quinta-feira, 10 de junho de 2021

IMAGEM EMPRESARIAL

 

Publicado por: Marcus Marques

Descubra a importância da Imagem Empresarial

No cotidiano corporativo, a imagem empresarial é de grande relevância, pois não adianta se dedicar a ter um bom produto ou serviço se isso não está claramente demonstrado para os consumidores. Grande parte das marcas de sucesso no mercado conquistaram seu lugar de destaque devido a estratégias de criação de imagens positivas. O público-alvo precisa ver na empresa um objetivo na empresa para que se interesse em comprar dela.

O Que é Imagem Empresarial?

Antes de qualquer coisa, deve ficar clara a diferença entre imagem e identidade empresarial. A imagem é tudo o que a companhia parece ser, aquilo que o público-alvo entende dela. Já no caso de identidade, estamos falando a respeito de tudo o que a organização efetivamente é.

De uma forma mais conceitual, digo que imagem empresarial é o conjunto de significados que são observados pelos indivíduos em busca de conhecer um objeto. Está dentro do conceito de imagem tudo aquilo que as pessoas descrevem, comentam, lembram e relacionam com a sua companhia.

A constituição de uma imagem empresarial é resultante de diferentes interações, como dos materiais gráficos e de comunicação da companhia. Embora seja uma percepção externa, a imagem é fruto também das interações internas. Formando o que entendemos como imagem estão elementos gráficos, como os conteúdos das publicidades, bem como a missão, valores e formas como os públicos são atendidos.

Qual a Importância da Imagem Empresarial?

Um dos bens mais valiosos que as organizações possuem não é tangível, a imagem influencia no valor agregado que essa instituição terá diante de seus consumidores. O trabalho de construção de imagem é incessante e um pequeno deslize pode colocar facilmente tudo a perder. A percepção da marca como positiva e agregadora de mais do que somente produtos e serviços, é o que torna uma companhia a escolha perfeita para os consumidores na hora da compra.

Nos últimos anos, com o advento de redes sociais e o desenvolvimento do imediatismo, a imagem das corporações passou a exercer maior influência sobre os consumidores. Hoje em dia, as pessoas estão em busca de compras que tenham mais significado, a qualidade do produto ou serviço não chega a ser um critério de decisão, uma vez que é entendida como obrigatória. Se não há uma imagem positiva e consolidada, a marca não tem como se manter numa posição sólida no mercado.

Imagem é Resultado de Diferentes Esforços

A construção da imagem de uma empresa não começa e não termina na sua publicidade, os empresários devem compreender que tudo o que é visto e percebido pelo público externo ajuda a compor a imagem empresarial, isto é, desde um problema no sistema fabril que reduz a qualidade do item produzido, até um atendimento ineficaz por parte dos funcionários.

Para que se tenha uma imagem positiva, é necessário ficar atento a todas as pequenas questões que ajudam a formar o panorama de serviços da companhia. Além de fiscalizar com rigor o sistema de produção e entrega dos produtos, é essencial fazer avaliações constantes do atendimento que os funcionários prestam para os consumidores. Novamente cito que um pequeno deslize é mais do que suficiente para fazer com que todo o trabalho bem feito até então seja esquecido.

Conceito de Marca

Para ter uma boa imagem, é necessário que se tenha uma marca forte, algo que não surge do nada e que depende de muito esforço. A primeira coisa a se saber é que as marcas consideradas fortes têm uma filosofia que seguem incansavelmente. Também se deve compreender que marcas possuem características que devem ser transmitidas através da sua comunicação e do seu método de trabalho.

A palavra-chave para a construção de uma marca é coerência, a organização deve fazer exatamente o que prega para que o consumidor não encontre ‘furos’ na imagem que está sendo difundida. Fidelização é o resultado de um trabalho constante de reafirmação de algo positivo. Sendo assim, é necessário que a companhia tenha momentos reflexivos sobre como tem se posicionado no mercado.

Invista em Comunicação

Para que a imagem da companhia seja de conhecimento geral de todos os públicos relacionados, é importante que ela seja difundida por meio de comunicação. Dessa forma, o gestor deve ficar atento aos investimentos nesse setor. Ao perceber que há pontos que não estão exatamente bem resolvidos, é possível trabalhar com uma estratégia de comunicação que vise reverter o quadro.

Mas, é claro que não adianta investir massivamente na comunicação de algo que não é palpável e real. Uma imagem construída sobre algo falso não se sustenta a longo prazo, pois as pessoas inevitavelmente descobrem que o que está sendo dito não é exatamente o que acontece na realidade. A conclusão é que a imagem de uma companhia precisa ser pensada para ofertar algo realmente positivo para o seu público-alvo e que seja verdadeiro.

