terça-feira, 28 de janeiro de 2020

JUSTIÇA SUSPENDE INSCRIÇÕES DOS ESTUDANTES NO PROUNI


MEC suspende início das inscrições para o Prouni

Agência Brasil 








                                                    Cronograma inicial previa abertura do prazo nesta terça-feira
Inicialmente programadas para terem início nesta terça-feira (28), as inscrições para o Programa Universidade para Todos (Prouni) foram suspensas pelo Ministério da Educação nesta segunda-feira (27). O ministério ainda não estipulou nova data.
A decisão foi tomada após o Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região suspender a divulgação do resultado das inscrições no Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Segundo o MEC, o cronograma do do Sisu e o do Prouni, ambos programas de acesso à educação superior, só serão divulgados após uma decisão final da justiça.
O Sisu oferta vagas em instituições públicas de ensino superior. Já o Prouni oferta bolsas de estudo em instituições particulares de ensino superior. Mas ambos utilizam notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Como foi comprovada a falha na correção de algumas provas do Enem, a justiça atendeu o pedido da Defensoria Pública da União (DPU) de suspender a divulgação dos resultados do Sisu. A ideia é não comprometer a transparência e a lisura do procedimento que dá acesso às vagas, seja de um programa, seja de outro.
Segundo a DPU, em seu pedido, a revisão das notas pode provocar alteração nos resultados finais de todos os candidatos. E essa alteração, ainda que de décimos, pode ser a diferença entre conseguir ou não a vaga pretendida.
O MEC, no entanto, vai disponibilizar aos estudantes a consulta de bolsas do Prouni, uma vez que se trata apenas de uma informação. Com isso, a consulta das mais de 251 mil bolsas relativas ao processo seletivo 1/2020 já está aberta.

COLUNA ESPLANADA DO DIA 28/01/2020


Desastres naturais

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini







O orçamento da União destinado ao socorro de estados e municípios afetados por desastres naturais despencou nos últimos anos. Em 2015, os recursos para programas de prevenção, monitoramento, alerta e recuperação de cenários atingidos eram superiores a R$ 1,6 bi e, no ano passado, caíram para pouco mais de R$ 800 milhões. Os estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo estão sob alerta máximo por causa das chuvas. Em Minas, são 47 mortes confirmadas e mais de 17 mil pessoas tiveram de deixar suas casas.

Cascata
A sucessiva redução orçamentária provocou efeito cascata em todo o país: municípios deixaram de receber nos últimos anos verbas para ações de prevenção e reconstrução de obras.

Bolsa Família
Com a prevenção comprometida pelo corte de dinheiro, todos os anos o governo federal recorre às mesmas medidas emergenciais – antecipação de Bolsa Família e FGTS – para remediar as consequências dos desastres.

Calamidade
Em meio aos desastres causados pela chuva, senadores querem discutir já na próxima semana – início do ano legislativo – o projeto (PLP 257/2019) que destina 25% dos recursos da reserva de contingência do orçamento para o atendimento de situações de calamidade pública.

Dívida
A americana JVL International tenta, há 13 anos, receber uma dívida de uma ex-parceira brasileira e, mesmo com decisão favorável definitiva do STJ, ainda não recebeu o valor que, inicialmente, era de US$ 211 mil. A devedora é a catarinense Easylog, representante em SC e no PR da suíça Ceva Logistics, uma das gigantes globais do transporte marítimo.

Lucro Brasil
Em dezembro de 2019, durante vistoria judicial, a empresa alegou não ter recursos para quitar a dívida. A Easylog, no entanto, exportou no ano passado, de acordo com dados preliminares até outubro, 9,5 mil containers, com receita de US$ 9,5 milhões, em um cálculo conservador.

Coronavírus
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) elevou a atenção em portos e aeroportos para casos suspeitos de coronavírus. O órgão também descartou qualquer possibilidade de contaminação em um navio de Singapura atracado em Santos (SP).

PT com PT
Caciques petistas de Pernambuco que cogitavam aliança com o PSB para a corrida à Prefeitura de Recife terão que seguir a determinação do ex-presidente Lula e apoiar a candidata do partido, Marília Arraes.

Cargos
Os cargos do PT na administração do governador do PSB, Paulo Câmara, estão com os dias contados. Na reforma que fará logo depois do Carnaval, Câmara irá abrir espaço para seus aliados.

Acolhida
A Operação Acolhida, que recebe os refugiados venezuelanos, tem novo comandante. Desde 2018, era coordenada pelo general de Divisão Eduardo Pazuello que agora transfere o cargo ao general de Divisão Antônio Manuel de Barros.

Esplanadeira
#O Programa de Cooperação Brasil-France, resultado de uma parceria entre a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e a França, irá viabilizar a estudantes brasileiros de engenharia 1,5 mil bolsas em universidades francesas até 2022.

