sexta-feira, 26 de junho de 2020

BOLSONARO ANUNCIA NOVAS PARCELAS PARA O AUXÍLIO EMERGENCIAL

Bolsonaro: auxílio deve ter novas parcelas de R$ 500, R$ 400 e R$ 300

 

Agência Brasil

 

 

 


O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (25) que o auxílio emergencial vai pagar um adicional de R$ 1,2 mil, que serão divididos em três parcelas.

"Vamos partir para uma adequação. Deve ser, estamos estudando, R$ 500, R$ 400 e R$ 300", afirmou o presidente durante sua live semanal nas redes sociais. Ele estava ao lado do ministro da Economia, Paulo Guedes, que também confirmou que a terceira parcela do auxílio emergencial, no valor de R$ 600, começa a ser paga no sábado (27).

Ao todo, o programa atende a cerca de 60 milhões de pessoas, e é destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados, como forma de fornecer proteção emergencial no enfrentamento à crise causada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19).

"Estávamos em R$ 600, o auxílio, e à medida que a economia começa a se recuperar, e começa a andar novamente, as pessoas vão devagar se habituando [com a redução do valor]", afirmou Guedes.

Bolsonaro também disse que espera que a economia possa ser retomada e defendeu a reabertura das atividades comerciais. "A gente apela aos governadores e prefeitos, com a responsabilidade que é pertinente de cada um, que comecem a abrir o mercado, abrir para funcionar", afirmou. Balanço mais recente do Ministério da Saúde registra um total de 1.228.114 de pessoas infectadas e quase 55 mil óbitos provocados pela covid-19.

 

COLUNA ESPLANADA DO DIA 26/06/2020

Checklist nos terminais

 

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini

 

 

 

É notória a crise financeira das companhias aéreas no Brasil, mas essa ‘turbulência’ do setor (na pandemia e antes dela) também tem mexido com as concessionárias dos maiores aeroportos. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil, que acompanha as outorgas, a situação mais complicada é a da que administra o Aeroporto de Viracopos (Campinas), que deve R$ 701,9 milhões – uma relicitação vai colocar o terminal em outras mãos. A BH Airport (Confins) se segura como pode: “As contribuições fixas referentes a 2016 e 2017 foram realizadas por meio de depósito em juízo, que aguarda definição judicial”, informa a ANAC. Já RioGaleão e a GRU Airport (Cumbica) “estão com pleitos financeiros em dia”, sem judicialização da parceria. 
 
Folga
A ANAC lembra que RioGaleão e GRU repactuaram fluxo do pagamento de outorgas fixas conforme permitido pela Lei nº 13.499/2017. 
 
Presente
A MP 925, de março, que cita ações para segurar a aviação brasileira, também se estendeu às concessionárias, e ampliou o prazo para pagamento das parcelas. As de 2020 poderão ser quitadas até 18 de dezembro.
 
Sem marcha
 A Confederação Nacional dos Municípios, que reúne quase 3 mil prefeituras, adiou para 2021 a Marcha dos Prefeitos – que, ressalte-se, não tem investimentos da União.
 
Cabide caiu
 O senador Humberto Costa (PT-PE) já sabe que vai dar um tiro no pé no domingo ao tentar vetar a candidatura de Marília Arraes à Prefeitura do Recife, batendo de frente com Lula da Silva, o manda-chuva do PT. Lula, que já rifou Marília em 2018, deu aval para o PT municipal se livrar da tradicional coalizão com o PSB, capitaneada por Costa.
 
 
Respira, Machado..
 O deputado Campos Machado, líder do PTB na ALESP, está preocupado com eventuais problemas causados pela compra de 3 mil respiradores mecânicos fabricados na China. O Governo paulista compraria os aparelhos por R$ 550 milhões, o que representa custo médio de R$ 183 mil por unidade (valor 4,5 vezes maior do praticado pelo mercado). Até agora somente 30% dos equipamentos foram entregues.
 
Você já sabia
 A Coluna antecipou que a eleição seria adiada para fim do ano – sondagem nacional da Paraná Pesquisas foi parar nas mãos dos líderes no Congresso em 30 de abril. E o ‘Renda Brasil’, que antecipamos dia 10 de abril, é a versão de Bolsonaro para o Bolsa Família.
 
Visão 
 Em tempos de mudanças na legislação trabalhista provocadas pela pandemia, o Conselho Jurídico Estratégico da Associação Comercial do Rio ganhou um reforço de peso: José Antônio Piton, desembargador aposentado do tribunal trabalhista.
 

 
Cor ofuscada
 Arquitetos de todo o Brasil lamentam. As edições da Casa Cor programadas para este ano foram quase todas canceladas. As previstas para outubro em diante podem se salvar.
 
Menos um
 Fechou as portas o Sheraton Reserva do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho, no Recife. O preferido para grandes convenções. João Dória fez lá um evento LIDE em 2017.
 
