segunda-feira, 28 de outubro de 2019

70 ANOS DA REVOLUÇÃO CHINESA


70 anos da Revolução na China: Como o Partido Comunista controla o país

 

Direito de imagem Getty Images Image caption O Partido Comunista está presente em todos os aspectos da vida na China
Há 70 anos, a China é governada por um único partido - o Partido Comunista da China (PCC).
Desde 1º de outubro de 1949, quando Mao Tsé-tung promoveu a revolução comunista e chegou ao poder, o partido tem o controle total do país — passando pelo governo, a polícia e o Exército.
Foi sob a direção do partido que a China passou de um país pobre e rural a uma potência econômica mundial. E, no meio deste processo, não tolerou qualquer oposição, reprimindo dissidências.
No dia em que a República Popular da China comemora 70 anos, a BBC explica como o Partido Comunista tem o controle sobre o país:
Contexto histórico


Direito de imagem Getty Images Image caption O parlamento chinês basicamente ratifica as leis apresentadas pelo governo
Quando Mao Tsé-tung chegou ao poder, impôs um regime socialista totalitário rígido.
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No entanto, o fracasso econômico do Grande Salto para Frente (1958-1962), que buscava transformar a economia agrária do país e que acabou provocando escassez de alimentos, gerando a perseguição ideológica da chamada Revolução Cultural (1966-1976), a campanha de Mao contra os partidários do "capitalismo", que junto com a fome, causou milhões de mortes em todo o país.
Após o falecimento de Mao em 1976, o país emergiu lentamente da estagnação, com as reformas promovidas por Deng Xiaoping, então secretário-geral do Partido Comunista.
Em meio a um cenário de pobreza e fome, Xiaoping rompeu com o status quo e implementou uma série de reformas econômicas centradas na agricultura, num ambiente liberal para o setor privado, na modernização da indústria e na abertura da China para o comércio exterior.
Para ele, não importava se o sistema econômico chinês era comunista ou capitalista, mas sim se funcionava. E foi assim que promoveu um verdadeiro "milagre econômico".
As reformas econômicas e sociais introduzidas por Deng Xiaoping foram continuadas por seus sucessores, Jiang Zemin e Hu Jintao.
O atual presidente, Xi Jinping, chegou ao poder em 2012 e desde então lidera o avanço da China como superpotência global.
90 milhões de membros
O Partido Comunista conta com cerca de 90 milhões de membros, o que equivale a aproximadamente 7% da população do país.
Seu papel de liderança está previsto na Constituição e, embora existam vários outros pequenos partidos, eles são obrigados a apoiar os comunistas.
A filiação ao Partido Comunista é considerada essencial para quem quer ascender profissionalmente — seja na política, no mundo dos negócios ou até mesmo na área de entretenimento.
Isso vale inclusive para grandes empresários como Jack Ma, fundador da gigante do comércio eletrônico Alibaba, Ren Zhengfei, fundador da empresa de telecomunicações Huawei, ou celebridades como a atriz Fan Bingbing.
Se são vistos contrariando os ideais do partido, precisam se desculpar publicamente para escapar de detenções secretas e perseguições. E foi exatamente isso que aconteceu com Fan no ano passado.


Direito de imagem Getty Images Image caption Fan Bingbing: a atriz precisou se desculpar publicamente
A estrela do cinema chinês ficou desaparecida por cerca de três meses, após ser acusada de evasão fiscal, o que gerou uma série de especulações, e ressurgiu pedindo desculpas aos fãs, ao Partido Comunista e ao governo.
Uma pirâmide de poder controlada do topo
O Partido Comunista está organizado como a estrutura de uma pirâmide — com o presidente Xi Jinping no topo.
A partir da base, as organizações partidárias elegem os órgãos superiores até chegar à liderança.
O Congresso Nacional do Partido Comunista da China, realizado a cada cinco anos, nomeia um comitê central que, por sua vez, escolhe o politburo - comitê que reúne as principais lideranças do partido.
Essas eleições geralmente são decididas e aprovadas de antemão, e o verdadeiro poder está nas mãos do politburo.
No topo da pirâmide, está finalmente Xi Jinping. Em 2017, o partido abriu caminho para ele se tornar presidente vitalício. E também votou para consagrar seu nome e ideologia na constituição, o que o equiparou a Mao Tsé-Tung.
O todo-poderoso politburo
O Partido Comunista da China controla o país — passando pelo governo, a polícia e o Exército.
Do alto da pirâmide, o politburo garante que a linha partidária seja mantida e controla três outros órgãos importantes:
- Conselho de Estado;
- Comissão Militar Central;
- Assembleia Nacional Popular ou parlamento.
 
