quinta-feira, 16 de julho de 2020

COMPLEXO DE SUPERIORIDADE

Complexo de superioridade

Simone Demolinari 

 


Crescemos ouvindo falar sobre o “complexo de inferioridade”; o que pouco se fala é sobre o “complexo de superioridade” que tem sua origem na mesma vertente, pois, ambos se sentem por baixo. Se sentir superior tem a ver com um sofisticado mecanismo de compensação de quem se sente inferior.

Embora seja difícil imaginar que aquele indivíduo arrogante e prepotente que (aparentemente) se sente acima de tudo e de todos, no fundo, sofre de sentimento de inferioridade. Mas é isso que acontece.

Nem tudo que reluz é ouro. Na maioria dos casos, esse sentimento de grandiosidade não passa de uma forma de compensar velhos esquemas de inferioridade por vezes instalados na infância e adolescência. Ocorre que a baixa autoestima se manifesta de duas maneiras antagônicas: uma, através da subserviência, uma servidão ao outro, e a outra forma é através da prepotência. Ambas derivadas do mesmo lugar: complexo de inferioridade.

Engana-se quem pensa que pessoas arrogantes e egocentradas têm boa autoestima. Isso não é verdadeiro. Não devemos confundir autoestima com vaidade. Pessoas com boa autoestima são serenas, confiantes, sentem-se satisfeitas consigo e não precisam ecoar aos quatro cantos como são boas, honestas, inteligentes, felizes. Ao passo que uma autoestima baixa torna as pessoas inseguras, possessivas, impositivas, fofoqueiras, narcisistas que tem o hábito de criticar e desqualificar o outro.

Já dizia Freud: Quando Pedro me fala de João, sei mais de Pedro do que de João”. Julgar e criticar o outro não enaltece o comunicador, aliás, só faz provar o contrário, pois uma das facetas do complexo de inferioridade se manifesta através da inveja – um sentimento de tristeza pela felicidade do outro. Típico de quem se sente por baixo.

Daí a origem do despeito e ingratidão. Há um ditado popular que diz: “A ingratidão é filha da inveja”. O psiquiatra Flávio Gikovate define bem esse sentimento: “A ingratidão tem sua lógica: quem dá é o ‘rico’, e quem recebe é o ‘pobre’. Daí a inveja! Poucos são os que aceitam receber com dignidade e retribuem com gratidão. Da admiração derivam dois sentimentos: um é o amor, o outro é a inveja. Ela penderá para um ou outro lado conforme o caráter e a autoestima do observador”.

A hostilidade dirigida a quem tanto fez e ajudou é uma reação negativa típica da pessoa que se sente por baixo e que, no fundo, reconhece esse rebaixamento, mas, como não pode se revoltar contra si, dirige sua agressividade contra outro, o abundante. E o ciclo se repete: quanto mais recebe, mais hostiliza e mais fala mal do doador.

Aqueles que manifestam o complexo de superioridade geralmente projetam seus sentimentos de inferioridade nos outros os tratando como seres inferiores. Passam uma imagem de fortes e poderosos, mas, no fundo, estão mesmo é escondendo seus medos e vulnerabilidades através dessa empáfia. Com esse comportamento ainda conseguem enganar muitos. Mas, num olhar mais cauteloso, só fazem se revelar como um blefe. Observem!

COLUNA ESPLANADA DO DIA 16/07/2020

PSL com Bolsonaro

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini

 


Quieto em seu apartamento em Piedade, no Recife, o deputado federal Luciano Bivar fumou o cachimbo da paz com Jair Bolsonaro. Em um telefonema do presidente da República, ficou acertado com o manda-chuva do PSL que o partido vai ajudar o Governo com os seus 53 votos na Câmara dos Deputados e também nas eleições municipais. Pragmático, Bivar entende que Bolsonaro tem a caneta por mais dois anos e meio e muitos cargos para o PSL. O outro tema foi um pedido feito para que o PSL não apoie a eventual candidatura de João Campos (PSB) à Prefeitura do Recife. 
 
Poder na tela
Como o tempo de propaganda eleitoral é definido pela bancada eleita em 2018, o PSL terá o maior tempo de TV,  seguido do PT. O PSB precisa correr atrás de outros aliados.
 
Japa enquadrado
Newton Ishii, o ‘Japonês da Federal’, foi condenado pelo juiz federal Sergio Ruivo à perda do cargo e multa de R$ 200 mil, no processo da Operação Sucuri no qual foi alvo.
 
MDB vai junto
A possível nomeação do deputado Osmar Terra para o Ministério da Saúde passa pela enfermaria do MDB. Os doutores Michel Temer e Baleia Rossi têm que dar a alta.
 
Bloqueio
Veja a confusão que força o presidente Bolsonaro a um diálogo com o PSL de Bivar, para pacificar palanques locais. Daniel França é o dirigente do PSL do Piauí, marido da deputada federal Joice Hasselmann (SP), que rompeu com o Palácio. Foi Joice, quando às boas com o clã nacional, que emplacou França no diretório.
 
Canetada
Agora, o dirigente, na esteira do rompimento político de Joice, dificulta candidaturas de bolsonaristas filiados ao PSL local para prefeito e vereador. A choradeira chegou ao presidente. O ônus da pacificação está com Bivar, que topou trégua com Bolsonaro.