Hotel fazenda
 Omar Peres, o Catito, vai trasnformar a grande e bela fazenda de Vassouras, vale do Café no Rio de Janeiro, num hotel fazenda. Tem até cinema e locomotiva nos trilhos.
 
Tudo de novo
 Bastou Vegas reabrir seus cassinos e hotéis – mesmo com todo o controle e fiscalização e medidas sanitárias – para que bares, clube de strip e igrejas se tornassem focos de novos surtos nos Estados Unidos, relata o Boletim de Notícias Lotéricas.
 

ESPLANADEIRA

#  As startups Olist, Authen, Econodata, Magnetis, BRQ, Convenia, Medei e Pipefy seguem contratando na pandemia. São mais de 250 vagas ao todo. # O escritor Emílio Figueira conta na autobiografia, 'O caso do Tipógrafo', sua história de superação com a paralisia cerebral. # App Dentro da História lança o livro ‘Patrulha Canina: Uma Corrida Radical’ em sua plataforma. # Mercado pet cresceu 30% na pandemia, segundo Zee.Dog e a Zee.Now. Só na quarentena houve aumento de 60% nos pedidos das empresas. # Chama, aplicativo para pedir gás de cozinha, aumentou em 25%  quadro de colaboradores na pandemia.

DECRETO DO GOVERNO ESTABELECE NOVAS REGRAS PARA A CONCESSÃO DE RÁDIO E TV

Governo publica decreto com regras para licenciamento e extinção de concessões de rádio e TV

André Borges

 

 

BRASÍLIA – O governo publicou uma edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na noite desta quinta-feira, 25, com um novo decreto que altera regulamento dos serviços de radiodifusão no País. O decreto altera prazos para solicitação do licenciamento de estações de radiodifusão e para o início das operações pelas empresas que prestam os serviços. Há mudanças, também, em relação às punições que podem ser imputadas a essas empresas, caso as regras do decreto não sejam atendidas.

Pelo decreto 10.405, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro das Comunicações, Fabio Faria, fica estabelecido, por exemplo, que a empresa de retransmissão de sinal de TV poderá ser multada quando “operar com características diversas daquelas constantes de sua licença de funcionamento”.

Ao publicar o decreto, o governo emitiu uma nota para informar que “os novos prazos permitirão a prestação continuada dos serviços de radiodifusão e seus auxiliares nos moldes estabelecidos” e que isso “permitirá que haja um tempo maior para que os sistemas informatizados sejam adaptados”.

Se os prazos não forem cumpridos, o decreto estabelece que “será instaurado processo com vistas à extinção da outorga, devido à perda de condição indispensável para execução dos serviços de radiodifusão”.

Segundo o governo, “as propostas irão promover consistência jurídica e esclarecerão procedimentos internos necessários para a assinatura de contratos com a União e para a apuração do descumprimento de obrigações por parte dos outorgados.”

Genro do apresentador e empresário Silvio Santos, do SBT, Fabio Faria assumiu o reformulado Ministério das Comunicações há nove dias. Além de cuidar de temas como a determinação de políticas públicas, processos e renovações de outorgas e fiscalização de conteúdo de rádio e TV, responde pela Secretaria de Comunicação, responsável por distribuir verbas para TVs, além de cuidar de políticas públicas e fiscalização em áreas de interesse de empresas da sua família.

O SBT tem dedicado uma cobertura favorável ao presidente. O Planalto não só contratou apresentadores do canal para participar de campanhas, como prestigia programas populares com a presença do presidente e de ministros.

As mudanças nas regras de concessões de TV sempre foram tema recorrente em declarações de Bolsonaro, que prometeu, reiteradas vezes, endurecer o caminho para renovações de licenças, em ameaças constantes à Rede Globo.

Em novembro do ano passado, Bolsonaro referiu-se de forma espontânea sobre o assunto, em conversa com populares e jornalistas, para dizer que a "mamata" havia acabado - numa referência a verbas de publicidade do governo federal – e voltou a ameaçar com mudanças em critérios para renovar a concessão da empresa. "Vocês têm que estar arrumadinhos para 2022, hein, eu estou dando o aviso antes!", afirmou, na ocasião.

Juristas entendem, porém, que o presidente não teria o poder de, sozinho, cassar a concessão pública de uma rádio ou TV. A Constituição Federal estabelece que o cancelamento depende de decisão judicial. A concessão da Globo vence apenas em 5 de outubro de 2022, de acordo com decreto presidencial assinado em 2008. Antes deste prazo, o cancelamento só pode ocorrer por decisão judicial.

Segundo o professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Carlos Ari Sundfeld, que também é um dos autores da Lei Geral de Telecomunicações, “as concessões de radiodifusão têm a maior proteção jurídica que existe no Brasil” e, em sua avaliação, a legislação foi desenhada de forma a resguardar a liberdade jornalística e de expressão.

 

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...