domingo, 28 de junho de 2020

BRASILEIROS NÃO TERÃO ACESSO LIVRE AOS PAÍSES DA UNIÃO EUROPEIA POR CAUSA DO CORONAVÍRUS NA SUA ABERTURA

Brasil está fora de lista preliminar de ingresso livre na União Europeia

Deutsche Welle

 


     © picture-alliance/NurPhoto/N. Economou (via DW) Viajar para a Europa em meio à pandemia continuará sendo difícil para os brasileiros

 

Viajantes estrangeiros vindos do Brasil, dos Estados Unidos e da Rússia deverão ficar de fora do planejado relaxamento das restrições de viagem na União Europeia (UE) por causa da pandemia do novo coronavírus, disseram diplomatas europeus que acompanham as tratativas nesta 6ª feira (26.jun.2020) a agências de notícias.

Esses três países não constam de uma lista preliminar de países de fora do bloco com ingresso livre a partir de 1º de julho, encaminhada aos embaixadores que os países-membros mantêm na UE, afirmou um diplomata.

Uma decisão ainda não foi tomada, pois os embaixadores ainda estão em contato com os seus respectivos governos. Países com forte setor turístico, como Portugal e Grécia, são a favor de um relaxamento mais amplo, enquanto nações como a Dinamarca defendem regras rígidas.

Outro ponto de discussão é a confiabilidade dos números divulgados pelos países. Muitos governos duvidam que a situação real na China, por exemplo, esteja de fato refletida nos dados que o país comunica.

A UE quer liberar o ingresso no bloco de cidadãos de outros países a partir de 1º de julho, desde que a situação da pandemia nesses países não esteja pior do que na UE.

Um critério para o ingresso livre é que o número de novos casos por 100 mil habitantes em duas semanas seja inferior a 16, que é o número médio de novas infecções nos países da UE no período de duas semanas que se encerrou em 15 de junho.

Além disso, são consideradas a tendência de novas infecções, que deve ser de queda ou no mínimo estável, e a maneira como o país lidou com a pandemia.

Isso significa, na prática, que pessoas vindas da Nova Zelândia ou da Coreia do Sul provavelmente poderão entrar na UE a partir de 1º de julho.

Já quem vem dos Estados Unidos, do Brasil, da Arábia Saudita ou da Rússia só poderá fazê-lo em caso de comprovada necessidade. O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças, a autoridade de saúde da UE, atribui ao Brasil uma taxa atual de novas infecções por 100 mil habitantes no período de duas semanas superior a 120.

Segundo a agência de notícias AFP, a lista dos países com ingresso liberado inclui 18 nações, e os países da UE devem comunicar a Bruxelas até a noite deste sábado se concordam com ela. Uma decisão final é esperada para segunda-feira. A lista deverá ser atualizada a cada duas semanas em resposta à situação nos países estrangeiros.

Há duas semanas, a Comissão Europeia recomendou aos governos uma abertura gradual e conjunta das fronteiras a partir de 1º de julho. Cada governo pode decidir ele mesmo quem entra ou não no seu país, independentemente da lista da UE, mas a União Europeia busca uma ação consensual por causa da livre circulação dentro do bloco.

As restrições de viagens à UE estão em vigor desde meados de março e valem para todo o bloco, exceto a Irlanda, e para Noruega, Islândia, Suíça e Lichtenstein.

 

A MAIORIA DOS INFECTADOS POR CORONAVÍRUS ATUALMENTE NOS ESTADOS UNIDOS SÃO JOVENS


Estados americanos revertem reabertura

Total de infectados por coronavírus nos EUA passa de 2,5 milhões. País ainda registrou 125 mil mortes. Aumento recente de casos tem ocorrido principalmente entre os jovens.




