terça-feira, 20 de agosto de 2019

ESTADOS UNIDOS TESTAM MÍSSIL NUCLEAR


Estados Unidos testam míssil após deixar tratado nuclear

Agência Brasil



  
Esse é o primeiro teste após o tratado nuclear

Os Estados Unidos (EUA) anunciaram nessa segunda-feira (19) que realizaram teste com um míssil de cruzeiro. É o primeiro teste feito pelo país desde que deixou oficialmente o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF) no início do mês.
Segundo o Pentágono, o míssil foi lançado às 14h30 de domingo (18), a partir da ilha de San Nicolás, na Califórnia, e percorreu mais de 500 quilômetros antes de cair no mar. "Os dados coletados e as lições aprendidas com esse teste auxiliarão o Departamento de Defesa no desenvolvimento de capacidades futuras de alcance intermediário", informou em nota.
Caso o tratado INF, assinado em 1987 pela Rússia e os EUA para eliminar mísseis de curto e médio alcance, ainda estivesse em vigor, o teste teria violado o acordo, já que o projétil percorreu uma distância superior a 500 quilômetros.
Tendo vigorado por mais de 30 anos, o INF foi um dos mais importantes acordos do final da Guerra Fria. Sob ele, pela primeira vez as superpotências concordaram em eliminar armas nucleares e submeter-se a extensas inspeções para assegurar que ambos os lados seguissem as regras do tratado.
Há algum tempo os EUA acusavam a Rússia de descumprimento do acordo, com base em relatórios de inteligência. Washington argumentou que o míssil russo 9M729 violaria o INF. Moscou negou as alegações: com um alcance máximo de 480 quilômetros, ele estaria abaixo dos limites do tratado.
Especialistas temem que o fim do INF possa prejudicar outros acordos de controles de armas, além de acelerar a erosão de sistema global projetado para conter a disseminação de armas nucleares, levando a uma nova corrida armamentista.
Além do teste dessa segunda-feira, os Estados Unidos planejam testar um míssil balístico de alcance intermediário em novembro. Washington também já expressou a intenção de enviar novos mísseis à Ásia.

COLUNA ESPLANADA DO DIA 20/08/2019


Pará & Alemanha

Coluna Esplanada – Leandro Mazzini







Na contramão das críticas do presidente Jair Bolsonaro e da recusa de ajuda internacional financeira para programas de sustentabilidade, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), fechou acordo com o Banco KFW, da Alemanha. O valor de R$ 12,6 milhões é tímido se comparado com os bilhões de outros investimentos europeus, mas ajudará o Estado a partir de 2020 em projetos de conscientização ambiental, monitoramento e mais postos de fiscalização até 2023. O sistema Deter, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), emitiu alertas de estupendos 59,21% de aumento de desmatamento na floresta amazônica no Estado desde agosto de 2018, a maior parte em área da União.
Tá feio o mapa
A área dos Alertas passou de 1.547 km² para 2.463 km² no Pará. Disso, 71,32% (184 mil hectares) foram em áreas federais e 28,68% (74 mil ha) sob tutela do Estado.
No chão
Não falta ‘querosene’ para a lista da privatização. O Aeroporto Internacional de Belém, administrado pela Infraero, ficou 1 hora sem energia ontem de manhã. E sem gerador.
Compasso de espera
Dados oficiais em mãos de autoridades indicam boa melhora da qualidade do ar em São Paulo no mês de junho. Teria relação com a desaceleração, por ora, da indústria.

Contrariado 
Quem conhece Bolsonaro na Polícia Federal não descarta fritura do diretor-geral Maurício Valeixo por causa do desencontro de indicados para a Superintendência do Rio. Valeixo é um apadrinhado do ministro da Justiça, Sérgio Moro. E na cúpula é notória a presença de delegados mais alinhados ao Bolsonarismo. O ‘Quem manda sou eu’ foi o primeiro sinal.

Turma do coldre
O jeito Bolsonaro de mandar, o caixa apertado da PF – já falta dinheiro para operações, contam fontes - e o episódio do Rio vão pautar bastidores do encontrão dos delegados federais, que reunirá mais de 600 deles, em Salvador esta semana. A Coluna vai cobrir.

Famosa Pirâmide 
A CCJ do Senado vota nos próximos dias o PL 4.233/19 que inclui a ‘pirâmide financeira’ crime no Código Penal. Autor do projeto, o senador Flávio Arns (Rede-PR) diz que o esquema “muitas vezes está camuflado na forma de um investimento lucrativo, atraindo pessoas a adquirirem um produto fictício ou sem valor real”.

