orçamento. O objetivo, portanto, é não ter debate aberto.

Mas todo cuidado é pouco. Se a manobra do transatlântico tributário não for bem-feita, o navio afunda com riscos para a arrecadação do governo no futuro.

*É REPÓRTER ESPECIAL DE ECONOMIA EM BRASÍLIA

INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO SÃO CHAVES PARA O SUCESSO

 

SEBRAE

A capacidade de inovar exige que o profissional saia da sua zona de conforto, aproveite os interesses do público e crie novas tendências ou soluções que sejam capazes de mudar a vida dos clientes completamente. Na prática, os profissionais que desejam se diferenciar e, atrair clientes, precisam adotar uma cultura de empreendedorismo e inovação nos negócios.

Nos últimos 10 anos, temos visto diversas empresas surgindo e ganhando mercado por causa de seu maior diferencial: a capacidade de inovar. A inovação não está presente em todos os negócios e perfis profissionais, pelo contrário, é uma habilidade que precisa ser desenvolvida com capacitação, informação e muita criatividade.

Entretanto, é fundamental para destacar a empresa no mercado. Neste artigo, você vai entender melhor sobre esse conceito e descobrir como inovar no seu negócio. Confira!

O que é inovação?

Inovação é criar algo que tenha utilidade, que seja diferente do que já existe e tenha mercado, pois a inovação precisa gerar lucros. A inovação também está relacionada com a criação de soluções ou quebra de padrões. Isso quer dizer que a inovação pode representar tanto a elaboração de um modelo de negócio e serviços, como também o desenvolvimento de novos produtos e serviços diferenciadas para problemas recorrentes do público-alvo ou da empresa.

Com os avanços tecnológicos registrados nos últimos anos, algumas tendências se inserem no cenário mundial de inovação, tal como o uso e criação de softwares em nuvem para o gerenciamento de equipes e atendimento ao público.

Também com a criação de novos espaços de trabalho em grupo que incentivam a criatividade e contato com outros profissionais, como os coworkings; ou ainda, com a produção de soluções para o desenvolvimento de cidades inteligentes.

Por que inovar é importante?

A palavra empreendedorismo se refere à um comportamento de liderança, iniciativa e descobertas. Essas habilidades são fundamentais não apenas para os gestores, empresários ou donos de um negócio. Funcionários com perfil empreendedor podem aperfeiçoar serviços e desenvolver soluções para problemas ou novas formas de executar alguma atividade. Não por acaso, a busca por trabalhadores-empreendedores têm crescido tanto no mercado.

Empreendedorismo e inovação são como dois lados de uma mesma moeda, que se estiver parada não tem valor algum. Para empreender é preciso ter espaço para criar, colocar ideias em prática e de fato inovar. Nenhuma empresa que fique “engessada no tempo” poderá se sustentar a longo prazo e continuar crescendo no mercado.

Basta observar alguns empreendimentos que foram atingidos por novas tecnologias, como as locadoras de filmes: com os serviços de streaming e assinaturas online, muitos estabelecimentos fecharam. No entanto, aqueles que resolveram inovar oferecendo novas experiências aos clientes, com espaços diferenciados ou investindo em nichos específicos, como de filmes clássicos ou de outras nacionalidades, têm sobrevivido.

De fato, há previsão de que as empresas que não investirem em inovação estarão fora do mercado nos próximos anos. Quem faz essa previsão é Carlos Faccina, Chanceler das Universidades Anhembi Morumbi e BSP, que integram a rede Laureate International, durante o Fórum de Administração 2018.

Para o chanceler, as habilidades necessárias para uma boa gestão no passado não são mais suficientes para garantir que as empresas vão sobreviver. “A inovação exige o cumprimento de determinados pré-requisitos nas empresas, entre os quais a compreensão de que as pessoas são diferentes e são talentosas à sua maneira, cabendo à empresa conciliar as diferenças”, explicou Faccina.

O representante também criticou o modelo convencional das estruturas organizacionais que ainda é muito comum nas empresas e isso se reflete no desenvolvimento dos produtos e soluções. Para ele, a criatividade e a inovação exigem a quebra dos modelos convencionais de gestão. “Basta observar que dos 100 produtos lançados nos últimos 5 anos, apenas 5 podem ser classificados como sucessos e os demais seguem para o esquecimento”, destacou.

Investir em inovação é caro

Esse tem sido o argumento adotado por muitos empreendedores brasileiros. Porém, para inovar não significa necessariamente gastar muitos recursos – na verdade, alguns empreendedores inovam até mesmo sem gastar R$ 1.

Segundo a consultoria McKinsey, o problema é que o brasileiro, apesar de ser um empreendedor nato – 39% da população economicamente ativa tem seu próprio negócio, não tem tanta iniciativa para inovar. O medo de arriscar e perder dinheiro pode ser um dos principais limitadores. Isso porque, mesmo que não invista dinheiro, o empreendedor corre o risco de não agradar o cliente.

Na contramão desse cenário, estão as fintechs – startups do setor financeiro, que já somam mais de 400 iniciativas no país. O crescimento desse modelo de negócio se deve aos novos hábitos da população:

  • Mais de 50% dos usuários usam ativamente serviços bancários online;
  • 58% de todas as transações bancárias são virtuais;
  • Mais de sete milhões de clientes já abriram contas em bancos digitais.

Observar o comportamento do consumidor é o primeiro passo para quem quer inovar. O empreendedor precisa estar antenado sobre quais são as necessidades e os interesses do seu público.

