terça-feira, 5 de novembro de 2019

COLUNA ESPLANADA DO DIA 05/11/2019


Policiais x bandidos

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini 







A política linha dura no combate aos criminosos adotada pelo governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, que se vestiu de xerifão com cara de mau, resultou em um efeito positivo para as forças de Segurança Pública. Caiu consideravelmente o número de assassinatos de policiais no estado neste ano. O governo deve fechar 2019 com um índice perto de 50% de queda nos homicídios de agentes em relação ao ano passado. Em 2018, foram 92 policiais mortos, 24 deles em serviço. Em 2017, o número assustador chegou a 134 (28 em serviço). Até ontem, foram registrados 52 homicídios de policiais – 16 estavam em serviço, 22 na folga e 14 eram reformados. Os dados foram pedidos pela Coluna à Secretaria da Polícia.
Recuo
A despeito das polêmicas de Witzel, criticado pelos excessos nas palavras e gestos – comemorando abate de bandido –, os dados mostram que a bandidagem recua.
Canalhas!
É tamanha a cara de pau dos donos do navio Bouboulina, investigado pela PF sobre o derramamento de óleo na costa brasileira, que o comandante não o atracou ainda em país algum, com medo de ser notificado.
Plim, Plim!
A TV Globo recebeu a primeira pancada na conta comercial, após a tremenda trapalhada do Jornal Nacional, ao insinuar participação do presidente Jair Bolsonaro na morte da vereadora Marielle Franco. A Condor, maior rede de supermercados do Paraná, anunciou a suspensão de seus comerciais nos intervalos dos programas jornalísticos veiculados no estado, como Bom Dia, Brasil, JN, Jornal Hoje e Fantástico.
Malhando
Em nota divulgada ontem à noite, a direção da empresa ainda criticou programas que, segundo sua visão, vão contra os valores familiares, como Malhação e Novela das 21h. “Permanecemos com nossos investimentos na RPC, afiliada Globo no Paraná, remanejando e reforçando a programação regional e de entretenimento saudável”.
No vermelho
A empresa não cita valores, mas, pela tabela da emissora na praça, são alguns milhões de reais por ano.
Embromação
A PGR em Brasília, que enviou para o MPF do Rio a investigação, se faz de cega sobre o inquérito do suposto pagamento de propina da TV Globo a dirigentes da Fifa. Questionada pela Coluna sobre o motivo do silêncio sobre o caso há 2 anos, mandou procurar o MPF do Rio, que nada responde.
Energia
Ministros palacianos são só elogios à gestão do general Luna e Silva à frente da Usina de Itaipu. Desde sua posse, foram economizados mais de R$ 600 milhões num programa de reestruturação e austeridade, sem perder a qualidade/quantidade da oferta de energia. O saldo abriu o caixa para investimentos em grandes obras no ano que vem.
PT perto de Guedes
Representando a Aliança dos Clubes Brasileiros, o ex-deputado petista Vicente Cândido (SP) é um dos palestrantes do Seminário Regulamentação das Apostas Esportivas no Brasil, que será realizado hoje no Ministério da Economia. A pasta debate as mudanças na lei aprovada no final do ano passado pelo Congresso.
Em campo
Aliás, hoje, os maiores anunciantes de placas de campo de futebol – que aparecem nas telas das TVs e para os pagantes nos estádios – são sites de apostas esportivas. Todos ‘hospedados’ no exterior, como Áustria, e a maioria de investidores estrangeiros.
Visita...
O deputado federal Wladimir Garotinho terá audiência com os ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes amanhã. Ele é presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Municípios Produtores de petróleo. Busca acordo para retirar da pauta da Corte a Adin sobre o julgamento da partilha nacional dos royalties do petróleo, dia 20.
...Argumentos
A lei, aprovada pelo Congresso anos atrás, parou no STF. O Rio avisa que pode quebrar. Na outra ponta, há dezenas de governadores e milhares de prefeitos esperando o dinheiro.