Você já tinha pensado a respeito da importância da imagem empresarial para o sucesso de um negócio? Deixe o seu comentário!

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STF BARA IDA DO GOVERNADOR DO AMAZONAS NA CPI

 

 Da Redação – VEJA

A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber concedeu, na noite de quarta-feira, 9, um habeas corpus e autorizou o governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), a não comparecer à CPI da Pandemia. A magistrada entendeu que, como o político é investigado e foi denunciado, não é obrigado a se incriminar na oitiva. Caso ele opte por ir à comissão, poderá ficar em silêncio.

PREOCUPAÇÃO - Wilson Lima: “A situação é assustadora e sem precedentes” -© Márcio James/Amazônia Real/. PREOCUPAÇÃO - Wilson Lima: “A situação é assustadora e sem precedentes” –

O depoimento de Lima foi antecipado para esta quinta-feira, 10, após a Operação Sangria, da Polícia Federal, atingir toda a cúpula do governo amazonense. Ele seria o primeiro dos nove chefes estaduais a serem ouvidos pela CPI, que investiga possíveis desvios de recursos repassados pela União para o enfrentamento da pandemia nos estados.

Assim como o gestor do Amazonas, outros oito governadores convocados pela CPI acionaram STF para pedir a suspensão de “qualquer ato da CPI da Pandemia referente à convocação para depoimento de governadores de estado e do Distrito Federal”. A relatora deste caso também é a ministra Rosa Weber. O HC concedido a Lima foi feito de forma individual pela sua defesa na segunda-feira, 7.

“Constato que o paciente [governador] não apenas está sendo investigado no âmbito da Operação Sangria, mas também figura como denunciado […]. Evidencia-se inequivocamente a sua condição de acusado no contexto de investigações que apuram o desvio e má aplicação de verbas públicas federais no âmbito da execução das políticas de saúde para o enfrentamento da pandemia”, disse a ministra em sua decisão.

“Embora o direito ao silêncio não mais se relacione tão intimamente às liberdades básicas de expressão, políticas e religiosas, cumpre no processo penal a importante função de prevenir a extração de confissões involuntárias”, acrescentou.

No dia 26 de maio, Wilson Lima foi denunciado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) pela Procuradoria-Geral da República por suspeitas de desvios de recursos no estado. Ele nega qualquer irregularidade.

MOTIVOS DA NÃO AUTORIZAÇÃO DO GOVERNADOR DO AMAZONAS PARA IR NA CPI

BBCNEWS

Pela primeira vez em quase dois meses de CPI da Covid, a Justiça autorizou um dos depoentes convocados a não ir depor aos senadores que investigam a condução da pandemia. No fim da noite desta quarta-feira (09/06), a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber concedeu habeas corpus preventivo impetrado pelo governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC). Os pontos principais de seu depoimento aos senadores tratariam da crise que levou à falta de oxigênio no Estado em janeiro e da investigação de supostos desvios de verbas destinadas ao Estado para combater a pandemia.Governador do Amazonas, Wilson Lima, obteve no STF o direito de não comparecerá à CPI da Covid© Diego Peres/Secom-AM Governador do Amazonas, Wilson Lima, obteve no STF o direito de não comparecerá à CPI da Covid

O depoimento de Lima à CPI da Covid estava previsto para 29/06. Porém, foi adiantado para 10/06 após a Polícia Federal deflagrar, em 02/06, uma operação para apurar suspeita de irregularidades relacionadas ao Hospital de Campanha Nilton Lins, em Manaus, alugado pelo Estado para atender pacientes com covid-19.

Mas o que fundamentou a decisão de Weber?

A argumentação da defesa de Lima tem três pontos principais: 1. a convocação de governadores a um inquérito no Congresso afrontaria o princípio constituição de separação de Poderes; 2. Lima já é investigado pelos “mesmos fatos” pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, e por ser investigado teria direito a não comparecer a um interrogatório; 3. caso seja obrigado a comparecer, restaria o direito a permanecer em silêncio e não ser constrangido por isso.

Em sua decisão, Weber rejeita o primeiro argumento e aceita os outros dois. Segundo a ministra, “os investigados e os réus não são obrigados a comparecerem para o ato de interrogatório seja policial, seja judicial”, incluindo uma CPI, e o direito à não autoincriminação significa a opção de não comparecer ao depoimento sem ser punido por sua escolha.

Caso Lima queira comparecer mesmo assim ao depoimento na CPI, a ministra do STF o autorizou a ficar em silêncio, ter seu advogado ao lado, não ser obrigado a dizer a verdade e nem ser constrangido pelos senadores.

