quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

FACEBOOK SOFRE PROCESOS ANTI-TRUSTE

 



 

 

Facebook terá caminho mais difícil entre as gigantes de tecnologia

A década de 20 será a década do antitruste para as empresas de tecnologia

 

Por Pedro Doria - O Estado de S. Paulo

 

 



 

Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook

A década de 20 será a década do antitruste para as gigantes da tecnologia. Delas, três enfrentarão processos mais difíceis — GoogleFacebook e Amazon. O primeiro contra o Google já saiu, agora é a vez do Facebook. A Amazon ainda aguarda a sua vez. E, das três, nenhuma empresa enfrentará um caminho tão difícil tanto politicamente quanto nos tribunais quanto o Face.

Politicamente, nos EUA, porque por motivos diferentes tanto o Partido Republicano quanto o Democrata olham para a gigante social com profunda desconfiança. Os republicanos têm convicção de que entre algoritmos e decisões de executivos, há censura de vozes conservadoras correndo solta. Os democratas veem algo completamente diferente: uma empresa que perdeu o controle de sua tecnologia ao mesmo tempo que substitui responsabilidade cívica por lucro. Que assim permitiu que a base de sustentação da democracia fosse sequestrada e ameaçada por manipulação do debate público e da informação.

Ambos podem ler de formas diferentes o problema, mas compartilham o fato de não confiarem na companhia.

Nos tribunais, a vida do Facebook não será mais fácil. A empresa é acusada de comprar WhatsApp e Instagram de forma agressiva para impedir que houvesse competição. Para bloquear o livre mercado. Será difícil argumentar o contrário. Afinal, há também a história da rede social que o Face não comprou — é a Snapchat. Quando os acionistas da startup se recusaram a assinar o acordo de venda, a gigante frustrada respondeu copiando os principais recursos e os aplicando no Insta. É o que chamamos de Stories.

O resultado concreto é que o que a Snap trazia de inovador foi copiado sem pudores pela gigante que tentou comprá-la. A rede nova foi abatida quando decolava em seu voo.

Ali, o Facebook mandou um recado para qualquer startup que ameaçasse seu mercado. No dia que uma proposta de compra viesse, melhor aceitar. Ou, então, sua criatividade seria copiada e suas chances de estourar, esmagadas.

A FTC, agência reguladora que garante que o mercado americano seja livre, não está pedindo pouco. Quer que o Facebook seja desmembrado. Que WhatsApp e Instagram voltem a ser empresas independentes. Para isso, precisará provar no tribunal que o Face abusa de seu poder de monopólio. Argumento, tem.

 

MINISTÉRIO DA SAÚDE NO PURGATÓRIO

 

Um país no purgatório

Sob o comando do general Eduardo Pazuello, o Ministério da Saúde transformou-se em cidadela do xamanismo bolsonarista

 

  •  Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

 


 

Consta que o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, é especialista em logística. Que a sorte poupe o Brasil de uma guerra em que esse intendente seja o responsável por encaminhar à linha de frente os suprimentos necessários para a batalha. A julgar pelo seu desempenho na guerra contra o coronavírus, seríamos massacrados antes mesmo de chegar o primeiro carregamento de cantis.

Quando o general Pazuello assumiu interinamente o Ministério da Saúde, em 16 de maio passado, o Brasil contabilizava 15.633 mortos pela covid-19; quando se tornou o titular da pasta, em 16 de setembro, o total já chegava a 134.106 mortos; agora, o número caminha velozmente para a marca de 180 mil. Ou seja, sob a gestão do intendente Pazuello, o Brasil viu o número de mortos mais que decuplicar. Uma marca e tanto, com poucos paralelos no mundo.

A progressão geométrica da pandemia no Brasil é resultado direto do modo irresponsável como o governo de Jair Bolsonaro vem lidando com a crise desde o início. Já está gravado nos anais da infâmia nacional o dia em que Bolsonaro qualificou a covid-19 de “gripezinha”, bem como o momento em que o presidente cobrou de seus governados que deixassem de ser “maricas” e que enfrentassem a doença “de peito aberto”.

Mas Bolsonaro não se limitou a ofender os brasileiros. Colaborou decisivamente para reduzir a capacidade do Estado de responder às demandas provocadas pela pandemia, a começar pelo fato de que trocou de ministro da Saúde duas vezes no meio da crise – e tudo porque os anteriores, ambos médicos, insistiam em se socorrer da ciência para poupar vidas em vez de fingirem que a pandemia não existia, como queria Bolsonaro.

O atual ministro da Saúde, que ficou nada menos que quatro meses como interino, ganhou a titularidade, a despeito de sua flagrante falta de qualificação para o cargo, porque deve ter convencido Bolsonaro de que ali estava um soldado raso disposto a fazer tudo o que o chefe mandasse, mesmo que mais alguns milhares de “maricas” morressem no caminho, como de fato aconteceu.

