segunda-feira, 16 de novembro de 2020

NOVO APLICATIVO PIX DO BANCO CENTRAL É LIBERADO PARA TODOS OS BANCOS

 

Pix é liberado para os clientes de todos os bancos nesta 2ª feira

 

Hamilton Ferrari

 

 

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos do BC (Banco Central), passa a estar disponível nesta 2ª feira (16.nov.2020) para toda a população. A ferramenta permite fazer transferências em tempo real a qualquer momento, inclusive horário não comercial e aos finais de semana.

 


© Reprodução/Banco Central A tecnologia de pagamentos instantâneos estará disponível nos apps e canais de atendimento das principais instituições financeiras em 16 de novembro

A opção de transferência e pagamento estará disponível nos aplicativos dos bancos e outras instituições financeiras. A tecnologia promete deixar TED e DOC obsoletos. De 3 a 15 de novembro, o Pix esteve em fase de testes para parte do público.

Até 22h30 de domingo (15.nov), o painel do BC mostrava que R$ 734,39 milhões foram movimentados em 1.749.079 operações.

No mesmo horário, 71.331.392 Chaves Pix haviam sido criadas, que serão facilitadores nas transferências. Com ela, o cliente bancário não precisa preencher todas as informações do destinatário ao fazer uma operação.

O código da chave pode ser o celular, o CPF, o CNPJ, o e-mail ou 1 número aleatório. Cabe à pessoa escolher. A maioria (25.996.495, ou 36%) optou pelo CPF.

Do total, 68,3 milhões são de pessoas físicas, enquanto há 2,99 milhões de pessoas jurídicas.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participará do lançamento do Pix às 9h30. O evento será virtual e poderá ser acessado no canal da instituição financeira no YouTube.

O PIX

O sistema vai acelerar a operação de uma nova modalidade de pagamento: o Pix, que será em tempo real e estará disponível a partir e 16 de novembro.

A tecnologia estará acoplada nos canais de atendimento e plataformas dos bancos e de outras instituições financeiras, como aplicativos e internet banking. O Pix vai permitir que o dinheiro fique disponível na conta do destinatário em até 10 segundos, inclusive nos finais de semana e horário não comercial.

A nova forma de pagamento vai concorrer com os boletos e os cartões de crédito e débito. Também deve tornar obsoletas outras modalidades de transferência entre contas, como o TED e o DOC, que têm tarifas elevadas e demoram para cair na conta de quem recebe o dinheiro.

O custo do Pix será zero na maioria dos casos das pessoas físicas. O consumidor pode fazer pagamentos pelo app da instituição financeira ou pelo internet banking sem pagar nenhuma tarifa pelo serviço. Só as operações realizadas em caixas eletrônicos ou por ligação telefônica podem ter custo. Há também possibilidade de cobrança à pessoa física que recebe muitos pagamentos por mês, possivelmente associada com a venda de produtos ou serviços. Essa cobrança vai acontecer porque as instituições financeiras estão liberadas a cobrar tarifas de pessoas jurídicas. Os preços serão livremente estipulados pelo mercado, mas há bancos que anunciaram a gratuidade do serviço.

O Pix não é 1 aplicativo à parte e estará acoplado nas plataformas das instituições financeiras. A partir de 16 de novembro, a opção de uso do pagamento instantâneo estará disponível nas plataformas dos bancos e principais instituições financeiras.

Todas as empresas do setor financeiro com mais de 500 mil clientes vão ter a modalidade de pagamento disponível, incluindo fintechs e cooperativas de crédito. Portanto, para usar o Pix, é necessário uma conta em alguma instituição de pagamento.

E, para viabilizar a transação é preciso ter recursos disponíveis na conta –não é possível pagamento em crédito. Também não é necessário a Chave Pix para fazer as operações, mas facilita. Conheça as principais características da nova modalidade.

O QUE O PIX TRAZ DE NOVO

O Pix é uma forma de pagamento nova que estará disponível para operação 24 horas por dia e nos 7 dias da semana. O destinatário recebe o valor transferido instantaneamente, seja pessoa física ou jurídica.