Em decisão que garantiu ao ex-ministro Eduardo Pazuello o direito de ficar em silêncio na CPI, o ministro do STF Ricardo Lewandowski tem entendimento oposto sobre a obrigação de comparecimento. Segundo ele, o direito ao silêncio e o dever de atender a uma convocação da CPI são, apesar da linha tênue entre eles, coisas diferentes.

Lima seria o primeiro governador a comparecer à CPI. Ao todo, foram convocados nove. Segundo os senadores, a convocação dos gestores estaduais tem o objetivo de apurar possíveis ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e possíveis desvios de verbas federais enviadas aos Estados.

Um grupo de cerca de 20 governadores protocolou pedido ao STF para suspender qualquer ato da CPI para convocá-los, sob o argumento de que se trata de uma medida ilegal, pois afronta o princípio da independência entre os poderes, resguardado pela Constituição Federal. A relatora do processo é Rosa Weber.

Esse mesmo argumento de ausência de competência constitucional do Congresso para convocar governadores foi levantado pela defesa de Wilson no habeas corpus que garantiu seu não comparecimento à CPI. Esse ponto foi rejeitado por Weber não pelo seu mérito, mas por uma questão processual.

A ministra considerou que esse tipo de pleito não poderia ser feito por meio de um habeas corpus (HC), mas sim por outros tipos de peça jurídica, como uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) que o próprio Lima e outros governadores usaram em ação conjunta contra a convocação da CPI da Covid. Ainda não há decisão sobre esse ponto específico.

De acordo com a Agência Senado, a advocacia da Casa informou ao STF que os governadores serão ouvidos como testemunhas e não como investigados, motivo pelo qual os depoimentos deles deveriam ser mantidos.

Na quarta-feira (09/06), Lima afirmou que não está com medo de depor na CPI. De acordo com o site G1, o governador foi questionado se tinha receio de que sua participação na CPI gerasse novas provas para a Polícia Federal. “Não tenho nenhum problema em relação a isso. Já prestei e vou continuar prestando todos os esclarecimentos necessários e estou muito tranquilo em relação a isso”, disse o gestor.

Crise do oxigênio

Em janeiro, Manaus viveu duro período de explosão de casos e mortes pela covid-19© Reuters Em janeiro, Manaus viveu duro período de explosão de casos e mortes pela covid-19

O ponto principal do depoimento de Lima trataria do colapso em Manaus, no qual pacientes ficaram sem oxigênio medicinal a partir de 14/01.

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello disse à CPI, em depoimento em 20 de maio, que acredita que a Secretaria Estadual de Saúde é uma das principais responsáveis pela situação que culminou na falta de oxigênio hospitalar em Manaus.

À CPI Pazuello afirmou que no dia 7 de janeiro o secretário de Saúde do Amazonas lhe pediu apoio no transporte de oxigênio de Belém (Pará) para o interior amazonense e que isso foi feito pelo Ministério da Saúde no dia seguinte. Segundo ele, nada foi dito nesse contato sobre risco de colapso na oferta de oxigênio em Manaus.

O ex-ministro disse ainda ter determinado no dia 8 de janeiro a ida de todos os secretários do Ministério da Saúde junto com ele à capital amazonense “não pela falta de oxigênio, mas pelo colapso que estava ficando claro na rede como um todo”, em referência à falta de leitos e insumos de forma geral.

“No dia 10, eu me reuni com o governador (Wilson Lima) e o secretário (estadual de Saúde). Foi a primeira vez que o secretário colocou de forma clara de que havia problemas na logística e no fornecimento efetivo de oxigênio para Manaus.”

No entanto, uma comitiva do Ministério da Saúde já havia ido a Manaus em 3 de janeiro para avaliar o estado crítico do sistema de atendimento na cidade.

Além disso, um documento de 4 de janeiro produzido pelo Ministério da Saúde e com o nome de Pazuello afirma que “há possibilidade iminente de colapso do sistema de saúde, em 10 dias”, segundo uma reportagem da Agência Pública.

Em 25 de maio, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro – conhecida como “Capitã Cloroquina” – disse à CPI que durante sua viagem pela pasta a Manaus, de 3 a 5 de janeiro, não teve informações sobre a perspectiva de falta de oxigênio da cidade.