Linha muda
Bolsonaro reforça o tom ideológico de suas interfaces diplomáticas. Já telefonou nos últimos dois meses para a maioria dos presidentes da América do Sul, menos para Nicolás Maduro (Venezuela) e Alberto Fernández (Argentina). E nem vai.
 
Foram-se os anéis
Em Brasília, Eike Batista, o ex-todo poderoso que já teve três jatos intercontinentais, tem ficado em hotéis 3 estrelas. E não se importa de usar cama de solteiro.
 
Museu Nacional 
É provável que o Governo faça grande festa em 2022 para reabrir o Museu Nacional na Quinta da Boa Vista, com bom acervo cedido, no bicentenário da independência.
 
Severino 
Severino Cavalcanti, o ex-presidente da Câmara falecido ontem, teve seu papel na direita conservadora, lembram aliados: barrou projeto como o ‘casamento gay’, de Marta Suplicy, e a legalização do aborto. Mas morreu manchado pelo mensalinho.
 
Direitos (e deveres)
O conhecido advogado Mattar Assad enviou carta aberta ao STF em que pede restauração dos direitos profissionais do jornalista Oswaldo Eustáquio, alvo no inquérito de ataques à instituição. Eustáquio, declarado aliado de Bolsonaro, está sem telefones, computadores e proibido de acessar redes sociais. 
 
Dirceu
O TCU ratificou a Câmara na aposentadoria do  ex-deputado José Dirceu. Ao contrário do que publicamos, ele tem direito a R$ 9.646,57 mensais. 
 
Pisa-torto
A RJZ Cyrela quebrou a calçada em frente ao prédio Rio by Yoo, no Flamengo, Rio, e irritou moradores. Até cano furado já teve. Em nota, a construtora diz que revitaliza o gradil e manutenção da calçada, e tem licenças. 

ESPLANADEIRA

# A construtora PaulOOctavio lançou o Residencial Jane Godoy, em frente ao Parque Olhos D’Água. Serão 48 apartamentos de 4 quartos, sendo 8 coberturas. 

 

CONGRESSO É CONTRA A CRIAÇÃO DE NOVO IMPOSTO

Problemas no Congresso: maioria dos líderes é contra criação de nova CPMF

 

Alessandra Azevedo

 

 

© Roque Sá/Agência SenadoAs discussões sobre a reforma tributária, suspensas em março, voltaram ao radar do governo e do Congresso, ainda durante a pandemia do novo coronavírus. Propostas que buscam minimizar o impacto da crise, como a desoneração da folha de salários, servem, agora, como justificativa para o Ministério da Economia propor o que pretende desde o início do governo: criar um novo imposto sobre transações financeiras, como a extinta Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), só que digital.

O assunto ainda não é bem aceito no Congresso. Apesar de o governo contar, agora, com o apoio de algumas lideranças do Centrão, aliado mais recente do presidente Jair Bolsonaro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a maioria dos líderes de bancada continuam contra a criação de impostos. O caminho, na visão do deputado, não deve desviar do que já era discutido pelos parlamentares antes da pandemia: simplificação da cobrança de tributos sobre bens e serviços.

Maia quer retomar as conversas sobre a reforma tributária ainda nesta semana. Como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), não está certo de que esse deve ser o próximo passo, as Propostas de Emenda à Constituição (PECs) sobre o tema, a princípio, serão discutidas fora da comissão mista, só entre os deputados. Embora mantenha o posicionamento contra novos impostos, o presidente da Câmara não descarta que outros projetos sobre o assunto venham à tona, como revisão de subsídios e isenções.

Essas mudanças não são suficientes para o ministro Paulo Guedes. Em negociação com os parlamentares, a equipe econômica quer fechar uma troca: manter a desoneração da folha de salários, desde que seja compensada pela arrecadação da nova CPMF. A alíquota estudada atualmente é entre 0,2% e 0,4% sobre toda a economia digital e o comércio eletrônico, inclusive transações feitas em aplicativos de celular ou na Bolsa de Valores.

Mesmo que a proposta convença parte do Centrão, não há nada de novo em relação ao que já sugeria o governo antes, e o custo político continua alto. O cientista político André Rosa, especialista em relações governamentais pelo Ibmec, vê um caminho difícil para o governo conseguir aprovar uma CPMF. “É um imposto com uma rejeição muito grande. O caminho seria o Centrão, mas o presidente da Câmara lidera esses partidos”, lembra.

Rosa afirma que, para ter o apoio do Centrão na matéria, o governo vai ter que negociar ainda mais cargos, o que já tem feito desde maio, e segundo e terceiro escalão não serão suficientes para garantir a aprovação. “Acho que o pedágio vai ser muito caro”, avalia o especialista. O presidente Jair Bolsonaro, que antes se dizia contrário à criação do imposto, não se manifestou sobre o assunto recentemente, mas não tem hesitado em distribuir cargos para o grupo em troca de apoio.

Para o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), não será o apoio do Centrão que virará o jogo. “O governo aprovou a reforma da Previdência sem falar de Centrão. E continua falando com os mesmos parlamentares, seja Centrão ou não”, argumentou. Gomes acredita que, na próxima semana, o cenário ficará mais claro. “É muito cedo. Não vai ter pro jeto só do governo ou da oposição. Todo o debate vai ser conjunto, da Câmara, do Senado e do Executivo”, disse.

 

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...