Qualquer pessoa física ou jurídica que tenha conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento pré-paga pode utilizar o Pix. A forma de pagamento será disponibilizada pelos bancos nos canais de atendimento, mas foi criada para ser utilizada principalmente em smartphones. As operações só são feitas quando o pagador está conectado à internet. Em 2021, há previsão de que seja possível transações off-line.

A principal vantagem do Pix será sobre os modelos de transferência entre contas bancária, como o TED e o DOC. Nestas opções, o dinheiro fica disponível para o destinatário depois de horas ou só no dia útil seguinte, no caso do DOC. Também são operações que custam de R$ 8 a R$ 18 cada, segundo o Banco Central. Ao fazer o pagamento pelo Pix, a pessoa física não será cobrada nos aplicativos ou internet banking.

O Pix também pode deixar o boleto obsoleto, principalmente para os consumidores que pretendem comprar no e-commerce com desconto e sem uso do cartão de crédito. No boleto, o dinheiro transferido só estará disponível no dia útil seguinte para o destinatário.

Também vai concorrer com os cartões de débito e crédito. O Pix tem vantagem de ser mais rápido para o destinatário na opção débito. Além disso, bancos não podem cobrar tarifas de anuidade como fazem no cartão de crédito.

A nova forma de pagamento deve prejudicar a remuneração de empresas intermediárias, como as maquininhas. Entre elas, Cielo, Rede, Getnet, Stone e outras.

O comerciante pode optar por aceitar transações só pelo Pix diante da comodidade, apesar de os cartões de crédito e débito serem amplamente utilizados como forma de pagamento. O Pix também pode reduzir os ganhos financeiros de empresas de bandeiras bancárias, como Visa e Mastercard.

Qualquer transação de pagamento pode ser feita pelo Pix independente do tipo de produto ou serviços comprados. Assim como outras formas de pagamentos, a modalidade também estará sujeita a limites de valores, que serão estabelecidos pelas instituições financeiras. Pode ser por quantidade de transações, de dias ou mês.

Os limites devem estar baseados em critérios do sistema bancário para mitigar o riscos de fraudes ou infração à legislação, como, por exemplo, lavagem de dinheiro. Os bloqueios, porém, não podem penalizar o consumidor ou comprometer o uso do novo sistema.

CHAVES PIX

As Chaves Pix são como apelidos dados para a conta do usuário, que não terá mais que informar todos os dados bancários necessários para uma transação com TED ou DOC, por exemplo.

A chave pode ser o número do CPF ou do CNPJ, um e-mail, um número de telefone ou uma sequência aleatória de letras e números. No último caso, o destinatário do pagamento não fornece nenhuma informação pessoal.

© Reprodução/Banco Central

O Pix vai permitir que, só com uma dessas informações, o pagador consiga encontrar a conta do destinatário no aplicativo do banco. Cada conta pode ter várias chaves associadas, mas uma chave não pode se direcionar a contas diferentes.

Eis 1 exemplo de como o consumidor pode fazer a separação:

  • número de telefone vinculado à conta corrente do banco X;
  • CPF vinculado à conta poupança do banco Y;
  • e-mail vinculado à conta de pagamento da instituição Z.

A pessoa pode optar por vincular todas as chaves a uma mesma conta, mas há o limite de 5 chaves para pessoa física e 20 para pessoa jurídica.

Mas a Chave Pix não é obrigatória. Ela facilita para que o destinatário não tenha a necessidade de informar todos os dados bancários. Se preferir não ter a chave, conseguirá fazer a transferência ou pagamento da mesma forma.

 

domingo, 15 de novembro de 2020

ELEIÇÃO FUINDAMENTAL DE PREFEITOS E VEREADORES PARA AS QUESTÕES NACIONAIS

 

Uma eleição fundamental

Eleições municipais não são desconectadas das questões nacionais, mas o eleitor não deve votar em projetos que nada têm a ver com a cidade.