O despreparo técnico e ético do ministro Pazuello ficou explícito quando este voltou atrás do anunciado compromisso de adquirir a vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan, em São Paulo, depois que o presidente Bolsonaro o desautorizou de forma vexatória. Em vez de entregar o cargo, como faria qualquer um com o mínimo de responsabilidade, bom senso e amor próprio, Pazuello aceitou a humilhação: “Um manda, o outro obedece”, explicou o submisso ministro ao lado do presidente.

Assim, sob o comando do general Pazuello, o Ministério da Saúde transformou-se em cidadela do xamanismo bolsonarista, deixando de organizar os esforços nacionais de combate à pandemia. Não fosse a iniciativa isolada de governadores e prefeitos, o País estaria completamente ao deus-dará justamente no momento em que a doença dá sinais de recrudescimento.

Mas o general Pazuello, não contente em descumprir o papel que cabe ao ministro da Saúde na prevenção da doença, parece empenhado também em sabotar os esforços dos que se mobilizam para conseguir imunizar a população, só porque Bolsonaro os considera seus inimigos. A respeito da vacina produzida pelo Instituto Butantan, por exemplo, o ministro disse que a autorização para sua aplicação pode levar até 60 dias, como se não houvesse nenhuma urgência, e que ela só será comprada e distribuída pelo governo federal “se houver demanda”.

O insulto aos brasileiros não parou por aí. O ministro que apresentou um plano pífio de vacinação informou que “compete ao Ministério da Saúde realizar o planejamento e a vacinação em todo o Brasil”, e não aos Estados. Ora, os Estados tomaram a iniciativa de planejar a vacinação justamente porque o governo federal, inspirado na entropia bolsonarista, foi até agora incapaz de fazê-lo.

Para completar, o ministro Pazuello, sem nada a oferecer a não ser a verborreia típica de seu chefe, apelou: “Erguer a cabeça, dar a volta por cima é um padrão brasileiro. É diante de uma crise que criamos soluções para avançar e temos que acreditar que podemos vencer. Vamos ter fé. Tudo isso vai passar”. Vai, mas, se depender do ministro da Saúde e do presidente, teremos ainda uma longa e penosa temporada no purgatório.

 

AVIÃO DA BOEING VOLTA A VOAR COM SEGURANÇA

 

Boeing 737 Max volta a voar; saiba o que mudou no avião

 

Ighor Nobrega – PODER360

 

 

O Boeing 737 Max retornou às operações nesta 4ª feira (9.dez.2020) depois de 1 ano e 8 meses dos modelos em solo. As aeronaves estavam estacionadas devido a 2 acidentes que mataram 346 pessoas na Indonésia e na Etiópia.

 


© Divulgação Gol Boeing 737 Max 8 da empresa Gol. A companhia é a única brasileira a operar com a aeronave

O 1º voo comercial depois da longa espera foi realizado no Brasil, pela Gol Linhas Aéreas. A empresa tem 7 aviões 737 Max em sua frota, todos já aptos para operar.

Nestes 20 meses parado, o 737 Max passou pelo escrutínio minucioso da Boeing e da FAA (em português, Administração Federal de Aviação dos EUA). Foram mais de 400 mil horas de trabalho de engenharia e cerca de 3.000 horas de voo. As agências reguladores da Europa, Canadá e Brasil também auxiliaram no processo.

O foco dos esforços foi o redesenho do MCas (Maneuvering Characteristics Augmentation System), sistema que atua para reparar uma perda de sustentabilidade do avião. Atrelado a falhas de procedimento da tripulação, o MCas foi um dos motivos para a queda do avião da Lion Air, em outubro de 2018.

Este sistema utilizava como base para operar um sensor (chamado de “vane”) que monitora a estabilidade do avião. Caso este indicasse um alto ângulo de ataque –ou seja, o avião ficasse muito inclinado para cima– o MCas corrigia o avião automaticamente e abaixava o nariz da aeronave.

O problema de design do sistema é a dependência de apenas um sensor, que em caso de falha passaria a informação errada ao MCas, que constantemente abaixaria o nariz do avião, até ele perder altitude. Foi isso que aconteceu na queda na Indonésia.

Para mitigar este problema, a Boeing adicionou mais um sensor à fuselagem do avião. Caso um deles indique um problema de estabilidade e o outro não, eles são considerados inoperantes e o MCas é desligado.

Além disso, 4 camadas de proteção foram adicionadas ao MCas, principalmente reduzindo sua autonomia sobre os pilotos e a atuação contínua.

Eis o infográfico preparado pelo Poder360 com os detalhes da “reforma” na aeronave da Boeing:

 



© Fornecido por Poder360© Fornecido por Poder360

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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