quinta-feira, 27 de maio de 2021

FALSOS CONCENSOS CIENTÍFICOS SOBRE A ORIGEM DO CORONAVÍRUS


Por
Rich Lowry
National Review

O consenso científico de que o coronavírus foi transmitido naturalmente dos morcegos para os humanos cai por terra. Hipótese de vazamento ganha força.| Foto: Pixabay

Havia um “consenso científico”, eles nos diziam. De acordo com a imprensa e vários especialistas, não era possível nem questionar a ideia de que o coronavírus (ou SARS-CoV-2) surgiu naturalmente, e qualquer pessoa que suspeitasse de que ele teve origem num laboratório chinês era ignorante, conspiracionista ou negacionista.

Os defensores dessa ideia acreditavam no poder das palavras “científico” e “consenso”, usadas em conjunto como uma arma para ostracizar dissidentes e calar o debate.

Durante boa parte da pandemia, eles pareceram certos. Mas indícios que apontam para um vazamento laboratorial agora estão sendo debatidos com a seriedade que mereciam.

Na semana passada, uma reportagem do Wall Street Journal ressaltava a burrice da unanimidade. A matéria dizia que, de acordo com a inteligência norte-americana, três pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan adoeceram e procuraram atendimento hospitalar em novembro de 2019, na mesma época em que se acredita que o vírus começou a circular na cidade.

Há duas semanas, 18 cientistas respeitáveis escreveram para a Science Magazine que “temos de levar tanto a hipótese de contaminação natural quanto a de vazamento laboratorial a sério”.

E ninguém menos do que o dr. Anthony Fauci, o queridinho da ciência para metade do país, agora se contradiz e não exclui a possibilidade de um vazamento do laboratório.

O repórter de ciência Nicholas Wade escreveu um longo artigo que revolucionou o debate. Ele observou que uma carta publicada na Lancet em fevereiro e outra publicada na Nature Medicine no mês seguinte foram fundamentais para excluir a teoria do vazamento laboratorial do debate, ainda que as missivas fossem prematuras e cheia de falhas.

Ainda assim a imprensa fez referências constantes às cartas, insistindo na ideia de que os cientistas se manifestaram. Na maior parte da imprensa, a teoria do vazamento foi levada tão a sério quanto a afirmação chinesa de que o vírus escapou de uma base militar em Maryland.

A ortodoxia, contudo, não foi capaz de suportar o peso das contraevidências.

Se o coronavírus foi transmitido naturalmente de morcegos para outros animais e daí para os humanos, então deveria haver algum sinal disso. Mas, como aponta Wade, ninguém encontrou o coronavírus numa população de morcegos original nem em espécies intermediárias, como aconteceu com outros coronavírus, como os da SARS e MERS.

Da mesma forma, as cavernas onde se acredita que vivem os morcegos infectados pelo vírus ficam a 1.600 km de Wuhan, ao mesmo tempo que o laboratório da cidade conduzia pesquisas perigosas com coronavírus — e possivelmente em condições de segurança precárias.

Não que um vazamento laboratorial seja um cenário tirado da ficção científica. Wade observa que isso é incrivelmente comum: “O vírus da varíola escapou três vezes de laboratórios ingleses nas décadas de 1960 e 1970, causando 80 casos e três mortes. Vírus perigosos escapam de laboratórios quase todos os anos. Recentemente, o vírus da SARS provou ser um verdadeiro mágico escapista ao fugir de laboratórios de Singapura, Taiwan e nada menos do que quatro vezes do Instituto de Virologia de Pequim.

Claro que os chineses poderiam ajudar a determinar a origem do coronavírus, que gerou tanto sofrimento, agindo como se não tivessem algo a esconder. Em vez disso, os chineses têm sido tão transparentes no caso do laboratório de Wuhan quanto são em relação ao que acontece em Xinjiang, região do genocídio dos uigures. O laboratório não divulgou seus registros de segurança e ninguém espera que ele o faça.

Nada disso é definitivo. Tanto a teoria da contaminação natural quanto a do laboratório dependem de investigações. Mas uma teoria hoje é mais plausível do que outra, e estamos falando da teoria que atraiu o desprezo de pessoas que se diziam defensoras da ciência – ignorando qualquer teoria contrária.