 


As eleições municipais não são desconectadas das grandes questões nacionais, por mais que se saiba que o prefeito e os vereadores são escolhidos para lidar com os problemas locais. Ao depositar seu voto na urna hoje, contudo, o eleitor deve pautar sua opção não com base nas rinhas políticas do presidente da República, Jair Bolsonaro, e de seus desafetos espalhados pelo País, pois se assim proceder estará desperdiçando seu voto em favor de projetos eleitorais que pouco ou nada têm a ver com a cidade.

É claro que eventuais simpatias pelo presidente ou por seus adversários podem naturalmente exercer alguma influência sobre o eleitorado, mas, no frigir dos ovos, nenhum deles estará na Prefeitura ou na Câmara dos Vereadores para enfrentar os desafios municipais – particularmente imensos em cidades como São Paulo.

As pesquisas indicam que várias candidaturas apoiadas explicitamente pelo presidente Bolsonaro serão repudiadas nas urnas em várias partes do País – a rejeição ao presidente chega a 50% na capital paulista. O mesmo ocorre com algumas candidaturas petistas que receberam a atenção do ex-presidente Lula da Silva – que tentou transformá-las em veículos para sua campanha particular de descrédito da Justiça em meio aos muitos processos que enfrenta.

Quem se dispuser a ir às urnas hoje, tomando os cuidados sanitários necessários em razão da pandemia de covid-19, tem mais do que o vírus com que se preocupar. De um modo geral, as cidades enfrentam problemas bem semelhantes aos dos governos estaduais e federal – orçamento apertado, dívida crescente, queda brutal de receita em razão da pandemia e carência de investimentos para estimular a retomada, com a agravante de que, ao contrário da União, o município não pode emitir títulos.

Não é um cenário para amadores. Não se pode eleger o futuro prefeito com os mesmos critérios que nortearam a escolha dos finalistas da eleição presidencial de 2018, que opôs um deputado reacionário do baixo clero e o preposto de um presidiário. A esta altura, com quase dois anos de mandato do sr. Jair Bolsonaro, o eleitorado já tem informações suficientes para saber que escolhas mal feitas na hora do voto têm efeitos negativos duradouros sobre a vida de todos, em especial dos mais pobres.

Se São Paulo fosse um país, estaria entre os 50 mais ricos do mundo. Assim, governar uma megalópole como essa, responsável por 10% do PIB nacional, é quase tão desafiador quanto governar um país, ainda mais em tempos de grave crise como o atual. Demanda uma soma de criatividade com responsabilidade que poucos têm condições de oferecer.

Mas a maior qualidade do futuro prefeito, que os eleitores devem procurar nos que se apresentam para a vaga, é o espírito público. É justamente quando o País mergulha em debates estéreis promovidos pelo bolsonarismo, para desviar a atenção do governo medíocre de seu líder, que se torna imperativo buscar, entre os candidatos, aqueles que manifestam deferência pelas instituições republicanas e pelo cargo que almejam.

Não se trata de um respeito protocolar. A estima pelos valores republicanos se revela quando o eleito faz jus ao mandato recebido, buscando conciliar os diversos anseios da sociedade que lhe coube governar por meio da valorização da política, fazendo valer a plataforma vencedora da eleição, mas entabulando diálogo civilizado com todos, especialmente com a oposição. Não há outra maneira de alcançar a plena legitimidade, fulcro da aceitação das decisões emanadas do governo e passo indispensável para a superação dos desafios.

O desastre das eleições de 2018 deve servir como exemplo do que acontece quando se entrega o poder a quem é despreparado não apenas no nível da cognição básica, mas, sobretudo, no nível do entendimento de como funciona uma democracia e do papel que cabe aos homens públicos.

Por isso tudo, não merecem o voto aqueles candidatos que se apresentam como meros veículos das pretensões eleitorais de terceiros ou que representam projetos antirrepublicanos de poder. São Paulo é grande demais para isso.

 

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...