Ela contradisse informação dada pelo ex-ministro Pazuello sobre a data em que o ministério da Saúde ficou sabendo da perspectiva da falta de oxigênio. Ela afirmou que a informação foi dada pela empresa White Martins, que fornece o insumo, no dia 8 de janeiro. Pazuello havia afirmado à CPI que a informação chegou a ele em 10 de janeiro.Em maio, Pazuello disse que falta de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas dificultou ajuda do governo federal contra colapso em hospitais© AGÊNCIA SENADO Em maio, Pazuello disse que falta de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas dificultou ajuda do governo federal contra colapso em hospitais

O senador Eduardo Braga (MDB-AM) questionou por que, sabendo das condições precárias das unidades de atendimento de Manaus, a equipe de Pinheiro não tomou medidas para que não faltasse oxigênio no Estado. “Não tínhamos como prever a quantidade de metros cúbicos que irÍamos utilizar. Essa não é nossa função, o Ministério da Saúde não faz esse monitoramento”, respondeu.

Os depoimentos de Pazuello e Pinheiro seriam ser usados para confrontar Lima sobre a crise do oxigênio no Amazonas.

Outro ponto que também seria abordado com Lima, com base nos depoimentos de Pazuello e Pinheiro, é a indicação do Ministério da Saúde para tratamento precoce contra a covid-19, por meio de medicamentos sem comprovação cientifica contra a doença – como cloroquina e ivermectina.

Durante seu depoimento na CPI, Pinheiro afirmou, assim como Pazuello, que o Ministério da Saúde não indicou tratamento precoce contra a covid-19.

No entanto, a secretária lançou o TrateCov alguns dias depois ao retornar à cidade. Na cerimônia em que anunciou o aplicativo em Manaus, Mayra Pinheiro exaltou a ferramenta como uma forma de realizar diagnósticos rápidos no lugar do uso de testes RT-PCR.

“No período de cinco minutos, com a utilização desse aplicativo, nós poderemos ofertar imediatamente para milhões de brasileiros o tratamento precoce, evitando que essas pessoas evoluam para quadros mais graves e que elas necessitem de novos leitos já escassos em todo o país”, acrescentou.

Na ocasião, ela fez ainda um apelo a “todos os prefeitos do Estado do Amazonas” para que adotassem o tratamento precoce”. A secretária afirmou que, em visita a um hospital de Manaus, familiares de pacientes se “agarravam” a suas pernas, pedindo socorro.

Suposto desvio de verba

Um ponto que também seria bastante explorado no depoimento de Wilson Lima na CPI é a forma como o governo do Amazonas utilizou os recursos que deveriam ser destinados ao enfrentamento à pandemia.

Desde junho do ano passado, o gestor estadual é alvo de investigações por suspeitas de irregularidades no uso de recursos que deveriam ser usados para atender pacientes com a covid-19.

Uma das investigações é referente a um contrato milionário para a compra de respiradores pulmonares. As apurações revelaram que uma loja de vinhos teria recebido R$ 2,9 milhões para fornecer respiradores ao Estado.

O desdobramento mais recente dessas investigações sobre supostas fraudes ocorreu no início de junho, quando a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados ao governador e a aliados dele.

O foco dessa apuração mais recente é investigar suposta contratação fraudulenta para favorecer empresários locais para fazer um hospital de campanha, sob orientação da cúpula do governo do Amazonas.

Em 02/06, o então secretário de saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo (ele pediu para deixar o cargo nesta semana) e cinco empresários suspeitos de serem favorecidos pela suposta fraude foram presos. Eles foram liberados nesta semana. O caso continua em investigação.

Desde o início das suspeitas, Lima nega que tenha cometido qualquer irregularidade durante a sua gestão. Ele afirma que não se beneficiou de recursos públicos.

 

O QUE O GOVERNO GANHA E PERDE COM A COPA AMÉRICA

 

Política

Por
Rodolfo Costa – Gazeta do Povo
Brasília

Jair Bolsonaro durante entrega da premiação da Copa América 2019: governo pode ganhar bônus político com realização de nova edição da competição, mesmo no atual cenário de pandemia.| Foto: Carolina Antunes/PR

A realização da Copa América no Brasil pode assegurar bônus políticos ao governo federal. Governistas vislumbram no evento futebolístico oportunidades econômicas e políticas. Será, no entender deles, a oportunidade de mostrar que a vida no país volta pouco a pouco ao normal e que o combate à pandemia do coronavírus vem sendo conduzido de forma eficaz, sendo, assim, uma resposta ao mundo e aos críticos.

A Gazeta do Povo apurou junto a interlocutores do Palácio do Planalto que a competição será transmitida para 186 países. “Antes dos jogos, teremos a divulgação das cidades-sede. É um benefício para o turismo”, celebra um assessor. “É uma maneira de mostrar nossa eficiência no combate à pandemia, que não tenho dúvidas que será completamente perfeita, com toda a segurança e precauções”, diz o deputado Bibo Nunes (PSL-RS), vice-líder do partido na Câmara.