Rich Lowry é editor da National Review.
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O MUNDO DIRECIONANDO ESFORÇOS PARA MUDAR A MATRIZ ENEGÉTICA E O BRASIL NÃO FAZ NADA NESSE SENTIDO

 

Com o mundo direcionando esforços para mudar a matriz energética, as enormes jazidas de petróleo e gás podem permanecer enterradas para sempre no subsolo brasileiro e amargar grandes prejuízos para o País

Celso Ming, O Estado de S.Paulo

Agência Internacional de Energia (AIE) acaba de lançar um relatório de 223 páginas intitulado Net Zero by 2050 – A Roadmap for the Global Energy, com graves advertências. A mais grave delas é a de que, se é para cumprir as metas de carbono zero até 2050 – como acertado no Acordo de Paris –, até 2035 em todo o planeta deverão ser suspensos todos os investimentos destinados à produção de combustíveis fósseis: carvão mineralgás e petróleo. Além disso, que até 2035 não sejam mais vendidos veículos de passeio com motor a combustão e que a geração de energia elétrica não produza mais emissões de carbono até 2040.

O ex-vice-presidente dos Estados Unidos e Prêmio Nobel da Paz (2007), Al Gore, fez uma segunda advertência de igual gravidade. Em evento do jornal Valor Econômico, ele avisou que até 2030 o mundo terá de enfrentar perdas de US$ 22 trilhões em cancelamentos de balanço correspondentes a investimentos em empreendimentos dependentes de energia de fontes fósseis.

Alguém pode torcer o nariz e acreditar que esses prazos não passam de referências teóricas que, como outras, não existem para ser cumpridas. Outros podem achar que essas advertências não passam de alarmismo divulgado por fundamentalistas ambientais que, afinal, contrariam direitos adquiridos, empregos estabelecidos e interesses de grandes potências. Que essas são pressões adicionais às que já estão aí não há dúvida. O fato é que elas aumentam exponencialmente e a maior parte delas está fundamentada em fatos. Governos importantes e multinacionais de envergadura já vêm trabalhando para cumprir essas metas.

refinaria petróleo
À medida que a mudança da matriz energética se acentuar, cairá, também, o valor de mercado de poços de petróleo e gás, de plataformas, oleodutos, refinarias, usinas térmicas, equipamentos e veículos operados com combustíveis fósseis, ações de petroleiras. Foto: Fabio Motta/Estadão. 

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, por exemplo, está negociando um pacote de US$ 2,3 trilhões para desenvolver não só programas de infraestrutura, mas, também, de produção de energia limpa destinada a substituir a queima de combustíveis fósseis.

Em todo o mundo, a matriz energética vai sendo alterada para que aumente substancialmente a participação de usinas eólicas e fotovoltaicas. As grandes montadoras de veículos já adotaram agendas que preveem paralisação da produção de veículos a gasolina e diesel para substituí-los por elétricos ou híbridos.

Ou seja, não são puramente pressões de ambientalistas. O mundo passa por inexorável mudança de paradigma energético cujo objetivo é reduzir drasticamente a emissão de carbono na atmosfera. Essas mudanças podem não chegar ao quociente de carbono zero em 2050, mas, apesar das resistências, a tendência é essa.

E o que Al Gore está dizendo faz muito sentido. À medida que a mudança de paradigma se acentuar, cairá, também, o valor de mercado de poços de petróleo e gás, de plataformas, oleodutosrefinariasusinas térmicas, equipamentos e veículos operados com combustíveis fósseis, ações de petroleiras, etc. E as empresas terão de reavaliar para menos enormes patrimônios (reconhecer impairments). Ou seja, vem aí um mico jurássico que Al Gore avalia em US$ 22 trilhões, o equivalente à soma dos PIBs do Brasil e dos Estados Unidos em 2020.

Apesar dos desmandos do governo brasileiro em relação às questões ambientais, algum progresso nessa transição energética vem acontecendo. A potência instalada de energia eólica chegará a 20 GW ao fim deste ano e cresceu quase 22 vezes desde 2010. E a de energia fotovoltaica é de 8,8 GW, ou 660% mais alta em cinco anos. (Para uma ideia das dimensões, a Usina Hidrelétrica de Itaipu tem potência instalada de 14 GW.) 

Mas essa substituição vem sendo feita aleatoriamente, sem uma política impregnada de sentido de urgência que a situação está exigindo.

