quarta-feira, 22 de abril de 2020

STF AUTORIZA ABERTURA DE INVESTIGAÇÃO SOBRE MANIFESTGAÇÕES CONTRA O CONGRESSO E O STF


Ministro autoriza abertura de inquérito para manifestações contra Congresso e STF

Agência Brasil 







O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou hoje (21), a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), a abertura de um inquérito para manifestações que, no domingo (19), pediram a intervenção militar e o fechamento do Congresso e do próprio Supremo.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, fez o pedido ontem (20), informando que pretende apurar possíveis violações à Lei de Segurança Nacional pelos atos. O suposto envolvimento de deputados federais atrai a competência do Supremo para a investigação, justificou o PGR.
"O Estado brasileiro admite única ideologia que é a do regime da democracia participativa. Qualquer atentado à democracia afronta a Constituição e a Lei de Segurança Nacional”, escreveu Aras no pedido.
Ao autorizar a investigação, Moraes manteve a investigação sob sigilo, como havia solicitado Aras. Segundo nota divulgada pelo Supremo, o ministro escreveu que os fatos narrados pelo PGR são “gravíssimos”, ao atentarem conta o Estado Democrático de Direito e as instituições republicanas.
Moraes destacou ainda que a Constituição não permite o financiamento e a propagação de ideias contrárias à ordem constitucional e ao Estado Democrático de Direito, nem a realização de atos visando o rompimento do regime.
Segundo o ministro do STF, a decisão concluiu “ser imprescindível a verificação da existência de organizações e esquemas de financiamento de manifestações contra a Democracia e a divulgação em massa de mensagens atentatórias ao regime republicano, bem como as suas formas de gerenciamento, liderança, organização e propagação que visam lesar ou expor a perigo de lesão os Direitos Fundamentais, a independência dos Poderes instituídos e ao Estado Democrático de Direito, trazendo como consequência o nefasto manto do arbítrio e da ditadura”.
Atos
No domingo (19), quando foi comemorado o Dia do Exército, manifestações em diferentes cidades pediram a reabertura do comércio e o fim de medidas de isolamento por conta da pandemia do novo coranavírus.
Em Brasília, manifestantes carregaram faixas e gritaram palavras de ordem pedindo o fechamento do Congresso, do STF e a volta do Ato Institucional n° 5 (AI-5), usado durante o regime militar para punir opositores ao regime e cassar parlamentares.
O presidente Jair Bolsonaro compareceu ao ato em Brasília e discursou aos manifestantes. “Eu estou aqui porque acredito em vocês. Vocês estão aqui porque acreditam no Brasil. Nós não queremos negociar nada. Nós queremos é ação pelo Brasil. O que tinha de velho ficou para trás. Nós temos um novo Brasil pela frente. Todos, sem exceção no Brasil, têm que ser patriotas e acreditar e fazer a sua parte para que nós possamos colocar o Brasil no lugar de destaque que ele merece. Acabou a época da patifaria. É agora o povo no poder”, disse no ato.
Ontem (20), ao ser questionado em frente ao Palácio da Alvorada por apoiadores, o presidente defendeu Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional "abertos e transparentes". Na ocasião, ele afirmou que a pauta do ato do domingo era a volta ao trabalho e a ida do povo para a rua. Bolsonaro também responsabilizou “infiltrados” na manifestação por gritos e faixas que pediam fechamento do Congresso, STF e pediam a volta do AI-5.
O Ministério da Defesa emitiu nota na noite de ontem (20) destacando que as Forças Armadas trabalham na manutenção da paz e da estabilidade no país, "sempre obedientes à Constituição Federal". O texto destaca que o momento atual "exige entendimento e esforço de todos os brasileiros."

COLUNA ESPLANA DO DIA 22/04/2020


Chumbo na praça

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini







A interpelação judicial contra Felipe Santa Cruz, presidente do Conselho Federal da OAB, tem 140 advogados signatários. O grupo exige que ele explique se é verdade que se reuniu com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, para debater eventual impeachment do presidente Jair Bolsonaro. A denúncia foi feita em live, no último domingo, pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson – que também vai virar alvo de Santa Cruz.