© Imago-Images/ZUMA Wire/C. James Praia fechada no Texas. Estado reverteu parte da reabertura após aumento de casos 



O aumento de casos de coronavírus nos estados americanos do Texas e da Flórida levaram autoridades a reverter esforços para reabrir suas economias, determinando que bares fechem novamente que restaurantes adotem restrições mais rígidas.
Na manhã de sábado, a Flórida anunciou 9.585 novas infecções nas últimas 24 horas, segundo recorde consecutivo. Na sexta-feira, já haviam sido notificados 8.942 novos. Os dois números são significativamente mais altos que o recorde anterior do estado, de 5.511 novos casos diários, alcançado em 24 de junho.
Já o Texas registrou 9.585 infecções por coronavírus entre sexta-feira e sábado.
Os anúncios marcaram um grande passo atrás por ambos os Estados - dois dos primeiros impulsionadores nas tentativas de reabrir a economia - e um reconhecimento de que os números de infecções se tornaram muito preocupantes.
Os Estados Unidos registraram mais de 45.000 novos casos de covid-19 na sexta-feira, o maior aumento de um dia da pandemia. Mais de 2,5 milhões de norte-americanos já testaram positivo. Pelo menos 125.000 morreram em todo o país, mais do que em qualquer outro país – o Brasil é o segundo colocado, com 57 mil mortes.
No entanto, as autoridades de saúde do país estimam que o número real de casos é provavelmente dez vezes maior que o total confirmado. Os Centros dos EUA para Controle de Doenças (CDC) estimam que até 20 milhões de americanos podem ter sido infectados.
O principal especialista do governo dos EUA para a panmdemia, Anthony Fauci, disse na sexta-feira que o país estava com um "problema sério".
Em uma coletiva da força-tarefa sobre coronavírus da Casa Branca, Fauci ainda disse que o aumento recente de casos foi causado por regiões "que talvez tenham voltado a abrir um pouco cedo demais" e pela pessoas que não seguem as orientações de distanciamento social. "As pessoas estão infectando outras pessoas e, finalmente, você infectará alguém vulnerável", disse.
Já o chefe do CDC, Robert Redfield, aponta que o aumento recente de casos está ocorrendo principalmente entre ao jovens – pessoas entre 18 e 34 anos –, especialmente no sul e oeste dos EUA.

sábado, 27 de junho de 2020

EMBATE POLÍTICO ESTÁ ACABANDO COM O BRASIL - É PRECISO MUDAR

Urgente mudar

 

Manoel Hygino

 

 

 

No final de semana, arrefeceram-se os exaltados ânimos, que marcaram os dias anteriores na política. Embora acostumados às cálidas (se o adjetivo não for suficientemente forte) manifestações dos autores em cena, tivemos período de efetiva crise, não fosse a atuação dos mais prudentes.

Verdadeiramente, a nação não está nem se sente em paz, tão necessária ela para superarmos os terríveis efeitos de uma pandemia jamais vista tão trágica e cruel para todos os povos. A amplitude e gravidade dos problemas de que o povo teve notícia através de todos os veículos de comunicação, permitem deduzir que novas discussões estarão em debate a partir de agora e com uma veemência e uma agressividade não compatíveis com as circunstâncias da hora.

A polarização não conduzirá à melhor solução, mas se percebe que ela não se restringe mais aos círculos debatedores, estes já rompidos pelo conhecimento de todos os setores da sociedade. O descontentamento e a desconfiança, há bem tempo, ultrapassaram as rampas do Palácio do Planalto ou da Alvorada. Eles estão nas ruas, já sofridas sobremaneira pela perversidade múltipla causada pela pandemia que atinge uma população já cercada pela dificuldade de ir e vir, de adquirir medicamentos, de viajar, de alimentar-se, de usufruir as folganças do esporte e do lazer, de os filhos frequentarem as escolas.

Estamos em face de uma poderosa enrascada, da qual precisamos sair com a possível rapidez, antes que se agrave a situação, que se mostra das mais ameaçadoras, por motivos que a sociedade conhece. Se não escaparmos, agora, estaremos condenados irremediavelmente a provas e consequências mais dolorosas e frustrantes.

Os casos envolvendo Fabrício Queiroz e Abraham Weintraub são apenas a face de um imbróglio muito maior. Os embates entre os poderes constituídos, contrariando o explícito na Santa Magna, têm de cessar. Já Luiz Carlos Azedo aponta: “Uma parte do conflito de Bolsonaro com o Legislativo e o Judiciário é fruto de sua personalidade; a outra, mais preocupante, decorre de uma concepção de Estado descentralizado e vertical ainda arraigada, apesar de ultrapassada, compartilhada por alguns generais que o cercam”.

Imprescindível o fim das bravatas. E, como disse o jurista Sacha Calmon: “É hora de iniciar um novo ciclo de nossa história, sem arreganhos autoritários e planos factíveis de desenvolvimento econômico”.

Urge.

 

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...