No caso do petróleo e gás, a falta de visão foi erro incomensurável. Entre a descoberta de uma área de petróleo e sua exploração permeiam seis a oito anos. Ainda há muitas áreas do pré-sal brasileiro a colocar em leilão e uma imensa faixa litorânea no Norte e Nordeste. Mas, durante tempo demais, prevaleceram por aqui a ideologia do “petróleo é nosso”, a política de esperar que a Petrobrás adquira musculatura suficiente para operar sozinha e a ganância de garantir mais receitas fiscais.

Já estamos nos 40 minutos do segundo tempo e o grande risco é o de que enormes jazidas de petróleo e gás permaneçam enterradas para sempre no subsolo brasileiro. Nesse ritmo, o mico também será nosso. Depende de nós se esse mico será jurássico ou se proporções menores.

*CELSO MING É COMENTARISTA DE ECONOMIA

quarta-feira, 26 de maio de 2021

MUDANÇAS NA CPI DA COVID SE FAZEM NECESSÁRIAS

 

  1. Política 

Na clandestinidade

Rosângela Bittar, O Estado de S.Paulo

Tudo, no absurdo governo Jair Bolsonaro, é paralelo, a começar pelo exercício do poder. Sem que se percebesse, o legal e o constitucional foram substituídos por uma rede clandestina de instâncias e conselheiros, todos sob o comando de um só sujeito oculto. Estranhos atuam no diagnóstico, avaliação dos sintomas e decisões.

Se há uma negociação objetiva, como a da compra de vacinas da Pfizer, em reunião extraordinária descoberta na CPI da Covid os negociadores formais são surpreendidos, de repente, pelo vereador Carlos Bolsonaro. De onde surgiu? Não veio de seu gabinete na Câmara Municipal do Rio. Saltou dali mesmo, de uma mesa do Palácio do Planalto onde, com sua equipe, despacha informalmente questões que produzem consequências formais.

Primeiro citado sempre que algo dá errado, Carlos é o líder de um dos principais aparelhos deste sistema de governo paralelo, o gabinete do ódio. Que transcende os espaços legais e comanda ações estratégicas, como as da rede social e de comunicação, por exemplo. Estes colegiados têm sua própria ética, critérios e composição, todos desconhecidos.

Até o Orçamento da União, que é um documento de expressão aritmética, está à margem da contabilidade pública. Neste governo ganhou, inclusive, mais um adjetivo. Além de paralelo, o orçamento é secreto.

Wajngarten
Durante o depoimento de Wanjgarten, senadores discutiram um pedido de prisão contra o ex-secretário por mentir à CPI   Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO

A ideologia e o caráter do paralelo disseminaram-se de tal forma, por toda a extensão dos assuntos de governo, que o sucesso da CPI da Covid dependerá da sua capacidade de identificar, convocar e inquirir os fantasmas que orientam, às escondidas, decisões para o enfrentamento da pandemia.

Não se avançará na investigação com as anunciadas reconvocações de Eduardo Pazuello ou Marcelo Queiroga. Queiroga transita pelo mundo institucional, pisando leve para não tangenciar os paralelos. Quanto a Pazuello, já camuflou o que estava a seu alcance e, no último fim de semana, em palanque da campanha eleitoral, mostrou que seu mundo é realmente o paralelo e não o institucional que fingiu exercer como ministro de Estado.

Aliás, a experiência do STF pode ajudar a CPI a manejar o governo clandestino. O Supremo descobriu que não deve buscar culpados na superfície. Mirou o governo paralelo ao citar Carlos 02 e o Eduardo 03 nos inquéritos sobre os atos antidemocráticos e falsas notícias. Chega de intermediários!

A segunda mudança necessária à CPI, depois de um mês de funcionamento, envolve roteiro e método. Uma etapa que depende muito do relator, senador Renan Calheiros. As suas perguntas, bem como as da maioria dos senadores, incidem em falhas essenciais.

Desmoraliza-se o perguntador ao colocar uma questão conceitual ampla e pedir como resposta sim ou não. A exigência de objetividade soa como artificial e exaspera a audiência. Também não funciona o recurso da categoria casca de banana: “V. Senhoria está dizendo que fulano mentiu?” Ora, quem vai responder por esta acusação é o relatório final da CPI. Perdem-se tempo e racionalidade.