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

CASO ASSASSINATO DE MARIELE - COMPLICADO


Moro vê 'referência falsa' a Bolsonaro e nega 'pressão política' no caso Marielle
Estadão Conteúdos



O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, disse nesta sexta-feira (1), que "conclusão provisória" aponta para tentativa de obstrução de Justiça nas investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e seu motorista, Anderson Gomes. Moro disse que "talvez seja o caso realmente de federalização" das investigações sobre o crime, ocorrido em março de 2018.



Moro disse que "talvez seja o caso realmente de federalização" das investigações sobre o crime

Em Curitiba, onde foi inaugurar a Delegacia Modelo de Investigação e Análise Financeira da Polícia Federal, Moro disse: "A conclusão provisória é de que houve tentativa de obstrução e agora surgiu esse novo episódio. Foi solicitado da mesma forma, como havia uma referência falsa ao nome do presidente, foi solicitado que os fatos fossem completamente apurados pela Polícia Federal, sendo no caso competência da Justiça Federal."

O "novo episódio" a que o ministro se refere é a confirmação pelo Ministério Público do Rio de que um porteiro do condomínio Vivendas da Barra, onde reside Bolsonaro, teria mentido ao dizer que Élcio de Queiroz - apontado como um dos matadores de Marielle -, entrou no local afirmando que iria na casa 58, do presidente, e que teria sido o próprio "seu Jair" quem teria autorizado seu ingresso.

O ministro destacou que "paralelamente existe um pedido de federalização das investigações do assassinato junto ao Superior Tribunal de Justiça".

"Talvez, sem embargo no trabalho das acusações que já foram feitas no Rio de Janeiro contra as pessoas levantadas como executoras desses crimes, considerando a demora na identificação dos mandantes e reiteradas tentativas de obstrução de justiça, talvez seja o caso realmente de federalização, com o que o caso passaria integralmente para a Justiça Federal e a investigação pela Polícia Federal", anotou.

Ministros do STJ ouvidos pela reportagem disseram que o julgamento sobre a federalização deve ocorrer até o final do ano, e que o pedido da PGR deverá ser aceito.

Moro falou, também, que as investigações sobre o depoimento do porteiro poderão contribuir com informações que esclareçam os assassinatos de Marielle e Anderson.

O ministro refutou acusações de que haveria "pressão política" para frear o andamento das investigações.

"Isso é um pouco de desconhecimento na natureza do trabalho do Ministério da Justiça, que não trabalha nessas investigações ou nesse inquérito. Esse governo tem assegurado absoluta autonomia da PF, assim como tem o Ministério Público Federal."
A perícia nos áudios dos interfones do Condomínio Vivendas da Barra no dia do assassinato da vereadora Marielle Franco só foi feita um dia após a divulgação do caso pelo Jornal Nacional, da TV Globo, e ficou pronta em cerca de 2h25, destaca o jornal O Estado de S. Paulo. A análise das conversas entre um funcionário da portaria e moradores da casa 65/66 foi solicitada oficialmente às 13h05m11s de quarta-feira (30). Por volta das 15h30, após a perícia, o Ministério Público (MP) afirmou que o porteiro mentiu ao dizer, em depoimento, que um dos acusados do homicídio, Elcio Queiroz, havia pedido para ir na casa 58, que pertence ao presidente Jair Bolsonaro.


Perícia nos áudios dos interfones do Condomínio Vivendas da Barra no dia do assassinato da vereadora Marielle Franco só foi feita um dia após a divulgação do caso

Além disso, todas as sete perguntas feitas pelo MP para os peritos fazem referência à casa 65/66, de Ronnie Lessa, acusado de participar do crime junto com Queiroz. Os dois estão presos desde março de 2019. No ofício do MP, encaminhado na quarta à coordenadora de Segurança e Inteligência do MP do Rio, Elisa Fraga de Rego Monteiro, não há nenhuma questão sobre a casa 58 - como é presidente, Bolsonaro só pode ser investigado com autorização do Supremo Tribunal Federal.