Com o reconhecimento de demandas antigas do mercado e dos clientes, a empresa pode inovar com um atendimento diferenciado ou o apoio à alguma causa social, por exemplo. As soluções vão desde o espaço ou vitrine da empresa – que pode ser online ou offline – até o produto em si. Para inovar não é necessário grandes investimentos, mas é importante despertar a criatividade, ouvir os clientes e a sua equipe.

Empreendedorismo e inovação: 7 dicas para ter uma empresa inovadora

Alguns processos como o Design Thinking podem auxiliar os empreendedores a reconhecer problemas e desenvolver soluções criativas para a empresa. Outro caminho é avaliar a situação do negócio e observar quais são as principais dificuldades enfrentadas pela equipe:

  • concorrência?
  • engajamento?
  • divulgação da marca?
  • qualidade dos serviços?

Com soluções empreendedorismo e inovação tais situações podem ser transformadas em oportunidades para o crescimento e sucesso da empresa. Veja outras dicas para aplicar no seu negócio.

  1. Observe os seus concorrentes

Um forma de obter ideias de soluções criativas é observar iniciativas de concorrentes, empresas de outros segmentos e nacionalidades – por meio da internet, torna-se cada vez mais fácil encontrar exemplos de sucesso ou fracasso nos negócios.

Além disso, quando seu concorrente dá o primeiro passo, você pode aprender com os erros dele e aplicar o aprendizado na criação das suas ações.

  • Alinhe os objetivos da empresa

Saber onde você quer chegar com o seu negócio te ajudará a definir os caminhos que vai percorrer. Isso quer dizer que você não tomará atitudes ou vai dedicar tempo e esforço da sua equipe em ações que não te ajudarão a conquistar seus objetivos.

Defina os seus objetivos e alinhe com as expectativas de seus colaboradores.

  • Consuma conteúdo

Buscar inspiração é fundamental para quem quer inovar. Fique atento às exposições de arte, música, teatro, leia artigos, converse com as pessoas, observe os locais que os seus clientes gostam de frequentar e fique atento a tudo que está ao seu redor.

Também com filmes, documentários, séries, vídeos, revistas, livros ou outros materiais é possível descobrir novas formas de empreender em seu próprio negócio. Toda e qualquer fonte de informação é conteúdo e pode gerar insights para promover a inovação no seu negócio.

  • Estimule a criatividade da sua equipe

A inovação não precisa partir só do dono da empresa. Todos os profissionais da empresa podem contribuir com suas ideias, mas para isso é importante que eles se sintam confortáveis em apresentá-las.

Desenvolva atividades de estímulo à criatividade e estimule os profissionais a apresentarem soluções para os problemas da empresa. Quanto mais ideias forem apresentadas, mais chances de acertar em uma nova solução ou na criação de um novo produto.

  • Ofereça recompensas para a equipe

As recompensas, como premiações, benefícios ou até aumento de salário ajudam a estimular o colaborador a buscar soluções para o negócio. Mas fique atento! O colaborador não pode ser estimulado a apenas contribuir se ganhar algo em troca. A sua empresa deve promover uma cultura de inovação e colaboração.As recompensas devem ser oferecidas quando a empresa tem ganhos significativos.

6.Foque no seu cliente

De nada vai adiantar você investir em inovação, buscar soluções ou criar produtos que não atendam as necessidades do seu cliente. Muitas empresas erram por tentar inovar e ganhar destaque na mídia, mas o que deve ter valor para o seu negócio são seus clientes.

Se você desenvolver uma solução ou um produto que seja inovador para eles, que atraia a atenção de mais pessoas com o perfil do seu cliente e faça diferença em suas vidas, conseguirá alcançar o sucesso que deseja.

Por isso, foque nos seus clientes. Estude o seu público. Saiba o que ele está consumindo, quais são seus problemas e desejos.

  • Capacite-se

Busque capacitação e capacite a sua equipe. O desenvolvimento de novas habilidades, o conhecimento e a informação são fundamentais para quem quer inovar. E você não precisa investir muito dinheiro nisso. Existem diversas plataformas que oferecem cursos e treinamentos gratuitos ou conteúdos básicos para quem quer aprender uma nova habilidade.

A Startup Valeon é um marketplace da região do Vale do Aço que oferece um modelo de negócio inédito e diferenciado para atender às necessidades das Empresas, Serviços e Profissionais liberais que oferece anúncios no seu site de: produtos, serviços, Coletânea de Turismo na região, propaganda de Shoppings, Ofertas de Supermercados, Revendedoras de Veículos, notícias e músicas, tudo num só lugar.

VALEON UMA STARTUP INOVADORA

A Startup Valeon é uma nova empresa da região do Vale do Aço que tem um forte relacionamento com a tecnologia.

Em geral, elas se caracterizam por ser um negócio com ideias muito inovadoras e grande disposição para inovar e satisfazer as necessidades do mercado.

Seja nas formas de atendimento, na precificação ou até no modo como o serviço é entregue, as startups buscam fugir do que o mercado já oferece para se destacarem ainda mais.

Muitos acreditam que desenvolver um projeto de inovação demanda uma ideia 100% nova no mercado. É preciso desmistificar esse conceito, pois a inovação pode ser reconhecida em outros aspectos importantes como a concepção ou melhoria de um produto, a agregação de novas funcionalidades ou características a um produto já existente, ou até mesmo, um processo que implique em melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade ao negócio.

inovação é a palavra-chave de qualquer startup. Essas empresas buscam oferecer soluções criativas para demandas que sempre existiram, mas não eram aproveitadas pelo mercado.

As startups procuram resolver problemas e oferecer serviços inovadores no mercado.

Nossos contatos: Fones: (31) 3827-2297 e (31) 98428-0590 (Wpp)

E-MAIL: valeonbrasil@gmail.com

Site: https://valedoacoonline.com.br/

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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