Já houve perguntas que, diante do pedido para repetir, o próprio relator não conseguiu localizar-se no papel, havia perdido o fio da meada. Acabou lendo a questão anterior, já encerrada. Pior foi a pergunta iniciada com a expressão “em caso de positivo”, referindo-se à suposta resposta a uma pergunta anterior. Momento circense.

É adequado que os senadores contem com suas assessorias para formular perguntas que esclareçam tão obscura e incompetente gestão, identificando os pontos ainda a abordar nas próximas audiências. Mas isto não prescinde de uma providência simples: que o inquiridor ouça as respostas, sem excesso de ansiedade. E, com base nelas, reformule ou não a pergunta seguinte do roteiro.

Se a CPI não tiver capacidade de construir sua versão, o onipresente poder paralelo se preservará integralmente.

*COLUNISTA DO ‘ESTADÃO’ E ANALISTA DE ASSUNTOS POLÍTICOS

COMO A DENÚNCIA DOS EUA FOI PARAR NO MINISTRO ALEXANDRE DE MORAIS?

 

Procurador-geral defende redistribuição da investigação na Corte; ministro do STF autorizou operação contra titular do Meio Ambiente

Eliane Cantanhêde, O Estado de S.Paulo

BRASÍLIA – O procurador-geral da República, Augusto Aras, enviou nesta terça-feira, 25, ofício ao presidente do Supremo Tribunal FederalLuiz Fux, para afastar o ministro Alexandre de Moraes da investigação sobre exportação ilegal de madeira cujo principal envolvido é o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na semana passada, com autorização de Moraes.

No ofício para Fux e numa petição direta para Moraes, Aras defende que essa operação da PF, chamada de Akuanduba, seja redistribuída a um outro ministro, por sorteio, ou vá direto para a ministra Cármen Lúcia, que já é responsável por uma ação conexa: a denúncia do delegado Alexandre Saraiva, ex-superintendente da PF no Amazonas, de que Salles obstruiu a maior investigação ambiental em favor de quadrilhas de madeireiros. 

A dúvida que perpassa tanto a PGR quanto o próprio Supremo é como a Operação Akuanduba, aberta pela Polícia Federal após denúncia do governo dos Estados Unidos, foi parar com Alexandre de Moraes. Circula, inclusive, uma provocação entre ministros e procuradores: foi Moraes quem “escolheu” a PF, ou a PF quem “escolheu” Moraes”? O delegado Franco Perazzoni é o responsável pela operação, que resultou em quebra de sigilos bancário e fiscal, além de buscas em endereços residenciais e funcionais de Ricardo Salles. 

Aras
Decisão que autorizou buscas contra Ricardo Salles teria ‘atropelado’ o procurador-geral da República, Augusto Aras Foto: Dida Sampaio / Estadão

A acusação que circula de boca em boca contra o delegado e o ministro Alexandre de Moraes é de que eles teriam agido em comum acordo, “atropelando”, simultaneamente, tanto o procurador-geral da República quanto o presidente do Supremo, a ministra Cármen Lúcia e o próprio diretor-geral da PF, Paulo Gustavo Maiurino. Antes mesmo da reação de Aras, Maiurino já havia encaminhado ao Supremo uma proposta de regulamentação limitando a autonomia de delegados para iniciar investigações de ministros e outras autoridades com foro.

No ofício encaminhado a Fux e na petição para Moraes, Augusto Aras enfatizou o que ele considera violação ao princípio do juiz natural (que seria Cármen Lúcia) e alega que, além da competência prevista em lei, o juiz, ou, nesse caso, o ministro do Supremo, deve ser imparcial, distante das motivações tanto do alvo quanto do promotor da ação. 

Aras se irritou ao saber pela imprensa da busca e apreensão em endereços de Ricardo Salles, do presidente afastado e de ex-diretores do Ibama, quando o correto, na opinião da PGR e de ministros do próprio Supremo, seria pedir a manifestação prévia da Procuradoria antes de determinar uma ação com esse peso contra um ministro de Estado.