Cana neles!
O PL propõe o aumento de penas que poderão variar de 2 a 12 anos de prisão e multa. Hoje, a Lei prevê detenção de 6 meses a 2 anos e multa. Muitos(as) estelionatários(as) travestidos de pessoas de sucesso continuam a aplicar o golpe. E, infelizmente, muita gente ingênua ou mal informada ainda perde a economia de uma vida.

MERCADO
Mais óleo
A costa marítima do Paraná virou o pote de ouro do Governo. O presidente Bolsonaro acaba de assinar decreto que inclui no Programa de Parcerias de Investimentos a 16ª Rodada de Licitações de blocos de petróleo e gás em regime de concessão, que a Agência Nacional do Petróleo vai tocar nas próximas semanas.

Americano$
Esperam-se alguns bilhões de reais de petroleiras americanas, as favoritas, depositados à vista no Tesouro Nacional.

FGT$
A liberação do saque do FGTS deve dar impulso ao consumo, ajudar a reduzir o endividamento das famílias, abrindo espaço para novo ciclo de crédito na economia doméstica. É o que prevê o Relatório de Acompanhamento Fiscal deste mês elaborado pelo Instituto Fiscal Independente, vinculado ao Senado. No longo prazo, a medida tende a impulsionar o mercado de crédito no segmento de pessoas físicas

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

JOGO SUJO ENTRE A CÂMARA FEDERAL E O SENADO


Rodrigo Maia e o PL do Abuso de Autoridade

Guilherme da Cunha





“Ou você morre como um herói, ou vive o bastante para se tornar um vilão”. Essa frase, do excelente filme “Batman, o Cavaleiro das Trevas”, define o momento de Rodrigo Maia.
De herói da aprovação da reforma da Previdência na Câmara, Rodrigo Maia passou ao papel de vilão da aprovação, a toque de caixa, do Projeto de Lei do Abuso de Autoridade, que, segundo seus críticos, prejudicará a Operação Lava-Jato e o combate à corrupção.
O PL do Abuso de Autoridade foi iniciado no Senado Federal sob o nº PLS 85/17, de autoria do senador Randolfe Rodrigues, da Rede, em março de 2017. Lá, tramitou por pouco mais de um mês, até ser aprovado e remetido à Câmara dos Deputados em 10/05/2017, onde recebeu o número de PL 7.596/17.
Na Câmara, o projeto ficou adormecido em berço esplêndido e sequer foi analisado pela Comissão de Constituição e Justiça.
No dia 14 deste mês, após ficar mais de dois anos engavetado, o PL 7.596/17 foi à votação no Plenário. E pior: foi à votação pelo processo simbólico, sem registro de quem foi a favor ou contra o projeto.
Rodrigo Maia tornou-se, imediatamente, o vilão que aprovou, a toque de caixa, um projeto impopular. Mas, seria ele realmente o vilão da história? E seria o único?
Foi decisão dele, que já era presidente da Câmara há dois anos, deixar o projeto parado, o que revela que a aprovação da matéria não era sua prioridade. O que fez isso mudar?
Minha análise: um acordo político envolvendo o Senado, onde o projeto se iniciou e tramitou de forma acelerada, revelando que lá havia interesse na matéria.
Quem teria participado desse acordo? Uma pista para a resposta é dada pelas assinaturas contidas no Requerimento de Urgência que permitiu que o PL do Abuso de Autoridade tramitasse da noite para o dia na Câmara: os líderes de PP, MDB, PTB, PSD, DEM, PL, PDT e, vejam só, do PSL, partido do presidente, que elegeu a maioria de seus parlamentares sob a bandeira do combate à corrupção.
Por que o PSL faria esse acordo? O que o Senado teria a oferecer para impor sua pauta a Maia e ao governo? A meu ver, a aprovação da PEC da Previdência sem alterações.
Minha sugestão ao presidente Bolsonaro: não tomar nenhuma ação precipitada e manter o silêncio até que o STF julgue a ação proposta pelo Novo, que não participou de nenhum acordo, se opôs à tramitação acelerada do PL do Abuso de Autoridade e está tentando anular a votação, por ter sido desconsiderado seu pedido regimental para que fosse feita de forma nominal. E pressionar o Senado para que vote a PEC da Previdência, já que parte dele na barganha teria sido cumprida. Aguardemos...

AS ARMADILHAS DA INTERNET E OS FOTÓGRAFOS NÃO NOS DEIXAM TRABALHAR

  Brasil e Mundo ...