Em entrevista ao Jornal Nacional na noite de quarta-feira, o procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que, "provavelmente" no mesmo dia analisou e arquivou informações sobre a suspeita de que Bolsonaro autorizou a entrada de um suspeito de matar Marielle no condomínio onde tem uma casa.

O MP tem os áudios com as conversas entre a portaria e as casas pelo menos desde o dia 14 de outubro. Durante a entrevista coletiva de quarta, promotoras do Grupo de Atuação Especializada no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) disseram que os áudios da portaria mostram que a autorização para Queiroz entrar no condomínio foi dada por Lessa e afirmaram que não havia qualquer gravação da suposta conversa entre o porteiro e algum morador da casa 58.

Sobre a possibilidade de algum áudio do computador da portaria ter sido excluído ou renomeado, o MP respondeu na noite de quinta-feira: "Na mídia enviada não há indícios de adulteração no dia 14/03 ou qualquer outro dia dos analisados entre os meses de janeiro e março. Todos os registros de entrada constantes nas planilhas foram confrontados com os registros de voz".

A integridade da gravação e a possibilidade de adulteração é a primeira das seis perguntas feitas pelas promotoras aos peritos. Elas também perguntam se a voz que autoriza a entrada de Queiroz é mesmo de Lessa e pedem todas as ligações atendidas pelo suspeito.

Na mesma nota, o MP confirmou que formalizou os quesitos da perícia no dia 30, mas que o material tinha sido enviado para análise em 15 de outubro.

Na terça-feira, reportagem do Jornal Nacional mostrou que Queiroz teria pedido para ir à casa 58 quando chegou ao condomínio, horas antes do assassinato de Marielle. Ainda segundo o JN, o porteiro teria anotado que "seu Jair" dera autorização para que o suspeito entrasse. Bolsonaro estava em Brasília no dia. O Estado não teve acesso ao livro de ocorrências do condomínio, onde estariam as anotações do porteiro.

Promotora

Uma das promotoras do Ministério Público do Rio que investigam o assassinato da vereadora Marielle Franco fez publicações de apoio ao presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais e já postou foto com o deputado estadual Rodrigo Amorim (PSL), conhecido por quebrar uma placa com o nome da vereadora. Carmen Eliza Bastos de Carvalho participou nesta quinta-feira, 31, da coletiva de imprensa na qual o MP afirmou que o porteiro do condomínio Vivendas da Barra mentiu ao relacionar Bolsonaro com Elcio Vieira de Queiroz, um dos réus presos por envolvimento no crime.

O CRESCIMENTO DO CHILE TEM QUE SER MELHOR REPARTIDO ENTRE A CLASSE MÉDIA


Classe média endividada exige sua parte em crescimento econômico do Chile

Estadão Conteúdo








A revolta chilena ganhou corpo quando o governo de Sebastián Piñera ridicularizou suas exigências iniciais e logo tornou-se a maior mobilização pós-ditadura, em reação ao uso do Exército na repressão. Mais de um milhão foram às ruas. A raiz da insatisfação, entretanto, está em distorções acumuladas por décadas, em governos de direita e de esquerda, escondidas em bons indicadores macroeconômicos que não se converteram em alívio nas contas, pelo contrário.

Os chilenos nunca estiveram tão endividados. De tudo que uma família recebe no Chile, 73% são dedicados a pagar dívidas, segundo o Banco Central. Em um dos cafés abertos em Santiago, na sexta-feira, um feriado que terminaria em violentos protestos, o garçom Alejandro Segovia, de 30 anos, comentava, sem moderar a voz, não entender a boa imagem chilena no exterior.

"Quem não se endivida no Chile, não vive", disse ao Estado, enquanto servia um café expresso vendido a R$ 10,20. O custo de vida e os baixos salários têm relação direta com a crise. A oferta de educação e saúde gratuitas existe, mas fica restrita aos mais pobres. E este não é o rosto desses protestos.

