sexta-feira, 20 de novembro de 2020

COLUNA ESPLANADA DO DIA 20/11/2020

 

Recife vira foco

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini

 

 


 

A campanha eleitoral no Recife ganha a cada dia mais ares nacionais. Marília Arraes (PT), que disputa o 2º turno contra João Campos (PSB), espera a chegada do ex-presidente Lula da Silva na cidade – para apoiá-la nas ruas e mídias, e para acalmar o partido, que não a aceita até hoje. Petistas do diretório dão como certa a chegada de Lula na cidade, mas o cacique não confirma. E Ciro Gomes, presidenciável do PDT, embora aconselhado pelo partido a não se envolver, pode aparecer para apoiar Campos, filho do falecido Eduardo, ex-governador. João Campos tem uma vice do PDT.

Trégua?
O possível desembarque de Ciro no Recife pode dificultar mais sua reaproximação com Lula, após ambos trocarem afagos políticos recentes. Desde a explosão da Operação Lava Jato, Ciro faz críticas ferrenhas ao PT e Lula.

Não desiste
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, não desistiu da tentativa de reeleição para o cargo. Enquanto o STF não decide a validade, anda conversando muito com o PSL controlado pelo deputado Luciano Bivar.

Forjado na caneta
Maia precisa articular muito, além de depender de aval judiciário. Ele era um deputado de fundo de plenário, do baixo clero, até ser alçado a presidente da Casa por articulação e apadrinhamento do presidente Michel Temer e do ministro Moreira Franco.

Caos
A situação no Amapá continua caótica, sem energia elétrica. Supermercados não têm mais perecíveis e carnes. Muitos macapaenses não conseguem dormir por causa do calor. O presidente Jair Bolsonaro foi convidado a visitar o Estado.

Aliás..
..é apenas um apoio moral , o de Bolsonaro, porque o ministro Bento Albuquerque, das Minas e Energia, já montou QG há semanas no Estado. E a Eletrobrás é quem socorre a incompetência concessionária local, uma empresa espanhola.

Desdém com eleitor
Pega mal na opinião pública do recifense a decisão do ex-ministro do MEC Mendonça Filho (DEM) e da Delegada Patrícia (Pode) em não apoiar ninguém no 2º turno das eleições. Eles representam, juntos, 312.847 votos. 

Peso.. 
Candidatos de São Paulo e do Rio de Janeiro se mantiveram ativos nas redes sociais nas eleições 2020. No levantamento da Socialbakers, plataforma global de marketing de mídia entre janeiro e outubro, Guilherme Boulos (PSOL) aparece com mais engajamento nas redes, tendo uma média de 6,7 mil interações por post. 

..das redes
O estudo também mostra que Bruno Covas (PSDB) possui mais seguidores no Instagram (190 mil) do que no Facebook (107 mil). Já no Rio, Marcelo Crivella (Republicanos) possui a maior base de seguidores no Facebook e Instagram, e no Twitter Eduardo Paes (DEM) lidera. 

Correção
Ao contrário do publicado ontem, Sérgio Cabral não está com tornozeleira eletrônica na prisão domiciliar no Rio de Janeiro.

 

BRASIL VAI TOMAR EMPRESTADO 3 BILHÕES DE DÓLARES DO BANCO DOS BRICS

 

Banco dos Brics vai entrar com US$ 3 bi no país, diz Guedes

 

Redação

 

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (19) que o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), mais conhecido como Banco dos Brics, irá injetar recursos de US$ 3 bilhões no país nos próximos meses.

 

 

© Adriano Machado / Reuters Guedes reiterou que a alta recente da inflação é transitória e que a recuperação da economia está sendo em formato de V

“O banco foi fundado em 2016, tínhamos tomado apenas 700 milhões de dólares. Nos próximos dois, três meses temos US$ 3 bilhões para entrar para investimentos, para ajudar no coronavírus, para investimentos em infraestrutura”, afirmou ele, ao participar de evento promovido pela revista Exame.

Em sua fala, Guedes reiterou que a alta recente da inflação é transitória e que a recuperação da economia está sendo em formato de V. Ele voltou a defender o teto de gastos, especialmente num contexto em que as despesas são indexadas e obrigatórias.

