sexta-feira, 20 de novembro de 2020

VACINA CORONAVAC CHEGOU AO BRASIL

 

A viagem da Coronavac: quatro dias de voo, escolta pesada e pose para foto

 

Eduardo Gonçalves

 

 

Demorou quatro dias para as primeiras doses da Coronavac chegarem ao Brasil na manhã desta quinta-feira, 19. Vinda do outro lado do globo, os lotes com 120.000 doses da vacina contra a Covid-19 saíram de Xangai, na China, a bordo de um avião comercial na segunda-feira, 16, fizeram escala em Istambul (Turquia) e Miami (EUA), até serem desembarcados no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

 

© GovernoSP/Divulgação O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn, e o governador João Doria durante a chegada das doses da Coronavac ao aeroporto de Guarulhos

“Estas são as primeiras vacinas contra a Covid-19 que chegam na América Latina”, celebrou o governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, acrescentou em tom emocional: “Deu enorme orgulho de ver as vacinas tocarem o solo brasileiro”. O imunizante contra a Covid-19 é produzido pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Butantan.

Como aconteceu com outros anúncios envolvendo a vacina, o governador preparou uma ação de marketing para receber a primeira remessa da Coronavac, que virou alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro e grupos radicais ligados ao bolsonarismo nas últimas semanas. Ao lado de um cartaz com os dizeres “A vacina do Butantan para salvar vidas”, Doria postou para fotos com a caixa do produto.

Apesar de já estarem prontas para serem utilizadas, as 120.000 doses e as outras 46 milhões que chegarão nas próximas semanas ainda precisam ter o seu grau de eficácia comprovado e o seu registro deferido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Ainda não há previsão de data para isso, mas o otimismo é grande: “Os resultados dos estudos clínicos podem aparecer muito rapidamente”, comentou Dimas Covas. O plano é que o esquema de logística e distribuição da vacina esteja pronto para que, assim que ela for regularizada, seja aplicada na população.

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Logo ao chegar em São Paulo, a primeira remessa foi levada sob escolta da Polícia Militar a um local, cujo endereço é mantido em sigilo. O 2º Batalhão de Choque da Polícia Militar foi escalado para fazer a guarda do produto. O governo de São Paulo teme ações de quadrilhas e sabotagem contra o imunizante. No primeiro semestre deste ano, ocorreram dezenas de atos criminosos de roubos e desvios de materiais hospitalares.

Alta

A chegada da vacina ocorre em um momento em que a média móvel — calculada a cada bloco de sete dias — de casos e mortes tem subido no Brasil, após um longo período de queda. Segundo dados oficiais, a média de óbitos chegou a 540 nesta quinta-feira, 19 – há duas semanas, essa taxa era de 395,3. Já a taxa de infectados chegou a 28.597,9, bem acima do índice de 16.840 registrado há duas semanas.

Diferente das últimas entrevistas coletivas, os integrantes do governo de São Paulo deixaram transparecer a preocupação com a alta no número de casos de Covid-19. O secretário executivo do Centro de Contingência do Governo de SP, João Gabbardo, alertou para o fato de que a “maior transmissão” tem ocorrido na aglomeração de jovens da classe A e B em bares e festas. “Nós estamos cansados, mas o vírus não está”, declarou a secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado, Patricia Ellen.

Como medida preventiva, o governo paulista baixou decreto para evitar a desmobilização dos leitos de UTI e enfermaria dedicados a pacientes da Covid-19 nas redes pública e privada.  No fim, Doria ainda fez um apelo para que as pessoas evitem fazer aglomerações e protejam “as suas vidas e a dos seus familiares”.

Doria também aproveitou para criticar a atuação do governo federal, que ele considera insuficiente. “Dada a circunstância de que estamos perdendo mais de 500 vidas todos os dias, a prioridade deveria ser a vacina. Não faz sentido o distanciamento do governo federal e do Ministério da Saúde sobre esse tema”, afirmou.

 

GUEDES AFIRMA QUE ALIANÇA LIBERAL SAIU FORTALECIDA

 

Aliança liberal conservadora saiu fortalecida das eleições, diz Guedes

 

Hamilton Ferrari

 

 

O ministro Paulo Guedes (Economia) disse nesta 5ª feira (19.nov.2020) que a aliança liberal conservadora que se consagrou nas eleições de 2018, com a vitória de Jair Bolsonaro, foi fortalecida na disputa municipais deste ano.


 

© Reprodução/Abrapp O ministro Paulo Guedes (Economia) durante live da Abrapp (Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Privada).

As declarações foram feitas durante o 41º Congresso Brasileiro de Previdência Privada, realizado pela Abrapp (Associação Brasileira de Entidades Fechadas de Previdência Complementar).

De acordo com ele, uma aliança de conservadores no costume e liberais na economia, o centro-direita, venceram a eleição deste ano. Ele citou que o DEM, PP e PSD tiveram aumento no número de prefeitos. O Poder360 mostrou que são os 3 partidos com maior crescimento no pleito deste ano.

“Significa que a mesma aliança de centro-direita continua ampliando o seu espectro de votos. Não me refiro a 1 candidato, ou o nosso governo, estou falando de partidos políticos de centrodiretos”, afirmou.

Sem falar o partido, disse que uma legenda “importante mais a esquerda” perdeu bastante prefeituras. O PT conseguiu eleger 15 de cada 100 candidatos lançados. “Muita gente diz que está sem coordenação política e articulação. A minha hipótese de trabalho é que existe agora uma coalizão politica de centro-direita que está vencendo as eleições. Ampliou a sua administração com partidos de centro-direita. Eu só estou mencionando isso porque há muitas leituras equivocadas, como se a esquerda tivesse uma vitoria enorme”, disse o ministro da Economia.