Os atos têm a cara da classe média. Mais exatamente de jovens e seus avós - que não querem mais endividar-se com as cotas de aposentadoria, ensino, saúde e transporte. Seus cartazes não pedem estatização desses setores. Denunciam a falta de poder do Estado para monitorar a alta dos preços.

Quando a tarifa do metrô foi elevada em 30 pesos (R$ 0,16), o que detonou o descontentamento entre estudantes há três semanas, tratava-se do 21.º aumento em 12 anos. Para atravessar Santiago, um motorista passa por oito pedágios.

Aos 30 anos, Segovia sabe que estará endividado até os 50. Terá de pagar 240 parcelas, hoje de 58 mil pesos (R$ 311), pelo curso de nível técnico de quatro anos em administração de empresas. No total, R$ 43 mil.

Ele não tem alternativa. Para tentar uma bolsa, precisaria ter renda inferior a 200 mil pesos (R$ 1 mil). Só que recebe o salário mínimo. São 301 mil pesos (R$ 1,6 mil) por mês, que passarão a 350 mil pesos (1,8 mil). O aumento foi uma das concessões feitas por Piñera, em um pacote de US$ 1,2 bilhão.

Além de anular o aumento no metrô, o presidente elevou o mínimo, suspendeu reajustes de pedágio, mudou o gabinete. Recuou até no principal ponto de sua reforma tributária, uma renúncia fiscal de US$ 800 milhões por ano, planejada para atrair empresas.

Pesquisa da consultoria Cadem feita ainda durante o estado de emergência e antes da marcha que reuniu mais de um milhão no dia 25, dá a ele aprovação de 14%.

"Piñera é um pato manco, como dizem os americanos (presidente que segue no cargo, mas sem poder). Se já não cumpriria suas metas, muito menos agora", avalia o cientista político Raul Sohr. "Antes de assumir, em 2010, pegou um terremoto que matou 800. E agora este, político", lembra.

Entre 1965 e 2014, a renda per capita chilena aumentou de US$ 14 mil para US$ 36 mil. A questão é que a maior parte da população não se vê vivendo naquilo que Piñera chamou de "oásis" dias antes de os protestos começarem.

Segundo o Ministério de Desenvolvimento Social, em 1990, a pobreza no Chile superava os 43%. Hoje, é de 10%. "Isso fez surgir uma classe média baixa altamente vulnerável, com risco de cair novamente na pobreza. Eles são os novos indignados, um terço", diz Mario Waissbluth, especialista do centro de sistemas públicos da Universidade do Chile.

Conforme o sociólogo Alejandro Marambio, professor da Universidade Católica de Maule, o endividamento chileno tem como peculiaridade o fácil acesso empréstimos em grandes lojas. O principal modo de se endividar são os cartões de crédito desses estabelecimentos (42% dos casos). "Em geral, são compras de bens básicos", explica.

Uma simplificação corrente sobre os atos no Chile é que eles seriam de esquerda ou contra o neoliberalismo. Há 83% de apoio às manifestações, segundo a consultoria Activa Research, o que coloca entre eles boa parte dos eleitores de Piñera. Um sintoma dessa transversalidade ideológica são protestos inéditos em zonas de alto padrão, como Las Condes e Barrio Alto.

Os liberais descontentes alegam que a riqueza do país, um polo de mineração e pesca, parou na mão de famílias beneficiadas com as privatizações conduzidas pelo ditador Augusto Pinochet. "As privações de Pinochet foram um escândalo. Poucas famílias se tornaram donas de gigantescas estatais sem pagar um peso. Essas fraudes são conhecidas", critica o analista Mario Waissbluth.

A Constituição chilena, de 1980, foi escrita 10 anos antes do fim da ditadura (1973-1990). Um de seus eixos é dar ao Estado um papel subsidiário, o que explica as poucas ferramentas de controle sobre a iniciativa privada. Esta é agora a única concessão que interessa aos manifestantes: uma reforma constitucional que permita ao Estado controlar abuso de preços.