Deputado

A suspeita, não assumida publicamente, é de que Alexandre de Moraes teria “bypassado” Aras numa espécie de retaliação à posição do procurador-geral no caso da prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ). Moraes determinou a prisão em flagrante do deputado bolsonarista por ataque às instituições e por ameaçar ministros do próprio Supremo. O parecer de Aras, porém, foi contrário à medida, alegando que parlamentar com mandato só pode ser preso com autorização expressa da Câmara dos Deputados – o que não havia sido considerado.

Há registro de que a ministra Cármen Lúcia também teria reclamado com Fux e reivindicado a relatoria, alegando que ela é a “ministra preventa”. Além disso, causou estranheza na PGR e em gabinetes do Supremo a cronologia das decisões: Moraes assinou a autorização de busca e apreensão para a Polícia Federal no dia 12 de maio, mas ele só teria recebido toda a documentação da PF com as justificativas para a decisão no dia seguinte, 13 de maio.

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RELATOR DA CPI BANALIZA A MEMÓRIA DO HOLOCAUSTO

 

Política

Por
Maria Clara Vieira – Gazeta do Povo

O senador Renan Calheiros, relator da CPI da Covid| Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em 8 de agosto de 1945, representantes das quatro potências que combateram as tropas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial – Estados Unidos, Grã-Bretanha, França e União Soviética – assinaram, em Londres, o acordo sobre o Tribunal Militar Internacional, incumbido de julgar os crimes cometidos pela Alemanha de Adolf Hitler.

Três meses depois, teriam início os Julgamentos de Nuremberg, que resultou em doze condenações à morte, três à prisão perpétua, e três a prisões de 20, 15 e 10 anos. Entre os condenados à pena capital estava, por exemplo, o secretário particular de Hitler, Martin Bormann, e o diretor dos programas de trabalho escravo, Fritz Sauckel. Até 1949, outros 12 outros tribunais militares julgariam os Processos de Guerra de Nuremberg, que se referiam a 117 acusações por crimes de guerra contra outros membros da liderança nazista.

Foi a esta série de julgamentos que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) comparou a CPI da Covid, cujo objetivo é apurar ações e omissões do governo federal e eventuais desvios de verbas federais enviadas aos estados para o enfrentamento da pandemia. Nesta terça-feira, 25 de maio, a sessão foi palco de um bate-boca entre o relator e alguns parlamentares da base do governo, que responderam ao discurso de Calheiros que fazia menção ao comandante do Exército nazista Hermann Goring, condenado à morte por enforcamento.

“Desculpe-me, Sr. Relator: é um absurdo querer comparar a situação que nós estamos enfrentando aqui […] com o genocídio que ocorreu na Alemanha, disse o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE, líder do governo no Senado, seguido pelos senadores Marcos Rogério (DEM-RO) e Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). Para acalmar os ânimos, o presidente da Comissão, Omar Aziz (PSD-AM), disse que o relator poderia prosseguir com a fala, mas que o tribunal de Nuremberg não poderia “ser utilizado como referência nenhuma a ninguém”. “Vossa Excelência está falando de uma das maiores atrocidades que houve na história”, disse Aziz.

Em resposta, Renan Calheiros disse que não estava comparando as duas situações, nem fazendo pré-julgamentos. Mas, mais tarde, foi ao Twitter reiterar a fala: “Nunca houve comparação entre a Pandemia  o Holocausto. O Holocausto é incomparável!”, escreveu. “Mas é comparável, sim, assustadoramente comparável, à atitude de negação dos oficiais nazistas e de algumas autoridades que depuseram na CPI”, diz o senador, em referência ao depoimento da médica Mayra Pinheiro, secretária do Trabalho e da Gestão do Ministério da Saúde desde abril de 2019 e conhecida por sua defesa da cloroquina.

No ano passado, foi a vez de o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, em mensagem privada revelada pela imprensa, estabelecer paralelos entre a atuação de Bolsonaro e o líder nazista, por conta de referências feitas por figuras do governo a símbolos da alt-right. “Guardadas as devidas proporções, o ‘ovo da serpente’, à semelhança do que ocorreu na República de Weimar (de 1919 a 1933), parece estar prestes a eclodir no Brasil!”, disse Mello.