Zika e aborto
Os ministros do STF julgam na sexta-feira, em plenário virtual, a ADI 5581, que tenta impedir autorização de aborto, nos hospitais, para grávidas com feto infectado com zika.
Sermão geral
A Igreja Católica se mobiliza fortemente na ação, desde o sermão nos templos – há meses – até visitas de líderes religiosos a ministros.
Mundo atrasado
Já a partir do dia 2 de maio, na pauta do Supremo, entra a ADI 5543, que questiona a proibição de doação de sangue por homossexuais. Em pleno século 21.
Sarney aos 90
A pandemia prejudicou as celebrações do ex-presidente José Sarney. O veterano completa 90 anos nesta sexta-feira. Haveria solenidade do Congresso Nacional em sua homenagem nesta semana. Mas ele vai comemorar em casa com a família, na Península dos Ministros em Brasília, assistindo a uma missa pela TV.
Orelhas vermelhas
O governador da Paraíba João Azevedo (Cidadania) concedia entrevista a uma rádio de João Pessoa e revelou que vai atrasar pagamento dos servidores diante da crise na saúde. No que um ouvinte telefonou e cravou: Cadê os R$ 138 milhões desviados pelo seu aliado, o ex-governador Ricardo Coutinho? Ficou mudo, até mudarem de assunto.
Vem mais
Eleitores do presidente Bolsonaro preparam outra grande manifestação pró-governo. Será no domingo, em frente ao Museu da República, de Brasília. Uma ontem não teve a força das anteriores.
Dancem, doutores
Ganhou apelido de Odalisca a máscara de proteção para médicos que a Prefeitura de Maceió distribuiu nos postos e hospitais. É de tecido quase transparente.
Rua fantasma
Comerciantes distribuíram por WhatsApp um vídeo triste da bela rua das Pedras, na turística Búzios (RJ). Quase metade do comércio da via fechou as portas de vez.
Noronha sitiada
Desde segunda-feira, o arquipélago de Fernando de Noronha (PE) – 3,3 mil habitantes e 26 contaminados por coronavírus – está de quarentena até 30 de abril. Os moradores só poderão sair na rua mediante preenchimento de formulário, com o motivo. O governo enviou mais policiais para assegurar a medida. Para piorar o cenário, o único (e pequeno) hospital não tem leitos de UTI.
Portas abertas
O vaivém nas escancaradas fronteiras do Brasil dá nisso: no Amapá, já são 500 os contaminados por coronavírus – 19 deles vieram da vizinha Guiana Francesa.
ESPLANADEIRA
# O festival digital Novo Mundo Vai reunir CEO de vários setores para discutir o futuro da sociedade, negócios, mobilidade e trabalho pós-pandemia. É gratuito, de 28 a 30 de abril.
#Alunos da UEG produzem álcool em gel 70% em Anápolis, com doação para entidades sem fins lucrativos que ajudam pacientes que combatem câncer e hanseníase.

BOLSONARO BUSCA APOIO DOS PARTIDOS DO CONGRESSO


Em busca de apoio no Congresso, Bolsonaro vai se reunir com MDB e DEM

Vera Rosa 




© Gabriela Biló/Estadão Presidente Jair Bolsonaro. 

BRASÍLIA - Em busca de apoio ao governo, o presidente Jair Bolsonaro fará nova rodada de conversas com partidos, nos próximos dias. Nesta quarta-feira, 22, por exemplo, ele receberá o deputado Baleia Rossi (SP), presidente do MDB, e, na quinta, o prefeito de Salvador ACM Neto, que comanda o DEM.
Até agora, o Palácio do Planalto agiu para isolar o DEM do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), com quem trava um ruidoso embate. Na prática, Bolsonaro tenta montar uma base de sustentação parlamentar no Congresso e tem oferecido cargos a partidos do Centrão, em troca de votos.
No último domingo, porém, ao participar de manifestação que defendia o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente atacou o que chamou de velha política. “Nós não queremos negociar nada. Nós queremos ação pelo Brasil”, afirmou ele, em cima da caçamba de uma caminhonete, diante do Quartel General do Exército.
Além de acusar Maia de “enfiar a faca” em seu pescoço, Bolsonaro comprou, recentemente, outras brigas com o DEM. Na semana passada, por exemplo, ele demitiu o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta – que é filiado ao partido --, substituindo-o por Nelson Teich. Além disso, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, outro nome do DEM, acabou rompendo com Bolsonaro depois que ele defendeu o fim do isolamento social na crise do novo coronavírus.
“Nesse momento difícil que o Brasil vive, é hora de deixar as diferenças de lado e buscar agora uma agenda em comum”, disse ao Estado o líder do DEM na Câmara, deputado Efraim Filho (PB). “Nessa hora, falar em intervenção militar por um lado e impeachment, por outro, é um desserviço para o Brasil. Já temos crise de saúde, crise econômica e uma nova crise política não seria bem-vinda”, emendou Efraim.
Pelo Twitter, Baleia Rossi observou que, como presidente do MDB é seu “dever” discutir com Bolsonaro propostas para “salvar vidas e empregos”. “Precisamos de um pacto de união nacional para enfrentar o Covid 19 e seus impactos. Não é hora de disputa política nem de discursos agressivos. É hora de bom senso”, avaliou Baleia.
O Estado apurou que o DEM perderá o comando da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e da Parnaíba (Codevasf), que deve ser entregue ao PP do senador Ciro Nogueira. Além disso, a direção e as superintendências do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), hoje com militares, podem ficar com o PL de Valdemar Costa Neto. Em governos passados, o partido de Valdemar tinha o domínio da área de transportes. Na dança das cadeiras, cargos no Banco do Nordeste, Funasa, Caixa e até em secretarias de ministérios, como o da Saúde, também deverão ser oferecidos aos novos aliados.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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