Outro equívoco em relação ao movimento chileno é reduzi-lo a um ato contra a desigualdade, pois só ela não explicaria o seu alcance. O Chile é o sétimo país mais desigual do mundo, de acordo com o Coeficiente de Gini, mas está atrás de Haiti (2.º), Honduras (3.º), Colômbia (4.º), Brasil (5.º) e Panamá (6.º). O mais desigual é a África do Sul. Entre esses países, o Chile é o de melhor nível educacional, o que poderia explicar o inconformismo.

"Em boa parte, estamos falando em desigualdade no tratamento, de oportunidades. Há uma desigualdade material, mas há uma indignação com o fato de o país ter crescido muito e vários não terem influência política", diz Eduardo Engel, professor da Universidade do Chile e diretor do centro de estudos Espaço Público. Sua interpretação reforça a mensagem de uma das pichações que tomaram todos os prédios nos dois quilômetros que separam a Praça Itália, centro das manifestações, do Palácio La Moneda. "Não são 30 pesos, são 30 anos."

Revolta contra política tradicional abre porta a um nome populista no Chile

Quando estudantes saltaram por três dias as catracas do metrô de Santiago, rebelando-se contra um aumento 30 pesos (o equivalente a R$ 0,16) e chamando outros a "evadir" o sistema, não foram levados a sério. Como o reajuste valeria só para o horário de pico, após as 7 horas da manhã, o ministro da Economia, Juan André Fontaine, sugeriu: "Quem madrugar será beneficiado por uma tarifa mais baixa."

Aquele era o 21.º aumento em 12 anos e a sugestão levou o próprio Fontaine mais cedo para casa. Ele perdeu o emprego na reforma ministerial feita por Sebastián Piñera em resposta a manifestações que têm no sistema político um alvo central.

Tanto que uma das exigências que o presidente tenta colocar em prática é reduzir os ganhos deputados e senadores, por meio do corte de diárias. Os legisladores ganham 9 milhões de pesos brutos (R$ 48 mil), enquanto o salário mínimo fica em 350 mil (R$ 1,8 mil).

O uso das Forças Armadas, ainda associadas à ditadura, durante os 10 dias de estado de emergência, acirrou essa revolta contra as instituições. Tais circunstâncias levaram analistas e políticos a questionar se o Chile, caracterizado por sua alternância equilibrada entre esquerda e direita, pautada em políticas de Estado, poderia eleger um populista.

"Há claramente um sentimento contra as elites no Chile e hoje o populismo tem essa carga antielite. Mas nunca tivemos lideranças carismáticas. Todos nossos grandes presidentes estiveram em linhas constitucionais. Tivemos muita entrada de imigrantes recentemente, mas nem isso estimulou a ascensão de um xenófobo", afirma o cientista político Raul Sohr.

Os números da última eleição - o voto é opcional - reforçam essa desesperança. Houve participação de 46,7% no primeiro turno em 2017. Destes, 36% votaram em Piñera. No segundo turno, Piñera venceu o esquerdista Alejandro Guillier ao obter 54% dos votos válidos. Mas a participação também foi baixa: 49%.

A terceira colocada naquela eleição, Beatriz Sánchez (20% no primeiro turno), à esquerda de Guillier, não se atreve a descartar a repetição do fenômeno populista no Chile. "Ninguém pode prever o que ocorrerá depois deste movimento. A direita tem uma tática antiga que é despolitizar a sociedade. Falar de todos os políticos como o problema", disse ao Estado.

Duas semanas após as depredações feitas por anarquistas em mais de 40 estações no dia 18, após os três dias em que estudantes chamaram a "evadir" o sistema de metrô, essa palavra tornou-se um símbolo das manifestações. Até por dupla acepção. Depois de Piñera criticar os estudantes que "evadiam" o metrô, alguns responderam que ele já havia sido punido por "evasão" de impostos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

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