Direito de imagem Getty Images Image caption O Partido Comunista da China governa o país desde 1949
O Conselho de Estado é o governo, liderado pelo primeiro-ministro — atualmente Li Keqiang —, que é subordinado ao presidente.
O papel dele é implementar políticas partidárias em todo o país, administrando, por exemplo, o plano econômico nacional e o orçamento do Estado.
A ligação entre os militares e o partido comunista remonta à Segunda Guerra Mundial e à subsequente guerra civil. Essa conexão é institucionalizada pela Comissão Militar Central, que lidera as Forças Armadas da China.
A comissão controla o arsenal nuclear do país e seus mais de 2 milhões de soldados, o maior efetivo militar do mundo.
Embora exista um parlamento, a chamada Assembleia Nacional do Povo apenas aprova as decisões tomadas pela liderança do partido.
Pulso firme com a opinião pública
O Partido Comunista não tolera dissidências, tampouco permite partidos da oposição. Os críticos do governo correm o risco de serem perseguidos.
Direito de imagem Getty Images Image caption O presidente Xi Jinping tem um poder incomparável na China
A repressão contra aqueles que se manifestam contra as autoridades não dá sinais de que vai diminuir, ao passo que a repressão aos direitos humanos se intensificou sob a gestão de Xi Jinping.

As represálias não poupam sequer membros do alto escalão do partido. Bo Xilai, que já foi um poderoso líder do partido regional, foi condenado à prisão perpétua em 2013 após ser acusado de corrupção e abuso de poder.
A China insiste que respeita os direitos humanos e justifica seu pulso firme em relação à dissidência argumentando que tirar milhões de pessoas da pobreza supera as liberdades individuais.
A imprensa e a internet — incluindo as redes sociais — são rigidamente controladas no país. A chamada "Grande Muralha" de censura na internet bloqueia o acesso a determinados sites estrangeiros, assim como ao Google, Facebook, YouTube e Twitter.
A digitalização da vida cotidiana permite que o partido implemente ainda tecnologias de monitoramento avançadas, que culminaram no projeto de sistema de crédito social — por meio do qual o comportamento de cada um dos cidadãos seria pontuado em uma espécie de ranking de confiança.
Esse controle quase total da imprensa ajudou o partido a influenciar a opinião pública e reforçar ainda mais o próprio controle.
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sexta-feira, 25 de outubro de 2019