BOLSONARO SE DESPEDE DA ÍNDIA E FALA SOBRE REFORMAS


''Eu quero reduzir a carga tributária'', diz Bolsonaro
Rosana Hessel - Enviada Especial





As contas públicas estão no vermelho desde 2014 e, pelas estimativas do mercado, apesar de haver uma redução no tamanho do rombo nos últimos dois anos, é provável que o mandato de Bolsonaro termine e o governo não consiga registrar um superavit primário

Nova Délhi - O presidente Jair Bolsonaro afirmou que pretende reduzir a carga tributária, mas existem obstáculos para que isso ocorra, como a questão fiscal. Contudo, ele não precisou quando isso poderia acontecer. “Eu quero reduzir a carga tributária, mas é dificil”, disse ele a jornalistas neste domingo (26/1), no segundo dia da visita de Estado à Índia.As contas públicas estão no vermelho desde 2014 e, pelas estimativas do mercado, apesar de haver uma redução no tamanho do rombo nos últimos dois anos, é provável que o mandato de Bolsonaro termine e o governo não consiga registrar um superavit primário. “Este ano, devemos completar o ano devendo, bem menos do que no ano passado e do que no ano retrasado. Mas devendo ainda”, disse ele, mas garantiu em a queda do imposto é uma meta. “Essa redução (da carga tributária), o pessoal (da equipe econômica) não sabe o momento certo quando ela deve começar”, afirmou.
Desde que desembarcou na Índia, na sexta-feira (24/1), o presidente descartou qualquer possibilidade de aumento de imposto. Apesar de o discurso recente da equipe econômica esteja mais focado em simplificar e diminuir a burocracia para que a atividade economia comece a registrar uma taxa de crescimento mais robusta, Bolsonaro admitiu que apenas isso não vai resolver. “Não é apenas desburocratizar e desregulamentar, mas é preciso diminuir a carga tributária para estimular que a indústria vá para frente no Brasil”, reforçou.
Bolsonaro cogitou adotar medidas de estímulo fiscal, como fez o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que reduziu os impostos. “A carga tributaria é um absurdo”, avaliou. “Não tenho dúvida de que a redução  ajudaria a economia. O Trump baixou o imposto dos empresários e a economia foi lá para cima”, comparou ele, em uma sinalização na contramão da cartilha liberal do ministro da Economia, Paulo Guedes. “É a minha opinião. A pessoa mais certa para responder isso é o Guedes”, disse.
Ao ser questionado pelo Correio sobre que reforma tributária ele deseja, Bolsonaro tentou sair pela tangente. “Eu já falei que não entendo nada de economia. Vocês desceram a lenha em mim. Eu contratei, entre aspas, um posto Ypiranga. Eu não vou contratar o Nelson Piquet para trabalhar comigo, botar do lado e eu dirigir o carro”, afirmou.
Em seguida, ao defender a necessidade de reduzir a carga tributária, ele defendeu a simplificação. “Para ser patrão no Brasil, tem muita dificuldade”, disse ele, citando caso da companhia aérea que perdeu uma ação na Justiça em 26 estados por não retirar um item do cardápio e oferecer outro ao consumidor. “Quem quer ser patrão no Brasil tem que ser herói ou faltar um parafuso na cabeça”, afirmou.
Críticas
Uma das principais críticas de economistas ao governo é a demora em apresentar a reforma tributária. O Congresso tem duas propostas tramitando na Câmara, a PEC 45/2019, e no Senado, a PEC 110/2019, e tem demonstrado interesse em fundir as propostas em uma comissão mista que não avançou no recesso.
Mais cedo, o presidente admitiu que é preciso correr contra o tempo neste ano devido às eleições municipais. O Executivo tem até junho para conseguir aprovar qualquer mudança na Constituição e, por conta disso, é provável que as duas reformas, a  administrativa (que está “quase pronta”) e a tributária, sejam encaminhadas juntas ao Legislativo.
Demonstrando a dificuldade para aprovar uma reforma tributária no Congresso, o presidente lembrou que ela exige um consenso entre os entes federativos e a União. “Não culpem só a mim. Os estados têm independência e autonomia para mexerem nos percentuais dos impostos. Os municípios, em parte, também. É bastante complexo”, disse. “Passei 28 anos dentro da Câmara. Nunca chegou uma reforma tributária até o final porque não atende  o estado, o município e a União. Não atendendo os três, ninguém quer perder nada, todo mundo acaba perdendo muito e o Brasil continua nesse cipoal tributário, que dificulta você produzir, você empregar, encarece você exportar…”, acrescentou.
O presidente disse ainda que pretende se empenhar para reduzir a burocracia, que é uma causas da corrupção, seja  junto às Forças Armadas, seja aos órgãos governamentais. “A gente está se virando, correndo atrás para facilitar a vida de quem quer empreender no Brasil”, afirmou. Bolsonaro defendeu também uma forma de conscientização maior do consumidor para mostrar de forma mais clara o peso dos impostos nos rótulos dos produtos de forma a criar uma “conscientização contra a carga tributária. “Quando eu era garoto, tinha o preço da fábrica e o máximo valor cobrado ao consumidor”, disse ele, reclamando de toda vez em que a Petrobras reduz o preço da gasolina na refinaria, “o preço aumenta na bomba”.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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