Super Trunfo ideológico
Não é de hoje que o Holocausto, o extermínio de cerca de seis milhões de judeus, é tratado como uma espécie de Super Trunfo ideológico: a carta mais forte de um baralho capaz de ganhar qualquer argumento; um recurso ironicamente apelidado de Reductio ad Hitlerum. Há mais de trinta anos, é conhecida a máxima do advogado americano Michael Godwin: “Na medida em que cresce uma discussão online, a probabilidade de surgir uma comparação com Adolf Hitler ou o nazismo aproxima-se de 100%”. (Ainda assim, antes das eleições de 2018, o próprio Godwin tratava como cabível a comparação entre o presidente Jair Bolsonaro e o ditador nazista).

Há diversas variáveis a serem analisadas na situação específica em questão. Muitos estudiosos estabelecem paralelos entre o bolsonarismo e a ascensão de Estados totalitários na história – inclusive à esquerda – por conta do caráter messiânico do líder, dos ataques violentos aos opositores, descredibilização da imprensa e acenos para grupos extremistas que, ainda que sua intencionalidade não seja comprovada, acabam por criar uma conexão entre os diversos governos que, ao longo da história, tentaram se impor como salvação última a um mal iminente; como no caso do ex-secretário de cultura, Roberto Alvim, que fez referência explícita ao Ministro da Propaganda do Partido Nazista, Joseph Goebbels.

No contexto da CPI da Covid, entretanto, há ainda quem analise que falas como a do general Eduardo Pazuello, que ora diz que “o presidente nunca deu ordens diretas para nada”, ora delega a responsabilidade de, por exemplo, não agir imediatamente frente ao colapso do sistema de saúde de Manaus; ou culpar o Congresso Nacional pela recusa às propostas de venda de vacina da Pfizer, podem ser comparadas à postura de agentes nazistas que, embora não estivessem no comando do partido, tacitamente obedeceram ordens que levaram pessoas à morte. Este comportamento foi extensamente analisado pela filósofa Hannah Arendt, autora do conceito de “banalidade do mal”.

Banalização do Holocausto
O problema da comparação recorrente do bolsonarismo com o nazismo reside, contudo, principalmente na intencionalidade dos atos. Em 1948, a Comissão para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio foi chancelada pela Assembleia Geral das Nações Unidas. A palavra genocídio, então, passaria a descrever os crimes do nazismo e, posteriormente, de outros regimes totalitários. Hoje, é comum descrever as ações de Nuremberg como o “julgamento do genocídio nazista”.

Ocorre que a definição de genocídio segundo o documento é: “entende-se por genocídio qualquer dos seguintes atos, cometidos com a intenção de destruir no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, como tal: a) matar membros do grupo; b) causar lesão grave à integridade física ou mental de membros do grupo; c) submeter intencionalmente o grupo a condição de existência capaz de ocasionar-lhe a destruição física total ou parcial; d) adotar medidas destinadas a impedir os nascimentos no seio de grupo; e) efetuar a transferência forçada de crianças do grupo para outro grupo”.

A questão da intenção é, portanto, crucial para a definição de genocídio e, portanto, para que se estabeleça um paralelo preciso entre as ações tomadas pelo governo de Jair Bolsonaro ao longo da pandemia do coronavírus e o Holocausto nazista. Como explica o colunista Francisco Razzo, “por genocídio não se entende simplesmente ser responsável pela morte de muitas pessoas – ou seja: em tese, ainda que ficasse provada a responsabilidade do governo pela morte das pessoas nessa pandemia, isso não seria suficiente para acusá-lo e condená-lo por genocídio”.

Para o cientista político Igor Sabino, bacharel em Relações Internacionais e doutorando pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a comparação específica com o Holocausto não é consenso na comunidade judaica. “Existem duas maneiras de estudar o Holocausto: primeiro, como um evento único, histórico. Este um ponto mais defendido pelos judeus mais conservadores, que entendem que o antissemitismo foi um elemento essencial para que o Holocausto acontecesse; mas há aqueles que dizem que o Holocausto, apesar de suas características específicas, também pode ser comparado a outros genocídios. Comparam, por exemplo, com o genocídio de Ruanda, do Sudão ou da Armênia”, explica Sabino, à Gazeta do Povo.