“Enquanto o Brasil não tiver coragem de enfrentar esse problema de indexação automática de despesas, onde a classe política não controla 96% dos orçamentos, não podemos sonhar em abrir mão dessa bandeira do teto”, disse.

Segundo Guedes, o Brasil fechará 2020 com perda de empregos equivalente a cerca de um terço do que foi registrado na crise de 2015. (Com Reuters)

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AGENCIAS DE RISCO ALERTAM SOBRE A CRESCENTE DÍVIDA INTERNA DO PAÍS

 

O importante recado das agências de risco para o Brasil

 

Luisa Purchio

 

 

Ainda que a conjuntura das eleições americanas tenha trazido ventos mais favoráveis para a economia brasileira, com dólar mais baixo e a atração de investimentos estrangeiros para a B3, os problemas internos do país pesam para o futuro. As agências de classificação de risco, que balizam o risco de se investir nas nações, reafirmaram as ressalvas sobre a crescente dívida pública do país e a necessidade de se avançar na pauta de reformas fiscais. Ao mesmo tempo, a possibilidade de encaminhá-las ainda em 2020 fica cada vez mais distante com a aproximação do final do ano, o que levanta um ponto de atenção dos investidores.

 

 

© Marcos Corrêa/PR/Divulgação ALERTA - Agências de classificação de risco mantém o Brasil em nota baixa. Equilíbrio fiscal é o principal ponto de atenção aos investidores

Nesta semana, a agência Fitch manteve a nota de crédito soberano brasileiro em “BB-”, adicionando ressalvas sobre o potencial crescimento dos novos casos de coronavírus, em conformidade com o que vem acontecendo com outros países da Europa e com os Estados Unidos. A pandemia elevou os gastos públicos ao longo de 2020, e um agravamento do quadro da doença piora ainda mais a situação fiscal do país. “A perspectiva negativa reflete a severa deterioração do déficit fiscal do Brasil e do fardo da dívida pública durante 2020 e a incerteza persistente quanto às perspectivas de consolidação fiscal, incluindo a sustentabilidade do teto de gastos de 2016 (a principal âncora da política fiscal), dadas as contínuas pressões sobre os gastos”, disse a agência. Nas últimas semanas, o ministro da Economia, Paulo Guedes, ao mesmo tempo que reforça a importância das reformas, afirmou que é possível que medidas como o auxílio-emergencial sejam prorrogadas no caso de uma segunda onda da doença. O programa tem custo estimado de 322 bilhões de reais neste ano, dinheiro este saído do Tesouro Nacional, o que ocasiona o aumento da dívida pública.

A Moody’s, por sua vez, publicou na mesma data um relatório reafirmando a nota Ba2, atribuída ao país no dia 15 de maio. A nota também é baixa e coloca o Brasil entre os países arriscados para se investir. “O perfil de crédito do Brasil equilibra o grande aumento do peso da dívida e contração econômica em 2020 devido ao impacto negativo do surto de coronavírus sobre a atividade econômica, contra o risco limitado de balanço de pagamentos e financiamento externo e um governo favorável à estrutura da dívida”, diz em comunicado com a atualização regular da nota. A agência espera que “a economia do Brasil deve contrair 5,7% em 2020 antes de se recuperar em 2021 com crescimento de 3,3%.” Já a S&P mantém a nota do Brasil em BB com perspectiva estável. A mais recente modificação foi feita em abril, quando o país perdeu a perspectiva positiva e passou a ser estável.

Para os analistas, além das reformas fiscais, um dos principais desafios do Brasil é o financiamento da dívida pública. O risco do país está alto, o que leva o mercado a cobrar juros altos para comprar títulos de vencimento longo, os mais benéficos para o financiamento do Tesouro. Como eles estão caros para o Tesouro, porém, estão sendo emitidos mais títulos de vencimento curto. Se por um lado eles não são tão positivos em termos de planejamento do financiamento, porque devem ser pagos em menor espaço de tempo, por outro a baixa taxa Selic permite que a remuneração aos investidores seja baixa. Por quanto tempo ela conseguirá permanecer por 2%, porém, dependerá do equilíbrio das contas públicas brasileiras.

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