Na visão dos críticos, o governo tem, sim, a ganhar com a realização da Copa América, mas sob outra ótica. Para o deputado Zé Neto (PT-BA), vice-líder do partido e membro da Comissão do Esporte na Câmara, é uma forma de instrumentalização política para tentar encobrir a crise econômica e sanitária em meio à CPI da Covid-19.

“Era momento de encontrarmos o Brasil numa situação de menos festejo e desvio de atenção e mais foco no combate à pandemia”, critica. Zé Neto pondera que, no atual ritmo de óbitos diários, o país deve atingir a marca de 500 mil mortes durante a competição. “Infelizmente, a projeção aponta para isso”, diz.

Realização da Copa América fortalece alianças no setor de comunicação
Mostrar que o país se encaminha para a volta à normalidade — algo tão defendido pelo presidente Jair Bolsonaro — não é o único ponto onde o governo pode faturar politicamente com a Copa América. A leitura feita por alguns no Planalto é que, ao sediar o evento, Bolsonaro fortalece laços com aliados estratégicos, a exemplo da emissora SBT.

A empresa do Grupo Silvio Santos celebrou com a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) acordo para a transmissão de todos os jogos da seleção brasileira na TV aberta e a final, ainda que o Brasil não esteja representado na decisão.

O cancelamento do evento esportivo seria, portanto, prejudicial para a empresa, cujo dono, Silvio Santos, é um aliado de Bolsonaro. “A não realização traria prejuízos para as emissoras que deixariam de transmitir [SBT, na TV aberta, e os canais esportivos controlados pela Disney na TV por assinatura]. O presidente quis, também, ajudar a empresa nacional”, pondera um interlocutor palaciano.

O que mais o governo ganha com o evento
Outra leitura feita no Planalto aponta que o governo pode ter ganhos políticos — nacionais e externos — ao reafirmar a capacidade que o Brasil tem para realizar eventos internacionais. É o que diz um interlocutor palaciano, que nega intenções políticas de Bolsonaro em sediar a competição no país.

“A politização dessa história é mais um absurdo que vivemos. O presidente, com as condições que tinha sobre a mesa, ou seja, o fato de os campeonatos estaduais e nacionais continuarem, apenas disse não ver problemas em mais esse evento no país”, diz o assessor. “Aí, só porque ele quis estender a mão para a Conmebol, que iria ter muito prejuízo, gerou essa discussão”, complementa.

O cientista político Thales Castro, professor e pesquisador da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), concorda com a leitura feita no Planalto de que o governo tem a ganhar com a Copa América ao reafirmar a capacidade para eventos internacionais e em privilegiar um aliado do setor de comunicação.

“É fato que o governo tira ganho político ao privilegiar um conglomerado de mídia que é ‘anti-Globo’. Bolsonaro tem um pensamento e uma resposta política muito baseado na relação binária militar de lealdade”, diz. “Além disso, o governo assume um papel de liderança estratégica hegemônico na América Latina”, acrescenta.

QUIZ

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O que o governo pode perder com a Copa América
A realização do evento esportivo em meio a toda a politização criada no atual ambiente polarizado também pode gerar ônus ao governo federal. O cientista político Thales Castro, que é coordenador do curso de Ciência Política da Unicap, entende que o Planalto sai enfraquecido se movimentos de rua se oporem ao torneio.

“Se essa Copa América, que não terá torcida, vier a ser um palanque antecipado e inflamado do debate político das eleições de 2022, com manifestações nas ruas, black blocks, será uma derrota para o Brasil, para a Conmebol e para o governo também”, destaca.

Ter a competição e o governo criticado nas ruas pode contrapor os bônus esperados pelo governo, de que a vida começa a voltar ao normal, sobretudo em uma situação que o mundo estará de olho no Brasil. “Porque você vai ter o objeto da Copa América sendo rasgado. O objeto dela é o fair play, a integração. Diante desse cenário, haveria uma situação de fragilização geral”, analisa Castro.

O deputado Zé Neto (PT-BA) dá o tom crítico do que o governo poderia enfrentar nas ruas nesse cenário e explica sua contrariedade ao evento futebolístico. “Copa América é uma festa de confraternização. E nós temos o que confraternizar no Brasil neste momento?”, critica.

“Acreditam que haverá uma recuperação econômica não sei de onde. Alguns dados melhoraram porque estavam muito ruins. O governo deveria estar focado de forma mais contundente na compra de vacinas, ajudando a fazer cronogramas nos estados, ampliando a oferta de máscaras e álcool em gel, não inflamando aglomerações”, complementa o vice-líder do PT na Câmara.