Guedes disse que não tem partido porque 1 economista ou empresário tem que se filiar a 1 partido que o represente literalmente.

O ministro voltou a se queixar das perspectivas negativas em relação ao Brasil antes do governo Jair Bolsonaro. Citou que havia críticas sobre a democracia brasileira estar ameaçada. Guedes afirmou que o país ia “surpreender o mundo” e, o 1º ano de mandato, aprovou a reforma da Previdência, com apoio da população. “Enquanto lá fora, como na França, as pessoas foram às ruas contra a reforma“, disse.

Guedes disse que a democracia do país é vibrante e que a população optou por escolher 1 governo liberal depois de “30 anos de social-democracia”. Por outro lado, afirmou que a transição do ponto de vista econômico andou devagar. Foi uma “transição incompleta”, segundo ele.

PRIVATIZAÇÕES

Guedes voltou a dizer que há acordos políticos de centro-esquerda que dificultam o avanço de pautas reformistas, como a privatização de estatais. “Nós somos prisioneiros cognitivos de uma economia dirigista“, declarou.

Para o ministro, Brasil é uma grande sociedade aberta e tem economia de mercado. Tem sistema político democrático resiliente e flexível. Criticou as políticas dos governos anteriores desenvolvimentistas, ou seja, focada no incentivo fiscal. Guedes afirmou que, desde o Regime Militar, o Brasil gasta de forma descontrolada, o que gerou duas crises de hiperinflação e sequestro de ativos financeiros.

O ministro disse que há muita “impaciência e intolerância” com o governo, que fará 2 anos em 1º de janeiro de 2021. Comparou que os brasileiros tiveram tolerância durante os “10, 12 ou 15 anos” de políticas equivocadas.

Para Guedes, houve muito avanço, principalmente com a inclusão dos mais vulneráveis na economia. Mas também houve erros que elevaram as despesas públicas de 18% do PIB, nos governos militares, para 45% do PIB no “auge do governo Dilma Rousseff”. A carga tributária aumentou de 18% para 35% do PIB, de acordo com ele.

“Esse descontrole dos gastos públicos, ao longo de 40 anos, foi o responsável pela disfunções da economia brasileira”, disse. Guedes declarou que o país quebrou a dinâmica explosiva de gastos a longo prazo. Derrubou privilégios da previdência, cortou em R$ 100 bilhões por ano o gastos com juros da dívida e apresentou a reforma administrativa que economiza de R$ 300 bilhões a R$ 450 bilhões em 10 anos.

Disse também que o regime de capitalização da previdência não é mais prioridade deste governo. Implementar a mudanças de sistema era uma vontade de Guedes, que se espelha na previdência chilena. Ele não conseguiu avançar a discussões com os congressistas e o tema foi deixado de lado. “Não conseguimos fazer, mas partimos para cortar privilégios”, afirmou.

 

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

LUTA PELA LIBERDADE

 

A luta pela liberdade além da economia

Tiago Mitraud

 

 

 

Em um país com tanta interferência estatal na economia e com tanta dificuldade imposta a quem quer produzir e gerar emprego e renda para a população, é natural que a luta por mais liberdade econômica seja tratada como prioridade. No entanto, é importante lembrarmos que, infelizmente, não é apenas nossa atividade econômica que é restringida pelo Estado, mas também as nossas liberdades individuais.

Como cidadãos brasileiros, nossa liberdade é tolhida de inúmeras formas pelo Estado, quando decisões que deveriam ser privadas acabam sofrendo interferência estatal.

Hoje, no Brasil, o jovem que completa 18 anos é obrigado a se apresentar para o serviço militar. Pode ser dispensado, mas pode ser convocado, mesmo contra a sua vontade. Neste caso, deverá trocar um ano de sua vida e de seus estudos por atividades de treinamento militar. Além de ser imoral a imposição de trabalho forçado independente da sua motivação ou natureza, tal obrigatoriedade não se justifica pelos números, quando o volume de voluntários é suficiente para completar as vagas. Ainda assim, jovens que gostariam de estar estudando ou trabalhando, são privados de sua liberdade e forçados a servir às Forças Armadas, enquanto voluntários são preteridos.

Hoje, no Brasil, maiores de 18 anos podem se casar, dirigir, adquirir imóveis e abrir empresas. Mas não podem optar pela própria esterilização caso não queiram ter filhos. Cirurgias de laqueadura e vasectomia são proibidas para quem não tem pelo menos dois filhos ou 25 anos. Não basta a sua vontade, nem mesmo seu recurso. É o Estado quem diz quem pode ou não realizar a cirurgia tanto na rede pública como na privada.

Hoje, no Brasil, dezenas de milhares de pacientes e suas famílias sofrem cotidianamente para lidar com graves doenças, cujos efeitos poderiam ser amenizados por tratamentos à base de canabinoides. Infelizmente, o preconceito à substância, derivada da cannabis, e a crença de que médicos e pacientes são menos capazes de decidir sobre a sua própria saúde do que o Estado, faz com que este dificulte enormemente o acesso aos medicamentos, tornando-os escassos e caros.

Estes casos estão longe de serem exceções. Há muitos outros exemplos da interferência do Estado em diferentes esferas da nossa vida. Só seremos um país verdadeiramente livre quando o Estado passar a respeitar a menor minoria da Terra, que é o indivíduo, respeitando seus desejos, suas escolhas e sua propriedade.

Por isso, para que possamos viver em um país mais livre, a bandeira da defesa da liberdade precisa ir muito além da econômica, e incluir também as liberdades individuais. Afinal, especialmente para nós mineiros, a luta pela liberdade é intrínseca à nossa história, e não pode ser somente um lema em nossa bandeira.

 

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...