COLUNA ESPLANADA DO DIA 25/10/2019


Cenário

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini








Embora não tenha influenciado na votação e aprovação da reforma da Previdência no Senado, a crise no PSL e a falta de uma base aliada consolidada na Câmara aumentarão a dependência do governo das legendas do chamado Centrão, para aprovar novas medidas que serão encaminhadas ao Congresso. Parlamentares do grupo apontam que, diante do cenário adverso, são ínfimas as chances de passarem, ainda neste ano, as reformas administrativa e tributária. E não há disposição e iniciativas por parte dos articuladores da Presidência para consolidar a base na Câmara. Deputados dizem, nos bastidores, que o diálogo com interlocutores do governo tornou-se esporádico.
Tá feia a praia
As manchas de piche que não param de chegar às praias do Nordeste dão prejuízos ao setor hoteleiro. Em Salvador, um cinco estrelas teve quatro reservas canceladas.
Olho em 2020
Os governadores de Sergipe e Pernambuco mandaram filmar todo o óleo nas praias. Pretendem usar isso contra o governo federal, diante da inépcia das autoridades.
Atrasadões
Só há três dias os comandos do Exército e Marinha mandaram soldados às praias para ajudar na limpeza, 50 dias após o crime. Parabéns ao aguerrido povo nordestino.
Acertando 1
É fato que o presidente da República fala pelos cotovelos – e com polêmica – que o ministro da Economia Paulo Guedes não suporta o Congresso e seus assaltos, mas os números apontam forte mudança no rumo econômico e social do Brasil, para melhor. A Reforma da Previdência vai gerar economia de R$ 800 bilhões, em 10 anos, e abrir caminho para investimentos.
Acertando 2
Os homicídios caíram 22% neste ano, até setembro – houve queda em todos os estados. E quase 10 milhões de pessoas tornaram-se empreendedores individuais, conforme dados da Fazenda. É gente emitindo nota fiscal de serviços prestados.
Série B
O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal acumula série de derrotas que o estão tirando do grupo de entidades que conseguem manter os benefícios corporativos de seus representados. Quem circula no meio das entidades de classe avalia que o “rebaixamento” do Sindifisco será selado pela entrega ao TCU, por parte da Receita, dos dados dos auditores que acessaram informações sigilosas de autoridades.
Submissão
O episódio da demissão de Marcos Cintra do cargo de secretário da Receita foi outra demonstração de pouca força da entidade. Ao contrário do que fizeram as associações dos delegados e dos peritos da Polícia Federal, que criticaram a ingerência do presidente Bolsonaro no órgão e repudiaram a tentativa de demissão de Maurício Valeixo, o Sindifisco aplaudiu quando Bolsonaro pediu a cabeça de Cintra.
Derrotas jurídicas
Mesmo ganhando uma ação para incorporar uma gratificação ao salário dos auditores, ao custo de R$ 4 bilhões ao erário, o sindicato não conseguiu o pagamento até agora porque o ministro Francisco Falcão, do STJ, suspendeu a decisão. Em outro episódio, o TCU questiona o pagamento do bônus de eficiência para os auditores e determinou que fossem apuradas irregularidades no pagamento do benefício.
Libertadore$
A final da Copa Libertadores aqueceu o mercado de turismo no Rio. Ontem à tarde, nenhuma companhia mais tinha voos, para os dias 22 e 23, do Rio para Santiago do Chile.
Esplanadeira
# Brasília vai sediar, dias 6, 7 e 8 de novembro, a 2ª edição do Congresso Nacional do Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies).

BOLSONARO NA CHINA


Bolsonaro convida estatais chinesas a participarem do leilão do pré-sal
 
© Reprodução/TV Globo Bolsonaro presenteou Xi com 1 agasalho do Flamengo.
O presidente Jair Bolsonaro convidou nesta 6ª feira (25.out.2019) estatais chinesas a participarem do megaleilão do pré-sal do pré-sal em novembro. “Estamos alinhados com a China em mais coisas além da questão comercial”, disse Bolsonaro.



O brasileiro encontrou-se com o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, capital chinesa. A prioridade da visita dele é ampliar a relação comercial entre os 2 países. A China é maior parceira comercial do Brasil. Segundo dados do Ministério da Economia, o comércio bilateral com o país registra expressivo superávit –em 2018, atingiu recorde de US$ 29,2 bilhões.
No encontro, Bolsonaro e Xi assinaram 8 atos para facilitar trâmites comerciais. Bolsonaro afirmou que o Brasil é “1 mar de oportunidades” e que está fazendo o dever de casa para reconquistar a confiança do mundo. “Queremos compartilhar isso com a China”, afirmou.
Durante a campanha eleitoral, em 2018, Bolsonaro disse que os chineses estavam “comprando o Brasil”. Ao chegar no local, disse que não foi a Pequim “para falar de questão política sobre a China”. O brasileiro também visitará o primeiro-ministro chinês Li Keqiang e com o presidente da Assembleia Popular Nacional, Li Zhanshu.

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...