E o que acontece se o STF barrar a Copa América?
Mesmo com a primeira rodada da Copa América marcada para o domingo (13), o Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quinta-feira (10) se o Brasil sediará ou não o evento. A possibilidade de a Corte rejeitar a competição no país teria potencial para elevar a polarização no país e a tensão do clima político.

“Se o STF faz isso, tensionaria as relações sociais e políticas, e aprofundaria essa dicotomia e polarização inflamada. Estariam ajudando com a situação de soma zero”, analisa o cientista político Thales Castro.

O deputado Bibo Nunes (PSL-RS) não acredita nessa hipótese, mas dá o tom das críticas que seriam feitas pela direita conservadora no país ao STF e àqueles que vierem a apoiar a decisão. “Se os ministros do Supremo fazem isso, serão eles os negacionistas, por não acreditarem em testes e vacinas”, critica.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, explica que todas as delegações que competirão entrarão no Brasil seguindo protocolos estabelecidos, com exames de RT-PCR e controle sanitário “adequado”. “Eu não vejo risco adicional em função dessa competição. A vigilância em saúde existe”, disse na segunda-feira (7).

O deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA), vice-líder do governo e membro da Comissão do Esporte, diz que manter a realização do evento é uma coerência ao fato de o Brasil manter o calendário nacional. “A Conmebol vai vacinar todo mundo, fazer testes. O que me preocupa é aglomeração fora dos estádios e não os jogos da Copa América, que ocorrerão sem torcida. Mas o mesmo risco de aglomeração existe hoje, com os jogos do campeonato brasileiro e das eliminatórias [para a Copa do Mundo]”, diz.

Presidente da Comissão do Esporte defende o torneio e pede fim da politização
O deputado Felipe Carreras (PSB-PE), presidente da Comissão do Esporte na Câmara, é um dos que torce para que o STF não barre a realização da Copa América. Para ele, os protocolos previstos pelo Ministério da Saúde, pela Conmebol e pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) são suficientes para assegurar a segurança sanitária do torneio.

“Minha torcida é que o Supremo não interfira em uma competição já totalmente preparada, com todos os protocolos necessários tendo sido anunciados. Que a competição aconteça, e ocorra da melhor forma possível, com todos os esclarecimentos que já foram prestados em relação à segurança sanitária”, destaca.

Além da realização do evento, Carreras torce pelo fim da politização em torno da Copa América. “Não é saudável politizar uma competição esportiva. E quando falamos do futebol, falamos de uma paixão, um patrimônio cultural. Num ambiente de extremismo político, já é um grande erro politizar um tema como esse”, comenta.

Para ele, a “largada” na comunicação do torneio foi falha desde o processo do anúncio, mas, diante dos esclarecimentos feitos pelas autoridades, ele entende que há segurança suficiente para a realização. “Como presidente da Comissão do Esporte e tendo que ter papel de isenção, mesmo sendo de um partido de oposição ao governo, acho que os esclarecimentos que o ministro de Saúde prestou dão a segurança para a competição acontecer”, analisa.


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DEPOENTE DÁ AULA DE MATEMÁTICA NO INQUISIDOR DA CPI

Conta de cabeça

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo

Senador Otto Alencar (PSD-BA) tentou constranger o coronel Elcio Franco na CPI com uma pergunta sem importância, mas se deu mal.| Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senad

Eu ouvi de um operador da Bolsa de Valores de São Paulo que só em maio o investimento estrangeiro na B3 é equivalente à metade do que já foi investido neste ano no mercado brasileiro de ações. Segundo ele, foram aplicados US$ 12,8 bilhões.

Em um único dia, contou ele, o banco americano Goldman Sachs investiu no Banco do Brasil o equivalente a R$ 270 milhões. É bom que se diga que estrangeiro não investe com o intuito de perder dinheiro. Eles não queimam dólar. Pelo contrário, fazem de tudo para ganhar mais.

Os estrangeiros estão confiando na economia brasileira porque percebem o potencial do nosso país. No Brasil está cheio de apátridas, como me ensinou um ex-presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, que torcem contra o país. É uma pena!

Os investidores internacionais estão aplicando dinheiro na Bovespa de uma forma que deixa bem claro o que eles pensam do futuro da nossa economia.

Lei de inovação nos EUA
Os americanos estão se protegendo da China. O Senado dos Estados Unidos aprovou uma lei de inovação para investir US$ 250 bilhões para estimular a pesquisa, a inovação e o desenvolvimento.

O objetivo é produzir semicondutores, microchips, baterias de carro elétrico, medicamentos e principalmente produtos para o mundo digital. Isso dá uma sacudida nos brasileiros, porque o futuro também vem com investimento em ciência e tecnologia.

