quinta-feira, 12 de novembro de 2020

MOURÃO DIZ QUE BIDEN ANTES DE TRATAR DA AMAZÔNIA TEM MUITO MAIS PROBLEMAS PARA RESOLVER

 

Biden tem série de problemas a resolver antes de tratar da Amazônia, diz Mourão

 

Por Ricardo Brito

 

 

Por Ricardo Brito

© Reuters/ADRIANO MACHADO .

BRASÍLIA (Reuters) - O vice-presidente e coordenador do Conselho da Amazônia, Hamilton Mourão, afirmou nesta quarta-feira que, a se confirmar a eleição do candidato democrata a presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, o futuro ocupante da Casa Branca terá "uma série de problemas" a resolver antes de discutir a questão da preservação da Amazônia brasileira.

"Uma vez confirmada a eleição do Biden, porque o processo eleitoral americano é distinto do nosso, ainda tem algumas contestações em vigor, mas confirmado isso aí eu vejo que, num primeiro momento, o Joe Biden tem uma série de problemas a solucionar", disse ele, em live promovida pela Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE), ao responder a uma questão sobre a expectativa em torno da atuação de Bidem em relação à Amazônia.

Entre os ditos problemas dos EUA, Mourão citou a questão da China, da Europa Ocidental, a presença dos norte-americanos em organismos multilaterais, a pandemia de Covid-19, com o país passando por uma segunda onda, a divisão no país após uma eleição apertada.

"Nós temos uma área central americana, integrada pelas aquelas famílias familias brancas, acreditam na questão religiosa, contra aborto, acreditam na liberdade de portar arma, tem grupos raciais que acreditam na supremacia branca totalmente em descompasso com as duas costas Leste e Oeste, isso é um problema interno nos EUA que o Biden terá de ter soluções para isso e ser capaz de vencer" detalhou.

O vice-presidente disse também que Biden terá de resolver questões ambientais internas e mencionou a prática do fracking, usado para a extração em solo norte-americano de petróleo e gás de xisto, que seria antiambiental.

Segundo Mourão, cabe ao Brasil mostrar aos demais países ações efetivas e não ficar apenas na retórica.

"Se nós nos mantivermos dessa forma, nós vamos deixar muito claro para a comunidade internacional, especificamente a um possível novo governo americano, os nossos compromissos com os acordos firmados pelo governo brasileiro", destacou.

O presidente Jair Bolsonaro --defensor fervoroso da reeleição do republicano Donald Trump-- ainda não reconheceu a vitória de Biden nas eleições. O democrata foi declarado vencedor no sábado após projeções dos resultados nos Estados. Trump contesta a vitória do adversário e acionou a Justiça com alegações de fraude no pleito sem, contudo, ter apresentado evidências.

Durante debate na campanha presidencial norte-americana, Biden disse que a floresta tropical do Brasil "está sendo destruída" e propôs reunir outros países para garantir 20 bilhões de dólares para a preservação da Amazônia.

"Aqui estão 20 bilhões de dólares. Parem de destruir a floresta e se não pararem, então enfrentarão consequências econômicas significativas", disse o democrata.

 

ELEI9ÇOES DO AMAPÁ SÃO ADIADAS DEVIDO APAGÃO ELÉTRICO

 

Barroso atende a pedido do TRE do Amapá e adia eleições em Macapá

 

RedeTV!

 

 

Decisão foi divulgada na madrugada desta quinta-feira (12)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, decidiu, nessa quarta-feira (12),  adiar as eleições municipais em Macapá.

Barroso atendeu ao pedido feito pela Justiça Eleitoral do Amapá, para suspender o pleito devido às ações de vandalismo provocadas pela falta de luz na capital. A decisão foi divulgada por volta da meia-noite.

O adiamento vale somente para Macapá e abrange o primeiro turno, que deveria ocorrer no próximo domingo (15), e o segundo, que seria realizado em 29 de novembro. A nova data do pleito não foi definida.

No restante do estado, a votação será mantida porque o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) garantiu que há aparato policial para garantir a segurança da votação.

“Com essas considerações, tendo consultado todos os demais membros do tribunal, suspendo a realização das eleições municipais de Macapá/AP, até que se restabeleçam as condições materiais e técnicas para a realização do pleito, com segurança da população”, decidiu o presidente.

O fornecimento de energia elétrica foi interrompido por volta das 21h de terça-feira (3). De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), um transformador pegou fogo e foi totalmente destruído. Aos poucos, a energia está sendo restabelecida, mas em forma de rodízio de seis em seis horas.

Vandalismo

No ofício enviado ao TSE, a Justiça Eleitoral do estado disse que foi informada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o Exército e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) que algumas ações de vandalismo estão sendo coordenadas por membros de facções criminosas

O documento diz ainda que parte da população está sendo incitada, por meio de grupos do WhatsApp, a queimar pneus em via pública e a depredar o patrimônio público.

“Convém destacar que no próximo domingo, dia 15.11.2020, várias manifestações estão sendo convocadas para demonstração de desagrado em frente aos locais de votação, o que colocaria em risco os eleitores da capital”, alertou o TRE.

Alcolumbre

Informações de bastidores apontam que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), irmão de um dos candidatos a prefeito de Macapá, conversou com Barroso na quarta e afirmou que a situação na capital do Amapá estava difícil por conta do apagão.

 

DECLARAÇÕES DO BOLSONARO MUDAM O FOCO DAS ATENÇÕES

 

Cenário: Objetivo da declaração de Bolsonaro é mudar o foco das atenções

 

Roberto Godoy

 

 

Em uma semana marcada pela ressaca da derrota de Donald Trump e pela declaração infeliz de Jair Bolsonaro de que “ganhou” após a vacina contra o vírus ter tido os testes interrompidos, a “pólvora” do presidente não tem outro objetivo senão o de mudar o foco das discussões.

Não faz sentido, e não há sustentação de ordem prática, propor ou imaginar qualquer conflito com os Estados Unidos. O país nunca disse que vai invadir a Amazônia. O que o Joe Biden disse, durante a campanha, é que o Brasil pode encarar sanções e barreiras econômicas por conta do desmatamento na região.

 

© Gabriela Biló/Estadão Presidente Jair Bolsonaro participa de lancamento do programa Retomada do Turismo

As relações militares entre Brasil e EUA começaram em 1947 e ganharam intensidade com o passar dos anos. São 73 anos, dezenas de acordos e as três Forças têm escritórios de representação em território americano, principal destino dos oficiais especialistas para treinamentos

Quando o presidente fala em pólvora, não é a sério. Como militar, ele sabe disso. Está sendo político. Com essa declaração, todo mundo para a fim de avaliar a dimensão do que está dizendo e consegue transferir o foco. No mínimo, consegue dividir a atenção.

Não temos pólvora nem capacidade de enfrentamento – a desigualdade é tanta que é quase impossível estabelecer uma comparação. Apenas um dos 11 super porta-aviões nuclear dos EUA pode trazer 90 aeronaves embarcadas. Sem falar dos destróieres, dos navios de suporte, dos submarinos nucleares e dos aviões que podem vir de regiões próximas para dar apoio.

 

 

 

 

 

 

 

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...