“Acredito que a fala do relator da CPI faz sentido quando se trata da questão da banalidade do mal, mas a grande preocupação que eu tenho é que isso seja usado para banalizar também a memória do Holocausto; no sentido de esquecer esse elemento especial antissemita que nenhum outro crime contra a humanidade teve”.
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DEPOIMENTO DA DRA. MAYRA NA CPI DA COVID FOI BASTANTE ESCLARECEDOR

 

Depoimento

Por
Alexandre Garcia – Gazeta do Povo

Médica Mayra Pinheiro, defensora da cloroquina no tratamento contra a Covid-19, prestou depoimento na CPI da Covid.| Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senad

O espetáculo da CPI da Covid continua, desta vez com o depoimento da doutora Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde. Embora muita gente tenha acompanhado o depoimento para ouvi-la, os senadores falaram bem mais. E claro, os parlamentares estavam tentando defender suas próprias teses.

Acho que por um ato falho, o relator Renan Calheiros (MDB-AL), chegou a dizer “não haverá aqui penas capitais”. Ora, não é necessário alegar isso. Essa afirmação foi feita em meio a um discurso sobre o fato da CPI não ser um tribunal de guerra e alguns paralelos com o Tribunal de Nuremberg. Essas comparações com o nazismo e o genocídio dos judeus foram tenebrosas.

Ao final, o presidente da Comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), também cometeu ato falho dizendo que a CPI não foi instalada para crucificar ninguém. Penso que faltou uma cultura de cavalheirismo nesse depoimento com a médica Mayra. Em determinado momento, Aziz chegou a dizer em tom de ameaça: “não queremos ser deselegantes”. Imagine se isso é jeito de se dirigir a uma senhora.

Apesar disso, Mayra foi altiva porque tinha a verdade do lado dela. Ela respondeu a todas as perguntas. Um dos senadores chegou a tentar dar uma rasteira na secretária perguntando se na viagem dela a Manaus, em que levou onze assessores, algum deles era intensivista ou atendeu algum paciente na cidade.

Ela explicou que foi à região para estudar a situação em que se encontrava a cidade e que levou 300 médicos para Manaus com o intuito de reforçar o atendimento. O parlamentar ficou balbuciando depois.

Assim foram todas as manifestações de Mayra Pinheiro. Eu resumiria a atuação dela da seguinte forma: enquanto médica de criança, ela explicou tudo pediatricamente aos senadores. As frases dela quase que desenhavam as situações.

Ela foi didática e pedagógica. O médico pediatra precisa ter mais sensibilidade que um profissional que atende adultos. Afinal esses conseguem explicar o que sentem e o que os levou ao hospital; crianças não têm essa habilidade ainda.

A secretária teve esse mesmo cuidado durante o depoimento porque queria deixar muito clara a mensagem que pretendia passar. O que eu entendi nas falas dela foi que a vida vem em primeiro lugar e a ideologia vem depois. Teve momentos de alto significado, mas ela brilhou sempre.

O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) foi a voz lúcida da comissão. Ele basicamente perguntou aos demais parlamentares o que eles estavam fazendo na CPI e que havia entendido que o objetivo de tudo era salvar vidas.

Ele questionou os caminhos que os senadores têm adotado para cumprir essa meta. Ele também perguntou o que não foi feito para tentar impedir a morte de tantas pessoas.

Além disso, o líder do governo Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) mostrou o desempenho do governo na vacinação e no andamento dos contratos para compra dos imunizantes. Foi muito positivo, embora tenham havido novamente ameaças.

Reforma urgente
A reforma administrativa está andando na Câmara. Nesta terça-feira (25), a admissibilidade do texto foi aprovada pela Comissão de Constituição de Justiça por 39 votos a 26. Com isso, a reforma já pode ser encaminhada para a comissão especial.

O objetivo desse projeto é tornar o estado brasileiro menos inchado e mais ágil. Com a chegada da informática em vez de reduzir para um terço a folha de pagamento, ela se multiplicou por três. Não adiantou nada. Então precisa de uma reforma urgente.

Recomposição do Plano Safra
Na manhã de quarta-feira (25) está prevista a votação da recomposição do Plano Safra que sofreu com cortes no orçamento original. O senador Eduardo Gomes (MDB-TO), relator da proposta, me garantiu essa aprovação. Esse projeto interessa ao agronegócio.

São três projetos de lei, de origem do Congresso, que vão ajudar a diminuir os juros dos créditos e a garantir o custeio e a colheita. Isso vai estimular e ajudar o setor, que está deixando as contas externas brasileiras equilibradas e a balança comercial superavitária.
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AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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