Argentino engraçadinho
Vocês lembram quando o papa Francisco brincou falando que o brasileiro bebe muita cachaça e reza pouco? Pois agora outro argentino falou mal do Brasil.

O presidente Alberto Fernández disse em evento público em Buenos Aires que “os mexicanos vieram dos indígenas, os brasileiros vieram das selvas e os argentinos vieram dos barcos” europeus.

Depois ele disse que não pretendia ofender ninguém e pediu desculpa. Eu assisti o discurso pelo site da Casa Rosada — página da web da presidência da República Argentina — e foi normal. Não houve nenhuma censura na fala dele.

A “democracia” da Nicarágua
Eu não entendo quem fala em democracia a todo momento, mas tem como ídolo Daniel Ortega (Nicarágua), Hugo Chávez (Venezuela), Evo Morales (Bolívia), Fidel Castro (Cuba) e Rafael Correa (Equador) — que está foragido na Bélgica por suspeita de corrupção enquanto era presidente.

O atual presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, mandou prender opositores ao seu governo. Entre os cinco detidos, dois deles são pré-candidatos à presidência.

O pleito no país será no dia 7 de novembro. Mas essa não é a primeira vez que isso acontece, ele já prendeu dois outros pré-candidatos. Entre os opositores estão: Cristiana Chamorro, filha da ex-presidente do país Violeta Chamorro; Juan Sebastián Chamorro García, sobrinho de Violeta; Arturo Cruz Sequeira e Felix Maradiaga.

Esse é um modelo de democracia, infelizmente, para muita gente aqui no Brasil.

Aula de matemática na CPI da Covid
Nesta quarta-feira (9), o senador Otto Alencar (PSD-BA) perguntou ao depoente do dia da CPI da Covid, o coronel Élcio Franco, que foi número dois na gestão Pazuello no Ministério da Saúde, se ele sabia o percentual da população brasileira em relação à população do mundo.

Alencar é o tipo de pessoa que tem a necessidade de mostrar conhecimento sem que ninguém tenha perguntado, e costuma fazer perguntas quando já tem a resposta.

O coronel Élcio, que deve ser bom em matemática, já que a profissão dele exige isso, olhou para cima e disse que a porcentagem é de um trinta e cinco avos. Para quem gosta de matemática foi ótimo, assim como para mim.

O parlamentar disse apressadamente que o coronel estava errado e que o correto era 2,7%. Só que se você fizer a conta Elcio errou por um décimo, o resultado dele apontaria 2,8%.

Mas isso não é relevante porque ele fez a conta de cabeça e com fração e porque ninguém sabe certamente qual é a população do mundo e há uma margem de erro. É muito feio quando alguém tenta corrigir outra pessoa.

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COMISSÃO DA CÂMARA FEDERAL APROVA O VOTO IMPRESSO

 

  1. Política 

Modelo defendido por Bolsonaro possui apoio de 21 dos atuais 32 deputados de colegiado; Barroso classifica como ‘retrocesso’ eventual retorno da impressão

Camila Turtelli e Anne Warth, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – Bandeira do presidente Jair Bolsonaro, o voto impresso nas eleições deve ser aprovado na comissão que analisa o tema na Câmara, com aval não apenas de governistas. Levantamento do Estadão/Broadcast com os atuais 32 deputados do colegiado mostra que 21 são favoráveis e apenas quatro se opõem. Outros sete afirmaram ainda estar indecisos. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, passou quatro horas nesta quarta-feira, 9, debatendo o assunto com os parlamentares, afirmou que a medida representa um “retrocesso”, mas que, uma vez aprovado, o novo sistema será adotado. 

Adversários do governo veem na impressão do voto uma possibilidade de auditoria para frear o discurso de fraude eleitoral adotado por Bolsonaro. O PT e a Rede são os únicos partidos que se colocaram contrários à medida na comissão. A aprovação no colegiado é o passo mais importante para a proposta, sem a qual a discussão não chegaria aos plenários da Câmara e do Senado

Nesta quarta, em evento com líderes evangélicos em Anápolis (GO), o presidente repetiu que a disputa de 2018, quando se elegeu, foi fraudada; caso contrário, teria vencido no primeiro turno. “A fraude que existiu me jogou no segundo turno. Tenho provas materiais disso”, disse Bolsonaro. Apesar de ter prometido, ainda em março de 2020, apresentar as provas de irregularidades, o presidente nunca mostrou qualquer evidência. 

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em discussão na Câmara é da deputada Bia Kicis (PSL-DF), uma das aliadas mais próximas ao presidente. O texto não acaba com a urna eletrônica, mas obriga a impressão de comprovantes físicos de votação, que devem ser depositados automaticamente em uma caixa de acrílico acoplada ao equipamento. Com isso, o eleitor poderá conferir se o recibo em papel coincide com o que digitou, mas não poderá levar o comprovante com ele. 

Em audiência nesta quarta na Câmara para tratar do tema, Barroso defendeu o sistema atual de votação sob o argumento de que nunca houve qualquer caso de fraude comprovada na urna eletrônica desde que foi adotada, em 1996. 

“A introdução do voto impresso seria uma solução desnecessária para um problema que não existe com o aumento relevante de riscos”, afirmou. “O que nós fizemos com o sistema eletrônico de votação foi derrotar um passado de fraudes que marcaram a história brasileira no tempo do voto de papel”, disse o presidente do TSE. 

Segundo Barroso, uma vez aprovada, haverá dificuldades operacionais para colocar o novo formato em prática já na disputa de 2022, mas que a Justiça Eleitoral, responsável por organizar as eleições nos 5.570 municípios do País, fará o possível para cumprir o que os parlamentares decidirem. 

Barroso
O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, no telão, e o residente da Câmara, Arthur Lira Foto: Pablo Valadares/Agência Câmara

“Se passar, teremos de fazer uma licitação para comprar as urnas. Não é procedimento banal, não é fácil. O tribunal tem boa fé e vai tentar cumprir, se for essa decisão, que eu torço para que não venha, mas se vier vamos tentar cumprir (em 2022)”, disse o ministro, que estima um custo de R$ 2 bilhões para substituir todos os atuais equipamentos. 

Brizola

Além de Bolsonaro, desde o mês passado o PDT passou a defender o voto impresso nas eleições. Invocando a memória do ex-governador Leonel Brizola (1922-2004), fundador da sigla, que costumava atacar a urna eletrônica, o presidente da legenda, Carlos Lupi, argumentou que a possibilidade de “recontagem” inibe eventuais fraudes.  “Essa é uma bandeira histórica do PDT e que nada tem a ver com o Bolsonaro, que vai tentar tumultuar o processo eleitoral de qualquer forma”, afirmou o deputado Paulo Ramos (PDT-RJ). 

Outro integrante da oposição, o deputado Júlio Delgado (PSB-MG) defende um modelo em que nem todos os votos seriam impressos, apenas uma amostra entre 5% a 10% das urnas de cada município. “Isso não iria encarecer tanto o sistema e seria razoável. Quem tem medo de auditagem é quem quer fazer coisa errada”, argumentou o parlamentar. 

O cientista político Jairo Nicolau, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vê no modelo de amostragem uma solução política para coibir discursos de fraude. “Por mim, não precisaria de nada, mas seria uma concessão política a um movimento que está deslegitimando o processo eleitoral no Brasil”, afirmou ele. 

Atualmente, o TSE já faz auditorias, mas Nicolau afirma que há descrença na apuração eletrônica, embora não veja sentido na desconfiança. “É igual querer ir ao banco para ver se o dinheiro está lá mesmo”, disse o cientista político. 

Carolina de Paula, diretora executiva do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ (Data IESP), aponta alguns problemas que a PEC pode trazer para o sistema eleitoral, como morosidade e possibilidade de erros no processo. “Não existe nenhuma comprovação de fraude e a urna eletrônica é muito mais segura do que o processo que tínhamos antes dela. O que poderia ser feito, na verdade, é aumentar essas auditorias de segurança, como, por exemplo, sortear um número maior de urnas para ser auditada para gerar mais segurança na população”, afirmou Carolina. 

Após aprovação na comissão especial, a PEC precisa passar por dois turnos de votação na Câmara, com quórum de 3/5 do total de deputados (308 votos de 513 parlamentares na Casa) e dois turnos no Senado, também com quórum mínimo de 3/5 do total de 81 senadores. Caso a proposta em discussão avance, não será a primeira vez que o Congresso aprova a adoção do voto impresso. O mesmo sistema defendido hoje foi usado de forma experimental nas eleições de 2002. Um relatório do tribunal concluiu que a experiência “demonstrou vários inconvenientes”, em “nada agregou em termos de segurança ou transparência” e o pior: criou problemas. O tribunal apontou que nas seções com voto impresso foram observados filas maiores e um maior porcentual de urnas com defeito. O modelo foi, então, abandonado. 

Propostas similares, no entanto, voltaram a ser aprovadas pelo Congresso em 2009 e em 2015, mas nas duas vezes foram barradas pelo Supremo Tribunal Federal, que as considerou inconstitucionais.

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